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1 Carmela Maria Polito Braga, DELT/EE-UFMG Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL Aula 01 Introdução. Conceitos e Definições. Metrologia. Sistema SI. INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • A ISA - The International Society of Automation, organização internacional voltada ao desenvolvimento de padrões para automação, possui um padrão respeitado e praticado no mundo todo para simbologia, terminologia e identificação para instrumentação (http://www.isa.org/). • Indústrias e empresas de projeto e consultoria adotam plenamente este padrão, em particular a norma ANSI/ISA 5.1 revisão de 2009. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 2 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • Além da ISA outras organizações nacionais e internacionais estabelecem referências importantes no estudo da instrumentação. • Neste curso iremos adotar além das referências da norma ISA 5.1, o VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia, em sua 8a. Edição, 1a. Edição Luso- Brasileira, publicada em dezembro de 2012. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 3 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • A norma ANSI/ISA 5.1 (R-2009) define instrumento como: Um dispositivo usado, direta ou indiretamente, para medição e/ou controle de uma variável. • Este dispositivo inclui elementos primários (de medição), indicadores, controladores, elementos finais de controle (atuadores), dispositivos de computação, e dispositivos elétricos como alarmes, chaves e botoeiras. O termo não se aplica a componentes internos do dispositivo. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 4 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 5 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • A norma ANSI/ISA 5.1 (R-2009) define Instrumentação: Um conjunto de instrumentos, dispositivos, hardware, ou funções ou a aplicação deles para o propósito de medir, monitorar ou controlar uma máquina ou processo industrial ou qualquer combinação destes. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 6 PROCESSO – PLANTA INDUSTRIAL • Processo: é uma sequência de atividades físicas, químicas e biológicas para conversão, transporte ou armazenamento de material ou energia (ISA, 1995). • Processos de manufatura industriais são, normalmente, classificados com base na maneira como a saída é produzida, tais como: em fluxo contínuo (contínuos) , em quantidades finitas de material (em batelada) ou em quantidades finitas de partes (manufatura em partes discretas). Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 7 PROCESSO – PLANTA INDUSTRIAL Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 8 Processo Contínuo Processo em Batelada Processo de manufatura discreta F1 F2 F3 F5F4 Looper 1 Looper 4 Stand 1 Stand 2 Stand 3 Stand 4 Stand 5 Looper 2 Looper 3 Ingredient Storage 1 Ingredient Storage 2 Ingredient Storage 3 Reactor 1 Reactor 2 Reactor 3 Reactor 4 Mingling Tank Mingling Tank CentrifugesCentrifuges Packout PROCESSO – PLANTA INDUSTRIAL • É usual, especialmente no setor químico, o uso da expressão planta industrial e muitas vezes apenas planta, para representar uma unidade de produção industrial, ou mesmo um setor dentro de uma indústria. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 9 Planta de uma usina termelétrica. INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • A instrumentação estuda o elo de ligação entre o processo e o controlador! Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 10 Controle Realimentado Controlador Atuador Planta Sensor Variáveis normalizadas INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL • Representação esquemática da instrumentação nos equipamentos e nas linhas (tubulações) de processo. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 11 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL (P&ID) Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 12 INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL (P&ID) Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 13 ABSTRAÇÕES DE CONTROLE DE PROCESSOS Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 14 u Controlador De Vazão FC Set point ou Referência y Nível 0 AtuadorSensor C on tro la do r Malha de controle de Vazão FC FE FT Reator de Jaqueta (tipo banho Maria) Vapor TC TE TT Set point ou Referência Saída de Vapor Entrada de água Entrada de Ar e Combustível Camara de Combustão Tubos de água Fumos A) Representação esquemática do proceso de geração de vapor. B) Fluxograma de Engenharia FCV FCV Sensor de Vazão FE/FT Sensor de Temperatura C(s) z w + - y G(s)e