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PRÉ-VESTIBULAR
LIVRO DO PROFESSOR
LITERATURA
Esse material é parte integrante do Aulas Particulares on-line do IESDE BRASIL S/A, 
mais informações www.aulasparticularesiesde.com.br
© 2006-2008 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do 
detentor dos direitos autorais.
Produção Projeto e 
Desenvolvimento Pedagógico
Disciplinas Autores 
Língua Portuguesa Francis Madeira da S. Sales
 Márcio F. Santiago Calixto
 Rita de Fátima Bezerra
Literatura Fábio D’Ávila 
 Danton Pedro dos Santos
Matemática Feres Fares
 Haroldo Costa Silva Filho
 Jayme Andrade Neto
 Renato Caldas Madeira
 Rodrigo Piracicaba Costa
Física Cleber Ribeiro
 Marco Antonio Noronha
 Vitor M. Saquette
Química Edson Costa P. da Cruz
 Fernanda Barbosa
Biologia Fernando Pimentel
 Hélio Apostolo
 Rogério Fernandes
História Jefferson dos Santos da Silva 
 Marcelo Piccinini 
 Rafael F. de Menezes
 Rogério de Sousa Gonçalves
 Vanessa Silva
Geografia	 	 	 Duarte	A.	R.	Vieira
 Enilson F. Venâncio
 Felipe Silveira de Souza 
 Fernando Mousquer
I229 IESDE Brasil S.A. / Pré-vestibular / IESDE Brasil S.A. — 
Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008. [Livro do Professor]
360 p.
ISBN: 978-85-387-0573-4
1. Pré-vestibular. 2. Educação. 3. Estudo e Ensino. I. Título.
CDD 370.71
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Pré-modernismo
O Pré-Modernismo compreende um conjunto 
de obras (de diversas características diferentes) 
que não podem mais ser inseridas nas estéticas do 
século XIX, (como, por exemplo, Realismo, Parnasia-
nismo e Simbolismo), mas que também não podem 
ser classificadas como modernistas por ainda pos-
suírem resquícios das estéticas citadas. Por isso, o 
Pré-Modernismo não pode ser classificado como uma 
corrente estética.
O Pré-Modernismo engloba as obras que têm 
algo de tradição e algo de ruptura com a tradição. 
Observamos criações híbridas, representativas de 
uma fase de transição na Literatura brasileira que 
irá desaguar no Modernismo. 
É por esse hibridismo literário que até hoje esse 
período não recebeu um nome específico, tomando 
emprestado da fase literária posterior – o Modernis-
mo – o nome, acrescentando-se o prefixo de ante-
rioridade “pré” para indicar seu caráter precursor. 
Percebe-se, então, que os escritores dessa fase não 
são modernos, porém promovem o rompimento com 
o tradicional. Tal classificação foi definida pelo crítico 
Alceu Amoroso Lima, na década de 1950.
Contexto histórico
No quadro mundial, temos um clima tenso des-
de o início do neocolonialismo (a disputa de países 
europeus por regiões da África e da Ásia). O ponto 
culminante desse período será a Primeira Guerra 
Mundial. No campo artístico, teremos o surgimento 
de diversas vanguardas artísticas, que irão buscar 
novas interpretações sobre a realidade.
No Brasil, temos em 1894, com a posse do 
Prudente de Moraes – primeiro presidente civil do 
nosso país –, a transição da República da Espada 
(representada pelos marechais Deodoro da Fonseca e 
Floriano Peixoto) para a República Velha. Tal período, 
que vai de 1894 a 1930, em grande parte será domi-
nado política e economicamente pelas oligarquias 
rurais paulista e mineira, tendo a primeira como 
base econômica a produção de café e a segunda a 
criação do gado de corte e a produção de leite. Daí a 
denominação de “política do café-com-leite”, fazendo 
referência à influência das duas forças hegemônicas 
brasileiras da época.
Presencia-se nessa fase um surto urbanístico em 
nosso país, o crescimento industrial e o consequente 
aumento da classe média com ideais reformistas 
acompanhada por jovens militares que seguiam os 
preceitos positivistas. Além disso, observa-se a imi-
gração intensificar-se (principalmente a imigração 
italiana nas regiões sul e sudeste).
Interessante é que nas primeiras décadas do 
novo século que nascia houve no Brasil diversas 
revoltas sociais, estabelecendo um conflito entre 
as forças conservadoras e as novas forças sociais. 
Nos últimos anos do século XIX, temos a Guerra de 
Canudos, eternizada nas páginas de Os Sertões, de 
Euclides da Cunha; em 1904 acontece à revolta contra 
a vacinação obrigatória, idealizada por Oswaldo Cruz 
(na verdade, uma camuflagem para a reivindicação 
de melhorias sociais); e em 1910, ocorre a Revolta da 
Chibata, os marinheiros lutavam contra a punição 
com castigos corporais (chibatadas) a que eram 
submetidos.
Os escritores dessa época vão se aproveitar das 
contradições dessa época em suas obras.
Características
Mescla de estilos
Observa-se nas obras pré-modernistas res-
quícios culturais do século XIX mesclados com as 
novas formas de expressão artísticas do século XX. 
É transmitida à Literatura a passagem do antigo 
imobilismo social para a modernização, símbolo de 
mobilidade.
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Denúncia social
A maioria das obras do Pré-Modernismo 
apresentam em seu cerne a denúncia da realidade 
brasileira. As diferenças sociais, o preconceito, o 
esquecimento de parte da população, a centraliza-
ção do poder, a intransigência dos governantes são 
revelados sem medo algum. Euclides da Cunha e 
Lima Barreto são exemplos de escritores que, em 
suas obras, revelaram a situação brasileira, e a partir 
daí construíram sua crítica em relação à sociedade 
de sua época.
O regional
Evidencia-se nas obras dessa época, a preo-
cupação em definir-se muito bem a região em que 
acontece cada história, tendo como consequência o 
surgimento de um grande painel do Brasil através 
de suas diversas regiões. Monteiro Lobato situará 
suas principais obras na região do Vale da Paraíba; 
Euclides, no sertão baiano; Graça Aranha, no Espírito 
Santo; e Lima Barreto, no Rio de Janeiro.
Ficção e realidade
Vemos nesse período obras que abordam os fa-
tos políticos, econômicos e sociais do Brasil. A ficção 
e a realidade se aproximam. Como consequência, 
temos a partir das obras Pré-Modernismo, a “desco-
berta do verdadeiro Brasil”.
Autores e obras
Os principais autores dessa fase são: Graça 
Aranha, Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro 
Lobato, na prosa, e Augusto dos Anjos, na poesia.
Graça Aranha
José Pereira da Graça 
Aranha nasceu em 1868, no 
Maranhão. Cursou Direito no 
Recife. Após formado, tra-
balhou como magistrado no 
interior do Espírito Santo (de 
onde retira as fontes para a 
criação de Canaã). Em con-
sequência da consagração 
atingida devido ao sucesso de 
Canaã, torna-se um imortal da Academia Brasileira 
de Letras, rompendo com a mesma em 1924, devido 
a seus ideiais modernistas. De todos os intelectuais 
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o.
de renome na época, foi o único a apoiar a Semana de 
Arte Moderna. Proferiu, na primeira noite da Semana, 
a conferência A Função Estética da Arte Moderna, 
porém demonstrou muito mais uma empolgação 
pelos ideais da arte moderna do que propriamente 
um conhecimento, uma ideia clara do que fosse 
arte moderna. Faleceu em 1931, na cidade do Rio 
de Janeiro.
Suas principais obras são: Canaã (1902) e A 
Estética da Vida (1921).
Canaã
Falar sobre a obra de Graça Aranha é falar sobre 
Canaã, sua principal criação, classificada como um 
romance ensaio ou romance de tese. Isso se deve 
aos seguintes fatos:
1.º os ideais contidos no romance são mais •
importantes, mais relevantes do que o 
enredo desenvolvido.
2.º é considerado romance por concentrar •Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nosso Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 1973. p. 36.)
Analisando-se comparativamente os textos I, II e III, 11. 
quanto ao estilo de época a que pertencem, pode-se 
verificar que
I e III são fruto da a) arte pela arte simbolista.
I, II e III são exemplos do indianismo romântico.b) 
I e II representam a crítica social do Realismo-Na-c) 
turalismo.
II e III apresentam características da linguagem mo-d) 
dernista.
Texto para as próximas 2 questões. 
(PUC-Rio) Iria morrer, quem sabe naquela noite mesmo? 
E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda 
ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la 
e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua 
felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, 
a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, 
como ela o recompensava, como ela o premiava, como 
ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de 
ver, de gozar, de fruir na sua vida? Tudo. Não brincara, 
não pandegara, não amara - todo esse lado da existência 
que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele 
não vira, ele não provara, ele não experimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia 
e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe 
importavam os rios? Eram grandes? Pois se fossem... 
Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome 
dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que 
ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas 
causas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... 
Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? 
Nenhuma! Nenhuma!
(Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma.)
O autor do trecho acima é Lima Barreto. Suas obras in-12. 
tegram o período literário chamado Pré-Modernismo. Tal 
designação para esse período se justifica, porque ele
desenvolve temas do nacionalismo e se liga às van-a) 
guardas europeias.
engloba toda a produção literária que se fez antes b) 
do Modernismo.
antecipa temática e formalmente as manifestações c) 
Modernistas.
se preocupa com o estudo das raças e das culturas d) 
formadoras do nordestino brasileiro.
prepara pela irreverência de sua linguagem as con-e) 
quistas estilísticas do Modernismo.
O trecho acima pertence ao romance 13. Triste Fim de Poli-
carpo Quaresma, de Lima Barreto. Da personagem que 
dá título ao romance, podemos afirmar que
foi um nacionalista extremado, mas nunca estudou a) 
com afinco as coisas brasileiras.
perpetrou seu suicídio, porque se sentia decepcio-b) 
nado com a realidade brasileira.
defendeu os valores nacionais, brigou por eles a c) 
vida toda e foi condenado à morte justamente pelos 
valores que defendia.
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foi considerado traidor da pátria, porque participou d) 
da conspiração contra Floriano Peixoto.
era um louco e, por isso, não foi levado a sério pelas e) 
pessoas que o cercavam.
Texto para as próximas 5 questões. 
(Faap) Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito 
histórico e o País desperta esturvinhado à crise de 
uma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e 
acocora-se, de novo.
 Pelo 13 de maio, mal esvoaça o florido decreto 
da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo 
da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e 
deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de 
novo.
 A 15 de novembro troca-se um trono vitalício pela 
cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado 
da mudança. O caboclo não dá pela coisa.
 Vem Floriano: estouram as granadas de Custódio; 
Gumercindo bate às portas de Roma; Incitatus derranca 
o país. O caboclo continua de cócoras, a modorrar...
 Nada o desperta. Nenhuma ferretoada o põe de pé. 
Social, como individualmente, em todos os atos da vida, 
Jeca antes de agir, acocora-se.
Monteiro Lobato
É nesta crônica que Monteiro Lobato fotografa a imagem 14. 
do caipira, apresentado como uma “raça intermediária”, 
que perdeu o primitivismo do índio sem, no entanto, 
adquirir a força do colonizador. A crônica foi extraída 
do livro
Negrinha.a) 
O Macaco que se Fez Homem.b) 
Urupês.c) 
O Presidente Negro.d) 
O Escândalo do Petróleo.e) 
O texto fala de fatos históricos, respectivamente:15. 
Monarquia - Lei do Ventre Livre - Eleição de Flo-a) 
riano.
Regência - Tráfego negro - Posse de Floriano.b) 
Maioridade - Libertação dos escravos - Posse de c) 
Floriano.
Parlamentarismo - Libertação dos escravos - Presi-d) 
dencialismo.
Independência - Libertação dos escravos - Repú-e) 
blica.
A crítica é unânime em classificar o escritor Monteiro 16. 
Lobato ligado ao movimento
Pré-Modernismo.a) 
Surrealismo.b) 
Futurismo.c) 
Dadaísmo.d) 
Cubismo.e) 
Sobre Monteiro Lobato não procede a seguinte afir-17. 
mação. 
Nasceu em Taubaté e morreu em São Paulo. Advo-a) 
gado, Promotor Público. Fundou a Companhia de 
Petróleos do Brasil.
Inovador quando defende a arte de Anita Malfatti b) 
em famoso artigo publicado pelo Estado: “Paranoia 
ou Mistificação”.
Avançado quando satiriza o purismo da linguagem c) 
no conto também famoso: “O Colocador de Pro-
nomes”.
Promoveu campanhas nacionais em favor do ferro d) 
e petróleo: Preso pelo Governo Vargas em 1941, 
exila-se na Argentina.
Crítico veemente do sistema agrícola brasileiro na e) 
figura de Jeca Tatu, símbolo da miséria e do atraso 
a que foram relegados nossos caipiras.
(PUC-SP)18. 
“Triste a escutar, pancada por pancada.
A sucessividade dos segundos,
Ouço em sons subterrâneos, do orbe oriundos,
O choro da energia abandonada.”
A crítica reconhece na poesia de Augusto dos Anjos, 
como exemplifica a estrofe, a forte presença de uma 
dimensão
niilista.a) 
patológica.b) 
cósmica.c) 
estética.d) 
metafísica.e) 
(UFRGS) Lima Barreto é um autor que se caracteriza 19. 
por criar tipos
rústicos, ligados ao campo.a) 
aristocratas, ligados ao campo.b) 
aristocratas, ligados à cidade.c) 
burgueses, ligados à cidade.d) 
populares, ligados ao subúrbio.e) 
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Os comentários acima são endereçados por Monteiro 
Lobato
ao nordestino.a) 
ao menor.b) 
ao sertão.c) 
ao caboclo.d) 
ao paulistano.e) 
(Unicamp) O trecho a seguir, escolhido por Lima Bar-21. 
reto como epígrafe para introduzir sua obra, Triste Fim 
de Policarpo Quaresma, comenta o confronto entre o 
ideal e o real:
“O grande inconveniente da vida real e o que a torna 
insuportável ao homem superior é que, se transportamos 
para ela os princípios do ideal, as qualidades passam a 
ser defeitos, de tal modo que, na maioria das vezes, o 
homem íntegro não consegue se sair tão bem quanto 
aquele que tem por estímulo o egoísmo ou a rotina 
vulgar.”
Renanm Marc-Aurele
Cite dois episódios do livro em que o comporta-a) 
mento idealista de Policarpo é ridicularizado por 
outras personagens.
Considerando-se a epígrafe citada, como pode ser b) 
analisada a trajetória de Policarpo Quaresma?
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B2. 
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O traço característico do Modernismo brasileiro é a 4. 
ruptura com a tradição, por meio de uma avaliação 
crítica da abordagem temática e da linguagem literária 
do passado.
B5. 
A6. 
C7. 
A8. 
C 9. 
C10. 
E 11. 
D 12. 
C13. 
C14. 
E15. 
C 16. 
“Arraial”, “tapera colossal”, “urbs monstruosa” e “docu-17. 
mento iniludível”.
18. 
O confronto entre as forças armadas e os sertane-a) 
jos seguidores de Antônio Conselheiro.
O chefe místico de Canudos era Antônio Conse-b) 
lheiro.
A19. 
D1. 
E2. 
F, V, V, F, F3. 
E4. 
A5. 
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C12. 
C13. 
C14. 
E15. 
A16. 
B17. 
C18. 
E19. 
D20. 
21. 
A sugestão de tornar o tupi-guarani língua oficial a) 
do Brasil e a adoção de hábitos indígenas.
Policarpo parte do ideal e choca-se com o real, que b) 
o consome.
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	sae-pre-vestibular-extensivo-literatura-cap-000
	sae-pre-vestibular-extensivo-literatura-cap-011as características convencionais da nar-
rativa longa.
3.º há o constante debate de ideias. •
O que se observa em Canaã é a confrontação 
de posturas tomadas diante de três temas: as teorias 
acerca do atraso social brasileiro; o papel da imigra-
ção; a busca de um sentido para a existência.
Tais discussões são personificadas nas figuras 
dos imigrantes alemães Milkau e Lentz, recém-che-
gados ao interior do estado do Espírito Santo, onde 
iriam se fixar e começar uma nova vida. Cada um re-
presenta uma visão dos imigrantes sobre o Brasil.
Milkau prega que o imigrante deve integrar-se à 
realidade brasileira tanto de uma perspectiva social 
quanto, até mesmo, racial, numa espécie de sonho de 
democracia étnica (Sergius Gonzaga). Percebe-se no 
personagem Milkau um tênue socialismo cristão, no 
qual vemos a pregação do amor, da solidariedade e 
da piedade para com o próximo, isto é, o brasileiro.
O Brasil seria, então, para o alemão Milkau, a 
terra prometida, Canaã. 
Por outro lado, Lentz representa as ideias colo-
nialistas. Acredita na superioridade da raça ariana e 
vê na mistura de raças, na mestiçagem, um sinônimo 
de atraso. Considerava a população um conjunto de 
pessoas inferiores e incapazes, sendo a única possi-
bilidade de progresso do país entregar-se nas mãos 
dos imigrantes alemães.
Ao fim da obra, Lentz acaba aderindo às ideias 
de Milkau.
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Esse final de Canaã revela uma visão otimista 
do autor em relação ao futuro brasileiro, tendo como 
grande mote a importância da imigração para o 
país.
