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Prof. Dr. Thomás Lima de Resende Departamento de Estruturas e Fundações Faculdade de Engenharia Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ thomas.uerj@gmail.com Maio de 2024 Parte 9 Aproximações e disposições construtivas Concreto Armado I FEN 1 856 (2024/1) Estruturas usuais de concreto armado Aproximações permitidas (14.6.6 NBR 6118:2014) 14.6.6.1 Vigas contínuas Pode ser utilizado o modelo clássico de viga contínua, simplesmente apoiada nos pilares, para o estudo das cargas verticais, observando-se a necessidade das seguintes correções adicionais: a) não podem ser considerados momentos positivos menores que os que se obteriam se houvesse engastamento perfeito da viga nos apoios internos; Estruturas usuais de concreto armado Estruturas usuais de concreto armado Aproximações permitidas (14.6.6 NBR 6118:2014) 14.6.6.1 Vigas contínuas b) quando a viga for solidária com o pilar intermediário e a largura do apoio, medida na direção do eixo da viga, for maior que a quarta parte da altura do pilar, não pode ser considerado o momento negativo de valor absoluto menor do que o de engastamento perfeito nesse apoio; Estruturas usuais de concreto armado Estruturas usuais de concreto armado c) quando não for realizado o cálculo exato da influência da solidariedade dos pilares com a viga, deve ser considerado, nos apoios extremos, momento fletor igual ao momento de engastamento perfeito multiplicado pelos coeficientes estabelecidos nas seguintes relações: Estruturas usuais de concreto armado Estruturas usuais de concreto armado rinf = rigidez do lance inferior do pilar; rsup = rigidez do lance superior do pilar; rvig = rigidez do tramo extremo da viga; Meng = momento de engastamento perfeito da viga no pilar extremo, considerando engastamento perfeito no pilar intermediário. Exemplo 1 Exemplo 1 Exemplo 1 V101 Considerando p = 51,1kN/m Dist. entre eixos vigas = 3,90 m Pilar 25 x 40 cm² Exemplo 1 𝑀𝑒𝑛𝑔 = 𝑝𝐿2 12 = 51,1 ∗ 82 12 =272,5𝑘𝑁𝑚 𝑟𝑣𝑖𝑔𝑎 = 𝐼𝑣𝑖𝑔𝑎 𝐿𝑣𝑖𝑔𝑎 = 𝑏ℎ3 12 𝐿𝑣𝑖𝑔𝑎 = 0,25 ∗ 0,93 12 8 = 1,9 ∗ 10−3 𝑟𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 = 𝐼𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 𝐿𝑠𝑢𝑝/𝑖𝑛𝑓 2 = 𝑏ℎ3 12 𝐿𝑠𝑢𝑝/2 = 0,25 ∗ 0,43 12 3,9 2 = 6,8 ∗ 10−4 Exemplo 1 𝑀𝑣𝑖𝑔𝑎 = 𝑟𝑖𝑛𝑓 + 𝑟𝑠𝑢𝑝 𝑟𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝑟𝑖𝑛𝑓 + 𝑟𝑠𝑢𝑝 𝑀𝑒𝑛𝑔 𝑀𝑣𝑖𝑔𝑎 = 6,8 ∗ 10−4 + 6,8 ∗ 10−4 1,9 ∗ 10−3 + 6,8 ∗ 10−4 + 6,8 ∗ 10−4 𝑀𝑒𝑛𝑔 𝑀𝑣𝑖𝑔𝑎 = 0,42𝑀𝑒𝑛𝑔 𝑀𝑣𝑖𝑔𝑎 = 0,42 ∗ 272,5 = 114,5𝑘𝑁𝑚 Exemplo 1 114,5kNm 114,5kNm Exemplo 1 ▪ O vão efetivo (NBR 6118, 14.6.2.4) é calculado pela expressão: 𝒍𝒆𝒇 = 𝒍𝟎 + 𝒂𝟏 + 𝒂𝟐 𝒂𝟏 ≤ ቊ Τ𝒕𝟏 𝟐 𝟎, 𝟑𝒉 𝒂𝟐 ≤ ቊ Τ𝒕𝟐 𝟐 𝟎, 𝟑𝒉 Exemplo 1 ▪ Armadura mínima de tração: “A armadura mínima de tração, em elementos estruturais armados ou protendidos deve ser determinada pelo dimensionamento da seção a um momento fletor mínimo dado pela expressão a seguir, respeitada a taxa mínima absoluta 0,15 %” (NBR 6118, 17.3.5.2.1): Onde: W0 = módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo à fibra mais tracionada; fctk,sup = resistência característica superior do concreto à tração: 𝑴𝒅,𝒎í𝒏 = 𝟎, 𝟖𝑾𝟎𝒇𝒄𝒕𝒌,𝒔𝒖𝒑 Disposições construtivas das armaduras ▪ Armadura mínima de tração: ... Alternativamente, a armadura mínima pode ser considerada atendida se forem respeitadas as taxas mínimas de armadura da Tabela: Disposições construtivas das armaduras ▪ Armadura longitudinal máxima: “A soma das armaduras de tração e de compressão (As + A’s) não pode ter valor maior que 4 %Ac , calculada na região fora da zona de emendas, devendo ser garantidas as condições de ductilidade requeridas em 14.6.4.3.” (NBR 6118, 17.3.5.2.4). Disposições construtivas das armaduras ▪ Armadura de pele: A mínima armadura lateral deve ser 0,10 %Ac,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de CA-50 ou CA-60, com espaçamento não maior que 20 cm (e espaçamento entre as barras ≤d/3) e devidamente ancorada nos apoios, não sendo necessária uma armadura superior a 5 cm2/m por face. 𝑨𝒔𝒑,𝒇𝒂𝒄𝒆 = 𝟎, 𝟏𝑨𝒄,𝒂𝒍𝒎𝒂 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟏𝟎 ∗ 𝒃𝒘 As armaduras principais de tração e de compressão não podem ser computadas no cálculo da armadura de pele Disposições construtivas das armaduras ▪ Espaçamento Livre entre as Faces das Barras Longitudinais: