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Questões resolvidas

Em uma situação hipotética, o Técnico de Segurança Juvenal, funcionário público devidamente concursado recebeu a oferta de R$ 50.000,00 de Marcela para atrasar recebimento de expedientes relativos a processo do interesse dela, objetivando alcançar a prescrição. Contudo Juvenal não adotou conduta irregular e recebeu os expedientes a tempo, não culminando em prescrição. Em relação ao crime de corrupção:
(A) uma vez que não houve o pagamento da vantagem e a pretendida prescrição no processo não foi alcançada, não houve crime.
(B) se Marcela tivesse o resultado pretendido com o alcance da prescrição independentemente do pagamento ter ocorrido teria havido crime.
(C) o efetivo pagamento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício é o que configura crime de corrupção passiva por Marcela.
(D) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício já se configura crime de corrupção ativa.
(E) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício se configura crime de corrupção ativa, desde que o resultado pretendido seja alcançado.

Praticada a infra-ção penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção cominada abstratamen-te na lei, como forma, tanto de retribuição ao mal causado pelo agente criminoso, como, ainda, de prevenção e intimidação, a fim de se evitar que novos delitos se-jam cometidos. Diante de tal contexto, analise as proposições abaixo.
Está correto o que se afirma APENAS em
I – Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativa de liberdade e pecuniária, é permitido a substituição da prisão por multa.
II – A legitimidade para a execução fiscal de multa pendente de pagamento im-posta em sentença condenatória é exclusiva do Ministério Público.
III – A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial.
IV – A imposição do regime de cumprimento mais severo, do que a pena aplicada permitir, exige motivação idônea.
a) III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) II e III.
e) I e IV.

Sobre a aplicação da lei penal, é correto afirmar que
a) o Código Penal adotou o princípio da territorialidade, em relação à aplicação da lei penal no espaço. Tal princípio é absoluto, não admitindo qualquer exceção.
b) transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo do Conhecimento a aplicação da lei mais benigna.
c) a lei aplicável para os crimes permanentes será aquela vigente quando se iniciou a conduta criminosa do agente.
d) quando a abolitio criminis se verificar depois do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, extinguir-se-ão todos os efeitos penais e extrapenais da condenação.
e) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência.

Não é considerado funcionário público, ainda que por extensão, para os efeitos penais o
a) funcionário atuante em empresa contratada para prestar serviço atípico para a Administração pública.
b) servidor temporário.
c) servidor ocupante em cargos por comissão.
d) empregado público contratado sob o regime da CLT.
e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas no dia das eleições.

Mariana, menor de 13 anos, grávida de 2 meses, pretende realizar aborto por não desejar a criança, uma vez que não sabe quem é o pai do bebê concebido. Maridete, parteira conhecida da família de Mariana, realiza o aborto com autorização da menor.
A conduta de Maridete, ao provocar o aborto, é passível de pena de
a) detenção de um a quatro anos.
b) detenção de três a dez anos.
c) reclusão de três a dez anos.
d) reclusão de um a três anos.
e) reclusão de quinze a vinte anos.

Maria, foi morta por seu companheiro Gilmar motivado por razões de sua condição de sexo feminino, com o menosprezo e discriminação à condição feminina e violência doméstica e familiar. A tipificação penal para este crime é:
a) homicídio culposo.
b) homicídio qualificado à traição, por se tratar de companheiro.
c) feminicídio.
d) genocídio.
e) homicídio simples.

Édipo, irritado com as constantes festas que seu vizinho Laio promove à noite, atrapalhando seu descanso, resolve procurá-lo a fim de resolver definitivamente a situação. Para tanto, arma-se de uma espingarda e se dirige à casa de Laio, vindo a encontrá-lo distraído. Ato contínuo, aponta a arma em sua direção a fim de efetuar um disparo contra sua cabeça. Contudo, Jocasta, que, por coincidência, havia acabado de chegar ao local, surpreende e consegue impedir Édipo de seu intento, retirando-lhe a arma de sua mão, evitando, assim, o disparo fatal.
A conduta de Édipo, para o Direito Penal, pode ser enquadrada no ordenamento jurídico como
A) arrependimento posterior.
B) desistência voluntária.
C) crime tentado.
D) circunstância atenuante.
E) arrependimento eficaz.

Considere:
I – Não provocação voluntária do perigo.
II – Exigibilidade de sacrifício do bem salvo.
III – Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo.
IV – Conhecimento da situação justificante.
V – Agressão atual ou pretérita.
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) II, IV e V.
e) I, III e V.

A coação moral irresistível
a) torna o fato atípico.
b) é causa excludente de ilicitude.
c) é circunstância que sempre atenua a pena.
d) tem o mesmo tratamento legal da coação física irresistível.
e) é causa de isenção da pena.

Praticado o ilícito penal por um indivíduo culpável, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal prevista na lei incriminadora. Contudo, o direito de punir não é absoluto, sendo possível que ocorra alguma causa extintiva de punibilidade, impedindo que o Estado imponha a sanção ao agente.
Diante disso, com fundamento no que dispõe o Código Penal sobre a extinção de punibilidade, é correto afirmar:
a) No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.
c) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, podendo, ainda, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
d) Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos prescricionais previstos para as privativas de liberdade.
e) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 anos quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada.

José, 60 anos, gerente do empreendimento de construção Verbo, adotava a praxe empresarial de efetuar pagamento extra-folha (por fora) de parte dos salários dos empregados, com registro nos títulos de contabilidade da empresa e realização de recolhimentos previdenciários somente no que se refere aos valores consignados nos recibos principais. Verificado o panorama em ação trabalhista, o Juiz do Trabalho determinou o envio de ofício às esferas fiscal e criminal, para conhecimento e análise, sendo iniciada a ação fiscal, com notificação do lançamento do tributo.
Nessa situação hipotética,
a) haverá extinção de punibilidade se José, ainda que iniciada ação fiscal, efetuar a correção interna dos livros de contabilidade antes da sentença condenatória criminal.
b) a idade de sessenta anos, na data de eventual sentença condenatória criminal, beneficiará José como circunstância atenuante da pena.
c) as condutas protagonizadas por José, embora denotem irregularidades trabalhistas, não são previstas como tipos penais.
d) há configuração da conduta típica prevista no art. 337-A, III, do Código Penal, consistente em sonegação de contribuição previdenciária.
e) o crime de sonegação de contribuição previdenciária é de natureza formal, pres-cindindo de resultado para sua consumação.

No caso hipotético,
ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia praticou o crime de peculato impróprio.
a) ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia praticou o crime de peculato impróprio.
b) o Diretor de Secretaria Paulo praticou o crime de peculato de uso quanto ao veículo.
c) ao utilizar os valores extraídos do feito judicial, a assistente da sala de audiências Júlia praticou o crime de excesso de exação, na modalidade prevista no § 2º do art. 316 do Código Penal.
d) o Chefe da Seção de Execução Rafael foi vítima de denunciação caluniosa, sendo o uso de anonimato pelo(a) agente do crime causa de aumento da pena em um terço.
e) ao ocultar dos superiores hierárquicos o panorama de ocorrência de valores indevidamente extraídos do feito judicial e utilizados por Júlia, com base na motivação narrada, Paulo praticou a conduta de condescendência criminosa.

Nesse caso,
não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal, se os trabalhadores obtiverem por iniciativa própria os recursos para retorno ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios a que, para tanto, havia se comprometido desde o início do pacto de emprego.
a) não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal, se os trabalhadores obtiverem por iniciativa própria os recursos para retorno ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios a que, para tanto, havia se comprometido desde o início do pacto de emprego.
b) no delito de frustração de direito assegurado por lei trabalhista, a existência, como empregados, de indígenas atingidos pelas condutas criminosas é causa de aumento de pena de um sexto a um terço.
c) a frustração de direito alicerçado em lei trabalhista somente pode caracterizar crime quando há violência, razão pela qual o errôneo procedimento quanto à jornada não é punível criminalmente no caso concreto.
d) não é admissível tentativa no crime de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, previsto no art. 203, caput, do Código Penal.
e) incide a ação penal pública condicionada à representação nos casos de figuras equiparadas ao crime de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional (art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal).

Analisando os fatos o defensor entende que a reclamante é inocente. O acusador deverá responder por
Calúnia porque: a) foi atribuído um crime à acusada e b) a imputação é falsa.
a) Calúnia porque: a) foi atribuído um crime à acusada e b) a imputação é falsa.
b) Injúria porque: a) foi atribuído uma qualidade à acusada e b) houve ofensa à honra subjetiva.
c) Difamação porque: a) houve a atribuição de um fato não criminoso à acusada e b) houve ofensa à honra objetiva.
d) Falso testemunho porque: a) o acusador alegou ter presenciado atos que atribuiu à acusada e b) a imputação é falsa.
e) Ocultação da verdade porque: a) o acusador mentiu e b) houve ofensa à honra subjetiva.

Diante destes trechos derradeiros do poema Morte do Leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade (A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 110- 111), é correto tecnicamente afirmar:
considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de tipo que bem se tributa à chamada teoria limitada da culpabilidade.
a) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de tipo que bem se tributa à chamada teoria limitada da culpabilidade.
b) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de proibição, com a subsequente exclusão do dolo.
c) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio ictus.
d) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio criminis.
e) tem-se, nesse poema, um argumento clássico de advento de causa relativamente independentemente.

No concurso de crimes, cuidando-se de infrações de espécies diversas cometidos por condutas distintas, ambas com violência física real, dos institutos legais abaixo em princípio pode-se postular em favor do imputado
concurso formal heterogêneo.
a) concurso formal heterogêneo.
b) concurso formal impróprio.
c) crime continuado genérico.
d) crime continuado específico.
e) prescrição isoladamente considerada.

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Questões resolvidas

Em uma situação hipotética, o Técnico de Segurança Juvenal, funcionário público devidamente concursado recebeu a oferta de R$ 50.000,00 de Marcela para atrasar recebimento de expedientes relativos a processo do interesse dela, objetivando alcançar a prescrição. Contudo Juvenal não adotou conduta irregular e recebeu os expedientes a tempo, não culminando em prescrição. Em relação ao crime de corrupção:
(A) uma vez que não houve o pagamento da vantagem e a pretendida prescrição no processo não foi alcançada, não houve crime.
(B) se Marcela tivesse o resultado pretendido com o alcance da prescrição independentemente do pagamento ter ocorrido teria havido crime.
(C) o efetivo pagamento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício é o que configura crime de corrupção passiva por Marcela.
(D) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício já se configura crime de corrupção ativa.
(E) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício se configura crime de corrupção ativa, desde que o resultado pretendido seja alcançado.

Praticada a infra-ção penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção cominada abstratamen-te na lei, como forma, tanto de retribuição ao mal causado pelo agente criminoso, como, ainda, de prevenção e intimidação, a fim de se evitar que novos delitos se-jam cometidos. Diante de tal contexto, analise as proposições abaixo.
Está correto o que se afirma APENAS em
I – Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativa de liberdade e pecuniária, é permitido a substituição da prisão por multa.
II – A legitimidade para a execução fiscal de multa pendente de pagamento im-posta em sentença condenatória é exclusiva do Ministério Público.
III – A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial.
IV – A imposição do regime de cumprimento mais severo, do que a pena aplicada permitir, exige motivação idônea.
a) III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) II e III.
e) I e IV.

Sobre a aplicação da lei penal, é correto afirmar que
a) o Código Penal adotou o princípio da territorialidade, em relação à aplicação da lei penal no espaço. Tal princípio é absoluto, não admitindo qualquer exceção.
b) transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo do Conhecimento a aplicação da lei mais benigna.
c) a lei aplicável para os crimes permanentes será aquela vigente quando se iniciou a conduta criminosa do agente.
d) quando a abolitio criminis se verificar depois do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, extinguir-se-ão todos os efeitos penais e extrapenais da condenação.
e) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência.

Não é considerado funcionário público, ainda que por extensão, para os efeitos penais o
a) funcionário atuante em empresa contratada para prestar serviço atípico para a Administração pública.
b) servidor temporário.
c) servidor ocupante em cargos por comissão.
d) empregado público contratado sob o regime da CLT.
e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas no dia das eleições.

Mariana, menor de 13 anos, grávida de 2 meses, pretende realizar aborto por não desejar a criança, uma vez que não sabe quem é o pai do bebê concebido. Maridete, parteira conhecida da família de Mariana, realiza o aborto com autorização da menor.
A conduta de Maridete, ao provocar o aborto, é passível de pena de
a) detenção de um a quatro anos.
b) detenção de três a dez anos.
c) reclusão de três a dez anos.
d) reclusão de um a três anos.
e) reclusão de quinze a vinte anos.

Maria, foi morta por seu companheiro Gilmar motivado por razões de sua condição de sexo feminino, com o menosprezo e discriminação à condição feminina e violência doméstica e familiar. A tipificação penal para este crime é:
a) homicídio culposo.
b) homicídio qualificado à traição, por se tratar de companheiro.
c) feminicídio.
d) genocídio.
e) homicídio simples.

Édipo, irritado com as constantes festas que seu vizinho Laio promove à noite, atrapalhando seu descanso, resolve procurá-lo a fim de resolver definitivamente a situação. Para tanto, arma-se de uma espingarda e se dirige à casa de Laio, vindo a encontrá-lo distraído. Ato contínuo, aponta a arma em sua direção a fim de efetuar um disparo contra sua cabeça. Contudo, Jocasta, que, por coincidência, havia acabado de chegar ao local, surpreende e consegue impedir Édipo de seu intento, retirando-lhe a arma de sua mão, evitando, assim, o disparo fatal.
A conduta de Édipo, para o Direito Penal, pode ser enquadrada no ordenamento jurídico como
A) arrependimento posterior.
B) desistência voluntária.
C) crime tentado.
D) circunstância atenuante.
E) arrependimento eficaz.

Considere:
I – Não provocação voluntária do perigo.
II – Exigibilidade de sacrifício do bem salvo.
III – Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo.
IV – Conhecimento da situação justificante.
V – Agressão atual ou pretérita.
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) II, IV e V.
e) I, III e V.

A coação moral irresistível
a) torna o fato atípico.
b) é causa excludente de ilicitude.
c) é circunstância que sempre atenua a pena.
d) tem o mesmo tratamento legal da coação física irresistível.
e) é causa de isenção da pena.

Praticado o ilícito penal por um indivíduo culpável, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal prevista na lei incriminadora. Contudo, o direito de punir não é absoluto, sendo possível que ocorra alguma causa extintiva de punibilidade, impedindo que o Estado imponha a sanção ao agente.
Diante disso, com fundamento no que dispõe o Código Penal sobre a extinção de punibilidade, é correto afirmar:
a) No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.
c) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, podendo, ainda, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
d) Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos prescricionais previstos para as privativas de liberdade.
e) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 anos quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada.

José, 60 anos, gerente do empreendimento de construção Verbo, adotava a praxe empresarial de efetuar pagamento extra-folha (por fora) de parte dos salários dos empregados, com registro nos títulos de contabilidade da empresa e realização de recolhimentos previdenciários somente no que se refere aos valores consignados nos recibos principais. Verificado o panorama em ação trabalhista, o Juiz do Trabalho determinou o envio de ofício às esferas fiscal e criminal, para conhecimento e análise, sendo iniciada a ação fiscal, com notificação do lançamento do tributo.
Nessa situação hipotética,
a) haverá extinção de punibilidade se José, ainda que iniciada ação fiscal, efetuar a correção interna dos livros de contabilidade antes da sentença condenatória criminal.
b) a idade de sessenta anos, na data de eventual sentença condenatória criminal, beneficiará José como circunstância atenuante da pena.
c) as condutas protagonizadas por José, embora denotem irregularidades trabalhistas, não são previstas como tipos penais.
d) há configuração da conduta típica prevista no art. 337-A, III, do Código Penal, consistente em sonegação de contribuição previdenciária.
e) o crime de sonegação de contribuição previdenciária é de natureza formal, pres-cindindo de resultado para sua consumação.

No caso hipotético,
ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia praticou o crime de peculato impróprio.
a) ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, Júlia praticou o crime de peculato impróprio.
b) o Diretor de Secretaria Paulo praticou o crime de peculato de uso quanto ao veículo.
c) ao utilizar os valores extraídos do feito judicial, a assistente da sala de audiências Júlia praticou o crime de excesso de exação, na modalidade prevista no § 2º do art. 316 do Código Penal.
d) o Chefe da Seção de Execução Rafael foi vítima de denunciação caluniosa, sendo o uso de anonimato pelo(a) agente do crime causa de aumento da pena em um terço.
e) ao ocultar dos superiores hierárquicos o panorama de ocorrência de valores indevidamente extraídos do feito judicial e utilizados por Júlia, com base na motivação narrada, Paulo praticou a conduta de condescendência criminosa.

Nesse caso,
não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal, se os trabalhadores obtiverem por iniciativa própria os recursos para retorno ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios a que, para tanto, havia se comprometido desde o início do pacto de emprego.
a) não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal, se os trabalhadores obtiverem por iniciativa própria os recursos para retorno ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios a que, para tanto, havia se comprometido desde o início do pacto de emprego.
b) no delito de frustração de direito assegurado por lei trabalhista, a existência, como empregados, de indígenas atingidos pelas condutas criminosas é causa de aumento de pena de um sexto a um terço.
c) a frustração de direito alicerçado em lei trabalhista somente pode caracterizar crime quando há violência, razão pela qual o errôneo procedimento quanto à jornada não é punível criminalmente no caso concreto.
d) não é admissível tentativa no crime de frustração de direito assegurado pela legislação trabalhista, previsto no art. 203, caput, do Código Penal.
e) incide a ação penal pública condicionada à representação nos casos de figuras equiparadas ao crime de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional (art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal).

Analisando os fatos o defensor entende que a reclamante é inocente. O acusador deverá responder por
Calúnia porque: a) foi atribuído um crime à acusada e b) a imputação é falsa.
a) Calúnia porque: a) foi atribuído um crime à acusada e b) a imputação é falsa.
b) Injúria porque: a) foi atribuído uma qualidade à acusada e b) houve ofensa à honra subjetiva.
c) Difamação porque: a) houve a atribuição de um fato não criminoso à acusada e b) houve ofensa à honra objetiva.
d) Falso testemunho porque: a) o acusador alegou ter presenciado atos que atribuiu à acusada e b) a imputação é falsa.
e) Ocultação da verdade porque: a) o acusador mentiu e b) houve ofensa à honra subjetiva.

Diante destes trechos derradeiros do poema Morte do Leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade (A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 110- 111), é correto tecnicamente afirmar:
considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de tipo que bem se tributa à chamada teoria limitada da culpabilidade.
a) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de tipo que bem se tributa à chamada teoria limitada da culpabilidade.
b) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argumento clássico de erro de proibição, com a subsequente exclusão do dolo.
c) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio ictus.
d) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio criminis.
e) tem-se, nesse poema, um argumento clássico de advento de causa relativamente independentemente.

No concurso de crimes, cuidando-se de infrações de espécies diversas cometidos por condutas distintas, ambas com violência física real, dos institutos legais abaixo em princípio pode-se postular em favor do imputado
concurso formal heterogêneo.
a) concurso formal heterogêneo.
b) concurso formal impróprio.
c) crime continuado genérico.
d) crime continuado específico.
e) prescrição isoladamente considerada.

