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Módulo Incidência e Crédito Tributário 
 
 
 
 
 
 
 
MARIA LÚCIA PAVANI BUENO 
SEMINÁRIO IV - EXTINÇÃO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA, TRANSAÇÃO, 
COMPENSAÇÃO E REPETIÇÃO DO INDÉBITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
Questões 
 
1. Qual é o sentido e a extensão da expressão “crédito tributário” utilizada no caput 
do art. 156 do CTN? Ela é aplicável apenas a valores cobrados a título de tributos 
ou também a penalidades? Explique incluindo a abordagem sobre obrigação 
tributária adotada pelo Professor Paulo de Barros Carvalho. 
O termo "crédito tributário", conforme utilizado no caput do art. 156 do CTN 
possui um significado preciso e abrangente dentro do contexto da legislação tributária. 
É um dos pilares do sistema tributário nacional e representa o direito do Estado 
de exigir o pagamento de um tributo. Esse direito surge a partir da ocorrência do fato 
gerador, que é a situação definida em lei como necessária e suficiente para que se 
estabeleça a obrigação tributária. Em outras palavras, quando um evento previsto em 
lei ocorre, surge a obrigação do contribuinte de pagar o tributo correspondente. 
Veja-se que é composto não apenas pelo valor principal do tributo, mas também 
por eventuais acréscimos legais, como juros, multas e correção monetária. Esses 
acréscimos visam, em parte, desencorajar o descumprimento das obrigações tributárias 
e compensar o Estado pelos custos e prejuízos decorrentes do atraso no pagamento. 
Dentro do sistema jurídico tributário brasileiro, o crédito tributário é 
estabelecido pela legislação tributária, que define os tributos devidos, suas alíquotas, 
bases de cálculo, prazos de pagamento, formas de cobrança, entre outros aspectos. 
Assim, o crédito tributário é uma expressão concreta dos princípios da legalidade e da 
tipicidade tributária, que determinam que os tributos só podem ser exigidos nos termos 
da lei. 
No contexto do art. 156 do CTN, que trata das formas de extinção do crédito 
tributário, o termo "crédito tributário" refere-se ao direito do Estado de cobrar o tributo 
devido pelo contribuinte, bem como eventuais acréscimos legais, e estabelece as 
condições nas quais esse direito pode ser extinto, como pagamento, compensação, 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
transação, remissão, entre outras modalidades previstas em lei. 
Portanto, o sentido e a extensão da expressão "crédito tributário" utilizada no 
caput do art. 156 do CTN abrangem o direito do Estado de exigir o pagamento do tributo 
devido pelo contribuinte, incluindo seus acréscimos legais, e estabelece as formas pelas 
quais esse direito pode ser extinto. 
Este, inclusive, é o entendimento do Professor Paulo de Barros Carvalho1, veja-
se: 
Assim, crédito tributário corresponde, na terminologia do CTN, ao direito 
subjetivo decorrente da obrigação principal, sendo o débito tributário, o dever 
jurídico decorrente daquela obrig+ação. Consequentemente, como a obrigação 
principal, segundo essa legislação, tem por objeto o pagamento de tributo ou 
penalidade pecuniária, este é também o conteúdo do débito tributário. 
Ainda, cumpre salientar que a interpretação de que a expressão "crédito 
tributário" abrange não apenas os tributos, mas também as penalidades pecuniárias 
decorrentes do descumprimento das obrigações tributárias, encontra fundamento 
tanto na literalidade do texto do Código Tributário Nacional (CTN) quanto nos princípios 
fundamentais do direito tributário. 
O artigo 121 do CTN estabelece que o sujeito passivo da obrigação principal é 
aquele obrigado ao pagamento não apenas do tributo, mas também da penalidade 
pecuniária. Esse dispositivo legal evidencia que tanto os tributos quanto as penalidades 
estão inseparavelmente ligados no contexto das obrigações tributárias, sugerindo que 
o "crédito tributário" engloba ambos os tipos de valores. 
Além disso, os princípios fundamentais do direito tributário, como o da 
legalidade e o da capacidade contributiva, são aplicáveis tanto aos tributos quanto às 
penalidades. As penalidades são sanções pecuniárias impostas em decorrência do não 
 
