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UNIVERSIDADE PAULISTA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
CAMPUS SÃO JOSÉ DO RIO PARDO
Paulo Eduardo Dal Bello
F20CIB-4
Fichamento do Capítulo "Uma Caracterização da Psicoterapia" do livro "Na Presença do Sentido: uma aproximação fenomenológica a questões existenciais básicas "
SÃO JOSÉ DO RIO PARDO-SP
2024
No capítulo "Uma Caracterização da Psicoterapia" do livro "Na Presença do Sentido: Uma Aproximação Fenomenológica a Questões Existenciais Básicas", o autor K. Milton oferece uma visão aprofundada da psicoterapia a partir de uma perspectiva fenomenológica, que se afasta de abordagens tradicionais centradas em técnicas e métodos. O ponto central do capítulo é a ideia de que a psicoterapia, mais do que um conjunto de intervenções ou procedimentos estruturados, deve ser compreendida como um encontro humano genuíno entre terapeuta e paciente. Neste encontro, a relação que se desenvolve entre ambos é o elemento mais importante do processo terapêutico.
Ao adotar uma visão fenomenológica, o autor enfatiza que a psicoterapia deve focar na experiência subjetiva do paciente. O terapeuta, portanto, não deve apenas ouvir o conteúdo verbal das queixas do paciente, mas precisa se sintonizar profundamente com a vivência interior deste, procurando entender como o paciente experimenta sua realidade. Essa postura de escuta ativa vai além do mero entendimento intelectual; é uma tentativa de captar o sentido que o paciente atribui às suas próprias experiências.
Nesse contexto, Milton argumenta que a presença do terapeuta é fundamental. A presença aqui significa mais do que estar fisicamente no mesmo espaço; refere-se à capacidade do terapeuta de estar genuinamente atento e disponível, tanto emocional quanto intelectualmente, para o paciente. O terapeuta deve estar plenamente no “aqui e agora” da sessão, criando um espaço em que o paciente possa sentir-se livre para compartilhar suas angústias, medos, dúvidas e expectativas. Essa presença é o que permite que o paciente sinta que o terapeuta está realmente engajado com ele e que está sendo compreendido em um nível mais profundo.
Um aspecto central discutido no capítulo é o conceito de autenticidade do terapeuta. O autor destaca que o terapeuta deve ser autêntico em sua interação com o paciente, o que significa que ele deve estar ciente de suas próprias emoções, pensamentos e limitações e, ao mesmo tempo, ser capaz de agir de maneira congruente com essa autoconsciência. A autenticidade é crucial para o estabelecimento de um ambiente terapêutico seguro e confiável. Quando o terapeuta é verdadeiro consigo mesmo e com o paciente, isso cria uma atmosfera onde o paciente se sente acolhido, validado e mais à vontade para explorar suas próprias emoções e experiências sem medo de julgamento ou reprovação.
Essa relação terapêutica, baseada na autenticidade e na presença, possibilita a criação de um espaço onde o paciente pode começar a descobrir novos significados para suas experiências. A fenomenologia, ao valorizar a experiência subjetiva e o sentido pessoal, oferece uma moldura teórica para entender a maneira como o paciente constrói sua percepção de mundo e de si mesmo. O autor ressalta que, ao estabelecer uma relação de confiança e abertura, o terapeuta facilita o processo de emergência de novos significados no paciente, que pode começar a ver suas dificuldades sob uma nova luz e, eventualmente, encontrar caminhos para a transformação pessoal.
Outro ponto importante levantado no capítulo é a intersubjetividade da relação terapêutica, isto é, o fato de que o processo de cura não ocorre apenas dentro do paciente, mas emerge da interação entre as subjetividades do terapeuta e do paciente. O autor sublinha que, ao compartilhar sua experiência de maneira genuína, o paciente também impacta o terapeuta, e essa troca mútua de percepções e emoções é o que torna o encontro terapêutico único e potente. A relação intersubjetiva se torna, então, o terreno fértil para que o paciente possa crescer e se transformar, ao mesmo tempo que o terapeuta deve estar aberto para rever suas próprias compreensões durante o processo.
Milton também discute a questão de que a psicoterapia, ao contrário do que algumas abordagens técnicas sugerem, não se trata de uma prática que visa "curar" ou "consertar" o paciente. Em vez disso, o papel do terapeuta é acompanhar o paciente em sua jornada de autodescoberta, ajudando-o a dar sentido às suas experiências e a encontrar maneiras de lidar com suas questões existenciais. O processo terapêutico, visto dessa forma, não se limita a resolver sintomas ou conflitos específicos, mas busca promover um entendimento mais profundo da existência do paciente, suas escolhas e suas angústias.
Dessa maneira, o autor propõe que a psicoterapia é, acima de tudo, uma prática que busca reconectar o indivíduo consigo mesmo, com os outros e com o mundo ao seu redor. Isso só é possível através de uma abordagem fenomenológica, que valoriza o subjetivo e o singular em cada paciente, rejeitando soluções universais ou técnicas predefinidas. Cada paciente é único, e, portanto, cada relação terapêutica será única, construindo-se com base nas experiências e nas necessidades específicas daquela pessoa.
Em suma, o capítulo "Uma Caracterização da Psicoterapia" oferece uma visão abrangente da psicoterapia enquanto prática centrada na relação humana e no sentido, destacando a importância da presença, autenticidade e intersubjetividade na construção de um espaço terapêutico transformador. A psicoterapia, segundo Milton, é mais eficaz quando se afasta de uma abordagem técnica e se transforma em um verdadeiro encontro de sentidos entre duas pessoas, onde o terapeuta, através de sua postura fenomenológica, ajuda o paciente a se reconectar consigo mesmo e com sua própria existência.

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