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431 de 740www.grancursosonline.com.br
COLETÂNEA DE QUESTÕES 2017 – FCC
Direito Penal
DIREITO PENAL
608. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALIDA-
DE: SEGURANÇA JUDICIÁRIA) Em uma situação hipotética, o Técnico de Seguran-
ça Juvenal, funcionário público devidamente concursado recebeu a oferta de R$ 
50.000,00 de Marcela para atrasar recebimento de expedientes relativos a pro-
cesso do interesse dela, objetivando alcançar a prescrição. Contudo Juvenal não 
adotou conduta irregular e recebeu os expedientes a tempo, não culminando em 
prescrição.
Em relação ao crime de corrupção:
a) uma vez que não houve o pagamento da vantagem e a pretendida prescrição no 
processo não foi alcançada, não houve crime.
b) se Marcela tivesse o resultado pretendido com o alcance da prescrição indepen-
dentemente do pagamento ter ocorrido teria havido crime.
c) o efetivo pagamento de vantagem indevida a funcionário público, para determi-
ná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício é o que configura crime de corrup-
ção passiva por Marcela.
d) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para deter-
miná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício já se configura crime de corrup-
ção ativa.
e) o simples oferecimento de vantagem indevida a funcionário público, para deter-
miná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício se configura crime de corrupção 
ativa, desde que o resultado pretendido seja alcançado.
609. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Praticada a infra-
ção penal, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção cominada abstratamen-
te na lei, como forma, tanto de retribuição ao mal causado pelo agente criminoso, 
como, ainda, de prevenção e intimidação, a fim de se evitar que novos delitos se-
jam cometidos. Diante de tal contexto, analise as proposições abaixo. 
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432 de 740www.grancursosonline.com.br
COLETÂNEA DE QUESTÕES 2017 – FCC
Direito Penal
I – Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativa de liberdade e 
pecuniária, é permitido a substituição da prisão por multa. 
II – A legitimidade para a execução fiscal de multa pendente de pagamento im-
posta em sentença condenatória é exclusiva do Ministério Público. 
III – A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância agravante 
e, simultaneamente, como circunstância judicial.
IV – A imposição do regime de cumprimento mais severo, do que a pena aplicada 
permitir, exige motivação idônea.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) II e III.
e) I e IV.
610. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Sobre a aplicação 
da lei penal, é correto afirmar que
a) o Código Penal adotou o princípio da territorialidade, em relação à aplicação da 
lei penal no espaço. Tal princípio é absoluto, não admitindo qualquer exceção.
b) transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao Juízo do Conheci-
mento a aplicação da lei mais benigna.
c) a lei aplicável para os crimes permanentes será aquela vigente quando se ini-
ciou a conduta criminosa do agente.
d) quando a abolitio criminis se verificar depois do trânsito em julgado da sentença 
penal condenatória, extinguir-se-ão todos os efeitos penais e extrapenais da con-
denação.
e) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou 
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado duran-
te a sua vigência.
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Direito Penal
611. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Não é considerado 
funcionário público, ainda que por extensão, para os efeitos penais o
a) funcionário atuante em empresa contratada para prestar serviço atípico para a 
Administração pública.
b) servidor temporário.
c) servidor ocupante em cargos por comissão.
d) empregado público contratado sob o regime da CLT.
e) cidadão nomeado para compor as mesas receptoras de votos e de justificativas 
no dia das eleições.
612. (2017/TST/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALIDA-
DE: SEGURANÇA JUDICIÁRIA) Mariana, menor de 13 anos, grávida de 2 meses, 
pretende realizar aborto por não desejar a criança, uma vez que não sabe quem é o 
pai do bebê concebido. Maridete, parteira conhecida da família de Mariana, realiza 
o aborto com autorização da menor. A conduta de Maridete, ao provocar o aborto, 
é passível de pena de
a) detenção de um a quatro anos.
b) detenção de três a dez anos.
c) reclusão de três a dez anos.
d) reclusão de um a três anos.
e) reclusão de quinze a vinte anos.
613. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALI-
DADE: SEGURANÇA) Manoel, dirigindo seu veículo, por distração, atropela a estu-
dante universitária Cristine de 18 anos. Percebendo que não haviam testemunhas, 
evade-se do local, sem prestar socorro, para fugir da prisão em flagrante delito. 
Cristine morre. Manoel estará sujeito às penas do crime de homicídio
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Direito Penal
a) doloso, com o aumento da pena em 1/3.
b) culposo, com o aumento da pena em 2/3.
c) culposo, com o aumento da pena em 1/3.
d) doloso, com o aumento da pena em 2/3.
e) culposo, com o aumento da pena em dobro em face da fuga do local.
614. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALI-
DADE: SEGURANÇA) José desatendeu ordem ilegal de funcionário Público e deixou 
o local em que tal ordem lhe fora dada. A conduta de José
a) caracterizou o delito de desacato.
b) caracterizou o delito de resistência no tipo legal fundamental.
c) configurou o crime de desobediência.
d) não tipificou os crimes de desobediência, desacato ou resistência.
e) configurou o crime de resistência na forma agravada.
615. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIA-
LIDADE: SEGURANÇA) Maria foi morta por seu companheiro Gilmar motivado por 
razões de sua condição de sexo feminino, com o menosprezo e discriminação à con-
dição feminina e violência doméstica e familiar. A tipificação penal para este crime é
a) homicídio culposo.
b) homicídio qualificado à traição, por se tratar de companheiro.
c) feminicídio.
d) genocídio.
e) homicídio simples.
616. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIALI-
DADE: SEGURANÇA) O particular que atenta contra a Administração em Geral, com 
a característica de iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto 
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Direito Penal
devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria no país, comete, 
segundo o Código Penal, o crime de
a) fraude de concorrência.
b) contrabando.
c) descaminho.
d) sonegação de contribuição previdenciária.
e) impedimento de concorrência.
617. (2017/TRF 5ª/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESPECIA-
LIDADE: SEGURANÇA) Josias, funcionário do Tribunal, deixa, por indulgência, de 
responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo, mesmo 
tendo competência para responsabilizá-lo e também não levou o fato ao conheci-
mento de seu superior. Por sua conduta, Josias poderá sofrer eventual ação penal 
pelo crime de
a) exercício funcional ilegal.
b) peculato.
c) concussão.
d) prevaricação.
e) condescendência criminosa.
618. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDA-
DE: OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Édipo, irritado com as constantes 
festas que seu vizinho Laio promove à noite, atrapalhando seu descanso, resolve 
procurá-lo a fim de resolver definitivamente a situação. Para tanto, arma-se de 
uma espingarda e se dirige à casa de Laio, vindo a encontrálo distraído. Ato contí-
nuo, aponta a arma em sua direção a fim de efetuar um disparo contrasua cabeça. 
Contudo, Jocasta, que, por coincidência, havia acabado de chegar ao local, surpre-
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Direito Penal
ende e consegue impedir Édipo de seu intento, retirando-lhe a arma de sua mão, 
evitando, assim, o disparo fatal. A conduta de Édipo, para o Direito Penal, pode ser 
enquadrada no ordenamento jurídico como
a) arrependimento posterior.
b) desistência voluntária.
c) crime tentado.
d) circunstância atenuante.
e) arrependimento eficaz.
619. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Considere: 
I – Não provocação voluntária do perigo.
II – Exigibilidade de sacrifício do bem salvo.
III – Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo.
IV – Conhecimento da situação justificante.
V – Agressão atual ou pretérita.
São requisitos do estado de necessidade o que se afirma APENAS em
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e V.
d) II, IV e V.
e) I, III e V.
620. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) A coação moral irresistível
a) torna o fato atípico.
b) é causa excludente de ilicitude.
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Direito Penal
c) é circunstância que sempre atenua a pena.
d) tem o mesmo tratamento legal da coação física irresistível.
e) é causa de isenção da pena.
621. (2017/TRF 5ª/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE: 
OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) Praticado o ilícito penal por um indi-
víduo culpável, surge para o Estado o direito de aplicar a sanção penal prevista na 
lei incriminadora. Contudo, o direito de punir não é absoluto, sendo possível que 
ocorra alguma causa extintiva de punibilidade, impedindo que o Estado imponha 
a sanção ao agente. Diante disso, com fundamento no que dispõe o Código Penal 
sobre a extinção de punibilidade, é corretor afirmar:
a) No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, 
a prescrição é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao 
crime.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede, quanto aos 
outros, a agravação da pena resultante da conexão.
c) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a 
acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, poden-
do, ainda, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
d) Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos prescricionais pre-
vistos para as privativas de liberdade.
e) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 anos quando a multa for alterna-
tiva ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada.
622. (2017/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) José, 60 anos, gerente do em-
preendimento de construção Verbo, adotava a praxe empresarial de efetuar paga-
mento extra-folha (por fora) de parte dos salários dos empregados, com registro 
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Direito Penal
nos títulos de contabilidade da empresa e realização de recolhimentos previden-
ciários somente no que se refere aos valores consignados nos recibos principais. 
