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ANATOMIA DO SISTEMA NERVOSO CÉREBRO E SUAS DIVISÕES PROFª MARIA LÚCIA BENEVENUTO DE ANDRADE DIENCÉFALO Com a grande expansão do córtex cerebral e seu consequente pregueamento, especialmente a partir do segundo trimestre do desenvolvimento intra-útero, o diencéfalo torna-se quase completamente encoberto pelo telencéfalo. DIENCÉFALO O diencéfalo corresponde ao segmento do cérebro de conformação globosa, mediano e constituído de duas metades, logo abaixo do telencéfalo, que o envolve em sua quase totalidade. Para sua completa visualização são necessárias, portanto, secções em variados planos ou retirada do telencéfalo. Apresenta 4 subdivisões: Tálamo Hipotálamo Epitálamo Subtálamo DIENCÉFALO Em uma vista inferior (ventral) do cérebro, somente uma pequena porção do diencéfalo pode ser vista, composta por estruturas do hipotálamo. Para uma visão abrangente do diencéfalo são necessárias secções em variados planos. Vista inferior TÁLAMO Grego = antecâmara O tálamo é formado por duas massas ovoides, frequentemente unidas pela aderência intertalâmica (massa intermédia). Sua extremidade anterior denomina-se tubérculo anterior do tálamo. Sua extremidade posterior é chamada pulvinar. É possível identificar quatro faces talâmicas: medial (na parede do III° ventrículo); lateral (em contato com a cápsula interna); superior (constitui o assoalho da fissura transversa do cérebro e dos ventrículos laterais); inferior (relacionada com o hipotálamo e subtálamo). Entre as faces medial e superior, existe um feixe de fibras nervosas denominado estria medular do tálamo. TÁLAMO O tálamo é uma região de grande importância funcional e atua como estação de retransmissão para os principais sistemas sensitivos (exceto a via olfatória).Classifica a informação e a direciona para áreas específicas do cérebro para que haja uma interpretação mais precisa. Controla funções motoras, conectando o cerebelo e os núcleos ou gânglios da base com áreas motoras do córtex cerebral. Atua também no comportamento emocional e no grau de ativação do córtex. As atividades do tálamo estão, portanto, estreitamente relacionadas com o córtex cerebral. FUNÇÕES DO TÁLAMO TÁLAMO Divisão anatômica dos núcleos talâmicos (com algumas de suas funções): Anterior (sistema límbico) Medial (integração sensitiva) Mediana Lateral dorsal dorsolateral posterolateral pulvinar ventral anterior (influencia a atividade cortical) lateral (influencia a atividade motora) posterior (retransmissão sensitiva) posteromedial posterolateral Intralaminares Reticular Corpo geniculado medial (retransmissão auditiva) Corpo geniculado lateral (retransmissão visual) TÁLAMO Os núcleos talâmicos também podem ser categorizados através de uma divisão funcional geral em: Núcleos inespecíficos: com projeção difusa para o córtex cerebral núcleos intralaminares núcleo reticular Núcleos específicos (relê): com projeção para regiões específicas do córtex cerebral (todos os outros núcleos talâmicos) Em cortes coronais (frontais), o tálamo nem sempre pode ser visto e, dependendo da posição do plano de corte, será observado diferentemente. Em cortes coronais (frontais), o tálamo nem sempre pode ser visto e, dependendo da posição do plano de corte, será observado diferentemente. Caudado Lentiforme Comissura anterior Corte frontal TÁLAMO Plano de corte passando pela comissura anterior Anterior ao Tálamo Plano de corte passando pelos corpos mamilares Caudado Lentiforme Corpo mamilar corte frontal TÁLAMO Plano de corte passando pelos pedúnculos cerebrais Tálamo Núcleo caudado Cápsula interna Lentiforme Corte frontal TÁLAMO HIPOTÁLAMO Controle do sistema nervoso autonomo. Regulação da temperatura corporal (centro termoregulador) Controle emocional Regulação do sono / vigília (centro do sono) Regulação da fome / sede (centro da fome, centro da saciedade, centro da sede) Regulação da diurese ( liberação do hormônio antidiurético) Regulação do metabolismo Regulação da adenohipófise (regulação do sistema