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Desenho Técnico Projetivo

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L N Souza

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Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Unidade 1
Introdução ao Desenho Técnico
Aula 1
Introdução ao desenho técnico
Introdução da aula
Olá, estudante!
Boas-vindas ao mundo do desenho, é possível se comunicar por meio de desenhos e aqui,
falaremos de uma de suas variantes, o desenho técnico, com uma junção da precisão técnica
com o vislumbre da arte.
O objetivo desta aula é deixar de forma clara a importância do desenho técnico no dia a dia, a
necessidade de saber desenhar bem e representar de maneira correta, conforme padrões e
normas, um projeto futuro a ser concretizado pois o desenho técnico é o fundamento de todos os
projetos construídos pelo homem, como carros, aviões, edifícios, máquinas, componentes
eletrônicos e outros. 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Uma breve história do desenho e suas de�nições
Ao falar sobre desenho, lembramos de desenhos animados da TV, ou de um desenho que
podemos rabiscar em nossos cadernos, desenhos em quadrinhos etc.
De forma conceitual, o desenho é um elemento de comunicação visual feito sobre uma superfície
qualquer, em que sua interpretação está apenas no que enxergamos dele, sem qualquer outro
elemento sonoro ou tátil.
Na estória da humanidade, na época Paleolítica ou Idade da Pedra Lascada (entre 40.000 a 8.000
antes de Cristo), os humanos desenhavam em suas cavernas o que denominamos de arte
rupestre. Essa arte nada mais é do que desenhos que foram feitos por nossos ancestrais em
cavernas, para contar como foi o dia, suas descobertas, caçadas, seu povo e outros. Veja um
exemplo, na Figura 1.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Pintura rupestre: cavernas das Chimeneas, na Espanha. - Fonte: commons.wikimedia.org.
Desde então, o desenho faz parte da cultura humana como forma de representar tudo que a
cerca. Os egípcios, por exemplo, desenham e pintavam sobre seu povo e suas divindades
religiosas (3.000 a.C.).
Ao avançarmos no tempo, temos a arte da época do Renascimento italiano (por volta de 1.400
d.C.), tempo em que artistas como Michelangelo (1475-1564) e Leonardo da Vinci (1452-1519)
surgiram. Suas pinturas eram tão realistas que pareciam fotos devido a incrível habilidade de
representar luz, sombra, volumes e traços. Eles desenhavam sua visão do mundo, cultura,
crenças, religião e grandes personagem da época. Veja um exemplo de arte renascentista na
Figura 2.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Criação de Adão, pintura de Michelângelo (1511). - Fonte: commons.wikimedia.org.
O que apresentamos até o momento é chamado de desenho artístico, com seus diferentes
estilos de traços, cores, formas, um vislumbre do ponto de vista de quem o desenha.
Entretanto, trataremos exclusivamente sobre o desenho técnico.
O desenho técnico tem como função representar �elmente como é um projeto a ser desenvolvido
ou construído. Através de regras previamente estabelecidas, de acordo com as normas
estabelecidas pela a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, o desenho técnico visa
padronizar elementos no seu desenho para que qualquer projetista ou seu executor tenha um
entendimento objetivo sobre o que foi pensado e planejado. Esse desenho contém alguns
elementos:
Tipos de linhas e espessuras.
Símbolos.
Gra�a padronizada.
Texto descritivo / indicativo.
Vistas 2D e 3D.
Esquemas de desenho.
Escalas de ampliação e redução.
Nível de detalhamento.
Pranchas e legendas para diagramação do desenho técnico.
O entendimento e prática de desenhar utilizando esses elementos que compõe o desenho
técnico (ou industrial) fará com que você seja capaz de ser um desenhista-projetista na sua área,
seja na construção civil, engenharia, mecânica, elétrica, ou outra que envolva projetos a serem
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
executados de forma técnica e planejados. O desenho técnico faz uso do conjunto de
conhecimentos chamado geometria descritiva.
Vamos nos aprofundar, no próximo bloco. 
Como se constrói o desenho técnico
Antes da prática é importante compreender um pouco mais sobre o desenho técnico.
Imagine o desenvolvimento de um pequeno banco feito em estrutura metálica para apenas uma
pessoa poder se sentar. Temos então a seguinte pergunta a ser feita: Quem será o responsável
por criar e dizer quais serão as características deste produto?
Com toda certeza, a resposta é: um pro�ssional projetista, que é capacitado para transpor uma
ideia para o plano material de modo que outro pro�ssional possa visualizar e executar esse
projeto por meio de matéria-prima (neste caso, o metal).
Nota: entenda a palavra produto como resultado de uma ideia ou projeto.
Antigamente, o desenho técnico era feito em grandes mesas de desenho, denominadas como
pranchetas de desenho, utilizando ferramentas como régua paralela, esquadros, transferidores,
compassos, lápis ou lapiseiras, já que os computadores e softwares não existiam.Atualmente
existem os tradicionais programas de computadores CAD (Computer-aided design) ou desenho
auxiliado por computador são os recursos mais usuais atualmente, como ferramenta de
construção do desenho técnico.
Bem, voltando ao conceito de projeto, veja agora, algumas etapas naturais do seu processo de
desenvolvimento, que são as seguintes abaixo:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Esboço: seja no papel ou no computador, são traços do que seria a ideia, ainda que sem
total compreensão das formas, tamanho e exatidão de como tudo será executado ou
construído. Rabiscos mesmo. Di�cilmente um projeto é aprovado já na primeira ideia que
temos.
Desenho técnico: depois de uma versão �nal dos mais diversos esboços que o projetista
fez, então é feito o desenho técnico, que representa a proposta num produto �nal concreto.
Em algumas áreas de atuação, também é denominado como Desenho executivo.
O desenho técnico não é apenas algo para fazer uma ideia sair do papel e ser executado,
tampoucoÉ algo que se possa deixar de lado para ir direto à execução do produto. Um desenho
técnico é uma peça grá�ca essencial, obrigatória, que valida e que é assinada. Deve haver um
responsável pro�ssional.
Para saber desenhar tecnicamente um esboço ou ideia é necessário saber ler e interpretar um
desenho técnico. Por isso que antes do desenho vem a apresentação dos conceitos básicos,
simbologia, tipo de linhas, vistas técnicas e um treinamento de entendimento, que com teoria e
prática, facilitará o processo.
Vamos então nos aprofundar?
O desenho técnico na prática
Na prática, o desenho, como vimos, começa de uma ideia que, inicia-se com um esboço, rabiscos
e pesquisas para referência.
Olhando ao nosso redor (sim onde mesmo onde você está) tudo envolve formas geométricas,
sejam elas mais simples, como círculos, retângulos, quadrados, superfícies e volumes.
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Desenho Técnico Projetivo
Os esboços devem representar essas formas, criando um desenho, ainda que simplório do que
virá a se tornar o nosso produto �nal.
Como exemplo, vamos pensar em uma caixa de som portátil, destas pequenas para se carregar
ou colocar sobre a mesa. O questionário para se criar um produto desse, para o desenho técnico,
é:
De qual material será feita o “corpo” dessa caixa de som portátil?
Por qual parte teremos a saída de som?
O tamanho dela, será qual? E o seu formato?
Teremos entrada para acessórios, como um fone de ouvido?
São alguns exemplos de perguntas a serem feitas para começar o seu esboço.
Veja um exemplo prático na Figura 3.
Figura 3 | Exemplo de esboço. - Fonte: Elaborado pelo autor.
Veja que estamos com rascunhos de formas geométricas planas (retângulos) e, também, com
desenhos em 3D (um sólido paralelepípedo). Mas nem tudo que está exposto em forma
geométrica é obrigatório num esboço. A ideia é mostrar como a criatividade pode �uir quando
transposta para o papel.
Não é necessário desenhar em 3D logo de início (o próprio desenho 3D acima não está perfeito e
isso faz parte do esboço). Basta apenas, rabiscar: como você imagina seu projeto visto de
frente? Como é o desenho das suas laterais ou visto de cima? Criar um desenho técnico é, antesfaltariam outras informações como as cotas, que serão vistas mais adiante, e
detalhamento de materiais e eixos. Com elas, poderíamos ter o projeto mais completo.
Você, como pro�ssional, precisa saber identi�car em um projeto todas as vistas de uma peça,
bem como suas vistas parciais e auxiliares. Também os cortes e seções, para compreender
claramente o objeto no todo. Você deve ter observado que mencionamos a imagem 3D, que, no
desenho técnico, chamamos de perspectiva (vamos abordar esse conteúdo posteriormente).
Para este começo, basta que você as identi�que para saber interpretar o projeto.
Recapitulemos, então, como se elabora uma projeção ortogonal desde o começo. O primeiro
passo é analisar a peça 3D em todas as suas faces; assim, você terá noção do seu formato,
tamanho e posição. O segundo passo é começar a esboçar a vista frontal – principal vista do
objeto – no plano de projeção vertical. Lembra-se de que ela representa a face da frente do
objeto; no primeiro diedro, esta face �ca posicionada na parte superior à esquerda das demais
vistas. Se necessário, consulte a Figura 4 novamente.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
O terceiro passo é esboçar a vista lateral no plano de projeção lateral e em épura; esta vista �cará
ao lado direito da vista frontal. O quarto passo é projetar a vista superior, que �cará abaixo da
vista frontal em épura. Após esboçar as três vistas, é interessante conferir os tipos de linha –
contínua, tracejada, pontilhada, traço-ponto – e reforçá-las para ressaltar os desenhos. Seguindo
esses passos, você terá terminado seu projeto.
Videoaula: Projeção no plano
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Neste vídeo, vamos reforçar o conteúdo da aula. Você verá como analisar um objeto, identi�cará
os planos de projeção no 1º diedro, saberá como elaborar suas projeções e abri-las em épura.
Depois, verá a importância dos cortes e seções para peças mais complexas. Isso
complementará sua formação na área de projetos dentro da engenharia.
Saiba mais
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Desenho Técnico Projetivo
Para complementar a compreensão do conteúdo abordado neste estudo, recomenda-se a leitura
do quinto capítulo do livro Desenho Técnico Moderno, de Arlindo Silva e outros. A obra conta com
uma linguagem facilitada, com ilustração e vários exemplos práticos sobre o assunto.
Referências
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. 1ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 12 abr.
2023.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17067: Desenho técnico –
Requisitos para as especi�cidades das representações ortográ�cas. Rio de Janeiro, 2022.
CRUZ, M. D. da. Desenho Técnico. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/. Acesso em: 26 fev.
2023.
SILVA, A. et al. Desenho Técnico Moderno. 4ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/. Acesso em: 14 abr.
2023.
VISELKE, A. J. et al. Desenho técnico mecânico. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/. Acesso em: 12 abr.
2023
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521638469/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/
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Desenho Técnico Projetivo
Aula 3
Ferramentas de precisão e desenho
Introdução
Olá, estudante!
Nesta aula, focaremos as ferramentas de precisão e desenho diretamente no AutoCAD. Vamos
estudar como capturar os pontos dos objetos com precisão e aprender quais ferramentas o
aplicativo nos oferece para termos e�ciência em nossos projetos.
Anteriormente, estudamos as vistas no 1º diedro, além das parciais, auxiliares, cortes e seções.
Esse conteúdo nos dará base para desenvolvermos nossos conhecimentos, pois, quando
desenharmos no AutoCAD, vamos precisar dessas ferramentas para ganhar agilidade.
Bons estudos!
Ferramentas básicas de precisão
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Desenho Técnico Projetivo
Veremos agora as ferramentas de precisão que agilizarão seu trabalho. Vamos imaginar duas
situações: na primeira, você é o responsável por executar um projeto que acabou de chegar ao
escritório; na segunda, você é o projetista que fará pequenas alterações no projeto.
Na primeira situação, identi�camos que você apenas interpreta projetos, ou seja, lê e extrai dados
deles para sua correta execução. Você não edita o arquivo, não altera o projeto. Já na segunda,
você interfere no projeto, pois é projetista e tem a permissão de alterá-lo. No mercado de
trabalho, você se deparará com essas duas situações e, às vezes, em uma mesma empresa, você
poderá ser tanto executor quanto projetista. Seu objetivo é aprender a ser ágil nessas duas
situações com as ferramentas de precisão do AutoCAD.
Considerando agora a primeira situação, você recebeu um projeto de uma tubulação para
executar e precisa coletar as medidas de cada peça para fabricá-las. Ao abrir o arquivo no
AutoCAD, você se depara com a necessidade de medir as arestas da peça, já que ela não veio
cotada – ou seja, não colocaram as medidas de forma técnica (assunto que abordaremos mais
adiante). O que fazer? No AutoCAD, existem ferramentas que podem ajudá-lo nessa tarefa.
Captura de pontos de precisão
As ferramentas mais utilizadas no AutoCAD para precisão no seu projeto são: modo Grade (01),
modo Ajuste (02), modo Orto (03), rastreamento polar (04), Auto Snap (05) e Osnap (06 –
DDOSNAP). Caso você venha a trabalhar com o AutoCAD na versão em inglês, os respectivos
comandos são: GRID, SNAP MODE, ORTHO, POLAR TRACKING, OBJECT SNAP TRACKING e
DDOSNAP. Independentemente da versão, elas �cam na barra de status, no canto inferior direito
do aplicativo (Figura 1).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Barra de status inferior no AutoCAD 2021. Fonte: adaptada pela autora a partir de Autodesk (2023).
Comecemos pelo modo Grade ou GRID, cuja tecla de atalho é F7. Ela serve para criar uma
espécie de malha reticulada na área de desenho para você usar de referência, assim como seria
um papel milimetrado. Depois, há o modo Ajuste ou SNAP MODE, cuja tecla de atalho é F9. Ela
auxilia o projetista a desenhar por cima da malha com exatidão; ou seja, a mira do cursor
identi�ca os pontos da grade e você consegue desenhar com precisão. Só é possível visualizar
seu funcionamento com a Grade (F7) ativada.
A ferramenta modo Orto, atalho F8, permite restringir o cursor nas direções vertical e horizontal;
ou seja, o projetista apenas consegue desenhar para cima/baixo ou para a direita/esquerda, em
relação aos planos X e Y das coordenadas UCS. Uma ferramenta similar é o rastreamento polar,
cujo atalho é F10; ela direciona o cursor a ângulos polares especi�cados (Figura 2), por exemplo:
30°, 60°, 90°, 120° etc. (eles serão trabalhados posteriormente).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Ângulos polares especi�cados. Fonte: adaptada pela autora a partir de Autodesk (2023).
A ferramenta Auto Snap ou Object Snap Tracking (atalho F11) é muito útil, pois mostra linhas de
referência entre pontos de objetos, principalmente quando queremos alinhar os elementos de um
projeto. Esses pontos no AutoCAD são chamados de snaps do objeto ou Osnap (object snap).
Eles podem ser acionados com o comando DDOSNAP, abrindo a imagem a seguir (Figura 3):
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Comando DDOSNAP. Fonte: adaptada pela autora a partir de Autodesk (2023).
Compreendendo as ferramentas de precisão
Disciplina
Desenho Técnico ProjetivoVocê deve ter percebido que as ferramentas de precisão podem ser acionadas pelos botões
inferiores ou por atalhos no teclado, as chamadas “teclas de função”. No AutoCAD, é muito
comum trabalhar das duas formas; o projetista adota a que for melhor e mais rápida para ele. A
seguir, vamos detalhar cada ferramenta para compreender sua importância.
Modo Grade – GRID – F7
A ferramenta GRID incorpora uma malha quadriculada ou retangular (con�gurada pelo usuário)
na área grá�ca do AutoCAD e serve de orientação visual para o projetista desenvolver seus
projetos. De forma bem prática, se você clicar no F7, a malha �cará ativada ou desativada. O
projetista escolhe trabalhar com ela ou não. Esta ferramenta pode ser associada às ferramentas
modo Ajuste (SNAP) e modo Orto (ORTHO).
A grade, conforme mencionada, é editável pelo projetista, e sua forma pode ser alterada para
uma grade pontilhada. Ou seja, em vez de linhas cruzadas, é possível con�gurar pontos
milimetrados (Figura 4). Para alterar esse estilo visual, basta acionar o comando GRIDSTYLE
(digitando na barra de comandos + Enter) e alterar o valor para “1”. Caso queira retornar para o
modo linear da malha, basta digitar “0”.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Malha pontilhada. Fonte: captura de tela do Autodesk (2023).
Modo Ajuste – SNAP – F9
A ferramenta SNAP é aquela que interrelaciona a mira do cursor com os pontos da malha,
fazendo com que o projetista consiga, com precisão, desenhar por cima da grade. É acionado
pelo atalho F9 ou no botão inferior da barra de status (ver nº 02 na Figura 1). Funciona
independentemente de a malha estar acionada; ou seja, mesmo com ela desativada, o cursor vai
se mover conforme distância dos pontos de referências da malha.
Modo Orto – ORTHO – F8
A ferramenta ORTHO restringe o cursor do mouse nos eixos X (horizontal) e Y (vertical), travando
o desenho ou a movimentação de elementos nestas duas direções. Se ativado, a próxima
ferramenta a ser explicada – POLAR TRACKING – é desativada.
Rastreamento polar – POLAR TRACKING – F10
A ferramenta POLAR TRACKING auxilia o projetista a desenhar em diferentes direções, além da
vertical e horizontal. É acionada clicando no ícone na barra inferior (ver nº 04 da Figura 1) ou
clicando na tecla F10 do teclado. Quando essa ferramenta é ativada, o AutoCAD permite que o
projetista escolha oito sequências pré-con�guradas de angulações diferentes ou determine o
ângulo de trabalho que desejar. Para esta última opção, basta clicar no ícone e selecionar a
opção “con�guração do desenho” (Figura 5).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Con�gurações do Polar Tracking. Fonte: captura de tela Autodesk (2023).
Auto Snap – OBJECT SNAP TRACKING – F11
A ferramenta OBJECT SNAP TRACKING, ou apenas OSNAP TRACKING, facilita a visualização do
projetista, criando uma linha auxiliar de alinhamento quando o cursor se aproxima de um objeto
em relação a outro. É ótima para casos de movimentação e alinhamento entre pontos. Seu atalho
é a tecla F11 do teclado, ou simplesmente o ícone nº 05 da Figura 1.
OSNAP – F3
A ferramenta OSNAP, ou OBJECT SNAP, permite capturar pontos importantes de um objeto ao
tentar selecioná-lo, por exemplo: pontos �nais de uma linha, pontos médios, centro, nós,
interseções, paralelismo, tangente e outros. São pontos de precisão que podem ser ativados na
tecla de atalho F3. A ferramenta permite ainda selecionar os desejáveis para um determinado
projeto.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
O uso das ferramentas de precisão
Como visto, as ferramentas de precisão do AutoCAD são de ampla variedade e podem auxiliá-lo
nos seus projetos. Mas como elas seriam empregadas no seu dia a dia? Precisamos, primeiro,
entender que, quando o AutoCAD é aberto pela primeira vez, quatro ferramentas de precisão já
vêm ativadas: modo Grade, rastreamento polar, auto snap e Osnap, conforme Figura 1. Após
manuseá-lo constantemente, ele salva as últimas con�gurações do usuário, deixando-as prontas
para o próximo uso. Assim, por exemplo, caso você precise trabalhar com a malha (GRID), você
pode deixá-la ativada quando fechar o programa. Quando abri-lo novamente, a malha estará
ligada para que você dê continuidade ao seu projeto. Dessa forma, o AutoCAD agiliza seu
trabalho, não exigindo recon�gurações constantes.
Para facilitar sua compreensão, vamos relembrar a situação hipotética na qual você precisa
executar as peças de um projeto que acabou de chegar ao escritório. Nesse caso, vamos
comentar a in�uência do uso de cada ferramenta. Comecemos pelo modo Grade (GRID),
habilitado pelo atalho F7: você poderia usá-lo para alinhar possíveis peças, analisar suas
dimensões ou mesmo para avaliar o posicionamento delas em relação ao projeto no todo. Talvez,
para esse exemplo, essa ferramenta poderia ser opcional.
A outra ferramenta estudada, o modo Ajuste (SNAP MODE – atalho F9), apenas serve para
desenhar por cima da malha e, como no exemplo dado, o interesse é apenas em extração de
informações do projeto.
A ferramenta modo Orto (ORTHO – F8) no AutoCAD deixaria travado seu cursor na vertical e
horizontal; ela poderia auxiliá-lo na medição das peças com precisão nessas duas direções. Caso
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Desenho Técnico Projetivo
as peças contivessem ângulos diferentes de 0°, 90°, 180° e 270°, seria interessante utilizar, de
forma complementar, o rastreamento polar (POLAR TRACKING – F10). Bastaria con�gurar o
ângulo das arestas das peças e o cursor se moveria travado nessa angulação.
Também é possível extrair medidas de um objeto não utilizando essas duas últimas ferramentas.
Se o modo Orto e o rastreamento polar estiverem desativados, você ainda conseguirá medir ou
fazer outros comandos. A diferença é a precisão e a agilidade nos projetos; por isso, como
destacamos, é importante ativar as ferramentas mencionadas. Igualmente, é importante
conhecer os atalhos, para ganhar mais rapidez na execução.
Quanto às ferramentas auto snap e osnap, ambas são imprescindíveis em qualquer tipo de
projeto, seja aqueles de interpretação, seja, em especial, aqueles que você vai elaborar. Elas
devem �car sempre ativadas. O auto snap, como já vimos, é a projeção de linhas de referências
entre snaps, de modo a favorecer o alinhamento entre eles. A Figura 6 demostra duas linhas
tracejadas verdes (auto snap). Já o osnap identi�ca os pontos principais dos objetos, como
ponto �nal, ponto médio, centro, quadrante, interseção etc. Sem essa função, você não
conseguiria tocar com precisão nesses pontos do objeto, di�cultando ainda mais seu trabalho.
Figura 6 | AUTOSNAP ativado. Fonte: captura de tela do Autodesk (2023).
Videoaula: Ferramentas de precisão e desenho
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
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Desenho Técnico Projetivo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Elaborar desenhos no AutoCAD exige conhecimento de suas ferramentas, mas, acima de tudo,
domínio de desenho técnico. Além da teoria, é necessário agilidade na prática. Neste vídeo
resumo, vamos identi�car, na prática, como localizar as ferramentas de precisão para você
começar corretamente a analisar e elaborar seus projetos.
Saiba mais
Para complementar a compreensão do conteúdo desta aula, recomenda-se a leitura do décimo
primeiro capítulo do livro Desenho Técnico, de Michele Davis Cruz. Ele mostra as funcionalidades
do AutoCAD, o que ajuda a reforçar os meus conhecimentos sobre o assunto
Referências
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
AUTODESK. AutoCAD: software CAD 2D e 3D. 2023. Disponível em:
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview. Acesso em: 20 mar. 2023.
BREDA, G.; SANTOS, K. C. P. dos. Desenho Assistido por Computador. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595021914/.
Acesso em: 19 mar. 2023.
CRUZ, M. D. da. Desenho Técnico. 1ª ed. Sãoem “novo” e alterando as con�gurações da janela
seguinte.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Con�guração das cotas. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
O aplicativo AutoCAD permite algumas formas de cotagem que nos facilitam no dia a dia e que
veremos a seguir.
Continuar ou cota Continue
Para acionar esse tipo de cota, primeiramente precisamos de uma única cota no desenho.
Retornando ao nosso exemplo, vamos começar a cotá-lo pela vista frontal. Para isso, basta
acessar a aba “Anotação” (Annotation na versão em inglês) e depois em “Linear” (Figura 5). Você
deve clicar no primeiro e no segundo ponto de uma linha que queira cotar. Ao fazer isso, você
notará que o cursor se movimentará para a direção em que você queira posicionar a cota,
bastando clicar no lugar desejado (Figura 6).
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Cota linear. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Cota linear inserida na vista frontal. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
O próximo passo é elaborar as cotas das demais vistas e aprender a fazer a cota contínua,
também chamada de cota em série, que nada mais é que uma cota sequenciada da primeira
iniciada. Você poupa tempo e ganha agilidade, pois o início de uma cota é a linha de extensão da
anterior criada. Vamos agora fazer a cota de 10 mm da vista lateral; começando da esquerda
para a direita, e depois usaremos a cota “continuar” para elaborar a próxima, que mede 20 mm.
Veja como �ca na Figura 7.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Cota Continuar e a vista lateral cotada. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Após a vista lateral, você pode desenvolver da mesma forma a vista superior e as cotas verticais
em todas as vistas.
Cotas Ordenadas ou Cota Ordinate
Este tipo de cota é baseado nas ordenadas do sistema de coordenadas UCS e serve para cotar
as distâncias X e Y desde o ponto de origem (0,0) até o ponto desejado (X, Y), como na Figura 8.
Como você observa, a malha está representada de 10 em 10, e o primeiro vértice em relação ao
ponto de origem está a uma distância de 20 em X e 20 em Y.
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Figura 8 | Cota Ordinate. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Cota Baseline ou Linha de Base
Serve para inserir cotas sucessivas a partir de um ponto de�nido. Você deve iniciar uma cota
linear normal e depois, ao acionar o Baseline, basta ir clicando nos pontos sequentes que a cota
continuada vai sendo elaborada (Figura 9).
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Cota Baseline. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Aplicando as hachuras em cortes
O corte AA não tem hachura. Para colocá-la no AutoCAD, é simples: basta acionar o comando
Hachura e clicar dentro do corte; uma hachura já será simulada. Para trocá-la, basta alterar a
con�guração superior.
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Figura 10 | Desenho �nalizado com hachura e cotas. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Videoaula: Cotagem e hachura
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Vamos praticar novamente no AutoCAD, abordando o conteúdo visto nesta aula – cotagem e
hachura. Você vai aprender na prática onde encontrar essas ferramentas no aplicativo, para que
lhe proporcionem um desenho técnico completo e você consiga �nalizar com exatidão seu
projeto e se comunicar na engenharia.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Saiba mais
Para complementar seus estudos, recomenda-se a leitura do nono capítulo do livro AutoCAD
2019, de Claudia Campos Netto. Ele explica detalhadamente os tipos de cotas no AutoCAD.
Da mesma forma, a explicação técnica das cotas pode ser complementada com o capítulo sete
do livro Desenho Técnico Moderno de Arlindo Silva et al.
Referências
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
AUTODESK. AutoCAD: software CAD 2D e 3D. 2023. Disponível em:
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview. Acesso em: 20 mar. 2023.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17067: Desenho técnico –
Requisitos para as especi�cidades das representações ortográ�cas. Rio de Janeiro, 2022a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17068: Desenho técnico –
Requisitos para representações de dimensões e tolerâncias. Rio de Janeiro, 2022b.
NETO, C. C. Estudo dirigido de AutoCAD 2019. São Paulo: Érica, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840. Acesso em: 28 abr.
2023.
SILVA, A. et al. Desenho Técnico Moderno. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/. Acesso em: 28 abr.
2023.
Aula 5
Revisão da unidade
Projeção ortogonal em Desenho Técnico Projetivo
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Nesta unidade passamos pelo conteúdo das projeções ortogonais, que são muito importantes
para melhorarmos nossa visão espacial; depois, abordamos as denominações das vistas
(parciais, auxiliares, cortes e seções), até alcançar as abordagens práticas no AutoCAD, nas quais
vimos o sistema de cotagem e hachuras dos desenhos.
Vamos recapitular cada parte para �xar o conteúdo. Comecemos pela projeção ortogonal:
aprendemos que ela nos fornece as imagens bidimensionais dos objetos que estamos
projetando e nos favorece a compreensão espacial deles.
Vimos que projeção signi�ca “lançar, arremessar”; quando projetamos um objeto tridimensional
em uma superfície plana, então conseguimos esboçar as suas principais faces, ou todas elas.
Quanto a esse método de lançamento, estudamos que, no Brasil, se trabalha com o do 1º diedro.
Podemos criar as seguintes vistas: frontal, superior, lateral esquerda, lateral direita, inferior e
posterior. Para isso acontecer, a visão espacial do projetista precisa ser desenvolvida com
prática.
A projeção ortogonal envolve os dois planos de projeção, a peça em si e o observador no in�nito.
A depender da complexidade da peça, haveria a necessidade de um terceiro plano de projeção –
plano auxiliar, para elaborar a terceira vista ortográ�ca do objeto e complementar as vistas já
elaboradas.
Durante nossos estudos, vimos diretamente no AutoCAD a parte prática da disciplina.
Aprendemos que, nesse aplicativo, existem ferramentas de precisão que nos tornam ágeis e
assertivos e nos permitem projetar de forma efetiva. Foram elas: modo Grade (01), modo Ajuste
(02), modo Orto (03), rastreamento polar (04), Auto snap (05) e osnap (06 – DDOSNAP).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Também vimos que um projeto é composto não só pelas vistas ortográ�cas, mas por
informações que complementam os dados do objeto, por exemplo, as cotas. O sistema de
cotagem é a representação grá�ca das medidas em desenho técnico. Vimos três tipos de cotas:
Continue, Baseline e Ordinate. Para conseguir praticar, foi necessário o uso do AutoCAD.
Outro elemento importante em desenho técnico que aprendemos de forma prática no AutoCAD
foi a hachura. É um elemento grá�co que representa uma face cortada de um objeto – nos cortes
e seções, e um determinado material. No aplicativo, podemos inserir hachuras em polígonos
fechados e escolher o tipo de representação que for melhor.
Todos os conteúdos desta unidade são fundamentais para você sintetizar os conceitos da
anterior; eles servem de base para as que vão vir. Eles o tornamcapaz de elaborar, interpretar e
começar a se comunicar por meio de seus desenhos técnicos.
Videoaula: Revisão da unidade
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Este vídeo apresentará uma visão ampla do conteúdo que foi abordado até este momento, e você
terá oportunidade de revisá-lo por completo. Serão reapresentados os conceitos de projeção
ortogonal e as denominações das vistas ortográ�cas, para depois alcançarmos a parte prática
do AutoCAD com as cotas e hachuras. Assim, espera-se que você consiga compreender esses
conteúdos para começar a aplicá-los no seu dia a dia e a se comunicar por meio de seus
projetos. 
Estudo de Caso
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você é o responsável pela elaboração e
execução de projetos de uma empresa que trabalha com construção civil. Sua função é
supervisionar uma equipe de pro�ssionais que elaboram projetos e orçamentos, bem como
planejar e gerenciar as obras.
Você recebeu um projeto arquitetônico de uma casa duplex que estava sendo aprovada na
prefeitura. Devido à pressa, o cliente pediu a você e sua equipe que já fossem elaborando o
orçamento e o planejamento da obra, para que, quando o projeto fosse aprovado, vocês já
pudessem começar os trabalhos. Foi então que você solicitou a ele o arquivo .DWG do projeto
para ganhar rapidez na coleta dos dados e poder terminar o orçamento e o planejamento da
obra.
Ao chegar no escritório, você se deparou com o e-mail do cliente e abriu o arquivo. Todos os
desenhos arquitetônicos estavam em um único arquivo e você pôde perceber que tinham a
planta baixa (vista superior interna) dos dois andares, as fachadas (vistas laterais, vista frontal e
vista posterior), os cortes (vistas internas) e a planta de cobertura (vista superior externa).
Quando concluiu a análise do projeto arquitetônico recebido, percebeu que faltavam muitas
informações técnicas para o orçamento, como as cotas, as hachuras dos cortes e alguns textos
indicando materiais de revestimento. Você ligou para seu cliente e mencionou que faltavam
informações, mas, devido à pressa dele, sugeriu a possibilidade de você mesmo colocar as cotas
em cada desenho e inserir as hachuras nos devidos cortes.
Ele autorizou e você começou a re�etir: quais cotas deveriam ser inseridas em cada desenho ao
ponto de as principais dimensões da casa estarem representadas em todo projeto? Dos três
tipos de cotas, quais você deveria usar? Em quais elementos do corte deveriam ser inseridas as
hachuras? Qual representação grá�ca de hachura você deveria usar para o concreto – um
elemento que aparece no corte arquitetônico?
_______
Re�ita
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Mesmo que você seja de outra área, esse tipo de problema é comum, pois as pessoas estão com
cada vez mais pressa e fazem seus projetos rapidamente. Elas podem esquecer alguns
elementos importantes. A respeito da cota e hachura a serem utilizadas, provavelmente você
precisará retornar a estudos anteriores e ver como inseri-las no projeto do seu cliente para poder
ajudá-lo.
Quanto ao tipo de cota, você poderá adotar a que lhe permitir fazer sequências contínuas para
não perder tempo; elas devem �car todas alinhadas. Cotar na vertical e na horizontal garante que
você não esqueça nenhuma medida, como já foi feito.
Já quanto aos elementos a serem hachurados no corte, em projetos arquitetônicos, os cortes
demandam hachura para o concreto da viga e laje (caso seja estrutura convencional) e para a
terra abaixo da fundação da casa. Essas hachuras são encontradas no AutoCAD com nomes
especí�cos em inglês, mesmo se seu aplicativo estiver na versão em português. Pesquise os
tipos de hachuras no AutoCAD e você encontrará.
Videoaula: Resolução do Estudo de Caso
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Para resolver nosso Estudo de caso, há a necessidade de revisarmos o conteúdo que trata de
cotagem e hachura aplicados no AutoCAD, já que o problema maior da situação apresentada era
a falta de informação técnica que di�cultava o projeto no todo.
Em relação ao conteúdo de cotagem, vamos recapitular que se trata de um sistema de medidas
técnicas em um desenho, e que, portanto, é imprescindível. A�nal, sem as cotas, o pro�ssional
jamais consegue decifrar o objeto que será executado. Também acerca da hachura, outro
elemento grá�co muito importante em desenho técnico é identi�car as áreas cortadas em vistas
de corte para facilitar a leitura e interpretação dos desenhos.
No caso do projeto recebido, você, como responsável pela elaboração e execução de projetos de
uma empresa que trabalha com construção civil, após analisar o projeto sem nenhuma
informação de medidas e hachura, começou a ter di�culdade no entendimento para que fosse
possível elaborar o orçamento solicitado pelo seu cliente. Se o projetista tivesse elaborado as
cotas e a hachura, isso facilitaria sua coleta de dados e talvez você teria terminado o orçamento
com rapidez.
Portanto, quando você estiver elaborando um projeto, procure fazer um checklist para não
esquecer nenhum detalhe. Você mesmo poderia ter colocado algumas cotas mas esquecido
uma ou outra que se fariam importantes no todo. Logo, você precisou colocar as cotas faltantes
para terminar seu orçamento e pediu permissão para o cliente, pois, a�nal, você estaria editando
o arquivo dele. No AutoCAD, você deveria acionar a aba “anotação” e clicar na cota “linear” para
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
colocar as cotas horizontais e verticais em cada parte dos desenhos ao ponto de representar as
três dimensões: largura, comprimento e altura.
Outro problema avistado foi a falta da hachura indicativa do material cortado na vista de corte.
Você deve ter escolhido um corte residencial e reparou que a laje, as vigas e o elemento terra não
apresentavam nenhuma representação grá�ca, que, em desenho técnico, se chama hachura. Se a
hachura estivesse inserida no projeto, você teria compreendido com rapidez os desenhos ao
ponto de interpretar que o sistema estrutural adotado para a residência é o convencional, ou seja,
concreto armado. Como no caso não tinha hachura de concreto, a compreensão tornou-se difícil.
Então, no caso, bastaria você inserir uma hachura nos elementos que representassem o concreto
e a terra.
Portanto, nunca se esqueça de cotar seus desenhos e colocar hachuras em objetos cortados,
pois isso permitirá a todos os envolvidos ganhar agilidade e e�ciência em seus trabalhos.
Resumo Visual
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Fonte: elaborada pela autora.
Referências
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. 1ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 26 fev.
2023.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17067: Desenho técnico –
Requisitos para as especi�cidades das representações ortográ�cas. Rio de Janeiro, 2022.
BREDA, G.; SANTOS, K. C. P. dos. Desenho Assistido por Computador. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595021914/.
Acesso em: 19 mar. 2023.
CRUZ, M. D. da. Desenho Técnico. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/. Acesso em: 26 fev.
2023.
NETTO, C. C. Estudo dirigido de AutoCAD 2019. São Paulo: Érica, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/. Acesso em: 11 mar
2023
SILVA, A. et al. Desenho Técnico Moderno. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/.Acesso em: 14 abr.
2023.
VISELKE, A. J. et al. Desenho técnico mecânico. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/. Acesso em: 12 abr.
2023
,
Unidade 3
Representação grá�ca e edição de elementos de desenho
Aula 1
Introdução ao desenho projetivo
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante! 
Nesta aula, você aprenderá sobre os princípios de projeções e os seus tipos, destacando a
projeção paralela. Verá em detalhes o que são as projeções ortográ�cas, como elas surgiram e
como são utilizadas na engenharia e arquitetura. Além disso, vamos apresentar as melhores
práticas para garantir a sua correta aplicação no desenho técnico. Por �m, vamos explorar as
escalas e você entenderá o que se chama de escala natural, de redução e ampliação, como elas
funcionam e como são utilizadas. Todos os conteúdos abordados nesta aula estão em
conformidade com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nas suas
versões mais recentes. 
Projeção de �guras planas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Projeção 
No desenho técnico existe a necessidade de representar objetos tridimensionais no plano, para
isso usamos a técnica de projeção. 
Cruz (2000) diz que a projeção é um fenômeno amplamente observado, tanto na natureza quanto
em nosso cotidiano, podendo ser reproduzido arti�cialmente em várias situações.  
São exemplos de projeções as vistas ortográ�cas e as perspectivas. As vistas ortográ�cas são
projeções ortogonais essenciais para representar objetos tridimensionais em um plano. Elas são
amplamente utilizadas em diversas áreas, como engenharia e arquitetura, com o objetivo de criar
desenhos técnicos precisos e detalhados.  
Por sua vez, as perspectivas, como a projeção, fornecem uma representação mais realista do
objeto, em que temos uma noção do formato tridimensional do objeto. Uma representação em
perspectiva, porém, ainda é um desenho bidimensional. 
No desenho técnico, as projeções são apresentadas em uma folha padronizada em que devemos
representar o objeto visto de cima, de frente, de per�l, de baixo e caso necessário apresentar uma
projeção em perspectiva.  
Projeção de �gura plana 
Por meio da projeção, é possível visualizar a forma e as características das �guras planas em
diferentes planos, permitindo sua representação grá�ca com precisão e clareza. 
Existem dois tipos de projeção das �guras planas: a projeção paralela e a projeção cônica. Na
projeção paralela, a �gura é projetada em um plano paralelo ao plano em que ela se encontra,
mantendo as proporções e as distâncias relativas entre os pontos da �gura. Já na projeção
cônica, a �gura é projetada tendo um ponto central como referência, permitindo visualizar as
suas características em diferentes ângulos e perspectivas. 
A representação das �guras planas por meio da projeção é feita pelo uso de planos de projeção e
de retas projetantes. Os planos de projeção são os planos em que as �guras são projetadas,
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
enquanto as retas projetantes são utilizadas para conectar os pontos da �gura com os planos de
projeção. 
 
