Prévia do material em texto
sintética, especialmente com relação à conjugação (tempo/modo) do verbo. (1) (3) (2) (4) O VOZ PROFESSOR DEU O LIVRO AO ALUNO. ATIVA: sujeito objeto objeto ativo verbo direto indireto (2) (3) (1) (4) VOZ O LIVRO FOI PELO PASSIVA DADO PROFESSOR AO ALUNO. ANALÍTICA: sujeito locução agente da objeto passivo verbal passiva indireto (1) – O termo que exercia a função sintática de SUJEITO na voz ativa passará à função de AGENTE DA VOZ PASSIVA, pois é isso exatamente que ele faz – AGE, PRATICA A AÇÃO. (2) - O termo que exercia a função sintática de OBJETO DIRETO na voz ativa passará à função de SUJEITO da construção passiva, já que ele sofre a ação verbal. (3) - O verbo passa a ser uma locução verbal, e é nesse ponto que o candidato deve ter mais atenção. Não pode haver mudança no tempo ou no modo verbal. Se o verbo originalmente estava no Pretérito Perfeito do Indicativo, o verbo auxiliar da locução verbal deverá manter essa mesma conjugação. (4) - E o que acontece com o termo que exercia a função de objeto indireto? Vai continuar na mesma. Vai continuar exercendo a função de objeto indireto. Na construção em voz passiva sintética, como o nome já sugere, há uma “simplificação” das formas. Não há locução 26 verbal – o verbo irá concordar com o seu sujeito paciente e ao seu lado será colocado um pronome, chamado de pronome apassivador, porque é ele quem indica essa construção. E também não existe a figura do AGENTE DA PASSIVA. É praxe que, nessa estrutura sintética, o verbo anteceda o sujeito paciente. (3) (2) (4) VOZ DEU-SE O LIVRO AO ALUNO. PASSIVA Verbo + SINTÉTICA: pronome sujeito objeto apassivador passivo indireto Note que, para que seja possível a construção de voz passiva (tanto analítica como sintética), é indispensável que o verbo tenha transitividade direta, ou seja, tenha um complemento direto (OBJETO DIRETO). Isso porque esse termo exercerá a função de SUJEITO da voz passiva. Assim, o verbo deverá ser TRANSITIVO DIRETO ou TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO para que possa ser construído em voz passiva. Os verbos que não atendem a essa exigência, pela norma culta, estão impossibilitados de construção passiva. Esse assunto será tratado novamente (e à exaustão) quando falarmos de concordância verbal e de regência verbal. Na questão, o primeiro segmento apresenta uma locução verbal na construção de voz ativa – “que os americanos [SUJEITO] possam ignorar [LOCUÇÃO VERBAL] alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo [OBJETO DIRETO].”. Transpondo-se a construção do segundo segmento para a voz passiva - “que alguns ameaçadores desequilíbrios de sua economia e as reações do resto do mundo [SUJEITO PACIENTE] possam ser ignorados [LOCUÇÃO VERBAL PASSIVA] por eles [= pelos americanos - AGENTE DA PASSIVA].” 27