1 CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário: linguagem e método. 7ª. ed. São Paulo: Noeses, 2018. 
p. 560 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
cumprimento das obrigações tributárias, e sua aplicação deve respeitar os princípios 
constitucionais e legais que regem o sistema tributário brasileiro. 
Essa interpretação é corroborada pelo entendimento de André Marques, que 
argumenta que a interpretação que considera as penalidades no âmbito do crédito 
tributário não conflita com o art. 139 do CTN, o qual estabelece que o crédito tributário 
decorre da obrigação principal. 
Isso se deve ao fato de que o §1º do art. 113 do CTN estabelece que a obrigação 
principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, enquanto o 
§3º do mesmo dispositivo estipula que o descumprimento da obrigação acessória 
acarreta sua conversão em obrigação principal, especialmente no que diz respeito à 
penalidade pecuniária2: 
Conflita, portanto, com o art. 139 do CTN, pelo qual o crédito tributário decorre 
da obrigação principal, sendo certo que o §1º do art. 113 estabelece que a 
obrigação principal “tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade 
pecuniária”, assim como o §3º do mesmo dispositivo estipula que o 
descumprimento da obrigação acessória acarreta a sua conversão “em obrigação 
principal relativamente à penalidade pecuniária” 
Assim, considerando o exposto pelo autor e o entendimento do Professor Paulo 
de Barros Carvalho sobre a obrigação tributária, podemos elucidar a crítica feita em 
relação ao emprego do termo "crédito tributário" pelo caput do art. 156 do CTN. 
Segundo Carvalho, o crédito tributário é um dos componentes da relação jurídica 
obrigacional, mas não a engloba por completo. Ele argumenta que a obrigação tributária 
é composta por uma série de elementos, incluindo não apenas o crédito tributário, mas 
também o sujeito ativo (credor), o sujeito passivo (devedor), o objeto da prestação 
(tributo ou penalidade pecuniária) e o vínculo jurídico que os une. Nesse contexto, o 
crédito tributário é fundamental para a existência e manutenção dessa relação, pois 
 
2 MOREIRA, André Mendes. Causas extintivas do crédito tributário e a pseudo-taxatividade do art. 156 do 
CTN. São Paulo: Noeses, 2013. p. 11 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
representa o direito subjetivo do Estado de exigir a prestação tributária. 
Dessa forma, a crítica do autor ao caput do art. 156 do CTN reside no fato de que 
o legislador optou por sistematizar a disciplina jurídica da extinção da relação jurídica 
obrigacional exclusivamente em torno do conceito de crédito tributário, em vez de 
considerar a obrigação tributária como um todo. Essa abordagem limitada, segundo 
Carvalho, não reflete adequadamente a complexidade da relação obrigacional no 
contexto tributário. Ele defende que o legislador deveria ter levado em conta não 
apenas o crédito tributário, mas todos os elementos que compõem a obrigação 
tributária ao disciplinar a extinção dessa relação. 
 
2. É possível separar as causas de extinção do crédito tributário prescritas no art. 156 
do CTN em “modalidades de fato” e “modalidades de direito”? Há sentido nessa 
classificação? Justifique sua resposta. 
A análise das causas de extinção do crédito tributário previstas no art. 156 do 
CTN é um tema complexo e relevante no âmbito do direito tributário. Essas causas 
estabelecem os eventos que podem levar à extinção da obrigação tributária e, por 
conseguinte, do crédito tributário correspondente. Confira-se: 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamentonos termos 
do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 
164; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na 
órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições 
estabelecidas em lei. 
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial 
do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, 
observado o disposto nos artigos 144 e 149.” 
No entanto, surge o questionamento sobre se é apropriado classificar essas 
causas em "modalidades de fato" e "modalidades de direito", como proposto pela 
corrente tradicional, ou se todas devem ser consideradas como modalidades jurídicas, 
conforme defendido por Paulo de Barros Carvalho. 
O artigo 156 do CTN enuncia onze causas extintivas do crédito tributário, a saber: 
pagamento, compensação, transação, remissão, prescrição, decadência, conversão de 
depósito em renda, pagamento antecipado e homologação do lançamento, consignação 
em pagamento, decisão administrativa irreformável e decisão judicial passada em 
julgado. Essas causas representam os eventos previstos pelo legislador como capazes de 
pôr fim à obrigação tributária e, consequentemente, ao crédito tributário. 
A corrente tradicional tende a classificar a prescrição e a decadência como 
modalidades de direito, enquanto as demais causas seriam consideradas modalidades 
de fato. No entanto, Paulo de Barros Carvalho discorda dessa classificação. 
Para ele, todas as onze causas elencadas no art. 156 do CTN são dotadas de 
juridicidade e devem ser consideradas como modalidades jurídicas, no sentido estrito 
da expressão3: 
Alguns autores pretendem reagrupar as onze causas extintivas que o art. 156 
estabelece, dividindo-as em causas de fato e de direito. A prescrição e a 
decadência seriam modalidades de direito, enquanto todas as demais seriam de 
fato. Discordamos desse critério classificatório. As onze causas que o legislador 
arrolou são modalidades jurídicas no âmbito mais restrito que se possa dar à 
expressão. São acontecimentos que o direito regula, traçando cuidadosamente 
 
