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Diferentes Técnicas 
de Proteção
Ambientes com atmosferas potencialmente explosivas são 
comuns em diversos segmentos industriais.
Lidar com esse desafio é o cotidiano de diversos profissionais 
que tem que alinhar a produtividade e a segurança de todos 
os colaboradores e ambiente.
Hoje temos diversas técnicas diferentes que foram testadas 
e analisadas por anos e hoje têm sua eficácia garantida.
Vamos falar a respeito das técnicas homologadas para 
instalação em áreas classificadas.
A proteção por pressurização, conforme estabelecido na norma ABNT 
NBR IEC 60079-2, envolve o uso de um invólucro mantido a uma 
pressão positiva (pressão maior) em relação ao ambiente externo, 
com o objetivo de prevenir a entrada de atmosferas explosivas. Essa 
técnica é empregada em equipamentos elétricos instalados em áreas 
classificadas onde há risco de ignição devido à presença de gases ou 
poeiras inflamáveis.
Os equipamentos pressurizados são categorizados em três tipos 
principais: px, py e pz:
Pressurização
Este tipo é utilizado em ambientes onde há risco de explosão de gases e poeiras 
zona 1 ou 21. O invólucro é mantido pressurizado com um ar descontaminado 
ou com um gás inerte, como nitrogênio, hélio ou dióxido de carbono, para 
evitar a entrada de gases ou partículas inflamáveis. Todos os equipamentos 
que fazem interface com a área classificada, ou seja, botões, comutadoras, etc. 
têm que ter sua devida proteção Ex. Os equipamentos instalados internamente 
podem ser de uso industrial convencional, uma vez que essa técnica torna 
o ambiente pressurizado interno em área não classificada. Um sistema de 
controle adequado é empregado para manter a pressão interna dentro dos 
limites especificados.
Tipo px
Ex p
2
Utilizado em áreas com risco de explosão de gases e poeiras combustíveis em 
zona 1 ou 21, o invólucro é pressurizado com ar ou gás inerte para prevenir 
a entrada de gases e poeiras inflamáveis. Porém, ao contrário do método px, 
esse método não desclassifica o ambiente pressurizado, ele apenas reduz 
sua classificação para zona 2 ou 22, ainda sendo necessário que todos os 
equipamentos instalados internamente possuam ao menos nível de proteção 
EPL Gc para gás e Dc para poeira.
Tipo py
Este tipo é usado em ambientes onde tanto gases quanto poeiras inflamáveis 
estão presentes em locais classificados como zona 2 ou 22. O invólucro é 
pressurizado com um gás inerte para proteger contra ambas as ameaças e 
torna o ambiente pressurizado em uma área não classificada. Assim como os 
métodos anteriores, todos os equipamentos que fazem interface com a área 
classificada, ou seja, botões, comutadores, etc. têm que ter sua devida proteção 
Ex. Um sistema de controle adequado é empregado para manter a pressão 
interna dentro dos limites especificados.
Tipo pz
3
A proteção por imersão em areia, conforme estabelecida na norma ABNT 
NBR IEC 60079-5, é uma técnica utilizada para mitigar o risco de ignição de 
atmosferas explosivas. Esse método consiste em encapsular o equipamento 
desejado em um invólucro preenchido com areia ou material granular inerte, 
criando uma barreira física entre o equipamento e a atmosfera explosiva 
circundante, impossibilitando que o equipamento seja capaz de gerar a 
ignição da atmosfera explosiva.
A areia utilizada tem em suas características ser não condutora e resistente ao 
calor, atuando como uma proteção eficaz contra faíscas, calor ou superfícies 
quentes que possam surgir dentro do equipamento. Além disso, a areia 
também oferece resistência mecânica, protegendo o equipamento contra 
danos físicos e abrasão.
Equipamentos como drivers para luminárias são exemplos comuns de 
dispositivos que podem ser projetados com proteção por imersão em areia 
para serem instalados em áreas onde há risco de explosão devido à presença 
de gases inflamáveis ou poeiras combustíveis.
A implementação adequada desse 
método requer um projeto cuidadoso 
do invólucro e a seleção apropriada 
do material de enchimento para 
garantir a eficácia da proteção e a 
conformidade com os padrões de 
segurança aplicáveis.