endócrino) T H Imagem de ressonância magnética do encéfalo em reconstrução sagital mediana, na sequência ponderada em T1. T = tálamo H = hipotálamo O hipotálamo é a única parte do diencéfalo que pode ser visualizada sem a necessidade de cortes no encéfalo. Assim mesmo, somente pode ser visto parcialmente, em uma vista inferior do encéfalo. HIPOTÁLAMO HIPOTÁLAMO Hipotálamo – vista inferior do encéfalo É composto de duas metades simétricas, de cada lado do terceiro ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico. Seu limite lateral é a cápsula interna. Juntamente com o tálamo, o hipotálamo compõe a parede lateral da cavidade do III° ventrículo. Também participa da composição do assoalho desta cavidade ventricular. Os núcleos hipotalâmicos podem ser agrupados quando se considera sua disposição anteroposterior ou mediolateral. Grupos principais em disposição anteroposterior: -pré-óptico -supra-óptico -túbero-infundibular -mamilar Organização mediolateral: Zona medial (núcleos pré-óptico, anterior, supraquiasmático, paraventricular, dorsomedial, ventromedial, arqueado e posterior) Zona lateral (núcleos pré-óptico, supraóptico, lateral, tuberomamilar e tuberais laterais) O fórnice divide o hipotálamo em zonas medial e lateral. A zona medial possui um aglomerado de núcleos organizados em quatro grupos principais: pré-óptico, supraquiasmático (supra-óptico), tuberal, mamilar HIPOTÁLAMO EPITÁLAMO O epitálamo consiste nos núcleos habenulares e suas conexões, e na glândula pineal. Juntamente com a comissura posterior, forma a parede posterior da cavidade do terceiro ventrículo. EPITÁLAMO EPITÁLAMO FUNÇÕES 1. Parte endócrina: - Glândula pineal: produção de melatonina, junto com o hipotálamo controla o ritmo circadiano e as demais glândulas endócrinas 2. Parte nervosa: - Habênulas: conexão do sistema límbico ao mesencéfalo - Trígono habenular - Comissura das habênulas - Comissura posterior: limite anatômico entre o mesencéfalo e o diencéfalo, fibras relacionadas ao reflexo (pupilar) consensual SUBTÁLAMO Localiza-se inferiormente ao tálamo (zona de transição entre o tálamo e o tegmento mesencefálico) - abaixo do tálamo, entre hipotálamo e cápsula interna. Sua estrutura é extremamente complexa. Composto pelo núcleo subtalâmico, zona incerta e núcleos dos campos de Forel (campos perizonais). Funções motoras somáticas. Importante no controle motor, nos ajustes do movimento (extrapiramidal). Sua lesão, em especial do núcleo subtalâmico, não produz redução do movimento, mas um distúrbio do ajuste, denominado hemibalismo (hipercinesia involuntária violenta dos membros contralaterais). Não se relaciona com paredes do IIIº ventrículo (somente pode ser visto em secções, de preferência um corte frontal, passando pelos corpos mamilares) NST = núcleo subtalâmico Zi = zona incerta H1 = campo dorsal (fascículo talâmico) H2 = campo ventral (fascículo lenticular) SUBTÁLAMO TELENCÉFALO O telencéfalo é a estrutura nervosa de maior relevância no que concerne à capacidade cognitiva do homem, que o destaca, diante dos outros seres vivos. Logo, esse estudo estabelece bases anatômicas para a compreensão dos processos fisiológicos mais complexos da nossa espécie e dos efeitos dos mecanismos de lesão dessas áreas. Essa estrutura é formada por dois hemisférios cerebrais. Os hemisférios cerebrais possuem sulcos (entrâncias) e giros (saliências), que permitem a ampliação do córtex cerebral, sem que haja aumento excessivo de volume. De modo referencial à osteologia do crânio, os hemisférios cerebrais são separados, cadaum, em cinco lobos: frontal, temporal, parietal, occipital e, mais internamente, o lobo insular. No interior desses hemisférios, é possível encontrar grandes dilatações, onde transita e é produzido líquido cerebrospinal, os ventrículos laterais. GÂNGLIOS OU NÚCLEOS DA BASE O termo “gânglios da base” é utilizado para designar um grupo de núcleos de substância cinzenta localizados na região profunda do encéfalo, ou mais especificamente, na região subcortical-basal do