Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Imprimir
INTRODUÇÃO
Bem-vindo a mais uma aula de inglês instrumental para secretariado. Agora, vamos dar início a uma parte de
assessoria executiva em que vamos abordar alguns tópicos sobre a escrita de documentos empresariais em
inglês. Sabemos que, como pro�ssionais de Secretariado, somos responsáveis pela redação e/ou revisão de
alguns documentos na empresa, de acordo com a Resolução nº 3, de 23 de junho de 2005, do Ministério da
Educação, por isso, é preciso conhecê-los bem.
Nesta aula, o documento principal a ser abordado é a ata de reunião ou minutes, em inglês. Trata-se de um
importante registro que, na maioria das vezes, precisa ser redigido no momento da reunião, e é importante
que você o conheça bem. Portanto, além da parte teórica, você pode buscar exemplos de atas na internet
para se familiarizar com os tipos existentes.
DEFINIÇÕES INICIAIS DAS MINUTES
As meeting minutes, minutas de reunião ou atas de reunião são um registro de todos os pontos importantes
abordados durante uma reunião em uma organização. Além disso, nelas, são registradas as decisões tomadas
naquela ocasião, assim como quem estava presente e quais assuntos foram abordados.
Em algumas organizações e em algumas ocasiões, as atas podem ser �nalizadas mais tarde, não
imediatamente após a reunião, portanto, quem a redige tem mais tempo para estruturar melhor o texto. No
entanto, quando é preciso que esse documento esteja pronto logo após a reunião, não há tempo para muitas
correções, assim, é preciso fazê-las naquele momento, de modo a não deixar margem para possíveis
alterações ou fraudes no documento.
As atas  variam  de acordo com a natureza da reunião e da organização. No entanto, alguns dados são
essenciais para registro e valor desse documento, como:  dia, mês e hora da reunião, local, pessoas presentes
e seus respectivos cargos, a ordem dos acontecimentos (discussão, votação, deliberação) e o fecho.
As atas devem ser assinadas para validação; às vezes, todos os membros presentes assinam, mas pode
acontecer de apenas o presidente e o secretário ou a secretária assinarem. Pode ocorrer, ainda, de haver um
secretário “ah hoc”, ou seja, alguém designado para aquela função naquela ocasião exclusivamente, porque o
responsável, em princípio, não pôde comparecer à reunião.
Caso sejam detectados erros durante a escrita da ata, é comum colocarmos “digo”, seguido do que realmente
se queria dizer. Caso o erro seja percebido ao �nal, geralmente, escreve-se: “em tempo: na linha em que se lê
x, leia-se y”. 
Você irá perceber mais adiante que as minutes podem parecer mais simples e diretas, pois abordam,
sobretudo, as decisões tomadas. Além disso, nem sempre vão ter um caráter predominantemente narrativo
como ocorre com as nossas, em português. De qualquer forma, todas as informações relevantes devem
constar nas minutes, pois, apesar de sua estrutura mudar de organização para organização, são os dados ou
as decisões tomadas na reunião que irão importar para o registro da ata, assim como sua validade na
instituição.
Dubicka e O’Kee�e (2011) nos fornecem algumas dicas a respeito de reuniões e de meeting minutes, como
estabelecer uma data para a próxima reunião, tornar as minutes curtas e concisas e enviá-las em um prazo de
até 24 horas.
Aula 1
MINUTAS DE UMA REUNIÃO
Nesta aula veremos a parte de assessoria executiva ,em que vamos abordar alguns tópicos sobre a
escrita de documentos empresariais em inglês.
20 minutos
A seguir, vamos conhecer a estrutura de uma meeting minute concisa, chamada de action points, e compará-
la com as ideias e a estrutura de uma ata em português, a �m de avaliarmos semelhanças e diferenças entre
elas.
MEETING MINUTES, ACTION POINTS E ATAS
Dubicka e O’Kee�e (2011) recomendam que, antes de uma reunião, seja feita uma agenda em que constem os
objetivos daquele encontro e, ao �nal, que essa agenda seja checada novamente, para se conferir se todos os
propósitos foram cumpridos. As autoras ainda advertem para uma efetiva convocação de membros para a
reunião, pessoas que possam, de fato, contribuir para a tomada de decisões e solução de problemas.
As autoras, ainda, distinguem dois tipos de documentos: action points e full minutes. Os primeiros são mais
concisos e diretos, focam as decisões tomadas e as próximas ações a serem empreendidas; já os últimos são
as tradicionais atas, mais detalhadas, extensas e narrativas. Observe um exemplo de action points/minutes
resgatado de Dubicka e O’Kee�e (2011, p. 144).
Figura 1 | Modelo de minutes
Fonte: Dubicka e O’Kee�e (2011, p. 144).
Vamos detalhar, agora, algumas partes da estrutura desse documento.
No cabeçalho, seção que corresponde à parte superior da folha, devem constar os seguintes elementos: o
assunto da reunião (“Minutes of meeting on our commitment to corporate responsability”), a data (“date”), o
local (“venue”) e os nomes dos presentes (“present”). Em seguida, no corpo, devem constar as discussões
empreendidas naquela ocasião, enumeradas e intituladas, e, abaixo de cada título, as decisões tomadas
referentes àquele assunto, assim como os nomes das pessoas envolvidas. Caso haja algo a ser feito em um
futuro próximo, deve ser estabelecido um prazo (“deadline”). Na parte �nal do documento, ao �nal da página
(“bottom of the page”), aparecem, novamente data, local e objetivo da próxima reunião, assim como a
assinatura dos responsáveis pela escrita do documento ou de todos os presentes, se for o caso.
Existem alguns pontos que devemos evitar ao elaborarmos minutes. Por se tratar de um documento público
cujo acesso pode ser solicitado por qualquer pessoa, não é recomendado incluir citações diretas no
documento, pois, mesmo sem os nomes, é possível identi�car alguém pela maneira de falar. Além disso, não
podemos esquecer que, nas minutes, não é preciso colocar listas de afazeres ou planos para o futuro.
Em termos retóricos, as “minutes”, segundo Ingham (2008), apresentam uma alta complexidade, pois
envolvem um público muito diverso e, portanto, propósitos também diversos. É preciso estar atento às
situacionalidades envolvidas em cada ocasião, ou seja, em cada meeting, para que as minutes se adequem ao
evento.
PRÁTICAS E COMPARAÇÕES
Você deve ter notado que existem diferenças entre as atas que fazemos em português e o modo como são
feitas em inglês. Em ambos os casos, é importante saber que as informações essenciais devem estar nos dois
modelos, mas o modo como elas serão registradas podem mudar, como a disposição das informações e a
ordem dos dados.