Ex q
Imersão em areia
4
Luminária L inear Ór ion
A norma ABNT NBR IEC 60079-15 aborda as considerações específicas para 
a segurança de equipamentos elétricos em atmosferas explosivas. Uma 
das principais mudanças introduzidas pela revisão de 2017 desta norma é 
a transformação das marcações “Ex nA” e “Ex nL” para “Ex ec” e “Ex ic”, 
respectivamente, após um processo de avaliação e adequação.
Equipamentos “Ex ec” são de segurança aumentada e construídos para 
evitar a ignição de gases ou poeiras inflamáveis em áreas classificadas, 
assim como os princípios da segurança Ex nA eram. Sendo assim, é mais 
fácil tratar de técnicas semelhantes em uma mesma norma. Por outro lado, 
equipamentos “Ex ic” são intrinsecamente seguros, projetados para limitar 
a energia elétrica a níveis seguros, do mesmo modo que o método Ex nL.
A transição dessas marcações 
reflete uma avaliação mais detalhada 
dos equipamentos em relação 
aos requisitos de segurança para 
operação em atmosferas explosivas.
Ex n
5
Luminária LED PEX - LLR
Tratando especificamente das técnicas expostas nessa norma, nós temos:
Hermeticamente Selado (Ex nC): Este método envolve a total vedação do 
equipamento elétrico para prevenir a entrada de gases ou poeiras explosivas. 
A selagem é alcançada por meio de técnicas como soldagem hermética, 
encapsulamento ou uso de juntas de vedação.
Componente Não Acendível (Ex nC): Equipamentos com esta proteção são 
projetados de modo a evitar a geração de fontes de ignição. Isso é alcançado 
através do uso de materiais não inflamáveis, limitação de corrente ou tensão, 
e design de componentes que não geram faíscas ou calor suficiente para 
causar ignição.
Dispositivo Selado (Ex nC): Neste método, os componentes críticos do 
equipamento são isolados e selados para evitar a entrada de gases ou 
poeiras explosivas. Isso é geralmente alcançado por meio de invólucros 
herméticos ou encapsulamento de componentes individuais.
Respiração Restrita (Ex nR): Esta técnica permite que o equipamento 
respire para dentro e para fora, mas restringe o fluxo de gases explosivos 
para dentro do invólucro. Isso é feito através de mecanismos de vedação 
que permitem a liberação controlada de pressão, mantendo um ambiente 
seguro dentro do equipamento.
Exemplos de equipamentos que empregam essas proteções 
incluem luminárias, motores elétricos, sensores e outros dispositivos 
essenciais para operações em ambientes com atmosferas explosivas. 
A conformidade com as normas de segurança é garantida por meio 
de testes rigorosos e certificações adequadas, assegurando a 
segurança dos equipamentos e a proteção dos trabalhadores em 
ambientes potencialmente perigosos.
6
A proteção por imersão em óleo, também conhecida como “Ex o”, é uma 
técnica utilizada para garantir a segurança de equipamentos elétricos em 
ambientes onde há o risco de explosão devido à presença de gases ou poeiras 
inflamáveis. Nesse método, os equipamentos são imersos em um tanque 
contendo óleo isolante.
O óleo atua como um meio isolante eficaz, proporcionando uma barreira segura 
e confiável. A imersão em óleo não apenas isola eletricamente o equipamento, 
mas também ajuda na dissipação de calor e na redução de arcos elétricos. 
Equipamentos típicos incluem transformadores, motores elétricos, disjuntores 
e dispositivos de comutação. A proteção “Ex o” é amplamente utilizada em 
ambientes como refinarias, plataformas offshore e indústrias petroquímicas, 
onde a presença de gases inflamáveis requer medidas rigorosas de segurança 
para evitar possíveis ignições.
Imersão em óleo
Ex o
7
A proteção por ambiente pressurizado descrita na norma ABNT NBR IEC 
60079-13, conhecida como Ex p, é uma técnica de segurança utilizada em 
ambientes onde há risco de explosão devido à presença de gases ou vapores 
inflamáveis. Nessemétodo, o ambiente é mantido em uma pressão mais 
alta do que a atmosfera externa, impedindo a entrada de gases inflamáveis. 
Isso é alcançado através do fornecimento contínuo de ar ou outro gás inerte 
para dentro do ambiente, mantendo a pressão interna elevada e evitando a 
entrada de substâncias perigosas.
