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<p>Ética Geral, Legislação</p><p>e Ética Profissional</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof.ª Me. Kátia Maria Ranzani</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Esp. Márcia Ota</p><p>As Prerrogativas Profissionais para o Exercício da Advocacia:</p><p>Desagravo Público e Processo Administrativo</p><p>Disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina</p><p>As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia: Desagravo Público</p><p>e Processo Administrativo Disciplinar no</p><p>Tribunal de Ética e Disciplina</p><p>• Conhecer e aplicar as prerrogativas profissionais para o exercício da profissão de advogado,</p><p>entendendo os instrumentos de defesa e punição do causídico.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>• Introdução;</p><p>• Das Prerrogativas Profissionais;</p><p>• Do Processo Disciplinar Administrativo,</p><p>do Desagravo e da Assistência Profissional;</p><p>• Anexo I.</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>Introdução</p><p>Nesta Unidade, vamos abordar um importante assunto: as prerrogativas profissio-</p><p>nais e, ainda, estudaremos o processo disciplinar e as sanções que podem ser aplica-</p><p>das aos advogados que não obedecerem aos preceitos éticos que regem a profissão.</p><p>Com isso, convém observar que a advocacia, de regra, é atividade que pressupõe</p><p>a defesa de interesses de particulares. Nesse sentido, é inevitável que o advogado, ao</p><p>assumir uma causa, tenha que se posicionar a favor das pretensões do contratante e</p><p>implementar todas as medidas lícitas e legais possíveis para obter êxito na demanda.</p><p>Para tanto, o profissional deve possuir liberdade para manifestação da sua estra-</p><p>tégia jurídica e, na prática, além de escrever petições e recursos, deve participar de</p><p>audiências, ter contato direto com autoridades e manter “entabulações” com colegas</p><p>que estão defendendo a parte adversa. Afinal, a lide pressupõe conflito resistido de</p><p>interesses e, com isso, o embate de ideias e pretensões torna-se inevitável.</p><p>Além disso, no dia a dia profissional, muitas vezes, aparecem controvérsias que</p><p>demandam atuação firme do causídico, podendo fazer surgir o conflito com autori-</p><p>dades, as quais atuam no processo judicial ou em órgãos administrativos.</p><p>No entanto, para o pleno cumprimento do seu mister, é essencial que existam prer-</p><p>rogativas profissionais ao advogado, pois é por meio dessas garantias que é possível se</p><p>assegurar o pleno exercício da profissão com o cumprimento da sua missão institucional.</p><p>Nessa sintonia, destaca-se que “a valorização do advogado se faz por dois meios,</p><p>complementares e não excludentes: a defesa das prerrogativas e a observância dos</p><p>padrões éticos. No ensinamento popular: que quer respeito, tem de se dar respeito”</p><p>COELHO (2017, p. 12).</p><p>Desse modo, constata-se que não existem apenas prerrogativas, mas deveres profis-</p><p>sionais ao advogado. Em consequência, há todo um disciplinamento legal que pontua o</p><p>procedimento administrativo ético disciplinar, aplicado para aqueles advogados que não</p><p>respeitam os deveres éticos relativos à profissão. Para esses, após regular processamento</p><p>do PAD nos Tribunais de Ética da OAB, serão impostas sanções, que podem variar da</p><p>simples advertência à exclusão dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil.</p><p>Assim, constata-se que não há somente direitos, mas também deveres que preci-</p><p>sam ser atendidos.</p><p>Das Prerrogativas Profissionais</p><p>Entende-se por prerrogativas profissionais os direitos assegurados aos advogados</p><p>para que possam agir com liberdade e cumprir sua missão no exercício profissional.</p><p>Todavia, importa salientar que prerrogativa profissional é diferente de direito e,</p><p>também, não se confunde com privilégio.</p><p>O direito, genericamente considerado, está relacionado a todas as pessoas indis-</p><p>tintamente. As prerrogativas profissionais são direitos específicos, assegurados ape-</p><p>8</p><p>9</p><p>nas e tão somente aos integrantes de determinada profissão. Não se confunde com</p><p>privilégio, porque não é regalia. O privilégio se estabelece em detrimento da maioria;</p><p>é considerado um benefício específico outorgado à determinada pessoa ou classe em</p><p>detrimento do que se pratica ou reconhece às demais pessoas. A prerrogativa profis-</p><p>sional “é condição para o exercício da profissão” (LENZA, 2019, p. 834).