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Direito Ambiental
Contextualização
Introdução
As normas ambientais estão presentes em todas as dinâmicas econômicas, sociais e culturais da sociedade contemporânea.
Confira alguns exemplos:
· Uso de recursos hídricos.
· Geração de resíduos sólidos.
· Efeitos antropogênicos das atividades humanas sobre o sistema climático mundial, isto é, as mudanças climáticas.
Todas essas temáticas interessam diretamente:
O meio ambiente ecologicamente equilibrado é condição inafastável para a sadia qualidade de vida. 
Para estudar esta disciplina, é fundamental:
· Conhecer os processos que levaram o meio ambiente ao cerne dos debates no cenário internacional.
· Delinear normas constitucionais que norteiam a proteção ambiental no país, com os princípios estruturantes desta disciplina e as competências de cada ente federativo na proteção ambiental.
· Entendendo os conceitos
· Quer saber como o meio ambiente é definido juridicamente?
· [Selecione o card abaixo para conferir.]
· "O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas."
· 
· (Lei nº 6.938/1981, Art. 3º, I)
Este conceito é totalizante, ou seja, abarca dois elementos:
· bióticos (seres vivos);
· abióticos (não vivos).
Estes elementos permitem a vida em todas as suas formas, isto é, não só a vida humana.
Até aqui, vimos os assuntos introdutórios e os 
conceitoGênese do Direito Ambiental
O que estudaremos?
Direito Ambiental Internacional: tratados e convenções em matéria ambiental
Serão abordados os tratados e as convenções no cenário internacional que foram fundamentais para o surgimento do Direito Ambiental.
Vamos iniciar este estudo com a citação de Oliveira e Silva sobre o surgimento da proteção ambiental:
O ser humano sempre teve uma relação intrínseca com o meio ambiente, porém a ideia de proteção ambiental juridicamente estruturada apenas surgiu quando se percebeu que a natureza tem um poder de recuperação finito e o desenvolvimento da humanidade comprometia a preservação ambiental.
(OLIVEIRA e SILVA, 2012, p. 25)
A Revolução Industrial, no século XIX, e o aumento populacional ampliaram as agressões à natureza e, com isso, começou a despontar uma consciência ecológica.
Veja, a seguir, a evolução dos acontecimentos em prol do meio ambiente, representados pelos seguintes marcos:
1960
Nessa década, nasceram ideias sobre o que seria uma consciência ambiental. Surgiu uma ideologia ambiental política, que se desenvolveu nas décadas seguintes.
1970
Alguns acontecimentos fizeram repensar a ideia de que proteção e qualidade ambiental eram incompatíveis com o desenvolvimento econômico, tais como: crise do petróleo, divulgação do relatório produzido pelo Clube de Roma e alguns acidentes ambientais que influenciaram convenções internacionais e regras internas de cada país.
O relatório do Clube de Roma afirmava que o mundo não suportaria o crescimento desenfreado, por isso, asseverava um conjunto de ações para conter o crescimento populacional e reduzir as atividades industriais, o que levaria, consequentemente, a uma redução no consumo de recursos naturais.
1979
Dentre os acidentes, destacamos o ocorrido na cidade de Seveso, norte da Itália, quando uma nuvem tóxica causou uma poluição atmosférica que se estendeu sobre 1.970 hectares.
1978
Outro caso foi o acidente náutico que ocorreu em 1978, com o petroleiro Almoco Cadiz, em águas francesas.
1980
No Brasil, a proteção ambiental só ganhou corpo na década de 1980. Historicamente, o país teve uma grande quantidade de riquezas extraídas do seu ambiente natural, como no ciclo do pau-brasil, da cana-de-açúcar, do ouro, do café e da borracha. Somente em 1808 “o país passou a ter, com a criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma área de proteção ambiental com caráter conservacionista”. (OLIVEIRA; SILVA, 2012, p. 26).
O Código Civil de 1916 demonstrou alguma preocupação com a proteção ambiental ao proibir construções capazes de poluir ou inutilizar para o uso a água de poço ou fonte alheia preexistente a ela.
A partir das décadas de 1930 e 1960, surgiu, no país, ainda de modo pontual, a legislação tutelar do meio ambiente, com o aparecimento de alguns diplomas normativos, tais como:
· Decreto nº 2.793/34 (Código Florestal).
· Decreto nº 24.643/34 (Código de Águas).
· Lei nº 4.504/64 (Estatuto da Terra).
· Lei nº 4.771/65 (Código Florestal).
· Decreto-lei nº 221/67 (Código de Pesca).
· Decreto-lei nº 227/67 (Código de Mineração).
· Lei nº 6.453/77 (Responsabilidade Civil por Danos Nucleares).
· Lei nº 6.766/78 (Parcelamento do Solo Urbano).
Interior do prédio do Parlamento sueco onde foram realizadas reuniões da Conferência. Fonte: http://politik.in2pic.com/
O Brasil, seguindo uma tendência global, criou seus principais órgãos de meio ambiente nas esferas federal e estadual após a Conferência de Estocolmo (1972), como a Secretaria de Meio Ambiente da Presidência da República, em 1973.
Na década seguinte, com a Lei nº 6.938/81 (Política Nacional de Meio Ambiente) instituiu-se o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
A Constituição Federal de 1988 contempla a garantia dos direitos fundamentais e humanos e, dentre eles, está o meio ambiente.
No caput do art. 225, assevera o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental e como um bem de uso comum do povo. Essa foi nossa primeira Constituição a destinar um capítulo para as questões ambientais (Título VIII, Capítulo VI).
Capa da Constituição Federal de 1988 criada por Cosme Coelho Rocha.
Direito Ambiental Internacional: tratados e convenções em matéria ambiental
O estudo do Direito Ambiental Internacional determina que sejam analisadas as conferências da organização das Nações Unidas (ONU) e os documentos elaborados a partir delas. Ademais, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Mercosul possuem deliberações sobre o meio ambiente.
Conheça as quatro conferências da ONU:
[Selecione os cards abaixo.]
[Selecione os cards abaixo.]
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (1972).
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992).
Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável: Rio+10 (2002).
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável: Rio+20 (2012).
A seguir, veremos essas e outras iniciativas de modo detalhado.
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (1972)
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano aconteceu de 5 a 16 de junho de 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia, com a participação de 113 Estados. Ela é considerada um marco do Direito Ambiental no domínio internacional.
Durante os trabalhos, os países participantes dividiram-se em duas correntes de interpretação sobre as questões relativas ao meio ambiente:
s ini
ciais que o ajudarão a compreender 
aNo fim, foi editada a Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente com 26 princípios. Outro instrumento elaborado foi o Plano de Ações para o Meio Ambiente, com um conjunto de 109 recomendações.
A Declaração de Estocolmo reconhece o meio ambiente com qualidade como direito fundamental, como pode-se observar em seu primeiro princípio:
O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas, em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna, gozar de bem-estar e é portador solene de obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras.
Além disso, de cunho institucional e como decorrência da Convenção de Estocolmo, estabeleceu-se em 1972 o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com sede em Nairóbi, no Quênia. Seu objetivo é promover a proteção ao meio ambiente e o uso eficiente de recursos naturais no contexto do desenvolvimento sustentável.
Na contemporaneidade, o PNUMA é a principal autoridade global em meio ambiente.
O Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum)
Depois de mais de uma década da realização da Conferência de Estocolmo, em 1983, a ONU criou(...) d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa” (inciso XXIII).
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Tópico 2
Competência legislativa privativa da União
A competência legislativa privativa da União compreende, segundo o art. 22 da CF, legislar sobre:
· “águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão” (inciso IV);
· “jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia (inciso XII);
· “atividades nucleares de qualquer natureza” (inciso XXVI).
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Tópico 3
Competência legislativa exclusiva dos Estados-membros
Segundo Ferreira sobre a competência legislativa exclusiva dos Estados-membros explica:
“a Constituição não dispõe de forma específica sobre a competência dos Estados. Todavia, dispondo explicitamente sobre a competência da União e dos Municípios, deixa aos Estados a matéria remanescente. Assim toda matéria que não for competência federal ou municipal será, de forma residual, competência estadual”
(FERREIRA, 2007, p.210).
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Tópico 4
Competência administrativa exclusiva dos Municípios
Sobre a competência administrativa exclusiva dos Municípios, cabe aos Municípios, conforme o art. 30 da Constituição Federal:
· “promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano” (inciso VIII);
· “promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual” (inciso IX).
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Tópico 5
Competência legislativa do Município
Já a competência legislativa do Município restringe-se, segundo o art. 30 da CF, a:
· “legislar sobre assuntos de interesse local” (inciso I);
· “suplementar a legislação federal e estadual no que couber” (inciso II).
· Reflita sobre um caso que será apresentado a seguir, onde o STF julgou inconstitucional a lei do Município de Paulínia – SP.
· 
· A queima da palha da cana-de-açúcar
· O STF, no julgamento do RE 586224 (DJe 08.05.2015), declarou inconstitucional a lei do Município de Paulínia – SP que proibia a queima da palha da cana-de-açúcar em seu território. O STF estabeleceu limites para o Município legislar, como podemos observar:
· o Município é competente para legislar sobre meio ambiente com União e Estado, no limite de seu interesse local e desde que tal regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados
· (art. 24, VI c/c 30, I e II da CRFB)
· Diante disso Melo explica que:
· com a existência de diplomas legais no âmbito federal e estadual, o Município deve se limitar à competência residual e de forma harmônica. No caso em análise, sobre a queima da palha da cana-de-açúcar, a legislação federal (art. 40, do Código Florestal; e Decreto nº 2.661/1998) e a estadual (Lei nº 11.241/2002) já disciplinavam a matéria, não restando competência residual para o Município de Paulínia
· (MELO, 2017, p. 80)
· Agora que você já conheceu os assuntos relativos à Proteção Constitucional do Meio Ambiente, prossiga e confira os 15 princípios do direito ambiental.
· Avance para o próximo tópico: Princípios do Direito Ambiental.
Tópico 4 de 6
Princípios do Direito Ambiental
O Direito Ambiental possui princípios que norteiam tanto os intérpretes quanto os executores das normas ambientais.
Conhecer estes princípios é essencial para compreender a racionalidade do sistema normativo.
