Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO I 
CONTEXTO HISTÓRICO
O MUNDO REFLETE 
SOBRE O TEMA
Ao longo dos anos, estratégias e 
diretrizes foram desenvolvidas por 
diversos países em âmbito
internacional, sempre em torno de 
uma crescente preocupação com o 
meio ambiente e seu possível
impacto negativo futuro.
Para esses países, a atuação em defesa do meio
ambiente visa a:
• Minimizar impactos;
• Melhorar a qualidade de vida da 
população;
• Preservar recursos naturais, que são finitos 
e, muitas vezes, já estão escassos;
• Adotar medidas alternativas de consumo;
• Mostrar a necessidade de alterar os 
paradigmas de desenvolvimento e 
produção.
Esses objetivos seriam possíveis por meio da 
elaboração de leis e políticas públicas locais, 
além de tratados internacionais.
PRINCIPAIS 
ENCONTROS GLOBAIS
• 1923 – Convenção Internacional para a 
Preservação da Poluição do Mar por 
Óleo
(Paris, França)
• 1972 – Conferência das Nações Unidas
para o Meio Ambiente Humano 
(Estocolmo, Suécia)
• 1992 – Conferência das Nações Unidas
sobre o Meio Ambiente e o 
Desenvolvimento
(Rio de Janeiro, Brasil)
• 2002 – Rio+10
(Johanesburgo, África do Sul)
• 2012 – Rio+20
(Rio de Janeiro, Brasil)
• 1995 – atualmente – Conferência das 
Partes (COP)
(Alemanha, Suíça, Japão, Argentina, 
França etc.)*
* A edição de 2019 (COP 25) aconteceu na
Espanha.
PRINCIPAIS 
ENCONTROS GLOBAIS
O PROTAGONISMO BRASILEIRO
O Brasil é considerado autoridade no 
assunto pelos demais países em razão
de inúmeras iniciativas criadas. 
Historicamente, foi também responsável
por conduzir os principais debates e 
intermediar as principais medidas
adotadas em conjunto pelos países.
A CONTRIBUIÇÃO 
DO RELATÓRIO 
BRUNDTLAND
• Produzido na década de 1980, levou o nome da 
então presidente da Comissão Mundial sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento, Gro Harlem 
Brundtland, embora o verdadeiro nome do 
documento seja Our Commom Future (Nosso 
Futuro Comum).
• O objetivo era analisar o que estava acontecendo 
com a natureza entre os anos 1970 e 1980.
• Houve a constatação de que pouco, ou quase 
nada, havia mudado desde a realização da 
Conferência de Estocolmo em 1972.
A PROVOCAÇÃO DE 
UM DOCUMENTÁRIO
• O documentário Uma verdade 
inconveniente foi lançado em 2006, 
sendo apresentado pelo ex-vice-
presidente dos Estados Unidos, Al 
Gore.
• A película aborda os perigos do 
aquecimento global e a urgência de 
ações para conter seus efeitos.
Trailer com legenda em português: 
https://www.youtube.com/watch?v=p5
MxZnpTHrU
GRANDES ACIDENTES NA 
HISTÓRIA
Os alertas do Relatório Brundtland e do 
documentário Uma verdade 
inconveniente preocupam, mas antes 
desses, graves acidentes já haviam 
acontecido. O mundo infelizmente 
registrou e ainda registra acidentes que 
causam impactos agressivos ao meio 
ambiente.
ACIDENTES NA HISTÓRIA
•1976 – SEVESO, ITÁLIA
• Indústria química ICMESA: o acidente liberou
muitos quilos de TCDD (ou dioxina de Seveso)
na atmosfera, fazendo com que o produto se
espalhasse por uma área extensa na planície
Lombarda (localizada entre Milão e o lago de
Como);
• Cerca de 3 mil animais morreram, e outros 70
mil tiveram que ser sacrificados.
ACIDENTES NA HISTÓRIA
•1976 – SEVESO, ITÁLIA
• Não houve mortes diretamente vinculadas ao
acidente, mas 193 pessoas nas áreas afetadas
sofreram de cloracne.
Segundo o Dicionário Michaelis, são erupções
na pele devido à absorção de cloro, podendo
ocasionar outros sintomas.
•1978 – CANADÁ
• O satélite russo Cosmos 954 despencou no
solo carregado de um reator nuclear
compacto, espalhando dezenas de milhares
de partículas radiotivas sobre uma área de
124 mil km².
ACIDENTES NA HISTÓRIA
•1984 – BHOPAL, ÍNDIA
• Empresa Union Carbide: a causa do acidente
foi um vazamento de 40 toneladas de gases
tóxicos decorrentes da produção de
pesticidas;
• Mais de 500 mil pessoas foram expostas,
ocorrendo cerca de 10 mil mortes diretas e
indiretas.
ACIDENTES NA HISTÓRIA
•1986 – CHERNOBIL, UCRÂNIA
• O conhecido desastre nuclear que aconteceu
na central elétrica da usina lançou grandes
quantidades de material radiotivo no ar da
União Soviética e da Europa Ocidental.
ACIDENTES NA HISTÓRIA
• Os países passaram a se preocupar com as 
consequências do efeito estufa, que deixou 
de ser um mito.
• Nos encontros globais, há de se destacar 
algumas medidas tomadas pelos países 
que conduziram a produção da legislação 
local.
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DOS 
ENCONTROS GLOBAIS
• 1995 – COP 1 (Berlim, Alemanha)
Os países firmaram acordo para reduzir a 
emissão de gases poluentes aos níveis do 
começo da década até 2000.
• 1997 – COP 3 (Kyoto, Japão)
Países relataram dificuldades em atingir a 
meta. Decidiram, então, reduzir a emissão 
de gases de efeito estufa em, pelo menos, 
5,2% em relação aos níveis de 1990, no 
período entre 2008 e 2012. 
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DOS 
ENCONTROS GLOBAIS
• 2012 – COP 18 (Doha, Catar) 
O prazo do Protocolo de Kyoto foi 
estendido até 2020, e os países passam a 
discutir um novo acordo de redução de 
emissão de gases.
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DOS 
ENCONTROS GLOBAIS
• 2015 – COP 21 (Paris, França)
O Protocolo de Kyoto foi superado pelo 
Acordo de Paris, assinado por 195 países, 
dentre eles o Brasil, que afirmou querer 
diminuir a emissão de gases em mais de 
40% até 2030. O mundo quer reduzir o 
avanço do aumento da temperatura média. 
Países ricos devem ajudar os mais pobres.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
• 2018 – COP 24 (KATOVICE, POLÔNIA) 
Cria mecanismos de controle dos gases a 
partir de 2023/2024 para a efetivação do 
Acordo de Paris.
• 2019 – COP 25 (CHILE E ESPANHA)
Novembro de 2019.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Apesar desses encontros, os países não 
têm certeza sobre as condições futuras 
do planeta. Ao mesmo tempo, leis em 
defesa do meio ambiente foram 
elaboradas em todo o mundo e há 
iniciativas sustentáveis de sucesso 
sendo criadas progressivamente.
APESAR DE TUDO, UM 
FUTURO INCERTO
FIM DO MÓDULO I
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO II
O BRASIL NA HISTÓRIA I
UM PAÍS DIPLOMATA
O Brasil sempre foi reconhecido pelos 
países por seu poder de negociação. 
Consequentemente, é um importante 
aliado na articulação das tomadas de 
decisão nos congressos sobre o meio 
ambiente.
• A Conferência das Nações Unidas 
sobre o Meio Ambiente Humano 
(1972) aconteceu na Suécia, em 
Estocolmo;
• Foi presidida por um petroleiro 
preocupado com o meio ambiente: 
Maurice Strong;
• Tendo em vista a preocupação 
ambiental já existente na época, a 
Organização das Nações Unidas (ONU) 
o indicou para fazer um levantamento 
sobre as questões ambientais.
A PRIMEIRA 
CONFERÊNCIA
Com tantos países, de culturas e 
economias tão distintas participando da 
Conferência de Estocolmo, os 
representantes brasileiros apontaram uma 
importante questão entre os participantes: 
a necessidade de criar políticas 
diferenciadas para os países desenvolvidos 
e os ainda em desenvolvimento.
A DIFERENÇA APONTADA 
PELO BRASIL
• Países desenvolvidos: deveriam
ser compreendidos como
aqueles que já destruíram
expressivamente seus recursos
naturais e, por isso, poderiam ter
políticas mais restritivas quanto
ao meio ambiente.