Euclides da Cunha
Euclides Rodrigues Pi-
menta da Cunha nasceu em 
1866, em Cantagalo, no Estado 
do Rio de Janeiro. Torna-se 
órfão de mãe prematuramente, 
aos três anos de idade. Tempos 
depois é matriculado na Escola 
Politécnica do Rio, sendo trans-
ferido depois para a Escola 
Militar, devido a problemas fi-
nanceiros de seu pai. Em 1888, 
é expulso da Escola Militar por desacatar o ministro 
da Guerra do Império. Forma-se em Engenharia Civil 
e após a Proclamação da República é reintegrado às 
Forças Armadas. Aos trinta anos, reforma-se volun-
tariamente no posto de capitão.
Em 1897, torna-se correspondente da guerra de 
Canudos, no Estado da Bahia, do jornal O Estado de 
São Paulo. Presencia os horrores finais da contenda 
entre os seguidores de Antônio Conselheiro e as 
Forças Armadas, vindo a produzir nos quatro anos 
seguintes e publicar em 1902, Os Sertões. Após a 
publicação dessa obra, torna-se ainda mais res-
peitado nos meios intelectuais, entra na Academia 
Brasileira de Letras e para o Instituto Histórico e 
Geográfico. É convidado por Rio Branco a integrar-
se ao Itamarati.
Em 1909, foi assassinado ao tentar lavar sua 
honra em confronto com o tenente Dilermano Reis. 
Euclides já desconfiava que sua esposa o traía com 
esse militar e quando ela deu à luz a um filho de ca-
belos loiros e olhos azuis confirmou suas suspeitas. 
Suas principais obras são: Os Sertões (1902); 
Contrastes e Confrontos (1907); e À Margem da His-
tória (1909).
Os Sertões
Em 1898, quando pediu baixa das forças arma-
das, passou a viver como engenheiro e jornalista e 
acompanhou, na função de repórter correspondente, 
a fase final da Campanha de Canudos (começada 
em 1897). 
A partir das reportagens feitas sobre Canudos 
é que teremos a base da narrativa que constitui Os 
Sertões (escrito entre 1898 e 1901).
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Euclides da Cunha acompanhou a quarta e 
última expedição das forças Armadas contra o ar-
raial de Canudos. O escritor, na função de repórter, 
chega ao local de batalha como ferrenho apoiador do 
governo, porém ao vislumbrar tamanha tragédia e 
disparidade de forças que aconteciam naquele local 
muda sua perspectiva e vê naquela guerra o símbolo 
do abandono do homem do sertão. 
Observa-se em Os Sertões a denúncia de um 
crime à nação (Massaud Moisés).
Para escrever essa obra, Euclides baseou-se nas 
ciências da época, todas com uma perspectiva colo-
nialista (teorias provindas da Europa) e positivista. 
Seguindo esses preceitos técnicos, divide Os Sertões 
entre três partes muito bem definidas. São elas: A 
Terra, O Homem, A Luta.
A Terra
Em A Terra, temos o estudo geográfico da região 
de Canudos, ou seja, do sertão, baseado nas teorias 
científicas do final do século XIX. 
O meio opressivo é descrito em todos seus 
detalhes e acaba por se tornar um dos elementos 
intensificadores da dramaticidade da obra. É mos-
trada uma paisagem uniforme, seca, com vegetação 
rala e pobre. Esse meio é um dos determinantes do 
comportamento do sertanejo.
O Homem
Em O Homem, observamos questões sobre a 
mestiçagem e etnia do sertanejo. Euclides vê na 
mistura de raças um mal. Tal mescla resultaria em 
seres bestiais, voltados à violência, ao desequilíbrio. 
A miscigenação seria uma involução da espécie. Leia 
este trecho:
De sorte que o mestiço – traço de união entre 
as raças – é quase sempre um desequilibrado(...). 
E o mestiço – mulato, mameluco ou cafuzo – , 
menos que um intermediário, é um decaído, sem 
a energia física dos ascendentes selvagens, sem 
a atitude intelectual dos ancestrais superiores.
Porém, nessa parte da obra encontramos a 
grande polêmica de Os Sertões, revelada a partir de 
uma contradição: quando há análises embasadas 
nas teorias científicas colonialistas do século XIX, 
Euclides cai em erro, contudo quando faz suas ob-
servações pessoais acerca do assunto tratado faz 
grande literatura, o que faz de Os Sertões uma das 
obras mais importante não só da Literatura Brasileira, 
mas também da cultura do Brasil.
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A Luta
A Luta é o momento mais dramático da obra 
e também o de maior relevância dentro de Os Ser-
tões. 
Para escrevê-la, Euclides da Cunha contou com 
 algumas fontes além da ida à última expedição como 
a leitura de textos sobre o acontecimento e entrevis-
tas com participantes da guerra.
Nesta parte, observamos o grande erro come-
tido pelo governo ao mandar tropas para acabarem 
com o arraial. Desvela-se, em A Luta, a extrema 
violência das forças armadas e também sua difi-
culdade de ação devido ao meio natural hostil em 
que se encontravam, sendo aliado do sertanejo, já 
adaptado à natureza que o cercava. Nenhum método 
tradicional de batalha era eficaz naquele local onde 
os “Hércules-Quasímodos” tinham o pleno domínio 
do ambiente. Porém, o conhecimento da região não 
bastava; os soldados das forças republicanas pos-
suíam pesadíssimo armamento contra os quais os 
sertanejos não tinham chances. 
Desde o início da guerra já era conhecido o lado 
derrotado, entretanto esses bravos lutaram até seu 
último homem cair, nunca se entregaram ao inimigo, 
que punia-os implacavelmente com a degola. Ao final 
da contenda, os sobreviventes (pouquíssimos) de 
Canudos eram apenas idosos, mulheres e crianças. 
Leia um dos trechos mais tristes e dramáticos de A 
Luta.
Os novos combatentes imaginaram-na [a 
guerra] extinta antes de chegarem a Canudos. 
Tudo o indicava. Por fim os próprios prisioneiros 
que chegavam e eram, no fim de tantos meses 
de guerra, os primeiros que apareciam. Notou-se 
apenas, sem que se explicasse a singularidade, 
que entre eles não surgia um único homem feito. 
Os vencidos, varonilmente ladeados de escoltas, 
eram fragílimos: meia dúzia de mulheres tendo 
ao colo crianças engelhadas como fetos, seguidas 
dos filhos maiores, de seis a dez anos (...)
Um dos pequenos – franzino e cambalean-
te – trazia à cabeça, ocultando-a inteiramente 
porque descia até os ombros, um velho quepe 
reúno, apanhado no caminho. O quepe, largo e 
grande demais, oscilava grotescamente a cada 
passo sobre o busto esmirrado que ele encobria 
por um terço. E alguns espectadores tiveram a 
coragem singularde rir. A criança alçou o rosto, 
procurando vê-los. O riso extinguiu-se: a boca era 
uma chaga aberta de lado a lado por um tiro.
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Os prisioneiros de Canudos. 
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Corpo de Antônio Conselheiro, chefe místico de Canudos, 13 
dias após o sepultamento.
Aspectos formais
A obra Os Sertões é simultaneamente ensaio, 
relato histórico, reportagem e ficção.
Apresenta uma linguagem ornamentada, utili-
zando-se de palavras arcaicas, antíteses, hipérbatos 
(inversão frasal) e paradoxos. Pode-se afirmar, então, 
que no tocante à linguagem, a obra de Euclides apre-
senta um estilo barroco.
Lima Barreto
Afonso Henrique de Lima 
 Barreto nasceu no ano de 1881, 
no Rio de Janeiro. Filho de uma 
professora primária e um operário 
torna-se órfão de mãe precoce-
mente. Em 1902, abandona a 
Escola Politécnica onde cursava 
engenharia para empregar-se 
na Diretoria do Expediente da 
Secretaria da Guerra com o fim 
de sustentar seu pai que havia 
enlouquecido e sido internado na Colônia dos Alie-
nados. Foi nesse período que Lima Barreto começou 
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a escrever em diversos jornais do Rio, publicando 
crônicas e contos. Levando uma vida de dificuldades 
e preconceito racial, além de sofrer de alcoolismo, 
acaba tendo profundas crises depressivas, sendo 
internado duas vezes no Hospício Nacional. Morreu 
em 1922, aos 41 anos, de um colapso cardíaco, em 
 plena miséria e esquecimento. Sua obra viria a ser 
redescoberta somente na década de 1970.
As principais obras de Lima Barreto são: Re-
cordações do Escrivão Isaías Caminha (1909); Triste 
Fim de Policarpo Quaresma (1911); Vida e Morte de 
M. J. Gonzaga (1919); Os Bruzundangas (1923); Clara 
dos Anjos (1924); Cemitério dos Vivos (1957 – edição 
póstuma).
