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CADERNO DE LEI SECA 
SEMANA 01 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
Sumário 
SEGUNDA-FEIRA ............................................................................................................................................... 4 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 1º a 5º ....................................................................................... 4 
Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 1º a 7º ........................................................................................ 50 
Leitura da Lei de Tortura ........................................................................................................................... 56 
TERÇA-FEIRA ................................................................................................................................................... 72 
Leitura do Código Penal – Artigos 1º a 18 ................................................................................................. 72 
Leitura da Lei Maria da Penha – Artigo 8º ................................................................................................. 81 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 1º a 11 ............................................................................. 83 
QUARTA-FEIRA .............................................................................................................................................. 115 
Leitura do Código Penal – Artigos 19 a 42 ............................................................................................... 115 
Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 9º e 10 ..................................................................................... 129 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 12 a 28 .......................................................................... 131 
QUINTA-FEIRA .............................................................................................................................................. 146 
Leitura do Código Penal – Artigos 43 a 58 ............................................................................................... 146 
Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 10-A a 12-C .............................................................................. 152 
Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 29 a 58 .......................................................................... 156 
SEXTA-FEIRA ................................................................................................................................................. 161 
Leitura do Código Penal – Artigos 59 a 76 ............................................................................................... 161 
Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 13 a 24-A ................................................................................. 172 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 6º a 13 ................................................................................... 183 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
4 
SEGUNDA-FEIRA 
Leitura da Constituição Federal – Artigos 1º a 5º 
PREÂMBULO 
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir 
um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a 
segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma 
sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem 
interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a 
seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
PREÂMBULO 
• está situado no âmbito da política e não possui relevância jurídica (teoria da irrelevância 
jurídica). 
↳ É a teoria majoritariamente aceita para a interpretação da natureza jurídica do preâmbulo 
(STF, ADI 2076). 
• o Preâmbulo NÃO é norma constitucional. 
↳ Portanto, NÃO serve de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade e NÃO 
estabelece limites para o Poder Constituinte Derivado, seja ele Reformador ou Decorrente. 
• suas disposições NÃO são de reprodução obrigatória pelas Constituições Estaduais. 
• o Preâmbulo NÃO dispõe de força normativa, não tendo caráter vinculante. 
↳ não tem caráter dispositivo ⇾ serve meramente como elemento interpretativo da 
Constituição. 
• o Preâmbulo tem como função sintetizar as intenções do legislador constituinte, 
proclamando os princípios da nova Constituição, rompendo com a ordem jurídica anterior, 
além disso, serve também como elemento de integração dos artigos que lhe seguem, 
orientando sua interpretação. 
O preâmbulo não se situa no âmbito do Direito, mas sim no domínio da política. Ele apenas 
reflete a posição ideológica do constituinte. 
Desse modo, o preâmbulo não possui relevância jurídica. 
Vale ressaltar, ainda, que o preâmbulo não constitui norma central da Constituição, não 
sendo de reprodução obrigatória nas Constituições dos Estados-membros. 
A invocação a Deus, presente no preâmbulo da CF/88, reflete um sentimento religioso. Isso 
não faz, contudo, que o Brasil deixe de ser um Estado laico. O Brasil é um Estado laico, ou 
seja, um Estado em que há liberdade de consciência e de crença, onde ninguém é privado 
de direitos por motivo de crença religiosa ou convicção filosófica. 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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A invocação da proteção de Deus contida no preâmbulo da CF/88 não se trata de norma de 
reprodução obrigatória na Constituição estadual, não tendo força normativa. Se a 
Constituição estadual não tiver esta expressão, não há qualquer inconstitucionalidade nisso. 
STF. Plenário ADI 2076, Rel. Min. Carlos Velloso, julgado em 15/08/2002. 
⇾ Outras teorias acerca da natureza jurídica do Preâmbulo: 
• Teoria da plena eficácia: o preâmbulo teria a mesma eficácia jurídica que possui as 
normas constitucionais. 
• Teoria da relevância jurídica indireta ou mediata: o preâmbulo não seria norma 
constitucional propriamente dita, contudo, teria relevância jurídica. Serve para auxiliar a 
interpretação das normas constitucionais ⇾ Vetor eminentemente hermenêutico. 
↳ O STF adotou a tese da teoria da relevância jurídica indireta ou mediata na ADI nº 
2659/2008. 
⚠ Lembre-se de que, atualmente, a teoria majoritariamente aceita para interpretar a 
natureza jurídica do preâmbulo é a TEORIA DA IRRELEVÂNCIA JURÍDICA (STF, ADI nº 
2076/2002). 
CLASSIFICAÇÃO DA CF/88 
MNEMÔNICO: PEDRA FAND 
ORIGEM PROMULGADA 
FORMA ESCRITA 
ELABORAÇÃO DOGMÁTICA 
ALTERABILIDADE RÍGIDA 
EXTENSÃO ANALÍTICA 
CONTEÚDO FORMAL 
LOCAL DE DECRETAÇÃO AUTÔNOMA 
ONTOLOGIA NOMINATIVA (pretende ser normativa) 
FINALIDADE DIRIGENTE 
TÍTULO I 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
Art. 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos ESTADOS e 
MUNICÍPIOS e do DISTRITO FEDERAL, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como 
FUNDAMENTOS: 
I - a SOBERANIA; 
II - a CIDADANIA; 
III - a DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA; 
IV - os VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA; 
V - o PLURALISMO POLÍTICO. 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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FUNDAMENTOS DA RFB 
(SOCIDIVAPLU) 
• Soberania; 
• Cidadania; 
• Dignidade da pessoa humana; 
• Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
• Pluralismo político. 
⇾ Princípios estruturantes (art. 1º, CF): 
• republicano;OU GERAL, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja IMPRESCINDÍVEL À SEGURANÇA DA SOCIEDADE E DO ESTADO; 
• Súmula Vinculante nº 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
XXXIV - são a TODOS assegurados, INDEPENDENTEMENTE DO PAGAMENTO DE TAXAS: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de
poder; 
• Súmula Vinculante nº 21. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro 
ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
↳ Essa exigência viola o art. 5º, LV, da CF/88. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula vinculante 21-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível 
em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 373, STJ. É ILEGÍTIMA a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso 
administrativo. 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei NÃO excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4fc28b7093b135c21c7183ac07e928a6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4fc28b7093b135c21c7183ac07e928a6
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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↳ Princípio do acesso à justiça, da efetividade do processo e da inafastabilidade da atuação jurisdicional. 
⚠ O inc. XXXV dispõe sobre o princípio da inafastabilidade da jurisdição (conhecido também como cláusula 
do acesso à justiça ou do direito de ação), o qual possibilita que se provoque a prestação jurisdicional para 
garantia e efetivação de direitos, sem que necessariamente tenha que se esgotar as esferas administrativas. 
⚠ Contudo, este princípio comporta EXCEÇÕES, nas quais é exigido o prévio esgotamento da via 
administrativa: 
• controvérsias desportivas (art. 217, § 1º, CF); 
↳ o Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se 
as instâncias da justiça desportiva. 
• reclamações contra o descumprimento de súmula vinculante pela Administração Pública (art. 7º, § 1º, 
Lei nº 11.417/2006); 
↳ contra omissão ou ato da Administração Pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento 
das vias administrativas. 
• habeas data; 
↳ Súmula nº 02, STJ. NÃO cabe o habeas data (CF, art. 5, LXXII, letra "a") se não houve RECUSA de informações 
por parte da autoridade administrativa. 
↳ Se não houve recusa administrativa, não tem motivo para o autor propor a ação. Falta interesse de agir 
(interesse processual). 
• indeferimento de pedido em face do INSS ou omissão em atender o pedido administrativo para obtenção 
de benefício previdenciário. 
↳ prévio requerimento ≠ esgotamento das vias administrativas. 
• Súmula Vinculante nº 28. É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
XXXVI - a lei NÃO prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
↳ Limites à eficácia retroativa da lei. 
• Súmula nº 654, STF. A garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5º, XXXVI, da Constituição da 
República, não é invocável pela entidade estatal que a tenha editado. 
XXXVII - NÃO haverá juízo ou Tribunal de exceção; 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; (≠ de imutabilidade dos veredictos). 
d) a competência para o julgamento dos CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA; + conexos. 
⇾ Tribunal do Júri: 
- Competências: 
• Crimes dolosos contra a vida + conexos. 
↳ Dolosos: homicídio; aborto; infanticídio; induzimento, auxílio ou instigação ao suicídio. 
Obs.: o feminicídio é um homicídio qualificado, então também vai para o júri. 
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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• Súmula Vinculante nº 45/ Súmula nº 721, STF. A competência constitucional do Tribunal do Júri 
PREVALECE sobre o foro por prerrogativa de função, estabelecido exclusivamente pela Constituição 
ESTADUAL. 
• Súmula nº 603, STF. A competência para o processo e julgamento de LATROCÍNIO é do JUIZ SINGULAR e 
não do Tribunal do Júri. 
↳ É crime contra o patrimônio (forma qualificada do crime de roubo, com aumento de pena, quando a 
violência empregada resultada em morte)! 
XXXIX - NÃO há crime SEM lei anterior que o defina, nem pena SEM prévia cominação legal; 
XL - a lei penal NÃO retroagirá, SALVO para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do RACISMO constitui crime INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL, sujeito à pena de 
RECLUSÃO, nos termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes INAFIANÇÁVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA a prática da 
TORTURA, o TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS, o TERRORISMO e os definidos como 
CRIMES HEDIONDOS, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se
omitirem; 
XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis ou militares,
contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
Crimes INAFIANÇÁVEIS E IMPRESCRITÍVEIS Crimes INAFIANÇÁVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA 
OU ANISTIA 
(TTTH) 
• Racismo; • Tortura; 
• Ação de grupos armados, civis ou militares, 
contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático. 
• Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins; 
• Terrorismo; 
• Crimes Hediondos. 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles
executadas, ATÉ O LIMITE DO VALOR DO PATRIMÔNIO TRANSFERIDO; 
↳ Princípio da personalidade ou da intranscendência da pena. 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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PENAS QUE PODEM SER ADOTADAS NO 
BRASIL 
• Privação ou restrição da liberdade; 
• Perda de bens; 
• Multa; 
• Prestação social alternativa; 
• Suspensão ou interdição de direitos. 
• Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de segurança NÃO deve ultrapassar o limite máximo 
da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
XLVII - NÃO haverá penas: (Rol taxativo) 
a) de morte, SALVO em caso de GUERRA DECLARADA, nos termos do art. 84, XIX; 
Art. 84, CF. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] 
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado 
por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou 
parcialmente, a mobilização nacional; 
b) de caráter perpétuo; 
• Súmula nº 527, STJ. O tempo de duração da medida de segurança NÃO deve ultrapassar o limite máximo 
da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e)cruéis; 
PENAS PROIBIDAS NO BRASIL 
• De morte. 
↳ SALVO em caso de guerra declarada. 
• De caráter perpétuo; 
• De trabalhos forçados; 
• De banimento; 
• Cruéis. 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a
idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da CF/88, o 
Estado é responsável pela morte de detento. 
STF. Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 30/3/2016 (repercussão geral) (Info 819). 
⇾ O Estado pode ser responsabilizado pela morte do detento mesmo que ele se suicide? 
SIM. Existem precedentes do STF e do STJ nesse sentido: STF. 2ª Turma. ARE 700927 AgR, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 28/08/2012. 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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No entanto, aqui também, como se adota a teoria do risco administrativo, o Estado poderá provar alguma 
causa excludente de responsabilidade. Assim, nem sempre que houver um suicídio, haverá responsabilidade 
civil do Poder Público. 
O Min. Luiz Fux exemplifica seu raciocínio com duas situações: 
• Se o detento que praticou o suicídio já vinha apresentando indícios de que poderia agir assim, então, neste 
caso, o Estado deverá ser condenado a indenizar seus familiares. Isso porque o evento era previsível e o 
Poder Público deveria ter adotado medidas para evitar que acontecesse. 
• Por outro lado, se o preso nunca havia demonstrado anteriormente que poderia praticar esta conduta, de 
forma que o suicídio foi um ato completamente repentino e imprevisível, neste caso o Estado NÃO será 
responsabilizado porque não houve qualquer omissão atribuível ao Poder Público. 
Vale ressaltar que é a Administração Pública que tem o ônus de provar a causa excludente de 
responsabilidade. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Responsabilidade civil do Estado em caso de morte de detento. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os 
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos 
termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, 
comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de 
encarceramento. 
STF. Plenário. RE 580252/MS, rel. orig. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
16/2/2017 (repercussão geral) (Info 854). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Estado deve indenizar preso que se encontre em situação degradante. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante
o período de amamentação; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, SALVO o NATURALIZADO, em caso de CRIME COMUM,
praticado ANTES da naturalização, ou de comprovado envolvimento em TRÁFICO ILÍCITO DE
ENTORPECENTES E DROGAS AFINS, na forma da lei; 
LII - NÃO SERÁ CONCEDIDA EXTRADIÇÃO DE ESTRANGEIRO por CRIME POLÍTICO ou de OPINIÃO; 
EXTRADIÇÃO 
Extraditando brasileiro NATO • em NENHUMA HIPÓTESE poderá ser 
extraditado. 
• somente poderá ocorrer em 2 casos: 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9dfcd5e558dfa04aaf37f137a1d9d3e5
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/9dfcd5e558dfa04aaf37f137a1d9d3e5
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a3f61f3a8034cbfb5ecf0d785e750fb3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a3f61f3a8034cbfb5ecf0d785e750fb3
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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Extraditando brasileiro NATURALIZADO ou 
português residente no Brasil equiparado a 
brasileiro naturalizado 
a) prática de crime comum ANTES da 
naturalização; 
b) comprovado envolvimento com tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins ANTES
OU DEPOIS da naturalização. 
Extraditando ESTRANGEIRO • Poderá ser extraditado, SALVO por prática 
de crime político ou de opinião. 
Asilo político Refúgio político 
É motivado pela perseguição por crimes políticos. É motivado pela perseguição de natureza política, 
religiosa, racial, de nacionalidade ou de grupo
social. 
Normalmente é usada para perseguição 
individualizada. 
Necessidade de proteção atinge número elevado de 
pessoas, tendo a perseguição aspecto mais
generalizado. 
Decisão de caráter político, com a concessão 
discricionária. 
Ato administrativo de caráter vinculado. 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
↳ Princípio do juiz natural. 
• Súmula nº 704, STF. Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a 
atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos 
denunciados. 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens SEM o devido processo legal; 
↳ Princípio do devido processo legal. 
LV - aos litigantes, em processo JUDICIAL OU ADMINISTRATIVO, e aos acusados em geral são 
assegurados o CONTRADITÓRIO e a AMPLA DEFESA, com os meios e recursos a ela inerentes; 
↳ Princípio do contraditório e da ampla defesa. 
SÚMULAS VINCULANTES ACERCA DO TEMA 
• Súmula Vinculante nº 05. A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar 
não ofende a Constituição. 
↳ Refere-se ao típico processo administrativo disciplinar – aquele que tramita no âmbito da Administração 
Pública. 
↳ Este enunciado NÃO se aplica para o processo administrativo que apura infrações cometidas no sistema 
penitenciário. 
III - O Plenário do col. Pretório Excelso, em julgamento do RE n. 398.269/RS, Rel. Exmo. Min. Gilmar 
Mendes, DJe 26/2/2010, concluiu pela inaplicabilidade da Súmula Vinculante nº 5 aos procedimentos 
administrativos disciplinares realizados em sede de execução penal, ressaltando a imprescindibilidade da 
defesa técnica nesses procedimentos, sob pena de afronta aos princípios do contraditório e da ampla 
defesa, aos ditames da LEP e à legislação processual penal. 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=704.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=5.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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(HC 517.663/MG, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO 
TJ/PE), QUINTA TURMA, julgado em 01/10/2019, DJe 11/10/2019) 
⚠ A oitiva do condenado pelo Juízo da Execução Penal, em audiência de justificação realizada na presença 
do defensor e do Ministério Público, afasta a necessidade de prévio Procedimento Administrativo 
Disciplinar (PAD), assim como supre eventual ausência ou insuficiência de defesa técnica no PAD 
instaurado para apurar a prática de falta grave durante o cumprimento da pena. 
STF. Plenário. RE 972598, Rel. Roberto Barroso, julgado em 04/05/2020 (Repercussão Geral – Tema 941) 
(Info 985 – clipping) 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula vinculante 5-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024• Súmula Vinculante nº 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
• Súmula Vinculante nº 21. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro 
ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
• Súmula Vinculante nº 28. É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
LVI - são INADMISSÍVEIS, no processo, as provas obtidas por meios ILÍCITOS; 
LVII - ninguém será considerado culpado ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO de sentença penal
condenatória; 
↳ Princípio da presunção de inocência, estado de inocência ou não culpabilidade. 
• Não é possível a execução da pena restritiva de direitos antes do trânsito em julgado da condenação. 
STJ. 3ª Seção. EREsp 1.619.087-SC, Rel. para acórdão Min. Jorge Mussi, julgado em 14/6/2017 (Info 609). 
• O cumprimento da pena somente pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. 
É proibida a chamada execução provisória da pena. 
STF. Plenário. ADC 43/DF, ADC 44/DF, ADC 54/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgados em 07/11/2019. 
• O art. 147 da Lei de Execuções Penais determina que a pena restritiva de direitos será aplicada somente 
após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. O entendimento até então esposado pelo 
Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade da execução antecipada da pena deu-se pela 
análise de medidas cautelares nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade 43 e 44, que ainda aguardam 
pronunciamento de mérito. Por sua vez, a decisão proferida no ARE 964.246, julgado pela sistemática da 
repercussão geral, não tratou especificamente de execução antecipada de pena restritiva de direito, vedada 
pelo art. 147 da LEP, mas, tão somente, de pena privativa de liberdade, hipótese essa prevista no art. 283 do 
Código de Processo Penal. 
STF. 2ª Turma. RE 1195505, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 30/11/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Não é possível a execução provisória de penas restritivas de direito. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5fc7c9bd1fcb12799f02da8adfa4954f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5fc7c9bd1fcb12799f02da8adfa4954f
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=14.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=21.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=28.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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. 
Acesso em: 26/01/2024 
Não é possível a execução provisória da pena mesmo em caso de condenações pelo Tribunal do Júri. 
STF. 2ª Turma. HC 163814 ED/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 19/11/2019 (Info 960). 
Obs.: existem decisões da 1ª Turma em sentido contrário, ou seja, afirmando que "não viola o princípio da 
presunção de inocência ou da não culpabilidade a execução da condenação pelo Tribunal do Júri, 
independentemente do julgamento da apelação ou de qualquer outro recurso" (STF. 1ª Turma. HC 198392 
AgR, Rel. Roberto Barroso, julgado em 27/04/2021). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Não é possível a execução provisória da pena mesmo em caso de 
condenações pelo Tribunal do Júri. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 643, STJ. A execução da pena restritiva de direitos depende do trânsito em julgado da 
condenação. 
LVIII - o civilmente identificado NÃO será submetido a identificação criminal, SALVO nas hipóteses 
previstas em lei; 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
↳ Ação penal privada subsidiária da pública. 
LX - a LEI só poderá RESTRINGIR A PUBLICIDADE dos atos processuais QUANDO A DEFESA DA
INTIMIDADE OU O INTERESSE SOCIAL O EXIGIREM; 
↳ Princípio da publicidade dos atos processuais. 
LXI - ninguém será preso senão em FLAGRANTE DELITO ou por ORDEM ESCRITA E FUNDAMENTADA
DE AUTORIDADE JUDICIÁRIA COMPETENTE, SALVO nos casos de transgressão militar ou crime
propriamente militar, definidos em lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao
juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório
policial; 
LXV - a prisão ILEGAL será imediatamente RELAXADA pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança; 
LXVII - NÃO haverá prisão civil por dívida, SALVO a do responsável pelo inadimplemento voluntário 
e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
• Súmula Vinculante nº 25. É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de 
depósito. 
• Súmula nº 419, STJ. Descabe a prisão civil do depositário judicial infiel. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/980b2e71a187f092466c13bf42cd6413
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/28ce9bc954876829eeb56ff46da8e1ab
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LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
VIOLÊNCIA OU COAÇÃO em sua LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO, por ILEGALIDADE ou ABUSO DE PODER; 
Súmulas – STF 
• Súmula nº 208. O assistente do Ministério Público não pode recorrer, extraordinariamente, de decisão 
concessiva de habeas corpus. 
↳ Comentário do Dizer o Direito: “a maioria da doutrina defende que essa súmula foi superada. Isso porque 
a Lei nº 12.403/2011 alterou o art. 311 do CPP permitindo que o assistente do MP tenha legitimidade para 
requerer a decretação da prisão preventiva do réu. Logo, ele também tem legitimidade para recorrer 
contra a decisão concessiva de habeas corpus. Nesse sentido: Renato Brasileiro. 
Apesar da posição da doutrina, como ainda não houve julgados do STF em sentido contrário, a súmula 
continua sendo válida para fins de provas objetivas de concurso. Assim, se a redação da súmula for cobrada 
em uma prova objetiva, esta alternativa deverá ser apontada como correta”. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 208-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 299. O recurso ordinário e o extraordinário interpostos no mesmo processo de mandado de 
segurança, ou de habeas corpus, serão julgados conjuntamente pelo Tribunal Pleno. 
• Súmula nº 319. O prazo do recurso ordinário para o Supremo Tribunal Federal, em habeas corpus ou
mandado de segurança, é de 5 dias. 
⚠ Superadaem parte. 
↳ Prazo do recurso ordinário para o STF em habeas corpus: 5 dias (corridos), com fulcro no art. 310 do 
RISTF. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. RHC 121748 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 04/08/2015. 
↳ Prazo do recurso ordinário para o STF em mandado de segurança: 15 dias (úteis), com fundamento no 
art. 1.003, § 5º, do CPC/2015. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 319-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 344. Sentença de primeira instância concessiva de habeas corpus, em caso de crime praticado 
em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, está sujeita a recurso ex officio. 
• Súmula nº 395. NÃO se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus das
custas, por não estar mais em causa a liberdade de locomoção. 
• Súmula nº 431. É NULO o julgamento de recurso criminal, na segunda instância, SEM prévia intimação,
ou publicação da pauta, SALVO em habeas corpus. 
• Súmula nº 606. NÃO cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do 
Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. 
↳ Cabe habeas corpus contra decisão monocrática de Ministro do STF? 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=208.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b59307fdacf7b2db12ec4bd5ca1caba8
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b59307fdacf7b2db12ec4bd5ca1caba8
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=299.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=319.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0fc170ecbb8ff1afb2c6de48ea5343e7
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0fc170ecbb8ff1afb2c6de48ea5343e7
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=344.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=395.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=431.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=606.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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NÃO. Não cabe pedido de habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra ato de Ministro ou outro 
órgão fracionário da Corte. 
STF. Plenário. HC 170263/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 22/06/2020. 
↳ Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de Habeas Corpus impetrado contra decisão proferida 
por Ministro do STF. Incidência, por analogia, da Súmula 606/STF. 
STF. Plenário. HC 208219 ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 23/11/2021. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 606-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 691. NÃO compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado 
contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere a liminar. 
⚠ Válida, mas com ressalva. 
↳ A Súmula 691 pode ser afastada em casos excepcionais, quando houver teratologia, flagrante ilegalidade 
ou abuso de poder que possam ser constatados ictu oculi. 
STF. 2ª Turma. HC 143476/RJ, rel. orig. Min. Gilmar Mendes, red. p/ o ac. Min. Ricardo Lewandowski, 
julgado em 6/6/2017 (Info 868). 
↳ Embora a Súmula nº 691 do STF vede a utilização de habeas corpus impetrado ante decisão de relator 
que, em writ impetrado perante o Tribunal de origem, indefere o pedido liminar, admite-se, em casos 
excepcionais, configurada flagrante ilegalidade, a superação do entendimento firmado no referido 
enunciado sumular. 
STJ. 6ª Turma, HC 551.676/RN, Rel. Min. Antônio Saldanha, julgado em 19/05/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 691-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 692. NÃO se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de extradição, se fundado 
em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, nem foi ele provocado a respeito. 
• Súmula nº 693. NÃO cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada. 
• Súmula nº 694. NÃO cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda
de patente ou de função pública. 
↳ O STF entende que nesses casos não há risco ou ameaça à liberdade de locomoção. 
↳ Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares (art. 142, § 2º, da CF/88). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 694-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 695. NÃO cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. 
Cabe habeas corpus para impugnar decisão judicial que determinou a retenção de passaporte 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ddcb155487b88aaa80aed158006bdbdf
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=691.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c5658c711ba9170700fc7d3ee3f63e40
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=692.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=693.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=694.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/85ae750ad1dbdc5c2703bcfe97e77152
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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Em regra, não se admite a utilização de habeas corpus como substituto de recurso próprio, ou seja, se cabia 
um recurso para impugnar a decisão, não se pode aceitar que a parte prejudicada impetre um HC. 
Exceção: se, no caso concreto, a decisão impugnada for flagrantemente ilegal, gerando prejuízo à liberdade 
do paciente, o Tribunal deverá conceder o habeas corpus de ofício. 
O acautelamento de passaporte é medida que limita a liberdade de locomoção, razão pela qual pode, no 
caso concreto, significar constrangimento ilegal e arbitrário, sendo o habeas corpus via processual adequada 
para essa análise. Isso vale não apenas para decisões criminais como também cíveis. 
STJ. 4ª Turma. RHC 97876-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 05/06/2018 (Info 631). 
STJ. 2ª Turma. HC 478.963-RS, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 14/05/2019. 
NÃO CABE habeas corpus para impugnar decisão judicial que determinou a suspensão de CNH. 
A suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)não configura ameaça ao direito de ir e vir do titular. 
Isso porque mesmo com a decretação da medida, o sujeito continua com a liberdade de ir e vir, para todo e 
qualquer lugar, desde que não o faça como condutor do veículo. 
Logo, NÃO CABE habeas corpus contra decisão que determina a apreensão de CNH. 
STJ. 4ª Turma. RHC 97876-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 05/06/2018 (Info 631). 
STJ. 5ª Turma. HC 383225/MG, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 04/05/2017. 
É ilegal medida coercitiva de retenção do passaporte em decisão não fundamentada e que não observou 
o contraditório, proferida no bojo de execução por título extrajudicial. 
Revela-se ilegal e arbitrária a medida coercitiva de suspensão do passaporte proferida no bojo de execução 
por título extrajudicial (duplicata de prestação de serviço), por restringir direito fundamental de ir e vir de 
forma desproporcional e não razoável. Não tendo sido demonstrado o esgotamento dos meios tradicionais 
de satisfação, a medida não se comprova necessária. 
Para que o julgador se utilize de meios executivos atípicos, a decisão deve ser fundamentada e sujeita ao 
contraditório, demonstrando-se a excepcionalidade da medida adotada em razão da ineficácia dos meios 
executivos típicos, sob pena de configurar-se como sanção processual. 
Vale ressaltar que o juiz até poderá, eventualmente, decretar a retenção do passaporte do executado desde 
que: 
• seja obedecido o contraditório; e 
• a decisão proferida seja fundamentada e adequada, demonstrando-se a proporcionalidade dessa medida 
para o caso concreto. 
STJ. 4ª Turma. RHC 97876-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 05/06/2018 (Info 631). 
Vale ressaltar que o tema ainda é polêmico e que, em outro julgado, também de 2018, em uma situação 
muito parecida, a 3ª Turma do STJ manteve decisão que determinou a retenção do passaporte do devedor: 
STJ. 3ª Turma. RHC 99.606/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 13/11/2018. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Análise de habeas corpus impetrado contra decisão do juiz que, na 
execução de título extrajudicial, determinou a suspensão do passaporte e da CNH do executado. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 26/01/2024 
LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para proteger DIREITO LÍQUIDO E CERTO, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder
for AUTORIDADE PÚBLICA ou AGENTE DE PESSOA JURÍDICA NO EXERCÍCIO DE ATRIBUIÇÕES DO PODER
PÚBLICO; 
• A recusa do fornecimento de uma certidão pelo Estado deve ser combatida com mandado de segurança. 
↳ A recusa deve ser combatida com o mandado de segurança, e não com o habeas data. Isso porque o que 
está sendo violado é o direito líquido e certo de o cidadão ter acesso à certidão (RE n. 472.489, STF). 
Regra: o mandado de segurança exige prova pré-constituída do direito líquido e certo alegado, NÃO 
COMPORTANDO DILAÇÃO PROBATÓRIA. 
Exceção: o STJ, contudo, consolidou orientação no sentido de que é possível emendar a inicial do mandado 
de segurança para possibilitar ao impetrante a apresentação de documentos comprobatórios da certeza e 
da liquidez do direito invocado. Nesse sentido: 
Esta Corte Superior firmou entendimento no sentido de ser a petição inicial de mandado de segurança 
passível de emenda, razão por que o magistrado deve abrir prazo para que a parte promova a juntada dos 
documentos comprobatórios da certeza e liquidez do direito alegado, sendo que, somente após o 
descumprimento da diligência, poderá indeferir a inicial. 
STJ. 2ª Turma REsp 1755047/ES, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 13/11/2018. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Em sede de exceção de pré-executividade, o juiz pode determinar a 
complementação das provas, desde que elas sejam preexistentes. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
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Acesso em: 26/01/2024 
Súmulas – STF 
• Súmula nº 101. O mandado de segurança NÃO substitui a ação popular. 
• Súmula nº 248. É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para mandado de 
segurança contra ato do Tribunal de Contas da União. 
↳ Atualmente, essa competência encontra-se expressamente prevista no art. 102, I, “d”, da CF/88. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 248-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 266. Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. 
↳ Alguns autores apontam que uma exceção a essa súmula seria a lei de efeitos concretos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 266-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
51944
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6bb56208f672af0dd65451f869fedfd9
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6bb56208f672af0dd65451f869fedfd9
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/47f91db40efc6a22350eca5c953c4742
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/47f91db40efc6a22350eca5c953c4742
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=101.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=248.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e07bceab69529b0f0b43625953fbf2a0
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e07bceab69529b0f0b43625953fbf2a0
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=266.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 267. Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
↳ O art. 5º, II, da Lei nº 12.016/2009 prevê regra semelhante, falando, contudo, em recurso com efeito 
suspensivo. 
↳ Exceção: o STJ admite MS contra ato judicial passível de recurso se houver, no caso concreto, uma 
situação teratológica, abusiva, que possa gerar dano irreparável e desde que o recurso previsto não tenha
ou não possa obter efeito suspensivo. (STJ AgRg no MS 18.995/DF, julgado em 16/09/2013). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 267-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 268. NÃO cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado. 
• Súmula nº 269. O mandado de segurança NÃO é substitutivo de ação de cobrança. 
• Súmula nº 270. Não cabe mandado de segurança para impugnar enquadramento da L. 3.780, de 12.7.60, 
que envolva exame de prova ou de situação funcional complexa. 
↳ Deve-se ressaltar que o raciocínio da súmula pode ser aplicado para outros casos de enquadramento 
que não apenas o da Lei nela mencionada. Assim, não cabe mandado de segurança para impugnar 
enquadramento que envolva exame de prova ou de situação funcional complexa. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 270-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 271. Concessão de mandado de segurança NÃO produzefeitos patrimoniais em relação a
período pretérito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria. 
• Súmula nº 272. Não se admite como ordinário recurso extraordinário de decisão denegatória de 
mandado de segurança. 
↳ Se algum Tribunal Superior (ex: STJ) denega um mandado de segurança, a impugnação cabível é o recurso 
ordinário constitucional (art. 102, II, “a”, da CF/88). Não há dúvida quanto a isso. Logo, se a parte interpõe 
recurso extraordinário contra essa decisão, incorre em erro grosseiro, não se podendo aplicar o princípio 
da fungibilidade. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 272-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 299. O recurso ordinário e o extraordinário interpostos no mesmo processo de mandado de 
segurança, ou de habeas corpus, serão julgados conjuntamente pelo Tribunal Pleno. 
• Súmula nº 304. Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa julgada contra o 
impetrante, NÃO impede o uso da ação própria. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/25766f01628f3d34b93a36a2301dffc9
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/25766f01628f3d34b93a36a2301dffc9
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=267.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5dc126b503e374b0e08231344a7f493f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5dc126b503e374b0e08231344a7f493f
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=268.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=269.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=270.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6624b6d8217cf71640993409df58204f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/6624b6d8217cf71640993409df58204f
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=271.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=272.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/60ad83801910ec976590f69f638e0d6d
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/60ad83801910ec976590f69f638e0d6d
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=299.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=304.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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↳ Se for discutido o mérito da demanda pela via mandamental, opera-se a coisa julgada, NÃO sendo 
possível o reexame do tema por meio de ação própria (STJ AgRg no REsp 1198803/DF, julgado em 
06/10/2011). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 304-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 319. O prazo do recurso ordinário para o Supremo Tribunal Federal, em habeas corpus ou
mandado de segurança, é de 5 (cinco) dias. 
↳ Superada, em parte. 
↳ Prazo do recurso ordinário para o STF em habeas corpus: 5 dias (corridos), com fulcro no art. 310 do 
RISTF. Nesse sentido: STF. 1ª Turma. RHC 121748 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 04/08/2015. 
↳ Prazo do recurso ordinário para o STF em mandado de segurança: 15 dias (úteis), com fundamento no 
art. 1.003, § 5º, do CPC/2015. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 319-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 330. O Supremo Tribunal Federal NÃO é competente para conhecer de mandado de 
segurança contra atos dos Tribunais de Justiça dos Estados. 
↳ MS contra ato do TJ é julgado pelo próprio TJ. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 330-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 392. O prazo para recorrer de acórdão concessivo de segurança conta-se da publicação oficial
de suas conclusões, e não da anterior ciência à autoridade para cumprimento da decisão. 
• Súmula nº 405. Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela 
interposto, fica SEM EFEITO a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
↳ O entendimento constante da súmula continua válido e pode ser entendido como a regra geral. 
Assim, a regra geral é no sentido de que a revogação da liminar opera efeitos ex tunc (retroativos). 
Vale ressaltar, no entanto, que o STF afirma que, excepcionalmente, é possível reconhecer que essa 
revogação tenha efeitos ex nunc. Veja: 
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. TCU. 
APOSENTADORIA. EXCLUSÃO DE ÍNDICES DE PLANOS ECONÔMICOS. REPOSIÇÃO AO ERÁRIO. VALORES 
RECEBIDOS ATÉ A REVOGAÇÃO DE MEDIDA LIMINAR ANTES DEFERIDA. 
1. Esta Corte vem reconhecendo que a revogação da liminar opera-se, excepcionalmente, com efeitos ex 
nunc nos mandados de segurança denegados com base no entendimento resultante do RE 596.663-RG, 
mas que tiveram a medida precária concedida anteriormente com fundamento na jurisprudência vigente 
à época, favorável aos impetrantes. Proteção da confiança legítima. Nesse sentido: MS 25.430 (Rel. Min. 
Eros Graus, redator para o acórdão Min. Edson Fachin) e MS 30.556 AgR (Rel. Min. Rosa Weber). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/892c3b1c6dccd52936e27cbd0ff683d6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/892c3b1c6dccd52936e27cbd0ff683d6
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=319.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0fc170ecbb8ff1afb2c6de48ea5343e7
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0fc170ecbb8ff1afb2c6de48ea5343e7
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=330.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ad8e88c0f76fa4fc8e5474384142a00a
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ad8e88c0f76fa4fc8e5474384142a00a
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=392.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=405.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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2. Agravo a que se nega provimento. 
(MS 34350 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 07/11/2017, PROCESSO 
ELETRÔNICO DJe-261 DIVULG 16-11-2017 PUBLIC 17-11-2017) 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 405-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 429. A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do 
mandado de segurança contra omissão da autoridade. 
↳ Lei nº 12.016/2009, art. 5º. Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativocom efeito suspensivo, independentemente de caução. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 429-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 430. Pedido de reconsideração na via administrativa NÃO interrompe o prazo para o mandado 
de segurança. 
↳ O pedido de reconsideração (revisão) do ato administrativo e a interposição de recurso administrativo 
destituído de efeito suspensivo não têm o condão de interromper o prazo de 120 dias para impetração do 
MS. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 430-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 433. É competente o Tribunal Regional do Trabalho para julgar mandado de segurança contra 
ato de seu Presidente em execução de sentença trabalhista. 
• Súmula nº 474. NÃO há direito líquido e certo, amparado pelo mandado de segurança, quando se escuda 
em lei cujos efeitos foram anulados por outra, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal. 
• Súmula nº 510. Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe 
o mandado de segurança ou a medida judicial. 
↳ A Lei nº 9.784/99, que trata sobre o processo administrativo federal, possui disposição no mesmo 
sentido, ao dizer que as decisões adotadas por delegação se consideram editadas pelo delegado (art. 14, 
§ 3º). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 510-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 512. NÃO cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. 
• Súmula nº 623. NÃO gera por si só a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer 
do mandado de segurança com base no art. 102, I, n, da Constituição, dirigir-se o pedido contra 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dc20d1211f3e7a99d775b26052e0163e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dc20d1211f3e7a99d775b26052e0163e
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=429.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c429429bf1f2af051f2021dc92a8ebea
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c429429bf1f2af051f2021dc92a8ebea
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=430.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4b21cf96d4cf612f239a6c322b10c8fe
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4b21cf96d4cf612f239a6c322b10c8fe
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=433.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=474.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=510.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8fc687aa152e8199fe9e73304d407bca
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8fc687aa152e8199fe9e73304d407bca
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=512.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=623.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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deliberação administrativa do Tribunal de origem, da qual haja participado a maioria ou a totalidade de 
seus membros. 
• Súmula nº 624. NÃO compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de 
segurança contra atos de outros Tribunais. 
↳ O STF não dispõe de competência originária para processar e julgar MS impetrado contra ato de outros 
Tribunais judiciários, ainda que se trate do STJ. Compete ao próprio STJ julgar os mandados de segurança 
impetrados contra seus atos ou omissões. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 624-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 625. Controvérsia sobre matéria de direito NÃO impede concessão de mandado de segurança. 
• Súmula nº 626. A suspensão da liminar em mandado de segurança, SALVO determinação em contrário 
da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de concessão da
segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto
da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da impetração. 
• Súmula nº 627. No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da competência do 
Presidente da República, este é considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da impetração 
seja nulidade ocorrida em fase anterior do procedimento. 
• Súmula nº 631. Extingue-se o processo de mandado de segurança se o impetrante não promove, no 
prazo assinado, a citação do litisconsorte passivo necessário. 
↳ É o que diz o art. 24 da Lei nº 12.016/2009 c/c o art. 115, parágrafo único do CPC/2015. 
• Súmula nº 632. É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de 
segurança. 
↳ O prazo decadencial do MS é de 120 dias (art. 23 da Lei nº 12.016/2009). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 632-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 701. No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão proferida 
em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo. 
Súmulas – STJ 
• Súmula nº 41. O Superior Tribunal de Justiça NÃO tem competência para processar e julgar, 
originariamente, mandado de segurança contra ato de outros Tribunais ou dos respectivos órgãos. 
↳ MS contra ato do TJ é julgado pelo próprio TJ. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 41-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 105. Na ação de mandado de segurança NÃO se admite condenação em honorários 
advocatícios. 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=624.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c9efe5f26cd17ba6216bbe2a7d26d490
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c9efe5f26cd17ba6216bbe2a7d26d490
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=625.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=626.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=627.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=631.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=632.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8e930496927757aac0dbd2438cb3f4f6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8e930496927757aac0dbd2438cb3f4f6
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=701.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulashttps://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bc4e356fee1972242c8f7eabf4dff517
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bc4e356fee1972242c8f7eabf4dff517
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• Súmula nº 177. O Superior Tribunal de Justiça é incompetente para processar e julgar, originariamente, 
mandado de segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de Estado. 
• Súmula nº 202. A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, NÃO se condiciona a 
interposição de recurso. 
↳ Válida, mas com ressalvas. 
↳ Afasta-se a incidência da Súmula nº 202/STJ na hipótese em que a impetrante tenha tido ciência do 
processo e já postulado no feito, inclusive requerendo a reconsideração da decisão impugnada no writ. 
É entendimento do STJ que o enunciado da Súmula nº 202 socorre tão somente aquele que não teve 
condições de tomar ciência da decisão que lhe prejudicou, ficando impossibilitado de se utilizar do recurso 
cabível. 
STJ. 3ª Turma. RMS 42.593/RJ, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 08/10/2013. 
↳ Outra observação importante é que esse enunciado deve ser interpretado em conjunto com a Súmula 
nº 267 do STF. 
A Súmula 202 do STJ (“a impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a 
interposição de recurso”) deve ser conjugada com o teor do enunciado 267 da Súmula do STF (“não cabe 
mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição”). 
Assim, é permitido que o terceiro se utilize da via mandamental sempre que não tenha obtido condições 
de tomar ciência do ato judicial que lhe prejudicou, a impossibilitar a utilização do recurso cabível. 
STJ. 3ª Turma. AgInt no RMS 50.779/SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 18/02/2019. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 202-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 213. O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à 
compensação tributária. 
• Súmula nº 333. Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade 
de economia mista ou empresa pública. 
↳ Lei nº 12.016/2009, art. 1º. [...] § 2º. NÃO cabe mandado de segurança contra os atos de gestão
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
• A súmula refere-se a atos administrativos e não a atos de gestão, razão pela qual permanece válida. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 333-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 376. Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de 
juizado especial. 
• Súmula nº 460. É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada 
pelo contribuinte. 
• Súmula nº 604, STJ. O mandado de segurança NÃO se presta para atribuir efeito suspensivo a recurso 
criminal interposto pelo Ministério Público. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b6617980ce90f637e68c3ebe8b9be745
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b6617980ce90f637e68c3ebe8b9be745
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/42853a61b26fef79e2ae788d97356799
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/42853a61b26fef79e2ae788d97356799
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LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO pode ser impetrado por: 
a) PARTIDO POLÍTICO com representação no Congresso Nacional; 
b) ORGANIZAÇÃO SINDICAL, ENTIDADE DE CLASSE OU ASSOCIAÇÃO legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
QUEM PODE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO 
• PARTIDO POLÍTICO com representação no Congresso Nacional; 
• ORGANIZAÇÃO SINDICAL, ENTIDADE DE CLASSE OU ASSOCIAÇÃO legalmente constituída
e em funcionamento há pelo menos 1 ano, EM DEFESA DOS INTERESSES DE SEUS MEMBROS
OU ASSOCIADOS; 
• Súmula nº 629, STF. A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos 
associados INDEPENDE da autorização destes. 
↳ Não é necessária autorização dos associados porque se trata de substituição processual, situação na qual 
a entidade defenderá, em nome próprio, interesse alheio (de seus associados). 
↳ A Lei nº 12.016/2009, que é posterior à súmula, previu, expressamente, que, para a impetração de 
mandado de segurança coletivo, a organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente 
constituída não precisa de autorização especial (art. 21). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 629-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 630, STF. A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a 
pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. 
↳ Essa regra foi prevista expressamente no art. 21 da nova Lei do Mandado de Segurança (Lei nº 
12.016/2009). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 630-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a FALTA DE NORMA REGULAMENTADORA 
torne INVIÁVEL o EXERCÍCIO dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
NACIONALIDADE, à SOBERANIA e à CIDADANIA; 
MANDADO DE INJUNÇÃO 
⇾ Será concedido sempre que a falta de norma regulamentadora torne INVIÁVEL: 
• o exercício dos direitos e liberdades constitucionais; 
• o exercício das prerrogativas inerentes à: 
↳ nacionalidade; 
↳ soberania; 
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51944
 