A DIFERENÇA APONTADA 
PELO BRASIL
A DIFERENÇA APONTADA 
PELO BRASIL
• Países em desenvolvimento: são
aqueles que ainda estão em franco
despertar, com a elaboração de
obras importantes que podem gerar
custos ao meio ambiente local, no
entanto, pelo caráter estruturante,
são necessárias para o seu
desenvolvimento.
• Diante dessa perspectiva apresentada, 
representantes de outros países se 
uniram ao que o Brasil defendia.
• Ficou bastante clara a necessidade de
um tratamento diferenciado para
diferentes realidades e necessidades.
A DIFERENÇA APONTADA 
PELO BRASIL
A DECLARAÇÃO DE 
ESTOCOLMO
• Houve um acordo entre os países
participantes de que todos adotariam os
mesmos comandos e criariam
instrumentos para a sua efetivação.
• O documento chamado Declaração de 
Estocolmofoi elaborado.
• Na época, o Brasil já apresentava uma
importante legislação de proteção a
alguns bens ambientais, como o
Código Florestal e o Código de Pesca,
ambos de 1965.
• A Constituição Federal de 1988 trouxe 
ainda em seu texto um capítulo 
próprio sobre o meio ambiente, além 
de dispositivos esparsos.
O BRASIL JÁ ESTAVA 
PREOCUPADO
O BRASIL JÁ ESTAVA 
PREOCUPADO
• Apresentava também instrumentos de
defesa no âmbito infraconstitucional, a
exemplo da Lei da Ação Civil Pública
(Lei Federal n. 7.347/1985).
O BRASIL JÁ ESTAVA 
PREOCUPADO
• Demonstra assim que,
concomitantemente ou logo após a
realização da Conferência de
Estocolmo, o país já adotara o
sentimento preservacionista.
UM TRABALHO JÁ EXISTENTE
• Além da legislação, o Brasil acumulava
décadas de trabalho, face à
preocupação com a preservação do bem
ambiental.
• Ocorria de forma isolada (uma espécie 
de recurso), ao mesmo tempo que 
também em conjunto (ecossistemas).
ACORDO DE ESTOCOLMO 
EM XEQUE
• Anos após a realização da primeira 
conferência, pouco ou nada havia 
mudado. Muito pelo contrário: muita 
coisa havia se agravado.
• Isso gerou preocupação para a ONU, 
que poderia perder todo o trabalho 
desenvolvido.
ACORDO DE ESTOCOLMO 
EM XEQUE
• Mais uma vez, levando em consideração o 
protagonismo brasileiro, a ONU convocou 
mais um encontro entre os países: a 
Rio+92, conhecida também como a 
Cúpula da Terra.
FIM DO MÓDULO II
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO III 
O BRASIL NA HISTÓRIA II
ESTOCOLMO EM 
RISCO
• Anos após a realização da primeira 
conferência, pouco ou nada havia 
mudado. Muito pelo contrário: muita 
coisa havia se agravado.
• Havia uma preocupação com o 
impacto na geração da época e nas 
seguintes.
• A ONU, então, convocava a Cúpula da 
Terra.
ENCONTROS NO 
BRASIL
Além de ser um importante
componente na articulação das
decisões tomadas entre os países, o
Brasil também recepcionou alguns
desses eventos. Foram realizados
dois: a Rio-92, que possui grande
valor histórico, e a Rio+20.
ENCONTROS NO 
BRASIL
Ambos os encontros globais sobre
meio ambiente, a Rio-92 e a
Rio+20, foram realizados no
Brasil, na cidade do Rio de
Janeiro. As decisões tomadas
refletiram na construção de
políticas públicas e de novos
acordos.
RIO-92 – A CÚPULA DA TERRA
• A Rio-92 também ficou conhecida como
Eco-92 ou Cúpula da Terra. Novamente,
a ONU convocou os países para um
encontro internacional, já que o
primeiro não surtiu o efeito esperado.
• Foi apresentado o conceito inédito de
desenvolvimento sustentável e o de
meio ambiente ampliado.
O NOVO CONCEITO 
DE MEIO AMBIENTE
• O conceito passou de ideia da
natureza em si e de seus recursos
naturais para alcançar outras
vertentes, como o patrimônio
cultural, o meio ambiente urbano
e, até mesmo, as relações do
ambiente de trabalho.
OS CINCO 
DOCUMENTOS
• Frente a essa nova convocação da 
ONU, os países participantes 
articularam-se ao firmar cinco 
documentos de caráter orientador, 
mas também sancionador.
OS CINCO DOCUMENTOS
1) Carta da Terra
Repetição dos 23 princípios da Declaração 
de Estocolmo, que norteavam a 
preservação do ambiente humano.
2) Agenda 21
Compromisso dos países (179, ao total) 
para o século 21, relativos à 
sustentabilidade, ao processo público e 
participativo, a metas, medidas e ao 
plano de ação.
OS CINCO DOCUMENTOS
3) Declaração dos Princípios sobre 
Manejo Florestal
Manejo, conservação e 
desenvolvimento sustentável. Os 
princípios levaram à elaboração das leis 
n. 11.284/2006 (Gestão de florestas 
públicas para a produção sustentável), 
e 12.651/2012 (o Código Florestal).
OS CINCO DOCUMENTOS
4) Convenção sobre Diversidade Biológica 
(CDB)
Foram definidos pelos participantes da 
Cúpula os conceitos de conservação da 
diversidade biológica, de uso sustentável 
da biodiversidade e de repartição justa e 
equitativa dos benefícios.
OS CINCO DOCUMENTOS
4) Convenção sobre Diversidade Biológica 
(CDB)
A biodiversidade passou a compreender 
os ecossistemas, espécies e recursos 
genéticos, o que depois foi definido pelo 
Brasil por meio do Decreto n. 
2.519/1998. O patrimônio genético foi 
posteriormente definido pela Lei Federal 
n. 13.123/2015;
OS CINCO DOCUMENTOS
5) Convenção sobre Mudanças Climáticas 
Estabilizar as concentrações de gases de 
efeito estufa. Essa convenção não 
estabeleceu limites, mas determinou a 
realização de protocolos futuros para 
esse fim, o que começou a ocorrer em 
1995.
Após a realização da Rio-92, outras 
reuniões mundiais se seguiram, como 
a Rio+10, em Johanesburgo, na África 
do Sul, e a Rio+20, no Rio de Janeiro, 
ao debaterem os avanços e as 
necessidades de reavaliar as decisões 
tomadas pelos líderes na Cúpula da 
Terra.
REUNIÕES FUTURAS
A RIO+20
Os debates aconteceram em torno de 
uma perspectiva de futuro. Dois foram os
temas oficiais que nortearam os
trabalhos da Rio+20:
• A economia verde, no contexto do 
desenvolvimento sustentável e na 
erradicação da pobreza.
• O marco institucional do 
desenvolvimento sustentável.
FIM DO MÓDULO III
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO IV
A LEGISLAÇÃO NO BRASIL
EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
NO BRASIL
• Em sua história, o Brasil, por meio da 
legislação, preocupou-se em, aos poucos, 
criar medidas de proteção para o meio 
ambiente.
• Essas legislações podem ser divididas em 
cinco fases, relacionadas à vigência de 
uma Constituição à época de cada uma 
delas.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA 
NO BRASIL
• Ao longo dos anos, o Brasil se destacou 
na produção legislativa ambiental no 
cenário mundial.
• Os textos legislativos para a defesa do 
meio ambiente eram e ainda são 
considerados os melhores e mais 
completos.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA NO 
BRASIL
• Além disso, antes mesmo da
consolidação dos tratados e da
realização das conferências
internacionais, o Brasil já produzia leis
em defesa de recursos ambientais.
A PRIMEIRA FASE
• Decreto Federal n. 24.643/1934 – CÓDIGO DAS 
ÁGUAS
Trouxe a definição de águas para a legislação e 
estabeleceu limitações à poluição nas águas 
brasileiras. A água passou a ser entendida 
como bem de domínio público e de 
preservação essencial.
• Decreto Federal n. 23.793/1934 – PRIMEIRO 
CÓDIGO FLORESTAL
Criou a quarta parte (25%) de preservação 
para as propriedades rurais, sem definir quais 
áreas deveriam ser protegidas. Foram criadas 
as florestas protetoras (futuras APPs).
A PRIMEIRA FASE
• Decreto Federal n. 23.672/1934 – PRIMEIRO 
CÓDIGO DE CAÇA E PESCA
Definiu a figura do pescador e do caçador, as 
práticas exercidas e os locais onde devem ser 
realizadas suas atividades.
• Decreto Federal n. 24.645/1934 – PRIMEIRO 
CÓDIGO FLORESTAL
Ficou conhecida como a Lei Getúlio Vargas. 