Verificado o panorama em ação trabalhista, o Juiz do Trabalho determinou o envio 
de ofício às esferas fiscal e criminal, para conhecimento e análise, sendo iniciada 
a ação fiscal, com notificação do lançamento do tributo. Nessa situação hipotética,
a) haverá extinção de punibilidade se José, ainda que iniciada ação fiscal, efetuar 
a correção interna dos livros de contabilidade antes da sentença condenatória cri-
minal.
b) a idade de sessenta anos, na data de eventual sentença condenatória criminal, 
beneficiará José como circunstância atenuante da pena.
c) as condutas protagonizadas por José, embora denotem irregularidades traba-
lhistas, não são previstas como tipos penais.
d) há configuração da conduta típica prevista no art. 337-A, III, do Código Penal, 
consistente em sonegação de contribuição previdenciária.
e) o crime de sonegação de contribuição previdenciária é de natureza formal, pres-
cindindo de resultado para sua consumação.
623. (2017/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Ao assumir o exercício da titu-
laridade da Vara do Trabalho “Z”, após recém- aprovado no Concurso para ingresso 
na Carreira da Magistratura, deparou-se o Juiz Substituto Ângelo com multiface-
tado panorama. O Diretor de Secretaria Paulo, nomeado como fiel depositário de 
automóvel em execução trabalhista em curso na Vara, usava diariamente este ve-
ículo para locomoção pessoal. Em audiência, foi entregue petição diretamente ao 
Juiz Ângelo, pelo advogado Bonifácio, noticiando que Júlia, assistente da sala de 
audiências, por deter livre acesso à Secretaria da Vara, extraiu de autos de execu-
ção trabalhista, que não estavam sob a guarda da referida servidora, três guias de 
levantamento legitimamente assinadas pelo magistrado anterior, sacando e utili-
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zando, em proveito próprio, valores que deveriam ter sido disponibilizados ao tra-
balhador cliente do mencionado advogado. Foi noticiado na petição também que, 
por deter relação afetiva extraconjugal com Júlia, casada com Pedro, e objetivando 
manter em segredo o relacionamento, o Diretor de Secretaria Paulo não comunicou 
o panorama ao magistrado antecedente, tampouco ao Tribunal. No afã de desven-
cilhar-se de eventual responsabilidade, por serem verídicos os fatos noticiados pelo 
advogado Bonifácio, Júlia protocolizou, no Setor de Distribuição da Vara, petição 
anônima atribuindo a autoria do suposto delito quanto às guias ao servidor Rafael, 
Chefe da Seção de Execução. À vista dos aspectos envolvidos, o Juiz Ângelo expe-
diu ofícios ao Tribunal e à autoridade policial, com descrição dos fatos pertinentes, 
para conhecimento e adoção de providências cabíveis nas searas administrativa e 
penal. No caso hipotético,
a) ao subtrair as guias de levantamento relativas a valores devidos a exequente 
trabalhador, que estava em autos de execução trabalhista na Vara em que atuava, 
Júlia praticou o crime de peculato impróprio.
b) o Diretor de Secretaria Paulo praticou o crime de peculato de uso quanto ao 
veículo.
c) ao utilizar os valores extraídos do feito judicial, a assistente da sala de audiên-
cias Júlia praticou o crime de excesso de exação, na modalidade prevista no § 2º 
do art. 316 do Código Penal.
d) o Chefe da Seção de Execução Rafael foi vítima de denunciação caluniosa, sendo 
o uso de anonimato pelo(a) agente do crime causa de aumento da pena em um 
terço.
e) ao ocultar dos superiores hierárquicos o panorama de ocorrência de valores 
indevidamente extraídos do feito judicial e utilizados por Júlia, com base na moti-
vação narrada, Paulo praticou a conduta de condescendência criminosa.
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Direito Penal
624. (2017/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) Suponha que Maria, superviso-
ra administrativa do setor de tecelagem da Empresa Júpiter, pessoal e previamente 
preenchia os controles de ponto dos empregados que lhe eram subordinados, com 
jornadas inferiores àquelas efetivamente praticadas. Determinava também que os 
trabalhadores apusessem, dia a dia, as respectivas assinaturas ao lado dos errô-
neos dados já inseridos, objetivando afastar a necessidade de pagamento de horas 
extras. Os empregados da empresa, dentre os quais quatro indígenas que residiam 
no Estado “A”, haviam sido atraídos pela empresa para o Estado “B”, local de desen-
volvimento dos trabalhos, não lhes sendo asseguradas pela empregadora as con-
dições previamenteprometidas para retorno ao local de origem, quando ocorreu o 
encerramento dos pactos de emprego. Nesse caso,
a) não se consuma a figura equiparada descrita no art. 207, § 1º, parte final, do Có-
digo Penal, se os trabalhadores obtiverem por iniciativa própria os recursos para re-
torno ao Estado de origem, em virtude da recusa da empresa em fornecer os meios 
a que, para tanto, havia se comprometido desde o início do pacto de emprego.
b) no delito de frustração de direito assegurado por lei trabalhista, a existência, 
como empregados, de indígenas atingidos pelas condutas criminosas é causa de 
aumento de pena de um sexto a um terço.
c) a frustração de direito alicerçado em lei trabalhista somente pode caracterizar 
crime quando há violência, razão pela qual o errôneo procedimento quanto à jor-
nada não é punível criminalmente no caso concreto.
d) não é admissível tentativa no crime de frustração de direito assegurado pela 
legislação trabalhista, previsto no art. 203, caput, do Código Penal.
e) incide a ação penal pública condicionada à representação nos casos de figuras 
equiparadas ao crime de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do 
território nacional (art. 207, § 1º, parte final, do Código Penal).
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625. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA COMUNICAÇÃO SOCIAL) Considere a hipótese 
de a Defensoria Pública ser procurada por uma pessoa que alega ter sido acusada 
de desonesta, ladra, canalha, devassa etc.
Analisando os fatos o defensor entende que a reclamante é inocente. O acusador 
deverá responder por
a) Calúnia porque: a) foi atribuído um crime à acusada e b) a imputação é falsa.
b) Injúria porque: a) foi atribuído uma qualidade à acusada e b) houve ofensa à 
honra subjetiva.
c) Difamação porque: a) houve a atribuição de um fato não criminoso à acusada e 
b) houve ofensa à honra objetiva.
d) Falso testemunho porque: a) o acusador alegou ter presenciado atos que atri-
buiu à acusada e b) a imputação é falsa.
e) Ocultação da verdade porque: a) o acusador mentiu e b) houve ofensa à honra 
subjetiva.
626. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Considere trechos do poema abaixo.
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Direito Penal
Diante destes trechos derradeiros do poema Morte do Leiteiro, de Carlos Drum-
mond de Andrade (A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 110- 111), é 
correto tecnicamente afirmar:
a) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argu-
mento clássico de erro de tipo que bem se tributa à chamada teoria limitada da 
culpabilidade.
b) considerada a topografia do direito brasileiro positivado, cuida-se de um argu-
mento clássico de erro de proibição, com a subsequente exclusão do dolo.
c) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio ictus.
d) tem-se, nesse poema, um argumento clássico da denominada aberratio criminis.
e) tem-se, nesse poema, um argumento clássico de advento de causa relativa-
mente independentemente.
627. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) No concurso de crimes, cuidan-
do-se de infrações de espécies diversas cometidos por condutas distintas, ambas 
com violência física real, dos institutos legais abaixo em princípio pode-se postular 
em favor do imputado
a) concurso formal heterogêneo.
b) concurso formal impróprio.
c) crime continuado genérico.
d) crime continuado específico.
e) prescrição isoladamente considerada.
628. (2017/DPE/ANALISTA – ÁREA PROCESSUAL) Quanto à aplicação da pena
a) na condenação pelo tráfico, entende o Supremo Tribunal Federal que a maior 
quantidade de drogas pode incrementar a pena-base, sem prejuízo de adiante 
igualmente fundamentar o indeferimento do redutor legal específico de pena dis-
posto para a situação do chamado tráfico privilegiado (artigo 33, § 4º, da Lei no 
11.343/2006).
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b) entendem o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça ser im-
possível aplicar a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas 
de direitos em condenações por tráfico de drogas.
c) em condenação por crime cometido com violência doméstica, em princípio é 
cabível aplicar a multa isolada quando a pena final for de até seis meses de de-
tenção e desde que satisfeitos os demais pressupostos e requisitos legais para a 
substituição.
d) não há reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de tran-
sitar em julgado uma sentença que, no Brasil, o tenha definitivamente condenado 
por um crime, mas, diversamente, verifica-se, no entanto, a reincidência quando o 
agente pratica um crime depois de passar em julgado uma sentença que, no Brasil, 
o tenha condenado por uma contravenção.
e) segundo o Superior Tribunal de Justiça, praticando um roubo com adolescente 
inimputável desde antes já moralmente corrompido, o agente poderá ser condena-
do em concurso de crimes.
629. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA) Em Atenas, na Antiguidade, reti-
rar a própria vida era visto como uma injustiça contra a comunidade, sendo veda-
das ao suicida as honras fúnebres, bem como a sepultura regular. Na Roma antiga, 
por sua vez, aquele que pretendesse se matar, deveria submeter seus motivos ao 
Senado que, então, decidiria se eram ou não aceitáveis. No Brasil, segundo o Direi-
to Penal atual, o suicídio
a) é crime contra a pessoa, previsto na parte especial do Código Penal, com pena 
de reclusão, de 2 a 6 anos, se o agente vier a sobreviver.
b) somente é punível o induzimento, a instigação e o auxílio a suicídio, ainda que 
da tentativa resulte apenas lesão corporal de natureza leve.
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Direito Penal
c) somente é punível se praticado mediante o uso de explosivo.
d) não tem qualquer relevância penal para seu autor.
e) somente é punível se o suicida deixar herdeiros menores ou incapazes.
630. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA) Guilherme, médico legista, res-
ponsável por elaborar o laudo de exumação de Danilo, em investigação de morte 
suspeita, é procurado por Rodrigo que, temendo ser acusado de homicídio contra 
a vítima, oferece suborno para que Guilherme afirmasse falsamente que a morte 
se deu por causas naturais. O médico aceita a promessa de pagamento e conclui 