</p><p>O exercício da advocacia pressupõe a defesa dos direitos do patrocinado. Há o</p><p>inevitável confronto de ideias que se dá via embate litigioso no judiciário.</p><p>Para cumprir com sua função profissional, o advogado deve ter-lhe assegurado a</p><p>inviabilidade profissional, ou seja, deve ser:</p><p>• livre para a manifestação do pensamento e da estratégia de defesa;</p><p>• livre para fazer intervenções;</p><p>• respeitado e ouvido pelas autoridades.</p><p>Além disso, precisa ter amplo acesso a documentos relativos à causa e, também,</p><p>conseguir conversar sigilosamente com seu cliente.</p><p>Para tanto, deve ser respeitado pelas autoridades, não ser tratado como subordi-</p><p>nado ou inferior a elas. Decorre daí que uma das mais importantes prerrogativas pro-</p><p>fissionais é a não hierarquia ou não subordinação do advogado a qualquer autoridade</p><p>em todo o território nacional. Salienta-se que tal premissa está no artigo 6º do EOAB.</p><p>É fundamental notar que o advogado deve ser tratado com respeito compatível</p><p>à nobreza de sua profissão por magistrados, delegados, promotores de justiça, ser-</p><p>ventuários e demais autoridades com as quais se relacione no exercício profissional.</p><p>Tal obrigação não está apenas no CED, mas também em outros regramentos</p><p>disciplinares como, por exemplo, na Lei Complementar n 35/79 (Lei Orgânica da</p><p>Magistratura) que no seu artigo 35, inciso IV determina que:</p><p>“São deveres do magistrado (...) IV – tratar com urbanidade as partes,</p><p>os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os</p><p>funcionários e auxiliares da Justiça, e atender aos que o procurarem, a</p><p>qualquer momento, quanto se trate de providência que reclame e possibi-</p><p>lite solução de urgência”. Cite-se, também, a Lei Complementar n. 75/93</p><p>– Estatuto do Ministério Público. (BRASIL, 1979)</p><p>Por certo, também, compete ao advogado agir com urbanidade e respeito no trato</p><p>com autoridades. Entretanto, jamais deve portar-se de forma submissa a elas.</p><p>Ademais, deve usar linguagem polida e técnica, evitando o emprego de expres-</p><p>sões vulgares e ofensivas (art. 28 CED). Afinal, a inviolabilidade no exercício profis-</p><p>sional deve respeitar os limites da lei. Precedentes do STF (HC 98237/SP – SÃO</p><p>PAULO) interpretam a inviolabilidade pelo uso da palavra e expressões:</p><p>Os atos praticados pelo Advogado no patrocínio técnico da causa, respei-</p><p>tados os limites deontológicos que regem a sua atuação como profissional</p><p>do Direito e que guardem relação de estrita pertinência com o objeto do</p><p>litígio, ainda que expressem críticas duras, veementes e severas, mesmo se</p><p>dirigidas ao Magistrado, não podem ser qualificados como transgressões</p><p>9</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>ao patrimônio moral de qualquer dos sujeitos processuais, eis que o “ani-</p><p>mus defendendi” importa em descaracterização do elemento subjetivo ine-</p><p>rente aos crimes contra a honra. Precedentes. O exercício da advocacia e</p><p>a necessidade de respeito às prerrogativas profissionais do advogado.</p><p>– O Supremo Tribunal Federal tem proclamado, em reiteradas decisões,</p><p>que o Advogado - ao cumprir o dever de prestar assistência àquele que o</p><p>constituiu, dispensando-lhe orientação jurídica perante qualquer órgão do</p><p>Estado – converte, a sua atividade profissional, quando exercida com inde-</p><p>pendência e sem indevidas restrições, em prática inestimável de liberdade.</p><p>Qualquer que seja a instância de poder perante a qual atue, incumbe, ao</p><p>Advogado, neutralizar os abusos, fazer cessar o arbítrio, exigir respeito ao</p><p>ordenamento jurídico e velar pela integridade das garantias – legais e cons-</p><p>titucionais – outorgadas àquele que lhe confiou a proteção de sua liberdade</p><p>e de seus direitos. – O exercício do poder-dever de questionar, de fiscalizar,</p><p>de criticar e de buscar a correção de abusos cometidos por órgãos públi-</p><p>cos e por agentes e autoridades do</p><p>Estado, inclusive magistrados, reflete</p><p>prerrogativa indisponível do Advogado, que não pode, por isso mesmo, ser</p><p>injustamente cerceado na prática legítima de atos que visem a neutralizar</p><p>situações configuradoras de arbítrio estatal ou de desrespeito aos direitos</p><p>daquele em cujo favor atua. – O