Escalas 
Escalas são essenciais para ampliar ou reduzir objetos em desenhos técnicos, como plantas
arquitetônicas, desenhos de engenharia e mapas. Elas permitem que um grande ou pequeno
objeto seja representado em um tamanho mais conveniente para o papel ou para a tela do
computador, tornando mais fácil a visualização e análise dos detalhes.  
Escala natural: os objetos representados nos desenhos técnicos devem ser realizados
preferencialmente em tamanho natural, isto é, escala natural também indicada na forma de
1:1. Essa condição é importante porque devemos facilitar a leitura e interpretação dos
desenhos. 
 
Escala de redução e ampliação: em muitos desenhos, a representação em escala natural
não será possível, nesse caso fazemos uso de escalas de ampliação e de redução, sem
prejudicar a leitura e interpretação do desenho. Essa ampliação ou redução não deve ser
realizada de forma aleatória, pois existem normas que orientam essa de�nição. 
Interpretação das projeções
Várias informações são necessárias para a realização correta de um desenho técnico que
impacta diretamente na leitura e interpretação desse desenho. No estudo das projeções,
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
de�nidas por meio das vistas ortográ�cas, o nosso objetivo consiste em apresentar a forma
geométrica do objeto e seu posicionamento correto na folha de desenho.
Em folha de desenho padronizada, apresentamos as vistas ortogonais de um objeto ou modelo
tridimensional. Para isso, usamos a técnica de abstração, uma habilidade necessária para que os
engenheiros e arquitetos interpretem corretamente as formas presentes nos objetos e os
apresentem no plano.
Elementos de uma projeção geométrica
Para entender corretamente como gerar uma projeção é importante conhecer a terminologia
existente, sendo composta por:
Ponto ou centro de projeção: ponto �xo de referência do qual partem todas as linhas de
projeção, denominadas de raios projetantes;
Projetante ou raio projetante: reta que parte do centro de projeção, passa por um ponto do
objeto que será́ representado e faz interseção com o plano de projeção, gerando a imagem,
sombra ou projeção do objeto;
Plano de projeção: plano em que o objeto é projetado;
Imagem ou projeção: resultado da projeção formada no plano.
A Figura 1 apresenta os elementos de uma projeção.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Elementos de uma projeção. Fonte: adaptada de Silva (2018).
Tipos de projeções geométricas
As projeções geométricas planas são classi�cadas de acordo com a sua �nalidade e pela
posição ocupada pelo centro de projeção, na condição da distância do centro de posição ao
plano de projeção. Se a distância for �nita, temos uma projeção cônica. Se essa distância for
in�nita, temos a projeção paralela.
Projeção cônica ou central: nesse tipo de projeção, os raios projetantes partindo do centro
de projeção, também conhecido como observador, até o plano de projeção, têm formato de
cone. A Figura 2 apresenta uma projeção cônica.
 
Figura 2 | Projeção cônica. Fonte: adaptada de Cruz (2014).
Projeção paralela ou cilíndrica: nesse tipo de projeção, os raios projetantes partindo do
centro de projeção, até o plano de projeção, incidem de forma paralela. Se os raios
projetantes são perpendiculares ao plano de projeção, ela é denominada de projeção
ortogonal; caso contrário, denominada de projeção oblíqua. A Figura 3 apresenta uma
projeção ortogonal e outra cilíndrica.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Projeção ortogonal. Fonte: adaptada de Cruz (2014).
A projeção ortogonal é amplamente utilizada em desenho técnico e em engenharia, permitindo
uma representação precisa e clara de objetos em duas ou três dimensões.
Projeção em mais de um plano: os objetos que encontramos no dia a dia são tridimensionais e
no desenho técnico devemos representá-los no plano. Haverá situações que para a melhor leitura
do desenho será necessário representá-lo em dois ou três planos de projeção ortogonais,
denominados de plano de projeção vertical (PV), plano de projeção horizontal (PH) e plano de
projeção lateral (PL).
Escala das projeções
No desenho técnico, a escala é utilizada para garantir que as projeções possam ser
representadas em folha padronizada, para isso, objetos grandes precisam ter suas formas
reduzidas e objetos ou detalhes pequenos necessitam ampliação.
A escala é a relação entre as medidas do desenho e as medidas do objeto real. Quando esse
valor formaior que 1, temos a escala natural. Quando a relação for maior que 1, temos uma
escala de ampliação e quando a relação for menor que 1, temos uma escala de redução.
Na de�nição de uma escala, conforme norma ABNT NBR 16752 (2020), procure usar escalas
padronizadas conforme a Tabela 1.
Tabela 1 | Escala padronizada
Escala de ampliação 2:1 5:1 10:1
Escala de redução 1:2 1:5 1:10
Fonte: adaptada da ABNT NBR 16752 (2020).
As escalas apresentadas podem ser reduzidas ou ampliadas à razão de 10.
Projeção das formas geométricas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Projeções geométricas planas
Todos os objetos que se encontram ao nosso redor, seja bidimensional ou tridimensional, são
formados por construções geométricas padronizadas. Nas formas bidimensionais temos os
seguintes representantes: linha reta, triângulo, quadrado, retângulo, circunferência e trapézio.
Como formas tridimensionais temos: cilindro, esfera, cone, tronco de cones, cubo e prisma
retangular. Essas construções volumétricas são associadas dando origem aos nossos objetos,
seja por meio de adição ou subtração de uma ou mais formas padronizadas. A Figura 4
apresenta um objeto com suas formas geométricas tridimensionais.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Decomposição de objeto em suas formas primitivas. Fonte: adaptada de Vychnepolski (1986).
Partindo da identi�cação da forma geométrica tridimensional adotada no desenho, o passo
seguinte é conhecer a projeção no plano de cada forma.
Projeção geométrica plana do cilindro: conforme apresenta a Figura 5, um cilindro pode ser
representado no plano, através das geometrias retângulo e/ou círculo conforme a de�nição
da posição frontal.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Projeção ortogonal do cilíndro. Fonte: elaborada pelo autor (2023).
Projeção geométrica plana da esfera: conforme apresenta a Figura 6, uma esfera pode ser
representada no plano, por meio de um círculo independentemente da escolha de sua
posição frontal.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Projeção ortogonal da esfera. Fonte: elaborada pelo autor.
Projeção geométrica plana do tronco de cone: conforme apresenta a Figura 7, o tronco de
cone pode ser representado no plano, por meio das geometrias trapézio e/ou círculo
conforme a de�nição da posição frontal.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Projeção ortogonal do tronco de cone. Fonte: elaborada pelo autor.
Projeção geométrica plana cone de base circular: na Figura 8, observamos um cone de
base circular, sua representação no plano é realizada por meio das geometrias triângulo
e/ou círculo conforme a de�nição da posição frontal.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Projeção ortogonal do cone. Fonte: elaborada pelo autor.
Projeção geométrica plana do prisma de base quadrada: na Figura 9, observamos um
prisma de base quadrada, sua representação no plano é realizada por meio das geometrias
retângulo e/ou quadrado, conforme a de�nição da posição frontal.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Projeção ortogonal do prisma de base quadrada. Fonte: elaborada pelo autor.
Além dessas �guras planas, denominadas de formas geométricas primitivas ou fundamentais,
podemos realizar uma combinação dessas formas dando origem às denominadas formas
geométricas derivadas.
Videoaula: Introdução ao desenho projetivo
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
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De�nição da geometria plana de objetos tridimensionais
Olá, estudante!
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Neste vídeo, será apresentada uma introdução ao desenho projetivo, uma técnica que
engenheiros e arquitetos utilizam para representar objetos tridimensionais em um plano de
forma precisa e proporcional com uso de escalas, por meio de �guras planas.
Entender as �guras planas e como elas surgem é o princípio básico da projeção, incluindo a
projeção ortogonal. Aprender desenho projetivo pode ser desa�ador, mas é uma habilidade
valiosa que abrirá muitas portas para sua carreira.
 
Saiba mais
Para aprofundar mais os conhecimentos em desenho projetivo, consulte as sugestões de leitura
a seguir:
O livro Desenho técnico arquitetônico permite aprofundar seus conhecimentos sobre desenho
projetivo e suas aplicações na arquitetura. Veja a unidade 2 – Medidas e escalas: a linguagem
grá�ca do projeto, páginas 101 a 110.
SOUZA, J. P. et al. Desenho técnico arquitetônico. Grupo A, 2018.
O livro Projeções e perspectivas para desenhos técnicos permite aprofundar seus
conhecimentos sobre projeções. Veja o capítulo 1 – Sistemas de projeção, páginas 10 a 14.
CRUZ, M. D. Projeções e perspectivas para desenhos técnicos. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.
O livro Manual de desenho técnico para engenharia – desenho, modelagem e visualização
permite aprofundar seus conhecimentos sobre escalas e desenho projetivo com aplicações na
engenharia. Veja o capítulo 3 – Projeções planas e desenho em perspectiva, páginas 37 a 46.
LEAKE, J. M.; BORGERSON, J. L. Manual de desenho técnico para engenharia: desenho,
modelagem e visualização. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595024236/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536520100/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2753-1/epubcfi/6/2%5b%3Bvnd.vst.idref%3Dcover%5d!/4/2/2%4051:1
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16752: Desenho técnico – Requisitos
para apresentação em folhas de desenho. Rio de Janeiro. 2020.
CRUZ, M. D. Projeções e perspectivas para desenhos técnicos. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.
E-book. ISBN 9788536520100. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536520100/ . Acesso em: 10 mar. 2023.
LEAKE, J. M.; BORGERSON, J. L. Manual de desenho técnico para engenharia: desenho,
modelagem e visualização. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2023. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2753-1/. Acesso em: 10 mar.
2023.
SOUZA, J. P. et al. Desenho técnico arquitetônico. Porto Alegre: Grupo A, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595024236/. Acesso em: 10 mar. 2023.
VYCHNEPOLSKI, I. Desenho técnico. Editora MIR, 1986.
Aula 2
As camadas de trabalho e os elementos de visualização, divisão de elementos e coleta de dados
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536520100/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2753-1/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595024236/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
A elaboração de um desenho técnico projetivo está consolidada com uso dos softwares de CAD,
sendo o AutoCAD um de seus representantes mais utilizados. Conhecer os diversos comandos
desse software contribuirá com o aumento de sua produtividade e qualidade dos desenhos. Os
comandos a serem aprendidos nesta aula estão direcionados para coleta de dados,
gerenciamento de camadas e visualização do objeto construído.
Os comandos de visualização permitem ao usuário ter uma visão clara e precisa do desenho em
diferentes posições e a navegação em diferentes ângulos. Os comandos de coleta de dados
conduzem para a veri�cação das medidas do objeto e gestão das camadas para organizar
corretamente os objetos no desenho. Serão estudados também os comandos que dividem um
objeto em partes iguais.
Bons estudos.
Comandos de visualização e coleta de dados
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Comandos de visualização
Os comandos de visualização permitem mostrar detalhes do desenho ou projeto que está sendo
elaborado alterando a área de trabalho para torna-la mais acessível e fácil de visualizar. No
AutoCAD, os comandos de visualização são de�nidos como ZOOM.
O comando ZOOM pode ser desdobrado em:zoom estendido, zoom anterior, zoom em tempo
real, zoom dinâmico, escala de zoom, centro de zoom, aplicar zoom no objeto, aproximar o zoom
e diminuir o zoom.
 
Comandos para seleção de elementos e movimentação da tela
No AutoCAD, o comando de seleção permite ao usuário escolher quais objetos deseja modi�car,
excluir ou copiar, podendo selecionar objetos individualmente, selecionar todos os objetos em
uma determinada área ou selecionar todos os objetos de um mesmo tipo, devendo usar o
comando SELECT.
O comando de visualização de tela permite ao usuário navegar pelo desenho em diferentes
perspectivas e escalas. O comando de visualização de tela mais utilizado é o PAN, que permite
deslocar a visualização do desenho em diferentes direções.
 
Comandos para coleta de dados
Quando trabalhamos com softwares de CAD, precisamos tirar medidas no desenho e obter
informações sobre os objetos, com objetivo de consulta.
Os comandos para coleta de dados de�nidos no AutoCAD 2021 são:
RÁPIDA: exibe as medidas mais próximas do cursor de um objeto 2D;
DISTÂNCIA: mede a distância entre dois pontos ao longo de um objeto;
RAIO: mede o raio de um círculo ou arco;
ÂNGULO: mede um ângulo;
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ÁREA: mede a área e o perímetro de objetos ou de regiões de�nidas.
Comandos para divisão de elementos
Nos desenhos, existe a necessidade de dividir o objeto em partes iguais. No AutoCAD, realizamos
essa operação com os comandos DIVIDE e MEASURE.
 
DIVIDE: cria objetos ou blocos igualmente espaçados ao longo do comprimento ou
perímetro de um objeto;
MEASURE: cria objetos de ponto ou blocos em intervalos mensurados ao longo do
perímetro de um objeto.
Visualização das LAYERS (camadas)
A visualização das camadas (ou layers) é fundamental para o controle e a organização dos
objetos do desenho. As camadas permitem agrupar objetos de acordo com sua função ou
características, facilitando a sua seleção, edição e exibição.
Para visualizar as camadas no AutoCAD, é possível utilizar a janela de gerenciamento de
camadas, que pode ser acessada por meio do comando LAYER ou clicando no ícone
correspondente na barra de ferramentas. Na janela de gerenciamento de camadas, é possível
visualizar todas as camadas do desenho, suas propriedades e o status de visibilidade.
Para alterar a visibilidade de uma camada, basta clicar na caixa de seleção correspondente na
janela de gerenciamento de camadas. Quando a caixa está marcada, a camada está visível no
desenho, e quando não está marcada, a camada está oculta. É possível também de�nir a cor e a
espessura das linhas de cada camada, bem como travá-las para evitar sua modi�cação
acidental.
Visualizando e medindo objetos
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Visualizando objetos
Vamos nos aprofundar nos diversos comandos do software AutoCAD na sua versão 2021.
Os comandos de visualização têm o objetivo de ampliar e diminuir os objetos apresentados na
tela, devendo �car claro que esses comandos não aumentam ou diminuem o tamanho do objeto.
A Figura 1 apresenta como ter acesso ao comando ZOOM no software AutoCAD 2021.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Tipos de zoom. Fonte: elaborada pelo autor.
São eles:
Zoom estendido: posiciona todo o desenho na vista atual;
Janela de zoom: aplica o zoom para exibir uma área especi�cada por uma janela
retangular;
Zoom anterior: aplica zoom para exibir a vista anterior;
Zoom em tempo real: aplica zoom para aumentar ou reduzir o tamanho aparente de
objetos;
Zoom total: aplica zoom para exibir todos os objetos visíveis;
Zoom dinâmico: aplica o zoom e pan por meio de uma caixa de vista retangular;
Escala de zoom: utiliza um fator de escala para reduzir ou ampliar uma vista;
Centro de zoom: de�ne um ponto central e pede uma altura para realizar o zoom;
Aproximar o zoom: aumenta o zoom de forma automática, basta clicar no comando;
Diminuir o zoom: diminui o zoom de forma automática, basta clicar no comando;
Aplicar zoom no objeto: o objeto selecionado será ampliado na vista atual.
 
