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CENTRO UNIVERSITARIO - UNINORTE 
Curso de Educação Física 
 
 
Material exclusivo para uso da disciplina de AVALIAÇÃO FÍSICA no curso de educação física, Prof Gleiser 
INTRODUÇÃO 
A Cineantropometria consiste numa área destinada a investigar as características 
das proporções corporais do homem, afim de que com isso possamos utilizar como 
parâmetros durante a prescrição da atividade física. 
Segundo Beunen & Borns (1990), implica em mensurar e avaliar diversos 
aspectos do homem do nascer ao morrer, bem como características físicas do ser 
humano. 
Segundo Petroski (1995), área cientifica emergente que estuda forma, 
dimensão, proporção, composição, maturação e o desenvolvimento do corpo na 
ortogênese humana em relação ao crescimento, ao desporto, á ativ. física e à nutrição. 
Este caderno técnico irá abordar não só técnicas de medição mas também a 
aplicação de testes funcionais para capacidades físicas que junto com as proporções 
corporais e as variáveis que delas são extraídas irão colaborar com o profissional da 
área da saúde, em especial o de Educação Física, durante o processo de montagem 
do programa de atividades. 
 
HISTÓRICO E EVOLUÇÃO 
 
Breves acontecimentos históricos acerca da evolução da cineantropometria. 
Antes do século XX 
• Empédocles (490 a 430 a C): dividiu o homem em terra/parte sólida; água/líquida; 
fogo/alma e ar. 1º a realizar dissecação de cadáveres; 
• Sócrates (470 a 399 a C), Platão (428 a 349 a C) e Aristóteles (384 a 322 a C): 
disseram que a ginástica deveria estudar os exercícios, seus efeitos, aplicações 
e classificação; 
• Hipócrates (460 a 365 a C): dividiu o homem em 4 elementos: linfa, sangue, bile 
e atrabile; 
• Polycletus (séc. V a C): criador do “Lançador de Dardos”, modelo ideal masculino; 
• Nitruvis, arquiteto romano do ano 15 d C, livro III – corpo humano como modelo 
de medida; 
• Marco Pólo – séc. 13 – estrutura e tamanho corporal diferente nas diversas raças; 
• Leonardo da Vinci – após os renascentismo elaborou desenho onde evidenciava 
músculo e articulações; 
• Albert Durer (1441 a 1528): publicou “Four Books of Human Propotions”, iniciando 
assim a Antropometria Científica; 
• Sigmund Elshotz – 1ª vez que foi usado o termo Antropometria; 
• Lambert Adolfhe (1786 a 1874): é considerado o pai da Antropometria, uso de 
estudos estatísticos; 
• Krakower (1937): em 1871, criou o IMC (Índice de Massa Corporal); 
• Edward Hitchock (1861): medição em estudante (peso, estatura, perímetros e 
força de braço). 
Final do século XIX –precursores da Somatotipia: escola Francesa, Italiana e 
Alemã. 
 
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Século XX 
• Após 1920 – começou o uso de testes, medidas e instrumentos de avaliação; 
• 1921 – fracionamento da Composição Corporal (P.G, P.O, P.R, P. M); 
• 1930 - 1º Compasso para verificar gordura 
• 1940 – Sheldon, criou o Somatotipo – Endomorfia, Mesomorfia e Ectomorfia. 
OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO DE INDIVÍDUOS 
Determinar o progresso do indivíduo; 
Classificar os indivíduos 
• Nível de aprendizagem; 
• Idade; 
• Condições clínicas; 
• Estrutura corporal; 
• Capacidade funcional; 
• Sexo; 
• Interesse. 
Selecionar os indivíduos 
Diagnosticar 
Motivar 
1a. Constatação sem número; 
2a. Constatação comparativa; 
Obs: Mau controle – teste diagnóstico em relação ao teste controle – em virtude do 
erro do avaliado 
Manter padrões 
Obs: baixos rendimentos – avaliação controle – significa planejamento não apropriado. 
 