 
 
 
 
 
 
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=629.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/af44c4c56f385c43f2529f9b1b018f6a
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/af44c4c56f385c43f2529f9b1b018f6a
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=630.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0f21f0349462cacdc5796990d37760ae
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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↳ cidadania. 
LEGITIMADOS PARA O MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO – LEI Nº 13.300/2016 
Art. 12. O MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO pode ser promovido: 
I - pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa da ordem 
jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis; 
II - por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, 
liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária; 
III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento 
há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da 
totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes 
a suas finalidades,DISPENSADA, para tanto, AUTORIZAÇÃO ESPECIAL; 
IV - pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos 
direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV 
do art. 5º da Constituição Federal. 
Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerrogativas protegidos por mandado de injunção coletivo 
são os pertencentes, indistintamente, a uma coletividade indeterminada de pessoas ou determinada por 
grupo, classe ou categoria. 
LXXII - conceder-se-á HABEAS DATA: 
a) para assegurar o CONHECIMENTO DE INFORMAÇÕES relativas à PESSOA DO IMPETRANTE, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a RETIFICAÇÃO DE DADOS, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
HABEAS DATA 
⇾ Será concedido: 
• para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de 
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
• para a retificação (correção) de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
• Súmula nº 02, STJ. NÃO cabe o habeas data (CF, art. 5, LXXII, letra "a") se não houve RECUSA de 
informações por parte da autoridade administrativa. 
↳ Se não houve recusa administrativa, não tem motivo para o autor propor a ação. Falta interesse de agir 
(interesse processual). 
↳ Lei nº 9.507/97 (regulamenta o habeas data): 
Art. 8º. [...] 
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova: 
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de 10 (dez) dias sem decisão; 
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de 15 (quinze) dias, sem decisão; ou 
51944
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art5lxxiv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art5lxxiv
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
47 
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 4º ou do decurso de mais de 15 (quinze) 
dias sem decisão. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 2-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
LXXIII - QUALQUER CIDADÃO é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise a ANULAR ATO 
LESIVO ao PATRIMÔNIO PÚBLICO ou de ENTIDADE DE QUE O ESTADO PARTICIPE, à MORALIDADE
ADMINISTRATIVA, ao MEIO AMBIENTE e ao PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL, ficando o autor, SALVO
comprovada MÁ-FÉ, ISENTO de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
AÇÃO POPULAR 
⇾ Qualquer cidadão é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise: 
• anular ato lesivo: 
↳ ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe; 
↳ à moralidade administrativa; 
↳ ao meio ambiente; e 
↳ ao patrimônio histórico e cultural. 
⚠ Ficando o autor, SALVO comprovada MÁ-FÉ, ISENTO de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência
de recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do 
tempo fixado na sentença; ⇾ Responsabilidade civil objetiva do Estado. 
LXXVI - são GRATUITOS para os RECONHECIDAMENTE POBRES, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
LXXVII - são GRATUITAS as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania. 
GRATUIDADES E IMUNIDADES PREVISTAS NO ART. 5º, CF 
DIREITO DE PETIÇÃO E DE OBTER 
CERTIDÕES 
(Inc. XXXIV) 
Isento do pagamento de taxas. 
AÇÃO POPULAR 
(Inc. LXXIII) 
Isenta de custas judiciais e do ônus de 
sucumbência 
⚠ SALVO comprovada MÁ-FÉ. 
ASSISTÊNCIA JURÍDICA INTEGRAL PELO 
ESTADO 
(Inc. LXXIV) 
Gratuita para quem comprovar insuficiência 
de recursos. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/28d437661d95291767e7402dfe969962
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REGISTRO CIVIL DE NASCIMENTO E 
CERTIDÃO DE ÓBITO 
(Inc. LXXVI) 
Gratuitos aos reconhecidamente pobres. 
HABEAS CORPUS 
(Inc. LXXVII) 
Gratuito. 
HABEAS DATA 
(Inc. LXXVII) 
Gratuito. 
ATOS NECESSÁRIOS AO EXERCÍCIO DA 
CIDADANIA 
(Inc. LXXVII) 
Gratuitos, na forma da lei. 
É VEDADO ao legislador editar lei em que se exija o pagamento de custas processuais para a impetração de 
habeas corpus. (CESPE/2018 – STJ) 
É imune ao pagamento de taxas para registro da regularização migratória o estrangeiro que demonstre sua 
condição de hipossuficiente, nos termos da legislação de regência. 
STF. Plenário. RE 1018911/RR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 10/11/2021 (Repercussão Geral – Tema 988) 
(Info 1037). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É imune ao pagamento de taxas para registro da regularização 
migratória o estrangeiro que demonstre sua condição de hipossuficiente, nos termos da legislação de 
regência. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a RAZOÁVEL DURAÇÃO DO
PROCESSO e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
↳ Princípio da celeridade ou da duração razoável do processo. 
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o DIREITO À PROTEÇÃO DOS DADOS PESSOAIS, inclusive nos
meios digitais. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022) 
⚠ Vale salientar que a competência para legislar sobre proteção e tratamento de dados pessoais é 
PRIVATIVA DA UNIÃO (art. 22, XXX). 
§ 1º. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm APLICAÇÃO IMEDIATA. 
↳ Caráter preceptivo (possuem aplicação imediata). 
• Aplicação imediata ⇾ Não tem vacatio legis. 
§ 2º. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime 
e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/39d6530ef19d55fc98e82cb3907519fa
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/39d6530ef19d55fc98e82cb3907519fa
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art1
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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§ 3º. Os tratados e convenções internacionais sobre DIREITOS HUMANOS que forem aprovados, em 
cada Casa do Congresso Nacional, em 2 (dois) turnos, por 3/5 (três quintos) dos votos dos respectivos 
membros, serão EQUIVALENTES às emendas constitucionais. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
• Tem que versar sobre DIREITOS HUMANOS, ser aprovado em CADA CASA do Congresso Nacional em 2 
TURNOS por 3/5 dos votos ⇾ serão EQUIVALENTES às emendas constitucionais. 
• Se forem aprovados pelo rito ordinário, terão apenas status SUPRALEGAL. 
• Poder Constituinte Supranacional. 
⇾ Atos decorrentes do disposto neste parágrafo: 
• Decreto nº 10.932/2022: Promulga a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial 
e Formas Correlatas de Intolerância, firmado pela República Federativa do Brasil, na Guatemala,em 5 de 
junho de 2013. 
• Decreto nº 9.522/2018: Promulga o Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas 
às Pessoas Cegas, com Deficiência Visual ou com Outras Dificuldades para Ter Acesso ao Texto Impresso, 
firmado em Marraqueche, em 27 de junho de 2013. 
• Decreto nº 6.949/2009: Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com 
Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 2007 
TRATADOS INTERNACIONAIS 
Serão equivalentes a Quando 
EMENDA CONSTITUCIONAL Tratar de 
DIREITOS HUMANOS 
Aprovados como 
EMENDA CONSTITUCIONAL 
↳ Aprovação, em cada Casa 
do CN, em 2 turnos, por 3/5 
dos votos. 
NORMA SUPRALEGAL Tratar de 
DIREITOS HUMANOS 
Aprovados como 
LEI ORDINÁRIA 
LEI ORDINÁRIA Não tratar de direitos 
humanos 
Aprovados como 
LEI ORDINÁRIA 
§ 4º. O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado 
adesão. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art1
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 1º a 7º 
Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos 
do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para 
Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos 
Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo 
Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei: 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
• Súmula nº 542, STJ. A ação penal relativa ao crime de LESÃO CORPORAL RESULTANTE DE VIOLÊNCIA 
DOMÉSTICA contra a mulher é PÚBLICA INCONDICIONADA. 
• Súmula nº 589, STJ. É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções penais 
praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. 
Para fins da Lei Maria da Penha, a palavra "crime" deve ser interpretada como infração penal, ou seja, 
corresponde aos crimes e às contravenções descritas no Decreto-lei n. 3.688/1941. 
Seja caso de lesão corporal leve, seja de vias de fato, se praticado em contexto de violência doméstica ou 
familiar, não há falar em necessidade de representação da vítima para a persecução penal. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no HC 713.415/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 22/02/2022. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Seja caso de lesão corporal leve, seja de vias de fato, se praticado em 
contexto de violência doméstica ou familiar, não há falar em necessidade de representação da vítima para 
a persecução penal. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Art. 1º. Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a 
mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas 
as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a 
Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a55472983efa2e239b315de91576d1d3
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas 
de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 
Art. 226, CF. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. 
§ 8º. O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando 
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. 
Art. 2º. Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura,
nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe 
asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e 
seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social. 
⚠ Os mecanismos de proteção contra a violência doméstica e familiar previstos na Lei Maria da Penha são 
igualmente assegurados às mulheres transgêneros e transexuais, independentemente da cirurgia de 
transgenitalização. 
STJ. REsp 1.977.124-SP, 6ª Turma, j. em 05/04/2022. 
Uma mulher trans é uma pessoa que nasceu com o sexo físico masculino, mas que se identifica como uma 
pessoa do gênero feminino. 
O conceito de sexo está relacionado aos aspectos biológicos que servem como base para a classificação de 
indivíduos entre machos, fêmeas e intersexuais. 
Utilizamos a palavra gênero quando queremos tratar do conjunto de características socialmente atribuídas 
aos diferentes sexos. 
Muitas vezes, uma pessoa pode se identificar com um conjunto de características não alinhado ao seu sexo 
designado. Ou seja, é possível nascer do sexo masculino, mas se identificar com características 
tradicionalmente associadas ao que culturalmente se atribuiu ao sexo feminino e vice-versa, ou então, não 
se identificar com gênero algum. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1977124/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 5/4/2022 (Info 732). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) é aplicável às mulheres trans 
em situação de violência doméstica. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
Art. 3º. Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à 
segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao 
lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. 
Apesar de haver decisões em sentido contrário, prevalece o entendimento de que a hipossuficiência e a 
vulnerabilidade, necessárias à caracterização da violência doméstica e familiar contra a mulher, são 
presumidas pela Lei nº 11.340/2006. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7b3403f79b478699224bb449509694cf
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A mulher possui na Lei Maria da Penha uma proteção decorrente de direito convencional de proteção ao 
gênero (tratados internacionais), que o Brasil incorporou em seu ordenamento, proteção essa que não 
depende da demonstração de concreta fragilidade, física, emocional ou financeira. Ex: agressão feita por um 
homem contra a sua namorada, uma Procuradora da AGU, que possuía autonomia financeira e ganhava mais 
que ele. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 620.058/DF, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 14/03/2017. 
STJ. 6ª Turma. AgRg nos EDcl no REsp 1720536/SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 04/09/2018. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no RHC 92.825, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca; julgado em 21/08/2018. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Presunção legal da hipossuficiência• federativo; 
• do Estado Democrático de Direito. 
⚠ A RFB é formada pela união indissolúvel: 
• dos ESTADOS; e 
• MUNICÍPIOS; e 
• do DISTRITO FEDERAL. 
• Forma de governo: República. 
• Forma de Estado: Federação. 
⚠ Vale lembrar que a FORMA FEDERATIVA de Estado é CLÁUSULA PÉTREA EXPRESSA (art. 60, § 4º, I). 
• Regime de governo: Democracia. 
• Súmula nº 647, STJ. São IMPRESCRITÍVEIS as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes 
de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar. 
CEBRASPE/2020 – MPE/CE – Promotor de Justiça 
Ao tratar dos princípios fundamentais, a CF estabelece, em seu art. 1º, a forma republicana de governo, 
caracterizada pela eletividade, temporariedade e responsabilidade do governante. 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou 
diretamente, nos termos desta Constituição. 
↳ Democracia semidireta ou mista. 
↳ Princípio representativo. 
• O titular do poder sempre será o povo, enquanto o exercício pode ser feito na forma direta ou indireta. ⇾ 
Democracia mista ou semidireta (ou representativa). 
• O voto direto, secreto, universal e periódico é uma das cláusulas pétreas (art. 60, § 4º, CF). 
No entanto, a obrigatoriedade do voto NÃO está dentro das cláusulas pétreas. 
↳ É possível transformar o voto e o alistamento facultativos, desde que a alteração seja feita via EC. 
⇾ Instrumentos de democracia direta ou de soberania popular: plebiscito, referendo e iniciativa popular. 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
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PLEBISCITO • consiste na consulta PRÉVIA à edição de 
“ato legislativo ou administrativo, cabendo 
ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que 
lhe tenha sido submetido” (art. 2º, § 1º, Lei 
nº 9.709/98). 
REFERENDO • é a consulta POSTERIOR à edição de “ato
legislativo ou administrativo, cumprindo ao 
povo a respectiva ratificação ou rejeição”
(art. 2º, § 2º, Lei nº 9.709/98). 
INICIATIVA POPULAR • é o poder atribuído aos cidadãos para 
apresentar projetos de lei ao Parlamento, 
encerrado o procedimento legislativo que 
poderá culminar em uma lei. 
• A iniciativa popular consiste na 
apresentação de projeto de lei à Câmara dos 
Deputados, subscrito por, no mínimo, 1% do 
eleitorado nacional, distribuído pelo menos 
por 5 Estados, com não menos de 0,3% dos 
eleitores de cada um deles (art. 13, Lei nº 
9.709/98). 
CLASSIFICAÇÃO DA RFB 
FORMA de ESTADO Federação 
FORMA de GOVERNO República 
REGIME de GOVERNO Democracia (mista ou semidireta) 
SISTEMA de GOVERNO Presidencialismo (art. 84) 
Art. 2º. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário. 
↳ Tripartição dos Poderes. 
FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS DOS PODERES 
PODER FUNÇÕES TÍPICAS FUNÇÕES ATÍPICAS 
EXECUTIVO Administrar e 
gerenciar recursos 
públicos; 
Executar atos de 
administração e atos 
Legislar Ex: editar medida 
provisória (art. 62). 
Julgar Ex: apreciar defesas e 
recursos no âmbito 
administrativo. 
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de chefia de Estado e 
de Governo. 
LEGISLATIVO Processo legislativo 
de elaboração de 
leis; 
Fiscalização contábil, 
financeira, 
orçamentária, 
operacional e 
patrimonial do Poder 
Executivo 
Executar atos de administração. 
Julgar Ex: julgamento dos 
crimes de 
responsabilidade do 
Presidente da 
República pelo 
Senado Federal (art. 
52, I). 
JUDICIÁRIO Julgar
(função jurisdicional) 
Executar atos de administração. 
Legislar Ex: regimentos 
internos dos 
Tribunais. 
• Separação não rígida. ⇾ Cláusula pétrea explícita (art. 60, §4º, III, CF). 
↳ Um não é maior que o outro – cada um pode controlar (frear) a atuação do outro ⇾ Teoria dos freios e 
contrapesos (check and balances ou checks and counterchecks). 
↳ O sistema de freio e contrapesos é um mecanismo destinado ao controle recíproco dos Poderes da 
República, sem prejuízo da autonomia conferida a cada um deles para o exercício de suas funções 
(CEBRASPE/2023 – CG/DF). 
• Súmula nº 649, STF. É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle 
administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades. 
Art. 3º. Constituem OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da República Federativa do Brasil: 
I - CONSTRUIR UMA SOCIEDADE LIVRE, JUSTA E SOLIDÁRIA; 
II - GARANTIR O DESENVOLVIMENTO NACIONAL; 
III - ERRADICAR A POBREZA E A MARGINALIZAÇÃO E REDUZIR AS DESIGUALDADES SOCIAIS E 
REGIONAIS; 
IV - PROMOVER O BEM DE TODOS, SEM PRECONCEITOS DE ORIGEM, RAÇA, SEXO, COR, IDADE E 
QUAISQUER OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO. 
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA RFB 
• Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
• Garantir o desenvolvimento nacional; 
• Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
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• Promover o bem de todos, SEM preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer 
outras formas de discriminação. 
Art. 4º. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas RELAÇÕES INTERNACIONAIS pelos 
seguintes PRINCÍPIOS: 
I - INDEPENDÊNCIA NACIONAL; 
II - PREVALÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS; 
III - AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS; 
IV - NÃO-INTERVENÇÃO; 
V - IGUALDADE ENTRE OS ESTADOS; 
VI - DEFESA DA PAZ; 
VII - SOLUÇÃO PACÍFICA DOS CONFLITOS; 
VIII - REPÚDIO AO TERRORISMO E AO RACISMO; 
IX - COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS PARA O PROGRESSO DA HUMANIDADE; 
X - CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO. ⇾ Ato discricionário. 
PRINCÍPIOS QUE REGEM A RFB EM SUAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 
• Independência nacional; 
• Prevalência dos direitos humanos; 
• Autodeterminação dos povos; 
• Não-intervenção; 
• Igualdade entre os Estados; 
• Defesa da paz; 
• Solução pacífica dos conflitos; 
• Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
• Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 
• Concessão de asilo político. 
Asilo político Refúgio político 
É motivado pela perseguição por crimes políticos. É motivado pela perseguição de natureza política, 
religiosa, racial, de nacionalidade ou de grupo 
social. 
Normalmente, é usado para perseguição 
individualizada. 
A necessidade de proteção atinge número 
elevado de pessoas, tendo a perseguição aspecto 
mais generalizado. 
Decisão de caráter político, com a concessão 
discricionária. 
Ato administrativo de caráter vinculado. 
AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS NÃO INTERVENÇÃO 
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• tem relação com o dever de respeito ao 
direito que todas as nações possuem de 
definir o próprio sistema político e de 
escolher o modo mais adequado para seu 
desenvolvimento econômico, social e 
cultural. 
• é o dever de abstenção, que impede o 
Brasil de intervir em assuntos internos de 
outros países. Abrange tanto intervenções 
militares, como interferências políticas, 
econômicas ou culturais. 
Fonte: Curso de Direito Constitucional, Marcelo Novelino. 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e
cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
⇾ Vale ressaltar os seguintes pontos: 
• a busca pela integração deverá ser no âmbito de toda a América LATINA e não se restringir à Américada mulher vítima de violência 
doméstica. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 24/11/2023 
§ 1º. O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres 
no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 
§ 2º. Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo 
exercício dos direitos enunciados no caput. 
Art. 4º. Na interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, 
especialmente, as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 
TÍTULO II 
DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 5º. Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e
dano moral ou patrimonial: 
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de 
pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas; 
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se 
consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a 
ofendida, independentemente de coabitação. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4f164cf233807fc02da06599a1264dee
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4f164cf233807fc02da06599a1264dee
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• Súmula nº 600, STJ. Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no art. 5º da Lei 
11.340/2006 NÃO se exige a coabitação entre autor e vítima. 
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual. 
A Lei Maria da Penha objetiva proteger a mulher da violência doméstica e familiar que, cometida no âmbito 
da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto, cause-lhe morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou patrimonial. Estão no âmbito de abrangência do delito de 
violência doméstica e podem integrar o polo passivo da ação delituosa as esposas, as companheiras ou 
amantes, bem como a mãe, as filhas, as netas do agressor e também a sogra, a avó ou qualquer outra parente 
que mantém vínculo familiar ou afetivo com ele. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1626825-GO, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 05/05/2020 (Info 671). 
Art. 6º. A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos
direitos humanos. 
CAPÍTULO II 
DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
Art. 7º. São FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER, entre outras: 
I - a VIOLÊNCIA FÍSICA, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde 
corporal; 
II - a VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e 
diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar 
ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, MEDIANTE ameaça, constrangimento, 
humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, 
violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro 
meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; 
(Redação dada pela Lei nº 13.772, de 2018) 
III - a VIOLÊNCIA SEXUAL, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter 
ou a participar de relação sexual não desejada, MEDIANTE intimidação, ameaça, coação ou uso da força; 
que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar 
qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, 
mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos 
sexuais e reprodutivos; 
IV - a VIOLÊNCIA PATRIMONIAL, entendida como qualquer conduta que configure retenção, 
subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, 
bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; 
V - a VIOLÊNCIA MORAL, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou 
injúria. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13772.htm#art2
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FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER 
(Rol exemplificativo) 
VIOLÊNCIA FÍSICA 
• Qualquer conduta que ofenda sua integridade ou 
saúde corporal; 
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA 
 
• Qualquer conduta que lhe cause dano emocional 
e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique 
e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise 
degradar ou controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões. 
• Mediante: 
↳ Ameaça; 
↳ Constrangimento; 
↳ Humilhação; 
↳ Manipulação; 
↳ Isolamento; 
↳ Vigilância constante; 
↳ Perseguição contumaz; 
↳ Insulto; 
↳ Chantagem; 
↳ Violação de sua intimidade; 
↳ Ridicularização; 
↳ Exploração e limitação do direito de ir e vir; 
↳ Ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à 
saúde psicológica e à autodeterminação. 
VIOLÊNCIA SEXUAL 
• Qualquer conduta que a constranja a presenciar, 
a manter ou a participar de relação sexual não
desejada. 
• Mediante: 
↳ Intimidação; 
↳ Ameaça; 
↳ Coação ou uso da força; 
 ↳ Que a induza a comercializar ou a utilizar, de 
qualquer modo, a sua sexualidade; 
↳ Que a impeça de usar qualquer método 
contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à 
gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante 
coação, chantagem, suborno ou manipulação; 
↳ Ou que limite ou anule o exercício de seus 
direitos sexuais e reprodutivos. 
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VIOLÊNCIA PATRIMONIAL 
 
• Qualquer conduta que configure retenção, 
subtração, destruição parcial ou total de seus 
objetos, instrumentos de trabalho, documentos 
pessoais, bens, valores e direitos ou recursos 
econômicos, incluindo os destinados a satisfazer 
suas necessidades; 
VIOLÊNCIA MORAL 
• Qualquer conduta que configure calúnia, 
difamação ou injúria. 
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Leitura da Lei de Tortura 
Define os crimes de tortura e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei: 
Art. 5º, CF. [...] 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
[...] 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles 
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
• Súmula nº 647, STJ. São IMPRESCRITÍVEIS as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes 
de atos de perseguição política com violação de direitosfundamentais ocorridos durante o regime militar. 
Art. 1º. Constitui CRIME DE TORTURA: 
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico
ou mental: 
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
↳ Tortura para obter confissão: tortura-prova (ou probatória), inquisitorial, institucional, política ou 
persecutória. 
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; 
↳ Tortura para a prática de crime ou tortura-crime. 
⚠ Não se enquadra neste dispositivo o agente que tortura a vítima para que ela pratique contravenção penal! 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
↳ Tortura discriminatória ou tortura-racismo. 
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter
preventivo. 
↳Tortura-castigo, vingativa ou intimidatória. 
Pena - RECLUSÃO, de 2 (dois) a 8 (oito) anos. 
Somente pode ser agente ativo do crime de tortura-castigo (art. 1º, II, da Lei nº 9.455/97) aquele que detiver 
outra pessoa sob sua guarda, poder ou autoridade (crime próprio). 
↳ Há um vínculo preexistente, de natureza pública, entre o agente ativo e o agente passivo do crime. Logo, o 
delito até pode ser perpetrado por um particular, mas ele deve ocupar posição de garante (obrigação de 
cuidado, proteção ou vigilância), seja em virtude da lei ou de outra relação jurídica. 
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STJ. 6ª Turma. REsp 1738264-DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 23/08/2018 (Info 633). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A prática do delito de tortura-castigo (vingativa ou intimidatória), 
previsto no art. 1º, II, da Lei nº 9.455/97, é crime próprio. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
§ 1º. Na mesma pena incorre (reclusão, de 2 a 8 anos) quem submete pessoa presa ou sujeita a 
medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei
ou não resultante de medida legal. 
↳ Tortura de preso ou de pessoa sujeita a medida de segurança. 
§ 2º. Aquele que se OMITE em face dessas condutas, quando tinha o DEVER de evitá-las ou apurá-las, 
incorre na pena de detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
↳ Omissão perante a tortura. 
Apenas responde por omissão perante a tortura aquele que tinha o DEVER de agir para evitar o ato de tortura 
e não o faz. 
OMISSÃO perante a tortura 
Quem se omite em face de condutas consideras 
como crime de tortura, quando tinha o dever de 
evitá-las ou apurá-las 
Detenção, de 1 a 4 anos. 
§ 3º. Se resulta lesão corporal de natureza GRAVE OU GRAVÍSSIMA, a pena é de RECLUSÃO de 4
(quatro) a 10 (dez) anos; se resulta MORTE, a RECLUSÃO é de 8 (oito) a 16 (dezesseis) anos. 
↳Tortura qualificada. 
Resultado LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE 
OU GRAVÍSSIMA 
RECLUSÃO, de 4 a 10 anos. 
Resultado MORTE RECLUSÃO, de 8 a 16 anos. 
§ 4º. AUMENTA-SE a pena de 1/6 (um sexto) até 1/3 (um terço): 
I - se o crime é cometido por agente público; 
II - se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 
60 (sessenta) anos; 
(Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) 
No caso de crime de tortura perpetrado contra criança em que há prevalência de relações domésticas e de 
coabitação, não configura bis in idem a aplicação conjunta da causa de aumento de pena prevista no art. 1º, 
§ 4º, II, da Lei nº 9.455/1997 (Lei de Tortura) e da agravante genérica estatuída no art. 61, II, "f", do Código 
Penal. 
STJ. 6ª Turma. HC 362634-RJ, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 16/8/2016 (Info 589). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7bb7a62681a8a0f94ab424b06d172ca3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7bb7a62681a8a0f94ab424b06d172ca3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741.htm#art112
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Ausência de bis in idem na aplicação do art. 1º, § 4º, II, da 
Lei de Tortura em conjunto com a agravante do art. 61, II, "f", do Código Penal. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
AUMENTA-SE a pena de 1/6 até 1/3 
Se o crime é cometido 
• Por agente público; 
⇾ Contra: 
• Criança; 
• Gestante; 
• Portador de deficiência; 
• Adolescente; 
• Maior de 60 anos. 
• Mediante sequestro. 
§ 5º. A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu 
exercício pelo DOBRO do prazo da pena aplicada. 
O art. 1º, § 5º, da Lei 9.455/1997, estabelece a aplicação da perda do cargo, função ou emprego público como 
efeito automático da condenação pelo crime de tortura, prevalecendo esta regra especial sobre a geral 
prevista no art. 92, I, do Código Penal. 
STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp 1.131.443/MT, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 09/12/2020. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Perda do cargo em decorrência da prática do crime de tortura. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
[...] A perda do cargo, função ou emprego público é efeito automático da condenação pela prática do crime 
de tortura, não sendo necessária fundamentação concreta para a sua aplicação. Precedentes. [...] 
(STJ. 6ª Turma. AgRg no Ag 1388953/SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 20/06/2013) 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Efeitos do art. 92 do CP não são automáticos. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
§ 6º. O crime de tortura é INAFIANÇÁVEL E INSUSCETÍVEL DE GRAÇA OU ANISTIA. 
§ 7º. O condenado por crime previsto nesta Lei, SALVO a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da 
pena em regime fechado. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f1298750ed09618717f9c10ea8d1d3b0
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f1298750ed09618717f9c10ea8d1d3b0
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d3c7d16586ecd8fdc7c8781a225a572f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d3c7d16586ecd8fdc7c8781a225a572f
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/33ceb07bf4eeb3da587e268d663aba1a
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/33ceb07bf4eeb3da587e268d663aba1a
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Art. 2º. O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território
nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. 
Crime de tortura praticado contra brasileiro no exterior: trata-se de hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada (art. 2º da Lei 9.455/97). 
No Brasil, a competência para julgar será da Justiça Estadual. 
O fato de o crime de tortura, praticado contra brasileiros, ter ocorrido no exterior não torna, por si só, a 
Justiça Federal competente para processar e julgar os agentes estrangeiros. Isso porque a situação não se 
enquadra,a princípio, em nenhuma das hipóteses do art. 109 da CF/88. 
STJ. 3ª Seção. CC 107397-DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 24/9/2014 (Info 549). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Tortura cometida contra brasileiro no exterior. Buscador Dizer o 
Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a9813e9550fee3110373c21fa012eee7
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a9813e9550fee3110373c21fa012eee7
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CRIMES DE TORTURA – QUADRO RESUMO 
Os crimes de tortura são definidos pela Lei nº 9.455/97. 
Na verdade, como se trata de conduta extremamente repugnante, a própria Constituição Federal proibiu 
expressamente a prática da tortura: 
Art. 5º, CF. [...] 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
[...] 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles 
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
 
Assim, a doutrina afirma que a CF/88 trouxe um “mandado de criminalização”, ou seja, uma determinação 
para que o legislador puna a prática de tortura. 
Fechando esse sistema normativo, existe também a Lei nº 12.847/2013, que institui o “Sistema Nacional 
de Prevenção e Combate à Tortura”. Ela não prevê crimes, mas sim medidas com o objetivo de fortalecer 
a prevenção e o combate à tortura. 
TORTURA PARA OBTER CONFISSÃO 
(“TORTURA PROBATÓRIA, INQUISITORIAL,
INSTITUCIONAL, POLÍTICA OU PERSECUTÓRIA”) 
Art. 1º. Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência 
ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental: 
a) com o fim de obter informação, declaração ou 
confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
⇾ SUJEITO ATIVO: 
Todas as figuras previstas no inciso I do art. 1º são 
crimes comuns, ou seja, podem ser praticados por 
qualquer pessoa. 
⚠ Atenção para isso: ao contrário do que ocorre nos
outros países, no Brasil, mesmo o particular, ou 
seja, quem não é funcionário público, também pode 
praticar crime de tortura. As Convenções 
internacionais preveem, inclusive, a tortura como 
crime próprio. Isso, contudo, não interfere no Brasil: 
O art. 1º da Lei nº 9.455/1997, ao tipificar o crime 
de tortura como crime comum, não ofendeu o que 
já determinava o art. 1º da Convenção da ONU 
Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas 
Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 1984, em 
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face da própria ressalva contida no texto ratificado 
pelo Brasil. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1.299.787/PR, Min. Laurita Vaz, 
DJe 3/2/2014. 
 