3 CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 7ª. ed. São Paulo: Noeses, 2018. 
p. 599. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
seus efeitos. Algumas delas adquirem até a configuração de verdadeiros 
institutos jurídicos, como o pagamento, a compensação, a transação, a remissão, 
a prescrição e a decadência, enquanto outras se apresentam como fatos 
carregados de juridicidade, como a decisão administrativa irreformável e a 
decisão judicial passada em julgado. 
Carvalho argumenta que essas causas são acontecimentos que o direito regula 
cuidadosamente, traçando seus efeitos de forma precisa. Algumas delas, como o 
pagamento, a compensação, a transação, a remissão, a prescrição e a decadência, 
chegam até a adquirir a configuração de verdadeiros institutos jurídicos, dada a sua 
relevância e complexidade na ordem jurídica. Além disso, ele destaca que todas essas 
causas estão sujeitas à regulação jurídica e têm seus efeitos delineados pelo 
ordenamento jurídico. 
Ainda, o Professor sugere que a divisão entre "causas de fato" e "causas de 
direito" não é apropriada, pois todas estão sujeitas à regulação jurídica e têm seus 
efeitos delineados pelo ordenamento jurídico. Além disso, ele destaca que todas essas 
causas estão sujeitas à regulação jurídica e têm seus efeitos delineados pelo 
ordenamento jurídico. Além disso, ele sugere que a análise do rol do art. 156 do CTN 
deve considerar a ausência de outros motivos que poderiam extinguir o vínculo 
obrigacional, o que reforça a ideia de que todas essas causas têm natureza jurídica. 
A abordagem proposta por Paulo de Barros Carvalho de considerar todas as 
causas de extinção do crédito tributário como modalidades jurídicas, sem fazer distinção 
entre "modalidades de fato" e "modalidades de direito" me parece a mais correta. 
Primeiramente, todas as causas elencadas no art. 156 do CTN são eventos 
regulados pelo direito tributário e têm seus efeitos delineados pelo ordenamento 
jurídico. O pagamento, a compensação, a transação, a remissão, a prescrição e a 
decadência, por exemplo, são institutos jurídicos amplamente reconhecidos e que 
possuem regras específicas que determinam suas condições de aplicação e seus efeitos 
sobre a obrigação tributária. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
Além disso, essas causas têm impacto direto na relação obrigacional entre o 
Estado e o contribuinte, afetando a exigibilidade do crédito tributário e as obrigações 
decorrentes dessa relação. Independentemente de serem consideradas "causas de fato" 
ou "causas de direito", todas são eventos que interferem na esfera jurídica dos sujeitos 
envolvidos e que são tratados pelo ordenamento jurídico de forma precisa e detalhada. 
Ao classificar todas as causas de extinção do crédito tributário como 
modalidades jurídicas, evita-se uma dicotomia artificial entre eventos que, na prática, 
têm o mesmo impacto jurídico sobre a relação obrigacional. Isso proporciona uma 
compreensão mais clara e coerente das dinâmicas do direito tributário, permitindo uma 
análise mais abrangente e completa das implicações das diversas causas de extinção do 
crédito tributário. 
Com isso o entendimento de Paulo de Barros Carvalho de considerar todas as 
causas de extinção do crédito tributário como modalidades jurídicas, sem fazer distinção 
entre "modalidades de fato" e "modalidades de direito" me parece o mais correto. Essa 
visão contribui para uma compreensão mais precisa e fundamentada do sistema 
tributário, refletindo a complexidade e a inter-relação das normas que regem as 
obrigações tributárias. 
 