Em português, por exemplo, escrevemos um texto contínuo, não deixando espaço para paragrafação.
Preferimos, também, escrever tudo por extenso, justamente para evitar fraudes e correções indevidas ou não
marcadas. Por outro lado, no modelo trazido em inglês, percebemos que essas regras não se aplicam:
existem, sim, números e abreviações, além de parágrafos e demais espaços. Observe mais um exemplo:
Figura 2 | Exemplos de minutes
Fonte: Morand (2020, [s. p.]).
Vamos analisar mais um exemplo. De início, perceba que as informações do cabeçalho se mantêm: nome da
organização, data e local. As pessoas presentes, assim como os cargos que ocupam, também aparecem como
uma das primeiras informações, antes da apresentação do que foi discutido e decidido na reunião. Antes do
término da redação, foram colocadas, ainda, Additions to the Agenda — acréscimos ao que já estava previsto
para ser discutido naquela reunião.
Ainda constam as ausências (“absent”), a aprovação da “agenda” antes da reunião e os tópicos discutidos. Ao
�nal, delimita-se uma “agenda” para a próxima reunião (“agenda for next meeting”), com data, hora e local
(“adjournment”). Nas últimas linhas, temos os responsáveis pelo envio do documento (“minutes submitted by”)
e sua aprovação (“approved by”).
Você já deve ter visto atas em português um pouco diferentes das apresentadas em inglês. Os modelos mais
usados são aqueles em que se escreve por toda a extensão da página,sem deixar margens e brechas para
adições e fraudes. É certo que, com o passar do tempo, as atas se tornaram mais digitais, ou seja, feitas em
computadores, por exemplo, e não exclusivamente em livros de forma manuscrita. Vamos analisar a ata
seguinte e compará-la com as meeting minutes vistas anteriormente:
Figura 3 | Ata de reunião em universidade
Fonte: Universidade Federal de Alfenas (2019, p. 1).
Note como a estrutura de uma ata pode ser diferente das minutes. Aqui, também temos um cabeçalho com
as informações da instituição (pública) seguido do título da ata. Logo abaixo, temos o texto todo por extenso,
inclusive as informações de data e hora também por extenso. Em seguida, vemos quem estava presente e os
assuntos abordados destacados em negrito. O conteúdo em ambas é, basicamente, o mesmo, mas a forma
como as informações estão dispostas muda bastante. Nas minutes, são visíveis as paragrafações, os espaços
entre as informações e os números referentes às datas e horas; já na ata, não há espaço entre as informações
abordadas nas reuniões, pois elas não estão organizadas em subtítulos como nas minutes. Além disso, todos
os dados são apresentados por extenso.
VIDEOAULA
No vídeo, serão explicadas as diferenças entre as minutes e as atas em português. Quais informações devem
conter uma ata? São as mesmas das meeting minutes? Analisaremos,      também, a estrutura das meeting
minutes por seções com mais exemplos e possibilidades de mudanças, para que o aluno se sinta con�ante em
elaborar esse documento na língua estrangeira.
 Saiba mais
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Em sites de órgãos públicos, é comum disponibilizarem atas de reuniões e assembleias. A Universidade
Federal de Alfenas – Unifal, por exemplo, disponibiliza uma série de atas de reuniões de colegiado. Caso
você queira conhecer mais a estrutura desse documento em português, visite o site da instituição:
https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/atas-de-reunioes.
No site Get Guru, existe uma série de dicas de como escrever minutes em inglês, qual a melhor estrutura,
como estruturar a “agenda” e até como se preparar para a reunião.
GET GURU. How to write meeting minutes with templates and examples. [s. d.]. Disponível em:
https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates. Acesso em: 15 fev. 2022.
INTRODUÇÃO
Bem-vindo a mais uma aula da Unidade 3 de Inglês instrumental para secretariado. Dessa vez, vamos analisar
outro documento relevante na rotina secretarial: o relatório. Além de conhecermos mais sobre ele, vamos
descobrir em quais pontos ele se aproxima ou se distancia dos due diligence report, ou seja, a versão em
inglês dos relatórios. Partiremos de alguns conceitos básicos, passando pela estrutura do documento em si,
para chegarmos a alguns exemplos e conclusões sobre a melhor maneira de redigi-lo.
Você irá aprender esse gênero tão importante para a comunicação e registro empresarial tanto em português
como em inglês. Vamos começar?
O RELATÓRIO
Em primeiro lugar, precisamos compreender o que é um relatório e quais são os objetivos de se fazer um
documento como esse.
Segundo Cotton, Falvey e Kent (2010), um relatório, de forma geral, deve ser organizado com as informações
dispostas em uma ordem lógica. Para os autores, não existe um formato padrão a se seguir para elaborar um
relatório, pois isso vai depender do estilo da empresa e do tipo de relatório objetivado.
A função do relatório é relatar, reportar algo, além de representar um estudo detalhado a respeito de algumas
questões que podem estar afetando o bom funcionamento de um processo gerencial, por exemplo. No
relatório de auditoria, especi�camente, nossos olhos vão se voltar mais atentamente ao que está sendo
levantado antes de se fazer uma compra ou se fechar um negócio com alguma empresa ou investidores.
Segundo Prachi Gupta, autor do texto How to prepare a due diligence report, esse tipo de documento pode
ser de�nido como “a conscious analysis and research done by reasonable businesses or companies before
investing or carrying out any transaction. It is when this act is summarised in the form of a report” (tradução
nossa: uma análise e pesquisa conscientes feitas por negócios e empresas apropriadas antes de investirem ou
darem continuidade a uma transação. É quando o ato é resumido em uma forma de relatório).
De forma semelhante, segundo Dawn Allcot (2020, [s. p.]), que assina a autoria do texto The complete guide to
compiling a due diligence report, o documento “can help determine a company’s valuation and enable
investors, business partners and other stakeholders to make educated decisions regarding the company’s
future” (tradução nossa: pode ajudar a determinar o valor de uma empresa e permitir que investidores,
parceiros de negócios e outros investidores façam decisões informadas a respeito do futuro da empresa).
Vamos observar, agora, como se estrutura um report em sua versão mais geral para, depois, analisarmos as
especi�cidades do due diligence report.
Aula 2
RELATÓRIO DE AUDITORIA
Nesta aula, vamos analisar outro documento relevante na rotina secretarial: o due diligence report, ou
seja, a versão em inglês de relatório.
22 minutos
https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/atas-de-reunioes
https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates
Figura 1 | Report
Fonte: Cotton; Falvey; Kent (2012, p. 129).