Comandos para seleção de elementos e movimentação da tela
Ao criar um desenho 2D, será necessário selecionar elementos especí�cos, principalmente para
realizar uma edição.
Selecionar um objeto ou elemento especí�co com uso do AutoCAD é bem simples, sendo:
Modo de seleção direta.
Modo de seleção por janela.
Na seleção direta, faz-se uso do mouse, basta clicar sobre a geometria desejada. Ela �cará
destacada conforme apresentado na Figura 2. Para remover a seleção, basta pressionar a tecla
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Esc.
 
Figura 2 | Seleção direta de um objeto. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Na seleção por janela, com uso do mouse, de�na dois pontos diagonalmente opostos no objeto a
ser selecionado. O objeto �cará destacado conforme apresentado na Figura 3. Para remover a
seleção, basta pressionar a tecla Esc.
Figura 3 | Seleção por janela. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Medindo objetos
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para acessar os comandos do software AutoCAD na sua versão 2021, vá na barra de ferramenta
localizada na parte superior da tela, conforme Figura 4.
Figura 4 | Barra de ferramenta UTILITÀRIOS do AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Essa opção será desdobrada nos principais comandos a serem usados para medir um objeto, por
meio da sequência conforme apresentado na Figura 5.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Comandos de coleta de dados do AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Camadas no AutoCAD
As camadas (layers) servem para organizar o desenho e determinar, por meio de sua cor, a
espessura de impressão das linhas. Os comandos que gerenciam as camadas (layers) estão no
painel Camadas, conforme apresentado na Figura 6.
 
Figura 6 | Painel Camadas do AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Propriedades dos níveis de trabalho
Quando se trabalha com camadas é importante de�nir o que denominamos de níveis de trabalho,
basicamente são camadas transparentes e superpostas de um desenho nas quais é possível
organizar e agrupar diversas informações sobre o desenho, conforme a�rma Netto (2019).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para Netto (2019), um nível de trabalho tem as seguintes propriedades:
Nome: a todo nível associa-se um nome;
Visibilidade: um nível de trabalho pode ser visível (On) ou invisível (Off). Só são impressos
os visíveis;
Cores e tipos de linha: quando se gera um nível de trabalho, associam-se a ele a cor branca
e a linha contínua, que são os padrões do AutoCAD. É possível associar qualquer tipo e cor
de linha a um nível de trabalho;
Nível ativo: quando se cria uma entidade, ela necessariamente vai pertencer a um
determinado nível de trabalho. Nível ativo ou corrente é aquele no qual os novos elementos
são desenhados;
Condições iniciais: quando se inicia um desenho, necessariamente já existe o nível de
trabalho 0 (zero), o qual assume a cor branca e a linha contínua.
Figura 7 | Nível de trabalho corrente. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Conforme apresentado na Figura 7, está de�nida somente uma camada, isto é, o nível de trabalho
corrente, no caso 0.
Ajustando as propriedades de um objeto
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Vamos agora pôr em prática o conteúdo aprendido. Para isso, vamos realizar um desenho no
AutoCAD conforme a Figura 8.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Junta especial. Fonte: elaborada pelo autor.
Existem várias técnicas para iniciar um desenho. Oriento sempre realizar uma formatação inicial
com objetivo de ganhar produtividade, de�nindo os níveis de trabalho, ou seja, as camadas.
 
Criação de camadas
No software AutoCAD 2021, em CAMADAS > selecione PROPRIEDADES DA CAMADA de�na as
seguintes camadas:
Borda externa.
Figuras.
Cotagem.
A Figura 9 apresenta a de�nição dos níveis de trabalho ou camadas.
Figura 9 | Criação dos níveis de trabalho. Fonte: captura de telaadaptada de Autodesk (2021).
Vamos inserir nas camadas seus respectivos elementos. Observe que na camada as
propriedades do objeto podem ser editadas. A camada ativa é aquela que está com marcação na
cor verde.
Para ter acesso ao gerenciador de propriedades de camada, clique no ícone conforme Figura 10.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Nível de trabalho corrente. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Para criar uma camada, congelar, excluir e con�gurar uma camada, observe as opções existentes
no gerenciador de propriedades de camada conforme a Figura 11.
 
Figura 11 | Opções do gerenciador de propriedades de camada. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
1. Cria uma camada.
2. Cria uma camada e congela em todas as “viewports”.
3. Exclui camada selecionada.
4. De�ne a camada selecionada como a camada atual.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Seguiremos a sequência de ações:
Inicie o desenho da Figura 8, criando a camada borda e deixe-a ativa. Desenhe o retângulo de 200
x 200 mm.
Selecionar comando ZOOM ESTENDIDO para exibir as dimensões máximas do retângulo na tela.
 
Figura 12 | Opções do gerenciador de propriedades de camada. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Vamos veri�car as medidas do quadrado desenhado:
Selecione a opção UTILITÀRIOS > MEDIDA > RÀPIDA.
Posicione o cursor no interior do quadrado. Será realizada uma seleção direta e medidas do
quadrado serão apresentadas conforme a Figura 13.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 13 | Opções do gerenciador de propriedades de camada. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Crie a camada �guras e deixe-a ativa. Desenhe as formas geométricas (4 círculos e um
quadrado) conforme medidas e localizações apresentadas na Figura 8.
Crie a camada cotagem. Realize o processo de cotagem conforme apresentado na Figura 8.
O desenho criado deve estar conforme Figura 14.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 14 | Desenho �nalizado. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Na Figura 14, conforme posição do desenho na tela, observamos que as cotas aplicadas estão
de difícil visualização. Podemos usar os comandos de visualização para ampliar melhor esses
detalhes.
Várias ações de gerenciamento das camadas podem ser realizadas, sendo:
Alteração de um objeto de uma camada para outra: ativar a camada para onde deseja
de�nir o objeto e selecione o objeto;
Alteração da cor do objeto: selecione PROPRIEDADES DA CAMADA, ativar opção cor,
selecione a cor e �nalize o comando.
Videoaula: As camadas de trabalho e os elementos de visualização, divisão
de elementos e coleta de dados
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Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Olá, estudante!
Nessa aula serão estudados os comandos do software AutoCAD destinados à visualização,
medição e camadas com intuito de tornar seu trabalho mais e�ciente, produtivo e preciso.
Para visualização tem-se o "Zoom", o qual permite ampliar e reduzir a visualização do desenho na
tela grá�ca e o comando "Pan", que permite mover a vista plana com relação a tela.
Os comandos de medição apresentados são: rápida, raio, ângulo, distância e área. O estudo das
camadas permite o gerenciamento e controle das propriedades de um objeto que estão inseridos
em cada camada.
Bons estudos.
 
Saiba mais
Para aprofundar mais os conhecimentos nos comandos do AutoCAD que foram trabalhados
nesta aula, consulte o livro Estudo dirigido de AutoCAD 2019, da autora Cláudia Campos Netto.
Nesse livro, você vai saber mais sobre:
Comandos para coleta de dados. Veja capítulo 4 – Precisão do desenho, páginas 67 a 74;
https://doceru.com/doc/101800v
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Comandos para seleção de objetos. Veja capítulo 5 – Modi�cação do desenho e seleção de
objetos, páginas 75 a 106;
Gestão de níveis de trabalho. Veja capítulo 7 – Propriedades dos objetos, páginas 117 a
130;
 Comandos de visualização. Veja capítulo 8 – Visualização de objetos, páginas 135 a 136.     
Referências
NETTO, C. C. Estudo dirigido de Autocad 2019. São Paulo: Editora Saraiva, 2019. E-book. ISBN
9788536530840. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536530840/. Acesso em: 3 mar. 2023.
Aula 3
Comandos básicos de edição de desenho
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536530840/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
A criação de um desenho com uso do software AutoCAD envolve a utilização dos comandos de
edição para ajustar elementos e garantir o aumento da produtividade. Nesta aula, vamos
conhecer os comandos que permitem realizar cópias ordenadas, ajustar escala e alinhar objetos.
Também aprenderemos como usar os sistemas de coordenadas, seja cartesiana ou polar, para
de�nir corretamente a posição de um objeto.
Bons estudos. 
Comandos básicos de edição
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Nesta aula, aprenderemos os conceitos que envolvem a criação de cópias com uso dos
comandos ARRAY RETANGULAR e ARRAY POLAR. Também reconheceremos a importância dos
comandos ESCALE e ALIGNE. Por �m, veremos a utilização dos comandos que favorecem a
entrada de dados. 
 
Criando cópias no AutoCAD 
Um desenho é formado por uma composição de objetos. Na maioria das situações, esses
objetos são repetidos e posicionados de forma particular. Na Figura 1, são apresentados furos
com a mesma característica de forma repetitiva. 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Desenho de produto com elementos repetidos . Fonte: adaptada de Giesecke (2002).
Seria improdutivo realizar o desenho dos furos um por um. Por isso, utilizamos os comandos
para geração de cópias ordenadas. Essa ordenação pode ser em �las ou linhas e também em
colunas. Outra forma de ordenação é circular, em que os objetos são repetidos em torno de um
centro em comum. 
Voltando nossa visão para o software AutoCAD, realizar cópias é uma ação de edição. Para
realizar cópias ordenadas fazemos uso dos comandos ARRAY RECTANGULAR e ARRAY POLAR. 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ARRAY RECTANGULAR: realiza cópias ordenadas em forma matricial, de�nindo a
quantidade de elementos em linhas (horizontal) e elementos em colunas (vertical).
ARRAY POLAR: realiza cópias ordenadas em formato circular. Nesse caso, informamos um
ponto em comum para rotacionar os objetos.
 
Escalando e alinhando objetos no AutoCAD 
Já aprendemos a necessidade de ajustar o tamanho dos nossos objetos para compor
corretamente um desenho. Ajustar a escala consiste em ampliar ou reduzir os objetos e assim
facilitar a composição de um desenho. É importante salientar que preferencialmente devemos
usar a escala natural. 
Quando realizamos o desenho de uma planta baixa, é comum fazer a composição da planta com
objetos que foram previamente criados, denominados de blocos. Em geral, as dimensões dos
blocos são diferentes das dimensões do desenho que está sendo realizado, necessitando
ampliar ou reduzir o tamanho desse bloco, bem como alinhá-lo corretamente. 
No software AutoCAD, para ajustar a escala de um objeto ou desenho completo, fazemos uso do
comando SCALE e, para alinhar os objetos, usamos o comando ALIGNE. 
SCALE: altera a escala de um desenho, ampliando ou reduzindo o seu tamanho. 
ALIGNE: alinha objetos com base em outros objetos.
 
Sistemas de coordenadas no AutoCAD 
Um objeto é formado por formas primitivas que são compostas por linhas, circunferências e
arcos de circunferências. Essas formas para serem realizadas necessitam da de�nição de
pontos de referência para início e �m da construção. 
Aprendemos que, para de�nir um ponto, existe a necessidade de referência, uma origem que será
a base da construção. Partindo dessa origem, são considerados dois tipos de coordenadas:
Nas coordenadascartesianas, de�nimos os pontos através de sua projeção ao longo do
eixo X e eixo Y.
Nas coordenadas polares, o ponto é de�nido pelo seu comprimento e ângulo em relação ao
eixo X.
O software AutoCAD, na sua essência, é um ambiente que contém um plano cartesiano. Para
iniciar uma construção, seja linhas ou circunferências, existe a necessidade de de�nir um ponto,
para isso usamos as coordenadas cartesianas ou polares. 
Interpretando os comandos básicos de edição
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Os comandos de edição existentes nos softwares de CAD permitem realizar alterações nos
objetos como nos desenhos em sua totalidade. Os comandos para criar cópias ordenadas são
exemplos de comandos de edição.
 
Cópias ordenadas no AutoCAD
Aprenderemos a criar cópias ordenadas no AutoCAD. Observe a Figura 1, ela apresenta duas
formas de ordenação dos nossos objetos, de forma matricial através de padrão retangular e
padrão circular.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Padrão de cópias ordenadas. Fonte: elaborada pelo autor.
No AutoCAD versão 2021, para realizar cópia ordenadas, usamos os comandos MATRIZ
RETANGULAR e MATRIZ POLAR inseridos na opção MODIFICAR da barra HOME, conforme
apresentado na Figura 2.
Figura 2 | Localização dos comandos de edição. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Na opção MODIFICAR estão localizados os comandos de edição do AutoCAD 2021, conforme
apresentado na Figura 3.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Comandos para cópias ordenadas. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Comando MATRIZ RETANGULAR: copia a geometria do objeto selecionado e o organiza em
linhas e colunas.
Comando MATRIZ POLAR: copia a geometria do objeto selecionado e o organiza em arco
ou um padrão circular.
 
Matriz RETANGULAR no AutoCAD 2021
Para utilizar esse comando, o objeto a ser copiado já deve existir e você deve seguir a seguinte
ordem:
Selecione MATRIZ RETANGULAR > Clicar no objeto a ser copiado > Apertar ENTER.
Surgirá uma caixa de diálogo conforme Figura 4. Edite conforme as suas necessidades de
desenho;
Não esqueça que uma das interações entre software e usuário é realizada por meio da linha de
comando.
 
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Comando Matriz Retangular. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Matriz POLAR no AutoCAD 2021
Para utilizar esse comando, o objeto a ser copiado já deve existir. Seguiremos a seguinte
sequência de ações:
Selecione MATRIZ POLAR > Clicar no objeto a ser copiado > Apertar ENTER.
Surgirá uma caixa de diálogo conforme Figura 5. Edite conforme as suas necessidades de
desenho.
Não esqueça que uma das interações entre software e usuário é realizada por meio da linha de
comando.
 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Comando Matriz POLAR. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Comando SCALE no AutoCAD versão 2021
O comando ESCALA é usado para redimensionar objetos, mantendo suas proporções. Com ele, é
possível aumentar ou diminuir o tamanho de um objeto, sem distorcer suas formas. A Figura 6
apresenta a localização do comando.
 
Figura 6 | Comando Matriz POLAR. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para utilizar esse comando, o objeto a ser redimensionado já deve existir. Seguiremos a seguinte
sequência de ações:
Selecione ESCALA > Clicar no objeto a ser redimensionado > Apertar ENTER.
Observe as informações apresentadas na linha de comando.
De�na um ponto base > De�na um fator de escala (maior que 1 amplia, menor que 1 reduz
o objeto) > ENTER para �nalizar comando.
 
Comando ALIGNE no AutoCAD versão 2021
O comando ALINHAR é usado para reposicionar objetos. Faz alinhamento tendo como referência
outro objeto. Tem características semelhantes ao comando MOVE. A Figura 7 apresenta a
localização do comando.
Figura 7 | Comando ALINHAR. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Para utilizar esse comando, o objeto a ser alinhado já deve existir. Seguiremos a seguinte
sequência de ações:
Selecione o comando ALINHAR > Selecionar objeto a ser alinhado > Apertar ENTER.
Observe as informações apresentadas na linha de comando.
De�na o primeiro ponto de origem (um ponto do objeto) > De�na o primeiro ponto de
destino (ponto no objeto de referência) > De�na o segundo ponto de origem (um ponto do
objeto) > De�na o primeiro ponto de destino (ponto no objeto de referência) > Comando
pergunta se quer redimensionar, digitar NÃO > ENTER para �nalizar comando.
Sistemas de coordenadas no AutoCAD
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Todo desenho realizado em softwares de CAD tem como referência um plano de trabalho, seja no
ambiente 3D e exclusivamente no ambiente 2D. As informações inseridas tomam como base um
ponto que necessita de referência para de�ni-lo corretamente. No AutoCAD, a tela grá�ca
apresentada já possui um plano de referência de�nido, no caso o plano X-Y. No cruzamento do
eixo X com eixo Y temos a origem. A Figura 8 apresenta esse plano de trabalho.
Figura 8 | Plano de trabalho do AutoCAD. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Coordenadas cartesianas
O plano de�nido no AutoCAD é um plano cartesiano, em que suas coordenadas são de�nidas por
um par de coordenadas que podem ser ABSOLUTAS ou RELATIVAS.
Ao usar coordenadas absolutas, no AutoCAD o ponto é de�nido conforme uma origem �xa, no
caso (0,0). Seja a coordenada de um ponto P(50, 80). Isso signi�ca que está distante 50 unidades
ao longo do eixo X e 80 unidades ao longo do eixo Y, tendo como referência a origem absoluta
(0,0).
Você pode digitar esse ponto ou clicar diretamente na tela com mouse. As coordenadas
absolutas são usadas quando sabemos os valores precisos de X e Y de um ponto.
Ao usar coordenadas relativas, o ponto é de�nido tendo como referência o último ponto inserido.
Usamos as coordenadas relativas quando sabemos a posição de um ponto com relação ao
anterior, isto é, trabalhamos com deslocamento.
Para trabalhar com coordenadas relativas no AutoCAD, usamos a formatação (@X,Y) em que X é
o deslocamento ao longo do eixo X e Y o deslocamento ao longo do eixo Y.
 
Coordenadas polares
Ao usar coordenadas polares, no AutoCAD o ponto é de�nido pela formatação
(@distânciade tudo, esboçar suas peculiaridades, como vimos acima na Figura 3.
Agora, vamos para um exemplo de desenho técnico.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Desenho técnico da caixa de som. - Fonte: Elaborado pelo autor.
Veja que na Figura 4, o desenho técnico é recheado de cotas, que são as linhas que se estendem
do desenho com valores numéricos, que são as medidas. Há, também, uma unidade em comum
em todas as cotas de medidas, um su�xo (ou seja, depois do número), que é MM (milímetros).
Logo, para um mesmo projeto, o desenho técnico indica 3 vistas, que são:
1. Vista de topo.
2. Vista frontal.
3. Vista lateral esquerda.
Se for de acordo entre o projetista e o executor ou fabricante que, para essa etapa,o desenho
está com todas as informações necessárias, essa passa a ser a versão �nal.
Observe ainda, na Figura 3, que as linhas que ilustram o projeto têm um peso ou espessura maior
do que as linhas de cotas que se estendem partindo do desenho. Essa é uma norma a ser
obedecida de acordo com as normas ABNT, justamente para diferenciar o desenho e linhas de
cotas. Outros padrões que podemos observar é que na cota de raio (os cantos curvos) possuem
a letra R antes da medida, ou seja, é um pre�xo, indicando que a medida indica o raio daqueles
detalhes.
Videoaula: Introdução ao desenho técnico
Este conteúdo é um vídeo!
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Assista a vídeo aula para que numa linguagem mais dinâmica, esclareça alguma dúvida que
possa ter surgido até aqui. Há uma boa abordagem sobre a diferença entre o desenho artístico e
técnico, um breve histórico, além da introdução ao conhecimento de um desenho técnico e como
ele é composto. Bons estudos e até lá!
Saiba mais
No link abaixo você encontra um texto breve para complementar seus conhecimentos sobre o
que é o desenho técnico:
Conceito de Desenho técnico.
Já no neste Conceito de Rupestre, veja um pouquinho mais sobre a arte rupestre. Muito curioso e
interessante!
Referências
https://conceito.de/desenho-tecnico
https://conceito.de/rupestre
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
MICELI, M.T. FERREIRA, P. Desenho Técnico Básico. 4. ed. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio,
2008.
VIEIRA, A. D. Desenho Técnico e Geométrico. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.  
Aula 2
Tipos de linhas e normas ABNT
Introdução da aula
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Nesta aula, apresentaremos o início de como se deve representar os principais elementos do
desenho como: linhas, textos e símbolos que utilizamos a todo momento em uma representação
técnica de projeto de produto, seja ele qual for. Conheceremos algumas normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT que nos norteiam. Para conhecimento do aluno, existem
muitas normas cada qual para o seu nicho empregado.
Ao �nal desta aula, você terá absorvido um conhecimento importante e terá uma habilidade
essencial, que é compreender tecnicamente como desenhar um projeto técnico.
Conhecendo as normas ABNT
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Agora vamos ter uma introdução mais técnica sobre o assunto abordado.
Começamos a conhecer sobre as normas da ABNT que prescrevem como devemos seguir nos
padrões exigidos quando trabalhamos em âmbitos técnicos em qualquer função que exija tais
habilidades técnicas.
Abaixo segue uma lista de normas que utilizaremos como base nesta disciplina:
NBR 8403: Aplicação de linhas em desenhos – tipos de linhas – largura das linhas.
NBR 8402: Execução de caractere para escrita em desenho técnico.
NBR 10067: Princípios gerais de representação em desenho técnico.
NBR 10126: Cotagem em desenho técnico.
NBR 8196: Desenho técnico – emprego de escalas.
NBR 10068: Folha de desenho – layout e dimensões.
Existem outras normas empregadas para o desenho técnico, mas essas são as que devem ter
mais atenção neste primeiro momento do aprendizado.
As normas servem para normatizar como os pro�ssionais devem desenhar e representar
projetos no desenho técnico (ou industrial). Com isso, a vantagem é de que todos terão
facilidade em ler e compreender desenhos, mesmo que mais complexos, pois esses
pro�ssionais já estão habituados em saber identi�car cada pequena parte ou elemento do
desenho ali, seja impresso ou em um arquivo de PDF.
Um desenho técnico contém linhas mais �nas, bem como linhas de maior espessura ou peso e
padrões de como podem ser riscadas.
Tipo de linha é um termo utilizado para saber se a linha é contínua (comum), tracejada,
pontilhada, traço-ponto e por aí vai. No bloco a seguir de aprofundamento veremos todas elas e
suas aplicações, conforme NBR 8403 (1984).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Sobre as escalas, é uma forma de representar no desenho técnico quantas vezes o produto �nal
está escalonado. Por exemplo, se a escala diz 1:1, signi�ca que o desenho é do mesmo tamanho
do produto a ser produzido. Se a escala diz1:5, então o desenho no papel é 5 vezes menor do que
a �nalização dele. Mas agora, se por acaso, encontrarmos a informação de que a escala do
desenho técnico é 5:1 (observe que está invertido), então, o desenho técnico foi desenhado 5
vezes maior do que o produto �nal que ele está sugerindo.
Caligra�a ou texto: utilizamos textos para descrever sobre um ponto especí�co do desenho, criar
legendas, criar o bloco de carimbo (caixa de texto que vai no canto inferior direito da folha do
papel onde inserimos o nome do projeto, nome do projetista, data e escala, por exemplo). Aqui,
utiliza-se apenas de letra bastão ou de forma, jamais podemos usar a letra cursiva.
É importante deixar claro que todas as normas sugerem tais conhecimentos e que sempre
podem ser consultadas. Você não precisa decorar tudo, mas, com o tempo, �ca acostumado e
faz tudo de forma natural. Assim torna-se um pro�ssional quali�cado.
Nota: Esta disciplina será ensinada toda via software CAD, não teremos preocupação com
instrumentação (pranchetas, réguas, lápis, borracha etc.). 
Padrões de tipos de linhas, escalas e textos
Temos, a seguir, a apresentação da tabela que contém os tipos de linhas que são aplicados em
um desenho técnico. Essas informações são seguidas à risca, conforme NBR 8403 (1984).
A tabela abaixo é parcialmente replicada para facilitar o entendimento, bem como padrões
habituais utilizados pelos pro�ssionais (ainda que de acordo com a norma):
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Tabela 1 | Tipos e espessuras de linhas. - Fonte: NBR 8403, 1984.
Tratando-se de desenho técnico, outro conceito aplicado muito importante é a escala de
representação. Para isso, é preciso primeiramente adotar uma unidade de medida, como por
exemplo:
Milímetros (mm).
Centímetros (cm).
Metros (m).
As medidas que utilizamos no Brasil fazem parte do que se chama sistema métrico. Alguns
países adotam sistemas diferentes do sistema métrico. Nos Estados Unidos, é utilizado o
sistema imperial, em que as unidades de medidas empregadas são polegadas, pés, jardas, entre
outras.
De volta ao sistema métrico, saber qual unidade de medida adotar como padrão depende muito
do tipo de projeto. Arquitetos e engenheiros utilizam metros. Já em um projeto elétrico ou
mecânico é bem usual se utilizar milímetros. Isso pode alterar até mesmo por região do Brasil,
simplesmente pelos costumes adotados.
Escalas do desenho, como já vimos, representam o desenho técnico em um número de vezes
maior (escala de ampliação), igual ou menor (escala de redução) que o próprio produto que ele
representa.
No dia a dia, as escalas mais usuais, conforme a tabela abaixo, são:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Tabela 2 | Tabela de escalas de ampliação e redução mais usuais. - Fonte: Elaborado pelo autor.
Em uma mesma folha de projeto, é possível ter diversas vistas. Pode acontecer de ter vistas que
representam partes pequenas, que precisam ser desenhados de forma detalhada. É nesse
momentoretangular. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Realize o desenho conforme apresentado na Figura 11 utilizando os comandos: Coordenadas
cartesianas relativas e matriz circular.
Figura 11 | Desenho cópia polar. Fonte: elaborada pelo autor.
Ative o software AutoCAD 2021.
Vamos criar primeiramente a circunferência de 150 mm de diâmetro utilizando
coordenadas cartesianas absolutas partindo da origem.
Ative comando CÍRCULO centro e raio.
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Desenho Técnico Projetivo
Digite as coordenadas 0,0 e depois a coordenada polar @75uma janela de seleção ou polígono;
Alongar (LENGHTEN): altera os comprimentos de objetos e o ângulo interno de arcos;
Escala (SCALE): amplia ou reduz objetos selecionados;
Unir (JOIN): une objetos similares para formar um objeto único;
Explosão de elementos (EXPLODE): quebra um objeto composto em seus objetos
componentes;
Apagar (ERASE): remove objetos de um desenho.
Interpretando os comandos de edição
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Desenho Técnico Projetivo
Além de conhecer os comandos de edição, devemos compreender corretamente como esses
comandos são aplicados nos desenhos. Conforme a�rma Netto (2019), os comandos de edição
estão posicionados no painel MODIFY da aba HOME e também podem ser acessados pelo
teclado ao digitar o nome do comando.
 
