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Corrente Galvanica e TENS

Material sobre TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) e eletroterapia. Apresenta definição e tipos de correntes, teoria das comportas e efeitos, parâmetros (amplitude, frequência, pulso), modos e modalidades de TENS e aplicação de eletrodos.

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Estimulação Elétrica
Nervosa Transcutânea
(TENS)
Prof.a., Esp.: Maria Caroline B da Silva
ELETROTERAPIA
Aplicação de correntes elétricas na superfície da pele por meio de
eletrodos com a finalidade de estimular fibras nervosas a produzirem
efeitos fisiológicos;
Trata-se de um método não farmacológico, de custo acessível, seguro,
não invasivo e de manuseio simples para o controle da dor;
Não é propriamente um equipamento ou uma corrente elétrica
específica, mas um método de ativação de fibras nervosas por meio de
impulsos elétricos para modular a dor.
Dois tipos de CE: corrente pulsada bifásica simétrica retangular e
corrente pulsada bifásica assimétrica balanceada
DEFINIÇÃO ELETROTERAPIA
Corrente pulsada bifásica
simétrica retangular
Corrente pulsada bifásica
assimétrica balanceada
ELETROTERAPIA
TENS
Os primeiros modelos de TENS foram
desenvolvidos e tornaram-se
conhecidos após a publicação da
Teoria das Comportas da Dor por
Melzack e Wall, em 1965.
a estimulação de fibras nervosas aferentes de
grande diâmetro promove a inibição da
atividade das fibras nociceptivas no corno
dorsal da medula
TEORIA DAS COMPORTAS
ativação de receptores opioides10 no sistema
nervoso central e periférico
PRINCIPAL EFEITO FISIOLÓGICO
ELETROTERAPIA
PARÂMETROS
representa a magnitude
da corrente ou tensão,
geralmente sendo
mensurada em
miliamperes (mA), volts
(V) ou milivolts (mV). 
Amplitude
número de pulsos gerados
por segundo, sendo
mensurada em hertz (Hz),
ciclos por segundo (CPS)
ou simplesmente pulsos
por segundo (PPS)
Frequência
ao intervalo de tempo de
duração do mesmo,
sendo mensurado em
microssegundos (µs) ou
milissegundos (ms).
Duração de pulso
ELETROTERAPIA
Representação gráfica dos parâmetros da corrente)
ELETROTERAPIA
Representação gráfica das curvas de amplitude (em mA) em relação à duração da fase
(em µs), mostrando que há 3 limiares: sensorial, motor e doloroso.
ELETROTERAPIA
MODOS DE EMISSÃO
geralmente
denominado “C” ou
“normal”.
Modo contínuo
trens de pulso de alta
frequência emitidos em
baixa frequência,
geralmente
denominado “B”.
Modo bursts 
variação nos parâmetros
de duração de pulso,
frequência ou amplitude
de pulso de forma cíclica,
geralmente denominado
“M".
Padrão modulado
ELETROTERAPIA
Modalidades do TENS
ELETROTERAPIA
TENS Convencional
Mais utilizado;
TENS sensorial ou de alta frequência/baixa intensidade;
fibras nervosas aferentes do grupo II (Aβ) = confortável
sensação de parestesia, ou seja, trata-se de um efeito
prioritariamente sensorial;
Parâmetros: alta F (80 a 110Hz), P alto (50 a 100us) e
intensidade baixa (nível sensorial);
Indicado para tratamento de dores agudas. = analgesia
rápida e duração breve.
ELETROTERAPIA
TENS Acupuntura
TENS de baixa frequência/alta intensidade;
Estimulação elétrica realizada com intensidade alta o suficiente para
evocar contrações musculares visíveis em miótomos relacionados à área
de dor;
Parâmetros: F 200us (longa duração),
intensidade nível motor;
Ativação das fibras do grupo II (Aβ) fibras do grupo I (Aα), levando à
produção de contrações musculares rítmicas;
Utilizado no tratamento de dores crônicas = liberação de endorfina
ELETROTERAPIA
TENS Burst/Trens de Pulso
É uma combinação do modo convencional com o modo acupuntura,
sendo que muitos autores denominam esse modo apenas como
acupuntura;
Esse modo de aplicação possui trens de pulsos de alta frequência (cerca
de 100 Hz) emitidos em baixa frequência (1-4 Hz) e longa duração de
pulso (~200 s) em nível motor;
Modo de aplicação mais confortável na produção de contração muscular
quando comparado ao TENS acupuntura.
