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Studocu no está patrocinado ni avalado por ningún colegio o universidad.
Resumo Sensação e Percepção
Neurociências dos Processos Psicológicos Básicos (Universidade Presbiteriana
Mackenzie)
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Resumo Sensação e Percepção
Neurociências dos Processos Psicológicos Básicos (Universidade Presbiteriana
Mackenzie)
Descargado por Vitor Henrique (vh0494063@gmail.com)
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6.1 O que são sensação e percepção? O que queremos dizer com 
processamento bottom-up (de baixo para cima) e processamento top-down 
(de cima para baixo)? 
Sensação é processo pelo qual nossos receptores sensoriais e o sistema nervoso 
recebem e representam energias de estímulo do nosso ambiente. Percepção é o 
processo de organizar e interpretar essa informação, viabilizando o 
reconhecimento dos eventos significantes. Sensação e percepção são partes de um 
processo contínuo. O processamento bottom-up é a análise sensorial que começa 
no nível de entrada, com a informação fluindo dos receptores sensoriais para o 
cérebro. O processamento top-down é o processamento da informação guiado por 
processos mentais de alto nível, como acontece quando construímos percepções 
filtrando a informação através da nossa experiência e expectativas.
6-2 Quais são as três etapas básicas para todos os nossos sistemas 
sensoriais?
Nossos sentidos (1) recebem estimulação sensorial (frequentemente usando células 
receptoras especializadas); (2) transformam essa estimulação em impulsos neurais; 
e (3) fornecem informação neural para o cérebro. Transdução é o processo de 
converter uma forma de energia para outra. Pesquisadores em psicofísica estudam 
as relações entre as características físicas dos estímulos e a nossa experiência 
fisiológica desses estímulos.
6-3 Qual é a diferença entre limiares absolutos e limiares de diferenciais e 
qual efeito, se houver, os estímulos abaixo do limiar absoluto exercem 
sobre nós?
Nosso limiar absoluto para qualquer estímulo é a estimulação mínima necessária 
para tenhamos consciência desse estímulo 50% do tempo. A teoria da detecção de 
sinais prediz como e quando detectamos a presença de um estímulo tênue em 
meio à estimulação secundária. Os limiares absolutos individuais variam, 
dependendo da força do sinal e também da nossa experiência, expectativas, 
motivação e vigília. Nosso limiar diferencial (também chamado diferença apenas 
perceptível) é a diferença que conseguimos discernir entre dois estímulos 50% das 
vezes. A lei de Weber afirma que dois estímulos devem ter uma diferença 
percentual mínima constante (não uma quantidade constante) para serem 
percebidos como estímulos diferentes.
Pré-ativação (a ativação frequentemente inconsciente de certas associações que 
podem predispor a percepção, memória ou resposta de uma pessoa) mostra que 
processamos algumas informações a partir de estímulos abaixo do nosso limiar 
absoluto da percepção consciente.
6-4 A sensação subliminar viabiliza a persuasão subliminar?
Os estímulos subliminares são aqueles fracos demais para serem detectados 50% 
das vezes. Embora a sensação subliminar seja um fato, essas sensações são fugazes 
demais para permitirem a exploração com mensagens subliminares: Não há um 
efeito poderoso, duradouro.
6-5 Qual é a função da adaptação sensorial?
A adaptação sensorial (ou sensibilidade reduzida a odores, sons e toques 
Resumo N1
quarta-feira, 29 de março de 2023 16:06
 Página 1 de Resumo N1 neuro 
Descargado por Vitor Henrique (vh0494063@gmail.com)
lOMoARcPSD|7485818
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A adaptação sensorial (ou sensibilidade reduzida a odores, sons e toques 
constantes ou rotineiros) concentra a nossa atenção em alterações informativas no 
nosso ambiente.
6-6 Como as nossas expectativas, contextos, motivação e emoções 
influenciam as nossas percepções?
O conjunto perceptivo é uma predisposição mental que funciona como uma lente 
através da qual percebemos o mundo. Nossos conceitos aprendidos (esquemas) 
nos pré-ativam para organizarmos e interpretarmos de certas maneiras os 
estímulos ambíguos. Nosso contexto físico e emocional, bem como a nossa 
motivação, pode criar expectativas e influenciar a nossa interpretação dos eventos 
e comportamentos.
Visão: Processamento Sensorial e Perceptivo
6-7 Quais são as características da energia que vemos como luz visível? 
Quais estruturas no olho ajudam a focalizar essa energia?