A proteção por ambiente ventilado artificialmente, Ex v, também é uma 
técnica de segurança para áreas classificadas. Nesse caso, o ambiente é 
mantido seguro através da ventilação constante, onde os gases inflamáveis 
são removidos do ambiente e substituídos por ar limpo e seguro. Isso é 
geralmente alcançado através de sistemas de exaustão ou insuflamento, 
dependendo da necessidade de remover ou diluir os gases inflamáveis 
presentes. Esta técnica é frequentemente usada em locais onde a 
pressurização não é viável ou prática.
Ambiente pressurizado e 
Ambiente artificialmente 
ventilado
Ex p Ex ve
8
Ambiente pressurizado se refere à 
pressurização de uma área ou espaço, 
enquanto equipamento pressurizado se 
refere a dispositivos individuais que são 
projetados para operar em pressões 
mais altas do que a atmosfera 
circundante, como por exemplo 
painéis.
Exemplos de locais protegidos por 
pressurização são instalações tipo 
containers para laboratórios ou outras 
aplicações, enquanto exemplos de Ex 
v incluem salas de bateria, áreas de 
carregamento de bateria e espaços 
confinados onde a ventilação adequada 
é necessária para evitar acumulação de 
gases inflamáveis.
É importante 
distinguir entre 
ambiente 
pressurizado
e equipamento 
pressurizado. 
9
A proteção de radiação ótica (Ex op) é uma técnica de segurança 
especificada na norma ABNT NBR IEC 60079-28 utilizada como medida 
de segurança para equipamentos elétricos em ambientes onde há o risco 
de explosão devido à presença de gases ou poeiras inflamáveis. Nesse 
método, os equipamentos são projetados para evitar o risco de ignição 
devido a faíscas ou calor. 
Existem diferentes tipos de proteção Ex op, incluindo Ex op is, Ex op pr e 
Ex op sh, cada um oferecendo níveis específicos de segurança conforme 
detalhado abaixo:
Ex op is (intrinsecamente seguro): Este método envolve o uso de 
equipamentos intrinsecamente seguros, projetados para limitar a energia 
elétrica e térmica a níveis seguros, reduzindo assim o risco de ignição em 
atmosferas explosivas.
Ex op pr (proteção por invólucro): Equipamentos Ex op pr são projetados 
com invólucros especiais para prevenir a ignição. Estes invólucros são 
capazes de resistir à entrada de gases ou poeiras inflamáveis, minimizando 
o risco de ignição interna e externa.
Ex op sh (equipamento à prova de explosão): Este método envolve o uso 
de equipamentos encapsulados ou à prova de explosão para garantir a 
segurança em ambientes explosivos.
10
Ex op
Dessas três técnicas, apenas a Ex op pr também é válida para ambientes 
com poeiras explosivas, as outras duas são apenas aplicáveis para 
ambientes com presença de atmosfera explosiva por gases e vapores. 
Contudo, um equipamento com essa marcação pode ser instalado em 
atmosfera explosiva por poeiras desde que possua outra técnica de 
proteção complementar e certificado para esse tipo de instalação.
Exemplos de equipamentos que utilizam proteção Ex op incluem 
luminárias, dispositivos de sinalização, câmeras de vigilância e 
sensores óticos. Esses equipamentos são amplamente utilizados em 
diversas indústrias, incluindo química, petroquímica, alimentos e bebidas, 
onde há a presença de gases ou poeiras inflamáveis e a segurança contra 
explosões é primordial. 
Luminária L inear Ór ion - B loco Autônomo
11
Luminária L inear Ór ion
A proteção intrinsecamente segura Ex i é definida na norma ABNT NBR 
IEC 60079-11 como um método de proteção no qual a energia elétrica 
e térmica é limitada a um nível seguro o suficiente para prevenir a 
ignição de atmosferas explosivas. Isso é alcançado através do uso de 
componentes elétricos e circuitos que são intrinsecamente seguros, ou 
seja, não podem gerar energia suficiente para causar uma ignição. A 
norma estabelece requisitos rigorosos para garantir que os equipamentos 
intrinsecamente seguros sejam projetados e construídos de acordo com 
princípios específicos de segurança.
Por outro lado, a norma ABNT NBR IEC 60079-25 aborda os requisitos 
para sistemas intrinsecamente seguros, definidos como um conjunto de 
equipamentos interconectados que, como um todo, são intrinsecamente 
seguros. Essa norma especifica os requisitos para o design, instalação, 
operação e manutenção desses sistemas.