respeito às prerrogativas profissionais do</p><p>Advogado constitui garantia da própria sociedade e das pessoas em ge-</p><p>ral, porque o Advogado, nesse contexto, desempenha papel essencial na</p><p>proteção e defesa dos direitos e liberdades fundamentais. (BRASIL, 2009)</p><p>Pesquisa de Jurisprudência, imunidade profissional. Disponível em: https://bit.ly/30jgDgj</p><p>Apesar da reconhecida inviolabilidade profissional, mister pontuar que ela encon-</p><p>tra limites na própria legislação. Por certo, o Código Penal, no artigo 142, inciso I,</p><p>garante que o advogado não responde por ofensas irrogadas em juízo na defesa da</p><p>causa; todavia, pode responder pelo crime de calúnia de acordo com o STF (HC</p><p>nº 84.107/SC). Apesar disso, quando se trata de injúria e difamação, os excessos</p><p>são passíveis de condenação indenizatória, de acordo com entendimento do STJ</p><p>(RECURSO ESPECIAL Nº 988.380 – MG (2007/0226345-2).</p><p>RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.</p><p>DANO MORAL. INDENIZAÇÃO. ADVOGADO. VIOLAÇÃO AO</p><p>ART. 535, DO CPC. INOCORRÊNCIA. IMUNIDADE PROFISSIO-</p><p>NAL. EXCESSO.</p><p>1. A inviolabilidade do advogado não é absoluta, estando adstrita aos</p><p>limites da legalidade e da razoabilidade;</p><p>2. A responsabilidade daquele que escreve um documento e o torna pú-</p><p>blico em um processo, atacando a honra de outrem, é de quem o subscre-</p><p>ve, pouco importando se reproduz, ou não, declaração pública do cliente;</p><p>3. Os danos morais devem ser compatíveis com a intensidade do sofri-</p><p>mento do recorrente, atentando para as condições sócio-econômicas de</p><p>ambas as partes.</p><p>Recurso especial provido.</p><p>10</p><p>11</p><p>Importante!</p><p>O advogado tem direito de ter acesso àquilo que interessa ao seu constituinte, sobretudo</p><p>o processo, já que grande parte de suas atividades depende do acesso aos autos.</p><p>Na condição de advogado empregado, o profissional deve manter a independên-</p><p>cia e ser tratado condignamente pelo empregador e demais colegas, vedada remu-</p><p>neração, conforme art. 29 do CED, “incompatível com a natureza do seu trabalho</p><p>profissional” (BRASIL, 2015, p. 18), devendo ser observada a aplicação dos parâ-</p><p>metros de remuneração fixados na Tabela de Honorários, editada pelas Seccionais.</p><p>O sigilo profissional é um dever do advogado, mas também um direito, porque</p><p>não pode ser obrigado a depor sobre fatos os quais tomou conhecimento em função</p><p>do seu exercício1, nos termos do que dispõe o artigo 7, inciso XIX do EOAB.</p><p>Essa regra se estende ao escritório ou local de trabalho, arquivos, dados, correspon-</p><p>dências e comunicações – inclusive telefônicas e afins –, empregados e funcionários.</p><p>O local de trabalho, ou seja, o escritório do advogado é local inviolável,</p><p>bem como os instrumentos de trabalho, como computadores e os docu-</p><p>mentos, correspondências e/ou informações que podem lhe ser transmi-</p><p>tidas eletronicamente (e-mail por exemplo). (LÔBO, 2017)</p><p>Cartilha de Prerrogativas – Comissão de Direitos e Prerrogativas.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2RRSU1Y</p><p>Todavia, essa garantia é limitada ao exercício da profissão. Por conta disso, o</p><p>sigilo profissional não afasta a possibilidade de cumprimento de mandado de busca</p><p>e apreensão no escritório, desde que o advogado seja investigado pela prática de</p><p>suposto crime. Nessa hipótese, o mandado de busca e apreensão deve ser expedido</p><p>por Juiz competente e deve especificar, detidamente, o objeto da medida.</p><p>Importante dizer que, tendo em vista o §3º, art. 7º do EOAB, o advogado só pode</p><p>ser “preso em flagrante, por motivo de exercício da profissão, em caso de crime</p><p>inafiançável”). Além disso, segundo o art. 7º, IV do estatuto citado anteriormente, o</p><p>flagrante deve ser acompanhado por representante da OAB sob pena de nulidade.</p><p>Fora dessa situação, é vedada a prisão do causídico antes do julgamento definitivo</p><p>da ação penal, oportunidade em que, diante de uma condenação, deve ser recolhido,</p><p>com base no que prevê o art. 7º, inciso V do EOAB2, “em sala de Estado Maior, com</p><p>instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar”.</p><p>O sigilo profissional constitucionalmente determinado não exclui a possibi-</p><p>lidade de cumprimento de mandado de busca e apreensão em escritório de</p><p>advocacia. O local de trabalho do advogado, desde que este seja investigado,</p><p>1 STJ – AgRg na Ação Penal n. 206/RJ, 2001/0194801-5.