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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 
 
 
Francisca Raquel N. Cavalcante Almeida 
01406313 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 01 
 
DATA: 
14 09 2024 
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
 
DADOS DO (A) ALUNO (A): 
 
NOME: FRANCISCA RAQUEL N. CAVALCANTE ALMEIDA MATRÍCULA: 01406313 
CURSO: FARMÁCIA POLO: DOROTEIAS 
PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A): DANIEL 
 
 
TEMA DE AULA: COLETA GINECOLÓGICA E ELEMENTOS CELULARES 
 
 
Na aula prática de Citologia Clínica ministrada pelo professor Daniel, tivemos a 
oportunidade de aprofundar nossos conhecimentos sobre a coleta de material cérvico-
vaginal, um procedimento crucial para a realização de exames citológicos, como o 
Papanicolau. O professor destacou a importância de seguir diretrizes rigorosas para 
garantir a qualidade das amostras coletadas, enfatizando aspectos fundamentais, 
como a higiene adequada, a escolha do material de coleta apropriado e a correta 
identificação da paciente. Durante a atividade, aprendemos que a higiene é um passo 
essencial para evitar contaminações que possam comprometer os resultados dos 
exames. O docente nos orientou sobre como selecionar o equipamento adequado, 
incluindo espéculos e escovas, que devem ser utilizados de maneira correta para 
obter amostras representativas do colo do útero. Outro ponto importante abordado foi 
a necessidade de seguir protocolos padronizados, não apenas para garantir a 
qualidade das amostras, mas também para minimizar erros que podem ocorrer 
durante o processo de coleta. O professor enfatizou que a padronização não apenas 
aumenta a eficiência do diagnóstico, mas também contribui para a segurança e 
conforto da paciente. 
A simulação prática com o boneco, como descrito na Figura 01, é uma 
abordagem eficaz para o aprendizado em áreas da saúde. Essa experiência prática 
nos proporcionou um entendimento mais profundo sobre a importância da coleta 
correta de material cérvico-vaginal e nos preparou para futuras atuações na área da 
saúde, onde a precisão e a atenção aos detalhes são essenciais para a realização de 
diagnósticos eficazes na saúde da mulher. 
 
Figura 01: Simulação prática de coleta de material cérvico-vaginal. 
RELATÓRIO: 
 
1. COLETA DO MATERIAL CÉRVICO-VAGINAL 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 01 
 
DATA: 
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A. Qual é o procedimento correto para a coleta do material cérvico-vaginal e quais são 
os instrumentos utilizados? 
Em termos, observado a coleta de material cérvico-vaginal é um procedimento 
importante para diagnóstico de diversas condições ginecológicas, incluindo infecções, 
inflamações e para a realização de exames como o Papanicolau. O procedimento 
deve ser realizado de forma adequada para garantir a qualidade da amostra e a 
segurança da paciente. A seguir, descrevo o procedimento correto e os instrumentos 
utilizados: 
Procedimento para Coleta referente ao Material Cérvico-Vaginal 
 
Preparação da Paciente 
A paciente deve ser informada sobre o procedimento, seus objetivos e o que 
esperar. 
A coleta é idealmente realizada em um período em que a paciente não esteja 
menstruada. 
Solicitar que a paciente esvazie a bexiga antes do procedimento pode 
proporcionar mais conforto. 
Higienização 
O profissional deve higienizar as mãos adequadamente, utilizando água e 
sabão ou solução alcoólica. 
Utilização de Luvas 
Luvas estéreis devem ser usadas para proteger tanto o profissional quanto a 
paciente. 
Posicionamento da Paciente 
A paciente deve ser posicionada em posição ginecológica (deitada com as 
pernas afastadas e apoiadas em estribos). 
Especulum 
Um especulum (geralmente de metal ou plástico) é inserido na vagina para 
permitir a visualização do colo do útero. Pois, o especulum deve ser lubrificado 
adequadamente para minimizar desconforto. 
Coleta da Amostra 
Utilizando uma escova cervical ou uma espátula (de Ayre), a amostra é 
coletada do colo do útero. 
A escova é girada suavemente para obter células adequadas. 
Para a coleta do material vaginal, pode-se utilizar um swab ou uma pequena 
escova. 
Fixação da Amostra 
A amostra coletada deve ser colocada em um meio apropriado, como uma 
lâmina para exame citopatológico ou um tubo com meio de transporte, conforme o tipo 
de exame a ser realizado. 
Finalização 
Retire o especulum cuidadosamente e limpe a área conforme necessário. 
Descarte os materiais utilizados de maneira adequada, seguindo as normas de 
biossegurança. 
 
Armazenamento da Amostra 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 01 
 
DATA: 
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A amostra coletada deve ser cuidadosamente manuseada e armazenada para 
garantir a integridade dos resultados do exame. É fundamental imergir a amostra em 
um meio de transporte apropriado ou colocá-la em um frasco específico, como o frasco 
de Papanicolau, quando se trata de exames citológicos, ou em um meio de cultura 
adequado para testes microbiológicos. Essas medidas ajudam a preservar as 
características da amostra e a evitar contaminações, assegurando que os resultados 
dos testes sejam confiáveis e precisos. Além disso, sempre deve-se seguir as 
orientações do laboratório e as normas de biossegurança para a coleta e transporte 
de amostras biológicas. 
Encaminhamento 
A coleta de amostras para análise laboratorial é um processo crítico que deve 
ser realizado com atenção e cuidado. A correta rotulagem das amostras é essencial 
para evitar erros e garantir a precisão dos resultados. É imprescindível que a coleta 
seja feita por um profissional treinado, que siga rigorosamente as normas de 
biossegurança, protegendo tanto o paciente quanto a equipe de saúde. Além disso, 
recomenda-se evitar a coleta de amostras durante o período menstrual, a menos que 
seja absolutamente necessário, pois isso pode introduzir variáveis que interferem nos 
resultados dos testes, comprometendo a interpretação clínica. 
O consentimento informado não é apenas uma formalidade, mas uma prática 
que promove a autonomia e o respeito ao paciente, além de assegurar sua segurança 
e bem-estar. A correta identificação e rotulagem das amostras são, de fato, etapas 
fundamentais em qualquer processo de coleta e análise de dados. 
A observância rigorosa dessas diretrizes é realmente crucial para garantir que 
as coletas de dados sejam não apenas eficazes, mas também confiáveis. Quando 
seguimos protocolos estabelecidos, minimizamos a margem de erro e asseguramos 
que resultados obtidos reflitam com precisão a realidade que estamos investigando. 
Além disso, a padronização dos procedimentos facilita a replicação dos estudos e a 
comparação dos dados com outras pesquisas, contribuindo para a validação das 
nossas conclusões. Entretanto, é fundamental que todos os envolvidos no processo 
compreendam e se comprometam com essas diretrizes, pois isso impacta diretamente 
a qualidade e a integridade dos dados coletados. 
 