Características
A literatura produzida por Lima Barreto destaca-
se por estar desligada dos padrões literários que 
vigoravam em sua época.
Um dos aspectos que o diferencia é a preferência 
por personagens representantes das classes mais 
baixas da sociedade carioca, a “gente humilde” dos 
subúrbios da então capital federal. Temos tocado-
res de violão (espécies de malandros), funcionários 
públicos, jornalistas pobres etc. Aos poderosos (re-
presentadas algumas vezes por figuras históricas), 
burgueses, intelectuais reserva a caricatura, no 
intento de ridicularizá-los. 
Um dos traços mais marcantes de sua obra é 
a aproximação do que é ficcional com o que é real, 
percebemos que o autor dá uma atenção especial 
aos fatos históricos e costumes sociais da época. 
Temos em Lima Barreto um cronista dos costumes 
da sociedade no início do século XX.
Quanto à linguagem, percebemos um estilo 
despreocupado e simples, de ritmo fluente e tom 
coloquial, aproximando-se muito do estilo que seria 
usado pelos modernistas de 1922.
Obras
Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Narrado em primeira pessoa, Recordações do 
Escrivão Isaías Caminha conta a história do jovem 
Isaías (filho de uma ex-escrava e de um padre) 
que vem do interior tentar a vida na capital. Aos 
poucos, vai perdendo suas ilusões, ascende porém 
socialmente por influência de seu “protetor” Ricardo 
Loberant, dono do jornal onde trabalhava. Acaba 
abrindo no interior um cartório onde passará o resto 
de sua vida, vitorioso economicamente e derrotado 
no plano ideológico.
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Obra-prima de Lima Barreto, Triste fim de Poli-
carpo Quaresma conta a história do funcionário públi-
co aposentado Policarpo Quaresma em sua luta pela 
“salvação do Brasil”. Para tanto, propõe ao governo a 
instituição do tupi-guarani como idioma oficial brasi-
leiro; além disso alimenta-se unicamente de comidas 
brasileiras, cumprimenta as pessoas chorando, como 
um legítimo índio goitacaz, e faz pesquisas que re-
sultam em fracasso sobre o nosso folclore.
A obra é narrada em terceira pessoa (narrador 
onisciente), sendo dividida em três partes. Cada uma 
dessas partes centra-se em um local.
A primeira acontece no subúrbio carioca, onde 
Policarpo lutará pela cultura genuinamente brasileira 
e acabará sendo desconsiderado pelos outros, sendo 
internado num hospício. 
A segunda parte é o momento em que Quares-
ma sai da casa de alienados e decide ir viver na roça, 
pois tinha a convicção de que, “em se plantando tudo 
dá” nas mais férteis terras do mundo (as do Brasil). 
Porém, acaba também fracassando e vendo que a re-
alidade não era como pensava: além da esterelidade 
da terra, percebe a má distribuição da mesma.
A terceira parte é o momento em que abandona 
a agricultura para alistar-se nas tropas pró-Floriano. 
A causa era a Revolta da Armada (1893). Ao final 
da revolta, Floriano persegue impiedosamente seus 
inimigos, prendendo-os e fuzilando-os. Policarpo es-
tarrecido com o que o estadista que admirava estava 
fazendo dirige-lhe uma carta fazendo duras críticas, 
por esse motivo acaba sendo preso e condenado à 
morte. 
Essa obra pode ser classificada como um ro-
mance social que estabelece a seguinte questão: 
até onde vão os limites de uma ideologia? A partir 
do fanatismo, da xenofobia de Policarpo Quaresma 
(anti-herói), Lima Barreto fará uma severa crítica 
ao patriotismo exacerbado e à sangrenta revolução 
Florianista.
Observa-se em Triste fim de Policarpo Quares-
ma, a luta entre o ideal e o real, sendo este segundo 
o que vence a batalha. O resultado é a melancolia, 
a decepção e a desilusão de Policarpo Quaresma, 
agora consciente da realidade brasileira e da inuti-
lidade de seus esforços para tentar fazer um Brasil 
mais brasileiro.
Iria morrer, quem sabe se naquela noite 
mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. 
Levara toda ela atrás da miragem de estudar a 
pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de 
contribuir para a sua felicidade e prosperidade. 
Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade 
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também; e, agora que estava na velhice, como ela 
o recompensava, como ela o premiava, como ela 
o condecorava? Matando-o. E o que não deixara 
de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não 
brincara, não pandegara, não amara – todo esse 
lado da existência que parece fugir um pouco 
à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não 
provara, ele não experimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo 
lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar 
inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram 
grandes? Pois que fossem... Em que lhe contri-
buiria para a felicidade saber o nome dos heróis 
do Brasil? Em nada... O importante é que ele 
tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas 
coisas de tupi, do folk-lore, das suas tentativas 
agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma 
satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o 
riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma 
decepção. E a agricultura? Nada. As terras não 
eram ferazes e ela não era fácil como diziam os 
livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotis-
mo se fizera combatente, o que achara? Decep-
ções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois 
ele não a viu combater como feras? Pois não a via 
matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. 
A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, 
um encadeamento de decepções.
Contudo, quem sabe se outros que lhe se-
guissem as pegadas não seriam mais felizes? E 
logo respondeu a si mesmo: mas como? Se não se 
fizera comunicar, se nada dissera e não prendera 
o seu sonho, dando-lhe corpo e substância?
José Bento Monteiro Lobato nasceu no ano de 
1882, em Taubaté (estado de São Paulo). Formou-se 
na Academia de Direito de São Paulo. Tornou-se 
promotor e vai exercer a função na cidade de Areias, 
região do Vale da Paraíba. No ano de 1911, herdou asão 
opostas. Verifique com atenção a participação dessas 
duas personagens no trecho de Graça Aranha e, em 
seguida:
sintetize, com suas próprias palavras, os dois tipos a) 
de “homem”, ou seja, de comportamento do ho-
mem no mundo, defendidos, respectivamente, por 
Lentz e por Milkau;
mostre, com base no texto, que os fundamentos da b) 
consciência ecológica, hoje em dia bastante dis-
seminados no mundo, já se encontram presentes 
nesse trecho de Canaã.
Solução: `
Os dois imigrantes, Milkau e Lentz, são os perso-a) 
nagens que defendem concepções de vida e de 
mundo de modo diferentes: Lentz preconiza a “lei 
da força”, com princípios voltados ao Darwinismo. 
Já para Milkau, a “lei do amor” deve prevalecer, é 
idealista e acredita na relação harmônica entre o 
homem e a natureza.
Um dos fundamentos da consciência ecológica b) 
está no respeito à preservação do meio ambiente. 
Comprova-se tal fato no diálogo inicial: “Faz pena 
(...) botar tudo isso abaixo”/ “...prefiria um lote onde 
não fosse preciso esse sacrifício.”
(Elite) Leia o excerto a seguir.2. 
“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o 
raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do 
litoral.
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, 
revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o 
desempeno, a estrutura corretíssima das organizações 
atléticas.
É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-
Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos 
fracos. O andar sem firmeza, sem prumo, quase 
gigante e sinuoso, aparenta a translação dos membros 
desarticulados.
[...]
É o homem permanentemente fatigado.
[...]
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.
Nada é mais surpreendedor do que vê-lo desaparecer 
de improviso. Naquela organização combalida 
operam-se, em segundos, transmutações completas. 
Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-
lhe o desencadear das energias adormecidas. O 
homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando 
novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; 
e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros 
possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte; 
e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa 
instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual 
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(Fuvest) No capítulo “O Boqueirão”, de 3. Triste fim de 
Policarpo Quaresma, a personagem principal vive uma 
experiência decisiva, que faz mudar radicalmente seu 
ponto de vista quanto ao processo de consolidação do 
regime republicano no Brasil.
Descreva essa mudança de ponto de vista pelo a) 
qual passou Quaresma.
Aponte, no capítulo citado, a experiência decisiva b) 
que determinou essa mudança e identifique o que 
tal experiência veio revelar à personagem.
Solução: `
Quaresma discorda dos excessos repressivos do a) 
regime de Floriano.
O seu ferimento em batalha revelou-lhe a inutilida-b) 
de do seu idealismo diante dos mesquinhos jogos 
políticos.
(Elite) Leia as seguintes afirmações sobre 1. Os Sertões 
e responda.
Euclides descreve, respectivamente, nas duas pri-I. 
meiras partes do livro, o homem e o meio ambiente 
que constituíam o sertão na região de Canudos, va-
lendo-se, para isso, das teorias científicas da época 
provindas da Europa.
