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Prévia do material em texto

Segm
ento: Educação Infantil
Creche
9 7 8 6 5 5 7 4 2 0 1 2 6
ISBN 978-65-5742-012-6
M
anual do P
rofessor
Editora responsável: 
Viviane Gonçalves Bruno
Organizadora: FTD EDUCAÇÃO 
Obra coletiva concebida, 
desenvolvida e produzida pela 
FTD Educação.
Segmento: Educação Infantil
Bebês
(0 a 1 ano e 6 meses)
Creche
Volume
Manual do Professor
D2-g22_ftd_capa_bons_amigos_creche_v1.indd All PagesD2-g22_ftd_capa_bons_amigos_creche_v1.indd All Pages 9/25/20 4:23 PM9/25/20 4:23 PM
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1ª edição
São Paulo, 2020
Licenciada em Pedagogia pela Universidade 
Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Psicopedagogia pela Universidade 
Estadual de Londrina (UEL-PR).
Atualmente é editora de materiais didáticos.
Editora responsável: 
Viviane Gonçalves Bruno
Organizadora: FTD EDUCAÇÃO 
Obra coletiva concebida, 
desenvolvida e produzida pela 
FTD Educação.
Segmento: Educação Infantil
Bebês
(0 a 1 ano e 6 meses)
Creche
Volume
Manual do Professor
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Bons amigos – Creche I 
(Educação Infantil – Volume I – Bebês – 0 a 1 ano e 6 meses)
Copyright © FTD Educação, 2020
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Bons amigos - creche I - volume I - bebês - (0 a 1
ano e 6 meses) : segmento : educação infantil:
manual do professor / organizadora FTD educação;
obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida
pela FTD Educação; editora responsável: Viviane
Gonçalves Bruno. -- 1. ed. -- São Paulo : Editora
FTD, 2020.
ISBN 978-65-5742-012-6 (professor)
ISBN 978-65-5742-009-6 (material digital PDF)
1. Educação Infantil I. Bruno, Viviane Gonçalves.
20-42855 CDD-372.21
Índices para catálogo sistemático:
1. Educação infantil : Creches e pré-escolas :
 Pedagogia : Educação 372.21
Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD
CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300
Guarulhos-SP – CEP 07220-020
Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 
de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à
EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo-SP
CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970
www.ftd.com.br
central.relacionamento@ftd.com.br
ELABORADORES DE ORIGINAIS
Alessandra Dedéco Furtado Rossetto
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal 
do Paraná (UFPR).
Mestre em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza 
pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). 
Professora com experiência em Educação Infantil e nos Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental.
Emanuele Cristina Rodrigues Gonçalves
Licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário de Belo 
Horizonte (UniBH-MG).
Professora com experiência em Educação Infantil e nos Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental. Atualmente é educadora 
social na Associação Mineira de Proteção à Criança.
Gislaine Moreira Matos
Graduada em Musicoterapia pela Faculdade de Artes 
do Paraná (FAP-PR).
Especialista em Educação Infantil pela Universidade Positivo.
Professora com experiência em Educação Infantil.
Natasha Yukari Schiavinato Nakata
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual 
de Londrina (UEL-PR).
Mestre em Educação pela Universidade Estadual de 
Londrina (UEL-PR).
Atualmente participa da produção de projetos didáticos 
de Educação Infantil e desenvolve pesquisas na área de 
Educação Infantil.
Viviane Gonçalves Bruno
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual 
de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Psicopedagogia pela Universidade 
Estadual de Londrina (UEL-PR).
Atualmente é editora de materiais didáticos.
Zuleika Camargo Leite de Toledo
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Bandeirante 
de São Paulo (Uniban-SP).
Especialista em Educação Infantil pelo Centro de Estudos 
Superiores de Londrina (Cesulon-PR).
Mestre em Educação pela Universidade Estadual 
de Londrina (UEL-PR).
Professora com experiência em Educação Infantil e nos Anos 
Iniciais do Ensino Fundamental, também atuou na formação 
profissional de professores da rede pública. Atualmente 
é professora em cursos de Pós-graduação na área de 
formação profissional de professores.
Direção geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti
Edição Luciana Leopoldino (coord.)
Preparação e revisão de textos Viviam Moreira (sup.)
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Daniela Máximo (coord.)
Arte e produção Rodrigo Carraro Moutinho (sup.)
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais
Edição Alessandra R. Avanso, Denise A. dos Santos Oliveira, 
Juliana Santo Sosso, Mariana Cavalcante Diamante, 
Viviane Gonçalves Bruno 
Assistência editorial Isabela Ventura Silvério Biz, 
Taciane Marcelle Marques
Colaboração técnico-pedagógica Eliana Justino Carolli
Preparação e revisão Joyce Graciele Freitas, Moisés Manzano da Silva
Supervisão de produção editorial Priscilla de Freitas Cornelsen Rosa
Assistência de produção editorial Lorena França Fernandes Pelisson
Coordenação de produção de arte Tamires Rose Azevedo
Edição de arte Camila Ferreira
Projeto gráfico e design Marcela Pialarissi
Projeto de capa Marcela Pialarissi
Fotografia de capa Marko Geber/DigitalVision/Getty Images
Diagramação Dayane Aparecida Barbieri Ferreira, 
Laís Cristina Caldonazzo Garbelini, Leticia Nakadomari 
Licenciamento de recursos Erick Lopes de Almeida (coord.), 
 Eduardo Souza Ponce
Pesquisa iconográfica André Silva Rodrigues, Alessandra Roberta Arias
Tratamento de imagens Johannes de Paulo
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APRESENTAÇÃO
A criança é um sujeito em formação e a vivência na Creche é uma etapa de extrema 
importância para o desenvolvimento de habilidades que vão estimular sua compreensão 
e a interiorização de seus conhecimentos. É nesse espaço também que a criança começa 
a se preparar para a alfabetização formal e se apropriar de competências matemáticas.
A Creche é um espaço de socialização e descobertas, onde o brincar e o educar devem 
estar em sintonia, e tem papel significativo no desenvolvimento das crianças. Nela as crian-
ças têm a oportunidade de aprender, brincar, explorar, conviver, participar, expressar-se e 
conhecer-se, interagindo com adultos e outras crianças e conhecendo o meio em que vivem.
Organizamos este Manual do Professor Impresso com o intuito de auxiliá-lo nessa 
etapa da Educação Infantil, apresentando sugestões para tornar o trabalho em sala de 
aula mais dinâmico e lúdico e o aprendizado das crianças mais significativo.
Neste volume, você encontrará informações sobre a importância da Creche no desen-
volvimento das crianças e identificará elementos importantes relacionados às habilida-
des intelectuais, socioafetivas e motoras dessa faixa etária. Há também uma abordagem 
sobre a avaliação na Creche, processo pedagógico que deve acompanhar todas as 
conquistas e a evolução do aprendizado de cada criança.
Além disso, você encontrará dicas para o dia a dia na Creche, com orientações sobre 
práticas que atendam às necessidades das crianças também no aspecto individual, e 
sugestões para adequar espaços físicos onde elas sintam-se motivadas a explorar o 
ambiente e a se socializarem com os demais. Abordamos também o papel dos familiares, 
pois essa parceria é um caminho de sucesso para garantir a adaptação e a aprendizagem 
das crianças.
Você encontrará informações sobre literacia, indispensável para a alfabetização, que 
será concretizada no Ensino Fundamental, bem como orientações sobre literacia fami-
liar, com sugestões de incentivo à participação dos familiares no processo decabe tornar o ambiente escolar um 
[...]
Crianças com desenvolvimento integral saudável durante os primeiros anos de vida têm 
maior facilidade de se adaptarem a diferentes ambientes e de adquirirem novos conheci­
mentos, contribuindo para que posteriormente obtenham um bom desempenho escolar, al­
cancem realização pessoal, vocacional e econômica e se tornem cidadãos responsáveis. 
[...]
Comitê científico do Núcleo Ciência pela Infância. O impacto do desenvolvimento na primeira infância sobre a aprendizagem – Estudo 
I. 2014. p. 3-4. Disponível em: . 
Acesso em: 19 set. 2020.
[...]
Crianças que frequentam creches, muitas permanecendo em período integral, precisam 
também ter seus ritmos respeitados, ter uma ou duas figuras adultas fixas de referência, e 
muito tempo livre, para poderem explorar os espaços, os materiais, as pessoas com quem 
interagem, poderem ter tempo para se descobrirem a si mesmas, respondendo aos desafi­
os, possibilidades apresentadas e adquirirem autonomia. A partir da criação de ambientes 
aconchegantes, adequados, seguros e estimulantes, os cuidadores têm a possibilidade de 
acompanhar e conhecer os movimentos das crianças, suas curiosidades, seus progressos e 
seus potenciais.
[...] 
Nota 10: primeira infância. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho/Canal Futura. p. 63. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2020.
Recepção, adaptação e rotina 
A adaptação escolar é um momento muito importante para os envolvidos, portanto deve ser entendida 
além da simples entrada da criança na instituição escolar. Deve-se ter em mente todo o contexto que ela 
vivenciar, considerando uma etapa nova, uma abordagem que apresente mudança, seja no ambiente, na 
aprendizagem, seja no grupo de convívio, entre outros fatores.
A introdução ao novo, em qualquer idade, é carregada de ansiedade, gera certa insegurança e, para as 
crianças, esse processo é ainda mais intenso. Quando são introduzidas no ambiente escolar, elas se depa-
ram com muitos aspectos novos com os quais deverão se adaptar, como ambiente, pessoas, atividades e 
regras. É uma transição para uma nova rotina, longe de suas referências anteriores. O sentimento de segu-
rança se estabelece diariamente à medida que os vínculos vão se formando, e determinar um período para 
finalizar essa adaptação é difícil, pois depende de aspectos individuais das crianças, por exemplo, relações 
familiares, experiências vivenciadas, medos etc.
Para se preparar melhor a fim de receber a criança e de transmitir segurança para a família, recomenda-
-se à escola solicitar aos pais ou responsáveis algumas informações fundamentais ao preencher a ficha 
cadastral. Portanto, peça aos responsáveis que descrevam informações importantes a respeito da criança, 
como manias, apegos a determinados objetos, preferências ou rejeições alimentares etc. É uma maneira de 
iniciar bem os vínculos. 
Com a coleta dessas informações, o professor encarregado de recepcionar a criança estará mais prepa-
rado e poderá fazer uma abordagem individualizada. Na recepção, o acolhimento com afetividade é impres-
cindível, dessa forma, inclua brincadeiras que a criança aprecie e respeite seus limites, bem como sua 
resistência. 
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espaço de trocas e estímulos, favorecendo a interação e a socialização. Nesse sentido, consideramos a 
organização do tempo um aspecto que deve ser planejado e flexibilizado de acordo com as características 
de cada instituição. 
Dessa forma, deve-se elaborar as rotinas como um itinerário, contemplando todos os objetivos. Nesse 
contexto, garante-se que a criança compreenda a rotina e as regras necessárias para obter uma convivên-
cia harmoniosa, desenvolva tolerância ao esperar sua vez, aceite não ser atendida a todo momento, saiba 
lidar com as frustrações que naturalmente surgem. Isto é, todos esses aspectos devem ser considerados na 
inserção social das crianças.
As crianças necessitam de rotinas estabelecidas e pensadas de maneira a atender às suas necessidades. 
No planejamento dessa rotina é importante prever alguns momentos para as brincadeiras livres, que 
devem ser conciliadas com as brincadeiras dirigidas. As crianças ainda apresentam um tempo curto de 
concentração e seus interesses mudam rapidamente. Isso exige planejar brincadeiras dirigidas que aumen-
tem a concentração de forma gradativa, levando-as a brincar sozinhas, com seus pares, interagindo com os 
adultos ou com objetos.
Organização 
do tempo
processo contínuo
planejamento e 
flexibilização
rotina
respeito à curiosidade e 
ao interesse da criança
A criança aprende de diversas formas: observação, experimentação, repetição e, até mesmo, por nega-
ção. Por vezes, o adulto sente necessidade de acelerar esse processo, não percebendo que essa atitude 
colabora negativamente para o desenvolvimento integral e saudável da criança. Nesse sentido, devemos 
considerar que:
[...]
Algumas crianças, quando estão sob grande pressão de exigências, rapidez e expectativas, 
tendem a recorrer a métodos que dificultam sua organização emocional e sua capacidade 
para perceber e sentir o mundo. Outras podem tentar desempenhar papéis que são demasia­
damente adultos para elas, não vivendo as alegrias e as limitações de sua idade. [...]
CYPEL, Saul (Org.). Fundamentos do desenvolvimento infantil: da gestação aos 3 anos. São Paulo: Fundação Maria Cecília Souto 
Vidigal, 2011. p. 142. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2020.
[...]
Vários estudos concluíram que nos primeiros anos de vida o processo de conexão sináp­
tica e a plasticidade cerebral são exuberantes, pois, diferentemente do corpo, o cérebro não 
aumenta tantas células depois do nascimento, mas sim faz crescer as prolongações das 
mesmas provocando um sistema de comunicação fenomenal. A explosão de sinapses para 
As crianças, mesmo ansiosas pela aquisição de autonomia, precisam se sentir seguras, amadas, acolhi-
das e atendidas em suas necessidades físicas, cognitivas e emocionais. Cabe aos adultos responsáveis, 
tanto os de casa quanto os da escola, dar o suporte e a atenção para que isso aconteça. O potencial das 
crianças é gigantesco, porém suas interações e o meio ao qual pertencem ditam o ritmo que será seguido. 
O desenvolvimento da capacidade de aprendizado, da sociabilidade e da afetividade depende do apoio que 
elas podem, ou não, encontrar. É o que ensina Campos (2010):
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Hora da chamada
Para o conhecimento de algumas letras e, posteriormente, de palavras, 
iniciamos pelos nomes para depois ampliarmos a outros vocabulários. 
Assim, confeccione pequenas placas ou crachás com as fotografias e os 
nomes das crianças da turma. Eles devem ser escritos em letras de imprensa 
maiúsculas, destacando-se a primeira letra com cor diferente das demais.
 Este momento auxilia a criança a aprender a reconhecer a si mesma e aos 
demais colegas. Você pode variar as estratégias para realizar a chamada, 
para explorar tanto a identidade de cada criança quanto as letras dos nomes. 
Solicite, por exemplo, que uma criança pegue o crachá com a fotografia e o 
nome de um colega e se dirija até ele para lhe entregar. Além de reconhece-
rem as letras que compõem seus nomes, as crianças podem verificar quais 
colegas têm nomes iguais, quem faltou à aula etc.
Nossa rotina
A rotina é algo necessário no trabalho com crianças. Sendo assim, ao 
início de cada aula, apresente em um cartaz, por meio de escrita edese-
nhos, as atividades que serão desenvolvidas com a turma durante o 
período em que estiver na escola. Isso inclui elencar o momento das 
aulas de Arte e de Educação Física, a hora do lanche, o momento do 
sono e de outras atividades.
Dessa forma, as crianças compreenderão que existem momentos 
específicos para cada atividade do dia a dia. Reforce essa noção apon-
tando sempre para os tópicos elencados no cartaz e dizendo que é hora 
de determinada atividade. Aproveite o cartaz de rotina para explorar 
noções de antes, depois, agora, ontem e hoje. 
23
O desenvolvimento das habilidades das crianças pode não acontecer em ordem sequencial, pois cada 
criança tem suas particularidades. Então, na condição de educadores e cuidadores, é primordial que 
saibamos a importância do acolhimento, do elogio, da não comparação com o outro e do respeito ao 
que podemos nomear “tempo de cada um”.
a estruturação significativa desta complexa rede neuronal permitirá o despertar paralelo de 
muitas habilidades sensoriais, motoras, cognitivas, sociais e emocionais que permitirão à 
criança integrar­se ao mundo que a rodeia, crescer e desenvolver­se. 
[...]
CAMPOS, Anna Lucia. Primeira infância: um olhar desde a neuroeducação. Tradução de Eleonor Campos Beuttemmüller. Lima: 
Cerebrum, 2010. p. 50.
Atividades permanentes
Faz parte da rotina escolar das turmas de Educação Infantil desenvolver diferentes atividades utilizando 
diversos materiais e técnicas. Essas atividades são experiências que auxiliam as crianças a ultrapassar 
barreiras, promovendo o desenvolvimento cognitivo, afetivo, emocional e científico, proporcionando desco-
bertas significativas e incentivadoras. Cabe ao educador ouvir com atenção as crianças, avaliar seus interes-
ses, observar suas ações e elaborar atividades que lhes tragam alegria, interesse e desenvolvimento. Além 
disso, elas devem ser planejadas de acordo com a faixa etária das crianças.
A seguir, apresentamos atividades permanentes que favorecem o desenvolvimento físico e cognitivo e a 
autonomia das crianças durante o período escolar, as quais o auxiliam no planejamento das aulas.
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Hora da arte
As brincadeiras artísticas são bem-vindas, uma vez que a criança em contato com instrumentos de 
exploração da linguagem artística pode aflorar a capacidade de levantar hipóteses na reconstrução e expli-
cação das coisas, ampliando sua criatividade. Além disso, elas desenvolvem a coordenação motora ao 
manusear pincéis, esponjas, algodão ou as próprias mãos.
O intuito das atividades artísticas é verificar a evolução das crianças no que se refere às suas habilida-
des motoras e à maneira como produzem seus registros, tanto em relação aos desenhos espontâneos 
quanto em relação àqueles com orientações direcionadas. Para isso, mês a mês, proponha essa atividade 
e guarde os resultados em pastas individuais das crianças ou no portfólio. Ao final de um bimestre ou 
trimestre, retome as atividades comparando os registros delas e, em reuniões com os responsáveis, 
mostre-lhes a evolução da turma.
Veja a seguir receitas de tinta e de massa de modelar caseiras para fazer e disponibilizar às crianças.
Cantinho da leitura
Verifique o melhor espaço para promover esse momento com as crianças. Pode ser na própria 
sala de aula, na biblioteca ou em um local já destinado para isso. Essa atividade permanente deve 
proporcionar às crianças o manuseio de livros, o contato com imagens, a contação de histórias delas 
e a escolha do que gostariam de ouvir. Para isso, o local precisa ser aconchegante e confortável, com 
tapetes emborrachados, almofadas ou outros recursos disponíveis no estabelecimento escolar.
 Neste período do desenvolvimento, é importante dar preferência a livros com narrativas meno-
res, com destaque à leitura de imagens que as crianças podem fazer nesse período. É importante 
permitir a exploração de livros de diferentes texturas e materiais. Durante a leitura é possível incluir 
movimentos corporais, rimas e repetições que agradem e despertem interesse. Entonações vocais, 
brincadeiras com os dedos, efeitos sonoros diversificados tornam o momento divertido, levando a 
criança a ser um espectador atento e, por vezes, participativo.
