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<p>ma, é extremamente seletiva, permitindo o trans</p><p>porte de alguns solutos através de um sistema espe</p><p>cial de proteínas denominadas transportadoras. De</p><p>modo geral, o sistema interno de membranas é di</p><p>vidido em duas áreas: a de membranas duplas com</p><p>formato de vesículas achatadas e empilhadas, que</p><p>são denominadas tilacóides dos grana, e uma outra</p><p>constituída de membranas duplas simples que fazem</p><p>múltiplas conexões entre os grana, chamadas de ti</p><p>lacóides do estroma (Fig. 5.8b). Um conjunto de ti</p><p>lacóides empilhados recebe o nome de granum (plu</p><p>ral: grana). As vesículas dos tilacóides dos grana são</p><p>sacos empilhados que se comunicam através de co</p><p>nexões com outras membranas. Em seu conjunto, o</p><p>complexo de membranas dos tilacóides parece cons</p><p>tituir um sistema único interconectado por um lú</p><p>men contínuo, uma característica importante para</p><p>o transporte de elétrons e para a síntese de ATP. O</p><p>estroma abriga as enzimas, co-fatores e substratos da</p><p>etapa bioquímica da fotossíntese e de inúmeras ou</p><p>tras vias metabólicas que operam no interior dos clo</p><p>roplastos.</p><p>A intensidade luminosa do ambiente afeta a ultra</p><p>estrutura dos cloroplastos. O grau de empilhamento</p><p>aumenta a quantidade de membranas de tilacóides em</p><p>um dado volume do cloroplasto. As folhas de plantas</p><p>mantidas sob sombreamento intenso têm mais tila</p><p>cóides empilhados, ou seja, um conjunto de grana</p><p>maior e mais desenvolvido do que as folhas crescidas</p><p>sob sol pleno.</p><p>A CONVERSÃO DA LUZ EM</p><p>ENERGIA QUíMICA</p><p>Luz: a energia que impulsiona a</p><p>fotossíntese</p><p>Fotossíntese 123</p><p>cas sobre o meio ambiente. Através de diferentes sen</p><p>sares (moléculas especiais denominadas pigmentos),</p><p>as plantas são capazesde perceber a qualidade e quan</p><p>tidade da radiação.</p><p>A NATUREZA FÍSICA DA LUZ</p><p>O sol emite continuamente para o espaço radia</p><p>ção eletromagnética. A luz corresponde a uma peque</p><p>na faixa de energia do espectro eletromagnético contí</p><p>nuo da radiação solar, responsável pelo fenômeno</p><p>fisiológico da visão (Fig. 5.9). A luz compreende,</p><p>portanto, os comprimentos de onda do espectro ele</p><p>tromagnético que podem sensibilizar os nossos pig</p><p>mentos visuais. Como toda onda eletromagnética, a</p><p>luz tem um comportamento duplo, assumindo propri</p><p>edades ondulatórias, ao se propagar no espaço, e um</p><p>comportamento de partículas discretas, ao ser emiti</p><p>da ou absorvida por um corpo.</p><p>A luz como um fenômeno ondulatório</p><p>Quando se propaga no espaço, a energia radian</p><p>te tem características ondulatórias, apresentando</p><p>mudanças repetidas e regulares em suas proprieda</p><p>des elétricas e magnéticas. Cada tipo de radiação</p><p>pode ser caracterizada pelo comprimento de onda </p><p>distância entre dois picos sucessivos de uma mesma</p><p>onda - ou pela freqüência - número de vezes que a</p><p>mesma fase ou ciclo passa por um ponto no espaço</p><p>por segundo (Fig. 5.9). O comprimento de onda é</p><p>representado pela letra grega lambda (À). Normal</p><p>mente, a faixa de comprimentos de onda de interesse</p><p>biológico é expressa em unidades de nanômetro</p><p>(1 nm = 10-9 m). A freqüência é representada pela</p><p>letra grega ni (11), tendo uma relação inversa com o</p><p>comprimento de onda, que pode ser representada da</p><p>seguinte forma:</p><p>onde c é a velocidade da luz (3 X 108 ~ S-I), cons</p><p>tante para todas as ondas eletromagnéticas que se</p><p>propagam no vácuo.