 
B. Quais são os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal 
coletada e como isso pode influenciar o diagnóstico final? 
Os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal coletada 
são fundamentais para garantir a precisão e a confiabilidade dos diagnósticos, 
especialmente em exames como o Papanicolau (preventivo do câncer cervical) e a 
detecção de infecções. 
Abaixo estão os principais critérios de qualidade e como eles influenciam o 
diagnóstico final: técnica de coleta adequada, tipo de amostra, volume e quantidade, 
armazenamento e transporte, identificação e rotulagem, ausência de contaminação 
Técnica de Coleta Adequada – A amostra deve ser coletada usando a técnica 
correta, que pode incluir o uso de instrumentos estéreis e a realização da coleta emum momento apropriado do ciclo menstrual. Desta forma, a técnica adequada reduz 
a contaminação e melhora a representatividade da amostra. 
 
 
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RELATÓRIO 01 
 
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Tipo de Amostra – É importante que a amostra seja adequada para o tipo de 
exame que será realizado. Por exemplo, para o teste de Papanicolau, a amostra deve 
incluir células do colo do útero. 
Volume e Quantidade – A amostra deve ter um volume suficiente para realizar 
os testes necessários. Amostras pequenas podem não ser representativas e podem 
levar a resultados inconclusivos. 
Armazenamento e Transporte – As amostras devem ser armazenadas e 
transportadas em condições adequadas (temperatura, tempo) para evitar degradação 
celular e alteração dos componentes da amostra. 
Identificação e Rotulagem – A amostra deve ser claramente identificada e 
rotulada para evitar confusões e garantir que os resultados sejam atribuídos ao 
paciente correto. 
Ausência de Contaminação – A amostra deve ser coletada e manuseada de 
maneira a evitar contaminação por secreções externas ou micro-organismos que não 
sejam da flora vaginal normal. 
 
Influência no Diagnóstico Final 
A qualidade da amostra cérvico-vaginal tem um impacto direto no diagnóstico 
final. Amostras de baixa qualidade podem resultar em: Resultados Falsos Negativos 
e Resultados Falsos Positivos. 
Resultados Falsos Negativos – A ausência de células anormais ou patógenos 
devido à coleta inadequada pode levar a um diagnóstico incorreto, como a não 
detecção de lesões precoces de câncer cervical. 
Resultados Falsos Positivos – Contaminantes ou células não representativas 
podem resultar em diagnósticos errôneos, levando a intervenções desnecessárias e 
aumento da ansiedade para o paciente. 
 
C. Descreva as características visuais observadas em cada uma das regiões 
anatômicas do colo uterino durante o exame. 
 
Durante o exame do colo uterino, que pode incluir a inspeção visual e a 
colposcopia, várias características anatômicas e visuais podem ser observadas. Aqui 
estão as principais regiões anatômicas do colo uterino e suas características visuais: 
Ectocérvix 
Normalmente apresenta uma coloração rosada e uma textura lisa. Em algumas 
mulheres, pode haver pequenas glândulas ou ectopias, que aparecem como áreas 
avermelhadas. 
Pode-se observar uma rede de pequenos vasos sanguíneos, especialmente 
em casos de inflamação ou infecção. 
Canal Endocervical 
São uma estrutura importante do sistema reprodutivo feminino, localizando-se 
entre o útero e a vagina. 
O canal endocervical apresenta uma coloração geralmente mais pálida em 
comparação com a ectocérvix, que é a parte visível do colo do útero que se projeta na 
vagina. Essa diferença de coloração é resultado do tipo de epitélio presente e de 
fatores vasculares. 
 
 
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RELATÓRIO 01 
 
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O revestimento do canal endocervical é composto por epitélio cilíndrico, que 
possui uma textura lisa e brilhante. Essa aparência é frequentemente atribuída à 
presença de muco cervical, que tem um papel crucial na proteção do útero e na 
facilitação da passagem dos espermatozoides durante a ovulação. 
A secreção cervical varia ao longo do ciclo menstrual, podendo ser clara e 
elástica durante o período fértil, o que facilita a fertilização, ou mais espessa e opaca 
em outras fases, o que ajuda a proteger o útero de infecções. Essas secreções são 
fundamentais para a saúde reprodutiva e influenciam a fertilidade. 
Endocérvix 
O interior do canal cervical é revestido por um epitélio columnar que pode ser 
observado como uma superfície mais brilhante e mucosa. A coloração varia entre um 
rosa pálido e vermelho, dependendo do estado hormonal. 
Em casos de secreção ou infecção, pode haver a presença de muco espesso 
ou purulento. 
Zona de transformação 
Esta região apresenta uma combinação de epitélio escamoso estratificado e 
epitélio columnar. Pois, a zona de transformação é frequentemente onde ocorrem 
alterações celulares, podendo aparecer irregularidades na coloração, como áreas 
mais pálidas ou avermelhadas. 
Aspecto geral pode haver presença de lesões ou alterações, que podem se 
apresentar como áreas brancas (leucoplasia) ou outras descolorações. 
Vulva e meato urinário 
Embora não sejam parte do colo uterino em si, a inspeção da vulva e do meato 
urinário pode mostrar sinais de inflamação ou infecção que podem interferir nas 
condições do colo uterino. 
Aspectos Patológicos 
Durante um exame, lesões como pólipos, cistos, ou áreas de ectopia podem 
ser visualizadas, apresentando características distintas. Sendo assim, as lesões 
precoces ou cancerosas podem ser identificadas pela presença de áreas irregulares, 
sangramento ou textura anormal. 
A avaliação da saúde cervical é fundamental para a detecção precoce de 
patologias que podem comprometer a saúde da mulher. As alterações inflamatórias, 
neoplásicas ou hiperplásicas no colo do útero podem ser indicativas de condições que 
variam desde infecções benignas até lesões precursoras de câncer cervical. Por isso, 
exames regulares e adequados são imprescindíveis. Portanto, a detecção visual 
dessas alterações, muitas vezes por meio de um exame clínico, pode fornecer 
informações iniciais, mas a confirmação diagnóstica frequentemente requer biópsias. 
Esses procedimentos permitem a coleta de amostras de tecido, que podem ser 
analisadas microscopicamente para identificar a natureza das alterações e tomar 
decisões sobre o tratamento. 
A atuação de um profissional capacitado é crucial nesse processo, pois ele 
pode interpretar as características visuais e os resultados das biópsias de forma 
precisa, orientando sobre a melhor conduta a ser tomada. Deste modo, a educação e 
conscientização sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento médico 
regular também são essenciais para a prevenção e o controle das doenças cervicais. 
 
 
 
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D. Descreva as técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal para 
análise microscópica. 
A análise microscópica do material cérvico-vaginal é fundamental para o 
diagnóstico de diversas condições, incluindo infecções, neoplasias e outras 
desordens. Para garantir a qualidade das amostras e a precisão dos resultados, são 
utilizadas técnicas de fixação e coloração específicas. 
Técnicas de Fixação 
A fixação tem como objetivo preservar a morfologia celular e também evitar a 
degradação do material biológico. 
A seguir, descrevo algumas dessas técnicas: fixação com álcool, fixação com 
formaldeído, spray de fixação e a técnica de cytofixação. 
Fixação com Álcool – O uso de soluções de álcool (geralmente 95% ou 100%) 
é comum. O álcool age desidratando as células e preservando a morfologia celular. É 
uma técnica rápida e eficaz. 
Fixação em PAF (Penta-Formaldeído) – O PAF é uma solução que contém 
formaldeído e é usado para fixar tecidos. Proporciona uma melhor preservação da 
estrutura celular e é frequentemente utilizado em análises histológicas. 
Fixação em Bouin – Essa técnica utiliza uma solução composta de ácido 
acético, formol e ácido pícrico. É especialmente útil para a preservação de glicogênio 
e pode fornecer detalhes adicionais em certos tipos de amostras. 
Fixação em Zenkers – Esse fixador é baseado em mercúrio e é eficaz para a 
preservação de tecidos que contêm glicogênio e cromatina. No entanto, seu uso é 
menos comum devido à toxicidade do mercúrio. 
 
