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Imprimir INTRODUÇÃO Bem-vindo a mais uma aula de inglês instrumental para secretariado. Agora, vamos dar início a uma parte de assessoria executiva em que vamos abordar alguns tópicos sobre a escrita de documentos empresariais em inglês. Sabemos que, como pro�ssionais de Secretariado, somos responsáveis pela redação e/ou revisão de alguns documentos na empresa, de acordo com a Resolução nº 3, de 23 de junho de 2005, do Ministério da Educação, por isso, é preciso conhecê-los bem. Nesta aula, o documento principal a ser abordado é a ata de reunião ou minutes, em inglês. Trata-se de um importante registro que, na maioria das vezes, precisa ser redigido no momento da reunião, e é importante que você o conheça bem. Portanto, além da parte teórica, você pode buscar exemplos de atas na internet para se familiarizar com os tipos existentes. DEFINIÇÕES INICIAIS DAS MINUTES As meeting minutes, minutas de reunião ou atas de reunião são um registro de todos os pontos importantes abordados durante uma reunião em uma organização. Além disso, nelas, são registradas as decisões tomadas naquela ocasião, assim como quem estava presente e quais assuntos foram abordados. Em algumas organizações e em algumas ocasiões, as atas podem ser �nalizadas mais tarde, não imediatamente após a reunião, portanto, quem a redige tem mais tempo para estruturar melhor o texto. No entanto, quando é preciso que esse documento esteja pronto logo após a reunião, não há tempo para muitas correções, assim, é preciso fazê-las naquele momento, de modo a não deixar margem para possíveis alterações ou fraudes no documento. As atas variam de acordo com a natureza da reunião e da organização. No entanto, alguns dados são essenciais para registro e valor desse documento, como: dia, mês e hora da reunião, local, pessoas presentes e seus respectivos cargos, a ordem dos acontecimentos (discussão, votação, deliberação) e o fecho. As atas devem ser assinadas para validação; às vezes, todos os membros presentes assinam, mas pode acontecer de apenas o presidente e o secretário ou a secretária assinarem. Pode ocorrer, ainda, de haver um secretário “ah hoc”, ou seja, alguém designado para aquela função naquela ocasião exclusivamente, porque o responsável, em princípio, não pôde comparecer à reunião. Caso sejam detectados erros durante a escrita da ata, é comum colocarmos “digo”, seguido do que realmente se queria dizer. Caso o erro seja percebido ao �nal, geralmente, escreve-se: “em tempo: na linha em que se lê x, leia-se y”. Você irá perceber mais adiante que as minutes podem parecer mais simples e diretas, pois abordam, sobretudo, as decisões tomadas. Além disso, nem sempre vão ter um caráter predominantemente narrativo como ocorre com as nossas, em português. De qualquer forma, todas as informações relevantes devem constar nas minutes, pois, apesar de sua estrutura mudar de organização para organização, são os dados ou as decisões tomadas na reunião que irão importar para o registro da ata, assim como sua validade na instituição. Dubicka e O’Kee�e (2011) nos fornecem algumas dicas a respeito de reuniões e de meeting minutes, como estabelecer uma data para a próxima reunião, tornar as minutes curtas e concisas e enviá-las em um prazo de até 24 horas. Aula 1 MINUTAS DE UMA REUNIÃO Nesta aula veremos a parte de assessoria executiva ,em que vamos abordar alguns tópicos sobre a escrita de documentos empresariais em inglês. 20 minutos A seguir, vamos conhecer a estrutura de uma meeting minute concisa, chamada de action points, e compará- la com as ideias e a estrutura de uma ata em português, a �m de avaliarmos semelhanças e diferenças entre elas. MEETING MINUTES, ACTION POINTS E ATAS Dubicka e O’Kee�e (2011) recomendam que, antes de uma reunião, seja feita uma agenda em que constem os objetivos daquele encontro e, ao �nal, que essa agenda seja checada novamente, para se conferir se todos os propósitos foram cumpridos. As autoras ainda advertem para uma efetiva convocação de membros para a reunião, pessoas que possam, de fato, contribuir para a tomada de decisões e solução de problemas. As autoras, ainda, distinguem dois tipos de documentos: action points e full minutes. Os primeiros são mais concisos e diretos, focam as decisões tomadas e as próximas ações a serem empreendidas; já os últimos são as tradicionais atas, mais detalhadas, extensas e narrativas. Observe um exemplo de action points/minutes resgatado de Dubicka e O’Kee�e (2011, p. 144). Figura 1 | Modelo de minutes Fonte: Dubicka e O’Kee�e (2011, p. 144). Vamos detalhar, agora, algumas partes da estrutura desse documento. No cabeçalho, seção que corresponde à parte superior da folha, devem constar os seguintes elementos: o assunto da reunião (“Minutes of meeting on our commitment to corporate responsability”), a data (“date”), o local (“venue”) e os nomes dos presentes (“present”). Em seguida, no corpo, devem constar as discussões empreendidas naquela ocasião, enumeradas e intituladas, e, abaixo de cada título, as decisões tomadas referentes àquele assunto, assim como os nomes das pessoas envolvidas. Caso haja algo a ser feito em um futuro próximo, deve ser estabelecido um prazo (“deadline”). Na parte �nal do documento, ao �nal da página (“bottom of the page”), aparecem, novamente data, local e objetivo da próxima reunião, assim como a assinatura dos responsáveis pela escrita do documento ou de todos os presentes, se for o caso. Existem alguns pontos que devemos evitar ao elaborarmos minutes. Por se tratar de um documento público cujo acesso pode ser solicitado por qualquer pessoa, não é recomendado incluir citações diretas no documento, pois, mesmo sem os nomes, é possível identi�car alguém pela maneira de falar. Além disso, não podemos esquecer que, nas minutes, não é preciso colocar listas de afazeres ou planos para o futuro. Em termos retóricos, as “minutes”, segundo Ingham (2008), apresentam uma alta complexidade, pois envolvem um público muito diverso e, portanto, propósitos também diversos. É preciso estar atento às situacionalidades envolvidas em cada ocasião, ou seja, em cada meeting, para que as minutes se adequem ao evento. PRÁTICAS E COMPARAÇÕES Você deve ter notado que existem diferenças entre as atas que fazemos em português e o modo como são feitas em inglês. Em ambos os casos, é importante saber que as informações essenciais devem estar nos dois modelos, mas o modo como elas serão registradas podem mudar, como a disposição das informações e a ordem dos dados. Em português, por exemplo, escrevemos um texto contínuo, não deixando espaço para paragrafação. Preferimos, também, escrever tudo por extenso, justamente para evitar fraudes e correções indevidas ou não marcadas. Por outro lado, no modelo trazido em inglês, percebemos que essas regras não se aplicam: existem, sim, números e abreviações, além de parágrafos e demais espaços. Observe mais um exemplo: Figura 2 | Exemplos de minutes Fonte: Morand (2020, [s. p.]). Vamos analisar mais um exemplo. De início, perceba que as informações do cabeçalho se mantêm: nome da organização, data e local. As pessoas presentes, assim como os cargos que ocupam, também aparecem como uma das primeiras informações, antes da apresentação do que foi discutido e decidido na reunião. Antes do término da redação, foram colocadas, ainda, Additions to the Agenda — acréscimos ao que já estava previsto para ser discutido naquela reunião. Ainda constam as ausências (“absent”), a aprovação da “agenda” antes da reunião e os tópicos discutidos. Ao �nal, delimita-se uma “agenda” para a próxima reunião (“agenda for next meeting”), com data, hora e local (“adjournment”). Nas últimas linhas, temos os responsáveis pelo envio do documento (“minutes submitted by”) e sua aprovação (“approved by”). Você já deve ter visto atas em português um pouco diferentes das apresentadas em inglês. Os modelos mais usados são aqueles em que se escreve por toda a extensão da página,sem deixar margens e brechas para adições e fraudes. É certo que, com o passar do tempo, as atas se tornaram mais digitais, ou seja, feitas em computadores, por exemplo, e não exclusivamente em livros de forma manuscrita. Vamos analisar a ata seguinte e compará-la com as meeting minutes vistas anteriormente: Figura 3 | Ata de reunião em universidade Fonte: Universidade Federal de Alfenas (2019, p. 1). Note como a estrutura de uma ata pode ser diferente das minutes. Aqui, também temos um cabeçalho com as informações da instituição (pública) seguido do título da ata. Logo abaixo, temos o texto todo por extenso, inclusive as informações de data e hora também por extenso. Em seguida, vemos quem estava presente e os assuntos abordados destacados em negrito. O conteúdo em ambas é, basicamente, o mesmo, mas a forma como as informações estão dispostas muda bastante. Nas minutes, são visíveis as paragrafações, os espaços entre as informações e os números referentes às datas e horas; já na ata, não há espaço entre as informações abordadas nas reuniões, pois elas não estão organizadas em subtítulos como nas minutes. Além disso, todos os dados são apresentados por extenso. VIDEOAULA No vídeo, serão explicadas as diferenças entre as minutes e as atas em português. Quais informações devem conter uma ata? São as mesmas das meeting minutes? Analisaremos, também, a estrutura das meeting minutes por seções com mais exemplos e possibilidades de mudanças, para que o aluno se sinta con�ante em elaborar esse documento na língua estrangeira. Saiba mais Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Em sites de órgãos públicos, é comum disponibilizarem atas de reuniões e assembleias. A Universidade Federal de Alfenas – Unifal, por exemplo, disponibiliza uma série de atas de reuniões de colegiado. Caso você queira conhecer mais a estrutura desse documento em português, visite o site da instituição: https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/atas-de-reunioes. No site Get Guru, existe uma série de dicas de como escrever minutes em inglês, qual a melhor estrutura, como estruturar a “agenda” e até como se preparar para a reunião. GET GURU. How to write meeting minutes with templates and examples. [s. d.]. Disponível em: https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates. Acesso em: 15 fev. 2022. INTRODUÇÃO Bem-vindo a mais uma aula da Unidade 3 de Inglês instrumental para secretariado. Dessa vez, vamos analisar outro documento relevante na rotina secretarial: o relatório. Além de conhecermos mais sobre ele, vamos descobrir em quais pontos ele se aproxima ou se distancia dos due diligence report, ou seja, a versão em inglês dos relatórios. Partiremos de alguns conceitos básicos, passando pela estrutura do documento em si, para chegarmos a alguns exemplos e conclusões sobre a melhor maneira de redigi-lo. Você irá aprender esse gênero tão importante para a comunicação e registro empresarial tanto em português como em inglês. Vamos começar? O RELATÓRIO Em primeiro lugar, precisamos compreender o que é um relatório e quais são os objetivos de se fazer um documento como esse. Segundo Cotton, Falvey e Kent (2010), um relatório, de forma geral, deve ser organizado com as informações dispostas em uma ordem lógica. Para os autores, não existe um formato padrão a se seguir para elaborar um relatório, pois isso vai depender do estilo da empresa e do tipo de relatório objetivado. A função do relatório é relatar, reportar algo, além de representar um estudo detalhado a respeito de algumas questões que podem estar afetando o bom funcionamento de um processo gerencial, por exemplo. No relatório de auditoria, especi�camente, nossos olhos vão se voltar mais atentamente ao que está sendo levantado antes de se fazer uma compra ou se fechar um negócio com alguma empresa ou investidores. Segundo Prachi Gupta, autor do texto How to prepare a due