Exemplos: 
• policial que bate em suspeito até que ele confesse 
o crime; 
• patrão que, ameaçando ordenar que o segurança 
da empresa agrida o empregado, o faz admitir que 
ele desviou dinheiro do caixa; 
• credor que, com uma arma na cabeça do devedor, 
obriga que ele assine um termo de confissão de 
dívida; 
 
Tortura para que terceira pessoa confesse: 
Ex: o agente tortura o filho para que o pai confesse 
o crime. 
 
⇾ CONSUMAÇÃO: 
O crime se consuma com o sofrimento (físico ou 
mental) causado pelo emprego da violência ou da 
grave ameaça. 
Não importa, para fins de consumação, que o 
agente tenha conseguido seu objetivo. Assim, 
mesmo que a vítima não dê a informação, 
declaração ou confissão exigida, o crime já estará 
consumado. 
A tentativa é possível, considerando que se trata de 
crime plurissubistente. 
 
⇾ ELEMENTO SUBJETIVO: 
É o dolo com o especial fim de agir (com o fim de 
obter informação, declaração ou confissão da 
vítima ou de terceira pessoa). 
 
⇾ PROVA ILÍCITA: 
A prova obtida mediante tortura será considerada 
ilícita e, em regra, deverá ser desentranhada dos 
autos. 
Nesse sentido: 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
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Art. 5º, CF. [...] 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas 
obtidas por meios ilícitos. 
Vale relembrar também o art. 157 do CPP: 
Art. 157, CPP. São inadmissíveis, devendo ser 
desentranhadas do processo, as provas ilícitas, 
assim entendidas as obtidas em violação a normas 
constitucionais ou legais. 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 1º. São também inadmissíveis as provas 
derivadas das ilícitas, salvo quando não 
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e 
outras, ou quando as derivadas puderem ser 
obtidas por uma fonte independente das 
primeiras. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 2º. Considera-se fonte independente aquela que 
por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, 
próprios da investigação ou instrução criminal, 
seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 3º. Preclusa a decisão de desentranhamento da 
prova declarada inadmissível, esta será inutilizada 
por decisão judicial, facultado às partes 
acompanhar o incidente. 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 4º. (VETADO). 
(Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) 
§ 5º. O juiz que conhecer do conteúdo da prova 
declarada inadmissível não poderá proferir a 
sentença ou acórdão. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência 
ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental: 
b) para provocar ação ou omissão de natureza 
criminosa; 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
Exemplo 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-350-08.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
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TORTURA PARA A PRÁTICA DE CRIME 
(“TORTURA-CRIME”) 
João tortura Pedro para que ele fraude uma 
licitação. 
 
⇾ NATUREZA CRIMINOSA: 
O agente tortura a vítima para o cometimento de 
crime (“natureza criminosa”). 
⚠ Não se enquadra neste dispositivo o agente que
tortura a vítima para que ela pratique contravenção 
penal. 
 
⇾ RESPONSABILIDADE DO TORTURADOR: 
O torturador responderá pela tortura-crime (art. 1º, 
I, “b”) em concurso material com o crime que 
obrigou o torturado a praticar. O torturador é autor 
mediato do crime que for praticado pelo torturado. 
 
⇾ AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO
TORTURADO: 
O torturado irá responder penalmente pela ação ou 
omissão criminosa que praticou? 
NÃO. O torturado agiu mediante coação moral 
irresistível e, por isso, deverá ser absolvido com 
base em uma excludente de culpabilidade (art. 22 
do CP). 
TORTURA EM RAZÃO DE DISCRIMINAÇÃO 
(“TORTURA DISCRIMINATÓRIA”) 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
I - constranger alguém com emprego de violência 
ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico 
ou mental: 
c) em razão de discriminação racial ou religiosa;Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
⇾ Motivo do agente é apenas a discriminação: 
“Ao contrário do que ocorre nos dispositivos 
anteriores, neste, o agente não tortura a vítima 
esperando dela alguma conduta (positiva ou 
negativa). Tortura apenas por preconceito à sua raça 
ou religião.” (CUNHA, Rogério Sanches; PINTO, 
Ronaldo Batista. Leis Penais Especiais. Salvador: 
Juspodivm, 2018, p. 1096). 
Art. 1º Constitui crime de tortura: 
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TORTURA-CASTIGO, VINGATIVA OU
INTIMIDATÓRIA 
II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou 
autoridade, com emprego de violência ou grave 
ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, 
como forma de aplicar castigo pessoal ou medida 
de caráter preventivo. 
Pena - reclusão, de dois a oito anos. 
 
⇾ SUJEITO ATIVO: 
Trata-se de crime próprio. 
Somente pode ser agente ativo do crime de tortura-
castigo (art. 1º, II, da Lei nº 9.455/97) aquele que 
detiver outra pessoa sob sua guarda, poder ou 
autoridade (crime próprio). 
STJ. 6ª Turma. REsp 1.738.264-DF, Rel. Min. 
Sebastião Reis Júnior, julgado em 23/08/2018 (Info 
633). 
 
Há um vínculo preexistente, de natureza pública, 
entre o agente ativo e o agente passivo do crime. 
Logo, o delito até pode ser perpetrado por um 
particular, mas ele deve ocupar posição de garante 
(obrigação de cuidado, proteção ou vigilância), seja 
em virtude da lei ou de outra relação jurídica. 
 
⇾ Intenso sofrimento: 
Veja que o legislador estabeleceu uma 
diferenciação: 
• inciso I: exige apenas sofrimento (físico ou 
mental); 
• inciso II: exige intenso sofrimento (físico ou 
mental). 
 
⇾ CASTIGO PESSOAL OU MEDIDA DE CARÁTER 
PREVENTIVO: 
O agente pratica a tortura como forma de aplicar 
castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. 
Assim, este tipo penal exige um elemento subjetivo 
especial (“dolo específico”), que é a vontade de 
aplicar castigo pessoal ou medida de caráter 
preventivo, também conhecido como animus 
corrigendi. 
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⇾ Art. 136 do CP x Tortura-castigo: 
⚠ Cuidado para não confundir a conduta do crime
de “tortura-castigo” com a de um delito de “maus-
tratos”, previsto no art. 136 do CP: 
Art. 136. Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa 
sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim 
de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer 
privando-a de alimentação ou cuidados 
indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho 
excessivo ou inadequado, quer abusando de meios 
de correção ou disciplina: 
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa. 
FIGURA EQUIPARADA 
§ 1º. Na mesma pena (RECLUSÃO, 2 a 8 
anos) incorre quem submete pessoa presa ou 
sujeita a medida de segurança a sofrimento físico 
ou mental, por intermédio da prática de ato não 
previsto em lei ou não resultante de medida legal. 
 
⇾ SUJEITOS DO CRIME: 
• Sujeito ativo: pode ser qualquer pessoa. 
• Sujeito passivo: exige-se uma qualidade especial 
(deve ser uma pessoa que está presa ou sujeita a 
medida de segurança). 
 
⇾ Pessoa presa: 
O tipo abrange a prisão penal ou civil (devedor de 
pensão alimentícia) 
Se for penal, pode ser provisória ou definitiva. 
CONDUTA OMISSIVA 
(“TORTURA IMPRÓPRIA” OU “TORTURA
ANÔMALA”) 
§ 2º. Aquele que se omite em face dessas 
condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou 
apurá-las, incorre na pena de detenção de um a 
quatro anos. 
 
⇾ OMISSÃO: 
• Se o agente tinha o dever de evitar a tortura: neste 
caso, tem-se a omissão imprópria (crime comissivo 
por omissão). 
• Se o agente tinha o dever de apurar a tortura: 
trata-se de omissão própria (crime omissivo puro). 
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⇾ OMISSÃO IMPRÓPRIA: 
A omissão imprópria é aquela relacionada com a 
figura do “garante” (garantidor). 
Se o agente era garantidor da vítima, ele tinha o 
dever de evitar a tortura. 
Exemplo: a mãe tem ciência que seu marido tortura 
o filho dela, mas nada faz para impedir a conduta. 
 
 
Omissão própria 
O agente soube da tortura, mas não determinou a 
sua apuração. 
Ex: Delegado de Polícia é informado que um dos 
agentes que trabalha com ele praticou tortura no 
último plantão contra um suspeito. Apesar disso, 
ele se omite e não toma nenhuma conduta. 
 
Não é crime hediondo 
Importante ressaltar que este § 2º não é 
considerado crime hediondo ou equiparado. Isso 
porque se entende que não há a “prática de 
tortura” (que exige “ação”). O que o § 2º prevê é 
uma omissão. 
FORMAS QUALIFICADAS 
§ 3º. Se resulta lesão corporal de natureza grave ou 
gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez 
anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a 
dezesseis anos. 
 
Preterdoloso 
Prevalece que o § 3º é uma forma preterdolosa do 
crime de tortura. 
Isso significa que somente se aplica o § 3º se a lesão 
corporal ou morte decorreu de culpa do agente. 
Se o agente tinha a intenção de praticar tortura e de 
matar a vítima, ele deverá responder por tortura em 
concurso formal com homicídio. 
 
Aplica-se apenas ao caput 
Prevalece que estas formas qualificadas somente se 
aplicam ao caput do art. 1º. 
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Assim, essas qualificadoras não podem ser 
aplicadas para as espécies de tortura tratadas nos 
§§ 1º e 2º. 
CAUSAS DE AUMENTO DE PENA 
4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:
I - se o crime é cometido por agente público; 
II – se o crime é cometido contra criança, gestante, 
portador de deficiência, adolescente ou maior de 
60 (sessenta) anos; 
III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
 
Agente público 
A doutrina afirma que se deve utilizar o conceito do 
art. 327 do CP (funcionário público). 
Assim, para fins penais, agente público = 
funcionário público do art. 327 do CP. 
 
Aplicação deste inciso II em conjunto com a
agravante do art. 61, II, "f", do CP 
No caso de crime de tortura perpetrado contra 
criança em que há prevalência de relações 
domésticas e de coabitação, não configura bis in 
idem a aplicação conjunta da causa de aumento de 
pena prevista no art. 1º, § 4º, II, da Lei nº 
9.455/1997 (Lei de Tortura) e da agravante genérica 
estatuída no art. 61, II, "f", do Código Penal. 
STJ. 6ª Turma. HC 362634-RJ, Rel. Min. Maria 
Thereza de Assis Moura, julgado em 16/8/2016 
(Info 589). 
 
A majorante prevista no art. 1º, § 4º, II, da Lei nº 
9.455/97 busca punir de forma mais rígida o autor 
de crime que demonstrou maior covardia porque 
cometeu o crime se favorecendo da menor 
capacidade de resistência da vítima (que é uma 
criança). Há, pois, um nexo lógico entre a conduta 
desenvolvida e o estado de fragilidade da vítima. 
Por outro lado, a agravante prevista no art. 61, II, "f" 
do Código Penal pune com maior rigor o agente pelo 
fato de ele ter demonstrado maior insensibilidade 
moral, já que violou o dever de apoio mútuo que 
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68 
deve existir entre parentes e pessoas ligadas por 
liames domésticos, de coabitação ou hospitalidade. 
Desse modo, esses dispositivos tratam de 
circunstâncias e objetivos distintos, razão pela qual 
não há que falar na ocorrência de bis in idem. 
EFEITO EXTRAPENAL 
§ 5º A condenação acarretará a perda do cargo, 
função ou emprego público e a interdição para seu 
exercíciopelo dobro do prazo da pena aplicada. 
 
Dobro 
Veja como o tema foi cobrado em prova: 
(Delegado PC/GO 2018 UEG) Na hipótese de um 
servidor público ser condenado pelo crime de 
tortura qualificada pelo resultado morte a uma 
pena de doze anos de reclusão, referida 
condenação acarretará a perda do cargo, função ou 
emprego público e a interdição para seu exercício 
por 
a) cinco anos; 
b) dez anos; 
c) doze anos; 
d) vinte e quatro anos; 
e) trinta e seis anos. 
Letra D 
 
Art. 92, I, do CP 
O art. 92, I, do CP prevê, como efeito extrapenal 
específico da condenação, o seguinte: 
Art. 92. São também efeitos da condenação: 
I - a perda de cargo, função pública ou mandato 
eletivo: 
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por 
tempo igual ou superior a um ano, nos crimes 
praticados com abuso de poder ou violação de 
dever para com a Administração Pública; 
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade 
por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais 
casos. 
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Os efeitos previstos no art. 92, I, do CP são 
automáticos? Em outras palavras, sempre que 
houver condenação e forem aplicadas as penas 
previstas nas alíneas “a” e “b”, haverá a perda do 
cargo? 
NÃO. Para que esse efeito da condenação seja 
aplicado, é indispensável que a decisão 
condenatória motive concretamente a necessidade 
da perda do cargo, emprego, função ou mandato 
eletivo. 
O parágrafo único do art. 92 expressamente afirma 
isso: 
Art. 92 (...) Parágrafo único. Os efeitos de que trata 
este artigo não são automáticos, devendo ser 
motivadamente declarados na sentença. 
 
Na lei de tortura, esse efeito é automático 
O STJ entende que, na Lei de Tortura, esse efeito da 
perda do cargo é automático: 
(...) A perda do cargo, função ou emprego público é 
efeito automático da condenação pela prática do 
crime de tortura, não sendo necessária 
fundamentação concreta para a sua aplicação. 
Precedentes. (...) 
STJ. 6ª Turma. AgRg no Ag 1388953/SP, Rel. Min. 
Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 
20/06/2013. 
• Art. 92, I, do CP: o efeito não é automático (exige-
se decisão motivando); 
• Art. 1º, § 5º da Lei de Tortura: o efeito é 
automático (não precisa fundamentar). 
 
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível 
de graça ou anistia. 
 
Esse § 6º apenas atende à determinação 
constitucional: 
Art. 5º (...) 
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XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, 
o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o 
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, 
por eles respondendo os mandantes, os executores 
e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
 
Vale ressaltar que é possível a concessão de 
liberdade provisória sem fiança para os acusados de 
tortura: 
 
§ 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, 
salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da 
pena em regime fechado. 
 
Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando 
o crime não tenha sido cometido em território 
nacional, sendo a vítima brasileira ou 
encontrando-se o agente em local sob jurisdição 
brasileira. 
 
Assim, aplica-se a lei brasileira mesmo que o crime 
de tortura tenha sido praticado no exterior, desde 
que: 
• a vítima seja brasileira (princípio da personalidade 
passiva); ou 
• o agente esteja em local sujeito à jurisdição 
brasileira (princípio do domicílio). 
 
Trata-se de hipótese de extraterritorialidade 
incondicionada (não se exige nenhuma condição 
específica). 
 
Competência 
A competência para processar e julgar o crime de 
tortura, em regra, é da Justiça Estadual. 
• Se a tortura for praticada por um agente público 
federal, no exercício de sua função, a competência 
será da Justiça Federal (art. 109, IV, da CF/88). 
• Se a tortura for praticada por policial militar, a 
competência será da Justiça Militar estadual. 
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• Se a tortura for praticada por militar das Forças 
Armadas, a competência será da Justiça Militar 
federal. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A prática do delito de tortura-castigo (vingativa ou intimidatória), 
previsto no art. 1º, II, da Lei nº 9.455/97, é crime próprio. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/10/2023 
Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 4º. Revoga-se o art. 233 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do 
Adolescente. 
Brasília, 7 de abril de 1997; 176º da Independência e 109º da República. 
51944
51944
 
 
 
 
 
 
 
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7bb7a62681a8a0f94ab424b06d172ca3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7bb7a62681a8a0f94ab424b06d172ca3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm#233
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TERÇA-FEIRA 
Leitura do Código Penal – Artigos 1º a 18 
PARTE GERAL 
TÍTULO I 
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL 
Anterioridade da Lei. 
Art. 1º. Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. 
↳ Princípio da legalidade: lex certa, lex stricta, lex scripta, lex praevia. 
Lei penal no tempo. 
Art. 2º. Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, CESSANDO
em virtude dela a execução e os EFEITOS PENAIS da sentença condenatória. 
• Efeitos penais primários: cessa a execução da pena. 
• Efeitos penais secundários: não acarretam reincidência* 
* Não acarretam reincidência: 
- Anistia 
- Abolitio criminis 
- Perdão judicial (Súm. 18, STJ) 
- Porte de drogas para uso pessoal 
Parágrafo único. A lei POSTERIOR, que de qualquer modo FAVORECER o agente, APLICA-SE aos
FATOS ANTERIORES, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. 
↳ Retroatividade da lei penal mais benéfica. 
• Súmula nº 611, STF. Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a 
aplicação de lei mais benigna. 
• Súmula nº 711, STF. A lei penal MAIS GRAVE aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se 
a sua vigência é ANTERIOR à cessação da continuidade ou da permanência. 
↳ Independe do início da prática delitiva. 
↳ Não há aqui retroatividade da lei mais grave, pois ela entrou em vigor DURANTE a prática criminosa. 
Lei excepcional ou temporária. 
Art. 3º. A lei excepcional (circunstâncias) ou temporária (período), embora decorrido o período de 
sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado DURANTE SUA
VIGÊNCIA. 
⇾ A lei excepcional ou temporária possuem duas características essenciais: 
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1) Autorrevogabilidade; 
2) Ultratividade 
Tempo do crime (TEORIA DA ATIVIDADE OU AÇÃO) 
Art. 4º. Considera-se praticado o crime no MOMENTO DA AÇÃO OU OMISSÃO, ainda que outro seja
o momento do resultado. 
Territorialidade 
Art. 5º. Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de Direito 
Internacional, ao crime cometido no território nacional. 
↳ Territorialidade mitigada, matizada, temperada. 
§ 1º. Para os efeitos penais, consideram-se como EXTENSÃOdo território nacional as embarcações e 
aeronaves brasileiras, de NATUREZA PÚBLICA ou A SERVIÇO DO GOVERNO BRASILEIRO onde quer que se
encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, 
que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 
§ 2º. É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações 
ESTRANGEIRAS de PROPRIEDADE PRIVADA, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em voo 
no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. 
Lugar do crime (TEORIA DA UBIQUIDADE ou MISTA) 
Art. 6º. Considera-se praticado o crime no LUGAR EM QUE OCORREU A AÇÃO OU OMISSÃO, no todo
ou em parte, bem como ONDE SE PRODUZIU OU DEVERIA PRODUZIR-SE O RESULTADO. 
• Lugar do crime = Lugar da conduta + lugar do resultado. 
Extraterritorialidade 
Art. 7º. Ficam sujeitos à LEI BRASILEIRA, embora cometidos no estrangeiro: 
I - os crimes: 
• Extraterritorialidade INCONDICIONADA: punidos segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou 
condenado no estrangeiro. 
• Computa-se a pena cumprida. 
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Princípio da proteção ou da defesa) 
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder 
Público; (Princípio da proteção ou da defesa ou real) 
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Princípio da proteção ou da defesa). 
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d) de genocídio, quando o agente for brasileiro (princípio da personalidade ou da nacionalidade 
ativa) ou domiciliado no Brasil; (Princípio do domicílio). 
⚠ A Lei de Tortura (Lei nº 9455/97) prevê mais uma hipótese de extraterritorialidade incondicionada: 
Art. 2º. O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, 
sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. 
II - os crimes: 
• Extraterritorialidade CONDICIONADA. 
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Princípio da justiça universal ou 
cosmopolita – Cooperação Penal Internacional). 
b) praticados por brasileiro; (Princípio da personalidade ou da nacionalidade ativa). 
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, 
quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Princípio da representação, do pavilhão, da 
bandeira, subsidiário ou da substituição). 
§ 1º. Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro. 
• Mesmo que seja absolvido no exterior será julgado no Brasil. Computa-se a pena cumprida. 
§ 2º. Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira DEPENDE do concurso das seguintes condições 
(CUMULATIVAS): 
• Extraterritorialidade condicionada. 
a) entrar o agente no território nacional; 
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Princípio da dupla tipicidade) 
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a 
punibilidade, segundo a lei mais favorável. 
§ 3º. A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro FORA do 
Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Princípio da nacionalidade ou 
personalidade passiva) 
• Extraterritorialidade hipercondicionada (§2º + §3º). 
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; 
b) houve requisição do Ministro da Justiça. 
⚠ É inaplicável o princípio da extraterritorialidade nas contravenções penais. Isso porque, nos termos do art. 
2º da LCP, “a lei brasileira só é aplicável à contravenção praticada no território nacional”. 
Pena cumprida no estrangeiro 
Art. 8º. A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando 
diversas, ou nela é computada, quando idênticas. 
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Eficácia de sentença estrangeira 
Art. 9º. A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas 
consequências, pode ser homologada no Brasil para: 
↳ Pelo STJ. 
↳ Precisa da prova do trânsito em julgado. 
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; 
↳ Depende de pedido da parte interessada. 
II - sujeitá-lo a medida de segurança. 
↳ Depende de existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a 
sentença ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. 
Parágrafo único. A homologação depende: 
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; 
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade 
judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. 
⇾ Efeitos da sentença penal estrangeira: 
• Obrigação de reparar o dano (restituições e outros efeitos civis). 
↳ Deve haver requerimento da parte interessada (em regra, a vítima ou seus sucessores). 
• Sujeitar o infrator à medida de segurança: se existir tratado de extradição entre o Brasil e o país em que 
foi proferida a sentença OU, caso não exista, deve haver requisição do Ministro da Justiça. 
Contagem de prazo 
Art. 10. O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo 
calendário comum. 
Frações não computáveis da pena 
Art. 11. Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia 
(horas), e, na pena de multa, as frações de cruzeiro (centavos). 
Legislação especial 
Art. 12. As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não 
dispuser de modo diverso. 
↳ Princípio da especialidade/ Princípio da convivência das esferas autônomas. 
TÍTULO II 
DO CRIME 
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CONCEITO ANALÍTICO DE CRIME 
FATO TÍPICO 
• Conduta (dolosa ou culposa) 
• Resultado 
• Nexo Causal 
• Tipicidade 
FATO ILÍCITO 
Relação de contrariedade entre a conduta e a norma, que pode 
ser afastada nos seguintes casos (tornando a conduta lícita): 
• Estado de necessidade; 
• Legítima defesa; 
• Estrito cumprimento de dever legal; 
• Exercício regular de direito. 
FATO CULPÁVEL 
• Imputabilidade (embriaguez e inimputabilidade do menor de 18 
anos) 
• Potencial consciência da ilicitude (erro de proibição) 
• Exigibilidade de conduta diversa (obediência hierárquica e 
coação moral irresistível) 
Relação de causalidade (Teoria da Equivalência dos antecedentes causais) 
Art. 13. O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
• Teoria da Equivalência dos Antecedentes Causais: trata-se de um método de eliminação hipotética dos 
antecedentes causais para descobrir qual causa deu origem ao resultado. Acarreta dois inconvenientes: 
(i) regressão ao infinito, 
(ii) excesso nos desdobramentos causais extraordinários. 
Superveniência de causa independente (Teoria da causalidade adequada) 
§ 1º. A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só,produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. 
• Se, por si só, produziu o resultado – rompe o nexo causal (responde pela tentativa) 
• Se, por si só, não produziu o resultado – responde pelo resultado produzido de acordo com o dolo. 
Relevância da omissão 
§ 2º. A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o 
resultado. O DEVER DE AGIR incumbe a quem: (crimes omissivos impróprios) 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
⇾ Crimes omissivos impróprios = crimes espúrios = omissivo promíscuo 
- Crimes materiais 
- Crimes plurissubsistentes 
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⚠ Obs.: Os crimes omissivos NÃO possuem nexo de causalidade. Só haverá nexo de causalidade nos crimes 
comissivos, dos quais resultem resultado naturalístico. Logo, o que determina a ligação entre a conduta 
omissiva e o resultado, é o nexo normativo (estabelecido por lei) – e não o nexo naturalístico. 
Art. 14. Diz-se o crime: 
Crime consumado 
I - CONSUMADO, quando nele se reúnem TODOS OS ELEMENTOS de sua definição legal; 
• Súmula Vinculante nº 24. Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, 
incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. 
• Súmula nº 610, STF. Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente 
a subtração de bens da vítima. 
• Súmula nº 96, STJ. O crime de extorsão consuma-se INDEPENDENTEMENTE da obtenção da vantagem 
indevida. 
↳ Para fins de consumação não importa se o agente consegue ou não obter a vantagem indevida. Essa 
obtenção da vantagem constitui mero exaurimento, que só interessa para a fixação da pena. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 96-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16/01/2024 
Tentativa 
II - TENTADO, quando, INICIADA A EXECUÇÃO, NÃO SE CONSUMA por CIRCUNSTÂNCIAS ALHEIAS à
vontade do agente. 
↳ Contravenção não admite tentativa. 
• Súmula nº 567, STJ. Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de 
segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime 
de furto. 
Pena de tentativa 
Parágrafo único. SALVO disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao 
crime consumado, DIMINUÍDA de 1/3 a 2/3. 
TEORIAS DA TENTATIVA 
TEORIA SUBJETIVA TEORIA OBJETIVA OU 
REALISTA 
TEORIA DA 
PERICULOSIDADE DO 
AUTOR 
É aquela que afirma que o 
fundamento da punição da 
tentativa está na VONTADE DO 
AGENTE (animus/intenção do 
Afirma que o fundamento da 
punição do crime tentado 
está no RISCO DE LESÃO AO 
BEM JURÍDICO 
Alguns autores minoritários 
afirmam que o fundamento 
da tentativa reside na 
periculosidade que o 
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autor), que é contrária ao 
direito. 
indivíduo gera no seio 
social. 
REGRA: a Teoria Objetiva é teoria adotada pelo nosso CP! (Art. 14, §único, 2ª parte). 
EXCEÇÃO: Essa teoria foi adotada com ressalvas, em razão da primeira parte do §único do art. 
14, que é considerada pela doutrina como um resquício da Teoria Subjetiva. 
CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA: 
C 
H 
U 
P 
A 
O 
Culposo (salvo, culpa imprópria) 
Contravenções penais (faticamente possível, mas não punível) 
Habituais 
Unissubsistentes 
Preterdolosos 
Atentado/Empreendimento 
Omissivos PRÓPRIOS 
Desistência voluntária e arrependimento eficaz 
Art. 15. O agente que, voluntariamente, DESISTE de prosseguir na execução [desistência voluntária] 
ou IMPEDE que o resultado se produza [arrependimento eficaz], só responde pelos ATOS JÁ PRATICADOS. 
↳ desistência voluntária = tentativa qualificada/abandonada. 
↳ exclui a adequação típica indireta. 
Arrependimento posterior 
Art. 16. Nos crimes cometidos SEM VIOLÊNCIA ou GRAVE AMEAÇA à pessoa, REPARADO O DANO OU
RESTITUÍDA A COISA, ATÉ o RECEBIMENTO da DENÚNCIA OU DA QUEIXA, por ato voluntário do agente, a 
pena será REDUZIDA de 1/3 a 2/3. 
• Súmula nº 554, STF. O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da 
denúncia, não obsta ao prosseguimento da ação penal. 
TENTATIVA 
• Agente pratica a conduta delituosa, mas por 
circunstâncias alheias à sua vontade, o resultado não 
ocorre. 
Responde pelo crime, com diminuição da pena de 
1/3 a 2/3. 
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA 
• Agente INICIA a prática da conduta delituosa, mas 
se arrepende, e CESSA a atividade criminosa (mesmo 
podendo continuar) e o resultado não ocorre. 
Responde apenas pelos atos já praticados. 
↳ Agente é punido apenas pelos danos que 
efetivamente causou. 
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ARREPENDIMENTO EFICAZ 
• Agente INICIA a prática da conduta delituosa E 
COMPLETA a execução da conduta, mas se 
ARREPENDE do que fez e toma as providências p/ que 
o resultado inicialmente pretendido não ocorra. 
Responde apenas pelos atos já praticados. 
↳ Agente é punido apenas pelos danos que 
efetivamente causou. 
ARREPENDIMENTO POSTERIOR 
• Agente completa a execução da atividade criminosa 
e o resultado efetivamente ocorre. 
Porém, após a ocorrência do resultado, o agente se 
arrepende e repara o dano ou restitui a coisa. 
↳ Só pode ocorrer nos crimes cometidos SEM 
violência ou grave ameaça à pessoa. 
↳ Só tem validade se ocorre ANTES do recebimento 
da denúncia ou queixa. 
O agente tem a pena reduzida de 1/3 a 2/3. 
Crime impossível (= quase crime = crime oco = tentativa inidônea = tentativa inútil – Zaffaroni) 
Art. 17. Não se pune a tentativa quando, por INEFICÁCIA ABSOLUTA do meio ou por ABSOLUTA
IMPROPRIEDADE do objeto, é IMPOSSÍVEL consumar-se o crime. 
• Súmula nº 145, STF. Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua 
consumação. 
↳ Essa súmula retrata o chamado “flagrante preparado”, também chamado de “flagrante provocado”, 
“crime de ensaio” ou “delito putativo por obra do agente provocador”. Ocorre o flagrante preparado 
(provocado) quando alguém instiga o indivíduo a praticar o crime com o objetivo de prendê-lo em flagrante 
no momento em que ele o estiver cometendo. 
↳ O flagrante preparado é hipótese de crime impossível e o indivíduo instigado não responderá penalmente, 
sendo sua conduta considerada atípica. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 145-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16/01/2024 
TEORIAS DO CRIME IMPOSSÍVEL 
TEORIA SUBJETIVA TEORIA OBJETIVA TEORIA 
SINTOMÁTICA 
OBJETIVA PURA OBJETIVA TEMPERADA 
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Sendo a conduta 
subjetivamente perfeita 
(vontade consciente de 
praticar o delito), deve o 
agente sofrer a mesma 
pena cominada à tentativa, 
independentemente das 
circunstâncias (objetivas) 
relativas à impropriedade 
absoluta do objeto ou à 
ineficácia absoluta do meio. 
Não há tentativa, 
mesmo que a 
inidoneidade seja 
relativa, 
considerando-se, 
neste caso, que não 
houve conduta capaz 
de causar lesão. 
A ineficácia do meioe a 
impropriedade do objeto 
devem ser absolutas para 
que não haja punição. 
Sendo relativas, pune-se a 
tentativa. 
É a teoria adotada pelo 
Código Penal! 
• Meios e objetos 
absolutamente ineficazes 
⇾ crime impossível 
• Meios e objetos 
relativamente ineficazes ⇾
tentativa. 
Com a sua conduta, 
demonstra o agente 
ser perigoso, razão 
pela qual deve ser 
punido, ainda que o 
crime se mostre 
impossível de ser 
consumado. 
Art. 18. Diz-se o crime: 
Crime doloso 
I - DOLOSO, quando o agente quis o resultado [teoria da vontade] ou assumiu o risco de produzi-lo 
[teoria do consentimento ou assentimento]; 
Crime culposo 
II - CULPOSO, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. 
Parágrafo único. SALVO os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como 
crime, senão quando o pratica dolosamente. 
↳ Princípio da excepcionalidade do tipo culposo: Os tipos penais culposos devem estar expressamente 
previstos em lei. A culpa não se presume! 
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Leitura da Lei Maria da Penha – Artigo 8º 
TÍTULO III 
DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR 
CAPÍTULO I 
DAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO 
Art. 8º. A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por 
meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de 
ações não-governamentais, tendo por DIRETRIZES: 
I - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com 
as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação; 
II - a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a 
perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da 
violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem unificados 
nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas; 
III - o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da família, 
de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar, 
de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 1º, no inciso IV do art. 3º e no inciso IV do art. 221 da 
Constituição Federal; 
Art. 1º, CF. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: [...] 
III - a dignidade da pessoa humana; 
Art. 3º, CF. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: [...] 
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas 
de discriminação. 
Art. 221, CF. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes 
princípios: [...] 
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. 
IV - a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas
Delegacias de Atendimento à Mulher; 
V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e 
familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos 
instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres; 
VI - a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção de 
parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, tendo por objetivo 
a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher; 
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VII - a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de 
Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto às questões 
de gênero e de raça ou etnia; 
VIII - a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à 
dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia; 
IX - o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos 
aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e 
familiar contra a mulher. 
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Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 1º a 11 
LIVRO I 
DO PROCESSO EM GERAL 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
(Aplicação da lei processual penal no espaço). 
Art. 1º. O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: 
↳ Teoria da territorialidade (locus regit actum). 
I - os tratados, as convenções e regras de Direito Internacional; 
↳ Ratificados pelo Brasil. 
Ex: Tribunal Penal Internacional (entrega de brasileiros natos e naturalizados para julgamento em Haia). 
II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes 
conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de 
responsabilidade (Constituição/1937, arts. 86, 89, § 2º, e 100); 
* A referência foi feita à CF/1937. A CF/88 trata da matéria nos arts. 50, §2º, 52, I, parágrafo único, 85, §1º, 
II e 102, I, b. 
• Súmula Vinculante nº 46. A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas 
normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União. 
III - os processos da competência da Justiça Militar; 
IV - os processos da competência do tribunal especial (Constituição, art. 122, nº 17); 
↳ Não existe mais este Tribunal especial. 
V - os processos por crimes de imprensa. 
↳ Não recepcionada - ADPF nº 130-7/2009. 
Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos processos referidos nos nºs. IV e V, quando 
as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo diverso. 
↳ Princípio da especialidade 
Ex: Código Eleitoral, Juizados Especiais Criminais, Organização Criminosa etc. 
Aplicação da lei processual no tempo. 
Art. 2º. A lei processual penal aplicar-se-á DESDE LOGO, sem prejuízo da validade dos atos realizados
sob a vigência da lei anterior. (Regra geral). 
↳ Princípio do efeito imediato, da aplicação imediata ou sistema do isolamento dos atos processuais. 
↳ Princípio do tempus regit actum. 
↳ Não importa se a lei processual penal é mais benéfica ou prejudicial. 
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Art. 3º. A lei processual penal ADMITIRÁ interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o 
suplemento dos princípios gerais de direito. 
Juiz das Garantias 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime) 
A implementação do juiz das garantias visa garantir uma maior imparcialidade, a proteção de direitos 
fundamentais e o aprimoramento do sistema judicial. Contudo, para viabilizar a adoção do instituto de forma 
progressiva e programada pelos tribunais, é necessário fixar prazo de transição mais dilatado e adequado ao 
equacionamento da reorganização do Poder Judiciário nacional. 
O STF julgou parcialmente procedentes as ações para: 
i) atribuir interpretação conforme ao art. 3º-A do CPP, para assentar que o juiz, pontualmente, nos limites 
legalmente autorizados, pode determinar a realização dediligências suplementares, para o fim de dirimir 
dúvida sobre questão relevante para o julgamento do mérito; 
ii) declarar a constitucionalidade do caput do art. 3º-B do CPP, mas fixar o prazo de 12 meses para que sejam 
adotadas as medidas legislativas e administrativas necessárias à adequação das diferentes leis de organização 
judiciária, à efetiva implantação e ao efetivo funcionamento do juiz das garantias em todo o País, tudo 
conforme as diretrizes do CNJ. Esse prazo poderá ser prorrogado uma única vez, por no máximo doze meses, 
devendo a devida justificativa ser apresentada em procedimento realizado junto ao CNJ; 
iii) declarar a inconstitucionalidade parcial, por arrastamento, do art. 20 da Lei 13.964/2019, quanto à fixação 
do prazo de trinta dias para a instalação dos juízes das garantias; 
iv) atribuir interpretação conforme aos incisos IV, VIII e IX do art. 3º-B do CPP, para que todos os atos 
praticados pelo Ministério Público, como condutor de investigação penal, se submetam ao controle judicial; 
v) atribuir interpretação conforme ao inciso VI do art. 3º-B do CPP, para prever que o exercício do 
contraditório será preferencialmente (e não obrigatoriamente) em audiência pública e oral; 
vi) atribuir interpretação conforme ao inciso VII do art. 3º-B do CPP, para estabelecer que o juiz pode deixar 
de realizar a audiência quando houver risco para o processo, ou diferi-la em caso de necessidade; 
vii) declarar a inconstitucionalidade do inciso XIV do art. 3º-B do CPP, e atribuir interpretação conforme para 
assentar que a competência do juiz das garantias cessa com o oferecimento da denúncia; 
viii) atribuir interpretação conforme ao § 1º do art. 3º-B do CPP, para estabelecer que o preso em flagrante 
ou por força de mandado de prisão provisória será encaminhado à presença do juiz das garantias, no prazo 
de 24 horas, salvo impossibilidade fática, momento em que se realizará a audiência com a presença do 
Ministério Público e da Defensoria Pública ou de advogado constituído, cabendo, excepcionalmente, o 
emprego de videoconferência, mediante decisão da autoridade judiciária competente, desde que este meio 
seja apto à verificação da integridade do preso e à garantia de todos os seus direitos; 
ix) atribuir interpretação conforme ao § 2º do art. 3º-B do CPP, para assentar que: 
a) o juiz pode decidir de forma fundamentada, reconhecendo a necessidade de novas prorrogações do 
inquérito, diante de elementos concretos e da complexidade da investigação; e 
b) a inobservância do prazo previsto em lei não implica a revogação automática da prisão preventiva, 
devendo o juízo competente ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram; 
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x) atribuir interpretação conforme à primeira parte do caput do art. 3º-C do CPP, para esclarecer que as 
normas relativas ao juiz das garantias não se aplicam às seguintes situações: 
a) processos de competência originária dos tribunais, os quais são regidos pela Lei 8.038/1990; 
b) processos de competência do tribunal do júri; 
c) casos de violência doméstica e familiar; e 
d) infrações penais de menor potencial ofensivo; 
xi) declarar a inconstitucionalidade da expressão “recebimento da denúncia ou queixa na forma do art. 399 
deste Código” contida na segunda parte do caput do art. 3º-C do CPP, e atribuir interpretação conforme para 
assentar que a competência do juiz das garantias cessa com o oferecimento da denúncia; 
xii) declarar a inconstitucionalidade do termo “Recebida” contido no § 1º do art. 3º-C do CPP, e atribuir 
interpretação conforme ao dispositivo para assentar que, oferecida a denúncia ou queixa, as questões 
pendentes serão decididas pelo juiz da instrução e julgamento; 
xiii) declarar a inconstitucionalidade do termo “recebimento” contido no § 2º do art. 3º-C do CPP, e atribuir 
interpretação conforme ao dispositivo para assentar que, após o oferecimento da denúncia ou queixa, o juiz 
da instrução e julgamento deverá reexaminar a necessidade das medidas cautelares em curso, no prazo 
máximo de dez dias; 
xiv) declarar a inconstitucionalidade, com redução de texto, dos §§ 3º e 4º do art. 3º-C do CPP, e atribuir 
interpretação conforme para entender que os autos que compõem as matérias de competência do juiz das 
garantias serão remetidos ao juiz da instrução e julgamento; 
xv) declarar a inconstitucionalidade do caput do art. 3º-D do CPP; 
xvi) declarar a inconstitucionalidade formal do parágrafo único do art. 3º-D do CPP; 
xvii) atribuir interpretação conforme ao art. 3º-E do CPP, para assentar que o juiz das garantias será investido, 
e não designado, conforme as normas de organização judiciária da União, dos estados e do Distrito Federal, 
observando critérios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal; 
xviii) declarar a constitucionalidade do caput do art. 3º-F do CPP; 
xix) atribuir interpretação conforme ao parágrafo único do art. 3º-F do CPP, para assentar que a divulgação 
de informações sobre a realização da prisão e a identidade do preso pelas autoridades policiais, Ministério 
Público e magistratura deve assegurar a efetividade da persecução penal, o direito à informação e a 
dignidade da pessoa submetida à prisão; 
Por fim, o STF fixou a seguinte regra de transição: quanto às ações penais já instauradas no momento da 
efetiva implementação do juiz das garantias pelos tribunais, a eficácia da lei não acarretará qualquer 
modificação do juízo competente. 
STF. Plenário. ADI 6.298/DF, ADI 6.299/DF, ADI 6.300/DF e ADI 6.305/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 
24/08/2023 (Info 1106). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
51944
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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Art. 3º-A. O processo penal terá ESTRUTURA ACUSATÓRIA, VEDADAS a iniciativa do juiz na fase de 
investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
• Adoção do SISTEMA ACUSATÓRIO de forma expressa. 
I – ARTIGO 3º-A. ESTRUTURA ACUSATÓRIA DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DERIVAÇÃO DO TEXTO 
CONSTITUCIONAL BRASILEIRO. VEDAÇÃO, A PRIORI, À INICIATIVA DO JUIZ NA FASE DE INVESTIGAÇÃO E À 
SUBSTITUIÇÃO DA ATIVIDADE PROBATÓRIA DAS PARTES PELO JUIZ. COMPATIBILIZAÇÃO COM AS NORMAS 
QUE AUTORIZAM A AUTORIDADE JUDICIAL, PONTUALMENTE, A DIRIMIR EVENTUAL DÚVIDA 
REMANESCENTE. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. 
(a) O artigo 3º-A, incluído no Código de Processo Penal pela Lei 13.964, estabeleceu que “O processo penal 
terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação 
probatória do órgão de acusação”. 
(b) A estrutura acusatória do processo penal, prevista na primeira parte do dispositivo, apenas torna 
expresso, no texto do Código de Processo Penal, o princípio fundamental do processo penal brasileiro, 
extraído da sistemática constitucional, na esteira da doutrina e da jurisprudência pátrias. 
(c) Deveras, na lição de Luigi Ferrajoli “A separação de juiz e acusação é o mais importante de todos os 
elementos constitutivos do modelo teórico acusatório, como pressuposto estrutural e lógico de todos os 
demais” (Derecho y Razón – Teoría del Garantismo Penal. 3ª ed., Madrid: Trotta, 1998. p. 567, traduçãonossa). 
(d) Esta Corte assentou a compreensão de que “O princípio fundante do sistema ora analisado, a toda 
evidência, é o princípio acusatório, norma decorrente do due process of law (art. 5º, LIV, CRFB) e prevista de 
forma marcante no art. 129, I, da CRFB, o qual exige que o processo penal seja marcado pela clara divisão 
entre as funções de acusar, defender e julgar, considerando-se o réu como sujeito, e não como objeto da 
persecução penal” (ADI 4414, Tribunal Pleno, Rel. Min. Luiz Fux, j. 31/05/2012). 
(e) Deriva do princípio acusatório a vedação, a priori, à iniciativa do juiz na fase de investigação e a 
substituição da atuação probatória das partes. A posição do juiz no processo é regida pelos princípios da 
imparcialidade e da equidistância, porquanto “[...] A separação entre as funções de acusar defender e julgar 
é o signo essencial do sistema acusatório de processo penal (Art. 129, I, CRFB), tornando a atuação do 
Judiciário na fase pré-processual somente admissível com o propósito de proteger as garantias fundamentais 
dos investigados” (ADI 4414, Relator Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgado em 31/05/2012). 
(f) A legítima vedação à substituição da atuação probatória do órgão de acusação significa que o juiz não 
pode, em hipótese alguma, tornar-se protagonista do processo. Simultaneamente, remanesce a 
possibilidade de o juiz, de ofício: (a) “determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a 
realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante” (artigo 156, II); (b) determinar a oitiva 
de uma testemunha (artigo 209); (c) complementar a sua inquirição (artigo 212) e (d) “proferir sentença 
condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição” (artigo 385). 
(g) Diante da obrigatoriedade e da indisponibilidade que caracterizam a ação penal pública no direito 
processual penal brasileiro, as manifestações do Ministério Público submetem-se ao controle judicial, no 
âmbito do qual compete aos juízes competentes para o julgamento da ação penal impedir que, direta ou 
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indiretamente, aqueles princípios sejam violados nos autos. Deveras, os institutos da desistência ou da 
perempção são aplicáveis exclusivamente às ações penais privadas. 
(h) Como registrado em sede jurisprudencial, “A submissão do magistrado à manifestação final do Ministério 
Público, a pretexto de supostamente concretizar o princípio acusatório, implicaria, em verdade, subvertê-lo, 
transmutando o órgão acusador em julgador e solapando, além da independência funcional da magistratura, 
duas das basilares características da jurisdição: a indeclinabilidade e a indelegabilidade.” (REsp n. 
2.022.413/PA, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, relator para acórdão Ministro Rogerio Schietti Cruz, 
Sexta Turma, julgado em 14/2/2023, DJe de 7/3/2023.) 
(i) Nestes termos, o novo artigo 3º-A do Código de Processo Penal, na redação dada pela Lei 13.964/2019, 
deve ser interpretado de modo a vedar a substituição da atuação de qualquer das partes pelo juiz, sem 
impedir que o magistrado, pontualmente, nos limites legalmente autorizados, determine a realização de 
diligências voltadas a dirimir dúvida sobre ponto relevante. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
Art. 3º-B. O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e
pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder
Judiciário, competindo-lhe especialmente: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - receber a comunicação imediata da prisão, nos termos do inciso LXII do caput do art. 5º da 
Constituição Federal; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - receber o auto da prisão em flagrante para o controle da legalidade da prisão, observado o 
disposto no art. 310 deste Código; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - zelar pela observância dos direitos do preso, podendo determinar que este seja conduzido à sua 
presença, a qualquer tempo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV - ser informado sobre a instauração de qualquer investigação criminal; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme aos incisos IV, VIII e IX do art. 3º-B do CPP, para 
que todos os atos praticados pelo Ministério Público, como condutor de investigação penal, também se 
submetam ao controle judicial. 
A Corte determinou, ainda, que, no prazo de até 90 dias, contados da publicação da ata do julgamento, os 
representantes do Parquet encaminhem, sob pena de nulidade, todos os PIC e outros procedimentos de 
investigação criminal, mesmo que tenham outra denominação, ao respectivo juiz natural, 
independentemente de o juiz das garantias já ter sido implementado na respectiva jurisdição. 
A medida busca assegurar que o juiz das garantias exerça o controle da legalidade da investigação criminal e 
de salvaguarda dos direitos individuais também quanto aos PICs, não apenas com relação aos inquéritos 
policiais. 
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O STF, há muito tempo, pacificou o entendimento de que o Ministério Público possui poder investigatório 
criminal, mas que precisa haver controle judicial sobre essa atividade. Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 
89837, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 20/10/2009. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
V - decidir sobre o requerimento de prisão provisória ou outra medida cautelar, observado o disposto 
no § 1º deste artigo; 
VI - prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem como substituí-las ou revogá-las, 
assegurado, no primeiro caso, o exercício do contraditório em audiência pública e oral, na forma do disposto 
neste Código ou em legislação especial pertinente; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF atribuiu interpretação conforme à Constituição ao inciso VI do art. 3º-B do Código para prever que 
o exercício do contraditório será preferencialmente (e não obrigatoriamente) em audiência pública e oral. 
Com isso, caberá ao bom senso do juiz das garantias, atento aos direitos fundamentais em jogo e à realidade 
da estrutura do juízo criminal em que atua, definir se o contraditório será exercido em audiência ou por outra 
forma, como, por exemplo, por meio escrito, no prazo de 5 (cinco) dias, em analogia ao disposto no art. 282, 
§ 3º, do CPP. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
VII - decidir sobre o requerimento de produção antecipada de provas consideradas urgentes e não
repetíveis, assegurados o contraditório e a ampla defesa em audiência pública e oral; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
A redação do dispositivo afirma que o juiz das garantias somente poderia deferir a produção antecipada de 
provas consideradas urgentes e não repetíveis após contraditório e ampla defesa assegurados em audiência 
pública e oral. 
O STF mitigou essa exigência e atribuiu interpretação conforme à Constituição ao inciso VIIdo 
Sul; 
• a integração almejada tem abrangência econômica, política, social e cultural; 
• objetivo: formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA RFB 
FUNDAMENTOS 
(Art. 1º) 
• Soberania; 
• Cidadania; 
• Dignidade da pessoa humana; 
• Valores sociais do trabalho e da livre 
iniciativa; 
• Pluralismo político. 
(SOCIDIVAPLU) 
OBJETIVOS 
(Art. 3º) 
• Construir uma sociedade livre, justa e 
solidária; 
• Garantir o desenvolvimento nacional; 
• Erradicar a pobreza e a marginalização e 
reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
• Promover o bem de todos, sem 
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade 
e quaisquer outras formas de discriminação. 
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÕES 
INTERNACIONAIS 
(Art. 4º) 
• Independência nacional; 
• Prevalência dos direitos humanos; 
• Autodeterminação dos povos; 
• Não-intervenção; 
• Igualdade entre os Estados; 
• Defesa da paz; 
• Solução pacífica dos conflitos; 
• Repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
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• Cooperação entre os povos para o 
progresso da humanidade; 
• Concessão de asilo político. 
OBJETIVO NO PLANO INTERNACIONAL 
(Art. 4º, parágrafo único) 
• Integração econômica, política, social e 
cultural dos povos da América Latina, visando 
à formação de uma comunidade latino-
americana de nações. 
• Princípios fundamentais: “são diretrizes imprescindíveis à configuração do Estado, determinando-lhe o 
modo e a forma de ser. Refletem os valores abrigados pelo ordenamento jurídico, espelhando a ideologia do 
constituinte, os postulados básicos e os fins da sociedade.” 
BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de Direito Constitucional. 14ª Ed. São Paulo. Saraiva, 2021. 
APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS 
(Para José Afonso da Silva) 
EFICÁCIA PLENA 
• Autoaplicáveis; 
• Não-restringíveis; e 
• Aplicabilidade direta, imediata e integral. 
EFICÁCIA CONTIDA/RESTRINGÍVEL 
• Autoaplicáveis; 
• Restringíveis; e 
• Aplicabilidade direta, imediata e 
possivelmente não integral. 
↳ Embora tenha condições de produzir seus 
efeitos a partir de sua entrada em vigor, 
admitem que seu conteúdo seja restringido 
por norma infraconstitucional. 
EFICÁCIA LIMITADA 
• Não autoaplicáveis; 
• Aplicabilidade indireta, mediata e reduzida. 
⇾ Tipos: 
↳ Institutiva (Princípios institutivos ou 
organizativos); 
↳ Programática (Normas programáticas); 
• Efeitos negativo e vinculativo. 
TÍTULO II 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
CAPÍTULO I 
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
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ESPÉCIES DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS PRESENTES NA CF/88 
DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E 
COLETIVOS 
Art. 5º. 
DIREITOS SOCIAIS Arts. 6º ao 11. 
DIREITOS DE NACIONALIDADE Arts. 12 e 13. 
DIREITOS POLÍTICOS Arts. 14 ao 16. 
DIREITOS REFERENTES AOS PARTIDOS 
POLÍTICOS 
Art. 17. 
DIMENSÕES/GERAÇÕES DE DIREITOS FUNDAMENTAIS 
1ª DIMENSÃO LIBERDADE • Direitos civis e políticos. 
• Contexto histórico: 
momento de transição entre 
o Estado autoritário e o 
Estado liberal de Direito. 
2ª DIMENSÃO IGUALDADE • Direitos sociais, 
econômicos e culturais. 
• Contexto histórico: 
momento de transição entre 
o Estado liberal e o Estado 
social. 
3ª DIMENSÃO FRATERNIDADE • Direitos coletivos e difusos. 
• Contexto histórico: 
momento de transição entre 
o Estado social e o Estado 
democrático. 
4ª DIMENSÃO GLOBALIZAÇÃO POLÍTICA • Abrange o direito à 
democracia, informação, 
pluralismo (político, 
religioso, jurídico e cultural) 
e normatização do 
patrimônio genético. 
5ª DIMENSÃO PAZ • Compreende o direito à 
paz, direitos virtuais, direitos 
transnacionais e 
transconstitucionalismo. 
↳ Cruza as fronteiras 
geográficas almejando 
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alcançar uma harmonização 
jurídica a nível global. 
CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
(Conforme ensinam Pedro Lenza e José Afonso da Silva) 
LIMITABILIDADE • Os direitos fundamentais NÃO são 
absolutos, mas sim relativos. 
• No caso concreto, poderá haver conflito de 
interesses, e deve prevalecer o direito mais 
importante na situação concreta. 
HISTORICIDADE • Possuem caráter histórico (se desenvolveu 
ao longo da história). 
UNIVERSALIDADE • Aplicam-se, de modo indiscriminado, a 
TODOS os seres humanos. 
CONCORRÊNCIA 
(COMPLEMENTARIDADE) 
• Podem ser exercidos cumulativamente. 
INALIENABILIDADE • Por serem conferidos a todos, são 
INDISPONÍVEIS; 
• Não poderão ser alienados ⇾ não tem 
conteúdo econômico-patrimonial. 
IMPRESCRITIBILIDADE • Não prescrevem com o tempo, podendo ser 
exercidos a qualquer tempo, pois não 
possuem prazo de validade. 
IRRENUNCIABILIDADE • Não pode haver sua renunciabilidade – mas 
pode ocorrer o seu não exercício. 
Art. 5º. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a INVIOLABILIDADE DO DIREITO à VIDA, à LIBERDADE, à
IGUALDADE, à SEGURANÇA e à PROPRIEDADE, nos termos seguintes: 
• Isonomia formal: todos são iguais perante a lei. 
• Isonomia/igualdade material: tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas 
desigualdades. 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de LEI; 
↳ Princípio da legalidade. 
• Súmula Vinculante nº 44/ Súmula nº 686, STF. Só POR LEI se pode sujeitar a exame psicotécnico a 
habilitação de candidato a cargo público. 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=44.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
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• Súmula nº 636, STF. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da 
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais 
pela decisão recorrida. 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
• Súmula Vinculante nº 11. Só é lícito o USO DE ALGEMAS em casos de RESISTÊNCIA e de FUNDADO RECEIO 
DE FUGA ou de PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA OU ALHEIA, por parte do preso ou de terceiros, 
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente 
ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da 
responsabilidade civil do Estado. 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo VEDADO o anonimato; 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano 
material, moral ou à imagem; 
↳ Resposta proporcional ao agravo + indenização. 
↳ Norma de eficácia plena. 
• Súmula nº 37, STJ. São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo 
fato. 
• Súmula nº 227, STJ. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. 
• Súmula nº 362, STJ. A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do 
arbitramento. 
• Súmula nº 387, STJ. É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. 
↳ É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral, ainda que derivados de um mesmo 
fato, mas desde que um e outro possam ser reconhecidos autonomamente, sendo, portanto, passíveis de 
identificação em separado (REsp 812.506/SP,do art. 3º-B do 
Código para estabelecer que o juiz pode deixar de realizar a audiência quando houver risco para o processo, 
ou diferi-la em caso de necessidade. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 04/01/2024 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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VIII - prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando o investigado preso, em vista das razões 
apresentadas pela autoridade policial e observado o disposto no § 2º deste artigo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme aos incisos IV, VIII e IX do art. 3º-B do CPP, para 
que todos os atos praticados pelo Ministério Público, como condutor de investigação penal, também se 
submetam ao controle judicial. 
A Corte determinou, ainda, que, no prazo de até 90 dias, contados da publicação da ata do julgamento, os 
representantes do Parquet encaminhem, sob pena de nulidade, todos os PIC e outros procedimentos de 
investigação criminal, mesmo que tenham outra denominação, ao respectivo juiz natural, 
independentemente de o juiz das garantias já ter sido implementado na respectiva jurisdição. 
A medida busca assegurar que o juiz das garantias exerça o controle da legalidade da investigação criminal e 
de salvaguarda dos direitos individuais também quanto aos PICs, não apenas com relação aos inquéritos 
policiais. 
O STF, há muito tempo, pacificou o entendimento de que o Ministério Público possui poder investigatório 
criminal, mas que precisa haver controle judicial sobre essa atividade. Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 
89837, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 20/10/2009. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
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IX - determinar o trancamento do inquérito policial quando NÃO houver fundamento razoável para 
sua instauração ou prosseguimento; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme aos incisos IV, VIII e IX do art. 3º-B do CPP, para 
que todos os atos praticados pelo Ministério Público, como condutor de investigação penal, também se 
submetam ao controle judicial. 
A Corte determinou, ainda, que, no prazo de até 90 dias, contados da publicação da ata do julgamento, os 
representantes do Parquet encaminhem, sob pena de nulidade, todos os PIC e outros procedimentos de 
investigação criminal, mesmo que tenham outra denominação, ao respectivo juiz natural, 
independentemente de o juiz das garantias já ter sido implementado na respectiva jurisdição. 
A medida busca assegurar que o juiz das garantias exerça o controle da legalidade da investigação criminal e 
de salvaguarda dos direitos individuais também quanto aos PICs, não apenas com relação aos inquéritos 
policiais. 
O STF, há muito tempo, pacificou o entendimento de que o Ministério Público possui poder investigatório 
criminal, mas que precisa haver controle judicial sobre essa atividade. Nesse sentido: STF. 2ª Turma. HC 
89837, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 20/10/2009. 
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X - requisitar documentos, laudos e informações ao Delegado de Polícia sobre o andamento da 
investigação; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XI - decidir sobre os requerimentos de: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
a) interceptação telefônica, do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática ou 
de outras formas de comunicação; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
b) afastamento dos sigilos fiscal, bancário, de dados e telefônico; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
c) busca e apreensão domiciliar; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
d) acesso a informações sigilosas; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
e) outros meios de obtenção da prova que restrinjam direitos fundamentais do investigado; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XII - julgar o habeas corpus impetrado ANTES do oferecimento da denúncia; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XIII - determinar a instauração de incidente de insanidade mental; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XIV - decidir sobre o recebimento da denúncia ou queixa, nos termos do art. 399 deste Código; ⇾
INCONSTITUCIONAL 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF, por maioria, declarou a inconstitucionalidade do inciso XIV do art. 3º-B do CPP, e atribuiu 
interpretação conforme para assentar que A COMPETÊNCIA DO JUIZ DAS GARANTIAS CESSA COM O 
OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
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XV - assegurar prontamente, quando se fizer necessário, o direito outorgado ao investigado e ao seu 
defensor de acesso a todos os elementos informativos e provas produzidos no âmbito da investigação
criminal, SALVO no que concerne, estritamente, às DILIGÊNCIAS EM ANDAMENTO; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XVI - deferir pedido de admissão de assistente técnico para acompanhar a produção da perícia; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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XVII - decidir sobre a homologação de acordo de não persecução penal ou os de colaboração 
premiada, quando formalizados durante a investigação; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
XVIII - outras matériasinerentes às atribuições definidas no caput deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. O preso em flagrante ou por força de mandado de prisão provisória será encaminhado à 
presença do juiz de garantias no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, momento em que se realizará audiência
com a presença do Ministério Público e da Defensoria Pública ou de advogado constituído, VEDADO o 
emprego de videoconferência. 
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme ao § 1º do art. 3º-B do CPP, para estipular duas 
relativizações ao dispositivo: 
1) o prazo de 24 horas poderá ser estendido em caso de impossibilidade fática que impeça o seu 
cumprimento; 
2) é permitido, excepcionalmente, o emprego de videoconferência, mediante decisão da autoridade 
judiciária competente, desde que este meio seja apto à verificação da integridade do preso e à garantia de 
todos os seus direitos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
§ 2º. Se o investigado estiver preso, o juiz das garantias poderá, mediante representação da 
autoridade policial e ouvido o Ministério Público, prorrogar, uma única vez, a duração do inquérito por até 
15 (quinze) dias, após o que, se ainda assim a investigação não for concluída, a prisão será imediatamente 
relaxada. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme ao § 2º do art. 3º-B do CPP, para estipular duas 
relativizações ao dispositivo: 
1) A prorrogação NÃO ESTÁ LIMITADA A UMA ÚNICA VEZ. 
O juiz pode decidir de forma fundamentada, reconhecendo a necessidade de novas prorrogações do 
inquérito, diante de elementos concretos e da complexidade da investigação. Em outras palavras, é possível 
a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito policial envolvendo investigado preso por mais de uma 
vez, por decisão devidamente fundamentada do juiz das garantias, lastreada pela necessidade, levando em 
conta os elementos concretos e a complexidade da investigação. 
2) A prisão NÃO SERÁ IMEDIATAMENTE RELAXADA. 
A inobservância do prazo previsto na lei não implica a revogação automática da prisão preventiva, devendo 
o juízo competente ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram, nos termos da ADI 6.581/DF. 
O descumprimento do prazo estipulado para o Delegado concluir o inquérito que conta com investigado 
preso não enseja, de forma automática e obrigatória, a soltura do agente, autorizando apenas que o 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art3
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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interessado ou mesmo o Ministério Público provoque o Poder Judiciário a avaliar a possibilidade de liberação 
do indivíduo, tendo em vista todas as circunstâncias do caso concreto. 
Não é razoável, proporcional ou obediente ao primado da inafastabilidade da jurisdição, exigir que, em toda 
e qualquer hipótese, independentemente de suas peculiaridades e dos riscos envolvidos, a prisão seja 
automaticamente relaxada. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
II – ARTIGO 3º-B. CRIAÇÃO DOS JUÍZES DAS GARANTIAS. CONTROLE DA LEGALIDADE DA INVESTIGAÇÃO. 
FUNÇÕES TRADICIONAIS DOS JUÍZES NO INQUÉRITO. NECESSIDADE DE CONTROLE DE TODOS OS ATOS DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO PELA AUTORIDADE JUDICIAL. DEVER DO ÓRGÃO MINISTERIAL DE SUBMETER A 
INSTAURAÇÃO E O ARQUIVAMENTO DE CADERNOS INVESTIGATÓRIOS DE QUALQUER NATUREZA 
(INQUÉRITOS, PIC’S E OUTROS) AO CONHECIMENTO E CONTROLE DO JUÍZO DAS GARANTIAS. 
OBRIGATORIEDADE DA REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA E ORAL ANTERIORMENTE À PRORROGAÇÃO 
DE MEDIDAS CAUTELARES E À PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. SUBMISSÃO AO PRINCÍPIO DA 
PROPORCIONALIDADE. VEDAÇÃO ABSOLUTA AO EMPREGO DE VIDEOCONFERÊNCIA NAS AUDIÊNCIAS DE 
CUSTÓDIA. IRRAZOABILIDADE. COMPETÊNCIA DO JUIZ DAS GARANTIAS PARA O RECEBIMENTO DA 
DENÚNCIA. ERRO LEGÍSTICO. INCOMPATIBILIDADE COM A SISTEMÁTICA DO INSTITUTO. RELAXAMENTO 
AUTOMÁTICO DA PRISÃO AO FIM DO PRAZO PARA A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO. 
INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO DOS DISPOSITIVOS 
IMPUGNADOS. 
(a) O artigo 3º-B, em seus 18 incisos, elencou as competências do juiz na fase do inquérito, correspondendo, 
em linhas gerais, à mera explicitação das funções já exercidas pelos juízes brasileiros no controle da 
legalidade da fase de investigação. 
(b) Além das competências dos juízes de garantias, foram estabelecidas regras processuais e disciplinados 
atos processuais específicos, pertinentes à fiscalização dos atos de instauração e de arquivamento de 
inquérito pelo Ministério Público, à obrigatoriedade de realizar audiência pública e oral anteriormente à 
prorrogação de medidas cautelares e à produção antecipada de provas urgentes, competência para o 
recebimento da denúncia e vedação absoluta ao emprego da tecnologia de videoconferência nas audiências 
de custódia, sob pena de imediato relaxamento da prisão em flagrante, todas a demandar interpretação 
conforme a Constituição. 
(c) Os incisos IV, VIII e IX tratam da competência do juiz das garantias para a fiscalização de investigações 
criminais: “IV - ser informado sobre a instauração de qualquer investigação criminal; [...] VIII - prorrogar o 
prazo de duração do inquérito, estando o investigado preso, em vista das razões apresentadas pela 
autoridade policial e observado o disposto no § 2º deste artigo; IX - determinar o trancamento do inquérito 
policial quando não houver fundamento razoável para sua instauração ou prosseguimento”. 
(d) Considerada a frequente instauração de investigações criminais, sob outros títulos que não o de 
inquérito, deve ser dada interpretação conforme à Constituição aos referidos incisos, de modo a 
determinar que que todos os atos praticados pelo Ministério Público como condutor de investigação penal 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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se submetam ao controle judicial (HC 89.837/DF, Rel. Min. Celso de Mello) e fixar o prazo de até 90 
(noventa) dias, contados da publicação da ata do julgamento, para os representantes do Ministério Público 
encaminharem, sob pena de nulidade, todos os PIC e outros procedimentos de investigação criminal, 
mesmo que tenham outra denominação, ao respectivo juiz natural, independentemente de o juiz das 
garantias já ter sido implementado na respectiva jurisdição. 
(e) O artigo 3º-B, incisos VI e VII, estabelecem a obrigatoriedade da prévia realização de audiência pública e 
oral, para a prorrogação de medidas cautelares e a produção antecipada de provas urgentes e irrepetíveis, 
in verbis: “VI - prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem como substituí-las ou revogá-las, 
assegurado, no primeiro caso, o exercício do contraditório em audiência pública e oral, na forma do disposto 
neste Código ou em legislaçãoespecial pertinente; VII - decidir sobre o requerimento de produção antecipada 
de provas consideradas urgentes e não repetíveis, assegurados o contraditório e a ampla defesa em 
audiência pública e oral”. 
(f) O disposto no inciso VI deve submeter-se à interpretação conforme a Constituição, para fins de prever 
que o exercício do contraditório será preferencialmente em audiência pública e oral. 
(g) A previsão de audiência pública e oral previamente à produção antecipada de provas consideradas 
urgentes, contida no inciso VII, o dispositivo deve ser interpretado à luz da Constituição, para estabelecer 
que o juiz pode deixar de realizar a audiência quando houver risco para o processo, ou diferi-la em caso de 
necessidade. 
(h) A competência do juiz das garantias, nos termos do inciso XIV do artigo 3º-B, estender-se-ia até a fase do 
artigo 399 do Código Penal. O texto do dispositivo prevê competir-lhe “decidir sobre o recebimento da 
denúncia ou queixa, nos termos do art. 399 deste Código”. Nada obstante, constata-se manifesto erro 
legístico, porquanto o artigo 399 do Código de Processo Penal estabelece que “Recebida a denúncia ou 
queixa, o juiz designará dia e hora para a audiência, ordenando a intimação do acusado, de seu defensor, do 
Ministério Público e, se for o caso, do querelante e do assistente”. Trata-se, portanto, de ato de designação 
da audiência de instrução e julgamento, típica função do juiz da instrução da ação penal. 
(i) Reconhecido o erro legístico e submetido o inciso XIV à interpretação sistemática, considerada a 
principiologia inspiradora do instituto do juiz das garantias, a Corte conferiu-lhe interpretação conforme a 
Constituição, para assentar que a competência do juiz das garantias cessa com o oferecimento da denúncia. 
(j) O artigo 3º-B, § 1º, do Código de Processo Penal previu vedação absoluta ao emprego de videoconferência 
nas audiências de custódia, nos seguintes termos: “O preso em flagrante ou por força de mandado de prisão 
provisória será encaminhado à presença do juiz de garantias no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, momento 
em que se realizará audiência com a presença do Ministério Público e da Defensoria Pública ou de advogado 
constituído, vedado o emprego de videoconferência”. 
(l) O dispositivo revela manifesta violação ao princípio da proporcionalidade, diante da vedação ex ante sem 
considerações de ordem concreta que possam impedir a realização da audiência presencial no exíguo prazo 
legal. 
(m) Consectariamente, promove-se interpretação conforme a Constituição do § 1º do art. 3º-B do CPP, 
incluído pela Lei nº 13.964/2019, para estabelecer que o preso em flagrante ou por força de mandado de 
prisão provisória será encaminhado à presença do juiz das garantias, no prazo de 24 horas, salvo 
impossibilidade fática, momento em que se realizará a audiência com a presença do ministério pública e da 
defensoria pública ou de advogado constituído, cabendo, excepcionalmente, o emprego de 
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videoconferência, mediante decisão da autoridade judiciária competente, desde que este meio seja apto à 
verificação da integridade do preso e à garantia de todos os seus direitos. 
(n) O relaxamento automático da prisão cautelar ao fim do prazo legal para a conclusão das investigações, 
imposto pelo artigo 3º-B, § 2º, revela-se absolutamente desproporcional e em dissonância com a 
inafastabilidade da jurisdição. A jurisprudência desta Corte tradicionalmente submete ao princípio da 
razoabilidade todos os dispositivos de lei que estabelecem prazos peremptórios de duração de medidas 
cautelares processuais. 
(o) Com efeito, o primado da realidade exige que se considerem razões concretas e imperiosas, fundadas na 
complexidade do caso e na periculosidade dos envolvidos, a demandar a prorrogação excepcional das 
investigações e a manutenção da custódia prisional, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária 
competente. 
(p) Nestes termos, é necessária a interpretação conforme a Constituição, para atribuir interpretação 
conforme ao § 2º do art. 3º-B, para assentar que: a) o juiz pode decidir de forma fundamentada, 
reconhecendo a necessidade de novas prorrogações do inquérito, diante de elementos concretos e da 
complexidade da investigação; e b) a inobservância do prazo previsto em lei não implica a revogação 
automática da prisão preventiva, devendo o juízo competente ser instado a avaliar os motivos que a 
ensejaram, nos termos da ADI nº 6.581. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
Art. 3º-C. A competência do juiz das garantias abrange todas as infrações penais, EXCETO AS DE 
MENOR POTENCIAL OFENSIVO, e CESSA COM O recebimento (STF: OFERECIMENTO) DA DENÚNCIA OU
QUEIXA na forma do art. 399 deste Código. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
SITUAÇÕES NAS QUAIS NÃO SE AMPLICAM AS NORMAS DO JUIZ DAS GARANTIAS 
1) Processos de 
competência originária 
dos tribunais 
Esses processos são regidos pela Lei nº 8.038/90, que não 
prevê o juiz das garantias. 
A atuação judicial nesta hipótese se dá por meio de órgão 
colegiado, o qual não pode ser cindido. 
A colegialidade já é o mecanismo de garantia da imparcialidade 
dos julgadores, pois propicia escrutínio recíproco deles e torna 
menos provável o comprometimento intelectual e psicológico 
de todos eles simultaneamente com teses que tenham 
preponderado na investigação criminal. 
Nem mesmo o relator referido no art. 2º da Lei nº 8.038/90 
assume esta função de juiz das garantias, tendo em conta que 
ele não fica impedido de participar do julgamento, em 
observância à própria colegialidade inerente a este 
procedimento. 
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2) Processos de 
competência do Tribunal 
do Júri 
A composição diferenciada do Júri, formado por um juiz togado 
e juízes leigos, os jurados, não recomenda a atuação do juiz das 
garantias. 
3) Casos de violência 
doméstica e familiar 
A dinâmica necessária ao Juízo competente para processar e 
julgar casos de violência doméstica e familiar contra a mulher 
(Lei Maria da Penha) não recomenda a atuação do juiz das 
garantias. A nosso ver, por coerência lógica, a não atuação do 
juiz das garantias também deveria se estender às hipóteses de 
violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes 
(Lei Henry Borel), mas essa hipótese não foi contemplada 
expressamente pelo STF. 
4) Infrações penais de 
menor potencial ofensivo 
Essa é a única hipótese expressamente prevista no art. 3º-C do 
CPP. 
Não haverá a atuação do juiz das garantias no Juizado Especial 
Criminal, até pelas peculiaridades da etapa pré-processual que 
se desenvolve perante este juízo (termo circunstanciado de 
ocorrência; tentativa de celebração de composição civil dos 
danos ou transação penal). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 04/01/2024 
§ 1º. Recebida (STF: Oferecida) a denúncia ou queixa, as questões pendentes serão decididas pelo 
juiz da instrução e julgamento. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. As decisões proferidas pelo juiz das garantias NÃO VINCULAM o juiz da instrução e julgamento, 
que, após o recebimento (STF: oferecimento) da denúncia ou queixa, deverá reexaminar a necessidade das
medidas cautelares em curso, no prazo máximo de 10 (dez) dias. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019- Pacote Anticrime). 
§ 3º. Os autos que compõem as matérias de competência do juiz das garantias ficarão acautelados na
secretaria desse juízo, à disposição do Ministério Público e da defesa, e não serão apensados aos autos do
processo enviados ao juiz da instrução e julgamento, ressalvados os documentos relativos às provas
irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou de antecipação de provas, que deverão ser remetidos para
apensamento em apartado. ⇾ INCONSTITUCIONAL 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
(i) Por conseguinte, declara-se a inconstitucionalidade, com redução de texto, dos §§ 3º e 4º do art. 3º-C 
do CPP, incluídos pela Lei nº 13.964/2019 e, mediante interpretação conforme, fixar que os autos que 
compõem as matérias de competência do juiz das garantias serão remetidos ao juiz da instrução e 
julgamento. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
§ 4º. Fica assegurado às partes o amplo acesso aos autos acautelados na secretaria do juízo das
garantias. ⇾ INCONSTITUCIONAL 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
(i) Por conseguinte, declara-se a inconstitucionalidade, com redução de texto, dos §§ 3º e 4º do art. 3º-C 
do CPP, incluídos pela Lei nº 13.964/2019 e, mediante interpretação conforme, fixar que os autos que 
compõem as matérias de competência do juiz das garantias serão remetidos ao juiz da instrução e 
julgamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
III – ARTIGO 3º-C. MATÉRIAS SUBMETIDAS À NOVA SISTEMÁTICA DO JUÍZO DAS GARANTIAS. NECESSIDADE 
DE INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO, PARA EXCLUSÃO DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
INCOMPATÍVEIS COM O MODELO. MARCO FINAL DA COMPETÊNCIA DO JUIZ DAS GARANTIAS: 
OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. AUTOS DO INQUÉRITO. PROIBIÇÃO DE REMESSA AO JUIZ DA INSTRUÇÃO. 
IRRAZOABILIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO DOS DISPOSITIVOS IMPUGNADOS. 
(a) O artigo 3º-C, caput, do Código de Processo Penal, incluído pela Lei 13.964/2019, delimitou a extensão da 
competência do juiz das garantias, nos seguintes termos: “A competência do juiz das garantias abrange todas 
as infrações penais, exceto as de menor potencial ofensivo, e cessa com o recebimento da denúncia ou queixa 
na forma do art. 399 deste Código”. 
(b) As razões anteriormente expendidas revelam que o texto impugnado incorreu em erro legístico, do qual 
deriva a necessidade de restrição da competência para que cesse com o oferecimento da denúncia. 
(c) Ademais, além das infrações penais de menor potencial ofensivo, de competência dos juizados especiais, 
a nova sistemática do juiz das garantias não se compatibiliza com o procedimento especial previsto na Lei 
8.038/1990, que trata dos processos de competência originária dos tribunais; com o rito do tribunal do júri; 
com os casos de violência doméstica e familiar. 
(d) Por tais motivos, deve ser atribuída interpretação conforme à primeira parte do caput do art. 3º-C do CPP, 
incluído pela Lei nº 13.964/2019, para esclarecer que as normas relativas ao juiz das garantias não se aplicam 
às seguintes situações: (1) processos de competência originária dos tribunais, os quais são regidos pela Lei 
nº 8.038/1990; (2) processos de competência do tribunal do júri; (3) casos de violência doméstica e familiar; 
e (4) infrações penais de menor potencial ofensivo. 
(e) Ao mesmo tempo, as referências à competência do juiz das garantias para receber a denúncia, 
constantes do caput e dos §§ 1º e 2º, do artigo 3º-C, revelam-se inconstitucionais, atribuindo-se 
interpretação conforme a Constituição no sentido de fixar que a competência do juiz das garantias cessa 
com o oferecimento da denúncia e, por conseguinte, oferecida a denúncia ou queixa, as questões 
pendentes serão decididas pelo juiz da instrução e julgamento. 
(f) A Lei 13.964/2019 estabeleceu, ainda, nos §§ 3º e 4º do artigo 3º-C, a vedação do conhecimento dos autos 
do inquérito pelo juiz da instrução e julgamento, impedindo sua remessa juntamente com a denúncia. 
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(g) Os textos dos dispositivos impugnados têm o seguinte teor: “§ 3º Os autos que compõem as matérias de 
competência do juiz das garantias ficarão acautelados na secretaria desse juízo, à disposição do Ministério 
Público e da defesa, e não serão apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instrução e julgamento, 
ressalvados os documentos relativos às provas irrepetíveis, medidas de obtenção de provas ou de 
antecipação de provas, que deverão ser remetidos para apensamento em apartado. § 4º Fica assegurado às 
partes o amplo acesso aos autos acautelados na secretaria do juízo das garantias.” 
(h) Constata-se a manifesta irrazoabilidade do acautelamento dos autos do inquérito na secretaria do juízo 
das garantias, porquanto o fundamento da norma reside tão-somente na pressuposição de que o juiz da ação 
penal, ao tomar conhecimento dos autos da investigação, perderia sua imparcialidade para o julgamento do 
mérito. Ocorre que, sem tomar conhecimento dos elementos configuradores da justa causa para a ação penal 
(indícios de autoria e de materialidade), inviabiliza-se a prolação de decisões fundamentadas. 
(i) Por conseguinte, declara-se a inconstitucionalidade, com redução de texto, dos §§ 3º e 4º do art. 3º-C 
do CPP, incluídos pela Lei nº 13.964/2019 e, mediante interpretação conforme, fixar que os autos que 
compõem as matérias de competência do juiz das garantias serão remetidos ao juiz da instrução e 
julgamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
Art. 3º-D. O juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências dos
arts. 4º e 5º deste Código FICARÁ IMPEDIDO de funcionar no processo. ⇾ INCONSTITUCIONAL 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Parágrafo único. Nas comarcas em que funcionar apenas um juiz, os tribunais criarão um sistema de
rodízio de magistrados, a fim de atender às disposições deste Capítulo. ⇾ INCONSTITUCIONAL 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV – ARTIGO 3º-D. REGRA DE IMPEDIMENTO, PARA A SUBSEQUENTE AÇÃO PENAL, DE MAGISTRADO QUE 
TENHA PRATICADO QUALQUER DAS COMPETÊNCIAS PREVISTAS NOS ARTIGOS 4º E 5º DO CÓDIGO DE 
PROCESSO PENAL. MANIFESTO ERRO LEGÍSTICO. REFERÊNCIA ÀS ATRIBUIÇÕES DA AUTORIDADE POLICIAL, 
E NÃO ÀS FUNÇÕES JUDICIAIS NO INQUÉRITO. EVIDÊNCIA DA APROVAÇÃO AÇODADA DA MATÉRIA, SEM 
CONSIDERAÇÃO DOS SEUS EFEITOS SISTÊMICOS PARALISADORES DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL EM 
MATÉRIA PENAL. PRESUNÇÃO DE PARCIALIDADE DOS JUÍZES, DECORRENTE DO MERO EXERCÍCIO DA 
FUNÇÃO JURISDICIONAL. ABSOLUTA IRRAZOABILIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DO ARTIGO 
3º-D, CAPUT, DO CPP, INCLUÍDO PELA LEI 13.964/2019. ARTIGO 3º-D, PARÁGRAFO ÚNICO. CRIAÇÃO DE 
SISTEMA DE RODÍZIO NAS VARAS EM QUE FUNCIONAR APENAS UM JUIZ. MATÉRIA ATINENTE ÀS LEIS DE 
ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 
(a) O artigo 3º-D, caput, estabeleceu a seguinte regra de impedimento: “O juiz que, na fase de investigação, 
praticar qualquer ato incluído nas competências dos arts. 4º e 5º deste Código ficará impedido de funcionar 
no processo.” 
(b) Em primeiro lugar, observa-se que o texto, erroneamente,alude aos artigos 4º e 5º do Código de Processo 
Penal, que tratam de atribuições exclusivas da autoridade policial no inquérito. Deveras, o artigo 4º prevê, 
expressamente, que “A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
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respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria.” Por seu turno, o 
artigo 5º contém as regras de procedimento e os requisitos necessários para a regular instauração do 
inquérito policial. 
(c) Constata-se que a regra do impedimento teve por fundamento a presunção absoluta de parcialidade do 
juiz que houvesse atuado no inquérito para processar e julgar a ação penal dele oriunda. Parte-se da premissa 
de que os juízes que acompanham investigações tendem a produzir vieses prejudiciais ao exercício imparcial 
da jurisdição, especialmente na fase processual penal. 
(d) As contribuições da Análise Econômica do Direito e das ciências comportamentais (behavioral sciences) à 
seara jurídica, mormente quanto aos possíveis vieses cognitivos gerados pela atuação do julgador, revelam 
que essa presunção absoluta conduz a generalizações inadequadas. 
(e) A base das ciências comportamentais é o caráter empírico de seus argumentos. A existência de estudos 
empíricos segundo os quais seres humanos desenvolvem vieses em seus processos decisórios não autoriza a 
presunção generalizada de que qualquer juiz criminal do país tem tendências comportamentais típicas de 
favorecimento à acusação. 
(f) Conforme bem demonstra Pery Francisco Assis Shikida, pesquisador na área da Análise Econômica do 
Direito, a instituição do juiz das garantias, combinada com a morosidade atual de muitos juízos criminais do 
país em consequência do assolamento de processos, pode favorecer a impunidade e prejudicar a duração 
razoável do processo (SHIKIDA, Pery Francisco Assis. A economia e o juiz de “garantias”. Disponível em Portal 
Jota Info, 08.01.2020; Vide também: SCHAEFER, Gilberto José; SHIKIDA, Pery Francisco Assis. Economia do 
Crime: elementos teóricos e evidências empíricas. Revista Análise Econômica, Faculdade de Ciências 
Econômicas da UFRGS, Porto Alegre, v. 19, n. 36, 2001). 
(g) A Lei 13.964/2019 estabeleceu, assim, uma presunção legal absoluta (juris et de jure, e não juris tantum) 
de parcialidade do juiz que, no exclusivo exercício da função jurisdicional, tenha proferido decisões na fase 
do inquérito. 
(h) A articulação dos conceitos de “imparcialidade objetiva” ou “aparência de imparcialidade”, segundo os 
quais a lei deve evitar que uma causa seja julgada por magistrado de cuja imparcialidade se possa suspeitar, 
parte do pressuposto de que todos os indivíduos, em razão de suas próprias limitações, estão sujeitos a um 
viés de confirmação de suas decisões pretéritas. Consequentemente, segundo este entendimento, a lei deve 
considerar impedido de julgar um juiz que esteja comprometido com um conhecimento prévio dos fatos da 
investigação, para preservar “a aparência de imparcialidade”. 
(i) Esta ordem de considerações não está em consonância com os pressupostos epistemológicos de criação 
e funcionamento das normas jurídicas, da justiça e dos regramentos necessários à organização da sociedade 
humana. Se, de um lado, a limitação do conhecimento e da própria racionalidade humana é um dos temas 
clássicos das reflexões filosóficas, que encontrou uma de suas primeiras e mais inspiradas expressões na 
Alegoria da Caverna, de Platão, por outro lado, a racionalidade limitada e os condicionamentos das 
heurísticas individuais não nos conduzem a pressupor que os seres humanos são irracionais e destituídos de 
livre-arbítrio. Ao contrário, a previsão de regras de comportamento e de sanção para sua violação, que 
caracteriza todo o sistema jurídico, erige-se sobre o pressuposto de que os indivíduos se comportam e 
decidem, em regra, como seres dotados de livre arbítrio e de racionalidade. 
(j) A presunção absoluta do viés de confirmação de decisões pretéritas, que inspirou o artigo 3º-D da Lei 
13.964/2019, nutre-se de convicções opostas, admitindo, como regra, a irracionalidade do juiz e sua 
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incapacidade para tomar decisões fundadas em dados e elementos objetivos de convicção, deixando-se guiar 
por heurísticas e vieses inconscientes de confirmação, sem quaisquer fundamentos. 
(l) Diante da manifesta irrazoabilidade da norma de impedimento estabelecida no artigo 3º-D do Código 
de Processo Penal, incluída pela Lei 13.964/2019, deve ser declarada sua inconstitucionalidade material. 
(m) O artigo 3º-D, parágrafo único, por sua vez, implementa norma típica de organização judiciária, ao dispor 
que “Nas comarcas em que funcionar apenas um juiz, os tribunais criarão um sistema de rodízio de 
magistrados, a fim de atender às disposições deste Capítulo.” 
(n) Trata-se de evidente invasão da competência legislativa das unidades federadas (Estados-membros), que 
são de iniciativa legislativa exclusiva do Poder Judiciário. Com efeito, é firme o entendimento desta Corte no 
sentido de que “o tema é de organização judiciária, prevista em lei editada no âmbito da competência dos 
Estados-membros (art. 125 da CRFB)” (ADI 1218, Relator Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, julgado em 
05/09/2002, DJ 08-11-2002; HC 96104, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, julgado em 
16/06/2010, Dje-145; HC 94146, Relatora Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado em 21/10/2008, Dje-
211; HC 85060, Relator Min. Eros Grau, Primeira Turma, julgado em 23/09/2008, Dje-030; HC 91024, Relatora 
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, julgado em 05/08/2008, Dje-157.) 
(o) Por conseguinte, a par da inconstitucionalidade material do artigo 3º-D, caput, deve ser declarada a 
inconstitucionalidade formal do respectivo parágrafo único. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
Art. 3º-E. O juiz das garantias será designado (STF: investido) conforme as normas de organização 
judiciária da União, dos Estados e do Distrito Federal, observando critérios objetivos a serem 
periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
V – ARTIGO 3º-E. DESIGNAÇÃO DO JUIZ DAS GARANTIAS PELO RESPECTIVO TRIBUNAL. NATUREZA 
DISCRICIONÁRIA E PRECÁRIA DO ATO DE DESIGNAÇÃO. INCOMPATIBILIDADE COM AS GARANTIAS DA 
MAGISTRATURA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. 
(a) O artigo 3º-E, incluído no Código de Processo Penal pela Lei 13.946/2019, consigna que “O juiz das 
garantias será designado conforme as normas de organização judiciária da União, dos Estados e do Distrito 
Federal, observando critérios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal.” 
(b) A designação caracteriza-se como ato administrativo de natureza discricionária e a título precário, 
incompatível com a garantia da magistratura pertinente à inamovibilidade, pressuposto da independência 
funcional. 
(c) Por conseguinte, confere-se interpretação conforme a Constituição ao artigo 3º-E para assentar que o 
juiz das garantias será investido, e não designado, conforme as normas de organização judiciária da União, 
dos Estados e do Distrito Federal, observando critérios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo 
respectivo tribunal. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
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Art. 3º-F. O juiz das garantias deverá assegurar o cumprimento das regras para o tratamento dos
presos, IMPEDINDO o acordo ou ajuste de qualquer autoridade com órgãos da imprensa para explorar a 
imagem da pessoa submetida à prisão, sob pena de responsabilidade civil, administrativa e penal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Parágrafo único. Por meio de regulamento, as autoridades deverão disciplinar, em 180 (cento e
oitenta) dias, o modo pelo qual as informações sobre a realização da prisão e a identidade do preso serão, 
de modo padronizado e respeitada a programação normativa aludida no caput deste artigo, transmitidas 
à imprensa, assegurados a efetividade da persecução penal, o direito à informação e a dignidade da pessoa
submetida à prisão. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VI – ARTIGO 3º-F. REGRAS DE TRATAMENTO DE PRESOS. PROIBIÇÃO DE CONLUIO ENTRE ÓRGÃOS DA 
IMPRENSA E AUTORIDADES, PARA FINS DE EXPLORAÇÃO DA IMAGEM DA PESSOA SUBMETIDA À PRISÃO. 
CONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DO DISPOSITIVO. ARTIGO 3º-F, PARÁGRAFO ÚNICO. PREVISÃO DE 
EDIÇÃO DE REGULAMENTO, EM 180 DIAS, PELAS AUTORIDADES, PARA DISCIPLINAR O MODO PELO QUAL 
AS INFORMAÇÕES SOBRE A PRISÃO E A IDENTIDADE DO PRESO SERÃO, DE MODO PADRONIZADO, 
TRANSMITIDAS À IMPRENSA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO CONFORME. 
(a) A proteção da dignidade da pessoa submetida à prisão é objeto de diversas normas do nosso 
ordenamento, v. g.: (1) artigo 41, inciso VIII, da Lei de Execuções Penais, segundo a qual configura direito do 
preso a “proteção contra qualquer forma de sensacionalismo”; (2) artigo 13 da Lei de Abuso de Autoridade 
(Lei 13.869/2019), criminalizando o ato de submissão do preso, mediante violência, grave ameaça ou redução 
da sua capacidade de resistência, a situação vexatória, constrangimento ou exibição à curiosidade pública. 
(b) O novel diploma acrescenta, entre as competências do juiz das garantias, a de impedir o acordo ou ajuste 
de qualquer autoridade com órgãos de imprensa, para explorar a imagem da pessoa submetida à prisão, sob 
pena de responsabilidade civil, administrativa e penal. 
(c) O artigo 3º-F, caput, impugnado nestas ADIs, revela-se em consonância com as preocupações contra a 
exploração da imagem da pessoa submetida à prisão, emanando do princípio da dignidade da pessoa 
humana, razão pela qual deve ser declarada sua constitucionalidade material. 
(d) A determinação legal de edição de regulamento, pelas autoridades, no prazo de 180 dias, para dispor 
sobre a padronização das relações entre a imprensa e os órgãos de persecução penal, conquanto imbuída 
das mesmas preocupações protetivas da dignidade da pessoa presa, deve ser interpretada de modo a 
compatibilizá-la com a liberdade jornalística e de imprensa. 
(e) De um lado, a restrição, ex ante, à obtenção e divulgação de fatos verdadeiros pela imprensa pode ter 
inequívoco efeito inibidor (chilling effect) sobre toda a mídia. De outro lado, eventual restrição, pelos 
regulamentos a serem expedidos, à veiculação de informações sobre pessoas encarceradas também poderá 
gerar proteção insuficiente aos próprios detentos: a limitação da reprodução de imagens de indivíduos 
presos impediria reportagens sobre situações de abuso (e.g. uso de força excessiva; encarceramento em 
condições degradantes etc.), reduzindo o âmbito da responsabilidade (accountability) do Estado no exercício 
das suas potestades punitivas. 
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(f) Por conseguinte, de modo a compatibilizar o artigo 3º-F, parágrafo único, com o artigo 220 da 
Constituição Federal, deve-se atribuir interpretação conforme ao dispositivo impugnado, para assentar 
que a divulgação de informações sobre a realização da prisão e a identidade do preso pelas autoridades 
policiais, ministério público e magistratura deve assegurar a efetividade da persecução penal, o direito à 
informação e a dignidade da pessoa submetida à prisão. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
JUIZ DAS GARANTIAS NA JURISPRUDÊNCIA DO STF 
STF. Plenário. ADI 6.298/DF, ADI 6.299/DF, ADI 6.300/DF e ADI 6.305/DF, Rel. Min. Luiz Fux, 
julgados em 24/08/2023 (Info 1106) 
Dispositivos do CPP Resultado Comentários 
Art. 3º-A. O processo penal terá 
estrutura acusatória, vedadas a iniciativa 
do juiz na fase de investigação e a 
substituição da atuação probatória do 
órgão de acusação. 
Interpretação 
conforme 
O juiz, pontualmente, nos 
limites legalmente autorizados, 
pode determinar a realização 
de diligências suplementares, 
para o fim de dirimir dúvida 
sobre questão relevante para o 
julgamento do mérito. 
Art. 3º-B. O juiz das garantias é 
responsável pelo controle da legalidade 
da investigação criminal e pela 
salvaguarda dos direitos individuais cuja 
franquia tenha sido reservada à 
autorização prévia do Poder Judiciário, 
competindo-lhe especialmente: 
(...) 
Constitucional 
 
