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CENTRO UNIVERSITÁRIO IESB OESTE 
Aluna(s): Maria Francisca T. Vieira Matrícula: 24111125082 
 Wanda da Silva Braga Matrícula: 24111125048 
Disciplina: Ética e Deontologia Professora: Marianna Sousa 
 
Estudo Dirigido 
Desafios éticos na Terapia Ocupacional 
1. Respeito pela autonomia: 
O equilíbrio entre a autonomia do paciente e a necessidade de proteção é um desafio na 
terapia ocupacional, especialmente para Maria, que sofreu um AVC. 
Esse equilíbrio é vital para promover sua independência enquanto se garante sua 
segurança durante a reabilitação. Para isso, é essencial realizar uma avaliação 
individualizada das habilidades e limitações de Maria, considerando seu nível de 
independência nas atividades diárias. A educação e a informação são fundamentais, pois 
ajudam Maria a tomar decisões informadas sobre sua vida, respeitando suas limitações e 
oportunidades de autonomia. 
A definição de metas conjuntas entre Maria e o terapeuta é crucial, permitindo 
estabelecer objetivos realistas que equilibrem autonomia e segurança. Além disso, a 
implementação de adaptações e tecnologias assistivas pode facilitar a realização de 
atividades de forma segura, promovendo sua recuperação e confiança. 
 
2. Cuidado colaborativo: 
Incluir o cuidador no plano terapêutico de maneira ética e sustentável é fundamental na 
terapia ocupacional, especialmente no caso de pacientes que sofreram um AVC, como 
Maria. Essa inclusão não apenas reconhece a importância do cuidador, mas também 
promove uma abordagem mais equilibrada e eficaz na reabilitação. 
Primeiramente, é crucial respeitar a autonomia do cuidador, reconhecendo que o filho 
de Maria possui seus próprios limites e necessidades. Incorporar sua perspectiva no 
plano terapêutico demonstra consideração e evita sobrecargas que possam prejudicar 
seu bem-estar. O consentimento informado é igualmente vital, assegurando que ele 
compreenda claramente suas responsabilidades, além dos riscos e benefícios 
associados ao cuidado de Maria. 
Uma avaliação da carga do cuidador deve ser realizada para identificar estresses 
emocionais e físicos enfrentados, o que demonstra uma abordagem ética centrada em 
seu bem-estar. A educação e capacitação são ações importantes, proporcionando ao 
cuidador treinamento sobre as necessidades de Maria e como gerenciar seu próprio 
estresse, o que aumenta sua confiança e reduz possíveis desgastes. 
Outro aspecto relevante é o apoio emocional ao cuidador, oferecendo recursos como 
grupos de suporte e aconselhamento, uma vez que seu bem-estar afeta diretamente a 
qualidade do cuidado que Maria recebe. A divisão de tarefas é uma estratégia eficaz, 
convidando outros membros da família e amigos para participar do cuidado, aliviando a 
pressão sobre o filho de Maria. 
Além disso, é essencial manter uma comunicação aberta entre a equipe terapêutica e o 
cuidador, permitindo que ele expresse suas preocupações e contribuições, criando um 
ambiente colaborativo. A flexibilidade e ajustes no plano terapêutico são fundamentais 
para adequar o tratamento às condições do cuidador, evitando fontes de estresse 
desnecessárias. 
O reconhecimento do papel do cuidador e suas contribuições no processo de 
reabilitação é importante, podendo incluir incentivos que validem seu trabalho. Promover 
o autocuidado do cuidador é vital, pois um cuidador saudável é indispensável para o 
sucesso do cuidado. 
Essas estratégias não apenas garantem uma inclusão ética do cuidador no processo de 
reabilitação, mas também criam um ambiente colaborativo e respeitoso entre todos os 
envolvidos, assegurando que as necessidades e o bem-estar de todos os membros da 
equipe de cuidado sejam levados em consideração. 
 
 
3. Intervenções proporcionais: 
O desafio ético na terapia ocupacional para pacientes como Maria, que sofreu um 
acidente cardiovascular, envolve várias considerações fundamentais para sua 
recuperação. Primeiramente, a autonomia do paciente deve ser respeitada, 
permitindo que Maria participe ativamente de seu tratamento, sendo informada sobre 
as intervenções. O consentimento informado é crucial, garantindo que ela 
compreenda e consinta com os procedimentos, adaptando os cuidados às suas 
necessidades. 
A justiça e acesso são igualmente importantes, assegurando que Maria tenha 
igualdade no acesso às intervenções, considerando suas vulnerabilidades. 
A abordagem interdisciplinar com outros profissionais de saúde é essencial para um 
tratamento abrangente. As intervenções devem seguir os princípios de beneficência e 
não maleficência, maximizando benefícios e minimizando danos, com monitoramento 
contínuo. 
A competência profissional do terapeuta ocupacional é vital para lidar com as 
complexidades do tratamento pós-AVC, enquanto a individualização do 
tratamento deve levar em conta a história e os objetivos de Maria. Não se deve 
negligenciar os aspectos psicológicos, oferecendo suporte emocional, e é 
fundamental realizar seguimento e avaliação contínua dos progressos. 
Integrar esses elementos éticos é imprescindível para atender as necessidades de 
Maria de forma respeitosa e eficaz, promovendo uma reabilitação que valorize sua 
dignidade e individualidade. 
 
