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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 Francisca Raquel N. Cavalcante Almeida 01406313 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica DADOS DO (A) ALUNO (A): NOME: FRANCISCA RAQUEL N. CAVALCANTE ALMEIDA MATRÍCULA: 01406313 CURSO: FARMÁCIA POLO: DOROTEIAS PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A): DANIEL TEMA DE AULA: COLETA GINECOLÓGICA E ELEMENTOS CELULARES Na aula prática de Citologia Clínica ministrada pelo professor Daniel, tivemos a oportunidade de aprofundar nossos conhecimentos sobre a coleta de material cérvico- vaginal, um procedimento crucial para a realização de exames citológicos, como o Papanicolau. O professor destacou a importância de seguir diretrizes rigorosas para garantir a qualidade das amostras coletadas, enfatizando aspectos fundamentais, como a higiene adequada, a escolha do material de coleta apropriado e a correta identificação da paciente. Durante a atividade, aprendemos que a higiene é um passo essencial para evitar contaminações que possam comprometer os resultados dos exames. O docente nos orientou sobre como selecionar o equipamento adequado, incluindo espéculos e escovas, que devem ser utilizados de maneira correta para obter amostras representativas do colo do útero. Outro ponto importante abordado foi a necessidade de seguir protocolos padronizados, não apenas para garantir a qualidade das amostras, mas também para minimizar erros que podem ocorrer durante o processo de coleta. O professor enfatizou que a padronização não apenas aumenta a eficiência do diagnóstico, mas também contribui para a segurança e conforto da paciente. A simulação prática com o boneco, como descrito na Figura 01, é uma abordagem eficaz para o aprendizado em áreas da saúde. Essa experiência prática nos proporcionou um entendimento mais profundo sobre a importância da coleta correta de material cérvico-vaginal e nos preparou para futuras atuações na área da saúde, onde a precisão e a atenção aos detalhes são essenciais para a realização de diagnósticos eficazes na saúde da mulher. Figura 01: Simulação prática de coleta de material cérvico-vaginal. RELATÓRIO: 1. COLETA DO MATERIAL CÉRVICO-VAGINAL RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ A. Qual é o procedimento correto para a coleta do material cérvico-vaginal e quais são os instrumentos utilizados? Em termos, observado a coleta de material cérvico-vaginal é um procedimento importante para diagnóstico de diversas condições ginecológicas, incluindo infecções, inflamações e para a realização de exames como o Papanicolau. O procedimento deve ser realizado de forma adequada para garantir a qualidade da amostra e a segurança da paciente. A seguir, descrevo o procedimento correto e os instrumentos utilizados: Procedimento para Coleta referente ao Material Cérvico-Vaginal Preparação da Paciente A paciente deve ser informada sobre o procedimento, seus objetivos e o que esperar. A coleta é idealmente realizada em um período em que a paciente não esteja menstruada. Solicitar que a paciente esvazie a bexiga antes do procedimento pode proporcionar mais conforto. Higienização O profissional deve higienizar as mãos adequadamente, utilizando água e sabão ou solução alcoólica. Utilização de Luvas Luvas estéreis devem ser usadas para proteger tanto o profissional quanto a paciente. Posicionamento da Paciente A paciente deve ser posicionada em posição ginecológica (deitada com as pernas afastadas e apoiadas em estribos). Especulum Um especulum (geralmente de metal ou plástico) é inserido na vagina para permitir a visualização do colo do útero. Pois, o especulum deve ser lubrificado adequadamente para minimizar desconforto. Coleta da Amostra Utilizando uma escova cervical ou uma espátula (de Ayre), a amostra é coletada do colo do útero. A escova é girada suavemente para obter células adequadas. Para a coleta do material vaginal, pode-se utilizar um swab ou uma pequena escova. Fixação da Amostra A amostra coletada deve ser colocada em um meio apropriado, como uma lâmina para exame citopatológico ou um tubo com meio de transporte, conforme o tipo de exame a ser realizado. Finalização Retire o especulum cuidadosamente e limpe a área conforme necessário. Descarte os materiais utilizados de maneira adequada, seguindo as normas de biossegurança. Armazenamento da Amostra RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ A amostra coletada deve ser cuidadosamente manuseada e armazenada para garantir a integridade dos resultados do exame. É fundamental imergir a amostra em um meio de transporte apropriado ou colocá-la em um frasco específico, como o frasco de Papanicolau, quando se trata de exames citológicos, ou em um meio de cultura adequado para testes microbiológicos. Essas medidas ajudam a preservar as características da amostra e a evitar contaminações, assegurando que os resultados dos testes sejam confiáveis e precisos. Além disso, sempre deve-se seguir as orientações do laboratório e as normas de biossegurança para a coleta e transporte de amostras biológicas. Encaminhamento A coleta de amostras para análise laboratorial é um processo crítico que deve ser realizado com atenção e cuidado. A correta rotulagem das amostras é essencial para evitar erros e garantir a precisão dos resultados. É imprescindível que a coleta seja feita por um profissional treinado, que siga rigorosamente as normas de biossegurança, protegendo tanto o paciente quanto a equipe de saúde. Além disso, recomenda-se evitar a coleta de amostras durante o período menstrual, a menos que seja absolutamente necessário, pois isso pode introduzir variáveis que interferem nos resultados dos testes, comprometendo a interpretação clínica. O consentimento informado não é apenas uma formalidade, mas uma prática que promove a autonomia e o respeito ao paciente, além de assegurar sua segurança e bem-estar. A correta identificação e rotulagem das amostras são, de fato, etapas fundamentais em qualquer processo de coleta e análise de dados. A observância rigorosa dessas diretrizes é realmente crucial para garantir que as coletas de dados sejam não apenas eficazes, mas também confiáveis. Quando seguimos protocolos estabelecidos, minimizamos a margem de erro e asseguramos que resultados obtidos reflitam com precisão a realidade que estamos investigando. Além disso, a padronização dos procedimentos facilita a replicação dos estudos e a comparação dos dados com outras pesquisas, contribuindo para a validação das nossas conclusões. Entretanto, é fundamental que todos os envolvidos no processo compreendam e se comprometam com essas diretrizes, pois isso impacta diretamente a qualidade e a integridade dos dados coletados. B. Quais são os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal coletada e como isso pode influenciar o diagnóstico final? Os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal coletada são fundamentais para garantir a precisão e a confiabilidade dos diagnósticos, especialmente em exames como o Papanicolau (preventivo do câncer cervical) e a detecção de infecções. Abaixo estão os principais critérios de qualidade e como eles influenciam o diagnóstico final: técnica de coleta adequada, tipo de amostra, volume e quantidade, armazenamento e transporte, identificação e rotulagem, ausência de contaminação Técnica de Coleta Adequada – A amostra deve ser coletada usando a técnica correta, que pode incluir o uso de instrumentos estéreis e a realização da coleta emum momento apropriado do ciclo menstrual. Desta forma, a técnica adequada reduz a contaminação e melhora a representatividade da amostra. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ Tipo de Amostra – É importante que a amostra seja adequada para o tipo de exame que será realizado. Por exemplo, para o teste de Papanicolau, a amostra deve incluir células do colo do útero. Volume e Quantidade – A amostra deve ter um volume suficiente para realizar os testes necessários. Amostras pequenas podem não ser representativas e podem levar a resultados inconclusivos. Armazenamento e Transporte – As amostras devem ser armazenadas e transportadas em condições adequadas (temperatura, tempo) para evitar degradação celular e alteração dos componentes da amostra. Identificação e Rotulagem – A amostra deve ser claramente identificada e rotulada para evitar confusões e garantir que os resultados sejam atribuídos ao paciente correto. Ausência de Contaminação – A amostra deve ser coletada e manuseada de maneira a evitar contaminação por secreções externas ou micro-organismos que não sejam da flora vaginal normal. Influência no Diagnóstico Final A qualidade da amostra cérvico-vaginal tem um impacto direto no diagnóstico final. Amostras de baixa qualidade podem resultar em: Resultados Falsos Negativos e Resultados Falsos Positivos. Resultados Falsos Negativos – A ausência de células anormais ou patógenos devido à coleta inadequada pode levar a um diagnóstico incorreto, como a não detecção de lesões precoces de câncer cervical. Resultados Falsos Positivos – Contaminantes ou células não representativas podem resultar em diagnósticos errôneos, levando a intervenções desnecessárias e aumento da ansiedade para o paciente. C. Descreva as características visuais observadas em cada uma das regiões anatômicas do colo uterino durante o exame. Durante o exame do colo uterino, que pode incluir a inspeção visual e a colposcopia, várias características anatômicas e visuais podem ser observadas. Aqui estão as principais regiões anatômicas do colo uterino e suas características visuais: Ectocérvix Normalmente apresenta uma coloração rosada e uma textura lisa. Em algumas mulheres, pode haver pequenas glândulas ou ectopias, que aparecem como áreas avermelhadas. Pode-se observar uma rede de pequenos vasos sanguíneos, especialmente em casos de inflamação ou infecção. Canal Endocervical São uma estrutura importante do sistema reprodutivo feminino, localizando-se entre o útero e a vagina. O canal endocervical apresenta uma coloração geralmente mais pálida em comparação com a ectocérvix, que é a parte visível do colo do útero que se projeta na vagina. Essa diferença de coloração é resultado do tipo de epitélio presente e de fatores vasculares. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ O revestimento do canal endocervical é composto por epitélio cilíndrico, que possui uma textura lisa e brilhante. Essa aparência é frequentemente atribuída à presença de muco cervical, que tem um papel crucial na proteção do útero e na facilitação da passagem dos espermatozoides durante a ovulação. A secreção cervical varia ao longo do ciclo menstrual, podendo ser clara e elástica durante o período fértil, o que facilita a fertilização, ou mais espessa e opaca em outras fases, o que ajuda a proteger o útero de infecções. Essas secreções são fundamentais para a saúde reprodutiva e influenciam a fertilidade. Endocérvix O interior do canal cervical é revestido por um epitélio columnar que pode ser observado como uma superfície mais brilhante e mucosa. A coloração varia entre um rosa pálido e vermelho, dependendo do estado hormonal. Em casos de secreção ou infecção, pode haver a presença de muco espesso ou purulento. Zona de transformação Esta região apresenta uma combinação de epitélio escamoso estratificado e epitélio columnar. Pois, a zona de transformação é frequentemente onde ocorrem alterações celulares, podendo aparecer irregularidades na coloração, como áreas mais pálidas ou avermelhadas. Aspecto geral pode haver presença de lesões ou alterações, que podem se apresentar como áreas brancas (leucoplasia) ou outras descolorações. Vulva e meato urinário Embora não sejam parte do colo uterino em si, a inspeção da vulva e do meato urinário pode mostrar sinais de inflamação ou infecção que podem interferir nas condições do colo uterino. Aspectos Patológicos Durante um exame, lesões como pólipos, cistos, ou áreas de ectopia podem ser visualizadas, apresentando características distintas. Sendo assim, as lesões precoces ou cancerosas podem ser identificadas pela presença de áreas irregulares, sangramento ou textura anormal. A avaliação da saúde cervical é fundamental para a detecção precoce de patologias que podem comprometer a saúde da mulher. As alterações inflamatórias, neoplásicas ou hiperplásicas no colo do útero podem ser indicativas de condições que variam desde infecções benignas até lesões precursoras de câncer cervical. Por isso, exames regulares e adequados são imprescindíveis. Portanto, a detecção visual dessas alterações, muitas vezes por meio de um exame clínico, pode fornecer informações iniciais, mas a confirmação diagnóstica frequentemente requer biópsias. Esses procedimentos permitem a coleta de amostras de tecido, que podem ser analisadas microscopicamente para identificar a natureza das alterações e tomar decisões sobre o tratamento. A atuação de um profissional capacitado é crucial nesse processo, pois ele pode interpretar as características visuais e os resultados das biópsias de forma precisa, orientando sobre a melhor conduta a ser tomada. Deste modo, a educação e conscientização sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento médico regular também são essenciais para a prevenção e o controle das doenças cervicais. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ D. Descreva as técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal para análise microscópica. A análise microscópica do material cérvico-vaginal é fundamental para o diagnóstico de diversas condições, incluindo infecções, neoplasias e outras desordens. Para garantir a qualidade das amostras e a precisão dos resultados, são utilizadas técnicas de fixação e coloração específicas. Técnicas de Fixação A fixação tem como objetivo preservar a morfologia celular e também evitar a degradação do material biológico. A seguir, descrevo algumas dessas técnicas: fixação com álcool, fixação com formaldeído, spray de fixação e a técnica de cytofixação. Fixação com Álcool – O uso de soluções de álcool (geralmente 95% ou 100%) é comum. O álcool age desidratando as células e preservando a morfologia celular. É uma técnica rápida e eficaz. Fixação em PAF (Penta-Formaldeído) – O PAF é uma solução que contém formaldeído e é usado para fixar tecidos. Proporciona uma melhor preservação da estrutura celular e é frequentemente utilizado em análises histológicas. Fixação em Bouin – Essa técnica utiliza uma solução composta de ácido acético, formol e ácido pícrico. É