3. Sobre a previsão de novas causas de extinção do crédito tributário, pergunta-se: 
a) É válida a previsão da dação em pagamento de bens imóveis como causa de 
extinção do crédito tributário diante da prescrição contida no art. 3º do CTN no 
sentido de que a prestação tributára qualifica-se como estritamente pecuniária? 
Justifique sua resposta. (Vide anexo I) 
A validade da previsão da dação em pagamento de bens imóveis como causa de 
extinção do crédito tributário, à luz do art. 3º do CTN, que define o tributo como uma 
prestação pecuniária compulsória, é um tema que envolve uma análise detalhada do 
ordenamento jurídico e da doutrina pertinente. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
Primeiramente, é importante destacar que o pagamento tributário é uma 
obrigação que decorre da relação jurídica estabelecida entre o contribuinte e o 
Estado. De acordo com o art. 3º do CTN, o tributo é uma prestação pecuniária, o que 
sugere que, em princípio, o pagamento deve ser efetuado em moeda corrente. No 
entanto, o próprio dispositivo legal admite que o valor da prestação também possa 
ser expresso em outras formas, desde que previstas em lei. 
Nesse contexto, a dação em pagamento de bens imóveis surge como uma 
alternativa ao pagamento em dinheiro, permitindo que o contribuinte liquide seus 
débitos tributários por meio da transferência de propriedade de um imóvel ao credor 
tributário. Essa modalidade de extinção do crédito tributário foi introduzida no 
ordenamento jurídico brasileiro pelo inciso XI do art. 156 do CTN, acrescentado pela 
LC nº 104/2001: 
“Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
(...) 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas 
em lei.” 
No entanto, surge a questão sobre a compatibilidade dessa modalidade com a 
natureza pecuniária da prestação tributária, tal como estabelecido pelo art. 3º do 
CTN. Para responder a essa questão, é necessário fazer uma análise mais 
aprofundada do conceito depagamento e da função da dação em pagamento no 
contexto do direito tributário. 
Paulo de Barros Carvalho argumenta que o conceito de pagamento tributário não 
se restringe apenas à entrega de dinheiro, mas abrange qualquer forma de 
cumprimento da obrigação tributária prevista em lei. Segundo essa visão, o 
pagamento tributário é devido quando realizado nos moldes previstos na legislação 
tributária, que pode incluir modalidades alternativas além do pagamento em moeda 
corrente. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
Além disso, a legislação tributária tem o objetivo de promover a arrecadação dos 
tributos de forma eficiente e justa, visando ao interesse público. Nesse sentido, a 
possibilidade de realizar a dação em pagamento de bens imóveis como forma de 
extinção do crédito tributário pode ser uma medida que atende a esse objetivo, 
especialmente em casos específicos em que o contribuinte não dispõe de recursos 
financeiros para quitar seus débitos. 
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também tem reconhecido 
a validade da dação em pagamento de bens imóveis como modalidade de extinção 
do crédito tributário, desde que observadas as condições estabelecidas em lei. 
No Recurso Especial n. 884.272/RJ, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) 
considerou que a previsão da dação em pagamento de bens imóveis como 
modalidade de extinção do crédito tributário é válida. O STJ destacou que o art. 156 
do CTN, que inclui essa possibilidade, é um preceito normativo de eficácia limitada, 
subordinado à intermediação de norma regulamentadora. Ou seja, cabe a cada ente 
federativo editar norma própria para implementar essa medida, respeitando as 
competências legislativas estabelecidas pela Constituição Federal. 
 
b) Lei municipal pode prever a dação em pagamento de bens móveis como causa 
de extinção de créditos tributários municipais? Por quê? (Vide anexos II e III) 
A questão da dação em pagamento de bens móveis como causa de extinção de 
créditos tributários municipais é um tema que envolve não apenas aspectos legais, mas 
também implicações práticas e políticas significativas. 
Em primeiro lugar, é importante destacar que a dação em pagamento é uma 
modalidade prevista no Código Tributário Nacional (CTN) como forma de extinguir o 
crédito tributário. O artigo 156, inciso XI, do CTN estabelece que a dação em pagamento 
de bens imóveis pode ser utilizada para quitar dívidas fiscais, desde que observadas as 
condições estabelecidas em lei. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
No entanto, o CTN não prevê expressamente a dação em pagamento de bens 
móveis como forma de extinção de créditos tributários. Essa lacuna na legislação federal 
abre margem para que os entes federativos, incluindo os municípios, busquem 
regulamentar essa questão por meio de suas próprias leis. 
Porém, como observado nos julgamentos das ADIs 2405 e 1917 pelo STF, a 
competência legislativa dos estados e municípios para estabelecer regras sobre matéria 
tributária encontra limites na Constituição Federal. 
No caso da ADI 2405, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente a ação 
direta de inconstitucionalidade, confirmando a inconstitucionalidade de diversos 
dispositivos da Lei do Estado do Rio Grande do Sul que tratavam sobre a dação em 
pagamento de créditos tributários. 
O tribunal considerou que alguns dispositivos violavam a competência legislativa 
privativa da União para legislar sobre Direito Civil, além de interferirem no sistema 
constitucional de repartição do produto da arrecadação de impostos. Isso sugere que a 
legislação estadual sobre dação em pagamento de créditos tributários precisa observar 
os limites constitucionais e não invadir competências privativas de outros entes 
federativos. 
Já a ADI 1917 também trata da inconstitucionalidade de uma lei ordinária 
distrital que previa o pagamento de débitos tributários por meio da dação em 
pagamento. O STF considerou que essa lei violava o princípio da licitação na aquisição 
de materiais pela administração pública, conforme estabelecido no artigo 37, inciso XXI, 
da Constituição Federal. Esse entendimento reforça a importância da observância dos 
princípios constitucionais, como o da licitação, na atuação dos entes públicos. 
Essa jurisprudência indica que a legislação municipal que prevê a dação em 
pagamento de bens móveis como forma de extinção de créditos tributários precisa estar 
em conformidade com os princípios constitucionais, como o da licitação. Além disso, é 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
necessário avaliar se a adoção dessa medida é realmente benéfica para a administração 
pública municipal e para a sociedade como um todo. 
Por um lado, a possibilidade de utilizar bens móveis para quitar dívidas fiscais 
pode ser vista como uma alternativa interessante para os contribuintes que enfrentam 
dificuldades financeiras. Isso poderia facilitar a regularização de pendências tributárias 
e contribuir para a recuperação da arrecadação municipal. 
Por outro lado, é preciso considerar os potenciais impactos negativos dessa 
medida. A dação em pagamento de bens móveis pode gerar questionamentos quanto à 
avaliação adequada desses bens e à transparência do processo de quitação de dívidas 
fiscais. Além disso, há o risco de que essa modalidade de pagamento seja utilizada de 
forma indevida ou até mesmo fraudulenta, prejudicando a arrecadação e a eficiência da 
administração tributária municipal. 
 