encéfalo. Esses núcleos estão interconectados e formam um sistema funcional que foi originalmente denominado como “sistema extrapiramidal”. Havia um motivo para a escolha desse nome: as lesões estruturais que acometiam esses núcleos geralmente produziam sintomas motores, assim, era razoável supor que esse sistema funcionasse de maneira paralela ao “sistema piramidal” no controle da motricidade. FUNÇÕES DOS GÂNGLIOS DA BASE Principais funções dos “gânglios da base” seria participar do controle da motricidade, mas também revelaram que esse sistema também participaria ativamente do controle de funções cognitivas e comportamentais. Componentes dos gânglios da Base Núcleo caudado Putâmem Globo pálido Substância nigra Núcleo subtalâmico Núcleo estriado Nervos em Geral - Terminações Nervosas Nervos são cordões esbranquiçados constituídos por feixes de fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo, que unem o sistema nervoso central aos órgãos periféricos. Podem ser espinhais ou cranianos, conforme esta união se faça com a medula espinhal ou com o encéfalo. A função dos nervos é conduzir, através de suas fibras, impulsos nervosos do sistema nervoso central para a periferia (impulsos eferentes) e da periferia para o sistema nervoso central (impulsos aferentes). NERVOS ESPINHAIS Nervos espinhais são aqueles que fazem conexão com a medula espinhal e são responsáveis pela inervação do tronco, dos membros e partes da cabeça. São em número de 31pares, que correspondem aos 31 segmentos medulares existentes. São, pois, oito pares de nervos cervicais. 12 torácicos. cinco lombares, cinco sacrais, um coccígeo. NERVOS ESPINHAIS Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes dorsal (sensitivas) e ventral (motora), que se legam. O gânglio espinhal é um conjunto de células nervosas na raiz dorsal do nervo espinhal. Ramos dorsais. Ramos ventrais Os ramos ventrais: cervicais, lombares e sacrais e coccígeo formam os plexos. TERRITÓRIOS CUTÂNEOS INERVAÇÃO RADICULAR. DERMÁTOMO Denomina-se dermátomo o território cutâneo inervado por fibras de uma única raiz dorsal. O dermátomo recebe o nome da raiz que o inerva*. Assim, temos os dermátomos C3, T5, L4 etc. Nervos Cranianos Nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. São 12 pares cranianos. Numerados em algarismo romanos. Os Nervos Cranianos podem ser sensitivos ou aferentes, motores ou eferentes ou mistos. SEQUÊNCIA CRANIOCAUDAL DOS NERVOS CRANIANOS I – NERVO OLFATÓRIO II – NERVO ÓPTICO III – NERVO OCOLUMOTOR IV – NERVO TROCLEAR V – NERVO TRIGÊMEO VI - NERVO ABDUCENTE VII- NERVO FACIAL VIII – NERVO VESTIBULOCOCLEAR IX – NERVO GLOSSOFARÍNGEO X – NERVO VAGO XI – NERVO ACESSÓRIO XII – NERVO HIPOGLOSSO NERVOS SENSITIVOS PUROS I – Nervo Olfatório II – Nervo Óptico VII – Nervo Vestibulococlear NERVOS MOTORES PUROS III – Nervo Oculomotor IV – Nervo Troclear VI – Nervo abducente XI – Nervo Acessório XII – Nervo Hipoglosso NERVOS MISTOS V – Nervo Trigêmeo VII – Nervo Facial IX – Nervo Glossofaringeo X – Nervo Vago MACETE!!!! 1) 1 nariz então o 1º par craniano é olfatório. 2) Você tem 2 olhos então o 2º par craniano é o nervo óptico. 3) Se você deitar o 3 fica igual uma armação de óculos então o 3º par craniano é o nervo oculomotor. 4) O que você faz no quarto, troca de roupa, então o 4º par craniano é o nervo troclear. 5) 5 é 3 +2 = 5 então o 5º par craniano é o nervo trigêmeo. 6) O 6 parece a letra b ao contrário, e qual o nervo que tem um b no meio do nome é o nervo abducente. MACETE!!!! 7) Se você inverter o 7 vira F, então o 7º par craniano é o nervo facial. 8) Se você deitar o 8 ∞, quando você estudou infinitamente os conteúdos? No vestibular então o 8º par craniano é o vestibulococlear. 9) O 9, então o 9º par craniano parece a letra g e o glossofaríngeo. 10) Não tem macete ficando meio vago, então o macete é o nervo vago. 11) O 11 é um ajudando o outro, então é nervo acessório. 12) Fica embaixo de todos, quando pensamos em algo que fica mais embaixo dizemos que é hipo, então o 12º é o nervo hipoglosso. OBRIGADA!