Comandos para realizar cópias no AutoCAD 2021
No software AutoCAD, os comandos para realizar cópias a serem aprendidos, estão localizados
no painel MODIFICAR e destacados conforme Figura 1.
Figura 1 | Painel de ferramenta MODIFICAR. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Comando COPIAR: esse comando realiza cópias simples de objetos e tem a opção de criar
cópias múltiplas. Ao selecionar um objeto, ocorre a repetição da cópia até que você encerre
o comando.
 
Comando DESLOCAMENTO: esse comando permite criar uma cópia paralela de uma linha,
polilinha, arco, círculo ou outro objeto, a uma distância especi�cada. Um exemplo da
aplicação desse comando é na criação de paredes em um projeto de arquitetura.
Selecione o ícone “DESLOCAMENTO” No painel “MODIFICAR”.
Especi�que a distância para a cópia paralela, digitando um valor ou clicando em um ponto
de referência.
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Desenho Técnico Projetivo
Selecione o objeto a ser copiado.
Selecione a direção da cópia paralela, clicando em um ponto ou digitando um ângulo.
Selecione o lado da entidade original em que você deseja colocar a cópia paralela, clicando
no lado esquerdo ou direito.
Repita o processo para criar mais cópias paralelas se necessário.
Pressione ENTER ou selecione “Concluir” para sair do comando.
Comando ESPELHAR: esse comando permite criar uma cópia espelhada de objetos ou
somente criar objetos simétricos. Para usar o comando é necessário de�nir uma linha de
referência por meio da especi�cação de dois pontos.
Selecione o ícone “ESPELHAR” no painel “MODIFICAR”.
Selecione os objetos que você deseja espelhar.
Especi�que o primeiro ponto da reta de espelhamento, clicando em um ponto na tela ou
digitando as coordenadas.
Especi�que o segundo ponto da reta de espelhamento, clicando em outro ponto na tela ou
digitando as coordenadas.
Veri�que a visualização do objeto espelhado.
Pressione ENTER ou clique em “Concluir” para criar a cópia espelhada.
 
Comandos para movimentar objetos no AutoCAD 2021
Os comandos para movimentar objetos a serem aprendidos estão localizados no painel
MODIFICAR e destacados conforme Figura 2, sendo os comandos MOVER e ROTACIONAR.
 
Comando MOVER: esse comando permite mover objetos selecionados para uma nova
posição especi�cada. Usamos esse comando quando existe a necessidade de reposicionar
objetos em um desenho:
Selecione comando MOVER.
Selecione os objetos a serem movidos.
Especi�que o ponto base do movimento, ou seja, o ponto que permanecerá �xo durante a
operação de movimento.
Especi�que o ponto de destino para onde os objetos selecionados devem ser movidos;
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando ROTACIONAR: esse comando permite girar objetos selecionados em torno de um
ponto base especi�cado. Usamos esse comando quando existe a necessidade de ajustar a
orientação dos objetos em um desenho:
Selecione comando ROTACIONAR.
Selecione os objetos a serem rotacionados.
Especi�que um ponto base para rotação.
Especi�que o ângulo de rotação.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Comandos MOVE e ROTATE. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Comandos para ajustar a forma dos objetos no AutoCAD 2021
No software AutoCAD, os comandos para ajustar a forma de objetos a serem aprendidos, estão
localizados no painel MODIFICAR e destacados conforme Figura 3.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Comandos de ajuste da forma de objetos. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Comando CHANFRO: esse comando permite quebrar o canto de um objeto por meio de
uma construção denominada de chanfro:
Selecione comando CHANFRO.
Digite a letra “D” de Distância.
Especi�que a primeira distância.
Especi�que a segunda distância.
Selecione a primeira linha.
Selecione a segunda linha.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando CONCORD: esse comando permite realizar concordância de raio entre dois
objetos. Usamos esse comando com frequência para quebrar o canto de um objeto:
Selecione comando CONCORD.
Digite a letra “R” de Raio.
Selecione o primeiro objeto.
Selecione o segundo objeto.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando APARAR: esse comando permite aparar(cortar) objetos que se cruzam:
 
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Desenho Técnico Projetivo
Selecione o comando APARAR.
Selecione os objetos a serem APARADOS.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
Essa é a utilização básica do comando.
 
Comando ESTENDER: esse comando permite estender um objeto para que ele atinja a outro
objeto selecionado. Deve existir uma condição de interseção entre os objetos:
Selecione o comando ESTENDER.
Selecione o objeto a ser estendido.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
Essa é a utilização básica do comando.
 
Comando ALONGAR: esse comando permite esticar um objeto para uma posição
especi�cada:
Selecione comando ALONGAR e digite DI.
Selecione o objeto a ser alongado.
Arraste o objeto até a posição desejada ou digite a coordenada �nal.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
Essa é a utilização básica do comando.
 
Comando ESCALA: esse comando permite aumentar ou diminuir objetos conforme um
fator de escala:
Selecione o comando ESCALA.
Selecione o objeto e especi�que o ponto-base.
Especi�que o fator de escala.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando UNIR: esse comando permite unir objetos simulares tornando um objeto único,
na condição de polilinha:
Selecione comando UNIR.
Selecione os objetos.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando EXPLODIR: esse comando permite quebra um objeto composto em objeto
simples:
Selecione o comando EXPLOD.
Selecione o OBJETO.
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Desenho Técnico Projetivo
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
 
Comando APAGAR: esse comando remove objetos de um desenho:
Selecione o comando APAGAR.
Selecione o objeto a ser removido.
Pressione ENTER para �nalizar a operação.
Na prática com os comandos de edição
Chegou o momento de colocarmos em prática os comandos de edição aprendido.
Comando MOVE
Desenhe uma circunferência de diâmetro 50 mm na origem.
Ative comando MOVE e selecione a circunferência criada.
De�na o ponto-base no interior da circunferência.
Especi�que segundo ponto digitando @100(utilize seleção por janela).
Especi�que o primeiro ponto da linha de espelho;.
Especi�que o segundo ponto da linha de espelho.
Não exclua o objeto de origem.
 
Comandos CONCORD e CHANFRO
Esses comandos são básicos e bastante utilizados na edição de um desenho sendo necessário
conhecê-los melhor.
Para isso, vamos utilizá-los realizando um desenho, conforme a Figura 6.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Aplicação de chanfro e arredondamentos. Fonte: elaborada pelo autor.
Desenhe um retângulo de 250 x 200 mm com primeiro canto especi�cado na origem. O desenho
�cara conforme a Figura 7.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Desenho do retângulo. Fonte: adaptada de Autodesk (2021).
Vamos arredondar os cantos do retângulo conforme a Figura 6, de acordo com os seguintes
passos:
Ative comando CONCORD.
Digite R para especi�car o raio.
Especi�que o valor do raio, no caso valor de 50 mm.
Selecione o primeiro objeto.
Selecione o segundo objeto.
Pronto, o arredondamento foi realizado.
Repita a mesma sequência ajustando o valor do raio para 30 mm. O resultado deverá �car
conforme a Figura 8.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Desenho dos arredondamentos. Fonte: adaptada de Autodesk (2021).
O comando CONCORD possui mais opções a serem ativadas, quando na sua utilização, sendo:
Desfazer: usado para desfazer o arredondamento criado.
Polilinha: realiza arredondamento de todos os vértices de uma polilinha de forma
simultânea.
Aparar: quando ativada, não apagará o segmento que foi arredondado.
Múltiplo: quando ativada, o comando não será �nalizado, permite a aplicação em mais
objetos.
Agora vamos chanfrar o canto do retângulo conforme Figura 8. Siga os passos:
Ative comando CHANFRO.
Digite D para especi�car a distância.
Especi�que o valor da primeira distância, no caso 50 mm.
Especi�que o valor da segunda distância, no caso 50 mm.
Selecione a primeira linha.
Selecione a segunda linha.
Pronto, chanfro realizado. O resultado deverá �car conforme a Figura 9.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Desenho do chanfro. Fonte: adaptada de Autodesk (2021).
O comando CHANFRO possui mais opções a serem ativadas, quando na sua utilização, sendo:
Desfazer: usado para desfazer o chanfro criado.
Polilinha: realiza chanfros de todos os vértices de uma polilinha de forma simultânea.
Aparar: quando ativada, não apagará o segmento que foi chanfrado.
Múltiplo: quando ativada, o comando não será �nalizado, permite a aplicação em mais
objetos.
Ângulo: criação de chanfro através de medida e ângulo.
Método: permite optar entre medidas e ângulo.
Videoaula: Comandos avançados de edição de desenho
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Neste vídeo, você aprenderá sobre os diversos comandos de edição disponíveis no AutoCAD
2021.
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Desenho Técnico Projetivo
O AutoCAD possui uma variedade de comandos de edição que contribuem para aumentar a
produtividade, estando localizados no painel MODIFICAR.
Existem várias opções de edição de um objeto, desde a realização de cópias simples, passando
pela mudança de posição do objeto até o ajuste na forma desses objetos.
Bons estudos!
 
Saiba mais
Para aprofundar seu conhecimento a respeito do conteúdo aprendido nesta aula, oriento
consultar os livros:
O livro Desenho técnico e AutoCAD, permite aprofundar seus conhecimentos nos comandos de
edição. Veja o capítulo 14 – Comandos básicos de modi�cações, páginas 219 a 244.
O livro Exercícios para AutoCAD: roteiro de atividades contém vários desenhos para exercícios,
permite assim praticar os comandos de edição estudados. Veja o capítulo 2 – exercícios básicos,
páginas ,12 a 34.
Referências
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/3624/pdf/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582600528/pageid/1https:/integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582600528/pageid/1
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Desenho Técnico Projetivo
RIBEIRO, Antônio Clélio. Desenho técnico e AutoCAD. São Paulo: Editora Person Education do
Brasil, 2013.   Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/3624/pdf/0.
Acesso em: 24 mai. 2023.
TULER, M.; WHA, C. K. Exercícios para AutoCAD: roteiro de atividades (Tekne). Porto Alegre:
Grupo A, 2013. E-book. ISBN 9788582600528. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582600528/. Acesso em: 10 mar. 2023.
Aula 5
Revisão da unidade
Projeções e edição de objetos com AutoCAD
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/3624/pdf/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582600528/
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Desenho Técnico Projetivo
O desenho técnico é uma área fundamental da engenharia e da arquitetura, envolve a criação de
representações grá�cas bidimensionais de objetos tridimensionais. Essas representações se
baseiam no desenho projetivo, as imagens são construídas a partir de projeções ortogonais, que
permitem uma representação clara e detalhada dos objetos em duas dimensões.
As projeções podem ser classi�cadas em projeções cônicas e projeções paralelas, sendo a
projeção paralela a mais utilizada na representação bidimensional, e a qual pode ser de dois
tipos: projeção ortogonal e projeção oblíqua.
Todos os desenhos realizados devem ser representados em folha padronizada. Caso sejam
menores ou maiores que a folha, devem ser desenhados em escala de redução ou ampliação.
Para criação dos desenhos existe a ferramenta AutoCAD, software amplamente utilizado para o
desenho técnico. Deve-se lembrar que para trabalhar com desenhos projetivos no AutoCAD, é
importante estar familiarizado com as projeções ortogonais, além de compreender os conceitos
de escalas e cotas.
O AutoCAD tem uma variedade de comandos, desde os comandos de criação, até os de
visualização e edição que contribuem para aumento da qualidade e produtividade dos desenhos.
Para criar um desenho, além do conhecimento dos comandos de criação é necessário dominar a
forma de inserir medidas no AutoCAD, pois isso irá garantir a realização de um desenho com
precisão. Para tal, existem os comandos que controlam as coordenadas, sejam elas cartesianas
ou polares. As coordenadas cartesianas podem ser do tipo absolutas, em que se de�ne uma
origem �xa, e relativas, cuja origem é �utuante.
É sempre importante criar um desenho organizado, que facilite a sua leitura e manipulação. Para
isso, o AutoCAD dispõe de camadas, também chamadas de níveis de trabalho. Elas permitem o
gerenciamento dos objetos existentes nos desenhos, por meio do controle das cores, tipos de
linhas, espessura das linhas, impressão e condição de visibilidade ou não.
Os comandos de edição do AutoCAD são divididos em dois tipos, comandos de edição básicos e
comandos de edição avançados. Eles permitem que o usuário crie e manipule objetos com
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Desenho Técnico Projetivo
precisão e e�ciência. Os comandos de edição avançados são destinados a realizar ajustes na
forma, na posição e quantidade de elementos presentes no desenho.
Com o uso adequado dos comandos de edição, em conjunto com as técnicas de desenho
projetivo, é possível criar desenhos incríveis e precisos para uma variedade de aplicações em
engenharia e arquitetura.
Os comandos de edição do AutoCAD destinados à mudança de posição dos objetos são: mover
e rotacionar. Já os comandos para cópias de objetos nos desenhos são: copiar, cópia retangular,
cópia polar e cópia paralela. Por sua vez, os comandos destinados ao ajuste da forma são:
concord, chanfro, aparar, alongar, escalar, unir e explodir.
Videoaula: Revisão da unidade
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Olá, estudante!
Este vídeo focará a revisão dos principais conteúdos aprendidosdurante esta unidade.
No estudo do desenho projetivo foram apresentadas as projeções cônicas e paralelas. Foi
justi�cado que a projeção paralela é a mais utilizada no desenho técnico, do tipo ortogonal. 
Foram estudados ainda os comandos do software AutoCAD para gestão dos desenhos,
manipulação da visualização, sistemas de coordenadas e em seguida os comandos de edição
básicos e avançados. Também estudamos a importância da representação de um desenho em
escala, seja de redução ou ampliação.
 
Estudo de caso
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Desenho Técnico Projetivo
Um engenheiro mecânico está desenvolvendo uma placa suporte para uma máquina e necessita
de um pro�ssional para realizar o desenho técnico. Para isso, ele procurou seus serviços de
projetista para realizar o detalhamento desse componente, apresentado na Figura 1.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Placa distanciadora. Fonte: elaborada pelo autor.
Você analisou o componente, observou a forma existente e concluiu que:
É possível representar o componente em projeções ortogonais utilizando somente uma
vista, identi�cando a espessura através de texto logo abaixo da vista.
A forma geométrica composta da peça é construída por geometria simples: retângulo,
arcos de circunferência, circunferências, arredondamentos e chanfros.
Você também questionou sobre o tamanho do componente e as medidas dos elementos. O
engenheiro apresentou a Figura 2, em que estão apresentadas todas as medidas.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Dimensões da placa distanciadora. Fonte: elaborada pelo autor.
Após a análise das medidas, você aceitou realizar o desenho.
________
Re�ita
Olá, estudante!
O estudo de caso re�ete uma condição que engenheiros e arquitetos realizam praticamente
todos os dias, seja idealizando soluções ou reproduzindo soluções já existentes.
No caso especí�co, a decisão de elaborar o detalhamento do componente apresentado parte da
leitura e interpretação correta das formas geométricas e medidas do componente. Mentalmente,
você terá condições de fazer essa análise já visualizando os comandos do AutoCAD necessários
para realizar o desenho e de�nir seu grau de di�culdade.
Inicie o desenho de�nindo qual tipo de projeção a ser realizada. No desenho técnico deve ser
utilizada a projeção paralela, tipo ortogonal.
Observe o tamanho do objeto: dimensões externas ultrapassam as folhas padronizadas A4 e A3
e por esse motivo é necessário aplicar escala no desenho. Realize primeiramente o desenho no
AutoCAD com as medidas reais e depois aplique a escala.
Busque ao máximo usar os comandos de edição para garantir a produtividade na construção do
desenho.
Bom trabalho.
Videoaula: Resolução do estudo de caso
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Desenho Técnico Projetivo
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Olá, estudante!
Vamos à solução do problema conforme os seguintes passos:
1. De�nir o tipo de projeção. A projeção a ser utilizada será a projeção paralela que nos
fornece a geração correta de objetos tridimensionais no plano, as nossas vistas ortogonais.
2. De�nir folha padronizada a ser utilizada. Será utilizada folha padrão A3. Como o desenho é
maior que a folha, ele deverá ter sua escala reduzida.
3. Realizar desenho.
Após a leitura, observe que parte do desenho, fora os círculos, é simétrica. Não é necessário
desenhar tudo, basta desenhar metade e aplicar comando de espelho.
Inicialmente desenhe retângulo nas medidas de 200 mm de largura e 200 mm de altura. De
preferência primeiro ponto na origem. Utilize com frequência os comandos ZOOM. O desenho
deverá �car conforme Figura 3.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Criação de retângulo base. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Desenhe círculo de raio 30 mm no meio da reta vertical mais à esquerda, estando com o OSNAP
ativo (Meio). Caso contrário, use as coordenadas para o centro do círculo (0,100). O desenho
deverá �car conforme a Figura 4.
 
Figura 4 | Criação de círculos. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Use comando aparar para ajustar e formar semicírculo, conforme Figura 5.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Aparando elementos excedentes dos arredondamentos. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Realize os chanfros com dimensões 10x10 mm, conforme Figura 6.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Realização de chanfros. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Realize cópia paralela na medida de 5 mm na direção do interior do objeto, conforme Figura 7.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Aplicando cópia paralela. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Desenhe a linha vertical cortando o objeto na distância de 100 mm com relação à linha vertical
mais à esquerda, conforme a Figura 8.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Criação de reta limite de objeto interno. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Realize arredondamentos com raios de 20 mm, conforme a Figura 9.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Arredondando com raio 20 mm. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Aplicar comando de aparar, conforme a Figura 10.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Ajustando objetos. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Observe que a �gura interna foi concluída.
Realize o espelhamento do objeto interno construído com relação a linha vertical mais à direita,
conforme a Figura 11.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 11 | Cópia tipo espelho de objeto. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Desenhe o círculo de diâmetro de 20 mm com o centro de�nido na coordenada (120, 20),
conforme a Figura 12.
 
Figura 12 | Posicionamento círculo para cópia retangular. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
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Desenho Técnico Projetivo
Realize cópia desse círculo. Você pode usar o comando de cópia simples ou cópia ordenada do
tipo retangular, conforme a Figura 13.
 
Figura 13 | Cópia ordenada retangular. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Desenhe círculo de diâmetro de 20 mm com o centro de�nido na coordenada (200,45). O
desenho �cará conforme a Figura 14.
 