Fixação de prazo 
para a 
implantação 
O STF, entendeu, contudo, que, 
seria necessário fixar um prazo 
maior para a implementação. 
Diante disso, a Corte estipulou 
o prazo de 12 meses, a contar 
da publicação da ata do 
julgamento (28/08/2023), para 
que sejam adotadas as 
medidas necessárias ao efetivo 
funcionamento do juiz das 
garantias em todo o País, tudo 
conforme as diretrizes do CNJ. 
Esse prazo poderá ser 
prorrogado uma única vez, por 
no máximo 12 meses, devendo 
a devida justificativa ser 
apresentada em procedimento 
realizado junto ao CNJ. 
Art. 3º-B (...) competindo-lhe 
especialmente: 
Interpretação 
conforme 
Esses dispositivos são 
constitucionais e devem ser 
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IV - ser informado sobre a instauração de 
qualquer investigação criminal; 
(...) 
VIII - prorrogar o prazo de duração do 
inquérito, estando o investigado preso, 
em vista das razões apresentadas pela 
autoridade policial e observado o 
disposto no § 2º deste artigo; 
IX - determinar o trancamento do 
inquérito policial quando não houver 
fundamento razoável para sua 
instauração ou prosseguimento; 
(...) 
aplicados também para as 
investigações criminais 
conduzidas pelo Ministério 
Público. 
Assim, todos os atos praticados 
pelo Ministério Público, como 
condutor de investigação 
penal, também se submetam 
ao controle judicial. 
O STF determinou, ainda, que, 
no prazo de até 90 dias, os 
representantes do Parquet 
encaminhem, sob pena de 
nulidade, todos os PIC e outros 
procedimentos de investigação 
criminal, mesmo que tenham 
outra denominação, ao 
respectivo juiz natural. 
Art. 3º-B (...) competindo-lhe 
especialmente: 
VI - prorrogar a prisão provisória ou 
outra medida cautelar, bem como 
substituí-las ou revogá-las, assegurado, 
no primeiro caso, o exercício do 
contraditório em audiência pública e 
oral, na forma do disposto neste Código 
ou em legislação especial pertinente; 
Interpretação 
conforme 
O inciso previa que, para a 
prorrogação da prisão 
provisória ou outra medida 
cautelar, seria indispensável a 
realização de audiência prévia. 
O STF atribuiu interpretação 
conforme e disse que o 
exercício do contraditório será 
preferencialmente (e não 
obrigatoriamente) em 
audiência pública e oral. 
Art. 3º-B (...) competindo-lhe 
especialmente: 
VII - decidir sobre o requerimento de 
produção antecipada de provas 
consideradas urgentes e não repetíveis, 
assegurados o contraditório e a ampla 
defesa em audiência pública e oral; 
Interpretação 
conforme 
O STFmitigou essa exigência e 
atribuiu interpretação 
conforme para estabelecer que 
o juiz pode deixar de realizar a 
audiência quando houver risco 
para o processo, ou diferi-la em 
caso de necessidade. 
Art. 3º-B (...) competindo-lhe 
especialmente: 
Inconstitucional O STF declarou a 
inconstitucionalidade do inciso 
XIV do art. 3º-B do CPP, e 
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XIV - decidir sobre o recebimento da
denúncia ou queixa, nos termos do art.
399 deste Código; 
atribuiu interpretação 
conforme para assentar que a 
competência do juiz das 
garantias cessa com 
o oferecimento da denúncia (e 
não com o recebimento). 
Art. 3º-B (...) 
§ 1º O preso em flagrante ou por força 
de mandado de prisão provisória será 
encaminhado à presença do juiz de 
garantias no prazo de 24 (vinte e quatro) 
horas, momento em que se realizará 
audiência com a presença do Ministério 
Público e da Defensoria Pública ou de 
advogado constituído, vedado o 
emprego de videoconferência. 
Interpretação 
conforme 
O STF atribuiu interpretação 
conforme para estipular duas 
relativizações ao dispositivo: 
1) o prazo de 24 horas poderá 
ser estendido em caso de 
impossibilidade fática que 
impeça o seu cumprimento; 
2) é permitido, 
excepcionalmente, o emprego 
de videoconferência, mediante 
decisão da autoridade 
judiciária competente, desde 
que este meio seja apto à 
verificação da integridade do 
preso e à garantia de todos os 
seus direitos. 
Art. 3º-B (...) 
§ 2º Se o investigado estiver preso, o juiz 
das garantias poderá, mediante 
representação da autoridade policial e 
ouvido o Ministério Público, 
prorrogar, uma única vez, a duração do 
inquérito por até 15 (quinze) dias, após o 
que, se ainda assim a investigação não 
for concluída, a prisão 
será imediatamente relaxada. 
Interpretação 
conforme 
1) A prorrogação não está 
limitada a uma única vez. O juiz 
pode decidir de forma 
fundamentada, reconhecendo 
a necessidade de novas 
prorrogações do inquérito, 
diante de elementos concretos 
e da complexidade da 
investigação. Em outras 
palavras, é possível a 
prorrogação do prazo de 
conclusão do inquérito policial 
envolvendo investigado preso 
por mais de uma vez, por 
decisão devidamente 
fundamentada do juiz das 
garantias, lastreada pela 
necessidade, levando em conta 
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os elementos concretos e a 
complexidade da investigação. 
2) A prisão não será 
imediatamente relaxada. A 
inobservância do prazo 
previsto na lei não implica a 
revogação automática da 
prisão preventiva, devendo o 
juízo competente ser instado a 
avaliar os motivos que a 
ensejaram. 
Não é razoável, proporcional 
ou obediente ao primado da 
inafastabilidade da jurisdição, 
exigir que, em toda e qualquer 
hipótese, independentemente 
de suas peculiaridades e dos 
riscos envolvidos, a prisão seja 
automaticamente relaxada. 
Art. 3º-C. A competência do juiz das 
garantias abrange todas as infrações 
penais, exceto as de menor potencial 
ofensivo, e cessa com 
o recebimento (STF: oferecimento) da 
denúncia ou queixa na forma do art. 399 
deste Código. 
Interpretação 
conforme 
O STF ampliou as hipóteses nas 
quais não incidirá o juiz das 
garantias. 
As normas relativas ao juiz das 
garantias não se aplicam às 
seguintes situações: 
a) processos de competência 
originária dos tribunais, os 
quais são regidos pela Lei nº 
8.038/90; 
b) processos de competência 
do tribunal do júri; 
c) casos de violência doméstica 
e familiar; e d) infrações penais 
de menor potencial ofensivo. 
Art. 3º-C. A competência do juiz das 
garantias abrange todas as infrações 
penais, exceto as de menor potencial 
ofensivo, e cessa com 
o recebimento (STF: oferecimento) da 
Parcialmente 
inconstitucionais 
 