Ainda não há uma sistematização principiológica uniforme no direito ambiental, então, serão explicados tanto os que são apontados pelas doutrinas quanto os suscitados nas principais provas e certames. Prossiga!
O que estudaremos?
Princípio do meio ambiente ecologicamente equilibrado como direito fundamental
Conforme caput do art. 225 da Constituição Federal:
todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida
Este é o princípio matriz de todo direito ambiental. Como meio ambiente ecologicamente equilibrado entende-se aquele sem poluição, com salubridade e higidez.
Melo partindo do mesmo princípio, complementa:
com o meio ambiente ecologicamente equilibrado pretende-se garantir, em aspectos fundamentais, o direito à vida, sobretudo à sadia qualidade de vida, aquela que proporciona a materialização do princípio estruturante do sistema jurídico brasileiro: a dignidade da pessoa humana
(MELO, 2007, p. 102).
O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é um dos principais direitos fundamentais, conhecido como direito de terceira dimensão.
Apenas por meio dele é possível efetivar:
Princípio do desenvolvimento sustentável
O conceito de desenvolvimento sustentável é definido no Relatório Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) como:
aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades
No contexto internacional amplia-se a compreensão de desenvolvimento sustentável, por integrar a solidariedade intergeracional, que será estudada como princípio singular.
Por meio do princípio do desenvolvimento sustentável busca-se compatibilizar o desenvolvimento de atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente.
Importante!
É necessário conjugar o art. 170 com o art. 225, ambos da Constituição Federal.
Princípio da prevenção
Esta seção começará com um questionamento.
[Indique a alternativa correta e na sequência confirme selecione o botão.]
Diante desse conceito, Prieur assevera que:
a prevenção consiste em impedir a superveniência de danos ao meio ambiente por meio de medidas apropriadas, ditas preventivas, antes da elaboração de um plano ou da realização de uma obra ou atividade.
(GRANZIERA, 2008, p. 55)
As fotos abaixo retratam três exemplos críticos de poluição onde não houve prevenção. 
E como aplicar o princípio da prevenção?
Devemos considerar que o princípio da prevenção é aplicável ao risco conhecido, o que significa:
aquele identificado por meio de pesquisas, dados e informações ambientais; ou ainda porque os impactos são conhecidos em decorrência dos resultados de intervenções anteriores, por exemplo, a degradação ambiental causada pela mineração, em que as consequências para o meio ambiente são de conhecimento geral. É a partir do risco ou perigo conhecido que se procura adotar medidas antecipatórias de mitigação dos possíveis impactos ambientais.
(MELO, 2017, p. 108)
Esse princípio é aplicado por meio das seguintes medidas de antecipação:
· estudo prévio de impacto ambiental (EIA);
· licenciamento ambiental;
· poder de polícia ambiental;
Princípio da precaução
Alguns doutrinadores não distinguem o princípio da prevenção e o princípio da precaução. Mas devemos considerar suas particularidades.
Na Declaração do Rio (1992) encontramos o princípio da precaução:
Quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental.
Ou seja, é um princípio atrelado à incerteza científica. Configura-se, então, a ausência de informações ou pesquisas científicas conclusivas sobre a potencialidade e os efeitos de determinada intervenção sobre o meio ambiente e a saúde humana.
Em uma situação em que haja incompletude de provas dos impactos ambientais, ou seja, que precise esperar por informações, estudos ou pesquisas para intervenção ou procedimento, não se deve fazer intervenções. Enfim, in dubio pro ambiente.
Analise a seguir, o quadro comparativo entre o princípio da prevenção e da precaução para entender a diferença entre eles:
	Princípio da função socioambiental da propriedade
No art. 5º, XXII, da CF, garante-se o direito de propriedade, e este é legitimado ao atender sua função social (art. 5º, XXIII, da CF).
Melo explica que:
É necessário consignar que a função social não limita o direito de propriedade. Ao reverso, a função social é elemento essencial interno da propriedade, um conteúdo do direito de propriedade. Só se deve falar em propriedade no ordenamento jurídico comofunção social.
Ademais, a expressão “função socioambiental” significa dizer o mesmo que a função social da propriedade com ênfase em seu aspecto ambiental.
Dentro desse contexto, entenda quando a propriedade urbana e a propriedade rural cumprem sua função social.
[Selecione os cards abaixo.]
cione os cards abaixo.]
Propriedade urbana
Cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor (art. 182, § 2º, da CF).
Propriedade rural
Cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor (art. 182, § 2º, da CF).
Estes são os requisitos para cumprimento da função social da propriedade urbana:
· Aproveitamento racional e adequado.
· Utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente.
· Observância das disposições que regulam as relações de trabalho.
· Exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.
Ademais, o art. 186 da CF destaca que para o cumprimento da função social da propriedade rural devem ser considerados o aspecto econômico, o aspecto ambiental e o aspecto social.
[Selecione as abas para conhecê-los.]
ASPECTO ECONÔMICO 
Com o aproveitamento racional e adequado (inciso I).
ASPECTO AMBIENTAL 
Pela utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente (inciso II).
ASPECTO SOCIAL
Com observância das disposições que regulam as relações de trabalho e a exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores (incisos III e IV).
Para o cumprimento da função social da propriedade rural é necessária a observância conjunta e indissociável desses três componentes
Princípio do poluidor-pagador
De natureza econômica, cautelar e preventiva, o princípio do poluidor-pagador compreende a internalização de custos ambientais, que devem ser suportados pelo empresário/ empreendedor, que os afasta da coletividade.
Cabe ao empreendedor adotar todas as medidas para evitar externalidades ambientais negativas (gases, efluentes, resíduos sólidos). Ainda que adote e o dano ocorra, será obrigado a reparar, já que a responsabilidade civil ambiental é objetiva.
O Princípio 16 da Declaração do Rio (1992) afirma:
as autoridades nacionais devem procurar promover a internalização dos custos ambientais e o uso de instrumentos econômicos, tendo em vista a abordagem segundo a qual o poluidor deve, em princípio, arcar com o custo da poluição, com a devida atenção ao interesse público e sem provocar distorções no comércio e nos investimentos internacionais.
Na legislação infraconstitucional, especificamente, na Política Nacional do Meio Ambiente, esse princípio está expresso no inciso VII do art. 4º da Lei nº 6.938/1981:
à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados (…)
Há no princípio do poluidor-pagador dois perfis:
Caráter preventivo
Ao buscar evitar a ocorrência de danos ambientais.
Natureza repressiva
Uma vez que, com a ocorrência do dano, faz-se necessária a reparação.
Princípio do usuário-pagador
O princípio do usuário-pagador reconhece a necessidade de valoração econômica dos recursos naturais, com a cobrança pela sua utilização.
Somente com a cobrança se consegue conferir o real valor dos bens ambientais e evitar a hiperexploração, que leva à escassez do bem.
Um exemplo é o uso da água, que possui valor econômico e sua cobrança visa evitar o seu uso exagerado, uma vez que é bem finito, limitado.
Princípio da informação ambiental
É um direito da população receber e ter acesso às informações sobre todos os procedimentos, públicos ou privados, que intervenham no meio ambiente.
No direito ambiental, a informação é essencial para a proteção do meio ambiente e por zelar pela saúde da coletividade. Assim, a população tem o direito de ser informada sobre:
· a qualidade de bens ambientais;
· a realização de obras e atividades efetivas e potencialmente poluidoras que afetem a saúde humana e o meio ambiente.
A Declaração do Rio (1992), em seu décimo princípio afirma que:
(…) no nível nacional, cada indivíduo terá acesso adequado às informações relativas ao meio ambiente de que disponham as autoridades públicas, inclusive informações acerca de materiais e atividades perigosas em suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos decisórios. Os Estados irão facilitar e estimular a conscientização e a participação popular, colocando as informações à disposição de todos (…).
A Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981), no inciso V do art. 4º, também versa sobre a informação ambiental:
(…) à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico.
O princípio e a lei mencionados colaboram entre si sobre a valorização de informações sobre o meio ambiente e sobre a divulgação das mesmas.
Importante!
Atento a esse princípio, o governo federal criou o Sistema Nacional de Informações Ambientais (Sinima), que procurar articular as informações dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).
Nesse sentido, Melo afirma que:
A fim de garantir a efetivação desse princípio editou-se a Lei nº 10.650/2003, que dispõe sobre o acesso público aos dados e informações ambientais existentes nos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Para tanto, qualquer indivíduo, independentemente da comprovação de interesse específico, terá acesso às informações ambientais, mediante requerimento escrito, sobre os seguintes aspectos: a) qualidade do meio ambiente; b) políticas, planos e programas potencialmente causadores de impacto ambiental; c) resultados de monitoramento e auditoria nos sistemas de controle de poluição e de atividades potencialmente poluidoras, assim como planos e ações de recuperação de áreas degradadas; d) acidentes, situações de risco ou de emergência ambientais; e) emissões de efluentes líquidos e gasosos, e produção de resíduos sólidos; f) substâncias tóxicas e perigosas; g) diversidade biológica; h) organismos geneticamente modificados (art. 2º). Devemos ressaltar que o indivíduo que acessar esses dados assume a obrigação de não utilizá-los para fins comerciais, sob as penas da lei civil, penal, de direito autoral e de propriedade industrial, assim como é obrigado a citar as fontes, na eventualidade de divulgar os dados obtidos (art. 2º, § 1º)
MELO, 2017, p. 117
Princípio da solidariedade intergeracional
O princípio da solidariedade intergeracional é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. É um princípio de ética entre gerações.
Como já vimos, o caput do art. 225 da CF relaciona o dever de defender e preservar o meio ambiente “para as presentes e futuras gerações”.
Na Declaração de Estocolmo (1972) já se previa a responsabilidade com as futuras gerações em seus princípios 1 e 2. A Declaração do Rio (1992), por sua vez, reconhece a relevância da solidariedade intergeracional em seu terceiro princípio.
[Selecione os números abaixo para conhecê-los.]
Princípio 1
“o homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras”.
Princípio 2
“Os recursos naturais da terra incluídos o ar, a água, a terra, a flora e a fauna e especialmente amostras representativas dos ecossistemas naturais devem ser preservados em benefício das gerações presentes e futuras, mediante uma cuidadosa planificação ou ordenamento”.
Princípio 3
“o direito ao desenvolvimento deve ser exercido de tal forma que responda equitativamente às necessidades de desenvolvimento e ambientais das gerações presentes e futuras”.