PRINCÍPIOS DA AVALIAÇÃO DE INDIVÍDUOS 
Programa compatível com uma filosofia; 
A avaliação só acontece quando conduzida com os objetivos do programa em mente; 
Deve-se lembrar sempre a relação existente entre: teste, medida e avaliação. 
• Teste - é um instrumento de medida que é utilizado para obter informações 
sobre um dado específico ou características sobre um grupo ou indivíduo. 
• Medida - é um escore ou número que foi obtido baseado no teste. 
• Avaliação - é um julgamento feito a respeito de um estudo baseado na medida 
ou em algum critério pré-determinado. 
Resultados devem ser interpretados em torno do indivíduo como um todo 
Nenhum teste ou medida é perfeito; 
Não há teste que substitua o julgamento profissional; 
Deve sempre existir um novo teste (re-teste) para observação do desempenho; 
Usar teste que mais se aproxime da realidade; 
Usar testes mais válidos, fidedignos e objetivos. 
 
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CUIDADOS GERAIS 
Equipamentos: erro no uso, não está aferido; 
Avaliador: leitura incorreta; 
Administrativo: quando não se leva em conta o protocolo; 
Erro sistemático: local, horário. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE AVALIAÇÕES 
Avaliação Diagnóstica: 
Analise dos pontos fortes e fracos em relação a uma determinada característica; 
Esta estar dividida em: 
• Medidas somáticas: estatura, altura do tronco-cefálico, envergadura, comprimento 
dos membros e tronco. 
• Medidas para avaliar estado Nutricional: peso, dobra cutâneas, perímetro do 
membro inferior (MI) e membro superior (MS). 
• Medidas funcionais: capacidade Cardiorespiratória e Força Muscular 
Avaliação Formativa 
Analise dos progressos do indivíduo. 
Avaliação Somativa 
Soma de todas as avaliações planejadas no fim de cada unidade de 
planejamento, para obter um quadro geral de evolução. 
A cineantropometria aborda quatro grandes áreas que tem com foco principal o 
conhecimento da característica de determinado indivíduo e/ou população (FIGURA 1). 
 
 
 
 
FIGURA 1- Áreas enfocadas pela cineantropometria. 
 
 
AUTENTICIDADE CIENTIFICA 
“No Processo Avaliativo, é muito importante que o Professor de Educação Física 
utilize instrumentos ou testes que o permitirão atingirem seus objetivos com segurança 
e consistência” (Fernandes, 1999) 
Composição Corporal Somatotipo 
Capacidade 
Funcional Proporcionalidade 
Cineantropometria 
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Cuidados na escolha 
• Escolher com propriedade o teste, evitando a utilização de instrumentos 
inadequados; 
• Obtenção de medidas precisas; 
• Profundas avaliações sobre os dados coletados; 
• Obedecer aos critérios de autenticidade científica. 
Critérios de Autenticidade Científica 
Um teste é considerado válido, quando ele mede, tão precisamente quanto 
possível, o que está escrito na medida, ou seja, quando ele mede o que se propõe a 
medir. 
A confiança e a objetividade referem-se à consistência e segurança das medidas, 
em outras palavras, dizem respeito à reprodutibilidade dos resultados do teste. 
“A seleção e construção dos testes deve sempre obedecer aos critérios 
mencionados, a fim de não colocar em risco a segurança e credibilidade dos programas 
a serem desenvolvidos a partir das avaliações”. 
 
Validade 
• Certificar se vai aferir exatamente o que é desejado; 
• Segurança da interpretação dos resultados; 
• Validade para os seus objetivos; 
exemplo.: teste para garotos e garotas. 
Precisar até que ponto o teste realmente mede a característica. 
 
Confiança e Fidediginidade 
• É o segundo critério para verificar a autenticidade científica de um teste; 
• Refere-se à segurança, consistência ou repetibilidade de uma medida; 
• Pode ser interpretada através de um coeficiente de correlação, que será obtido 
pela concordância dos resultados do teste. 
 
Objetividade 
• Grau de uniformidade com o qual várias pessoas marcam o mesmo teste; 
• Ausência da influência pessoal do avaliador nos resultados do teste; 
• Se os sujeitos ocuparem as mesmas posições na escala de dois ou mais 
avaliadores; 
• É expressa através de um coeficiente de correlação. 
 