o laudo, a despeito de extensas evidências de agressões físicas, no sentido de 
que Danilo morreu em decorrência de problemas cardíacos. Passadas algumas se-
manas, Guilherme, arrependido de sua conduta, procura o juiz responsável pelo 
processo e se retrata, declarando que a morte da vítima ocorreu em virtude das 
lesões corporais sofridas, antes de ser proferida a sentença. Diante dessa situação 
hipotética,
a) Guilherme responderá pelo crime de falsa perícia, ainda que tenha se retratado, 
com a pena aumentada de um sexto a um terço, por ter praticado o delito com o 
fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal.
b) a conduta de Guilherme não será punível por ter se retratado antes da sentença 
no processo em que ocorreu a falsa perícia.
c) Guilherme terá sua pena diminuída de um a dois terços por ter se retratado 
antes da sentença.
d) Guilherme somente teria sua pena diminuída se tivesse se retratado antes do 
início da ação penal.
e) Guilherme, embora tenha se retratado, responderá pelo crime de falsa perícia, 
sem qualquer diminuição de pena.
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Direito Penal
631. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA) Após uma discussão em um bar, 
Pedro decide matar Roberto. Para tanto, dirige-se até sua residência onde arma-se 
de um revólver. Ato contínuo,retorna ao estabelecimento e efetua um disparo em 
direção a Roberto.
Contudo, erra o alvo, atingindo Antonio, balconista que ali trabalhava, ferindo-o 
levemente no ombro. Diante do caso hipotético, Pedro praticou, em tese, o(s) cri-
me(s) de
a) lesão corporal leve.
b) lesão corporal culposa.
c) homicídio tentado e lesão corporal leve.
d) lesão corporal culposa e tentativa de homicídio.
e) homicídio na forma tentada.
632. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
O atestado médico é a afirmação simples e por escrito de um fato médico e suas 
consequências. O atestado médico
a) é considerado parte do ato médico, sendo seu fornecimento um direito do pa-
ciente e que eleva o honorário do médico.
b) é feito por solicitação e o médico não precisa anotar no prontuário que forneceu 
o atestado.
c) falso é crime previsto no Código Penal brasileiro, no artigo 302.
d) para fins de perícia médica não deve conter o diagnóstico, pois ele será realiza-
do pelo médico perito.
e) é fornecido sem necessidade de averiguação da identidade de quem o solicita.
633. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
De acordo com o artigo 129 do Código Penal brasileiro, lesão corporal é a ofensa à 
integridade corporal ou a saúde de alguém. Ela pode ser classificada em leve, grave 
ou gravíssima, a depender dos comemorativos. Analise as assertivas abaixo. 
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Direito Penal
I – Lesões corporais que causem incapacidade para as ocupações habituais por 
mais de 30 dias serão consideradas graves. 
II – Lesões corporais com perda ou inutilização de membro, sentido ou função 
serão consideradas graves. 
III – Lesões corporais que causem extrema dor serão consideradas gravíssimas.
IV – Lesões corporais que causem qualquer alteração psíquica serão consideradas 
leves.
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) I, apenas.
c) IV, apenas.
d) III, apenas.
e) I e III, apenas.
634. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
Após sofrer algum tipo de violência, as pessoas podem desenvolver transtornos 
psiquiátricos, inclusive de ordem orgânica. Estão corretas a seguinte descrição de 
caso e correspondente avaliação de lesão corporal:
a) José foi agredido na cabeça durante assalto, tendo traumatismo cranioencefá-
lico, permanecendo comatoso por 47 dias. Evoluiu com epilepsia pós-traumática 
em uso de oxcarbazepina. Lesão corporal de natureza gravíssima por enfermidade 
incurável.
b) Maria trabalhava em um banco que foi assaltado. Permaneceu com os assal-
tantes por 2 horas. Evoluiu com transtorno de estresse pós-traumático, não con-
seguindo entrar mais em agências bancárias, apesar do tratamento psicoterápico e 
medicamentoso. O evento ocorreu há 3 meses, estando afastada pelo INSS rece-
bendo auxílio-doença acidentário desde então. Lesão corporal de natureza gravís-
sima por incapacidade permanente para o trabalho.
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Direito Penal
c) Eduardo levou um tiro durante uma briga de bar, tendo ficado paraplégico. Além 
disso, evoluiu com episódio depressivo devido a sua nova condição. Lesão corporal 
de natureza grave por debilidade permanente de membro, sentido ou função.
d) Monica foi atropelada por motocicleta, tendo sofrido politraumatismo com trau-
matismo cranioencefálico. Apresentou perda de massa encefálica e evoluiu com 
transtorno de personalidade orgânico com auto e hetero agressividade, depressão 
orgânica grave e epilepsia pós-traumática. Lesão corporal de natureza gravíssima 
por deformidade permanente.
e) João brigou em um bar com um amigo, tendo trocado socos com ele. Compa-
receu ao Instituto Médico Legal − IML no dia seguinte, sendo constatada equimose 
arroxeada em região periorbital esquerda, sem comprometimento da visão. Lesão 
corporal grave por perigo de vida.
635. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
De acordo com o Código Penal brasileiro, artigo 123, infanticídio é matar, sob influ-
ência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após. Nesse tipo 
de crime, haverá a perícia psiquiátrica da mulher. Nesse contexto,
a) a perícia psiquiátrica é relativamente simples, tendo em vista que o estado 
puerperal é um transtorno permanente que ocorre devido ao nascimento da crian-
ça, geralmente em gestações desejadas.
b) a avaliação psiquiátrica realizada alguns dias, meses ou anos após o fato não 
atrapalha a conclusão do Perito Médico Legista.
c) o estado puerperal é facilmente diferenciado de outras perturbações mentais, 
tais como um surto psicótico.
d) o puerpério é facilmente conceituado obstetricamente, sendo considerado o pe-
ríodo desde o início da gestação até a expulsão da placenta.
e) o estado puerperal tem influência das dores do trabalho de parto, do esforço 
para a expulsão do concepto e da perda sanguínea durante o parto, segundo a te-
oria fisiopsíquica.
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Direito Penal
636. (2017/TJSC/JUIZ SUBSTITUTO) Acerca da concessão da reabilitação, consi-
dere: 
I – Ter domicílio no país pelo prazo de quatro anos. 
II – No cômputo do prazo de sursis não ter havido revogação.
III – Ter demonstrado efetiva e constantemente bom comportamento público e 
privado. 
IV – Condenação a pena superior a dois anos, no caso de pena privativa de liber-
dade. 
V – Ter ressarcido o dano causado ou demonstrado a impossibilidade absoluta de 
fazê-lo. 
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) I, II, III e V.
c) II, III, IV e V.
d) II, III e V.
e) I, II e IV.
637. (2017/TJSC/JUIZ SUBSTITUTO) No crime de estelionato contra a previdência 
social, a devolução da vantagem indevida antes do recebimento da denúncia,
a) segundo o STJ, pode ser considerada analogicamente ao pagamento do tributo 
nos crime tributários e significará a extinção da punibilidade.
b) segundo o STF, pode ser considerada analogicamente à condição prevista na 
súmula 554 e obstar a ação penal.
c) segundo o STF, pode ser considerada analogicamente à condição prevista na 
súmula 554 e obstar a ação penal.
d) não tem qualquer repercussão na esfera penal por ter o delito em questão na-
tureza previdenciária e expressa previsão legal neste sentido.
e) somente pode ser considerado como arrependimento posterior.
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Direito Penal
638. (2017/TJSC/JUIZ SUBSTITUTO) Sobre a suspensão condicional da pena, é 
correto afirmar:
a) Nos crimes previstos na Lei ambiental n. 9.605/98, a suspensão poderá ser 
aplicada em condenação a pena privativa de liberdade não superior a quatro anos.
b) No primeiro ano do prazo, deverá o condenado cumprir uma das penas alterna-
tivas previstas no artigo 44 do Código Penal.
c) A execução da pena privativa de liberdade, não superior a quatro anos, poderá 
ser suspensa, por quatro a seis anos, desde que o condenado seja maior de ses-
senta anos de idade.
d) É causa de revogação obrigatória a condenação por crime doloso e culposo.
e) É causa de revogação obrigatória a frustração da execução de pena de multa, 
embora solvente.
639. (2017/TJSC/JUIZ SUBSTITUTO) Conforme jurisprudência do Superior Tribu-
nal de Justiça,
a) não há que se falar em aplicação do princípio da consunção para os crimes de 
falsidade ideológica e de uso de documento falso quando cometidos com desígnio 
autônomos.
b) o Conselheiro do Tribunal de Contas Estadual que mantém sob sua guarda mu-
nição de arma de uso restrito comete o crime do art. 16 da Lei n. 10.826/2003.
c) configura o crime de desobediência (art. 330 do CP) a conduta de Defensor 
Público Geral que deixa de atender à requisição judicialde nomeação de defensor 
público para atuar em determinada ação penal.
d) no crime de estelionato o eventual ressarcimento ou devolução da coisa elidem 
a prática criminosa.
e) a emissão de cheque sem fundos para pagamento de serviços postais não per-
mite a majorante de crime praticado em detrimento de entidade de direito público, 
instituto de economia popular, assistência social ou beneficência.
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Direito Penal
640. (2017/TJSC/JUIZ SUBSTITUTO) Conforme a redação do Código Penal,
a) configurada a tentativa, pela falta de completude do injusto, a pena sempre 
deverá ser reduzida de um a dois terços.
b) o crime impossível é tentativa impunível.
c) a desistência voluntária permite a interrupção do nexo causal sem a considera-
ção da vontade.
d) o arrependimento eficaz, quando pleno, exclui a pena, e quando parcial permite 
a redução de um a dois terços.
e) pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o 
houver causado dolosamente.
641. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
O legislador utiliza, para a aplicação da imputabilidade, o critério biopsicológico. 
Para sua correta aplicação, deve se proceder à avaliação do nexo de
a) causalidade e da capacidade de entendimento e de determinação; e verificada 
a presença (ou não) do transtorno mental.
b) causalidade e da capacidade de entendimento e de determinação; e verificada 
a presença de doenças orgânicas.
c) causalidade com a doença e da capacidade de entendimento e de determina-
ção; e verificada a presença (ou não) do delito.
d) causalidade com os influenciadores e da capacidade de entendimento e de de-
terminação; e verificada a presença (ou não) de influenciadores para a ocorrência 
do delito.
e) causalidade e da capacidade de entendimento e de determinação; e verificada 