 
4. A respeito da compensação tributária, pergunta-se: 
a) Que é compensação tributária? Quando nasce o direito subjetivo à 
compensação tributária? Trata-se de um direito constitucional do contribuinte ou 
depende da opção do legislador de cada ente federado? 
 
 A compensação tributária é um mecanismo fundamental dentro do contexto das 
relações entre contribuintes e o Fisco. Esse processo permite que o contribuinte utilize 
créditos que possui junto à Fazenda Pública para quitar suas obrigações tributárias, 
resultando na extinção recíproca desses créditos. Esse conceito, embora aparentemente 
simples, revela aspectos importantes que merecem ser explorados mais 
detalhadamente. 
Em primeiro lugar, é crucial compreender que a compensação tributária não é um 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
direito automático do contribuinte, mas sim um procedimento que ele pode acionar. Ou 
seja, a iniciativa para a compensação parte do próprio contribuinte, que busca utilizar 
os créditos que possui para liquidar seus débitos junto ao Fisco. Isso confere ao 
contribuinte uma certa autonomia e poder de gestão sobre sua situação fiscal, 
possibilitando uma forma de autorregulação dentro do sistema tributário. 
Para Robson Maia Lins4, a compensação tributária é um procedimento em que o 
titular do crédito opõe seu direito subjetivo à pretensão do fisco: 
Chama-se compensação tributária ao procedimento pelo qual o 
contribuinte, titular de crédito contra a Fazenda, opõe seu direito subjetivo 
à pretensão do Fisco de ver satisfeito um determinado crédito tributário, 
extinguindo-os reciprocamente por meio da norma compensatória. 
Além disso, a compensação tributária envolve a atuação de três normas jurídicas 
distintas. Em primeiro lugar, há a norma que reconhece o crédito tributário que será 
utilizado na compensação. Essa norma estabelece as condições sob as quais o 
contribuinte adquiriu esse crédito, seja por meio de pagamentos indevidos, créditos 
acumulados, ou outra circunstância prevista em lei. Em segundo lugar, há a norma que 
reconhece o direito do contribuinte detentor desse crédito, conferindo-lhe a 
prerrogativa de utilizá-lo para compensação. E, por fim, há uma terceira norma que 
formaliza e opera a compensação propriamente dita, extinguindo os créditos envolvidos 
de forma recíproca, conforme dispõe Lins: 
Dessa singela definição sobressaem importantes três importantes notas: 
(a) trata-se de um procedimentocuja iniciativa cabe ao contribuinte; (b) 
pressupõe a formação de três normas jurídicas: uma do crédito do Fisco, 
outra do direito do contribuinte e uma terceira, que opera esse “encontro 
de contas”, extinguindo os créditos do contribuinte e do Fisco; (c) depende 
de previsão normativa que institua tal procedimento, somente podendo 
haver a compensação de tributos nos limites circunscritos pelos marcos 
legais. 
 