O autor descreve, na terceira parte do livro, as di-II. 
versas etapas da Guerra de Canudos e denuncia 
o massacre dos sertanejos pelas forças armadas 
brasileiras, revelando a miséria e o subdesenvolvi-
mento da região.
Descrevendo os sertanejos, Euclides idealiza suas III. 
qualidades morais e físicas e conclui que seu hero-
ísmo era resultado da fé nos ensinamentos religio-
sos do líder Antônio Conselheiro.
Quais estão corretas?
I.a) 
II.b) 
III.c) 
I e II.d) 
I e III.e) 
Marque 2. V para as afirmativas verdadeiras e F para as 
falsas em relação a obra Os Sertões, de Euclides da 
Cunha.
No texto de Euclides, misturam-se o requinte da lin- )(
guagem, a intenção científica e o propósito jorna-
lístico.
dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro, 
reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de 
um titã acobreado e potente, num desdobramento 
surpreendente de força e agilidade extraordinárias.”
(CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro: 
Record/Altaya. p. 114-115)
Este é um trecho de uma das mais relevantes obras 
da produção intelectual brasileira: Os Sertões, de 
Euclides da Cunha. Ele era correspondente do jornal 
O Estado de S. Paulo no conflito de Canudos, ocorrido 
no sertão baiano em 1896-1897. Das reportagens 
enviadas e das anotações feitas no local, o jornalista 
decidiu publicar um livro em 1902.
À época, a grande relevância desta obra estava 
em mostrar um outro lado do conflito liderado por 
Antônio Conselheiro: a grande brutalidade das 
tropas governamentais e uma outra visão do homem 
que vivia longe do literal (o sertanejo, não apenas um 
inferior e fanático, mas alguém dotado de qualidades 
próprias).
Com base nestas informações responda:
Os Sertõesa) pode ser classificado como uma obra 
de história? Se sim, por que estamos estudando 
essa obra em literatura?
O que levou ao conflito de Canudos de acordo b) 
com Euclides da Cunha?
Solução: `
Sim, pois Euclides realiza um estudo sobre o a) 
conflito levantando os mais diversos aspectos, 
sempre se preocupando em analisar os acon-
tecimentos – embora sua análise esteja hoje 
superada –, e não em narrá-los de forma fictícia. 
Estuda-se essa obra em literatura pelo fato de 
haver uma preocupação estética na construção 
do relato, além do fato de alguns acontecimentos 
serem fictícios, servindo tão-somente para inten-
sificar a dramaticidade da obra.
O conflito de Canudos esteve no contexto das b) 
mudanças ocorridas na passagem da monarquia 
para a república. Nesta mudança, havia o des-
compasso entre o povo do litoral (partidário da 
República, da ciência, urbanizado, que acreditava 
na superioridade da raça branca e da civilização 
sobre o mestiço) e o povo do interior, dos sertões 
(que, com a queda da monarquia, se via como 
que desamparado e não aceitava as mudanças 
que a ordem republicana, com as características 
listadas anteriormente, propunha).
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A obra euclidiana insere-se numa tradição da litera- )(
tura brasileira que tematiza o povoamento do sertão, 
iniciada ainda no Romantismo com Bernardo Gui-
marães.
Euclides escreveu )( Os Sertões com base nas reporta-
gens que realizou como correspondente do jornal O 
Estado de S. Paulo.
Antônio Conselheiro é uma personagem fictícia cria- )(
da pelo imaginário do autor.
O episódio de Canudos, retratado no texto de Eucli- )(
des da Cunha, faz parte dos movimentos de protesto 
surgidos logo após a proclamação da independên-
cia do Brasil.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, 
de cima para baixo, é:
V, F, V, F, Fa) 
V, V, V, F, Fb) 
F, F, V, V, Fc) 
F, V, F, F, Vd) 
V, V, F, F, Fe) 
A questão 3 refere-se ao texto abaixo.
“Livro posto entre .................., Os Sertões assinalam 
um fim e um começo: o fim do imperialismo literário, o 
começo .................... aplicada aos mais importantes da 
sociedade brasileira (no caso, as contradições contidas 
na diferença de cultura entre .................) 
(CÂNDIDO, Antônio. Literatura e Sociedade. 
São Paulo: Companhia Editora Nacional, s.d. p. 133.)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as 3. 
lacunas do texto anterior.
A literatura e a sociologia naturalista – da associa-a) 
ção onírica e simbolista – regiões litorâneas e o in-
terior.
A literatura e o panfleto pró-monárquico – da aná-b) 
lise científica – a região nordeste e o sul industria-
lizado.
A literatura e a sociologia naturalista – da análise c) 
científica – as regiões litorâneas e o interior.A literatura e o panfleto pró-monárquico – da asso-d) 
ciação onírica e simbolista – a região nordeste e o 
sul industrializado.
A literatura e a sociologia naturalista – da associa-e) 
ção onírica e simbolista – a região nordeste e o sul 
industrializado.
(UFRJ)4. 
Meus Sete Anos
Papai vinha de tarde
Da faina de labutar
Eu esperava na calçada
Papai era gerente
Do Banco Popular
Eu aprendia com ele
Os nomes dos negócios
Juros hipotecas
Prazo amortização
Papai era gerente
Do Banco Popular
Mas descontava cheques
No guichê do coração
(ANDRADE, Oswald de. Obras Completas. 5. ed. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1971. p. 162.)
Na literatura brasileira, a idade de oito anos é tomada 
como referência a uma infância harmoniosa.
No poema de Oswald de Andrade, essa referência está 
considerada no título e recebe um tratamento que revela 
um traço característico do Modernismo brasileiro.
Identifique esse traço, justificando sua resposta.
(UERJ) “Caso raro: fazendo uma poesia formalmente 5. 
trabalhada, elaborada em linguagem cientificista-natu-
ralista, atingiu uma popularidade acima das expectativas, 
em função de seu pessimismo, sua angústia em face de 
problemas pessoais e das incertezas do novo século 
que despontava.”
O autor a que se refere o trecho acima é considerado 
um
romântico.a) 
pré-modernista.b) 
modernista.c) 
barroco.d) 
parnasiano.e) 
(Elite) Considere as seguintes assertivas sobre 6. Os Ser-
tões, de Euclides da Cunha.
Para narrar os fatos históricos ocorridos em Canu-I. 
dos, o autor utilizou as teorias científicas desenvol-
vidas no século XIX que enfatizavam a questão do 
determinismo do meio.
Elaborado inicialmente como uma reportagem jor-II. 
nalística, o livro é uma denúncia da miséria em que 
viviam os sertanejos, revelando também o abismo 
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existente entre as zonas rurais e urbanas do Brasil 
no final do século XIX.
A visão de Euclides da Cunha em relação ao ho-III. 
mem do sertão é idealista, uma vez que o autor 
mostra os habitantes de Canudos como brasileiros 
antipatrióticos por lutarem bravamente contra as 
forças militares do governo.
Quais estão corretas?
I e II.a) 
I e III.b) 
II e III.c) 
I.d) 
I, II e III.e) 
(PUC-Rio) A obra Pré-Modernista de Euclides da Cunha 7. 
situa-se entre a ..... e a ..... . 
História, Psicologia.a) 
Geografia, Economia.b) 
Literatura, Sociologia.c) 
Arte, Filosofia.d) 
Teologia, Geologia.e) 
(UFRJ) Um jornalista selecionou duas expressões para 8. 
se referir ao autor de Os Sertões:
“do carioca Euclides da Cunha” e 
“o repórter Euclides”
Essa escolha teve como efeito de sentido destacar
o contraste entre as crenças que o homem Euclides a) 
da Cunha tinha e a realidade observada pelo jorna-
lista Euclides da Cunha.
a ironia presente no fato de o escritor Euclides da b) 
Cunha, ficcionista, produzir um texto baseado num 
trabalho de campo como repórter.
a potencialidade da Língua Portuguesa, que possi-c) 
bilitou ao autor se referir a Euclides da Cunha por 
meio de expressões diversas.
o descompasso entre as teorias formuladas em ga-d) 
binete e as teorias que influenciaram Euclides da 
Cunha.
a confirmação das posições ideológicas do cidadão e) 
Euclides da Cunha quando exercia sua atividade de 
jornalista.
(Elite) Considere as seguintes afirmações.9. 
O romance I. Canaã, de Graça Aranha, tem como 
personagens centrais Lentz e Milkau, dois imigran-
tes que discutem ao longo do texto suas teses an-
tagônicas sobre os objetivos e as perspectivas da 
imigração no Brasil.
Os SertõesII. , de Euclides da Cunha é dividido em 
quatro partes: A Terra, O Homem, A Mulher e A 
Luta.
Tanto III. Canaã quanto Os Sertões foram publicados 
em 1902.
Quais estão corretas?