a ausência de transtorno mental e a presença de doença orgânica.
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Direito Penal
642. (2017/POLITEC/PERITO MÉDICO LEGISTA – ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA) 
As pessoas que forem consideradas inimputáveis, segundo a legislação vigente, 
serão colocadas em medida de segurança, que consiste em
a) internação em hospital penitenciário por no mínimo três meses.
b) internação ou tratamento ambulatorial com prazo mínimo de um a três anos.
c) internação em comunidades terapêuticas em crimes com pena de reclusão.
d) sujeição a tratamento ambulatorial em qualquer tipo de crime.
e) sujeição a tratamento psiquiátrico em hospital privado.
643. (2017/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL) No que concerne aos crimes contra a hon-
ra, considere as afirmativas abaixo: 
I – Não é admissível a exceção da verdade para o delito de injúria. 
II – A retratação somente é admissível nos casos de calúnia e difamação. 
III – O juiz pode deixar de aplicar a pena na difamação no caso de retorsão ime-
diata, que consista em outra difamação. 
Está correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, apenas.
e) I e II, apenas.
644. (2017/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL) Frederico, com o intuito de receber o va-
lor do seguro, escondeu um automóvel de sua propriedade e lavrou um boletim de 
ocorrência afirmando que havia sido furtado. Tempos depois, Frederico veio a rece-
ber o valor pelo sinistro. Nessa situação hipotética, o crime praticado por Frederico 
é tipificado como
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Direito Penal
a) fraude para recebimento indenização ou valor de seguro.
b) exercício arbitrário das próprias razões.
c) apropriação indébita.
d) fraude no comércio.
e) furto qualificado.
645. (2017/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL) Leonardo encontra uma cédula de R$ 
50,00 sob a poltrona da sala da casa de seu amigo Fausto, lugar que habitualmen-
te frequenta e, sem que o dono da casa perceba, dela se apodera. Diante do caso 
hipotético apresentado, Leonardo pratica o crime de
a) apropriação de coisa achada.
b) furto qualificado.
c) estelionato.
d) furto simples.
e) apropriação indébita.
646. (2017/POLÍCIA CIVIL/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) Mário e Mauro combinam 
a prática de um crime de furto a uma residência. Contudo, sem que Mário saiba, 
Mauro arma-se de um revólver devidamente municiado. Ambos, então, ingressam 
na residência escolhida para subtrair os bens ali existentes. Enquanto Mário sepa-
rava os objetos para subtração, Mauro é surpreendido com a presença de um dos 
moradores que, ao reagir a ação criminosa, acaba sendo morto por Mauro. Nesta 
hipótese
a) Mário e Mauro responderão pela prática de latrocínio.
b) Mário e Mauro responderão pela prática de furto.
c) Mário responderá pela prática de furto simples e Mauro responderá pela prática 
de furto qualificado.
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Direito Penal
d) Mário responderá apenas pelo furto e Mauro responderá pela prática dos crimes 
de porte ilegal de arma de fogo, furto e homicídio.
e) Mário responderá pela prática de furto e Mauro pelo crime de latrocínio.
647. (2017/POLÍCIA CIVIL/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) Nilson, na companhia de 
sua namorada, Ana Paula, ambos maiores e capazes, subtraem a quantia de R$ 
200,00 da carteira do avô de Nilson que, na data do furto, contava 62 anos de ida-
de. Diante da situação hipotética apresentada,
a) Nilson ficará isento de pena, em razão do crime ter sido praticado contra seu 
ascendente. Contudo, tal isenção não alcançará Ana Paula.
b) haverá isenção da pena para Nilson, circunstância que também alcançará sua 
namorada Ana Paula.
c) Nilson e Ana Paula responderão pelo crime de furto qualificado, não incidindo a 
isenção de pena para nenhum dos agentes.
d) Nilson responderá por furto qualificado, enquanto que Ana Paula responderá por 
furto simples.
e) a responsabilização penal de Nilson e Ana Paula dependerá de queixa-crime.
648. (2017/POLÍCIA CIVIL/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) Patrícia, ao visitar seu com-
panheiro Jorge, que cumpre pena em regime fechado pela prática de crime de rou-
bo, tenta ingressar no estabelecimento prisional trazendo consigo um aparelho de 
telefone celular que seria entregue a Jorge, ocasião em que é surpreendida pelos 
agentes penitenciários no momento da revista. Considerando a situação hipotética,
a) o fato praticado por Patrícia é atípico.
b) Patrícia não praticou qualquer crime.
c) Patrícia não praticou qualquer crime. Jorge, contudo, praticou falta grave pre-
vista na Lei de Execuções Penais.
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Direito Penal
d) Patrícia, embora tenha praticado fato típico, previsto no Código Penal, por ser 
companheira de Jorge, é isenta de pena.
e) o fato praticado por Patrícia é crime punido com detenção.
649. (2017/DELEGADO DE POLÍCIA) De acordo com os dispositivos da parte geral 
do Código Penal, é correto afirmar:
a) Na hipótese de abolitio criminis a reincidência permanece como efeito secundá-
rio da prática do crime.
b) O território nacional estende-se a embarcações e aeronaves brasileira de natu-
reza pública, desde que se encontrem no espaço aéreo brasileiro ou em alto-mar.
c) Crimes à distância são aqueles em que a ação ou omissão ocorre em um país e 
o resultado, em outro.
d) O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se evi-
tável, isenta de pena; se inevitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
e) É isento de pena o agente que pratica crime sem violência ou grave ameaça à 
pessoa, desde que, voluntariamente, repare o dano ou restitua a coisa, até o rece-
bimento da denúncia ou da queixa.
650. (2017/DELEGADO DE POLÍCIA) Nas infrações contra a dignidade sexual: 
I – Induzir ou atrair alguémà prostituição ou outra forma de exploração sexual, 
facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone é crime punido com 
detenção. 
II – O estupro de vulnerável é descrito como ter conjunção carnal ou praticar ou-
tro ato libidinoso com menor de 16 anos. 
III – A pena é aumentada de quarta parte se o crime é cometido com o concurso 
de 2 ou mais pessoas. 
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Direito Penal
IV – A pena é aumentada de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou 
madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tu tor, curador, preceptor ou 
empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela. 
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) III.
e) III e IV.
651. (2017/DELEGADO DE POLÍCIA) João decide agredir fisicamente Pedro, seu 
desafeto, provocando-lhe vários ferimentos. Porém, durante a luta corporal, João 
resolve matar Pedro, realizando um disparo de arma de fogo contra a vítima, sem 
contudo, conseguir atingi-lo. A polícia é acionada, separando os contendores. Dian-
te do caso hipotético, João responderá
a) apenas por lesões corporais.
b) apenas por tentativa de homicídio.
c) por rixa e disparo de arma de fogo.
d) por lesões corporais consumadas e disparo de arma de fogo.
e) por lesões corporais consumadas e homicídio tentado.
652. (2017/DELEGADO DE POLÍCIA) A respeito dos crimes contra o patrimônio, é 
correto afirmar:
a) Somente se procede mediante representação, o furto praticado contra tio ou 
sobrinho.
b) Para a consumação do crime de extorsão faz-se necessário o recebimento da 
vantagem indevida.
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Direito Penal
c) É isento de pena quem comete qualquer crime contra o patrimônio contra as-
cendente maior de 65 anos.
d) A receptação somente é punível se conhecido o autor do crime que originou a 
coisa receptada.
e) No crime de roubo, caso o agente seja primário e tenha sido de pequeno valor 
a coisa subtraída, o juiz poderá substituir a pena de reclusão pela de detenção, di-
minuí-la de um a dois terços ou aplicar somente a pena de multa.
653. (2017/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL) A autoridade policial somente poderá con-
ceder fiança no caso de
a) infrações cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos.
b) infrações punidas com detenção.
c) crimes patrimoniais cuja pena privativa de liberdade mínima seja inferior a 4 
anos.
d) crimes definidos como afiançáveis pela Constituição Federal de 1988.
e) infrações praticadas por policiais cuja pena privativa de liberdade máxima seja 
inferior a 6 anos.
654. (2017/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL) O lapso temporal para progressão de regi-
me em caso de crime não hediondo praticado por reincidente é de
a) 2/5 da pena.
b) 3/5 da pena.
c) 2/3 da pena.
d) 1/6 da pena.
e) 1/2 da pena.
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Direito Penal
655. (2017/TRE PR/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Luiz, condenado 
há vários anos de prisão pela prática de diversos crimes assume, perante a autori-
dade, a autoria de crime que não cometeu, com o intuito de livrar outra pessoa da 
condenação. Assim agindo, Luiz
a) praticou o crime de comunicação falsa de crime.
b) não praticou qualquer tipo penal.
c) praticou o crime de fraude processual.
d) praticou o crime de denunciação caluniosa.
e) praticou o crime de auto-acusação falsa.
656. (2017/TRE PR/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Augusto, diretor 
de uma repartição pública, por estar distraído, esquece a porta do cofre ali existen-
te destrancada. Alexandre, outro funcionário público que ali trabalha, valendo-se 
da facilidade de acesso ao local em razão de seu cargo, percebe o ocorrido e subtrai 
bens particulares que ali estavam guardados. De acordo com esta situação,
a) Augusto e Alexandre responderão pelo crime de peculato-furto em concurso de 
agentes.
b) Augusto cometeu o crime de furto culposo, enquanto Alexandre praticou o crime 
de furto qualificado, considerando que os bens subtraídos do cofre eram particulares.
c) Augusto praticou o crime de peculato culposo, ao passo que Alexandre respon-
derá pelo crime de peculato mediante erro de outrem.
d) Augusto cometeu o crime de peculato culposo e Alexandre praticou o crime de 
peculato-furto.
e) Augusto não cometeu crime algum, em razão da ausência de dolo. Alexandre 
responderá pela prática de peculato-apropriação.
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Direito Penal
657. (2017/TRE PR/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Renato, fiscal da 
prefeitura, flagra Rogério, pessoa que até então não conhecia, cometendo deter-
minada irregularidade. Ao abordá-lo, deixa, contudo, de aplicar-lhe a devida multa 
em razão de insistentes pedidos de Rogério. Renato, com sua conduta