Princípio do protetor-recebedor
O princípiodo protetor-recebedor concede benefícios econômicos, fiscais e tributários aos agentes que adotam medidas de proteção aos recursos naturais, como por exemplo:
ICMS ecológico, isenção de ITR em APP, reserva legal, RPPN etc.
Ou seja, estabelece-se compensação econômica aqueles que renunciam aos recursos naturais em benefício da coletividade.
O princípio do usuário-pagador estabelece o pagamento pelo uso dos recursos naturais com fins econômicos, já o princípio do protetor-recebedor concede benefícios econômicos, fiscais ou tributários aos agentes que optam por medidas de proteção ao meio ambiente.
Abaixo estão elencados quatro exemplos de aplicação do princípio do protetor-recebedor:
[Selecione as abas e conheça-os.]
1
Servidão ambiental (art. 9º-A da Lei nº 6.938/1981), em que há a isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) sobre a área de servidão.
2
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS ecológico ou verde) adotado em alguns Estados, como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, entre outros.
3
Isenção do ITR sobre as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente (art.10, § 1º, II, a, Lei nº 9.393/1996).
4
Bolsa Verde no Estado de Minas Gerais (Lei Estadual nº 17.727/2008), cujo objetivo é a conservação da cobertura vegetal nativa em Minas Gerais.
Princípio da participação comunitária
É por meio desse princípio que a população participa da tomada de decisões ambientais.
Importante!
Não é somente uma faculdade, mas um dever jurídico, como expressa o caput do art. 225 da Constituição, ao impor ao Poder Público e à coletividade o dever de proteger o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.
A participação da população pode se dar em três esferas:
A Declaração do Rio (1992), em seu Princípio 10, dispõe:
(…) Os Estados irão facilitar e estimular a conscientização e a participação popular, colocando as informações à disposição de todos. Será proporcionado o acesso efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que se refere à compensação e reparação de danos
Princípio da cooperação
Alguns doutrinadores referenciam esse princípio como “cooperação entre os povos”. A nossa opção é por uma leitura mais ampla do princípio da cooperação. Melo define:
Cooperar significa agir em conjunto e, para o direito ambiental, a cooperação ocorre tanto na esfera internacional quanto nacional
(MELO, 2017, p. 119)
Na esfera internacional a proteção ao meio ambiente é uma obrigação conjunta dos Estados, que atuam para a redução da pobreza e para o desenvolvimento sustentável.
No âmbito interno, o Brasil adotou o federalismo cooperativo, de partilha de responsabilidades entre os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) para a proteção ao meio ambiente.
Além disso, o caput do art. 225 coloca a proteção ao meio ambiente como dever do Estado e da coletividade, assim como também obrigação comum entre entes políticos e a sociedade civil.
Confira trechos da Declaração do Rio (1992):
[Avance pela seta lateral.]
Conclui nos seguintes termos: “Os Estados e os povos irão cooperar de boa-fé e imbuídos de um espírito de parceria para a realização dos princípios consubstanciados nesta Declaração, e para o desenvolvimento progressivo do direito internacional no campo do desenvolvimento sustentável”
(Princípio 27)
(…) todos os Estados e todos os indivíduos, como requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável, irão cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza, a fim de reduzir as disparidades de padrões de vida e melhor atender às necessidades da maioria da população do mundo
(Princípio 5)
Além disso, “(…) os Estados irão cooperar, em espírito de parceria global, para a conservação, proteção e restauração da saúde e da integridade do ecossistema terrestre”
(Princípio 7)
e cooperar “(…) na promoção de um sistema econômico internacional aberto e favorável, propício ao crescimento econômico e ao desenvolvimento sustentável em todos os países, de forma a possibilitar o tratamento mais adequado dos problemas da degradação ambiental”
(Princípio 12)
e, mais, “(…) os Estados irão desenvolver legislação nacional relativa à responsabilidade e à indenização das vítimas de poluição e de outros danos ambientais. Os Estados irão também cooperar, de maneira expedita e mais determinada, no desenvolvimento do direito internacional no que se refere à responsabilidade e à indenização por efeitos adversos dos danos ambientais causados, em áreas fora de sua jurisdição, por atividades dentro de sua jurisdição ou sob seu controle”
(Princípio 13)
Conclui nos seguintes termos: “Os Estados e os povos irão cooperar de boa-fé e imbuídos de um espírito de parceria para a realização dos princípios consubstanciados nesta Declaração, e para o desenvolvimento progressivo do direito internacional no campo do desenvolvimento sustentável”
(Princípio 27)
(…) todos os Estados e todos os indivíduos, como requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável, irão cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza, a fim de reduzir as disparidades de padrões de vida e melhor atender às necessidades da maioria da população do mundo
(Princípio 5)
Além disso, “(…) os Estados irão cooperar, em espírito de parceria global, para a conservação, proteção e restauração da saúde e da integridade do ecossistema terrestre”
(Princípio 7)
e cooperar “(…) na promoção de um sistema econômico internacional aberto e favorável, propício ao crescimento econômico e ao desenvolvimento sustentável em todos os países, de forma a possibilitar o tratamento mais adequado dos problemas da degradação ambiental”
(Princípio 12)
e, mais, “(…) os Estados irão desenvolver legislação nacional relativa à responsabilidade e à indenização das vítimas de poluição e de outros danos ambientais. Os Estados irão também cooperar, de maneira expedita e mais determinada, no desenvolvimento do direito internacional no que se refere à responsabilidade e à indenização por efeitos adversos dos danos ambientais causados, em áreas fora de sua jurisdição, por atividades dentro de sua jurisdição ou sob seu controle”
(Princípio 13)
Conclui nos seguintes termos: “Os Estados e os povos irão cooperar de boa-fé e imbuídos de um espírito de parceria para a realização dos princípios consubstanciados nesta Declaração, e para o desenvolvimento progressivo do direito internacional no campo do desenvolvimento sustentável”
(Princípio 27)
· 1
· 2
· 3
· 4
· 5
· Princípio da natureza pública da proteção ambiental
· Segundo o art. 225 da Constituição de 1988:
· 
· O meio ambiente é um bem de uso comum do povo, indisponível e insuscetível de apropriação.
· Importante!
· Ele deve ser assegurado e protegido por todos. Como possui natureza pública, trata-se de interesses indisponíveis.
· Princípio da vedação ao retrocesso
· Conhecido como princípio:
	Aragão assevera:
(…) no âmbito interno, o princípio da proibição do retrocesso ecológico, espécie de cláusula rebus sic stantibus, significa que, a menos que as circunstâncias de facto se alterem significativamente, não é de admitir o recuo para níveis de proteção inferiores aos anteriormente consagrados. Nesta vertente, o princípio põe limites à adopção de legislação de revisão ou revogatória
(ARAGÃO, 2007, p. 36-37)
O princípio da vedação ao retrocesso almeja uma proteção contra os retrocessos e flexibilizações na legislação ambiental.
Princípio do progresso ecológico
O princípio do progresso ecológico impõe ao Estado a obrigatoriedade de rever e aprimorar a legislação e os mecanismos de proteção ao meio ambiente.
Enquanto o princípio da proibição de retrocesso ecológico pretende a proteção contra as retrogradações.
Melo destaca que:
A observância da progressão em matéria ambiental é decorrência igualmente dos tratados e convenções de direitos humanos. Com efeito, esse princípio encontra paralelo na cláusula de progressiva realização dos direitos econômicos, sociais e culturais, prevista no Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais(art. 2º, § 1º), do Sistema Global de Direitos Humanos (ONU) e no Protocolo de San Salvador (art. 1º), do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (OEA)
(MELO, 2017, p. 122)
Acesse os links do Programa Saber Direito da TV Justiça, e assista as aulas de Direito Ambiental do Professor Fabiano Melo.
[Selecione os botões para acessá-las.]
https://www.youtube.com/watch?v=eGOQrY3WXPw&index=2&t=0s&list=PLVwNANcUXyA8UCF5BWI3lwIHnuO8pII8W
https://www.youtube.com/watch?v=VeVTU8LXH4o
Neste tópico, foram apresentados os 15 princípios do direito ambiental que norteiam os intérpretes e os executores das normas ambientais.
Este foi o último tópico desta unidade.
Tópico 5 de 6
Encerramento
É hora da síntese!
Veja o resumo do que foi apresentado:
Podemos concluir nesta unidade que:
· O meio ambiente é um conceito amplo, que abarca as relações de inúmeros elementos do meio físico, cultural, artificial e do trabalho.
· Hoje, o meio ambiente conta tanto com a proteção de tratados internacionais quanto da legislação nacional.
· O direito ambiental possui princípios próprios, que norteiam tanto os intérpretes das leis quanto os executores das normas ambientais.
Parabéns! 
Você chegou ao final da Unidade Gênese do Direito Ambiental.
Conheça as referências bibliográficas utilizadas e finalize esta unidade.
Referências bibliográficas
ARAGÃO, Alexandra. Direito Constitucional do Ambiente da União Europeia. In: CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato. Direito constitucional ambiental brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007.
BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2007.
FERREIRA, Heline Sivini. Competências constitucionais. In: CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato (Orgs.). Direito constitucional ambiental brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007.
GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito ambiental. São Paulo: Atlas, 2008.
IPHAN. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/62. Acesso em: 16 de dezembro de 2018.
MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 7. ed. São Paulo: RT, 2011.
____________. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5. ed. São Paulo: RT, 2007.
OLIVEIRA, Fabiano Melo Gonçalves de. Direito ambiental. 2. ed. São Paulo: Método, 2017.
OLIVEIRA, F. M de; SILVA, T. Direitos Difusos e Coletivos IV: Ambiental. São Paulo: Saraiva, 2012.
SENADO. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/04/20/fim-do-selo-de-transgenicos-nas-embalagens-pode-ter-debate-ampliado-no-senado. Acesso em: 02 de janeiro de 2019.
SILVA, José Afonso da. Direito ambiental constitucional. 6. ed. São Paulo: Malheiros, 2007.
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image1.png
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image4.pnga Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Vamos ver o que essa Comissão realizou?
[Selecione o card abaixo para saber.]
Após um longo período de audiências e discussões, em 1987 foi apresentado, como conclusão de suas atividades, o Relatório Nosso Futuro Comum, também conhecido como Relatório Brundtland.
