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Roteiro de pesquisa para atividade 
Módulo: Processo de Trabalho em Saúde 
Conteúdo: Micropolítica do Trabalho em Saúde (as redes e as dimensões do cuidado 
em Enfermagem) 
Docente: Anne Caroline Coelho Leal Árias Amorim 
Discente: Lucas Santos Souza 
Data: 07/10/2024 
Orientação pedagógica 
No trabalho em saúde são construídas, permanentemente, dinâmicas culturais de 
convivência, em rede. Realize a leitura indicada abaixo e pesquisa a fim de refletir e 
registrar os aspectos que podem influir positiva ou negativamente para o trabalho 
gerencial e assistencial do(a) enfermeiro(a) no contexto do trabalho em equipe. 
Considere, destacar, elementos que contribuam para: 
- A aceitabilidade do cuidado 
- A efetividade e eficiência do cuidado; 
- A segurança do cuidado; 
- A construção da integralidade em saúde que queremos 
Para tanto, recomenda-se no: 
Momento 01 - Leitura da literatura recomendada sobre o tema e fichamento 
Artigo: Vínculo e responsabilização como dispositivos para produção do cuidado na 
Estratégia Saúde da Família 
R= 
FICHAMENTO: 
O conceito de vínculo e responsabilização como dispositivos para a produção do 
cuidado na Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental para a promoção de um 
cuidado integral, centrado nas necessidades do paciente e da comunidade. 
Na ESF, o vínculo refere-se à relação de confiança e proximidade entre os profissionais 
de saúde (especialmente da equipe de saúde da família) e os usuários do sistema de saúde. 
 
Este vínculo é construído ao longo do tempo, por meio do acompanhamento contínuo, do 
respeito e da empatia, e é essencial para a eficácia das ações de saúde, pois possibilita que 
os profissionais compreendam melhor o contexto de vida dos pacientes e suas 
necessidades individuais. 
A responsabilização, por sua vez, envolve o compromisso dos profissionais de saúde em 
assumir a responsabilidade pelo cuidado dos usuários, garantindo o acompanhamento 
adequado e a resolutividade das demandas de saúde. Isso significa não apenas responder 
às necessidades de saúde que surgem, mas também antecipá-las, promovendo ações de 
prevenção e promoção da saúde. 
Esses dois dispositivos, quando combinados, ajudam a fortalecer a confiança dos usuários 
no sistema de saúde e aumentam a adesão aos tratamentos e às orientações de saúde, ao 
mesmo tempo em que promovem um cuidado mais humanizado e centrado na pessoa, 
elemento central da ESF. 
Essa prática de criação de vinculo e responsabilização é muito vista na atuação do 
enfermeiro, diferentemente de outros profissionais da área da saúde, pois possuem uma 
visão fragmentada da saúde. Dessa forma, é fundamental que haja uma articulação 
interprofissional, para a discussão mais profunda das necessidades e desafios encontrados 
na área de abrangência de sua unidade. 
Momento 02 – Após leitura e fichamento pesquise, individualmente, sobre os aspectos 
acima mencionados e a inclusão das leituras e discussões anteriores, de forma que 
componham no fichamento sua reflexão sobre os desafios de nossa prática, ao final. 
R= O cuidado integral na enfermagem é um princípio que visa oferecer uma abordagem 
holística, centrada na pessoa, contemplando suas necessidades biológicas, emocionais, 
sociais e culturais. Entretanto, há vários desafios que dificultam a efetivação desse 
cuidado de maneira plena. Entre os principais estão: 
1. Fragmentação do cuidado 
Um dos grandes desafios no cuidado integral é a fragmentação das ações de saúde. Muitas 
vezes, os pacientes recebem cuidados segmentados por áreas específicas, sem uma visão 
global do seu estado de saúde. Isso pode dificultar a coordenação e continuidade do 
cuidado, levando à falta de um acompanhamento integral das necessidades do paciente. 
2. Integração insuficiente entre os níveis de atenção 
A fragmentação entre os diferentes níveis de atenção à saúde (primária, secundária e 
terciária) é outro obstáculo. A comunicação entre equipes de saúde, hospitais e unidades 
de atenção básica muitas vezes é ineficiente, dificultando a continuidade do cuidado ao 
longo da trajetória do paciente pelo sistema de saúde. Isso prejudica o acompanhamento 
integral do estado de saúde do paciente. 
3.Desafios na humanização do cuidado 
A humanização do cuidado é um componente essencial da integralidade, mas muitas 
vezes é comprometida pelo estresse, pela carga de trabalho e pela rotina de cuidados 
 
centrados apenas na doença. Oferecer um cuidado que valorize a individualidade do 
paciente, suas emoções e contexto social é um desafio em ambientes hospitalares ou de 
atenção primária com rotinas intensas. 
4. Interdisciplinaridade e trabalho em equipe 
O cuidado integral exige uma atuação colaborativa entre diferentes profissionais da saúde 
(médicos, psicólogos, assistentes sociais, entre outros). No entanto, a falta de integração 
ou dificuldades de comunicação entre as equipes pode ser um obstáculo para a prestação 
de cuidados coordenados e abrangentes. Muitas vezes, há falta de clareza sobre os papéis 
de cada profissional, o que pode gerar conflitos e comprometer o atendimento.

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