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 14 | Posicionamento círculo para cópia polar. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Realize cópia ordenada do tipo polar e gere os restantes dos círculos, conforme a Figura 15.
Figura 15 | Cópia ordenada tipo polar. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Apague as linhas verticais existentes no meio do desenho (uma superposta à outra), mas antes
aplique o comando EXPLODIR nas bordas externas da �gura. Elas foram geradas partindo de um
retângulo, uma polilinha. O desenho �nal deverá �car conforme a Figura 16.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 16 | Desenho �nalizado. Fonte: captura de tela adaptada de Autodesk (2021).
Pronto, o desenho está �nalizado.
Resumo visual
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Desenho Técnico Projetivo
Referências
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Desenho Técnico Projetivo
AUTODESK. AutoCAD: software CAD 2D e 3D usado por milhões para desenhar, projetar e
automatizar projetos em qualquer lugar, a qualquer momento. Disponível em:
https://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview. Acesso em: 20 mar. 2023.
,
Unidade 4
Perspectiva
Aula 1
Estudo dos tipos e características de perspectiva
Introdução
https://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview
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Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Durante nossos estudos, você compreendeu a fundamentação do desenho técnico, além de
praticá-lo um pouco no AutoCAD. Este é o momento de conhecer os desenhos tridimensionais
(3D), que complementam a compreensão dos projetos da sua área. Da mesma forma, você,
como futuro pro�ssional, poderá elaborar osprojetos com desenhos 3D e passá-los a outros
pro�ssionais que irão executá-los.
Você estudará os tipos e as características das perspectivas e como elas podem ajudar nos
projetos. Esse estudo favorecerá a sua compreensão de como os desenhos tridimensionais são
desenvolvidos, como você deve interpretá-los e elaborá-los, até alcançar a comunicação ideal no
mercado de trabalho.
Tipos de Perspectivas
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Desenho Técnico Projetivo
Na Antiguidade, a representação dos objetos era feita sem profundidade, ou seja, eles eram
desenhados com uma aparência achatada, plana. A Figura 1 exempli�ca esse tipo de desenho e
mostra uma �gura egípcia representada de per�l, baseada no princípio do frontalismo (Quadros;
Sanzi, 2014).
Figura 1 | Figura egípcia plana. Fonte: Pixabay.
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Desenho Técnico Projetivo
O início da representação tridimensional dos objetos só foi possível a partir dos conhecimentos
desenvolvidos no Renascimento. O primeiro artista a trabalhar o desenho da perspectiva em
suas pinturas foi Giotto di Bondone. Na sequência, os estudos foram avançando por outros
pro�ssionais, como Filippo Brunelleschi e Leonardo da Vinci (Quadros; Sanzi, 2014).
Quando se fala, portanto, de perspectiva, trata-se de uma técnica capaz de representar as três
dimensões de um objeto em um único desenho, objetivando sua representação mais realista, que
vem facilitar o estudo e avaliação de produtos, peças, edi�cações etc. Na engenharia, o desenho
de perspectiva permite simular a geometria de objetos, facilitar o entendimento e analisar
posição, forma e tamanho, antes de sua execução. Logo, a característica principal de uma
perspectiva é a tridimensionalidade, como exempli�ca a Figura 2.
Figura 2 | Veículo projetado em 3D. Fonte: Pixabay.
A perspectiva origina-se do tipo de sistema de projeção que pode ser axonométrico ou cônico.
Eles dão origem a diversos tipos de desenhos, mas focaremos o estudo do primeiro tipo de
sistema, por ter uso frequente nas mais usuais normas de desenho técnico. Então, um desenho
axonométrico é formado pela projeção das três dimensões (comprimento, largura e altura) do
objeto em um sistema ortogonal de três eixos x, y e z; ou seja, no campo da engenharia, esse tipo
de desenho proporciona semelhança à imagem real e sua elaboração é rápida e prática.
Veremos, na Figura 3, as classi�cações das perspectivas axonométricas e, em seguida,
estudaremos cada uma (Abrantes; Filgueiras Filho, 2018).
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Classi�cação das perspectivas. Fonte: elaborada pela autora.
O sistema de projeção axonométrico oblíquo militar, ou simplesmente perspectiva militar, se
refere a uma imagem 3D vista de cima (chamada de “voo de pássaro”). Esse tipo de imagem não
é comum na engenharia e, portanto, não será detalhado. A próxima perspectiva é a cavaleira,
muito utilizada para representar rapidamente as imagens 3D.
Perspectiva cavaleira
Uma das mais comuns e rápidas a serem elaboradas, a cavaleira tem uma de suas faces
representadas paralelamente ao observador, e as dimensões – largura e altura – estarão sempre
em verdadeira grandeza, ou seja, não há distorção nas medidas – com exceção da profundidade,
que é projetada obliquamente ao plano do objeto e sofre redução a depender do ângulo das
linhas projetantes em relação à Linha de Terra (Figura 4).
Figura 4 | Perspectiva cavaleira de um cubo a 30°, 45° e 60°. Fonte: adaptada de Quadros; Sanzi (2014, p. 26).
Perspectiva isométrica
Outro tipo de fácil compreensão é a isometria de um objeto. Ela se refere a uma projeção
ortogonal cujas dimensões do objeto são projetadas nos três eixos equidistantes entre si
(formam um ângulo de 120°), em que a altura �ca paralela ao plano do desenho e a largura e
comprimento são projetantes a 30° com a Linha de Terra (Figura 5). A partir da isometria traçada,
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Desenho Técnico Projetivo
pode-se derivar a isometria de circunferências (Figura 6), em que se utilizam elipses por meio do
método de Stevens – detalhado no próximo tópico (Cruz, 2014).
Figura 5 | Perspectiva isométrica de um cubo. Fonte: Quadros; Sanzi (2014, p. 26).
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Figura 6 | Perspectiva isométrica de uma circunferência. Fonte: Cruz (2014, p. 74).
Perspectivas dimétrica e trimétrica
Parecidas com a isométrica, mas pouco empregadas na engenharia, as perspectivas dimétrica e
trimética se referem a projeções ortogonais cujas dimensões do objeto também são projetadas
nos três eixos, porém, na dimétrica, apenas dois eixos têm ângulos iguais entre si, e na trimétrica,
os três eixos formam ângulos diferentes.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Perspectiva trimétrica. Fonte: Cruz (2014, p. 72).
Compreendendo o uso das perspectivas
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Desenho Técnico Projetivo
Você já sabe que a perspectiva facilita o trabalho dos pro�ssionais da engenharia. A seguir, você
vai compreender como elaborá-la e como aplicar os principais tipos de perspectiva na
engenharia.
Perspectiva cavaleira
Sabendo que no estudo da perspectiva cavaleira a face principal do objeto sempre �ca paralela
ao plano de projeção, inicia-se a construção do desenho 3D por ela. Supondo que vamos
desenhar um cubo cujo lado tem 6 cm, inicia-se por traçar a Linha de Terra (linha horizontal) e
depois representar as arestas que resultarão em um quadrado de 6 cm x 6 cm (largura x altura),
conforme a Figura 8.
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Figura 8 | Início da perspectiva cavaleira de um cubo. Fonte: elaborada pela autora.
Na perspectiva cavaleira, a profundidade pode ser representada em 30°, 45° e 60° em relação à
Linha de Terra (LT). A escolha vai de�nir o valor de redução que essa última dimensão sofrerá: se
representada a 30°, a profundidade terá uma redução de 1/3 da verdadeira grandeza (VG); a 45°,
terá uma redução de 1/2 da VG; e a 60°, uma redução de 2/3 da VG. Continuando o exemplo, tem-
se a representação do cubo em perspectiva cavaleira a 30°, na Figura 9:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Perspectiva cavaleira a 30°. Fonte: elaborada pela autora.
Nessa representação, as arestas da profundidade medem 4 cm (redução de 1/3 da VG). Se o
mesmo objeto for representado a 45°, tem-se a Figura 10:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Perspectiva cavaleira a 45°. Fonte: elaborada pela autora.
O objeto �ca mais inclinado e a profundidade mais curta, ou seja, a redução passa a ser de 3 cm.
Por último, escolhendo a inclinação de 60°, tem-se a Figura 11:
Figura 11 | Perspectiva cavaleira a 60°. Fonte: elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Nota-se um objeto mais encolhido, com aresta medindo 2 cm, ou seja, redução de 2/3 da VG do
cubo. Esse último desenho é o menos utilizado que os outros devido à di�culdade de representar
as informações contidas na profundidade do objeto.
Perspectiva isométrica
Esta é bastante empregada na engenharia devido à facilidade de elaboração e compreensão,
pois, como as três dimensões são representadas sob os eixos, não há redução nas medidas. Seu
início de elaboração se dá pela construção de três eixos, sendo um vertical, como na Figura 12:
Figura 12 | Perspectiva isométrica sendo iniciada. Fonte: Cruz (2014, p. 72).
Esses três eixos servirão de guia para traçar as linhas do objeto. No caso, se formos construir o
mesmo cubo com aresta de 6 cm, teremos a Figura 13:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 13 | Perspectiva isométrica de um cubo. Fonte: Cruz (2014, p. 73).
Os pontos AB estão sobre o eixo A, assim como os pontos BC estão sobre o eixo B. As linhas
verticais foram traçadas paralelas ao eixo C. Esse tipo de desenho é mais fácil de ser
representado e compreendido. Torna-se, portanto, um dos preferidos dos pro�ssionais da
engenharia. Inclusive, um exemplo prático na engenharia civil é a representação de isometrias
em projetos hidráulicos.
Perspectiva isométrica de circunferência
Quando uma circunferência é projetada em isometria, ela resulta em uma elipse. Logo, parasua
elaboração, recomenda-se seguir as etapas: elaborar um arco entre os pontos médios do
segmento AD e CD (Figura 14); elaborar o segundo arco entre os pontos médios dos segmentos
AB e BC (Figura 15); criar duas linhas-guias que partem do vértice D em direção aos pontos
médios das linhas contrárias (Figura 16); elaborar o terceiro arco iniciando no ponto médio do
segmento de reta CD e alcançar o ponto médio do segmento BC (Figura 17), cujo centro é o
ponto E; e �nalizar com o último arco tocando no ponto médio do segmento de reta AD e girando
em sentido do ponto médio do segmento AB (Figura 18). Tem-se, por �m, o desenho de uma
elipse que representa uma circunferência isométrica.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 14 | Traçado do primeiro arco. Fonte: Cruz (2014, p. 73).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 15 | Traçado do segundo arco. Fonte: Cruz (2014, p. 73).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 16 | Traçado das duas primeiras linhas-guias. Fonte: Cruz (2014, p. 74).
Figura 17 | Traçado do terceiro arco. Fonte: Cruz (2014, p. 74).
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 18 | Traçado do último arco. Fonte: Cruz (2014, p. 74).
Aplicação das Perspectivas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Como você compreendeu como se elaboram os principais tipos de perspectiva, chegou o
momento de compreender como aplicá-las no seu dia a dia. Imagine que você recebeu um
projeto que só tem desenhos planos, bidimensionais. Fica difícil fazer a leitura, e esse cenário até
retarda a interpretação do objeto que deve ser executado, não é mesmo? Agora, imagine que este
mesmo projeto foi revisado e acrescentaram um desenho 3D próximo aos outros desenhos. Com
certeza, você, como pro�ssional, teria mais facilidade e rapidez no entendimento geral do projeto.
E como atualmente o tempo é escasso, facilitar a leitura de um projeto é mais que uma
recomendação, trata-se de uma necessidade!
Vamos supor que você é o projetista do exemplo anterior e pediram para você acrescentar um
desenho 3D no projeto, pois o setor que vai executá-lo teve dúvidas. Qual das perspectivas você
escolheria? Para responder a essa pergunta, você deve se questionar: qual eu sei fazer melhor e
de forma mais rápida? Se você já praticou um pouco, com certeza sabe qual mais teve aptidão
para elaborar.
Para melhor compreender, serão apresentados alguns exemplos práticos. Por exemplo, na
engenharia civil, o pro�ssional pode usar qualquer tipo das perspectivas para representar uma
edi�cação, por exemplo. Como os recursos digitais estão bem avançados, claro que são
escolhidos aplicativos que geram imagens �éis à realidade, como a Figura 19:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 19 | Imagem 3D de uma residência. Fonte: Pixabay.
Claro que os pro�ssionais podem elaborar imagens 3D mais simplórias e sem muita tecnologia
grá�ca envolvida. Podem até elaborar um 3D feito à mão; entretanto, o impacto visual causado
na pessoa que vai visualizar o desenho será bem menor, consequentemente, ela poderá ter
dúvidas no projeto. A Figura 20 retrata um exemplo de perspectiva isométrica digital, porém,
elaborada de forma mais simplória, sem muitos detalhes.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 20 | Isometria de uma residência. Fonte: Wikimedia Commons.
Na engenharia mecânica, os pro�ssionais podem usar as várias perspectivas para ilustrar seus
projetos. Um exemplo são os cilindros representados em perspectiva cavaleira a 30°, conforme a
Figura 21:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 21 | Perspectiva cavaleira a 30° de cilindros. Fonte: Abrantes e Filgueira Filho (2018, p. 49).
São muitos os exemplos que os pro�ssionais podem ter para usar em seu cotidiano. Vale, assim,
ler o Saiba Mais e assistir aos vídeos das aulas para complementar seus estudos e aumentar o
seu repertório. 
Videoaula: Estudo dos tipos e características de perspectiva
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Estudante, este é o momento de reforçar o conteúdo desta aula. Você verá de forma breve os
tipos de perspectivas apresentados (isométrica, dimétrica, trimétrica, cavaleira e isométrica de
circunferências), como você poderá aplicá-las no seu cotidiano e como serão úteis na sua
carreira pro�ssional.
Para �xar melhor os conteúdos abordados, se atente a cada detalhe exibido e anote os pontos
que achar mais importante para revisar futuramente.
Vamos lá?
Saiba mais
Para melhor compreensão das técnicas apresentadas anteriormente, recomendamos a leitura
dos três primeiros capítulos do livro Desenho técnico básico, de José Abrantes e Carleones
Amarante Filgueiras Filho. A obra conta com uma linguagem facilitada, com bastante ilustração e
vários exemplos práticos na engenharia.
Esse recurso de leitura a uma fonte bibliográ�ca complementar fará com que você �xe o
conteúdo aplicado e assimile a prática com seu dia a dia.
Não deixe de ler!
Referências
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521635741/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. Rio de Janeiro:
LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 26 fev.
2023.
CRUZ, M. D. Desenho técnico. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/pageid/0. Acesso em:
26 fev. 2023.
QUADROS, E. S.; SANZI, G. Desenho de perspectiva. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536519692/pageid/0. Acesso em:
26 fev. 2023.
Aula 2
Noção espacial: construção de perspectivas a partir das projeções ortogonais
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Você aprendeu a respeito dos tipos e das principais características das perspectivas, e neste
momento conhecerá os métodos de elaboração das perspectivas isométrica e cavaleira, a partir
das projeções ortogonais dos objetos. Entendê-los é fundamental para conseguir desenvolver
seus projetos e até mesmo analisar projetos de terceiros, – seja você o projetista ou o supervisor
de uma empresa, precisará interpretar os projetos que passarão em suas mãos.
Esse conteúdo servirá de base para elaborar as perspectivas no software AutoCAD que serão
desenvolvidas mais adiante. Para tanto, vamos recapitular alguns conceitos fundamentais já
apresentados e depois interpretaremos como são construídas as perspectivas.
Noção espacial
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para que compreendamos como elaborar as perspectivas, vamos recapitular as vistas
ortográ�cas e noção espacial, pois esses conceitos serão fundamentais para esta aula.
Sabe-se que noção espacial é a capacidade que temos de perceber um objeto no espaço,
desenvolvida desde o nascimento e aprimorada com a prática no dia a dia, principalmente dentro
da engenharia, área em que sua noção espacial aumenta constantemente.
Em desenho técnico projetivo, utilizamos a noção espacial para situar forma, posição e tamanho
de um objeto em relação ao seu entorno, por meio de imagens que se formam em nossas
mentes. Por exemplo: se perguntarem para você se um vaso de planta cabe dentro de um
caixote, talvez a pergunta que você faça é: qual é a espécie da planta e qual o tamanho dela? E
sobre a caixa? É grande, tem tampa? Essas são perguntas básicas para se ter noção do tamanho
dos objetos e responder se a planta cabe dentro da caixa. Se for uma orquídea, é provável que
você já a tenha imaginado dentro do caixote e a resposta seria “sim, caberia”. Entretanto, se
fosse uma árvore de porte grande, sua análise seria imediata e a resposta seria “não caberia”.
Com essa dinâmica, percebe-se que sua mente cria as imagens e simula a situaçãopara
responder ao questionamento dado. Na engenharia não é diferente. Você terá a oportunidade de
se confrontar diariamente com problemas e precisará analisá-los de forma cautelosa para
resolvê-los. Se forem problemas que envolvem projetos e desenhos, você precisará analisar a
situação, o projeto e sua execução; além de identi�car onde está o erro e apontar a resolução,
que, em muitas vezes, será em forma de perspectivas e/ou vistas ortográ�cas. Esse raciocínio
espacial é uma capacidade que os pro�ssionais da área de desenho devem aprimorar, pois suas
atividades demandarão essa habilidade constantemente.
Em relação às vistas ortográ�cas, trata-se de representações bidimensionais resultantes das
projeções ortogonais dos objetos sobre os planos, em que suas formas são representadas com
exatidão. Ou seja, supondo que um objeto foi pensado para ser produzido (uma peça mecânica,
uma edi�cação, o trajeto de um cabeamento ou até um pátio fabril, por exemplo), ele se
desdobrará em desenhos bidimensionais, com cotas, hachuras e outras informações técnicas,
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
para então ter sua imagem 3D concebida e executada. O caminho da construção das
perspectivas pode ser representado como o �uxograma da Figura 1:
Figura 1 | Fluxograma da construção das perspectivas. Fonte: elaborada pela autora.
Nesse �uxograma é possível a�rmar que os desenhos 3D (perspectivas) são elaborados a partir
de desenhos 2D (vistas ortográ�cas). A depender do formato, dimensões e complexidade da
forma do objeto, recomenda-se, além das três vistas básicas (frontal, lateral e superior), desenhar
todas as demais vistas.
O que veremos a seguir é o método de conversão das projeções ortogonais para os dois tipos de
perspectivas mais utilizadas na engenharia: perspectiva isométrica e perspectiva cavaleira. Em
ambos os casos, você sempre vai começar esboçando um sólido maciço, imaginando que o
objeto a ser desenhado está dentro dele. Esse processo de lapidação facilita a elaboração do
formato �nal, bastando apagar as linhas do sólido que serviram apenas de base para sua
construção. Veremos esse processo detalhadamente a seguir.
Construindo as perspectivas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Entendendo o que são as vistas ortogonais, começaremos a desenvolver o método de sua
transformação em perspectivas. Para entender melhor o processo, vamos supor a seguinte
situação: você trabalha em uma empresa de grande porte e recebeu um projeto para ser
encaminhado à produção. Porém, você reparou que só continham as três vistas ortogonais do
objeto a ser produzido e algumas especi�cações de materiais. Mediante essa análise, você
decidiu elaborar a perspectiva dele para facilitar o entendimento dos envolvidos na sua
produção. E, então, como proceder? Para ilustrar o exemplo, considere que as vistas recebidas
são as Figuras 2, 3 e 4:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Vista frontal. Fonte: elaborada pela autora.
Figura 3 | Vista lateral. Fonte: elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Vista superior. Fonte: elaborada pela autora.
O desa�o em elaborar a perspectiva a partir das vistas ortogonais exige que você as interprete
para compreender posição, forma e proporção do objeto real. Essa compreensão ajudará você a
formar uma imagem mental da possível forma tridimensional do objeto, que servirá de guia para
a elaboração do desenho 3D. Dando sequência à situação, você poderia escolher tanto a
perspectiva isométrica quanto a perspectiva cavaleira, que serão explicadas na sequência:
Construção da perspectiva isométrica
Supondo que você escolheu elaborar a perspectiva isométrica do objeto, você deve começar
esboçando os três eixos (x – vermelho, y – verde, e z – azul) na Figura 5, formando entre si um
ângulo de 120°. Os eixos x e y formam com a Linha de Terra (linha horizontal auxiliar) um ângulo
de 30°, lembra? O eixo x corresponde ao comprimento, o eixo y corresponde à largura, e o eixo z
corresponde à altura. O resultado é a Figura 5.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Posicionamento dos eixos x, y e z. Fonte: elaborada pela autora.
A partir desse ponto, por meio de linhas paralelas aos eixos, você deve criar um sólido com as
dimensões totais do objeto (Figura 6), como se o objeto �nal estivesse dentro dele e você fosse
lapidando-o até encontrá-lo.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Criação do sólido inicial. Fonte: elaborada pela autora.
Após essa elaboração, as medidas e detalhes do objeto são marcados sobre as faces do sólido
de acordo com as vistas ortogonais, até a limpeza �nal do desenho, encontrando o objeto no
interior do sólido (Figura 7):
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Objeto representado em isometria. Fonte: elaborada pela autora.
Construção da perspectiva cavaleira
Supondo, agora, que você decidiu elaborar a perspectiva cavaleira do objeto, você deve começar
esboçando uma face do objeto de forma paralela ao plano de projeção. No caso, você escolheu a
face lateral do cubo menor e desenvolverá a partir dela. Devido ao objeto ter saliências, escolhe-
se a perspectiva cavaleira a 30° por ele sofrer menos distorção que os demais ângulos.
Iniciando a face do cubo menor (Figura 8a), parte-se para a profundidade a 30° em relação à
Linha de Terra, reduzida em 1/3 da verdadeira grandeza (VG) (Figura 8b). A seguinte face
representada é a face lateral do cubo maior, paralela ao plano de projeção (Figura 8c). No mesmo
raciocínio espacial, desenvolve-se a profundidade a 30° do cubo maior, com redução de 1/3 da
verdadeira grandeza (Figura 8d). Ao �nal, obtém-se a perspectiva cavaleira a 30° das vistas
ortogonais recebidas no projeto.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Desenvolvimento da perspectiva cavaleira. Fonte: elaborada pela autora.
Perspectivas detalhadas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Como você compreendeu os passos que transformam vistas ortográ�cas em perspectivas,
chegou o momento de analisar algumas situações que poderão, em muitos casos, envolver
representações mais detalhadas dos objetos. Suponha que você ainda é o pro�ssional da
empresa de grande porte e se deparou com o projeto anterior revisado. Percebeu que ele é mais
complexo que o anterior e precisou analisar cada vista detalhadamente, conforme ilustrado nas
Figuras 9, 10 e 11.
Figura 9 | Vista frontal. Fonte: elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Vista lateral. Fonte: elaborada pela autora.
Figura 11 | Vista superior. Fonte: elaborada pela autora.
Para entendê-lo, você analisou cada vista ortogonal na seguinte sequência: começou pela vista
frontal que apresenta uma linha na diagonal, e percebeu que as vistas lateral e superior
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
apresentam linhas a mais. Talvez você tenha conseguido desenvolver a visão espacial do objeto
em sua mente, mas isso não é regra. Caso tenha sido negativa sua resposta, analise a execução
da perspectiva isométrica para conseguir compreender a imagem 3D: (1) Iniciar o esboço dos
três eixos espaciais formando entre si um ângulo de 120° (Figura 12); (2) por meio das linhas
paralelas aos eixos, você deve criar um sólido com as dimensões totais do objeto (Figura 13); (3)
pegar as medidas das linhas horizontais, verticais e inclinadas, e marcá-las em cada vista com
linhas contínuas e tracejadas, para facilitar (Figura 14); (4) ao �nal, deve-se limpar as linhas
excedentes e “encontrar” o objeto que estava no sólido inicial (Figura 15).
Fonte: elaborada pela autora.
Caso você tenha optado por representar o objeto em perspectiva cavaleira, da mesma forma
você precisaria analisar cada vista para entender os detalhes dele. Após a compreensão e
percebendo que o objeto tem muitos detalhes e superfície inclinada, você adota a perspectiva
cavaleira a 30° por esta ter menos distorção da profundidade. A depender do formato e das
dimensões do objeto, você poderia escolher a perspectiva cavaleira a 45° ou 60°, lembrandodas
reduções de 1/2 da verdadeira grandeza (VG) e 2/3 da VG, respectivamente.
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Desenho Técnico Projetivo
Para iniciar, então, o processo de elaboração da imagem 3D, você adota os seguintes passos: (1)
iniciar desenhando a face lateral do cubo menor de forma paralela ao plano de projeção (Figura
16); (2) desenvolver a profundidade do cubo menor com redução de 1/3 da sua VG (Figura 17);
desenhar a face lateral do cubo maior (Figura 18); (4) representar a profundidade do cubo maior
e todos seus detalhes, como a linha inclinada (Figura 19).
Fonte: elaborada pela autora.
Em relação à perspectiva isométrica e à perspectiva cavaleira a 30°, ambas representando o
mesmo objeto, você repara que são desenhos construídos por etapas, seguindo uma
transformação das vistas ortogonais, que facilitam a compreensão do projeto. Muitas vezes você
se deparará com situações semelhantes – projetos sem imagens 3D – e terá que escolher um
método para elaborá-las. Nem sempre será necessário, pois, a depender da sua visão espacial e
de sua equipe, os objetos já serão concebidos mentalmente e poderão ser executados sem
precisar elaborar perspectivas.
Cabe a você praticar os exercícios e constantemente se desa�ar a criar imagens 3D de novos
objetos. Somente assim você melhorará sua prática como projetista e desenvolverá noção
espacial.
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Desenho Técnico Projetivo
Videoaula: Noção espacial: construção de perspectivas a partir das projeções
ortogonais
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Estudante, este é o momento de reforçar o conteúdo desta aula. Teremos uma recapitulação que
trata de noção espacial e vistas ortogonais para conseguirmos compreender o desenvolvimento
das perspectivas isométrica e cavaleira. Ao �nal do vídeo, espera-se que você consiga elaborar
essa transformação.
Para �xar melhor os conteúdos abordados, se atente a cada detalhe exibido e anote os pontos
que achar mais importante para revisar futuramente.
Vamos lá?
Saiba mais
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Mais uma aula sendo concluída, e a recomendação é a leitura do capítulo 6 do livro Desenho
técnico moderno (SILVA et al., 2018), que está disponível na Biblioteca Virtual e explica a
elaboração das perspectivas a partir das projeções ortogonais, incluindo desenhos de
circunferências, marcação de ângulos e interseção de superfícies, dentre outros. Complemente
seus estudos!
Só reforçando: esse recurso de leitura é uma fonte bibliográ�ca complementar e faz com que
você �xe o conteúdo aplicado e assimile com mais facilidade a prática no seu dia a dia.
Referências
SILVA, A. et. al. Desenho técnico moderno. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-
5/epubc�/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39 Acesso em: 5 mar. 2023.
Aula 3
Otimização de projetos
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/epubcfi/6/38[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter06]!/4/252/1:303[ens%2Co
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/epubcfi/6/38[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter06]!/4/252/1:303[ens%2Co
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Você já viu os conceitos de noção espacial, vistas ortogonais, comandos do AutoCAD, escalas,
cotas, hachuras e outros, e a seguir vamos praticar o que aprendemos até este momento. Se
você ainda não fez os exercícios indicados anteriormente, aproveite a oportunidade para baixar o
software e praticar agora.
Como estamos quase �nalizando nossa disciplina, nesta aula, vamos aprender como otimizar
nossos projetos utilizando os arquivos-padrão (template), a biblioteca de elementos e o ambiente
Layout. Dessa forma, nosso objetivo é simular uma situação do cotidiano de um projetista para
elaborar uma folha de desenhos com perspectivas, para depois simular sua impressão dentro do
aplicativo. Então, vamos lá?
Entendendo como otimizar os projetos
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Cada vez mais as pessoas tentam acelerar processos para ganhar tempo. Na engenharia, em
especial para os projetistas, a tecnologia digital tem favorecido bastante a otimização do tempo
na elaboração e análise de projetos. Por esse motivo, é fundamental ter domínio das ferramentas
digitais disponíveis no mercado e se atentar às novidades. O AutoCAD é uma dessas ferramentas
digitais que a cada atualização favorece mais agilidade e praticidade na vida dos analistas ou
projetistas.
Para começar a entender como otimizar os projetos na engenharia, compreenderemos três
recursos fundamentais dentro do aplicativo AutoCAD, exercitando-os na prática, que são: a
utilização dos arquivos-padrão (template), a criação e uso da biblioteca de elementos e a
manipulação do projeto no ambiente Layout. Vamos praticar por meio da elaboração de um
projeto básico de um objeto com formato de cubo e inseri-lo em uma prancha formato A3, com
margens e legendas. Trata-se de uma situação muito comum no dia a dia dos projetistas e todo
projeto deve ter esse caráter técnico e organizado.
O primeiro recurso – arquivos-padrão: con�guração e criação de templates – consiste em
arquivos que apresentam pré-con�gurações de camadas-padrão (layers), unidades de medida,
textos, cotas e outros possíveis parâmetros. Aprenderemos a abrir um template já existente