(os dispositivos 
riscados foram 
O STF atribuiu interpretação 
conforme aos dispositivos 
mencionados para assentar 
que, após o oferecimento da 
denúncia ou queixa, o juiz da 
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denúncia ou queixa na forma do art. 399 
deste Código. 
§ 1º Recebida (STF: Oferecida) a 
denúncia ou queixa, as questões 
pendentes serão decididas pelo juiz da 
instrução e julgamento. 
§ 2º As decisões proferidas pelo juiz das 
garantias não vinculam o juiz da 
instrução e julgamento, que, após 
o recebimento (STF: oferecimento) da 
denúncia ou queixa, deverá reexaminar 
a necessidade das medidas cautelares 
em curso, no prazo máximo de 10 (dez) 
dias. 
(...) 
declarados 
inconstitucionais) 
instrução e julgamento é quem 
terá competência para receber 
a acusação e reexaminar a 
necessidade das medidas 
cautelares em curso. 
A Corte entendeu que a 
atuação do juiz das garantias 
deveria ficar restrita apenas e 
tão somente à etapa de 
investigação criminal. 
Art. 3º-C (...) 
§ 3º Os autos que compõem as matérias
de competência do juiz das garantias
ficarão acautelados na secretaria desse
juízo, à disposição do Ministério Público
e da defesa, e não serão apensados aos
autos do processo enviados ao juiz da
instrução e julgamento, ressalvados os
documentos relativos às provas
irrepetíveis, medidas de obtenção de
provas ou de antecipação de provas, que
deverão ser remetidos para
apensamento em apartado. 
§ 4º Fica assegurado às partes o amplo
acesso aos autos acautelados na
secretaria do juízo das garantias. 
Inconstitucionais O que se pretendia era que o 
juiz da fase processual não 
tivesse qualquer contato com o 
material colhido na 
investigação criminal, para que 
não se “contaminasse” por ele, 
vindo a julgar a causa com 
plena imparcialidade. Até 
porque os elementos de 
convicção produzidos na 
investigação não observam o 
contraditório e a ampla defesa. 
O STF declarou, contudo, a 
inconstitucionalidade, com 
redução de texto, dos §§ 3º e 
4º do art. 3º-C do CPP e 
atribuiu interpretação 
conforme à Constituição para 
entender que os autos que 
compõem as matérias de 
competência do juiz das 
garantias serão remetidos ao 
juiz da instrução e julgamento. 
Art. 3º-D. O juiz que, na fase de
investigação, praticar qualquer ato 
Inconstitucional O dispositivo errou na remissão 
aos arts. 4º e 5º do CPP, os 
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incluído nas competências dos arts. 4º e
5º deste Código ficará impedido de
funcionar no processo. 
(...) 
quais não se referem a 
quaisquer medidas 
determinadas por um juiz. De 
qualquer maneira é possível 
extrair o que o legislador 
pretendeu com esse art. 3º-D: 
o juiz que participou da 
investigação criminal não 
poderia atuar na fase 
processual. 
O STF, contudo, entendeu que 
esse dispositivo é 
inconstitucional. Para a Corte, 
não se pode presumir que o 
simples contato com os 
elementos que ensejaram a 
denúncia seja apto a vulnerar a 
imparcialidade do julgador. 
Art. 3º-D. (...) 
Parágrafo único. Nas comarcas em que
funcionar apenas um juiz, os tribunais
criarão um sistema de rodízio de
magistrados, a fim de atender às
disposições deste Capítulo. 
Inconstitucional Houve vício formal de origem 
ou de iniciativa. É que o juiz das 
garantias alterou 
materialmente a divisão e a 
organização dos serviços 
judiciários, o que resultaria em 
uma profunda reestruturação 
da JustiçaCriminal brasileira, 
interferindo, portanto, na 
organização judiciária, a qual 
somente pode ser modificada 
por lei cuja iniciativa seja 
proposta pelo tribunal que 
sofrerá o impacto dessa 
reestruturação, nos termos dos 
arts. 96, inciso II, alínea “d”, e 
125, § 1º, da Constituição 
Federal, o que não se deu no 
caso da Lei nº 13.964/2019. 
Desse modo, não se prevê mais 
no CPP o sistema de rodízio 
entre juízes, o que, no entanto, 
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não impede que a matéria 
venha a ser alvo futuramente 
da lei de organização judiciária 
local. 
Art. 3º-E. O juiz das garantias 
será designado (STF: investido) 
conforme as normas de organização 
judiciária da União, dos Estados e do 
Distrito Federal, observando critérios 
objetivos a serem periodicamente 
divulgados pelo respectivo tribunal. 
Interpretação 
conforme 
O STF atribuiu interpretação 
conforme ao art. 3º-E do CPP, 
para assentar que o juiz das 
garantias será investido, e não 
designado, conforme as 
normas de organização 
judiciária da União, dos estados 
e do Distrito Federal, 
observando critérios objetivos 
a serem periodicamente 
divulgados pelo respectivo 
tribunal. 
Art. 3º-F. O juiz das garantias deverá 
assegurar o cumprimento das regras 
para o tratamento dos presos, 
impedindo o acordo ou ajuste de 
qualquer autoridade com órgãos da 
imprensa para explorar a imagem da 
pessoa submetida à prisão, sob pena de 
responsabilidade civil, administrativa e 
penal. 
(...) 
Constitucional O STF declarou a 
constitucionalidade do caput 
do art. 3º-F do CPP. 
Art. 3º-F (...) 
Parágrafo único. Por meio de 
regulamento, as autoridades deverão 
disciplinar, em 180 (cento e oitenta) dias, 
o modo pelo qual as informações sobre a 
realização da prisão e a identidade do 
preso serão, de modo padronizado e 
respeitada a programação normativa 
aludida no caput deste artigo, 
transmitidas à imprensa, assegurados a 
efetividade da persecução penal, o 
direito à informação e a dignidade da 
pessoa submetida à prisão. 
Interpretação 
conforme 
O STF atribuiu interpretação 
conforme ao parágrafo único 
do art. 3º-F do CPP, para 
assentar que a divulgação de 
informações sobre a realização 
da prisão e a identidade do 
preso pelas autoridades 
policiais, Ministério Público e 
magistratura deve assegurar a 
efetividade da persecução 
penal, o direito à informação e 
a dignidade da pessoa 
submetida à prisão. 
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CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
TÍTULO II 
DO INQUÉRITO POLICIAL 
Art. 4º. A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas
circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. 
(Redação dada pela Lei nº 9.043, de 9.5.1995) 
• Súmula nº 234, STJ. A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não 
acarreta seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. 
↳ Esse é também o entendimento do STF: HC 85011, Relator p/ Acórdão Min. Teori Zavascki, Primeira Turma, 
julgado em 26/05/2015. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 234-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
• Súmula nº 444, STJ. É VEDADA a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a 
pena-base. 
↳ Fundamento: princípio da inocência. 
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL 
• Procedimento escrito (art. 9º, CPP). 
• Dispensabilidade (art. 39, §5º, CPP). 
• Inquisitorial 
• Sigiloso (art. 20, CPP). 
• Discricionário (rol não taxativo - arts. 6º e 7º, CPP). 
• Oficial (Polícia judiciária). 
• Oficioso (atos são praticados de ofício). 
• Indisponível (o Delegado não pode arquivar). 
• Possui função preparatória e preservadora (evitar um futuro processo penal temerário), além disso, o 
IP assume um papel de assegurar os direitos e garantias fundamentais do investigado. 
Parágrafo único. A competência definida neste artigo não excluirá a de autoridades administrativas, 
a quem por lei seja cometida a mesma função. 
Elaborada pelos Professores Leonardo Barreto Moreira Alves e Márcio André Lopes Cavalcante.
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9043.htm#art1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2ecd2bd94734e5dd392d8678bc64cdab
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• Súmula nº 397, STF. O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime 
cometido nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado 
e a realização do inquérito. 
Art. 5º. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA o INQUÉRITO POLICIAL será iniciado: 
I - de ofício; 
• Só se permite a instauração do IP de ofício pela autoridade policial se o crime for de ação penal pública 
incondicionada. Tomando conhecimento da prática de crime de APP incondicionada, por força dos princípios 
da obrigatoriedade e da oficiosidade, a autoridade policial tem o dever de instaurar o IP, sob pena do 
cometimento do crime de prevaricação (art. 319, CP). 
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do 
ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1º. O requerimento a que se refere o nº II conterá sempre que possível: 
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; 
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de 
presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; 
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 
§ 2º. Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o
chefe de Polícia. 
§ 3º. Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba 
ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a
procedência das informações, mandará instaurar inquérito. 
§ 4º. O inquérito, nos crimes em que a ação pública DEPENDER DE REPRESENTAÇÃO, NÃO poderá
sem ela ser iniciado. 
§ 5º. Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito A
REQUERIMENTO de quem tenha qualidade para intentá-la. 
• Súmula nº 594, STF. Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, 
pelo ofendido ou por seu representante legal. 
↳ Válida, mas com adaptações em sua interpretação. 
↳ A Súmula 594-STF atualmente serve para transmitir o seguinte entendimento: se esgotou o prazo de queixa 
ou representação para o representante da vítima menor de idade, mesmo assim ela poderá propor queixa 
ou representação, iniciando-se seu prazo a partir do momento em que completa 18 anos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula594-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL 
1. De ofício pela autoridade policial - APP Incondicionada; 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/35937e34256cf4e5b2f7da08871d2a0b
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2. Por requerimento do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo (cabe recurso 
administrativo ao Chefe de Polícia); 
3. Por delação de terceiros, na forma do art. 5º, § 3º do CPP ou mediante notitia criminis inqualificada 
(denúncia “anônima”); 
4. Por requisição da autoridade competente, a exemplo do Ministro da Justiça; 
5. Pela lavratura do auto de prisão em flagrante delito (art. 302, CPP). 
Art. 6º. Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
↳ Rol não taxativo - não há uma ordem a ser seguida. 
I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até
a chegada dos peritos criminais; 
(Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
• Providência obrigatória. 
• “Em caso de acidente de trânsito, a autoridade ou agente policial que primeiro tomar conhecimento do 
fato poderá autorizar, independentemente de exame do local, a imediata remoção das pessoas que 
tenham sofrido lesão, se estiverem no leito da via pública e prejudicarem o tráfego”. (Art. 1º da Lei nº 
5.970/1973). 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
(Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994) 
• Os instrumentos que foram utilizados para o cometido do delito deverão ser submetidos a exame pericial, 
com o objetivo de se lhes verificar a natureza e a eficiência, nos termos do art. 175, CPP. 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
IV - ouvir o ofendido; 
• Apesar de não prestar o compromisso de dizer a verdade, ele poderá ser conduzido coercitivamente para 
prestar depoimento perante a autoridade policial (art. 201, § 1º do CPP), bem como ser responsabilizado 
pelo cometimento de crime de denunciação caluniosa (art. 399 do CP), se der causa à instauração do 
inquérito policial ou do processo contra pessoa sabidamente inocente. 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título VII, 
deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por 2 (duas) testemunhas que lhe tenham ouvido a 
leitura; 
• Garante-se ao advogado o direito de estar presente ao interrogatório do investigado (e nos demais 
depoimentos colhidos pela autoridade policial), podendo inclusive formular perguntas. 
• Se o investigado não indicar a existência de procurador constituído, o ato será realizado 
independentemente da presença do defensor, não sendo sequer necessária a nomeação de defensor dativo. 
• O advogado também tem direito à entrevista prévia com o investigado, podendo orientá-lo. 
• O investigado já poderá exercer seu direito constitucional ao silêncio (art. 5º, LXIII, CF) - não importará em 
confissão. 
• O termo de oitiva do indiciado deverá ser assinado por 2 testemunhas, mas o descumprimento desta 
formalidade enseja apenas mera irregularidade do procedimento. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1989_1994/L8862.htm#art1
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• Súmula nº 522, STJ. A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda 
que em situação de alegada autodefesa. 
⇾ A doutrina e a jurisprudência entendem que, no interrogatório, tanto na fase policial, como em juízo, o 
réu poderá: 
a) ficar em silêncio, recusando-se a responder as perguntas sobre os fatos pelos quais ele está sendo acusado; 
Obs.1: prevalece que o réu não pode negar-se a responder as perguntas relativas à sua qualificação, sendo o 
direito ao silêncio relativo apenas à segunda parte do interrogatório. 
Obs.2: o silêncio do interrogado não pode ser interpretado como confissão ficta, devendo ser encarado pelo 
magistrado como mera ausência de resposta. 
Obs.3: o direito ao silêncio também é conhecido como nemotenetur se detegere. 
b) mentir ou faltar com a verdade quanto às perguntas relativas aos fatos; 
Obs.1: diferentemente das testemunhas, o réu não tem o dever de dizer a verdade porque tem o direito 
constitucional de não se autoincriminar. Logo, o réu, ao ser interrogado e mentir, não responde por falso 
testemunho (art. 342 do CP). 
Obs.2: o direito de mentir não permite que impute falsamente o crime a terceira pessoa inocente. Caso isso 
ocorra, responderá por denunciação caluniosa (art. 399, CP). A mentira que incrima terceiros é chamada pela 
doutrina de "mentira agressiva". Alguns doutrinadores afirmam que o réu não tem “direito” de mentir, mas 
sim que a mentira é apenas “tolerável”. É o caso, por exemplo, de Renato Brasileiro. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 522-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; 
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
• Quando o crime deixar vestígios, exige-se a realização de exame de corpo de delito, seja de forma direta, 
seja de forma indireta (outros meios de provas, dentre elas a testemunhal), não podendo suprir-lhe nem 
mesmo a confissão do investigado. 
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos 
autos sua folha de antecedentes; 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua 
condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros 
elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. 
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma 
deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa 
presa. 
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
• Arts. 6º e 7º: rol meramente exemplificativo. 
• Funcionam como mínimo contingencial. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0cdf61037d7053ca59347ab230818335
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Art. 7º. Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a 
autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta NÃO contrarie a
moralidade ou a ordem pública. 
Art. 8º. Havendo prisão em flagrante, será observado o disposto no Capítulo II do Título IX deste Livro. 
Art. 9º. Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou 
datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade. 
• Súmula Vinculante nº 14. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementosde prova, que, JÁ DOCUMENTADOS em procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 (dez) dias, se o indiciado tiver sido PRESO em
flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, A PARTIR DO DIA EM QUE
SE EXECUTAR A ORDEM DE PRISÃO, ou no prazo de 30 (trinta) dias, quando estiver SOLTO, mediante fiança 
ou sem ela. 
§ 1º. A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará os autos ao juiz 
competente. 
§ 2º. No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas, 
mencionando o lugar onde possam ser encontradas. 
§ 3º. Quando o fato for de DIFÍCIL ELUCIDAÇÃO, e o indiciado estiver SOLTO, a autoridade poderá 
requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado 
pelo juiz. 
PRAZOS DO INQUÉRITO POLICIAL 
Justiça ESTADUAL 
• Preso: 10 dias. 
↳ Contado o prazo a partir do dia em que se 
executar a ordem de prisão. 
↳ Art. 3º-B, §2º - incluído pelo Pacote Anticrime: 
Se o investigado estiver preso, o juiz das garantias 
poderá, mediante representação da autoridade 
policial e ouvido o Ministério Público, prorrogar, 
uma única vez, a duração do inquérito por até 15 
(quinze) dias, após o que, se ainda assim a 
investigação não for concluída, a prisão será
imediatamente relaxada. 
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* Vide observação abaixo da tabela. 
• Solto: 30 dias - prorrogáveis. 
Justiça FEDERAL Preso: 15 dias + 15 (mediante expressa autorização 
judicial); 
↳ Art. 66, Lei nº 5.010/66. 
Lei de Drogas • Preso: 30 dias + 30 (autorização judicial + oitiva do 
MP) 
• Solto: 90 dias + 90 
Inquérito Militar • Preso: 20 dias - improrrogável. 
• Solto: 40 dias + 20 dias 
Crimes contra a economia popular • 10 dias, esteja o acusado preso ou solto (art. 10, 
§1º da Lei nº 1.521/1951). 
⚠ O STF, por unanimidade, atribuiu interpretação conforme ao § 2º do art. 3º-B do CPP, para estipular 
duas relativizações ao dispositivo: 
1) A prorrogação não está limitada a uma única vez. 
O juiz pode decidir de forma fundamentada, reconhecendo a necessidade de novas prorrogações do 
inquérito, diante de elementos concretos e da complexidade da investigação. Em outras palavras, é possível 
a prorrogação do prazo de conclusão do inquérito policial envolvendo investigado preso por mais de uma 
vez, por decisão devidamente fundamentada do juiz das garantias, lastreada pela necessidade, levando em 
conta os elementos concretos e a complexidade da investigação. 
2) A prisão não será imediatamente relaxada. 
A inobservância do prazo previsto na lei não implica a revogação automática da prisão preventiva, devendo 
o juízo competente ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram, nos termos da ADI 6.581/DF. 
O descumprimento do prazo estipulado para o Delegado concluir o inquérito que conta com investigado 
preso não enseja, de forma automática e obrigatória, a soltura do agente, autorizando apenas que o 
interessado ou mesmo o Ministério Público provoque o Poder Judiciário a avaliar a possibilidade de liberação 
do indivíduo, tendo em vista todas as circunstâncias do caso concreto. 
Não é razoável, proporcional ou obediente ao primado da inafastabilidade da jurisdição, exigir que, em toda 
e qualquer hipótese, independentemente de suas peculiaridades e dos riscos envolvidos, a prisão seja 
automaticamente relaxada. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional a instituição do juiz das garantias no processo penal 
brasileiro. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à prova, acompanharão
os autos do inquérito. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/de872154ffbf91a5dcc0e539dd2d5106
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QUARTA-FEIRA 
Leitura do Código Penal – Artigos 19 a 42 
Agravação pelo resultado 
Art. 19. Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver
causado ao menos culposamente. 
Erro sobre elementos do tipo (erro de tipo essencial = erro de tipo incriminador) 
Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime EXCLUI O DOLO, mas permite a
punição por crime culposo, se previsto em lei. 
Descriminantes putativas 
§ 1º. É ISENTO DE PENA quem, por ERRO PLENAMENTE JUSTIFICADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. NÃO há isenção de pena quando o erro deriva 
de CULPA e o fato é punível como crime culposo (culpa imprópria). 
⇾ Culpa imprópria: culpa por extensão ou equiparação. Na culpa imprópria, o agente provoca 
intencionalmente o resultado ilícito acreditando estar acobertado por uma excludente de ilicitude. 
• Se o erro é inevitável – exclui dolo e culpa. 
• Se o erro é evitável – pune a título de culpa imprópria. 
HÁ 3 FORMAS DE ERRAR SOBRE AS DISCRIMINANTES PUTATIVAS 
ERRO SOBRE A EXISTÊNCIA Pela Teoria Limitada da Culpabilidade (adotada no 
Brasil), o erro sobre a existência e limites das 
discriminantes putativas recebe o tratamento de 
erro de proibição indireto. 
ERROS SOBRE OS LIMITES 
ERRO QUANTO AOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS Pela Teoria Limitada da Culpabilidade (adotada no 
Brasil), o erro sobre os pressupostos fáticos das 
discriminantes putativas equipara-se ao erro de 
tipo permissivo. 
Erro determinado por terceiro 
§ 2º. Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. 
Erro sobre a pessoa 
§ 3º. O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado NÃO ISENTA DE PENA. Não se 
consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da PESSOA CONTRA QUEM O
AGENTE QUERIA PRATICAR O CRIME. 
Erro sobre a ilicitude do fato 
Art. 21. O desconhecimento da lei é INESCUSÁVEL. O erro sobre a ilicitude do fato, se INEVITÁVEL, 
isenta de pena; se EVITÁVEL, poderá DIMINUÍ-LA de 1/6 a 1/3. 
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⇾ Erro sobre a ilicitude do fato: 
- O desconhecimento da lei é inescusável. 
• Se INEVITÁVEL: isenta de pena. 
• Se EVITÁVEL: poderá diminui-la de 1/6 a 1/3. 
↳ O erro é considerado EVITÁVEL se o agente atua ou se omite SEM A CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE DO FATO, 
quando LHE ERA POSSÍVEL, nas circunstâncias, TER ou ATINGIR essa consciência. 
Parágrafo único. Considera-se EVITÁVEL o erro se o agente atua ou se omite SEM A CONSCIÊNCIA da 
ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. 
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO 
Inevitável – exclui dolo e culpa (isenta de pena) 
Evitável – pune a título de culpa, se prevista em lei 
Inevitável – exclui dolo e culpa (isenta de pena) 
Evitável – diminuição de pena (1/6 a 1/3) 
O agente NÃO SABE o que faz. O agente SABE o que faz, mas pensa que sua 
conduta é LÍCITA. 
Erro quanto aos elementos objetivos do tipo. Erro quanto à ilicitude da conduta. Aqui, não há erro 
quanto à situaçãojulgado em 19/04/2012). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 387-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 388, STJ. A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
É constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício 
ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana. 
STF. Plenário. RE 494601/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 
28/3/2019 (Info 935). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É constitucional lei estadual que permite o sacrifício de animais em 
cultos de religiões de matriz africana. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
O ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter natureza confessional. 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=636.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=11.NUME.%20E%20S.FLSV.&base=baseSumulasVinculantes
http://www.stj.jus.br/SCON/sumulas/doc.jsp?livre=@num=%2737%27
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c12d1f7cc7c4b41a125b5752d1238b03
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c12d1f7cc7c4b41a125b5752d1238b03
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/985e9a46e10005356bbaf194249f6856
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A CF/88 prevê que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais 
das escolas públicas de ensino fundamental.” (art. 210, § 1º). 
Diante disso, nas escolas públicas são oferecidas aulas de ensino religioso, normalmente vinculadas a uma 
religião específica. É o chamado ensino religioso confessional. 
O PGR ajuizou ADI pedindo que fosse conferida interpretação conforme a Constituição ao art. 33, §§ 1º e 2º 
da LDB e ao art. 11, § 1º do acordo Brasil-Santa Sé. Na ação, o PGR afirmava que não é permitido que se 
ofereça ensino religioso confessional (vinculado a uma religião específica). Para o autor, o ensino religioso 
deve ser voltado para a história e a doutrina das várias religiões, ensinadas sob uma perspectiva laica e deve 
ser ministrado por professores regulares da rede pública de ensino, e não por pessoas vinculadas às igrejas. 
O STF julgou improcedente a ADI e decidiu que o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter 
natureza confessional, ou seja, pode sim ser vinculado a religiões específicas. 
A partir da conjugação do binômio Laicidade do Estado (art. 19, I) e Liberdade religiosa (art. 5º, VI), o Estado 
deverá assegurar o cumprimento do art. 210, § 1º da CF/88, autorizando na rede pública, em igualdade de 
condições o oferecimento de ensino confessional das diversas crenças, mediante requisitos formais 
previamente fixados pelo Ministério da Educação. 
Assim, deve ser permitido aos alunos, que expressa e voluntariamente se matricularem, o pleno exercício 
de seu direito subjetivo ao ensino religioso como disciplina dos horários normais das escolas públicas de 
ensino fundamental, ministrada de acordo com os princípios de sua confissão religiosa, por integrantes da 
mesma, devidamente credenciados a partir de chamamento público e, preferencialmente, sem qualquer 
ônus para o Poder Público. 
Dessa forma, o STF entendeu que a CF/88 não proíbe que sejam oferecidas aulas de uma religião específica, 
que ensine os dogmas ou valores daquela religião. Não há qualquer problema nisso, desde que se garanta 
oportunidade a todas as doutrinas religiosas. 
STF. Plenário. ADI 4439/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado 
em 27/9/2017 (Info 879). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O ensino religioso nas escolas públicas brasileiras pode ter natureza 
confessional. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
É inconstitucional lei estadual que obriga que as escolas e bibliotecas públicas tenham um exemplar da 
Bíblia. 
A imposição legal de manutenção de exemplares de Bíblias em escolas e bibliotecas públicas estaduais 
configura contrariedade à laicidade estatal e à liberdade religiosa consagrada pela Constituição da República 
de 1988. 
STF. Plenário. ADI 5258/AM, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 12/4/2021 (Info 1012). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É inconstitucional lei estadual que obriga que as escolas e bibliotecas 
públicas tenham um exemplar da Bíblia. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
51944
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/009a5510ad149a8e0c750cb62e255175
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/009a5510ad149a8e0c750cb62e255175
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/93c83a131fa0fd208e161910a17519c4
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/93c83a131fa0fd208e161910a17519c4
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
16 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou
política, SALVO se as invocar para EXIMIR-SE de obrigação legal a todos imposta E recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em LEI; 
↳ Escusa de consciência. 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
X - são INVIOLÁVEIS a INTIMIDADE, a VIDA PRIVADA, a HONRA e a IMAGEM das pessoas, assegurado 
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
• Súmula nº 370, STJ. Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado. 
• Súmula nº 403, STJ. Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de 
imagem de pessoa com FINS ECONÔMICOS OU COMERCIAIS. 
↳ Exceções: 
- A Súmula nº 403 do STJ é inaplicável às hipóteses de divulgação de imagem vinculada a fato histórico de 
repercussão social. 
STJ, 3ª Turma, REsp 1.631.329-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, j. em 
24/10/2017. 
- A Súmula nº 403 do STJ é inaplicável às hipóteses de representação da imagem de pessoa como coadjuvante 
em obra biográfica audiovisual que tem por objeto a história profissional de terceiro. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1.454.016-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. Acd. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado 
em 12/12/2017 (Info 621). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 403-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ACERCA DE SIGILO BANCÁRIO 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3df07fdae1ab273a967aaa1d355b8bb6fática, mas sim sobre os limites 
jurídicos acerca da licitude da conduta. 
Exclui o crime Exclui a pena 
ERRO DE PROIBIÇÃO 
ERRO DE PROIBIÇÃO DIRETO O erro recai sobre o conteúdo da norma proibitiva. 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO O erro recai sobre a existência/limites de uma discriminante 
putativa. 
ERRO DE PROIBIÇÃO MANDAMENTAL O erro recai sobre o conhecimento de norma mandamental 
sobre o dever de agir. 
Coação irresistível e obediência hierárquica 
Art. 22. Se o fato é cometido sob COAÇÃO IRRESISTÍVEL ou EM ESTRITA OBEDIÊNCIA A ORDEM, NÃO 
MANIFESTAMENTE ILEGAL, de SUPERIOR HIERÁRQUICO, só é punível o AUTOR DA COAÇÃO OU DA ORDEM. 
* o autor da coação ou da ordem é punido a título de autoria mediata. 
• Coação moral irresistível: exclui a culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa. 
• Coação física irresistível: exclui a conduta. 
⇾ Obediência hierárquica: exige relação de subordinação, motivo pelo qual somente pode ser aplicado em 
caso de função pública. 
Exclusão de ILICITUDE (rol exemplificativo) 
Art. 23. NÃO HÁ CRIME quando o agente pratica o fato: 
I - em estado de necessidade; 
II - em legítima defesa; 
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III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. 
↳ O estrito cumprimento do dever legal comunica aos coautores ou partícipes, ainda que particulares. 
Excesso punível 
Parágrafo único. O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo EXCESSO 
DOLOSO OU CULPOSO. 
EXCESSO NAS CAUSAS DE JUSTIFICAÇÃO 
EXCESSO 
DOLOSO/VOLUNTÁRIO 
O agente se excede voluntariamente. Responde pelo crime doloso que 
causou com o excesso. 
Obs.: Se o agente, por erro, se excedeu SEM ter a consciência da ilicitude 
do excesso, aplicam-se as regras do erro de proibição indireto. 
- Inevitável: isenta de pena 
- Evitável: diminuição de pena 
EXCESSO 
CULPOSO/INVOLUNTÁRIO 
O agente se excede involuntariamente, em razão de negligência,
imprudência ou imperícia. Esse excesso culposo deriva de erro do agente 
quanto aos LIMITES ou às CIRCUNSTÂNCIAS OBJETIVAS do caso concreto. 
- Inevitável: isenta de pena (não responde pelo excesso) 
- Evitável: responde por culpa (excesso culposo) 
EXCESSO EXTENSIVO Uso IMODERADO dos meios proporcionais, depois de cessada a agressão. 
EXCESSO INTENSIVO Uso moderado de meios desproporcionais, enquanto persiste a agressão. 
 
Estado de necessidade 
Art. 24. Considera-se em ESTADO DE NECESSIDADE quem pratica o fato para salvar de perigo ATUAL, 
que NÃO PROVOCOU POR SUA VONTADE, NEM PODIA DE OUTRO MODO EVITAR, direito próprio ou alheio, 
cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. 
§ 1º. NÃO PODE alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. 
§ 2º. Embora seja RAZOÁVEL exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser REDUZIDA 
de 1/3 a 2/3. 
• Não cabe estado de necessidade em crimes habituais e permanentes. 
• Comunica aos coautores e partícipes. 
• Aplica o instituto do commodus discessus. 
ESTADO DE NECESSIDADE DEFENSIVO ESTADO DE NECESSIDADE AGRESSIVO 
Sacrifica o bem jurídico do agente que causou o
perigo. 
Sacrifica o bem jurídico de 3º que não causou o
perigo. Nesse caso, surge a necessidade de indenizar 
o titular do BJ, com base nos arts. 188, II, 929 e 930 do 
CC. 
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TEORIAS SOBRE O ESTADO DE NECESSIDADE 
TEORIA 
DIFERENCIADORA CPM, 
arts. 39 e 45 
Estado de necessidade justificante: Exclui a ilicitude. 
Bem jurídico: vale + ou = (vida) 
Bem sacrificado: vale – ou = (patrimônio) 
Estado de necessidade exculpante: Exclui a culpabilidade. 
Bem jurídico: vale - (patrimônio) 
Bem sacrificado: vale + (vida) 
TEORIA UNITÁRIA 
CP, art. 24, §2º 
Estado de necessidade justificante: Exclui a ilicitude. 
Bem jurídico: vale + ou = (vida) 
Bem sacrificado: vale – ou = (patrimônio) 
E no caso do bem protegido valer menos que o bem sacrificado? Pode servir 
como diminuição de pena. 
Legítima defesa 
Art. 25. Entende-se em LEGÍTIMA DEFESA quem, usando MODERADAMENTE dos meios necessários, 
repele INJUSTA agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. 
⇾ O que se considera injusta agressão? 
A injusta agressão deve ser oriunda de uma CONDUTA HUMANA que pode ser omissiva ou comissiva, 
dolosa ou culposa. Portanto: 
(1) Não há legítima defesa em face de ataque de animal; 
(2) Não há legítima defesa em face de ausência de conduta (ex.: ato reflexo, sonâmbulo); 
(3) Existe legítima defesa em face de inimputável; 
(4) Persiste legítima defesa em face de erro na execução (aberratio ictus); 
(5) Honra pode ser objeto de tutela na legítima defesa. 
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em 
LEGÍTIMA DEFESA o AGENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA que repele agressão ou risco de agressão a VÍTIMA 
MANTIDA REFÉM durante a prática de crimes. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 – Pacote Anticrime). 
• Injusta agressão no caput – a agressão é CERTA! 
• Injusta agressão no parágrafo púnico – a agressão é INCERTA! Admite-se a legítima defesa mesmo diante 
da incerteza sobre a agressão! “Risco de agressão” 
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA Reação contra o EXCESSO de quem age em legítima defesa. 
LEGÍTIMA DEFESA SUBJETIVA Quando, após cessar a agressão injusta, o agente, por erro 
justificável, presume a persistência da agressão e excede na sua 
reação. 
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Legítima defesa recíproca NÃO SE ADMITE. 
Legítima defesa putativa recíproca 
ADMITE-SE no Direito. Legítima defesa real x legítima defesa putativa 
Legítima defesa x Excludente de culpabilidade 
RELAÇÃO ENTRE TIPICIDADE E ILICITUDE 
TEORIA DA AUTONOMIA OU 
ABSOLUTA INDEPENDÊNCIA 
VON BELING (1906) 
A tipicidade não tem qualquer relação com a ilicitude. 
CUIDADO: excluída a ilicitude, o fato permanece típico. 
TEORIA DA INDICIARIEDADE OU 
RATIO COGNOSCENDI 
MAYER (1915) 
 Adotada no Brasil! 
A existência de fato típico gera presunção de ilicitude. ⇾ Relativa 
dependência. 
CUIDADO: excluída a ilicitude, o fato permanece típico. 
De acordo com a maioria da doutrina, no Brasil seguiu a TEORIA DA 
INDICIARIEDADE, isto é, provada a tipicidade, presume-se 
relativamente a ilicitude, provocando inversão do ônus da prova 
nas descriminantes. 
TEORIA DA ABSOLUTA 
DEPENDÊNCIA OU RATIO ESSENDI 
MEZGER (1930) 
A ilicitude é essência da tipicidade, numa relação de absoluta 
dependência. 
CUIDADO: excluída a ilicitude, exclui-se o fato típico (tipo total 
injusto). 
TEORIA DOS ELEMENTOS 
NEGATIVOS DO TIPO 
ADOLF MERKEL 
Chega no mesmo resultado da 3ª teoria, mas por outro caminho. De 
acordo com essa teoria, o tipo penal é composto de elementos 
positivos (explícitos) e elementos negativos (implícitos). 
ATENÇÃO: para que o fato seja típico, é preciso praticar os 
elementos positivos do tipo, e não praticar os elementos negativos 
do tipo. Ex: matar alguém. 
- Elementos positivos: matar alguém. 
- Elementos negativos: estado necessidade/legítima defesa. 
TÍTULO III 
DA IMPUTABILIDADE PENAL 
Inimputáveis 
Art. 26. É ISENTO DE PENA o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto
ou retardado, era, AO TEMPO DA AÇÃO OU DA OMISSÃO, INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
↳ Isento de pena – absolvição imprópria – aplicação de medida de segurança.Redução de pena (Semi-imputável) 
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Parágrafo único. A pena pode ser REDUZIDA de 1/3 a 2/3, se o agente, em virtude de perturbação 
de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado NÃO era inteiramente capaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
↳ Aplica-se o critério biopsicológico 
↳ Adota-se o Sistema vicariante: 
• Condenação + aplicação de medida de segurança OU 
• Condenação + redução da pena 
 INFO 675, STJ – 23/03/2020 - O reconhecimento da inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu 
depende da prévia instauração de incidente de insanidade mental e do respectivo exame médico-legal nele 
previsto. 
Menores de dezoito anos 
Art. 27. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas 
estabelecidas na legislação especial (ECA). 
↳ Aplica-se o critério biológico. 
↳ Não praticam crime, mas sim ato infracional. 
• Súmula nº 74, STJ. Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer prova por 
documento hábil. 
↳ O documento hábil ao qual a súmula faz referência não se restringe à certidão de nascimento. Outros 
documentos, dotados de fé pública e, portanto, igualmente hábeis para comprovar a menoridade, também 
podem atestar a referida situação jurídica, como, por exemplo, a identificação realizada pela polícia civil. (HC 
134.640/DF, j. em 06/08/2013). 
↳ A certidão de nascimento ou a cédula de identidade não são os únicos documentos válidos para fins de 
comprovação da menoridade, podendo esta ser demonstrada por meio de outro documento firmado por 
agente público - dotado, portanto, de fé pública - atestando a idade do menor. (STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 
574.536/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 02/06/2020). 
• Súmula nº 605, STJ. A superveniência da maioridade penal não interfere na apuração de ato infracional 
nem na aplicabilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto não 
atingida a idade de 21 anos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 74-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16/01/2024 
Emoção e paixão 
Art. 28. NÃO EXCLUEM a imputabilidade penal: 
I - a emoção ou a paixão; 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5905aa3361a00b7d9356fa6cf222396d?categoria=11&subcategoria=102&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5905aa3361a00b7d9356fa6cf222396d?categoria=11&subcategoria=102&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5905aa3361a00b7d9356fa6cf222396d?categoria=11&subcategoria=102&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
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Embriaguez 
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos. 
§ 1º. É ISENTO de pena o agente que, por EMBRIAGUEZ COMPLETA, proveniente de CASO FORTUITO 
ou FORÇA MAIOR, era, ao tempo da ação ou da omissão, INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
§ 2º. A pena pode ser REDUZIDA de 1/3 a 2/3, se o agente, por embriaguez, proveniente de CASO
FORTUITO OU FORÇA MAIOR, NÃO POSSUÍA, ao tempo da ação ou da omissão, a PLENA CAPACIDADE de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Semi-imputável). 
TÍTULO IV 
DO CONCURSO DE PESSOAS 
⇾ Requisitos do concurso de agentes: 
1º. Pluralidade de agentes ou condutas 
2º. Relevância causal da conduta (presente no art. 29 na expressão “quem de qualquer modo”) 
3º. Liame subjetivo (não se confunde com ajuste prévio) 
4º. Identidade de infração penal (todos respondem pelo mesmo crime) 
Art. 29. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na
medida de sua culpabilidade. 
§ 1º. Se a participação for de MENOR IMPORTÂNCIA, a pena pode ser DIMINUÍDA de 1/6 a 1/3. 
§ 2º. Se algum dos concorrentes quis participar de crime MENOS GRAVE, ser-lhe-á aplicada a pena
deste; essa pena será AUMENTADA ATÉ METADE, na hipótese de ter sido PREVISÍVEL o resultado mais 
grave. (Cooperação dolosamente distinta) 
TEORIAS DO CONCURSO DE PESSOAS 
TEORIA MONISTA / UNITÁRIA 
OU IGUALITÁRIA 
O crime é único para todos os concorrentes. A pena será 
aplicada na medida da culpabilidade de cada agente. 
Regra no CP. 
TEORIA PLURALISTA 
TEORIA DA CUMPLICIDADE 
DO DELITO DISTINTO 
TEORIA DA AUTONOMIA DA 
CONCORRÊNCIA 
A cada um dos agentes se atribui conduta, razão pela qual 
cada um responde por delito autônomo. Haverá tantos 
crimes quanto sejam os agentes que concorrem para o fato. 
Cada um responde pelo seu crime. 
Adotada pelo CP em casos excepcionais. 
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TEORIA DUALISTA 
Tem-se um crime para os executores do núcleo e outro aos 
que não o realizam, mas concorrem de qualquer modo. 
Divide a responsabilidade dos autores e dos partícipes. Crime 
único para autores principais (participação primária) e outro 
crime único para os autores secundários/partícipes 
(participação secundária) 
TEORIAS QUE DIFERENCIAM AUTOR E PARTÍCIPE 
CONCEITO EXTENSIVO DE 
AUTOR: 
Não faz distinção entre 
autor e partícipe 
TEORIA UNITÁRIA: Não distingue autor e partícipe. Todo aquele 
que concorre para o fato é autor. (pautada na teoria da 
equivalência dos antecedentes causais) 
TEORIA EXTENSIVA: Não distingue autor e partícipe. Todos 
aqueles que dão causa ao resultado são autores, mas a lei 
distingue graus de responsabilidade. 
CONCEITO RESTRITIVO 
DE AUTOR: 
reconhece que as 
contribuições causais não 
são necessariamente 
iguais no plano objetivo. 
É possível dar causa ao 
resultado sem realizar os 
elementos do tipo. 
TEORIA OBJETIVO FORMAL: Parte da doutrina defende que essa 
foi a teoria adotada pelo CP! 
• Autor – é aquele que realiza o núcleo verbal do tipo. 
• Partícipe – é aquele que contribui de forma eficaz para o 
resultado, mas sem praticar o núcleo verbal. 
Problemas dessa teoria: 
- Mandante é considerado partícipe do crime. 
- Não explica a autoria mediada. 
TEORIA OBJETIVO MATERIAL: 
• Autor – quem contribui objetivamente com a conduta mais 
importante. 
• Partícipe – quem contribui de forma menos relevante para a 
ocorrência do resultado. 
TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO 
• Autor – é aquele que detém o domínio do fato, o domínio do 
acontecer típico. (figura central) 
• Partícipe – contribui de forma eficaz para a ação típica, porém 
sem ter o domínio do fato (figura marginal) 
- Formas de ter o domínio do fato: 
a) Domínio do fato pelo domínio da ação: autor realiza 
pessoalmente a ação típica. 
b) Domínio do fato pelo domínio da vontade: o autor possui o 
domínio da vontade de uma pessoa que realiza pessoalmente a 
ação típica, valendo-se dela como instrumento para a realização 
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do tipo. Temos o autor mediato (ou homem de trás) e o autor 
imediato (ouinstrumento). 
c) Domínio do fato pelo domínio funcional do fato: Figura do 
coautor. Aquele que realiza uma parcela indispensável do plano 
delitivo, possuindo o domínio funcional do fato. Essa parcela 
essencial não precisa ser um fato típico, mas deve ser essencial 
para o sucesso da empreitada criminosa. 
AUTORIA COLATERAL AUTORIA INCERTA 
NÃO são hipóteses de concurso de pessoas, em razão da ausência do liame subjetivo. 
Ocorre quando os autores não têm 
conhecimento da infração do outro. No 
entanto, é possível determinar quem 
produziu o resultado. Assim, um responderá, 
por homicídio consumado e o outro por 
tentativa de homicídio. 
Ocorre quando os autores não têm 
conhecimento da infração do outro e NÃO É 
POSSÍVEL determinar quem produziu o 
resultado. Nesse caso, ambos respondem pela 
tentativa, em razão do princípio do favor rei. 
Circunstâncias incomunicáveis 
Art. 30. NÃO SE COMUNICAM as circunstâncias e as condições de CARÁTER PESSOAL, SALVO quando 
ELEMENTARES DO CRIME. 
• elementar: faz parte do tipo penal. Comunica-se ao autor e partícipe. 
• circunstância: não faz parte do tipo penal, sendo meramente acessória e dispensável para a figura típica. 
Se objetivas, comunicam-se com os coautores e partícipes, desde que saibam tenham conhecimento da 
circunstância. 
• circunstância elementar: quando uma circunstância pessoal faz parte do tipo penal. Ex.: ser funcionário 
público. 
Casos de impunibilidade 
Art. 31. O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, SALVO disposição expressa em contrário, 
NÃO são puníveis, se o crime NÃO chega, pelo menos, a ser TENTADO. 
TEORIAS QUE DIFERENCIAM ATOS PREPARATÓRIOS E ATOS EXECUTÓRIOS 
TEORIA SUBJETIVA A execução se inicia com a exteriorização da vontade do agente. 
TEORIA DA HOSTILIDADE AO 
BEM JURÍDICO 
A execução se inicia com a agressão direta ao bem jurídico tutelado. 
TEORIA OBJETIVO FORMAL A execução se inicia com a prática do verbo núcleo/conduta capaz de
gerar o verbo núcleo. 
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TEORIA OBJETIVO MATERIAL 
A execução se inicia, não só a prática do verbo núcleo, mas também as
condutas imediatamente anteriores em uma unidade natural. A ação 
imediatamente anterior já inicia a execução porque já coloca o BJ em 
risco. 
TEORIA OBJETIVO INDIVIDUAL A execução se inicia com a conduta imediatamente anterior à 
realização do tipo penal, que, segundo o plano individual do autor, se 
vincula à atividade típica. 
TEORIA DA IMPRESSÃO A execução se inicia com a prática de conduta que traz um abalo à
consciência geral, pois abala a segurança cognitiva da sociedade. 
TÍTULO V 
DAS PENAS 
CAPÍTULO I 
DAS ESPÉCIES DE PENA 
Art. 32. As penas são: 
I - privativas de liberdade; 
II - restritivas de direitos; 
III - de multa. 
Seção I 
Das Penas Privativas de Liberdade 
Reclusão e detenção 
Art. 33. A pena de RECLUSÃO deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto. A de 
DETENÇÃO, em regime semiaberto, ou aberto, SALVO necessidade de transferência a regime fechado. 
PENA CUMPRIMENTO 
RECLUSÃO Regime fechado, semiaberto ou aberto. 
DETENÇÃO Regime semiaberto, ou aberto. 
* SALVO necessidade de transferência a regime fechado. 
§ 1º. Considera-se: 
a) REGIME FECHADO a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; 
b) REGIME SEMIABERTO a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento 
similar; 
c) REGIME ABERTO a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
REGIME EXECUÇÃO DA PENA EM ESTABELECIMENTO 
FECHADO De SEGURANÇA MÁXIMA ou MÉDIA. 
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SEMIABERTO Em COLÔNIA AGRÍCOLA, INDUSTRIAL ou estabelecimento 
similar. 
ABERTO Em CASA DE ALBERGADO ou estabelecimento adequado. 
§ 2º. As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em FORMA PROGRESSIVA, segundo o
mérito do condenado, observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a 
regime mais rigoroso: 
a) o condenado a pena SUPERIOR a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado; 
b) o condenado não reincidente, cuja pena seja SUPERIOR a 4 (quatro) anos e NÃO EXCEDA a 8 (oito), 
poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto; 
c) o condenado não reincidente, cuja pena seja IGUAL OU INFERIOR a 4 (quatro) anos, poderá, desde
o início, cumpri-la em regime aberto. 
Condenado 
Pena + 8 anos 
Regime fechado. 
Condenado não reincidente 
Pena + 4 anos e – 8 anos 
Regime semiaberto (desde o 
princípio). 
Condenado não reincidente 
Pena = ou – 4 anos 
Regime aberto (desde o início). 
§ 3º. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios 
previstos no art. 59 deste Código. 
§ 4º. O condenado por CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA terá a progressão de regime do 
cumprimento da pena CONDICIONADA à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do
ilícito praticado, com os acréscimos legais. 
Regras do regime FECHADO 
Art. 34. O condenado será submetido, no início do cumprimento da pena, a EXAME CRIMINOLÓGICO 
de classificação para individualização da execução. 
§ 1º. O condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso
noturno. 
• Súmula nº 40, STJ. Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo, considera-se o 
tempo de cumprimento da pena no regime fechado. 
• Súmula nº 439, STJ. Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão 
motivada. 
↳ O que é exame criminológico? 
A doutrina afirma que se trata de um exame de cunho biopsicossocial do criminoso a fim de formar um 
diagnóstico de sua personalidade e, assim, obter um prognóstico criminal. 
↳ O exame criminológico ainda hoje existe? 
SIM. O art. 112 da Lei de Execuções Penais, em sua redação original, exigia, como condição para a progressão 
de regime e concessão de livramento condicional, que o condenado se submetesse a exame criminológico. 
A Lei nº 10.792/2003 alterou esse art. 112 e deixou de exigir a submissão do reeducando ao referido exame 
criminológico. No entanto, o exame criminológico poderá ser ainda realizado se o juiz, de forma 
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fundamentada e excepcional, entender que a perícia é absolutamente necessária para a formação de seu 
convencimento. 
Em suma, a Lei nº 10.792/2003 não dispensou, mas apenas tornou facultativa a realização do exame 
criminológico, que ainda poderá ser feito para a aferição da personalidade e do grau de periculosidade do 
sentenciado. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 439-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16/01/2024 
§ 2º. O trabalho será em comum dentro do estabelecimento, na conformidade das aptidões ou 
ocupações anteriores do condenado, desde que compatíveis com a execução da pena. 
§ 3º. O trabalho externo é admissível, no regime fechado, em serviços ou obras públicas. 
Regras do regime SEMIABERTO 
Art. 35. Aplica-se a norma do art. 34 deste Código, caput, ao condenado que inicie o cumprimento da 
pena em regime semiaberto. 
↳ O art. 34, caput, refere-se à realização de exame criminológico. 
§ 1º. O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período DIURNO, em colônia agrícola, 
industrial ou estabelecimento similar. 
§ 2º. O trabalho externo é admissível,bem como a frequência a cursos supletivos profissionalizantes, 
de instrução de segundo grau ou superior. 
• Súmula nº 341, STJ. A frequência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de 
execução de pena sob regime fechado ou semiaberto. 
↳ Válida, no entanto, a súmula está, atualmente, incompleta. Segundo o §6º do art. 126 da LEP, incluído pela 
Lei nº 12.433/2011, o condenado que cumpre pena em regime ABERTO e o sentenciado que esteja 
usufruindo de LIBERDADE CONDICIONAL também poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular 
ou de educação profissional, parte do tempo de execução da pena ou do período de prova. 
⇾ É possível a remição para condenados que cumprem pena em regime aberto ou estejam em livramento 
condicional? 
1) Remição pelo trabalho: não. 
2) Remição pelo estudo: sim. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 341-STJ. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16/01/2024 
Regras do regime ABERTO 
Art. 36. O regime aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. 
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§ 1º. O condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso ou 
exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de
folga. 
§ 2º. O condenado será transferido do regime aberto, se praticar fato definido como crime DOLOSO, 
se frustrar os fins da execução ou se, podendo, não pagar a multa cumulativamente aplicada. 
• Súmula nº 493, STJ. É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao 
regime aberto. 
Regime ESPECIAL 
Art. 37. As mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio, observando-se os deveres e 
direitos inerentes à sua condição pessoal, bem como, no que couber, o disposto neste Capítulo. 
• Súmula nº 269, STJ. É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a 
pena igual ou inferior a 4 (quatro) anos SE FAVORÁVEIS AS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. 
• Súmula nº 440, STJ. Fixada a pena-base no mínimo legal, é VEDADO o estabelecimento de regime prisional 
mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do 
delito. 
• Súmula nº 715, STF. A pena unificada para atender ao limite de 30 40 anos de cumprimento, determinado 
pelo art. 75 do Código Penal, NÃO é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento 
condicional ou regime mais favorável de execução. 
* Atualmente, onde se lê “30 anos”, leia-se: 40 anos. ⇾ Mudança feita pela Lei nº 13.964/2019 no art. 65, 
CP). 
• Súmula nº 716, STF. Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata 
de regime menos severo nela determinada, ANTES do trânsito em julgado da sentença condenatória. 
• Súmula nº 717, STF. Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em sentença não 
transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial. 
• Súmula nº 718, STF. A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação 
idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. 
• Súmula nº 719, STF. A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir 
exige motivação idônea. 
 STF, 2ª T., 02/07/2022 - A existência de circunstância judicial desfavorável constitui fundamentação 
idônea para determinação do regime imediatamente mais severo que o aplicável a partir da duração da pena 
imposta. 
 STJ. 6ª T., 25/08/2020 - Não há ilegalidade na imposição de regime inicial semiaberto ao réu reincidente 
e com maus antecedentes, condenado a pena inferior a 4 anos, nos termos dos arts. 33, § 2º, "c", e § 3º e 59 
do Código Penal. 
Direitos do preso 
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Art. 38. O preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade, impondo-se a 
todas as autoridades o respeito à sua integridade física e moral. 
 