Estabeleceu medidas de proteção aos animais 
e penas para quem cometer crimes contra a 
fauna.
A PRIMEIRA FASE
• Decreto Federal n. 25/1937 – PROTEÇÃO DO 
PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO 
NACIONAL
Definiu, incluindo o meio ambiente, os bens 
móveis e imóveis existentes no Brasil que são 
de interesse público por seu valor histórico, 
arqueológico, bibliográfico e, também, 
artístico. 
A SEGUNDA FASE
• Lei Federal n. 4.771/1965 – CÓDIGO 
FLORESTAL
Surgiu da necessidade de atualizar o 
código de Getúlio Vargas. Passou a 
regulamentar os impactos das máquinas 
agrícolas, das monoculturas e da pecuária.
A SEGUNDA FASE
• Lei Federal n. 5.197/1967 – PROTEÇÃO DA 
FAUNA
Também atualizava a legislação anterior,
em especial, as penas.
• Decreto-lei n. 221/1967 – CÓDIGO DE 
PESCA
Segue a mesma linha das mudanças
anteriores, definindo e criando políticas
de estímulo à pesca.
A TERCEIRA FASE (antes da 
Constituição)
• Lei Federal n. 6.938/1981 – POLÍTICA NACIONAL 
DO MEIO AMBIENTE
A lei teve como objetivo preservar, melhorar e 
recuperar a qualidade do meio ambiente no 
Brasil. Inclui o princípio da racionalização dos 
diversos recursos oferecidos pela natureza.
• Lei Federal n. 7.347/1985 – AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA
Disciplinou a instauraçãode ações civis 
públicas também como ferramenta de 
proteção ao meio ambiente.
A TERCEIRA FASE (antes da 
Constituição)
• Resolução Conama n. 1/1986 – CRITÉRIOS BÁSICOS E 
DIRETRIZES GERAIS PARA O RELATÓRIO DE IMPACTO 
AMBIENTAL (RIMA)
Passa a exigir no Brasil a elaboração de estudos de 
impacto ambiental anteriores à execução de 
projetos. Estabeleceu critérios básicos para esses 
estudos e diretrizes gerais.
• Resolução Conama n. 9/1987 – AUDIÊNCIAS 
PÚBLICAS
No mesmo sentido da Resolução 86, dava norma ao 
ressarcimento de danos ambientais causados por 
obras de grande porte.
ELABORAÇÃO DA 
CONSTITUIÇÃO
• A Constituição de 1988 já veio 
imbuída de um sentimento 
preservacionista.
• Foi a primeira Constituição 
brasileira promulgada por iniciativa 
e representatividade popular, além 
de ser um divisor de águas na 
redemocratização do Brasil.
• O documento contém, ainda, um 
capítulo dedicado exclusivamente 
à questão ambiental, além de 
diversos dispositivos esparsos no 
mesmo sentido, que pode ser 
conferido no art. 225.
• Há abordagem geral sobre 
questões pontuais ambientais, 
norteadoras de condutas, 
responsabilidades, políticas e 
instrumentos.
ELABORAÇÃO DA 
CONSTITUIÇÃO
• É possível perceber que o legislador 
constituinte sensibilizava-se com a 
questão ambiental e a inseria em 
outras temáticas.
Exemplo: ordem econômica e dos 
direitos e deveres dos cidadãos.
• Destaca-se, ainda, o capítulo 
próprio à saúde e ao patrimônio 
cultural, que representam viés 
ambiental.
ELABORAÇÃO DA 
CONSTITUIÇÃO
FASES MODERNAS
Após a criação da Constituição de 1988, 
cujo texto levou em consideração a 
importância da preservação do meio 
ambiente, uma série de outras normas 
foram criadas pelos legisladores, que 
podem ser divididas em mais duas fases 
da evolução legislativa sobre meio 
ambiente no Brasil.
A QUARTA FASE (pós-
Constituição)
• Resolução Conama n. 237/1997 –
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
• Lei Federal n. 9.433/1997 – POLÍTICA
NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS
• Lei Federal n. 9.605/1998 – SANÇÕES PENAIS
E ADMINISTRATIVAS DERIVADAS DE
CONDUTAS E ATIVIDADES LESIVAS AO MEIO
AMBIENTE.
A QUINTA FASE
• Lei Federal n. 9.985/2000 – REGULAMENTAÇÃO
DO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO (SNUC)
• Lei Federal n. 10.257/2001 –
REGULAMENTAÇÃO DOS ARTIGOS 182 E 183 DA
CONSTITUIÇÃO
A QUINTA FASE
• Lei Federal n. 11.105/2005 – ORGANISMOS
GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGMs)
• Lei n. 11.284/2006 – GESTÃO DE FLORESTAS
PÚBLICAS PARA A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
• Lei Federal n. 12.651/2012 – ATUAL CÓDIGO
FLORESTAL
OS LEGISLADORES 
CONTINUAM
Há ainda legislação infraconstitucional 
ambiental oriunda das esferas federal, 
estadual e municipal em constante 
produção e modificação.
ESTUDO DE CASO 
✓ A Lei Federal n. 10.257/2001,
comentada anteriormente, prevê a
elaboração do Estudo de Impacto
de Vizinhança (EIV), desde que
regulamentado por lei municipal
para a construção, ampliação ou
funcionamento.
FIM DO MÓDULO IV
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO V
CARACTERIZAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE I
ANTECEDENTES
Diante da evolução legislativa 
ambiental, os países participantes 
das convenções da área viram a 
necessidade de adequar seus 
ordenamentos jurídicos às 
mudanças por ela acarretadas.
ANTECEDENTES
• MAURO CAPPELLETTI (1977)
Abismo entre o direito público e o
direito privado: bens e interesses que
não estavam devidamente sendo
tutelados, pois não pertencem
exclusivamente ao poder público nem
exclusivamente ao particular.
ANTECEDENTES
• MAURO CAPPELLETTI
Direitos metaindividuais ou direitos
coletivos em sentido amplo.
ANTECEDENTES
Cappeletti (1977) provoca:
▪ Quem é o titular?
▪ Quem os representa em juízo?
▪ Quais são os instrumentos para
tutelar esse bem?
MUDANÇA
• O texto representa um marco histórico 
doutrinário sobre o assunto.
• Ainda que trate da realidade jurídica italiana, 
suas reflexões são aplicáveis ao Brasil.
AUSÊNCIA DE TUTELA
• Constatação preliminar: havia bens e interesses 
que não estavam sendo devidamente tutelados 
na época.
• Tais bens e interesses apresentavam 
características peculiares.
• Não poderiam ser incluídos tanto no direito 
público como no direito privado, uma vez que 
não pertenciam nem ao Estado nem ao 
particular.
AUSÊNCIA DE TUTELA
• Grande lacuna na divisão entre público e 
privado.
• Era necessário que esses bens e interesses 
passassem a ser tratados da forma adequada.
• A dicotomia entre público e privado já não era 
válida.
• Foi necessário criar um tertium genus (um 
terceiro gênero, uma nova classificação) capaz 
de regrar essa nova categoria de bens.
DIFUSOS E COLETIVOS
• Cappelletti (1977) os denominou direitos 
coletivos em sentido geral ou, ainda, direitos 
metaindividuais;
• No Brasil os chamamos direitos difusos e 
coletivos. Do gênero direito coletivo, em sentido 
lato, extraímos as espécies difuso e coletivo;
• São indivisíveis, ou seja, impossíveis de serem 
divididos sem perder sua caracterização.
COLETIVOS
No Brasil foi adotada a ideia de que os bens 
coletivamente considerados em espécie são 
de:
• Titularidade determinada (identificação do 
grupo); ou
• Determinável (identificação parcial do 
grupo, podendo abranger pessoas no 
futuro). 
DIFUSOS
• Os bens difusos são os de titularidade 
indeterminada (art. 81, parágrafo único, 
incisos I e II do Código de Defesa do 
Consumidor - CLT).
• Foi instituído pela Lei Federal n. 
8.078/1990.
LEGISLAÇÃO 
BRASILEIRA
• CONSTITUIÇÃO FEDERAL: 
ART. 129, INCISO III
• LEI DA AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA: LEI FEDERAL N. 
7.347/1985
• CÓDIGO DE DEFESA DO 
CONSUMIDOR: ART. 81, 
INCISOS I E II – LEI FEDERAL 
N. 8.078/1990
CONCEITO E ABRANGÊNCIA
ART. 81 DO CDC
I – Interesses ou direitos difusos, assim 
entendidos, para efeitos deste código, os 
transindividuais, de natureza indivisível, 
de que sejam titulares pessoas 
indeterminadas e ligadas por 
circunstâncias de fato.