</p><p>Num extremo do espectro eletromagnético, en</p><p>contram-se os raios gama e os raios X, que têm com</p><p>primentos de onda muito curtos (inferiores a 10-11 m),</p><p>A energia solar contempla duas necessidades im</p><p>portantes dos seres vivos: energia e informação. A ne</p><p>cessidade energética é suprida pela fotossíntese. As</p><p>plantas, sendo organismos sésseis, desenvolveram a</p><p>capacidade de monitorar as mudanças ambientais e</p><p>de ajustar o seu metabolismo e o seu desenvolvimen</p><p>to ao ambiente em contínua modificação. A radia</p><p>ção, principalmente a luz, fornece informações críti-</p><p>v = c/À [6]</p><p>•</p><p>•</p><p>A luz como uma corrente de partículas</p><p>Ao interagir com a matéria (por emissão ou por</p><p>absorção), a luz se comporta como se a sua energia</p><p>fosse constituída por pacotes discretos de energia,</p><p>apresentando propriedades que só puderam ser ex</p><p>plicadas a partir da Teoria Quântica enunciada por</p><p>Max Planck (1900), posteriormente ampliada por</p><p>Einstein, em 1905. As unidades ou pacotes de ener</p><p>gia da luz são denominados [átom. A energia carre</p><p>gada por um fóton é chamada de quantum (plural =</p><p>quanta).</p><p>Planck demonstrou que a energia contida num</p><p>fóton, ou seja, a energia quântica (Eq), está relado-</p><p>O físico inglês Isaac Newton (1642-1727) de</p><p>monstrou que a luz pode ser decomposta num espec</p><p>tro de cores, semelhante ao do arco-íris, ao atraves</p><p>sar um prisma. A porção visível do espectro varia do</p><p>violeta (380 nm) ao vermelho extremo (740 nm).</p><p>Além desses limites, a radiação é invisível para os</p><p>seres humanos, podendo, entretanto, afetar vários</p><p>processos fisiológicos das plantas, principalmente</p><p>como sinais ambientais. Isso significa que as plantas</p><p>são capazes de detectar e transformar em informação</p><p>bioquímica radiações que não podemos enxergar. Por</p><p>outro lado, algumas bactérias fotossintetizantes pri</p><p>mitivas, anaeróbias, são capazes de captar radiações</p><p>não-visíveis na banda do infravermelho (740 a 870</p><p>nm) e realizar a fotos::;íntese numa condição que, para</p><p>nós, é de escuridão.</p><p>Luz Visível</p><p>Ondas longas</p><p>106~</p><p>10</p><p>U,tra-l</p><p>violeta</p><p>t</p><p>Infravermeiho</p><p>Cor ComprimentoComprimento de OndaEnergia (kJmol-I)</p><p>de Onda (nm)</p><p>Representativo (nm)</p><p>..-----,</p><p>ULTRA VIOLETA ~~ 7401.40085</p><p>700</p><p>400</p><p>Principais radiações de interesse biológico e conteúdo de energia de seus fótons.</p><p>A defmição de determinada cor associada a uma banda de comprimento de onda é</p><p>relativamente arbitrária e dependente do indivíduo (Nobel, 1991)</p><p>500</p><p>600</p><p>Â,(nm)</p><p>1 INI/NI/NI/M/II/tNl</p><p>Ondas curtas</p><p>Raios X</p><p>124 Fotossíntese</p><p>Fig. 5.9 O espectro eletromagnético. A radiação visível</p><p>(luz) representa uma fração muito pequena do espectro</p><p>eletromagnética emitido pelo sol.