Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

3
Sistema de Ensino Presencial Conectado
CIÊNCIAS CONTABEIS
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
resolução situação-problema: empresa “CRIANÇA FOFA”
XXXXXXXXXXXXXXXXX
2017
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
resolução situação-problema: empresa “CRIANÇA FOFA”
Trabalho de Portfólio apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas de Gestão Financeira e Orçamento Empresarial, Direito Empresarial e Noções de Atuária.
Orientadores: 
XXXXXXXXXXXXX
2017
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO	3
2. EMPRESA CRIANÇA FOFA: RESOLUÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA.	4
2.1 RELATÓRIO DE CONSULTORIA: EMPRESA CRIANÇA FOFA	4
3.	CONSIDERAÇÕES FINAIS	12
REFERÊNCIAS	13
ANEXOS	14
1. INTRODUÇÃO
A existência de gestão empresarial permite as organizações possuir vantagens competitivas diante ao mercado, tomando decisões mais assertivas e consequentemente alcançar sucesso. De acordo com Liz (2009), a gestão empresarial é um agrupamento de práticas administrativas que envolvem análise, planejamento e controle das atividades da entidade e possui como principal objetivo melhorar os resultados da empresa e aumentar o valor de seu patrimônio através da maximização do lucro.
Dentro da gestão empresarial, há uma função denominada planejamento o qual é considerado um instrumento de administração estratégica que possibilita que a empresa conquiste mais competitividade e mais resultados organizacionais, pois é a função que indica a direção a ser consolidada pela empresa (OLIVEIRA, 2009). Nesse processo de planejamento destaca-se o orçamentário que permite verificar e controlar as receitas e despesas de um empreendimento.
Assim, no presente trabalho será tratado o processo orçamentário da empresa “Criança Fofa” que atua há mais de 20 anos no mercado no ramo de confecções de roupas para crianças e que embora não tenha tido queda em suas vendas, o recebimento destas por outro lado tem gerado preocupação aos seus proprietários, pois tem ficado bem abaixo da expectativa, o que gera problema no fluxo de caixa da empresa e influencia diretamente no pagamento dos seus fornecedores, causando insolvência ao empreendimento. 
Diante disso, foi necessária a contratação de uma equipe contábil para realizar o levantamento das informações e propor soluções a fim de impedir que a empresa venha a sofrer descontinuidade. Para que o planejamento orçamentário tenha sucesso é necessário que seja realizado análises das expectativas de recebimentos, a realidade de recebimentos, e as inadimplências e fornecedores em atraso, focados na busca da recuperação financeira da empresa. 
Sabendo que há o risco de falência, no presente trabalho também será necessário utilizar os conceitos aprendidos em direito empresarial e ciência atuária para tratar de seguros. Dessa forma, o presente trabalho está estruturado em três partes, iniciando com essa introdução, seguindo com a resolução do da situação problema apontada e finalizando com a conclusão do trabalho.
2. EMPRESA CRIANÇA FOFA: RESOLUÇÃO DA SITUAÇÃO-PROBLEMA.
2.1 relatório de consultoria: empresa criança fofa
A empresa Criança Fofa procurou a equipe contábil com intuito de levantar maiores informações e buscar soluções para seu processo orçamentário, compreender o instituto da falência e da separação da pessoa jurídica dos sócios devido a ação de dívida ajuizada mediante o débito com fornecedor e obter maiores informações sobre a contratação de seguros de crédito. Desse modo, abaixo segue a apresentação de informações sobre a empresa para elaboração do presente relatório de consultoria:
	EMPRESA CRIANÇA FOFA
	TEMPO DE ATUAÇÃO
	20 anos
	RAMO DE ATUAÇÃO
	Confecção de Roupas Infantis
	Nº DE FUNCIONÁRIOS
	15 Funcionários 
	CARGOS DE FUNCIONÁRIOS
	Costureiras e Auxiliares
	Nº DE SÓCIOS
	02 – José e Maria
	IMOBILIZADO
	20 Máquinas de Costura
Tabela 1 – Apresentação da empresa
Fonte: Empresa Criança Fofa
A política de vendas trabalha com o recebimento em 3 parcelas sendo a primeira 60% do valor total que deverá ser recebida a vista, a segunda parcela que corresponde a 25% do valor para ser recebida no prazo de 30 dias e a terceira no valor de 15% da venda para ser recebida no prazo de 60 dias. Nessas condições, sabe-se que a empresa Criança Fofa faturou R$ 235.000,00 nos meses de Abril a Junho. Logo, efetuou-se o levantamento das informações e formulou-se um demonstrativo de expectativa de recebimento das vendas conforme demonstrado abaixo:
	EXPECTATIVA DE RECEBIMENTO
	