CONCEITO E ABRANGÊNCIA
ART. 81 DO CDC
II – Interesses ou direitos coletivos, assim
entendidos para efeitos deste código, os
transindividuais, de natureza indivisível, de
que seja titular grupo, categoria ou classe
de pessoas ligadas entre si ou com a parte
contrária por uma relação jurídica base.
A PROTEÇÃO
• O reconhecimento como tal se deu 
na Constituição, especificamente no 
art. 129, inciso III, que disciplina as 
funções institucionais do Ministério 
Público;
• É atribuído ao Ministério Público a 
promoção do inquérito civil e da 
Ação Civil Pública para a proteção do 
meio ambiente e de outros 
interesses difusos e coletivos.
A PROTEÇÃO
São funções institucionais do Ministério 
Público: 
III – promover o inquérito civil e a ação 
civil pública para a proteção do patrimônio 
público e social, do meio ambiente e de 
outros interesses difusos e coletivos.
ART. 129
ESTUDO DE CASO 
• Toda obra ou empreendimento que cause
significativo impacto ambiental deve ser
precedido de estudo prévio, como
determina a Constituição no art. 225, § 1°,
inciso IV;
• Não importa quem é o agente responsável
pela obra, seja pessoa física, jurídica de
direito privado ou jurídica de direito público.
ESTUDO DE CASO 
✓Em caso de dano ambiental verificado durante 
uma obra realizada sem o devido estudo, cabe 
apuração de responsabilidade por meio da Ação 
Civil Pública;
✓ A Ação Civil Pública é regulada pela Lei n. 
9.605/1998 e pode ser intentada por diversos 
atores da sociedade civil, a exemplo da Associação 
de Moradores;
ESTUDO DE CASO 
✓ É possível, e deve ser assim, exigir do órgão 
ambiental estadual a concessão ou não de 
licença, ainda que o empreendedor seja 
também órgão do mesmo governo estadual.
FIM DO MÓDULO V
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO VI
CARACTERIZAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE II
BEM AMBIENTAL
“Bem ambiental é um valor 
difuso, imaterial ou material, 
que serve de objeto mediato 
a relações jurídicas de 
natureza ambiental”
(Ruy Carvalho Piva)RECURSOS AMBIENTAIS
“A atmosfera, as águas 
interiores, superficiais e 
subterrâneas, os estuários, o 
mar territorial, o solo, o 
subsolo e os elementos da 
biosfera.”
(Lei n. 6.938/1981)
CLASSIFICAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE
Os juristas apresentaram um modelo de 
classificação seguido até hoje e pautado na 
legislação vigente, reconhecido pelos tribunais 
nacionais;
Consideram quatro facetas do bem ambiental com 
os seguintes conteúdos:
• meio ambiente natural; 
• meio ambiente cultural; 
• meio ambiente artificial;
• meio ambiente do trabalho.
CLASSIFICAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE NATURAL
• PROTEÇÃO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
• RECURSOS HÍDRICOS
Política Nacional de Recursos Hídricos – Lei 
Federal n. 9.433/1997
• SOLO E SUBSOLO
Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei 
Federal n. 12.305/2010
• FLORESTAS
Código Florestal – Lei Federal n. 
12.651/2012
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE CULTURAL
Refere-se às criações artísticas e tecnológicas, ao
patrimônio arqueológico, artístico e paisagístico,
às obras, objetos, documentos e edificações.
[É o bem que] traduz a história de um povo, a
sua formação, cultura e, portanto, os próprios
elementos identificadores de sua cidadania, que
constitui princípio fundamental norteador da
República Federativa do Brasil.
(FIORILLO, 2017)
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE CULTURAL
Art. 215, § 3°
- defesa e valorização do patrimônio cultural 
brasileiro;
- produção, promoção e difusão de bens 
culturais;
- formação de pessoal qualificado para a gestão 
da cultura em suas múltiplas dimensões;
- democratização do acesso aos bens de cultura; 
- valorização da diversidade étnica e regional.
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE CULTURAL
Art. 216 
Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de 
natureza material e imaterial, tomados individualmente 
ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à 
ação, à memória dos diferentes grupos formadores da 
sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I – as formas de expressão; 
II – os modos de criar, fazer e viver; 
III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas; 
IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais 
espaços destinados às manifestações artístico-culturais; 
V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, 
paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, 
ecológico e científico. 
CLASSIFICAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE ARTIFICIAL
• É o espaço urbano construído: as criações 
urbanas feitas pelo homem. Ruas, as praças, os 
muros e as fachadas de prédios;
• É protegido pelo Estatuto da Cidade pela Lei 
Federal n. 10.257/2001.
CLASSIFICAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE ARTIFICIAL
Art. 182
§ 1° É dever do Poder Público municipal
implementar políticas de desenvolvimento
urbano, objetivando ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e
garantir o bem-estar de seus habitantes. Essas
políticas devem estar legalmente estruturadas no
plano diretor municipal, exigido para cidades
com mais de 20 mil habitantes.
CLASSIFICAÇÃO DO 
MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE ARTIFICIAL
• Lei Federal n. 10.257/2001 – Estatuto da
Cidade.
• Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).
• IPTU progressivo.
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
O meio ambiente do trabalho é o local laboral
onde funcionários estão inseridos, incorporando
todo o complexo da empresa. Deve garantir aos
trabalhadores um ambiente de trabalho limpo,
sadio, seguro, tranquilo e harmônico.
(FRACALOSSI; FURLAN, 2010)
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
Art. 200
Ao sistema único de saúde compete, além de
outras atribuições, nos termos da lei:
VIII – colaborar na proteção do meio ambiente,
nele compreendido o do trabalho.
CLASSIFICAÇÃO DO MEIO 
AMBIENTE
MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
• Convenção 155 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT): versa sobre o
desenvolvimento de uma Política Nacional de
Saúde e Segurança do Trabalho pelos países.
• NR é a sigla para Norma Regulamentadora. As
NRs são elaboradas pelo Ministério do
Trabalho com o objetivo de regulamentar e
detalhar disposições sobre saúde e segurança
do trabalho presentes na CLT e nas demais leis
trabalhistas.
PROTEÇÃO LEGAL
• Estabeleceu-se, assim, o espectro do meio 
ambiente e sua proteção jurídico-legal no Brasil. 
• Os instrumentos dispostos no ordenamento 
nacional para a defesa dos bens coletivos e 
difusos também estão à disposição para a defesa 
do bem ambiental em suas diversas facetas.
INSTRUMENTOS 
REPRESSIVOS
• São usados para a repressão ao dano, 
responsabilizando aqueles que causam 
danos ou ameaçam a qualidade de vida da 
população.
Exemplos: Ação Civil Pública, ação popular, 
mandado de injunção, ação de 
inconstitucionalidade de leis etc.
INSTRUMENTOS 
REPRESSIVOS
São usados na apuração de responsabilidade que, 
no Brasil, por determinação constitucional, se dá de 
forma tríplice: civil, penal e administrativa.
Art. 225
§ 3° As condutas e atividades consideradas lesivas
ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas 
físicas ou jurídicas, a sanções penais e 
administrativas, independentemente da obrigação 
de reparar os danos causados.
INSTRUMENTOS 
PREVENTIVOS
• São aqueles que se prestam à garantia da 
preservação do bem, seja ele cultural, seja o 
ambiente do trabalho ou, ainda, um dos 
aspectos da natureza.
• Estão dispostos em diversos diplomas 
infraconstitucionais e são indicados pelo 
tombamento, zoneamento ambiental, 
estabelecimento de unidades de 
conservação, licenciamento e auditorias.
ESTUDO DE CASO 1
✓Dentre os instrumentos 
preventivos, citamos o 
licenciamento, com previsão 
constitucional (art. 225, inciso IV) e 
regulamentação na Resolução 
Conama n. 237/1997 e na Lei 
Complementar n. 140/2011. O 
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 
tem previsão no mesmo 
dispositivo constitucional e na 
Resolução Conama n. 1/1986.
ESTUDO DE CASO
✓ Licitação: o edital deve exigir a elaboração 
do EIA/RIMA pela empresa vencedora, a 
ser apresentado ao órgão ambiental 
competente (no caso, o Instituto Brasileiro 
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis – Ibama, em razão da obra 
cortar a Floresta Amazônica e atravessar 
mais de um estado brasileiro) para fins de 
licenciamento.