Coeficientede correlação 
• Grau de concordância entre duas variáveis; 
• Denota a existência de uma associação ou, pode dar uma indicação do grau 
com o qual as duas variáveis estão envolvidas; 
• Simbolizado pela letra “r”, sendo calculado matematicamente, e possuindo 
valores que variam de -1 a +1, TABELA 1. 
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TABELA 1- coeficiente de relação aplicado para a concordância entre duas variáveis 
 
 
 
ANAMNESE 
 
A Anamnese é tão importante quanto à realização dos testes e é imprescindível 
antes do início da atividade física para qualquer tipo de grupo e faixa etária. 
Pode ser definida como “o instrumento mais importante e imprescindível antes do 
início de qualquer atividade física, seja ela para crianças, jovens, adultos, idosos e 
atletas. Devendo ser direcionada com questionamentos distintos desde antecedentes 
familiares, nível de atividade física, risco coronariano, doenças pessoais, procedimentos 
cirúrgicos, utilização de medicamentos e lesões”. 
Esta funciona como o fator determinante para o procedimento a ser adotado com 
o avaliado no decorrer da avaliação. Uma boa anamnese pode dá informações precisas 
sobre o avaliado, podendo até mesmo fornece indiretamente subsídios para a 
prescrição inicial da atividade física. 
Podem ser feitas de uma abordagem especifica (atletas, grupos especiais, etc) 
ou de forma geral, para o primeiro o avaliador deve montar baseado em informações 
gerais e especificas conforme a característica da população avaliada (ANEXO I), já o 
segundo requer informações mais gerais e normalmente podem ser aplicados para 
grandes populações, pois obtém informações acerca do estio de vida e da saúde geral 
do indivíduo, além de terem validade para aplicação em procedimentos experimentais 
de pesquisas especificas. 
Os dois mais comumente usados são o IPAQ (Internacional Physical Activity 
Questionnaire) e o PAR-Q (Physical Activity Readiness Questionnaire). O primeiro 
procura saber que tipo de atividade física as pessoas fazem como parte do seu dia a 
dia, sendo que as perguntas estão relacionadas ao tempo que você gasta fazendo 
atividade física em uma semana NORMAL USUAL ou HABITUAL. As perguntas 
incluem as atividades que você faz no trabalho, para ir de um lugar a outro, por lazer, 
por esporte, por exercício ou como parte das suas atividades em casa ou no jardim, este 
também possui duas versões a longa e a curta, (ANEXO II e III). 
Coeficiente de Validade Confiança e 
correlação ( r) objetividade 
±.95 - .99 
±.90 - .94 
±.85 - .89 
±.80 - .84 
±.75 - .79 
±.70 - .74 
±.65 - .69 
±.60 - .64 
excelente 
muito bom 
excelente aceitável 
muito bom aceitável 
aceitável fraco 
aceitável fraco 
questionável* questionável1 
questionável questionável1 
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O segundo foi elaborado para ajudar a determinar o início de uma atividade física 
regular, pois verifica possíveis causas que podem adiar o início de uma atividade física 
regular, afinal para a maioria das pessoas, a atividade física não deve apresentar 
qualquer problema ou risco, (ANEXO IV). 
 
PROPORÇÕES CORPORAIS 
 
Essas medidas são utilizadas para medir na sua maioria desenvolvimento ósseo, 
crescimento e estado nutricional do indivíduo. São comuns as relações entre algumas 
para que possam ser obtidos índices. Embora da sua grande utilização, neste capítulo 
serão abordadas a mais freqüente quanto da sua utilização. 
 
Massa Corporal – pode ser utilizada com indicador de crescimento, estado nutricional 
e quando relacionada com outras variáveis pode servir como parâmetro para 
classificação de risco de saúde em grande s população, sua medida é estimada em 
quilogramas (Kg). Exemplo: IMC (índice de massa corporal). 
• Modo de verificar: o avaliado deve está na posição ortoestática1 de frente para o 
avaliador, o avaliado deve subir na plataforma com um pé de cada vez, 
colocando-se na região central desta, conforme mostra a FIGURA 2. 
• Considerações: o avaliado deve portar o mínimo de roupa possível; se a balança 
for mecânica deve ser feita uma nova aferição a cada nova medida tomada, se 
for uma balança digital as aferições devem seguir as recomendações do 
fabricante; para a balança mecânica a leitura deve ser feita por dentro do cursor. 
 
FIGURA 2 – posição adotada pelo avaliado durante a medida da massa corporal (Adaptado de COSTA, 
2001). 
 