diligence report, esse tipo de documento pode ser de�nido como “a conscious analysis and research done by reasonable businesses or companies before investing or carrying out any transaction. It is when this act is summarised in the form of a report” (tradução nossa: uma análise e pesquisa conscientes feitas por negócios e empresas apropriadas antes de investirem ou darem continuidade a uma transação. É quando o ato é resumido em uma forma de relatório). De forma semelhante, segundo Dawn Allcot (2020, [s. p.]), que assina a autoria do texto The complete guide to compiling a due diligence report, o documento “can help determine a company’s valuation and enable investors, business partners and other stakeholders to make educated decisions regarding the company’s future” (tradução nossa: pode ajudar a determinar o valor de uma empresa e permitir que investidores, parceiros de negócios e outros investidores façam decisões informadas a respeito do futuro da empresa). Vamos observar, agora, como se estrutura um report em sua versão mais geral para, depois, analisarmos as especi�cidades do due diligence report. Aula 2 RELATÓRIO DE AUDITORIA Nesta aula, vamos analisar outro documento relevante na rotina secretarial: o due diligence report, ou seja, a versão em inglês de relatório. 22 minutos https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/atas-de-reunioes https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates Figura 1 | Report Fonte: Cotton; Falvey; Kent (2012, p. 129). As partes essenciais de um relatório, de acordo com a Figura 1, são: Título. Resumo. Introdução. Descobertas. Conclusão. Recomendações. O contexto do relatório acima aponta que a empresa em questão foi contatada por outra para averiguar a possibilidade de uma parceria. Essa informação é importante e consta já no resumo (executive summary), logo, nessa seção, já conseguimos ter uma visão geral da situação que o relatório irá abordar, mas é na introdução (introduction) que vamos ver os tópicos especí�cos que compõem o documento. Nos �ndings (descobertas), encontram-se descritas todas as descobertas, ou seja, o que foi averiguado a respeito da situação; com esses dados, é possível chegar a uma conclusão (conclusion), em que aparece, então, a decisão da empresa ou dos responsáveis. Por �m, na recomendação (recommendation), é descrita a ação a ser tomada diante desse cenário da empresa. Agora que você já conhece as características gerais de um relatório, vamos observar as partes especí�cas do due diligence report ou relatório de auditoria. RELATÓRIO DE AUDITORIA / DUE DILIGENCE REPORT Para Prachi Gupta, existem 3 tipos de due diligence reports: o de negócios, o �nanceiro e o legal. O primeiro requer que as partes envolvidas na negociação estejam de acordo; além disso, são avaliados o tipo de investimento e a probabilidade de se fechar um negócio. O segundo fornece à empresa uma visão melhor sobre a possível aquisição; por �m, o último foca os aspectos legais da transação, tanto intra como extra corporativos. Em termos de estrutura, Dawn Allcot (2020) defende a presença de alguns elementos essenciais. Na introdução, é preciso deixar claro o propósito do documento: buscar investidores, iniciar uma venda, tornar as ações públicas, investir em uma propriedade, entre outras possibilidades. Allcot (2020) propõe uma checklist com os seguintes elementos que podem constar em um due diligence report: Financial statements, including balance sheets, cash �ow statements and pro�t & loss reports (demonstrações �nanceiras, incluindo balancetes, demonstrações de �uxo de caixa e relatórios de perdas e ganhos). Company valuation(avaliação da empresa). Capital structure (estruturação de capitais). Financial projections (projeções �nanceiras). Products or services (produtos ou serviços). Capital assets (ativos de capital). Real estate (bens imóveis). Company structure (estrutura da empresa). Listing of o�cers/Board of Directors (lista de membros/corpo diretivo). Intellectual property (propriedade intelectual). Legal documents (documentoslegais). Tax information (informação �scal). Regulation (regulações). Inspections (inspeções). Employees and payroll (funcionários e folha de pagamento). Procurement data (dados de compras). List of suppliers (lista de fornecedores). Agreements (acordos). SWOT analysis (análise SWOT). Relevant market research and data (pesquisas de mercado relevantes e dados). Policies and procedures (políticas e procedimentos). Apesar de ser uma lista extensa, é preciso tornar o relatório atrativo e interessante para a leitura. Por isso, é recomendado o uso de tabelas, grá�cos e imagens, por exemplo. Quem desenvolve esse documento, geralmente, é uma equipe de desenvolvimento na própria empresa, que pode também contratar serviços externos para auxiliá-la nessa elaboração. Outra possibilidade é a contratação de uma equipe especializada no ramo da contabilidade; de qualquer modo, como pro�ssional de secretariado, é importante que você conheça esse documento, pois é um dos muitos que podem fazer parte de sua rotina. Por esse motivo, é necessário saber identi�cá-lo, dando o destino correto e necessário ao relatório. Atente-se ao caráter avaliativo que o due diligence report apresenta: é por meio dele que se pode ou não fechar um negócio (to close a deal), portanto, é imprescindível que as ideias ali presentes estejam bem expostas e organizadas. Seu papel como pro�ssional de Secretariado pode ser o de avaliar a escrita desse texto, tanto em termos formais e desvios de linguagem como em termos de clareza (coesão e coerência). Por isso, é preciso conhecê-lo, saber seu propósito, assim como de outros documentos existentes nas administrações pública e privada. APLICAÇÃO Agora, vamos visualizar e entender melhor como se estrutura um due diligence report parte por parte. Existem alguns modelos disponíveis na internet e, ao pesquisá-los, é possível perceber que todos seguem um tipo