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1
MaturidadeMaturidade
EspiritualEspiritual
Fernando B. Silva JrFernando B. Silva Jr
Letra GrandeLetra Grande
Índice
Prefácio……………………………………………...…… 2
Introdução…………………………………………...…… 3
Características da pessoa madura ...…………………...… 4
Nascimento espiritual………...……………………...…... 5
Crescimento espiritual ………………………………...….6
Amadurecimento correto……………………………….....7
Liberdade……………………………………………….....9
Confiança em Deus………………………………………..9
Viver pela fé……………………………………………...11
Deixar o passado para trás……………………………….12
Inteligência………………………………………………14
Independência……………………………………………16
Prosperidade……………………………………………...19
2
Prefácio
 Este livro não é apenas de serventia para quem pretende 
amadurecer espiritualmente, mas também é de uso 
importante para crentes maduros, que necessitam de um 
entendimento mais claro, de como funciona a mente de um 
recém convertido, tornando-se mais paciente e 
compreensivo com aqueles que acabam de nascer 
espiritualmente. Podendo até mesmo capacitar aqueles que 
almejam a liderança entre um grupo de cristãos, 
favorecendo o seu sucesso entre seus irmãos que precisam 
de apoio tanto psicológico como espiritual.
 Este livro não é um método de aprendizado, mas sim um 
esclarecimento sobre maturidade espiritual, cabendo ao 
leitor confiar na palavra de Deus dentro do contexto bíblico
de cada característica da maturidade espiritual, para que não
dependa das instruções deste livro, mas para que cresça em 
maturidade e responsabilidade diante de Deus.
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Introdução
 Maturidade espiritual é bem diferente da fase adulta, sendo
de certa forma semelhante no aspecto intelectual. A fase 
adulta tem por significado a capacidade máxima biológica. 
A maturidade requer responsabilidade, tanto no aspecto 
espiritual como no aspecto natural da vida.
 A pessoa madura tem em mente a capacidade de responder,
sabendo o que realmente importa para si mesmo, diante 
dessa realidade, sabe julgar entre o certo e o errado. De 
maneira oposta, a pessoa imatura tem dificuldades para 
discernir o real do imaginário, tomando decisões muitas 
vezes duvidosas em sua mente. Todos os seres humanos 
foram criados para se tornarem independentes do outro em 
algum momento da vida, produzindo na próxima geração a 
maturidade natural ou espiritual.
 Assim como uma criança nasce totalmente dependente de 
seus pais, o nascido espiritualmente também é de certa 
forma dependente de outra pessoa, mas não deve ser assim 
durante a vida inteira, em algum momento da vida o 
nascido de novo deve alcançar a independência e 
maturação.
 Este livro ajudará o cristão a amadurecer espiritualmente 
para depender unicamente de seu Criador, e assim ajudando
outras pessoas a se desenvolverem espiritualmente também,
compartilhando de seus conhecimentos e inteligência, 
sentido-se satisfeito ao invés de inferior aos outros.
4
Características da pessoa madura
• “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é 
digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do 
que a mim não é digno de mim.” (Mt 10.37) . 
• O cristão maduro ama mais a Jesus Cristo que seu pai, 
mãe, e filhos, sabendo que os mesmos não devem ser 
desonrados (Éf 6.2; 6.4). “Honra a teu pai e a tua mãe 
(que é o primeiro mandamento com promessa)”; “E 
vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas 
criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. 
• Entende que Jesus Cristo é a cabeça da igreja (Cl 
1.18). “também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o 
princípio, o primogênito dentre os mortos, para que 
em tudo tenha a preeminência”. 
• Nele deve crescer na graça e no conhecimento (Éf 
4.15). “antes, falando a verdade em amor, cresçamos 
nele em todas as coisas, no cabeça, que é Cristo”. 
• Sem se considerar mais importante ou superior do que 
os outros (Gl 6.3). “Pois, se alguém pensa ser alguma 
coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”. 
• Confia em Deus independente do que aconteça (Dn 
3.17-18). “Eis que o nosso Deus a quem nós servimos 
pode nos livrar da fornalha de fogo ardente; e ele nos 
livrará da tua mão, ó rei. Mas se não, fica sabendo, ó 
rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos 
a estátua de ouro que levantaste”. Ama o seu próximo 
como a si mesmo (Gl 5.14). “Pois toda a lei se cumpre
numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo 
como a ti mesmo.” 