Trabalho do preso 
Art. 39. O trabalho do preso será sempre remunerado, sendo-lhe garantidos os benefícios da
Previdência Social. 
 
Legislação especial 
Art. 40. A legislação especial regulará a matéria prevista nos arts. 38 e 39 deste Código, bem como 
especificará os deveres e direitos do preso, os critérios para revogação e transferência dos regimes e 
estabelecerá as infrações disciplinares e correspondentes sanções. 
 
Superveniência de doença mental 
Art. 41. O condenado a quem sobrevém doença mental deve ser recolhido a hospital de custódia e 
tratamento psiquiátrico ou, à falta, a outro estabelecimento adequado. 
 
Detração 
Art. 42. Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão
provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos 
estabelecimentos referidos no artigo anterior. 
 STJ. 5ª Turma., 09/11/2021 - Não se aplica detração no caso de tratamento ambulatorial. Apesar de o 
art. 42 do Código Penal prever a possibilidade de detração penal na medida de segurança, não há como 
aplicar esse instituto em caso de tratamento ambulatorial, com a compensação do período já cumprido 
provisoriamente, mormente por se tratar de medida que não possui função punitiva, nem se sujeita a prazo 
determinado. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/5a38a1eb24d99699159da10e71c45577?categoria=11&palavra-chave=detra%C3%A7%C3%A3o&criterio-pesquisa=e&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado
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Leitura da Lei Maria da Penha – Artigos 9º e 10 
CAPÍTULO II 
DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR 
Art. 9º. A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma
articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, no Sistema 
Único de Saúde, no Sistema Único de Segurança Pública, entre outras normas e políticas públicas de 
proteção, e emergencialmente quando for o caso. 
§ 1º. O juiz determinará, por prazo certo, a inclusão da mulher em situação de violência doméstica 
e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal. 
§ 2º. O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua
integridade física e psicológica: 
I - acesso prioritário à remoção quando servidora pública, integrante da administração direta ou 
indireta; 
II - manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por 
até 6 (seis) meses. 
III - encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso, inclusive para eventual ajuizamento 
da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável 
perante o juízo competente. 
(Incluído pela Lei nº 13.894, de 2019) 
§ 3º. A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos 
benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo os serviços de contracepção 
de emergência, a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da 
Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de 
violência sexual.§ 4º. Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano 
moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ressarcir ao 
Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de saúde 
prestados para o total tratamento das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, recolhidos os 
recursos assim arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que 
prestarem os serviços. 
(Incluído pela Lei nº 13.871, de 2019) 
§ 5º. Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados 
para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas protetivas
terão seus custos ressarcidos pelo agressor. 
(Incluído pela Lei nº 13.871, de 2019) 
§ 6º. O ressarcimento de que tratam os §§ 4º e 5º deste artigo não poderá importar ônus de qualquer
natureza ao patrimônio da mulher e dos seus dependentes, nem configurar atenuante ou 
ensejar possibilidade de substituição da pena aplicada. 
(Incluído pela Lei nº 13.871, de 2019) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13894.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13871.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13871.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13871.htm#art1
http://www.iceni.com/infix.htm
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§ 7º. A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus 
dependentes em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para essa 
instituição, mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrência policial
ou do processo de violência doméstica e familiar em curso. 
(Incluído pela Lei nº 13.882, de 2019) 
§ 8º. Serão SIGILOSOS os dados da ofendida e de seus dependentes matriculados ou transferidos
conforme o disposto no § 4º deste artigo, e o acesso às informações será reservado ao juiz, ao Ministério 
Público e aos órgãos competentes do poder público. 
(Incluído pela Lei nº 13.882, de 2019) 
CAPÍTULO III 
DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL 
Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, a 
autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará, de imediato, as providências legais 
cabíveis. 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de medida protetiva 
de urgência deferida. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13882.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13882.htm#art2
http://www.iceni.com/infix.htm
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Leitura do Código de Processo Penal – Artigos 12 a 28 
Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma
ou outra. 
Art. 13. Incumbirá ainda à AUTORIDADE POLICIAL: 
I - fornecer às autoridades judiciárias as informações necessárias à instrução e julgamento dos 
processos; 
II - realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo Ministério Público; 
III - cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades judiciárias; 
IV - representar acerca da prisão preventiva. 
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei nº 8.069, de 13 de julho
de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia 
poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da iniciativa privada, dados e
informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
↳ Independente de autorização judicial. 
↳ Crimes: art. 148 (Sequestro e cárcere privado); art. 149-A (Tráfico de Pessoas); art. 158, §3º (Extorsão 
cometida mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da 
vantagem econômica), art. 159 (Extorsão mediante sequestro) do CP e art. 239 do ECA (Promover ou auxiliar 
a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das 
formalidades legais ou com o fito de obter lucro). 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá: 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
I - o nome da autoridade requisitante; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
II - o número do inquérito policial; e 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária responsável pela investigação. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
Art. 13-B. Se necessário à prevenção e à repressão dos crimes relacionados ao TRÁFICO DE PESSOAS, 
o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia poderão requisitar, MEDIANTE AUTORIZAÇÃO
JUDICIAL, às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem
imediatamente os meios técnicos adequados - como sinais, informações e outros - que permitam a
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art148
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art149
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art149a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art158§3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art159
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm#art159
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art239
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm#art239
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
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(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 1º. Para os efeitos deste artigo, sinal significa posicionamento da estação de cobertura, setorização 
e intensidade de radiofrequência. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 2º. Na hipótese de que trata o caput, o sinal: 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
I - não permitirá acesso ao conteúdo da comunicação de qualquer natureza, que dependerá de
autorização judicial, conforme disposto em lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
II - deverá ser fornecido pela prestadora de telefonia móvel celular por período não superior a 30
(trinta) dias, renovável por uma única vez, por igual período; 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
III - para períodos superiores àquele de que trata o inciso II, será necessária a apresentação de ordem
judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 3º. Na hipótese prevista neste artigo, o inquérito policial deverá ser instaurado no prazo máximo 
de 72 (setenta e duas) horas, contado do registro da respectiva ocorrência policial. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
§ 4º. NÃO havendo manifestação judicial no prazo de 12 (doze) horas, a autoridade competente 
requisitará às empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem 
imediatamente os meios técnicosadequados - como sinais, informações e outros - que permitam a 
localização da vítima ou dos suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz. 
(Incluído pela Lei nº 13.344, de 2016) 
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, 
que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
Art. 14-A. Nos casos em que servidores vinculados às instituições dispostas no art. 144 da Constituição 
Federal (polícia federal; polícia rodoviária federal; polícia ferroviária federal; polícias civis; polícias militares 
e corpos de bombeiros militares; polícias penais federal, estaduais e distrital) figurarem como INVESTIGADOS 
em inquéritos policiais, inquéritos policiais militares e demais procedimentos extrajudiciais, cujo objeto 
for a investigação de fatos relacionados ao uso da força letal praticados no exercício profissional, de forma
consumada ou tentada, incluindo as situações dispostas no art. 23 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), o indiciado poderá constituir defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 1º. Para os casos previstos no caput deste artigo, o investigado deverá ser citado da instauração do 
procedimento investigatório, podendo constituir defensor no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a
contar do recebimento da citação. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13344.htm#art11
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§ 2º. Esgotado o prazo disposto no § 1º deste artigo com AUSÊNCIA de nomeação de defensor pelo 
investigado, a autoridade responsável pela investigação deverá intimar a instituição a que estava vinculado
o investigado à época da ocorrência dos fatos, para que essa, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, 
indique defensor para a representação do investigado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 3º. Havendo necessidade de indicação de defensor nos termos do § 2º deste artigo, a defesa caberá 
preferencialmente à Defensoria Pública, e, nos locais em que ela não estiver instalada, a União ou a Unidade 
da Federação correspondente à respectiva competência territorial do procedimento instaurado deverá 
disponibilizar profissional para acompanhamento e realização de todos os atos relacionados à defesa 
administrativa do investigado. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. A indicação do profissional a que se refere o § 3º deste artigo deverá ser precedida de 
manifestação de que não existe defensor público lotado na área territorial onde tramita o inquérito e com 
atribuição para nele atuar, hipótese em que poderá ser indicado profissional que não integre os quadros 
próprios da Administração. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. Na hipótese de não atuação da Defensoria Pública, os custos com o patrocínio dos interesses 
dos investigados nos procedimentos de que trata este artigo correrão por conta do orçamento próprio da
instituição a que este esteja vinculado à época da ocorrência dos fatos investigados. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 6º. As disposições constantes deste artigo se aplicam aos servidores militares vinculados às 
instituições dispostas no art. 142 da Constituição Federal (Forças Armadas), desde que os fatos investigados
digam respeito a missões para a Garantia da Lei e da Ordem. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Art. 15. Se o indiciado for menor, ser-lhe-á nomeado curador pela autoridade policial. 
(Revogado tacitamente). 
• A figura do curador somente persiste para agentes inimputáveis ou semi-imputáveis, que atuará 
notadamente no incidente de insanidade mental (art. 149, § 2º do CPP), por nomeação do juiz, seja na fase 
do IP (art. 149, §1º, CPP), seja na fase da ação penal. 
Art. 16. O Ministério Público NÃO poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, 
senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
• O MP somente pode pedir ao juiz a devolução dos autos do IP à Delegacia de Polícia se houver a necessidade 
da prática de diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. Se isso ocorre, não pode o magistrado 
indeferir o requerimento formulado pelo MP, sob pena de recurso de correição parcial. 
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O instituto da correição parcial está vinculado historicamente à correção de erros de procedimento que 
provocam tumulto processual e não ao erro na apreciação judicial dos fatos ou do direito. 
A decisão de arquivamento de inquérito policial lastreada na atipicidade do fato toma força de coisa julgada 
material, qualidade conferida à decisão judicial contra a qual não cabem mais recursos, tornando-a imutável. 
Se o Juiz-Auditor e o Ministério Público acordaram em arquivar o inquérito policial militar por entender 
atípica a conduta, mesmo diante de provas novas, inviável a reabertura do feito por meio de correição parcial. 
STF. 1ª turma. HC 173.594/SP AgR, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 3/05/2021. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A decisão de arquivamento de inquérito policial lastreada na 
atipicidade do fato toma força de coisa julgada material, sendo manifestamente incabível a reabertura do 
feito por meio de correição parcial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
Art. 17. A autoridade policial NÃO PODERÁ mandar arquivar autos de inquérito. 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade JUDICIÁRIA, por falta de
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver
NOTÍCIA. 
• IP: notícia de prova nova. 
• Denúncia: prova nova. 
• Súmula nº 524, STF. Arquivado o inquérito policial por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor de 
Justiça, não pode a ação penal ser iniciada sem novas provas. 
MOTIVO DO ARQUIVAMENTO É possível desarquivar? 
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS SIM. 
(Súmula nº 524, STF) 
AUSÊNCIA DE PRESSUPOSTO PROCESSUAL OU DE 
CONDIÇÃO DA AÇÃO PENAL 
SIM. 
FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL 
(não há indícios de autoria ou prova da materialidade) 
SIM. 
ATIPICIDADE 
(fato narrado não é crime) 
NÃO. 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA EXCLUDENTE DE
ILICITUDE 
STJ: NÃO (REsp 791471/RJ) 
STF: SIM (HC 125101/SP) 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA DE EXCLUDENTE 
DE CULPABILIDADE 
NÃO.
(Posição doutrinária). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2191b602b73b93ec19da67d1b7e349c6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2191b602b73b93ec19da67d1b7e349c6
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(ainda não apreciada pelo STF) 
EXISTÊNCIA MANIFESTA DE CAUSA EXTINTIVA DE 
PUNIBILIDADENÃO 
STJ: HC 307.562/RS 
STF: Pet 3943 
Exceção: certidão de óbito falsa. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A decisão de arquivamento de inquérito policial lastreada na 
atipicidade do fato toma força de coisa julgada material, sendo manifestamente incabível a reabertura do 
feito por meio de correição parcial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
Art. 19. Nos crimes em que não couber ação pública, os autos do inquérito serão remetidos ao juízo
competente, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou serão entregues 
ao requerente, se o pedir, mediante traslado. 
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o SIGILO necessário à elucidação do fato ou exigido
pelo interesse da sociedade. 
Parágrafo único. Nos atestados de antecedentes que lhe forem solicitados, a autoridade policial 
NÃO poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. 
(Redação dada pela Lei nº 12.681, de 2012) 
Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será 
permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. 
⚠ Não recepcionado. 
Parágrafo único. A incomunicabilidade, que não excederá de 3 (três) dias, será decretada por despacho 
fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade policial, ou do órgão do Ministério Público, respeitado, 
em qualquer hipótese, o disposto no artigo 89, inciso III, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. 
(Redação dada pela Lei nº 5.010, de 30.5.1966) 
Art. 22. No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial, a 
autoridade com exercício em uma delas poderá, nos inquéritos a que esteja procedendo, ordenar 
diligências em circunscrição de outra, independentemente de precatórias ou requisições, e bem assim 
providenciará, até que compareça a autoridade competente, sobre qualquer fato que ocorra em sua 
presença, noutra circunscrição. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2191b602b73b93ec19da67d1b7e349c6
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/2191b602b73b93ec19da67d1b7e349c6
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12681.htm#art12
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5010.htm#art69
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Art. 23. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao juiz competente, a autoridade policial oficiará 
ao Instituto de Identificação e Estatística, ou repartição congênere, mencionando o juízo a que tiverem sido 
distribuídos, e os dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. 
TÍTULO III 
DA AÇÃO PENAL 
Art. 24. Nos crimes de AÇÃO PÚBLICA, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas 
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou 
de quem tiver qualidade para. 
↳ Princípio da obrigatoriedade da ação penal pública ou princípio da legalidade processual. 
↳ Prazo decadencial de 6 meses p/ o direito de queixa ou de representação. 
• Súmula nº 594, STF. Os direitos de queixa e de representação podem ser exercidos, independentemente, 
pelo ofendido ou por seu representante legal. 
↳ Válida, mas com adaptações em sua interpretação. 
↳ A Súmula 594-STF atualmente serve para transmitir o seguinte entendimento: se esgotou o prazo de queixa 
ou representação para o representante da vítima menor de idade, mesmo assim ela poderá propor queixa 
ou representação, iniciando-se seu prazo a partir do momento em que completa 18 anos. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 594-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
• Súmula nº 714, STF. É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, 
condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra do servidor público 
em razão do exercício de suas funções. 
§ 1º. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de 
representação passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. (CADI). 
(Parágrafo único renumerado pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
§ 2º. Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União,
Estado e Município, a ação penal será PÚBLICA. 
(Incluído pela Lei nº 8.699, de 27.8.1993) 
 