dentro do AutoCAD e criaremos o nosso próprio modelo, mesmo que seja possível baixar
arquivos prontos na internet. Esse tipo de arquivo é salvo na extensão “.dwt” e serve para replicar
padrões de con�gurações que podem se repetir em diversos projetos, além de iniciá-los de forma
rápida sem precisar con�gurar todos os parâmetros novamente.
O segundo recurso – biblioteca de elementos: criação de blocos e customização de bibliotecas
via Tool Palettes – envolve a criação, a edição e a inserção de elementos grá�cos já prontos
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
(chamados de blocos), facilitando e agilizando o projetista. Esse recurso é um dos responsáveis
para tornar o processo de projeto rápido e e�ciente, pois visa utilizar objetos pré-con�gurados
por você, empresas ou outros pro�ssionais, e que podem ser repetidos em vários projetos.
Já o terceiro recurso – criação de formatos no ambiente Layout – é o espaço destinado para
montagem das pranchas (ou folhas) e apresentação do projeto �nal. Primeiramente
desenvolveremos nosso projeto do cubo na área grá�ca chamada MODEL, onde serão utilizados
os comandos de criação e edição de desenho de forma livre e aleatória. Ao concluir o exercício,
conheceremos o ambiente Layout para con�gurar a prancha �nal, com margens, legendas,
viewports e outras informações técnicas. Assim, ao �nal desta aula, você terá um arquivo grá�co
organizado e padronizado nas normas da ABNT que será impresso mais adiante.
Não deixe de praticar o exercício, pois ele capacitará você a elaborar projetos que poderão ser
corriqueiros na sua pro�ssão. Mesmo que você pense em não trabalhar com projetos, saiba que
muitos passarão por você para analisá-los, ler informações importantes, revisar e até orientar
outros pro�ssionais.
Guia da otimização de projetos
Entendendo que o AutoCAD oferece recursos que otimizam a elaboração de projetos,
compreenderemos a seguir como eles funcionam, por meio de um passo a passo, utilizando
comandos do AutoCAD na versão português. Após esta seção, desenvolveremos a prática.
Arquivos-padrão: con�guração e criação de templates
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
No AutoCAD, há duas opções de utilizar os templates: acessando os arquivos do aplicativo ou
criando um modelo próprio. Começaremos pelos arquivos do AutoCAD 2021:
1. Iniciar o AutoCAD e abrir um arquivo novo.
2. Da listagem que aparecerá, escolher o template que desejar (Figura 1).
Figura 1 | Listagem de template do AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.A partir do arquivo iniciado, você poderá trabalhar nele e salvá-lo posteriormente. Porém, deverá
se atentar às suas pré-con�gurações e se certi�car que está desenhando corretamente. Por
exemplo: o template “acad” inicia com a unidade de medida em polegada; já o “acadiso”, em
milímetros. Para criar o seu próprio arquivo-padrão, basta seguir a sequência:
1. Abrir um arquivo novo.
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Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Área inicial do AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
2. Ajustar a unidade de medida escolhida por meio do comando “Unidades” (atalho UN), se
for necessário.
3. Criar todos os padrões de projeto que vai utilizar: camadas, cotas, textos, estilos e
espessuras das linhas, cores e outros parâmetros desejáveis.
4. Salvar o arquivo utilizando o “SAVE AS” (no botão “A”) e selecionar “modelo de desenho”.
Pronto! Com o arquivo padrão criado, você poderá utilizá-lo sempre que iniciar um novo projeto
sem a necessidade de con�gurar as de�nições novamente. Dessa forma, você ganhará agilidade
e padronização.
Biblioteca de elementos: criação de blocos e customização de bibliotecas via Tool Palettes
Os elementos no AutoCAD são conhecidos como “blocos” e são criados para favorecer a
representação grá�ca de objetos que se repetem com frequência no projeto. Geralmente, os
blocos são mobílias, elementos �xos, plantas, margens, peças, carimbos, símbolos e outros
elementos que podem ser replicados no projeto sem a necessidade de ser redesenhado.
Para criá-los, há dois caminhos: o primeiro você mesmo desenha e o transforma em bloco ou
baixa na internet/AutoCAD um bloco já pronto e o insere no seu projeto. Para criar seu próprio
bloco, basta seguir a sequência:
1. Desenhar o objeto com as medidas de um determinado fabricante de sua escolha.
2. Acionar o comando “Criar Bloco” (Figura 3).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Comando “Criar Bloco” no AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela do Autodesk (2023).
1. Na janela “De�nição de bloco”, determinar o nome e descrição do elemento. Depois,
escolher os objetos que comporão o seu bloco clicando em “selecionar objetos” (Figura 4).
Figura 4 | Criando um bloco no AutoCAD 2021. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
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Desenho Técnico Projetivo
2. Após selecionar todas as linhas que integrarão seu bloco, você deverá apertar “Enter”
para �nalizar a seleção. Ele retornará à janela “De�nição de bloco” e você poderá de�nir
outras con�gurações do bloco, como o “ponto base” que funciona como um apoio de
referência quando o bloco for inserido ao projeto, além de poder alterar a unidade de
medida.
3. Basta clicar em “OK” e seu bloco foi criado.
Para inserir um bloco baixado da internet, basta acionar o comando “Inserir Bloco” (Aba Padrão,
grupo Bloco, comando Inserir – atalho “IN”) e na nova janela aberta, selecionar o local do arquivo,
escala e rotação. Você também pode utilizar a própria biblioteca do AutoCAD Tool Palettes
(paletas de ferramentas) acessando a Aba Vista, grupo Paletas, comando Paleta ferramentas –
atalho “PA”).
Criação de formatos no ambiente Layout
O ambiente Layout é uma área destinada à montagem das pranchas (folhas de desenho),
con�guradas de acordo com sua necessidade. Ela agiliza e organiza seu projeto e vamos praticá-
la na sequência.
Praticando um projeto otimizado
Vamos desenhar a perspectiva e as vistas ortogonais de um cubo com aresta de 5 cm, e
utilizaremos os três recursos mencionados anteriormente.
Arquivo padrão: abrindo um template
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para nosso exemplo, abriremos o arquivo “acadiso”, pois ele usa a unidade de medida milímetros.
As demais con�gurações (textos, cotas, camadas etc.) deixaremos conforme predeterminado no
arquivo.
Biblioteca de elementos: criando um bloco e usando a biblioteca via Tool Palettes
Vamos desenhar um quadrado (lado 50 mm) correspondente à vista superior e transformá-la em
bloco. Para tanto, acionaremos o comando “linha” (atalho “L”) e desenharemos os quatro lados.
Basta clicar em qualquer lugar, direcionar o mouse para cima (na vertical exata, basta acionar o
Orthomode – atalho F8), digitar 50 + Enter; direcionar o mouse para a direita, digitar 50 + Enter;
direcionar o mouse para baixo, digitar 50 + Enter; e �nalizar clicando no início da primeira linha.
Agora vamos transformá-lo em bloco: basta acionar o comando “Criar Bloco” (Aba Padrão, grupo
Bloco, comando Criar – atalho “BL”), determinar o nome e uma descrição (opcional) para o
quadrado, “selecionar objetos” e clicar nas quatro linhas feitas e acionar “Enter”. Após, selecionar
como “ponto base” um vértice do quadrado e clicar em “OK”. Retornando ao arquivo,
encontraremos o nosso quadrado desenhado como bloco.
Para utilizar a biblioteca do AutoCAD – Tool Palettes (paletas de ferramentas), vamos acessar a
Aba Vista, grupo Paletas, comando Paleta ferramentas – atalho “PA”). Você verá uma aba
�utuante, com várias opções de blocos para seu projeto. Basta selecionar uma categoria (abas
na vertical), depois um bloco e clicar em um ponto desejado para inseri-lo.
Figura 5 | Tool Palettes. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
O uso dos blocos é muito comum nos projetos de engenharia. Na civil, por exemplo, utilizam-se
como portas, janelas, louças sanitárias, mobiliários e paisagismo, entre outros. Na mecânica,
usam-se muitas peças repetidas como porcas, arruelas, engrenagens e parafusos.
Finalizando nosso projeto no MODEL
Como já criamos a vista superior, elaboraremos as vistas lateral e frontal. Da mesma forma, você
deverá elaborar os quadrados com o comando “linha” ou copiando o quadrado criado. Adote
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
distâncias iguais entre as vistas. O resultado será conforme a Figura 6.
Figura 6 | Vistas ortogonais do cubo. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Vamos agora desenhar a perspectiva do cubo. Lembrando que ele tem aresta de 5 cm,
desenharemos em isometria utilizando o comando “Rastreamento Polar” (Polar Tracking – atalho
F10), clicar na setinha para baixo e escolher a numeração “30, 60, 90, 120…” (Figura 7).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 7 | Rastreamento polar acionado. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Iniciaremos pela linha vertical com medida 50 e depois desenharemos as demais, com atenção
para a angulação de 30° para um lado e para o outro (Figura 8).
Figura 8 | Isometria iniciada. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Após desenhar todas as nove linhas visíveis do cubo, sua perspectiva está �nalizada (Figura 9).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Isometria �nalizada. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Criando a prancha A3 no Layout
Para criar nossa folha de desenho – prancha, selecionaremos a primeira aba Layout (canto
inferior esquerdo do AutoCAD) e desenharemos um retângulo que medirá o tamanho da folha A3
(420 x 297 mm, posição paisagem).
Figura 10 | Escolha da folha. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Agora, com o botão direito em cima da aba Layout, selecione “Gerenciador de con�guração de
página” para con�gurar nossa folha em formato A3. Na janela que abrir, clique em modi�car para
con�gurar a folha e impressão: selecione a impressora “DWG to PDF”, altere o tamanho do papel
para “ISO full bleed A3 (420.00 x 297.00 mm)”, selecione “janela” em “o que plotar”, clique nas
duas diagonais do retângulo criado, clique em “centralizar plotagem”, selecione “OK e depois
“fechar”.
Figura 11 | Ajustes da folha. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Pronto, nossa folha A3 foi criada. Na próxima seção, aprenderemos como con�gurar os
desenhos, margens e legenda na folha. Até lá!
Videoaula: Otimização de projetos
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar osvídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Neste vídeo, você vai acompanhar a elaboração de cada etapa explicada e, portanto, precisará
baixar o AutoCAD para desenhar. Ao �nal, espera-se que você consiga elaborar a folha A3, a
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
perspectiva e as três vistas ortogonais.
Para �xar melhor os conteúdos abordados, anote cada detalhe exibido e vá pausando para
acompanhar a execução do professor.
Bons estudos!
Saiba mais
Você também pode encontrar mais orientações e dicas na seção de suporte do AutoCAD no
próprio site da Autodesk. Lá, você vai aprender, por exemplo, como fazer download e instalar o
produto.
Além disso, há os fóruns do AutoCAD, em que você consegue compartilhar seu conhecimento,
fazer perguntas e acessar tópicos populares da comunidade AutoCAD.
Referências
https://www.autodesk.com.br/support/technical/product/autocad
https://forums.autodesk.com/t5/autocad/ct-p/8
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
AUTODESK. AutoCAD: software CAD 2D e 3D usado por milhões para desenhar, projetar e
automatizar projetos em qualquer lugar, a qualquer momento. Disponível em:
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview. Acesso em: 20 mar. 2023.
NETTO, C. C. Estudo dirigido de AutoCAD ® 2019. São Paulo: Érica, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/pageid/0. Acesso em:
11 mar. 2023.
Aula 4
Impressão de projetos
Introdução
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Vamos continuar os nossos estudos de otimização de projetos e aprender os recursos de
impressão de projetos. Con�guraremos uma folha de desenho em formato A3 com margens,
legenda, textos e atributos, além de inserir as viewports com os desenhos na folha, para ao �nal,
simularmos uma impressão em PDF e salvarmos em versões .DWG anteriores a 2021, caso
necessário. Esta aula o ajudará a sintetizar todos os conceitos já apresentados acerca do
desenho técnico e do AutoCAD, capacitando-o a se comunicar corretamente no mercado de
trabalho por meio dos projetos.
A importância da apresentação �nal de um projeto
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Chegou o momento de compreender a importância de �nalizar corretamente seu projeto.
Imagine que você é o supervisor do setor de projetos de uma empresa e sua equipe conseguiu
�nalizar uma demanda de projeto que foi solicitada. Como supervisor, sua responsabilidade é
revisar o projeto elaborado e concluí-lo para que seja entregue ao cliente. Nesse caso, surgem as
dúvidas: por onde começar? Há algum checklist para não esquecer detalhes importantes? Pois
bem, esta seção capacitará você a compreender a importância de revisar o projeto e montar a
apresentação �nal para não ter problemas com retorno do projeto.
Primeiramente, entenderemos que um projeto precisa de um responsável e que este tem
obrigação de revisar todas as informações técnicas ali contidas; a�nal, ele assinará uma
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) assumindo qualquer responsabilidade sobre
aqueles desenhos. Estes farão parte de um projeto que servirá de guia para a
execução/fabricação do objeto projetado. Logo, é muito importante sua revisão. E por onde
começar? Bom, o ideal é a equipe do seu setor elaborar uma espécie de checklist para que,
sempre ao �nalizar um projeto, ela possa con�gurar, organizar e gerenciar as tarefas �nais. É
possível encontrar ferramentas gratuitas de gerenciamento na internet, bem como montar sua
própria planilha para isso.
Compreendida a revisão, é necessário visualizar a importância de uma boa apresentação de
projeto. Não basta saber elaborar e anotar todas as informações pertinentes àquele projeto. Você
precisa entender que a apresentação do seu projeto transmitirá todo o trabalho desenvolvido e
convencer seu cliente a respeito de sua relevância. Esta é uma etapa-chave até para fechar
negócios e assinar novos contratos. Portanto, saiba organizar todas as informações e os
desenhos na prancha ou, se precisar, em várias pranchas em uma sequência lógica de
apresentação.
No AutoCAD, após elaborarmos nossos desenhos no Modelo e revisá-los, é comum utilizarmos o
ambiente Layout para �nalizar o projeto e montar as pranchas, como já vimos anteriormente. A
partir do desenho pronto, compreenderemos na prática a seguinte sequência de fechamento de
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
um projeto: elaboração das margens e legenda (com textos e atributos), criação e uso das
viewports e con�guração de saídas de impressão e arquivos �nais. Para tanto, consideraremos o
exemplo já iniciado, quando abordamos a otimização de projetos, com os seguintes desenhos
(Figura 1):
Figura 1 | Desenhos 2D e 3D já iniciados. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Para darmos continuidade a esta aula, o ideal é você desenvolver esse exercício no seu
computador pessoal para praticar os comandos e aprender como imprimir seus projetos. Não
deixe de fazer. Baixe o software, elabore no espaço de trabalho “Modelo” (Model na versão em
inglês) o exercício e depois salve o arquivo. Vamos considerar, então, a situação que você já
desenvolveu as �guras do exercício e a próxima etapa é compreender a importância de cada fase
da conclusão do seu projeto.
Etapas para conclusão de um projeto
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Sabendo, então, que após a elaboração dos desenhos, o responsável técnico e precisa revisar
todo projeto para concluí-lo e apresentá-lo, aprofundaremos a importância das margens e
legendas, inserção de textos e con�gurações de impressão, que são as etapas de conclusão de
um projeto.
Delimitação de margens e legenda
Todo desenho técnico deve ser apresentado em folhas da série ISO-A as quais devem ter
margens e quadros que limitam o espaço do desenho (ABNT, 2020). Essa limitação serve para
organizar a prancha e separar o espaço para encadernação ou perfuração da folha que será
arquivada.
O projetista deve organizar a montagem dos desenhos nas folhas procurando sempre o menor
formato possível, não prejudicando a interpretação do projeto de um modo geral. Assim, quando
uma prancha é organizada, deve-se levar em consideração a quantidade de desenhos, tabelas,
textos e outras informações.
Conforme a NBR 16.752 (ABNT, 2020), a margem da esquerda deve distar 20 mm da borda da
folha e as demais 10 mm. Assim, forma-se uma espécie de quadro emoldurando a folha, onde
você consegue organizar seus desenhos. Esta deve ser feita posicionando o desenho principal na
parte superior à esquerda e os demais ao lado ou abaixo, tentando sempre alinhá-los.
A legenda, campo destinado às informações mais relevantes, deve ser elaborada em forma de
um retângulo no canto inferior direito da prancha, dentro do espaço do desenho (Figura 2).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Legenda modelo NBR 16.752. Fonte: ABNT (2020, p. 12).
Inserção de textos e atributos
Uma ferramenta do AutoCAD é a criação de textos e atributos. Em relação aos textos, há os
comandos Texto (Menu Padrão, Grupo Anotação) e Textom (Menu Padrão, Grupo Anotação); o
primeiro cria uma linha básica para o texto, e o segundo, uma caixa de texto que permite a edição
da escrita.
Já os atributos se referem aos elementos grá�cos vinculados aos textos como blocos possíveis
de serem editados. O comando “de�nir atributos” se encontra no menu Inserir, grupo De�nição de
bloco, e, ao acioná-lo, uma janela aparece para con�guração (Figura 3).
Figura 3 | Atributos sendo criados. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
No campo “identi�cador”, você deve escrever uma única palavra que identi�que seu atributo. No
exemplo, foi escolhido “nome” para identi�car o campo do nome da vista. Ao clicar em “OK”, você
deve posicionar o atributo onde desejar. Depois, deverá acionar o comando “gravar bloco” (menu
inserir, grupo de�nição de bloco) e selecionar o(s) objeto(s) + atributo. Ao concluir, deve inserir o
bloco criado com o comando “inserir” (atalho i + enter) eem que utilizamos as escalas de ampliação.
Para os textos, também devemos seguir orientações das normas. Conforme NBR 8402 (1994), os
textos devem ser sempre em letras legíveis, com o mínimo de espaçamento entre elas para evitar
qualquer problema de leitura, além de serem uniformes - procure utilizar o mesmo estilo de fonte
e padrão nas situações em que eles serão colocados junto ao projeto.
As alturas são descritas em milímetros sempre. Conforme cada situação especí�ca onde o texto
pode ser empregado no desenho, as alturas indicadas são: 2,5 / 3,5 / 5 / 7 / 10 / 14 / 20mm.
Nota: é importante ressaltar que a escrita aqui envolve também os valores numéricos que
encontramos, por exemplo, nas cotas. Aqueles números sobre as dimensões também devem
seguir algumas das alturas acima citadas. A altura de 2,5mm é uma das mais usuais.
Leitura do desenho técnico
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Com base nas informações passadas até aqui, observe a Figura 1. Ela será analisada e
interpretada, na sequência.
Figura 1 | Desenho técnico de peça mecânica. - Fonte: Elaborado pelo autor.
Vamos identi�car os elementos da Figura 1:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Desenho da chapa de aço: por norma, veri�camos que a linha contínua larga se trata do
contorno do desenho do produto que estamos projetando. Note que o círculo interno (que
representa um furo), também está neste tipo de linha.
Cotas de raio e diâmetro: conforme as regras da geometria descritiva, o raio é sempre um
valor que equivale à metade de um diâmetro. Por exemplo: se um círculo tem raio = 10,
poderíamos dizer também que este mesmo círculo tem um diâmetro = 20. Utilizar cotas
desses tipos requer uma simbologia como pre�xo, conforme a Figura 1. Cada cota de raio
precisar ter a letra R antes do valor numérico. Já quando houver cotas de diâmetro, estas
devem ter um pre�xo com o símbolo ø.
Cotas de dimensões lineares: são todas as demais cotas do desenho que mensuram
(medem) o desenho técnico. Como boas práticas, sempre devemos posicionar as cotas
preferencialmente abaixo e a esquerda do desenho (há casos que podemos fugir disso). É
fundamental notar na Figura 1 que as cotas de dimensões menores �cam mais próximas
ao desenho e alinhadas. Já quando temos as cotas que referem ao tamanho total, como 75
e 90, �cam mais longe. Isso vale para todo desenho técnico que você ler ou desenhar.
Mais sobre as cotas: evite posicionar cotas dentro do próprio desenho. Veja novamente que
a Figura 1 tem suas cotas sempre desenhadas ao redor da peça.
Linhas de centro e de simetria: no nosso desenho da Figura 1, passa ao meio linhas
estreitas (�nas) de traço e ponto. Elas indicam que naqueles pontos a peça se faz
simétrica, ou seja, a metade esquerda do desenho é exatamente igual a metade direita,
apenas invertida. Em outras palavras, veja a Figura 2.
Figura 2 | Simetria representada pela linha estreita traço ponto. - Fonte: Elaborado pelo autor.
As aplicações de escalas ao desenho dependem de alguns fatores:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Tamanho do produto �nal que está sendo desenhado.
Tamanho da folha, seja ela impressa ou apenas digital (PDF).
Unidade de medida escolhida para a representação das dimensões do desenho técnico.
Estes três pontos descritos acima serão mais detalhados ao longo desta disciplina. O importante
obter a percepção visual da diferença entre as escalas de ampliação e de redução.
Figura 3 | Escalas aplicadas ao desenho técnico. - Fonte: Elaborado pelo autor.
Com a escala 1:1 que, se fosse impresso e utilizado um escalímetro (régua de per�l triangular
com diferentes escalas para medição), veríamos que o desenho é exatamente do mesmo
tamanho caso a peça de chapa de aço pronta fosse colocada por cima dele. Já a escala 2:1 é
uma escala de ampliação. Por �m, a escala de 1:2 é uma escala de redução.
Videoaula: Tipos de linhas e normas ABNT
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computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Na videoaula, teremos esclarecimentos sobre os temas abordados. Vamos debater todos os
elementos essenciais que foram explanados. É muito importante que o conteúdo aqui seja
compreendido. Assista, bons estudos e até lá!
Saiba mais
No link abaixo você encontra mais sobre as diferentes normas ABNT para representação do
desenho técnico:
Normas para Desenho.
Referências
https://desenho-tecnico.info/normas-para-desenho.html
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8403/1984: Aplicação de linhas em
desenhos – Tipos de linhas – Largura das linhas. Rio de Janeiro, 1984.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8402/1994: Execução de caracter para
escrita em desenho técnico. Rio de Janeiro, 1994.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8196/1999: Desenho técnico – Emprego
de escalas. Rio de Janeiro, 1999.  
Aula 3
Elementos da geometria e desenho isométrico
Introdução da aula
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Boas-vindas a mais uma aula de nossa disciplina. Trataremos do reconhecimento dos elementos
básicos da geometria e �guras planas do desenho geométrico, que servem de base para o
desenho técnico.
Como sequência lógica, também será apresentado o conceito e uso do desenho isométrico, onde
é possível ter uma vista 3D para entendermos como um projeto técnico pode ser representado
adequadamente dentro dos padrões que são aplicados para esse tipo de representação.
Todos os termos e nomenclatura que serão apresentados são de suma importância para a
sequência e aprendizado das habilidades relacionadas ao do desenho técnico. 
Elementos básicos do desenho geométrico
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
O desenho geométrico em um plano bidimensional (ou simplesmente 2D) é representado por
elementos básicos essenciais, que são:
Ponto.
Reta.
Arco.
Plano.
Ponto: Representado como um “pingo da letrai i”, ele é o menor elemento do desenho. Não
possui espessura, largura, profundidade, nem mesmo altura. Apenas uma demarcação na folha
ou tela de desenho. Se pressionar a ponta do lápis em uma folha de papel, o resultado será o
ponto. Um ponto é nomeado geralmente por uma letra do nosso alfabeto. Por exemplo: ponto A,
ponto B e assim por diante.
Reta: A reta é o elemento que representa uma linha em um determinado sentido, tendo um
comprimento ou largura, como queira, indo de um ponto até outro, onde chamamos de um
elemento �nito. A reta também pode ser um elemento in�nito, sem ter pontos de início ou �m.
A Figura 1 mostra a composição da ilustração de uma reta.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Exemplo de reta, indo do ponto A até o ponto B. - Fonte: elaborado pelo autor.
Arco: O elemento arco também é conhecido como curva. Um arco tem um comprimento
especí�co e geralmente é visto como um “pedaço” de um círculo ou elipse. Um arco é �nito, indo
de um ponto A até o ponto B.
Nota: Na teoria, é possível imaginar que retas e arcos são vários pontos seguidos um dos outros.
Se você pegar um lápis e pressionar em uma folha pontinhos bem próximos uns dos outros em
um determinado sentido, verá uma reta ou arco sendo desenhado. Interessante não?
Plano: O conceito é bem simples: a superfície de uma mesa, por exemplo, é considerada como
um plano. Uma folha de papel, também é como se fosse um plano. Porém, um plano pode ter
diferentes ocupações dentro do espaço. O plano pode estar deitado (como uma folha sobre a
mesa) que se denomina como horizontal. Um plano também pode se encontrar na vertical (uma
folha de papel “em pé”) ou inclinado. Um plano é sempre nomeado através de uma letra grega,
conforme Figura 2.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Exemplos de planos α e β. - Fonte: elaborado pelo autor.
Com os elementos básicos apresentados é possível prosseguir.
O desenho técnico é composto basicamente por formas geométricas planas, por vezesquando assim o �zer, uma nova janela
abrirá para você preencher a descrição do atributo que você criou (Figura 4).
Figura 4 | Inserção do bloco gravado e edição do atributo criado. Fonte: captura de tela do Autodesk (2023).
Esse comando é bastante útil para criação de uma legenda editável, pois você poderá utilizá-la
como padrão para todos os seus projetos.
Con�gurações de impressão
Após a con�guração das folhas, margens e legenda, é preciso inserir as viewports, ou seja, as
janelas que exibem os desenhos que se encontram no ambiente Modelo. Esta inserção será
detalhada na próxima seção.
Quando sua prancha for �nalizada, você deve con�gurar a impressão da folha com o comando
“Plotar”. A janela a ser aberta possibilitará escolher várias con�gurações, como a impressora, o
tamanho do papel, a janela de impressão (o que será impresso), a escala e outras. Ao �nal, você
poderá pré-visualizar sua impressão, conferir o que será de fato impresso e imprimir, seja em PDF
ou �sicamente no papel. Também vamos praticar na próxima seção.
Diagramando a prancha A3
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Como chegamos ao �nal da disciplina, e considerando que você já tenha desenhado as vistas e
perspectiva do objeto (ver Figura 1), vamos concluir nosso projeto. Para tanto, basta inserir os
desenhos na prancha, elaborar as margens e legenda e con�gurar a impressão, que serão
explicadas a seguir.
Inserção de margens, legenda, textos e atributos
Ao abrirmos nossa folha A3 já con�gurada, vamos nos deparar com um retângulo em branco
sem margens e legenda. Vamos selecionar o retângulo da folha e fazer uma cópia paralela com o
comando “deslocamento” de 20 mm para dentro e outra com 10 mm, também para dentro (Figura
5).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Margens de 20 mm e 10 mm criadas (sem ajuste). Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Isso resultará em dois quadros que precisarão ser ajustados entre si até termos um único quadro
com margem esquerda de 20 mm e as demais de 10 mm. Como faríamos? Simples. Basta
ajustar o quadro de 10 mm apenas na margem da esquerda, selecionando-o e empurrando a
lateral esquerda até a margem de 20mm e depois deletar o quadro de 20 mm (Figura 6).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Ajuste do quadro de 10 mm (em azul) na margem da esquerda. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela
autora.
Margens prontas, é hora da legenda. Desenharemos um retângulo no ambiente Modelo, com as
medidas da legenda-padrão na Figura 7, e vamos inserir os seguintes campos com o comando
“texto”: identi�cação do desenho, nome do projetista responsável e contratante, data da
aprovação, campos de assinatura, escala, unidade de desenho e nº da folha. Depois, você vai
inserir os atributos que serão preenchidos futuramente: logomarca, desenho, projetista,
contratante, data, escala, unidade e prancha.
Figura 7 | Modelo da legenda. Fonte: elaborada pela autora.
Após a inserção dos textos e atributos na legenda, é momento de gravar o bloco (menu inserir,
grupo de�nição de bloco) e inseri-lo na prancha (ambiente Layout). Quando surgir a janela, você
deve preencher as informações de cada título que inserimos na legenda (Figura 8).
Figura 8 | Inserindo os atributos. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Ao �nalizar essa etapa, teremos a prancha com margens e legenda (Figura 9), apta a receber os
desenhos elaborados.
Figura 9 | Prancha formatada. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Inserindo as viewports
As viewports, como já falamos, são as janelas que exibem os desenhos elaborados no ambiente
Modelo, na prancha formatada no ambiente Layout. Para inserir uma nova viewport, você deve ir
ao menu “layout”, grupo “viewports de layout” e “inserir vista”. Após fazer isso, o ambiente
Modelo será ativado e você poderá fazer janelas de seleção contornando os desenhos que quiser
inserir na sua nova folha. Ao concluir a janela, dá-se um enter e o AutoCAD 2021 retornará ao
ambiente Layout para que você posicione a janela onde achar conveniente. Você poderá inserir
quantas viewports quiser; no exemplo vamos inserir apenas duas (uma para as vistas e uma para
o 3D), conforme Figura 10.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Prancha com viewports. Fonte: captura de tela do Autodesk elaborada pela autora.
Con�gurações de impressão
Já na reta �nal, só falta imprimirmos nossa folha A3 em PDF. Você deve acionar o comando
“plotar” que abrirá uma janela para você con�gurar a impressão. Nela, você deverá selecionar a
