Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE QUIMICA CURSO DE FARMÁCIA Calibração de instrumentos volumétricos: balão e bureta. RELATÓRIO TÉCNICO- Professor: André Luiz Cazetta Larissa dos Reis Bratifich – RA: 140670 Kaylaine R. Dos Santos Bernardo – RA: 133268 Jullia Estanislau Stabile – RA:126495 Maria Julia Ferronatto Galvão - RA: 139074 Emily Gabriele de Freiras – RA:130177 Maringá, 04 de outubro INTRODUÇÃO A calibração de instrumentos volumétricos é essencial para garantir a precisão e exatidão das medições em laboratório. Na prática experimental, esses instrumentos como pipeta, bureta, balões volumétricos são utilizados para a medição de volumes, sendo necessário cuidado para assegurar que os resultados estão devidamente corretos. As técnicas na calibração de vidrarias impactam diretamente na qualidade dos dados analisados, a pesagem exata é crucial para cálculos envolvendo volume, densidade e concentração, logo, se destaca a segurança no laboratório onde é necessário uma atenção especial para manuseio de equipamentos delicados, como por exemplo a balança analítica, mostrando ser necessário a importância de seguir corretamente o procedimento solicitado. Também foi visto que para certas calibrações, é necessário uma forma de cálculo específica para cada instrumento, reforçando ainda mais a importância na calibração, garantindo a qualidade dos experimentos. OBJETIVO • Determinar a aferição correta de instrumentos de medida. PROCEDIMENTO ( materias e métodos): Materiais utilizados no experimento 1: -Balão volumétrico -Balança semi-analítica -Termômetro -Pisseta (500ml) Materiais utilizados no experimento 2: -Béquer (100ml) -Balança semi-analítica -Pisseta (500ml) -Suporte universal -Bureta -Pipeta EXPERIMENTO 1: CALIBRAÇÃO DO BALÃO VOLUMÉTRICO a) Determinamos a massa de um balão volumétrico limpo e seco na balança b) Enchemos o balão com água destilada até a marca de graduação c) Pensamos novamente o balão, agora com a água e determinamos a massa d) Medimos a temperatura da água usada no experimento com um termômetro imerso na água. e) Determinamos a densidade da água de acordo com a temperatura com o auxílio da tabela de densidade da água. f) E por fim calculamos o volume de água e o percentual de calibração. EXPERIMENTO 2: a) Determinou-se a massa de um béquer limpo e seco na balança semi-analítica; b) Com a ajuda da pisseta, colocou-se a água destilada na bureta até o menisco (25ml); c) Com o béquer em baixo da bureta, liberou-se de 5 em 5ml de água, a cada 5ml pesava se o béquer novamente; d) No fim do experimento, havia 25ml de água no béquer; e) Calculou-se o volume de água e o percentual de calibração de cada etapa. MATERIAIS UTILIZADOS: Balão volumétrico e medida de temperatura Bureta, medição do segundo experimento RESULTADOS Experimento 1 Volume Balão vazio Balão com Massa da Densidade da água (g) água (g) água (g) da água (g/ml) (ml) 43,97 g 143,97 g 100 g 0,996512 g/ml 100,35 ml Dado adicional essencial: Temperatura da água = 27° C Calculo do erro experimental %E = [volume experimental – volume real / volume real]. 100 %E = [100 - 100,35 / 100,35]. 100 %E ≅ 0,35% Função: necessário para medir a variação não controlada pelo pesquisador – causada por possíveis erros de manipulação - em relação ao seu experimento Experimento 2 Etapas Massa do béquer com água (g) Massa da água (g) Volume (ml) Erro experimental (%) 5 ml 51,21 g 5,04 g 5,05 ml 1% 10 ml 56,19 g 10,02 g 10,5 ml 5% 15 ml 61,21 g 15,04 g 16 ml 6,6% 20 ml 66,20 g 20,03 g 20,1 ml 0,5% 25 ml 71,14 g 24,97 g 25,05 ml 0,2% Outros dados essenciais: Temperatura da água = 27° C; Massa do béquer vazio = 46,17 g Adendos: Alguns valores estão aproximados DISCUSSÃO Conforme se analisa os dados obtidos, é percebível a diferença entre a porcentagem do erro experimental do primeiro experimento para o segundo. Afinal, mesmo tendo mais etapas, a variação final do segundo (0,2%) é menor que a do primeiro (0,35%). Portanto, tais dados demonstram a necessidade da escolha adequada de materiais e métodos utilizados, o que certamente pode afetar no resultado final. Além disso, analisando os dados somente do segundo experimento, conforme era aumentado a quantia de água situada no béquer, ocorria uma variação significativa do erro experimental. É visível que essa variação aumenta até certo ponto, após este começa a diminuir. O que pode significar que em algum momento os erros cometidos anteriormente podem ter estabilizado novos erros. Como o excesso estabilizar a falta e vice-versa. Tudo isso, demonstra a necessidade da escolha certa de materiais e métodos para experimentos que necessitam dessa averiguação de massa, densidade e volume, e o papel de cada fase para completar o experimento da melhor forma possível. CONCLUSÃO Desse modo, a partir do experimento e da pesquisa realizada sobre calibração de instrumentos de medida: pipeta e termômetro é possível concluir que é fundamental garantir a precisão e a exatidão nos resultados experimentais. No experimento 1, o percentual de erro de calibração do balão volumétrico foi de aproximadamente 0,35%, com um volume de água medido de 100,35 ml, em comparação ao volume real de 100 ml. Este resultado indica uma leve discrepância que pode ser atribuída a erros de manipulação ou a limitações do equipamento. No experimento 2, ao medir volumes de água em um béquer, observou-se uma variação significativa nos erros experimentais nas etapas iniciais, que começaram em 1% para 5 ml e atingiram 6,6% para 15 ml, antes de reduzir para 0,2% na medida final de 25 ml. Isso sugere que a precisão aumentou com o acúmulo de dados e o uso adequado dos instrumentos. Esses resultados destacam a necessidade de uma escolha cuidadosa dos materiais e métodos em experimentos de medição. A calibração adequada e a atenção aos procedimentos podem minimizar os erros, garantindo resultados mais confiáveis e precisos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BACCAN, N.; ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. E. S.; BARONE, J. S. Química Analítica Quantitativa Elementar. 3. ed. São Paulo: Editora E. Blücher, 2001.