de conteúdo semelhante, variando de acordo com o objetivo da empresa naquele determinado momento, transação ou propósito. Você deve ter percebido também que existem várias seções ou tópicos nesse documento, conforme a checklist sugerida por Allcot. Por essa razão, o texto pode se tornar longo e, para �ns didáticos, vamos observar apenas algumas seções. No Saiba mais, você encontra um modelo completo de due diligence report. Observe um primeiro recorte de um relatório de auditoria em inglês: Figura 2 | Recorte de um due diligence report Fonte: adaptada de Seraf ([s. d.]). Observe que, na proposta acima, temos, no topo da primeira página do documento, um título seguido do nome da empresa, nome do CEO e data do relatório. No subtítulo seguinte, espera-se que você forneça uma descrição da empresa e sua atuação no mercado em cerca de dois parágrafos; logo abaixo, em due diligence assessment, seguem os tópicos a serem abordados no documento. No exemplo, eles estão organizados em uma tabela, o que facilita nosso entendimento e visualização. Observe essa disposição na imagem abaixo: Figura 3 | Tópicos de um due diligence report Fonte: adaptada de Seraf ([s. d.]). O tópico, aqui, é o investimento. Em rating, é dada a avaliação do comitê ou do grupo que vai avaliar a proposta, sendo que, no exemplo em questão, ela pode ser muito negativa, neutra, positiva ou muito positiva. Em remarks, constam todas as observações acerca daquele tópico descritas de maneira sucinta, mas bem completas, inclusive com questionamentos a respeito do tema. Em toda a extensão do documento, serão trabalhados diferentes tópicos seguindo-se essa mesma estrutura, como risco de falha, avaliação da liderança, tamanho do mercado, oportunidades de mercado, folhas de pagamento, entre outros. Observe outro modelo que apresenta proposta semelhante: Figura 4 | Recorte de outro modelo de due diligence report Fonte: adaptada de Smartsheet ([s. d.]). Nesse recorte, podemos constatar a mesma estrutura do modelo anterior. O que muda são algumas palavras, mas a ideia se mantém. No topo, vem o título daquela seção, que é �nanceira (�nancial); em seguida, são listadas as key �ndings (observações principais), os positives e negatives e um SWOT analysis summary (resumo da análise SWOT). Assim como na Figura 3, percebemos que é importante, em um due diligence report, apontar uma avaliação (rating ou positives e negatives), observações (remarks ou �ndings) e um tópico (topic) para cada assunto. Segundo Grupta, “A complete and a well documented Due Diligence Report supplements the decision making process” (tradução nossa: um relatório de auditoria completo e bem documentado suplementa o processo de tomada de decisão). Note que o autor reforça a questão da completude do documento e o grande valor de informação que nele existe. Ainda acrescenta: “Drafting a Due Diligence Report often seems an intimidating task but, following the right process and using the right checklists can help in making the task easier” (tradução nossa: fazer um rascunho de um relatório de auditoria frequentemente pode parecer uma tarefa intimidadora, mas seguir processos corretos e usar as checklists corretas podem ajudar a tornar a tarefa mais fácil). Veja, então, a importância de se seguir um roteiro tanto de checklist como de elaboração de rascunho antes de se chegar ao modelo �nal do relatório. VIDEOAULA O vídeo apresenta outros exemplos de relatórios, tanto o mais generalista (report) como os especí�cos de relatório de auditoria (Due Diligence Report). Além disso, serão estudadas outras seções que podem compor esse documento (employee/management, leadership assessment), diferentes das apresentadas na teoria, mas complementares às que já foram estudadas aqui e, talvez, em outras disciplinas. Saiba mais Para ler os textos citados na íntegra, visite os links abaixo: SEHGAL, D. R. How to prepare a due diligence report. 2022. Disponível em: https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/. Acesso em: 15 fev. 2022. ALLCOT, D. The complete guide to compiling a due diligence report. 2020. Disponível em: https://www.caplinked.com/blog/complete-due-diligence-checklist/. Acesso em: 15 fev. 2022. SERAF. Due diligence report template for early stage investors. [s. d.]. Disponível em: https://docs.google.com/document/d/1SC1_5IKPcOf5fKMQlVFyKQ7YIFGrwPRypEq68Po8CMk/edit. Acesso em: 15 fev. 2022. SMARTSHEET. Due diligence report template: M&A. [s. d.]. Disponível em: https://www.smartsheet.com/sites/default/�les/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A- 10584_PDF.pdf. Acesso em: 15 fev. 2022. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Aula 3 https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/ https://www.caplinked.com/blog/complete-due-diligence-checklist/ https://docs.google.com/document/d/1SC1_5IKPcOf5fKMQlVFyKQ7YIFGrwPRypEq68Po8CMk/edit https://www.smartsheet.com/sites/default/files/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A-10584_PDF.pdf https://www.smartsheet.com/sites/default/files/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A-10584_PDF.pdf INTRODUÇÃO Olá! Bem-vindo a mais uma aula da Unidade 3 da disciplina Inglês instrumental para secretariado. O documento a ser estudado, dessa vez, é o relatório �nanceiro ou �nancial reports — um documento tão importante e tão presente na rotina empresarial e na rotina secretarial de modo especí�co. Conhecer diferentes tipos textuais é imprescindível para a autonomia de um pro�ssional de secretariado, a�nal, é esperado que saibamos lidar com diversas ferramentas de comunicação, e o relatório prevê a disposição de informações oriundas de uma série de campos do conhecimento, como �nanças, contabilidade, gestão, questões legais, entre outros. Nesta aula, vamos entender melhor como dispor dados relativos às �nanças da empresa. DEFINIÇÃO DE RELATÓRIOS FINANCEIROS Um relatório �nanceiro (�nancial report) é uma coleção de dados a respeito