Dor crônica e aguda = sua intensidade é elevada e a analgesia é rápida,
porém perdura por mais tempo.
ELETROTERAPIA
ELETROTERAPIA
TENS Breve e Intenso
Aplicado na maior intensidade suportada pelo paciente por um curto
período (no máximo 15 minutos), em alta frequência (100-150 Hz) e longa
duração de pulso (150-250 µs);
Essa modalidade vem sendo utilizada para promover analgesia durante
procedimentos dolorosos como troca de curativos, desbridamentos,
punção venosa e remoção de suturas;
Por ser uma técnica que causa desconforto ao paciente, não é a primeira
escolha dos clínicos, sendo utilizada quando os outros modos não
promovem os resultados satisfatórios na modulação da dor.
ELETROTERAPIA
APLICAÇÃO: Eletrodos (tamanho e
configuração)
Eletrodos pequenos: mais confortáveis na
estimulação de nervos superficiais
(profundidade de 0,1 cm) e camadas finas
de gordura (profundidade de 0,25 cm);
Eletrodos maiores: são mais confortáveis
para camadas de gordura mais espessas e
nervos mais profundos.
ELETROTERAPIA
ELETROTERAPIA
APLICAÇÃO: Eletrodos (tamanho e
configuração)
 Sobre a área dolorida ou ao redor, que pode ser de forma paralela ou
cruzada se estiverem sendo utilizados dois canais.
Ao longo do trajeto do nervo periférico que inerva a região dolorosa; 
Sobre os forames intervertebrais da coluna vertebral, estimulando as
raízes nervosas dos nervos espinhais responsáveis pela inervação dos
dermátomos correspondentes às áreas de dor;
Diretamente sobre pontos de acupuntura, pontos gatilhos ou pontos motores
nos miótomos relacionados à área de dor.
ELETROTERAPIA
 Aplicação da TENS na região cervical
(p. ex., cervicalgia unilateral em
decorrência de síndrome dolorosa
miofascial nas fibras descendentes do
músculo trapézio))
ELETROTERAPIA
Aplicação da TENS na região
lombar (p. ex., lombalgia
bilateral), 1: canal 1; 2: canal 2.
ELETROTERAPIA
Aplicação da TENS no punho (p.
ex., dor na região anterior do
punho causada por
tendinopatia dos flexores de
punho e dedos ou síndrome do
túnel do carpo).
ELETROTERAPIA
Aplicação da TENS na região
medial do joelho (p. ex., dor na
região medial do joelho causada
por lesão no menisco medial,
ligamento colateral medial ou
osteoartrite de joelho). 
ELETROTERAPIA
Tempo de Tratamento
A primeira aplicação da TENS deve ser relativamente curta, ou seja, 30
minutos ou menos, para que o paciente se familiarize à sensação e o
clínico possa monitorar qualquer reação adversa. 
Após a primeira aplicação, a TENS pode ser utilizada por até uma hora.
Em decorrência de o tempo de aplicação da TENS necessitar ser
relativamente longo, o uso em clínicas é limitado. 
ELETROTERAPIA
Precauções:
Dor sem diagnóstico. 
Epíse ativa. 
Doenças de pele como eczema ou psoríase. 
Região anterior do tronco ou inferior do abdome. 
Pele frágil ou com lesões. 
ELETROTERAPIA
Contraindicações:
Regiões internas do corpo como olhos, boca e órgãos reprodutores;
Área cardíaca ou região torácica;
Alterações sensitivas, de cognição ou comunicação;
Trombose venosa profunda ou tromboebite;
Tumores malignos;
Hemorragia;
Tecidos com infecção, feridas com osteomielite subjacente e tuberculose;
Marca-passo cardíaco ou cardioversores (desbriladores) implantados;
Seio carotídeo;
Convulsão;
Gestação.
ELETROTERAPIA
DÚVIDAS?