u + Ruído de medição Diagrama em blocos de uma malha de controle realimentado. A função de transferência G(s) representa dinâmicas de sensores e atuadores além do processo. METROLOGIA • É a ciência da medição e sua aplicação. • A metrologia abrange todos os aspectos teóricos e práticos relativos às medições, qualquer que seja a incerteza, em quaisquer campos da ciência ou da tecnologia. (VIM, 2012) • A metrologia possui três categorias: • Industrial. • Científica • Legal Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 15 AS MEDIÇÕES NO DIA A DIA Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 16 Paquímetro Taxímetro (Totalização) Hidrômetro (Totalização) Bomba de Combustível (Totalização) § Distância (comprimento) § Velocidade § Vazão § Força (peso) Anemômetro Medidor de Velocidade por Laço Indutivo (“Pardal”) Velocímetro + hodômetro (Totalização) Balança Digital AS MEDIÇÕES NO DIA A DIA Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 17 Termômetro de Bulbo § Pressão § Nível § Tempo § Temperatura § Tensão Elétrica § Corrente Elétrica § ... Termômetro Digital Medidor de Pressão Arterial Cronômetro Béquer para medição de Nível Medidor de Energia Elétrica (Totalização) Medidor de Pressão METROLOGIA • Metrologia Científica: • Trata, fundamentalmente, dos padrões de medição internacionais e nacionais, dos instrumentos laboratoriais e das pesquisas e metodologias científicas relacionadas ao mais alto nível de qualidade metrológica. • Metrologia Industrial: • Desdobramento da metrologia científica, a metrologia industrial é responsável pelo controle dos processos produtivos e pela garantia da qualidade dos produtos finais. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 18 METROLOGIA • Metrologia Legal: • Ligada às exigências legais, técnicas e administrativas relativas às unidades de medidas, aos instrumentos de medir a às medidas materializadas. Objetiva fundamentalmente as transações comerciais, em que as medições são extremamente relevantes no tocante aos aspectos de exatidão e lealdade. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 19 DEFINIÇÕES BÁSICAS (VIM) • Medição: conjunto de operações que tem por objetivo determinar um valor de uma grandeza. • Grandeza: atributo de um fenômeno, corpo ou substância que pode ser qualitativamente distinguido e quantitativamente determinado. • Mensurando: objeto da medição. Grandeza específica submetida à medição. • Instrumento de medição: dispositivo utilizado para uma medição, sozinho ou em conjunto com dispositivo(s) complementar(es). • Sistema de medição: conjunto completo de instrumentos de medição e outros equipamentosacoplados para executar uma medição específica. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 20 RESULTADO DA MEDIÇÃO • É a faixa de valores dentro da qual deve se situar o valor verdadeiro do mensurando. Consiste no valor atribuído a um mensurando, obtido por medição, completado por outras informações pertinentes. • Resultado base é a melhor estimativa do valor de um mensurando. O RB pode ser uma medida, a media de várias medidas, um valor calculado em função de diversas outras grandezas medidas, etc. • Incerteza da medição é o tamanho da faixa simétrica, e centrada em torno do resultado base, que delimita a faixa onde se situam as dúvidas associadas à medição. Caracteriza a dispersão dos valores que podem ser atribuídos a um mensurando. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 21 RM = (RB ± IM) unidade OBJETIVOS DA MEDIÇÃO CLASSES DE APLICAÇÃO 1. Monitoramento: • Focado em Processamento de Sinais: • Observação passiva, sem atuação. • Identificação de comportamento predominante. • Identificação e modelagem matemática. • Estimação de parâmetros ou estado. • Compra e venda de produtos e serviços: • consumo de água, energia elétrica, taxímetro, combustíveis, etc. • Sinais vitais: • pressão arterial, temperatura, nível de colesterol • Atividades desportivas: • desempenho, recordes Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 22 Planta Sensor Analisador OBJETIVOS DA MEDIÇÃO CLASSES DE APLICAÇÃO 2. Controle e realimentação: • Focado em Sistemas • Análise do comportamento dinâmico e do compromisso entre • Estabilidade • Robustez • Boa resposta ao ruído de medição • Boa resposta a perturbações de carga Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 23 Controle Realimentado Controlador Atuador Planta Sensor MEDIR PARA CONTROLAR... • Controle de pressão Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 24 Medir Comparar Especificações xxxx ± xx yyyy ± yy zzz ± z Agir OBJETIVOS DA MEDIÇÃO - CLASSES DE APLICAÇÃO 3. Análise Experimental: • Investigação; • Aferição de instrumentos mais precisos. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 25 Bancada de calibração SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES • Estabelecido em 1960 pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas – BIPM. • Vantagens: • Clareza de entendimentos internacionais (técnica, científica). • Transações comerciais. • Garantia de coerência ao longo dos anos. • Coerência entre unidades simplificam equações da física. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 26 SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES BIPM Padrões Internacionais Padrões Nacionais Padrões dos Institutos Nacionais de Metrologia Calibração Padrões de referência dos laboratórios acreditados Ensaios Padrões de referência dos laboratórios acreditados Industria e outro setores Padrões de trabalho dos laboratórios do chão de fábrica Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 27 Comparabilidade Unidades do SI SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES • Possui 3 classes de unidades: • unidades de base: apenas 7 grandezas físicas independentes são definidas; • unidades derivadas: formada pela combinação das unidades de base segundo relações algébricas que correlacionam as grandezas correspondentes; • unidades suplementares: definição puramente matemática, sem padrão físico (ângulo plano e ângulo sólido) Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 28 AS SETE UNIDADES DE BASE Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 29 Grandeza Unidade Símbolo Comprimento metro m Massa kilograma (quilo)1 kg Tempo segundo s Corrente elétrica ampère A Temperatura kelvin K Intensidade luminosa candela cd Quantidade de matéria mol mol 1Após o novo acordo ortográfico o INMETRO publica a 8ª. Edição do Sistema Internacional de Unidades, que contempla alterações nas grafias de diversas unidades, múltiplos e submúltiplos. UNIDADES DERIVADAS Grandeza derivada Unidade derivada Símbolo área volume velocidade aceleração velocidade angular aceleração angular massa específica intensidade de campo magnético densidade de corrente concentração de substância luminância metro quadrado metro cúbico metro por segundo metro por segundo ao quadrado radiano por segundo radiano por segundo ao quadrado (qui)kilogramas por metro cúbico ampère por metro ampère por metro cúbico mol por metro cúbico candela por metro quadrado m2 m3 m/s m/s2 rad/s rad/s2 kg/m3 A/m A/m3 mol/m3 cd/m2 Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 30 UNIDADES DERIVADAS Grandeza derivada Unidade derivada Símbolo Em unidades do SI Em termos das unidades base freqüência força pressão, tensão energia, trabalho, quantidade de calor potência e fluxo radiante carga elétrica, quantidade de eletricidade diferença de potencial elétrico, tensão elétrica, força eletromotriz capacitância elétrica resistência elétrica condutância elétrica fluxo magnético indução magnética, densidade de fluxo magnético indutância fluxo luminoso iluminamento ou aclaramento atividade (de radionuclídeo) dose absorvida, energia específica dose equivalente hertz newton pascal joule watt coulomb volt farad ohm siemens weber tesla henry lumen lux becquerel gray Siervet Hz N Pa J W C V F Ω S Wb T H lm lx Bq Gy Sv N/m2 N . m J/s W/A C/V V/A A/V V . S Wb/m2 Wb/A cd/sr lm/m2 J/kg J/kg s-1 m . kg . s-2 m-1 . kg . s-2 m2 . kg . s-2 m2 . kg . s-3 s . A m2 . kg . s-3 . A-1 m-2 . kg-1 . s4 . A2 m2 . kg . s-3 . A-2 m-2 . kg-1 . s3 . A2 m2 . kg . s-2 . A-1 kg . s-2 . A-1 m2 . kg . s-2 . A-2 cd cd . m-2 s-1 m2 . s-2 m2 . s-2 Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 31 UNIDADES SUPLEMENTARES Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 32 Grandeza suplementar Unidade derivada Símbolo Ângulo plano Ângulo sólido O radiano é o ângulo central que abrange um arco de círculo de comprimento igual ao do respectivo raio. O (ester)esferorradiano é o ângulo sólido que, tendo vértice no centro de uma esfera de raio unitário, abrange na superfície esférica uma área de valor igual a 1. rad sr MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS Fator Nome do prefixo Símbolo Fator Nome do prefixo Símbolo 1024 1021 1018 1015 1012 109 106 103 102 101 yotta zetta exa peta tera giga mega kilo (quilo) hecto Deca Y Z E P T G M k h da 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 10-18 10-21 10-24 deci centi mili micro nano pico femto atto zepto yocto d c m µ n p f a z y Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 33 UNIDADES EM USO COM O SI Grandeza Unidade Símbolo Valor nas unidades do SI tempo ângulo volume massa pressão temperatura minuto hora dia grau minuto segundo litro tonelada bar grau Celsius min h d ° ' " l, L t bar °C 1 min = 60 s 1 h = 60 min = 3600 s 1 d = 24 h 1° = (π/180) 1' = (1/60)° = (π/10 800) rad 1" = (1/60)' = (π/648 000) rad 1 L = 1 dm3 = 10-3 m3 1 t = 103 kg 1 bar = 105 Pa °C = K - 273,16 Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 34 UNIDADES TEMPORARIAMENTE EM USO Grandeza Unidade Símbolo Valor nas unidades do SI comprimento velocidade massa densidade linear tensão de sistema óptico pressão no corpo humano área área comprimento seção transversal milha náutica nó carattex dioptre milímetros de mercúrio are hectare angstrom (ångström) barn tex mmHg a há Å B 1 milha náutica = 1852 m 1 nó = 1 milha náutica por hora = (1852/3600) m/s 1 carat = 2 . 10-4 kg = 200 mg 1 tex = 10-6 kg/m = 1 mg/m 1 dioptre = 1 m-1 1 mm Hg = 133 322 Pa 1 a = 100 m2 1 ha = 104 m2 1 Å = 0,1 nm = 10-10 m 1 b = 10-28 m2 Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 35 GRAFIA DOS NOMES DAS UNIDADES • Após o novo acordo ortográfico o INMETRO publica a 8ª. Edição do Sistema Internacional de Unidades, que contempla alterações nas grafias e fonemas de diversas unidades, múltiplos e submúltiplos. • Principais mudanças: • quilo -> kilo; • quilômetro -> kilometro (“kilométro”); • nanômetro -> nanometro (“nanométro”); • milirradiano -> miliradiano; • milissegundo -> milisegundo; • ampère -> ampere; • etc. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 36 GRAFIA DOS NOMES DAS UNIDADES • Quando escritos por extenso, os nomes de unidades começam por letra minúscula, mesmo quando se trata do nome de um cientista (por exemplo, ampère, kelvin, newton, etc.), exceto o grau Celsius. • A respectiva unidade pode ser escrita por extenso ou representada pelo seu símbolo, não sendo admitidas combinações de partes escritas por extenso com partes expressas por símbolo. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 37 GRAFIA DOS NOMES DAS UNIDADES • Quando pronunciado e escrito por extenso, o nome da unidade vai para o plural (5 newtons; 150 metros; 1,2 metros quadrados; 10 segundos). • Os símbolos das unidades nunca vão para o plural ( 5N; 150 m; 1,2 m2; 10 s). • Os símbolos são invariáveis, não sendo admitido colocar, após o símbolo, seja ponto de abreviatura, seja "s" de plural, sejam sinais, letras ou índices. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 38 GRAFIA DOS NÚMEROS E SÍMBOLOS • Multiplicação: pode ser formada pela justaposição dos símbolos, se não causar ambigüidade (VA, kWh). Ou colocando um ponto “.“ ou “x” entre os símbolos • Ex: (m.N ou m x N) • Divisão: são aceitas quaisquer das três maneiras exemplificadas a seguir: Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 39 W/(sr.m2) W.sr-1.m-2 W sr.m2 GRAFIA DOS NÚMEROS E SÍMBOLOS • Não se esqueça que estamos no Brasil, e em português o separador decimal deve ser a vírgula. • Os algarismos que compõem as partes inteira ou decimal podem opcionalmente ser separados em grupos de três por espaços, mas nunca por pontos. • O espaço entre o número e o símbolo é opcional. Deve ser omitido quando há possibilidade de fraude. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 40 ALGUNS ENGANOS CORRIQUEIROS! § Errado § Km, Kg § µ § a grama § 2 hs § 15 seg § 80 KM/H § 250°K § um Newton § Correto § km, kg § µm § o grama § 2 h § 15 s § 80 km/h § 250 K § um newton OUTROS ENGANOS! Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 42 OUTROS... Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 43 O SISTEMA BRITÂNICO • Confusões pela falta de padronização.... INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL “O conhecimento amplo e satisfatório sobre um processo ou fenômeno somente existirá quando for possível medi-lo e expressá-lo através de números" Lord Kelvin, 1883 Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 45 BIBLIOGRAFIA • Doebelin, E. O. Measurement Systems – Application and Design, 4ª. Edição. Editora McGraw-Hill, USA, 1990. • BALBINOT, A.; BUSSAMARELO, V. J. Instrumentação e Fundamentos de Medidas. Vol 1, 2ª. Edição. Editora LTC. Rio de Janeiro, RJ, 2010. • INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL. Sistema Internacional de Unidades - SI. 8 ed.(revisada) Rio de Janeiro, 2007. Disponível em http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si.pdf • INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃOE QUALIDADE INDUSTRIAL. Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia. Portaria INMETRO nº 232 de 2012. 1ª Edição Luso-Brasileira. Rio de Janeiro: Ed. IPO, 2012. • Imagens da internet. • Notas de aula dos professores Anísio R. Braga, Leonardo Torres. Profs. Carmela Maria Polito Braga e Hugo César Coelho Michel, DELT/EE-UFMG 46