</p><p>2 Advogado algemado, sem oferecer resistência e sem a presença de representante da OAB. Deferimento de desa-</p><p>gravo. graves ofensas as prerrogativas profissionais. Processo 308.780/2012.</p><p>11</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>pode ser alvo de busca e apreensão, observando-se os limites impostos pela</p><p>autoridade judicial. Tratando-se de local onde existem documentos que di-</p><p>zem respeito a outros sujeitos não investigados, é indispensável a especifi-</p><p>cação do âmbito de abrangência da medida, que não poderá ser executada</p><p>sobre a esfera de direitos de não investigados. Equívoco quanto à indicação</p><p>do escritório profissional do paciente, como seu endereço residencial, deve</p><p>ser prontamente comunicado ao magistrado para adequação da ordem em</p><p>relação às cautelas necessárias, sob pena de tornar nulas as provas oriundas</p><p>da medida e todas as outras exclusivamente delas decorrentes. Ordem con-</p><p>cedida para declarar a nulidade das provas oriundas da busca e apreensão no</p><p>escritório de advocacia do paciente, devendo o material colhido ser desentra-</p><p>nhado dos autos do Inq 544 em curso no STJ e devolvido ao paciente, sem</p><p>que tais provas, bem assim quaisquer das informações oriundas da execução</p><p>da medida, possam ser usadas em relação ao paciente ou a qualquer outro</p><p>investigado, nesta ou em outra investigação. (HC 91.610, rel. min. Gilmar</p><p>Mendes, j. 8-6-2010, 2ª T, DJE de 22-10-2010)]</p><p>O direito à palavra é pleno e irrestrito. O uso da palavra pode ser sumário ou inter-</p><p>ventivo: “– Pela ordem!!” Não é preciso que haja autorização prévia.</p><p>Importante!</p><p>• Não deve haver postura subserviente;</p><p>• Não há hierarquia entre as profissões jurídicas;</p><p>• Manter postura e ações que preservem a urbanidade;</p><p>• Agir com destemor e independência, sem preocupação de desagradar;</p><p>• Usar a palavra “pela ordem” quando quiser intervir;</p><p>• Há direito de peticionar, argumentar, aceitar e recusar causas;</p><p>• A orientação técnica deve prevalecer em relação à pretensão do cliente;</p><p>• Há direito de avaliar e decidir a melhor direção ao processo;</p><p>• Agir com independência profissional, mesmo quando atue como empregado</p><p>de empresa;</p><p>• Há direito de ingressar em repartições públicas, mesmo fora da hora de expediente</p><p>e independentemente da presença de seus titulares;</p><p>• Permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais independentemente</p><p>de licença;</p><p>• Dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, indepen-</p><p>dentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a</p><p>ordem de chegada.</p><p>O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil já foi objeto de Ação Direta de</p><p>Inconstitucionalidade promovida pela Associação dos Magistrados do Brasil. O STF</p><p>decidiu pela constitucionalidade das prerrogativas, interpretando o alcance e a apli-</p><p>cabilidade da lei.3</p><p>3 ADI 1127/DF – Distrito Federal</p><p>12</p><p>13</p><p>As prerrogativas profissionais também são aplicadas aos autos digitais, ou seja, àque-</p><p>les processos que tramitam eletronicamente. De acordo com a Lei n‘ 11.419/2006</p><p>os documentos eletrônicos devem estar disponíveis para o acesso por meio de redes</p><p>externas aos advogados, independentemente de procuração nos autos, e os sistemas</p><p>de informação devem possibilitar que os advogados acessem automaticamente todos</p><p>os atos e documentos processuais armazenados, desde que demonstrado interesse</p><p>para fins de registro.</p><p>O advogado pode se retirar do recinto depois de 30 minutos</p><p>do horário designado para o</p><p>ato judicial, desde que a autoridade que presidirá o ato não estiver presente. Na Justiça do</p><p>Trabalho, esse prazo é de 15 minutos, conforme artigo 815, § único da Consolidação das Leis</p><p>do Trabalho (CLT)</p><p>As advogadas possuem, além dessas prerrogativas, outras que estão pontuadas</p><p>na Lei n 13.363/2016.