de um aspecto de �nanças da empresa. Segundo Power (2021), esse documento é complexo e envolve a atuação de uma variedade de pro�ssionais emum ambiente empresarial. O processo de produção de relatórios é conhecido como reporting, o que, ao �nal de um ano, por exemplo, pode resultar em um �nancial statement, uma análise mais completa, que envolve mais dados durante um período de tempo mais longo. Marie Ellen Biery (2018), em seu texto para a Revista Forbes, sugere 5 tipos de relatórios considerados essenciais para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de um negócio: P&L, balance sheet, statement of cash �ows, net pro�t margin over time e AR days vs. AP days. Diante disso, vamos descrever cada um deles para que você tenha familiaridade com os termos apresentados. O primeiro, P&L, signi�ca pro�t and loss (lucro e prejuízo) e mostra os ganhos e perdas durante determinado período, o que nos ajuda a entender os custos operacionais de uma empresa. Balance sheet é o balanço patrimonial e compreende aquilo que a empresa possui (assets = ativos) e o que ela deve (liabilities = passivos), e a diferença entre esses dois gera o company's equity (títulos). Já o Statement of cash �ows é a visão geral do �uxo de caixa da empresa, ou seja, do dinheiro que está entrando na empresa e do que está saindo. Net pro�t margin over time abrange vários anos ou semestres durante determinado período e ajuda na gestão de preços e despesas; por �m, o AR days vs. AP days representa o número de dias restantes para que a empresa seja paga por seus produtos ou serviços. Já no site do governo australiano (vide Saiba mais), os modelos disponibilizados incluem menos elementos dentro do relatório: P&L statement, balance sheet e cash �ow statement. Trata-se dos relatórios que devem compor o relatório �nanceiro geral, pois fornecem visões detalhadas sobre determinados aspectos da vida �nanceira de uma empresa. Mais adiante, você verá exemplos de como esse relatório �nanceiro �nal pode ser estruturado. Alguns templates ou modelos já vêm formatados para você baixar no seu computador utilizando o programa Excel, portanto, será necessário saber usar o esquema de planilhas. De qualquer modo, esses modelos são modelos de P&L, balancetes e cash �ow statements que irão compor, no �nal, um relatório �nanceiro geral. São como pequenos relatórios dentro de um englobante, por isso, é interessante conhecer suas pequenas partes para compreender o geral do �nancial report, e é isso que faremos nas próximas seções. AS PARTES DE UM RELATÓRIO FINANCEIRO Conforme vimos, alguns autores selecionam determinados relatórios para compor o relatório �nal da empresa. Vamos concentrar nossas atenções em alguns deles agora, a começar pelo P&L ou Pro�t and loss account. O P&L, segundo Drans�eld (2002, p. 32): RELATÓRIOS FINANCEIROS Nesta aula estudaremos o relatório �nanceiro ou �nancial reports — um documento tão importante e tão presente na rotina empresarial e na rotina secretarial de modo especí�co. 20 minutos O autor fornece como exemplo o caso dos times de futebol, que apresentam um alto custo de manutenção nos salários dos jogadores e, por isso, lucros bastante irregulares a cada ano. Assim, o turnover de um time deve vir, predominantemente, de patrocínios, vendas de mercadorias e ingressos. Observe o exemplo: Figura 1 | P&L de um time de futebol Fonte: Drans�eld (2002, p. 33). No caso acima, tivemos a demonstração de um prejuízo graças ao levantamento de dados �nanceiros de um clube de futebol. O balance sheet representa, para Drans�eld (2002), um congelamento de valores da empresa para entender algum aspecto da sua situação �nanceira. Nesse caso, o aspecto que queremos saber é o que temos e o que devemos como empresa, como negócio. Isso valeria no caso de uma pergunta pessoal também, e não só para negócios, como o autor explica: Tradução nossa: Se alguém te pergunta “Qual é o valor de sua riqueza pessoal neste momento?”, uma boa resposta seria “o valor das coisas que eu possuo e o dinheiro que me devem menos o que eu devo para outras pessoas”. O mesmo é válido para uma empresa. A ideia do balancete é, portanto, fazer esse tipo de levantamento e, assim, acrescentar mais dados sobre a situação �nanceira de uma empresa. Já o cash �ow statement descreve as saídas e entradas de dinheiro em uma empresa em um determinado período, e o objetivo principal é mostrar “how the main categories of cash �ow have changed the cash balance in particular periods” (DRANSFIELD, 2002, p. 40), em português: como as principais categorias de �uxo de caixa mudaram o balanço �nanceiro em períodos especí�cos. Vamos analisar o exemplo abaixo: Figura 2 | Exemplo de cash �ow statement [...] is made as a result of the company making items which it sells, producing a service, or from trading […]. In order to work out pro�t we need to take away from the value of the sales, the cost of making those sales and the expenses of running the business. (Tradução nossa: é feito como resultado de uma empresa produzir itens que vende, realizar um serviço ou negociar ações [...]. Para que haja lucro, precisamos retirar do valor das vendas, o custo de se fazer aquelas vendas e as despesas de se ter o negócio.) If you were asked ‘What is the value of your personal wealth at this moment in time?’ A good reply would be ‘the value of those things that I own and the money that is owed to me minus what I owe to other people’. The same is true of a company. — (DRANSFIELD, 2002, p. 34) Fonte: Drans�eld (2002, p. 41). Perceba que os anos abrangidos nesse documento são 1999 e 2000. Nas primeiras linhas, vemos alguns dividendos (dividends) entrando na empresa como saldo positivo, enquanto outros, entre parênteses, como os interests paid, entram como saldos negativos. EXEMPLOS DE RELATÓRIOS FINANCEIROS Agora que você conhece um relatório �nanceiro e os dados que compõem esse documento, é importante que veja mais exemplos para se familiarizar cada vez mais com o gênero e a linguagem utilizada. Como você deve ter notado até então, existem diversos termos que são técnicos e especí�cos do inglês empresarial para questões �nanceiras e contábeis e cujas traduções nem sempre conseguimos deduzir. Assets e liabilities, por exemplo, não se parecem com suas traduções em português. Quando trabalhamos com planilhas no Excel, alguns passos podem ser mais fáceis em termos de cálculos. Ao baixarmos uma planilha com alguns dados prontos, é possível apenas alimentá-la com os dados relativos à sua empresa e, a partir daí, gerar seu relatório personalizado. É o que o exemplo abaixo ilustra: Figura 3 | Relatório �nanceiro em uma planilha de Excel Fonte: adaptada de Microsoft Corporation ([s. d.]). Os anos comparados nesse relatório são 2017 e 2018, e em todas as métricas aplicadas, houve casos de crescimento, seja de revenues (receitas) seja de operating pro�t (lucro operacional). A porcentagem foi calculada pelo próprio programa Excel, que utiliza fórmulas para entender os dados alimentados na planilha. O mesmo ocorre com de menor extensão, como pode ser o caso de um balance sheet em uma planilha, como podemos constatar na �gura abaixo: Figura 4 | Exemplo de balance sheet em uma planilha de Excel Fonte: adaptada de Business Victoria (2022). No exemplo acima, observamos um balancete de uma empresa chamada Joe’s Motorbike Tyres. O período coberto é o primeiro ano de seu funcionamento, conforme vemos na parte superior da planilha (“as at end of year one”). Vemos que estão descritos os assets (ativos), os liabilities (passivos) e o shareholder’s equity (capital do acionista) com seus respectivos valores. Por �m, o valor do patrimônio líquido (net asset) dessa empresa no �nal do ano em questão foi de $ 45.200. Para gerar um cash�ow statement serão precisos outros dados, como o próprio balance sheet mais o P&L. Veja como isso funciona com a mesma empresa �ctícia em uma planilha: Figura 5 | Exemplo de cash�ow statement em uma planilha de Excel Fonte: adaptada de Business Victoria (2022). Perceba como alguns dados conversam entre si para formarmos um statement ofcash�ows, que ocupa a parte central da Figura 5. Esses dados são necessários e provenientes de análises que devemos fazer previamente, como o Balance sheet à esquerda e o Pro�t and loss statement (P&L) à direita na �gura. Ainda que se trate de diversos dados, é importante saber identi�cá-los e o que dizem em termos gerais. É evidente que, em muitos casos, é o setor de contabilidade que será responsável por alimentar esses números ou, ainda, algum tipo de serviço de consultoria externa; de qualquer modo, como pro�ssional de secretariado, é relevante que você tenha conhecimento desse tipo de linguagem para se posicinar no ambiente empresarial. Esse conhecimento pode gerar um empoderamento, possibilitando acessos a outras áreas e oportunidades na empresa. Quanto mais habituados estivermos com um documento e com a linguagem utilizada nele, mais propriedade teremos para dar sequência a essa e outras análises que poderão ser requeridas a nós. VIDEOAULA O vídeo traz exemplos de Balance sheet, P&L e Cash�ow statements diferentes dos que foram abordados nas partes escrita e teórica. Além disso, nele, serão apresentados os conceitos de cada tipo de relatório que pode compor o relatório �nal de uma empresa, bem como alguns termos técnicos, característicos do inglês empresarial, serão explicados e detalhados. Saiba mais O site da Microsoft disponibiliza templates para alguns tipos de texto. No link abaixo, você encontra um modelo pronto para um relatório �nanceiro anual. MICROSOFT CORPORATION. Annual �nancial report. [s. d.]. Disponível em: https://templates.o�ce.com/en-ca/annual-�nancial-report-tm00000051. Acesso em: 16 fev. 2022. O site do governo australiano também disponibiliza um modelo no programa Excel para você montar seu próprio arquivo de �nancial statement. BUSINESS VICTORIA. Financial statements template. [s. d.]. Disponível em: https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/�nancial-statements-template. Acesso em: 16 fev. 2022. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. https://templates.office.com/en-ca/annual-financial-report-tm00000051 https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/financial-statements-template INTRODUÇÃO Olá! Bem-vindo à última aula da Unidade 3. Aqui, vamos abordar o processo de recrutamento, que envolve a contratação em processos seletivos em empresas. O objetivo é que você conheça algumas dicas tanto para contratadores (employers) como para possíveis contratados que se tornarão employees (funcionários). Você irá aprender algumas dicas e sugestões sobre entrevistas, currículo e anúncio de vaga de emprego, portanto, �que atento às informações, pois elas serão úteis para quando você estiver empregado, para quando estiver participando, dentro da empresa, de um processo seletivo para a contratação de novos colaboradores ou para quando estiver em busca de novas oportunidades no mercado. PROCESSO DE CONTRATAÇÃO – HIRING O processo de contratação (hiring, recruiting) deve mobilizar setores da empresa responsáveis pela gestão de pessoas e pelos recursos humanos. Outra área que tem sido incluída é a de marketing, consolidando o que chamamos de employer branding. De acordo com Madruga (2022), esse conceito representa uma união entre marketing e gestão de pessoas com o objetivo de favorecer tanto um candidato a uma vaga como o employee, ou seja, aquela pessoa que já trabalha na empresa. Dessa forma, constrói-se uma marca para a empresa (brand = marca) atrelada ao processo de recrutamento. Segundo o autor, existem 7 qualidades importantes para se identi�car em uma pessoa talentosa; ela deve ser alcançável, sensível, brilhante, valiosa, lapidável, única e escassa. Já na parte do empregador (employer), existem alguns passos a serem tomados. De acordo com a página BDC (Business Development Bank of