24
Tinta de farinha
Ingredientes
 • 1 xícara de farinha de trigo
 • 1/2 xícara de sal
 • 1 xícara de água
 • corantes alimentícios nas cores desejadas
Modo de fazer
Misture primeiro os ingredientes secos. Acrescente a 
água e misture até a tinta ficar homogênea. Separe 
a tinta em potes. Em cada pote, coloque o corante 
desejado. Mexa bem e está pronta a tinta.
Tinta de gelatina
Ingredientes
 • pó para gelatina nas cores desejadas
 • água suficiente para dar consistência de tinta
Modo de fazer
Coloque o pó para gelatina em um recipiente e 
adicione água aos poucos, misturando sempre, até a 
consistência desejada. Apenas tenha cuidado para 
não deixar a tinta muito líquida.
Massa de modelar básica
Ingredientes
 • 4 xícaras de farinha de trigo
 • 1 xícara de sal
 • 1 e ½ xícara de água
 • 2 colheres de sopa de óleo de cozinha
 • 1 colher de sopa de vinagre
 • corantes alimentícios nas cores desejadas
Modo de fazer
Em uma vasilha, coloque todos os ingredientes, 
exceto o corante. Misture-os com as mãos até que a 
massa fique homogênea. Separe a massa em partes, 
faça um pequeno buraco no centro de cada parte da 
massa e pingue algumas gotas do corante desejado. 
Amasse novamente para que o corante tinja toda a 
massa. Guarde as massas em potes ou sacos 
plásticos fechados para não ressecar.
Massa de modelar sem glúten
Ingredientes
 • ½ xícara de farinha de arroz
 • ¼ de xícara de sal
 • 6 colheres de sopa de água
 • 1 colher de chá de óleo de cozinha
 • corantes alimentícios nas cores desejadas
Modo de fazer
Misture os ingredientes secos. Despeje a água aos 
poucos e misture até obter a textura de massa de 
modelar. Coloque o corante na massa amassando-a 
bem para a cor tingi-la. Acrescente o óleo de 
cozinha e continue a amassar para obter uma 
textura homogênea.
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Hora da música
O contato com a música também deve estar presente no dia a dia das 
crianças. Pode ser concretizado por meio de situações que envolvam 
instrumentos simples que emitam sons variados, como chocalho de 
grãos, batuque em latas ou baldes, apitos etc. A produção de sons pode 
ser variada: as crianças podem explorar o próprio corpo, batendo palmas 
ou os pés no chão, estalando dedos, assobiando e fazendo outros sons 
com a boca, fazendo imitações de sons que ouvem no ambiente ou na 
natureza. O repertório de músicas precisa ser amplo e diversificado: 
obras clássicas, populares, étnicas, instrumentais etc. Dessa forma, a 
capacidade auditiva das crianças se aprimorará. Conforme desenvol-
ve-se a fala, elas poderão auxiliar no processo de escolha das músicas, 
mostrando suas preferências. É preciso nortear essa ação e ofertar o 
que esteja planejado, reservando depois um tempo para ouvirem as 
músicas que escolheram.
Hora do movimento
As brincadeiras motoras podem ser trabalhadas com uma canção, 
uma cantiga de roda ou uma história. Nas brincadeiras de roda, as 
crianças cantam e se organizam em roda, desenvolvendo a compreen-
são quanto à sintonia e ao sentido em que devem girar. É possível 
também desenvolver, nos espaços da escola, percursos adequados à 
faixa etária das crianças. Elas podem correr, andar, sentar, seguindo as 
orientações de brincadeiras como Seu mestre mandou.
Hora da higiene
Desde pequenos, é necessário considerar a importância dos hábitos 
de higiene para a saúde. Sendo assim, converse com as crianças sobre 
os benefícios desses hábitos e mantenha como rotina da aula um 
momento para elas escovarem os dentes após o lanche e lavarem as 
mãos e o rosto ao voltaremdas aulas de Arte, de Educação Física ou de 
qualquer outra atividade fora da sala, nas quais tenham se sujado.
Solicite aos responsáveis um kit de higiene contendo uma escova de 
dentes, um creme dental, uma toalha de rosto, um sabonete e um pente.
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Calendário
Verifique a possibilidade de construir um calendário para deixar 
exposto em sala de aula a fim de explorar com as crianças a sequência 
dos números e a passagem dos dias, das semanas e dos meses, por 
exemplo. Outra sugestão é apresentar algumas datas comemorativas, 
como as dos aniversariantes de cada mês. A cada final de aula, peça a 
uma das crianças que risque o respectivo dia no calendário. Alguns 
calendários podem apresentar informações sobre o clima. Nesse caso, 
pergunte à turma como está o dia e peça à criança da vez que desenhe 
no calendário algo que represente o clima.
Varal de atividades
Trata-se de um local no qual algumas das atividades das crianças 
são expostas para todos da turma apreciarem. Para isso, verifique o 
melhor lugar para pendurar um barbante e providencie prendedores 
para fixar os trabalhos nele. O varal também pode ser usado para 
pendurar trabalhos feitos com cola escolar ou tinta que necessitem 
secar.
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Vamos conversar sobre a família?
As interações saudáveis na primeira infância, incluindo os vínculos afetivos com familiares e cuidadores, 
têm impactos positivos na formação de cidadãos, já que essas experiências e oportunidades de vivenciar 
bons relacionamentos nos primeiros anos de vida formam um forte alicerce que gera valores, habilidades 
cognitivas e sociabilidade. Essa etapa é crucial para o desenvolvimento humano, pois nela acontecem 
importantes transformações físicas e neurológicas que, como já vimos, interferem diretamente no desen-
volvimento cognitivo e social das crianças. 
No contexto da Educação Infantil, a criança tem a oportunidade de conviver coletivamente e ter contato 
com aprendizagens múltiplas, fundamentais para seu desenvolvimento integral. No entanto, cabe mencio-
nar que, até ingressar nas instituições educacionais, é no ambiente familiar que a criança vai adquirir subsí-
dios fundamentais para seu desempenho no contexto da Creche. 
Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, v. 1, p. 21-22), “as crianças cons-
troem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em 
que vivem. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim [em] fruto de um intenso 
trabalho de criação, significação e ressignificação.”.
A família e a adaptação da criança na Creche
A fase de adaptação da criança na Creche é complexa e a acolhida precisa ser planejada; família e educa-
dor precisam estar preparados. Por isso, a escola deve orientar as famílias a transmitir segurança às crian-
ças no momento da despedida, evitando choro. Saídas despercebidas podem gerar desespero e sentimen-
to de abandono na criança, tornando a separação ainda mais traumática. 
Ambas, família e escola, devem estabelecer princípios baseados nos objetivos que desejam atingir, 
traçando metas de forma simultânea a fim de proporcionar segurança à criança. Essa parceria conjunta é 
um caminho de sucesso para garantir a aprendizagem. 
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Preparação inicial
Envolve a criança na 
preparação dos 
materiais que serão 
levados à escola. Rotina
Demonstrar interesse 
e envolvimento com 
a rotina educacional 
da criança.
Cautela na 
separação
Não sair escondido 
e despedir-se de 
forma natural. Envolvimento
Mostrar à criança 
que toda a família 
também faz parte 
da escola.
Rotina de 
higiene
Indicar as 
etapas realizadas 
e a reação da 
criança.
Atividades 
realizadas 
Indicar em que a 
criança demonstrou 
maior interesse.
Refeições
Sinalizar o que a 
criança aceitou ou 
recusou e a 
quantidade.
27
Diálogo é sempre fundamental em qualquer fase da vida. A família precisa compreender que é essencial 
conversar com a criança sobre os conteúdos que está vivenciando na escola e deve participar ativamente 
do processo pedagógico realizando algumas ações, como: cumprir as regras estabelecidas pela escola de 
forma consciente; valorizar o contato com a escola, principalmente estar presente nas reuniões e quando 
solicitada sua participação em eventos com interação da família; envolver-se nas atividades curriculares e 
extracurriculares; acompanhar as crianças em suas tarefas de casa, orientando no que for preciso. Além 
disso, os familiares precisam reconhecer que também são responsáveis diretamente pelo desenvolvimento 
pleno e integral das crianças. Quanto à escola, é fundamental mobilizar práticas que sensibilizem as famí-
lias, convocando-as a caminhar de forma conjunta: escola e família em direção ao sucesso escolar das 
crianças. 
O cuidado com a rotina das crianças 
A rotina das crianças deve ser preservada ao máximo. O diálogo entre família e educadores é importante 
para entender os hábitos da criança e minimizar mudanças na transição casa-instituição escolar. 
Compreendendo que a interação com a família é um fator de sucesso para o desenvolvimento e aprendi-
zagem, cabe à escola priorizar a história da criança, promover a troca de saberes e considerar suas vivên-
cias adquiridas na relação familiar. Por isso, a instituição precisa estabelecer estratégias que possibilitem o 
contato direto com os familiares, o que pode ser feito disponibilizando canais de comunicação. A agenda da 
rotina diária é um exemplo de canal de comunicação, pois, se por um lado a escola comunica o cotidiano 
da criança, socializando-o com a família, por outro possibilita o acompanhamento familiar do processo de 
desenvolvimento da criança, tornando isso uma ponte que une a família à escola. Nela, o educador poderá 
registrar informações gerais e específicas, tais como:
Os familiares também precisam transmitir segurança à criança ao demonstrar que confiam na institui-
ção, por isso, é interessante entrevistar as famílias antes dessa acolhida e adaptação. Tanto a escola quanto 
os educadores podem dar dicas de como produzir um guia de adaptação escolar, fornecendo algumas 
orientações à família, como as mostradas a seguir.
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contribuem para o 
desenvolvimento dos 
facilitadores da 
alfabetização
favorecem os 
vínculos afetivos 
e de amizade no 
seio familiar
aproximam 
pais e filhos
Ligados e conectados!
O programa faz parte das políticas públicas para a educação da gestão 2019-2022 do 
governo federal. Acesse o site do programa e veja conteúdos em vídeos e materiais 
impressos para estimular a literacia familiar com as famílias das crianças.
• MEC – Conta pra mim. Disponível em: . 
Acesso em: 21 set. 2020.
28
Vale ressaltar que essas informações são sugestões e que a escola deve sempre lançar mão de sua auto-
nomia ao elaborar seus materiais em função das necessidades da instituição, das crianças e das famílias.
Literacia familiar
Segundo a BNCC, o início da Educação Infantil significa, na maioria das vezes, a primeira separação das 
crianças do contexto familiar. Essa é uma das características que tornam muito próxima a relação da escola 
de Educação Infantil com as famílias. A aprendizagem da criança no contexto da Educação Infantil ocorre 
em todos os níveis sociais e está integralmente relacionada à sua relação com o meio em que vive, porém 
a família é o principal referencial nesse processo. 
O programa Conta pra mimConta pra mim é um guia de literacia familiar voltado para os pais e/ou responsáveis e para 
o corpo docente. Nesse programa,justifica-se a prática da literacia familiar em razão da influência direta e 
diária que a família exerce no desenvolvimento da linguagem das crianças. De acordo com o guia do 
programa, as práticas de literacia:
A literacia familiar ocorre na interação verbal no contexto da família, portanto todo tempo em que a família 
convive é momento de aprendizagem e compartilhamento de experiências, emoções e sentimentos.
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dispor objetos 
e livros educativos 
ao alcance da 
criança
prestar atenção 
na criança, 
compreendendo 
olhar, expressões, 
gestos e falas
participar das 
atividades na 
escola
perguntar à criança 
sobre as atividades da 
escola, o que aprendeu, 
se se divertiu, mostrando 
interesse por essas 
atividades
elogiar o 
desempenho da 
criança e orientar 
os percursos, 
dando estímulos 
positivos
acompanhar 
a criança nas 
tarefas da 
escola
ler para 
a criança
ler perto 
da criança
29
A escola pode contribuir, sensibilizando as famílias da importância dessa prática de interação e comuni-
cação familiar. Reuniões, encontros, guias, entre outras estratégias podem ser acionadas a fim de ajudar os 
familiares nessa finalidade.
O processo de alfabetização
O processo formal de alfabetização está integralmente ligado ao desenvolvimento de algumas habilida-
des adquiridas durante a infância. São elas: desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento social e emocio-
nal, desenvolvimento da fala e da língua e desenvolvimento de habilidades físicas e motoras. A criança da 
Educação Infantil pode e deve aprender certas habilidades que serão importantes na aprendizagem da 
leitura e da escrita. Essas características, desenvolvidas desde os primeiros anos de vida, impactam dire-
tamente a forma como a criança adquire e aplica os conhecimentos aprendidos e terão papel determinante 
em sua trajetória escolar. 
Segundo consta no caderno da PNA (BRASIL, 2019, p. 22), esse aprendizado é chamado literacia emer-
gente, “[...] que constitui o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à leitura e à 
escrita, desenvolvido antes da alfabetização. Durante a primeira infância, seja na pré-escola, seja na famí-
lia, a literacia já começa a despontar na vida da criança, ainda em um nível rudimentar, mas fundamental 
para a alfabetização [...]”. 
Nesse contexto, a criança que ainda não sabe ler convencionalmente pode fazê-lo por meio da escuta da 
leitura do adulto, participar de diferentes práticas de linguagem oral e escrita, ouvir histórias e quadrinhos 
lidos e contados, recitar poemas e parlendas, familiarizar-se com materiais impressos (livros, revistas e 
jornais), ainda que não possa decifrar todas e cada uma das palavras. Ou seja, ouvir ou observar um texto 
já é uma forma de leitura. 
O acesso a diversos tipos de materiais escritos, gráficos, em diferentes contextos e abordagens, propor-
ciona à criança um contato inicial com algumas letras, envolvendo os nomes e os sons, passando a identi-
ficar alguns sinais gráficos. “[...] Em suma, na literacia emergente incluem-se experiências e conhecimentos 
sobre a leitura e a escrita adquiridos de maneira lúdica e adequada à idade da criança, de modo formal ou 
informal, antes de aprender a ler e a escrever.” (BRASIL, 2019, p. 22).
Assim como na escola, a família deve proporcionar um ambiente planejado de forma a satisfazer as 
necessidades da criança. Tudo deverá estar acessível a ela, não apenas os objetos pessoais, mas também 
os brinquedos, pois só assim o desenvolvimento possibilitará sua autonomia e sua socialização de acordo 
com suas singularidades. A organização desse espaço deve ser pensada tendo como princípio oferecer um 
lugar acolhedor e prazeroso para a criança, onde ela possa brincar, criar e recriar suas brincadeiras, sentin-
do-se estimulada e independente. 
Nesse sentido, enfatizamos que a família deve estabelecer diálogos permanentes e constantes com as 
crianças, pois dessa forma elas aprendem palavras novas e ampliam seu conhecimento linguístico, cultural 
e social, elementos fundamentais para seu processo de alfabetização. Assim, as famílias devem:
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ORGANIZANDO O ANO LETIVO
Na unidade 3, você vai encontrar informações para auxiliar seus planejamentos durante o ano letivo. Primei-
ro, você conhecerá a estrutura dos itinerários a fim de utilizá-los da melhor maneira possível. Depois, conhece-
rá, de maneira sintetizada, os conteúdos que serão desenvolvidos nos itinerários. Apresentaremos quadros 
com os campos de experiências e os respectivos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para sua 
consulta. E, ao final, apresentaremos os panoramas referentes aos itinerários que compõem a unidade 4.
Conhecendo os itinerários
Cada um dos itinerários propostos na unidade 4 está organizado em quatro semanas, ou seja, em um mês.
Prepare
• papel kraft
• caneta hidrográfica preta
• bonecas
• cola escolar
• giz de cera
Prepare
• cartolina nas cores verde
e branca
• caneta hidrográfica preta
• tesoura de pontas
arredondadas
• cola escolar
• Cabeça, ombro, joelho e pé
• Fui ao mercado
• Conheço um jacaré
• Boneca de lata
Para cantar e brincar!
Você pode entregar aos 
bebês revistas com figuras 
de rostos e corpos de 
pessoas para que eles 
possam rasgar. Separe as 
partes do corpo e apresente-
-as aos bebês, nomeando-
as. Depois, cole-as em um 
pedaço de papel kraft.
Outra forma de fazer 
SEMANA 1
ITINERÁRIO CONHECENDO O CORPO
64
2
Contorno do corpo
Organize os bebês sentados em roda e cante as cantigas, fazendo gestos e apontando 
as partes do corpo mencionadas nelas. Ao escutar as cantigas e observar os gestos, 
demonstrando interesse (por gestos, balbucios e/ou palavras, por exemplo), os bebês 
estão desenvolvendo o objetivo EI01EF02. Cante as cantigas novamente, incentivando-
-os a imitar os gestos para que eles coloquem em prática o objetivo EI01CG03.
Para desenvolver a atividade de contorno do corpo, com antecedência, peça às famílias 
dos bebês que enviem fotografias no tamanho A4 do rosto deles. Além disso, prepare o 
ambiente para que tenha um espaço amplo.
Com a mão na massa
Corte um pedaço de papel kraft em tamanho suficiente para fazer a silhueta do corpo 
de um bebê. Desenhe com a caneta hidrográfica a silhueta e outras partes do corpo: 
olhos, orelhas, boca, nariz, mãos etc. Recorte as partes do 
corpo, deixando-as separadas. Estenda o papel com a 
silhueta no chão e entregue aos bebês as bonecas. Escolha 
uma parte do corpo e apresente a eles dizendo o nome e 
mostre na boneca para que eles associem a palavra à 
respectiva parte do corpo. Incentive os bebês a tocar, na 
boneca, a parte do corpo que está sendo trabalhada. Então, 
cole a figura no local correto da silhueta. Depois de apresen-
tar todas as partes do corpo, disponibilize giz de cera para 
que pintem e ilustrem o cartaz a seu modo. Auxilie-os a 
manipular esses objetos para traçar marcas gráficas, assim 
eles desenvolvem o objetivo EI01TS02.
Pronto! Vem ver!
Cole o cartaz finalizado em uma parede na altura dos bebês. Reúna-os sentados em 
frente ao cartaz para que observem a produção e deixe que se comuniquem, tocando o 
cartaz, fazendo gestos, balbuciando ou dizendo palavras, assim eles desenvolvem o objetivo 
EI01EF06. Faça alguns comentários sobre as características de cada bebê, como cor dos 
olhos e do cabelo, a fim de que a turma perceba que há semelhanças e diferenças entre eles.
Cantar, encantar e brincar: é só começar!
Nesta atividade, os bebês vão cantar e desenvolver os movimentos do corpo. A música 
em sala de aulatorna o ambiente mais alegre, possibilita aos bebês ampliar vocabulário, 
desenvolver consciência corporal, expressar emoções e explorar e perceber as possibilida-
des e as limitações de seu corpo ao realizar movimentos orientados ou espontâneos, 
seguindo a melodia e o ritmo das canções. Com isso, os bebês desenvolvem o objetivo 
EI01EO02.