Art. 25. A representação será IRRETRATÁVEL, depois de OFERECIDA A DENÚNCIA. 
Art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em flagrante ou por meio 
de portaria expedida pela autoridade judiciária ou policial. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/35937e34256cf4e5b2f7da08871d2a0b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/35937e34256cf4e5b2f7da08871d2a0b
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8699.htm#art24%C2%A72
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8699.htm#art24%C2%A72
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(Revogado tacitamente). 
Art. 27. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em 
que caiba a ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a autoria e indicando o 
tempo, o lugar e os elementos de convicção. 
Art. 28. Ordenado o ARQUIVAMENTO do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos 
da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade
policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma 
da lei. 
(Redação dada pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VII – ARTIGO 28. ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATO UNILATERAL. 
AFASTAMENTO DO CONTROLE JUDICIAL. SUBMISSÃO APENAS ÀS INSTÂNCIAS INTERNAS DE CONTROLE. 
ATRIBUIÇÃO UNICAMENTE À VÍTIMA E À AUTORIDADE POLICIAL DO PODER DE PROVOCAR A REVISÃO DO 
ATO. INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO. 
(a) A nova sistemática do arquivamento de inquéritos, de maneira louvável, criou mecanismo de controle e 
transparência da investigação pelas vítimas de delitos de ação penal pública. Com efeito, a partir da redação 
dada ao artigo 28 do Código de Processo Penal pela Lei 13.964/2019, passa a ser obrigatória a comunicação 
da decisão de arquivamento à vítima (comunicação que, em caso de crimes vagos, será feita aos 
procuradores e representantes legais dos órgãos lesados), bem como ao investigado e à autoridade policial, 
antes do encaminhamento aos autos, para fins de homologação, para a instância de revisão ministerial. 
(b) Por outro lado, ao excluir qualquer possibilidade de controle judicial sobre o ato de arquivamento da 
investigação, a nova redação violou o princípio da inafastabilidade da jurisdição, nos termos do artigo 5º, 
inciso XXXV, da Constituição. 
(c) Há manifesta incoerência interna da lei, porquanto, no artigo 3º-B, determinou-se, expressamente, que o 
juízo competente seja informado da instauração de qualquer investigação criminal. Como consectário lógico, 
se a instauração do inquérito deve ser cientificada ao juízo competente, também o arquivamento dos autos 
precisa ser-lhe comunicado, não apenas para a conclusão das formalidades necessárias à baixa definitiva dos 
autos na secretaria do juízo, mas também para verificação de manifestas ilegalidades ou, ainda, de manifestaatipicidade do fato, a determinar decisão judicial com arquivamento definitivo da investigação. 
(d) A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da necessidade e legitimidade 
constitucional do controle judicial do ato de arquivamento, com o fito de evitar possíveis teratologias 
(Inquérito 4781, Rel. Min. Alexandre de Moraes). 
(e) Em decorrência destas considerações, também o § 1º do artigo 28, ao dispor que “Se a vítima, ou seu 
representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) 
dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão 
ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica”, deve ser interpretado de modo a integrar a 
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autoridade judiciária competente entre as habilitadas a submeter a matéria à revisão do arquivamento 
pela instância competente. 
(f) Por todo o exposto, conferiu-se interpretação conforme a Constituição ao artigo 28, caput, para assentar 
que, ao se manifestar pelo arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da 
mesma natureza, o órgão do Ministério Público submeterá sua manifestação ao juiz competente e 
comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial, podendo encaminhar os autos para o 
Procurador-Geral ou para a instância de revisão ministerial, quando houver, para fins de homologação, na 
forma da lei, vencido, em parte, o Ministro Alexandre de Moraes, que incluía a revisão automática em outras 
hipóteses. 
(g) Ao mesmo tempo, assentou-se a interpretação conforme do artigo 28, § 1º, para assentar que, além da 
vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou 
teratologia no ato do arquivamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG 18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
• Súmula nº 696, STF. Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, 
mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-
Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal. 
O STF atribuiu interpretação conforme à Constituição ao dispositivo para assentar que: 
1) Mesmo sem previsão legal expressa, o MP possui o dever de submeter a sua manifestação de 
arquivamento à autoridade judicial. Assim, ao se manifestar pelo arquivamento do inquérito policial ou de 
quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público submeterá sua 
manifestação ao juiz competente e comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade policial. 
2) Não existe uma obrigatoriedade de o MP encaminhar os autos para o PGJ ou para a CCR. 
Segundo decidiu o STF, o membro do Ministério Público poderá encaminhar os autos para o Procurador-
Geral ou para a instância de revisão ministerial, quando houver, para fins de homologação, na forma da lei. 
3) Mesmo sem previsão legal expressa, o juiz pode provocar o PGJ ou a CCR caso entenda que o arquivamento 
é ilegal ou teratológico. 
Desse modo, além da vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá 
submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente 
ilegalidade ou teratologia no ato do arquivamento. 
Se o juiz entender que a manifestação de arquivamento foi correta, ele não precisa proferir decisão 
homologatória. Basta se manter inerte. 
STF. Plenário. ADI 6.298/DF, ADI 6.299/DF, ADI 6.300/DF e ADI 6.305/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 
24/08/2023 (Info 1106). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O MP possui o dever de submeter a sua manifestação de arquivamento 
à autoridade judicial, que poderá submeter a matéria à revisão da instância competente do órgão 
ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou teratologia no ato do arquivamento. Buscador Dizer o 
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Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
§ 1º. Se a vítima, ou seu representante legal, não concordar com o arquivamento do inquérito 
policial, poderá, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunicação, submeter a matéria à revisão 
da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
(g) Ao mesmo tempo, assentou-se a interpretação conforme do artigo 28, § 1º, para assentar que, além da 
vítima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente também poderá submeter a 
matéria à revisão da instância competente do órgão ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou 
teratologia no ato do arquivamento. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG 18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
§ 2º. Nas ações penais relativas a crimes praticados em detrimento da União, Estados e Municípios, 
a revisão do arquivamento do inquérito policial poderá ser provocada pela chefia do órgão a quem couber 
a sua representação judicial. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Art. 28-A. NÃO sendo caso de arquivamento e tendo o investigado CONFESSADO formal e 
circunstancialmente a prática de infração penal SEM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA e com pena mínima 
INFERIOR a 4 (quatro) anos, o Ministério Público poderá propor ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL, 
desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, mediante as seguintes 
CONDIÇÕES ajustadas CUMULATIVA e ALTERNATIVAMENTE: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, EXCETO na impossibilidade de fazê-lo; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como
instrumentos, produto ou proveito do crime; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena 
mínima cominada ao delito DIMINUÍDA de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), em local a ser indicado pelo
juízo da execução, na forma do art. 46 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas 
Art. 46, CP. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações 
superiores a 6 (seis) meses de privação da liberdade. 
§ 1º. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas 
ao condenado. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1d388729fedebe69bea4a1c795f49026
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§ 2º. A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos 
e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. 
§ 3º. As tarefas a que se refere o § 1º serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo ser 
cumpridas àrazão de uma hora de tarefa por dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada 
normal de trabalho. 
§ 4º. Se a pena substituída for superior a 1 (um) ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva 
em menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. 
IV - pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 
de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser indicada pelo juízo da
execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes aos 
aparentemente lesados pelo delito; ou 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
Conversão das penas restritivas de direitos 
Art. 45, CP. Na aplicação da substituição prevista no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 
46, 47 e 48. 
§ 1º. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade 
pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário-mínimo 
nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários-mínimos. O valor pago será deduzido do montante de 
eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. 
§ 2º. No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode 
consistir em prestação de outra natureza. 
§ 3º. A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em 
favor do Fundo Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo 
causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequência da prática do crime. 
§ 4º. (VETADO). 
V - cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde que 
proporcional e compatível com a infração penal imputada. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
VIII – ARTIGO 28-A. INCISOS III E IV E PARÁGRAFOS 5º, 6º E 8º. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL. 
SUBMISSÃO AO CONTROLE JUDICIAL ACERCA DA LEGALIDADE E VOLUNTARIEDADE DO ACORDO. 
AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. VIOLAÇÃO DA IMPARCIALIDADE OBJETIVA DO MAGISTRADO. 
INOCORRÊNCIA. NORMAS DECLARADAS MATERIALMENTE CONSTITUCIONAIS. 
(a) Os dispositivos pertinentes à regulação do novel instituto do Acordo de Não Persecução Penal, inserido 
no artigo 28-A e parágrafos do Código de Processo Penal, pela Lei 13.964/2019, foram impugnados pela 
Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), ao fundamento de que “a escolha do 
legislador de conferir ao magistrado esse papel de controlador do acordo de não persecução penal, da forma 
como foi posta, é medida flagrantemente inconstitucional, por violar o sistema acusatório, a autonomia do 
membro do Ministério Público e a imparcialidade objetiva do magistrado”. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/1998/Mv1447-98.htm
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(b) O Acordo de Não Persecução Penal possibilita a solução negocial do litígio de natureza penal, mediante 
confissão circunstanciada dos fatos criminosos praticados pelo investigado, respeitadas as condições e 
requisitos legais estabelecidos na lei. 
(c) O legislador previu modalidades de controle judicial sobre o Acordo firmado entre o Ministério Público e 
o investigado, quais sejam: (1) artigo 28-A, incisos III (definição, pelo juízo da execução penal, do local de 
cumprimento da pena de prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas); (2) artigo 28-A, IV 
(definição pelo juízo da execução da entidade pública ou de interesse social a receber a prestação pecuniária 
imposta ao investigado); (3) artigo 28-A, § 5º (“Se o juiz considerar inadequadas, insuficientes ou abusivas as 
condições dispostas no acordo de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que 
seja reformulada a proposta de acordo, com concordância do investigado e seu defensor”); (4) artigo 28-A, 
§ 6º (“Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os autos ao Ministério 
Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução penal.”); e (5) artigo 28-A, § 8º (“Recusada 
a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da necessidade de 
complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia.”) 
(d) As normas impugnadas revelam-se compatíveis, formal e materialmente, com a Constituição da 
República, porquanto, conforme assentado anteriormente, trata-se de medida que também prestigia o 
princípio da inafastabilidade da jurisdição e uma espécie de “freios e contrapesos” no processo penal (art. 
28-A, § 5°). Constata-se que as alterações legislativas, ao delinearem o instituto da não-persecução penal, 
apenas positivaram o que já era consagrado pela jurisprudência do STF em relação ao acordo de colaboração 
premiada. 
(e) Improcedente, portanto, o pleito de inconstitucionalidade no tocante ao artigo 28-A, incisos III e IV, e §§ 
5º, 7º e 8º, do Código de Processo Penal, que devem ser declarados constitucionais. 
(ADI 6298, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24-08-2023, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-s/n 
DIVULG18-12-2023 PUBLIC 19-12-2023) 
§ 1º. Para aferição da pena mínima cominada ao delito a que se refere o caput deste artigo, serão 
consideradas as causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso concreto. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 2º. O disposto no caput deste artigo NÃO SE APLICA nas seguintes hipóteses: 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
I - se for cabível TRANSAÇÃO PENAL de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos termos da 
lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
II - se o investigado for REINCIDENTE ou se houver elementos probatórios que indiquem CONDUTA 
CRIMINAL HABITUAL, REITERADA ou PROFISSIONAL, EXCETO se insignificantes as infrações penais 
pretéritas; 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
III - ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da infração, em 
acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; e 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
IV - nos crimes praticados no âmbito de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA OU FAMILIAR, ou praticados 
CONTRA A MULHER POR RAZÕES DA CONDIÇÃO DE SEXO FEMININO, em favor do agressor. 
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(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
REQUISITOS PARA QUE O MP POSSA PROPOR O ANPP 
1) não ser o caso de arquivamento Se não houver justa causa ou existir alguma outra 
razão que impeça a propositura da ação penal, não 
é caso de oferecer o acordo, devendo o MP pedir o 
arquivamento do inquérito policial ou da 
investigação criminal. 
2) o investigado deve ter confessado 
a prática da infração penal 
O ANPP exige que o investigado tenha confessado 
formal (em ato solene) e circunstancialmente (com 
detalhes) a prática da infração penal. 
O art. 18, § 2º, da Res. 181/2017-CNMP exige que a 
confissão seja registrada em áudio e vídeo. 
3) infração penal foi cometida SEM 
violência e SEM grave ameaça 
A infração penal não pode ter sido cometida com 
violência ou grave ameaça. 
Prevalece que é cabível ANPP se a infração foi 
cometida com violência contra coisa. 
Assim, o ANPP somente é proibido se a infração foi 
praticada com grave ameaça ou violência 
contra pessoa. 
4) a pena mínima da infração penal é 
menor que 4 anos 
A infração penal cometidadeve ter pena mínima 
INFERIOR a 4 anos. 
⚠ Se a pena mínima for igual ou superior a 4 anos,
NÃO cabe. 
Para aferição da pena mínima, serão consideradas as 
causas de aumento e diminuição aplicáveis ao caso 
concreto. 
Aplicam-se ao ANPP, por analogia, as súmulas 243-
STJ e 723-STF. 
5) o acordo deve se mostrar 
necessário e suficiente para 
reprovação e prevenção do crime no 
caso concreto 
Esse requisito revela que a propositura, ou não, do 
acordo está atrelada a certo grau de 
discricionariedade do membro do MP, que avaliará 
se essa necessidade e suficiência estão presentes no 
caso concreto. 
6) não caber transação penal Se for cabível transação penal (art. 76 da Lei nº 
9.099/95), o membro do MP deve propor a 
transação (e não o ANPP). Isso porque se trata de 
benefício mais vantajoso ao investigado. 
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Por outro lado, mesmo que seja cabível a suspensão 
condicional do processo, ainda assim, o membro do 
MP pode propor o ANPP. 
7) o investigado deve ser primário Se o investigado for reincidente (genérico ou 
específico), não cabe ANPP. 
8) não haver elementos probatórios 
que indiquem conduta criminal 
habitual, reiterada ou profissional, 
EXCETO se insignificantes as 
infrações penais pretéritas 
Regra: se houver elementos probatórios que 
indiquem que o investigado possui uma conduta 
criminal habitual, reiterada ou profissional, não cabe 
ANPP. 
Exceção: se essas infrações pretéritas que o 
investigado se envolveu forem consideradas 
“insignificantes”, será possível propor ANPP. 
9) o agente não pode ter sido 
beneficiado nos 5 anos anteriores ao 
cometimento da infração com outro 
ANPP, transação penal ou suspensão 
condicional do processo 
No momento de decidir se vai propor o ANPP, o 
membro do MP deverá analisar se, nos últimos 5 
anos (contados da infração), aquele investigado já 
foi beneficiado: 
• com outro ANPP; 
• com transação penal ou 
• com suspensão condicional do processo. 
10) a infração praticada NÃO pode 
estar submetida à Lei Maria da Penha 
Não cabe ANPP nos crimes praticados no âmbito de 
violência doméstica ou familiar, ou praticados contra 
a mulher por razões da condição de sexo feminino, 
em favor do agressor. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O Poder Judiciário não pode impor ao MP a obrigação de ofertar ANPP. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
§ 3º. O acordo de não persecução penal será formalizado por escrito e será firmado pelo membro do 
Ministério Público, pelo investigado e por seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 4º. Para a HOMOLOGAÇÃO do acordo de não persecução penal, será realizada audiência na qual o
juiz deverá verificar a sua voluntariedade, por meio da oitiva do investigado na presença do seu defensor, 
e sua legalidade. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 5º. Se o juiz considerar INADEQUADAS, INSUFICIENTES OU ABUSIVAS as condições dispostas no 
acordo de não persecução penal, devolverá os autos ao Ministério Público para que seja reformulada a 
proposta de acordo, com concordância do investigado e seu defensor. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cc02d42b8939768b8a4f1e4d826faa79
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§ 6º. Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os autos ao 
Ministério Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução penal. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 7º. O juiz poderá recusar homologação à proposta que não atender aos requisitos legais ou quando
não for realizada a adequação a que se refere o § 5º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 8º. Recusada a homologação, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da
necessidade de complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 9º. A vítima será intimada da homologação do acordo de não persecução penal e de seu
descumprimento. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 10. Descumpridas quaisquer das condições estipuladas no acordo de não persecução penal, o 
Ministério Público deverá comunicar ao juízo, para fins de sua RESCISÃO e posterior oferecimento de
denúncia. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 11. O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo investigado também PODERÁ ser
utilizado pelo Ministério Público como JUSTIFICATIVA PARA O EVENTUAL NÃO OFERECIMENTO DE
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 12. A celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal NÃO constarão de certidão
de antecedentes criminais, EXCETO para os fins previstos no inciso III do § 2º deste artigo. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 13. Cumprido INTEGRALMENTE o acordo de não persecução penal, o juízo competente decretará
a EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
§ 14. No caso de recusa, por parte do Ministério Público, em propor o acordo de não persecução 
penal, o investigado poderá requerer a remessa dos autos a órgão superior, na forma do art. 28 deste 
Código. 
(Incluído pela Lei nº 13.964/2019 - Pacote Anticrime). 
O Poder Judiciário NÃO pode impor ao MP a obrigação de ofertar ANPP. 
O Poder Judiciário não pode impor ao Ministério Público a obrigação de ofertar acordo de não persecução 
penal (ANPP). 
Não cabe ao Poder Judiciário, que não detém atribuição para participar de negociações na seara 
investigatória, impor ao MP a celebração de acordos. 
Não se tratando de hipótese de manifesta inadmissibilidade do ANPP, a defesa pode requerer o reexame de 
sua negativa, nos termos do art. 28-A, § 14, do CPP, não sendo legítimo, em regra, que o Judiciário controle 
o ato de recusa, quanto ao mérito, a fim de impedir a remessa ao órgão superior no MP. Isso porque a 
redação do art. 28-A, § 14, do CPP determina a iniciativa da defesa para requerer a sua aplicação. 
STF. 2ª Turma. HC 194677/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/5/2021 (Info 1017). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cc02d42b8939768b8a4f1e4d826faa79?palavra-chave=194.677&criterio-pesquisa=texto_literal&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado
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CAVALCANTE, Márcio André Lopes. O Poder Judiciário não pode impor ao MP a obrigação de ofertar ANPP. 
Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04/01/2024 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cc02d42b8939768b8a4f1e4d826faa79
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QUINTA-FEIRA 
Leitura do Código Penal – Artigos 43 a 58 
Seçãohttps://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/3df07fdae1ab273a967aaa1d355b8bb6
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Corregedor Nacional de Justiça pode requisitar dados bancários e fiscais SEM prévia autorização judicial.
É constitucional a requisição, SEM prévia autorização judicial, de dados bancários e fiscais considerados 
imprescindíveis pelo Corregedor Nacional de Justiça para apurar infração de sujeito determinado, desde 
que em processo regularmente instaurado mediante decisão fundamentada e baseada em indícios
concretos da prática do ato. 
A previsão regimental do art. 8º, V, tem por fundamento a probidade patrimonial dos agentes públicos.
A legitimidade para requisição pode ser por decisão singular do Corregedor por conta da função 
constitucional por ele exercida, de fiscalização da integridade funcional do Poder Judiciário.
Contudo, é preciso assegurar a existência de garantias ao contribuinte, de modo que não há espaço para 
devassa ou varredura, buscas generalizadas e indiscriminadas na vida das pessoas, com o propósito de 
encontrar alguma irregularidade. 
STF. Plenário. ADI 4709/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 27/5/2022 (Info 1056). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Corregedor Nacional de Justiça pode requisitar dados bancários e 
fiscais sem prévia autorização judicial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
.
Acesso em: 26/01/2024 
Dados obtidos com a quebra de sigilo bancário NÃO podem ser divulgados abertamente em site oficial. 
Os dados obtidos por meio da quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal devem ser mantidos sob
reserva. 
Assim, a página do Senado Federal na internet NÃO pode divulgar os dados obtidos por meio da quebra 
de sigilo determinada por comissão parlamentar de inquérito (CPI). 
STF. Plenário. MS 25940, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 26/4/2018 (Info 899). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Dados obtidos com a quebra de sigilo bancário não podem ser 
divulgados abertamente em site oficial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
.
Acesso em: 26/01/2024 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b8b2926bd27d4307569ad119b6025f94
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b8b2926bd27d4307569ad119b6025f94
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d94fd74dcde1aa553be72c1006578b23?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d94fd74dcde1aa553be72c1006578b23
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d94fd74dcde1aa553be72c1006578b23
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Requisição pelo MP de informações bancárias de ente da administração pública. 
NÃO são nulas as provas obtidas por meio de requisição do Ministério Público de informações bancárias 
de titularidade de Prefeitura para fins de apurar supostos crimes praticados por agentes públicos contra a 
Administração Pública. 
É lícita a requisição pelo Ministério Público de informações bancárias de contas de titularidade da 
Prefeitura, com o fim de proteger o patrimônio público, NÃO se podendo falar em quebra ilegal de sigilo 
bancário. 
O sigilo de informações necessário à preservação da intimidade é relativizado quando há interesse da 
sociedade em conhecer o destino dos recursos públicos. 
Diante da existência de indícios da prática de ilícitos penais envolvendo verbas públicas, cabe ao MP, no 
exercício de seus poderes investigatórios (art. 129, VIII, da CF/88), requisitar os registros de operações 
financeiras relativos aos recursos movimentados a partir de conta-corrente de titularidade da Prefeitura. 
Essa requisição compreende, por extensão, o acesso aos registros das operações bancárias sucessivas, 
ainda que realizadas por particulares, e objetiva garantir o acesso ao real destino desses recursos públicos. 
STJ. 5ª Turma. HC 308493-CE, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 20/10/2015 (Info 572). 
STF. 2ª Turma. RHC 133118/CE, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 26/9/2017 (Info 879). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Requisição pelo MP de informações bancárias de ente da 
administração pública. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:
.
Acesso em: 26/01/2024 
Publicação no jornal dos nomes dos clientes que tinham contas de poupança no banco, em determinado 
período, representa quebra do sigilo bancário. 
A divulgação de elementos cadastrais dos beneficiários de decisão proferida em ação civil pública que 
determinou o pagamento dos expurgos inflacionários decorrentes de planos econômicos configura quebra 
de sigilo bancário. 
STJ. 3ª Turma. REsp 1285437-MS, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 23/5/2017 (Info 605). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Publicação no jornal dos nomes dos clientes que tinham contas de
poupança no banco, em determinado período, representa quebra do sigilo bancário. Buscador Dizer o 
Direito, Manaus. Disponível em:
.
Acesso em: 26/01/2024 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/29daf9442f3c0b60642b14c081b4a556?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/29daf9442f3c0b60642b14c081b4a556
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/29daf9442f3c0b60642b14c081b4a556
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/98c56bce74669e2e4e7a9fc1caa8c326?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/98c56bce74669e2e4e7a9fc1caa8c326?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/98c56bce74669e2e4e7a9fc1caa8c326
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É possível que o Fisco requisite das instituições financeiras informações bancárias sobre os contribuintes 
SEM intervenção do Poder Judiciário. 
As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
podem requisitar diretamente das instituições financeiras informações sobre as movimentações bancárias
dos contribuintes. Esta possibilidade encontra-se prevista no art. 6º da LC nº 105/2001, que foi
considerada constitucional pelo STF. Isso porque esta previsão não se caracteriza como de sigilo bancário,
ocorrendo apenas a “transferência de sigilo” dos bancos ao Fisco. 
Vale ressaltar que os Estados-Membros e os Municípios somente podem obter as informações previstas
no art. 6º da LC nº 105/2001, uma vez regulamentada a matéria de forma análoga ao Decreto Federal nº 
3.724/2001, observados os seguintes parâmetros: 
a) pertinência temática entre a obtenção das informações bancárias e o tributo objeto de cobrança no
procedimento administrativo instaurado; 
b) prévia notificação do contribuinte quanto à instauração do processo e a todosII 
Das Penas Restritivas De Direitos 
Penas restritivas de direitos 
Art. 43. As PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS são: 
 I - prestação pecuniária; 
II - perda de bens e valores; 
III - limitação de fim de semana; 
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas; 
V - interdição temporária de direitos; 
VI - limitação de fim de semana. 
• Súmula nº 643, STJ. A execução da pena restritiva de direitos depende do trânsito em julgado da 
condenação. 
↳ Ou seja: não há execução provisória de PRD. 
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e SUBSTITUEM as privativas de liberdade, 
QUANDO: 
I - aplicada pena privativa de liberdade NÃO SUPERIOR a 4 (quatro) anos e o crime NÃO for cometido 
com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; 
• Súmula nº 588, STJ. A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou grave 
ameaça no ambiente doméstico IMPOSSIBILITA a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos. 
II - o réu não for reincidente em crime DOLOSO; 
↳ Exceção: Aplica-se a PRD aos reincidentes em crime doloso desde que: (art. 44, §3º) 
• Não seja reincidente específico (necessariamente o mesmo crime) 
• A substituição seja socialmente recomendável em face da condenação anterior. 
↳ A reincidência em crime culposo NÃO IMPEDE a imposição de PRD. 
III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como 
os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. 
• Súmula nº 493, STJ. É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial 
ao regime aberto. 
§ 1º. (VETADO). 
§ 2º. Na condenação IGUAL OU INFERIOR a 1 (um) ano, a substituição pode ser feita por multa ou
por uma pena restritiva de direitos; se SUPERIOR a 1 (um) ano, a pena privativa de liberdade pode ser 
substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por 2 (duas) restritivas de direitos. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/1998/Mv1447-98.htm
http://www.iceni.com/infix.htm
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⇾ Condenação IGUAL OU INFERIOR a 1 ano: 
Substituição por multa OU uma pena restritiva de direitos. 
⇾ Condenação SUPERIOR a 1 ano: 
Uma pena restritiva de direitos E multa OU DUAS restritivas de direitos. 
• Súmula nº 171, STJ. Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativa de liberdade E 
pecuniária, é DEFESO a substituição da prisão por multa. 
§ 3º. Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de 
condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência NÃO se tenha operado em 
virtude da prática do mesmo crime. 
§ 4º. A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o 
descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar 
será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de 30 (trinta)
dias de detenção ou RECLUSÃO. 
• Apesar de mencionar “conversão”, a conversão se dá na primeira vez, quando se converte a pena privativa 
de liberdade em restritiva de direitos. O que acontece agora, na verdade, é uma reconversão à pena original. 
§ 5º. Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execução penal 
decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena 
substitutiva anterior. 
• Trata-se de hipótese de reconversão facultativa. 
Conversão das penas restritivas de direitos 
Art. 45. Na aplicação da substituição prevista no artigo anterior, proceder-se-á na forma deste e dos 
arts. 46, 47 e 48. 
§ 1º. A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a
entidade pública ou privada com destinação social, de importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um)
salário-mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários-mínimos. O valor pago será deduzido do 
montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários. 
§ 2º. No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a prestação pecuniária pode 
consistir em prestação de outra natureza. 
§ 3º. A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á, ressalvada a legislação 
especial, em favor do Fundo Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o que for maior – o 
montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequência da 
prática do crime. 
§ 4º. (VETADO). 
Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/1998/Mv1447-98.htm
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Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações
SUPERIORES a 6 (seis) meses de privação da liberdade. 
§ 1º. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas 
gratuitas ao condenado. 
§ 2º. A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais, hospitais, escolas, 
orfanatos e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais. 
§ 3º. As tarefas a que se refere o § 1º serão atribuídas conforme as aptidões do condenado, devendo 
ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a 
jornada normal de trabalho. 
§ 4º. Se a pena substituída for SUPERIOR a 1 (um) ano, é facultado ao condenado cumprir a pena 
substitutiva em menor tempo (art. 55), NUNCA inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada. 
Interdição temporária de direitos 
Art. 47. As penas de INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE DIREITOS são: 
I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de mandato eletivo; 
II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que dependam de habilitação especial, de 
licença ou autorização do poder público; 
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo; 
IV - proibição de frequentar determinados lugares; 
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos. 
Limitação de fim de semana 
Art. 48. A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, 
por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. 
Parágrafo único. Durante a permanência poderão ser ministrados ao condenado cursos e palestras ou 
atribuídas atividades educativas. 
 AgRg no HC 582.302/SC, 03/11/2020 - Não existe direito subjetivo do réu em optar, na substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos por qual medida prefere cumprir, cabendo ao Judiciário 
fixar a medida mais adequada ao caso concreto. 
Seção III 
Da Pena de Multa 
Multa 
Art. 49. A pena de MULTA consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada na 
sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no máximo, de 360 (trezentos e
sessenta) dias-multa. 
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http://www.iceni.com/infix.htm
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ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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149 
§ 1º. O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo ser inferior a um trigésimo do maior 
salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a 5 (cinco) vezes esse salário. 
§ 2º. O valor da multa será atualizado, quando da execução, pelos índices de correção monetária. 
• Súmula nº 693, STF. NÃO cabe habeasos demais atos, garantido
o mais amplo acesso do contribuinte aos autos, permitindo-lhe tirar cópias, não apenas de documentos,
mas também de decisões; 
c) sujeição do pedido de acesso a um superior hierárquico; 
d) existência de sistemas eletrônicos de segurança que fossem certificados e com o registro de acesso; e,
finalmente, 
e) estabelecimento de mecanismos efetivos de apuração e correção de desvios. 
A Receita Federal, atualmente, já pode requisitar tais informações bancárias porque possui esse
regulamento. Trata-se justamente do Decreto nº 3.724/2001 acima mencionado, que regulamenta o art.
6º da LC nº 105/2001. 
O art. 5º da LC nº 105/2001, que permite obrigar as instituições financeiras a informarem periodicamente
à Receita Federal as operações financeiras realizadas acima de determinado valor, também é considerado
constitucional. 
STF. Plenário. ADI 2390/DF, ADI 2386/DF, ADI 2397/DF e ADI 2859/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em
24/2/2016 (Info 815). 
STF. Plenário. RE 601314/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 24/2/2016 (repercussão geral) (Info 815).
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É possível que o Fisco requisite das instituições financeiras
informações bancárias sobre os contribuintes sem intervenção do Poder Judiciário. Buscador Dizer o
Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
SIGILO BANCÁRIO 
Os órgãos poderão requerer informações bancárias diretamente das instituições financeiras? 
POLÍCIA NÃO. É necessária autorização judicial. 
MP NÃO. É necessária autorização judicial (STJ HC 160.646/SP, Dje 19/09/2011). 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b?categoria=1&subcategoria=1&assunto=4&forma-exibicao=apenas-com-informativo&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b
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Exceção: É lícita a requisição pelo Ministério Público de informações bancárias de 
contas de titularidade de órgãos e entidades públicas, com o fim de proteger o 
patrimônio público, não se podendo falar em quebra ilegal de sigilo bancário (STJ. 
5ª Turma. HC 308.493-CE, j. em 20/10/2015). 
TCU 
NÃO. É necessária autorização judicial (STF MS 22934/DF, DJe de 9/5/2012). 
Exceção: O envio de informações ao TCU relativas a operações de crédito 
originárias de recursos públicos NÃO é coberto pelo sigilo bancário (STF. MS 
33340/DF, j. em 26/5/2015). 
Receita Federal 
SIM, com base no art. 6º da LC 105/2001. O repasse das informações dos bancos 
para o Fisco não pode ser definido como sendo "quebra de sigilo bancário". 
Fisco estadual, 
distrital, municipal 
SIM, desde que regulamentem, no âmbito de suas esferas de competência, o art. 
6º da LC 105/2001, de forma análoga ao Decreto Federal nº 3.724/2001. 
CPI 
SIM (seja ela federal ou estadual/distrital) (art. 4º, § 1º da LC 105/2001). 
Prevalece que CPI municipal NÃO pode. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É possível que o Fisco requisite das instituições financeiras informações 
bancárias sobre os contribuintes sem intervenção do Poder Judiciário. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
Para que seja publicada uma biografia NÃO é necessária autorização prévia do indivíduo biografado, das 
demais pessoas retratadas, nem de seus familiares. 
Essa autorização prévia seria uma forma de censura, não sendo compatível com a liberdade de expressão 
consagrada pela CF/88. As exatas palavras do STF foram as seguintes: 
“É inexigível o consentimento de pessoa biografada relativamente a obras biográficas literárias ou 
audiovisuais, sendo por igual desnecessária a autorização de pessoas retratadas como coadjuvantes ou de 
familiares, em caso de pessoas falecidas ou ausentes”. 
Caso o biografado ou qualquer outra pessoa retratada na biografia entenda que seus direitos foram violados 
pela publicação, terá direito à reparação, que poderá ser feita não apenas por meio de indenização 
pecuniária, como também por outras formas, tais como a publicação de ressalva, de nova edição com 
correção, de direito de resposta etc. 
STF. Plenário. ADI 4815/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/6/2015 (Info 789). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Biografias: não é necessária autorização prévia do biografado. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar SEM consentimento do 
morador, SALVO em caso de FLAGRANTE DELITO ou DESASTRE, ou PARA PRESTAR SOCORRO, ou, DURANTE
O DIA, por DETERMINAÇÃO JUDICIAL; 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/17e62166fc8586dfa4d1bc0e1742c08b
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc
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REGRA • a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar 
SEM consentimento do morador. 
 
EXCEÇÕES 
• em caso de flagrante delito; 
• em caso de desastre; 
• para prestar socorro; 
• durante o DIA, por determinação judicial. 
Durante o DIA Durante a NOITE 
• Em caso de flagrante delito; 
• Em caso de desastre; 
• Para prestar socorro; 
• Para cumprir determinação judicial (ex.: busca e 
apreensão; cumprimento de prisão preventiva). 
• Em caso de flagrante delito; 
• Em caso de desastre; 
• Para prestar socorro. 
⇾ O que se entende por "casa"? 
O conceito é amplo e abrange: 
a) a casa, incluindo toda a sua estrutura, como o quintal, a garagem, o porão, a quadra etc. 
b) os compartimentos de natureza profissional, desde que fechado o acesso ao público em geral, como 
escritórios, gabinetes, consultórios etc. 
c) os aposentos de habitação coletiva, ainda que de ocupação temporária, como quartos de hotel, motel, 
pensão, pousada etc. 
⇾ Veículo é considerado casa? 
Em regra, não. Assim, o veículo, em regra, pode ser examinado mesmo sem mandado judicial. 
Exceção: quando o veículo é utilizado para a habitação do indivíduo, como ocorre com trailers, cabines de 
caminhão, barcos etc. 
PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ACERCA DA INVIOLABILIDADE DO DOMICÍLIO 
Mera intuição de que está havendo tráfico de drogas na casa NÃO autoriza o ingresso SEM mandado
judicial ou consentimento do morador. 
O ingresso regular da polícia no domicílio, sem autorização judicial, em caso de flagrante delito, para que 
seja válido, necessita que haja fundadas razões (justa causa) que sinalizem a ocorrência de crime no 
interior da residência. 
A mera intuição acerca de eventual traficância praticada pelo agente, embora pudesse autorizar 
abordagem policial, em via pública, para averiguação, não configura, por si só, justa causa a autorizar o 
ingresso em seu domicílio, sem o seu consentimento e sem determinação judicial. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1574681-RS, Rel. Min. RogérioSchietti Cruz, julgado em 20/4/2017 (Info 606). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Mera intuição de que está havendo tráfico de drogas na casa não 
autoriza o ingresso sem mandado judicial ou consentimento do morador. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/037a595e6f4f0576a9efe43154d71c18?categoria=1&subcategoria=1&assunto=7&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/037a595e6f4f0576a9efe43154d71c18?categoria=1&subcategoria=1&assunto=7&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
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Acesso em: 26/01/2024 
Parâmetros para a validade da entrada forçada em domicílio SEM mandado judicial. 
A entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando 
amparada em fundadas razões, devidamente justificadas “a posteriori”, que indiquem que dentro da casa 
ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da 
autoridade, e de nulidade dos atos praticados. 
STF. Plenário. RE 603616/RO, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 4 e 5/11/2015 (repercussão geral) (Info 
806). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Parâmetros para a validade da entrada forçada em domicílio sem 
mandado judicial. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
A violação de domicílio com base no comportamento suspeito do acusado, que empreendeu fuga ao ver 
a viatura policial, NÃO autoriza a dispensa de investigações prévias ou do mandado judicial para a 
entrada dos agentes públicos na residência 
Para que os policiais façam o ingresso forçado em domicílio, resultando na apreensão de material apto a 
configurar o crime de tráfico de drogas, isso deve estar justificado com base em elementos prévios que 
indiquem que havia um estado de flagrância ocorrendo no local. 
No caso em tela, a violação de domicílio teve como justificativa o comportamento suspeito do acusado –
que empreendeu fuga ao ver a viatura policial –, circunstância fática que não autoriza a dispensa de 
investigações prévias ou do mandado judicial para a entrada dos agentes públicos na residência, 
acarretando a nulidade da diligência policial. 
Além disso, a alegação de que a entrada dos policiais teria sido autorizada pelo agente não merece 
acolhimento. Isso, porque não há outro elemento probatório no mesmo sentido, salvo o depoimento dos 
policiais que realizaram o flagrante, tendo tal autorização sido negada em juízo pelo réu. 
Segundo entende o STJ, é do estado acusador o ônus de comprovar que houve consentimento válido do 
morador para que os policiais entrem na casa. Assim, o estado acusador é quem deve provar que o 
morador autorizou a entrada, não sendo suficiente a mera palavra dos policiais. 
STJ. 6ª Turma. HC 695980-GO, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, julgado em 22/03/2022 (Info 730) 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A violação de domicílio com base no comportamento suspeito do 
acusado, que empreendeu fuga ao ver a viatura policial, não autoriza a dispensa de investigações prévias 
ou do mandado judicial para a entrada dos agentes públicos na residência. Buscador Dizer o Direito, 
Manaus. Disponível em: 
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Acesso em: 26/01/2024 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/037a595e6f4f0576a9efe43154d71c18
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/037a595e6f4f0576a9efe43154d71c18
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf?categoria=1&subcategoria=1&assunto=7&forma-exibicao=todos&ordenacao=data-julgado&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dc1322dd294effcdac9942803027b362
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/dc1322dd294effcdac9942803027b362
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A existência de denúncia anônima da prática de tráfico de drogas somada à fuga do acusado ao avistar a 
polícia, por si sós, não configuram fundadas razões a autorizar o ingresso policial no domicílio do acusado 
sem o seu consentimento ou sem determinação judicial. 
STJ. 5ª Turma. RHC 89.853-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 18/02/2020 (Info 666). 
STJ. 6ª Turma. RHC 83.501-SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 06/03/2018 (Info 623). 
⇾ Vale lembrar a redação do art. 22 da Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade): 
Art. 22. Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel 
alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, SEM determinação judicial ou fora 
das condições estabelecidas em lei: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
§ 1º. Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, quem: 
I - coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o acesso a imóvel ou suas 
dependências; 
II - (VETADO); 
III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte e uma horas) ou antes das 5h (cinco 
horas). 
§ 2º. Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando houver fundados indícios que 
indiquem a necessidade do ingresso em razão de situação de flagrante delito ou de desastre. 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ORDEM JUDICIAL, nas hipóteses e na forma que a lei 
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 
São lícitas as sucessivas renovações de interceptação telefônica, desde que, verificados os requisitos do art. 
2º da Lei nº 9.296/96 e demonstrada a necessidade da medida diante de elementos concretos e a 
complexidade da investigação, a decisão judicial inicial e as prorrogações sejam devidamente motivadas, com 
justificativa legítima, AINDA QUE SUCINTA, a embasar a continuidade das investigações. 
São ilegais as motivações padronizadas ou reproduções de modelos genéricos sem relação com o caso 
concreto. 
STF. Plenário. RE 625263/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, redator do acórdão Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 11/5/2021 (Repercussão Geral – Tema 661) (Info 1047). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A interceptação telefônica pode ser renovada sucessivamente se a 
decisão judicial inicial e as prorrogações forem fundamentadas, com justificativa legítima, mesmo que 
sucinta, a embasar a continuidade das investigações. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer; 
↳ Norma de eficácia contida. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b4631d19343f260022ee73087c6e2eab
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b4631d19343f260022ee73087c6e2eab
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O art. 5º, XIII, da Constituição da República é norma de aplicação imediata e eficácia contida que pode ser 
restringida pela legislação infraconstitucional. Inexistindo lei regulamentando o exercício da atividade 
profissional dos substituídos, é livre o seu exercício. 
[MI 6.113 AgR, rel. min. Cármen Lúcia, j. 22-5-2014, P, DJE de 13-6-2014.] 
É inconstitucional a suspensão realizada por conselho de fiscalização profissional do exercício laboral de seus 
inscritos por inadimplência de anuidades, pois a medida consiste em sanção política em matéria tributária. 
STF. Plenário. RE 647885, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 27/04/2020 (Repercussão Geral – Tema 732) 
(Info 978). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É inconstitucional a suspensão do exercício profissional em razão do 
inadimplemento de anuidades devidas à entidade de classe. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível 
em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário
ao exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos 
termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
↳ Norma de eficácia contida. 
• A não observância desse direito enseja a ação de habeas corpus (conforme preceitua o inc. LXVIII). 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, SEM ARMAS, em locais abertos ao público, 
INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido PRÉVIO AVISO à autoridade competente; 
• O direito de reunião é norma de eficácia contida (pode sofrer restrição ou suspensão em períodos de 
estado de defesa ou estado de sítio) e NÃO cabe mandado de injunção. 
↳ MI somente é cabível quando uma norma de eficácia limitada não tiver sido regulamentada. 
• O direito de reunião deverá ser protegido por MANDADO DE SEGURANÇA. 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins LÍCITOS, VEDADA a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de autorização, 
sendo VEDADA a interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as ASSOCIAÇÕES só poderão ser COMPULSORIAMENTE DISSOLVIDAS ou ter suas ATIVIDADES
SUSPENSAS por DECISÃO JUDICIAL, exigindo-se, no primeiro caso (dissolução), o trânsito em julgado; 
DISSOLUÇÃO • decisão judicial + trânsito em julgado. 
SUSPENSÃO • decisão judicial. 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
Não se pode impor, como condição para que a pessoa se desfilie, que ela previamente quite todos os 
débitos ou, então, pague uma multa. 
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http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6157106
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b36ed8a07e3cd80ee37138524690eca1
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b36ed8a07e3cd80ee37138524690eca1
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Condicionar a desfiliação de associado à quitação de débitos e/ou multas constitui ofensa à dimensão 
negativa do direito à liberdade de associação (direito de não se associar), cuja previsão constitucional é 
expressa. 
Tese fixada pelo STF: 
“É inconstitucional o condicionamento da desfiliação de associado à quitação de débito referente a 
benefício obtido por intermédio da associação ou ao pagamento de multa.” 
STF. Plenário. RE 820823/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 30/9/2022 (Repercussão Geral – Tema 922) 
(Info 1070). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Não se pode impor, como condição para que a pessoa se desfilie, que 
ela previamente quite todos os débitos ou, então, pague uma multa. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
XXI - as entidades associativas, QUANDO EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS, têm legitimidade para 
representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
• Súmula nº 629, STF. A impetração de mandado de segurança COLETIVO por entidade de classe em favor 
dos associados INDEPENDE da autorização destes. 
↳ Não é necessária autorização dos associados porque se trata de substituição processual, situação na qual 
a entidade defenderá, em nome próprio, interesse alheio (de seus associados). 
↳ A Lei nº 12.016/2009, que é posterior à referida súmula, previu, expressamente, que, para a impetração 
de mandado de segurança coletivo, a organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente 
constituída NÃO precisa de autorização especial (art. 21). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 629-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
↳ Eficácia contida (pode ser restringido). 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização EM DINHEIRO, ressalvados os casos 
previstos nesta Constituição; 
• Desapropriação para fins de reforma agrária: indenização em títulos da dívida agrária (até 20 anos); 
• Desapropriação de imóvel não edificado, subutilizado ou não utilizado: indenização em títulos da dívida 
pública (até 10 anos). 
• Desapropriação confiscatória: SEM indenização. 
a) Exploração de mão de obra escrava; 
b) Cultivo ilegal de plantas psicotrópicas. 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d5a24856959a183b69834f99fad86e5d
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d5a24856959a183b69834f99fad86e5d
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=629.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/af44c4c56f385c43f2529f9b1b018f6a
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/af44c4c56f385c43f2529f9b1b018f6a
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CADERNO DE LEI SECA - SEMANA 01/12 
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Súmulas – STF 
• Súmula nº 23. Verificados os pressupostos legais para o licenciamento da obra, não o impede a 
declaração de utilidade pública para desapropriação do imóvel, mas o valor da obra não se incluirá na
indenização, quando a desapropriação for efetivada. 
• Súmula nº 157. É necessária prévia autorização do Presidente da República para desapropriação, pelos 
Estados, de empresa de energia elétrica. 
↳ Prevalece que ainda é válida. 
↳ Dec.-lei nº 3.365/41: "Art. 2º (...) § 3º. É VEDADA a desapropriação, pelos Estados, Distrito Federal, 
Territórios e Municípios de ações, cotas e direitos representativos do capital de instituições e empresas 
cujo funcionamento dependa de autorização do Governo Federal e se subordine à sua fiscalização, SALVO 
mediante prévia autorização, por decreto do Presidente da República." 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 157-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 164. No processo de desapropriação, são devidos juros compensatórios desde a antecipada 
imissão de posse, ordenada pelo juiz, por motivo de urgência. 
• Súmula nº 378. Na indenização por desapropriação incluem-se honorários do advogado do expropriado. 
• Súmula nº 416. Pela demora no pagamento do preçoda desapropriação não cabe indenização 
complementar além dos juros. 
• Súmula nº 475. A Lei nº 4.686, de 21-6-65, tem aplicação imediata aos processos em curso, inclusive em 
grau de recurso extraordinário. 
↳ Válida, mas sem nenhuma relevância atualmente. 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 475-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
• Súmula nº 561. Em desapropriação, é devida a correção monetária até a data do efetivo pagamento da 
indenização, devendo proceder-se à atualização do cálculo, ainda que por mais de uma vez. 
• Súmula nº 617. A base de cálculo dos honorários de advogado em desapropriação é a diferença entre a 
oferta e a indenização, corrigidas ambas monetariamente. 
• Súmula nº 652. Não contraria a Constituição o art. 15, § 1º, do Dl. nº 3.365/41 (Lei da Desapropriação 
por utilidade pública). 
↳ Em regra, a posse do expropriante sobre o bem somente ocorre quando tiver concluído o processo de 
desapropriação e paga a indenização. No entanto, o art. 15 do Decreto-Lei nº 3.365/41 prevê a 
possibilidade de imissão provisória na posse em caso de urgência. Para o STF, a imissão provisória não 
viola o princípio da justa e prévia indenização (art. 5º, XXIV, da CF/88). 
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 652-STF. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: 
. 
Acesso em: 26/01/2024 
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http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=23.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=157.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b85d65c39e12a5515c19fd72b6f48199
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b85d65c39e12a5515c19fd72b6f48199
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=164.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=378.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=416.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=475.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/859b00aec8885efc83d1541b52a1220d
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/859b00aec8885efc83d1541b52a1220d
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=561.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=617.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=652.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e8d66338fab3727e34a9179ed8804f64
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e8d66338fab3727e34a9179ed8804f64
PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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Súmulas – STJ 
• Súmula nº 56. Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros 
compensatórios pela limitação de uso da propriedade. 
• Súmula nº 67. Na desapropriação, cabe a atualização monetária, ainda que por mais de uma vez, 
independente do decurso de prazo superior a 1 (um) ano entre o cálculo e o efetivo pagamento da 
indenização. 
• Súmula nº 69. Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a antecipada 
imissão na posse e, na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel. 
• Súmula nº 113. Os juros compensatórios, na desapropriação direta, incidem a partir da imissão na posse, 
calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
• Súmula nº 114. Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da ocupação, 
calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
• Súmula nº 131. Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as parcelas 
relativas aos juros compensatórios e moratórios, devidamente corrigidas. 
• Súmula nº 141. Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a diferença 
entre a indenização e a oferta, corrigidas monetariamente. 
• Súmula nº 354. A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de 
reforma agrária. 
XXV - no caso de IMINENTE PERIGO PÚBLICO, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, SE HOUVER DANO; 
↳ É a chamada requisição administrativa. 
• Súmula nº 637, STJ. O ente público detém legitimidade e interesse para intervir, incidentalmente, na ação 
possessória entre particulares, podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive, se for o caso, o 
domínio. 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, NÃO 
será objeto de penhora para pagamento de débitos DECORRENTES DE SUA ATIVIDADE PRODUTIVA, 
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
Art. 185, CF. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: 
I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra; 
II - a propriedade produtiva. 
Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o 
cumprimento dos requisitos relativos a sua função social. 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas 
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
⚠ Vale ressaltar que o direito autoral se trata de um privilégio vitalício ⇾ poderá ser transmitido aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar. 
↳ Após o decurso do tempo fixado: cairá em domínio público. 
• Súmula nº 63, STJ. São devidos direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas em 
estabelecimentos comerciais. 
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PREPARAÇÃO PRÉ EDITAL PC-MG 
ESCRIVÃO E INVESTIGADOR DE POLÍCIA CIVIL – TURMA 2
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• Súmula nº 228, STJ. É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito autoral. 
• Súmula nº 261, STJ. A cobrança de direitos autorais pela retransmissão radiofônica de músicas, em 
estabelecimentos hoteleiros, deve ser feita conforme a taxa média de utilização do equipamento, apurada 
em liquidação. 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que 
participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
↳ Direito de imagem e sua fiscalização. 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, 
bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros 
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de
cujus; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações DE SEU INTERESSE PARTICULAR,
ou de INTERESSE COLETIVO

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