As partes essenciais de um relatório, de acordo com a Figura 1, são:
Título.
Resumo.
Introdução.
Descobertas.
Conclusão.
Recomendações.
O contexto do relatório acima aponta que a empresa em questão foi contatada por outra para averiguar a
possibilidade de uma parceria. Essa informação é importante e consta já no resumo (executive summary),
logo, nessa seção, já conseguimos ter uma visão geral da situação que o relatório irá abordar, mas é na
introdução (introduction) que vamos ver os tópicos especí�cos que compõem o documento. Nos �ndings
(descobertas), encontram-se descritas todas as descobertas, ou seja, o que foi averiguado a respeito da
situação; com esses dados, é possível chegar a uma conclusão (conclusion), em que aparece, então, a decisão
da empresa ou dos responsáveis. Por �m, na recomendação (recommendation), é descrita a ação a ser
tomada diante desse cenário da empresa.
Agora que você já conhece as características gerais de um relatório, vamos observar as partes especí�cas do
due diligence report ou relatório de auditoria.
RELATÓRIO DE AUDITORIA / DUE DILIGENCE REPORT
Para Prachi Gupta, existem 3 tipos de due diligence reports: o de negócios, o �nanceiro e o legal. O primeiro
requer que as partes envolvidas na negociação estejam de acordo; além disso, são avaliados o tipo de
investimento e a probabilidade de se fechar um negócio. O segundo fornece à empresa uma visão melhor
sobre a possível aquisição; por �m, o último foca os aspectos legais da transação, tanto intra como extra
corporativos.      
Em termos de estrutura, Dawn Allcot (2020) defende a presença de alguns elementos essenciais. Na
introdução, é preciso deixar claro o propósito do documento: buscar investidores, iniciar uma venda, tornar as
ações públicas, investir em uma propriedade, entre outras possibilidades. Allcot (2020) propõe uma checklist
com os seguintes elementos que podem constar em um due diligence report:
Financial statements, including balance sheets, cash �ow statements and pro�t & loss reports
(demonstrações �nanceiras, incluindo balancetes, demonstrações de �uxo de caixa e relatórios de
perdas e ganhos).
Company valuation(avaliação da empresa).
Capital structure (estruturação de capitais).
Financial projections (projeções �nanceiras).
Products or services (produtos ou serviços).
Capital assets (ativos de capital).
Real estate (bens imóveis).
Company structure (estrutura da empresa).
Listing of o�cers/Board of Directors (lista de membros/corpo diretivo).
Intellectual property (propriedade intelectual).
Legal documents (documentoslegais).
Tax information (informação �scal).
Regulation (regulações).
Inspections (inspeções).
Employees and payroll (funcionários e folha de pagamento).
Procurement data (dados de compras).
List of suppliers (lista de fornecedores).
Agreements (acordos).
SWOT analysis (análise SWOT).
Relevant market research and data (pesquisas de mercado relevantes e dados).
Policies and procedures (políticas e procedimentos).
Apesar de ser uma lista extensa, é preciso tornar o relatório atrativo e interessante para a leitura. Por isso, é
recomendado o uso de tabelas, grá�cos e imagens, por exemplo. Quem desenvolve esse documento,
geralmente, é uma equipe de desenvolvimento na própria empresa, que pode também contratar serviços
externos para auxiliá-la nessa elaboração. Outra possibilidade é a contratação de uma equipe especializada
no ramo da contabilidade; de qualquer modo, como pro�ssional de secretariado, é importante que você
conheça esse documento, pois é um dos muitos que podem fazer parte de sua rotina. Por esse motivo, é
necessário saber identi�cá-lo, dando o destino correto e necessário ao relatório.
Atente-se ao caráter avaliativo que o due diligence report apresenta: é por meio dele que se pode ou não
fechar um negócio (to close a deal), portanto, é imprescindível que as ideias ali presentes estejam bem
expostas e organizadas. Seu papel como pro�ssional de Secretariado pode ser o de avaliar a escrita desse
texto, tanto em termos formais e desvios de linguagem como em termos de clareza (coesão e coerência). Por
isso, é preciso conhecê-lo, saber seu propósito, assim como de outros documentos existentes nas
administrações pública e privada.
APLICAÇÃO
Agora, vamos visualizar e entender melhor como se estrutura um due diligence report parte por parte.
Existem alguns modelos disponíveis na internet e, ao pesquisá-los, é possível perceber que todos seguem um
tipo de conteúdo semelhante, variando de acordo com o objetivo da empresa naquele determinado
momento, transação ou propósito.
Você deve ter percebido também que existem várias seções ou tópicos nesse documento, conforme a
checklist sugerida por Allcot. Por essa razão, o texto pode se tornar longo e, para �ns didáticos, vamos
observar apenas algumas seções. No Saiba mais, você encontra um modelo completo de due diligence report.
Observe um primeiro recorte de um relatório de auditoria em inglês:
Figura 2 | Recorte de um due diligence report
Fonte: adaptada de Seraf ([s. d.]).
Observe que, na proposta acima, temos, no topo da primeira página do documento, um título seguido do
nome da empresa, nome do CEO e data do relatório. No subtítulo seguinte, espera-se que você forneça uma
descrição da empresa e sua atuação no mercado em cerca de dois parágrafos; logo abaixo, em due diligence
assessment, seguem os tópicos a serem abordados no documento. No exemplo, eles estão organizados em
uma tabela, o que facilita nosso entendimento e visualização. Observe essa disposição na imagem abaixo:
Figura 3 | Tópicos de um due diligence report
Fonte: adaptada de Seraf ([s. d.]).
O tópico, aqui, é o investimento. Em rating, é dada a avaliação do comitê ou do grupo que vai avaliar a
proposta, sendo que, no exemplo em questão, ela pode ser muito negativa, neutra, positiva ou muito positiva.
Em remarks, constam todas as observações acerca daquele tópico descritas de maneira sucinta, mas bem
completas, inclusive com questionamentos a respeito do tema.
Em toda a extensão do documento, serão trabalhados diferentes tópicos seguindo-se essa mesma estrutura,
como risco de falha, avaliação da liderança, tamanho do mercado, oportunidades de mercado, folhas de
pagamento, entre outros. Observe outro modelo que apresenta proposta semelhante:
Figura 4 | Recorte de outro modelo de due diligence report
Fonte: adaptada de Smartsheet ([s. d.]).