 
Estatura Corporal: indicador do desenvolvimento ósseo e corporal, essa medida pode 
ser relacionada como indicador de doenças ou de estado nutricional. Quando 
relacionada com a massa corporal pode servir como parâmetro para classificação de 
risco de saúde em grandes populações, como visto anteriormente, sua medida é 
 
1 Em pé, na posição ereta, pés afastados á largura do quadril, com o peso dividido de forma igual nas 
duas pernas, cabeça no plano de Frankfurt, braços posicionados lateralmente ao corpo. 
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expressa em centímetros (cm), mas não deixando de ser comum à utilização de 
metros (m). Exemplo: 176 cm ou 1,76m. 
• Modo de verificar: o avaliado deve está com os pés unidos, cintura pélvica e 
escapular e região occipital totalmente apoiada no instrumento de medição, o 
estadiômetro, estando o avaliado com a cabeça no plano de Frankfurt. O 
avaliador deve está de lado para o avaliado, fazendo a leitura do cursor pela parte 
interna deste, após o avaliado ter realizado uma breve apnéia, conforma pode-se 
observar na FIGURA 3. 
 
FIGURA 3 - posição adotada pelo avaliado e avaliador durante a medida da estatura corporal (Adaptado 
de COSTA, 2001). 
 
 
Alturas e comprimentos 
Alturas são medidas lineares realizadas no sentido vertical. 
 
Altura total – medida utilizada inicialmente na realização do teste que observa a medida 
da impulsão vertical. Tem como pontos anatômicos de referência o ponto dactiloidal 
(ápice da falange distal do 3º dedo da mão) e a região plantar. 
• Modo de verificar: o avaliado encontra-se na posição ortoestática com o braço 
direito levantado acima da cabeça totalmente estendido, verificando-se a medida 
onde o dalactilio toca o cursor, devendo a medida ser verificada três vezes, 
mantendo-se a média desses valores como resultado final. 
Altura do tronco-cefálico: usada para o acompanhamento de crescimento, 
principalmente de diferenças entre regiões e raças. Têm como pontos anatômicos de 
referência o vertéx da cabeça (ponto mais alto dessa região) e o plano de apoio da 
região do quadril. 
• Modo de verificar: o avaliado deve está na posição sentada, com a cabeça no 
plano de Frankfurt, cintura escapular e região occipital apoiadas no instrumento 
de medida. O banco utilizado deve ter uma altura de 50 cm. O avaliador deve 
está de lado para o avaliado, fazendo a leitura do cursor pela parte interna deste, 
após o avaliado ter realizado uma breve apnéia. 
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As alturas são realizadas com instrumentos próprios estadiômetros ou pela 
adaptação de fitas métricas em paredes lisas e planas, sendo essa última de baixa 
validade para constatações científicas. 
Comprimento são medidas longitudinais que utilizam um instrumento específico, o 
paquímetro, que apresenta medida em milímetro (mm) podendo ser utilizado para 
qualquer comprimento do corpo. Esses são os mais diversos como comprimento do 
membro superior total ou de suas partes (braço, antebraço e mão), comprimento do 
membro inferior total ou de suas partes (coxa, pernae pé) essas medidas apresentam 
ser de grande valia quando da confecção de postos e roupas, além das anteriormente 
abordadas como controle de crescimento e seleção de indivíduos. 
 
DIÂMETROS ÓSSEOS 
Diâmetro é a distância compreendida entre as proeminências ósseas definidas 
através de pontos anatômicos medidos em centímetros. Existem vários, mas somente 
alguns serão levados em consideração: 
Diâmetro Biepicôndilo do Úmero: com o cotovelo e o ombro no ângulo de 90º, o 
avaliador irá localizar o epicôndilo lateral e medial do úmero colocando o paquímetro em 
um ângulo de 45º para medir essa distância; 
Diâmetro Biestiloíde ou Rádio-ulnar: com a mão pronada e semiflexionada (45º) o 
avaliador irá colocar o paquímetro nas apófises do rádio e da ulna. 
Diâmetro Bicôndilo do Fêmur: com o indivíduo sentado e com os joelhos formando 
90º, o avaliador deverá localizar os côndilos medial e lateral do fêmur, para isso deve 
usar o dedo indica e médio. Da mesma forma o paquímetro irá ser colocado em um 
ângulo de 45º para medir essa distância. 
Diâmetro Bimaleolar: com o avaliado em pé, o paquímetro deve ser posicionado nos 
maléolos medial e lateral do pé direito, formando um ângulo de 90º com o ponto de 
medida. 
Recomendações: por uma questão de padronização as medidas de 
diâmetro quando verificadas com o objetivo de aplicação em estimação de 
somatotipo ou fracionamento da composição corporal devem ser as do lado 
direito do avaliado, independente que este tenha o lado esquerdo como 
dominância motora. 
 