ESTUDO DE CASO
✓Como a primeira fase da licitação
é apenas apresentação de
propostas, na segunda fase (de
contratação) será exigida a
apresentação da Licença Prévia
(LP) concedida pelo órgão
ambiental competente em razão
da apresentação do EIA/RIMA.
ESTUDO DE CASO
✓ Se concedida a LP, será elaborado
o contrato com a Administração
Pública (estado de Rondônia). Será
exigido, nas cláusulas contratuais,
a apresentação da licença de
instalação pelo mesmo órgão
federal (Ibama) para o início das
obras.
ESTUDO DE CASO 
✓Concedida a Licença de Instalação
(LI), o pagamento final poderá ser
condicionado para a apresentação da
Licença de Operação (LO) pelo
mesmo órgão ambiental federal,
possibilitando a operação do
empreendimento e a finalização do
certame em sua terceira fase
(execução financeira).
FIM DO MÓDULO VI
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO VII
MEIO AMBIENTE NA 
CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA I
ATUAÇÃO DO LEGISLADOR
• O legislador constituinte foi perspicaz ao 
considerar a questão ambiental em 
diversas temáticas políticas ao longo do 
texto constitucional.
• Por uma análise global e interpretação 
sistemática, é possível perceber que o 
constituinte primou pela qualidade de 
vida, objeto do enfoque atual para a 
questão ambiental.
• A expressão de tal ideal pode ser 
encontrada no art. 6° do texto 
constitucional. 
ATUAÇÃO DO LEGISLADOR
Art. 6°
São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o 
transporte, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta 
Constituição.
ATUAÇÃO DO LEGISLADOR
• O conteúdodo dispositivo traça as 
condições mínimas para uma 
qualidade de vida sadia.
• Assim, entende o constituinte que 
a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia 
e demais aspectos garantem ao 
cidadão brasileiro o ambiente 
adequado para viver.
ATUAÇÃO DO LEGISLADOR
• Embora estes temas estejam 
dispostos na Constituição federal ora 
em capítulos próprios ora em 
dispositivos esparsos, é importante 
destacar as formas pontuais em que 
o constituinte tratou do meio 
ambiente.
Vejamos os artigos a seguir.
Art. 20 
São bens da União: 
[...]
III – os lagos, rios e quaisquer correntes de 
água em terrenos de seu domínio, ou que 
banhem mais de um Estado, sirvam de 
limites com outros países, ou se estendam 
a território estrangeiro ou dele provenham, 
bem como os terrenos marginais e as praias 
fluviais; 
Art. 23 
É competência comum da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: 
[...]
VI – proteger o meio ambiente e 
combater a poluição em qualquer 
de suas formas; 
VII – preservar as florestas, a fauna 
e a flora.
Art. 24 
Compete à União, aos Estados e ao 
Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre: 
[...]
VI – florestas, caça, pesca, fauna, 
conservação da natureza, defesa do solo 
e dos recursos naturais, proteção do meio 
ambiente e controle da poluição; 
[...] 
VIII – responsabilidade por dano ao meio 
ambiente, ao consumidor, a bens e 
direitos de valor artístico, estético, 
histórico, turístico e paisagístico
Art. 170 
A ordem econômica, fundada na 
valorização do trabalho humano e na livre 
iniciativa, tem por fim assegurar a todos 
existência digna, conforme os ditames da 
justiça social, observados os seguintes 
princípios: 
[...] 
VI – defesa do meio ambiente, inclusive 
mediante tratamento diferenciado 
conforme o impacto ambiental dos 
produtos e serviços e de seus processos 
de elaboração e prestação.
Art. 182 
A política de desenvolvimento urbano, 
executada pelo Poder Público municipal, 
conforme diretrizes gerais fixadas em lei, 
tem por objetivo ordenar o pleno 
desenvolvimento das funções sociais da 
cidade e garantir o bem-estar de seus 
habitantes.
Art. 186 
A função social é cumprida quando a 
propriedade rural atende, 
simultaneamente, segundo critérios e graus 
de exigência estabelecidos em lei, aos 
seguintes requisitos: 
I – aproveitamento racional e adequado; II 
– utilização adequada dos recursos 
naturais disponíveis e preservação do meio 
ambiente; 
III – observância das disposições que 
regulam as relações de trabalho; 
IV – exploração que favoreça o bem-estar 
dos proprietários e dos trabalhadores.
Art. 200 
Ao sistema único de saúde compete, 
além de outras atribuições, nos termos 
da lei: 
[...]
VIII – colaborar na proteção do meio 
ambiente nele compreendido o do 
trabalho.
CONFERÊNCIAS PARA UM 
MODELO DE LEGISLAR
•Deve ser ressaltado que os 
princípios exarados nas declarações 
das duas conferências mundiais 
anteriores serviram para nortear 
toda a produção legislativa 
internacional e nacional.
• Serviu ainda para o 
estabelecimento de políticas 
públicas na seara ambiental nos 
países participantes.
MEIO AMBIENTE NA 
LEGISLAÇÃO
Alguns destes princípios merecem 
destaque: o princípio do 
desenvolvimento sustentável, que 
pode ser encontrado no art. 225 
do texto constitucional.
MEIO AMBIENTE 
NA CONSTITUIÇÃO
Art. 225
Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida, impondo-se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as 
presentes e futuras gerações.
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
Parágrafo 1°
Para assegurar a efetividade desse direito, 
incumbe ao Poder Público:
I – preservar e restaurar os processos ecológicos 
essenciais e prover o manejo ecológico das 
espécies e ecossistemas;
II – preservar a diversidade e a integridade do 
patrimônio genético do País e fiscalizar as 
entidades dedicadas à pesquisa e manipulação 
de material genético;
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
Parágrafo 1°
Para assegurar a efetividade desse direito, 
incumbe ao Poder Público:
III – definir, em todas as unidades da Federação, 
espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmente protegidos, sendo a alteração e a 
supressão permitidas somente através de lei, 
vedada qualquer utilização que comprometa a 
integridade dos atributos que justifiquem sua 
proteção;
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
Parágrafo 1°
Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe 
ao Poder Público:
IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou 
atividade potencialmente causadora de significativa 
degradação do meio ambiente, estudo prévio de 
impacto ambiental, a que se dará publicidade
§ 2° Aquele que explorar recursos minerais fica 
obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de 
acordo com solução técnica exigida pelo órgão 
público competente, na forma da lei.
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
Parágrafo 1°
Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao
Poder Público:
V – controlar a produção, a comercialização e o
emprego de técnicas, métodos e substâncias que
comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o
meio ambiente;
VI – promover a educação ambiental em todos os
níveis de ensino e a conscientização pública para a
preservação do meio ambiente;
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
Parágrafo 1°
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as
práticas que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a
crueldade.
§ 7° Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1°
deste artigo, não se consideram cruéis as práticas desportivas 
que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, 
conforme o § 1° do art. 215 desta Constituição Federal, 
registradas como bem de natureza imaterial integrante do 
patrimônio cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por 
lei específica que assegure o bem-estar dos animais 
envolvidos.
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
§ 3° As condutas e atividades consideradas
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a
sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar
os danos causados;
§ 4° A Floresta Amazônica brasileira, a
Mata Atlântica, a Serra do Mar, o
Pantanal mato-grossense e a Zona
Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro
de condições que assegurem a
preservação do meio ambiente, inclusive
quanto ao uso dos recursos naturais;
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
ART. 225 DA CONSTITUIÇÃO
§ 5° São indisponíveis as terras
devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias,
necessárias à proteção dos
ecossistemas naturais;
§ 6° As usinas que operem com reator
nuclear deverão ter sua localização
definida em lei federal, sem o que não
poderão ser instaladas.
MEIO AMBIENTE NA 
LEGISLAÇÃO
• Outro princípio abordado pelas políticas 
públicas é o da Lei da Política Nacional do 
Meio Ambiente (n. 6.938/1981) no art. 4°, 
inciso I:
Art. 4°
A Política Nacional do Meio Ambiente visará: 
[...]
I – à compatibilização do desenvolvimento 
econômico-social com a preservação da 
qualidade do meio ambiente e do equilíbrio 
ecológico.
FIM DO MÓDULO VII
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO VIII
PRINCÍPIOS DA DEFESA DO 
MEIO AMBIENTE
SUSTENTABILIDADE 
NA CONSTITUIÇÃO
• O conceito de sustentabilidade é o 
mais usado e o que melhor traduz 
a preocupação que se deve ter 
com as questões ambientais.
• Não atingirá seus objetivos se não 
for introduzido na área da 
educação, uma vez que é 
necessária a conscientização das 
gerações futuras e a sensibilização 
das gerações presentes.