impressora “DWG to PDF” e o tamanho do papel “ISO full bleed A3 (420.00 x 297.00 mm). Na área
de plotagem, você escolherá “janela” e selecionará as diagonais da folha A3. Depois, selecione
“centralizar plotagem” e clique em “Visualizar…”. Assim, se certi�cará de que a prancha está
dentro da área de impressão. Se precisar de algum ajuste, basta clicar em ESC. Se não, você
poderá plotar diretamente na visualização, clicando com o botão direito do mouse e depois em
“plotar”. Pronto, estudante! Dessa forma, você seguiu os passos e conseguiu salvar seu projeto
em PDF, �nalizando assim, a disciplina Desenho Técnico Projetivo.
Videoaula: Impressão de projetos
Este conteúdo é um vídeo!
Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Neste vídeo, você vai visualizar a realização das margens, a legenda, a inserção de textos e os
atributos, até aprender a impressão em PDF. Para isso, esteja com seu arquivo, desenvolvido
anteriormente, aberto para praticarmos juntos.
Saiba mais
O AutoCAD permite salvar o arquivo em versões anteriores às que você tem instaladas em seu
computador. Isso quer dizer que, se você desenvolveu o arquivo na versão AutoCAD 2021, você
pode clicar em “salvar como” e salvar na versão anterior que desejar. Essa funcionalidade serve
para que uma pessoa que tenha uma versão do AutoCAD anterior à sua consiga abrir seu
arquivo. Caso contrário, saiba que versões anteriores nunca abrem arquivos de versões mais
recentes. Veja em Autodesk Support.
Referências
https://www.autodesk.com.br/support/technical/article/caas/sfdcarticles/sfdcarticles/PTB/How-to-convert-a-dwg-file-to-a-previous-format.html
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 16752: requisitos para
apresentação em folhas de desenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
AUTODESK. AutoCAD: software CAD 2D e 3D usado por milhões para desenhar, projetar e
automatizar projetos em qualquer lugar, a qualquer momento. Disponível em:
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview. Acesso em: 20 mar. 2023.
BREDA, G.; SANTOS, K. C. P. Desenho assistido por computador. Porto Alegre: SAGAH, 2017.
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595021914/pageid/0 Acesso em:
19 mar. 2023.
Aula 5
Revisão da unidade
Convite à prática
http://www.autodesk.com.br/products/autocad/overview
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595021914/pageid/0
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Estudante, vamos revisar o que vimos até este momento? Passamos pelo conteúdo que trata das
perspectivas que são muito importantes e comuns em nossa pro�ssão, depois abordamos a
noção espacial e como construir perspectivas a partir das projeções ortogonais, até alcançar as
práticas de AutoCAD, em que vimos a otimização e impressão de projetos. 
Vamos recapitular cada uma para frisar bastante o conteúdo. A começar pelas perspectivas,
aprendemos que elas nos fornecem uma visão espacial do objeto em que conseguimos ter
noção de suas três dimensões: proporção, forma e posição no espaço. Assim, a engenharia se
torna mais compreensível e facilita nossa comunicação no dia a dia. 
Ainda acerca das perspectivas, aprendemos os tipos: cavaleira, isométrica, dimétrica,trimétrica e
a isometria de circunferências. A perspectiva cavaleira é aquela que apresenta o objeto com um
plano do objeto posicionado paralelamente ao observador e pode ser representada com os três
ângulos mais conhecidos, 30°, 45° e 60°, em que a profundidade do objeto tem redução de 1/3,
1/2 e 2/3, respectivamente. Já a isométrica é aquela perspectiva que representa o objeto em três
eixos equidistantes entre si (formam um ângulo de 120°) e suas medidas são representadas em
verdadeira grandeza. As circunferências são representadas na face isométrica do objeto pelo
método de Stevens. As demais perspectivas – dimétrica e trimétrica – também são projetadas
nos três eixos, porém, na dimétrica, dois eixos têm ângulos iguais entre si, e na trimétrica, os três
eixos formam ângulos diferentes. 
A respeito do conteúdo “noção espacial”, vimos como desenhar elementos tridimensionais a
partir de desenhos bidimensionais. Essa transformação auxilia o pro�ssional a visualizar o objeto
�nal que será executado ou fabricado, da mesma forma que contribui para a conferência dos
projetos. 
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Já em relação às práticas no AutoCAD, aprendemos a otimizar nossos projetos, simplesmente
utilizando os templates e a biblioteca de blocos, e a montar pranchas padrão ABNT no ambiente
Layout. Assim, quando pré-con�gurados, os arquivos já �cam prontos, otimizando nosso tempo.
Ao �nal, elaboramos uma prancha formato A3 com margens e legenda, aprendemos a inserir
textos e atributos na legenda e a con�gurar a impressão em PDF do nosso projeto. 
Todos os conteúdos desta unidade são fundamentais para você sintetizar os conhecimentos
vistos anteriormente e se tornar capaz de elaborar, interpretar e começar a se comunicar na
engenharia por meio de seus desenhos técnicos. Não deixe de praticar os exercícios. Até mais! 
Videoaula: Revisão da unidade
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Este vídeo apresentará uma visão ampla do conteúdo abordado até o momento, e você terá
oportunidade de revisá-lo por completo. Serão apresentados os tipos de perspectivas, e depois
será feita uma recapitulação de como elaborar desenhos 3D. Para �nalizar, os assuntos de
con�guração de arquivos e impressão de projetos serão novamente reforçados. Assim,
estudante, espera-se que você consiga compreender e se comunicar por meio do desenho
técnico projetivo. 
Estudo de caso
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Estudante, em relação à parte prática de desenho técnico projetivo, você acabou de ver
otimização e impressão de projetos. Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você é o
responsável pelo setor de projetos de uma empresa que faz cortes em chapas de MDF, em que
as peças são cortadas sempre no mesmo tamanho para serem comercializadas em tamanhos
menores para outras empresas, como marcenarias. Sua função é supervisionar os projetistas da
sua equipe, conferir se os projetos que eles desenvolvem estão corretos e aprovar sua produção. 
Logo que você começou a trabalhar, foi indicado para proceder da seguinte forma: para a
supervisão dos projetistas, você adotou a distribuição igual das tarefas entre seus projetistas, ou
seja, conforme a demanda de serviço chegava, você solicitava que eles começassem um arquivo
do zero no AutoCAD e distribuía as tarefas para cada um fazer. Para a conferência dos projetos
que eles desenvolviam, você destinava um tempo para que eles elaborassem as demandas e os
cobrava a devolução, até aprovação �nal. Cada um, ao �nalizar o projeto, imprimia uma versão
em rascunho e deixava na sua mesa para sua revisão. Você levava um certo tempo e retornava a
conferência para cada projetista ou validava a versão �nal. Em algumas revisões, você reparava
que os desenhos dos cortes das peças eram sempre redesenhados, elevando o tempo de
elaboração do projeto. 
Após um certo tempo de empresa, você decidiu re�nar sua metodologia de revisão dos projetos,
pois percebia que muitos erros vinham acontecendo: os projetistas demoravam para fazer os
projetos; os projetos não tinham o nome do projetista e você tinha di�culdade de saber quem os
elaborou; também notava que alguns projetos voltavam para revisão mais de uma vez, perdendo,
assim, o controle de quantas vezes o projetista errava. 
Mediante esse cenário apresentado, em relação à melhoria da metodologia de trabalho na área
de projetos, como você otimizaria o tempo de trabalho da equipe? Como relacionar os projetos
aos respectivos projetistas? Quais dados a mais você inseriria na legenda para aumentar o
controle de seus projetos? E como você ajudaria os projetistas a desenharem as peças de corte
que tinham sempre o mesmo tamanho?
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
______
Re�ita
Estudante, você, como supervisor da área de projetos, deve ter percebido que estava perdendo
tempo com a elaboração de cada projeto em arquivos novos. Da mesma forma, você perdia o
controle sobre a produção da equipe por não anotar nos próprios projetos o nome do
responsável de cada elaboração e outras informações importantes, como campo para as
revisões; além de não os instruir a otimizar o tempo nos desenhos das peças. Diante desse
cenário, estude mais a respeito de otimização de projetos para conseguir responder às
perguntas. 
Videoaula: Resolução do estudo de caso
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Estudante, para resolver nosso Estudo de Caso, há a necessidade de revisarmos o conteúdo que
trata de otimização de projetos, já que a di�culdade maior da situação apresentada era a perda
de e�ciência projetual. 
Em relação ao conteúdo dos arquivos-padrão (templates), vamos entender que a sua criação
agiliza a elaboração dos projetos, pois eles são arquivos pré-con�gurados, ou seja, não é
necessário con�gurar novamente pranchas, textos, cotas e outras informações que podem se
repetir em todos os demais projetos. No caso da empresa, você, como supervisor dos projetistas,
sabendo dessas informações, poderia criar um template único e distribuí-lo para a equipe para
que todos os projetos começassem nas mesmas con�gurações. Essa metodologia evitaria que
sua equipe perdesse tempo nas con�gurações, como estava acontecendo até então. 
Outro conteúdo abordado foi a inserção de atributos, isto é, identi�cadores que anexam dados a
blocos importantes, como as legendas. Dessa forma, você também pouparia tempo da sua
equipe, evitando criar legendas toda vez que iniciassem um projeto novo. No Estudo de Caso,
seria interessante você adicionar um atributo para o nome do projetista que elaborou os
desenhos, além do seu nome como supervisor. Incluir também o número de revisões e data da
revisão daquele desenho facilitaria o controle e a gestão das conferências projetuais, caso
houvesse a necessidade de revisão. Supondo que um projeto tenha retornado da revisão pela
terceira vez, você poderia analisar a situação e tomar decisões, como trocar o projetista ou até
capacitar sua equipe para quali�cá-la ainda mais. 
Por �m, outro conteúdo visto foi a biblioteca de blocos no AutoCAD, cuja ferramenta auxilia a
importar objetos/desenhos já prontos em seus projetos. Os blocos são grupos de entidades que
se con�guram no formato de um objeto que pode se repetir em um projeto ou vários. Na situação
da empresa em que trabalha, você nota que as chapas de MDF são cortadas em peças menores
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
que apresentam tamanhos predeterminados. Logo, os projetistas poderiam elaborar os blocos
das peças de corte, e a cada projeto novo eles apenas as inseririam em seus projetos,
otimizando o tempo de elaboração. 
Portanto, estudante, as ferramentas apresentadas servem para ajudar você a ganhar agilidade e
e�ciência emseus trabalhos. Aprimore seus conhecimentos, e sucesso! 
Resumo visual
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Referências
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. Rio de Janeiro:
LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 26 fev.
2023.  
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
NETTO, C. C. Estudo dirigido de AutoCAD ® 2019. São Paulo: Érica, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/pageid/0. Acesso em:
11 mar. 2023.  
QUADROS, E. S.; SANZI, G. Desenho de perspectiva. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536519692/pageid/0. Acesso em:
26 fev. 2023.  
SILVA, A. et. al. Desenho técnico moderno. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-
5/epubc�/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39 Acesso em: 5 mar. 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536519692/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39soltas,
por vezes é uma junção de algumas delas, como se estivessem unindo.
Vamos aos nomes das �guras geométricas e suas representações grá�cas. Observe a Figura 3.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Formas geométricas planas ou bidimensionais. - Fonte: elaborado pelo autor.
Toda forma geométrica na Figura 3 acima é também, uma forma plana. Os contornos das formas
são desenhados através de retas ou arcos, que por sua vez, são conectados através de pontos,
ou seja, cada um dos cantos ou quinas.
Da forma plana ao desenho isométrico
Na geometria descritiva, as formas geométricas ocupam um espaço bidimensional ou 2D.
Dizemos de forma técnica que os sentidos ocupados no plano são chamados de X e Y. Veja na
Figura 4 como é representado o esquema destes dois eixos.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Eixos X e Y de um plano. - Fonte: elaborado pelo autor.
Os eixos X e Y descrevem os sentidos de ocupação do desenho no plano. Eixo X na horizontal e o
eixo Y na vertical.
Vamos agora, adicionar mais um eixo. Quando desenhamos um objeto 3D, além dos eixos X
(comprimento) e Y (largura), precisamos do eixo Z. Este eixo representa a altura do que estamos
projetando e desenhando.
Agora, vamos usar um termo bem comum quando se trata de objetos tridimensionais, que é o
termo espaço. Um objeto 3D ocupa determinados limites no espaço. Olhe para os objetos e
móveis que estão próximos a você. Tudo que está ao seu redor é um objeto 3D e ocupa um
determinado espaço, possuindo comprimento, largura e altura.
Sabe o nosso plano XY? Agora nós vamos adicionar o eixo Z. Vamos ver como �ca?
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Esquema visual dos eixos XYZ. - Fonte: elaborado pelo autor.
Sabendo disso, veja como um quadrado é usado como base para se criar um cubo. O cubo é um
sólido geométrico ou �gura geométrica espacial (lembra que todo objeto 3D ocupa um
determinado espaço?). Com isso, veja a Figura 6 para que �quem mais claras estas últimas
linhas aqui, descritas.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Quadrado como base plana. Ao lado direito temos o Cubo. - Fonte: elaborado pelo autor.
O quadrado desenhado no plano XY, na Figura 6, serviu de base para a construção do nosso
cubo. Também é possível dizer que foi realizada uma extrusão, ou seja, uma base 2D sofreu uma
ação para se tornar um objeto com altura. Trata-se da adição do eixo Z sobre esta base.
Para relembrar: o quadrado é uma �gura plana, que é constituído por 4 lados ou, 4 linhas retas e
cada canto dele é um ponto. Cada canto de um quadrado tem 90 graus de abertura de ângulo.
Já no cubo, novos elementos aparecem. Cada canto do cubo também não deixa de ser um ponto,
mas também é possível dizer que cada cantinho é um vértice. Cada linha do é uma reta, mas
agora, por ser uma �gura geométrica 3D, cada uma das linhas também é denominada como
arestas. Cada lado é um plano.  Cada plano do cubo é denominado de face.
Veja na Figura 7 as indicações destes novos termos aprendidos.
Figura 7 | Cubo e suas partes nomeadas. - Fonte: elaborado pelo autor.
Assim, uma forma geométrica é sempre um plano, composta por retas, arcos e pontos. Exemplo:
o quadrado.
Um sólido geométrico ou desenho 3D é sempre composto por arestas, vértices e faces.
Exemplo: o cubo.
Construção do desenho isométrico
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Neste bloco, você vai aprender de forma mais técnica e passo a passo como é construído um
desenho isométrico. Novamente, o cubo servirá de exemplo.
Todo desenho isométrico parte de uma linha horizontal como base, ela está no ângulo de
inclinação 0 graus.
A seguir devemos desenhar uma linha na vertical, partindo da linha base horizontal. Essas duas
linhas possuem sempre um ângulo de abertura entre elas de 90 graus. Veja a Figura 8.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Construção inicial de um desenho isométrico. - Fonte: elaborado pelo autor.
Sempre em relação a linha base na horizontal, o desenho isométrico tem uma regra: as linhas
retas da base de um sólido geométrico sempre terão uma abertura de 30 graus. Veja como �ca
ilustrado na Figura 9.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Linhas de base com abertura em 30 graus. - Fonte: elaborado pelo autor.
As demais linhas de um desenho isométrico tendem a seguir o conceito do paralelismo. As
próximas linhas ou, neste caso, arestas laterais do cubo, sempre serão vertical, em paralelo
(mesmo sentido da linha central). Veja a Figura 10.
Figura 10 | Linhas verticais, paralelas em relação à linha vertical central. - Fonte: elaborado pelo autor.
O conceito de paralelismo continua também para as linhas diagonais com abertura de 30 graus
(a base do cubo). A linha tracejada que veremos na Figura 11 é uma linha imaginária, para
representar a linha horizontal, que também serve de base para as próximas linhas do topo do
cubo, auxiliando na angulação de 30 graus de abertura.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 11 | Linhas diagonais paralelas - base e topo do cubo. - Fonte: elaborado pelo autor.
As linhas tracejadas não �cam no desenho em seu resultado. Isso é o que se denomina na
disciplina de desenho técnico como linha auxiliar de construção.
As duas linhas retas restantes do topo do cubo também seguem com o paralelismo e, por
consequência, abertura de 30 graus.
Visualize a Figura 12, a etapa �nal do desenho isométrico.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 12 | Desenho do topo do cubo isométrico. - Fonte: elaborado pelo autor.
Agora, o cubo está pronto. A linha tracejada é eliminada e a linha de base horizontal – a primeira,
também é eliminada. Nosso sólido geométrico está pronto e pode ter suas cotas anotadas.
É importante ressaltar que todo este conteúdo é teórico. Veremos na prática o desenho já a partir
da próxima Unidade de estudo, no software AutoCAD.
Mostro-lhe agora, mais alguns exemplos de desenho isométricos para complementar o
conhecimento que foi adquirido neste bloco. Veja com calma, um a um, como temos sempre o
paralelismo sendo usado para linhas verticais e para as diagonais. Observe a Figura 13.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 13 | Exemplos de desenho isométricos. - Fonte: elaborado pelo autor.
Videoaula: Elementos da geometria e desenho isométrico
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Olá! Assista a nossa videoaula para que a compreensão seja complementar. Cada detalhe aqui é
explicado na prática e a teoria será fundamental para irmos para a construção do desenho
técnico nesta disciplina. Estamos avançando no aprendizado e cada vez mais o conteúdo �cará
mais interessante.
Saiba mais
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Nos links abaixo você encontra conteúdo complementar para os seus estudos. Alguns elementos
ou formas de explicações diferentes que podem complementar a sua compreensão sobre o
conteúdo desta aula.
Geometria Plana.
Formas Geométricas.
Referências
https://www.infoescola.com/geometria-plana/
https://www.significados.com.br/formas-geometricas/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
SENAI-SP. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico. São Paulo: SENAI-SP, 2014. 
Aula 4
Simbologia e normas ABNT
Introdução da aula
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Nesta aula, você obterá mais informações a respeito de padronização sobre o desenho técnico.
Será apresentado como posicionar as cotas de maneira adequada, de forma limpa e legível e o
que não fazer também.
Junto às cotas, haverá uma sequência sobre a informação de ângulos ou, medidas em graus.
Assim como uma cota de comprimento ou largura, mensurar (medir) ângulos é fundamental para
a leitura e execução de um projeto técnico.
Por �m, há mais sobre os sólidos geométricos, como uma etapa evolutiva das formas planas.
Também será visto uma gama maior de opções de sólidos geométricos, bemcomo suas devidas
nomenclaturas. Bons estudos!
Cotagem e padronização
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
As cotas são elementos grá�cos que, por sua função, representam uma medida especí�ca de
uma parte do desenho técnico, sempre em uma unidade de medida padrão para todo o projeto.
Devem sempre ser legíveis, indiferente da escala em que o desenho se encontra e nunca
sobrepondo as linhas do próprio desenho do projeto. Isso é muito importante para uma boa
leitura e, assim, teremos sempre um desenho claro e limpo.
O conteúdo que será apresentado pode ser encontrado na norma NBR 10126 (1987). Você a
encontra na Internet para sua visualização.
Nomenclatura das partes de uma cota: uma cota é construída por linha auxiliar, linha de cota,
limite de cota e a própria cota, que é o número em si da medida, conforme a Figura 1.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Partes que constituem uma cota. - Fonte: elaborado pelo autor.
Dentro das boas práticas, devemos manter as linhas de cotas de forma alinhada. Veja na Figura
1, como as duas linhas de cotas estão uma ao lado da outra. Outro detalhe muito importante é:
deixe sempre um espaço visível entre o desenho do projeto e o início da linha auxiliar.
Note, também na Figura 1, que a cota (ou número) sempre está acima da sua linha de cota e no
centro. Não é permitido posicionar abaixo dela.
Já quando se trata de cotas de ângulo, seguimos com um bom exemplo de como se deve
representar uma cota.Veja a Figura 2.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Exemplos de cotas de ângulo. - Fonte: elaborado pelo autor.
Veja anteriormente na Figura 2 que a cota com medida de 143 graus também tem uma linha
auxiliar (é a linha que está na horizontal). Seguindo a mesma regra de uma cota de medida
comum, a cota ou número deve estar acima da linha de cota e, centralizado. A pequena bolinha
ao lado dos números é uma simbologia para graus. Vale lembrar que, conforme a geometria
básica, os ângulos compreendem um número sempre inteiro, de 1º até 360º.
De um modo geral e assim sempre devemos seguir, as linhas de cotas devem sempre ser
estreitas (ou �nas), justamente para não confundir com a linha mais grossa do desenho do
projeto. Na Figura 3, veja mais um exemplo de posicionamento correto de cotas.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Exemplo de posicionamento das cotas de ângulos. - Fonte: elaborado pelo autor.
Note que o número da cota nunca é posicionado de cabeça para baixo, indiferente da situação e
na posição mais complexa que possa aparecer, conforme a Figura 3.
Por �m, nossos sólidos geométricos também devem ter os mesmos cuidados quando forem
cotados ou mensurados. Veja mais um exemplo, conforme apresentado na Figura 4.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Sólido geométrico chamado Pirâmide e suas cotas de medidas. - Fonte: elaborado pelo autor.
A linha oculta da base quer dizer que existe uma linha ou, neste caso, arestas da base da
pirâmide, mas que não estão visíveis. Desta forma, é representada com uma linha tracejada.
Você pode rever os tipos de linhas na Aula 2 desta unidade.
Detalhes de cotas e os ângulos
Para continuar sobre o estudo das cotas, faz-se uso de alguns símbolos que são bem usuais
para os limites de cota. Veja quais símbolos você mais encontrará em desenhos técnicos de
projeto, conforme Figura 5:
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Diferentes símbolos para os limites de cotas. - Fonte: elaborado pelo autor.
Observe a Figura 5: há no quadrado à esquerda, uma cota o símbolo de círculo fechado e outra
com seta fechada. Já no quadrado da direita, há uma cota com seta aberta e a outra com traço
oblíquo (ou inclinado, se preferir).
Escritórios de arquitetura de interiores utilizam bastante a opção de círculo fechado. Já
escritórios de arquitetura e engenharia, num modo geral, utilizam o símbolo de traço oblíquo. No
desenho mecânico, as setas são muito usuais. Pense que são convenções e não uma regra a ser
seguida à risca.
Observe atentamente a Figura 6. O desenho à esquerda possui as cotas de diâmetro. Veja que
estas cotas têm suas linhas auxiliares que vão de um lado ao outro dos círculos. Já no desenho à
direita, visualizamos cotas de raio que tem suas linhas auxiliares desenhadas da linha do arco se
estendendo apenas até o centro dele. Lembre-se: o tipo de linha, traço e ponto representam
simetria e eixos centrais de círculo ou cilindros.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Desenhos técnicos com cotas de diâmetro e raio. - Fonte: elaborado pelo autor.
Para as cotas lineares (as cotas comuns), temos algumas opções de representação, conforme
Figura 7.
Figura 7 | Exemplos de cotas lineares. - Fonte: elaborado pelo autor.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
À esquerda, temos um desenho com cotas lineares partindo do mesmo ponto de início,
somando-se a cada novo ponto em que elas terminam. Já no desenho da direita, temos uma
sequência contínua de cotas lineares.
Nota: mesmo tendo todas as cotas de cada parte menor do desenho, é obrigatório ter a cota de
comprimento total do produto do desenho, no caso, a que indica um comprimento de 34,
conforme mostra a Figura 7.
Os ângulos: na geometria, os ângulos preenchem, na teoria, sempre uma circunferência que em
seu total, temos 360º. Veja abaixo a Figura 8 e tenha ela como consulta, sempre que precisar
para os seus estudos ao longo desta disciplina.
Figura 8 | Esquema grá�co de representação dos ângulos numa circunferência completa. - Fonte:
elaborado pelo autor.
Um pouco mais sobre os ângulos: é importante trazer, seja para aprender ou relembrar, três
termos que em alguns momentos poderemos utilizar ao longo do curso.
Um ângulo que é igual a 90 graus é denominado de ângulo reto.
Um ângulo que é menor que 90 graus é denominado de ângulo agudo.
Por �m, um ângulo que é sempre maior a 90 graus é denominado como ângulo obtuso.
Vejamos isso na Figura 9.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 9 | Abertura dos ângulos e suas denominações. - Fonte: elaborado pelo autor.
Sólidos geométricos, intervenções e cotas aplicadas
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Os sólidos geométricos: veja a Figura 10, os sólidos que são considerados os fundamentais e
requer atenção para os seus reconhecimentos.
Figura 10 | Sólidos geométricos - desenhos 3D isométricos. - Fonte: elaborado pelo autor.
Os sólidos geométricos acima estão todos ilustrados de forma isométrica (lembre-se que as
linhas retas inclinadas nas bases possuem 30 graus de abertura de uma linha horizontal
imaginária).
Todas as linhas tracejadas ilustram arestas ocultas e nos ajudam na leitura do desenho em sua
forma tridimensional. Com isso, vamos colocar mais informações. Imagine que um
paralelepípedo, em uma máquina em uma fábrica, foi perfurado de um lado ao outro. Podemos
dizer então que esse sólido, agora é um sólido vazado.
Veja um exemplo de um desenho técnico deste paralelepípedo vazado com um furo quadrado, na
Figura 11. Observe como estão as linhas ou arestas ocultas, exibindo o furo e faces, também
ocultas.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 11 | Sólido geométrico paralelepípedo vazado. - Fonte: elaborado pelo autor.
Quando um sólido é vazado através de um furo (ou perfurado) ele cria uma área que é
justamente a área vazia. Essa área também pode ser denominada de área oca.
Vamos para mais um exemplo de sólido geométrico vazado, porém, com cotas para identi�car as
suas medidas. Visualize a Figura 12. Na sequência, há uma listagem que identi�ca todos os seus
elementos representativos.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 12 | Sólido geométrico vazado cotado. - Fonte: elaborado pelo autor.
Sólido geométrico vazado.
Linhas contínuas mais grossas, ilustrando as arestas visíveis.
Linhas tracejadas �nas, ilustrando as arestas não visíveis.
Cotas alinhadas aos planos: base, altura e de topo.
Todo vértice (cantinho) deste sólido geométrico possui um ângulo equivalente a 90 graus,
que como já vimos, é um ângulo reto.Não há a necessidade de anotarmos isso neste caso.
Formas mais complexas podem ser criadas através da união de sólidos geométricos básicos.
Veja como �ca uma solda entre um paralelepípedo e um cubo. Passamos a ter desenhos que
podem representar uma peça mais detalhada, planejada, seja de aço, de madeira ou qualquer
outro material, algo a ser produzido ou construído por quem será o seu futuro executor. Veja o
exemplo, na Figura 13.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 13 | Exemplo de sólidos soldados. - Fonte: elaborado pelo autor.
Observe como as arestas das soldas entre os dois sólidos também são mais grossas, assim
como os contornos. Continuamos sempre exibindo de forma tracejada as arestas que estão
atrás e que não conseguimos enxergar.
Sólido geométricos truncados: é quando um sólido tem parte dele removido, como se um plano
de corte passasse por ele e, com isso, uma parte é arrancada. Quando isso ocorre, temos como
resultado uma nova forma geométrica.
Por �m, na Figura 14, você verá um plano de corte conceitual atravessando um sólido
geométrico. Ao lado direito dela conseguimos obter o resultado deste corte, que é um sólido
geométrico truncado.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 14 | Exemplo de sólido truncado, resultado do recorte. - Fonte: elaborado pelo autor.
Videoaula: Simbologia e normas ABNT
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Olá! Convido você, estudante, a assistir a nossa videoaula. A compreensão do que nesta aula foi
passada é de extrema importância para as próximas unidades. Até lá! 
Saiba mais
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
No link abaixo você encontra conteúdo complementar para os seus estudos. Você terá uma
abordagem diferente, bem como alguns elementos diferentes apresentados, a �m de
complementar os seus estudos.
Sólidos geométricos.
Referências
https://www.todamateria.com.br/solidos-geometricos/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8403/1984: Aplicação de linhas em
desenhos – Tipos de linhas – Largura das linhas. Rio de Janeiro, 1984.
VIEIRA, A. D. Desenho Técnico e Geométrico. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.
Aula 5
Resumo da unidade
Conhecimento do desenho técnico e normatização
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante! Aqui é tratado um resumo das quatro aulas vistas na Unidade I.
O que diferencia um desenho artístico de um desenho técnico é que o último tem uma
importante função representar tecnicamente como é ou será construído um produto. O desenho
técnico é, literalmente, um projeto pensado, colocado em forma de linhas retas, curvas, símbolos
e demais informações técnicas para a sua leitura e execução.
Todo desenho técnico deve seguir as normas da ABNT, que visam normatizar como o desenho
deve ser representado para que todo projetista ou desenhista técnico use os mesmos padrões de
comunicação em seus desenhos.
Estas normas de�nem padrões no desenho como:
Tipo de linha.
Padronização de alturas de textos e gra�a.
Unidades de medidas.
 