Técnicas de Coloração 
Após a fixação, as amostras são submetidas a colorações que permitem a 
visualização de estruturas celulares. 
As técnicas de coloração mais comuns incluem: Coloração de Papanicolau, 
Coloração Giemsa, Coloração de May-Grünwald. 
Coloração de Papanicolau – Esta éa técnica mais utilizada para amostras 
cérvico-vaginais. A coloração de Papanicolaou utiliza uma série de corantes que 
realçam as características celulares, permitindo a identificação de anormalidades. As 
células são coloridas em diferentes tons de azul, verde e laranja, dependendo da 
presença de queratina e do conteúdo citoplasmático. 
Coloração Giemsa – embora menos utilizada que a coloração de 
Papanicolaou, a coloração de Giemsa pode ser aplicada para visualizar células 
inflamatórias, parasitas e outros componentes celulares. Ela proporciona um contraste 
significativo entre diferentes tipos celulares. 
Coloração de May-Grünwald – é uma técnica histológica clássica que 
desempenha um papel fundamental na análise de esfregaços sanguíneos e em outras 
amostras biológicas. Este método permite a visualização detalhada das células, 
facilitando a identificação de diferentes tipos celulares, incluindo glóbulos vermelhos, 
glóbulos brancos e plaquetas. 
Geralmente, utiliza-se um fixador como o formol ou o metanol, que penetra nas 
células e coagula as proteínas, estabilizando a amostra. Após a fixação, a amostra é 
submetida à coloração propriamente dita. A coloração de May-Grünwald é composta 
por uma solução de corantes, sendo o mais comum o corante Giemsa, que é uma 
 
 
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RELATÓRIO 01 
 
DATA: 
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mistura de azul de metileno e eosina. Este corante tem a capacidade de interagir com 
diferentes componentes celulares, resultando em uma coloração distinta: os núcleos 
das células costumam aparecer em um tom azul ou roxo, devido à afinidade do 
corante com o DNA, enquanto o citoplasma pode assumir uma coloração mais clara 
ou rosada, dependendo da presença de proteínas e outros componentes. 
Esse contraste de cores facilita a identificação e a observação das estruturas 
celulares ao microscópio, permitindo a análise de características morfológicas e a 
detecção de anormalidades, como aquelas observadas em células cancerosas. A 
coloração de May-Grünwald é, portanto, uma ferramenta valiosa na citopatologia e em 
estudos histológicos, contribuindo para diagnósticos clínicos e pesquisas científicas. 
 
2. ELEMENTOS CELULARES 
 
A. Quais são as principais características morfológicas das células que compõem o 
epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino? 
As características morfológicas das células que compõem o epitélio escamoso 
e o epitélio glandular do colo uterino são distintas e desempenham papéis diferentes 
na função e na proteção dessa região. 
Epitélio Escamoso 
Forma das Células – As células do epitélio escamoso são planas e em forma 
de escama, o que facilita a cobertura de superfícies e a proteção contra traumas 
mecânicos. 
Camadas – O epitélio escamoso pode ser estratificado (várias camadas) ou 
simples (uma única camada), mas no colo uterino, a maioria é estratificada, o que 
confere maior resistência. 
Núcleos – Os núcleos das células são geralmente achatados e situados na 
camada basal, tornando-se mais achatados à medida que se aproximam da 
superfície. 
O epitélio escamoso pode ser queratinizado (presente em áreas expostas, 
como a pele) ou não queratinizado (como nas mucosas), com o epitélio do colo uterino 
sendo não queratinizado. 
 
Epitélio Glandular 
Forma das Células – As células do epitélio glandular são geralmente 
cilíndricas ou prismáticas, o que é adequado para a secreção de muco e outros fluidos. 
Disposição – Este epitélio é tipicamente organizado em glândulas, que podem 
ser unicelulares (células caliciformes) ou multicelulares, formando adenômeros. 
Núcleos – portanto, os núcleos das células glandulares tendem a ser mais 
arredondados e localizados na parte basal da célula, devido ao seu formato alongado. 
As células glandulares possuem organelas como retículo endoplasmático e 
golgi bem desenvolvidos, o que é indicativo de sua função de secreção. Elas 
produzem muco, que desempenha um papel importante na lubrificação e proteção do 
colo uterino. Portanto, ambos os tipos de epitélio têm funções essenciais na proteção 
e na secreção no colo uterino. O epitélio escamoso atua principalmente como uma 
barreira protetora, enquanto o epitélio glandular tem um papel fundamental na 
secreção de muco e outras substâncias. 
 
 
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RELATÓRIO 01 
 
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14 09 2024 
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O epitélio escamoso, que é composto por células planas, forma uma camada 
resistente que protege as camadas subjacentes das agressões externas, como 
infecções e irritações. Essa função é crucial, especialmente na região do colo uterino, 
onde o epitélio escamoso ajuda a prevenir a entrada de patógenos. 
O epitélio glandular, presente nas glândulas do colo uterino, é responsável pela 
produção e secreção de muco cervical. Este muco desempenha várias funções 
importantes, como lubrificação durante o ato sexual e proteção contra infecções, além 
de facilitar a passagem dos espermatozoides durante a ovulação. A secreção do muco 
também varia ao longo do ciclo menstrual, ajudando a criar um ambiente favorável 
para a fertilização. No entanto, ambos os tipos de epitélio atuam em sinergia para 
garantir a saúde e o funcionamento adequado do sistema reprodutivo feminino. O 
epitélio escamoso oferece proteção, enquanto o epitélio glandular contribui para a 
função secreta, promovendo um equilíbrio essencial para a reprodução e a saúde 
ginecológica. 
 
B. Adicione fotos das células do epitélio escamoso e glandular observadas durante o 
exame, destacando suas características distintivas. 
 
Figura 01: Cancro do colo do utero (Carcionoma de células escamosas) 
Epitélio Escamoso 
Aspecto – As células do epitélio escamoso são achatadas e podem ser 
organizadas em uma única camada (epitélio escamoso simples) ou em várias 
camadas (epitélio escamoso estratificado). Essa organização é crucial para suas 
funções, permitindo tanto a permeabilidade quanto a resistência. 
Localização – O epitélio escamoso simples é encontrado em locais onde a 
troca de substâncias é essencial, como nos alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca 
gasosa, e no revestimento interno dos vasos sanguíneos (endotélio), facilitando a 
passagem de nutrientes e oxigênio. Já o epitélio escamoso estratificado pode ser 
encontrado na epiderme da pele e nas mucosas. 
Núcleo – Os núcleos das células desse epitélio são geralmente achatados e 
situados de maneira central. Essa característica está relacionada à forma das células, 
que permite um arranjo compacto e eficiente para o tecido. 
Função – A principal função do epitélio escamoso é a proteção, uma vez que 
ele forma barreiras contra traumas físicos, patógenos e perda de água. Além disso, o 
epitélio escamoso simples é altamente especializado para a troca de gases, nutrientes 
e excreção de resíduos, desempenhando um papel vital em processos fisiológicos 
essenciais. 
 