Além disso, há diversos requisitos de instalação para circuitos 
intrinsecamente seguros e documentações comprobatórias a serem 
realizadas pelos usuários, conforme a ABNT NBR IEC 60079-14
Exemplos de equipamentos que utilizam proteção Ex i incluem sensores 
de temperatura, transmissores de pressão, barreiras intrínsecas e 
instrumentos de medição usados em ambientes industriais onde há o 
risco de atmosferas explosivas.
Segurança Intrínseca
12
Ex i
12
PACS (Painel Ex d) 
São equipamentos ou componentes com invólucros tipo Ex d (à prova de 
explosão), mais robustos que os de uso comum, onde os invólucros são 
produzidos de forma que, caso ocorra uma explosão dentro do invólucro, 
ela necessita ser contida dissipando a energia da explosão por meio das 
juntas e flanges, a fim de que, suporte a pressão de uma explosão interna 
sem danificar ou permitir que se propague para o seu exterior.
Nesse tipo de produto cuidados adicionais são necessários envolvendo as 
superfícies das juntas/flanges, sendo assim é necessário controlar o torque 
dos parafusos para que as propriedades de segurança do equipamento 
se mantenham.
À prova de explosão
Ex d
A norma ABNT NBR ISO 80079-36 aborda os requisitos para proteções 
não elétricas em áreas classificadas, que são aquelas onde a presença de 
gases, vapores, líquidos inflamáveis ou poeiras combustíveis pode levar 
à ocorrência de uma atmosfera explosiva. A marcação Ex do equipamento 
indica que ele atende aos requisitos de segurança estabelecidos na norma 
para ser utilizado em áreas classificadas.
A norma ABNT NBR ISO 80079-37 define diferentes tipos de proteção 
para equipamentos não elétricos, incluindo:
Equipamentos 
não Elétricos
13
Nesse tipo de equipamento é necessário respeitar 
distâncias de isolamento e avaliar as propriedades 
dos materiais para garantir que os arcos, centelhas o u 
aquecimentos indevidos não aconteçam.
Tipo de proteção aplicado aos equipamentos elétricos 
ou componentes Ex nos quais medidas adicionais são 
aplicadas de forma a proporcionar uma segurança aumentada contra a possibilidade 
de temperaturas excessivas e a ocorrência de arcos e centelhas.
Segurança aumentada
Ex e
EGR
Ex b (Controle de Fonte de Ignição)
O método “Ex b” consiste em controlar as fontes de ignição de forma que 
elas não possam causar uma explosão. Isso é feito através da eliminação 
ou controle rigoroso das fontes de ignição possíveis, como faíscas e 
superfícies quentes. Exemplo de equipamentos: Motores elétricos, 
Ferramentas pneumáticas.
Ex c (Construção Simples)
O método “Ex c” refere-se a construções simples, onde a segurança 
é garantida através do design e da fabricação robusta, eliminando a 
necessidade de medidas adicionais de proteção. Isso implica que o 
equipamento em si é suficientemente seguro para ser utilizado em 
atmosferas explosivas sem risco de ignição. Exemplo de Aplicações: Partes 
mecânicas robustas e bem ajustadas.
Ex k (Controle de Temperatura de Superfície)
O método “Ex k” envolve o uso de um fluido para manter a temperatura e 
a pressão do equipamento dentro de limites seguros. O fluido serve para 
resfriar ou isolar partes do equipamento que poderiam se tornar fontes 
de ignição. Exemplo de equipamentos: Trocadores de calor; Bombas e 
compressores com controle térmico.
Ex h (Proteção Integrada)O método “Ex h” consiste em uma abordagem integrada de segurança, 
onde diversas medidas de proteção são combinadas para garantir que 
o equipamento seja seguro para uso em atmosferas explosivas. Isso 
pode incluir a proteção contra sobreaquecimento, faíscas, e outras 
fontes de ignição. Exemplo de equipamentos: Equipamentos complexos 
como maquinário industrial pesado; Sistemas automáticos de controle e 
monitoramento.
Com a revisão das normas, todos os equipamentos mecânicos para 
áreas classificadas são marcados como “Ex h” e tem a técnica de 
proteção utilizada descrita em seu certificado.

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