Cotagem e símbolos.
Tamanho de folhas para documentação.
Além das normas ABNT, o desenho técnico também utiliza da aplicação do conhecimento de
geometria descritiva.
No Brasil, o sistema de unidade de medida padrão é o Sistema Métrico, diferente de alguns
outros países como os Estados Unidos, onde é utilizado o Sistema Imperial. Utilizamos as
seguintes medidas:
Milímetros (mm).
Centímetros (cm).
Metros (m).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Um desenho técnico di�cilmente será feito de em seu tamanho real e por isso, há o que se
denomina de escala de desenho. As vistas do desenho podem ser de ampliação (2:1) que
signi�ca duas vezes maior que o próprio produto �nal ou de redução (1:2) que diz que o desenho
é exatamente a metade do tamanho do produto que ele representa no desenho.
Tratando-se do desenho geométrico que compõe o desenho técnico, os elementos que são
considerados básicos para qualquer forma geométrica são:
Ponto.
Reta.
Arcos.
Plano.
Toda forma geométrica como círculo, quadrado, hexágono, entre outros, são consideradas
formas planas e, se necessário, podem ser identi�cadas com uma letra do alfabeto grego.
Todo desenho 2D ou bidimensional ocupa um espaço no plano composto e é direcionado pelos
eixos X (horizontal) e Y (vertical). Quando o desenho representa uma altura de uma forma 3D ou
espacial, se tem um terceiro eixo, que é o Z.
Na geometria em conjunto ao desenho técnico, utiliza-se os ângulos, que vão de 1º até 360º
graus e podem ser mencionados através de uma cota angular, no desenho. Assim, como os
ângulos, temos também cotas de raio, com o símbolo R, cotas de diâmetro que utiliza o símbolo
Ø. Já nas cotas de comprimento, largura ou altura, não se faz necessário uma simbologia,
apenas o número em si.
Por �m, formas tridimensionais como esfera, paralelepípedo, pirâmide, entre outras, são
denominadas de formas geométricas espaciais ou sólidos geométricos. 
Videoaula: Resumo da unidade
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Olá! Chegou a vez de conferir todo o conteúdo da Unidade 1 através da videoaula que lhe traz
todo o conteúdo, com o objetivo de relembrar todos os assuntos abordados e deixar você,
estudante, pronto para adentrar na Unidade 2. Não deixe de realizar as devidas anotações que
achar válidas para a �xação do conteúdo aprendido.
Estudo de caso
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Em uma metalúrgica de médio porte em uma cidade do interior de São Paulo que atua no
segmento de projetos e produção de móveis para escritórios com mais de 20 anos de
experiência no ramo, vem sendo constatado um problema que cada vez mais é recorrente e
trazendo uma série de prejuízos e atrasos nas entregas dos móveis para os seus clientes.
O problema imediato constatado pelos superiores, a princípio, é que a comunicação do que a
equipe de projetos desenvolve, documenta e entrega os seus desenhos técnicos projetados e o
que a equipe de produção do pátio vem executando estão signi�cativamente diferentes em
diversas situações. Uma série de erros em detalhes como tipo de linhas, cotas que faltam ou
estão feitas fora do padrão normatizado, escalas sem indicação de ampliação ou redução, vistas
até mesmo importantes estão ausentes. Isso re�ete em tamanhos de partes destes móveis e
acessórios inclusos não estão de acordo com os desenhos projetados para a sua execução.
Conforme uma análise interna, constata-se que os projetos técnicos podem ser o grande
problema e, se solucionado, será a chave para essa questão problemática e complicada para a
empresa.
Com isso, você é um assistente de projetos que acabou de chegar na equipe e está encarregado
em sua primeira tarefa em veri�car com a equipe de projetos o que está de errado nos desenhos
técnicos de seus projetos, quais são os problemas.
Com base no que foi aprendido na Unidade I, você deve trazer respostas que podem sanar os
problemas deste cenário que, se continuar, trará cada vez mais prejuízos e a imagem de empresa
poderá ser vista de forma negativa, diminuindo a demanda por novos produtos por parte de seus
clientes.
O que a equipe deve rever e colocar em prática nos desenhos técnicos para que tenham uma boa
leitura e interpretação para as suas execuções?
_______
Re�ita
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Com a situação problema deste estudo de caso, vamos aos seguintes questionamentos que
podem auxiliar na resolução deste caso:
O que deve ser analisado nesses desenhos técnicos e com base em que essas análises
devem ser realizadas?
O que pode ser conversado com os projetistas e se há algum modo de trabalhar este grupo
para melhorar os desenhos técnicos, já que estão com de�ciência em suas interpretaçõespor parte da equipe de produção.
O que pode ser feito para que o problema de comunicação seja sanado e o produto �nal
executado seja o mesmo pensado e desenhado pelos projetistas?
Há algo que deve ser consultado na equipe de produção para entendimento maior do
problema que vem ocorrendo? As normas NBR podem auxiliar? Se sim, por que elas seriam
importantes nesse processo?
Videoaula: Resolução do estudo de caso
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Agora, com base nas questões passadas na seção “Re�ita”, é importante veri�car se os padrões
que regem o método de desenho técnico indicados pela ABNT estão sendo trabalhados à risca.
Todo pro�ssional da área de projetos tem sua aprendizagem nos cursos do ramo sempre
baseados nestas normas.
Se há um problema no desenho, provavelmente as normas não estão sendo seguidas, já que
pro�ssionais que executam um produto, seja ele um marceneiro, serralheiro, pintor, tapeceiro,
entre outros, também aprende as mesmas normas ABNT e vão compreender o que deve ser
executado se o projeto técnico foi bem elaborado.
A linguagem normativa do desenho técnico é única e não se deve inventar, alterar ou claramente,
deixar de ser seguida.
Use deste raciocínio como base para o texto a resolução do seu estudo de caso.
Resumo visual
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura | Síntese da aula - Fonte: elaborada pelo autor.
Referências
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
MICELI, M.T.;FERREIRA, P. Desenho Técnico Básico. 4ª edição. Rio de Janeiro: Imperial Novo
Milênio, 2008.
VIEIRA, Alberto Dias. Desenho Técnico e Geométrico. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.
,
Unidade 2
Projeção Ortogonal
Aula 1
Projeção ortogonal
Introdução
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Você aprendeu os conceitos de desenho técnico, suas normas e simbologias, revisou a
geometria descritiva, além de ter aprendido acerca do desenho auxiliado por computador. Nesta
segunda unidade, você conhecerá como os objetos são projetados, como os desenhos
bidimensionais são formados, qual o método de conversão de um desenho 3D para 2D e como
cortar os objetos e representar sua parte interna. Também vamos exercitar a prática no AutoCAD
e aprenderemos as ferramentas de precisão, cotas e hachuras.
Nesta aula, você estudará os métodos de projeção e as vistas ortogonais. Esse estudo
favorecerá a sua compreensão de como os desenhos bidimensionais são desenvolvidos e
tornará sua noção espacial mais apurada. Dessa forma, você se capacitará a interpretar, coletar
dados e elaborar análises mais avançadas dos projetos.
Bons estudos!
Introdução à projeção ortogonal
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
A palavra “projeção” é uma derivação do verbo “projetar”, que signi�ca “lançar”, “arremessar”.
Portanto, quando falamos em projeção, estamos nos referindo ao lançamento de algo para
algum lugar. Na área de projetos, este “algo” seria seu objeto de estudo, por exemplo, a peça
mecânica que vai fabricar ou o prédio que vai construir. Já “algum lugar” seria onde esse objeto
vai ser projetado, que pode ser uma folha ou o próprio computador. Em suma, conforme Cruz
(2014, p. 58), “a projeção ortogonal é a forma de representar um objeto tridimensional em uma
superfície plana”, assim como faz o observador da Figura 1 imaginando a representação 2D do
objeto.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Objeto em três dimensões sendo observado. Fonte: Cruz (2014, p. 60).
Portanto, entendendo que, quando vamos projetar, lançamos ideias para o papel ou algum
software no computador (por exemplo, o AutoCAD), compreenderemos então o que realmente de
fato são as projeções ortogonais.
Projeção ortogonal: método dos diedros
Como no exemplo anterior, o observador estava analisando qual seria o desenho do objeto, se ele
o visse de frente. Podemos dizer que as projeções ortogonais são os desenhos resultantes da
projeção dos vértices do objeto em um plano de forma que fazem, entre si, um ângulo de 90º.
Assim, o desenho a ser formado nada mais é que uma de suas vistas bidimensionais sem
distorção da medida. Essas vistas são denominadas como: frontal (A), superior (B), lateral
esquerda (C), lateral direita (D), inferior (E) e posterior (F), conforme ilustrado na Figura 2.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 2 | Indicação das vistas. Fonte: Cruz (2014, p. 60).
Para que a projeção ortogonal possa ser realizada, você vai precisar imaginar a peça posicionada
de frente para você; sua posição seria o in�nito ao ponto de ver todos os vértices e arestas da
peça de forma ortogonal. Ao imaginá-la assim, dois métodos projetivos são utilizados: 1º diedro
ou 3º diedro. A projeção no 1º diedro, também chamado método europeu, é a mais utilizada no
Brasil e compreende as projeções na seguinte ordem (Cruz, 2014): a vista frontal é a mais
importante e deve estar em destaque em relação às demais; a vista superior é posicionada
abaixo da frontal; a vista lateral esquerda da peça é representada ao lado direito da vista frontal;
a lateral direita �ca ao lado esquerdo; a vista inferior, �ca acima da frontal; e a posterior, �ca ao
lado de alguma vista lateral (esquerda ou direita). É como se você estivesse abrindo a geometria
da peça e plani�cando-a em um papel (Figura 3).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 3 | Indicação do 1º diedro. Fonte: Cruz (2014, p. 61).
Já na representação pelo 3º diedro, também chamado de método americano (Figura 4), as vistas
�cam invertidas em relação ao método europeu. Quanto ao número das vistas, você deve utilizar
quantas forem necessárias para demonstrar todas as informações do objeto, buscando sempre
o menor número possível. Geralmente, as vistas frontal, lateral esquerda e superior são
su�cientes.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Indicação do 3º diedro. Fonte: Cruz (2014, p. 62).
Quando as vistas são elaboradas, têm-se então as vistas ortogonais do objeto, que serão
compreendidas a seguir.
Compreendendo as vistas ortogonais
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Você aprendeu, anteriormente, uma das formas de desenho mais importantes na engenharia: a
técnica de conversão da imagem 3D do objeto para sua representação plana, bidimensional. Para
melhorar ainda mais sua compreensão, vamos aprofundar o conteúdo tratando das vistas
ortogonais e as regras básicas para sua representação.
Representando as vistas ortogonais
O estudo de projeção de um objeto envolve alguns componentes, que são planos de projeção,
objeto e observador. Os planos de projeção são superfícies que recebem a projeção do objeto e o
observador é quem reconhece o resultado da projeção (Cruz, 2014).
Para começarmos esboçando as vistas do objeto, precisamos de, no mínimo, dois planos de
projeção: horizontal (PH) e vertical (PV). Ambos, quando interligados, formam uma linha em
comum, chamada Linha de Terra (LT), conforme Figura 5.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Representação das projeções do objeto. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 62).
Na Figura 5, é possível identi�car o objeto �utuando por cima do plano horizontal e ao lado do
plano vertical. As suas projeções estão representadas em cada plano, chamadas de “vista
ortogonal de cima” e “vista ortogonal de frente”; ou seja, é como se o observador estivesse ao
in�nito olhando a peça de frente e depois olhando por cima. Os planos de projeção servem
apenas de apoio para marcar as duas vistas.
Agora vamos imaginar uma peça mais simples, como o paralelepípedo da Figura 6. Note que ele
se assemelha a um tijolo na horizontal; neste caso, seu contorno visível está representado com
linhas contínuas e as arestas ocultas, com linhas tracejadas.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Linhas visíveis e não visíveis. Fonte: Cruz (2014, p. 63).
Se você fosse o observador, como �cariam as vistas frontal, lateral esquerdae superior da Figura
6? Se representarmos o objeto 3D (paralelepípedo) �utuando sobre os planos de projeção, �cará
mais fácil a concepção delas. Note que, na Figura 7 (lado esquerdo), a vista frontal (VF) sempre
se posiciona da direita para a esquerda, a vista lateral esquerda (VE) está à esquerda da vista
frontal e vista superior, por cima da vista frontal. Assim, pelo método do 1º diedro, �ca fácil
projetá-las até os planos e obter suas imagens bidimensionais (Figura 7 – lado direito).
Figura 7 | Projeções do objeto. Fonte: Cruz (2014, p. 64).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Portanto, quando o observador está na posição frontal ao objeto, o que ele enxergará? A vista
frontal será um retângulo na horizontal e �cará na posição superior à esquerda. Já a vista lateral
esquerda será a representação de um retângulo mais alongado na horizontal e �cará posicionada
na parte superior à direita. Por �m, a vista superior será um retângulo maior e �cará alinhado com
a vista frontal e a lateral esquerda (Figura 7).
Caso a peça apresentasse alguma parte rebaixada (em desenho, isso se chama rebaixo), esta
seria representada nas vistas com linhas contínuas ou linhas tracejadas, a depender da posição
do observador. Se a parte estiver aparente, linha contínua; se estiver oculta, linha tracejada. 
A padronização das vistas
Entendendo que as vistas são projetadas a partir do objeto 3D, vamos compreender como elas o
ajudam no quotidiano pro�ssional; vejamos também as normas ABNT que regem esse tipo de
desenho. As normas vigentes para as representações ortográ�cas são a NBR 17.067 (requisitos
para as especi�cidades das representações ortográ�cas) e a NBR 16.861 (requisitos para
representação de linhas e escrita).
A norma NBR 17.067 apresenta as vistas auxiliares, que são as representações das vistas
ortográ�cas elaboradas a partir de outros planos que não o horizontal, o vertical ou o lateral. No
caso, a vista auxiliar complementa um plano inclinado do objeto que não seja paralelo aos planos
principais. As Figuras 8 e 9 demonstram a elaboração da vista auxiliar do objeto, como
complemento do entendimento geral da peça.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 8 | Vista auxiliar em 3D | Figura 9 | Vista auxiliar em projeção. Fonte: ABNT (2022, p. 4).
Por sua vez, o objetivo da NBR 16.861 é apresentar os requisitos para a representação de linhas e
escritas. Ou seja, ela cita os tipos e larguras de linhas mais comuns em desenho técnico e suas
variações, além de orientar a caligra�a técnica. Você, como futuro pro�ssional, precisa saber a
diferença entre as linhas e quando utilizar uma linha �na, larga ou extralarga, pois, em seus
desenhos, precisará aplicar essa diferença.
Vamos analisar o objeto a seguir (Figura 10) e decifrar todo seu formato: ele tem linhas
contínuas, linhas tracejadas e linhas traço e ponto. Conforme Viselke et al. (2018), as linhas
contínuas representam o contorno visível do objeto, as linhas tracejadas representam as arestas
ocultas (aquelas que fazem parte do objeto, mas não estão visíveis na vista), e as linhas traço e
ponto simbolizam a simetria do objeto e o centro de um furo.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Linhas das vistas ortográ�cas. Fonte: Viselke et al. (2018, p. 86).
Na Figura 10, percebemos que o observador está analisando a peça e gerou as vistas ortogonais
posicionadas no 1º diedro, pois a frontal está acima da superior e a lateral esquerda está à direita
da vista frontal. Analisando agora a vista frontal do objeto observado, notamos que o observador
representou o furo com a linha traço-ponto, indicando seu centro. Com as linhas pontilhadas
(signi�cam a continuação de um ponto, como se fosse a condução do olhar de um lugar para
outro), percebemos que o furo, na vista superior (a debaixo), está representado com linhas
tracejadas. Você entendeu o porquê? O furo está interno à peça na vista superior e isso signi�ca
que ele existe, mas, nesta vista, não está visível, logo, é representado de forma tracejada. Da
mesma forma, as vistas se conectam com as linhas pontilhadas.
Em relação à largura das linhas, é importante entender que, em desenhos bidimensionais, se
você não expressar a profundidade do objeto com as espessuras diferentes, �cará difícil a
compreensão, pois se trata de um desenho plano. Logo, uma linha �na representa um objeto que
está ao fundo, mais longe do observador; a linha média representa objetos nem tão próximos e
nem tão longe do observador; as partes mais próximas do observador devem ser representadas
com a linha mais espessa. Somente assim a leitura dos desenhos se tornará mais clara e
compreensível.
Videoaula: Projeção ortogonal
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
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Este vídeo reforça o conteúdo visto neste estudo. Nele, você verá, de forma breve, as variações
das vistas ortogonais (frontal, laterais, superior, inferior e posterior) e como você poderá
representá-las em seus projetos, alcançando o entendimento espacial do objeto.
Para �xar melhor os conteúdos abordados, atente-se a cada detalhe exibido e anote os pontos
que achar mais importantes para revisar futuramente.
Saiba mais
Para melhor compreensão das técnicas apresentadas anteriormente, recomenda-se a leitura do
quinto capítulo do livro Desenho Técnico Básico, dos autores José Abrantes e Carleones
Amarante Filgueiras Filho. A obra conta com uma linguagem facilitada, com ilustração e vários
exemplos práticos na engenharia.
Referências
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521635741/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. 1ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 12 abr.
2023.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17067: Desenho técnico –
Requisitos para as especi�cidades das representações ortográ�cas. Rio de Janeiro, 2022.
CRUZ, M. D. da. Desenho Técnico. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/. Acesso em: 26 fev.
2023.
VISELKE, Abel José; et al. Desenho técnico mecânico. Porto Alegre: SAGAH, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/. Acesso em: 12 abr.
2023
Aula 2
Projeção no plano
Introdução
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536518343/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595023611/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Olá, estudante!
Anteriormente, estudamos as projeções ortogonais. Neste momento, vamos complementá-las,
nos aprofundando mais nas vistas parciais e auxiliares, até compreendermos as seções e cortes
de um objeto.
Como vimos, as vistas ortográ�cas são as projeções ortogonais de um objeto. Podemos ter no
mínimo duas vistas (projetadas no plano horizontal e vertical) e o máximo corresponde ao
número de faces que o objeto tem – o que veremos detalhadamente a seguir. Este conteúdo
servirá de base para sua compreensão de seções e cortes, muito utilizados em desenho técnico.
Bons estudos!
Regras básicas de representação
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Quando vamos iniciar o desenho das vistas ortogonais, já entendemos que é necessário analisar
primeiro o objeto em sua forma tridimensional. É como se ele estivesse posicionado à sua frente
e você o analisando, antes de rascunhar cada uma das vistas. A partir dessa análise, você terá
noção do formato e dimensão do objeto.
Recapitulando a imagem utilizada anteriormente, temos a Figura 1. Nela, o observador se
posiciona sempre ao in�nito e analisa o objeto à sua frente. Nesse exemplo, ele está imaginando
como seria a vista frontal dele. Noteque parece um tijolo cerâmico com uma base embaixo da
peça. Com essa visualização na mente (que chamamos de visão espacial), você consegue
esboçar a vista desejada.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 1 | Objeto em três dimensões sendo observado. Fonte: Cruz (2014, p. 60).
Para iniciar o esboço, precisaremos recapitular algumas regras básicas e conhecer outras. Vimos
os métodos do 1º e 3º diedro; adotaremos o 1º diedro, por ser o método mais utilizado no Brasil.
Logo, o objeto se posicionará entre o observador (quem analisa) e o plano de projeção (onde a
vista será desenhada), como demonstrado na Figura 2, lado esquerdo.
Figura 2 | Método do 1º diedro (esquerda) e 3º diedro (direita). Fonte: Silva et al. (2018, p. 44).
O estudo de projeção de um objeto envolve os planos de projeção, a peça em si e o observador
no in�nito. Conforme Cruz (2014), os planos de projeção são superfícies que recebem o
resultado da projeção ortogonal do objeto. Como vemos na Figura 2, o objeto tem o formato de
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
um polígono de quatro lados; percebemos os vértices A, B C e D sendo projetados no plano
vertical, nos pontos A’, B’, C’ e D’. Neste caso, trata-se de uma �gura plana e simples; rapidamente
foi esboçada sua projeção ortogonal em um único plano. Bastaria um segundo plano e
conseguiríamos con�rmar que se trata de uma �gura bidimensional. Mas e se a �gura for
tridimensional com um formato que não seja tão simples assim? Precisaríamos de um terceiro
plano, o que veremos agora.
Terceiro plano de projeção
Com a evolução do formato dos objetos espaciais, apenas dois planos de projeção não seriam o
su�ciente para representá-los. Portanto, um terceiro plano seria necessário para representar as
três vistas principais do objeto: a frontal, uma lateral e a superior. Conforme Abrantes e Filgueiras
Filho (2018), no 1º diedro, o terceiro plano de projeção se posiciona na lateral direita, com a
simbologia π”, como demonstrado na Figura 3.
Figura 3 | Plano lateral do 1º diedro em destaque. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 64).
Quando o objeto se posiciona no espaço do 1º diedro, suas principais vistas são projetadas nos
três planos. Ao abri-lo (ou seja, quando se gira o plano auxiliar para o lado do vertical e o plano
horizontal para abaixo do vertical), tem-se o posicionamento correto das vistas, o que chamamos
de representação em épura (Figura 4).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 4 | Representação da épura. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 64).
Este conceito da épura facilita a representação das vistas ortográ�cas do objeto e proporciona a
análise ou não da utilização das vistas auxiliares. Da mesma forma, ele é empregado na
elaboração dos cortes ou seções das peças, o que compreenderemos melhor adiante.
Vistas parciais e auxiliares, seções e cortes
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Para avançar nos estudos que tratam das vistas parciais, auxiliares, seções e cortes, precisamos
compreender que os objetos podem apresentar características e formatos mais complexos.
Portanto, às vezes é necessário elaborar mais de uma vista, e até mesmo suas vistas auxiliares.
Analisemos o objeto a seguir (Figura 5).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 5 | Exemplo de peça que exige uma vista auxiliar. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 96).
Percebe-se que é uma peça com muito detalhe. Você observou que ela apresenta uma superfície
inclinada com quatro furos à direita? Se as vistas ortográ�cas são projetadas
perpendicularmente nos planos de projeção, como essa face inclinada seria representada? Ela
seria desenhada na vista frontal como uma linha inclinada a 45°; na vista superior, e estaria
reduzida em relação à sua verdadeira grandeza (VG), ou seja, distorcida (Figura 6).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 6 | Vistas ortográ�cas com vista auxiliar da peça anterior. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 98).
Nesse exemplo, foi necessário representar a face inclinada em um plano auxiliar, derivando
então, a vista auxiliar. Somente assim seria possível representá-la em VG, sem distorção. Da
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
mesma forma, existem as vistas parciais que auxiliam a interpretação do objeto, sendo uma
representação “fraturada” do desenho (Abrantes; Filgueiras Filho, 2018), como vistas na Figura 7.
Figura 7 | Vistas parciais de dois objetos. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 98).
Já os cortes e as seções são desenhos que representam a parte interna da peça ou do objeto
para facilitar ainda mais a compreensão do pro�ssional. A diferença é que os cortes representam
não só a parte cortada da peça, mas também toda parte do objeto que não foi cortada e que
esteja posterior ao plano de corte. As seções são desenhos apenas da parte cortada, eliminando
todo restante da peça. A Figura 8 demonstra uma peça cortada na longitudinal e seu corte ao
lado. A linha mais espessa, com as letras A e A, representam onde o corte está passando, e o
sentido de visualização é o lado esquerdo da peça.
Figura 8 | Objeto cortado. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 107).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
As seções de uma peça signi�cam cortes especiais que demonstram apenas a área cortada, ou
seja, o restante do objeto é ignorado no desenho. Na Figura 9, tem-se uma peça na horizontal
cortada em quatro partes; a direção da visualização dos cortes é o lado direito. Abaixo da
representação dela, têm-se as quatro seções.
Figura 9 | Objeto com quatro seções representadas. Fonte: Abrantes e Filgueiras Filho (2018, p. 112).
Percebe-se que as peças que têm vazios ou outros detalhes mais complexos em seu formato
exigem cortes que facilitem sua interpretação. Os cortes ou seções consistem em imaginar as
peças cortadas, e devem ser feitos paralelos aos planos de projeção, passando pelos eixos dos
furos ou simetria das peças (SILVA et al., 2018).
Um outro detalhe importante é o preenchimento da área da peça que foi cortada com uma
espécie de representação inclinada, que chamamos de hachura. Sempre que possível, esta
representação é feita com linhas contínuas �nas, inclinadas a 45°, para evitar que sejam
paralelas ou perpendiculares às linhas do objeto (Figura 10).
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 10 | Hachuras em peças cortadas. Fonte: Silva et al. (2018, p. 74).
Esse tipo de hachura é bastante genérico e não indica informação alguma da peça, sendo apenas
indicativa da área cortada. Porém, a hachura pode ser utilizada para distinguir os materiais
constituintes da peça, o que veremos adiante diretamente no AutoCAD.
O uso das vistas auxiliares e parciais, seções e cortes
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Entendendo que existem desenhos os quais complementam seu entendimento a respeito dos
objetos tridimensionais, vamos aprofundar o conteúdo abordado no seu dia a dia junto à
engenharia. Vamos supor que você já esteja formado e trabalha em uma empresa de grande
porte, sendo responsável por um setor de fabricação de peças metálicas para tubulações.
Após um chamado para consertar uma tubulação quebrada de uma determinada máquina, você
foi até o local e analisou como ela era, ou seja, extraiu suas medidas com uma trena, registrou
fotos para documentar o fato e observou seu formato e material. Seu desa�o era projetar uma
nova peça que a substituísse, e você precisou retornar ao escritório para começar os desenhos.
Ao �nal do dia, conseguiu alcançar um desenho semelhante ao formato atual da peça. Como
percebeu que ela apresentava um vazio central e quatro furos, decidiu fazer um corte vertical
para representar sua parte interna. O resultado está demonstrado na Figura 11.
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Figura 11 | Peça desenhada. Fonte: Silva et al. (2018, p .86).
Você deve ter notado que foram desenhadas as seguintes vistas: superior e a frontal cortada, no
lado esquerdo; e no lado direito, a imagem em 3D, completa e cortada. Claro que, para esse tipo
de exemplo,seus trabalhos. Aprimore seus conhecimentos, e sucesso! 
Resumo visual
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
Referências
ABRANTES, J.; FILGUEIRAS FILHO, C. A. Desenho Técnico Básico: teoria e prática. Rio de Janeiro:
LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/. Acesso em: 26 fev.
2023.  
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521635741/
Disciplina
Desenho Técnico Projetivo
NETTO, C. C. Estudo dirigido de AutoCAD ® 2019. São Paulo: Érica, 2019. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/pageid/0. Acesso em:
11 mar. 2023.  
QUADROS, E. S.; SANZI, G. Desenho de perspectiva. São Paulo: Érica, 2014. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536519692/pageid/0. Acesso em:
26 fev. 2023.  
SILVA, A. et. al. Desenho técnico moderno. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-
5/epubc�/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39 Acesso em: 5 mar. 2023. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536530840/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536519692/pageid/0
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85-216-2739-5/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:39
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