5
• Se compromete com a verdade (At. 17.11). “Ora, estes
eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque 
receberam a palavra com toda avidez, examinando 
diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram 
assim.” Aprende com seus erros, deixando o passado 
para trás (1 Co 13.11). “Quando eu era menino, 
pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser 
homem, acabei com as coisas de menino.”
Nascimento espiritual
 Para entrar no reino do céu é necessário nascer de novo (Jo
3.3). “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te 
digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o 
reino de Deus.” 
 Todos sabemos que quando uma criança acaba de nascer, 
se desenvolverá aprendendo muitas coisas, sendo assim, 
não é diferente para quem nasce espiritualmente, mas esta 
por vontade própria, e não por simples desenvolvimento 
natural. Da mesma maneira que uma criança (no sentido 
biológico) tem dificuldade para discernir o real do 
imaginário, o nascido espiritualmente também tem a mesma
dificuldade, por isso a importância de amadurecer 
espiritualmente. (1 Co 3.1-6). “E eu, irmãos não vos pude 
falar como a espirituais, mas como a carnais, como a 
criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não 
comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda 
agora podeis; porquanto ainda sois carnais; pois, havendo 
entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e 
não estais andando segundo os homens? Porque, dizendo 
6
um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas
homens? Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros 
pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor 
concedeu a cada um? Eu plantei; Apolo regou; mas Deus 
deu o crescimento.” 
 Sabemos que uma criança corre muitos riscos se não tiver 
um adulto por perto, assim também é com o recém nascido 
espiritual (Rm 16.18). “Porque os tais não servem a Cristo 
nosso Senhor, mas ao seu ventre; e com palavras suaves e 
lisonjas enganam os corações dos inocentes.” Isso porque a 
imaturidade faz com que o imaturo dependa de outra pessoa
para se sentir segura (Éf 4.14-15). “para que não mais 
sejamos meninos, jogados de um lado para o outro, levados 
ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos 
homens, pela astúcia com que induzem ao erro; antes, 
falando a verdade em amor, cresçamos nele em todas as 
coisas, no cabeça, que é Cristo.”
Crescimento espiritual
 O pão é o alimento que representa o crescimento físico da 
criança. Jesus Cristo é o pão para o crescimento espiritual 
para o cristão (Jo 6.35). “Declarou-lhes Jesus: Eu sou o pão 
da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, 
e quem crê em mim jamais terá sede.” O pão da vida é a 
Escritura sagrada, o próprio Jesus Cristo! (1 Jo 1.1). “O que
era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os 
nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos 
apalparam, a respeito da Palavra da vida.” Diferente da 
7
confusão entre o real e o imaginário, Jesus Cristo é a luz do 
mundo que deixa tudo muito claro na mente do cristão (Jo 
12.46). “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo 
aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” 
Para não correr o risco de ser levado ao engano, por ser 
dependente de outros , o apóstolo Pedro exorta a igreja a 
crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (2 Pe 
3.17-18). “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão,
guardai-vos de que, pelo engano dos homens perversos, 
sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; 
antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como 
no dia eterno. Amém.”
 O crescimento espiritual envolve em muitos casos a 
tentaçãocomparada com a provação ao cristão diante de 
Deus (Tg 1.2-4). “Meus irmãos, tende por motivo de grande
gozo o passardes por várias provações, sabendo que a 
aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a 
perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais 
perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.” 
A perseverança na fé é o caminho certo para o crescimento 
espiritual (Rm 5.3-5). “E não somente isso, mas também 
nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação 
produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a 
experiência a esperança; e a esperança não desaponta, 
porquanto o amor de Deus é derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos é dado.”
Amadurecimento correto
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 Entender espiritualmente o que é espiritual é a maneira 
correta de amadurecer espiritualmente (1 Co 2.14). “Ora, o 
homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, 
porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque
elas se discernem espiritualmente”. Portanto é eficaz não ter
vergonha da humildade de pedir entendimento para Deus 
(Tg 1.5). “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, 
peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e 
ser-lhe-á dada.” Portanto, para amadurecer de maneira 
correta é necessário paciência (Sl 40.1). “Esperei com 
paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o 
meu clamor.” 