a) cometeu o crime de prevaricação.
b) praticou o crime de corrupção passiva privilegiada.
c) não praticou qualquer crime.
d) cometeu o crime de condescendência criminosa.
e) praticou o crime de desobediência.
658. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) Sobre a determinação do re-
gime inicial de cumprimento de pena, é correto afirmar:
a) A hediondez do crime não permite a determinação do regime inicial fechado 
para todos os casos, mas deve ser observada na determinação do regime inicial.
b) Os crimes cometidos com violência contra a pessoa impedem a determinação 
do regime inicial aberto.
c) A análise judicial das consequências do crime é irrelevante para a determinação 
do regime inicial de cumprimento de pena, pois é circunstância que já pode aumen-
tar a pena-base.
d) Os crimes contra a honra, por serem punidos com detenção, impedem a aplica-
ção do regime inicial fechado, mesmo em caso de reincidência.
e) É possível a aplicação do regime inicial semiaberto para pena superior a quatro 
anos no caso de réu reincidente, a depender do tempo de prisão provisória cumpri-
da por ele até a sentença.
659. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) Sobre a prescrição, é correto 
afirmar:
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COLETÂNEA DE QUESTÕES 2017 – FCC
Direito Penal
a) O prazo prescricional das contravenções penais é diminuído da metade.
b) O prazo da prescrição da pretensão punitiva aumenta de um terço em caso de 
réu reincidente.
c) O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de três anos.
d) A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição.
e) No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da executória punitiva 
começa a correr da data em que a vítima completar dezoito anos.
660. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) Sobre o dolo, é correto afir-
mar:
a) O dolo requer o pleno conhecimento dos elementos do tipo subjetivo, além da 
vontade de realizá-lo.
b) A teoria da imputação objetiva limita os casos em que o dolo é excessivo e pode 
aumentar a pena do réu diante do risco criado.
c) O momento do dolo não precisa coincidir com o momento da execução da ação, 
existindo validamente nas figuras do dolo antecedente e subsequente.
d) O aspecto cognitivo do dolo antepõe-se sempre ao volitivo.
e) Os tipos omissivos prescindem da verificação do dolo.
661. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) Sobre as teorias da pena, é 
correto afirmar:
a) O exame criminológico cumpre o projeto ressocializador determinado pelo orde-
namento jurídico, pois permite a aferição concreta desta função da pena.
b) A prevenção especial positiva relaciona-se com a concepção etiológica de crime.
c) A Lei de Crimes Hediondos comprovou na prática seus objetivos declarados de 
prevenção geral negativa.
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d) A implementação de um programa de direitos humanos nos presídios brasileiros 
passa pela implementação das ideias de prevenção geral positiva.
e) As funções de prevenção e retribuição do delito são realizadas no direito brasi-
leiro, pois estão previstas expressamente no Código Penal.
662. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) A pena de prestação de ser-
viços à comunidade
a) deve ser cumprida à razão de duas horas de tarefa por dia de condenação, fixa-
das de modo a não prejudicar a jornada de trabalho.
b) não é aplicável, em nenhuma hipótese, caso o condenado for reincidente.
c) não pode ser cumprida em menor tempo pelo condenado, se a condenação for 
superior a um ano.
d) aplica-se às condenações superiores a seis meses de privação de liberdade.
e) não substitui a pena privativa de liberdade.
663. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) O princípio da intervenção mí-
nima no Direito Penal encontra reflexo
a) no princípio da fragmentariedade e na teoria da imputação objetiva.
b) no princípio da subsidiariedade e na teoria da imputação objetiva.
c) nos princípios da subsidiariedade e da fragmentariedade.
d) no princípio da fragmentariedade e na proposta funcionalista sistêmica.
e) na teoria da imputação objetiva e na proposta funcionalista sistêmica.
664. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) NÃO é contravenção penal:
a) Importunação ofensiva ao pudor.
b) Mendicância.
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Direito Penal
c) Exercício ilegal da profissão.
d) Jogo do bicho.
e) Vadiagem.
665. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO SUBSTITUTO) A política criminal atuarial
a) baseia-se na função de prevenção especial positiva da pena.
b) incentiva as práticas de liberdade condicional supervisionada (parole boards).
c) indica que os presos devem ser organizados de acordo com seu nível de risco.
d) pauta-se na tentativa de compreensão das causas do crime.
e) é contrária à inocuização dos indivíduos perigosos.
666. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) As condições de vida no cárcere devem ser 
necessariamente piores do que as condições de vida dos trabalhadores livres. O 
princípio correspondente à assertiva acima é
a) profecia autorrealizável.
b) mark system.
c) panoptismo.
d) cifra negra.
e) less eligibity.
667. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) No que se refere aos crimes contra a Admi-
nistração pública, é INCORRETO afirmar:
a) Comete o denominado crime de peculato estelionato o agente público que apro-
pria-se de dinheiro que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem.
b) Consoante posição do Supremo Tribunal Federal, é cabível a aplicação do prin-
cípio da insignificância aos crimes contra a Administração pública.
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Direito Penal
c) Caso o agente público retarde qualquer ato de ofício, em consequência da van-
tagem indevida, terá cometido o crime de prevaricação.
d) É cabível a extinção da punibilidade, no denominado peculato culposo, no caso 
da reparação do dano ser efetuado em momento anterior à sentença irrecorrível.
e) Comete prevaricação imprópria o diretor de penitenciária que deixa de cumprir 
seu dever de vedar ao preso acesso a aparelho celular, que permita comunicação 
com outros presos ou com o ambiente externo.
668. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) Ana Luci, em virtude da prática de lesão 
corporal leve (cuja pena abstratamente cominada é de detenção de três meses a 
um ano) ocorrida em 02/10/2009, foi absolvida impropriamente. Em 09/10/2012, 
foi-lhe aplicada medida de segurança consistente em tratamento ambulatorial, pelo 
prazo mínimo de três anos. O trânsito em julgado da sentença para o Ministério Pú-
blico ocorreu em 29/10/2012. Até o presente momento, Ana Luci não foi localizada 
para iniciar o tratamento ambulatorial e o Juízo da execução, até o presente mo-
mento, decidiu apenas pela realização de diligências para sua localização. Também 
não há notícias de que Ana Luci tenha se envolvido em nova infração penal. Con-
siderando o caso concreto, bem como o posicionamento dos tribunais superiores 
sobre a prescrição das medidas de segurança, a prescrição da pretensão executória
a) foi alcançada em 29/10/2015.
b) foi alcançada em 29/10/2016.
c) foi alcançada em 02/10/2012.
d) será alcançada em 09/10/2020.
e) será alcançada em 29/10/2020.
669. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) Sobre os crimes em espécie, é correto afirmar:
a) Segundo posição do Supremo Tribunal Federal, os crimes de estupro e atentado 
violento ao pudor, mesmo que cometidos antes da edição da Lei no 12.015/2009, 
são considerados hediondos, ainda que praticados na forma simples.
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Direito Penal
b) A escusa relativa prevista nas disposições gerais dos crimes contra o patrimônio 
extingue a punibilidade do sujeito ativo do crime.
c) A extorsão é crime formal e se consuma quando o sujeito ativo recebe a vanta-
gem exigida.
d) A receptação na modalidade imprópria admite tentativa.
e) O art. 28 da Lei n. 10.826/2003 veda, em qualquer hipótese, ao menor de 25 
anos, a aquisição de arma de fogo.
670. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) Elvira foi condenada pelo Juízo da 7ª Vara 
Criminal de Curitiba/PR, em 21/01/2016, à pena de três anos de reclusão, em 
regime inicial aberto, pelo crime de porte de arma de uso restrito ocorrido em 
18/04/2015. Em 01/12/2015, Elvira foi presa em flagrante pelo crime de roubo 
majorado. Ela ficou custodiada por ordem do juízo da 1ª Vara Criminal de Curitiba/
PR até 10/02/2016, data em que foi absolvida pelo roubo. Considerando o caso 
concreto, em relação ao direito à detração penal, Elvira
a) tem direito à detração porque o crime pelo qual foi condenada ocorreu antes da 
sua prisão provisória.
b) não tem direito à detração porque o crime por qual foi condenada ocorreu antes 
da sua prisão provisória.
c) não tem direito à detração porque a condenação ocorreu depois de sua prisão 
em flagrante.
d) não tem direito à detração porque se trata de processos distintos, não podendo 
ser computado o período de prisão provisória do segundo feito no cumprimento da 
pena.
e) tem direito à detração porque a condenação ocorreu depois de sua prisão em 
flagrante.
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Direito Penal
671. (2017/DPE/DEFENSOR PÚBLICO) Sobre as medidas de segurança e sua exe-
cução, é correto afirmar que
a) não é possível a realização de exame de cessação de periculosidade no curso do 
prazo mínimo de duração da medida de segurança.
b) as condições da liberação condicional são as mesmas da desinternação condi-
cional.
c) é prescindível a característica hospitalar do estabelecimento em que se executa 
a medida de segurança detentiva.
d) a execução das medidas de segurança independe de trânsito em julgado da 
sentença absolutória imprópria.
e) não há prazo legal para que seja retomado o tratamento ambulatorial caso o 
liberado condicional apresente fato indicativo de persistência da chamada pericu-
losidade.
672. (2017/TJPR/JUIZ SUBSTITUTO) Acerca da concessão da reabilitação, consi-
dere: 
I – Ter domicílio no país pelo prazo de quatro anos. 
II – No cômputo do prazo de sursis não ter havido revogação. 
III – Ter demonstrado efetiva e constantemente bom comportamento público e 
privado. 
IV – Condenação a pena superior a dois anos, no caso de pena privativa de liber-
dade.
V – Ter ressarcido o dano causado ou demonstrado a impossibilidade absoluta ze 
fazê-lo. 
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) I, II, III e V.
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c) II, III, IV e V.
d) II, III e V.
e) I, II e IV.
673. (2017/TJPR/JUIZ SUBSTITUTO)Um cidadão americano residente no Estado 
da Califórnia, onde o uso medicinal de Cannabis é permitido, vem ao Brasil para um 