	Meses
	
RECEITA BRUTA
	 
%
	Abril
	Maio
	Junho
	
	
	R$ 72.000,00
	R$ 78.000,00
	R$ 85.000,00
	Recebimento A vista
	60%
	R$ 43.200,00
	R$ 46.800,00
	R$ 51.000,00
	Recebimento 30 Dias
	25%
	 R$ 0,00
	R$ 18.000,00
	R$ 19.500,00
	Recebimento 60 Dias
	15%
	 R$ 0,00
	 R$ 0,00
	R$ 10.800,00
	TOTAL
	
	R$ 43.200,00
	R$ 64.800,00
	R$ 81.300,00
Tabela 2 – Expectativa de Recebimento
Fonte: Empresa Criança Fofa
Diante do exposto verifica-se que a empresa pretende receber 25% de suas vendas que equivale a R$ 64.800,00 em Maio e 15% das vendas que equivale a R$ 81.300,00 em Junho. Infelizmente a pretensão dos proprietários da empresa não tem sido realizada, tem havido atrasos nos recebimentos das vendas fazendo com que a expectativa demonstrada acima não seja realidade. Assim, verifica-se que do total de vendas efetuadas a empresa só irar receber 79% o que equivale a R$ 164.040,00, conforme demonstrado na tabela abaixo:
	REALIDADE DE RECEBIMENTO
	
	Meses
	
RECEITA BRUTA
	 
%
	Abril
	Maio
	Junho
	
	
	R$ 72.000,00
	R$ 78.000,00
	R$ 85.000,00
	Recebimento A vista
	60%
	R$ 43.200,00
	R$ 46.800,00
	R$ 51.000,00
	Recebimento 30 Dias
	12%
	 R$ 0,00
	R$ 8.640,00
	R$ 9.360,00
	Recebimento 60 Dias
	7%
	 R$ 0,00
	 R$ 0,00
	R$ 5.040,00
	TOTAL
	
	R$ 43.200,00
	R$ 55.440,00
	R$ 65.400,00
Tabela 3 – Realidade de Recebimento
Fonte: Empresa Criança Fofa
Das vendas efetuadas no prazo de 30 dias a empresa tinha pretensão de receber 25%, entretanto, a mesma recebeu apenas 12% o que equivale a R$ 28.200,00 e as vendas que deveriam ser recebidas no prazo de 60 dias a empresa só tem recebido 7% equivalente a R$ 16.450,00, totalizando uma perda de recebimentos no valor de R$ 25.260,00.
Mesmo diante dessa situação, o Sr. José e a Dona Maria não querem parar de vender a prazo e também não querem cortar relações com os seus clientes inadimplentes, pois entendem que o momento atual está bastante complicado para o comércio, então foi necessário fazer o levantamento da inadimplência da empresa para posteriormente alinhar e traçar estratégias que possam contribuir para solucionar este problema.
	INADIMPLÊNCIA
	RECEITA BRUTA
	Abril 
	Maio
	Junho
	Julho
	Agosto
	
	72.000,00
	78.000,00
	85.000,00
	-
	-
	Inadimplentes 30 Dias
	13%
	0,00
	9.360,00
	10.140,00
	11.050,00
	 