 
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RELATÓRIO 01 
 
DATA: 
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O epitélio escamoso, com sua estrutura adaptada, é fundamental para a 
proteção e a troca de substâncias em diversos órgãos e sistemas do corpo humano. 
 
 
Figura 02: Tecido epitelial glandular 
Epitélio Escamoso 
Aspecto – As células do epitélio escamoso são achatadas e podem ser 
organizadas em uma única camada (epitélio escamoso simples) ou em várias 
camadas (epitélio escamoso estratificado). 
Localização – O epitélio escamoso simples é encontrado em locais onde a 
troca de substâncias é essencial, como nos alvéolos pulmonares, onde ocorre a troca 
gasosa, e no revestimento interno dos vasos sanguíneos (endotélio), facilitando a 
passagem de nutrientes e oxigênio. O epitélio escamoso estratificado é mais espesso 
e resistente, encontrando-sena epiderme da pele, onde protege contra agentes 
externos, e nas mucosas, que revestem cavidades como a boca e o esôfago. 
Núcleo – Os núcleos das células desse epitélio são geralmente achatados e 
situados de maneira central. Essa característica está relacionada à forma das células, 
que permite um arranjo compacto e eficiente para o tecido. 
Função – A principal função do epitélio escamoso é a proteção, uma vez que 
ele forma barreiras contra traumas físicos, patógenos e perda de água. Além disso, o 
epitélio escamoso simples é altamente especializado para a troca de gases, nutrientes 
e excreção de resíduos, desempenhando um papel vital em processos fisiológicos 
essenciais. 
 
C. Quais são os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino e como 
cada estágio pode ser identificado microscopicamente? 
De acordo com os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino 
são fundamentais para a compreensão da histologia cervical e são frequentemente 
discutidos em patologia ginecológica. 
As células escamosas passam por várias fases de maturação, que podem ser 
identificadas microscopicamente por suas características morfológicas. Os principais 
estágios incluem: basal, parabasal, intermediária e superficial. 
Células Basais 
Identificação – Essas células estão localizadas na camada mais profunda do 
epitélio. Elas são pequenas, com núcleos grandes e redondos, e citoplasma basofílico 
devido à presença de ribossomos e organelas. 
 
 
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Características – O núcleo é redondo e ocupa a maior parte da célula, e o 
citoplasma é basofílico devido à alta quantidade de RNA. 
Células Parabasais 
Identificação – Essas células estão acima das células basais e começam a 
apresentar um citoplasma mais claro e um núcleo um pouco menor em comparação 
com as células basais. 
Características – Elas estão localizadas na camada mais profunda do epitélio 
escamoso, e a presença de um núcleo proeminente é uma característica distintiva. 
Células Intermediárias 
Identificação – À medida que as células se diferenciam, tornam-se maiores e 
o núcleo começa a diminuir de tamanho. O citoplasma torna-se mais abundante e 
pode apresentar uma coloração mais clara. 
Características – Essas células têm um citoplasma mais claro e podem 
mostrar uma leve queratinização nas camadas mais superficiais. 
Células Superficiais 
Identificação – Estas células são as mais superficiais e apresentam um 
citoplasma muito abundante e eosinofílico (colorido em rosa com corantes comuns). 
O núcleo pode estar presente ou ausente em células totalmente queratinizadas. 
Características – O citoplasma é denso e pode ter uma aparência "flocosa" 
devido à presença de queratina. A ausência do núcleo em células completamente 
cornificadas é um sinal de maturidade total. 
A identificação microscópica dos estágios maturativos das células escamosas 
do colo uterino é fundamental em citologia, especialmente na triagem de câncer 
cervical (exames de Papanicolau). A avaliação cuidadosa dessas características 
permite a detecção precoce de alterações celulares que podem indicar displasia ou 
carcinoma. 
 
 
D. Quais são os elementos não-epiteliais que podem ser encontrados no colo uterino 
e qual é sua relevância clínica? 
 
O colo uterino é uma estrutura complexa que contém não apenas epitélio, mas 
também vários elementos não-epiteliais que desempenham papéis importantes em 
sua função e na saúde feminina. Os principais elementos não-epiteliais encontrados 
no colo uterino incluem: Tecido Conjuntivo, Vasos Sanguíneos, Nervos e Células 
imunes. 
Tecido Conjuntivo – O colo uterino possui um estroma rico em tecido 
conectivo, que fornece suporte estrutural e é essencial para a integridade do colo. O 
tecido conectivo contém fibroblastos, colágeno e elastina, que permitem a elasticidade 
e a resistência do colo durante a gravidez e o parto. 
Vasos Sanguíneos – O colo uterino é vascularizado por artérias e veias que 
fornecem oxigênio e nutrientes ao tecido, além de desempenhar um papel importante 
na cicatrização e resposta inflamatória. A irrigação sanguínea é crucial durante a 
gravidez, pois ajuda a acomodar as alterações no colo. 
Nervos – O colo uterino contém terminações nervosas que são responsáveis 
pela sensibilidade e pela resposta a estímulos, como a pressão durante o parto. A 
 