Nesse recorte, podemos constatar a mesma estrutura do modelo anterior. O que muda são algumas palavras,
mas a ideia se mantém. No topo, vem o título daquela seção, que é �nanceira (�nancial); em seguida, são
listadas as key �ndings (observações principais), os positives e negatives e um SWOT analysis summary
(resumo da análise SWOT). Assim como na Figura 3, percebemos que é importante, em um due diligence
report, apontar uma avaliação (rating ou positives e negatives), observações (remarks ou �ndings) e um tópico
(topic) para cada assunto.
Segundo Grupta, “A complete and a well documented Due Diligence Report supplements the decision making
process” (tradução nossa: um relatório de auditoria completo e bem documentado suplementa o processo de
tomada de decisão). Note que o autor reforça a questão da completude do documento e o grande valor de
informação que nele existe. Ainda acrescenta: “Drafting a Due Diligence Report often seems an intimidating
task but, following the right process and using the right checklists can help in making the task easier” (tradução
nossa: fazer um rascunho de um relatório de auditoria frequentemente pode parecer uma tarefa
intimidadora, mas seguir processos corretos e usar as checklists corretas podem ajudar a tornar a tarefa mais
fácil). Veja, então, a importância de se seguir um roteiro tanto de checklist como de elaboração de rascunho
antes de se chegar ao modelo �nal do relatório.
VIDEOAULA
O vídeo apresenta outros exemplos de relatórios, tanto o mais generalista (report) como os especí�cos de
relatório de auditoria (Due Diligence Report). Além disso, serão estudadas outras seções que podem compor
esse documento (employee/management, leadership assessment), diferentes das apresentadas na teoria,
mas complementares às que já foram estudadas aqui e, talvez, em outras disciplinas.
 Saiba mais
Para ler os textos citados na íntegra, visite os links abaixo:
SEHGAL, D. R. How to prepare a due diligence report. 2022. Disponível em:
https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/. Acesso em: 15 fev. 2022.
ALLCOT, D. The complete guide to compiling a due diligence report. 2020. Disponível em:
https://www.caplinked.com/blog/complete-due-diligence-checklist/. Acesso em: 15 fev. 2022.
SERAF. Due diligence report template for early stage investors. [s. d.]. Disponível em:
https://docs.google.com/document/d/1SC1_5IKPcOf5fKMQlVFyKQ7YIFGrwPRypEq68Po8CMk/edit. Acesso
em: 15 fev. 2022.
SMARTSHEET. Due diligence report template: M&A. [s. d.]. Disponível em:
https://www.smartsheet.com/sites/default/�les/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A-
10584_PDF.pdf. Acesso em: 15 fev. 2022.
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Aula 3
https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/
https://www.caplinked.com/blog/complete-due-diligence-checklist/
https://docs.google.com/document/d/1SC1_5IKPcOf5fKMQlVFyKQ7YIFGrwPRypEq68Po8CMk/edit
https://www.smartsheet.com/sites/default/files/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A-10584_PDF.pdf
https://www.smartsheet.com/sites/default/files/IC-Due-Diligence-Report-Template-M-and-A-10584_PDF.pdf
INTRODUÇÃO
Olá! Bem-vindo a mais uma aula da Unidade 3 da disciplina Inglês instrumental para secretariado. O
documento a ser estudado, dessa vez, é o relatório �nanceiro ou �nancial reports — um documento tão
importante e tão presente na rotina empresarial e na rotina secretarial de modo especí�co.
Conhecer diferentes tipos textuais é imprescindível para a autonomia de um pro�ssional de secretariado,
a�nal, é esperado que saibamos lidar com diversas ferramentas de comunicação,      e o relatório prevê a
disposição de informações oriundas de uma série de campos do conhecimento, como �nanças, contabilidade,
gestão, questões legais, entre outros. Nesta aula, vamos entender melhor como dispor dados relativos às
�nanças da empresa.
DEFINIÇÃO DE RELATÓRIOS FINANCEIROS
Um relatório �nanceiro (�nancial report) é uma coleção de dados a respeito de um aspecto de �nanças da
empresa. Segundo Power (2021), esse documento é complexo e envolve a atuação de uma variedade de
pro�ssionais emum ambiente empresarial. O processo de produção de relatórios é conhecido como
reporting, o que, ao �nal de um ano, por exemplo, pode resultar em um �nancial statement, uma análise mais
completa, que envolve mais dados durante um período de tempo mais longo.
Marie Ellen Biery (2018), em seu texto para a Revista Forbes, sugere 5 tipos de relatórios considerados
essenciais para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de um negócio: P&L, balance sheet,
statement of cash �ows, net pro�t margin over time e AR days vs. AP days. Diante disso, vamos descrever cada
um deles para que você tenha familiaridade com os termos apresentados.
O primeiro, P&L, signi�ca pro�t and loss (lucro e prejuízo) e mostra os ganhos e perdas durante determinado
período, o que nos ajuda a entender os custos operacionais de uma empresa. Balance sheet é o balanço
patrimonial e compreende aquilo que a empresa possui (assets = ativos) e o que ela deve (liabilities =
passivos), e a diferença entre esses dois gera o company's equity (títulos).  Já o Statement of cash �ows é a
visão geral do �uxo de caixa da empresa, ou seja, do dinheiro que está entrando na empresa e do que está
saindo. Net pro�t margin over time abrange vários anos ou semestres durante determinado período e ajuda
na gestão de preços e despesas; por �m, o AR days vs. AP days representa o número de dias restantes para
que a empresa seja paga por seus produtos ou serviços.
Já no site do governo australiano (vide Saiba mais), os modelos disponibilizados incluem menos elementos
dentro do relatório: P&L statement, balance sheet e cash �ow statement. Trata-se dos relatórios que devem
compor o relatório �nanceiro geral, pois fornecem visões detalhadas sobre determinados aspectos da vida
�nanceira de uma empresa.
Mais adiante, você verá exemplos de como esse relatório �nanceiro �nal pode ser estruturado. Alguns
templates ou modelos já vêm formatados para você baixar no seu computador utilizando o programa Excel,
portanto, será necessário saber usar o esquema de planilhas.
De qualquer modo, esses modelos são modelos de P&L, balancetes e cash �ow statements que irão compor,
no �nal, um relatório �nanceiro geral. São como pequenos relatórios dentro de um englobante, por isso, é
interessante conhecer suas pequenas partes para compreender o geral do �nancial report, e é isso que
faremos nas próximas seções.
AS PARTES DE UM RELATÓRIO FINANCEIRO
Conforme vimos, alguns autores selecionam determinados relatórios para compor o relatório �nal da
empresa. Vamos concentrar nossas atenções em alguns deles agora, a começar pelo P&L ou Pro�t and loss
account.