</p><p>São direitos da advogada:</p><p>I – gestante:</p><p>a) entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e apa-</p><p>relhos de raios X;</p><p>b) reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais;</p><p>II – lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou</p><p>a local adequado ao atendimento das necessidades do bebê;</p><p>III – gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem</p><p>das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia,</p><p>mediante comprovação de sua condição;</p><p>IV – adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for</p><p>a única patrona da causa, desde que haja notificação por escrito ao cliente.</p><p>§1º. Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se en-</p><p>quanto perdurar, respectivamente, o estado gravídico ou o período de</p><p>amamentação. (BRASIL, 2016)</p><p>Lei Nº 13.363, de 25 de Novembro de 2016. Disponível em: https://bit.ly/3002N1Y</p><p>Outra prerrogativa importante, conferida ao advogado, é usar os símbolos e insíg-</p><p>nias da profissão. Os símbolos privativos da profissão são regulados pelo Provimento</p><p>n 8/64 do CFOAB. A Deusa mitológica Themis personaliza a justiça; a beca é uma</p><p>lembrança do sacerdócio da profissão e respeito pelo poder judiciário; todavia é ve-</p><p>dado o uso de símbolos pertencentes a OAB.</p><p>É vedado o uso dos símbolos e identidade visual exclusivos da OAB, bem</p><p>como os da União e demais entes públicos, como brasões, bandeiras e</p><p>13</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>congêneres. Os símbolos privativos do advogado, que não se confundem</p><p>com sua identidade visual, consagrados em nossa jurisprudência interna</p><p>é na escassa normatização, são apenas a beca, as insígnias que a acom-</p><p>panham, e a balança, ainda que não de uso exclusivo4. (BRASIL, 2016)</p><p>Outros sim, os Tribunais de ética têm confirmado ser de direito do advogado o uso</p><p>de insígnias: “O uso de desenhos, logotipos, fotos, ícones, frases bíblicas, orações ou</p><p>citações célebres, ainda que eventualmente de boa estética”, é vedado pelo artigo 31,</p><p>caput, do Código de Ética, letras “c” e “k” do artigo 4º do Provimento nº 94/00 do</p><p>CFOAB e artigo 4º da Resolução nº 02/92 do CED; “mas as insígnias que lhe são</p><p>privativas devem ser ostentadas com orgulho pelo advogado”5.</p><p>Do Processo Disciplinar Administrativo, do</p><p>Desagravo e da Assistência Profissional</p><p>No caso de ofensa à honra e às prerrogativas do advogado, de acordo com o art. 27,</p><p>§2º do CED, é adotada medida para lhe assegurar o livre exercício profissional, como o</p><p>deferimento do Pedido de Assistência Profissional, representação, acompanhamentos,</p><p>diligências e os desagravos públicos contra a autoridade ofensora, deferidos após regular</p><p>processamento administrativo apreciado pela Comissão de Prerrogativas da OAB.</p><p>O desagravo é considerado como medida possível nos casos em que o advogado</p><p>recebeu ofensa às prerrogativas no exercício profissional e visa dar publicidade ao</p><p>abuso e/ou desrespeito cometido pela autoridade em relação ao advogado, e, ainda,</p><p>encaminhar comunicação aos superiores desta. A aprovação do desagravo não exclui</p><p>a possibilidade do ingresso de ações indenizatórias, disciplinares e criminais contra a</p><p>autoridade envolvida.</p><p>No que se refere ao objetivo do desagravo, destaca-se que:</p><p>(...) de um lado, o de permitir uma reparação moral ao ofendido de forma</p><p>a resgatar a sua dignidade profissional e, de outro, conclamar a solidarie-</p><p>dade da classe para com o ofendido, de modo a promover não só a sua</p><p>pública defesa, mas, também, a da classe como um todo contra a ofensa</p><p>perpetrada. (BRASIL, 2009, p. 77-78)</p><p>Cartilha de Prerrogativas – Comissão de Direitos e Prerrogativas.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2RRSU1Y</p><p>Possui competência para processar o pedido de desagravo a Seccional onde estiver</p><p>inscrito o ofendido e o procedimento pode surgir mediante provocação ou ex officio.</p><p>4 E-4.649/2016.</p><p>5 E-3.048/04.</p><p>14</p><p>15</p><p>À sessão de desagravo será dada ampla publicidade e deve ser realizada, prefe-</p><p>rencialmente, no local onde ocorreu a ofensa ao advogado.</p><p>Para a aprovação ou não do desagravo público, é preciso que o ofendido ofereça</p><p>provas da ocorrência e indique a autoridade. Formalizado o pedido, o ofensor será</p><p>notificado a apresentar defesa e, após regular instrução, é feito o julgamento em</p><p>sessão pública.</p><p>O pedido de assistência pode ser formulado pelo advogado que esteja preci-</p><p>sando de “ajuda” ou “intervenção” da OAB para conseguir fazer valer suas prer-</p><p>rogativas profissionais.