</p><p>e, no outro, as ondas longas, como as de rádio, que</p><p>são da ordem de 1 a 104cm (Fig. 5.9). Os comprimen</p><p>tos de onda de maior importância para os processos</p><p>fotobiológicos situam-se em três bandas distintas,</p><p>intermediárias, denominadas: ultravioleta (UV), visí</p><p>vel (luz) e infravermelho (Tabela 5.1).</p><p>nada com o comprimento de onda e a freqüência de</p><p>acordo com a seguinte equação:</p><p>onde h é uma constante de proporcionalidade, cha</p><p>mada constante de Planck. O valor de h é 6,62 X</p><p>10-34 J s. Tal relação implica que a energia quântica</p><p>de uma dada radiação é inversamente proporcio</p><p>nal ao seu comprimento de onda e diretamente pro</p><p>porcional à sua freqüência. A equação [7] possibi</p><p>lita o cálculo da energia do fóton de qualquer com</p><p>primento de onda (Tabela 5.1). O símbolo hv tem</p><p>sido utilizado para representar o fóton em figuras e</p><p>esquemas.</p><p>Esses conceitos físicos permitem compreender o</p><p>efeito das radiações sobre os organismos vivos. Com</p><p>primentos de onda muito curtos, tais como os conti</p><p>dos, por exemplo, nas bandas UV-C e UV-B, são</p><p>extremamente prejudiciais aos seres vivos. A energia</p><p>dos seus fótons é tão elevada que, ao atingirem as</p><p>moléculas orgânicas das células, arrancam elétrons de</p><p>sua estrutura, ionizando-as e, conseqüentemente,</p><p>comprometendo, de modo irreversível, a sua estrutura</p><p>e função. Os fótons de comprimentos de onda mais</p><p>longos, na faixa do infravermelho, têm um baixo ní</p><p>vel energético. Ao serem absorvidos, alteram tão-so</p><p>mente a energia cinética das moléculas como um</p><p>todo, o que promove uma elevação de temperatura.</p><p>Já os fótons na faixa do visível possuem um nível</p><p>energético suficiente para excitar elétrons entre os</p><p>orbitais eletrônicos das moléculas que os absorvem,</p><p>podendo assim promover reações químicas (reações</p><p>fotoquímicas). Ao ser absorvida por moléculas espe</p><p>ciais (fotorreceptores ou pigmentos), a energia dos fá</p><p>tons de luz é transformada em energia</p><p>de excitação ele</p><p>trônica, que pode, então, ser canalizada para reações</p><p>bioquímicas.</p><p>Em síntese, a radiação UV promove a ionização de</p><p>moléculas. Dependendo do comprimento de onda, da</p><p>quantidade de fótons e do tempo de exposição, a ra</p><p>diação UV pode matar, lesar ou promover mutações</p><p>nos organismos vivos. Radiações na banda do visível</p><p>são responsáveis pela maior parte dos fenômenos</p><p>fotobiológicos em plantas e animais. Já os compri</p><p>mentos de onda na faixa do infravermelho são impor-</p><p>I</p><p>I</p><p>J</p><p>,</p><p>Eq = hc/"- = hv [7]</p><p>Fotossíntese 125</p><p>tantes por aqueceram a superfície da terra. A tempe</p><p>ratura influencia profundamente a velocidade dos</p><p>processos bioquímicos e, conseqüentemente, a velo</p><p>cidade do crescimento e desenvolvimento dos seres</p><p>ViVOS.</p><p>Luz e pigmentos: absorção e destino da</p><p>energia de excitação eletrônica</p><p>A ação fotoquímica e fotobiológica da luz obede</p><p>ce a dois princípios fundamentais. O primeiro prin</p><p>cípio, conhecido como princípio de Gotthaus-Draper,</p><p>afirma que a luz só tem atividade fotoquímica se for</p><p>absorvida. Assim, todo processo fotobiológico envol</p><p>ve, necessariamente, moléculas especiais denomina</p><p>das fotorreceptores ou pigmentos, responsáveis pela</p><p>absorção de determinados comprimentos de onda da</p><p>luz. Os pigmentos podem, portanto, funcionar ou</p><p>como sensores, ou como moléculas transdutoras de</p><p>energia, como ocorre na fotossíntese, servindo de</p><p>ponte entre a energia do fóton e a energia química.