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IBET – INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS 
Módulo II: Incidência e Crédito Tributário 
Seminário IV: Extinção da Obrigação Tributária, Transação, Compensação e 
Repetição de Indébito 
 
1. Criticar a expressão “extinção do crédito tributário”. É correta a tradicional 
separação das causas de extinção prescritas no art. 156 do CTN em modalidades de 
fato e modalidades de direito? Justifique. 
 
Primeiramente, de forma resumida, entende-se que a extinção do crédito tributário é 
a finalização da relação obrigacional formada pelos dois sujeitos do liame jurídico 
tributário. 
 
Todavia, quando na elaboração do CTN, o legislador atrelou as hipóteses previstas 
no art. 156 somente ao ponto de extinção do crédito tributário, quando na verdade 
deveria ter referenciado tais hipóteses a todos os elementos necessários a relação 
obrigacional, tendo em vista que o crédito tributário é apenas um dos elementos 
dessa relação. 
 
O professor Paulo de Barros (CARVALHO, 2021) ensina que o crédito tributário se trata 
de apenas um dos aspectos da relação jurídica obrigacional, porém, ressalta que 
sem ele não existe vínculo. 
 
À oportunidade, cumpre ressaltar o entendimento do ilustre doutrinador Paulo de 
Barros Carvalho sobre a tradicional separação das onze hipóteses de extinção 
previstas no artigo 156 do CTN em modalidades de fato ou de direito. 
 
Paulo de Barros leciona que “As onze causas que o legislador arrolou são 
modalidades jurídicas no âmbito mais restrito que se possa dar à expressão.” 
(CARVALHO, 2021, p. 486-487). 
 
Dessa forma, coaduno com o entendimento supramencionado, entendendo que 
não seja correta a separação das hipóteses extintivas elencadas no art. 156, do CTN, 
em modalidades de fato ou de direito, pois cada modalidade está revestida 
juridicamente de algum ponto regulado pelo direito, o qual prescreve e estipula seus 
efeitos. 
 
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2. A hipótese de dação em pagamento de bens imóveis como causa extintiva 
do crédito tributário altera a cláusula do art. 3º do CTN quanto à prestação tributária 
qualificar-se como estritamente pecuniária? Justifique. As previsões de extinção do 
crédito tributário por dação em pagamento de bens imóveis em legislações 
municipais e estaduais antes da Lei Complementar n. 104/01 são válidas? Têm 
aplicação jurídica? (Vide anexos I e II). 
 
Não há que se falar que a modalidade de dação em pagamento de bens imóveis 
como causa extintiva do crédito tributário modifica o previsto no art. 3º, do CTN, 
especialmente no que se refere à prestação qualificar-se como estritamente 
pecuniária. 
 
Considerar tal alteração seria confundir a regra-matriz de incidência tributária e a 
norma jurídica extintiva. Enquanto na primeira, no seu consequente possui traços da 
relação jurídica em que se consubstancia a entrega do valor em pecúnia, na 
segunda, tem-se em seu antecedente a possibilidade da dação de imóveis e no seu 
consequente, dentro das relações normativas, fazer abolir o crédito tributário. 
 
A hipótese de extinção do crédito tributário por meio de dação em pagamento de 
bem imóveis, desde que na forma e condições estabelecidas em lei, foi criada por 
meio da Lei Complementar 104, de 10 de janeiro de 2001. 
 
Dessa forma, enquanto não publicada, para que entrasse em vigor, a LC 104/01, 
legislações municipais e estaduais vigentes antes da LC em comento, são ineficazes, 
haja visto ausência de previsão legal no direito positivo para aplicação da 
modalidade extintiva do crédito tributário por meio de dação em pagamento de 
bens imóveis. 
 
3. Que é compensação tributária? Quando nasce o direito subjetivo à 
compensação tributária? Determinada lei editada em momento posterior ao do 
nascimento do “direito subjetivo” à compensação estabelece limites ao seu 
exercício, como por exemplo, limitando o crédito a compensar a determinado valor 
por mês, impedindo a incidência de juros de mora ao crédito. Essas novas regras que 
limitam a compensação se comparadas à legislação até então vigente impactam o 
exercício do direito de compensar consagrado anteriormente à vigência dessa lei? 
Há direito adquirido à compensação? (Vide anexo III). 
 
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Primeiramente, convém conceituar a compensação tributária como uma das 
modalidades de extinção do crédito tributário, prevista no art. 156, II, do CTN. 
 