</p><p>Nesse caso, comprovada a situação de dificuldade profissional por que passa o</p><p>causídico, a OAB designa uma comissão, composta por advogados, para acompa-</p><p>nhar o colega em atos, nos quais esteja sendo ameaçado ou submetido a abuso de</p><p>autoridade. Os advogados designados a acompanhar o profissional representarão a</p><p>OAB na diligência.</p><p>Se a ofensa às prerrogativas da classe justificar, a Ordem pode promover repre-</p><p>sentação contra a autoridade coatora, encaminhando a devida reclamação ao conse-</p><p>lho de classe competente para corrigir a conduta profissional do infrator.</p><p>A intervenção da OAB não se dá apenas na defesa das prerrogativas e direito pro-</p><p>fissionais. Segundo Sanches (2017), sendo órgão com competência para fiscalizar</p><p>a profissão em todo o território nacional, a OAB também cuida de aplicar sanções</p><p>disciplinares aos advogados que não respeitarem os preceitos éticos.</p><p>A atribuição fica a cargo dos Tribunais de Ética, os quais são organizados em cada</p><p>Seccional. É a Seccional que promove o julgamento do PAD em primeira instância ad-</p><p>ministrativa. Os recursos da decisão de primeira instância são encaminhados ao Conse-</p><p>lho Federal da OAB. O PAD corre em sigilo, preservando-se a identidade do advogado,</p><p>e é assegurada a ampla defesa e contraditório. O assunto está regulado a partir do artigo</p><p>55 do CED. O PAD pode ser instaurado de ofício ou a requerimento do interessado.</p><p>Processo de representação n. 1733/2017. Representante: OAB/SC “ex</p><p>officio”. Representado: M.A.K.C.D.A. (OAB/SC 35617). ACORDÃO</p><p>N. 124/2020. EMENTA: REPRESENTAÇÃO EX OFFICIO. SUSPEN-</p><p>SÃO PRÉVIA. TED. PRÁTICA DE CRIMES. SENTENÇA PENAL CON-</p><p>DENATÓRIA. AUSENCIA DE TRANSITO EM JULGADO. GRAVIDA-</p><p>DE DOS FATOS. REPERCUSSÃO. INSTAURAÇÃO DE INCIDENTE</p><p>DE INIDONEIDADE MORAL. Independente do transito em julgado da</p><p>sentença penal condenatória, em razão da gravidade dos fatos e ampla</p><p>repercussão social, justifica-se a instauração de incidente de inidoneidade</p><p>moral, para apurar se deve ser aplicada a pena de exclusão do quadro de</p><p>advogados ao teor da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB).</p><p>Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os integrantes</p><p>do Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Santa</p><p>Catarina, por unanimidade, nos termos do voto do Relator, julgar proce-</p><p>dente a abertura do incidente de inidoneidade moral. Florianópolis, 31</p><p>de julho de 2020. Rafael de Assis Horn – Presidente. Rudimar Roberto</p><p>Bortolotto – Relator. (BRASIL, 2017)</p><p>15</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>O sigilo do processo administrativo disciplinar é garantido até o julgamento final</p><p>do referido, porque, após isso, é dada a publicidade do resultado.</p><p>E-3.275/06 – SANÇÃO DISCIPLINAR – DIVULGAÇÃO E COMUNICA-</p><p>ÇÃO DA PUNIÇÃO – INTERPRETAÇÃO QUANTO À FORMA E EX-</p><p>TENSÃO DESSA – INEXISTÊNCIA DE NORMATIZAÇÃO ESPECÍFICA</p><p>– COMPETÊNCIA REGIMENTAL DO TRIBUNAL DE ÉTICA. Com o</p><p>trânsito em julgado do processo disciplinar, cessa o sigilo. Incidindo sanção</p><p>de suspensão ou exclusão, cabe a Ordem assegurar a execução da pena e,</p><p>entre medidas administrativas, divulgá-la. Não constitui “dupla pena” ou “bis</p><p>in idem” a divulgação, pois esta é um componente daquela, obstando que</p><p>o punido venha a beneficiar-se do desconhecimento da sociedade, continu-</p><p>ando a exercer a profissão quando estiver temporariamente impedido de</p><p>fazê-lo, se suspenso ou excluído definitivamente do quadro, perdendo sua</p><p>condição de advogado. Fazê-lo somente através do Diário Oficial e perante</p><p>os profissionais de direito, a divulgação não atinge o fim a que se destina.</p><p>Divulgá-la através da grande imprensa é garantir os efeitos da pena, alertando</p><p>a população quanto aos maus advogados, uma minoria, demonstrando que</p><p>a Ordem zela pela defesa do advogado e da advocacia, da própria instituição</p><p>e da sociedade, fazendo jus à previsão constitucional de ser indispensável</p><p>à realização da Justiça, conforme art. 133 da Constituição Federal. V. U.,</p><p>em 16/02/2006, do parecer e ementa do Rel. Dr. FABIO KALIL VILELA</p><p>LEITE – Rev. Dr. LUIZ FRANCISCO TORQUATO AVÓLIO – Presidente</p><p>Dr. JOÃO TEIXEIRA GRANDE. ( BRASIL, 2006)</p><p>A representação ao Tribunal de Ética deve descrever e identificar o advogado</p><p>acusado de má prática disciplinar e ser direcionada ao presidente da Seccional ou</p><p>Subseção nos municípios onde houver.