O P&L, segundo Drans�eld (2002, p. 32):
RELATÓRIOS FINANCEIROS
Nesta aula estudaremos o relatório �nanceiro ou �nancial reports — um documento tão importante e
tão presente na rotina empresarial e na rotina secretarial de modo especí�co.
20 minutos
O autor fornece como exemplo o caso dos times de futebol, que apresentam um alto custo de manutenção
nos salários dos jogadores e, por isso, lucros bastante irregulares a cada ano. Assim, o turnover de um time
deve vir, predominantemente, de patrocínios, vendas de mercadorias e ingressos. Observe o exemplo:
Figura 1 | P&L de um time de futebol
Fonte: Drans�eld (2002, p. 33).
No caso acima, tivemos a demonstração de um prejuízo graças ao levantamento de dados �nanceiros de um
clube de futebol.
O balance sheet representa, para Drans�eld (2002), um congelamento de valores da empresa para entender
algum aspecto da sua situação �nanceira. Nesse caso, o aspecto que queremos saber é o que temos e o que
devemos como empresa, como negócio. Isso valeria no caso de uma pergunta pessoal também, e não só para
negócios, como o autor explica:
Tradução nossa: Se alguém te pergunta “Qual é o valor de sua riqueza pessoal neste momento?”, uma boa
resposta seria “o valor das coisas que eu possuo e o dinheiro que me devem menos o que eu devo para
outras pessoas”. O mesmo é válido para uma empresa.
A ideia do balancete é, portanto, fazer esse tipo de levantamento e, assim, acrescentar mais dados sobre a
situação �nanceira de uma empresa.
Já o cash �ow statement descreve as saídas e entradas de dinheiro em uma empresa em um determinado
período, e o objetivo principal é mostrar “how the main categories of cash �ow have changed the cash balance
in particular periods” (DRANSFIELD, 2002, p. 40), em português: como as principais categorias de �uxo de caixa
mudaram o balanço �nanceiro em períodos especí�cos. Vamos analisar o exemplo abaixo:
Figura 2 | Exemplo de cash �ow statement
[...] is made as a result of the company making items which it sells, producing a service, or
from trading […]. In order to work out pro�t we need to take away from the value of the
sales, the cost of making those sales and the expenses of running the business. (Tradução
nossa: é feito como resultado de uma empresa produzir itens que vende, realizar um
serviço ou negociar ações [...]. Para que haja lucro, precisamos retirar do valor das vendas,
o custo de se fazer aquelas vendas e as despesas de se ter o negócio.)
If you were asked ‘What is the value of your personal wealth at this moment in time?’ A
good reply would be ‘the value of those things that I own and the money that is owed to
me minus what I owe to other people’. The same is true of a company.
— (DRANSFIELD, 2002, p. 34)
Fonte: Drans�eld (2002, p. 41).
Perceba que os anos abrangidos nesse documento são 1999 e 2000. Nas primeiras linhas, vemos alguns
dividendos (dividends) entrando na empresa como saldo positivo, enquanto outros, entre parênteses, como
os interests paid, entram como saldos negativos.
EXEMPLOS DE RELATÓRIOS FINANCEIROS
Agora que você conhece um relatório �nanceiro e os dados que compõem esse documento, é importante que
veja mais exemplos para se familiarizar cada vez mais com o gênero e a linguagem utilizada. Como você deve
ter notado até então, existem diversos termos que são técnicos e especí�cos do inglês empresarial para
questões �nanceiras e contábeis e cujas traduções nem sempre conseguimos deduzir. Assets e liabilities, por
exemplo, não se parecem com suas traduções em português.
Quando trabalhamos com planilhas no Excel, alguns passos podem ser mais fáceis em termos de cálculos. Ao
baixarmos uma planilha com alguns dados prontos, é possível apenas alimentá-la com os dados relativos à
sua empresa e, a partir daí, gerar seu relatório personalizado. É o que o exemplo abaixo ilustra:
Figura 3 | Relatório �nanceiro em uma planilha de Excel
Fonte: adaptada de Microsoft Corporation ([s. d.]).
Os anos comparados nesse relatório são 2017 e 2018, e em todas as métricas aplicadas, houve casos de
crescimento, seja de revenues (receitas) seja de operating pro�t (lucro operacional). A porcentagem foi
calculada pelo próprio programa Excel, que utiliza fórmulas para entender os dados alimentados na planilha.
O mesmo ocorre com de menor extensão, como pode ser o caso de um balance sheet em uma planilha, como
podemos constatar na �gura abaixo:
Figura 4 | Exemplo de balance sheet em uma planilha de Excel
Fonte: adaptada de Business Victoria (2022).
No exemplo acima, observamos um balancete de uma empresa chamada Joe’s Motorbike Tyres. O período
coberto é o primeiro ano de seu funcionamento, conforme vemos na parte superior da planilha (“as at end of
year one”). Vemos que estão descritos os assets (ativos), os liabilities (passivos) e o shareholder’s equity
(capital do acionista) com seus respectivos valores. Por �m, o valor do patrimônio líquido (net asset) dessa
empresa no �nal do ano em questão foi de $ 45.200. 
Para gerar um cash�ow statement serão precisos outros dados, como o próprio balance sheet mais o P&L.
Veja como isso funciona com a mesma empresa �ctícia em uma planilha:
Figura 5 | Exemplo de cash�ow statement em uma planilha de Excel
Fonte: adaptada de Business Victoria (2022).
Perceba como alguns dados conversam entre si para formarmos um statement ofcash�ows, que ocupa a
parte central da Figura 5. Esses dados são necessários e provenientes de análises que devemos fazer
previamente, como o Balance sheet à esquerda e o Pro�t and loss statement (P&L) à direita na �gura.
Ainda que se trate de diversos dados, é importante saber identi�cá-los e o que dizem em termos gerais. É
evidente que, em muitos casos, é o setor de contabilidade que será responsável por alimentar esses números
ou, ainda, algum tipo de serviço de consultoria externa; de qualquer modo, como pro�ssional de secretariado,
é relevante que você tenha conhecimento desse tipo de linguagem para se posicinar no ambiente
empresarial. Esse conhecimento pode gerar um empoderamento, possibilitando acessos a outras áreas e
oportunidades na empresa. Quanto mais habituados estivermos com um documento e com a linguagem
utilizada nele, mais propriedade teremos para dar sequência a essa e outras análises que poderão ser
requeridas a nós.
VIDEOAULA
O vídeo traz exemplos de Balance sheet, P&L e Cash�ow statements diferentes dos que foram abordados nas
partes escrita e teórica. Além disso, nele, serão apresentados os conceitos de cada tipo de relatório que pode
compor o relatório �nal de uma empresa, bem como alguns termos técnicos, característicos do inglês
empresarial, serão explicados e detalhados.