O que vemos como luz é apenas uma fina fatia do amplo espectro da energia 
eletromagnética. A porção visível para os humanos vai do comprimento e onda 
azul-violeta até o vermelho. Após entrar no olho e se focalizadas por uma lente, as 
partículas de energia atingem a superfície interna do olho, a retina. O matiz que 
percebemos em uma luz depende do seu comprimento de onda e o seu brilho 
depende de sua intensidade.
6-8 Como os bastonetes e cones processam informações e qual é o caminho 
percorrido pela informação, do olho ao cérebro?
A luz que entra no olho desencadeia uma reação química nos bastonetes sensíveis 
à luz e nos cones sensíveis à cor na parte traseira da retina, que converte a energia 
luminosa em impulsos neurais. Após o processamento pelas células bipolares e 
ganglionares, os impulsos neurais viajam da retina através do nervo ótico até o 
tálamo e daí para o córtex visual.
6-9 Como percebemos a cor no mundo à nossa volta?
Segundo a teoria tricromática (três cores) de Young-Helmholtz, a retina contém 
três tipos de receptores de cor. A pesquisa contemporânea encontrou três tipos de 
cones, cada um mais sensível aos comprimentos de onda de uma das três cores 
primárias da luz (vermelho, verde ou azul).
A teoria do processo oponente de Hering propôs outros três processos (vermelho 
versus verde, azul versus amarelo, preto versus branco). A pesquisa confirmou que 
no caminho até o cérebro os neurônios na retina e o tálamo codificam a 
informação relacionada à cor, proveniente dos cones, em pares de cores oponentes.
Essas duas teorias, e a pesquisa que as suporta, mostram que o processamento da 
cor ocorre em dois estágios.
6-10 Onde estão situados os detectores de características e o que eles fazem?
Detectores de características, situados no córtex visual, respondem a características 
específicas do estímulo visual, como forma, ângulo ou movimento. Grupos de 
supercélulas em outras áreas críticas respondem a padrões mais complexos.
6-11 Como o cérebro usa o processamento paralelo para construir 
percepções visuais?
Atravésdo processamento paralelo, o cérebro lida simultaneamente com muitos 
aspectos da visão (cor, movimento, forma e profundidade). Outras equipes neurais 
 Página 2 de Resumo N1 neuro 
Descargado por Vitor Henrique (vh0494063@gmail.com)
lOMoARcPSD|7485818
aspectos da visão (cor, movimento, forma e profundidade). Outras equipes neurais 
integram os resultados, comparando-os com a informação armazenada e 
permitindo as percepções.
6-12 Como os psicólogos da Gestalt compreendiam a organização perceptiva 
e como os princípios de figura e fundo e de agrupamento contribuem para 
nossas percepções?
Os psicólogos da Gestalt buscaram regras por meio das quais o cérebro organiza 
fragmentos de dados sensoriais em gestalts (da palavra alemã que significa “todo”), 
ou formas significantes. Apontando que o todo pode exceder a soma de suas 
partes, eles observaram que filtramos a informação sensorial e construímos as 
nossas percepções.
Para reconhecermos um objeto, primeiro precisamos perceber esse objeto (vê-lo 
como uma figura) diferente do seu entorno (o fundo). Trazemos ordem e forma aos 
estímulos organizando-os em grupos significantes, seguindo regras como 
proximidade, continuidade e fechamento.
6-13 Como utilizamos os indicadores binoculares e monoculares para 
perceber o mundo em três dimensões e como percebemos o movimento?
Percepção de profundidade é a nossa capacidade para ver objetos em três 
dimensões e julgar a distância. O abismo visual e outras pesquisas demonstram 
que muitas espécies percebem o mundo em três dimensões ao nascer ou logo 
depois disso. Os indicadores binoculares, como a disparidade retiniana, são 
indicadores de profundidades que contam com informações dos dois olhos. Os 
indicadores monoculares (como o tamanho relativo, a interposição, a altura 
relativa, o movimento relativo, a perspectiva linear e a luz e sombra) nos fazem 
julgar a profundidade usando informações transmitidas por apenas um dos olhos.
À medida que os objetos se movem, supomos que os objetos que diminuem de 
tamanho estão se afastando e que os objetos que aumentam de tamanho estão se 
aproximando. Uma sucessão rápida de imagens na retina consegue criar uma 
ilusão de movimento, como no movimento estroboscópico ou no fenômeno fi.
6-14 Como as constâncias perceptivas nos ajudam a construir percepções 
significativas?