Todavia, o CTN, respeitando o princípio da indisponibilidade dos bens públicos, 
determina em seu artigo 170, que exista lei autorizadora da compensação, veja-se: 
 
Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em 
cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários 
com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda 
pública. 
 
Tem por requisito duas diferentes relações jurídicas, em que o credor de uma é 
devedor da outra e vice-versa. É na compensação tributária que são desfeitas, 
conjuntamente, essas duas relações. 
 
Necessário se faz, para que a compensação seja realizada, a aparência de duas 
normas individuais e concretas: aquela que constitui o débito do contribuinte e 
aquela que formaliza o débito do Fisco. 
 
Ao harmonizar essas duas normas acimas, é que aparecera a terceira norma 
individual e concreta, qual seja, a norma da compensação tributária. Nesse sentido, 
a compensação só entrará em ação com a emissão daquela terceira norma. 
 
Entretanto, difícil falar em direito adquirido sem que tenha ação judicial, pois o 
entendimento é de que em se tratando de compensação tributária, deve ser 
considerado o regime jurídico vigente à época do ajuizamento da demanda, não 
podendo ser a causa julgada à luz do direito superveniente. 
 
4. Considerando o que dispõe o artigo 170-A do CTN, que veda a compensação 
antes do trânsito em julgado. 
 
Considerando a existência de julgamento de caso repetitivo em recurso 
extraordinário reconhecendo a inconstitucionalidade de determinado tributo federal. 
 
Pergunta-se: qual orientação você daria ao seu cliente a respeito da possibilidade 
de compensação de indébito nas hipóteses a seguir: 
 
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(a) Hipótese 1: você propôs, na defesa dos interesses de seu cliente, mandado de 
segurança para assegurar o direito dele compensar o tributo federal cuja 
inconstitucionalidade foi declarada nesse julgamento de caso repetitivo em recurso 
extraordinário, sendo que a ação do seu cliente não possui decisão transitada em 
julgado; 
 
Por força do art. 170-A do CTN, antes do trânsito em julgado da decisão que 
reconhece o direito de reaver os valores pagos indevidamente, é vedado ao 
contribuinte utilizar-se da compensação dos créditos tributários. 
 
Todavia, atualmente, o contribuinte pode se fazer valer de alguns fundamentos e 
precedentes para afastar tal vedação. 
 
Isso porque, caso a sentença esteja fundamentada em precedente o qual foi julgado 
em sede de repetitivo no STJ e STF em que permite a compensação imediata, a 
vedação poderá ser afastada, inclusive com fundamento do art. 926 do CPC, 
alegando uniformização das decisões, em que aos casos de mesma matéria deverá 
haver aplicação uniformizada. 
 
Caso a decisão no Mandado de Segurança não siga o que foi decidido em sede de 
repetitivo em recurso extraordinário, o contribuinte poderá reverter com base no art. 
489, § 1º, VI. 
 
Outro ponto, é que o entendimento firmado em corte superior em sede de 
repercussão geral ou recurso repetitivo, no caso em comento STF, possui efeito erga 
omnes, construindo norma geral e concreta. 
 
Nesse sentido, já se encontra em nosso sistema judiciário, casos que afastaram a 
vedação imposta pelo art. 170-A, do CTN. 
 
Dessa forma, seria plenamente possível a compensação antes do trânsito em julgado 
 
(b) Hipótese 2: o seu cliente não ajuizou ação qualquer medidajudicial para 
discutir o tributo federal cuja inconstitucionalidade foi declarada nesse julgamento 
de caso repetitivo em recurso extraordinário. 
 
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Neste caso, a situação do cliente se torna mais complicada, tendo em vista o não 
ajuizamento de qualquer medida judicial, pois no julgamento do repetitivo em 
recurso extraordinário, o STF poderá aplicar a modulação dos efeitos, firmando o 
entendimento de que só os contribuintes que ajuizaram ação judicial até a data do 
julgamento do repetitivo terão direito ao reembolso do tributo reconhecido como 
inconstitucional, os demais contribuintes que não ajuizaram qualquer medida não 
terão o direito ao reembolso. 
 
Entretanto, caso o STF não aplique nenhuma modulação, o cliente poderá ajuizar 
alguma medida, mesmo após o julgamento do repetitivo, porém respeitando os 
prazos de prescrição e decadência. 
 