Ele recebeu este nome em homenagem à senhora Gro Harlen Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega, que presidiu os trabalhos da Comissão Mundial.
O Relatório definiu os contornos do conceito de desenvolvimento sustentável, como aquele:
Que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade de as futuras gerações terem suas próprias necessidades atendidas.
Depois da conclusão deste relatório, a ONU decidiu, em 1990, que era necessário realizar uma nova conferência sobre o meio ambiente. Ela ocorreu no Brasil, em 1992.
Conheça a seguir.
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992)
Realizada em 1992, no Rio de Janeiro, ficou conhecida também como Cúpula da Terra. Esta conferência representou o ápice da preocupação ambiental mundial e contou com a participação de:
 gênese do Direito Ambiental.
Avance para o próximo tópico: Gênese do Direito Ambiental!
A Rio/92 produziu cinco documentos internacionais. São eles:
· Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
· Agenda 21.
· Convenção-quadro sobre Mudança do Clima.
· Convenção sobre Diversidade Biológica ou da Biodiversidade.
· Declaração de Princípios sobre Florestas.
Desses documentos, apenas a Convenção-quadro sobre Mudança do Clima e a Convenção sobre Diversidade Biológica ou da Biodiversidade têm força jurídica vinculante, ou seja, possuem força de lei.
Conheça, a seguir, cada um dos documentos com mais detalhes.
[Selecione os sinais de + para conferir.]
Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento
–
“Contém 27 princípios fundamentais para a compreensão do direito ambiental não somente na esfera internacional, mas como importante fonte para o desenvolvimento principiológico na legislação ambiental de cada país.” (MELO, 2017, p. 24).
Embora este texto se enquadre como uma recomendação, a Declaração do Rio traz preceitos fundamentais para o desenvolvimento de uma agenda internacional de proteção ao meio ambiente, com compromissos e obrigações dos Estados. (MELO, 2017, p. 24).
Agenda 21
–
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Agenda 21 é definida como “um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica”.
Segundo o próprio documento, “a Agenda 21 está voltada para os problemas prementes de hoje e tem o objetivo, ainda, de preparar o mundo para os desafios do próximo século. Reflete um consenso mundial e um compromisso político no nível mais alto no que diz respeito a desenvolvimento e à cooperação ambiental. O êxito de sua execução é responsabilidade, antes de mais nada, dos Governos. Para concretizá-la, são cruciais as estratégias, os planos, as políticas e os processos nacionais. Nesse contexto, o Sistema das Nações Unidas tem um papel fundamental a desempenhar. Outras organizações internacionais, regionais e sub-regionais também são convidadas a contribuir para tal esforço. A mais ampla participação pública e o desenvolvimento ativo das organizações não governamentais e de outros grupos também devem ser estimulados”.
A implementação da Agenda 21 atravessou as conferências posteriores, principalmente a Rio+10 e Rio+20.
“Para acompanhar o progresso na implementação da Agenda 21, a Assembleia-geral das Nações Unidas criou, em dezembro de 1992, a Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que é uma comissão funcional vinculada ao Conselho Econômico e Social da ONU.” (MELO, 2017, p. 25).
Convenção-quadro sobre Mudança do Clima
–
Foi aberta para assinatura em junho de 1992, durante a Rio/92. Entrou em vigor em 21 de março de 1994. Seu objetivo é a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera em um nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático.
A mudança do clima significa, nos termos da Convenção, “uma mudança que possa ser direta ou indiretamente atribuída à atividade humana que altere a composição da atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis”. 
Observa-se que se pretende evitar os efeitos negativos da mudança climática, ou seja, transformações no meio ambiente físico ou biota resultantes da mudança do clima que tenham efeitos prejudiciais sobre ecossistemas naturais e administrado sobre o funcionamento de sistemas socioeconômicos ou sobre a saúde e o bem-estar humanos.
Portanto, buscava-se estabilizar a emissão de gases de efeito estufa decorrentes de atividades antrópicas, para que não se potencializasse os efeitos do aquecimento global.
Com a adoção da Convenção-quadro, os países passaram a se reunir periodicamente para discutirem as questões climáticas. Essas reuniões foram chamadas de Conferência das Partes (COP). A primeira ocorreu em Berlim, em 1995.
Na COP 3, que aconteceu em 1997, foi aprovado o Protocolo de Kyoto. “Em sua primeira fase, o objetivo do Protocolo de Kyoto era que os países do Anexo I – relação dos 40 países e a Comunidade Europeia, listado na Convenção-quadro – assumissem compromissos de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em pelo menos 5% em relação aos níveis de emissões do ano de 1990, durante o período de compromisso entre os anos de 2008 e 2012.” (MELO, 2017, p. 26).
Com a proximidade de seu fim, o Protocolo de Kyoto foi prorrogado na COP 18, que aconteceu no Catar, em 2012. A prorrogação ficou estabelecida entre os anos de 2013 e 2020. Entretanto, alguns países se retiraram de suas obrigações alegando crise econômica, como o Japão, a Rússia e o Canadá.
Por isso, com o exaurimento do Protocolo de Kyoto, era necessário um novo acordo climático, o que se deu com a elaboração do hoje denominado Acordo de Paris, que foi estabelecido durante a COP 21, realizada em 2015, na capital francesa. Nele se reforçou a resposta mundial às ameaças que representam as mudanças climáticas no contexto do desenvolvimento sustentável e os esforços para erradicar a pobreza.
O Acordo de Paris possui três grandes objetivos, conforme Melo (2017):
· Objetivo de mitigação: manter o aumento da temperatura média global bem abaixo dos 2 ºC acima dos níveis pré-industriais e buscar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso reduziria significativamente os riscos e impactos das mudanças climáticas.
· Objetivo de adaptação: aumentar a capacidade de se adaptar aos impactos adversos das mudanças climáticas e fomentar a resiliência ao clima e o desenvolvimento de baixas emissões de gases de efeito estufa, de uma forma que não ameace a produção de alimentos.
· Objetivo de financiamento: promover fluxos financeiros com um caminho de baixas emissões de gases de efeito estufa e de desenvolvimento resiliente ao clima.
O Brasil aprovou o texto do Acordo de Paris sob a Convenção-quadro sobre Mudança do Clima em agosto de 2016, por meio do Decreto Legislativo nº 140/2016, com ratificação pelo presidente da República em 12 de setembro de 2016. Dessa forma, é obrigação do Estado brasileiro “reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025 (em relação aos níveis de 2005), podendo chegar a 43% até 2030, e de baixar em 80% o desmatamento legal e em 100% o ilegal até 2030. Outra meta para 2030 é restaurar 12 milhões de hectares de florestas”.
Em novembro de 2016, realizou-se a COP 22, no Marrocos. As discussões visaram ao estabelecimento de um plano para implementar e monitorar o Acordo de Paris até dezembro de 2018.
Em novembro de 2017, entre os dias 6 e 17, aconteceu a COP 23, com a particularidade de ter a presidência assumida por Fiji, mas o evento ter sidorealizado na Alemanha, na cidade de Bonn. A conferência terminou com um apelo por mais ambição dos países para combater o aquecimento global. Um documento preliminar começou a ser elaborado, chamado de “Livro de Regras”. Trata-se de um índice do que precisa ser feito para minimizar o aquecimento global. Ademais, o debate centrou-se nas responsabilidades dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. 
No ano de 2018, ocorreu a COP 24, em Katowice, na Polônia, cujo objetivo foi definir as regras para o cumprimento do Acordo de Paris.
Convenção sobre Diversidade Biológica ou da Biodiversidade
–
Trata-se do mais importante instrumento internacional de proteção da biodiversidade. O Brasil, por meio do Decreto Legislativo nº 02 e do Decreto Presidencial nº 2.519, ambos de 1998, foi o primeiro país a assinar o instrumento de ratificação da Convenção sobre Biodiversidade. Os objetivos são:
· conservação da diversidade biológica;
· utilização sustentável de seus componentes;
· repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos, mediante, inclusive, o acesso adequado aos recursos genéticos e a transferência adequada de tecnologias pertinentes, levando em conta todos os direitos sobre tais recursos e tecnologias, e mediante financiamento adequado.
Declaração de Princípios sobre Florestas
–
É um documento genérico que busca estabelecer princípios para a proteção das florestas. É uma declaração de princípios sem força jurídica vinculativa e exprime fundamentalmente que os países, principalmente os desenvolvidos, deveriam fazer esforços para a recuperação da Terra por meio de reflorestamento e conservação florestal.
Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável: Rio+10 (2002)
A Cúpula Mundial ocorreu em Joanesburgo, na África do Sul, 10 anos após a Rio/92. Foi discutida a necessidade de adotar medidas sólidas para concretizar os objetivos da Agenda 21. Focou-se a consolidação de políticas públicas necessárias para um crescimento com sustentabilidade.
No evento dois documentos oficiais foram elaborados: a Declaração Política e o Plano de Implementação.
[Selecione as abas para conhecê-los.]
DECLARAÇÃO POLÍTICA 
A Declaração Política foi denominada como o Compromisso de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável, que reafirmava os princípios das duas conferências anteriores e fazia uma análise da pobreza e da má distribuição de renda no mundo. Isto é, elaborou-se um documento político em que metas não foram estabelecidas.
PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO
O Plano de Implementação, com 150 parágrafos, é o documento em que as metas são estabelecidas. Ele é composto por três objetivos, a saber: erradicação da pobreza, alteração nos padrões insustentáveis de produção e consumo, e proteção dos recursos naturais para o desenvolvimento econômico e social.
A partir desses objetivos, o Plano de Implementação relaciona medidas de desenvolvimento sustentável para cada região e reforça a importância de fortalecimento de quadros institucionais de proteção ambiental no âmbito internacional. Veja o detalhamento disso:
[Selecione os sinais de +.]
Parágrafo 6
–
Conforme o Plano de Implementação, “a erradicação da pobreza representa o maior desafio do mundo atual e é um requisito indispensável para se alcançar o desenvolvimento sustentável, particularmente para os países em desenvolvimento. Mesmo sabendo que cada país é o principal responsável pelo próprio desenvolvimento sustentável e pela erradicação da própria pobreza, e que não se deve deixar de enfatizar o papel da políticas nacionais e das estratégias de desenvolvimento, faz-se necessário adotar medidas concretas, em todos os níveis, para que os países em desenvolvimento possam alcançar as metas estabelecidas para o desenvolvimento sustentável, que estejam relacionadas com os objetivos e metas acordados internacionalmente em relação à pobreza, incluindo os que constam na Agenda 21, dos resultados correspondentes a outras conferências da ONU e da Declaração do Milênio das Nações Unidas” (parágrafo 06).