</p><p>O segundo princípio, denominado lei da equivalên</p><p>cia fotoquímica de Einstein-Stark, estabelece que um</p><p>fóton pode excitar apenas um elétron. A interação</p><p>fóton-elétron depende da energia do fóton inciden</p><p>te e do nível de energia do orbital ocupado pelo elé</p><p>tron, sendo um evento do tipo tudo-ou-nada. Ou seja,</p><p>se o nível de energia do fóton de determinado com</p><p>primento de onda é compatível com o do elétron,</p><p>ocorre a excitação e, possivelmente, uma reação fo</p><p>toquímica; se não o for, nada ocorre, significando que</p><p>aquele comprimento de onda não pode ser absorvido</p><p>e, conseqüentemente, não exerce uma ação biológi</p><p>ca através daquele pigmento.</p><p>Uma característica generalizada das moléculas de</p><p>pigmentos é a existência de muitas ligações conjuga</p><p>das (ligações simples e duplas alternadas). Isso acar</p><p>reta a existência de muitos elétrons deslocados nos</p><p>orbitaismais externos, em ressonância, denominados</p><p>elétrons 7T, os quais participam da absorção de luz. As</p><p>clorofilas, principais pigmentos fotossintéticos, possu</p><p>em muitos elétrons em ressonância no anel de</p><p>porfirina (elétrons TI). Estes últimos podem absorver</p><p>fótons com diferentes conteúdos de energia, ou seja,</p><p>podem absorver diferentes comprimentos de onda</p><p>B</p><p>700600500</p><p>Comprimento de onda (nrn)</p><p>400</p><p>~:~.:. · .····,-</p><p>.'</p><p>(S2)' Se tivéssemos que definir, em poucas palavras,</p><p>o que significa absorção de luz, poderíamos dizer que</p><p>é um processo ultra-rápido de excitação eletrônica</p><p>ocasionado pelos fótons de luz. Esse fenômeno ocor</p><p>re numa escala de fentossegundo (10-15 s).</p><p>Os estados excitados da clorofila têm um tempo de</p><p>existência ultrabreve, da ordem de 10-12 (picossegun</p><p>dos) a 10-6 segundos (milissegundos). Nessa breve fra</p><p>ção de tempo, os elétrons retomam ao estado basal</p><p>dissipando a energia absorvida. A energia de excita</p><p>ção eletrônica pode ser dissipada de vários modos,</p><p>processo esse denominado de-excitação eletrônica. A</p><p>transição S2~ SI é extremamente rápida (= 10-12s),</p><p>sendo a energia de excitação dissipada na forma de</p><p>calor. Já a dissipação de energia entre os orbitais ele</p><p>trônicos SI ~ So (= 10-9 s) tem duração suficiente</p><p>para permitir outros tipos de conversão de energia</p><p>(Nobel, 1991). Além da liberação de energia na for</p><p>ma de calor, essa dissipação de energia pode se dar das</p><p>seguintes formas:</p><p>1. Dissipação de energia por emissão de luz, fenô</p><p>meno conhecido como fluorescêncía. Em se</p><p>300</p><p>CH,</p><p>Fig. 5.10 (A) Estrutura das clorofilas destacando as ligações conjugadas do anel de porfirina contendo uma molécula de</p><p>Mg. A altemância entre as ligações simples e duplas no anel de porfirina gera muitos elétrons 11" deslocados, os quais</p><p>participam da absorção da luz. O anel de porfirina liga-se a uma cadeia de fitol, apoIar, responsável pelo ancoramento da</p><p>molécula de clorofila aos complexos protéicos embebidos na matriz lipídica das membranas dos tilacóides dos cloroplas</p><p>tos; (B) espectro de absorção das clorofilas a e b.