 A maneira incorreta de amadurecer na verdade é um falso 
amadurecimento, pois o cristão continuará imaturo 
referente ao que é espiritual, mas quero deixar claro o 
comentário sobre o falso amadurecimento. O falso 
amadurecimento está relacionado ao que Paulo exorta aos 
coríntios (1Co 14.20). “Irmãos, não sejais meninos no 
entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas 
adultos no entendimento.” 
Maduros no entendimento e meninos na malícia é o tema 
deste livro. O amadurecimento incorreto é totalmente o 
oposto do verdadeiro amadurecimento, se por um lado 
temos o amadurecimento por entender espiritualmente o 
que é espiritual, por outro lado a tentativa de entender de 
forma natural o que se entende espiritualmente, pode causar
no cristão uma fortaleza em sua mente ao invés de 
amadurecê-lo (2 Co 10.3-5). “Porque, embora andando na 
carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da 
9
nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para
demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo 
baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e 
levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo.”
Liberdade
 A liberdade foi o propósito fundamental da morte de Jesus 
Cristo na Cruz (Gl 5.1). “Para a liberdade Cristo nos 
libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis 
novamente a um jugo de escravidão.” 
 É importante conservar a liberdade sabendo que tudo se 
pode fazer, mas nem tudo é certo fazer (1Co 6.12). “Todas 
as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. 
Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei 
dominar por nenhuma delas.” 
 Estamos condicionados a servir a Deus ou o pecado, mas 
podemos escolher entre uma e outra situação (Rm 6.22). 
“Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, 
tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida 
eterna.”
Confiança em Deus 
 O povo de Israel liberto por Deus da escravidão no Egito 
por 430 anos, não confiou em Deus de todo coração, 
deixando claro parecer um povo mimado, querendo tudo a 
sua maneira, ao invés de confiar no Criador, por isso não 
10
conheceram o caminho de Deus, trazendo sobre eles a 
indignação do todo Poderoso (Hb 3.7-10). “Pelo que, como 
diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não 
endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia 
da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, 
pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as minhas 
obras. Por isto me indignei contra essa geração, e disse: 
Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a 
conhecer os meus caminhos.” 
Importa saber que Deus nos ama, por isso viver a maneira 
que Ele Determina é a melhor maneira para o cristão 
crescer e se desenvolver espiritualmente. Ser independente 
de outros ou ser maduro, não significa ser autoconfiante ou 
arrogante, mas depender totalmente do Criador através de 
seu Filho Jesus Cristo (Hb 1.1-4). “Havendo Deus 
antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos 
pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo
Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por 
quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua 
glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas 
as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo 
feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da 
Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os 
anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.” 
 É valoroso aceitar que Deus zela por nossas vidas, e que 
está sempre disposto a nos ajudar em nossas fraquezas (Rm 
8.26). “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na 
fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir 
como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós 
com gemidos inexprimíveis.” Inspirado pelo Espírito Santo,
11
Paulo afirma que o amor de Deus vai além de entregar seu 
Filho para nos salvar, que é fundamental para nossa alegria 
(Rm 8.32). “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, 
antes, por todos nós o entregou, como não nos dará também
com ele todas as coisas?” 
Viver pela fé
 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam,
e a prova das coisas que não se veem.” (Hb 11.1)
 A medida que perseveramos na fé, meditando na palavra 
de Deus, esta vai crescendo e nos faz cada vez mais firme 
na fé (Mt 13.31-32). “Outra parábola lhes propôs, dizendo: 
O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que 
um homem tomou, e semeou no seu campo; o qual é 
realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter 
crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte 
que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.”
 Por ser o firme fundamento do que se espera e a prova das 
coisas que não se vê, a fé é o caminho mais confiável e 
seguro para se viver, os que assim vivem são considerados 
justos diante de Deus (Rm 1.17). “Pois nele é revelada a 
justiça de Deus, de fé em fé, como está escrito: O justo 
viverá pela fé.” 
Temos na Escritura muitos exemplos de vitoriosos pela fé 
(Hb 11.3-10). “Pela fé entendemos que os mundos foram 
criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi
feito daquilo que se vê. Pela fé Abel ofereceu a Deus mais 
excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou 
12
testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das 
suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala.
Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não 
foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua 
trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. 
Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é 
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que 
ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Pela fé 
Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam,
sendo temente a Deus, preparou uma arca para o 
salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo,
e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Pela fé 
Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar 
que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para 
onde ia. Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em 
terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, 
herdeiros com ele da mesma promessa; porque esperava a 
cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e 
edificador é Deus. Pela fé, até a própria Sara recebeu a 
virtude de conceber um filho, mesmo fora da idade, 
porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido.” 
Deixar o passado para trás
 Deixar para trás o que não tem serventia, é muito 
importante para o crescimento e desenvolvimento 
espiritual, porque o que passou, e não serve mais, não trará 
nada de construtivo paranossas vidas. “Irmãos, quanto a 
mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e
13
é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e 
avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo 
pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo 
Jesus.”(Fl 3.13-14).
 Em suas cartas, Paulo se apresenta como apóstolo e servo 
de Jesus Cristo (Rm 1.1). “Paulo, servo de Jesus Cristo, 
chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de 
Deus”. Considero interessante como o apóstolo diferencia 
o que ele foi com o que ele “é” (Fl 3.5). “circuncidado ao 
oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, 
hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu.” Ser fariseu 
significa fazer parte de uma seita onde a doutrina é 
fermentada por doutrinas humanas e não, espirituais em 
Deus. 
Da mesma maneira que Paulo diferencia o que ele era com 
o que ele “é”, devemos discernir que não somos o que 
éramos (Tt 3.3-7). “Porque também nós éramos outrora 
insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias 
paixões e deleites, vivendo em malícia e inveja odiosos e 
odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a 
bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os
homens, não em virtude de obras de justiça que nós 
houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos 
salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo 
Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós
por Jesus Cristo, nosso Salvador; para que, sendo 
justificados pela sua graça, fôssemos feitos herdeiros 
segundo a esperança da vida eterna.” Não éramos boa coisa
no passado, por isso é importante deixar para trás o que 
éramos e prosseguir em direção ao reino do céu (2 Co 
14
5.17). “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; 
as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
Inteligência
 O por quê de fazer ou não fazer, pode ser um sinal de 
inteligência. Deus ordenou Adão a não comer da arvore do 
conhecimento do bem e do mal, deixando claro o por quê 
de não comer (Gn 2.16-17). “Ordenou o Senhor Deus ao 
homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer 
livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do 
mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela 
comeres, certamente morrerás.” Esse fato é um exemplo de 
que a inteligência espiritual vem diretamente do próprio 
Deus. Jó afirma que o entendimento é se apartar do mal (Jó 
28.28). “E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a 
sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento.” 
Jesus Cristo diz para seus ouvintes se arrependerem dos 
seus pecados porque está próximo o reino dos céus, ou seja,
explicando o por quê de se arrepender (Mt 4.17). “Desde 
então começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, 
porque está próximo o reino dos céus.” 
Deus coloca a benção e a maldição diante dos seus 
escolhidos dando motivos e explicações para escolher a 
benção (Dt 30.19). “O céu e a terra tomo hoje por 
testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a 
morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para 
que vivas, tu e a tua descendência”. Podemos afirmar que 
15
Paulo mostra uma certa inteligência ao falar da verdade (2 
Co13.8). “Porque nada podemos contra a verdade, porém, a
favor da verdade.” 
Quero aproveitar a oportunidade para motivar a ouvir a 
sabedoria que tem o mesmo significado de inteligência (Pv 
8.1-9). “Não clama porventura a sabedoria, e não faz o 
entendimento soar a sua voz? No cume das alturas, junto ao
caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca. Junto
às portas, à entrada da cidade, e à entrada das portas está 
clamando: A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige 
aos filhos dos homens. Aprendei, ó simples, a prudência; 
entendei, ó loucos, a sabedoria. Ouvi vós, porque profiro 
coisas excelentes; os meus lábios se abrem para a equidade.
Porque a minha boca profere a verdade, os meus lábios 
abominam a impiedade. Justas são todas as palavras da 
minha boca; não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem 
perversa. Todas elas são retas para o que bem as entende, e 
justas para os que acham o conhecimento.”
Independência 
 Paulo é o grande motivador da independência espiritual, 
falando de si mesmo como alguém que teve um encontro 
pessoal com Deus Pai e com o Senhor Jesus Cristo (Gl 1.1).
“ Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por 
intermédio de homem algum, mas sim por Jesus Cristo, e 
por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos).” 
Ao afirmar que não é apóstolo da parte de homens nem de 
homem algum, Paulo está se referindo aos homens 
16
especiais de Deus também (Gl 1.15-17). “Mas, quando 
aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me 
separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em 
mim, para que eu o pregasse entre os gentios, não consultei 
carne e sangue, nem subi a Jerusalém para estar com os que
já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e 
voltei outra vez a Damasco.” 
 É interessante como o profeta Samuel no seu 
desenvolvimento e crescimento espiritual é chamado por 
Deus para uma conversa pessoal com ele, deixando claro 
que chegou o momento de não depender mais de Eli, e ter 
um relacionamento pessoal com o Criador (1 Sm 3,.1-10). 
“Entretanto, o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli.
E a palavra do Senhor era muito rara naqueles dias; as 
visões não eram frequentes. Sucedeu naquele tempo que, 
estando Eli deitado no seu lugar (ora, os seus olhos 
começavam já a escurecer, de modo que não podia ver), e 
ainda não se havendo apagado a lâmpada de Deus, e 
estando Samuel também deitado no templo do Senhor, onde
estava a arca de Deus, o Senhor chamou: Samuel! Samuel! 
Ele respondeu: Eis-me aqui. E correndo a Eli, disse-lhe: 
Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não 
te chamei; torna a deitar-te. E ele foi e se deitou. Tornou o 
Senhor a chamar: Samuel! E Samuel se levantou, foi a Eli e
disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: 
Eu não te chamei, filho meu; torna a deitar-te. Ora, Samuel 
ainda não conhecia ao Senhor, e a palavra do Senhor ainda 
não lhe tinha sido revelada. O Senhor, pois, tornou a 
chamar a Samuel pela terceira vez. E ele, levantando-se, foi
a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então 
17
entendeu Eli que o Senhor chamava o menino. Pelo que Eli 
disse a Samuel: Vai deitar-te, e há de ser que, se te chamar, 
dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Foi, pois, 
Samuel e deitou-se no seu lugar. Depois veio o Senhor, 
parou e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! 
Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.” 
Sendo assim Samuel se tornou cada vez mais independente 
do profeta Eli, e passou a ter contato direto com o Todo 
Poderoso. 
Da mesma maneira, Deus tem grande interesse em ter um 
relacionamento pessoal com cada um de seus filhos. Para 
que seja possível alcançar intimidade com Deus é de suma 
importância colocar em pratica os ensinamentos de Jesus 
Cristo (Mt 16.24). “Então disse Jesus aos seus discípulos: 
Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a 
sua cruz, e siga-me.” 
O próprio Jesus Cristo esclarece como é possível a 
dependência do Criador (Jo 14.15-21). “Se me amais, 
guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele 
vos dará outro Consolador, para que fique convosco para 
sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não 
pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o 
conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. 
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco,
e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu
vivo, vós também vivereis. Naquele dia conhecereis que 
estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Aquele que 
tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me 
ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o 
amarei, e me manifestarei a ele.”
18
 
Prosperidade
 A prosperidade não é alcançada através de uma palavra 
mágica, mas está completamente relacionada com a 
meditação na palavra de Deus (Sl 1.1-3).“Bem-aventurado 
o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, 
nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na
roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do 
Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a 
árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu 
fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto 
fizer prosperará.” 
Josué é orientado por Deus a ser forte e corajoso para entrar
na terra prometida, aconselhando-o a não se desviar da 
palavra de Deus (Js 1.6-8). “Esforça-te, e tem bom ânimo, 
porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus 
pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem mui bom 
ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu 
servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a 
direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem 
sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua 
boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para 
que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está
escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás 
bem sucedido.” 
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Meditar significa falar consigo mesmo, pode parecer 
estranho o termo, mas era bem comum antigamente. Uma 
mulher foi curada de uma hemorragia por falar consigo 
mesma e tocar na veste de Jesus Cristo (Mt 9.20-21). “E eis
que certa mulher, que havia doze anos estava enferma de 
uma hemorragia, chegou por trás dele e lhe tocou na orla da
veste; porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar 
a veste, ficarei curada.”
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