Parágrafo 13
–
Quanto à alteração dos padrões insustentáveis de consumo e produção, o Plano estabelece que “para conquistar o desenvolvimento sustentável em nível mundial é indispensável introduzir mudanças fundamentais nos padrões de consumo e de produção das sociedades. Todos os países devem se esforçar para promover padrões sustentáveis de consumo e produção, começando pelos países desenvolvidos e com todos os países se beneficiando deste processo (...)” (parágrafo 13).
Parágrafo 23
–
Quanto à proteção e gestão da base de recursos naturais para o desenvolvimento econômico e social, “as atividades humanas produzem efeitos cada vez maiores sobre a integridade dos ecossistemas, que proporcionam recursos e serviços fundamentais para o bem-estar e as atividades econômicas do homem. Administrar a base de recursos naturais de maneira integrada e sustentável é vital para o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, para reverter a tendência atual de perda de recursos naturais é necessário implementar estratégias que devem incluir metas adotadas em nível nacional e, quando apropriado, em nível regional para proteger os ecossistemas e alcançar a gestão integrada dos recursos vivos, da terra e da água fortalecendo simultaneamente a capacidade local, nacional e regional” (parágrafo 23).
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 (2012)
A Rio+20 aconteceu entre 13 e 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro e teve dois temas principais:
· a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza;
· a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.
Presidente Dilma Rousseff e líderes mundiais na foto oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Fonte: Blog do Planalto.
Importante!
A Rio+20 não teve a mesma representatividade em relação à presença dos chefes de Estado que as Conferências anteriores.
Os países desenvolvidos não se comprometeram com medidas vinculantes ou mesmo com metas específicas por causa da crise econômica global.
O documento final elaborado foi denominado O Futuro que Queremos. Nele existem 283 tópicos que, em linhas gerais,
· relacionam a renovação dos compromissos políticos das Conferências anteriores (Estocolmo/1972, Rio/1992 e Joanesburgo/2002);
· consignam proposições genéricas sobre a economia verde, o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável e os meios de implementação.
A proteção Ambiental na Organização dos Estados Americanos
Bandeira da Organização dos Estados Americanos.
Fonte: https://pt.wikipedia.org
A Organização dos Estados Americanos (OEA), instituiu o Sistema Interamericano de Direitos Humanos com uma estrutura jurídica a partir da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San José da Costa Rica, e documentos decorrentes.
A preservação do meio ambiente é prevista no Protocolo de San Salvador, que trata de direitos econômicos, sociais e culturais. Em seu artigo contempla o direito a um meio ambiente sadio.
Nesse sentido, veja o que foi definido:
· “Toda pessoa tem direito a viver em meio ambiente sadio e contar com os serviços públicos básicos.
· Os Estados-Partes promoverão a proteção, preservação e melhoramento do meio ambiente”.
Este é o único documento com força jurídica vinculante no Sistema Interamericano de Direitos Humanos que faz menção ao meio ambiente.
Além disso, a proteção ao meio ambiente é um dos princípios da Carta Democrática Interamericana, documento sem força jurídica vinculante, que reafirma o sistema e as instituições democráticas como condição para o pleno e integral desenvolvimento dos direitos humanos e às liberdades fundamentais.
O direito ao meio ambiente é relacionado no artigo 15 da Carta, em que lemos:
o exercício da democracia facilita a preservação e o manejo adequado do meio ambiente. É essencial que os Estados do Hemisfério implementem políticas e estratégias de proteção do meio ambiente, respeitando os diversostratados e convenções, para alcançar um desenvolvimento sustentável em benefício das futuras gerações.
Até este ponto foi mostrado o surgimento do direito ambienta
Tópico 3 de 6
Proteção Constitucional do Meio Ambiente
lProteção Constitucional do Meio Ambiente
O que estudaremos?
[Avance pela seta lateral.]
Competências Constitucionais em Matéria Ambiental: Administrativa e Legislativa
Em resumo, serão apresentadas as competências constitucionais segmentadas em administrativa e legislativa e seus detalhamentos.
Classificação de Meio Ambiente: Natural, Cultural, Artificial e do Trabalho
Serão abordados os tipos de classificações de meio ambiente e um exemplo sobre meio ambiente cultural.
As Normas Constitucionais sobre Proteção Ambiental e seus Efeitos
Será dado destaque ao artigo 225 da Constituição de 1988, além de apresentadas outras normas constitucionais.
Competências Constitucionais em Matéria Ambiental: Administrativa e Legislativa
Em resumo, serão apresentadas as competências constitucionais segmentadas em administrativa e legislativa e seus detalhamentos.
Classificação de Meio Ambiente: Natural, Cultural, Artificial e do Trabalho
Serão abordados os tipos de classificações de meio ambiente e um exemplo sobre meio ambiente cultural.
As Normas Constitucionais sobre Proteção Ambiental e seus Efeitos
Será dado destaque ao artigo 225 da Constituição de 1988, além de apresentadas outras normas constitucionais.
Competências Constitucionais em Matéria Ambiental: Administrativa e Legislativa
Em resumo, serão apresentadas as competências constitucionais segmentadas em administrativa e legislativa e seus detalhamentos.
· 1
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 a partir de acontecimentos históricos.
A seguClassificação de Meio Ambiente: Natural, Cultural, Artificial e do Trabalho
O meio ambiente é uno, ou seja, indivisível e, por isso, não é possível falar em fragmentação ou divisão. Porém, para fins didáticos, José Afonso da Silva classificou o meio ambiente em quatro componentes.
Vamos conhecê-los?
[Selecione as abas.]
MEIO AMBIENTE FÍSICO/NATURAL 
Constitui-se pelos seguintes recursos naturais:
· Flora;
· Fauna;
· Recursos hídricos;
· Atmosfera;
· Estuários;
· Mar territorial;
· Solo;
· Subsolo;
· Elementos da biosfera.
ir, veremMEIO AMBIENTE CULTURAL 
Compreende o patrimônio cultural, artístico, arqueológico, paisagístico, etnográfico, e manifestações culturais, folclóricas e populares brasileiras.
O patrimônio cultural brasileiro pode ser material e imaterial. Conheça-os:
· O patrimônio cultural material consiste em bens móveis e imóveis relevantes no processo cultural como imóveis tombados, obras de artes etc.
· O patrimônio cultural imaterial é constituído por saberes, lugares, celebrações e formas de expressão, como: festas religiosas, danças, manifestações folclóricas, e por saberes na elaboração de algumas comidas.
os como a constituição resguarda o meio ambiente a partir de leis.
Avance paMEIO AMBIENTE ARTIFICIAL 
Corresponde ao espaço urbano, às cidades com seus espaços abertos e fechados:
· Abertos: ruas, praças e parques.
· Fechados: edificações.
Isto é decorrente das intervenções antrópicas, ao contrário do meio ambiente natural que existe por si só.
Atenção!
As edificações que forem destinadas às manifestações artístico-culturais ou que forem objeto de tombamento, a melhor classificação é como meio ambiente cultural.
MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
É aquele que possui vinculação com a saúde e a segurança do trabalhador. O artigo 200 da Constituição Federal cuida das competências do Sistema Único de Saúde (SUS), dentre as quais:
“colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho”.
Isto é, ele possui vinculação com a saúde e a segurança do trabalhador; o meio ambiente do trabalho é o conjunto de condições existentes no local de trabalho relativos à qualidade de vida do trabalhador (art. 7º, XXXIII, e art. 200). O Supremo Tribunal Federal, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.540, consignou que a defesa do meio ambiente:
“traduz conceito amplo e abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e de meio ambiente laboral”.
raAgora veja na prática um exemplo de meio ambiente cultural, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“O Frevo - inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, em 2007 - é uma forma de expressão musical, coreográfica e poética densamente enraizada em Recife e Olinda, no Estado de Pernambuco.
Surgiu no final do século XIX, no Carnaval, em um momento de transição e efervescência social, como expressão das classes populares na configuração dos espaços públicos e das relações sociais nessas cidades. Em 2012, o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife, foi incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
A história do frevo está registrada na memória coletiva do povo pernambucano, nos modos como essas pessoas povoam a vida sociocultural do Recife, sua forma de organização; participação da população na festa, no cotidiano, nas intenções políticas e sentidos por elas atribuídos.
Esta manifestação artística da cultura pernambucana, desempenha importante papel na formação da música brasileira, sendo uma das suas raízes.
A riqueza melódica, criatividade e originalidade proveniente da grande mescla com gêneros diversos, somadas à inventividade e capacidade criadora dos seus compositores, engrandecem e legitimam as múltiplas identidades, assim como a diversidade cultural do povo brasileiro. Alguns exemplos:
· Bandas militares e suas rivalidades.
· Escravos recém-libertos.
· Capoeiras.
· Nova classe operária.
· Novos espaços urbanos foram elementos definidores da configuração do Frevo.
Estes foram elementos definidores da configuração do Frevo!
Do repertório eclético das bandas de música, composto por variados estilos musicais, resultaram suas três modalidades, ainda vigentes: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção.
Simultaneamente à música, foi-se inventando o passo, isto é, a dança frenética característica do frevo. Improvisada na rua, liberta e vigorosa, criada e recriada por passistas, a dança de jogo de braços e de pernas é atribuída à ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia.
Produto desse contexto sócio-histórico singular, desde suas origens, o Frevo expressa um protesto político e uma crítica social em forma de música, de dança e de poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana e em expressão significativa da diversidade cultural brasileira".
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/62. Acesso em: 16 de dezembro de 2018.
As Normas Constitucionais sobre Proteção Ambiental e seus Efeitos
Segundo José Afonso da Silva, o art. 225 da Constituição divide-se em três conjuntos de normas.
[Selecione os cards abaixo para conhecê-los.]
Uma norma matriz, que consiste de seu caput, que traz o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Instrumentos de garantia de efetividade do caput, que é o seu §1º, com as obrigações do Poder Público.
Determinações particulares, nos demais parágrafos, com situações específicas.