I.a) 
III.b) 
I e III.c) 
II e III.d) 
I, II e III.e) 
(UEL) Nas duas primeiras décadas do século XX, as 10. 
obras de Euclides da Cunha e de Lima Barreto, tão 
diferentes entre si, têm como elemento comum:
a intenção de retratar o Brasil de modo otimista e a) 
idealizante.
a adoção da linguagem coloquial das camadas po-b) 
pulares do sertão.
a expressão de aspectos até então negligenciados c) 
da realidade brasileira.
a prática de um experimentalismo linguístico radi-d) 
cal.
o estilo conservador do antigo regionalismo român-e) 
tico.
O texto a seguir refere-se às questões 11 e 12.
O Poeta Come Amendoim - texto I
Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...
Foi o sol que por todo o sítio imenso do Brasil
Andou marcando de moreno os brasileiros.
Estou pensando nos tempos de antes de eu nascer...
A noite era pra descansar. As gargalhadas brancas dos 
mulatos...
Silêncio! O Imperador medita os seus versinhos.
Os Caramurus conspiram à sombra das mangueiras 
ovais.
Só o murmurejo dos cre’m-deus-padre irmanava os 
homens de meu país...
Duma feita os canhamboras perceberam que não tinha 
mais escravos,
Por causa disso muita virgem-do-rosário se perdeu...
Porém o desastre verdadeiro foi embonecar esta 
República temporã.
A gente inda não sabia se governar...
Progredir, progredimos um tiquinho
Que o progresso também é uma fatalidade...
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Será o que Nosso Senhor quiser!...
Estou com desejos de desastres...
Com desejos do Amazonas e dos ventos muriçocas
Se encostando na canjerana dos batentes...
Tenho desejos de violas e solidões sem sentido...
Tenho desejos de gemer e de morrer...
Brasil...
Mastigado na gostosura quente do amendoim...
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado 
melancólico...
Saem lentas frescas trituradas pelos meus dentes 
bons...
Molham meus beiços que dão beijos alastrados
E depois semitoam sem malícia as rezas bem 
nascidas...
Brasil amado não porque seja minha pátria,
Pátria é acaso de migrações e do pão-nosso onde 
Deus der...
Brasil que eu amo porque é o ritmo no meu braço 
aventuroso,
O gosto dos meus descansos,
O balanço das minhas cantigas amores e danças.
Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito 
engraçada,
Porque é o meu sentimento pachorrento,
Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e 
de dormir.
(ANDRADE, Mário de. Poesias Completas. São Paulo: 
Martins, 1996. p. 109-110.)
Texto II
 A política é a arte de gerir o Estado, segundo 
princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou 
tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de 
explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui 
a política uma função, ou o conjunto das funções do 
organismo nacional: é o exercício normal das forças 
de uma nação consciente e senhora de si mesma. A 
politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico 
dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de 
parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países 
moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos 
de moralidade estragada.
(BARBOSA, Rui. apud: ROSSIGNOLI, Walter. Português: teoria e práti-
ca. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 19.)
(Cesgranrio) Apesar de suas diferenças de natureza 11. 
histórico-literária, é possível constatar um traço de 
identidade entre o texto de Mário de Andrade e o de 
Rui Barbosa. Esse elemento corresponde à
constatação da riqueza de nossa cultura.a) 
negação do fervor patriótico.b) 
visão satírica da corrupção política.c) 
riqueza de expressões de valor antitético.d) 
ênfase na função crítico-social da literatura.e) 
(Cesgranrio) Do ponto de vista do uso da língua, o texto 12. 
II de Rui Barbosa diverge do texto I por apresentar
preferência marcada por brasileirismos no nível da a) 
seleção vocabular.
quebras na organização sintática dos períodos.b) 
falta de uma pontuação rigorosa e clara.c) 
menor aproximação com a fala corrente do homem d) 
brasileiro.
presença de desviosconsidera que, nesse estilo, o patriotismo se aponta ao 
escritor como estímulo e dever. Com efeito, a literatura 
foi considerada parcela dum esforço construtivo mais 
amplo, denotando o intuito de contribuir para a grandeza 
da nação. Manteve-se durante todo o Romantismo este 
senso de dever patriótico, que levava os escritores não 
apenas a cantar a sua terra, mas a considerar as suas 
obras como contribuição ao progresso. Acrescenta ainda 
três elementos românticos nacionalistas: desejo de expri-
mir uma nova ordem de sentimentos, agora reputados de 
primeiro plano, como o orgulho patriótico, extensão do 
antigo nativismo, desejo de criar uma literatura indepen-
dente, diversa, não apenas uma literatura, (...); a noção já 
referida de atividade intelectual não mais apenas como 
prova de valor do brasileiro e esclarecimento mental do 
país, mas tarefa patriótica de construção nacional”
A obra de Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo 
Quaresma:
é romântica e exemplifica as palavras de Antônio a) 
Cândido, já que seu protagonista se comporta 
como um romântico.
não é romântica e contraria as palavras de Antônio b) 
Cândido, à medida que as atitudes do protagonista 
vão se revestindo de heroísmo romântico.
não é romântica e contradiz as palavras de Antônio c) 
Cândido, tendo em vista que o protagonista aca-
ba por se submeter a uma visão antinacionalista e, 
portanto, antirromântica.
é romântica e ratifica as palavras de Antônio Cândi-d) 
do, porque o orgulho patriótico-romântico do pro-
tagonista encontra lugar de ação no decorrer da 
narrativa.
opõe-se ao Romantismo e não retrata as palavras e) 
de Antônio Cândido, pois ironiza as posturas nacio-
nalistas românticas por meio do protagonista.
(UFPR) “E era agora que ele (Policarpo Quaresma) che-3. 
gava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria 
da cidade e o emasculamento da repartição pública, 
durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de 
que não pudesse antes da morte, travar conhecimento 
com a doce vida campestre e a feracidade das terras 
brasileiras.[...]
 E ele viu então diante dos seus olhos as laranjeiras, 
em flor, olentes, muito brancas, a se enfileirar pelas 
encostas das colinas, como teorias de noivas; os 
abacateiros, de troncos rugosos, a sopesar com esforço 
os grandes pomos verdes; as jabuticabas negras a 
estalar dos caules rijos; os abacaxis coroados que nem 
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reis, recebendo a unção quente do sol; as abobreiras a 
se arrastarem com flores carnudas cheias de pólen; as 
melancias de um verde tão fixo que parecia pintado; os 
pêssegos veludosos, as jacas monstruosas, os jambos, 
as mangas capitosas;...”
A respeito do romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, 
de Lima Barreto, do qual foi transcrito o trecho anterior, 
é correto afirmar:
narrador e protagonista, elementos que se fundem )(
ao longo do romance, concluem que as melhores al-
ternativas para a construção de um projeto nacional 
estariam no ambiente interiorano e numa economia 
de base agrícola;
o mesmo patriotismo exaltado que conduzira Qua- )(
resma às suas experiências no campo é responsá-
vel, mais adiante, pelo abandono abrupto de seus 
projetos rurais;
este trecho integra a segunda parte do romance, )(
que corresponde à empreitada do protagonista no 
campo, antecedida pelo malogro reformista experi-
mentado na seção inicial e seguida por seu “triste 
fim” nos desdobramentos de seu retorno ao Rio de 
Janeiro;
o preciosismo vocabular e a acumulação descritiva )(
que marcam o parágrafo final do trecho citado são 
reveladores das influências parnasianas que marcam 
o estilo de Lima Barreto;
a técnica do romance confessional, onde a narrativa )(
é construída po r meio da rememoração de experi-
ências do próprio protagonista, pode ser assinalada 
como uma das inovações desta obra de Lima Barre-
to, procedimento que só voltaria a ser exercitado em 
nossa literatura pelos autores modernistas.
(Mackenzie) Olga, Ricardo Coração dos Outros, Alber-4. 
naz e Genelício são personagens representativas de um 
romance que apresenta tendências Pré-Modernistas. 
Tais personagens são encontradas em
Os Sertões.a) 
Urupês.b) 
Cidades Mortas.c) 
A nova Califórniad) .
Triste fim de Policarpo Quaresma.e) 
(Vunesp) Volume contendo doze histórias tiradas do 5. 
sertão paulista, foi citado por Rui Barbosa, em discurso 
no Senado, apontando a personagem Jeca Tatu como 
o protótipo do camponês brasileiro.
Aponte o autor e sua obra.
Monteiro Lobato – a) Urupês.
Lima Barreto – b) Cemitério dos Vivos.
Monteiro Lobato – c) Cidades Mortas.
Coelho Neto – d) Fogo-fátuo.
Euclides da Cunha – e) Contrastes e confrontos.
(Fatec) Assinale a alternativa 6. incorreta. 