 Saiba mais
O site da Microsoft disponibiliza templates para alguns tipos de texto. No link abaixo, você encontra um
modelo pronto para um relatório �nanceiro anual.
MICROSOFT CORPORATION. Annual �nancial report. [s. d.]. Disponível em:
https://templates.o�ce.com/en-ca/annual-�nancial-report-tm00000051. Acesso em: 16 fev. 2022.   
O site do governo australiano também disponibiliza um modelo no programa Excel para você montar seu
próprio arquivo de �nancial statement.
BUSINESS VICTORIA. Financial statements template. [s. d.]. Disponível em:
https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/�nancial-statements-template. Acesso em: 16 fev. 2022.
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
https://templates.office.com/en-ca/annual-financial-report-tm00000051
https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/financial-statements-template
INTRODUÇÃO
Olá! Bem-vindo à última aula da Unidade 3. Aqui, vamos abordar o processo de recrutamento, que envolve a
contratação em processos seletivos em empresas. O objetivo é que você conheça algumas dicas tanto para
contratadores (employers) como para possíveis contratados que se tornarão employees (funcionários). Você
irá aprender algumas dicas e sugestões sobre entrevistas, currículo e anúncio de vaga de emprego, portanto,
�que atento às informações, pois elas serão úteis para quando você estiver empregado, para quando estiver
participando, dentro da empresa, de um processo seletivo para a contratação de novos colaboradores ou
para quando estiver em busca de novas oportunidades no mercado.
PROCESSO DE CONTRATAÇÃO – HIRING
O processo de contratação (hiring, recruiting) deve mobilizar setores da empresa responsáveis pela gestão de
pessoas e pelos recursos humanos. Outra área que tem sido incluída é a de marketing, consolidando o que
chamamos de employer branding. De acordo com Madruga (2022), esse conceito representa uma união entre
marketing e gestão de pessoas com o objetivo de favorecer tanto um candidato a uma vaga como o employee,
ou seja, aquela pessoa que já trabalha na empresa. Dessa forma, constrói-se uma marca para a empresa
(brand = marca) atrelada ao processo de recrutamento.
Segundo o autor, existem 7 qualidades importantes para se identi�car em uma pessoa talentosa; ela deve ser
alcançável, sensível, brilhante, valiosa, lapidável, única e escassa. Já na parte do empregador (employer),
existem alguns passos a serem tomados. De acordo com a página BDC (Business Development Bank of
Canada), “Many entrepreneurs have good instincts about whether someone is right or not for the job. But you
shouldn't rely just on gut feelings. The recruitment decision should be founded on solid, objective factors” ([s.
d., s. p.]). Em português: Muitos empreendedores possuem bons instintos sobre quem é certo ou não para o
emprego. Mas você não deve con�ar apenas em seus instintos. A decisão de recrutamento deve estar fundada
em fatores sólidos e objetivos. Por isso, alguns dos passos sugeridos pela instituição são os seguintes:
Assess your company’s culture (avalie a cultura de sua empresa).
Create detailed job descriptions (crie descrições de emprego detalhadas).
Prepare well structured interviews (prepare entrevistas bem estruturadas).
Test (teste).
Look Beyond the CV (olhe além do currículo).
Ask for references (peça referências).
Bring them onboard (integre-os na equipe da empresa).
Alguns detalhes sobre cada tópico serão explicados mais adiante. De qualquer forma, deve-se investir
bastante tempo e trabalho no processo de recrutamento, pois, ao fazê-lo, podem-se economizar recursos
valiosos para a empresa.
O site da Forbes, referência no mundo dos negócios, sugere apenas 4 segredos quando se trata do processo
de contratação:
Uncover what great talent really looks like (De�na o que é um grande talento).
Get your employees more involved during hiring (Envolva mais seus funcionários durante o processo de
contratação).
Aula 4
CONTRATANDO PESSOAS CERTAS
Nesta aula, conheceremos algumas dicas tanto para contratadores (employers) como para possíveis
contratados que se tornarão employees (funcionários).
23 minutos
Don’t rush any decisions (Não se apresse nas decisões).
Think quality over quantity’(Priorize qualidade e não quantidade).
Utilizar os próprios funcionários para encontrar novos talentos pode ser um bom recurso no processo de
recruitment. Algumas recomendações de employees também podem ser úteis, pois eles conhecem os
requisitos para se trabalhar na empresa, conhecem a cultura organizacional e as habilidades requeridas para
a maioria dos cargos.  
Nas seções seguintes, vamos desenvolver alguns dos tópicos citados acima para nos aprofundarmos no
processo de recrutamento segundo recomendações de especialistas da área, bem como observar exemplos
de job description, CVs ou resumes (currículos) e interviews (entrevistas).
RECRUITMENT, INTERVIEWS, JOB DESCRIPTION, RESUMES
Foram citadas algumas dicas do site BDB, agora, vamos detalhar algumas delas.
Assess your company’s culture: nesse passo, é importante pensar na missão, na visão e nos valores da
empresa de forma geral, questionando se aquele candidato se encaixaria nessa cultura organizacional já
estabelecida.
Create detailed job descriptions: o anúncio de emprego deve conter todas as habilidades necessárias
para cada cargo e não algo generalista, assim, há mais chances de se encontrar candidatos que se
alinhem com o per�l do cargo e da empresa.
Prepare well structured interviews: estabelecer uma série de critérios antes mesmo da entrevista pode
ajudar o empregador a criar um scorecard, como uma tabela de pontos, para avaliar cada candidato. A
avaliação de comportamento é uma ferramenta útil para saber como o candidato se comportou em
diferentes situações nas esferas pro�ssional e pessoal.
Test: a aplicação de testes valida se o candidato possui aquelas habilidades requeridas no anúncio (job
description).
Look beyond the CV: ater-se apenas ao papel nem sempre é a melhor solução, por isso, é importante
perguntar ao candidato suas ambições, expectativas e interesses.
Ask for references: conhecer pessoas que já trabalharam com o candidato ou empresas por onde ele já
passou pode ser relevante na hora de �rmar uma decisão sobre sua contratação.
Bring them onboard: essa etapa envolve não só o treinamento do candidato mas também a mentoria
dele com um employee que já está na empresa há algum tempo.
Já a respeito das dicas fornecidas pela Forbes, detalharemos os seguintes pontos:
Uncover what great talent really looks like: de�nir o que é talento para a própria empresa é um primeiro
passo para se criar uma estratégiade busca de um candidato com o per�l desejado previamente traçado.