Canada), “Many entrepreneurs have good instincts about whether someone is right or not for the job. But you shouldn't rely just on gut feelings. The recruitment decision should be founded on solid, objective factors” ([s. d., s. p.]). Em português: Muitos empreendedores possuem bons instintos sobre quem é certo ou não para o emprego. Mas você não deve con�ar apenas em seus instintos. A decisão de recrutamento deve estar fundada em fatores sólidos e objetivos. Por isso, alguns dos passos sugeridos pela instituição são os seguintes: Assess your company’s culture (avalie a cultura de sua empresa). Create detailed job descriptions (crie descrições de emprego detalhadas). Prepare well structured interviews (prepare entrevistas bem estruturadas). Test (teste). Look Beyond the CV (olhe além do currículo). Ask for references (peça referências). Bring them onboard (integre-os na equipe da empresa). Alguns detalhes sobre cada tópico serão explicados mais adiante. De qualquer forma, deve-se investir bastante tempo e trabalho no processo de recrutamento, pois, ao fazê-lo, podem-se economizar recursos valiosos para a empresa. O site da Forbes, referência no mundo dos negócios, sugere apenas 4 segredos quando se trata do processo de contratação: Uncover what great talent really looks like (De�na o que é um grande talento). Get your employees more involved during hiring (Envolva mais seus funcionários durante o processo de contratação). Aula 4 CONTRATANDO PESSOAS CERTAS Nesta aula, conheceremos algumas dicas tanto para contratadores (employers) como para possíveis contratados que se tornarão employees (funcionários). 23 minutos Don’t rush any decisions (Não se apresse nas decisões). Think quality over quantity’(Priorize qualidade e não quantidade). Utilizar os próprios funcionários para encontrar novos talentos pode ser um bom recurso no processo de recruitment. Algumas recomendações de employees também podem ser úteis, pois eles conhecem os requisitos para se trabalhar na empresa, conhecem a cultura organizacional e as habilidades requeridas para a maioria dos cargos. Nas seções seguintes, vamos desenvolver alguns dos tópicos citados acima para nos aprofundarmos no processo de recrutamento segundo recomendações de especialistas da área, bem como observar exemplos de job description, CVs ou resumes (currículos) e interviews (entrevistas). RECRUITMENT, INTERVIEWS, JOB DESCRIPTION, RESUMES Foram citadas algumas dicas do site BDB, agora, vamos detalhar algumas delas. Assess your company’s culture: nesse passo, é importante pensar na missão, na visão e nos valores da empresa de forma geral, questionando se aquele candidato se encaixaria nessa cultura organizacional já estabelecida. Create detailed job descriptions: o anúncio de emprego deve conter todas as habilidades necessárias para cada cargo e não algo generalista, assim, há mais chances de se encontrar candidatos que se alinhem com o per�l do cargo e da empresa. Prepare well structured interviews: estabelecer uma série de critérios antes mesmo da entrevista pode ajudar o empregador a criar um scorecard, como uma tabela de pontos, para avaliar cada candidato. A avaliação de comportamento é uma ferramenta útil para saber como o candidato se comportou em diferentes situações nas esferas pro�ssional e pessoal. Test: a aplicação de testes valida se o candidato possui aquelas habilidades requeridas no anúncio (job description). Look beyond the CV: ater-se apenas ao papel nem sempre é a melhor solução, por isso, é importante perguntar ao candidato suas ambições, expectativas e interesses. Ask for references: conhecer pessoas que já trabalharam com o candidato ou empresas por onde ele já passou pode ser relevante na hora de �rmar uma decisão sobre sua contratação. Bring them onboard: essa etapa envolve não só o treinamento do candidato mas também a mentoria dele com um employee que já está na empresa há algum tempo. Já a respeito das dicas fornecidas pela Forbes, detalharemos os seguintes pontos: Uncover what great talent really looks like: de�nir o que é talento para a própria empresa é um primeiro passo para se criar uma estratégiade busca de um candidato com o per�l desejado previamente traçado. Get your employees more involved during hiring: envolver o candidato com o setor onde ele potencialmente vai atuar é importante já no processo seletivo. Outro ponto relevante é organizar uma apresentação do candidato para sua equipe, pois, assim, pode-se perceber como ele organiza e expõe suas ideias, algo que nem sempre é possível de avaliar nas entrevistas. Don’t rush any decisions: conhecer o candidato leva tempo e, por isso, não é recomendado apressar decisões. Esse ponto dialoga com o primeiro, pois, nele, avalia-se a adequabilidade do candidato à cultura organizacional, o que é um processo demorado. Think quality over quantity: focar a qualidade e não na quantidade é um elemento-chave na contratação, pois muitos candidatos inscrevem-se, também, em outros processos seletivos. Portanto, uma grande quantidade de pessoas trabalhando não implica, necessariamente, uma entrega de qualidade de trabalho. Outro ponto importante abordado por Madruga (2022) é a reputação da empresa. Como as informações são veiculadas de forma muito rápida na internet, um processo seletivo fraco pode afetar a reputação da empresa. Por isso, o processo de recrutamento é importante não só para �ns de contratação como para o “branding”. MODELOS DE JOB DESCRIPTION, RESUME E INTERVIEW Vamos analisar, agora, alguns documentos importantes no processo de recrutamento (recruiting). Focaremos três deles: job description, resume ou CV e interview. A descrição de vagas deve ser completa e informativa. Observe o exemplo abaixo: Figura 1 | Job description Fonte: Cotton, Falvey e Kent (2012, p. 12). Note que as características pedidas pela empresa em questão estão relacionadas tanto a características pro�ssionais e educacionais (academic background) como de personalidade (strong personality, energetic, dynamic, enthusiastic). Além disso, é descrito o que se espera do candidato, como aumento nas vendas (increasing sales), melhoria de estratégias de marketing (developing marketing strategies), condução de pesquisas (carrying out market research) e coordenação de equipes (coordinating the work of the sales team). Segundo Madruga (2022, p. 145), a “employer branding” envolve desde esta etapa de “elaboração inteligente do conteúdo do anúncio até a ambientação do recém-chegado” ou bringing them onboard, conforme vimos. Trata-se do primeiro passo no processo de recruitment por parte da empresa, e a garantia de um bom anúncio pode representar um aumento nas chances de se encontrar um talento. Em relação ao currículo (resume na América do Norte e CV no Reino Unido), não existe um modelo, mas o layout deve ser atrativo e de fácil leitura. Apesar de não haver um padrão, algumas informações são indispensáveis, como personal details (informações pessoais), objective (objetivo), educational background (experiência acadêmica), work or internship experience (experiência de trabalho ou estágio), skills (habilidades) e, opcionalmente, references (referências). Observe um exemplo: Figura 2 | Exemplo de resume Fonte: University of Houston ([s. d., s. p.]). Atente-se, em primeiro lugar, às informações do cabeçalho, como nome, telefone, cidade e e-mail. No exemplo, temos, aliás, a sugestão de colocar o endereço do LinkedIn, mídia social em que se veiculam informações sobre trabalho, vagas, anúncios etc. Logo em seguida, você pode inserir informações sobre sua formação acadêmica (education), no entanto, algumas seções são opcionais, como você pode notar pelos destaques em vermelho (optional). Entre as consideradas obrigatórias, observamos, ainda, os tópicos “experience”, que representa as experiências pro�ssionais, e “skills”, em que você pode inserir os idiomas que fala, os programas e sistemas em que você possui habilidades. A respeito da entrevista, não existe um modelo ideal de conduzi-la ou perguntas corretas a serem feitas, mas é possível traçar algumas considerações sobre as melhores maneiras de realizá-la, a �m de se encontrar o candidato ideal. Segundo Stewart e Cash (2015, p. 63): O ato de informar o objetivo, a natureza e o uso das informações em uma entrevista de emprego pode parecer desnecessário, mas é um ponto importante para o recrutador e para o possível employee. Além disso, os autores ainda recomendam que o candidato se conheça, pois a melhor forma de se vender é conhecendo suas potencialidades. Você pode dar início a uma entrevista com um recrutador ou este pode iniciá-la com você. Entretanto, a situação pode determinar quem inicia uma entrevista e com quem [...]. Para melhorar o clima de uma entrevista, deve-se começar diretamente, sem a intervenção de terceiros. Na entrevista, devem-se informar ao entrevistado o objetivo, a natureza e o uso das informações a serem trocadas. Conforme abordado anteriormente, a entrevista é mais um processo dentro do recrutamento que deve envolver mais de um setor e pessoas da empresa. No Saiba mais, você encontra diversas perguntas típicas de entrevistas de emprego em inglês. VIDEOAULA O vídeo aborda o processo seletivo de forma geral e as especi�cidades de anúncios de emprego (job description), como montar um currículo (resume), como se preparar e como conduzir uma entrevista (job interview). Alguns exemplos diferentes, vindos de sites e de vagas reais, são apresentados e discutidos um a um. Saiba mais Assista à entrevista de Mary Wenrick, Chief Champion of Culture, da empresa VAP (Value Added Packing Inc.), em que ela discute, brevemente, a importância de se ter uma equipe forte na empresa. AILERON. Slow to hire, quick to �re. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=gmHlycOXyxc. Acesso em: 16 fev. 2022. Leia o artigo abaixo com 125 perguntas possíveis de serem feitas em uma entrevista de emprego. INDEED. 125 common interview questions and answers (with tips). 2021. Disponível em: https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers. Acesso em: 16 fev. 2022. Assista à entrevista de Elon Musk sobre como ele conduz suas entrevistas e contrata candidatos. ELON MUSK VIRAL VIDEOS. Elon Musk’s 60-seconds guide to hiring the right people. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw. Acesso em: 16 fev. 2022. O recrutamento de pessoal também é uma responsabilidade de linha e uma função de sta�. A rigor, toda a organização deve estar engajada no processo de recrutar pessoas: trata-se de responsabilidade que deve ser compartilhada por todas as áreas e por todos os níveis. — (CHIAVENATO, 2015, p. 70) Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Aula 1 CASTRO, S. de. Ata. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/ata.htm. Acesso em: 25 fev. 2022. DUBICKA, I.; O’KEEFFE, M. Advanced market leader business english course book. 3. ed. London: Pearson English, 2011. GET GURU. How to write meeting minutes with templates and examples. [s. d.]. Disponível em: https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates. Acesso em: 15 fev. 2022. REFERÊNCIAS 4 minutos https://www.youtube.com/watch?v=gmHlycOXyxc https://www.youtube.com/watch?v=gmHlycOXyxc https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw https://brasilescola.uol.com.br/redacao/ata.htm https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates INGHAM, D. These minutes took 22 hours: the rhetorical situation of the meeting minute-taker. In: MACLENNAN, J. (Org.). Readings for technical communication. Ontario: Oxford University Press, 2018. p. 229-231. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 3, de 23 de junho de 2005. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo e dá outras providências. Brasília, DF. 2005. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces003_05.pdf. 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