</p><p>(Fig. 5.10a). No caso da clorofila, os fótons de luz</p><p>absorvidos mais eficientemente são os de comprimen</p><p>to de onda nas bandas do azul e do vermelho, não</p><p>absorvendo quase nada na banda do verde (Nobel,</p><p>1991).</p><p>A</p><p>Clorofila a e b</p><p>o QUE ACONTECE QUANDO OS</p><p>PIGMENTOS ABSORVEM LUZ?</p><p>Imaginemos que moléculas de clorofila mantidas</p><p>no escuro sejam iluminadas com feixes de luz mono</p><p>cromática de comprimentos de onda na faixa do azul</p><p>ou do vermelho. Esses fótons de luz impulsionam os</p><p>elétrons 'lT para orbitais com níveis de energia mais</p><p>elevados no interior da molécula de clorofila ('lT ~</p><p>'lT*). Diz-se que os elétrons 'lT da clorofila foram exci</p><p>tados pelos quanta da luz azul ou vermelha. A absor</p><p>ção de fótons de luz vermelha remete os elétrons do</p><p>estado basal (So) para o estado excitado SI' chamado</p><p>primeiro singleto (Fig. 5.11). Já os fótons de luz azul,</p><p>dotados de maior energia quântica, impulsionam os</p><p>elétrons para um orbital eletrônico cujo nível de ener</p><p>gia é ainda mais elevado, denominado segundo singleto</p><p>126 Fotossíntese</p><p>Fotossíntese 127</p><p>COMPLEXO ANTENA</p><p>Fig. 5.11 Modelo esquemático, simplificado, dos níveis de energia da clorofila excitada pela absorção de luz monocro</p><p>mática e o destino da energia de excitação eletrônica. A energia de excitação eletrônica pode ser dissipada de 4 formas:</p><p>calor, emissão de luz (fluorescência), transferência de energia de excitação elétron-elétron (ressonância indutiva) nos</p><p>complexos antena e reações redox nas membranas dos tilacóides, gerando A TP e poder redutor (NADPH e ferredoxina</p><p>reduzida).</p><p>NADPH</p><p>+</p><p>NAOP</p><p>mamente importante para que a captação de luz</p><p>ocorra eficientemente. Nesse processo, a ener</p><p>gia de excitação do elétron de uma molécula é</p><p>transferida para o elétron da molécula vizinha,</p><p>e assim sucessivamente. Os complexos antena</p><p>(CA) ou complexos de captação de luz (CCL; do</p><p>inglês light harvesting complex - LHC) são estru</p><p>turas supramoleculares, associadas às membra</p><p>nas dos tilacóides, constituídas por proteínas e</p><p>pigmentos, tendo a função de captar a luz utili</p><p>zada no processo fotossintético. Através dos</p><p>CCL, a energia luminosa é eficientemente ab</p><p>sorvida e transformada em energia de excitação</p><p>eletrônica, a qual é canalizada para os centros</p><p>de reação. Os CCL contêm moléculas de clo</p><p>rofila a, de clorofilas b e de carotenóides (Fig.</p><p>5.11).</p><p>3. Dissipação da energia em reações nas quais o</p><p>elétron excitado é doado a uma molécula recep</p><p>tora, desencadeando reações de oxirredução.</p><p>Esse processo ocorre a partir das moléculas de</p><p>clorofila especiais dos centros de reação (díme</p><p>ros de clorofila a). Diz-se que a clorofila foi</p><p>fotoxidada e que a molécula receptora foi redu</p><p>zida. Esse processo de separação de cargas, in</p><p>duzido pela luz, constitui o evento fotoquímico</p><p>primário da fotossíntese (Fig. 5.2). A partir des</p><p>se ponto, tem início o fluxo fotossintético de</p><p>',,"sCi" IIL</p><p>Reações</p><p>Fotoquímicas</p><p>Fluorescência</p><p>Calor</p><p>tratando das clorofilas, o pico de emissão de luz</p><p>fluorescente situa-se na banda do vermelho,</p><p>independentemente do comprimento de onda</p><p>que tenha excitado as moléculas de clorofila. Os</p><p>processos de absorção de luz e emissão de fluo</p><p>rescência ocorrem em nanossegundos (10-9 s).