especialmente útil para a preservação de glicogênio e pode fornecer detalhes adicionais em certos tipos de amostras. Fixação em Zenkers – Esse fixador é baseado em mercúrio e é eficaz para a preservação de tecidos que contêm glicogênio e cromatina. No entanto, seu uso é menos comum devido à toxicidade do mercúrio. Técnicas de Coloração Após a fixação, as amostras são submetidas a colorações que permitem a visualização de estruturas celulares. As técnicas de coloração mais comuns incluem: Coloração de Papanicolau, Coloração Giemsa, Coloração de May-Grünwald. Coloração de Papanicolau – Esta éa técnica mais utilizada para amostras cérvico-vaginais. A coloração de Papanicolaou utiliza uma série de corantes que realçam as características celulares, permitindo a identificação de anormalidades. As células são coloridas em diferentes tons de azul, verde e laranja, dependendo da presença de queratina e do conteúdo citoplasmático. Coloração Giemsa – embora menos utilizada que a coloração de Papanicolaou, a coloração de Giemsa pode ser aplicada para visualizar células inflamatórias, parasitas e outros componentes celulares. Ela proporciona um contraste significativo entre diferentes tipos celulares. Coloração de May-Grünwald – é uma técnica histológica clássica que desempenha um papel fundamental na análise de esfregaços sanguíneos e em outras amostras biológicas. Este método permite a visualização detalhada das células, facilitando a identificação de diferentes tipos celulares, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Geralmente, utiliza-se um fixador como o formol ou o metanol, que penetra nas células e coagula as proteínas, estabilizando a amostra. Após a fixação, a amostra é submetida à coloração propriamente dita. A coloração de May-Grünwald é composta por uma solução de corantes, sendo o mais comum o corante Giemsa, que é uma RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ mistura de azul de metileno e eosina. Este corante tem a capacidade de interagir com diferentes componentes celulares, resultando em uma coloração distinta: os núcleos das células costumam aparecer em um tom azul ou roxo, devido à afinidade do corante com o DNA, enquanto o citoplasma pode assumir uma coloração mais clara ou rosada, dependendo da presença de proteínas e outros componentes. Esse contraste de cores facilita a identificação e a observação das estruturas celulares ao microscópio, permitindo a análise de características morfológicas e a detecção de anormalidades, como aquelas observadas em células cancerosas. A coloração de May-Grünwald é, portanto, uma ferramenta valiosa na citopatologia e em estudos histológicos, contribuindo para diagnósticos clínicos e pesquisas científicas. 2. ELEMENTOS CELULARES A. Quais são as principais características morfológicas das células que compõem o epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino? As características morfológicas das células que compõem o epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino são distintas e desempenham papéis diferentes na função e na proteção dessa região. Epitélio Escamoso Forma das Células – As células do epitélio escamoso são planas e em forma de escama, o que facilita a cobertura de superfícies e a proteção contra traumas mecânicos. Camadas – O epitélio escamoso pode ser estratificado (várias camadas) ou simples (uma única camada), mas no colo uterino, a maioria é estratificada, o que confere maior resistência. Núcleos – Os núcleos das células são geralmente achatados e situados na camada basal, tornando-se mais achatados à medida que se aproximam da superfície. O epitélio escamoso pode ser queratinizado (presente em áreas expostas, como a pele) ou não queratinizado (como nas mucosas), com o epitélio do colo uterino sendo não queratinizado. Epitélio Glandular Forma das Células – As células do epitélio glandular são geralmente cilíndricas ou prismáticas, o que é adequado para a secreção de muco e outros fluidos. Disposição – Este epitélio é tipicamente organizado em glândulas, que podem ser unicelulares (células caliciformes) ou multicelulares, formando adenômeros. Núcleos – portanto, os núcleos das células glandulares tendem a ser mais arredondados e localizados na parte basal da célula, devido ao seu formato alongado. As células glandulares possuem organelas como retículo endoplasmático e golgi bem desenvolvidos, o que é indicativo de sua função de secreção. Elas produzem muco, que desempenha um papel importante na lubrificação e proteção do colo uterino. Portanto, ambos os tipos de epitélio têm funções essenciais na proteção e na secreção no colo uterino. O epitélio escamoso atua principalmente como uma barreira protetora, enquanto o epitélio glandular tem um papel fundamental na secreção de muco e outras substâncias. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ O epitélio escamoso, que é composto por células planas, forma uma camada resistente que protege as camadas subjacentes das agressões externas, como infecções e irritações. Essa função é crucial, especialmente na região do colo uterino, onde o epitélio escamoso ajuda a prevenir a entrada de patógenos. O epitélio glandular, presente nas glândulas do colo uterino, é responsável pela produção e secreção de muco cervical. Este muco desempenha várias funções importantes, como lubrificação durante o ato sexual e proteção contra infecções, além de facilitar a passagem dos espermatozoides durante a ovulação. A secreção do muco também varia ao longo do ciclo menstrual, ajudando a criar um ambiente favorável para a fertilização. No entanto, ambos os tipos de epitélio atuam em sinergia para garantir a saúde e o funcionamento adequado do sistema reprodutivo feminino. O epitélio escamoso oferece proteção, enquanto o epitélio glandular contribui para a função secreta, promovendo um equilíbrio essencial para a reprodução e a saúde ginecológica. B. Adicione fotos das células do epitélio escamoso e glandular observadas durante o exame, destacando suas características distintivas. Figura 01: Cancro do colo do utero (Carcionoma de células escamosas) Epitélio Escamoso Aspecto – As células do epitélio escamoso são achatadas e podem ser organizadas em uma única camada (epitélio escamoso simples) ou em várias camadas (epitélio escamoso estratificado). Essa organização é crucial para suas funções, permitindo tanto a permeabilidade quanto a resistência. Localização – O epitélio escamoso simples é encontrado em locais onde a troca de substâncias é essencial, como nos alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca gasosa, e no revestimento interno dos vasos sanguíneos (endotélio), facilitando a passagem de nutrientes e oxigênio. Já o epitélio escamoso estratificado pode ser encontrado na epiderme da pele e nas mucosas. Núcleo – Os núcleos das células desse epitélio são geralmente achatados e situados de maneira central. Essa característica está relacionada à forma das células, que permite um arranjo compacto e eficiente para o tecido. Função – A principal função do epitélio escamoso é a proteção, uma vez que ele forma barreiras contra traumas físicos, patógenos e perda de água. Além disso, o epitélio escamoso simples é altamente especializado para a troca de gases, nutrientes e excreção de resíduos, desempenhando um papel vital em processos fisiológicos essenciais. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ O epitélio escamoso, com sua estrutura adaptada, é fundamental para a proteção e a troca de substâncias em diversos órgãos e sistemas do corpo humano. Figura 02: Tecido epitelial glandular Epitélio Escamoso Aspecto – As células do epitélio escamoso são achatadas e podem ser organizadas em uma única camada (epitélio escamoso simples) ou em várias camadas (epitélio escamoso estratificado). Localização – O epitélio escamoso simples é encontrado em locais onde a troca de substâncias é essencial, como nos alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca gasosa, e no revestimento interno dos vasos sanguíneos (endotélio), facilitando a passagem de nutrientes e oxigênio. O epitélio escamoso estratificado é mais espesso e resistente, encontrando-sena epiderme da pele, onde protege contra agentes externos, e nas mucosas, que revestem cavidades como a boca e o esôfago. Núcleo – Os núcleos das células desse epitélio são geralmente achatados e situados de maneira central. Essa característica está relacionada à forma das células, que permite um arranjo compacto e eficiente para o tecido. Função – A principal função do epitélio escamoso é a proteção, uma vez que ele forma barreiras contra traumas físicos, patógenos e perda de água. Além disso, o epitélio escamoso simples é altamente especializado para a troca de gases, nutrientes e excreção de resíduos, desempenhando um papel vital em processos fisiológicos essenciais. C. Quais são os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino e como cada estágio pode ser identificado microscopicamente? De acordo com os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino são fundamentais para a compreensão da histologia cervical e são frequentemente discutidos em patologia ginecológica. As células escamosas passam por várias fases de maturação, que podem ser identificadas microscopicamente por suas características morfológicas. Os principais estágios incluem: basal, parabasal, intermediária e superficial. Células Basais Identificação – Essas células estão localizadas na camada mais profunda do epitélio. Elas são pequenas, com núcleos grandes e redondos, e citoplasma basofílico devido à presença de ribossomos e organelas. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ Características – O núcleo é redondo e ocupa a maior parte da célula, e o citoplasma é basofílico devido à alta quantidade de RNA. Células Parabasais Identificação – Essas células estão acima das células basais e começam a apresentar um citoplasma mais claro e um núcleo um pouco menor em comparação com as células basais. Características – Elas estão localizadas na camada mais profunda do epitélio escamoso, e a presença de um núcleo proeminente é uma característica distintiva. Células Intermediárias Identificação – À medida que as células se diferenciam, tornam-se maiores e o núcleo começa a diminuir de tamanho. O citoplasma torna-se mais abundante e pode apresentar uma coloração mais clara. Características – Essas células têm um citoplasma mais claro e podem mostrar uma leve queratinização nas camadas mais superficiais. Células Superficiais Identificação – Estas células são as mais superficiais e apresentam um citoplasma muito abundante e eosinofílico (colorido em rosa com corantes comuns). O núcleo pode estar presente ou ausente em células totalmente queratinizadas. Características – O citoplasma é denso e pode ter uma aparência "flocosa" devido à presença de queratina. A ausência do núcleo em células completamente cornificadas é um sinal de maturidade total. A identificação microscópica dos estágios maturativos das células escamosas do colo uterino é fundamental em citologia, especialmente na triagem de câncer cervical (exames de Papanicolau). A avaliação cuidadosa dessas características permite a detecção precoce de alterações celulares que podem indicar displasia ou carcinoma. D. Quais são os elementos não-epiteliais que podem ser encontrados no colo uterino e qual é sua relevância clínica? O colo uterino é uma estrutura complexa que contém não apenas epitélio, mas também vários elementos não-epiteliais que desempenham papéis importantes em sua função e na saúde feminina. Os principais elementos não-epiteliais encontrados no colo uterino incluem: Tecido Conjuntivo, Vasos Sanguíneos, Nervos e Células imunes. Tecido Conjuntivo – O colo uterino possui um estroma rico em tecido conectivo, que fornece suporte estrutural e é essencial para a integridade do colo. O tecido conectivo contém fibroblastos, colágeno e elastina, que permitem a elasticidade e a resistência do colo durante a gravidez e o parto. Vasos Sanguíneos – O colo uterino é vascularizado por artérias e veias que fornecem oxigênio e nutrientes ao tecido, além de desempenhar um papel importante na cicatrização e resposta inflamatória. A irrigação sanguínea é crucial durante a gravidez, pois ajuda a acomodar as alterações no colo. Nervos – O colo uterino contém terminações nervosas que são responsáveis pela sensibilidade e pela resposta a estímulos, como a pressão durante o parto. A RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ inervação adequada é fundamental para o funcionamento normal do colo e para a percepção da dor. Células imunes – O colo uterino abriga várias células do sistema imunológico, como linfócitos e macrófagos, que desempenham um papel importante na defesa contra infecções. A presença de células imunes é essencial para a proteção contra patógenos e na manutenção da microbiota vaginal saudável. Relevância Clínica Infecções e Resposta imune na Saúde Reprodutiva A presença e a funcionalidade das células imunes desempenham um papel crucial na defesa do organismo contra infecções, incluindo a cervicite, que é uma inflamação do colo do útero frequentemente causada por infecções bacterianas, virais ou fúngicas. Quando o sistema imunológico está em equilíbrio, ele consegue identificar e erradicar patógenos de forma eficaz, prevenindo a progressão de infecções agudas para crônicas. Entretanto, um desequilíbrio na resposta imune pode comprometer essa defesa. Isso pode ocorrer devido a diversos fatores, bem como estresse, desnutrição, uso excessivo de antibióticos ou doenças autoimunes. A resposta imune inadequada pode resultar em infecções persistentes que não apenas causam sintomas, mas também podem ter consequências graves sobre a saúde reprodutiva da mulher, como infertilidade, complicações na gravidez e aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, infecções crônicas, como a cervicite, podem levar ao desenvolvimento de condições mais graves, como a doença inflamatória pélvica (DIP), que pode afetar órgãos reprodutivos e resultar em dor crônica, adesões e complicações na fertilidade. Assim, a vigilância e a intervenção precoce em casos de infecções são essenciais para manter o equilíbrio da resposta imune e proteger a saúde reprodutiva. A relevância clínica da presença de células imunes na defesa contra infecções não pode ser subestimada, pois o desequilíbrio na resposta imune pode desencadear uma série de complicações que afetam a saúde reprodutiva das mulheres. O manejo adequado dessas condições é fundamental para