PRINCÍPIO DO 
POLUIDOR-PAGADOR
• Consiste na exigência de que o 
poluidor arque com os custos diretos e 
indiretos para cobrir medidas 
preventivas e o controle da poluição.
• Está previsto no art. 225 da 
Constituição:
§ 3° As condutas e atividadesconsideradas 
lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a 
sanções penais e administrativas, 
independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados.
Lei n. 6.938/1981
Art. 4°
A Política Nacional do Meio Ambiente 
visará: 
[...]
VII – à imposição, ao poluidor e ao 
predador, da obrigação de recuperar e/ou 
indenizar os danos causados e, ao usuário, 
da contribuição pela utilização de recursos 
ambientais com fins econômicos.
PRINCÍPIO DO 
POLUIDOR-PAGADOR
O POLUIDOR-PAGADOR
Lei n. 6.938/1981
Art. 14
§ 1° Sem prejuízo das penalidades definidas 
pela legislação federal, estadual e municipal, o 
não cumprimento das medidas necessárias à 
preservação ou correção dos inconvenientes e 
danos causados pela degradação da qualidade 
ambiental sujeitará os transgressores:
O POLUIDOR-PAGADOR
§ 1° Sem obstar a aplicação das 
penalidades previstas neste artigo, é o 
poluidor obrigado, independentemente 
da existência de culpa, a indenizar ou 
reparar os danos causados ao meio 
ambiente e a terceiros, afetados por sua 
atividade. O Ministério Público da União 
e dos Estados terá legitimidade para 
propor ação de responsabilidade civil e 
criminal, por danos causados ao meio 
ambiente.
O POLUIDOR-PAGADOR
• Arts. 12, 17, 18 e 27 da Lei de Crimes 
Ambientais (Lei n. 9.605/1998).
Art. 12
A prestação pecuniária consiste no 
pagamento em dinheiro à vítima ou à 
entidade pública ou privada com fim social, 
de importância, fixada pelo juiz, não 
inferior a um salário mínimo nem superior 
a trezentos e sessenta salários mínimos. O 
valor pago será deduzido do montante de 
eventual reparação civil a que for 
condenado o infrator.
O POLUIDOR-PAGADOR
Art. 17 
A verificação da reparação a que se refere o § 2°
do art. 78 do Código Penal será feita mediante 
laudo de reparação do dano ambiental, e as 
condições a serem impostas pelo juiz deverão 
relacionar-se com a proteção ao meio ambiente;
Art. 18 
A multa será calculada segundo os critérios do 
Código Penal. Caso se revele ineficaz, ainda que 
aplicada no valor máximo, poderá ser aumentada 
até três vezes, tendo em vista o valor da vantagem 
econômica auferida.
O POLUIDOR-PAGADOR
Art. 27 
Nos crimes ambientais de menor potencial 
ofensivo, a proposta de aplicação imediata 
de pena restritiva de direitos ou multa, 
prevista no art. 76 da Lei n. 9.099, de 26 de 
setembro de 1995, só poderá ser 
formulada desde que tenha havido a 
prévia composição do dano ambiental, de 
que trata o art. 74 da mesma lei, salvo em 
caso de comprovada impossibilidade.
O POLUIDOR-PAGADOR
• Este princípio busca evitar que o dano 
ecológico fique sem reparação.
• Pagar para poluir não é admitido nem 
pelo ordenamento jurídico nem pela 
comunidade internacional.
• O poluidor tem o dever de indenizar e 
reparar os danos causados ao meio 
ambiente e a terceiros, 
independentemente de culpa ou dolo.
PRINCÍPIO DA 
RESPONSABILIDADE
• O princípio do poluidor-pagador tem 
íntima correlação com o da 
responsabilidade.
• Foi instituído pela Política Nacional de 
Recursos Hídricos (Lei n. 9.433/1997). 
• Tal lei determina que aquele que utiliza 
um recurso natural deverá pagar por 
este uso. 
https://www.google.com/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=2ahUKEwjJhceIgN3iAhVJIbkGHY5hDl0QjRx6BAgBEAU&url=https://pngtree.com/free-icon/responsibility-distribution_687614&psig=AOvVaw2CwbCf7a7josXZJERYGV6_&ust=1560190329936865
RESPONSABILIZAÇÃO
A responsabilização se dá em três
esferas: civil, penal e administrativa
por comando constitucional (art. 225,
parágrafo 3°).
✓ Civil: prevista antes da Constituição
através da Lei da Ação Civil Pública
(Lei Federal n. 7.347/1985)
combinada com a Lei da Política
Nacional de Meio Ambiente (Lei
Federal n. 6.938/1981).
✓ Penal: antes da Constituição
existia apenas a tipificação de
contravenção penal em leis
esparsas, a exemplo do Código
Florestal de 1965. Após a
Constituição surge a Lei Federal n.
9.605/1998, que regulamenta a
responsabilização penal (artigos 1
a 69) e administrativa (artigos 70 a
77).
ESTUDO DE CASO 
✓Após a edição da Lei n.
9.605/1998, algumas condutas
consideradas contravenção penal
foram alçadas à condição de crime,
mas pela regra geral do direito
penal em nosso país, a lei penal
nova não pode prejudicar o réu ou
o suposto criminoso.
ESTUDO DE CASO
✓ Portanto, se o crime foi cometido
antes do advento da lei de crimes
ambientais, a pessoa física ou jurídica
de direito privado não pode sofrer ação
penal para apuração de crime tipificado
na nova lei, podendo a conduta ser
apurada à luz de contravenção, se
existente a previsão legal específica (no
caso, poluição hídrica).
ESTUDO DE CASO 
✓ A ação penal do MPE não deverá
prosperar;
✓ O MPE (ou outros) poderá
ingressar com Ação Civil Pública
para apurar a responsabilidade
pelo dano ambiental sob a ótica do
ilícito civil.
PRINCÍPIO DA CAUTELA
• Art. 225, caput da Constituição.
• Art. 2° da Lei n. 6.938/1981 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem por 
objetivo a preservação, melhoria e 
recuperação da qualidade ambiental propícia à 
vida, visando assegurar, no País, condições ao 
desenvolvimento socioeconômico, aos 
interesses da segurança nacional e à proteção 
da dignidade da vida humana [...].
• Surge a educação ambiental como 
instrumento de conscientização e de 
cautela.
PRINCÍPIO DA 
INFORMAÇÃO
• O direito à informação é um direito 
público subjetivo.
• Abrange o dever legal do poder público 
de garantir o acesso aos bancos de 
dados disponíveis e organizados e de 
fornecer informações quando 
solicitadas. 
PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO
• A Constituição de 1988 menciona a 
palavra participação em diversos 
momentos.
• Participar é exercer a cidadania. É 
um direito a ser exercido, e não 
apenas um dever a ser cumprido. 
PARTICIPAÇÃO AMBIENTAL
• Pode ocorrer de forma:
• não oficial: por meio dos grupos de 
pressão e da educação ambiental;
• esfera administrativa: por meio de 
direito de petição (art. 5°, XXXIV); 
direito de certidão; inquérito civil (art. 
6° e 8° Lei n. 7.347/1985); inquérito 
policial (art. 27 do Código de Processo 
Penal); audiências públicas; participação 
em colegiados e reservas particulares do 
patrimônio natural (RPPN);
PARTICIPAÇÃO AMBIENTAL
• esfera judiciária: pode ocorrer denúncia 
substitutiva (art. 5° LIX da Constituição e 
art. 29 do Código de Processo Penal); 
mandado de injunção (art. 5°, LXXI) 
inconstitucionalidade por omissão; direta 
de inconstitucionalidade; mandado de 
segurança coletivo; ACP; Lei n. 7.347/1985; 
ação popular (art. 5° LXXIV) e ação coletiva;
• esfera legislativa: prevê a iniciativa popular 
na elaboração das leis como forma do 
exercício da soberania popular. 
EXEMPLO NA ESFERA LEGISLATIVA
• Fábio Feldman, ambientalista.
• Responsável por criar uma equipe 
multidisciplinar de profissionais 
altamente capacitados e comprometidos 
com a proposta de inserir a questão do 
meio ambiente no texto constitucional 
(pós Conferência de Estocolmo).
PRINCÍPIO DA 
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
• Princípio da Educação Ambiental.
• Análise do capítulo sobre o meio 
ambiente na Constituição Federal.
• Capítulo VI da Constituição 
VI – promover a educação ambiental 
em todos os níveis de ensino e a 
conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente.