Get your employees more involved during hiring: envolver o candidato com o setor onde ele
potencialmente vai atuar é importante já no processo seletivo. Outro ponto relevante é organizar uma
apresentação do candidato para sua equipe, pois, assim, pode-se perceber como ele organiza e expõe
suas ideias, algo que nem sempre é possível de avaliar nas entrevistas.
Don’t rush any decisions: conhecer o candidato leva tempo e, por isso, não é recomendado apressar
decisões. Esse ponto dialoga com o primeiro, pois, nele, avalia-se a adequabilidade do candidato à cultura
organizacional, o que é um processo demorado.
Think quality over quantity: focar a qualidade e não na quantidade é um elemento-chave na contratação,
pois muitos candidatos inscrevem-se, também, em outros processos seletivos. Portanto, uma grande
quantidade de pessoas trabalhando não implica, necessariamente, uma entrega de qualidade de
trabalho.
Outro ponto importante abordado por Madruga (2022) é a reputação da empresa. Como as informações são
veiculadas de forma muito rápida na internet, um processo seletivo fraco pode afetar a reputação da
empresa. Por isso, o processo de recrutamento é importante não só para �ns de contratação como para o
“branding”.
MODELOS DE JOB DESCRIPTION, RESUME E INTERVIEW
Vamos analisar, agora, alguns documentos importantes no processo de recrutamento (recruiting). Focaremos
três deles: job description, resume ou CV e interview.
A descrição de vagas deve ser completa e informativa. Observe o exemplo abaixo:
Figura 1 | Job description
Fonte: Cotton, Falvey e Kent (2012, p. 12).
Note que as características pedidas pela empresa em questão estão relacionadas tanto a características
pro�ssionais e educacionais (academic background) como de personalidade (strong personality, energetic,
dynamic, enthusiastic). Além disso, é descrito o que se espera do candidato, como aumento nas vendas
(increasing sales), melhoria de estratégias de marketing (developing marketing strategies), condução de
pesquisas (carrying out market research) e coordenação de equipes (coordinating the work of the sales team).
Segundo Madruga (2022, p. 145), a “employer branding” envolve desde esta etapa de “elaboração inteligente
do conteúdo do anúncio até a ambientação do recém-chegado” ou bringing them onboard, conforme vimos.
Trata-se do primeiro passo no processo de recruitment por parte da empresa, e a garantia de um bom
anúncio pode representar um aumento nas chances de se encontrar um talento.
Em relação ao currículo (resume na América do Norte e CV no Reino Unido), não existe um modelo, mas o
layout deve ser atrativo e de fácil leitura. Apesar de não haver um padrão, algumas informações são
indispensáveis, como personal details (informações pessoais), objective (objetivo), educational background
(experiência acadêmica), work or internship experience (experiência de trabalho ou estágio), skills
(habilidades) e, opcionalmente, references (referências). Observe um exemplo:
Figura 2 | Exemplo de resume
Fonte: University of Houston ([s. d., s. p.]).
Atente-se, em primeiro lugar, às informações do cabeçalho, como nome, telefone, cidade e e-mail. No
exemplo, temos, aliás, a sugestão de colocar o endereço do LinkedIn, mídia social em que se veiculam
informações sobre trabalho, vagas, anúncios etc. Logo em seguida, você pode inserir informações sobre sua
formação acadêmica (education), no entanto, algumas seções são opcionais, como você pode notar pelos
destaques em vermelho (optional). Entre as consideradas obrigatórias, observamos, ainda, os tópicos
“experience”, que representa as experiências pro�ssionais, e “skills”, em que você pode inserir os idiomas que
fala, os programas e sistemas em que você possui habilidades.  
A respeito da entrevista, não existe um modelo ideal de conduzi-la ou perguntas corretas a serem feitas, mas
é possível traçar algumas considerações sobre as melhores maneiras de realizá-la, a �m de se encontrar o
candidato ideal. Segundo Stewart e Cash (2015, p. 63):
O ato de informar o objetivo, a natureza e o uso das informações em uma entrevista de emprego pode
parecer desnecessário, mas é um ponto importante para o recrutador e para o possível employee. Além disso,
os autores ainda recomendam que o candidato se conheça, pois a melhor forma de se vender é conhecendo
suas potencialidades.
Você pode dar início a uma entrevista com um recrutador ou este pode iniciá-la com você.
Entretanto, a situação pode determinar quem inicia uma entrevista e com quem [...]. Para
melhorar o clima de uma entrevista, deve-se começar diretamente, sem a intervenção de
terceiros. Na entrevista, devem-se informar ao entrevistado o objetivo, a natureza e o uso
das informações a serem trocadas.
Conforme abordado anteriormente, a entrevista é mais um processo dentro do recrutamento que deve
envolver mais de um setor e pessoas da empresa.
No Saiba mais, você encontra diversas perguntas típicas de entrevistas de emprego em inglês.
VIDEOAULA
O vídeo aborda o processo seletivo de forma geral e as especi�cidades de anúncios de emprego (job
description), como montar um currículo (resume), como se preparar e como conduzir uma entrevista (job
interview). Alguns exemplos diferentes, vindos de sites e de vagas reais, são apresentados e discutidos um a
um.
 Saiba mais
Assista à entrevista de Mary Wenrick, Chief Champion of Culture, da empresa VAP (Value Added Packing
Inc.), em que ela discute, brevemente, a importância de se ter uma equipe forte na empresa.
AILERON. Slow to hire, quick to �re. 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?
v=gmHlycOXyxc. Acesso em: 16 fev. 2022.
Leia o artigo abaixo com 125 perguntas possíveis de serem feitas em uma entrevista de emprego.
INDEED. 125 common interview questions and answers (with tips). 2021. Disponível em:
https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers. Acesso em: 16
fev. 2022.
Assista à entrevista de Elon Musk sobre como ele conduz suas entrevistas e contrata candidatos.
ELON MUSK VIRAL VIDEOS. Elon Musk’s 60-seconds guide to hiring the right people. 2017. Disponível
em: https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw. Acesso em: 16 fev. 2022.
O recrutamento de pessoal também é uma responsabilidade de linha e uma função de
sta�. A rigor, toda a organização deve estar engajada no processo de recrutar pessoas:
trata-se de responsabilidade que deve ser compartilhada por todas as áreas e por todos os
níveis.
— (CHIAVENATO, 2015, p. 70) 
Videoaula
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Aula 1
CASTRO, S. de. Ata. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/ata.htm. Acesso em: 25 fev. 2022.