</p><p>Depois disso, é nomeada uma comissão processante, integrada por um relator, ao</p><p>qual competirá presidir os atos do procedimento, promovendo notificações, requisi-</p><p>ções e diligências que se fizerem pertinentes e assegurando o devido processo legal.</p><p>Após o julgamento do PAD, em última instância administrativa, o que ocorre no</p><p>CFOAB, havendo pronúncia de procedência do pedido, ou seja, constatada a infra-</p><p>ção ético-disciplinar do advogado, a ele serão impostas sanções. De acordo com o</p><p>EOAB, poderão ser:</p><p>I – censura;</p><p>II – suspensão;</p><p>III – exclusão;</p><p>IV – multa, aplicadas sempre após a prova de atitudes que contrariem o</p><p>que está disposto no artigo 34 do EOAB (dispositivo legal que tipifica a</p><p>conduta antiética). A aplicação das sanções de suspensão e exclusão im-</p><p>pedem o exercício profissional, temporário e definitivo, respectivamente.</p><p>A pena máxima de exclusão dos quadros da OAB é aplicada nos casos em que</p><p>restar comprovado que o advogado solicitou ou recebeu do cliente qualquer impor-</p><p>tância lícita ou desonesta; e deixou de atender, injustificadamente e no prazo estabe-</p><p>16</p><p>17</p><p>lecido, determinação emanada da OAB e, ainda, ter sido por três vezes condenados</p><p>à pena de suspensão do exercício profissional. Para a exclusão, é preciso que haja</p><p>voto favorável de dois terços dos membros integrantes do Tribunal de Ética da Sec-</p><p>cional. Há possibilidade de recurso ao CFOAB.</p><p>A suspensão do exercício profissional é aplicada àqueles que cometerem as con-</p><p>dutas descritas nos incisos XVII e XV do artigo 34 do EOAB, isto é, “prestar con-</p><p>curso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a</p><p>fraudá-la e/ou manter conduta incompatível com a advocacia”.</p><p>Importante!</p><p>É conduta incompatível ao exercício da advocacia praticar jogos de azar não autorizados</p><p>por lei; incontinência pública e escandalosa; embriaguez e toxicomania habituais (art. 34,</p><p>§ único EOAB)</p><p>A censura, também conhecida como advertência, é a pena aplicada a maioria</p><p>dos casos, ou seja, nas hipóteses dos incisos I a XVI e XXIX do artigo 34 do EOAB.</p><p>Já a multa é cabível quando aplicada às penas de censura e suspensão, quando se</p><p>constate situações agravantes. O valor é variável: mínimo de uma anuidade da OAB</p><p>e máximo de dez vezes esse valor.</p><p>Durante a apreciação do processo, será avaliada a conduta pregressa do profissio-</p><p>nal, consideradas agravantes e atenuantes dependendo de cada caso (art. 40 EOAB)</p><p>Importante!</p><p>É o artigo 34 do EAOB que tipifica as condutas passíveis de punição ético-disciplinar.</p><p>Leiam atentamente!</p><p>O advogado condenado pode requerer reabilitação, decorrido um ano do cumpri-</p><p>mento da pena disciplinar, desde que faça prova de bom comportamento.</p><p>Se a pena disciplinar tiver sido aplicada por causa de conduta considerada crimi-</p><p>nosa, o advogado ainda terá que providenciar a reabilitação criminal judicial antes de</p><p>pedir a reabilitação aos quadros da Ordem.</p><p>A prescrição da punibilidade por infração ético profissional ocorre em 5 anos</p><p>contados da constatação oficial do fato (art. 43 EOAB). O pedido de reabilitação</p><p>profissional é julgado pelas Seccionais nos Estados e está submetido ao mesmo rito</p><p>e procedimento descrito para o PAD.</p><p>Então, ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva nas infrações disciplinares pas-</p><p>sados cinco anos da data da constatação do fato. A prescrição intercorrente opera-se</p><p>em três anos em todo o processo disciplinar paralisado e pendente de despacho ou</p><p>julgamento, oportunidade em que será arquivado ex ofício ou a requerimento.</p><p>17</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>Conforme o art. 43, §2º do EOAB, são hipóteses que interrompem a prescrição:”</p><p>I – pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita direta-</p><p>mente ao representado; II – pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão</p><p>julgador da OAB”</p><p>Cabe pedido de revisão do resultado do PAD, consoante pontuado no artigo 68</p><p>do CED. Tal pedido é processado junto ao órgão que proferiu a decisão condenatória</p><p>disciplinar, desde que o interessado faça prova que ocorreu erro de julgamento ou con-</p><p>denação baseada em prova falsa. Se julgado procedente, o pedido de revisão ao pro-</p><p>fissional será reinserido nos quadros da OAB e sua identidade profissional devolvida.