período de férias em Santa Catarina e traz em sua bagagem uma certa quantidade 
da substância, conforme sua receita médica. Ao ser revistado no aeroporto é preso 
pelo delito de tráfico internacional de drogas. Neste caso, considerando-se que seja 
possível a não imputação do crime, seria possível alegar erro de
a) proibição indireto.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) tipo.
e) subsunção.
674. (2017/TJPR/JUIZ SUBSTITUTO) No crime de estelionato contra a previdência 
social, a devolução da vantagem indevida antes do recebimento da denúncia,
a) segundo o STJ, pode ser considerada analogicamente ao pagamento do tributo 
nos crime tributários e significará a extinção da punibilidade.
b) segundo o STF, pode ser considerada analogicamente à condição prevista na 
súmula 554 e obstar a ação penal.
c) segundo o STF, pode ser considerada como falta de justa causa, sem prejuízo da 
persecução administrativo-fiscal para a cobrança de eventuais juros e multa.
d) não tem qualquer repercussão na esfera penal por ter o delito em questão na-
tureza previdenciária e expressa previsão legal neste sentido.
e) somente pode ser considerado como arrependimento posterior.
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675. (2017/TJPR/JUIZ SUBSTITUTO) A moderna teoria do domínio do fato de Claus 
Roxin procura solucionar alguns problemas de autoria e, expressamente, já foi ado-
tada em nossos tribunais. Além das previsões legais sobre autoria mediata, existe 
a possibilidade de autoria no âmbito de uma organização. Para que esta seja con-
figurada devem estar presentes alguns requisitos, EXCETO
a) poder efetivo de mando.
b) fungibilidade do autor imediato.
c) desvinculação do aparato organizado do ordenamento jurídico.
d) o prévio acerto entre o comandante e os demais comandados.
e) disponibilidade consideravelmente elevada por parte do executor.
676. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Paulo, quando ti-
nha 20 anos de idade, após ser abordado em uma blitz da polícia rodoviária federal 
na Rodovia Presidente Dutra, no dia 1º de Junho de 2010, oferece R$ 1.000,00, 
em dinheiro, para o policial responsável pela abordagem para não ser autuado por 
excesso de velocidade. Paulo é conduzido ao Distrito Policial, preso em flagrante, 
e acaba beneficiado pela Justiça sendo colocado em liberdade após pagamento de 
fiança. Encerrado o inquérito Policial, a denúncia em desfavor de Paulo, pelo crime 
de corrupção ativa, é recebida no dia 15 de Julho de 2014. O processo tramita re-
gularmente e Paulo é condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime 
inicial aberto, por sentença publicada em 14 de Agosto de 2016. A sentença transi-
ta em julgado. Ricardo, advogado de Paulo, postula ao Magistrado competente para 
a execução da sentença o reconhecimento da prescrição. Neste caso, de acordo 
com o Código Penal, a prescrição da pretensão punitiva estatal ocorre em
a) 8 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo a ele cum-
prir regularmente sua pena.
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b) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, não está prescrita, cabendo a ele cum-
prir regularmente sua pena.
c) 3 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do decur-
so do prazo superior a 3 anos entre a data do crime e do recebimento da denúncia.
d) 4 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do de-
curso do prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia.
e) 2 anos e a pena cominada ao réu, Paulo, está prescrita em decorrência do de-
curso do prazo entre a data do recebimento da denúncia e a publicação da sentença 
condenatória.
677. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Maurício, funcio-
nário do gabinete do Vereador Tício em um determinado município paulista, ocu-
pante de cargo em comissão, recebe a quantia em dinheiro público de R$ 2.000,00 
para custear uma viagem na qual representaria o Vereador Tício em um encontro 
nacional marcado para a cidade de Brasília.
Contudo, Maurício se apropria do numerário e não comparece ao compromisso ofi-
cial, viajando para o Estado de Mato Grosso do Sul com a família, passando alguns 
dias em um hotel na cidade de Bonito. Maurício cometeu, no caso hipotético apre-
sentado, crime de
a) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, au-
mentada da terça parte por ser ocupante de cargo em comissão.
b) corrupção passiva, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem 
qualquer majoração.
c) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, sem qualquer 
majoração.
d) peculato, sujeito à pena de reclusão de dois a doze anos, e multa, aumentada 
da terça parte por ser ocupante de cargo em comissão.
e) prevaricação, sujeito à pena de detenção de 3 meses a 1 ano.
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678. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) À luz do Código 
Penal, sobre a falsidade documental nos crimes contra a fé pública,
a) a falsificação de um documento emanado de sociedade de economia mista fe-
deral caracteriza o crime de falsificação de documento público.
b) equipara-se a documento público para caracterização do crime de falsificação de 
documento público o cartão de crédito ou débito.
c) se o autor do crime de falsificação de selo ou sinal público é funcionário público 
e comete o crime prevalecendo-se do cargo, a pena é aumentada de um terço.
d) aquele que faz inserir na Carteira de Trabalho e Previdência Social do emprega-
do declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado estará sujeito às penas 
cominadas ao crime de falsidade ideológica.
e) o médico que dá, no exercício de sua função, atestado falso com o fim lucrati-
vo estará sujeito à pena privativa de liberdade cominada ao delito de falsidade de 
atestado médico aumentada de metade.
679. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) O Delegado de 
Polícia de um determinado município paulista recebe a notícia de um crime de 
roubo que vitimou Alfredo, que teve seu veículo subtraído por um agente median-
te grave ameaça, com emprego de arma de fogo. Durante o trâmite do Inquérito 
Policial apura-se que Joaquim foi o autor do crime, o qual tem a sua prisão pre-
ventiva decretada. Ainda na fase policial Fabíola, a pedido de Joaquim, comparece 
na Delegacia de Polícia para prestar depoimento e alega que Joaquim, seu amigo, 
estava em sua companhia no momento do crime. Encerrado o Inquérito Policial o 
Ministério Público denuncia Joaquim pelo crime de roubo, denúncia esta recebida 
pelo Magistrado competente. Fabíola não é encontrada para prestar depoimento 
em juízo sob o crivo do contraditório, mesmo arrolada pela Defesa de Joaquim. Ao 
final do processo Joaquim é condenado pelo crime de roubo em primeira instância 
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e, posteriormente, é instaurada ação penal contra Fabíola por crime de falso teste-
munho. Durante o trâmite do recurso interposto por Joaquim contra a sentença que 
o condenou por crime de roubo, e da ação penal instaurada por falso testemunho 
contra Fabíola, esta resolve se retratar, afirmando que Joaquim não estava com 
ela no dia do crime. No caso hipotético apresentado, na esteira do Código Penal, 
Fabíola
a) não cometeu crime de falso testemunho, pois prestou depoimento falso apenas 
durante o trâmite do Inquérito Policial.
b) será regularmente processada pelo crime de falso testemunho e estará sujeita 
à pena cominada aodelito, sem qualquer causa de redução de pena.
c) não poderá ser punida por crime de falso testemunho, pois se retratou antes da 
sentença proferida nos autos da ação penal instaurada por falto testemunho.
d) será regularmente processada pelo crime de falso testemunho e estará sujeita 
à pena cominada ao delito no Código Penal, reduzida de 1/3.
e) será regularmente processada pelo crime de falso testemunho e estará sujeita 
à pena cominada ao delito no Código Penal, reduzida de 1/6.
680. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Moisés res-
pondeu processo por crime de corrupção ativa cometido no dia 30 de Setembro de 
2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia oferecida pelo Ministério Públi-
co em 16 de Outubro de 2014 é recebida pelo Magistrado competente no dia 18 
de Outubro do mesmo ano de 2014. O processo tramita regularmente e Moisés é 
condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 
ao pagamento de 10 dias-multa por sentença proferida em 25 de Abril de 2016 e 
publicada no dia 27 do mesmo mês e ano. Não houve interposição de recurso pe-
las partes e é certificado o trânsito em julgado. No caso hipotético apresentado, a 
prescrição da pretensão punitiva estatal regula-se pela pena aplicada ao réu Moisés 
e verifica-se em
a) 02 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste pra-
zo entre a data do crime e do recebimento da denúncia.
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b) 04 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste pra-
zo entre a data do crime e do recebimento da denúncia.
c) 01 ano e 06 meses, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso 
deste prazo entre a data do crime e do recebimento da denúncia e entre a data do 
recebimento da denúncia e da publicação da sentença.
d) 03 anos, devendo ser extinta a punibilidade do réu diante do decurso deste pra-
zo entre a data do crime e do recebimento da denúncia.
e) 02 anos e o réu deverá cumprir integralmente a sua pena, não sendo o caso de 
extinção da sua punibilidade.
681. (2017/TRE SP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Ricardo re-
side na cidade de São Paulo e acaba testemunhando, da janela de sua residência, 
o furto de um veículo que estava estacionado na via pública, defronte ao seu imó-
vel, praticado por dois agentes. Para se vingar do seu desafeto e vizinho Rodolfo 
e sabendo de sua inocência, Ricardo apresenta uma denúncia anônima à Polícia 
noticiando que Rodolfo foi um dos autores do referido crime de furto. A autoridade 
policial determina a instauração de inquérito policial para apuração da autoria deli-
tiva em relação a Rodolfo. Nesse caso hipotético, Ricardo cometeu crime de
a) denunciação caluniosa, com pena prevista de reclusão de dois a oito anos e 
multa, aumentada de sexta parte, pois serviu-se de anonimato.
b) comunicação falsa de crime, com pena prevista de detenção de um a seis meses 
ou multa, aumentada de sexta parte, pois serviu-se de anonimato.
c) denunciação caluniosa, com pena prevista de reclusão de dois a oito anos e 
multa, sem qualquer majoração.
d) comunicação falsa de crime, com pena prevista de detenção de um a seis meses 
ou multa sem qualquer majoração.
e) falso testemunho.
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