 
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inervação adequada é fundamental para o funcionamento normal do colo e para a 
percepção da dor. 
Células imunes – O colo uterino abriga várias células do sistema imunológico, 
como linfócitos e macrófagos, que desempenham um papel importante na defesa 
contra infecções. A presença de células imunes é essencial para a proteção contra 
patógenos e na manutenção da microbiota vaginal saudável. 
Relevância Clínica 
Infecções e Resposta imune na Saúde Reprodutiva 
A presença e a funcionalidade das células imunes desempenham um papel 
crucial na defesa do organismo contra infecções, incluindo a cervicite, que é uma 
inflamação do colo do útero frequentemente causada por infecções bacterianas, virais 
ou fúngicas. Quando o sistema imunológico está em equilíbrio, ele consegue 
identificar e erradicar patógenos de forma eficaz, prevenindo a progressão de 
infecções agudas para crônicas. Entretanto, um desequilíbrio na resposta imune pode 
comprometer essa defesa. Isso pode ocorrer devido a diversos fatores, bem como 
estresse, desnutrição, uso excessivo de antibióticos ou doenças autoimunes. 
A resposta imune inadequada pode resultar em infecções persistentes que não 
apenas causam sintomas, mas também podem ter consequências graves sobre a 
saúde reprodutiva da mulher, como infertilidade, complicações na gravidez e aumento 
do risco de doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, infecções crônicas, 
como a cervicite, podem levar ao desenvolvimento de condições mais graves, como 
a doença inflamatória pélvica (DIP), que pode afetar órgãos reprodutivos e resultar em 
dor crônica, adesões e complicações na fertilidade. Assim, a vigilância e a intervenção 
precoce em casos de infecções são essenciais para manter o equilíbrio da resposta 
imune e proteger a saúde reprodutiva. 
A relevância clínica da presença de células imunes na defesa contra infecções 
não pode ser subestimada, pois o desequilíbrio na resposta imune pode desencadear 
uma série de complicações que afetam a saúde reprodutiva das mulheres. O manejo 
adequado dessas condições é fundamental para garantir a saúde geral e reprodutiva 
das pacientes. 
A cervicite é uma condição caracterizada pela inflamação do colo do útero e 
pode ser causada por diversos fatores, principalmente infecções bacterianas, virais 
ou fúngicas. Entre os agentes infecciosos mais comuns estão as bactérias como a 
Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de infecções virais como o 
papilomavírus humano (HPV). 
O câncer cervical, ou câncer do colo do útero, frequentemente se desenvolve 
a partir de alterações celulares induzidas pelo HPV (Papilomavírus Humano) e pode 
progredir de lesões precursoras, como a neoplasia intraepitelial cervical (NIC), até 
formas invasivas da doença. A avaliação da estrutura não-epitelial, que inclui o 
estroma e os componentes vasculares e imunológicos do colo do útero, é crucial tanto 
para o estadiamento da doença quanto para a definição do tratamento adequado. 
O processo de cicatrização do colo uterino é complexo e envolve várias etapas 
fundamentais, que são influenciadas pela qualidade da matriz conjuntiva e pela 
resposta inflamatória local. Após traumas ou intervenções cirúrgicas, como a 
realização de uma histerectomia ou a cauterização de lesões cervicais, a cicatrização 
adequada é essencial para restaurar a integridade do tecido e prevenir complicações. 
A disfunção hormonalpode ter um papel significativo nas alterações do tecido 
não-epitelial do colo do útero, o que, por sua vez, pode afetar a lubrificação e a 
 
 
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elasticidade da região. Além disso, essas mudanças são frequentemente associadas 
a desequilíbrios hormonais, como os que ocorrem durante a menopausa, na síndrome 
dos ovários policísticos (SOP) ou mesmo em condições relacionadas ao estresse. 
Portanto, compreender e tratar as disfunções hormonais é crucial para manter a saúde 
do tecido do colo do útero, promovendo não apenas a saúde sexual, mas também a 
fertilidade. Por isso, a consulta com profissionais de saúde, como endocrinologistas 
ou ginecologistas, é essencial para a avaliação e o manejo dessas condições. 
As implicações clínicas mencionadas destacam a relevância da vigilância 
contínua da saúde do colo uterino como parte essencial da saúde reprodutiva 
feminina. Exames regulares, como o Papanicolau, são fundamentais para a detecção 
precoce de alterações celulares que podem indicar a presença de patologias, como 
infecções ou lesões precursoras do câncer. A colposcopia, quando indicada, permite 
uma avaliação mais detalhada do colo uterino, possibilitando a identificação de áreas 
suspeitas que podem requerer biópsias para análise histopatológica. 
 Esse acompanhamento é vital não apenas para o diagnóstico precoce de 
câncer cervical, mas também para a promoção de intervenções que possam prevenir 
o desenvolvimento de doenças mais graves. Além disso, a educação em saúde sobre 
a importância desses exames e o incentivo à adesão a programas de rastreamento 
são cruciais para melhorar os índices de detecção e tratamento precoce. Ao garantir 
um monitoramento adequado da saúde do colo uterino, as mulheres estão mais bem 
protegidas e têm melhores oportunidades de manter sua saúde reprodutiva e geral. 
Portanto, é imperativo que tanto profissional de saúde quanto pacientes reconheçam 
a importância dessa vigilância regular. 
 
 
 
Referencias: 
 
COSTA, Dicleidson Luiz da Silva et al. A influência da representatividade do epitélio 
glandular sobre a detecção de lesões precursoras do câncer cervical. 2022. 
 
COSTA, Maria Cristiane Oliveira et al. Fatores que provocam resultados falso-
negativos nos exames de citologia oncótica: uma revisão integrativa. Research, 
Society and Development, v. 10, n. 10, p. e361101019079-e361101019079, 2021. 
 
DINIZ, Sumayra Pereira; DA SILVA NASCIMENTO, Yasmin; DE ALMEIDA, Anne 
Cristine Gomes. Influência da fase pré-analítica em citologia clínica cérvico-vaginal: 
uma revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 12, n. 6, p. 
e16912642247-e16912642247, 2023. 
 
DE ASSIS BASTOS, Ediane et al. Associação conforme a qualidade da amostra e a 
detecção das atipias celulares em exame citopatológico de colo do útero. Revista 
Brasileira de Cancerologia, v. 58, n. 3, p. 445-452, 2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Francisca Raquel N. Cavalcante Almeida 
01406313 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: FRANCISCA RAQUEL N. CAVALCANTE ALMEIDA MATRÍCULA: 01406313 
CURSO: FARMÁCIA POLO: DOROTEIAS 
PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A): DANIEL 
 
 
 
TEMA DE AULA: CITOLOGIA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E 
NEOPLASICAS 
 
 
RELATÓRIO: 
 
1. CITOLOGIA INFLAMATÓRIA 
A. Descreva quais são os principais micro-organismos que podem causar infecções 
no colo uterino, como eles são identificados microscopicamente. 
Os principais micro-organismos que podem causar infecções no colo uterino 
incluem: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Gardnerella vaginalis, 
Trichomonas vaginalis, Vírus do Papiloma Humano (HPV) e Herpes simplex 
vírus (HSV). 
Chlamydia trachomatis – É uma bactéria intracelular obrigatória que causa a 
clamidíase, uma infecção sexualmente transmissível (IST). Embora a identificação 
direta por microscopia possa ser desafiadora, a Chlamydia pode ser visualizada em 
amostras coradas com técnicas específicas, como a coloração de Giemsa, que pode 
revelar inclusões intracelulares em células epiteliais. 
Neisseria gonorrhoeae – Bactéria responsável pela gonorreia, outra IST 
comum. Os diplococos gram-negativos podem ser observados em um esfregaço de 
secreção do colo uterino utilizando coloração de Gram. A presença de diplococos 
dentro de leucócitos polimorfonucleares é um indicativo da infecção. 
Gardnerella vaginalis – Associada à vaginose bacteriana, sua presença em 
excesso pode levar a inflamações no colo uterino. Pode ser identificada em esfregaços 
vaginais onde se observa uma diminuição da flora lactobacilar e a presença de células 
"clue cells" (células chave), que são células epiteliais cobertas por bactérias. 
Trichomonas vaginalis – Protozoário flagelado que causa a tricomoníase. 
Pode ser facilmente visualizado em um esfregaço vaginal por meio de microscopia, 
onde aparecem como protozoários móveis com flagelos. A coloração com Giemsa ou 
outros corantes pode ajudar na visualização. 
Vírus do Papiloma Humano (HPV) – é uma infecção viral comum que pode 
afetar a pele e as mucosas, sendo associada a diversas lesões, incluindo verrugas 
genitais e lesões precursoras de câncer, especialmente no colo do útero. Embora o 
HPV não seja identificado diretamente em exames microscópicos convencionais, a 
sua presença pode ser detectada por testes moleculares, como a PCR (reação em 
cadeia da polimerase), que identificam o material genético do vírus. 
 