</p><p>Quando os pigmentos fotossintéticos são extra</p><p>ídos das folhas e solubilizados em solventes</p><p>apoIares (acetona, éter), a emissão de fluores</p><p>cência é extremamente elevada, podendo ser</p><p>visualizada a olho nu. Entretanto, nos cloroplas</p><p>tos intactos, a emissão de fluorescência é míni</p><p>ma, uma vez que os processos 2 e 3 (a seguir)</p><p>competem de modo eficiente pela energia de</p><p>excitação eletrônica. No entanto, quando as</p><p>plantas sofrem diferentes tipos de estresse que</p><p>afetam a fotossíntese, a emissão de fluorescên</p><p>cia nas folhas tende a aumentar, o que pode ser</p><p>detectado no laboratório ou no campo através</p><p>da utilização de um equipamento sensível de</p><p>nominado espectrômetro de fluorescência.</p><p>2. Transferência da energia de excitação para ou</p><p>tras moléculas de carotenóides e clorofila, per</p><p>mitindo uma rápida migração da energia entre</p><p>os pigmentos densamente empacotados nas</p><p>membranas dos tilacóides (complexos de capta</p><p>ção de luz ou complexos antena). A energia é</p><p>transferida por ressonância indutiva, sendo extre-</p><p>I-</p><p>I</p><p>I</p><p>principalmente por fissão binária, que produz duas células-</p><p>filhas idênticas.</p><p>51) Alternativa: A</p><p>52) Alternativa: D</p><p>53) Alternativa: C</p><p>54) Alternativa: A</p><p>55) Alternativa: C</p><p>56) Alternativa: B</p><p>57) Alternativa: D</p><p>58) Alternativa: E</p><p>59) Alternativa: D</p><p>60) Alternativa: D</p><p>61) Alternativa: A</p><p>62) Alternativa: B</p><p>63) Alternativa: B</p><p>64) Alternativa: A</p><p>65) Alternativa: E</p><p>66) Alternativa: B</p><p>67) Alternativa: B</p><p>68) Respostas: antibiótico - mutação - conjugação - parede</p><p>celular - plasmídeo - transdução - transformação - pêlos</p><p>sexuais - conjugação - plasmídeos.</p><p>Comentário:</p><p>a) a atividade bacteriana, que inclui o seu crescimento</p><p>colonial, pode ser impedida por diversos fatores, como</p><p>falta de nutrientes, competição por espaço etc.</p><p>Entretanto, como é relatado no experimento, o meio</p><p>proporciona condições para o crescimento bacteriano,</p><p>exceto em uma região onde elas não crescem. Como elas</p><p>cresceram em um meio onde já havia outro</p><p>microrganismo, o que impedia o crescimento era a</p><p>secreção, por estes microrganismos, de substância</p><p>bactericida ou bacteriostática, denominada de antibiótico.</p><p>b) Bactérias têm uma incrível capacidade de modificar-se</p><p>geneticamente, processo denominado de mutação. Tais</p><p>mutações podem garantir-lhes resistência a antibióticos,</p><p>por exemplo. Neste caso, a mutação pode ocorrer sem a</p><p>interação com outros microrganismos.</p><p>c) As bactérias são organismos vivos que se reproduzem</p><p>essencialmente por meio assexuado. Mas elas possuem a</p><p>capacidade de trocar material genético com indivíduos</p><p>diferentes. Este processo é denominado recombinação</p><p>gênica. Um dos processos, a conjugação, ocorre entre duas</p><p>bactérias. Estas trocam plasmídeos através dos pêlos</p><p>sexuais, ou pili. Neste caso os dois indivíduos estão vivos,</p><p>diferentemente da transformação - em que é necessária a</p><p>absorção de material genético de bactérias mortas e</p><p>decompostas - e da transdução - que envolve modificação</p><p>genética através de bacteriófago, um vírus.