Nos primeiros vinte anos deste século, a produ-a) 
ção literária brasileira é marcada por diversidades, 
abrangendo, ao mesmo tempo, obras que questio-
nam a realidade social e obras voltadas aos lugares-
comuns herdados de autores anteriores.
Pode-se afirmar que um dos traços modernos de b) 
Euclides da Cunha é o compromisso com os pro-
blemas de seu tempo.
A importância da obra de Lima Barreto situa-se no c) 
plano do conteúdo, a partir do qual se revela seu 
caráter polêmico; a linguagem descuidada, porém, 
revela pouca consciência estética, em virtude de 
sua formação literária precária.
O estilo parnasiano permanece influenciando au-d) 
tores e caracterizando boa parte da obra poética 
escrita durante o período pré-modernista.
Graça Aranha faz parte do conjunto mais significa-e) 
tivo de escritores do Pré-Modernismo. Nos anos 
anteriores à Semana de Arte Moderna, Graça Ara-
nha interveio a favor da renovação artística a que se 
propunham os escritores modernistas. 
Os dois textos referem-se às questões 7 e 8.
Texto A:
“O que mais a impressionou no passeio foi a miséria 
geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, 
abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos 
roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres. 
Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não 
eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele 
sapé sinistro e aquele “sopapo” que deixava ver a trama 
das varas, como o esqueleto de um doente.
Por que, ao redor dessas casas, não havia culturas, uma 
horta, um pomar? Não seria tão fácil, trabalho de horas? 
E não havia gado, nem grande, nem pequeno. Era raro 
uma cabra, um carneiro. Por quê? (...) Não podia ser 
preguiça só ou indolência.” 
(Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma.)
Texto B:
“O silêncio de êxtase em que ficou foi interpretado pelo 
estudante como uma prostração de saudade. Ele fora 
acordar na alma do patrício a nostalgia que o tempo 
consumidor havia esmaecido, lembrando-lhe a terra 
nativa onde lhe haviam rolado as primeiras lágrimas. 
Céus que seus olhos lânguidos tanto namoravam nas 
doces manhãs cheirosas quando, das margens remotas 
dos grandes rios vinham, em abaladas, brancas, sob o 
azul do céu, as garças peregrinas/ campos de moitas 
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verdes onde, nas arroxeadas tardes melancólicas, ao 
som abemolado das flautas pastoris, o gado bravio, 
descendo das malhadas, em numeroso armento, 
junto, entrechocando os chifres aguçados, mugia 
magoadamente quando, por trás dos serros frondosos, 
lenta e alva, a lua subia espalhando pela terra morna o 
seu diáfano e pálido esplendor.” 
(Coelho Neto, A Conquista.)
(Fatec) Assinale a alternativa correta. 7. 
Ambos os textos são narrados em terceira pessoa. a) 
No primeiro, pelo discurso do narrador, passa a 
perspectiva de um personagem que, habituado aos 
grandes centros urbanos, choca-se com a pobreza 
dos subúrbios.
No texto B o narrador expõe as lembranças de uma b) 
personagem que, exilado desua terra natal, conta a 
um interlocutor suas experiências em contato com 
a natureza tropical.
No texto de Lima Barreto fica clara a acusação à c) 
indolência dos roceiros como a única responsável 
pela realidade do seu meio – opinião, de resto, par-
tilhada por Monteiro Lobato em suas referências a 
personagem Jeca Tatu.
Os dois textos tratam, em princípio, do espaço rural d) 
observado por personagens oriundas do espaço 
urbano e em crise com a falta de perspectiva nas 
cidades.
No texto A, depreende-se, através do contato de e) 
uma personagem citadina com a realidade rural, a 
perspectiva crítica dos problemas da população do 
campo. 
(Mackenzie) “Às vezes se dá ao luxo de um banquinho 8. 
de três pernas – para os hóspedes. Três pernas permitem 
o equilíbrio, inútil, portanto, meter a quarta, que ainda 
o obrigaria a nivelar o chão. Para que assentos, se a 
natureza os dotou de sólidos, rachados calcanhares 
sobre os quais se sentam?”
O trecho anterior é claramente representativo da obra 
de
Lima Barreto.a) 
Augusto dos Anjos.b) 
Euclides da Cunha.c) 
Aluísio Azevedo.d) 
Monteiro Lobato.e) 
(UFRJ)9. 
“Crítico feroz do Modernismo, grande incentivador da 
disseminação da cultura, defensor dos valores e riquezas 
nacionais; conhecido, particularmente, pela sua grande 
obra infantil, em que se destacam as personagens do 
Sítio do Picapau Amarelo.”
O nome do autor a que se refere a afirmativa acima é
Lima Barreto.a) 
José Lins do Rego.b) 
Monteiro Lobato.c) 
Mário de Andrade.d) 
Cassiano Ricardo.e) 
(Vunesp) Leia os versos que seguem:10. 
“Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários...
Na consciência daquela multidão...
E, em vez de achar a luz que os céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefação!”
Esses versos apresentam em conjunto características 
relativas a ritmo, métrica, vocabulário, sintaxe e figuras 
de linguagem, tornando possível a identificação de um 
estilo mesclado de dois estilos artísticos diferentes. Esse 
estilo foi marca inconfundível de um autor brasileiro que 
os críticos em geral consideram de difícil enquadramento 
histórico-literário.
Tendo em vista tais informações, assinale a alternativa 
correta. 
O autor é Machado de Assis e os estilos mesclados a) 
são Realismo e Modernismo.
O autor é José de Alencar, da última fase, e os esti-b) 
los mesclados são Romantismo e Realismo.
O autor é Augusto dos Anjos e os estilos mescla-c) 
dos são Simbolismo e Naturalismo.
O autor é Castro Alves e os estilos mesclados são d) 
Romantismo e Realismo.
O autor é Sousândrade e os estilos mesclados são e) 
Romantismo e Modernismo.
(UERJ) TEXTO I
O Livro e a América
Talhado para as grandezas,
P’ra crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir
– Estatuário de colossos – 
Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
“Vai, Colombo, abre a cortina
Da minha eterna oficina
Tira a América de lá”
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...............................................
Filhos do sec’lo das luzes!
Filhos da Grande nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro – esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo ...
Eólo de pensamentos
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou! ...
...............................................
Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber ...
Oh! Bendito o que semeia
Livros ... livros à mão cheia ...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.
(ALVES, Castro. Obra Completa. Rio de Janeiro: 
Nova Aguilar, 1986. p. 76-78.)
VOCABULÁRIO:
Estatuário (verso 5) = escultor, aquele que faz 
estátuas.
Eólo (verso 18) = vento forte.
TEXTO II
O Ensino na Bruzundanga
 Já vos falei na nobreza doutoral desse país; é lógico, 
portanto, que vos fale do ensino que é ministrado nas 
suas escolas, donde se origina essa nobreza. Há diversas 
espécies de escolas mantidas pelo governo geral, pelos 
governos provinciais e por particulares. Estas últimas são 
chamadas livres e as outras oficiais, mas todas elas são 
equiparadas entre si e os seus diplomas se equivalem. 
Os meninos ou rapazes, que se destinam a elas, não 
têm medo absolutamente das dificuldades que o curso 
de qualquer delas possa apresentar. Do que eles têm 
medo, é dos exames preliminares.
 Passando assim pelo que nós chamamos 
preparatórios, os futuros diretores da República dos 
Estados Unidos da Bruzundanga acabam os cursos 
mais ignorantes e presunçosos do que quando para 
lá entraram. São esses tais que berram: “Sou formado! 
Está falando com um homem formado!”.
 Ou senão quando alguém lhes diz:
 – “Fulano é inteligente, ilustrado...”, acode o 
homenzinho logo:
 – É formado?
 – Não.
 – Ahn!
 Raciocina ele muito bem. Em tal terra, quem não 
arranja um título como ele obteve o seu, deve ser muito 
burro, naturalmente.
 Apesar de não ser da Bruzundanga, eu me interesso 
muito por ela, pois lá passei uma grande parte da minha 
meninice e mocidade.
 Meditei muito sobre os seus problemas e creio que 
achei o remédio para esse mal que é o seu ensino. Vou 
explicar-me sucintamente.
 O Estado da Bruzundanga, de acordo com a 
sua carta constitucional, declararia livre o exercício 
de qualquer profissão, extinguindo todo e qualquer 
privilégio de diploma.
 Quem quisesse estudar medicina, frequentaria 
as cadeiras necessárias à especialidade a que se 
destinasse, evitando as disciplinas que julgasse inúteis. 
Aquele que tivesse vocação para engenheiro de estrada 
de ferro, não precisava estar perdendo tempo estudando 
hidráulica. Cada qual organizaria o programa do seu 
curso, de acordo com a especialidade da profissão liberal 
que quisesse exercer, com toda a honestidade e sem as 
escoras de privilégio ou diploma todo poderoso.