Neste momento focaremos em cada conjunto de norma.
Caput do art. 225 da Constituição
O caput do artigo 225 estabelece:
todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o de dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Dessa forma, a norma matriz é o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
[Avance pelos números ou pela seta lateral para ver os desdobramentos do caput.]
Tópico 1
O pronome todos significa que o meio ambiente é um direito de todos. E podemos interpretar todos como brasileiros natos, naturalizados, estrangeiros residentes no país e também as futuras gerações.
Tópico 2
Ao afirmar que todos têm direitocria-se um direito público subjetivo. O exercício desse direito pode ser exercido ante pessoas físicas ou jurídicas, privadas ou públicas.
Tópico 3
Dizer meio ambiente ecologicamente equilibrado significa versar sobre um meio ambiente não poluído, com higidez e salubridade.
Tópico 4
O bem de uso comum diz respeito ao meio ambiente como um bem jurídico autônomo, de titularidade difusa, indisponível e insuscetível de apropriação. Apesar de se interpretar o meio ambiente como um patrimônio público, a expressão bem de uso comum do povo não converge para a leitura tradicional dominial prevista no Código Civil brasileiro. O Estado é um gestor do meio ambiente, e não o seu proprietário – com
 o próximo tópico: Proteção Constitucional do Meio Ambiente.
Tópico 1
O pronome todos significa que o meio ambiente é um direito de todos. E podemos interpretar todos como brasileiros natos, naturalizados, estrangeiros residentes no país e também as futuras gerações.
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Tópico 2
Ao afirmar que todos têm direito cria-se um direito público subjetivo. O exercício desse direito pode ser exercido ante pessoas físicas ou jurídicas, privadas ou públicas.
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Tópico 3
Dizer meio ambiente ecologicamente equilibrado significa versar sobre um meio ambiente não poluído, com higidez e salubridade.
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Tópico 4
O bem de uso comum diz respeito ao meio ambiente como um bem jurídico autônomo, de titularidade difusa, indisponível e insuscetível de apropriação. Apesar de se interpretar o meio ambiente como um patrimônio público, a expressão bem de uso comum do povo não converge para a leitura tradicional dominial prevista no Código Civil brasileiro. O Estado é um gestor do meio ambiente, e não o seu proprietário – como na visão civilista.
Tópico 5
A sadia qualidade de vida só pode ser alcançada com o meio ambiente ecologicamente equilibrado, saudável. O constituinte associou o meio ambiente ecologicamente equilibrado ao direito à vida, em especial, à sadia qualidade de vida, voltada ao princípio estruturante do texto constitucional, a saber: a dignidade da pessoa humana.
Tópico 6
O poder público é interpretado como as três funções do art. 2º da Constituição Federal: legislativa, executiva e judiciária. Cada uma, com suas prerrogativas e atribuições institucionais devem garantir e efetivar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Cabe ao poder público garantir a incolumidade ao meio ambiente.
Tópico 7
“Por fim, o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações é uma das concepções mais inovadoras e significativas em um texto constitucional em nível mundial: a responsabilidade entre as gerações. Criou-se um sujeito de direito que ainda não nasceu: as gerações vindouras. Deveras, a proteção ambiental converge finalisticamente para uma responsabilidade ética intergeracional, entre as presentes e as futuras gerações, o que implica, em termos imediatos, o diálogo com o futuro, com os nossos filhos e netos” (MELO, 2017, p. 45).
Instrumentos de garantia de efetividade
A interpretação e a efetivação das determinantes ambientais em todo o sistema jurídico brasileiro norteiam-se pela garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado.
A Constituição de 1988 previu no §1º do art. 225 uma série de instrumentos e obrigações que são imposições ao Poder Público, a saber:
preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; espaços territoriais especialmente protegidos; estudo prévio de impacto ambiental; controle da produção, da comercialização e de técnicas de riscos; educação ambiental e proteção da fauna e da flora.
O inciso I do § 1º do art. 225 versa sobre a obrigação de “preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas”. Dessa forma, devemos observar dois aspectos nesse dispositivo:
[Selecione os sinais de + abaixo para descobrir.]
Confira o que Milaré e Silva versam sobre processos ecológicos.
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Por sua vez, José Afonso da Silva define esses processos como aqueles “governados, sustentados ou intensamente afetados pelos ecossistemas, sendo indispensáveis à produção de alimentos, à saúde e a outros aspectos da sobrevivência humana e do desenvolvimento sustentado
SILVA, 2007, p. 90
Milaré compreende processos ecológicos essenciais como “aqueles que garantem o funcionamento dos ecossistemas e contribuem para a salubridade e higidez do meio ambiente
MILARÉ, 2007, p. 191
Por sua vez, José Afonso da Silva define esses processos como aqueles “governados, sustentados ou intensamente afetados pelos ecossistemas, sendo indispensáveis à produção de alimentos, à saúde e a outros aspectos da sobrevivência humana e do desenvolvimento sustentado
SILVA, 2007, p. 90
Milaré compreende processos ecológicos essenciais como “aqueles que garantem o funcionamento dos ecossistemas e contribuem para a salubridade e higidez do meio ambiente
MILARÉ, 2007, p. 191
Por sua vez, José Afonso da Silva define esses processos como aqueles “governados, sustentados ou intensamente afetados pelos ecossistemas, sendo indispensáveis à produção de alimentos, à saúde e a outros aspectos da sobrevivência humana e do desenvolvimento sustentado
SILVA, 2007, p. 90
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Agora vamos saber o que é manejo ecológico e como ele ocorre.
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A obrigação de preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético, que está no inciso II do § 1º do art. 225, traz uma significativa questão da seara ambiental, a saber:
a proteção da biodiversidade.
Entende-se por biodiversidade a variedade de seres que compõe a vida na Terra. A Lei nº 9.985/2000 define diversidade biológica como:
a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas
(art. 2º, III)
A biodiversidade pode ser dividida em três categorias.
[Selecione as abas.]
DIVERSIDADE DE ECOSSISTEMAS 
Engloba a variedade de ecossistemas.
A partir disso, tome conhecimento dos incisos III a VII do artigo 225.
[Avance pelos números ou pela seta lateral.]
DIVERSIDADE DAS ESPÉCIES 
Plantas, animais e microorganismos..
DIVERSIDADE GENÉTICA
Correspondente à diversidade de genes no âmbito de cada espécie.
A partir disso, tome conhecimento dos incisos III a VII do artigo 225.
[Avance pelos números ou pela seta lateral.]
Tópico 1
Inciso III
O inciso III do § 1º do art. 225 incumbe o Poder Público a “definir em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente por meio de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção”.
Esse dispositivo, regulamentado pela Lei nº 9.985/2000, criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Os espaços ambientalmente protegidos incluem as unidades de conservação, áreas de preservação permanente, reserva legal, servidão ambiental, tombamento ambiental, entre outros espaços. O Poder Público institui esses espaços ou por meio de lei ou por decreto do Chefe do Poder Executivo.
Tópico 2
Inciso IV
O inciso IV do § 1º do art. 225 afirma que o Poder Público deve “exigir, na forma de lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade”.
O pressuposto para a realização de estudo prévio de impacto ambiental são os empreendimentos e as atividades potencialmente causadoras de significativa degradaçãodo meio ambiente. O EIA sempre deve ser prévio e deve ser conferido publicidade, como publicação da imprensa oficial e em jornal de grande circulação.
Tópico 3
Inciso V
É obrigação do Poder Público “controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente” (art. 225, § 1º, V).
O controle dos riscos acontece por meio do poder de polícia ambiental. Essa é definida por Machado como: “a atividade da Administração Pública que limita ou disciplina direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato a abstenção de fato em razão de interesse público concernente à saúde da população, à conservação dos ecossistemas, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas ou de outras atividades dependentes de concessão, autorização/ permissão ou licença do Poder Público de cujas atividades possam decorrer poluição ou agressão à natureza” (MACHADO, 2007, p. 329).
Como decorrência dessa norma, enquadram-se o controle da produção de energia nuclear (art. 21, XXIII, a, da CF), o emprego de técnicas e métodos de biotecnologia e biossegurança (Lei nº 11.105/2005), o controle de comercialização de substâncias como pesquisa, fiscalização e destinação final dos agrotóxicos (Lei nº 7.802/1989).
Tópico 4
Inciso VI
O Poder Público deve “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente” (art. 225, § 1º, VI).
Segundo a Lei nº 9.795/1999 entende-se educação ambiental como: “os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.
A educação ambiental deve estar em todos os níveis, formais e não formais e, por meio dela, estimula-se a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.
Tópico 5
Inciso VII
O inciso VII do § 1º do artigo 225 dispõe que o Poder Público deve “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma de lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”. Este inciso é de inspiração biocêntrica, trata da proteção da fauna e da flora contra as intervenções humanas que as coloquem em risco.
São vedadas práticas que colocam em risco a função ecológica ou provoquem a extinção de espécies da fauna, tais como: a caça profissional, a pesca clandestina com explosivos e a introdução de espécies exóticas ou alienígenas.
Determinações particulares
Já as determinações particulares, previstas dos parágrafos §§ 2º ao 7º do artigo 225 são temas interpretados como aqueles que conferem proteção constitucional imediata, como:
· exploração de recursos minerais e recuperação do ambiente degradado;
· responsabilidade em matéria ambiental, macrorregiões consideradas patrimônio nacional;
· indisponibilidade de terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais e as usinas nucleares.
Conheça os parágrafos mencionados do artigo 225.
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Tópico 1
Parágrafo 2º
Segundo o § 2º do art. 225, “aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma de lei”.
As atividades de exploração de recursos minerais constituem uma das mais significativas intervenções no meio ambiente; e para evitar o passivo ambiental institui-se a obrigação de recuperar o ambiente degradado pelas atividades de mineração, segundo a solução técnica exigida pelo órgão público competente.
Tópico 2
Parágrafo 3º
O parágrafo 3º do art. 225, dispõe: “as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados”. A norma sobre responsabilidade em matéria ambiental traz uma tríplice responsabilidade: civil, penal e administrativa; e cada uma possui regimes jurídicos próprios.
A proteção ambiental é essencialmente preventiva, pois os danos ambientais, são, em regra irreversíveis. Como medidas de índole preventivas temos: o licenciamento ambiental, as fiscalizações, o poder de polícia ambiental, as auditorias ambientais etc.