	Inadimplentes 60 Dias
	8%
	0,00
	 0,00
	5.760,00
	6.240,00
	6.800,00
	TOTAL
	0,00
	9.360,00
	15.900,00
	17.290,00
	6.800,00
Tabela 4 – Relação de Inadimplência
Fonte: Empresa Criança Fofa
Ao analisar a planilha de inadimplência verifica-se que 21% das vendas efetuadas têm deixado de serem recebidas e enquanto essa situação continuar a empresa corre sérios riscos de insolvência, pois esta situação tem afetado diretamente o pagamento dos seus fornecedores, que conforme o levantamento efetuado foi apurado o seguinte saldo devedor:
	FORNECEDORES COM PAGAMENTO EM ATRASO
	PRODUTO
	VALOR EM ATRASO
	Tecidos
	 R$ 44.800,00 
	Zíperes
	 R$ 11.520,00 
	Linhas
	 R$ 7.680,00 
	TOTAL
	R$ 64.000,00
Tabela 5 – Fornecedores com pagamentos atrasados
Fonte: Empresa Criança Fofa
De acordo com Braga et. al. (2010), as empresas precisam buscar constantemente métodos para aumentar a produtividade, reduzir os custos, e satisfazer os clientes. Assim, diante de tais situações, foi proposto aos proprietários como estratégia que assim como possuem uma politica de vendas que passem a adotar uma politica de cobrançase pagamento aos seus fornecedores priorizando os indispensáveis para fabricação do produto. Sugeriu-se que a politica de cobranças seja efetuada da seguinte forma:
· Ligar para o cliente para saber o motivo do atraso e data provável de pagamento;
· Caso haja entendimento e boa vontade é possível oferecer um parcelamento do débito com aplicação de juros ou ainda dependendo da situação negociada um abatimento na divida.
· Em último caso solicitar a devolução da mercadoria adquirida, caso não tenha sido utilizada e esteja em boas condições.
· Caso todas as tentativas de negociação sejam frustradas, recomenda-se não vender mais a prazo aos clientes inadimplentes e procurar as medidas judiciais cabíveis, tais como protesto das dívidas e inscrição nos órgãos de proteção ao crédito.
Referente ao pagamento dos fornecedores em atraso recomenda-se a adoção das seguintes medidas:
· Girar os estoques de produtos acabados a fim de terminar a produção dos produtos inacabados que estão em quantidade muito altas, o que significa que houve descontrole na gestão do estoque;
· Realizar promoções com os produtos acabados que estão parados na empresa do tipo “compre um e leve dois” ou “compre três peças a de menor valor sai de graça”.
· Baixa dos preços das roupas com menor custo de produção, a fim de ganhar na venda por volume;
· Negociação com os fornecedores para possível devolução de matéria prima que possa estar parado no estoque com o objetivo de abater a dívida.
Todas essas situações possibilitarão que o estoque gire mais rápido e os estoques de produtos inacabados possa ser finalizado o que gerará mais capital de giro e será possível efetuar o pagamento aos fornecedores.
A dívida apresentada com o fornecedor de tecidos estava ajuizada com uma ação de falência, logo foi necessário esclarecer resumidamente o que seria o instituto de falência e seus requisitos.
De acordo com Milani (2011) a falência pode ser definida sob dois aspectos: o contábil-econômico e o jurídico. Sob a ótica contábil-econômica um empreendimento entra em falência pelo estado de insolvência e situação patrimonial do devedor. Já segundo a ótica jurídica não basta apenas o estado de insolvência, é necessário que haja a execução coletiva das dívidas.
Geralmente um empreendimento entra em falência quando possui mais dividas do que capacidade e recursos para pagar. Em termos contábeis é possível dizer que um empreendimento que decreta falência possuía mais passivos que ativos.
A Lei nº 11.101/2005, denominada de nova Lei das falências, antes de falar da falência propriamente dita, trouxe um novo instituto chamando de recuperação judicial, que é um subterfugio as empresas que se encontram em dificuldades a superarem a crise, com o intuito de manter a empresa funcionando devido a sua função social, conforme disposto no art. 47 da referida lei:
a recuperação judicial tem como objetivo de viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estimulo a atividade econômica.
Esse instituto foi inserido na lei com a finalidade de preservar o máximo possível à atividade empresarial, somente ocorrendo como última opção a extinção, tanto que no art. 75 da referida lei trata que o próprio instituto da falência “ao promover o afastamento do devedor de suas atividades, visa a preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos, inclusive os intangíveis, da empresa”
Logo, de acordo com essa nova lei, para que uma empresa seja declarada falida é preciso satisfazer os seguintes requisitos:
· Ter insolvência presumida;
· Ser empresário;
· Ter a falência decretada por juízo competente.
Logo, para iniciar o processo de falência é preciso a verificação da impontualidade dos pagamentos através da consulta nos cartórios de títulos e tendo a falência decretada pelo juízo, há a instauração do concurso de credores, ocasião em que todos os credores irão promover, coletivamente, ao mesmo tempo, a cobrança dos seus respectivos créditos, classificados conforme a ordem de preferência ou privilégio definido na lei, obedecendo ao principio do tratamento paritário dos credores. Após a apuração dos haveres procederá à liquidação. Encerrada o processo de falência e extintas as obrigações, os sócios de responsabilidade ilimitada, ou ainda o sócio de responsabilidade limitada, poderão requerer a extinção de obrigações do falido.
Além de tratar sobre o instituto da falência também foi necessário expor nesse relato para o entendimento dos proprietários sobre o princípio da separação entre a pessoa jurídica e os membros integrantes da sociedade.
No momento em que é decidido abrir legalmente uma empresa, surge à pessoa jurídica que de acordo com Diniz (2015, p. 270) “é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônios, que visa à consecução de certos fins, reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações.”. 