4 LINS, Robson Maia. Efeitos da decisão do STF em matéria tributária no regime do art. 543-B do Código 
de Processo Civil e o limite do art. 170-A do Código Tributário Nacional. p. 925. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
É importante ressaltar que a viabilidade da compensação está condicionada à 
existência de previsão normativa que autorize tal procedimento. Isso significa que a 
compensação só pode ocorrer nos limites estabelecidos pela legislação pertinente, que 
define as condições e os critérios para sua realização. Portanto, a efetivação da 
compensação depende não apenas da vontade do contribuinte, mas também da 
conformidade com as disposições legais vigentes. 
A compensação tributária não pode ser considerada um direito constitucional do 
contribuinte, mas sim um procedimento que depende da opção legislativa de cada ente 
federado. Em outras palavras, não há uma disposição expressa na Constituição que 
assegure ao contribuinte o direito automático de compensar seus créditos tributários 
com seus débitos junto à Fazenda Pública. 
A possibilidade de compensação tributária é estabelecida pela legislação 
infraconstitucional, ou seja, por leis ordinárias, complementares ou regulamentos 
específicos de cada ente federado. Essas normas determinam as condições, os critérios 
e os limites para a realização da compensação, bem como os tipos de créditos que 
podem ser utilizados e os tributos que podem ser compensados. 
Portanto, a viabilidade da compensação tributária está condicionada à existência 
de previsão legal específica em cada esfera de governo. Cada ente federado tem a 
prerrogativa de estabelecer suas próprias regras e procedimentos em relação à 
compensação, levando em consideração suas políticas fiscais e necessidades 
orçamentárias. 
Assim, enquanto alguns estados e municípios podem adotar normas que 
permitem a compensação tributária de determinadas maneiras, outros podem optar 
por não regulamentar esse procedimento ou estabelecer restrições mais rígidas. 
Portanto, a compensação tributária é uma questão que está sujeita à discricionariedade 
legislativa de cada ente federado, não sendo um direito constitucionalmente garantido 
aos contribuintes. 
Módulo Incidência e Crédito Tributário 
 
b) O artigo 4º da medida provisória 1.202/20235 incluiu o artigo 74-A6 na lei 
federal 9.430/1996 autorizando que ato do Ministro da Fazenda fixe um limite 
mensal para a compensação de crédito (indébito tributário) reconhecido por 
decisão transitada em julgado. E, por meio da Portaria Normativa MF 14/20247 
foram estabelecidos os referidos limites. 
Imagine que um contribuinte (seu cliente) tenha obtido uma decisão judicial 
transitada em julgado e vinha promovendo a compensação tributária nos termos 
do artigo 74 da redação da lei federal 9.430/1996. Diante desse cenário, pergunta-
se: essa nova limitação pode ser aplicada a esse contribuinte? Ele tinha direito 
adquirido à compensação da forma como prevista na lei anterior? (Vide anexos IV 
e V) 
 
 Diante da situação apresentada, onde um contribuinte obteve uma decisão 
judicial transitada em julgado e vinha promovendo a compensação tributária nos termos 
do artigo 74 da redação original da Lei Federal 9.430/1996, surge a questão sobre a 
aplicabilidade da nova limitação estabelecida pelo artigo 74-A, incluído pela Medida 
Provisória 1.202/2023, e regulamentada pela Portaria Normativa MF 14/2024. 
Para analisar se essa nova limitação pode ser aplicada ao contribuinte, é 
necessário considerar o princípio do direito adquirido, conforme estabelecido pelo 
artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, que prevê que a lei não prejudicará o direito 
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 
No contexto tributário, o direito adquirido se relaciona à segurança jurídica do 
contribuinte, garantindo que ele possa exercer seus direitos de acordo com a legislação 
 