FIM DO MÓDULO VIII
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Prof. Dr. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO IX
MEIO AMBIENTE NA 
CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA II
INSPIRAÇÃO
O texto do art. 225 é ainda a melhor 
fonte de inspiração para todos os 
comandos legislativos 
infraconstitucionais:
Art. 225 
Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida, impondo-se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as presentes e futuras 
gerações.
DIREITO E DEVER
• A expressão “todos” remete ao art. 5°
da Constituição.
• Garantia aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no país a todosos direitos descritos ao longo do artigo.
• Estende-se a demais direitos 
espalhados pelo texto constitucional, a 
exemplo do meio ambiente 
ecologicamente equilibrado.
DIREITO E DEVER
• A constituição imputa aos brasileiros e 
estrangeiros residentes no país os 
direitos e os deveres sobre o meio 
ambiente.
• Ainda que a ideia de meio ambiente 
equilibrado seja um conceito global, os 
comandos constitucionais não se 
aplicam a estrangeiros não residentes 
(turistas) nem a outros cidadãos de 
outras nações.
• A questão entre os países é matéria 
para outras ferramentas.
DIREITO E DEVER
• O termo “bem de uso comum do 
povo” não existe no mundo jurídico, 
exceto nessa previsão 
constitucional;
• O bem ambiental é de natureza:
- Coletiva, em sentido geral.
- Ora difusa ora coletiva, em sentido 
estrito.
DIREITO E DEVER
• O meio ambiente ecologicamente 
equilibrado é um direito e um dever. 
• Aplica-se à coletividade e ao poder 
público.
• Por expressa determinação 
constitucional, que imputa a todos o 
dever de defender e preservar o 
meio ambiente. 
DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL
• O conteúdo do princípio do 
desenvolvimento sustentável 
também está presente no caput do 
art. 225.
• O meio ambiente deve estar 
“ecologicamente equilibrado”.
• Desenvolvimento e preservação 
ambiental caminham em 
compatibilidade.
QUALIDADE DE VIDA
•Outro comando inserido no 
dispositivo é o objeto da defesa 
ambiental ou do próprio Direito 
Ambiental: a qualidade de vida.
CLÁUSULA PÉTREA
• O art. 5°, articulado com o 6°, 
representam aquilo que se denomina 
“cláusula pétrea”, ou seja, que não pode 
ser alterada.
• Há ajustes interpretativos a serem 
realizados no texto constitucional em 
razão das limitações conceituais da 
época.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
• O art. 225 da Constituição elenca alguns 
comandos a serem seguidos pelo poder 
público nesse sentido: 
I – preservar e restaurar os processos 
ecológicos essenciais e prover o manejo 
ecológico das espécies e ecossistemas.
- Regulamentado, em especial, pela Lei Federal n. 
11.105/2005, com aplicação subsidiária da lei 
citada anteriormente.
ESTUDO DE CASO 
✓ A regulamentação dos OGMs se
deu através da Lei de
Biossegurança (Lei n.
11.105/2005).
✓ Diante da situação hipotética
imposta, deverá ser usado o
instituto de sopesamento, como
explicado no estudo de caso da
farra do boi.
ESTUDO DE CASO
✓ Conforme determina o art. 7° da
referida lei, é obrigatória a
imediata notividação das
autoridades da saúde pública
sobre o acidente que possa
provocar a disseminação de OGM,
bem como riscos e procedimentos
no caso de acidentes com OGMs.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
III – definir, em todas as unidades da 
Federação, espaços territoriais e seus 
componentes a serem especialmente 
protegidos, sendo a alteração e a 
supressão permitidas somente 
através de lei, vedada qualquer 
utilização que comprometa a 
integridade dos atributos que 
justifiquem sua proteção.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
• O inciso III foi devidamente 
regulamentado pela Lei Federal 
n. 9.985/2000, que institui o 
SNUC.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
IV – exigir, na forma da lei, para 
instalação de obra ou atividade 
potencialmente causadora de 
significativa degradação do meio 
ambiente, estudo prévio de impacto 
ambiental, a que se dará publicidade.
• O EIA já era regulamentado na 
época do advento da Constituição.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
V – controlar a produção, a 
comercialização e o emprego de 
técnicas, métodos e substâncias que 
comportem risco para a vida, a 
qualidade de vida e o meio ambiente.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
VI – promover a educação ambiental 
em todos os níveis de ensino e a 
conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente
• O inciso VI foi devidamente 
regulamentado pela Lei Federal n. 
9.795/1999.
O PAPEL DO PODER PÚBLICO
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na 
forma da lei, as práticas que coloquem em 
risco sua função ecológica, provoquem a 
extinção de espécies ou submetam os 
animais a crueldade.
• Regulamentado pela Lei do SNUC, pelo 
Código Florestal e de Caça.
FIM DO MÓDULO IX
LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL I
Profa. Rosana S. 
Bertucci
MÓDULO X
MEIO AMBIENTE NA 
CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA III
DIREITOS E DEVERES NO 
ART. 225
O art. 225 se desdobra também em alguns 
parágrafos de igual importância:
§ 2° Aquele que explorar recursos minerais fica 
obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, 
de acordo com solução técnica exigida pelo órgão 
público competente, na forma da lei.
• Regulamentado pelo vigor Código de 
Mineração – Decreto-lei n. 227/1967, e ainda 
outras leis pertinentes ao tema e às 
orientações da Agência Nacional de 
Mineração
§ 5° São indisponíveis as terras 
devolutas ou arrecadadas pelos 
Estados, por ações discriminatórias, 
necessárias à proteção dos 
ecossistemas naturais.
§ 6° As usinas que operem com reator 
nuclear deverão ter sua localização 
definida em lei federal, sem o que não 
poderão ser instaladas.
DIREITOS E DEVERES 
NO ART. 225
Especial atenção aos 
parágrafos 3°, 4° e 7°.
DIREITOS E DEVERES 
NO ART. 225
ART. 225 – CONDUTAS 
LESIVAS
§ 3° As condutas e atividades 
consideradas lesivas ao meio 
ambiente sujeitarão os infratores, 
pessoas físicas ou jurídicas, a sanções 
penais e administrativas, 
independentemente da obrigação de 
reparar os danos causados.
ART. 225 – CONDUTAS 
LESIVAS
Princípio do poluidor-pagador ou princípio 
da responsabilização
• Aplica-se também às pessoas jurídicas de 
direito privado.
• Pessoa jurídica de direito público só pode 
ser responsabilizada civilmente.
• Entendimento jurisprudencial majoritário 
e doutrinário. 
ART. 225 – CONDUTAS 
LESIVAS
Dispositivo regulamentado pelas leis:
• Lei 7.347/85 (Lei de Ação Civil Pública).
• Lei 6.938/81 (Política Nacional do 
Meio Ambiente).
• Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes 
Ambientais) e regulamentado pelo 
Decreto 6.514/08.
ART. 225 –
PRESERVAÇÃO ESPECIAL
Art. 225 
[...] 
§ 4° A Floresta Amazônica brasileira, a 
Mata Atlântica, a Serra do Mar, o 
Pantanal Mato-Grossense e a Zona 
Costeira são patrimônio nacional, e 
sua utilização far-se-á, na forma da lei, 
dentro de condições que assegurem a 
preservação do meio ambiente, 
inclusive quanto ao uso dos recursos 
naturais.
ART. 225 –
PRESERVAÇÃO ESPECIAL
• Conceito jurídico indeterminado
• “Patrimônio nacional”.
• Novamente, em razão das 
delimitações conceituais da época, 
o legislador lançou mão de um 
termo indefinido juridicamente. 
ART. 225 –
PRESERVAÇÃO ESPECIAL
• Para o Direito, pouco ou quase nada 
deve ser indefinido juridicamente, 
em razão da segurança jurídica.
• Não se pode afirmar com segurança 
legal ou doutrinária o que vem a ser 
um “patrimônio nacional”.
ART. 225 –
PRESERVAÇÃO ESPECIAL
• No entanto, conceito e 
caracterização de unidades de 
conservação para a proteção de 
bens, patrimônios ou ecossistemas 
está descrita na Lei do SNUC.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
Art. 225 
[...] 
§ 7° Para fins do disposto na parte final do 
inciso VII do § 1° deste artigo, não se 
consideram cruéis as práticas desportivas 
que utilizem animais, desde que sejam 
manifestações culturais, conforme o § 1° do 
art. 215 desta Constituição Federal, 
registradas como bem de natureza imaterial 
integrante do patrimônio cultural brasileiro, 
devendo ser regulamentadas por lei 
específica que assegure o bem-estar dos 
animais envolvidos.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
• Incluído pela Emenda Constitucional 
n. 96 de 2017.