 
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Herpes simplex vírus (HSV) – O HSV pode causar infecções no colo uterino, 
levando a lesões dolorosas. No caso das infecções no colo uterino, o HSV pode 
resultar em lesões dolorosas e, frequentemente, é associado a sintomas como 
coceira, ardência e desconforto. As infecções por HSV são geralmente divididas em 
dois tipos: HSV-1, que é mais comumente associado a herpes labial, e HSV-2, que é 
tipicamente responsável por herpes genital. 
O diagnóstico de infecções do trato genital feminino é essencial para a 
orientação do tratamento adequado e a prevenção de complicações. A colheita de 
secreção do colo uterino é uma prática comum, pois permite a obtenção de amostras 
diretamente da área afetada. 
 
B. Adicione fotos dos micro-organismos identificados, destacando suas características 
distintivas. 
 
Figura 01: Escherichia coli 
 
Figura 02: Staphylococcus aureus 
 
Figura 03: Saccharomyces cerevisiae 
 
Figura 04: Plasmodium spp 
Características Distintivas 
Bactérias 
Escherichia coli – é uma bactéria que faz parte da microbiota intestinal normal 
de humanos e muitos animais. Sua forma bacilar é característica, pode ser observada 
em diferentes cepas, algumas das quais são patogênicas e podem causar doenças. 
 
 
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Bactéria comum no intestino, geralmente, apresenta forma bacilar. Pode ser 
identificada por suas colônias cremosas em cultura. A presença de E. coli em 
amostras clínicas pode indicar infecções, especialmente em casos de diarreias, 
infecções do trato urinário e outras condições patológicas. É importante ressaltar que, 
embora a maioria das cepas de E. coli seja inofensivae até benéfica, algumas podem 
ser altamente virulentas e associadas a surtos de doenças. 
Staphylococcus aureus – é uma bactéria esférica (cocó) que se agrupa em 
arranjos semelhantes a cachos de uvas. Essa característica morfológica é um dos 
traços distintivos do gênero Staphylococcus. É uma bactéria Gram-positiva e é 
amplamente conhecida por sua capacidade de causar diversas infecções, desde 
infecções de pele, como furúnculos e impetigo, até infecções mais graves, como 
pneumonia, meningite e septicemia. 
Uma das características notáveis do Staphylococcus aureus é a sua capacidade de 
formar colônias de coloração dourada em meios de cultura, o que facilita sua 
identificação laboratorial. 
Saccharomyces cerevisiae – é uma espécie de levedura amplamente 
utilizada na panificação e na fermentação de bebidas alcoólicas, como cerveja e vinho. 
Essa levedura apresenta células que podem ser ovais ou esféricas, facilitando sua 
identificação em culturas. 
Plasmodium spp – é um protozoário unicelular responsável pela malária, uma 
doença infecciosa que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente 
em regiões tropicais e subtropicais. A identificação dessas formas nas lâminas 
sanguíneas é crucial para o diagnóstico da malária. O exame microscópico permite a 
detecção da infecção e a avaliação da gravidade da doença. O tratamento precoce é 
fundamental para evitar complicações e a transmissão do parasita. 
 
C. Qual é a importância clínica de identificar corretamente os micro-organismos que 
podem causar infestações e infecções no colo uterino? 
A identificação precisa dos micro-organismos que afetam o colo uterino é, de 
fato, um aspecto crucial na prática clínica contemporânea. Em primeiro lugar, essa 
identificação permite um diagnóstico mais acurado de diversas condições, como 
cervicites, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e entre outras patologias 
relacionadas ao colo uterino. Esses diagnósticos precisos são fundamentais não 
apenas para o tratamento eficaz das infecções, mas também para a prevenção de 
complicações que podem surgir a partir de diagnósticos imprecisos ou tardios. Além 
disso, a capacidade de diferenciar entre micro-organismos patogênicos é essencial 
para que os profissionais de saúde possam realizar diagnósticos diferenciais. Por 
exemplo, a distinção entre diferentes tipos de patógenos pode influenciar diretamente 
a escolha da terapia, já que cada micro-organismo pode ter uma resposta diferente 
aos medicamentos disponíveis. Compreender as características específicas de cada 
patógeno como a morfologia, o metabolismo, a genética e os tipos de doenças que 
podem causar, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de tratamento 
eficazes. Esse conhecimento aprofundado é vital para a implementação de medidas 
de controle e prevenção. Identificar os micro-organismos envolvidos em infecções do 
colo uterino permite a elaboração de protocolos de rastreamento e prevenção, 
especialmente em populações de risco. As orientações para a prática clínica, incluindo 
 
 
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a educação em saúde e também a promoção de hábitos preventivos, podem ser 
significativamente aprimoradas com informações precisas sobre os micro-organismos 
em questão. 
O monitoramento e controle de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) 
desempenham um papel fundamental na saúde pública, uma vez que a identificação 
correta dos micro-organismos responsáveis é essencial para a adoção de medidas 
eficazes. A vigilância ativa permite não apenas a detecção precoce de surtos, mas 
também a implementação de intervenções direcionadas que podem reduzir a 
transmissão e suas consequências. 
Durante o pré-natal, a atenção à saúde reprodutiva das mulheres grávidas é 
ainda mais crítica, especialmente no que se refere à identificação de infecções no colo 
uterino, como a infecção pelo HPV ou a cervicite. Esses diagnósticos são cruciais, 
pois infecções não tratadas podem levar a complicações graves, tanto para a saúde 
da mãe quanto para o desenvolvimento do feto. A educação em saúde, orientações 
sobre prevenção e a realização de exames periódicos são aspectos que devem ser 
integrados ao cuidado pré-natal, garantindo que as gestantes recebam o suporte 
necessário para uma gestação saudável. 
Portanto, investir em pesquisa e desenvolvimento nesse campo é crucial não 
apenas para melhorar os métodos de diagnóstico e tratamento, mas também para 
garantir a saúde e o bem-estar das mulheres, diante da complexidade dos micro-
organismos que podem afetar essa região do corpo. A colaboração entre cientistas, 
clínicos e a indústria farmacêutica será vital para transformar essas descobertas em 
soluções práticas e eficazes. 
 
D. Descreva os micro-organismos observados durante os exames e como eles afetam 
o tecido cervical. 
Os micro-organismos que podem ser observados durante exames do tecido 
cervical incluem uma variedade por bactérias, vírus, fungos e protozoários, cada um 
com características e impactos distintos sobre a saúde cervical. 
Bactérias – Entre as bactérias mais comuns estão as do gênero Gardnerella e 
Mycoplasma. A Gardnerella vaginalis, por exemplo, está associada à vaginose 
bacteriana, que pode causar um desequilíbrio na flora vaginal. Isso pode levar a 
inflamações e aumentar a susceptibilidade a infecções, afetando a mucosa cervical. 
Vírus – O Vírus do Papiloma Humano (HPV) é um dos micro-organismos mais 
relevantes no contexto do tecido cervical. Existem vários tipos de HPV, sendo que 
alguns são classificados como de alto risco devido à sua associação com o câncer 
cervical. A infecção persistente por esses tipos de HPV pode levar a alterações 
celulares que, se não tratadas, podem evoluir para neoplasias intraepiteliais e, 
eventualmente, câncer cervical. 
Fungos – As infecções fúngicas, como a candidíase, causada pelo Candida 
albicans, também podem afetar o tecido cervical. Embora sejam mais comuns em 
áreas como a vagina, podem causar inflamação e desconforto, levando a alterações 
no ambiente cervical e aumento do risco de infecções bacterianas secundárias. 
Protozoários – O Trichomonas vaginalis é um protozoário que pode causar 
tricomoníase, uma infecção que leva a inflamação do tecido cervical e pode causar 
dor, secreção e desconforto. 
 