DUBICKA, I.; O’KEEFFE, M. Advanced market leader business english course book. 3. ed. London: Pearson
English, 2011.
GET GURU. How to write meeting minutes with templates and examples. [s. d.]. Disponível em:
https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates. Acesso em: 15 fev. 2022.
REFERÊNCIAS
4 minutos
https://www.youtube.com/watch?v=gmHlycOXyxc
https://www.youtube.com/watch?v=gmHlycOXyxc
https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers
https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw
https://brasilescola.uol.com.br/redacao/ata.htm
https://www.getguru.com/templates/meeting-minutes-templates
INGHAM, D. These minutes took 22 hours: the rhetorical situation of the meeting minute-taker. In:
MACLENNAN, J. (Org.). Readings for technical communication. Ontario: Oxford University Press, 2018. p.
229-231.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução nº 3,
de 23 de junho de 2005. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em
Secretariado Executivo e dá outras providências. Brasília, DF. 2005. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces003_05.pdf. Acesso em: 15 fev. 2022.MORAND, T. How to write e�ective meeting minutes (with templates and samples). 2020. Disponível em:
https://www.wildapricot.com/blog/how-to-write-meeting-minutes#meeting-minutes-sample. Acesso em: 15
fev. 2022.
PANNING, J. Do’s and don’ts for meeting minutes. 2016. Disponível em:
https://www.asaecenter.org/resources/articles/an_magazine/2016/september-october/dos-and-donts-for-
meeting-minutes. Acesso em: 15 fev. 2022.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS. Ata da 26ª reunião do colegiado do PPGHI. 2019. Disponível em:
https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/system/�les/uploadimce/Pauta-Atas/Ata%2026ª%20Reunião.PDF. Acesso
em: 15 fev. 2022.
Aula 2
CFI – Corporate Finance Institute. Due diligence report. 2022. Disponível em:
https://corporate�nanceinstitute.com/resources/knowledge/valuation/due-diligence-report/. Acesso em: 15
fev. 2022.
COTTON, D.; FALVEY, D.; KENT, S. Intermediate market leader business english course book. 3. ed. London:
Pearson English, 2010.
GUPTA, Prachi. How to prepare a due diligence report. Ipleaders, 2020. Disponível em:
https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/. Acesso em? 23/02/2022.
Aula 3
BIERY, M. E. Here are 5 �nancial reports you should be running. Forbes, [S. l.], mar. 2018. Disponível em:
https://www.forbes.com/sites/sageworks/2018/03/26/here-are-5-�nancial-reports-you-should-be-running/?
sh=4bb7e93f6548. Acesso em: 16 fev. 2022.
BUSINESS VICTORIA. Financial statements template. [s. d.]. Disponível em: https://business.vic.gov.au/tools-
and-templates/�nancial-statements-template. Acesso em: 16 fev. 2022.
DRANSFIELD, R. Financial information made easy. Reino Unido: Nelson Thornes, 2002.
MICROSOFT CORPORATION. Annual �nancial report. [s. d.]. Disponível em: https://templates.o�ce.com/en-
ca/annual-�nancial-report-tm00000051. Acesso em: 16 fev. 2022.
POWER, M. The �nancial reporting system – what is it? Accounting and Business Research, [S. l.], v. 51, n. 5,
p. 459-480, ago. 2021.
Aula 4
AILERON. 4 secrets to hiring the right people. Forbes, [S. l.], jun. 2017. Disponível em:
https://www.forbes.com/sites/aileron/2017/06/26/4-secrets-to-hiring-the-right-people/?sh=6017502258af.
Acesso em: 16 fev. 2022.
BDC – Business Development Bank of Canada. How to hire the right people for your business. [s. d.].
Disponível em: https://www.bdc.ca/en/articles-tools/employees/recruit/7-steps-recruiting-right-people. Acesso
em: 18 jan. 2022.
CHIAVENATO, I. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal: como agregar talentos à empresa. 8.
Ed. Barueri: Manole, 2015.
ELON MUSK VIRAL VIDEOS. Elon Musk’s 60-seconds guide to hiring the right people. 2017. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw. Acesso em: 16 fev. 2022.
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces003_05.pdf
https://www.wildapricot.com/blog/how-to-write-meeting-minutes#meeting-minutes-sample
https://www.asaecenter.org/resources/articles/an_magazine/2016/september-october/dos-and-donts-for-meeting-minutes
https://www.asaecenter.org/resources/articles/an_magazine/2016/september-october/dos-and-donts-for-meeting-minutes
https://www.unifal-mg.edu.br/ppghi/system/files/uploadimce/Pauta-Atas/Ata%2026%C2%AA%20Reuni%C3%A3o.PDF
https://corporatefinanceinstitute.com/resources/knowledge/valuation/due-diligence-report/
https://blog.ipleaders.in/prepare-due-diligence-report/
https://www.forbes.com/sites/sageworks/2018/03/26/here-are-5-financial-reports-you-should-be-running/?sh=4bb7e93f6548
https://www.forbes.com/sites/sageworks/2018/03/26/here-are-5-financial-reports-you-should-be-running/?sh=4bb7e93f6548
https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/financial-statements-template
https://business.vic.gov.au/tools-and-templates/financial-statements-template
https://templates.office.com/en-ca/annual-financial-report-tm00000051
https://templates.office.com/en-ca/annual-financial-report-tm00000051
https://www.forbes.com/sites/aileron/2017/06/26/4-secrets-to-hiring-the-right-people/?sh=6017502258af
https://www.bdc.ca/en/articles-tools/employees/recruit/7-steps-recruiting-right-people
https://www.youtube.com/watch?v=wbJaEM-yDtw
INDEED. 125 common interview questions and answers (with tips). 2021. Disponível em:
https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers. Acesso em: 16 fev.
2022.
MADRUGA, R. Employee experience, gestão de pessoas e cultura organizacional: a trilogia para atrair,
engajar e desenvolver talentos. 1. ed. Barueri: Atlas, 2022.
STEWART, C. H.; CASH JR, W. B. Técnicas de entrevista: estruturação e dinâmica para entrevistados e
entrevistadores. Tradução: Carolina Zanon, Cássia Zanon. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
UNIVERSITY OF HOUSTON. Rockwell career center. [s. d.]. Disponível em:
https://careercenter.bauer.uh.edu/resources/?ctag%5B%5D=resume-prep. Acesso em: 16 fev. 2022.
https://www.indeed.com/career-advice/interviewing/top-interview-questions-and-answers
https://careercenter.bauer.uh.edu/resources/?ctag%5B%5D=resume-prep

Mais conteúdos dessa disciplina