ÍNDICES 
 
Índice de Massa Corporal (IMC) 
O Índice de Massa Corporal (Body Mass Index – BMI) é considerado o mais 
popular índice de estatura e peso, tem sido usado por diversas categorias de pessoas 
com respeito a sua aptidão física (AAHPERD, 1988) e a seu grau de obesidade (Di- 
Girolano, 1986). 
 
• Precisão 
O IMC não diferencia peso de gordura de peso livre de gordura. Assim, não é 
sensível às respectivas contribuições de massa muscular e gordurosa ao peso corporal. 
Apenas possui uma moderada correlação (r = 0.70) com o percentual de gordura predito 
a partir de pesagem hidrostática (Keys et al., 1972). Isto representa 
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um pequeno aumento da correlação (r = 0.6) entre percentual de gordura e peso 
somente (Pollock, 1985). O erro padrão da predição de percentual de gordura do IMC 
foi de aproximadamente 5-6% (Pollock, 1985). 
 
 
• Método 
Peso corporal pode ser medido a partir de vários índices estatura/peso, indicando 
assim um grau de obesidade. Índices de estatura / peso para medição do peso corporal 
são provavelmente os métodos mais simples e de baixo custo, requerendo apenas a 
medida de peso e estatura. 
 
• Procedimento 
Os primeiros passos para a obtenção do IMC são a medição de peso e estatura. 
Depois requer um simples cálculo, podendo ser feito à mão ou na calculadora. 
Como apresentado abaixo, o IMC é a razão entre o peso da pessoa (Kg) com sua 
estatura elevada ao quadrado (m2). Em outras palavras, IMC (Kg/m2 ou Kg.m-2) é o 
resultado da divisão do peso da pessoa pelo quadrado de sua estatura em metros. 
 
IMC =
 Peso(kg) 
Estatura 2 (m) 
 
 
A TABELA 2 apresenta os valores médios para indivíduos com faixa etária entre 5 e 18 
anos. Esses valores serão diferentes, para indivíduos acima de 18 anos, TABELA 3. 
TABELA 2 - Padrões de Aptidão Saudáveis para Índice de Massa Corporal (IMC) em Meninos e Meninas 
entre as idades de 5 – 18 anos. 
 
Meninos Meninas 
Idade (anos) IMC (Kg/m²) Idade (anos) IMC (Kg/m²) 
5-7 13-20 5-9 14-20 
8-10 14-20 10-11 14-21 
11 15-21 
12 15-22 12 15-22 
13 16-23 13 15-23 
14 16-24 14-16 17-24 
15 17-24 
16 18-24 
17 18-25 17 17-25 
18 18-26 18 18-26 
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TABELA 3 – Índice de massa corporal (IMC) para adultos 
 
Baixo Peso 3 (grave) IMC IMC IMC IMC IMC IMC 40 Kg / m2 
 
Por exemplo, se um indivíduo pesa 68.0 Kg e sua altura é de 1,74 m, 
então usamos a equação abaixo descrita para calcular o IMC, como segue: 
 
IMC = 68.0 kg / (1.74 m)2 = 68 kg / 3.02 = 22.58 kg/m2
 
 
Índice de Relação de Gordura entre os Perímetros da Cintura e do 
Quadril 
 
A relação cintura - quadril caracteriza os tipos de distribuição de 
gordura corporal. A proporção indica a quantidade de gordura no torso e 
reflete a proporção da obesidade na parte superior do corpo observada em 
relação a parte inferior do corpo. 
A alta relação cintura-quadril indica a parte superior ou tipo de padrão 
de obesidade masculina é um grande risco de doenças como não insulinica 
dependente diabetis mellitus, como indica a baixa proporção da parte inferior 
do corpo ou obesidade do tipo feminina, e a diminuição do risco de diabetis 
mellitus. 
Muitos resultados são apresentados nos adultos, somente após o começo da 
puberdade faz a relação cintura - quadril parecer ser indicador de distribuição 
de gordura corporal. 
 
• Equipamento: Fita antropométrica para medida das circunferências. 
 