 
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Esses micro-organismos afetam o tecido cervical de várias maneiras, incluindo 
a indução de inflamação, a alteração pH vaginal, o comprometimento da integridade 
celular e também a promoção de condições que favorecem a infecção secundária. O 
monitoramento e o tratamento adequado dessas infecções são fundamentais para a 
saúde cervical e a prevenção de complicações mais graves, como o câncer cervical. 
 
2. ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS 
 
A. Descreva as características morfológicas das alterações pré-malignas observadas 
no colo uterino. 
No ponto de vista, as alterações pré-malignas observadas no colo uterino, 
frequentemente, identificadas bem como neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), 
apresentam características morfológicas distintas que podem ser identificadas por 
meio de exames histopatológicos. 
Algumas das principais características: alterações na arquitetura epitetial, 
aumento da relação núcleo/citoplasma, anormalidades nucleares, pleomorfismo 
celular, desvio da maturação celular, aumento da mitose e alterações na camada 
basal. 
Alterações na Arquitetura Epitelial – As células epiteliais podem apresentar 
desorganização e perda da estrutura normal. Isso inclui alterações na disposição das 
células que podem ser observadas sob o microscópio. 
Aumento da Relação Núcleo/Citoplasma – normalmente, as células afetadas 
frequentemente apresentam núcleos aumentados em tamanho em relação ao 
citoplasma, o que é um indicativo de atividade proliferativa alterada. 
Anormalidadesnucleares – Os núcleos das células podem apresentar 
hipercromasia (coloração intensa), irregularidades nas bordas e variações no tamanho 
e na forma, indicando alterações genéticas. 
Pleomorfismo. Nuclear – Há uma variação significativa nas formas e 
tamanhos das células, o que sugere uma heterogeneidade celular associada à 
malignidade. 
Desvio da maturação celular – Nas lesões de grau mais elevado, como a NIC 
II e NIC III, observa-se uma diminuição no número de células epiteliais maduras, com 
predominância de células imaturas ou menos diferenciadas. 
Aumento da mitose – A presença de mitoses atípicas é um sinal de 
proliferação celular desregulada, frequentemente observada nas lesões pré-malignas 
mais severas. 
Alterações na camada basal – A camada basal do epitélio pode apresentar 
descontinuidade, e as células podem invadir camadas epiteliais mais superficiais. 
 
A invasão do estroma é, de fato, um dos principais critérios para classificar um 
tumor como maligno. Essa capacidade das células tumorais de invadir tecidos 
adjacentes reflete não apenas sua agressividade, mas também sua habilidade de 
escapar dos controles normais que regulam o crescimento e a disseminação celular. 
Quando as células tumorais invadem o estroma, elas podem interagir com a matriz 
extracelular e as células do sistema imunológico, promovendo um microambiente que 
favorece a sobrevivência e a proliferação das células cancerígenas. Esse processo 
 
 
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pode facilitar a formação de metástases, ou seja, a disseminação do câncer para 
outros órgãos, o que é um dos principais desafios no tratamento oncológico e está 
associado a um prognóstico desfavorável. Além disso, a invasão do estroma pode 
desencadear respostas inflamatórias que podem auxiliar na progressão tumoral. A 
remodelação do estroma, muitas vezes mediada por fatores liberados pelas células 
tumorais, pode criar um ambiente propício para a angiogênese, oferecendo às células 
tumorais a vascularização necessária para o crescimento e a disseminação. 
 
Figura 01: Invasão inicial do estroma 
O exame de Papanicolau e as biópsias são ferramentas essenciais na detecção 
precoce de alterações celulares que podem indicar a presença de condições pré-
malignas ou câncer. Durante o Papanicolau, são analisadas características como 
alterações na morfologia celular, presença de células atípicas e mudanças no padrão 
de maturação. Essas características ajudam a identificar lesões de alto e baixo grau, 
que podem ser indicativas de infecções, como o HPV, ou de outras anomalias. É 
importante ressaltar que nem todas as alterações pré-malignas progride para câncer, 
mas requerem monitoramento e, assim em alguns casos, intervenção terapêutica. 
 
B. Descreva as características morfológicas celulares das neoplasias malignas 
observadas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino. 
As características morfológicas observadas em processos patológicos, 
especialmente em neoplasias e lesões pré-malignas, desempenham um papel crucial 
na avaliação da agressividade e do potencial de malignidade de um tumor. 
Alterações como pleomorfismo celular, aumento da mitose, anaplasia, e a 
presença de necrose são indicativos de transformação maligna e podem sugerir um 
comportamento mais agressivo da neoplasia. 
O pleomorfismo, que se refere à variação na forma e tamanho das células, é 
um sinal clássico de malignidade e está frequentemente associado a tumores de alto 
grau. O aumento da mitose, especialmente mitoses atípicas, indica um elevado índice 
de proliferação celular, o que pode correlacionar-se com um crescimento tumoral 
rápido e invasivo. 
A anaplasia, caracterizada pela perda de diferenciação das células tumorais, 
também é um indicador importante, pois células menos diferenciadas tendem a ser 
mais agressivas e menos responsivas a tratamentos convencionais. Além disso, a 
presença de necrose, que pode ser um sinal de crescimento descontrolado e falta de 
 
 
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suprimento sanguíneo adequado, é frequentemente observada em tumores de alta 
agressividade. 
Alterações na arquitetura epitelial – observadas em tumores malignos são 
características importantes que ajudam na sua identificação e compreensão. Em um 
tecido epitelial normalmente, as células apresentam uma organização ordenada e 
uma clara polaridade, com diferenciação entre as superfícies apical e basal. No 
entanto, em tumores malignos, essa organização é frequentemente comprometida. 
Análise da relação núcleo/citoplasma – é uma ferramenta importante na 
histopatologia para a classificação de tumores e para a avaliação do grau de 
malignidade, auxiliando na definição do prognóstico e na escolha do tratamento mais 
especifico para o indivíduo. 
Descaracterização da estrutura celular – tumores malignos, frequentemente 
observada no fenômeno da anaplasia, é um dos aspectos mais preocupantes do 
câncer. As células tumorais, ao se tornarem anaplásicas, perdem as características 
morfológicas e funcionais do tecido de origem, resultando em uma heterogeneidade 
que dificulta a identificação do tipo de tumor e a formulação de estratégias de 
tratamento. 
Invasão do Estroma – invasão do estroma não apenas indica a agressividade 
do tumor, mas também serve como um importante parâmetro para orientar o 
tratamento e a vigilância do paciente, tornando-se uma área de interesse contínuo na 
pesquisa oncológica. 
A análise dessas características morfológicas, em conjunto com outros fatores 
clínicos e moleculares, permite que patologistas e oncologistas determinem o 
prognóstico e a abordagem terapêutica mais adequada para cada caso. Dessa forma, 
a morfologia celular não apenas reflete o estado da neoplasia, mas também fornece 
um guia essencial na tomada de decisões clínicas. 
 