5 Ao tempo de elaboração desta pergunta a referida medida provisória não havia sido convertida em lei e estava vigente. 
6 Art. 74-A. A compensação de crédito decorrente de decisão judicial transitada em julgado observará o limite mensal 
estabelecido em ato do Ministro de Estado da Fazenda. 
§ 1º O limite mensal a que se refere o caput: 
I - será graduado em função do valor total do crédito decorrente de decisão judicial transitada em julgado; 
II - não poderá ser inferior a 1/60 (um sessenta avos) do valor total do crédito decorrente de decisão judicial transitada 
em julgado, demonstrado e atualizado na data da entrega da primeira declaração de compensação; e 
III - não poderá ser estabelecido para crédito decorrente de decisão judicial transitada em julgado cujo valor total seja 
inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais). 
§ 2º Para fins do disposto neste artigo, a primeira declaração de compensação deverá ser apresentada no prazo de até 
cinco anos, contado da data do trânsito em julgado da decisão ou da homologação da desistência da execução do título 
judicial. 
7 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-normativa-mf-n-14-de-5-de-janeiro-de-2024-535982148 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9430.htm#art74a
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-normativa-mf-n-14-de-5-de-janeiro-de-2024-535982148
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vigente à época em que esses direitos foram adquiridos. Nesse sentido, é importante 
observar como as decisões judiciais e as normas legais estavam estabelecidas no 
momento em que o contribuinte obteve a decisão transitada em julgado. 
No caso apresentado, onde um contribuinte obteve uma decisão judicial 
transitada em julgado e vinha promovendo a compensação tributária nos termos da lei 
anterior, é preciso considerar se a nova limitação estabelecida pelo artigo 74-A, incluído 
pela Medida Provisória 1.202/2023, pode ser aplicada a esse contribuinte. 
Para responder a essa questão, é relevante analisar a jurisprudência consolidada 
sobre o tema. Os julgados citados, especialmente o REsp n. 1.164.452/MG, estabelecem 
que a lei aplicável para a compensação tributária é aquela vigente à data do encontro 
de contas entre os recíprocos débito e crédito da Fazenda e do contribuinte. Além disso, 
ressalta-se que a vedação estabelecida pelo artigo 170-A do CTN, que proíbe a 
compensação antes do trânsito em julgado da decisão judicial, não se aplica a ações 
judiciais propostas em data anterior à vigência desse dispositivo. 
Ao considerar também o REsp n. 1.137.738/SP, o qual trata de matéria 
semelhante, podemos reforçar ainda mais a conclusão de que a nova limitação 
estabelecida pelo artigo 74-A da Lei Federal 9.430/1996 não pode ser aplicada 
retroativamente a um contribuinte que já vinha promovendo a compensação tributária 
nos termos da legislação então vigente. 
No REsp n. 1.137.738/SP, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) 
consolidou o entendimento de que a lei que regula a compensação tributária é aquela 
vigente à data do encontro de contas entre os recíprocos débito e crédito da Fazenda e 
do contribuinte. Isso significa que o direito à compensação deve ser analisado de acordo 
com a legislação em vigor no momento em que ocorre a compensação efetiva entre os 
créditos e débitos do contribuinte. 
Assim, se um contribuinte obteve uma decisão judicial transitada em julgado antes 
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da vigência da nova limitação estabelecida pelo artigo 74-A, ele já possuía o direito 
adquirido à compensação tributária nos termos da lei então vigente. A retroatividadeda 
nova norma para limitar esse direito consolidado poderia violar o princípio 
constitucional da segurança jurídica, além de representar um desrespeito aos direitos 
adquiridos pelo contribuinte. 
Portanto, ao analisar os precedentes do STJ nos REsp n. 1.164.452/MG e REsp n. 
1.137.738/SP, podemos concluir que a nova limitação estabelecida pelo artigo 74-A da 
Lei Federal 9.430/1996 não pode ser aplicada retroativamente a um contribuinte que já 
possuía uma decisão judicial transitada em julgado e vinha promovendo a compensação 
tributária nos termos da legislação então vigente. O direito adquirido à compensação 
deve ser respeitado, garantindo-se a segurança jurídica e a estabilidade das relações 
jurídicas. 
 
5. Considerando que o art. 170-A do CTN proíbe a compensação com o aproveitamento 
de tributo que está sendo objeto de discussão judicial antes do trânsito em julgado 
da respectiva decisão e considerando o exemplo de um julgamento de caso 
repetitivo em recurso extraordinário no qual foi reconhecida a 
inconstitucionalidade de determinado tributo federal, pergunta-se: qual orientação 
você daria ao seu cliente a respeito da possibilidade de compensação de indébito 
em cada uma das seguintes hipóteses: 
a) Hipótese 1: você propôs, na defesa dos interesses de seu cliente, mandado de 
segurança para assegurar o direito dele compensar o tributo federal cuja 
inconstitucionalidade foi declarada nesse julgamento de caso repetitivo em recurso 
extraordinário, sendo que a ação do seu cliente não possui decisão transitada em 
julgado; 
Na hipótese em que o cliente propôs um mandado de segurança para assegurar 
o direito de compensar o tributo federal cuja inconstitucionalidade foi declarada em 
um julgamento de caso repetitivo em recurso extraordinário, e a ação ainda não 
possui decisão transitada em julgado, a orientação seria buscar a concessão de tutela 
antecipada para suspender a exigibilidade do crédito tributário que se deseja 
compensar. 
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Conforme o artigo 170-A do Código Tributário Nacional (CTN), a compensação 
com o aproveitamento de tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo 
é proibida antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Portanto, até 
que haja a confirmação definitiva da inconstitucionalidade do tributo federal em 
questão, não é possível efetuar a compensação. 
Entretanto, seguindo a orientação de Paulo de Barros Carvalho, é viável solicitar 
a suspensão da exigibilidade do crédito tributário a ser compensado por meio da 
concessão de tutela antecipada. Essa medida visa garantir a segurança jurídica do 
contribuinte enquanto aguarda o desfecho final do processo judicial. 
Assim, mesmo sem a decisão transitada em julgado, a concessão da tutela 
antecipada suspenderá a exigibilidade do crédito tributário vinculado ao tributo 
federal declarado inconstitucional, permitindo que o contribuinte possa pleitear a 
compensação de seus débitos vincendos até o montante do indébito que se pretende 
compensar. 
Cumpre salientar, apenas, que o cuidado para a compensação é extremamente 
necessário, visto que sem uma tutela deferida, a probabilidade de uma Autuação pelo 
Fisco é considerável. 
b) Hipótese 2: o seu cliente não ajuizou ação qualquer medida judicial para 
discutir o tributo federal cuja inconstitucionalidade foi declarada nesse julgamento 
de caso repetitivo em recurso extraordinário. 
 