</p><p>d) Um dos tipos de diagnose bacteriana é o método de</p><p>coloração de Gram, que identifica as bactérias em gram</p><p>positivas ou negativas, de acordo com a parede celular.</p><p>Porém, um grupo de bactérias, as micoplasmas, não</p><p>apresenta a estrutura parede celular; nesse caso, a</p><p>coloração gram é ineficiente. Porém, se quando realizada</p><p>investigação ao microscópio eletrônico, percebe-se que a</p><p>ultraestrutura da célula é desprovida de núcleo, possui</p><p>DNA circular e plasmídeo, sendoestas as características</p><p>que as agrupam no Domínio Bacteria.</p><p>e) A bactéria Staphylococcus aureus apresenta-se como</p><p>importante contaminante em infecções hospitalares. Essa</p><p>importância decorre da sua capacidade de se modificar</p><p>geneticamente via bacteriófagos, processo denominado de</p><p>transdução.</p><p>f) Hoje, bactérias são essenciais na manipulação genética,</p><p>sendo utilizadas em prol de diversos avanços</p><p>biotecnológicos. É possível hoje fazer transformação</p><p>genética em plantas utilizando-se bactérias. Por exemplo,</p><p>Agrobacterium é um gênero de bactérias que produzem</p><p>tumores em plantas, alterando-as geneticamente. Sabendo</p><p>dessa alteração, utiliza-se outra bactéria, Escherichia coli.</p><p>Esta é facilmente modificada geneticamente através de</p><p>transformação, processo em que ocorre a absorção de um</p><p>gene de interesse (DNA) em meio cultivado. Como se</p><p>pretende modificar plantas, a E. coli, quando em contato</p><p>com Agrobacterium, pode transferir, através de pêlos</p><p>sexuais - processo denominado de conjugação -</p><p>plasmídeos (vetor de alteração genética) com o gene de</p><p>interesse, dispersos no citoplasma. Após a conjugação,</p><p>Agrobacterium já possui o gene de interesse e, portanto, já</p><p>pode alterar a planta.</p><p>69) a)</p><p>Animal Filo Presença</p><p>de tecido</p><p>verdadeiro</p><p>Número de</p><p>folhetos</p><p>germinativos</p><p>Esponjas Porífera Não Sem folhetos</p><p>Ascídias Chordata Sim Três</p><p>(Triblástico)</p><p>Lulas Mollusca Sim Três</p><p>(Triblástico)</p><p>b) O folheto germinativo que está diretamente</p><p>relacionado com a formação do celoma é a mesoderme. A</p><p>formação do celoma trouxe vantagens relacionadas como</p><p>a distribuição de substâncias para as células e eliminação</p><p>de excretas, acomodação e proteção dos órgãos internos,</p><p>e sustentação do animal (esqueleto hidrostático).</p><p>70) a) Características que permitem diferenciar</p><p>bactérias de protozoários (eucariontes unicelulares</p><p>heterótrofos):</p><p>b) Os fungos têm, em comum com alguns animais, a</p><p>presença do polissacarídeo quitina na parede celular e do</p><p>polissacarídeo glicogênio como substância de reserva.</p><p>71) a) A razão da diferença entre os dois tipos de</p><p>protozoários é que os de água salgada são praticamente</p><p>isotônicos em relação ao meio e não têm problemas de</p><p>regulação osmótica. Já os protozoários de água doce,</p><p>sendo hipertônicos em relação ao meio, recebem</p><p>constantemente água por osmose, eliminando o</p><p>excesso por meio dos vacúolos pulsáteis.</p><p>b) Em tal situação, esse protozoário deverá sofrer lise</p><p>(ruptura) provocada pela excessiva entrada de água por</p><p>osmose.