Com a mão na massa
Com antecedência, confeccione a cabeça de um jacaré. Para isso, corte duas partes 
retangulares, duas tiras com 2 cm de largura e duas partes, uma maior e outra menor, 
em formato de coração, da cartolina verde; dois círculos pequenos e duas tiras, para 
representar os olhos e dentes, da cartolina branca. Junte as duas partes retangulares 
e cole uma das extremidades. Escolha qual será a parte de cima (onde ficarão os olhos 
e as narinas) e cole os corações, deixando as partes arredondadas vincadas para cima. 
No coração maior, cole os círculos brancos nas partes arredondadas e faça os pingos 
Exemplo de contorno do 
corpo em papel kraft.
Exemplo de fantoche de 
jacaré feito de cartolina.
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SEMANA 4
Relembre as semanas 
anteriores com os bebês: 
fale sobre as partes do 
corpo, cante as cantigas que 
tratam do corpo, converse 
com eles sobre a higiene do 
corpo, os objetos 
descobertos na sombra, os 
movimentos que fizeram 
para passar por debaixo de 
cadeiras e os sons 
produzidos com o corpo.
Conta pra mim!
• Pezinho
Para cantar e brincar!
Prepare
• cesta
• frutas variadas
• utensílios plásticos para
comer
Prepare
• cartolina ou papel kraft
• fotografias dos bebês
• papelão ou tecido de 
diversas cores
• tesoura de pontas
arredondadas
• cola escolar
70
Conhecendo o gosto, o cheiro e a textura
Explorar as propriedades dos alimentos e experimentá-los são ações que 
desenvolvem a percepção e os sentidos dos bebês em relação ao sabor, ao odor e à 
textura. Exercitar tais percepções e sentidos é importante para que 
eles descubram do que gostam, do que não 
gostam e pratiquem o autocuidado e a 
prevenção do contato com texturas e odores 
que alertam para o que pode fazer mal, 
como alimentos estragados. Assim, propo-
mos uma atividade em que eles vão conhe-
cer e explorar as propriedades de alguns 
alimentos, desenvolvendo os objetivos 
EI01ET01 e EI01ET03.
Com a mão na massa
Com antecedência, peça às famílias que enviem frutas, escolhendo aquelas possíveis 
de serem manuseadas pelos bebês, com textura, odor e gosto variados, e verifique se 
algum bebê possui restrição alimentar. Priorizar as frutas da estação é bom, pois elas 
apresentam maior valor nutricional e costumam custar mais barato do que as demais.
Coloque as frutas em uma cesta, reúna os bebês ao redor dela, deixe que peguem as 
frutas e sintam a textura das cascas, percebam as cores, o tamanho e o peso. Diga o 
nome das frutas para eles. Na sequência, leve-os até o refeitório, sente-os à mesa, corte 
as frutas, deixe que eles percebam os odores e distribua um pedaço a cada bebê para que 
eles possam experimentar, sentindo o gosto e a textura. Experimente uma fruta para que 
os bebês possam imitar essa ação. Deixe que se expressem por meio de caretas, balbu-
cios e palavras suas percepções (se gostam ou não) e suas necessidades (se querem mais 
ou se não querem mais), desenvolvendo os objetivos EI01EO04, EI01EO05 e EI01EF06.
Mural do abre e fecha
Nesta atividade, os bebês vão se 
descobrir e se reconhecer em um mural de 
fotografias em que deverão abrir e fechar 
elementos. Além de trabalhar a identidade e as 
noções aberto e fechado, esta atividade permite 
aos bebês que desenvolvam movimentos corporais 
e a coordenação motora. Para que seja possível 
confeccionar o mural, com antecedência, peça às famí-
lias que enviem fotografias dos bebês, preferencialmente 
em que estejam de corpo inteiro.
Exemplo de atividade com frutas.
Com a mão na massa
Cole as fotografias dos bebês na cartolina ou no papel kraft, deixando uma distância 
entre cada uma. Peça a ajuda dos bebês, molhando o dedo deles na cola e passando no 
verso da fotografia ou orientando-os para que o façam sozinhos. Recorte pedaços de 
papelão ou de tecidos e os cole nas laterais ou na parte superior das fotografias fazendo 
janelas ou cortinas que tampem as fotografias.
Pronto! Vem ver!
Pendure o mural em uma parede na altura dos bebês, reúna-os para que possam 
apreciá-lo e convide-os a abrir as janelas/cortinas para descobrir as fotografias. Eles 
terão de se movimentar, abaixar e esticar os braços, por exemplo, cumprindo com o obje-
tivo EI01CG02.
Exemplo de mural com 
fotografias para serem 
descobertas pelos bebês.
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SEMANA 2 O que uso no meu banho
A higiene corporal é muito importante e, mesmo não dominando a oralidade, os 
bebês conseguem transmitir sua insatisfação e incômodo em relação à higiene por meio 
do choro, gestos e balbucios, pois dependem do adulto para que suas necessidades 
sejam atendidas. Dessa forma, essa atividade propõe aos bebês que explorem os objetos 
de higiene de uso comum, que vivenciem o faz de conta, para que se sintam mais segu-
ros e capazes de reconhecer o 
corpo, expressar suas sensa-
ções e para que desenvolvam 
autonomia em momentos de 
higiene, de alimentação e de 
descanso, desenvolvendo o 
objetivo EI01EO05.
Prepare
• banheira ou bacia grande
• embalagens vazias de 
produtos usados no banho
• pedaços de espuma no 
tamanho aproximado de 
10 cm x 10 cm
• cartolina ou papel kraft
• fita adesiva
• caneta hidrográfica
• Água na biquinha
• O sapo não lava o pé
Para cantar e brincar!
Retome a semana 
anterior com os bebês, 
converse com eles sobre 
as partes do corpo e 
cante as cantigas que 
tratam desse tema.
Conta pra mim!
Ligados e conectados!
Pesquise na internet a 
música Bom banho, de 
Mundo Bita, e coloque para 
os bebês ouvirem e 
dançarem. 
Com a mão na massa
Organize um espaço da sala e coloque a banheira ou bacia no centro, se possível, em 
cima de um tapete emborrachado. Coloque os objetos que separou nesse espaço. Reúna 
os bebês ao redor deles e diga-lhes que vocês vão brincar de faz de conta de tomar 
banho. Deixe que os bebês manuseiem os objetos, comparando-os e explorando as 
propriedades, como as cores e as texturas, desenvolvendo o objetivo EI01ET01. Em 
seguida, coloque cada um dentro da banheira ou bacia e instigue-o a fazer movimentos 
como se estivesse tomando banho. Peça-lhe que passe o xampu na cabeça, que ensaboe 
a barriga, que esfregue as pernas com a bucha, e assim por diante. Esta atividade possi-
bilita aos bebês participar do cuidado com o corpo, cumprindo com o objetivo EI01CG04.
Pronto! Vem ver!
Depois da brincadeira, utilize as embalagens de produtos do banho para produzir um 
cartaz. Com as crianças, fixe um exemplar de cada produto na cartolina ou no papel kraft
com fita adesiva, escreva o nome de cada produto e dê um título ao cartaz, como 
“USAMOS NO BANHO...”. Coloque o cartaz em uma parede da sala de aula na altura dos 
bebês. Permita que toquem no cartaz e vá dizendo os nomes dos objetos, contando-os e 
associando-os ao número 1, por exemplo, “um xampu”. Você também pode mostrar aos 
bebês um cartão com o número para estimular a associação do número à quantidade e o 
reconhecimento do número.
Em cena! Encena!
Muitas sensações são vivenciadas e apreciadas com o corpo. Os bebês necessitam de 
incentivo para exploração corporal, visto que estão na descoberta de suas potencialida-
des. A ludicidade é uma excelente forma de auxiliá-los nesse período, pois estimula a 
criatividade e a imaginação; entretanto, é preciso sempre perceber e respeitar os limites 
e desejos dos bebês.
Reúna os bebês em roda e diga-lhes que, juntos, vocês vão participarde um teatro de 
sombras. Explique como será feito, que a luminosidade da sala precisa ser baixa, e passe 
tranquilidade a eles de modo que se sintam seguros para participar da atividade.
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Exemplo de atividade que 
explora os objetos de 
higiene pessoal.
Exemplo de brincadeira 
com sombra.
Veja material gráfico para impressão no MPD.
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Cantar, encantar e 
brincar: é só começar!
Nessa seção, as atividades baseiam-se em 
músicas, como as cantigas populares. Ativida-
des como essas tornam o aprendizado das 
crianças mais lúdico e significativo.
Panorama dos itinerários
Esse quadro apresenta as indicações dos 
objetivos que serão desenvolvidos pelas 
crianças, os objetivos de aprendizagem e o 
desenvolvimento da BNCC contemplados 
nas atividades, bem como os conteúdos de 
literacia, numeracia e do mundo natural e 
social. Com as informações desse pano-
rama, você poderá fazer o planejamento 
anual, bimestral, trimestral ou semanal.
Para cada itinerário, há um panorama de objetivos e conteúdos.
1
Prepare
• brinquedo
• tecido ou lençol
• fotografia do brinquedo
• A cobra
• Tomatinho vermelho
Para cantar e brincar!
Com a mão na massa
Prepare
• recipientes higienizados
• tomates-cereja maduros 
higienizados
• papel kraft
• cartolina branca
• rolinho de espuma para
pintura
• tesoura de pontas
arredondadas 
• papel crepom verde
• caneta hidrográfica
Com a mão na massa
SEMANA SEMANA1
ITINERÁRIO
82
BRINCAR É BOM DEMAIS!4
Caça ao brinquedo
Nesta semana, os bebês vão explorar o mundo à sua volta 
por meio de uma caça ao brinquedo e uma experiência 
com tomate-cereja.
Ao brincar, os bebês adquirem e desenvolvem muitas 
habilidades, pois, além de vivenciarem momentos de 
interação, a cria ividade, sensibilidade e comunicação 
são es imuladas de forma diver ida e natural. 
Antes de iniciar a atividade, como forma de aqueci-
mento e brincadeira, cante com os bebês algumas cantigas, 
fazendo gestos e movimentos de acordo com a letra e o ritmo, estimulando-os a imitar 
você e a interagir entre eles, desenvolvendo os obje ivos EI01EO02, EI01EO05, EI01EO06, 
EI01CG02, EI01CG03, EI01TS03 e EI01EF05.
Com antecedência, em um espaço da sala, esconda um brinquedo colocando o tecido 
ou o lençol sobre ele. Reúna os bebês e explique que vocês vão brincar de encontrar o 
brinquedo. Conte aos bebês como é esse brinquedo escondido, e, se iver uma fotogra-
fia, mostre-a para eles. 
Depois de explicar a brincadeira, incentive-os a procurar o brinquedo pela sala para 
que se movimentem pelo espaço. Quando um dos bebês encontrar o brinquedo, bata 
palmas e comemore, demonstrando alegria com a descoberta.
Peça aos bebês que fechem os olhos para o brinquedo ser escondido mais uma vez. Você 
pode ter a ajuda do bebê que achou o brinquedo na primeira rodada. Brinquem enquanto 
você perceber que eles estão se diver indo e demonstrando interesse. Com esta a ividade, 
eles desenvolvem os obje ivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02 e EI01ET04.
Cantar, encantar e brincar: é só começar!
Nesta atividade, os bebês serão convidados a explorar e 
descobrir diferentes sensações ao brincar com os 
toma inhos.
Com antecedência, pergunte aos familiares se os 
bebês podem manipular e provar os tomates.
 Reúna-os em uma roda na sala e inicie a brincadeira 
cantando a música Tomatinho vermelho. Faça gestos e 
movimentos de acordo com a letra e o ritmo, estimu-
lando-os a imitá-lo e a interagir entre eles, desenvolven-
do os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO05, 
EI01EO06, EI01ET06, EI01CG01, EI01CG02, EI01CG03, 
EI01TS01, EI01TS03, EI01EF02 e EI01EF05.
Bebês e professora brincando 
de caça ao brinquedo.
Organize grupos com três ou quatro bebês cada. Eles precisam estar com as mãos 
limpas. Cubra o chão onde os grupos vão ficar com papel kraft. Distribua para cada grupo 
um recipiente com pelo menos um tomate-cereja higienizado para cada participante. 
Explique aos bebês que eles devem fazer o mesmo que o caminhão da can iga fez: esma-
gar os tomates. Deixe-os explorar os toma inhos apertando, amassando, esfregando-os 
no papel, cheirando e experimentando, depois explique que os toma inhos têm a cor 
vermelha. Dessa forma, serão desenvolvidos os obje ivos EI01EO02, EI01EO03, 
EI01EO06, EI01CG05, EI01ET01 e EI01ET03. Trabalhe relações de causa e efeito 
Bebês brincando e fazendo 
descobertas com tomatinhos.
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1 OI, TUDO BEM? PRAZER EM CONHECER!
 • Ouvir e apreciar cantigas.
 • Participar de brincadeira cantada.
 • Participar de estimulação tátil.
 • Reconhecer quando é chamado pelo nome.
 • Reconhecer os nomes dos colegas.
 • Reconhecer relações espaciais: em cima e embaixo.
 • Explorar cores, texturas e sensações.
 • Ouvir e apreciar textos lidos pelo professor.
 • Entender a importância do banho e de outros hábitos 
de higiene.
 • Compreender suas ações para facilitar o banho.
 • Reconhecer a própria imagem por meio de fotografia.
 • Reconhecer relações temporais: dia e noite.
 • Compreender-se como sujeito integrante de um 
grupo.
 • Brincar de dar banho em bonecos.
 • Desenvolver linguagem oral.
 • Desenvolver a coordenação motora.
 • Reconhecer a própria imagem refletida no espelho.
 • Interagir com os colegas e o professor.
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EI01CG05
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EI01EF03 
EI01EF04
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EI01ET01 
EI01ET03
 • Consciência fonológica e fonêmica
 > Reconhecimento de si ao ser chamado pelo 
nome.
 > Reconhecimento do nome dos colegas.
 • Desenvolvimento de vocabulário
 > Socialização de ideias, sentimentos e 
compreensões.
 • Compreensão oral de textos
 > Uso da linguagem oral para se expressar.
 > Audição de textos lidos pelo professor.
 • Produção de escrita emergente
 > Reconhecimento da escrita por meio de um 
livro.
 • Noções de posicionalidade, direcionalidade e 
medidas
 > Em cima e embaixo.
 • Noções de tempo
 > Dia e noite.
 • Descoberta da 
própria imagem.
 • Partes do corpo 
humano.
 • Características de 
comportamento.
 • Convivência.
 • Hábitos de 
higiene.
 • Ouvir e apreciar cantigas.
 • Explorar as partes do corpo por meio de cantigas, 
gestos e movimentos.
 • Participar de exploração de possibilidades corporais 
por meio de movimentos e gestos direcionados pelo 
professor.
 • Desenvolver a linguagem oral.
 • Comunicar-se por meio de diferentes linguagens.
 • Identificar e nomear partes do corpo.
 • Observar e manipular boneca de pano.
 • Interagir com os colegas e o professor.
 • Brincar com máscaras.
 • Desenvolver aspectos cognitivos, visuais, auditivos e 
táteis.
 • Desenvolver noções de quantidade.
 • Expressar a idade por meio da oralidade e usando os 
dedos da mão.
EI01EO01
EI01EO02
EI01EO03
EI01EO05
EI01EO06
EI01CG01
EI01CG02
EI01CG03
EI01CG04
EI01CG05
EI01TS02
EI01TS03 
EI01EF05
EI01EF06 
EI01ET01
EI01ET04
Revisar os conteúdos trabalhados na semana anterior.
 • Desenvolvimento de vocabulário
 > Socialização de ideias, sentimentos e 
compreensões.
 > Interação com colegas e adultos.
 • Compreensão oral de textos
 > Uso da linguagem oral para se expressar.
 • Noções de quantidade e número
 > Representação da idade usando os dedos da 
mão.
 > Contagem de conjuntos com 1 elemento.
 > Representação de quantidade usando os 
dedos da mão.
 • Descoberta da 
própria imagem.
 • Características 
físicas.
 • Partes do corpo 
humano.
 • Características de 
comportamento.
 • Convivência.
 • Nome.
 • Idade.
Literacia
Conteúdos
Objetivos
BNCC
Se
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1 
Se
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2 
Numeracia
Mundo natural 
e social
ITINERÁRIO
PANORAMA DOS 
ITINERÁRIOS38
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SEMANA 3
Retome as semanas 
anteriores com os bebês: 
fale sobre as partes do 
corpo, cante as cantigas que 
tratam do corpo, converse 
com eles sobre a higiene do 
corpo e os objetos 
descobertos na atividade 
com sombra.
Conta pra mim!
• Se você está contente,
bata palmas
• Caranguejo não é peixe
Para cantar e brincar!
Prepare
• cadeiras em diferentes
tamanhos
Adicione obstáculos à 
brincadeira, por exemplo, 
almofadas, para que os 
bebês passem por cima 
deles.
A brincadeira continua
Para registrar a atividade, 
com a autorização dos 
responsáveis, grave o áudio/
vídeo em um CD ou salve-o 
em arquivo digital. Guarde
o CD nos portfólios ou envie
o arquivo digital às
famílias para que possam 
acompanhar a aprendizagem
e o desenvolvimento
dos bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
68
Mexe e remexe
Ao explorar as possibilidades corporais, os bebês 
descobrem suas potencialidades e limites em relação 
aos movimentos e deslocamentos com seu corpo. 
A consciência corporal permite conhecer a si e aos 
outros, melhorando a interação e as relações com 
seus pares. Desse modo, propomos que, nesta 
atividade, os bebês movimentem-se passando por 
obstáculos.
Com antecedência, prepare um espaço da sala de 
aula com uma cadeira mais alta e outra mais baixa 
em fila. Se possível, organize tudo sobre um 
tapete emborrachado para garantir a segu-
rança dos bebês durante a atividade.
Exemplo de bebê passando 
por parte de um circuito.
Muitos sons divertidos
Nesta atividade, os bebês vão produzir sons com o 
corpo. Essa é uma oportunidade para que eles 
reconheçam diferentes sons, explorem o 
próprio corpo, brinquem e se divirtam, comu-
niquem-se (manifestando seus desejos e 
emoções), desenvolvam a audição e a percep-
ção e interajam com seus pares e com o profes-
sor, desenvolvendo os objetivos EI01EO06
e EI01CG01.
Com a mão na massa
Organize os bebês em uma roda ou espaço onde eles consigam ver você. Então, 
comece a produzir gestos com seu corpo e incentive-os a imitar, como dar tapinhas com 
as mãos na boca, bater palmas, bater pés, tapinhas com as mãos na barriga, estalar a 
língua etc. Assim, eles estão colocando em prática os objetivos EI01CG03 e EI01TS01. 
Com um suporte audiovisual, grave o áudio ou vídeo da brincadeira. Lembre-se de pedir 
autorização dos pais para filmar os bebês.
Pronto! Vem ver!
Reúna os bebês para que possam escutar o áudio/vídeo ou assisti-lo com os sons 
produzidos por eles. Deixe que se expressem por meio de gestos, balbucios ou falas em 
relação à atividade, alcançando o objetivo EI01EF06.
Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Reúna os bebês sentados de frente para você e mostre-lhes a capa do livro Eu sou 
assim e vou te mostrar, instigando a curiosidade deles. Leia o livro, com entonação e 
expressividade, aponte a direção da leitura, virando as páginas calmamente, e mostre as 
ilustrações. Solicite aos bebês que apontem elementos nas ilustrações, como as partes 
do corpo ou os animais. Assim, eles desenvolvem os objetivos EI01EF03 e EI01EF04.
Exemplo de professora e bebês 
fazendo sons com o corpo.
Com a mão na massa
Reúna os bebês para explicar a eles que devem se movimentar passando por debaixo 
das cadeiras. Faça uma demonstração, porém adapte e passe por debaixo de uma mesa, ou 
demonstre com ajuda de um bebê, auxiliando-o e orientando-o como deve ser feito. Em 
seguida, incentive um bebê de cada vez a passar debaixo da primeira cadeira (ele terá de 
engatinhar) e depois debaixo da segunda cadeira (provavelmente, ele terá de deslizar ou 
rolar pelo chão). Com esta atividade, eles desenvolvem os objetivos EI01ET04 e EI01CG02.
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Sim, sim, Salabim! 
Conta uma história pra mim!
Nessa seção, você fará leituras cuja proposta é contribuir para o desen-
volvimento do hábito de leitura de gêneros textuais diversos, como 
poemas, fábulas e contos. 
Aproveite momentos como esse para incentivar a 
literacia familiar, encaminhando o livro sugerido aos 
familiares para interagirem, conversarem e lerem em 
voz alta com as crianças. 
Se o livro indicado não estiver disponível em sua esco-
la, ele pode ser substituído por outro do mesmo tema.
Atividades
As atividades com títulos variados são desenvolvidas com base nos 
temas dos itinerários. São trabalhadas de maneira lúdica, com o objetivo de 
levar as crianças a interagir e a desenvolver a oralidade, o que ativará a 
curiosidade delas em relação ao tema e tornará as aulas mais dinâmicas e a 
aprendizagem mais significativa.
Essas atividades podem apresentar as seguintes etapas:
SEMANA 2
Inicie as atividades da 
semana relembrando o que 
os bebês aprenderam e 
quais atividades realizaram 
na semana anterior. Faça 
perguntas usando objetos da 
sala para que identifiquem 
as cores.
Conta pra mim!
• Ciranda, cirandinha
Para cantar e brincar!
Ligados e conectados!
Pesquise na internet o vídeo 
As formas geométricas, de 
GUGUDADA, e assista com 
os bebês.
Prepare
Prepare
• círculo, triângulo, quadrado 
e retângulo confeccionados 
em papelão 
• objetos semelhantes às 
figuras geométricas
• papel kraft
• cola escolar
• papelão
• papel-cartão colorido
• fita de cetim ou de tecido
• cola escolar
• fita adesiva
Fotografe os bebês 
produzindo a colagem e insira 
esses registros no portfólio. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos responsáveis 
para fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
111
As formas no mundo
As figuras geométricas estão presentes no nosso meio o tempo todo. Com imaginação, 
é possível observá-las em elementos da natureza e nos objetos com os quais temos 
contato no dia a dia. Promova essa conversa introdutória com os bebês, destacando 
alguns modelos e estabelecendo, por exemplo, relações entre o CD e o círculo, o guarda-
napo de papel e o quadrado, e cédulas de dinheiro e retângulos.
Com a mão na massa
Previamente, confeccione as figuras geométricas quadrado, círculo, retângulo e 
triângulo em papelão. Inicie a atividade apresentando-as para os bebês e nomeando-
-as enquanto faz as apresentações. Em seguida, mostre objetos do dia a dia cujo 
formato seja semelhante ao dessas figuras. Juntos, explorem as cores, a utilidade, as 
texturas e outros aspectos perceptíveis das figuras geométricas, desenvolvendo os 
objetivos EI01ET01 e EI01ET05.
Pronto! Vem ver!
Após a apresentação, confeccione um mural com os objetos que você usou ao expor 
o conteúdo. Cole as figuras de papelão no papel kraft e escreva o nome delas. Depois, 
organize o mural de modo que cada objeto esteja representando uma figura geométri-
ca plana e faça referência a elas no dia a dia. Fixe o mural em um local visível e ideal 
para a altura dos bebês.
A arte dos círculos
Com a mão na massa
Confeccione aros de papelão em quantidade suficiente para disponibilizar um por 
grupo de bebês. Recorte em papel-cartão colorido círculos de diversos tamanhos. Reúna 
os bebês e apresente a figura geométrica, dizendo que há diferentes tamanhos dessa 
figura, mostrando-os e nomeando as cores de cada um. 
Depois, organize os bebês em grupos de três e diga que eles vão produzir uma colagem 
de círculos. Permita que escolham os tamanhos e as cores de círculos que querem usar, 
passe a cola neles e auxilie-os a colar os círculos, um sobre 
o outro, desenvolvendo o objetivo EI01ET05. Aproveite 
para abordar noções de grande e pequeno, maior e 
menor, em cima e embaixo, igual e diferente, atingindo o 
objetivo EI01ET01.
Depois, fixe as colagens feitas pelos bebês nas fitas 
de cetim ou de tecido e fixe-as no aro de papelão, 
formando um móbile de círculos.
passe a cola nelese auxilie-os a colar os círculos, um sobre 
Depois, fixe as colagens feitas pelos bebês nas fitas 
Bebês manipulando 
figuras geométricas 
feitas de papelão.
Círculos.
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Mostra o passo a passo de como 
realizar a atividade proposta.
Com a mão na massa
Apresenta a finalização da 
atividade, trazendo orientações 
de como explorá-la.
Pronto! Vem ver!
Em cena! Encena!
Nessa seção, as crianças são convidadas 
a vivenciar situações que exigem atuação
e interpretação cênica. As atividades po-
dem envolver atuações espontâneas e/ou 
compartilhadas e vivenciadas entre crian-
ças-crianças e crianças-professor.
SEMANA 3
86
Inicie as atividades da 
semana relembrando com os 
bebês o que fizeram na 
semana anterior: brinquem 
com o chocalho e retome a 
história do Pinóquio. 
Conta pra mim!
Prepare
Prepare
• caixa de leite, de fósforos, 
de sapatos e caixas de 
papelão em formato e 
tamanho diferentes
• caixa com brinquedos 
diversos: bonecas, 
carrinhos etc.
• cartolinas brancas
• fita adesiva
• velas brancas
• tinta feita com gelatina 
de diversas cores
• recipientes para colocar 
as tintas
• rolos de espuma para 
pintura
Em cena! Encena!
Nesta semana, os bebês se divertirão com caixas e com tinta feita de gelatina, explo-
rando o mundo ao seu redor e fazendo descobertas.
Com a mão na massa
Organize um espaço na sala e disponha o material ao alcance dos bebês. Incentive-os a 
explorar todos os materiais e a entrar nas caixas maiores para imaginar que estão em um 
veículo. Estimule a oralidade e simule o som dos meios de transporte, como as onomato-
peias “bi-bi” e “brum-brum”. Incentive os bebês a empilhar, empurrar, enfileirar, desenhar 
nas caixas, entre outras ações. Disponibilize a caixa de brinquedos e mostre algumas 
ações, como colocar bonecas para dormir em caixas menores, representando camas/
berços, colocar carrinhos em caixas, representando a garagem, entre outras explorações.
Entrou por uma porta, 
saiu por outra...
Leia para os bebês 
resumidamente a história do 
livro a seguir. Trata-se da 
história de um homem que 
não sabia como dizer ao seu 
filho que o amava, por isso 
fazia invenções com caixas 
para o filho brincar.
• KING, Stephen Michael. O 
homem que amava caixas. 
Trad. Gilda de Aquino. São 
Paulo: Brinque-Book, 1997.
Bebê brincando em um carro feito de caixa de papelão.
Durante essas brincadeiras, os bebês interagem uns com os outros, compartilhando, 
explorando e disputando objetos e estimulando a imaginação. Fique atento às diversas 
situações, desenvolvendo os objetivos EI01EO01, EI01EO02, EI01EO03, EI01EO04, 
EI01EO06, EI01CG02, EI01CG03, EI01CG05, EI01TS01, EI01EF06, EI01ET02 e EI01ET04.
Mostre aos bebês as caixas de fósforos, de leite e de sapatos. Explique que todas são 
caixas, apesar de terem tamanhos diferentes. Pegue a caixa de sapatos e a caixa de leite 
e diga: “Esta caixa é maior do que esta.”. Pegue a caixa de fósforos e a caixa de leite e diga: 
“Esta caixa é menor do que esta.”. Depois, deixe que os bebês manipulem as caixas explo-
rando essas características. Estas atividades desenvolvem o objetivo EI01ET05.
Bebês brincando com tinta 
feita com gelatina.
Com a mão na massa
No chão da sala, fixe cartolinas brancas com 
fita adesiva, em quantidade suficiente para 
que os bebês brinquem em duplas ou trios. 
Organize-os em volta das cartolinas e distribua 
uma vela branca para cada um deles. Estimu-
le-os e auxilie-os a fazer rabiscos na cartolina 
com a vela. Para obter um melhor resultado, 
reforce os rabiscos depois. Mostre para os 
bebês que a cartolina está branca. Feito isso, 
Tinta mágica
Com antecedência, faça a tinta usando gelatina de cores variadas. Para isso, é necessá-
rio preparar as gelatinas separadamente e, depois, adicionar um pouco de água fervente 
até obter uma consistência cremosa e deixar esfriar.
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SEMANA 4
Inicie as atividades da 
semana relembrando com os 
bebês as aprendizagens das 
semanas anteriores. 
Converse sobre as frutas que 
viram e experimentaram e 
os sabores que sentiram.
Conta pra mim!
• Fui ao mercado
• Um, dois, feijão com arroz
Para cantar e brincar!
Prepare
• grãos de feijão
• copo descartável
• algodão
• recipiente com água
Fotografe os bebês 
durante algumas etapas 
da atividade e insira as 
fotografias no portfólio. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos responsáveis 
para fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
106
 Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Nesta semana, os bebês participarão da contação de história do livro João e o Pé de 
Feijão e farão descobertas brincando com algodão e plantando sementes de feijão para 
acompanhar seu crescimento, entre outras explorações.
Para a leitura do livro João e o Pé de Feijão, organize os bebês em semicírculo acomo-
dados em almofadas e tapetes emborrachados. Depois, mostre a capa do livro que vai ler 
para eles. Leia expressivamente, mostrando sempre as ilustrações aos bebês. Use gestos 
e entonação adequados à história, aguçando a curiosidade deles e despertando o interes-
se. Após a leitura, explore com os bebês alguns momentos da história retomando as ilus-
trações: “Que planta é essa? É um pé de feijão!”; “Vocês já comeram feijão?”; “Vamos ver 
como a planta da história cresceu? Foi muito rápido!”; “Essa história tem um gigante! Ele 
é muito grande!”; “O João é mais baixo do que o gigante.”; entre outras explorações. 
Depois da leitura, deixe que os bebês manipulem o livro, observando as imagens, o texto, 
as cores e outros atributos visuais. Estimule-os a reconhecer esses aspectos e peça que 
mostrem quem é o João e quem é o gigante. Esses momentos desenvolvem os objetivos 
EI01EO04, EI01EO06, EI01CG05, EI01EF03, EI01EF04, EI01EF07, EI01EF08 e EI01EF09.
Por fim, organize um cronograma para que os bebês possam realizar uma leitura itine-
rante (sacola de leitura, viagem da leitura etc.), em que poderão levar o livro para casa a 
fim de que seus familiares leiam para eles. Você também pode selecionar outros livros 
que abordam a temática do itinerário para enviá-los na leitura itinerante.
Cuidando do pé de feijão
Inicie comentando com os bebês que algumas plantas são utilizadas para a alimenta-
ção e que são alimentos saudáveis e com nutrientes importantes para nossa saúde, como 
o feijão. Diga o nome de outras plantas que comemos, como arroz, tomate, cenoura, 
frutas etc. Se possível, enquanto comenta, mostre imagens desses alimentos. Depois, 
convide-os a cantar e a dançar a cantiga Fui ao mercado, fazendo gestos e movimentos 
de acordo com o ritmo da cantiga. Estimule os bebês a imitar seus gestos e a dançar. 
Após a cantiga, você também pode explorar com eles a parlenda Um, dois, feijão com 
arroz. Essas atividades desenvolvem os objetivos EI01EO03, EI01CG01, EI01CG03, 
EI01EF02 e EI01EF05.
Com a mão na massa
Organize os bebês em roda, mostre os grãos de feijão e diga que vão fazer uma expe-
riência para acompanhar essa sementinha crescer. Explique que as plantas precisam de 
cuidados para se desenvolver e que nesse experimento vocês vão plantar sementes 
Experimento com 
grãos de feijão.
de feijão e aprender a cuidar 
dessa planta. Pegue um copo 
descartável e coloque algumas 
bolinhas de algodão molhadas 
dentro dele. Em seguida, colo-
que três grãos de feijão no 
algodão e mostre aos bebês 
como ficou o experimento. 
Cuide para que os bebês não 
peguem nos grãos de feijão. 
Essa atividade desenvolve o 
objetivo EI01EO06.
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SEMANA 2
Com a mão na massa
Com a mão na massa
Ligados e conectados!
Para explorar o tema do 
itinerário, pesquise na 
internet a canção Bichinhos 
do Jardim, do Grupo
Balangandan, que trata sobre 
os animais do jardim. Cante e 
dance com os bebês, fazendo 
gestos e movimentos.
120
As asas da borboleta
Nesta atividade, os bebês vão conhecer um dos 
animais que vive no jardim (a borboleta), desenvol-
ver a coordenação motora e as noções de dentro e 
fora. Para iniciar, reúna-os em roda e conversem 
sobre a borboleta, destacando suas asas e cores. 
Durante a conversa, estimule-os a se expressar por 
gestos, balbucios e palavras para desenvolver o 
objetivo EI01EF06.
Prepare
Prepare
• Borboletinha tá na 
cozinha
• papel kraft
• caneta hidrográfica preta
• tinta de gelatina em 4 cores
• pincéis
• fita dupla face
• bolinhas nas cores das 
tintas
• papelão pintado de 
diferentes cores
• elástico e tiaras
• TNT preto, amarelo, 
vermelho
• tesouras de pontas 
arredondadas
• cola quente
• espelho
• câmera fotográfica ou 
celular
Para cantar e brincar!
Relembre a semana 
anterior conversando com os 
bebês sobre as árvores, 
flores e plantas do jardim.
Conta pra mim!
Com a caneta hidrográfica, desenhe uma borboleta em um papel kraft. Faça duas asas 
de cada lado e, com a participação dos bebês, pinte uma de cada cor com tinta de gelatina 
usando pincéis ou as mãos. Você pode deixar que os bebês brinquem com a tinta antes 
que pintem as asas da borboleta. Depois que a tinta secar, cole fita dupla face nas asas da 
borboleta e fixe-a em uma parede da sala à altura deles.
Reúna os bebês para que vejam a borboleta pronta e identifique com eles as cores nas 
asas. Então, convide-os a decorar as asas do animal com as bolinhas coloridas, explican-
do que elas devem ter as mesmas cores das asas da borboleta. Distribua as bolinhas 
entre eles e peça que, de dois em dois, grudem as bolinhas em uma das partes das asas 
da borboleta, de acordo com as cores. Acompanhe cada um dos bebês, sempre estimu-
lando a correspondência da cor da asa com a cor da bolinha. Trabalhe as noções de dentro 
e fora, tirando e colocando as bolinhas das asas. Com essa atividade, os bebês desenvol-
vem os objetivos EI01EO03 e EI01ET04.
Em cena! Encena! 
Nesta atividade, os bebês serão convidados a 
se fantasiarem e encenar os sons e os movi-
mentos dos animais do jardim.
Com antecedência, prepare as fantasias. Para a 
de abelha, faça um colete com o TNT amarelo e 
cole nele tiras de TNT preto. Para a de joaninha, 
faça também um colete com o TNT vermelho e 
cole nele círculos de TNT preto. Para a de borbo-
leta, faça os moldes das asas em papelão colorido 
e amarre um elástico para passar pelos braços 
dos bebês. Para caracterizar ainda mais as fanta-
sias, faça os moldes das antenas em papelão 
pintado de preto e cole nas tiaras. Esses materiais 
podem ser substituídos por outros de sua prefe-
rência, de acordo com as possibilidades. Use a criatividade. Se for possível, envolva os bebês 
em alguma etapa da confecção das fantasias que não ofereça risco de acidente.
Colagem das bolinhas nas asas 
de uma borboleta.
Bebês brincando de animais do jardim 
em frente ao espelho.
Reúna os bebês em roda e converse com eles sobre os animais do jardim, nomeando-
-os e destacando algumas características deles, como as cores, os movimentos, os sons 
que emitem etc. Então, mostre-lhes as fantasias e verifique se identificam quais animais 
elas caracterizam. Diga aos bebês que se eles quiserem, poderão usar as fantasias para 
se transformarem em animais do jardim. Respeite se algum bebê não quiser vestir a 
fantasia. Deixe que eles escolham o que vestir e auxilie-os no que for necessário. Depois, 
posicione na sala um espelho, de maneira que eles consigam observar o corpo inteiro, um 
de cada vez. Acompanhe os bebês a se observarem estimulando-os da seguinte maneira: 
Veja material gráfico para 
impressão no MPD.
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Explorando cada momento...
Nesse quadro são propostas algumas ativida-
des para serem desenvolvidas durante a semana, 
a fim de trabalhar os conteúdos de literacia, 
numeracia e do mundo natural e social. As indi-
cações estão organizadas em dois grupos: para 
as crianças mais novas e para as mais velhas, 
dentro da faixa etária de cada volume. Em algu-
mas propostas, é indicado o principal objetivo de 
aprendizagem e desenvolvimento da BNCC que 
pode ser contemplado durante as atividades.
Prepare
Boxe que apresenta a lista 
de materiais necessários 
para desenvolver as 
atividades.
Esse boxe apresenta dicas 
de cantigas relacionadas à 
temática da semana. 
As letras dessas cantigas 
podem ser encontradas no 
Material do Professor Digital 
(MPD).
Para cantar e brincar!
Entrou por uma porta, saiu por outra...
Nesse boxe, você encontrará sugestões 
de livros literários que exploram a temática 
do itinerário e da semana em particular.
Ligados e conectados!
Boxe que apresenta dicas 
de sites, vídeos e áudios 
para serem explorados com 
a turma. As indicações 
sugeridas estão de acordo 
com as atividades e o tema 
apresentados na semana.
Esse boxe tem por 
objetivo retomar oralmente 
os conteúdos da(s) 
semana(s) anterior(es). 
Conta pra mim!
Explorando cada momento...
Bebês em torno de 
0 a 10 meses
Bebês em torno de 
11 a 18 meses
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a
• Disponibilize aos bebês uma porção de 
massa de modelar achatada. Em uma folha 
de papel sulfite, posicione de um lado um 
coelho e, de outro, uma cenoura, ambos 
feitos de massa de modelar. Peça aos bebês 
que apertem a massa com o dedo fazendo o 
caminho para o coelho chegar até a cenoura.
• Utilizando fita adesiva ou giz de lousa, faça, no chão do pátio, 
cinco caminhos com diferentes traçados, como ondulação, 
linha reta, zigue-zague, espiral e círculo. Oriente os bebês a 
andar sobre os caminhos. Escolha um bebê por vez, segure 
uma de suas mãos e, conforme faz o percurso, diga que ele 
está andando em uma linha com ondulação, em linha reta, em 
zigue-zague, em espiral e em círculo.
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• Faça previamente uma casinha em uma caixa de papelão. Recorte imagens de animais e fixe-as em papel-cartão, 
usando papelão como apoio na parte de trás, perpendicularmente à figura, para que fique em pé. Coloque os 
animais dentro da casinha de papelão. Apresente-a aos bebês e questione-os sobre quais animais podem ficar 
dentro de casa e quais não podem. Permita que eles retirem e coloquem os animais livremente. Você pode 
solicitar a um bebê de cada vez que retire ou coloque um animal na casinha. Sempre que fizer isso, pergunte a 
ele por que pode ficar dentro de casa e por que não pode. Aproveite e trabalhe as noções de dentro e fora. Ao 
longo da atividade os bebês desenvolvem o objetivo EI01ET04.
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• Providencie alguns peixes de papel e duas bacias (também podem ser dois círculos desenhados no chão). Em 
uma das bacias, coloque uma quantidade maior de peixes em relação à outra. Pergunte aos bebês em qual das 
bacias há mais peixes e em qual há menos peixes. Permita que façam estimativas. Depois, auxilie-os na 
contagem dos peixes em cada bacia.
• Forneça para cada bebê o desenho de uma zebra, mas sem as listras no corpo. Auxilie-os a molhar o dedo na 
tinta guache preta e fazer cinco linhas verticais no corpo do animal para representar as listras. Limpe os dedos 
dos bebês e, então, faça a contagem das listras da zebra. Incentive-os a repetir os números oralmente ou a 
indicar com os dedos.
98
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
Exemplo de parte do tapete 
sensorial dos animais.
Pronto! Vemver!
Com o tapete pronto, convide os bebês a explorá-lo. Conforme eles forem passando 
sobre os diferentes tipos de textura, diga o nome do revestimento e do animal. É neces-
sário cuidar para que eles não coloquem os materiais na boca. 
Por fim, reúna os bebês em roda, pegue um dos quadrados 
do tapete e diga o nome do animal e o revestimento do corpo 
dele. Proceda dessa maneira com todos os animais do tapete. 
Ao longo desta atividade os bebês desenvolvem os objetivos 
EI01ET01, EI01CG02, EI01ET03, EI01ET04, EI01ET05 e 
EI01EO03.
Entrou por uma porta, saiu por outra...
Para trabalhar os sons dos animais da floresta 
com os bebês, leia o livro a seguir.
• CATAPULTA. A natureza. Cotia: Catapulta, 2019.
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Explorando cada momento...
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• Antecipadamente, peça aos responsáveis pelos bebês que filmem alguma atividade que 
costumam realizar sempre em família. Monte um cartaz com essas informações e, se 
possível, separe imagens que contemplem essas ações. Depois, elabore um mural e 
explore-o com os bebês.
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• Brinque com os 
bebês de contar 
até 3 mostrando 
os dedos das 
mãos e dos pés.
• Organize os bebês em roda e deixe ao seu lado as garrafas confeccionadas na atividade 
com o chocalho das famílias. Conte as garrafas, colocando-as no centro da roda até 
completar três elementos.
• Continue a atividade das garrafas e mostre o número 3 para os 
bebês, relacionando-o à quantidade que representa. Produza 
moldes do número 3 em papel-cartão na medida 30 cm x 30 cm 
e cole texturas diferentes, como algodão, lixa, espuma etc. 
Inicie a atividade mostrando para os bebês a representação do 
número e dizendo que se trata do 3. Em seguida,
incentive-os a explorar as texturas no traçado desse número. 
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a • Solicite aos responsáveis dos bebês algumas fotografias com os membros da família. 
Reúna a turma em um espaço da sala e apresente as fotografias. Incentive os bebês a 
apontar ou a dizer quem são as pessoas retratadas, como mamãe, papai, irmãos, vovó, 
vovô etc. Com isso, desenvolve-se o objetivo EI01EF01.
Bebês em torno
de 0 a 10 meses
Bebês em torno
de 11 a 18 meses
Veja material 
gráfico para 
impressão 
no MPD.
76
Fotografe a atividade realizada pelos bebês e guarde os registros no portfólio de cada 
um deles. Lembre-se de pedir a autorização dos responsáveis para fotografar os bebês.
Vou guardar para te mostrar!
Prepare
• fotografias de momentos 
de lazer em família no 
tamanho 10 cm x 15 cm
• garrafas PET de 500 ml
• fitas adesivas em cores 
variadas
• pedrinhas
Organize os bebês em roda e explore as fotografias levando-os a descrever os momen-
tos retratados. Diga os nomes das pessoas fotografadas e observe as reações deles, veri-
ficando se manifestam palavras, balbuciam ou gesticulam (apontando para algo ou 
alguém). Com isso, eles desenvolvem os objetivos EI01EO06, EI01EF01 e EI01EF06.
Com a mão na massa
Coloque algumas pedrinhas nas garrafas para simular um chocalho. Se possível, peça 
aos bebês que o auxiliem. Depois, feche bem as garrafas e fixe em cada uma, usando a 
fita adesiva colorida, a fotografia de uma das famílias.
Pronto! Vem ver!
Distribua as garrafas por um espaço delimitado da sala de aula. Entre as garrafas, 
acomode os bebês e deixe que as manipulem, observem, brinquem e se desloquem pelo 
espaço. Verifique se eles identificam seus familiares e se, ao reconhecê-los, manifestam 
alguma emoção. Incentive-os também a explorar o som produzido pelas garrafas. Nesta 
atividade, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EO03, EI01EO04, EI01CG01, EI01CG02, 
EI01TS01 e EI01T04.
Os bebês podem levar o 
chocalho para casa e brincar 
com os familiares.
A brincadeira continua
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as ativi-
dades a seguir.
Em vez de utilizar 
fotografias das famílias dos 
bebês, os chocalhos podem 
ser decorados com figuras ou 
adesivos, por exemplo, em 
formato de coração, para 
representar o amor da família.
Outra forma de fazer 
g22_ftd_mp_1cbsn_u4_itinerario_3_p076a078.indd 76g22_ftd_mp_1cbsn_u4_itinerario_3_p076a078.indd 76 10/3/20 5:39 PM10/3/20 5:39 PM
Essa seção é apresentada ao final de cada itine-
rário. Por meio de atividades lúdicas e de registro, 
é possível avaliar os principais conteúdos trabalha-
dos no itinerário e conferir o desenvolvimento do 
aprendizado das crianças.
VOU CONTAR O QUE APRENDI Para finalizar as atividades do itinerário e 
avaliar o aprendizado dos bebês, realize as 
atividades propostas a seguir.
Em cena! Encena!
Nesta atividade, os bebês representarão, de forma espontânea, alguns animais enquanto 
cantam uma canção. Além disso, eles vão ajudar na produção de figurinos, favorecendo 
o desenvolvimento da criatividade.
Ligados e conectados!
Pesquise na internet as músicas Bicharia, de Os Saltimbancos, e Fazendinha, de Mundo 
Bita, para os bebês ouvirem e dançarem.
Prepare
• áudio ou vídeo com 
canção sobre animais
• arco de cabelo 
• feltro colorido
• papéis coloridos
• tesoura de pontas 
arredondadas
• tinta guache
• pincel
• cola quente
Prepare
• papel kraft
• imagens de animais 
trabalhados no itinerário 
ou representações deles 
feitas com materiais 
recicláveis
• cola escolar ou fita adesiva
Coloque o nome de cada 
bebê no respectivo arco e 
guarde-o no portfólio. 
Vou guardar para 
te mostrar!
Pronto! Vem ver!
Auxilie os bebês a colocar o arco na cabeça e oriente cada um a reproduzir o som e os 
movimentos do animal, desenvolvendo o objetivo EI01CG03.
Organize uma apresentação musical para os familiares e a comunidade escolar, em que 
os bebês usarão os adereços e representarão os animais por meio dos sons e dos movi-
mentos que eles fazem.
Exemplo de bebês representando animais.
Com a mão na massa
Ouça com os bebês uma canção que tenha como tema os animais e os sons que eles 
emitem. Você pode usar uma das canções sugeridas no boxe Ligados e conectados!.
Antecipadamente, corte pedaços de feltro, ou papel colorido, em formato de orelhas, 
asas, olhos e outros elementos que lembrem os animais. Disponibilize aos bebês, junto do 
material para decoração, como tinta guache e pedaços de papel, para que façam as 
marcas do revestimento do corpo dos animais, como pintas, manchas e outros detalhes. 
Depois que os adereços estiverem prontos, deixe os bebês livres para escolherem
o que desejam vestir e o que será colado por você no arco. Assim, eles desenvolvem o
objetivo EI01TS02.
99
Confeccione com os bebês um quadro em papel kraft para registrar os principais 
conteú dos trabalhados neste itinerário. Para isso, você pode providenciar imagens dos 
animais ou confeccionar representações deles utilizando materiais recicláveis. Depois, 
fixe-os no papel kraft e disponha o quadro ao alcance dos bebês. 
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Esse boxe sugere outros 
recursos, outros suportes ou 
outros formatos para fazer a 
mesma atividade.
Outra forma de fazer 
O boxe apresenta suges-
tões de como uma atividade 
pode ser ampliada.
A brincadeira continua
Esse boxe apresenta 
sugestões para registrar as 
atividades em um portfólio.
Vou guardar para 
te mostrar!
VOU CONTAR O QUE APRENDI
Veja material gráfico para 
impressão no MPD.
Esse recurso indica que você encontra 
materiais gráficos no Material do 
Professor Digital (MPD) para 
complementar algumas atividades.
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Conheça os conteúdos 
O aprendizado das criançasalfabetiza-
ção das crianças.
Sobre numeracia, há informações para que você auxilie as crianças no desenvolvimento 
do raciocínio matemático e na resolução de problemas do dia a dia por meio de brinca-
deiras, jogos, questionamentos e outras dinâmicas lúdicas.
Ao final deste volume, apresentamos os Itinerários em contextos, que indicam blocos 
de atividades temáticas organizadas para serem desenvolvidas durante o ano letivo. 
Esses itinerários contemplam jogos e brincadeiras e envolvem as artes visuais e cênicas, 
a música e a motricidade.
Esperamos que este Manual do Professor Impresso seja uma ferramenta útil no plane-
jamento de seu trabalho, nas situações vivenciadas em sala de aula e nos momentos 
de avaliação, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais estimulante, a fim de 
contribuir para o desenvolvimento integral das crianças.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
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1UNIDADE A CRECHE E A CRIANÇA ..............7
 Creche: espaço de descobertas .......................................7
 A Creche, a criança e seu desenvolvimento ..............8
 Bebês: explorando o mundo ..........................................10
 A avaliação na Creche ....................................................... 13
 Uma conversa entre BNCC e PNA ............................... 15
2UNIDADE O DIA A DIA NA CRECHE ........... 18
 Minhas práticas diárias ....................................................18
 • Recepção, adaptação e rotina .................................. 21
 Atividades permanentes ................................................ 23
 Vamos conversar sobre a família? .............................26
 • A família e a adaptação da criança 
na Creche ....................................................................... 26
 • O cuidado com a rotina das crianças .................... 27
 • Literacia familiar .......................................................... 28
 • O processo de alfabetização .................................... 29
3UNIDADE ORGANIZANDO O 
 ANO LETIVO ......................................30
 Conhecendo os itinerários .............................................30
 Conheça os conteúdos .....................................................34
 Campos de experiências e objetivos 
de aprendizagem e desenvolvimento da BNCC ....36
 Panoramas dos itinerários .............................................38
4UNIDADE ITINERÁRIOS EM 
 CONTEXTO ........................................54
ITINERÁRIO 1 OI, TUDO BEM? PRAZER 
 EM CONHECER! .................................55
LITERACIA
 • Reconhecimento do nome . 55, 56, 59, 60, 61, 62, 63
 • Reconhecimento do nome dos colegas ......55, 59, 62
 • Reconhecimento de palavras .........................57, 58, 61
 • Reconhecimento da escrita .......................... 55, 60, 63
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo................................................. 55, 57, 59, 61
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ....................55, 56, 57, 58, 59, 61, 63
 • Compreensão oral de história ............................. 55, 60
NUMERACIA
 • Contagem ..........................................................58, 60, 62
 • Representação de idade .............................................. 58
 • Conjunto com um elemento ................................. 58, 62
 • Quantidade .............................................................. 58, 62
 • Número 1 ...........................................................58, 60, 62
 • Em cima e embaixo .......................................................55
 • Dia e noite ....................................................................... 56
ITINERÁRIO 2 CONHECENDO O CORPO ............... 64
LITERACIA
 • Rima .....................................................................65, 69, 71
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo............................64, 66, 67, 68, 69, 70, 71
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões .......................................64, 66, 68, 70
 • Compreensão oral de história .................................... 68
 • Traçado de padrões ................................................ 64, 71 
 • Manipulação de instrumentos e suportes 
de escritas ................................................................. 64, 71
NUMERACIA
 • Contagem ...........................................................66, 67, 69
 • Número 1 ..............................................65, 66, 67, 69, 72
 • Aberto e fechado ........................................ 65, 67, 70, 71
 • Tamanho ...................................................................65, 72
 • Correspondência um a um ...................... 65, 66, 69, 71
 • Quantidade ........................................... 65, 67, 69, 71, 72
 • Número 2 ............................................................69, 71, 72
 • Quebra-cabeça ................................................................71
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ITINERÁRIO 3 A CASA E A FAMÍLIA 
 DE CADA UM .......................................73
LITERACIA
 • Rima ................................................................................. 78
 • Reconhecimento do nome ...........................................73
 • Reconhecimento do nome dos familiares ..73, 74, 76
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo................................................73, 75, 77, 79 
 • Compreensão oral de história ..........73, 74, 77, 80, 81
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ........................... 73, 75, 76, 77, 79, 81
 • Manipulação de instrumentos e suportes 
de escrita ............................................................ 74, 80, 81
NUMERACIA
 • Contagem ..................................................................76, 77 
 • Em cima e embaixo .......................................................74
 • Número 3 .........................................................................76
 • Reprodução de traçado de número ...........................76
 • Correspondência um a um ....................................77, 80
 • Mais e menos ................................................................. 78
 • Maior e menor ................................................................ 78
 • Dentro e fora .................................................................. 78
 • Classificação por atributos ............................77, 79, 80
 • Figuras geométricas planas ....................................... 78
ITINERÁRIO 4 BRINCAR É BOM DEMAIS! .............82
LITERACIA
 • Rima .......................................................................... 85, 89
 • Reconhecimento do nome de alimentos ..........84, 90 
 • Reconhecimento da escrita ................................. 83, 85
 • Traçado de padrões ............................................... 83, 85 
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo...............................................82, 84, 86, 88 
 • Compreensão oral de história ............................. 83, 85 
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ........................ 82, 84, 85, 86, 88, 90 
 • Manipulação de instrumentos 
e suportes de escrita .................................................... 86
NUMERACIA
 • Contagem .................................................................85, 90
 • Dentro e fora .................................................................. 83
 • Muito e pouco ........................................................ 83, 85
 • Classificação por atributos .................................. 83, 88
 • Números de 1 a 4 ............................................. 85, 89, 90
 • Maior e menor .........................................................dessa faixa etária se dá de maneira constante e em diferentes momentos. 
Para que elas reforcem e ampliem seu aprendizado diariamente, os conteúdos de literacia e numeracia são 
trabalhados em muitos momentos, podendo aparecer mais de uma vez nos itinerários. 
Apresentamos a seguir uma visão geral dos conteúdos relacionados à literacia, à numeracia e ao mundo 
natural e social, os quais foram contemplados no decorrer dos itinerários disponíveis na unidade 4. 
Desenvolvimento de 
vocabulário
 • Aquisição de vocabulário 
receptivo e expressivo.
 • Utilização da linguagem oral 
para se expressar.
Compreensão oral de textos
 • Desenvolvimento da linguagem oral.
 • Compreensão de diferentes textos 
por meio da leitura em voz alta pelo 
professor.
 • Conhecer diferentes gêneros 
textuais.
 • Descrição de ilustrações 
apresentadas em textos.
Consciência fonológica 
e fonêmica
 • Reconhecer rimas e 
aliterações.
Produção de escrita emergente
 • Trabalhos de coordenação motora fina.
 • Manipulação de instrumentos para 
desenvolver a escrita.
 • Traçados de grafismos.
Literacia
Mundo natural e social
Identidade 
 • Nome.
 • Idade.
 • Rotina.
 • Amizade.
Brincadeiras 
 • Diferentes brincadeiras.
 • Diferentes brinquedos.
 • Circuitos.
Corpo humano 
 • Partes do corpo.
 • Movimentos do corpo.
 • Expressão facial.
 • Cuidados com o corpo.
 • Alimentação.
Família e casa 
 • Pessoas que moram comigo.
 • Nomes dos membros da família.
 • Cotidiano da família.
 • Atividades em família.
 • Diferentes tipos de moradia.
 • Cômodos da casa.
 • Utensílios domésticos.
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Numeracia
Noções de tempo
 • Antes e depois.
 • Dia e noite.
Noções de figuras geométricas
 • Figuras geométricas planas: 
triângulo, quadrado, círculo.
 • Figuras geométricas espaciais.
Noções de raciocínio lógico e 
raciocínio matemático
 • Quebra-cabeça.
 • Classificação por atributos.
 • Igual e diferente.
Noções de quantidade e número
 • Números de 1 a 5. 
 • Correspondência um a um.
 • Mais e menos. 
 • Muito e pouco.
Noções de posicionalidade, 
direcionalidade e medidas
 • Dentro e fora.
 • Em cima e embaixo.
 • Perto e longe.
 • Aberto e fechado.
 • Grande e pequeno.
 • Maior e menor.
 • Cheio e vazio.
Animais 
 • Diferentes animais.
 • Sons dos animais.
 • Movimentos dos animais.
 • Revestimento do corpo dos animais.
 • Alimentação dos animais.
 • Filhotes.
Jardim 
 • Animais.
 • Plantas.
 • Outros elementos do jardim.
Plantas 
 • Diferentes plantas.
 • Frutas.
 • Flores.
 • Folhas.
Ao final desta unidade, entre as páginas 38 e 53, apresentamos os panoramas detalhados com as indi-
cações dos objetivos e conteúdos organizados semanalmente para cada itinerário. 
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Campos de experiências e objetivos de 
aprendizagem e desenvolvimento da BNCC 
Com o intuito de auxiliar seu planejamento diário, apresentamos a seguir os campos de experiências e 
seus respectivos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, os quais poderão ser consultados sempre 
que necessário.
Bebês 
zero a 1 ano e 6 meses
EI01EO01 Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
EI01EO02
Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e 
interações das quais participa.
EI01EO03
Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, 
materiais, objetos, brinquedos.
EI01EO04
Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, 
palavras.
EI01EO05
Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de 
alimentação, higiene, brincadeira e descanso.
EI01EO06
Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se 
ao convívio social.
Campo de experiências: O eu, o outro e o nós
Campo de experiências: Corpo, gestos e movimentos
EI01CG01
Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, 
necessidades e desejos.
EI01CG02
Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em 
ambientes acolhedores e desafiantes.
EI01CG03 Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.
EI01CG04 Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar.
EI01CG05
Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas 
possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
Campo de experiências: Traços, sons, cores e formas
EI01TS01 Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
EI01TS02
Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos 
riscantes e tintas.
EI01TS03
Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar 
brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.
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BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. 
p. 45-51. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2020.
Campo de experiências: Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
EI01ET01
Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, 
temperatura).
EI01ET02
Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e 
remover etc.) na interação com o mundo físico.
EI01ET03
Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando 
e fazendo descobertas.
EI01ET04
Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de 
experiências de deslocamentos de si e dos objetos.
EI01ET05
Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e 
semelhanças entre eles.
EI01ET06
Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e 
brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).
EI01EF01
Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de 
pessoas com quem convive.
EI01EF02
Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de 
músicas.
EI01EF03
Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando 
ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o 
portador e de virar as páginas).
EI01EF04
Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido 
do adulto-leitor.
EI01EF05
Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler 
histórias e ao cantar.
EI01EF06
Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, 
fala e outras formas de expressão.
EI01EF07
Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes 
portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
EI01EF08
Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros textuais 
(poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
EI01EF09 Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita.
Campo de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação
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ITINERÁRIO 5 O MUNDO DOS ANIMAIS ................. 91
LITERACIA
 • Reconhecimento do nome ....................................92, 97
 • Reconhecimento do nome dos colegas .............92, 97
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões .......................... 91, 92, 94, 95, 96, 97
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo........................... 91, 93, 94, 95, 96, 97, 98
 • Compreensão oral de história ............................. 92, 98
 • Traçado de padrões ................................. 92, 94, 96, 98
 • Manipulação de instrumentos e 
suportes de escritas .........................92, 94, 96, 98, 99
NUMERACIA
 • Contagem .............................................91, 92, 94, 96, 98
 • Números de 1 a 5 ...................................... 92, 94, 96, 98
 • Grande e pequeno ......................................................... 94
 • Classificação por atributos ......................................... 96
 • Montagem de dominó .................................................. 96
 • Mais e menos ...........................................................97, 98
 • Correspondência um a um ............................ 92, 94, 95
ITINERÁRIO 6 AS PLANTAS AO 
 NOSSO REDOR ..................................100
LITERACIA
 • Rima ................................................................................105
 • Aliteração ........................................................................ 101
 • Reconhecimento de palavras ........................... 103, 105
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo................................100, 102, 104, 106, 108 
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LEITURAS COMPLEMENTARES ......................127
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................127
 • Compreensão oral de história ..........................100, 106 
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ........................100, 102, 104, 106, 108 
 • Manipulação de instrumentos 
e suportes de escrita ................................... 101, 103, 107
NUMERACIA
 • Contagem .......................................................101, 103, 105
 • Antes e depois ............................................................... 101
 • Dentro e fora .................................................................105
 • Cheio e vazio .................................................................105 
 • Maior e menor ...............................................................105
 • Classificação por atributos ........................................105
 • Números de 1 a 5 .......................................... 101, 103, 107
ITINERÁRIO 7 UM MUNDO DE CORES 
 E FORMAS ..........................................109
LITERACIA
 • Reconhecimento do nome ...........................109, 112, 117 
 • Reconhecimento do nome dos colegas ..................109
 • Reconhecimento de palavras ...................................... 111
 • Reconhecimento da letra inicial do nome .............109
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo.......................................109, 110, 111, 112, 115
 • Compreensão oral de história .................... 109, 110, 115
 • Reconto de história ....................................................... 115
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ..................................... 109, 111, 113, 115
 • Manipulação de instrumentos 
e suportes de escrita .................................................... 112
NUMERACIA
 • Contagem ........................................................................ 112
 • Em cima e embaixo ................................................110, 111
 • Dentro e fora ...........................................................114, 116
 • Grande e pequeno ............................................110, 111, 112 
 • Maior e menor ................................................................. 111
 • Cheio e vazio .................................................................. 116 
 • Classificação por atributos ................... 110, 112, 114, 115
 • Perto e longe ...........................................................114, 116
 • Figuras geométricas ................. 111, 112, 113, 114, 115, 116
ITINERÁRIO 8 UM PASSEIO 
 PELO JARDIM ................................... 118
LITERACIA
 • Rima .................................................................119, 123, 125
 • Reconhecimento de palavras ..................................... 121 
 • Reconhecimento do som da letra inicial 
de nomes e palavras .................................................... 121
 • Traçado de padrões ...................................................... 119 
 • Aquisição de vocabulário receptivo 
e expressivo................................... 118, 120, 122, 124, 126 
 • Compreensão oral de história .................................... 119 
 • Socialização de ideias, sentimentos 
e compreensões ........................... 118, 120, 122, 124, 126 
NUMERACIA
 • Contagem .................................................119, 121, 123, 125
 • Números de 1 a 5 ............................................ 119, 121, 123
 • Acima e abaixo .............................................................. 119
 • Dentro e fora ................................................................. 120
 • Grande e pequeno ......................................................... 121 
 • Aberto e fechado ........................................................... 119
 • Dia e noite .............................................................. 124, 125
 • Cheio e vazio ................................................................. 123 
 • Antes e depois .............................................................. 125
 • Perto e longe ...................................................118, 119, 123
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Escola
Cuidado Educação
A CRECHE E A CRIANÇA
Creche: espaço de descobertas
A escola tem como função principal reconhecer e valorizar o direito à educação das crianças. Assim, espera-
-se que ela respeite e trabalhe com as culturas plurais, levando em consideração a diversidade das famílias 
e das comunidades, promovendo oportunidades ricas de aprendizagem para as crianças. Isso possibilitará 
aos educandos se guiarem pelo espírito lúdico e pela interação com seus pares.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, todas as crianças e adolescentes são sujeitos de 
direitos e deveres, e cabe ao Estado garantir-lhes o desenvolvimento físico, moral e social. Nesse sentido, 
a escola desempenha papel essencial para o cumprimento desses direitos. A Creche, especificamente, deve 
ser entendida como o espaço escolar onde a criança recebe não apenas os cuidados básicos para uma vida 
saudável, mas também os meios que lhe proporcionam educação. Esse entendimento nem sempre preva-
leceu, como atesta Barbosa (2009):
[...]
As pedagogias da educação infantil que emergiram no final do século XIX e no início 
do século XX foram constituídas por um pensamento muito próximo ao da psicologia, […] 
Durante muitos anos, a pedagogia para a pequena infância, em grande parte dos países, 
tornou-se um espaço de aplicação prática das pesquisas e conhecimentos estabelecidos prin-
cipalmente pelas diferentes linhas da psicologia, porém, na creche, predominou, por muitos 
anos, os saberes da puericultura.
[...]
BARBOSA, Maria Carmen Silveira (Coord.). Práticas cotidianas na educação infantil: bases para a reflexão sobre as orientações curriculares. 
Brasília: UFRGS/MEC, 2009. p. 42-43. Disponível em: . 
Acesso.
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4 ITINERÁRIOS EM CONTEXTOS
Nas páginas a seguir, você encontrará oito itinerários que foram elaborados para este volume e suas 
respectivas sugestões e orientações de atividades.
Para um bom desenvolvimento de suas aulas e para que as crianças alcancem uma aprendizagem signi-
ficativa quanto aos conceitos a serem explorados, a cada itinerário, lembre-se de:
Para auxiliar no trabalho com os itinerários e demais atividades do ano letivo, você contará também com 
os elementos disponibilizados no Material do Professor Digital, como os sugeridos no quadro a seguir.
Nas páginas dos itinerários, você encontrará as indicações para acessar os 
materiais gráficos de literacia e de numeracia sugeridos para serem trabalha-
dos com as crianças. 
 • Plano de desenvolvimento.
 • Materiais gráficos de literacia e numeracia para impressão.
 > Cartões com atividades ilustradas para trabalhar com as crianças: as letras 
do alfabeto, os sons iniciais das palavras, os números, as quantidades, as 
noções de posicionalidade, direcionalidade, tempo, entre outros.
 > Cartões de imagens com pequenos textos para a compreensão oral de textos.
 > Cantigas, parlendas e trava-línguas.
 > Fichas para atividades de desenho e de escrita emergente.
 • Materiais lúdicos. 
 > Sugestões de atividades ligadas a elementos da cultura popular nacional e 
regional, como brincadeiras tradicionais, histórias do folclore, festas, 
culinária, artesanato, entre outras.
 • Materiais de avaliação formativa.
 > Itens de avaliação com atividades que auxiliam a verificação do percurso de 
aprendizagem das crianças.
 > Fichas avaliativas de acompanhamento individual da aprendizagem e do 
desenvolvimento.
Fazer uma leitura 
geral do itinerário 
para conhecê-lo.
Providenciar os 
aparelhos audiovisuais 
necessários.
Organizar 
antecipadamente os 
materiais indicados para 
realizar as atividades.
Envolver, sempre que 
possível, os familiares nas 
atividades sugeridas.
Preparar o ambiente 
escolar de acordo 
com as atividades 
sugeridas.
Verificar no panorama os 
objetivos e os conteúdos 
que as crianças vão 
desenvolver durante as 
atividades.
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• Pezinho
• A canoa virou
Para cantar e brincar!
COLBERT, Brandy. O banho do Caco. 
São Paulo: Vergara e Ribas, 2015.
Neste livro, Caco, o 
macaquinho, compartilha 
seus conhecimentos sobre a 
hora do banho.
55
SEMANA 1
ITINERÁRIO 1
Chamada da turma
Nesta semana, sugerimos trabalhar o reconhecimento do próprio nome e dos nomes 
dos colegas confeccionando o cartão do bebê (com nome, fotografia e carimbo do pé), 
que poderá ser usado para fazer a chamada todos os dias. Os cartões também podem ser 
usados para que os bebês se reconheçam e reconheçam a identidade dos colegas. Essa 
atividade coletiva permitirá aos bebês trocar informações e relacionar o nome dito pelo 
professor ao bebê correspondente, ou à sua imagem.
Para desenvolver aspectos cognitivos e auditivos dos bebês mediante a exploração de 
sons, promova um momento musical usando recurso auditivo. A fim de introduzir o 
momento do carimbo do pé, sugerimos a cantiga Pezinho. Ao tocar os pés dos bebês, 
faça um gesto de carinho para estimular a sensibilidade tátil deles. Sempre que pronun-
ciar o nome do bebê, aponte para ele, toque-o ou direcione-se a ele para que possa perce-
ber a quem você está se referindo. Observe a reação do bebê. É importante que todos da 
turma sejam mencionados. Se possível, repita a identificação novamente. Essas ativida-
des desenvolvem os objetivos EI01EF01, EI01EF02 e EI01EF07.
OI, TUDO BEM? PRAZER 
EM CONHECER!
Com a mão na massa
Com antecedência, solicite às famílias uma fotografia do bebê. Com a tinta guache, 
pinte um dos pés dos bebês e carimbe-o no cartão individual feito com a cartolina. Iden-
tifique o cartão com o nome de cada um deles. Na hora de 
carimbar, diga: “o pé está em cima do papel” e “o papel está 
embaixo do pé”. Faça a higienização dos pés dos bebês. 
Quando a tinta estiver seca, cole a fotografia do bebê ao lado 
da imagem do pé carimbado. Durante essa atividade, permita 
aos bebês que explorem as cores, as texturas e as sensações 
proporcionadas pelo contato com a tinta, desenvolvendo, 
assim, os objetivos EI01TS02 e EI01ET01.
Pronto! Vem ver!
Mostre o cartão para cada um dos bebês, destacando a imagem do pé, pronunciando o 
nome do bebê e olhando para ele. Estimule a fala do bebê conversando e motivando a 
interação com as imagens, com os outros bebês e com você. Depois, cole os cartões em 
um pedaço de papelão e fixe-o na parede, na altura dos bebês, como parte integrante da 
decoração da sala. Com base nesses cartões, trabalhe a identidade dos bebês a fim de 
que se reconheçam como sujeitos singulares, porém participantes e pertencentes a um 
grupo, desenvolvendo os objetivos EI01EO06, EI01EF01 e EI01EF06.
Prepare
• fotografia do bebê no 
tamanho 7 cm x 12 cm
• cartolina branca 
• tesoura de pontas 
arredondadas
• cola escolar
• tinta guache
• caneta hidrográfica
• toalhas e vasilha com água
• papelão
Cartão do bebê.
Você pode usar argila, 
gesso, tinta natural ou 
massa de biscuit para 
carimbar os pés ou as mãos 
dos bebês. Se quiser 
trabalhar as mãos dos 
bebês, crie uma versão da 
cantiga usando a palavra 
“mãozinha”.
Outra forma de fazer 
 Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Para tornar o momento do banho mais divertido, leia uma história que estimule os 
sentidos dos bebês. Use um livro-brinquedo, adequado à faixa etária, que possa ser 
molhado e que seja confeccionado em material maleável, como o livro O banho do Caco. 
Ao ler a história, mostre as imagens aos bebês enfatizando a importância do banho e dos 
hábitos de higiene, bem como as ações sugeridas pelo livro: erguer os braços para facili-
tar a lavagem das axilas; fechar os olhos ao lavar os cabelos com xampu; despir-se sozi-
nhos; e até mesmo brincar com a água e o sabonete durante a lavagem das mãos. Essa 
prática estimula a autonomia e o reconhecimento do próprio corpo. Permita aos bebês 
que manipulem o livro, observando as imagens, as cores e outros atributos visuais, 
chamando a atenção deles para esses aspectos. Esses momentos desenvolvem os obje-
tivos EI01EO04, EI01CG04, EI01EF03 e EI01EF04.
Lembre-se de que você 
encontra, no MPD, a íntegra 
dos textosde origem popular 
apresentados nos itinerários.
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Ligados e conectados!
Pesquise na internet a música Bom banho, de Mundo Bita, para os bebês ouvirem e 
dançarem antes do banho.
Explorando cada momento...
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 • A fim de que os bebês comecem a 
reconhecer o dia e a noite, faça a seguinte 
demonstração: apague as luzes da sala, 
deixando o ambiente o mais escuro 
possível, e diga: “Agora a noite chegou.”. 
Para que tenham experiências visuais, 
estenda um lençol e posicione uma lanterna 
para brincar com eles de sombra (auxilie-os 
a fazer as sombras com o próprio corpo ou 
utilizem objetos). Depois, acenda a luz, 
deixando o ambiente o mais claro possível, 
e diga: “Agora, o dia chegou.”.
 • Produza, com a participação dos bebês, um móbile 
representando o dia e a noite. Utilize um bambolê ou cabide 
como base do móbile, amarre fitas e produza com os bebês 
os elementos que ficarão pendurados: para representar o dia, 
recorte cartolina ou papel kraft em forma de nuvem e 
auxilie-os a colar algodão no interior do traçado; recorte o 
Sol em cartolina branca para os bebês pintarem usando 
espuma embebida em tinta guache; para representar a noite, 
recorte a Lua e as estrelas em papel prateado. Então, com o 
auxílio dos bebês, cole cada um dos elementos em uma fita 
do móbile. Pendure-o à altura dos bebês e deixe que eles o 
apreciem e manipulem. Essas atividades desenvolvem os 
objetivos EI01CG05 e EI01TS02.
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 • Mostre o reflexo de cada bebê e diga o 
nome dele, direcionando o olhar para a 
imagem refletida no espelho. Observe as 
reações do bebê ao explorar esse momento, 
desenvolvendo os objetivos EI01EO05 e 
EI01ET03. Utilize o espelho em outros 
momentos para explorar as características e 
a identidade dos bebês.
 • Organize uma roda ou um espaço onde seja possível 
acomodar a turma. Use os cartões individuais com a imagem 
dos bebês, mostrando cada um deles e perguntando: “Quem 
é? Qual é o nome dele(a)?”. Escolha um bebê para entregar o 
cartão ao respectivo colega da fotografia, desenvolvendo o 
objetivo EI01EO06. 
 • Disponibilize toalhas, bacias, sabonetes e água, e estimule os 
bebês a brincar de dar banho em bonecos, promovendo o 
objetivo EI01EO03.
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 • Explore cantigas em que seja possível falar o nome de cada bebê, bem como brincadeiras que possibilitem a 
identificação e o reconhecimento da própria imagem, desenvolvendo os objetivos EI01EO05, EI01CG04, 
EI01TS01, EI01EF01 e EI01EF07.
 • Trabalhe a conscientização sobre a importância da higienização correta das mãos. Torne o momento divertido e 
agradável: enquanto lava as mãos dos bebês, cante e nomeie os objetos envolvidos nessa prática rotineira, 
desenvolvendo o objetivo EI01CG04.
 • Brinque com os bebês de 
Cadê? Achou!, sempre falando 
o nome de cada um deles, 
desenvolvendo os objetivos 
EI01EF01 e EI01EF06.
 • Em um tapete, preferencialmente emborrachado, espalhe os cartões dos 
bebês produzidos na atividade Chamada da turma. Cada bebê, na vez 
dele, deverá pegar o cartão com a fotografia e o nome dele. Ao fazê-lo, 
comemore com o bebê e aponte para a fotografia e leia o nome dele para 
toda a turma, desenvolvendo o objetivo EI01EF01.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
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Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir. 
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SEMANA 2Boneca de pano
Nesta semana, os bebês vão perceber algumas de suas 
características físicas e localizar algumas partes do corpo.
Para aprimorar o conhecimento a respeito das partes do 
corpo, proponha aos bebês brincar com uma boneca de pano, 
identificando e completando as partes do rosto dela que estão 
faltando. Com antecedência, providencie ou confeccione uma 
boneca de pano sem os olhos, sobrancelhas, boca e nariz.
Com a mão na massa
Inicie cantando algumas cantigas que citam partes do corpo, como as sugeridas no 
boxe Para cantar e brincar!. Ao cantar, faça gestos para mostrar as partes do corpo elen-
cadas, movimentando-as e incentivando os bebês a se movimentarem e a imitar 
você, desenvolvendo, assim, os objetivos EI01EO02, EI02EO06, EI01CG01, EI01CG02, 
EI02CG03, EI01TS03 e EI01EF05. Depois, apresente a boneca aos bebês e converse com 
eles sobre as partes que estão faltando no rosto dela. Incentive a participação de todos 
dizendo o nome das partes que estão faltando e permitindo aos bebês tentar identificar 
quais são essas partes, desenvolvendo os objetivos EI01EO03 e EI01EF06.
Depois dessa exploração, faça os desenhos das sobrancelhas, dos olhos, do nariz e da 
boca no rosto da boneca. Ao desenhar, diga o nome dessas partes. Para envolver os 
bebês nessa atividade, incentive-os a apontá-las no próprio corpo, desenvolvendo o 
objetivo EI01EO05.
Pronto! Vem ver!
Com a boneca pronta, possibilite a todos os bebês brincar com ela. Permita que beijem, 
abracem e balancem a boneca, “para fazê-la dormir”, entre outras expressões de senti-
mentos e imitações, buscando desenvolver os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO05, 
EI01EO06, EI01CG01, EI01CG03 e EI01CG05. Juntos, escolham um nome para a boneca. 
Após essa atividade, coloque a boneca de pano em um lugar visível na sala, para que os 
bebês possam interagir com ela em outros momentos, despertando o senso de respon-
sabilidade, o cuidado, a atenção e a sociabilidade no relacionamento com o novo brinque-
do da turma, desenvolvendo os objetivos EI01EO01 e EI01EO03.
Brincando com máscaras
Nessa atividade, para continuar aprimorando o conhecimento sobre as partes do 
corpo, proponha aos bebês que brinquem com máscaras, identificando e completando as 
partes que estão faltando. Com antecedência, produza para cada bebê uma máscara com 
aberturas nos olhos, usando cartolina. 
Com a mão na massa
Entregue uma máscara para cada bebê e explore com eles as partes 
do rosto que estão faltando (nariz e boca), levando-os a perceber que os 
olhos estão vazados. Em seguida, ajude-os a desenhar e pintar a boca e 
o nariz, sempre enfatizando o nome dessas partes. Fixe um palito de 
picolé atrás de cada máscara, para que você e os bebês consigam segu-
rá-las. Por meio dessas atividades, os bebês desenvolvem os objetivos 
EI01EO03, EI01EO05, EI02CG05, EI01TS02 e EI01ET04. 
Ligados e conectados!
Procure na internet a 
música Dancinha do corpo, 
de A Turma do Seu Lobato, 
e coloque para os bebês 
cantarem e dançarem. 
Para retomar a semana 
anterior, faça a chamada 
usando os cartões dos bebês 
e cante algumas cantigas 
pronunciando o nome de 
cada um deles.
Conta pra mim!
• Cabeça, ombro, joelho e pé
• Boneca de lata
Para cantar e brincar!
Prepare
• boneca de pano
• caneta hidrográfica
Boneca de pano.
Prepare
• cartolina branca
• tesoura de pontas 
arredondadas
• giz de cera
• palitos de picolé 
• fita adesiva
• espelho
Você pode confeccionar as máscaras usando outros materiais, como 
papelão.
Outra forma de fazer 
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Máscaras com feições de menina e de menino.
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Pronto! Vem ver!
Com as máscaras prontas, ajude os bebês a segurá-las no rosto. Brin-
que com eles em frente ao espelho a fim de que possam ver a própria 
imagem, ao subir e descer a máscara, desenvolvendo os objetivos 
EI01EO01 e EI01CG02. Incentive-os a manipular as máscaras sozinhos.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns 
conteúdos, desenvolva as atividades a seguir.Explorando cada momento...
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• Cante com os bebês a música Parabéns pra 
você e, por meio da imitação de seus gestos, 
incentive-os a indicar, usando um dedo da 
mão, que vão completar 1 ano de idade.
• Para exploração do tato, recorte papéis em formato de mão e cole materiais variados, como algodão, lã, espuma, 
areia, terra, entre outros materiais com texturas, cores e formatos diferentes. Permita aos bebês que toquem e, ao 
tocar cada um dos materiais, comentem as características deles usando termos, como áspero, liso, macio, duro 
etc., desenvolvendo os objetivos EI01ET01 e EI01ET05.
• Peça aos bebês que apontem para o nariz e, então, diga que 
eles têm um nariz. Faça o sinal de “um” com o dedo. Repita o 
processo para outras partes do corpo, como boca, umbigo e 
pescoço. Incentive a oralidade solicitando que mostrem a 
quantidade com o dedo da mão.
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• Providencie fotografias dos bebês e encape-as com plástico 
transparente resistente para protegê-las. Cole as fotografias em caixas 
de leite e espalhe as caixas pelo espaço da sala. Oriente os bebês a 
procurar a própria imagem, incentivando-os a se locomoverem pela 
sala. Quando um bebê encontrar a própria imagem, comemore a 
conquista com ele. Essa atividade desenvolve os objetivos EI01EO02, 
EI01EO03, EI01EO05, EI01EO06, EI01CG01 e EI01CG02.
• Providencie uma caixa de sapatos e cole um espelho no fundo. Depois, entregue a caixa a um bebê de cada vez para 
que a manipule. Oriente-o a tirar a tampa da caixa e a se ver no espelho, reconhecendo a própria imagem refletida. 
Incentive os bebês a fazer caretas e outras expressões faciais, desenvolvendo os objetivos EI01EO03 e EI01CG01.
• Crie outras possibilidades para o 
trabalho com a boneca de pano, por 
exemplo, a mudança de roupas, do 
penteado no cabelo etc. Crie novas 
histórias e outras possibilidades de 
interação dos bebês com esse brinquedo, 
desenvolvendo o objetivo EI01EO03.
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• Cante e dance com os bebês cantigas que explorem as partes do corpo, como Cabeça, ombro, joelho e pé e
Pezinho, fazendo gestos e movimentos de acordo com o ritmo das cantigas, de modo a desenvolver os objetivos 
EI01EO02, EI01CG02, EI01CG03 e EI01EF05.
• Aproveite o momento da higiene corporal (banho ou troca 
de fraldas, por exemplo) e converse com cada um dos 
bebês tocando, com respeito e cuidado, algumas partes do 
corpo de cada um, como barriga, braços, pés, mãos e 
cabelos, nomeando-as, estimulando a oralidade e 
despertando a alegria deles, desenvolvendo, assim, os 
objetivos EI01EO05, EI01CG01, EI01CG04 e EI01EF06.
• Mostre para os bebês fichas com imagens das 
partes do corpo humano. Diga o nome de 
cada uma dessas partes e peça a eles que 
repitam esses nomes, identificando cada uma 
dessas partes no próprio corpo ao apontar ou 
tocá-las, desenvolvendo os objetivos 
EI01EO05 e EI01CG02.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
Para registrar a atividade, tire fotografias 
dos bebês fazendo a pintura. Em seguida, 
utilizando as máscaras e visualizando as 
próprias imagens refletidas no espelho. 
Insira-as no portfólio de cada um. Lembre-se 
de pedir autorização dos responsáveis antes 
de fotografar os bebês.
Vou guardar para te mostrar!
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Veja material gráfico para 
impressão no MPD.
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SEMANA 3
Para retomar os conteúdos 
das semanas anteriores, fale 
e aponte para cada bebê, 
chamando-o pelo nome. 
Cantem cantigas que 
explorem as partes do corpo.
Conta pra mim!
Prepare
• tecidos diversos
• chapéus, óculos coloridos 
e outros acessórios 
divertidos
• espelho
Prepare
• papel kraft
• fotografias dos bebês da 
atividade anterior ou 
outras imagens que 
sugiram abraços
• emojis de abraços
• cola escolar 
Registre as atividades por 
meio de fotografias e 
insira-as no portfólio. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos 
responsáveis antes de 
fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
• Terezinha de Jesus
Para cantar e brincar!
Veja material gráfico para impressão no MPD.
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Exemplos de 
acessórios para 
brincadeira de faz 
de conta.
Em cena! Encena!
Nesta semana, propomos trabalhar com os bebês a afetivi-
dade e os momentos de convivência com adultos e outras 
crianças, com base na importância do abraço. Nessa ativida-
de, os bebês vão se caracterizar usando elementos diversos 
para explorá-los e manipulá-los e interagir, entre si e com o 
professor, demostrando afetividade por meio do abraço.
 Explique aos bebês que uma das formas de 
demonstrar carinho é o abraço e demonstre o gesto, 
abraçando cada um deles; outra forma, é brincar 
juntos compartilhando brinquedos.
Com a mão na massa
Prepare um cantinho na sala, disponibilizando acessórios e outros materiais para os 
bebês escolherem. Proporcione um momento de interação e convivência da turma e 
auxilie os bebês a colocar os chapéus, os óculos e outros acessórios. De forma criativa, 
use tecido para criar fantasias. Nesse momento, os bebês desenvolvem os objetivos 
EI01EO01, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG01, EI01CG02, EI01CG05 e EI01EF06.
Pronto! Vem ver!
Promova um momento de abraços. Dê um abraço em cada um dos bebês e incenti-
ve-os a se abraçarem (fotografe esse momento para usar na próxima atividade). 
Disponha um espelho na sala e oriente os bebês a olhar a própria imagem refletida. 
Observe as reações e as emoções expressas por eles. Por fim, faça um desfile na sala, 
passando os bebês um a um “pela passarela”, chamando-os pelo nome. Incentive a 
plateia a bater palmas, como forma de elogio e carinho uns com os outros. Essas ativi-
dades permitem aos bebês desenvolver os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, 
EI01EF01 e EI01EF06.
Mural do abraço
Nessa atividade, vocês vão produzir um Mural do Abraço com as fotografias produzi-
das na atividade anterior ou com imagens de abraços.
Com a mão na massa
Organize os bebês em semicírculo, acomodados em almofadas e tapetes emborracha-
dos. Disponha no centro do semicírculo as fotografias ou as imagens que você selecio-
nou, bem como os emojis. Solicite aos bebês que encontrem as próprias fotografias, caso 
você as tenha disponibilizado, ou que escolham as imagens que quiserem. Converse 
sobre a importância do abraço e incentive-os a abraçar uns aos outros e você também. 
Depois, explique a eles que vocês vão fazer um Mural do Abraço. Disponha o papel kraft
de forma que os bebês possam ajudar na colagem das imagens, da maneira que for 
possível. Essas atividades possibilitam aos bebês desenvolver os objetivos EI01EO02, 
EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, EI01EF01 e EI01EF06.
Pronto! Vem ver!
Escolha um local na sala de aula, que possibilite o acesso dos bebês, para fixar o mural. 
Convide os bebês, os familiares e a comunidade escolar para apreciarem a produção 
coletiva da turma e incentive a todos a trocar abraços demonstrando afetividade e 
passando segurança e aconchego aos bebês.
Cantem cantigas que 
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Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
 • Organize um espaço bem aconchegante usando colchonete e almofadas. Sente-se com os bebês, chame cada 
um pelo nome e ofereça um abraço com aconchego, desenvolvendo o objetivo EI01EF01.
 • Com antecedência, solicite aos familiares dos bebês que, no dia combinado, enviem para a escola um 
brinquedo da preferência deles. Na recepção dos bebês, escreva o nome de cada um em um pedaço de 
fita-crepe e cole no respectivo brinquedo. Ao mostrar para eles essa ação, é desenvolvido o objetivo EI01EF09.
 • Providencie um urso de pelúciagrande e macio e 
dê um nome a ele. Organize os bebês em um 
espaço na sala e diga que o urso de pelúcia (diga o 
nome escolhido) quer dar um abraço. Em seguida, 
fale o nome de um bebê de cada vez e oriente-o a 
abraçar o urso, desenvolvendo o objetivo EI01EF01.
 • Espalhe pelo chão os brinquedos trazidos 
pelos bebês. Solicite a um bebê de cada vez 
que pegue o brinquedo que lhe pertence e 
identifique com ele o nome escrito no 
brinquedo, desenvolvendo os objetivos 
EI01EF01, EI01EF06 e EI01ET04.
 • Providencie bonecas, animais de pelúcia e uma caixa, 
coloque-os espalhados pelo chão, chame um bebê por 
vez e dê orientações, como “pegue um brinquedo e 
coloque dentro da caixa” e “pegue um brinquedo e o 
abrace” (mostre um dos dedos da mão para que o 
bebê veja a quantidade), desenvolvendo o objetivo 
EI01ET04. Então, deixe que os bebês brinquem com 
os brinquedos.
 • Providencie bonecas e animais de 
pelúcia, coloque-os espalhados pelo chão, 
chame um bebê por vez para escolher um 
deles (mostre um dos dedos da mão para 
que o bebê veja a quantidade) e se 
deslocar até o brinquedo escolhido para 
pegar, manipular e brincar, desenvolvendo 
o objetivo EI01ET04.
 • Providencie um balde e bolinhas que não caibam na boca dos bebês. Espalhe as bolinhas pelo chão e mostre o 
balde para os bebês. Diga o nome de um bebê e peça a ele que traga uma bolinha para jogar no balde. Nesse 
momento, você também pode apontar para alguma bolinha específica, de modo que o bebê se movimente no 
espaço, ou pedir uma bolinha de determinada cor, trabalhando o objetivo EI01ET01. Comemore quando cada 
bebê colocar a bolinha no balde. Dê um abraço nele e peça que se sente perto de você. Convide outro bebê e 
repita essa ação até que todos tenham participado. Com essa atividade, os bebês desenvolvem também os 
objetivos EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05 e EI01EF01.
 • Providencie um tecido grande e macio. 
Organize os bebês em um espaço na 
sala e auxilie cada um a segurar uma 
parte do tecido. Puxe o tecido das 
mãos de um bebê com movimentos 
suaves, incentivando-o a buscar 
novamente o tecido. Repita com todos 
os bebês, desenvolvendo os objetivos 
EI01EO03, EI01CG02 e EI01CG05.
 • Providencie um tecido grande e macio. Organize os 
bebês em roda e em pé e auxilie cada um a segurar 
uma parte do tecido, deixando-o esticado. Coloque 
uma bola de plástico pequena sobre o tecido. Diga 
que agora vão fazer um trabalho em equipe e que 
podem balançar o tecido e brincar juntos, mas a bola 
não pode cair no chão, desenvolvendo os objetivos 
EI01EO01, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG01, EI01CG02 
e EI01CG05.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
Entrou por uma porta, saiu por outra...
Para trabalhar afetividade e convivência com os bebês, leia para eles o livro a seguir.
• WILLIS, Jeanne; ROSS, Tony. Quero abraço, o que é que eu faço?. Tradução de Ana 
Maria Machado. São Paulo: Quinteto, 2018.
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SEMANA 4
Prepare
• fotografias dos bebês em 
momentos de rotina 
escolar ou outras imagens 
que representem esses 
momentos
• papel kraft
• caneta hidrográfica
• cola escolar
• fita adesiva
Retome com os bebês o 
que aprenderam e fizeram 
nas semanas anteriores. 
Cante algumas cantigas com 
eles, pronuncie os 
respectivos nomes, relembre 
as partes do corpo e 
acolha-os com afetividade.
Conta pra mim!
Prepare
• fotografias dos bebês em 
momentos de rotina 
familiar
• papel kraft
• caneta hidrográfica
• cola escolar
• fita adesiva
61
Nossa rotina na escola
Nesta semana, sugerimos trabalhar a rotina na escola e na família, propondo aos 
bebês o reconhecimento de situações cotidianas e a confecção de um mural da 
rotina escolar e outro da rotina familiar. 
Para desenvolver a integração dos bebês à rotina escolar e tornar a ativida-
de mais significativa, se for possível, providencie fotografias dos bebês em 
diferentes momentos da rotina escolar, como a chegada à escola, a hora da 
alimentação e da higiene, entre outros. Caso não seja possível utilizar foto-
grafias, a atividade pode ser feita com outras imagens que representem 
esses momentos.
Nos momentos da rotina diária, é de suma importância 
que haja interação verbal entre os professores e os 
bebês. Converse com eles sobre cada momento, de 
modo a explicar o que está fazendo e a envolver o 
bebê no processo da atividade, desenvolvendo os 
objetivos EI01EO06 e EI01EF06. 
Com a mão na massa
Organize os bebês em semicírculo, acomodados em 
almofadas e tapetes emborrachados. Mostre a eles as 
imagens de momentos da rotina escolar, de acordo com a 
sequên cia em que essas ações ocorrem durante o dia, e converse sobre esses 
momentos detalhadamente. Incentive os bebês a se expressarem. Dê continuidade a essa 
conversa ao longo da semana e, sempre que julgar necessário, trabalhe com os bebês as 
regras e os combinados para que tudo ocorra bem em cada um dos momentos na rotina 
escolar, desenvolvendo os objetivos EI01EO01, EI01EO04, EI01EO06 e EI01EF06.
Agora, vocês vão fazer um mural da rotina escolar. Disponha o papel kraft de forma que 
os bebês possam ajudar na colagem das imagens, desenvolvendo os objetivos EI01EO02, 
EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, EI01EF01 e EI01EF06.
Pronto! Vem ver!
Com as imagens coladas no mural, escreva abaixo de cada uma o momento da rotina 
escolar que ela representa, mostrando e explicando aos bebês. Escreva um título no 
mural e fixe-o na sala, na altura dos bebês, para que possam explorar o material, desen-
volvendo os objetivos EI01EO06 e EI01EF07.
Rotina na família
Para trabalhar com os bebês a rotina familiar, será necessário o envolvimento das 
famílias. Elabore uma atividade sobre a rotina do bebê em casa, para ser realizada pela 
família. Peça aos familiares que fotografem um momento da rotina familiar. Solicite que 
escrevam atrás da imagem qual momento da rotina ela representa e que enviem as 
imagens para a escola no dia combinado.
Com a mão na massa
Organize os bebês em semicírculo, acomodados em almofadas e tapetes emborracha-
dos. Mostre a eles as imagens de momentos da rotina familiar de cada um e converse 
sobre esses momentos detalhadamente, sempre se referindo ao bebê retratado pelo 
nome. Deixe que eles manipulem as imagens e se reconheçam nelas, desenvolvendo os 
objetivos EI01CG05, EI01EF06 e EI01EF07. Estimule os bebês a se expressarem sobre 
os momentos representados nas imagens, desenvolvendo os objetivos EI01EO01, 
EI01EO04, EI01EO06 e EI01EF06.
Momentos da 
rotina escolar: 
alimentação e 
brincar.
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Explorando cada momento...
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• No momento da alimentação, 
incentive cada bebê a re conhecer 
a própria mamadeira ou seu 
copo. Apresente dois objetos, 
sendo um o que lhe pertence e 
outro de algum colega, e peça 
que aponte o que considera ser o 
próprio, promovendo os 
objetivos EI01EO01, EI01CG05
e EI01EF01.
• Coloque em cima de uma mesa os copos de cada bebê 
identificados com os respectivos nomes. Então, chame 
um de cada vez e peça que pegue o copo de um colega e 
o entregue para ele, desenvolvendo os objetivos 
EI01EO01 e EI01EO06.