Essa pessoa jurídica no momento do seu nascimento ganha autonomia patrimonial, o que significa dizer que essa pessoa é responsável legalmente por todos os fatos ocorridos dentro do seu ambiente limitando-se o que dispõe o seu contrato de constituição, ou seja, é titular de todos os seus direitos e obrigações.
Diante desse fato, é que surge o chamado principio da autonomia patrimonial ou ainda segregação da pessoa jurídica dos membros integrantes da sociedade, o qual embora não esteja explicito no Novo Código Civil, está implícito na maioria dos seus artigos, como por exemplo, no art. 1.052 que restringe a responsabilidade de cada sócio da sociedade limitada ao valor de suas quotas, pois é herança do Código Civil anterior que ressaltava a importância de não confundirem a empresa com os seus integrantes. (COELHO, 2012)
Logo, o principio da separação da pessoa jurídica dos membros da sociedade ou ainda da autonomia patrimonial pode ser entendido como a não confusão entre as pessoas que integram a pessoa jurídica e a própria empresa, pois como já foi dito anteriormente, a pessoa jurídica é dotada de personalidade e é titular dos seus direitos e obrigações independentes dos seus sócios.
Acredita-se que a definição e utilização desse princípio decorre da necessidade de se criar mecanismos legais capazes de assegurar a distinção entre os sócios e a sociedade de modo a incentivar as pessoas a desenvolverem seus negócios, para que possam ficar tranquilos ao investir seu capital no empreendimento, pois não haverá comprometimento nem ameaças ao seu patrimônio pessoal para suprir dívidas da empresa.
Entretanto, a aplicação desse principio não é absoluto uma vez que o art. 50 da Lei nº 10.406/2002 (Novo Código Civil) dispõe que em caso de abuso da personalidade jurídica pelo desvio da finalidade mediante fraudes, má fé, dolo a terceiros entre outros fatos o juiz pode determinar a desconsideração da personalidade jurídica da empresa fazendo que os direitos e obrigações se estendam aos sócios e ao seu patrimônio.
O princípio da autonomia patrimonial pela ótica jurídica acaba sendo o mesmo da ótica contábil, uma vez que a Contabilidade deve ter plena distinção e separação entre pessoa física e pessoa jurídica e que o patrimônio da empresa jamais se confunde com o dos seus sócios. (IUDICIBUS; MARION, 2002)
Logo, a aplicação ou não desse principio impacta diretamente na contabilidade, uma vez que a mesma registra somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao patrimônio da empresa e não os relacionados com o patrimônio particular de seus sócios, isso para que seja cumprido o que diz o art. 4º da resolução do CFC 751/1993, que estabelece que o princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituiçãode qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. 
Após, exposto os princípios e riscos e diante a situação atual do empreendimento de alta inadimplência tanto por parte dos clientes quanto aos fornecedores, aconselha-se a contratação de seguros no valor do seu faturamento do mês, que será extremamente importante e poderá contribuir para melhor a situação da empresa, para isso, a equipe realizou algumas cotações para ajudar na tomada de decisão e será demostrado a seguir em forma de relatório.
	RELATÓRIO
 15 de Outubro de 2017.
ASSUNTO: A IMPORTÂNCIA DE REALIZAR VENDAS COM SEGURO.
De acordo com dados do IBGE (2017), a taxa de sobrevivência das empresas que são constituídas é de quatro anos de atividade e mais da metade dessas empresas encerram suas atividades bem antes desse período.
Segundo Hashimoto (2017) “as empresas têm inúmeras dificuldades para se estabelecer nos seus primeiros anos de vida. Sofrem por não conhecer direito o setor, por não saber lidar com clientes ou por não dominar aspectos financeiros básicos para gerir seu caixa”. Essa afirmação é confirmada pelo SEBRAE, que aponta entre as principais causas de mortalidade das empresas a má gestão empresarial e a falta de capital de giro.
Logo, no tocante ao ambiente financeiro e econômico atual do Brasil, onde há inadimplência vem só aumentando e os riscos de uma empresa entrar em insolvência têm ficado altíssimo se torna indispensável medidas para manter a saúde financeira da empresa. Uma dessas medidas é a realização de vendas com seguro, como estratégia para reduzir esses riscos de insolvência e /ou falência. Essa medida pode ser colocada em prática através da contratação de um seguro de crédito.
A contratação do seguro de crédito protege o seu negócio contra o não pagamento das vendas.  Ele garante que suas faturas serão pagas e lhe permite gerir riscos comerciais e políticos de forma segura evitando perdas catastróficas e aumentando a rentabilidade. Haverá mais confiança para conceder crédito adicional aos clientes atuais e para buscar novos clientes maiores que, de outra forma, poderiam parecer muito arriscados.  Assim, realizou-se a cotação da contratação desses seguros em duas instituições: Banco do Brasil e Caixa Econômica, conforme propostas em anexo e para demonstrar aos senhores escolheu-se a proposta da Caixa Seguradora, conforme justificativa abaixo:
JUSTIFICATIVA
A Caixa Seguradora possui o valor da proposta de contratação de seguro através da capitalização e este valor é bem menor em relação a outra empresa cotada, bem como o valor do IOF também é menor, não possui prazo de carência e ainda oferece a possibilidade pagar o titulo em cota única ou em até 4 vezes, podendo ainda participar de sortes de prêmios mensais. Observem que o impacto do valor do seguro em relação ao faturamento nos meses de Abril e Junho é mínimo é só de 1,56% e sobre a inadimplência o seguro representa apenas 11,91%, conforme demonstrado na tabela abaixo:
	Meses
	Abril 
	Maio
	Junho
	RECEITA BRUTA
	R$ 72.000,00
	R$ 78.000,00
	R$ 85.000,00
	Valor do Seguro
	R$ 1.120,34
	R$ 1.218,93
	R$ 1.322,66
	%
	1,56%
	INADIMPLENCIA
	R$ 9.360,00
	R$ 15.900,00
	R$ 17.290,00
	%
	11,97%
Diante do exposto, sentimo-nos honrados, com a confiança depositada em nosso trabalho e esperamos que possamos agregar valor ao empreendimento ajudando a mantê-lo funcionando e rentável.
	
	Bruno Mendes
Contador
CRC: 08932/O - PR 
3. CONsiderações finais
A gestão financeira e orçamentária se bem utilizada, garante que todo o processo empresarial ocorra da forma mais eficiente possível, sem ocasionar perdas ou ocorrer falhas, pois ela fornece informações atuais e passadas sobre as finanças e possibilita o administrador tomar decisões confiáveis.
A empresa Criança Fofa, se utilizou desta ferramenta a fim de saber quanto de fato tem recebido de suas vendas e para achar medidas e estratégias que a ajudem a ultrapassar as dificuldades na administração de seu negócio. Na emissão do relatório também tratou-se sobre o instituto da falência devido a ação ajuizada contra a empresa e sobre o principio de separação da pessoa jurídica e os membros da sociedade e ainda recomendou-se a contratação de seguros de créditos para proteção em caso de inadimplência.
Diante a tudo que foi exposto infere-se que a boa gestão dos riscos e utilização dos conhecimentos do direito empresarial aliada a gestão financeira e orçamentária, atualmente pode garantir o sucesso e a competitividade da entidade, garantindo a sobrevivência em meio a tempos de crises, pois através da previsão foi possível indicar como esta a situação econômica e financeira da empresa.
Portanto, este estudo não é conclusivo e nem pretendeu esgotar o assunto estudado. Na realidade, recomenda-se para trabalhos futuros sua ampliação.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: . Acesso em 15.Out.2017
BRASIL. Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Disponível em: . Acesso em: 17.Out.2017. 
BRAGA, D. P. G et al. Gestão de custos, preços e resultados: um estudo em indústrias conserveiras do Rio Grande do Sul. Revista Contabilidade, Gestão e Governança – UNB, Brasília, v.13, n.2, p. 20-35, Maio/Ago., 2010.
COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Civil. Parte Geral. Volume 1. Editora Saraiva, 5ª Edição, 2012.
DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. Teoria Geral do Direito Civil. Volume 1. 32ª Edição 2015.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. A contabilidade e o contador. In: Introdução à teoria da contabilidade para nível de graduação. 3ª Edição – São Paulo: Atlas, 2002.
LIZ, Patricia, 2009. A importância da administração financeira na empresa. Disponívelem. Acesso em 18.set.2017.
MILANI, Sergio Mario. Lei de Recuperação Judicial, Recuperação Extrajudicial e Falência Comentada. São Paulo: Malheiros Editores, 2011.
HASHIMOTO, Marcos. 2017. Por que as empresas fecham? Disponível em: . Acesso em 12.Out.2017
OLIVEIRA, Djalma P. R. Introdução à administração: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2009.
ANEXOS
PROPOSTAS BANCO DO BRASIL CREDITO PROTEGIDO
 
PROPOSTAS CAIXA SEGURADORA
image2.png
image3.png
image4.png
image3.emf
 
 
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.png
image10.png
image11.png
image1.png

Mais conteúdos dessa disciplina