5. Considerando os elementos da obrigação tributária (sujeito ativo e passivo, 
objeto, direito, crédito, dever e débito) e o conteúdo do artigo 156 do CTN, identifique 
para cada uma das hipóteses de extinção nele elencadas e a seguir reproduzidas 
qual elemento da obrigação tributária é diretamente afetado: 
 
Elementos da obrigação tributária: 
 
a) pagamento 
 
Cumpre-se o dever jurídico imputado ao sujeito passivo (débito), em contra partida 
do direito subjetivo que está investido o sujeito ativo (crédito), o qual juntamente 
encerra. 
 
b) compensação 
 
Encontro de contas, afetando-se o crédito tributário e o débito 
 
c) transação 
 
Os sujeitos da relação obrigacional abrem mão de parte dos seus direitos, chegando 
a um acordo comum, o qual seja interessante para ambos, fazendo desparecer 
conjuntamente o direito subjetivo e o dever jurídico conexo. 
 
d) remissão 
 
Trata-se de perdão e depende de lei autorizadora. Some o direito subjetivo de exigir 
a prestação, desaparecendo também o dever jurídico imputado ao sujeito passivo 
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e) prescrição 
 
Fim do prazo para que a Fazenda Pública ingresse com a ação de cobrança 
(execução fiscal), perde ela (sujeito ativo, credora), os meios jurídicos para obrigar o 
sujeito passivo à satisfação do débito. 
 
f) decadência 
 
Desaparece o direito subjetivo de exigir a prestação tributária, em igualdade, 
também se extingue o débito do sujeito passivo, dissolvendo-se a relação 
obrigacional. 
 
g) conversão do depósito em renda 
 
Aniquila-se o dever jurídico imposto ao sujeito passivo, fazendo dissolver o direito 
subjetivo do qual o credor estivera investido, desfazendo a relação jurídica tributária. 
 
h) pagamento antecipado e homologação do “lançamento” nos termos do art. 
150, §§ 1º a 4º do CTN 
 
i) consignação em pagamento 
 
Nesta modalidade, cumprida a prestação, extingue-se o dever jurídico, e com ele o 
direito subjetivo que lhe é atrelado, desaparecendo a obrigação 
 
j) decisão administrativa irreformável 
 
Depende do que está sendo discutido em sede administrativa, pois a decisão 
administrativa pode atingir diretamente o direito do sujeito ativo, e por consequência 
a dever jurídico do sujeito passivo, bem como o crédito tributário 
 
k) decisão judicial transitada em julgado 
 
A linguagem da decisão judicial, a qual transitou em julgado, sobrepõe-se à 
linguagem vigente até aquele momento. A diferença da decisão judicial transitada 
em julgado para a decisão administrativa, é que a judicial não interrompe o prazo 
decadencial, quando a decisão se tratar de anulação da exigência tributária por 
vício formal 
 
l) dação em pagamento de bens imóveis 
 
Desde que autorizado por lei, o sujeito passivo poderá oferecer bem imóvel como 
pagamento do crédito tributário. 
 
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6. Mediante uma leitura analítica do conteúdo do art. 156, III do código tributário 
nacional, somado ao que dispõe o caput do art. 3º da lei federal 13.988/2020 (que o 
termo de transação deverá dispor sobre os MEIOS de extinção do crédito tributário 
nela contemplado) e o § 3º desse mesmo art. 3º, no sentido de que a extinção do 
crédito nela contemplado somente é extinto quando integralmente cumprido o termo 
de transação, pergunta-se: 
 
(a) qual dos elementos da obrigação tributária a transação afeta? 
 
Em determinada obrigação tributária, os sujeitos que compõem a relação jurídica 
tributária, tem a opção de optarem pela transação, desde que nos termos e nas 
condições estabelecidas por lei, em que por meio de concessões mútuas, os sujeitos, 
credor e devedor, põe fim ao litígio, extinguindo a relação jurídica, assim nos termos 
do art. 171, do CTN. 
 
Dessa forma, afeta-se o direito subjetivo (crédito tributário) e o dever jurídico (débito). 
 
(b) a transação é efetivamente causa de extinção da obrigação tributária? Ou mero 
instrumento para se consagrar a extinção da obrigação tributária? 
 
Na transação, credor e devedor põe fim ao litígio por meio de concessões mútuas, 
ambos os sujeitos chegam a um acordo comum, em tese interessante para as duas 
partes, em que abriram mão de parte de seus direitos, extinguindo assim a relação 
jurídica. 
 
Dessa forma, compromete-se dizer que a figura da transação é efetivamente causa 
extintiva da obrigação tributária, reforçando assim, como mero instrumento para se 
consagrar a extinção da obrigação tributária.

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