Tópico 3
Parágrafo 4º
O parágrafo 4º do art. 225 afirma que “a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônios nacional, e sua utilização far-se-á, na forma de lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”.
Esse dispositivo relaciona as macrorregiões consideradas patrimônio nacional, porém não estão relacionadas outras regiões importantes como: os pampas, a caatinga e o cerrado.
Tópico 4
Parágrafo 5º
No parágrafo 5º do art. 225 lemos: “são indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais”.
Primeiramente precisamos definir terras devolutas. Milaré as define da seguinte maneira: “as terras devolutas que concorrem para a proteção de determinado ecossistema são indisponíveis, por força do mandamento constitucional, mesmo que ainda não incorporadas ao patrimônio público da União em virtude de ação discriminatória”. E continua: “É certo que, após a arrecadação e incorporação a patrimônio público da União através de ação discriminatória, tais bens não perdem a indisponibilidade” (MILARÉ, 2007, p. 176).
Tópico 5
Parágrafo 6º
O parágrafo 6º do art. 225 versa sobre as usinas nucleares: “as usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas”.
Tópico 6
Parágrafo 7º
Por fim, a Emenda Constitucional 96, de junho de 2017, que introduziu um novo parágrafo ao art. 225, in verbis: “Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição Federal, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos”.
Isto é, as práticas desportivas que utilizem animais e que sejam manifestações culturais, devidamente registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, não serão consideradas práticas cruéis contra os animais. Como por exemplo, rodeios e vaquejadas.
A aprovação da Emenda Constitucional 96/2017, que introduziu o 7º ao art. 225 da Constituição Federal, está diretamente ligada à questão da Vaquejada, importante prática cultural do Nordeste.
Saiba mais detalhes a seguir.
[Avance pelos números ou pela seta lateral.]
Tópico 1
Com efeito, em 2016, o STF declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 15.299/2013, do Estado do Ceará, que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural. Conforme o voto do Ministro-Relator, Marco Aurélio de Melo, “a par de questões morais relacionadas ao entretenimento às custas do sofrimento dos animais, bem mais sérias se comparadas às que envolvem experiências científicas e médicas, a crueldade intrínseca à vaquejada não permite a prevalência do valor cultural como resultado desejado pelo sistema de direitos fundamentais da Carta de 1988. O sentido da expressão “crueldade” constante da parte final do inciso VII do § 1º do artigo 225 do Diploma Maior alcança, sem sombra de dúvida, a tortura e os maus-tratos infringidos aos bovinos durante a prática impugnada, revelando-se intolerável, a mais não poder, a conduta humana autorizada pela norma estadual atacada. No âmbito de composição dos interesses fundamentais envolvidosneste processo, há de sobressair a pretensão de proteção ao meio ambiente”.
Tópico 1
Com efeito, em 2016, o STF declarou a inconstitucionalidade da Lei nº 15.299/2013, do Estado do Ceará, que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural. Conforme o voto do Ministro-Relator, Marco Aurélio de Melo, “a par de questões morais relacionadas ao entretenimento às custas do sofrimento dos animais, bem mais sérias se comparadas às que envolvem experiências científicas e médicas, a crueldade intrínseca à vaquejada não permite a prevalência do valor cultural como resultado desejado pelo sistema de direitos fundamentais da Carta de 1988. O sentido da expressão “crueldade” constante da parte final do inciso VII do § 1º do artigo 225 do Diploma Maior alcança, sem sombra de dúvida, a tortura e os maus-tratos infringidos aos bovinos durante a prática impugnada, revelando-se intolerável, a mais não poder, a conduta humana autorizada pela norma estadual atacada. No âmbito de composição dos interesses fundamentais envolvidos neste processo, há de sobressair a pretensão de proteção ao meio ambiente”.
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Tópico 2
Apesar do STF ter declarado inconstitucional a lei do Estado do Ceará, em 29 de novembro de 2016 o Presidente da República sancionou a Lei nº 13.364, que elevou o Rodeio, a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestações da cultura nacional e de patrimônio cultural imaterial (art. 1º). Além disso, considerou como patrimônio cultural imaterial do Brasil o Rodeio, a Vaquejada e expressões decorrentes, como:
· montarias;
· provas de laço;
· apartação;
· bulldog;
· provas de rédeas;
· provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning;
· paleteadas;
· outras provas típicas, tais como Queima do Alho e concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de músicas de raiz (art. 3º).
· Tópico 3
· Por fim, a Emenda Constitucional 96/2017, que introduziu o 7º ao art. 225 da Constituição Federal.
Por evidente, a Lei 13.364/2016 e a redação do 7º ao art. 225 da CF são discrepantes ao que decidiu o STF na ADI 4983. Assim, a discussão retornou ao STF, com o ajuizamento de uma nova ação direta de inconstitucionalidade, a ADI 5728, que questiona justamente a constitucionalidade do § 7º do art. 225 da CF.
Fique atento a essa discussão no STF!
· Competências Constitucionais em Matéria Ambiental: Administrativa e Legislativa
· As competências constitucionais em matéria ambiental estão disciplinadas entre os artigos 21 a 25 e no artigo 30 da Constituição Federal. Essas competências se dividem em:
Apesar do artigo 24 da CF não relacionar os Municípios, esses possuem competência legislativa em matéria ambiental pelo art. 30, II, da CF.
O artigo 24 da CF dispõe que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
· florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição (inciso VI);
· proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico (inciso VII);
· responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (inciso VIII).
Segundo a competência legislativa concorrente, cabe à União editar as normas gerais (artigo 24, § 1º, CF) e aos Estados as normas suplementares (artigo 24, § 2º, CF).
NORMAS GERAIS 
Segundo Ferreira, “as normas gerais devem estabelecer princípios fundamentais, dotados de generalidade e abstração, que não imiscuam no campo de atuação dos Estados e do Distrito Federal. Não podem especificar situações que, por sua natureza, acabem por invadir a esfera legislativa dos demais entes federativos. Isso porque as normas gerais estão contidas pela finalidade de coordenação e uniformização. Transpostos esses limites, devem ser consideradas inconstitucionais”.
(FERREIRA, 2007, p. 214).
NORMAS SUPLEMENTARES
Bullos define as normas suplementares como aquelas “editadas pelos Estados e o Distrito federal e possuem a função de particularizar as normas gerais, amoldando-as à realidade regional, mas sem subverter a ordem taxativa no referido art. 24 do texto de 1988”.
(BULLOS, 2007, p. 774)
Deve-se observar que considerando a superveniência da lei federal sobre as normas gerais, suspende-se a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário (art. 24, § 4º, CF).
A competência legislativa municipal está prevista no inciso II do art. 30 da CF, que dispõe que os Municípios podem suplementar a legislação federal e estadual, no que couber.
A competência administrativa comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme o art. 23, consiste em:
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Proteger os documentos, as obras e outros bens de valores históricos, artísticos e culturais, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos (inciso III).
Impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural (inciso IV).
Proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas (inciso VI).
Preservar as florestas, a fauna e a flora (inciso VII).
Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios (inciso XI).
O parágrafo único do artigo 23 dispõe que:
leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional
Agora focaremos na Lei complementar nº 140/2011.
A Lei Complementar nº 140/2011 colocou termo ao processo de regulamentação do art. 23 da Constituição de 1988, que versa sobre a competência administrativa comum entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Dispõe o parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, in verbis:
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.
Com essa previsão, a Lei Complementar nº140/2011 regulamentou o art. 23, incisos III, VI, VII e parágrafo único da CF, a saber:
ART. 23
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
(...)
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
(...)
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
O objeto da Lei Complementar nº 140/2011 é a:
cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora
(art. 1º)
Constituem objetivos fundamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no exercício da competência comum a que se refere esta Lei Complementar:
Dessa forma destaca-se que:
o objetivo fundamental é a proteção, a defesa e a conservação do meio ambiente. E a proteção do meio ambiente, como dever comum dos entes federativos, não pode estar dissociada de uma gestão descentralizada, democrática e eficiente.
Garantia do equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico com a proteção do meio ambiente. Isso é possível?
O desenvolvimento socioeconômico com a proteção do meio ambiente, observando a dignidade da pessoa humana, a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais, converge, em primeiro plano, para o desenvolvimento sustentável, por meio dos ditames de uma ordem econômica (art. 170) aprumada na proteção ambiental (art. 225) para, em última análise garantir o princípio estruturantedo sistema jurídico brasileiro: a dignidade da pessoa humana.
Nesse sentido Melo (2017) afirma que:
Ao se relacionar como objetivo a harmonização das políticas e ações administrativas para evitar a sobreposição de atuação entre os entes federativos, de forma a impedir que haja conflitos de atribuições e garantir uma atuação administrativa eficiente, o que se pretende é obstar que a atuação dos órgãos ambientais implique atritos no exercício da competência licenciatória e fiscalizatória
(MELO, 2017, p. 71)
Respeitadas as peculiaridades regionais e locais, é preciso considerar a uniformidade da polícia ambiental no Brasil. Porém, não se pode esquecer das peculiaridades e singularidades regionais e locais, reconhecendo a diversidade do país:
no aspecto ambiental e na área social e econômica.
Para o cumprimento dos objetivos da LC nº 140/2011, enumeram-se os instrumentos de cooperação institucional entre os entes federativos:
	Um ente federativo pode delegar, mediante convênio, a execução de ações administrativas a ele atribuídas na LC nº 140/2011:
desde que o ente destinatário da delegação disponha de órgão ambiental capacitado a executar as ações administrativas a serem delegadas e de conselho de meio ambiente
(art. 5º, caput)
E segundo este mesmo artigo, em seu parágrafo único:
Considera-se órgão ambiental capacitado, para os efeitos de delegação, aquele que possui técnicos próprios ou em consórcio, devidamente habilitados e em número compatível com a demanda das ações administrativas a serem delegadas
(art. 5º, caput)
Ao se delegar uma atribuição, transfere-se uma das ações administrativas do ente federativo, e ao delegar a execução somente se transfere as operações materiais.
Chegou o momento de conhecermos as ações administrativas da União, dos Estados e Municípios.
[Selecione os sinais de +.]