 Semelhante forma de ensino, evitando o diploma e 
os seus privilégios, extinguiria a nobreza doutoral; e daria 
aos jovens da Bruzundanga mais honestidade no estudo, 
mais segurança nas profissões que fossem exercer, com 
a força que vem da concorrência entre os homens de 
valor e inteligência nas carreiras que seguem.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. 
São Paulo: Ática, 1985. p. 49-51. Adaptado.)
TEXTO III
Hino Nacional
Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas, 
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.
O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
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garçonetes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas...
Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.
Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.
Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis ... os incríveis João-
Pessoas...
Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta 
solidão
no pobre coração já cheio de compromissos ...
se bem que seja difícil compreender o que querem 
esse homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão de seus 
sofrimentos.
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
NossoBrasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nosso Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 1973. p. 36.)
Analisando-se comparativamente os textos I, II e III, 11. 
quanto ao estilo de época a que pertencem, pode-se 
verificar que
I e III são fruto da a) arte pela arte simbolista.
I, II e III são exemplos do indianismo romântico.b) 
I e II representam a crítica social do Realismo-Na-c) 
turalismo.
II e III apresentam características da linguagem mo-d) 
dernista.
Texto para as próximas 2 questões. 
(PUC-Rio) Iria morrer, quem sabe naquela noite mesmo? 
E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda 
ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la 
e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua 
felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, 
a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, 
como ela o recompensava, como ela o premiava, como 
ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de 
ver, de gozar, de fruir na sua vida? Tudo. Não brincara, 
não pandegara, não amara - todo esse lado da existência 
que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele 
não vira, ele não provara, ele não experimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia 
e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe 
importavam os rios? Eram grandes? Pois se fossem... 
Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome 
dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que 
ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas 
causas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... 
Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? 
Nenhuma! Nenhuma!
(Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma.)
O autor do trecho acima é Lima Barreto. Suas obras in-12. 
tegram o período literário chamado Pré-Modernismo. Tal 
designação para esse período se justifica, porque ele
desenvolve temas do nacionalismo e se liga às van-a) 
guardas europeias.
engloba toda a produção literária que se fez antes b) 
do Modernismo.
antecipa temática e formalmente as manifestações c) 
Modernistas.
se preocupa com o estudo das raças e das culturas d) 
formadoras do nordestino brasileiro.
prepara pela irreverência de sua linguagem as con-e) 
quistas estilísticas do Modernismo.
O trecho acima pertence ao romance 13. Triste Fim de Poli-
carpo Quaresma, de Lima Barreto. Da personagem que 
dá título ao romance, podemos afirmar que
foi um nacionalista extremado, mas nunca estudou a) 
com afinco as coisas brasileiras.
perpetrou seu suicídio, porque se sentia decepcio-b) 
nado com a realidade brasileira.
defendeu os valores nacionais, brigou por eles a c) 
vida toda e foi condenado à morte justamente pelos 
valores que defendia.
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foi considerado traidor da pátria, porque participou d) 
da conspiração contra Floriano Peixoto.
era um louco e, por isso, não foi levado a sério pelas e) 
pessoas que o cercavam.
Texto para as próximas 5 questões. 
(Faap) Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito 
histórico e o País desperta esturvinhado à crise de 
uma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e 
acocora-se, de novo.
 Pelo 13 de maio, mal esvoaça o florido decreto 
da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo 
da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, imagina e 
deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de 
novo.
 A 15 de novembro troca-se um trono vitalício pela 
cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado 
da mudança. O caboclo não dá pela coisa.
 Vem Floriano: estouram as granadas de Custódio; 
Gumercindo bate às portas de Roma; Incitatus derranca 
o país. O caboclo continua de cócoras, a modorrar...
 Nada o desperta. Nenhuma ferretoada o põe de pé. 
Social, como individualmente, em todos os atos da vida, 
Jeca antes de agir, acocora-se.
Monteiro Lobato
É nesta crônica que Monteiro Lobato fotografa a imagem 14. 
do caipira, apresentado como uma “raça intermediária”, 
que perdeu o primitivismo do índio sem, no entanto, 
adquirir a força do colonizador. A crônica foi extraída 
do livro
Negrinha.a) 
O Macaco que se Fez Homem.b) 
Urupês.c) 
O Presidente Negro.d) 
O Escândalo do Petróleo.e) 
O texto fala de fatos históricos, respectivamente:15. 
Monarquia - Lei do Ventre Livre - Eleição de Flo-a) 
riano.
Regência - Tráfego negro - Posse de Floriano.b) 
Maioridade - Libertação dos escravos - Posse de c) 
Floriano.
Parlamentarismo - Libertação dos escravos - Presi-d) 
dencialismo.
Independência - Libertação dos escravos - Repú-e) 
blica.
A crítica é unânime em classificar o escritor Monteiro 16. 
Lobato ligado ao movimento
Pré-Modernismo.a) 
Surrealismo.b) 
Futurismo.c) 
Dadaísmo.d) 
Cubismo.e) 
Sobre Monteiro Lobato não procede a seguinte afir-17. 
mação. 
Nasceu em Taubaté e morreu em São Paulo. Advo-a) 
gado, Promotor Público. Fundou a Companhia de 
Petróleos do Brasil.
Inovador quando defende a arte de Anita Malfatti b) 
em famoso artigo publicado pelo Estado: “Paranoia 
ou Mistificação”.
Avançado quando satiriza o purismo da linguagem c) 
no conto também famoso: “O Colocador de Pro-
nomes”.
Promoveu campanhas nacionais em favor do ferro d) 
e petróleo: Preso pelo Governo Vargas em 1941, 
exila-se na Argentina.
Crítico veemente do sistema agrícola brasileiro na e) 
figura de Jeca Tatu, símbolo da miséria e do atraso 
a que foram relegados nossos caipiras.
(PUC-SP)18. 
“Triste a escutar, pancada por pancada.
A sucessividade dos segundos,
Ouço em sons subterrâneos, do orbe oriundos,
O choro da energia abandonada.”
A crítica reconhece na poesia de Augusto dos Anjos, 
como exemplifica a estrofe, a forte presença de uma 
dimensão
niilista.a) 
patológica.b) 
cósmica.c) 
estética.d) 
metafísica.e) 
(UFRGS) Lima Barreto é um autor que se caracteriza 19. 
por criar tipos
rústicos, ligados ao campo.a) 
aristocratas, ligados ao campo.b) 
aristocratas, ligados à cidade.c) 
burgueses, ligados à cidade.d) 
populares, ligados ao subúrbio.e) 
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Os comentários acima são endereçados por Monteiro 
Lobato
ao nordestino.a) 
ao menor.b) 
ao sertão.c) 
ao caboclo.d) 
ao paulistano.e) 
(Unicamp) O trecho a seguir, escolhido por Lima Bar-21. 
reto como epígrafe para introduzir sua obra, Triste Fim 
de Policarpo Quaresma, comenta o confronto entre o 
ideal e o real:
“O grande inconveniente da vida real e o que a torna 
insuportável ao homem superior é que, se transportamos 
para ela os princípios do ideal, as qualidades passam a 
ser defeitos, de tal modo que, na maioria das vezes, o 
homem íntegro não consegue se sair tão bem quanto 
aquele que tem por estímulo o egoísmo ou a rotina 
vulgar.”
Renanm Marc-Aurele
Cite dois episódios do livro em que o comporta-a) 
mento idealista de Policarpo é ridicularizado por 
outras personagens.
Considerando-se a epígrafe citada, como pode ser b) 
analisada a trajetória de Policarpo Quaresma?
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D1. 
B2. 
C 3. 
O traço característico do Modernismo brasileiro é a 4. 
ruptura com a tradição, por meio de uma avaliação 
crítica da abordagem temática e da linguagem literária 
do passado.
B5. 
A6. 
C7. 
A8. 
C 9. 
C10. 
E 11. 
D 12. 
C13. 
C14. 
E15. 
C 16. 
“Arraial”, “tapera colossal”, “urbs monstruosa” e “docu-17. 
mento iniludível”.
18. 
O confronto entre as forças armadas e os sertane-a) 
jos seguidores de Antônio Conselheiro.
O chefe místico de Canudos era Antônio Conse-b) 
lheiro.
A19. 
D1. 
E2. 
F, V, V, F, F3. 
E4. 
A5. 
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C6. 
E7. 
E8. 
C9. 
C10. 
D11. 
C12. 
C13. 
C14. 
E15. 
A16. 
B17. 
C18. 
E19. 
D20. 
21. 
A sugestão de tornar o tupi-guarani língua oficial a) 
do Brasil e a adoção de hábitos indígenas.
Policarpo parte do ideal e choca-se com o real, que b) 
o consome.
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