• Procedimento: Medidas de circunferência cintura -quadril não deve ser 
aferida por cima de roupas. As roupas devem ser o mínimo possível. Para a 
medida da cintura o avaliado em P.O., abdômen relaxado braços ao lado do 
corpo, pés juntos, e respirando normalmente, no ponto de menor 
circunferência, abaixo da última costela, coloca-se a fita num plano horizontal. 
Para a medida do quadril o avaliado em P.O., o avaliado com os braços 
levemente afastados, pés juntos. Coloca-se a fita num plano horizontal no 
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ponto de maior massa muscular das nádegas, medida tomada lateralmente. 
 
• Observações: A relação cintura- quadril é positivamente associada 
com resultados metabólicos adversos como, elevada pressão 
sangüínea, diabetes, infarto do miocárdio. Circunferências de cintura 
vem sendo normalmente medidas como a menor circunferência abaixo 
da última costela, no nível natural da cintura. Embora muitos textos se 
referem no nível da cicatriz umbilical, mas isso leva a registros de 
valores altos. 
• Validade e confiabilidade: Em face de avaliação aceitada este 
índice tem uma Confiabilidade de 0.98 para circunferência de quadril e de 
0.90 na cintura, sendo a proporção cintura-quadril de 0.92. 
O valor da proporção cintura quadril foi calculada usando 
realizando-se a divisão da circunferência da cintura (em cm) pela 
circunferência do quadril (em cm), como mostra abaixo: 
 
IRAQ = Perímetro da Cintura (cm) / Perímetro do Quadril 
(cm) 
 
 
Risco do 
desenvolvimento de 
doenças: IRAQ 
para:HOMENS: superior a 
0.95; 
MULHERES: superior a 0.80. 
 
Os resultados adquiridos com a utilização do Índice de relação 
entre a cintura e o quadril podem ser avaliados através da TABELA 4, 
onde a zonas mais escuras mostram uma maior relação com o 
desenvolvimento das doenças antes relatadas 
 
TABELA 4 – Valores do índice que relaciona a circunferência entre a 
cintura e o quadril de acordo com a faixa etária (Adaptado de Canadian 
Standartized Test of Fitness (CSFT) Operations Manual, 1986). 
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Idade 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 
% H M H M H M H M H M H M 
 
95 0,73 0,65 0,76 0,65 0,80 0,66 0,81 0,66 0,82 0,67 0,84 0,71 
90 0,75 0,67 0,80 0,670,81 0,68 0,83 0,69 0,85 0,71 0,88 0,73 
85 0,76 0,68 0,81 0,68 0,82 0,69 0,84 0,71 0,87 0,72 0,89 0,74 
80 0,77 0,69 0,81 0,69 0,83 0,71 0,86 0,72 0,89 0,73 0,90 0,75 
75 0,79 0,71 0,82 0,71 0,84 0,72 0,87 0,73 0,89 0,74 0,90 0,76 
70 0,80 0,72 0,83 0,72 0,84 0,73 0,88 0,74 0,90 0,75 0,91 0,77 
65 0,81 0,73 0,83 0,73 0,85 0,74 0,89 0,75 0,91 0,76 0,92 0,78 
60 0,81 0,73 0,84 0,73 0,86 0,75 0,90 0,76 0,92 0,77 0,93 0,79 
55 0,82 0,74 0,85 0,74 0,87 0,75 0,91 0,76 0,92 0,77 0,94 0,80 
50 0,83 0,75 0,85 0,75 0,88 0,76 0,92 0,77 0,93 0,78 0,94 0,81 
45 0,83 0,75 0,86 0,76 0,89 0,77 0,92 0,78 0,94 0,79 0,95 0,82 
40 0,84 0,76 0,87 0,76 0,90 0,78 0,93 0,79 0,95 0,80 0,96 0,83 
35 0,85 0,77 0,87 0,77 0,91 0,78 0,94 0,79 0,95 0,81 0,97 0,84 
30 0,85 0,78 0,88 0,78 0,92 0,79 095 0,80 0,96 0,82 0,98 0,85 
25 0,86 0,78 0,89 0,78 0,93 0,80 0,95 0,82 0,98 0,84 0,99 0,86 
20 0,87 0,79 0,91 0,79 0,94 0,81 0,97 0,84 0,99 0,85 1,00 0,87 
15 0,87 0,80 0,93 0,80 0,95 0,83 0,99 0,86 1,01 0,86 1,02 0,88 
10 0,88 0,82 0,94 0,82 0,96 0,85 1,01 0,87 1,02 0,88 1,03 0,91 
05 0,92 0,86 0,96 0,85 1,01 0,87 1,03 0,92 1,04 0,92 1,04 0,94

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