A constância perceptiva nos permite perceber os objetos como estáveis apesar da 
imagem variável que ele lança em nossas retinas. A constância de cor é nossa 
capacidade para perceber uma cor consistente nos objetos, embora a iluminação e 
os comprimentos de onda variem. Constância de brilho (ou claridade) é a nossa 
capacidade para perceber um objeto como uma claridade constante, mesmo 
quando sua iluminação — a luz incidente sobre o mesmo — varia. Nosso cérebro 
constrói a nossa experiência de cor ou brilho de um objeto através de comparações 
com outros objetos circundantes.
A constância de forma é nossa capacidade para percebermos objetos familiares 
(como uma porta abrindo) sem variação na forma. A constância de tamanho é 
perceber os objetos com tamanho invariável apesar da variação das imagens 
retinianas. Conhecer o tamanho de um objeto nos dá pistas de sua distância; 
conhecer a sua distância fornece pistas do seu tamanho, mas às vezes lemos 
equivocadamente os indicadores da distância monocular e chegamos às conclusões 
erradas, como na ilusão da Lua.
6-15 O que a pesquisa a respeito da visão restaurada, da restrição sensorial e 
da adaptação perceptiva revela sobre os efeitos da experiência na 
percepção?
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percepção?
A experiência guia nossas interpretações perceptivas. As pessoas cegas de nascença 
que adquiriram a visão após cirurgia não têm experiência para reconhecer 
visualmente formas e faces completas.
A pesquisa de restrição sensorial indica que existe um período crítico para alguns 
aspectos do desenvolvimento sensorial e perceptivo. Sem a estimulação precoce, a 
organização neural cerebral não se desenvolve normalmente.
As pessoas que recebem óculos que mudam o mundo ligeiramente para a esquerda 
ou direita, ou mesmo de ponta cabeça, experimentam adaptação perceptiva. 
Inicialmente elas ficam desorientadas, mas tratam de se adaptar ao seu novo 
contexto
Os Sentidos Não Visuais
6-16 Quais são as características das ondas de pressão do ar que ouvimos 
como som?
As ondas sonoras são banda de ar comprimido e expandido. Nossos ouvidos 
detectam essas mudanças na pressão do ar e as transformam em impulsos neurais, 
que o cérebro decodifica como som. As ondas sonoras variam em amplitude, que 
percebemos como volume diferente, e em frequência, que percebemos como tom 
diferente.
6-17 Como o ouvido transforma a energia sonora em mensagens neurais?
A orelha externa é a porção visível da orelha. A orelha média é a câmara entre o 
tímpano e a cóclea. A orelha interna consiste na cóclea, nos canais semicirculares e 
nos sacos vestibulares. Através de uma cadeia mecânica de eventos, as ondas 
sonoras que viajam, pelo canal auditivo provocam minúsculas vibrações no 
tímpano. Os ossos da orelha média amplificam as vibrações e as retransmitem para 
a cóclea cheia de fluido. As ondulações na membrana basilar, causadas por 
mudanças de pressão no fluido coclear, provoca o movimento das células ciliadas, 
desencadeando o envio de mensagens neurais (via tálamo) para o córtex auditivo 
no cérebro.
A perda auditiva neurossensorial (ou surdez nervosa) resulta de danos às células 
ciliadas da cóclea ou de seus nervos associados. A perda auditiva condutiva resulta 
de danos ao sistema mecânico que transmite as ondas sonoras para a cóclea. Os 
implantes cocleares conseguem restaurar a audição de algumas pessoas.
6-18 Como detectamos o volume, discriminamos o tom e localizamos os 
sons?
O volume não está relacionado com a intensidade da resposta de uma célula 
ciliada. O cérebro interpreta o volume a partir de uma série de células ciliadas 
ativadas.
A teoria da codificação de lugar explica como percebemos sons agudos e a teoria da 
frequência explica como percebemos sons graves. (Uma combinação das duas 
teorias explica como ouvimos os tons na faixa média.) A teoria da codificação de 
lugar propõe que o nosso cérebro interpreta um tom particular decodificando o 
lugar onde a onda sonora estimula a membrana basilar da cóclea. A teoria da 
frequência propõe que o cérebro decifra a frequência dos impulsos neurais que 
percorrem o nervo auditivo até o cérebro.
As ondas sonoras atingem uma orelha antes e mais intensamente do que a outra. 
Para situar os sons, o cérebro analisa as diferenças ínfimas nos sons recebidos pelas 
duas orelhas e calcula a origem do som.
 Página 4 de Resumo N1 neuro 
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 Página 5 de Resumo N1 neuro 
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