garantir a saúde geral e reprodutiva das pacientes. A cervicite é uma condição caracterizada pela inflamação do colo do útero e pode ser causada por diversos fatores, principalmente infecções bacterianas, virais ou fúngicas. Entre os agentes infecciosos mais comuns estão as bactérias como a Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de infecções virais como o papilomavírus humano (HPV). O câncer cervical, ou câncer do colo do útero, frequentemente se desenvolve a partir de alterações celulares induzidas pelo HPV (Papilomavírus Humano) e pode progredir de lesões precursoras, como a neoplasia intraepitelial cervical (NIC), até formas invasivas da doença. A avaliação da estrutura não-epitelial, que inclui o estroma e os componentes vasculares e imunológicos do colo do útero, é crucial tanto para o estadiamento da doença quanto para a definição do tratamento adequado. O processo de cicatrização do colo uterino é complexo e envolve várias etapas fundamentais, que são influenciadas pela qualidade da matriz conjuntiva e pela resposta inflamatória local. Após traumas ou intervenções cirúrgicas, como a realização de uma histerectomia ou a cauterização de lesões cervicais, a cicatrização adequada é essencial para restaurar a integridade do tecido e prevenir complicações. A disfunção hormonalpode ter um papel significativo nas alterações do tecido não-epitelial do colo do útero, o que, por sua vez, pode afetar a lubrificação e a RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: 14 09 2024 ______/______/______ elasticidade da região. Além disso, essas mudanças são frequentemente associadas a desequilíbrios hormonais, como os que ocorrem durante a menopausa, na síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou mesmo em condições relacionadas ao estresse. Portanto, compreender e tratar as disfunções hormonais é crucial para manter a saúde do tecido do colo do útero, promovendo não apenas a saúde sexual, mas também a fertilidade. Por isso, a consulta com profissionais de saúde, como endocrinologistas ou ginecologistas, é essencial para a avaliação e o manejo dessas condições. As implicações clínicas mencionadas destacam a relevância da vigilância contínua da saúde do colo uterino como parte essencial da saúde reprodutiva feminina. Exames regulares, como o Papanicolau, são fundamentais para a detecção precoce de alterações celulares que podem indicar a presença de patologias, como infecções ou lesões precursoras do câncer. A colposcopia, quando indicada, permite uma avaliação mais detalhada do colo uterino, possibilitando a identificação de áreas suspeitas que podem requerer biópsias para análise histopatológica. Esse acompanhamento é vital não apenas para o diagnóstico precoce de câncer cervical, mas também para a promoção de intervenções que possam prevenir o desenvolvimento de doenças mais graves. Além disso, a educação em saúde sobre a importância desses exames e o incentivo à adesão a programas de rastreamento são cruciais para melhorar os índices de detecção e tratamento precoce. Ao garantir um monitoramento adequado da saúde do colo uterino, as mulheres estão mais bem protegidas e têm melhores oportunidades de manter sua saúde reprodutiva e geral. Portanto, é imperativo que tanto profissional de saúde quanto pacientes reconheçam a importância dessa vigilância regular. Referencias: COSTA, Dicleidson Luiz da Silva et al. A influência da representatividade do epitélio glandular sobre a detecção de lesões precursoras do câncer cervical. 2022. COSTA, Maria Cristiane Oliveira et al. Fatores que provocam resultados falso- negativos nos exames de citologia oncótica: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 10, n. 10, p. e361101019079-e361101019079, 2021. DINIZ, Sumayra Pereira; DA SILVA NASCIMENTO, Yasmin; DE ALMEIDA, Anne Cristine Gomes. Influência da fase pré-analítica em citologia clínica cérvico-vaginal: uma revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 12, n. 6, p. e16912642247-e16912642247, 2023. DE ASSIS BASTOS, Ediane et al. Associação conforme a qualidade da amostra e a detecção das atipias celulares em exame citopatológico de colo do útero. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 58, n. 3, p. 445-452, 2012. RELATÓRIO DE PRÁTICA 02 Francisca Raquel N. Cavalcante Almeida 01406313 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: FRANCISCA RAQUEL N. CAVALCANTE ALMEIDA MATRÍCULA: 01406313 CURSO: FARMÁCIA POLO: DOROTEIAS PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A): DANIEL TEMA DE AULA: CITOLOGIA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS RELATÓRIO: 1. CITOLOGIA INFLAMATÓRIA A. Descreva quais são os principais micro-organismos que podem causar infecções no colo uterino, como eles são identificados microscopicamente. Os principais micro-organismos que podem causar infecções no colo uterino incluem: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis, Vírus do Papiloma Humano (HPV) e Herpes simplex vírus (HSV). Chlamydia trachomatis – É uma bactéria intracelular obrigatória que causa a clamidíase, uma infecção sexualmente transmissível (IST). Embora a identificação direta por microscopia possa ser desafiadora, a Chlamydia pode ser visualizada em amostras coradas com técnicas específicas, como a coloração de Giemsa, que pode revelar inclusões intracelulares em células epiteliais. Neisseria gonorrhoeae – Bactéria responsável pela gonorreia, outra IST comum. Os diplococos gram-negativos podem ser observados em um esfregaço de secreção do colo uterino utilizando coloração de Gram. A presença de diplococos dentro de leucócitos polimorfonucleares é um indicativo da infecção. Gardnerella vaginalis – Associada à vaginose bacteriana, sua presença em excesso pode levar a inflamações no colo uterino. Pode ser identificada em esfregaços vaginais onde se observa uma diminuição da flora lactobacilar e a presença de células "clue cells" (células chave), que são células epiteliais cobertas por bactérias. Trichomonas vaginalis – Protozoário flagelado que causa a tricomoníase. Pode ser facilmente visualizado em um esfregaço vaginal por meio de microscopia, onde aparecem como protozoários móveis com flagelos. A coloração com Giemsa ou outros corantes pode ajudar na visualização. Vírus do Papiloma Humano (HPV) – é uma infecção viral comum que pode afetar a pele e as mucosas, sendo associada a diversas lesões, incluindo verrugas genitais e lesões precursoras de câncer, especialmente no colo do útero. Embora o HPV não seja identificado diretamente em exames microscópicos convencionais, a sua presença pode ser detectada por testes moleculares, como a PCR (reação em cadeia da polimerase), que identificam o material genético do vírus. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ Herpes simplex vírus (HSV) – O HSV pode causar infecções no colo uterino, levando a lesões dolorosas. No caso das infecções no colo uterino, o HSV pode resultar em lesões dolorosas e, frequentemente, é associado a sintomas como coceira, ardência e desconforto. As infecções por HSV são geralmente divididas em dois tipos: HSV-1, que é mais comumente associado a herpes labial, e HSV-2, que é tipicamente responsável por herpes genital. O diagnóstico de infecções do trato genital feminino é essencial para a orientação do tratamento adequado e a prevenção de complicações. A colheita de secreção do colo uterino é uma prática comum, pois permite a obtenção de amostras diretamente da área afetada. B. Adicione fotos dos micro-organismos identificados, destacando suas características distintivas. Figura 01: Escherichia coli Figura 02: Staphylococcus aureus Figura 03: Saccharomyces cerevisiae Figura 04: Plasmodium spp Características Distintivas Bactérias Escherichia coli – é uma bactéria que faz parte da microbiota intestinal normal de humanos e muitos animais. Sua forma bacilar é característica, pode ser observada em diferentes cepas, algumas das quais são patogênicas e podem causar doenças. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ Bactéria comum no intestino, geralmente, apresenta forma bacilar. Pode ser identificada por suas colônias cremosas em cultura. A presença de E. coli em amostras clínicas pode indicar infecções, especialmente em casos de diarreias, infecções do trato urinário e outras condições patológicas. É importante ressaltar que, embora a maioria das cepas de E. coli seja inofensivae até benéfica, algumas podem ser altamente virulentas e associadas a surtos de doenças. Staphylococcus aureus – é uma bactéria esférica (cocó) que se agrupa em arranjos semelhantes a cachos de uvas. Essa característica morfológica é um dos traços distintivos do gênero Staphylococcus. É uma bactéria Gram-positiva e é amplamente conhecida por sua capacidade de causar diversas infecções, desde infecções de pele, como furúnculos e impetigo, até infecções mais graves, como pneumonia, meningite e septicemia. Uma das características notáveis do Staphylococcus aureus é a sua capacidade de formar colônias de coloração dourada em meios de cultura, o que facilita sua identificação laboratorial. Saccharomyces cerevisiae – é uma espécie de levedura amplamente utilizada na panificação e na fermentação de bebidas alcoólicas, como cerveja e vinho. Essa levedura apresenta células que podem ser ovais ou esféricas, facilitando sua identificação em culturas. Plasmodium spp – é um protozoário unicelular responsável pela malária, uma doença infecciosa que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. A identificação dessas formas nas lâminas sanguíneas é crucial para o diagnóstico da malária. O exame microscópico permite a detecção da infecção e a avaliação da gravidade da doença. O tratamento precoce é fundamental para evitar complicações e a transmissão do parasita. C. Qual é a importância clínica de identificar corretamente os micro-organismos que podem causar infestações e infecções no colo uterino? A identificação precisa dos micro-organismos que afetam o colo uterino é, de fato, um aspecto crucial na prática clínica contemporânea. Em primeiro lugar, essa identificação permite um diagnóstico mais acurado de diversas condições, como cervicites, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e entre outras patologias relacionadas ao colo uterino. Esses diagnósticos precisos são fundamentais não apenas para o tratamento eficaz das infecções, mas também para a prevenção de complicações que podem surgir a partir de diagnósticos imprecisos ou tardios. Além disso, a capacidade de diferenciar entre micro-organismos patogênicos é essencial para que os profissionais de saúde possam realizar diagnósticos diferenciais. Por exemplo, a distinção entre diferentes tipos de patógenos pode influenciar diretamente a escolha da terapia, já que cada micro-organismo pode ter uma resposta diferente aos medicamentos disponíveis. Compreender as características específicas de cada patógeno como a morfologia, o metabolismo, a genética e os tipos de doenças que podem causar, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de tratamento eficazes. Esse conhecimento aprofundado é vital para a implementação de medidas de controle e prevenção. Identificar os micro-organismos envolvidos em infecções do colo uterino permite a elaboração de protocolos de rastreamento e prevenção, especialmente em populações de risco. As orientações para a prática clínica, incluindo RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ a educação em saúde e também a promoção de hábitos preventivos, podem ser significativamente aprimoradas com informações precisas sobre os micro-organismos em questão. O monitoramento e controle de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) desempenham um papel fundamental na saúde pública, uma vez que a identificação correta dos micro-organismos responsáveis é essencial para a adoção de medidas eficazes. A vigilância ativa permite não apenas a detecção precoce de surtos, mas também a implementação de intervenções direcionadas que podem reduzir a transmissão e suas consequências. Durante o pré-natal, a atenção à saúde reprodutiva das mulheres grávidas é ainda mais crítica, especialmente no que se refere à identificação de infecções no colo uterino, como a infecção pelo HPV ou a cervicite. Esses diagnósticos são cruciais, pois infecções não tratadas podem levar a complicações graves, tanto para a saúde da mãe quanto para o desenvolvimento do feto. A educação em saúde, orientações sobre prevenção e a realização de exames periódicos são aspectos que devem ser integrados ao cuidado pré-natal, garantindo que as gestantes recebam o suporte necessário para uma gestação saudável. Portanto, investir em pesquisa e desenvolvimento nesse campo é crucial não apenas para melhorar os métodos de diagnóstico e tratamento, mas também para garantir a saúde e o bem-estar das mulheres, diante da complexidade dos micro- organismos que podem afetar essa região do corpo. A colaboração entre cientistas, clínicos e a indústria farmacêutica será vital para transformar essas descobertas em soluções práticas e eficazes. D. Descreva os micro-organismos observados durante os exames e como eles afetam o tecido cervical. Os micro-organismos que podem ser observados durante exames do tecido cervical incluem uma variedade por bactérias, vírus, fungos e protozoários, cada um com características e impactos distintos sobre a saúde cervical. Bactérias – Entre as bactérias mais comuns estão as do gênero Gardnerella e Mycoplasma. A Gardnerella vaginalis, por exemplo, está associada à vaginose bacteriana, que pode causar um desequilíbrio na flora vaginal. Isso pode levar a inflamações e aumentar a susceptibilidade a infecções, afetando a mucosa cervical. Vírus – O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é um dos micro-organismos mais relevantes no contexto do tecido cervical. Existem vários tipos de HPV, sendo que alguns são classificados como de alto risco devido à sua associação com o câncer cervical. A infecção persistente por esses tipos de HPV pode levar a alterações celulares que, se não tratadas, podem evoluir para neoplasias intraepiteliais e, eventualmente, câncer cervical. Fungos – As infecções fúngicas, como a candidíase, causada pelo Candida albicans, também podem afetar o tecido cervical. Embora sejam mais comuns em áreas como a vagina, podem causar inflamação e desconforto, levando a alterações no ambiente cervical e aumento do risco de infecções bacterianas secundárias. Protozoários – O Trichomonas vaginalis é um protozoário que pode causar tricomoníase, uma infecção que leva a inflamação do tecido cervical e pode causar dor, secreção e desconforto. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ Esses micro-organismos afetam o tecido cervical de várias maneiras, incluindo a indução de inflamação, a alteração pH vaginal, o comprometimento da integridade celular e também a promoção de condições que favorecem a infecção secundária. O monitoramento e o tratamento adequado dessas infecções são fundamentais para a saúde cervical e a prevenção de complicações mais graves, como o câncer cervical. 2. ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS A. Descreva as características morfológicas das alterações pré-malignas observadas no colo uterino. No ponto de vista, as alterações pré-malignas observadas no colo uterino, frequentemente, identificadas bem como neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), apresentam características morfológicas distintas que podem ser identificadas por meio de exames histopatológicos. Algumas das principais características: alterações na arquitetura epitetial, aumento da relação núcleo/citoplasma, anormalidades nucleares, pleomorfismo celular, desvio da maturação celular, aumento da mitose e alterações na camada basal. Alterações na Arquitetura Epitelial – As células epiteliais podem apresentar desorganização e perda da estrutura normal. Isso inclui alterações na disposição das células que podem ser observadas sob o microscópio. Aumento da Relação Núcleo/Citoplasma – normalmente, as células afetadas frequentemente apresentam núcleos aumentados em tamanho em relação ao citoplasma, o que é um indicativo de atividade proliferativa alterada. Anormalidadesnucleares – Os núcleos das células podem apresentar hipercromasia (coloração intensa), irregularidades nas bordas e variações no tamanho e na forma, indicando alterações genéticas. Pleomorfismo. Nuclear – Há uma variação significativa nas formas e tamanhos das células, o que sugere uma heterogeneidade celular associada à malignidade. Desvio da maturação celular – Nas lesões de grau mais elevado, como a NIC II e NIC III, observa-se uma diminuição no número de células epiteliais maduras, com predominância de células imaturas ou menos diferenciadas. Aumento da mitose – A presença de mitoses atípicas é um sinal de proliferação celular desregulada, frequentemente observada nas lesões pré-malignas mais severas. Alterações na camada basal – A camada basal do epitélio pode apresentar descontinuidade, e as células podem invadir camadas epiteliais mais superficiais. A invasão do estroma é, de fato, um dos principais critérios para classificar um tumor como maligno. Essa capacidade das células tumorais de invadir tecidos adjacentes reflete não apenas sua agressividade, mas também sua habilidade de escapar dos controles normais que regulam o crescimento e a disseminação celular. Quando as células tumorais invadem o estroma, elas podem interagir com a matriz extracelular e as células do sistema imunológico, promovendo um microambiente que favorece a sobrevivência e a proliferação das células cancerígenas. Esse processo RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ pode facilitar a formação de metástases, ou seja, a disseminação do câncer para outros órgãos, o que é um dos principais desafios no tratamento oncológico e está associado a um prognóstico desfavorável. Além disso, a invasão do estroma pode desencadear respostas inflamatórias que podem auxiliar na progressão tumoral. A remodelação do estroma, muitas vezes mediada por fatores liberados pelas células tumorais, pode criar um ambiente propício para a angiogênese, oferecendo às células tumorais a vascularização necessária para o crescimento e a disseminação. Figura 01: Invasão inicial do estroma O exame de Papanicolau e as biópsias são ferramentas essenciais na detecção precoce de alterações celulares que podem indicar a presença de condições pré- malignas ou câncer. Durante o Papanicolau, são analisadas características como alterações na morfologia celular, presença de células atípicas e mudanças no padrão de maturação. Essas características ajudam a identificar lesões de alto e baixo grau, que podem ser indicativas de infecções, como o HPV, ou de outras anomalias. É importante ressaltar que nem todas as alterações pré-malignas progride para câncer, mas requerem monitoramento e, assim em alguns casos, intervenção terapêutica. B. Descreva as características morfológicas celulares das neoplasias malignas observadas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino. As características morfológicas observadas em processos patológicos, especialmente em neoplasias e lesões pré-malignas, desempenham um papel crucial na avaliação da agressividade e do potencial de malignidade de um tumor. Alterações como pleomorfismo celular, aumento da mitose, anaplasia, e a presença de necrose são indicativos de transformação maligna e podem sugerir um comportamento mais agressivo da neoplasia. O pleomorfismo, que se refere à variação na forma e tamanho das células, é um sinal clássico de malignidade e está frequentemente associado a tumores de alto grau. O aumento da mitose, especialmente mitoses atípicas, indica um elevado índice de proliferação celular, o que pode correlacionar-se com um crescimento tumoral rápido e invasivo. A anaplasia, caracterizada pela perda de diferenciação das células tumorais, também é um indicador importante, pois células menos diferenciadas tendem a ser mais agressivas e menos responsivas a tratamentos convencionais. Além disso, a presença de necrose, que pode ser um sinal de crescimento descontrolado e falta de RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ suprimento sanguíneo adequado, é frequentemente observada em tumores de alta agressividade. Alterações na arquitetura epitelial – observadas em tumores malignos são características importantes que ajudam na sua identificação e compreensão. Em um tecido epitelial normalmente, as células apresentam uma organização ordenada e uma clara polaridade, com diferenciação entre as superfícies apical e basal. No entanto, em tumores malignos, essa organização é frequentemente comprometida. Análise da relação núcleo/citoplasma – é uma ferramenta importante na histopatologia para a classificação de tumores e para a avaliação do grau de malignidade, auxiliando na definição do prognóstico e na escolha do tratamento mais especifico para o indivíduo. Descaracterização da estrutura celular – tumores malignos, frequentemente observada no fenômeno da anaplasia, é um dos aspectos mais preocupantes do câncer. As células tumorais, ao se tornarem anaplásicas, perdem as características morfológicas e funcionais do tecido de origem, resultando em uma heterogeneidade que dificulta a identificação do tipo de tumor e a formulação de estratégias de tratamento. Invasão do Estroma – invasão do estroma não apenas indica a agressividade do tumor, mas também serve como um importante parâmetro para orientar o tratamento e a vigilância do paciente, tornando-se uma área de interesse contínuo na pesquisa oncológica. A análise dessas características morfológicas, em conjunto com outros fatores clínicos e moleculares, permite que patologistas e oncologistas determinem o prognóstico e a abordagem terapêutica