</p><p>72) a) Considerando-se que a colônia é sensível a</p><p>antibióticos, a resistência se origina por mutações</p><p>espontâneas.</p><p>b) O crescimento populacional bacteriano é possibilitado</p><p>pela multiplicação assexuada desses seres por divisão</p><p>binária (por meio da ocorrência de mitose), processo</p><p>extremamente simples e rápido, que depende apenas da</p><p>duplicação do material genético e da bipartição celular.</p><p>73) a) A febre maculosa tem como agente etiológico uma</p><p>bactéria, a Rickettsia rickettsi. Ela é transmitida pelo</p><p>micuim, larva do carrapato estrela, ao sugar o sangue</p><p>humano.</p><p>b) Os artrópodes possuem patas, apêndices articulados e</p><p>exoesqueleto quitinoso.</p><p>74) a) Esquistossomose, teníase e amebíase.</p><p>b) Malária e amebíase.</p><p>75) Os outros reinos são: Monera (que inclui as bactérias),</p><p>Protista (protozoários e algas) e Fungi (fungos).</p><p>76) Resposta:</p><p>a) Como nessa população existem muitos indivíduos</p><p>imunizados, sem a doença, a probabilidade de contágio de</p><p>pessoa a pessoa é muito baixa.</p><p>b) O cólera e a hepatite são transmitidos pela água, uma</p><p>fonte comum consumida por toda a população. Assim, a</p><p>maioria dos indivíduos estaria exposta ao agente</p><p>infeccioso.</p><p>77) a) Teríamos dificuldade em aplicar a definição de</p><p>espécie no caso da bactéria e do líquen.</p><p>b) Em ambos os casos, trata-se de espécies de reprodução</p><p>assexuada, que, portanto, não se encaixam na</p><p>conceituação proposta na questão.</p><p>78) A ocorrência universal da clorofila a entre os</p><p>fotoautótrofos está associada ao fato de que somente ela</p><p>pode participar diretamente das reações luminosas, que</p><p>convertem energia da luz solar em energia química,</p><p>compondo os centros de reação dos fotossistemas. Outros</p><p>pigmentos podem captar fótons e transferir energia para a</p><p>clorofila a que então inicia a série de reações luminosas. A</p><p>ocorrência de tais pigmentos - acessórios - em um mesmo</p><p>organismo amplia sua capacidade de absorção da energia</p><p>luminosa, habilitando-o a absorver faixas do espectro de</p><p>radiação não captadas pela clorofila a.</p><p>79) Hereditariedade, evolução e metabolismo constituem</p><p>os atributos fundamentais dos seres vivos, como sistemas</p><p>de organização celular. Neste contexto, Archaea, Bacteria</p><p>e Eukarya compartilham o nível celular na hierarquia da</p><p>organização biológica, definido pela presença de uma</p><p>membrana com propriedades específicas, que distingue os</p><p>meios intra e extracelular; a informação genética, na forma</p><p>de uma molécula de DNA, com estratégias moleculares</p><p>básicas, comuns para os processos de replicação,</p><p>transcrição e tradução de mensagem genética, bem como</p><p>a potencialidade para gerar e acumular variação.</p><p>Medusas Cnidaria Sim Dois</p><p>(Diblástico)</p><p>Estrelas-</p><p>do-mar</p><p>Echinodermata Sim Três</p><p>(Triblástico)</p><p>Característica Bactéria Protozoário</p><p>Parede</p><p>celular</p><p>Sim Não</p><p>Envoltório</p><p>nuclear</p><p>Não (procariontes) Sim (eucariontes)</p><p>DNA Circular Linear ou aberto</p><p>Ribossomo Menor Maior</p><p>Cadeia</p><p>respiratória</p><p>Associada à membrana</p><p>plasmática</p><p>No interior de</p><p>mitocôndrias</p><p>Fagossomo Não Sim</p><p>Vacúolos</p><p>contrácteis</p><p>Não Sim</p><p>Plasmídeos Sim Não</p><p>Mesossomo Sim Não</p>