Questões para Reflexão 
 
1- Atenção à Individualidade: 
O desafio ético na terapia ocupacional para pacientes como Maria, que sofreu um 
acidente cardiovascular, envolve várias considerações fundamentais para sua 
recuperação. Primeiramente, a autonomia do paciente deve ser respeitada, 
permitindo que Maria participe ativamente de seu tratamento, sendo informada sobre 
as intervenções. O consentimento informado é crucial, garantindo que ela 
compreenda e consinta com os procedimentos, adaptando os cuidados às suas 
necessidades. 
A justiça e acesso são igualmente importantes, assegurando que Maria tenha 
igualdade no acesso às intervenções, considerando suas vulnerabilidades. 
A abordagem interdisciplinar com outros profissionais de saúde é essencial para um 
tratamento abrangente. As intervenções devem seguir os princípios de beneficência e 
não maleficência, maximizando benefícios e minimizando danos, com monitoramento 
contínuo. 
A competência profissional do terapeuta ocupacional é vital para lidar com as 
complexidades do tratamento pós-AVC, enquanto a individualização do 
tratamento deve levar em conta a história e os objetivos de Maria. Não se deve 
negligenciar os aspectos psicológicos, oferecendo suporte emocional, e é 
fundamental realizar seguimento e avaliação contínua dos progressos. 
Integrar esses elementos éticos é imprescindível para atender as necessidades de 
Maria de forma respeitosa e eficaz, promovendo uma reabilitação que valorize sua 
dignidade e individualidade. 
 
2- Respeito pela Autonomia: 
Respeitar a autonomia de Maria é essencial, mas deve ser equilibrado com a 
responsabilidade do terapeuta em garantir sua segurança. Os diálogos abertos, a 
educação e a consideração das preferências de Maria são fundamentais para que ela se 
sinta parte ativa de seu tratamento. Essa abordagem colaborativa melhora a relação 
terapêutica e contribui para uma reabilitação mais eficaz e respeitosa. 
 
3- Promoção da dignidade de vida 
Para melhorar a qualidade de vida de Maria, que sofreu um AVC, o terapeuta ocupacional 
pode adotar diversas estratégias que promovem sua independência e dignidade. Entre as 
intervenções estão: 
Atividades de Vida Diária (AVDs): Adaptar habilidades para que Maria possa realizar 
tarefas cotidianas, como vestir-se e cozinhar, usando utensílios adaptados. 
Projetos de Autocuidado: Incentivar Mariana a participar de atividades de autocuidado, 
como escolher roupas e preparar lanche, promovendo sua autonomia. 
Exercícios Funcionais: Implementar exercícios direcionados às habilidades motoras 
necessárias no dia a dia, aumentando sua confiança. 
Ambiente Adaptado: Modificar o lar para minimizar riscos,como instalar barras de apoio, 
garantindo sua segurança nas atividades. 
Inclusão em Atividades Sociais: Estimular a participação de Maria em grupos de apoio e 
eventos comunitários para fortalecer suas conexões sociais. 
A terapia ocupacional é crucial para o bem-estar emocional de Maria, oferecendo suporte 
emocional e promovendo autoconfiança através de objetivos de reabilitação alcançáveis. 
Ensinar técnicas de gerenciamento de estresse e adaptar atividades de acordo com seus 
interesses pode contribuir para sua satisfação. Envolver Maria na elaboração de um plano 
de recuperação personalizado fortalece seu engajamento e senso de controle. 
O terapeuta ocupacional atua não apenas na recuperação física de Maria, mas também 
na promoção de sua dignidade e bem-estar emocional, ajudando-a a reconstruir sua vida 
de maneira autônoma e gratificante. 
 