• Foi elaborada em razão de debates 
acerca da possibilidade ou não de 
praticar atos contra determinados 
animais em eventos/atividades 
culturais.
• Interpretação sistemática dos 
dispositivos constitucionais.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
• O parágrafo 7° do art. 225 não 
existia antes de 2017.
• Em sua ausência, muito se discutia 
sobre o conflito entre algumas 
práticas culturais em garantias 
ambientais.
• Exemplos clássicos dessa situação 
são os rodeiose a farra do boi.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
• Geram forte comoção não apenas 
popular como de instituições 
ambientalistas ao afirmar que há 
crueldade com animais durante os 
eventos. 
• Por outro lado, há aqueles que alegam 
a inexistência de maus-tratos e que 
ainda defendem sua realização como 
prática cultural, em especial, em razão 
do movimento econômico gerado em 
torno.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
• Em um embate de direitos e 
princípios há que se ponderar qual 
deve prevalecer na ocorrência 
desses conflitos.
• Essa ponderação é abrangente, 
devendo ser analisada sob várias 
óticas e aspectos para aferir o 
verdadeiro valor de cada lado na 
medida do possível.
ART. 225 – CULTURA E 
MEIO AMBIENTE
A referida emenda constitucional veio para 
ajudar a sanar esse aparente conflito. Ela 
determina que não se considere crueldade 
a prática desportiva com animais, desde 
que sejam manifestações culturais, 
registradas e regulamentadas.
Mesmo sem essa regulamentação, o 
aparente conflito também pode ser 
solucionado com a análise profunda sobre 
o que vem a ser prática cultural e o que 
vem a ser crueldade animal. 
FIM DO MÓDULO X
Fontes das imagens
Slide 1: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 3: Gertalt/Pixabay
Slide 4: PublicDomainPictures/Pixabay
Slide 5: Gertalt/Pixabay
Slide 6: Geralt/Pixabay
Slide 7: jorgeribas/Pixabay
Slide 8: RonBot/Wikimedia Commons
Slide 9: Wikimedia Commons
Slide 10: OpenClipart-Vectors/Pixabay
Slide 11: MCD
Slide 12: MCD
Slide 13: Money Times
Slide 14: SD-Pictures/Pixabay
Slide 15: Pixabay
Slide 16: Amber_Avalona/Pixabay
Slide 17: Amber_Avalona/Pixabay
Slide 18: Amber_Avalona/Pixabay
Slide 19: 359611/Pixabay
Slide 20: 359611/Pixabay
Slide 21: Sorapop Udomsri/Dreamstime
Slide 23: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 25: jorgeribas/Pixabay
Slide 26: Geralt/Pixabay; Life Site
Slide 27: jorgeribas/Pixabay
Slide 28: Gratispng
Slide 29: Gratispng
Slide 30: Gratispng
Slide 31: Wikimedia Commons
Slide 32: jorgeribas/Pixabay
Slide 33: jorgeribas/Pixabay
Slide 34: jorgeribas/Pixabay
Slide 35: jorgeribas/Pixabay
Slide 36: OpenClipart-Vectors/Pixabay
Slide 37: OpenClipart-Vectors/Pixabay
Slide 39: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 41: OpenClipart-Vectors/Pixabay
Slide 42: Brasil/Senado Federal
Slide 43: Brasil Escola
Slide 44: Brasil/Senado Federal
Slide 45: Brasil Escola
Slide 46: Geralt/Pixabay
Slide 47: Ecosciente/Unicentro
Slide 48: Ecosciente/Unicentro
Slide 49: Ecosciente/Unicentro
Slide 50: Ecosciente/Unicentro
Slide 51: Ecosciente/Unicentro
Slide 52: Tobias Jackson/Planeta
Slide 53: Brasil Escola
Slide 55: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 57: malptr/DepositPhotos
Slide 58: malptr/DepositPhotos
Slide 59: malptr/DepositPhotos
Slide 60: smolaw/Shutterstock
Slide 61: smolaw/Shutterstock
Slide 62: smolaw/Shutterstock
Slide 63: Migalhas
Slide 64: Migalhas
Slide 65: Wolf S.A.
Slide 66: Wolf S.A.
Slide 67: Brasil/Senado Federal
Slide 68: Brasil/Senado Federal
Slide 69: Brasil/Senado Federal
Slide 70: Tribuna do Ceará
Slide 71: Tribuna do Ceará
Slide 72: Tribuna do Ceará
Slide 73: Tribuna do Ceará
Slide 74: Erica Rusch
Slide 77: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 79: lovelypeace/Freepik
Slide 80: studiogstock/Freepik
Slide 81: studiogstock/Freepik
Slide 82: studiogstock/Freepik
Slide 83: flaticon/Freepik
Slide 84: Geralt/Pixabay
Slide 85: Geralt/Pixabay
Slide 86: dashu83/Freepik
Slide 87: Best-Wallpaper
Slide 88: Best-Wallpaper
Slide 89: Alex Kuimov/PXHere
Slide 90: malptr/DepositPhotos
Slide 91: malptr/DepositPhotos
Slide 92: Zig Koch/Natureza Brasileira
Slide 93: Zig Koch/Natureza Brasileira
Slide 98: Daniil Pshkov/Dreamstime
Fontes das imagens
Slide 100: Freepik
Slide 101: Freepik
Slide 102: brgfx/Freepik
Slide 103: brgfx/Freepik
Slide 104: riane/Best HD Wallpaper
Slide 105: riane/Best HD Wallpaper
Slide 106: riane/Best HD Wallpaper
Slide 107: dashu83/Freepik
Slide 108: dashu83/Freepik
Slide 109: dashu83/Freepik
Slide 110: Freepik
Slide 111: Freepik
Slide 112: Freepik
Slide 113: MPE
Slide 114: studiogstock/Freepik
Slide 115: studiogstock/Freepik
Slide 116: studiogstock/Freepik
Slide 123: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 125: oneteamos/CleanPNG
Slide 126: oneteamos/CleanPNG
Slide 127: oneteamos/CleanPNG
Slide 128: oneteamos/CleanPNG
Slide 129: oneteamos/CleanPNG
Slide 130: oneteamos/CleanPNG
Slide 131: oneteamos/CleanPNG
Slide 132: malptr/DepositPhotos
Slide 133: malptr/DepositPhotos
Slide 134: malptr/DepositPhotos
Slide 135: malptr/DepositPhotos
Slide 136: Plataforma Deduca
Slide 137: Plataforma Deduca
Slide 138: oneteamos/CleanPNG
Slide 139: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 140: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 141: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 142: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 143: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 144: Margaret Zboncak/PicPNG
Slide 145: oneteamos/CleanPNG
Slide 146: oneteamos/CleanPNG
Slide 147: oneteamos/CleanPNG
Slide 149: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 151: flaticon/Freepik
Slide 152: SD-Pictures/Pixabay
Slide 153: SD-Pictures/Pixabay
Slide 154: SD-Pictures/Pixabay
Slide 155: SD-Pictures/Pixabay
Slide 156: SD-Pictures/Pixabay
Slide 157: SD-Pictures/Pixabay
Slide 158: SD-Pictures/Pixabay
Slide 159: SD-Pictures/Pixabay
Slide 160: studiogstock/Freepik
Slide 166: VLADGRIN/DepositPhotos
Slide 167: flaticon/Freepik
Slide 168: Plataforma Deduca
Slide 169: Plataforma Deduca
Slide 170: Plataforma Deduca
Slide 171: Plataforma Deduca
Slide 172: Plataforma Deduca
Slide 174: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 176: Sharon Jones/Dreamstime
Slide 177: Plataforma Deduca
Slide 178: Plataforma Deduca
Slide 179: Plataforma Deduca
Slide 180: Plataforma Deduca
Slide 181: PublicDomainPictures/Pixabay
Slide 182: Plataforma Deduca
Slide 183: Freepik
Slide 184: Plataforma Deduca
Slide 187: Plataforma Deduca
Slide 191: Plataforma Deduca
Slide 194: Daniil Pshkov/Dreamstime
Slide 196: jorgeribas/Pixabay
Slide 197: jorgeribas/Pixabay
Slide 198: jorgeribas/Pixabay
Slide 199: jorgeribas/Pixabay
Slide 200: SD-Pictures/Pixabay
Slide 201: SD-Pictures/Pixabay
Slide 202: brgfx/Freepik
Slide 204: brgfx/Freepik
Slide 206: brgfx/Freepik
Slide 208: brgfx/Freepik
Slide 210: brgfx/Freepik

Mais conteúdos dessa disciplina