Ações administrativas da União
–
Segundo a LC nº 140/2011, em seu artigo 7º, são ações administrativas da União:
I) formular, executar e fazer cumprir, em âmbito nacional, a Política Nacional do Meio Ambiente;
II) exercer a gestão dos recursos ambientais no âmbito de suas atribuições;
III) promover ações relacionadas à Política Nacional do Meio Ambiente nos âmbitos nacional e internacional;
IV) promover a integração de programas e ações de órgãos e entidades da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, relacionados à proteção e à gestão ambiental;
V) articular a cooperação técnica, científica e financeira, em apoio à Política Nacional do Meio Ambiente;
VI) promover o desenvolvimento de estudos e pesquisas direcionados à proteção e à gestão ambiental, divulgando os resultados obtidos;
VII) promover a articulação da Política Nacional do Meio Ambiente com as de recursos Hídricos, Desenvolvimento Regional, Ordenamento Territorial e outras;
VIII) organizar e manter, com a colaboração dos órgãos e entidades da administração pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o Sistema Nacional de Informação sobre o Meio Ambiente;
IX) elaborar o zoneamento ambiental de âmbito nacional e regional;
X) definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos;
XI) promover e orientar a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a proteção do meio ambiente;
XII) controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, na forma da lei;
XIII) exercer o controle e fiscalizar as atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciar ou autorizar, ambientalmente, for cometida à União;
XIV) promover o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades:
a) localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em país limítrofe;
b) localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva;
c) localizados ou desenvolvidos em terras indígenas;
d) localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pela União, exceto em áreas de Proteção Ambiental (APAs);
e) localizados ou desenvolvidos em 2 (dois) ou mais Estados;
f) de caráter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental, nos termos de ato do Poder Executivo, aqueles previstos no preparo e emprego das Forças Armadas, conforme disposto na Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999;
g) destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen); ou
h) que atendam tipologia estabelecida por ato do Poder Executivo, a partir de proposição da Comissão Tripartite Nacional, assegurada a participação de um membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e considerados os critérios porte, potencial poluidor e natureza da atividade ou empreendimento;
XV) aprovar o manejo e a supressão de vegetação, de florestas e formações sucessoras em:
a) florestas públicas federais, terras devolutas federais ou unidades de conservação instituídas pela União, exceto em APAs; e
b) atividades ou empreendimentos licenciados ou autorizados, ambientalmente, pela União;
XVI) elaborar a relação de espécies de fauna e da flora ameaçadas de extinção e de espécies sobre-explotadas no território nacional, mediante laudos e estudos técnico-científicos, fomentando as atividades que conservem essas espécies in situ;
XVII) controlar a introdução no País de espécies exóticas potencialmente invasoras que possam ameaçar os ecossistemas, hábitats e espécies nativas;
XVIII) aprovar a liberação de exemplares de espécies exótica da fauna e da flora em ecossistemas naturais frágeis ou protegidos;
XIX) controlar a exportação de componentes da biodiversidade brasileira na forma de espécimes silvestres da flora, micro-organismos e da fauna, partes ou produtos deles derivados;
XX) controlar a apanha de espécimes da fauna silvestre, ovos e larvas;
XXI) proteger a fauna migratória e as espécies inseridas na relação prevista no inciso XVI;
XXII) exercer o controle ambiental da pesca em âmbito nacional ou regional;
XXIII) Gerir o patrimônio genético e o acesso ao conhecimento tradicional associado, respeitadas as atribuições setoriais;
XXIV) exercer o controle ambiental sobre o transporte marítimo de produtos perigosos; e
XXV) exercer o controle ambiental sobre o transporte interestadual, fluvial ou terrestre, de produtos perigosos.
Ações administrativas dos Estados
–
Segundo o art. 8º da LC nº 140/2011, são ações administrativas dos Estados-membros:
I) executar e fazer cumprir, em âmbito estadual, a Política Nacional do Meio Ambiente e demais políticas nacionais relacionadas à proteção ambiental;
II) exercer a gestão dos recursos ambientais no âmbito de suas atribuições;
III) formular, executar e fazer cumprir, em âmbito estadual, a Política Estadual de Meio Ambiente;
IV) promover, no âmbito estadual, a integração de programas e ações de órgãos e entidades da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, relacionados à proteção e à gestão ambiental;
V) articular a cooperação técnica, científica e financeira, em apoio às Políticas Nacional e Estadual de Meio Ambiente;
VI) promover o desenvolvimento de estudos e pesquisas direcionados à proteção e à gestão ambiental, divulgando os resultados obtidos;
VII) organizar e manter, com a colaboração dos órgãos municipais competentes, o Sistema Estadual de Informações sobre o Meio Ambiente;
VIII) prestar informações à União para a formação e atualização do Sinima;
IX) elaborar o zoneamento ambiental de âmbito estadual, em conformidade com os zoneamentos de âmbito nacional e regional;
X) definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos;
XI) promover e orientar a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a proteção do meio ambiente;
XII) controlara produção, a comercialização e m emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, na forma da lei;
XIII) exercer o controle e fiscalizar as atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciar ou autorizar, ambientalmente, for cometida aos Estados;
XIV) promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, ressalvado o disposto nos arts. 7º e 9º;
XV) promover o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos localizados ou desenvolvidos em unidades de conservação instituídas pelo Estado, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);
XVI) aprovar o manejo e a supressão de vegetação, de florestas e formações sucessoras em:
a) florestas públicas estaduais ou unidades de conservação do Estado, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);
b) imóveis rurais, observadas as atribuições previstas no inciso XV do art. 7º;
c) atividades ou empreendimentos licenciados ou autorizados, ambientalmente, pelo Estado;
XVII) elaborar a relação de espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção no respectivo território, mediante laudos e estudos técnico-científicos, fomentando as atividades que conservem essas espécies in situ;
XVIII) controlar a apanha de espécies da fauna silvestre, ovos e larvas destinadas à implantação de criadouros e à pesquisa científica, ressalvado o disposto no inciso XX do art. 7º;
XIX) aprovar o funcionamento de criadouros da fauna silvestre;
XX) exercer o controle ambiental da pesca em âmbito estadual; e
XXI) exercer o controle ambiental do transporte fluvial e terrestre de produtos perigosos, ressalvado o disposto no inciso XXV do art. 7º.
Ações administrativas dos Municípios
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Segundo o art. 9º da LC nº 140/2011, são ações administrativas dos Municípios:
I) executar e fazer cumprir, em âmbito municipal, as Políticas Nacional e Estadual de Meio Ambiente e demais políticas nacionais e estaduais relacionadas à proteção do meio ambiente;
II) exercer a gestão dos recursos ambientais no âmbito de suas atribuições;
III) formular, executar e fazer cumprir a Política Municipal de Meio Ambiente;
IV) promover, no Município, a integração de programas e ações de órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal, relacionados à proteção e à gestão ambiental;
V) articular a cooperação técnica, científica e financeira, em apoio às Políticas Nacional, Estadual e Municipal de Meio Ambiente;
VI) promover o desenvolvimento de estudos e pesquisas direcionados à proteção e à gestão ambiental, divulgando os resultados obtidos;
VII) organizar e manter o Sistema Municipal de Informações sobre Meio Ambiente;
VIII) prestar informações aos Estados e à União para a formação e atualização dos Sistemas Estadual e Nacional de Informações sobre Meio Ambiente;
IX) elaborar o Plano Diretor, observando os zoneamentos ambientais;
X) definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos;
XI) promover e orientar a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a proteção do meio ambiente;
XII) controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente, na forma da lei;
XIII) exercer o controle e fiscalizar as atividades e empreendimentos cuja atribuição para licenciar ou autorizar, ambientalmente, for cometida ao Município;
XIV) observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei Complementar, promover o licenciamento ambiental das atividades ou empreendimentos:
a) que causem ou possam causar impacto ambiental de âmbito local, conforme tipologia definida pelos respectivos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, considerados os critérios de porte, potencial poluidor e natureza da atividade; ou
b) localizados em unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs);
XV) observadas as atribuições dos demais entes federativos previstas nesta Lei Complementar, aprovar:
a) a supressão e o manejo de vegetação, de florestas e formações sucessoras em florestas públicas municipais e unidades de conservação instituídas pelo Município, exceto em Áreas de Proteção Ambiental (APAs); e
b) a supressão e o manejo de vegetação, de florestas e formações sucessoras em empreendimentos licenciados ou autorizados, ambientalmente, pelo Município.
As demais competências constitucionais são divididas entre:
· competência administrativa exclusiva da União;
· competência legislativa privativa da União;
· competência legislativa exclusiva dos Estados-membros;
· competência administrativa exclusiva dos Municípios;
· competência legislativa do Município.
Confira a seguir cada uma delas.
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Tópico 1
Competência administrativa exclusiva da União
Segundo a competência administrativa exclusiva da União, o art. 21 da CF dispõe:
· “planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações” (inciso XVIII);
· “instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso (inciso XIX);
· “instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos” (inciso XX);
· “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: (...) d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa” (inciso XXIII).
Tópico 2
Competência legislativa privativa da União
A competência legislativa privativa da União compreende, segundo o art. 22 da CF, legislar sobre:
· “águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão” (inciso IV);
· “jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia (inciso XII);
· “atividades nucleares de qualquer natureza” (inciso XXVI).
· Tópico 3
· Competência legislativa exclusiva dos Estados-membros
· Segundo Ferreira sobre a competência legislativa exclusiva dos Estados-membros explica:
· “a Constituição não dispõe de forma específica sobre a competência dos Estados. Todavia, dispondo explicitamente sobre a competência da União e dos Municípios, deixa aos Estados a matéria remanescente. Assim toda matéria que não for competência federal ou municipal será, de forma residual, competência estadual”
· (FERREIRA, 2007, p.210).
Tópico 4
Competência administrativa exclusiva dos Municípios
Sobre a competência administrativa exclusiva dos Municípios, cabe aos Municípios, conforme o art. 30 da Constituição Federal:
· “promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano” (inciso VIII);
· “promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual” (inciso IX).
Tópico 1
Competência administrativa exclusiva da União
Segundo a competência administrativa exclusiva da União, o art. 21 da CF dispõe:
· “planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especialmente as secas e as inundações” (inciso XVIII);
· “instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso (inciso XIX);
· “instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos” (inciso XX);
· “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:

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