C. Descreva os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical. 
 
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que pode infectar as células do 
epitélio cervical, levando a uma série de efeitos celulares que podem contribuir para o 
desenvolvimento de lesões precursoras e câncer cervical. 
Os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical podem ser descritos 
da seguinte forma: Infecção e Replicação Viral, Transformação Celular, Efeitos no 
Ciclo Celular, Alterações Morfológicas, Resposta Imune, Desenvolvimento de Lesões 
Precoces. 
Esses efeitos celulares são fundamentais para compreender a patogênese do 
HPV e seu papel no desenvolvimento do câncer cervical. A detecção precoce e o 
monitoramento das alterações celulares são essenciais para prevenir a progressão 
para estágios mais avançados da doença. 
Infecção e Replicação viral – O HPV entra nas células do epitélio cervical, 
onde se liga a receptores celulares e introduz seu material genético. O vírus pode se 
replicar dentro das células hospedeiras, levando à produção de novas partículas 
virais. 
Transformação Celular – Alguns tipos de HPV, especialmente os de alto risco 
(como HPV 16 e 18), podem integrar seu DNA no genoma da célula hospedeira. Essa 
 
 
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integração pode alterar a regulação do ciclo celular, promovendo a proliferação 
descontrolada das células. 
Efeitos no Ciclo Celular – O HPV produz proteínas virais, como E6 e E7, que 
inibem as proteínas supressoras de tumor p53 e Rb, respectivamente. A proteína E6 
se liga à p53, promovendo sua degradação, enquanto a E7 se liga à proteína Rb, 
liberando a transcrição de genes que promovem a progressão do ciclo celular. Essas 
interações podem levar a uma hiperproliferação celular e a uma perda de controle 
sobre o ciclo celular. 
Alterações Morfológicas– As células infectadas pelo HPV podem apresentar 
alterações morfológicas, como aumento do tamanho celular, alterações na forma do 
núcleo (aplasia nuclear), alterações na proporção núcleo/citoplasma e a presença de 
corpos de inclusão virais. 
Resposta Imune – A infecção pelo HPV pode desencadear uma resposta 
imune local, levando à inflamação no tecido cervical. No entanto, o vírus pode 
desenvolver mecanismos para evadir essa resposta, persistindo nas células e 
contribuindo para o desenvolvimento de lesões precoces. 
Desenvolvimento de Lesões Precoces – Com o tempo, a infecção 
persistente por HPV pode levar ao desenvolvimento de lesões precursoras, como 
neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem progredir para câncer cervical 
invasivo se não forem detectadas e tratadas precocemente. 
 
D. Adicione fotos das alterações pré-malignas observadas no colo uterino, destacando 
suas características morfológicas. 
As alterações pré-malignas do colo do útero estão intimamente ligadas à 
infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), que é um dos principais 
fatores de risco para o desenvolvimento do câncer cervical. 
Portanto, as lesões mais comuns associadas a essas alterações incluem a 
Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) e também Características morfológicas. 
 
Figura 01: HPV e Lesões Precursoras Câncer do Colo de Útero 
 
Figura 02: Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) 
Lesões pré-malignas 
Colo normal 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
 
DATA: 
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Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) 
NIC 1 (Baixo grau) – Representa alterações leves nas células do epitélio 
cervical, com uma baixa probabilidade de progressão para câncer. 
NIC 2 (Grau intermediário) – Refere-se a alterações moderadas nas células. 
Neste estágio, há um risco maior de progressão do que no NIC I, mas a maioria ainda 
pode regredir. 
NIC 3 (Alto grau) – Indica alterações severas, com um alto risco de progressão 
para câncer cervical invasivo se não tratadas. Este estágio é considerado mais crítico 
e frequentemente requer intervenção médica. 
 
Características morfológicas 
Alterações na coloração – Células malignas frequentemente apresentam uma 
coloração mais intensa ou distinta quando comparadas às células normais. Isso pode 
ser resultado de um aumento na quantidade de material genético ou na presença de 
substâncias citoplasmáticas anormais, o que interfere na absorção de corantes 
durante a coloração histológica. 
Aumento do núcleo – O aumento do núcleo, ou hipertrofia nuclear, é uma 
característica comum em células anormais. Os núcleos dessas células costumam ser 
maiores e mais escuros (hipercromáticos), refletindo uma maior quantidade de DNA e 
uma atividade celular alterada. Essa mudança é um indicador importante de 
desregulação do ciclo celular. 
Irregularidade na forma celular – A anaplasia é uma condição em que as 
células perdem a uniformidade em sua forma e tamanho, resultando em uma 
variedade morfológica que inclui células com contornos irregulares e tamanhos 
heterogêneos. Essa desorganização pode ser um sinal de malignidade, pois as 
células não se comportam de maneira coesa como as células normais. 
Alterações na estrutura do epitélio – O epitélio que reveste superfícies 
internas e externas do corpo pode sofrer desorganização em sua arquitetura normal. 
Em células anormais, observa-se uma perda da maturação e uma disposição caótica 
das células, o que pode comprometer suas funções e a integridade do tecido. Essa 
alteração estrutural é um indicativo da transformação maligna e pode ser observada 
em biópsias. 
Essas características são identificadas através de exames citológicos, como o 
Papanicolau, e biópsias cervicais, que são essenciais para a detecção precoce e 
manejo adequado das lesões. O rastreamento regular e a vacinação contra o HPV 
são medidas importantes para prevenir o desenvolvimento dessas alterações e o 
câncer cervical. 
Ressalto as imagens de placas de identificação, apresentado em aula prática 
de citologia clínica. As placas de identificação são essenciais para a padronização dos 
processos de análise citológica, garantindo que todos os profissionais da área tenham 
um entendimento comum sobre as estruturas e suas implicações clínicas. Essa prática 
contribui significativamente para a formação de um clínico mais atento e preciso na 
avaliação de exames citológicos. 
 
 
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Referencias: 
 
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em momento por diagnóstico citológico. Rev. bras. anal. clin, p. 22-24, 2015. 
 
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GALVÃO, Roberto de Oliveira. Neoplasia intraepitelial escamosa cervical de alto grau: 
abordagem ambulatorial. Femina, p. 35-50, 2022. 
 
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exames citológicos no cotidiano: a prevalência e características de esfregaços do 
Papanicolaou. Revista Brasileira de Análises Clínicas, v. 48, n. 2, p. 165-169, 2016. 
 
VERDIANI, Luiz Antonio et al. Atipia de células glandulares e os esfregaços de colo 
do útero, e avaliação aos métodos propedêuticos. Revista Brasileira de Ginecologia 
e Obstetrícia, v. 25, p. 193-200, 2003.