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O tema assédio moral tem estado nas mesas de discussão de gestores, governo, entidades de representação, entre outros, há pouco mais de uma década. Considera-se assédio moral a conduta abusiva, seja por meio de comportamento, palavras, atos, gestos ou comunicações formais, que fragiliza o indivíduo e que afeta a sua dignidade e integridade física ou psíquica. Sabe-se que algumas empresas possuem unidades produtivas fora de seus países e utilizam em sua grande maioria mão de obra de baixo custo, a fim de reduzir os custos de produção. Em países menos estruturados, isso não é raro. É o caso da Índia e do Brasil. Os casos mais famosos estão no segmento têxtil. Empresas de grife têm utilizado esse tipo de mão de obra, explorando e criando um grau de dependência que é fácil de detectar. Nesse contexto, os códigos de relacionamento humano são muito burlados, o que evidencia uma desconsideração total com relação à proteção do trabalhador e a inexistência de um código de ética. Se você se deparasse com uma situação clara de abuso a trabalhadores no que concerne ao pouco uso de equipamentos de proteção, pois alguns estão estragados ou não atendem às necessidades propostas, e ainda com instalações precárias, fios desencapados e excesso de umidade, qual seria o seu posicionamento, tendo em vista seu papel de fiscal do trabalho? Que ações punitivas você aplicaria? Diante de uma situação tão grave de abuso e desrespeito aos direitos dos trabalhadores, o posicionamento como fiscal do trabalho deve ser firme e proativo. Aqui estão as ações que eu tomaria: 1. Inspeção Imediata Realizaria uma inspeção detalhada nas instalações para documentar as condições de trabalho, incluindo a falta de equipamentos de proteção adequados, as instalações precárias e quaisquer outros riscos à saúde e segurança dos trabalhadores. 2. Documentação e Relatório Elaboraria um relatório abrangente que documente todas as infrações encontradas, incluindo fotos, testemunhos de trabalhadores e registros de condições insalubres. Essa documentação é fundamental para ações futuras. 3. Notificação à Empresa Notificaria a empresa sobre as violações encontradas, exigindo que apresentem um plano de ação para corrigir as condições identificadas. Esse plano deve incluir prazos específicos para a implementação de melhorias. 4. Ações Punitivas Se a empresa não cumprir as exigências ou se as condições forem extremamente graves, aplicaria as seguintes sanções: • Multa: Imposição de multas proporcionais à gravidade das infrações, conforme a legislação trabalhista. • Interdição: Em casos de risco iminente à saúde e segurança, poderia determinar a interdição parcial ou total das atividades da empresa até que as condições fossem adequadas. • Denúncia aos Órgãos Competentes: Informaria os órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), para que possam investigar e tomar as medidas legais necessárias. 5. Orientação aos Trabalhadores Ofereceria informações e orientações aos trabalhadores sobre seus direitos e os canais disponíveis para denúncias, garantindo que eles se sintam seguros ao relatar abusos. 6. Fiscalização Contínua Estabeleceria um cronograma de fiscalização contínua para garantir que as melhorias propostas pela empresa sejam implementadas e mantidas, promovendo um ambiente de trabalho seguro e saudável. 7. Promoção de Diálogo Encaminharia a situação para discussões com sindicatos e outras entidades de representação para promover um diálogo sobre melhores práticas e políticas de proteção ao trabalhador. Essas ações visam não apenas corrigir as infrações, mas também promover uma cultura de respeito e dignidade no ambiente de trabalho. A proteção dos direitos dos trabalhadores deve ser uma prioridade em qualquer operação empresarial.