mais adequada para cada caso. Dessa forma, a morfologia celular não apenas reflete o estado da neoplasia, mas também fornece um guia essencial na tomada de decisões clínicas. C. Descreva os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical. O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que pode infectar as células do epitélio cervical, levando a uma série de efeitos celulares que podem contribuir para o desenvolvimento de lesões precursoras e câncer cervical. Os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical podem ser descritos da seguinte forma: Infecção e Replicação Viral, Transformação Celular, Efeitos no Ciclo Celular, Alterações Morfológicas, Resposta Imune, Desenvolvimento de Lesões Precoces. Esses efeitos celulares são fundamentais para compreender a patogênese do HPV e seu papel no desenvolvimento do câncer cervical. A detecção precoce e o monitoramento das alterações celulares são essenciais para prevenir a progressão para estágios mais avançados da doença. Infecção e Replicação viral – O HPV entra nas células do epitélio cervical, onde se liga a receptores celulares e introduz seu material genético. O vírus pode se replicar dentro das células hospedeiras, levando à produção de novas partículas virais. Transformação Celular – Alguns tipos de HPV, especialmente os de alto risco (como HPV 16 e 18), podem integrar seu DNA no genoma da célula hospedeira. Essa RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ integração pode alterar a regulação do ciclo celular, promovendo a proliferação descontrolada das células. Efeitos no Ciclo Celular – O HPV produz proteínas virais, como E6 e E7, que inibem as proteínas supressoras de tumor p53 e Rb, respectivamente. A proteína E6 se liga à p53, promovendo sua degradação, enquanto a E7 se liga à proteína Rb, liberando a transcrição de genes que promovem a progressão do ciclo celular. Essas interações podem levar a uma hiperproliferação celular e a uma perda de controle sobre o ciclo celular. Alterações Morfológicas– As células infectadas pelo HPV podem apresentar alterações morfológicas, como aumento do tamanho celular, alterações na forma do núcleo (aplasia nuclear), alterações na proporção núcleo/citoplasma e a presença de corpos de inclusão virais. Resposta Imune – A infecção pelo HPV pode desencadear uma resposta imune local, levando à inflamação no tecido cervical. No entanto, o vírus pode desenvolver mecanismos para evadir essa resposta, persistindo nas células e contribuindo para o desenvolvimento de lesões precoces. Desenvolvimento de Lesões Precoces – Com o tempo, a infecção persistente por HPV pode levar ao desenvolvimento de lesões precursoras, como neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem progredir para câncer cervical invasivo se não forem detectadas e tratadas precocemente. D. Adicione fotos das alterações pré-malignas observadas no colo uterino, destacando suas características morfológicas. As alterações pré-malignas do colo do útero estão intimamente ligadas à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer cervical. Portanto, as lesões mais comuns associadas a essas alterações incluem a Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) e também Características morfológicas. Figura 01: HPV e Lesões Precursoras Câncer do Colo de Útero Figura 02: Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) Lesões pré-malignas Colo normal RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) NIC 1 (Baixo grau) – Representa alterações leves nas células do epitélio cervical, com uma baixa probabilidade de progressão para câncer. NIC 2 (Grau intermediário) – Refere-se a alterações moderadas nas células. Neste estágio, há um risco maior de progressão do que no NIC I, mas a maioria ainda pode regredir. NIC 3 (Alto grau) – Indica alterações severas, com um alto risco de progressão para câncer cervical invasivo se não tratadas. Este estágio é considerado mais crítico e frequentemente requer intervenção médica. Características morfológicas Alterações na coloração – Células malignas frequentemente apresentam uma coloração mais intensa ou distinta quando comparadas às células normais. Isso pode ser resultado de um aumento na quantidade de material genético ou na presença de substâncias citoplasmáticas anormais, o que interfere na absorção de corantes durante a coloração histológica. Aumento do núcleo – O aumento do núcleo, ou hipertrofia nuclear, é uma característica comum em células anormais. Os núcleos dessas células costumam ser maiores e mais escuros (hipercromáticos), refletindo uma maior quantidade de DNA e uma atividade celular alterada. Essa mudança é um indicador importante de desregulação do ciclo celular. Irregularidade na forma celular – A anaplasia é uma condição em que as células perdem a uniformidade em sua forma e tamanho, resultando em uma variedade morfológica que inclui células com contornos irregulares e tamanhos heterogêneos. Essa desorganização pode ser um sinal de malignidade, pois as células não se comportam de maneira coesa como as células normais. Alterações na estrutura do epitélio – O epitélio que reveste superfícies internas e externas do corpo pode sofrer desorganização em sua arquitetura normal. Em células anormais, observa-se uma perda da maturação e uma disposição caótica das células, o que pode comprometer suas funções e a integridade do tecido. Essa alteração estrutural é um indicativo da transformação maligna e pode ser observada em biópsias. Essas características são identificadas através de exames citológicos, como o Papanicolau, e biópsias cervicais, que são essenciais para a detecção precoce e manejo adequado das lesões. O rastreamento regular e a vacinação contra o HPV são medidas importantes para prevenir o desenvolvimento dessas alterações e o câncer cervical. Ressalto as imagens de placas de identificação, apresentado em aula prática de citologia clínica. As placas de identificação são essenciais para a padronização dos processos de análise citológica, garantindo que todos os profissionais da área tenham um entendimento comum sobre as estruturas e suas implicações clínicas. Essa prática contribui significativamente para a formação de um clínico mais atento e preciso na avaliação de exames citológicos. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ Referencias: BARROS, Narriman K. da Silva et al. Neoplasias intraepiteliais cervicais: faixa etária em momento por diagnóstico citológico. Rev. bras. anal. clin, p. 22-24, 2015. GIACCIO, Claudia Maria Ricardo Serafim et al. Evolução das lesões intraepiteliais do colo uterino de baixo grau: em uma coorte de pacientes acompanhadas por 18 meses. Diagn. tratamento, 2010. GALVÃO, Roberto de Oliveira. Neoplasia intraepitelial escamosa cervical de alto grau: abordagem ambulatorial. Femina, p. 35-50, 2022. TONINATO, Luiz Guilherme Dittert et al. Vaginose bacteriana diagnosticada por exames citológicos no cotidiano: a prevalência e características de esfregaços do Papanicolaou. Revista Brasileira de Análises Clínicas, v. 48, n. 2, p. 165-169, 2016. VERDIANI, Luiz Antonio et al. Atipia de células glandulares e os esfregaços de colo do útero, e avaliação aos métodos propedêuticos. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 25, p. 193-200, 2003.