4- Empatia e envolvimento Emocional 
Mostrar empatia pela frustração de Maria durante sua recuperação de um AVC é essencial 
para estabelecer uma relação terapêutica eficaz. O terapeuta ocupacional pode adotar 
diversas estratégias para demonstrar empatia e, ao mesmo tempo, encorajar Maria a 
enfrentar seus desafios. 
Como Mostrar Empatia: 
Escuta Ativa: Praticar escuta ativa, permitindo que Maria expresse suas emoções sem 
interrupções, utilizando contato visual e frases encorajadoras. 
Validação dos Sentimentos: Reconhecer os sentimentos de Maria, garantindo que suas 
frustrações são normais e compreendidas. 
Compartilhar Experiências: Se apropriado, compartilhar histórias de outros pacientes 
que também enfrentaram desafios similares para normalizar suas emoções. 
Empatia Não Verbal: Utilizar linguagem corporal, gestos e um tom de voz acolhedor para 
transmitir compreensão. 
Tempo de Reflexão: Oferecer momentos de pausa para que Maria processe seus 
sentimentos, respeitando seu espaço emocional. 
Equilibrando Empatia com Encorajamento: 
Estabelecimento de Metas Realistas: Ajudar Maria a definir metas pequenas e 
celebrações de suas conquistas podem impulsionar sua motivação. 
Foco em Soluções: Direcionar a conversa para possíveis alternativas e soluções após 
validar suas frustrações. 
Reforço Positivo: Incentivar Maria após suas tentativas, mesmo que o resultado não seja 
perfeito, para aumentar sua confiança. 
Técnicas de Enfrentamento: Ensinar estratégias para lidar com frustrações, como 
exercícios de respiração e visualizações positivas. 
Modelar Resiliência: Compartilhar histórias de superação para inspirar Maria a ver seus 
desafios como oportunidades de crescimento. 
Conclusão: O terapeuta ocupacional é fundamental ao equilibrar empatia e 
encorajamento na reabilitação de Maria. Ao criar um ambiente seguro e apoiar suas 
emoções, o terapeuta promove um senso de autoconfiança e agência, essenciais para a 
recuperação de Maria, contribuindo para seu bem-estar emocional e físico. 
 
5- Responsabilidade Colaborativa 
Envolvimento do Filho de Maria no Processo de Reabilitação Após um AVC 
Incluir o filho de Maria no processo de reabilitação após um AVC é fundamental, mas 
deve ser feito de maneira cuidadosa, evitando sobrecarga emocional e física. O 
terapeuta ocupacional pode adotar diversas estratégias para garantir um envolvimento 
saudável e colaborativo. 
Primeiramente, é essencial avaliar a dinâmica da relação entre Maria e seu filho. 
Compreender as expectativas e preocupações do filho ajudará o terapeuta a definir 
um papel construtivo e confortável para ele. Em seguida, fornecer educação sobre o 
AVC e suas implicações pode facilitar o entendimento do filho sobre a situação de 
Maria, capacitando-o a participar de forma informada.A participação do filho deve ser 
gradual. O terapeuta pode inicialmente convidá-lo a observar as sessões ou a realizar 
atividades simples, aumentando seu envolvimento à medida que a confiança se 
desenvolve. Também é importante estabelecer tarefas claras e realistas que o filho 
pode assumir, levando em consideração suas capacidades e limitações, de forma que 
não adicione peso excessivo à sua carga emocional. 
Promover momentos de colaboração entre mãe e filho, como exercícios de 
reabilitação, pode fortalecer a relação e possibilitar que ambos se sintam parte do 
processo. Para oferecer apoio tanto a Maria quanto ao seu filho, o terapeuta pode 
organizar sessões específicas para a família, abordando expectativas, preocupações e 
fornecendo um espaço onde o filho possa expressar suas emoções. 
Além disso, oferecer estratégias de enfrentamento ao filho, como técnicas de 
autocuidado e relaxamento, é crucial para ajudá-lo a lidar com a ansiedade ou 
frustração que pode surgir no cuidado de Maria. Estabelecer uma rede de apoio, 
envolvendo outros membros da família, também pode aliviar a carga sobre o filho e 
garantir que ele não assuma todas as responsabilidades. 
A comunicação aberta entre Maria e seu filho é vital para abordar sentimentos e evitar 
mal-entendidos. O terapeuta deve monitorar regularmente como ambos estão se 
sentindo, ajustando as abordagens conforme necessário para garantir um equilíbrio 
saudável no envolvimento. 
Integrar o filho de Maria no processo de reabilitação de forma colaborativa é uma 
tarefa que envolve comunicação e estratégias adaptadas às necessidades e limites de 
cada um. A atuação do terapeuta ocupacional é crucial na criação de um ambiente 
seguro e de suporte, promovendo o bem-estar físico e emocional de Maria e 
fortalecendo os laços familiares. Essa abordagem integrada facilita uma jornada de 
recuperação mais compreensiva e solidária para ambos.

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