 Se o cliente não ajuizou qualquer medida judicial para discutir o tributo federal 
cuja inconstitucionalidade foi declarada em um julgamento de caso repetitivo em 
recurso extraordinário, a orientação seria a de iniciar o processo judicial para contestar 
a exigência desse tributo. 
Como mencionado na questão, o surgimento do direito subjetivo à compensação 
ocorrerá apenas quando houver a expedição de uma terceira norma individual e 
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concreta pela autoridade competente, que englobe as duas normas individuais e 
concretas relacionadas à obrigação tributária do contribuinte e ao débito do Fisco. Isso 
implica que, sem uma decisão judicial ou administrativa formal, não há um direito 
subjetivo claro à compensação. 
Assim, é fundamental que o cliente tome a iniciativa de contestar judicialmente o 
tributo federal declarado inconstitucional, buscando obter uma decisão que reconheça 
o direito à compensação do indébito. A ausência de uma medida judicial pode dificultar 
o reconhecimento desse direito e a efetivação da compensação tributária. 
Vale ainda ressaltar, que como a decisão no Recurso Extraordinário não transitou 
em julgado, existe uma possibilidade de o julgamento ter seus efeitos modulados, de 
forma a englobar os últimos 5 anos passíveis de compensação, apenas aqueles com 
ações judiciais em curso. 
Com isso, uma compensação dos valores ainda não confirmados pelo judiciário, 
poderá causar uma autuação para o cliente. 
 
 
 
 
6. Considerando os elementos da obrigação tributária (sujeito ativo e passivo, objeto, 
direito, crédito, dever e débito) e o conteúdo do artigo 156 do CTN, identifique para 
cada uma das hipóteses de extinção nele elencadas e a seguir reproduzidas qual 
elemento da obrigação tributária é diretamente afetado: 
 Elementos da obrigação tributária: 
 
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 a) pagamento 
 Nesse caso, tanto o Direito Subjetivo como o Dever jurídico são afetados. Pois 
como houve a satisfação crédito, ele é o diretamente afetado, por deixar de existir, e 
com o pagamento, o dever jurídico foi devidamente cumprido. 
 b) compensação 
 Na compensação, tanto o Direito Subjetivo como o Dever jurídico são afetados, 
pois o Crédito é extinto com a compensação, sendo o dever jurídico consequentemente 
completo. 
 c) transação 
Na transação, tanto o Direito Subjetivo como o Dever jurídico são afetados, pois 
com a renúncia das obrigações por autorização da lei, extingue-se o crédito, e 
consequentemente o dever jurídico. 
 d) remissão 
 No caso da remissão, novamente ambos são afetados. Pois com decisão judicial 
que afete o direito subjetivo, o dever jurídico também é extinto. 
 e) prescrição 
 No caso da prescrição, apenas o dever jurídico é afetado. O crédito tributário não 
morreu, mas sua cobrança e o dever jurídico de pagar, é extinto. 
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 f) decadência 
 A decadência apenas o Direito Subjetivo é afetado, pois com o passar do prazo 
para apurar o tributo, não há crédito tributário existente. 
 g) conversão do depósito em renda 
 Nesse caso, tanto o direito subjetivo, como o dever jurídico são afetados. O 
crédito se torna o “pagamento”, extinguindo sua exigibilidade, tendo o dever jurídico 
sido completo. 
 h) pagamento antecipado e homologação do “lançamento” nos termos do art. 150, §§ 
1º a 4º do CTN 
Nesse caso, tanto o direito subjetivo, como o dever jurídico são afetados. Pois, 
com o pagamento antecipado que extingue o crédito tributário, o dever jurídico 
também é extinto. 
 i) consignação em pagamento 
Nesse caso, tanto o direito subjetivo, como o dever jurídico são afetados. Pois, 
com o pagamento por consignação, se extingue o crédito tributário, o dever jurídico 
também é extinto. 
 j) decisão administrativa irreformável 
Nesse caso, tanto o direito subjetivo, como o dever jurídico são afetados. Isso, 
porque com a decisão que declara que não há crédito tributário a recolher, 
consequentemente não há dever jurídico de pagar. 
 k) decisão judicial transitada em julgado 
Nesse caso, assim, como o de decisão administrativa, tanto o direito subjetivo, 
como o dever jurídico são afetados. Isso, porque com a decisão que declara que não há 
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crédito tributário a recolher, consequentemente não há dever jurídico de pagar. 
 l) dação em pagamento de bens imóveis 
Tanto o direito subjetivo, como o dever jurídicosão afetados.

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