</p><p>Todos os recursos propostos ao Tribunal de Ética possuem efeito suspensivo, exceto,</p><p>segundo o art .77 do EOAB, “quando tratarem de eleições (arts. 63 e seguintes), de</p><p>suspensão preventiva decidida pelo Tribunal de Ética e Disciplina, e de cancelamento da</p><p>inscrição obtida com falsa prova”.</p><p>18</p><p>19</p><p>Anexo I</p><p>Glossário</p><p>• Causídico: advogado;</p><p>• Representação: manifestação escrita ou verbal contra autoridade;</p><p>• Ex officio: oficialmente. Ato promovido pela autoridade, sem necessidade</p><p>de provocação;</p><p>• Urbanidade: boas maneiras, trato respeitoso;</p><p>• Incontinência Pública: comportamento indecente;</p><p>• Prescrição: perda do direito de demandar ou propor ato correspondente;</p><p>• Prescrição intercorrente: a que acontece com o processo paralisado, sem an-</p><p>damento pelo tempo descrito em lei;</p><p>• Pregressa: passado; antecedente;</p><p>• Insígnia: símbolo adotado por determinada corporação.</p><p>Lista de Abreviações</p><p>• EOAB: Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil;</p><p>• CED: Código de Ética e Disciplina;</p><p>• OAB: Ordem dos Advogados do Brasil;</p><p>• CFOAB: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;</p><p>• PAD: Processo administrativo disciplinar.</p><p>19</p><p>UNIDADE As Prerrogativas Profissionais para o</p><p>Exercício da Advocacia</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Vídeos</p><p>Campanha em defesa das prerrogativas profissionais</p><p>https://bit.ly/3j9OKi9</p><p>O trabalho da OAB – vídeo institucional</p><p>https://youtu.be/6nSBK5rKco4</p><p>Campanha de prerrogativas das advogadas – OAB Nacional</p><p>https://bit.ly/3j9OKi9</p><p>Leitura</p><p>Código de Ética e Disciplina da OAB</p><p>https://bit.ly/2ROfSXI</p><p>Regulamento Geral da Advocacia</p><p>https://bit.ly/32TyfAL</p><p>Lei n.8.906/1994</p><p>https://bit.ly/2HgsVz5</p><p>Lei 11.419/2006 – Dispõe sobre a informatização do processo judicial</p><p>https://bit.ly/3kK3apc</p><p>Cartilha de prerrogativas da OAB</p><p>https://bit.ly/3mIwzlz</p><p>20</p><p>21</p><p>Referências</p><p>COELHO, M. V. F. Comentários ao novo código de ética dos advogados. 2. ed.</p><p>São Paulo, Saraiva, 2017.</p><p>COSTA, E. F. da. Deontologia Jurídica. Ética das Profissões Jurídicas. Rio de Janeiro</p><p>(RJ): Forense, 2002.</p><p>GONZAGA, Á. de A. et al. Estatuto da Advocacia e Código de Ética e Disciplina</p><p>da OAB Comentado. 6. ed. São Paulo: Método. 2019.</p><p>LANGARO, L. L. Curso de Deontologia Jurídica. São Paulo (SP): Saraiva, 1996.</p><p>LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994. Aprova o Estatuto da Ordem dos</p><p>Advogados do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/</p><p>l8906.htm>.</p><p>LENZA, P. OAB Primeira fase esquematizado. 6. ed. SP: Saraiva, 2019.</p><p>LÔ BO, P.</p><p>Comentários ao Estatuto da Advocacia e da OAB. 11. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva Educação, 2018. (e-book)</p><p>MAIN, L. et al. Manual de Ética Profissional e Estatuto da OAB. São Paulo:</p><p>Rideel, 2018.</p><p>NALINI, J. R. Ética Geral e Profissional. 5 ed . rev . e atual.: São Paulo: RT. 2006.</p><p>RACHID, A. Dominando Ética. 2º ed. São Paulo: Saraiva, 2020</p><p>SANCHEZ, A. Ética profissional e filosofia do direito. Rio de Janeiro: Forense,</p><p>2017. (e-book)</p><p>TRIGUEIROS, A. Código de Ética e Disciplina da OAB e Estatuto da Advocacia</p><p>Anotado e Comparado. 5.ed. São Paulo: Foco, 2019</p><p>RESOLUÇÃO n 02/2015, Aprova o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos</p><p>Advogados do Brasil. Conselho Federal. Disponível em: <https://www.oab.org.br/</p><p>leisnormas/legislacao/resolucoes/02-2015?search=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20</p><p>n%2002%2F2015&resolucoes=True>.</p><p>Sites Visitados</p><p>LEI Complementar n. 35/79 – Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Disponí-</p><p>vel em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp35.htm>.</p><p>LEI Complementar n. 75/93 – Estatuto do Ministério Público. Disponível em:</p><p><http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp75.htm>.</p><p>OAB. Regulamento Geral da Advocacia. Disponível em: <https://www.oab.org.</p><p>br/content/pdf/legislacaooab/regulamentogeral.pdf>.</p><p>21</p>