• Espalhe materiais pessoais, como mochilas, bolsas e 
copos próximo aos bebês e peça que identifiquem quais 
objetos pertencem a cada um deles e quais são dos 
colegas, desenvolvendo os objetivos EI01EO01
e EI01EF01.
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• Coloque em uma caixa alguns pares de 
brinquedos, por exemplo, duas bolas, duas 
bonecas etc. Sente-se com os bebês e coloque 
a caixa perto deles. Escolha um brinquedo da 
caixa e peça a um bebê que pegue o outro 
brinquedo que éigual àquele de dentro da 
mesma caixa e leve até você. Reforce que ele 
precisa pegar somente um objeto, sinalizando 
a quantidade com o dedo indicador. Repita 
com todos os bebês, desenvolvendo os 
objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, 
EI01CG02, EI01CG05, EI01EF01 e EI01ET04.
• Organize os bebês em quatro grupos. 
Auxilie os bebês de cada grupo a retirar um 
pé do calçado que estejam usando e misture 
esses calçados perto dos bebês. Em 
seguida, questione quantos calçados estão 
faltando no pé deles, levando-os a indicar 
ou verbalizar “um”. Então, peça que 
localizem no grupo do qual fazem parte o pé 
do próprio calçado, desenvolvendo os 
objetivos EI01EO01, EI01EO02, EI01EO03, 
EI01EO04, EI01CG02, EI01CG05, EI01ET04
e EI01ET05.
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• Providencie uma música calma para promover um momento de relaxamento e deixe o ambiente 
com pouca incidência de luz. Certifique-se de que os bebês estejam higienizados e alimentados, 
ofereça o berço ou colchonete, além de objetos que utilizam para o momento do descanso, como 
naninhas. Fale que esse é o momento do descanso e que eles devem repousar para aproveitar os 
próximos momentos, desenvolvendo os objetivos EI01EO04 e EI01EO05.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
• A semana
• Meu lanchinho
• Boa tarde, como vai? 
Para cantar e brincar!
Ligados e conectados!
Pesquise na internet a 
música Depois de, de 
Palavra Cantada, e coloque 
para os bebês cantarem e 
dançarem.
62
Agora, vocês vão fazer um mural da rotina familiar. Disponha o papel kraft de forma 
que os bebês possam ajudar na colagem das imagens, desenvolvendo os objetivos
EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, EI01EF01 e EI01EF06.
Pronto! Vem ver!
Com as imagens coladas no mural, escreva abaixo de cada uma o nome do bebê e o 
momento da rotina familiar que ela representa, mostrando e explicando aos bebês. 
Escreva um título no mural e fixe-o na sala, na altura dos bebês, para que possam explo-
rar o material, desenvolvendo os objetivos EI01EO06 e EI01EF07.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir. 
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VOU CONTAR O QUE APRENDI
Prepare
• papel kraft
• fotografias dos rostos dos 
bebês da turma
• cartões de papel-cartão na 
cor vermelha e em formato 
de coração
• cola escolar
• tesoura de pontas 
arredondadas
• fita adesiva
• caneta hidrográfica
Registre as atividades 
por meio de fotografias e 
insira-as no portfólio. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos 
responsáveis antes de 
fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
63
Todos no coração
Nesta atividade, relembre com os bebês o que 
foi trabalhado durante as semanas deste itine-
rário, como os momentos de reconhecimento 
do nome e das partes do rosto; os momentos de 
afetividade e interação, como os abraços; e os 
momentos da rotina escolar e familiar. Enquan-
to realiza a atividade com os bebês, observe 
suas reações e se reconhecem as partes do 
rosto (olhos, nariz e boca) e os conjuntos com 
um elemento, bem como se respondem quan-
tos anos têm ou quantos anos vão fazer. 
Disponibilize para os bebês, em uma folha de papel sulfite, o desenho da silhueta de 
um rosto. Para cada um dos bebês, recorte de revistas imagens com as seguintes partes: 
boca, olhos e nariz. Entregue as partes recortadas e oriente-os a colar completando a 
imagem do rosto. Torne a atividade lúdica e interativa, identificando e nomeando cada 
parte, antes da colagem, e cantando as cantigas sugeridas neste itinerário.
Bebês se 
abraçando.
Com a mão na massa
Organize os bebês em semicírculo, acomodados em almofadas e tapetes emborracha-
dos. Disponha os cartões em formato de coração e as fotografias dos bebês perto deles. 
Pegue um dos cartões e fale que ele é vermelho e que na sua mão tem um coração. 
Comente com eles o que os corações podem representar: afetividade, carinho e amor, por 
exemplo. Mostre as fotografias dos bebês, uma de cada vez. Para que se reconheçam e 
reconheçam uns aos outros, pergunte: “Quem é esse bebê? Qual é o nome dele?”; “E esse 
bebê aqui, quem é?”; “Quantos anos você tem/vai fazer? Mostre com o dedinho.”. Repita 
até contemplar todos os bebês da turma. Explore também as partes do rosto mostrando 
para os bebês o nariz, a boca, os olhos, entre outras partes. Deixe que eles manipulem as 
fotografias e se reconheçam nelas, desenvolvendo os objetivos EI01CG05, EI01EF06 e 
EI01EF07. Estimule os bebês a se expressarem enquanto observam e manipulam as 
fotografias, desenvolvendo os objetivos EI01EO01, EI01EO04, EI01EO06 e EI01EF06.
Agora, vocês vão fazer o mural “Todos no coração” colando as fotografias dos bebês nos 
corações e depois no papel kraft. Disponha os corações de forma que os bebês possam 
ajudar na colagem das fotografias, desenvolvendo os objetivos EI01EO02, EI01EO03,
EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, EI01EF01 e EI01EF06. Cada bebê deve ajudar a colar a 
própria fotografia. Depois, cole os cartões no papel kraft.
Pronto! Vem ver!
Com os corações colados no mural, escreva abaixo de cada um o nome do bebê, 
mostrando e explicando o que você está fazendo. Escreva o título “Todos no coração” no 
mural e fixe-o na sala, na altura dos bebês, para que possam explorar o material, desen-
volvendo os objetivos EI01EO06 e EI01EF07.
Por fim, promova novamente o momento do abraço para comemorar a realização da 
atividade.
Para finalizar as atividades do itinerário e 
avaliar o aprendizado dos bebês, realize as 
atividades propostas a seguir. 
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Prepare
• papel kraft
• caneta hidrográfica preta
• bonecas
• cola escolar
• giz de cera
Prepare
• cartolina nas cores verde
e branca
• caneta hidrográfica preta
• tesoura de pontas 
arredondadas
• cola escolar
• Cabeça, ombro, joelho e pé
• Fui ao mercado
• Conheço um jacaré
• Boneca de lata
Para cantar e brincar!
Você pode entregar aos 
bebês revistas com figuras 
de rostos e corpos de 
pessoas para que eles 
possam rasgar. Separe as 
partes do corpo e apresente-
-as aos bebês, nomeando-
as. Depois, cole-as em um 
pedaço de papel kraft.
Outra forma de fazer 
SEMANA 1
ITINERÁRIO CONHECENDO O CORPO
64
2
Contorno do corpo
Organize os bebês sentados em roda e cante as cantigas, fazendo gestos e apontando 
as partes do corpo mencionadas nelas. Ao escutar as cantigas e observar os gestos, 
demonstrando interesse (por gestos, balbucios e/ou palavras, por exemplo), os bebês 
estão desenvolvendo o objetivo EI01EF02. Cante as cantigas novamente, incentivando-
-os a imitar os gestos para que eles coloquem em prática o objetivo EI01CG03.
Para desenvolver a atividade de contorno do corpo, com antecedência, peça às famílias 
dos bebês que enviem fotografias no tamanho A4 do rosto deles. Além disso, prepare o 
ambiente para que tenha um espaço amplo.
Com a mão na massa
Corte um pedaço de papel kraft em tamanho suficiente para fazer a silhueta do corpo 
de um bebê. Desenhe com a caneta hidrográfica a silhueta e outras partes do corpo: 
olhos, orelhas, boca, nariz, mãos etc. Recorte as partes do 
corpo, deixando-as separadas. Estenda o papel com a 
silhueta no chão e entregue aos bebês as bonecas. Escolha 
uma parte do corpo e apresente a eles dizendo o nome e 
mostre na boneca para que eles associem a palavra à 
respectiva parte do corpo. Incentive os bebês a tocar, na 
boneca, a parte do corpo que está sendo trabalhada. Então, 
cole a figura no local correto da silhueta. Depois de apresen-
tar todas as partes do corpo, disponibilize giz de cera para 
que pintem e ilustrem o cartaz a seu modo. Auxilie-os a 
manipular esses objetos para traçar marcas gráficas, assimeles desenvolvem o objetivo EI01TS02.
Pronto! Vem ver!
Cole o cartaz finalizado em uma parede na altura dos bebês. Reúna-os sentados em 
frente ao cartaz para que observem a produção e deixe que se comuniquem, tocando o 
cartaz, fazendo gestos, balbuciando ou dizendo palavras, assim eles desenvolvem o objetivo 
EI01EF06. Faça alguns comentários sobre as características de cada bebê, como cor dos 
olhos e do cabelo, a fim de que a turma perceba que há semelhanças e diferenças entre eles.
Cantar, encantar e brincar: é só começar!
Nesta atividade, os bebês vão cantar e desenvolver os movimentos do corpo. A música 
em sala de aula torna o ambiente mais alegre, possibilita aos bebês ampliar vocabulário, 
desenvolver consciência corporal, expressar emoções e explorar e perceber as possibilida-
des e as limitações de seu corpo ao realizar movimentos orientados ou espontâneos, 
seguindo a melodia e o ritmo das canções. Com isso, os bebês desenvolvem o objetivo 
EI01EO02.
Com a mão na massa
Com antecedência, confeccione a cabeça de um jacaré. Para isso, corte duas partes 
retangulares, duas tiras com 2 cm de largura e duas partes, uma maior e outra menor, 
em formato de coração, da cartolina verde; dois círculos pequenos e duas tiras, para 
representar os olhos e dentes, da cartolina branca. Junte as duas partes retangulares 
e cole uma das extremidades. Escolha qual será a parte de cima (onde ficarão os olhos 
e as narinas) e cole os corações, deixando as partes arredondadas vincadas para cima. 
No coração maior, cole os círculos brancos nas partes arredondadas e faça os pingos 
Exemplo de contorno do 
corpo em papel kraft.
Exemplo de fantoche de 
jacaré feito de cartolina.
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Explorando cada momento...
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• Coloque um bebê por vez diante de um espelho, aponte partes do corpo 
dele em única quantidade, destacando o número 1 ao dizer “uma boca, um 
nariz etc.”, e deixe-o livre para tocar e sentir as partes do próprio corpo.
• Manipule a boca do jacaré confeccionado anteriormente, abrindo-a e 
fechando-a, e dizendo as palavras aberto e fechado. Deixe que os bebês 
também o manipulem e auxilie-os a abrir e a fechar a boca do jacaré.
• Cante com os bebês a canção A janelinha fazendo os gestos: mãos 
abertas na lateral do rosto no trecho em que a janelinha se abre, mãos 
tapando o rosto no trecho em que ela se fecha, mãos abrindo e fechando 
no trecho em que a janelinha abre e fecha. Incentive-os a imitar os gestos 
seguindo a melodia, desenvolvendo o objetivo EI01CG03.
• Carimbe os pés e as mãos dos bebês em uma folha de papel sulfite 
utilizando tinta guache. Identifique as marcas com o nome de cada bebê e 
deixe secar. Então, pendure a folha em um varal na altura dos bebês para 
que eles possam tocar e observar as diferenças entre os tamanhos dos 
pés e das mãos, desenvolvendo, assim, o objetivo EI01ET05.
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al • Diga aos bebês que, nessa brincadeira, eles vão balançar o corpo. Então, 
com um bebê de cada vez, brinque de Serra, serra, serrador, em uma 
cadeira de balanço, ou sentado em um colchonete no chão, e interaja com 
eles, desenvolvendo o objetivo EI01CG02.
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• Explore as rimas de algumas cantigas, enfatizando as palavras que rimam 
e batendo palma sempre que forem entoadas. Distribua aos bebês objetos 
(como sinos, chocalhos e latas) para que eles possam manipulá-los e 
produzir sons durante as cantigas, cumprindo com o objetivo EI01TS03.
• Cante com os bebês a canção Pintinho amarelinho, incentivando-os a 
imitar os gestos, pronunciar pequenas palavras e interagir com você e 
com os outros bebês, desenvolvendo os objetivos EI01CG03 e EI01EF05.
Bebês em torno de 
0 a 10 meses
Bebês em torno de 
11 a 18 meses
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dos olhos e das narinas com a caneta hidrográfica preta. Cole as tiras brancas dentro 
da boca e as tiras verdes nas laterais da parte de cima e de baixo, pois elas vão servir 
de alças para o encaixe das mãos.
Pronto! Vem ver!
Visando desenvolver o objetivo EI01TS03, cante animadamente e com entonação a 
cantiga Eu conheço um jacaré. Utilize o jacaré confeccionado, movimentando a parte da 
boca, faça gestos e instigue os bebês a imitá-los e a movimentar o corpo. Além disso, 
aproxime a boca do jacaré das partes do corpo dos bebês, como se ele fosse comê-las, 
para que eles as escondam, desenvolvendo o objetivo EI01CG01.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
Caso não queira produzir a 
cabeça do jacaré, você pode 
interpretá-la somente com 
suas mãos ao cantar e 
brincar com a cantiga, ou 
utilizar um fantoche ou 
palitoche.
Outra forma de fazer 
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SEMANA 2 O que uso no meu banho
A higiene corporal é muito importante e, mesmo não dominando a oralidade, os 
bebês conseguem transmitir sua insatisfação e incômodo em relação à higiene por meio 
do choro, gestos e balbucios, pois dependem do adulto para que suas necessidades 
sejam atendidas. Dessa forma, essa atividade propõe aos bebês que explorem os objetos 
de higiene de uso comum, que vivenciem o faz de conta, para que se sintam mais segu-
ros e capazes de reconhecer o 
corpo, expressar suas sensa-
ções e para que desenvolvam 
autonomia em momentos de 
higiene, de alimentação e de 
descanso, desenvolvendo o 
objetivo EI01EO05.
Prepare
• banheira ou bacia grande
• embalagens vazias de 
produtos usados no banho
• pedaços de espuma no 
tamanho aproximado de 
10 cm x 10 cm
• cartolina ou papel kraft
• fita adesiva
• caneta hidrográfica
• Água na biquinha
• O sapo não lava o pé
Para cantar e brincar!
Retome a semana 
anterior com os bebês, 
converse com eles sobre 
as partes do corpo e 
cante as cantigas que 
tratam desse tema.
Conta pra mim!
Ligados e conectados!
Pesquise na internet a 
música Bom banho, de 
Mundo Bita, e coloque para 
os bebês ouvirem e 
dançarem. 
Com a mão na massa
Organize um espaço da sala e coloque a banheira ou bacia no centro, se possível, em 
cima de um tapete emborrachado. Coloque os objetos que separou nesse espaço. Reúna 
os bebês ao redor deles e diga-lhes que vocês vão brincar de faz de conta de tomar 
banho. Deixe que os bebês manuseiem os objetos, comparando-os e explorando as 
propriedades, como as cores e as texturas, desenvolvendo o objetivo EI01ET01. Em 
seguida, coloque cada um dentro da banheira ou bacia e instigue-o a fazer movimentos 
como se estivesse tomando banho. Peça-lhe que passe o xampu na cabeça, que ensaboe 
a barriga, que esfregue as pernas com a bucha, e assim por diante. Esta atividade possi-
bilita aos bebês participar do cuidado com o corpo, cumprindo com o objetivo EI01CG04.
Pronto! Vem ver!
Depois da brincadeira, utilize as embalagens de produtos do banho para produzir um 
cartaz. Com as crianças, fixe um exemplar de cada produto na cartolina ou no papel kraft
com fita adesiva, escreva o nome de cada produto e dê um título ao cartaz, como 
“USAMOS NO BANHO...”. Coloque o cartaz em uma parede da sala de aula na altura dos 
bebês. Permita que toquem no cartaz e vá dizendo os nomes dos objetos, contando-os e 
associando-os ao número 1, por exemplo, “um xampu”. Você também pode mostrar aos 
bebês um cartão com o número para estimular a associação do número à quantidade e o 
reconhecimento do número.
Em cena! Encena!
Muitas sensações são vivenciadas e apreciadas com o corpo. Os bebês necessitam de 
incentivo para exploração corporal, visto que estão na descoberta de suas potencialida-
des. A ludicidade é uma excelente forma de auxiliá-los nesse período, pois estimula a 
criatividade e a imaginação; entretanto, é preciso sempre perceber e respeitar oslimites 
e desejos dos bebês.
Reúna os bebês em roda e diga-lhes que, juntos, vocês vão participar de um teatro de 
sombras. Explique como será feito, que a luminosidade da sala precisa ser baixa, e passe 
tranquilidade a eles de modo que se sintam seguros para participar da atividade.
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Exemplo de atividade que 
explora os objetos de 
higiene pessoal.
Exemplo de brincadeira 
com sombra.
Veja material gráfico para impressão no MPD.
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Explorando cada momento...
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• Faça um molde do número 1 em feltro e coloque-o 
em uma bacia com pouca água. Um bebê por vez 
deverá pegá-lo e, quando o fizer, verbalize “um” 
para estimular o reconhecimento do número.
• Auxilie os bebês a fazer movimentos de abrir e 
fechar, por exemplo, feche a palma da mão e diga 
“fechado”; abra a palma da mão e diga “aberto”. 
Prossiga dessa forma com outras partes do corpo, 
como boca e olhos.
• Confeccione cartões com o número 1 e cole texturas diferentes nos traçados (corda, graveto sem pontas ou rebarbas 
etc.). Distribua aos bebês, incentive-os e auxilie-os a passar o dedo sobre a textura fazendo o traçado do número.
• Cole uma fita dupla face na parede na altura dos bebês e 
distribua uma bolinha de plástico ou de papel para cada. 
Solicite a dois bebês por vez que fixem a bolinha na fita. 
Questione quantas bolinhas eles têm, levando-os a 
demonstrar ou verbalizar o número 1, deixe que retirem as 
bolinhas da fita para brincar livremente, desenvolvendo o 
objetivo EI01ET04.
• Dê comandos aos bebês para que façam movimentos de 
abrir e fechar com o corpo, como “fechem os olhos”.
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al • Faça caretas para os bebês (de choro, 
de alegria etc.), incentivando-os a 
imitar suas expressões faciais, 
desenvolvendo os objetivos EI01CG01
e EI01CG03.
• Antes das refeições e quando se sujarem durante as atividades, leve os bebês para lavar as mãos e se limparem, 
pois, ao promover a higiene, o cuidado com o corpo e o bem-estar, eles desenvolvem o objetivo EI01CG04.
• Reúna os bebês em frente a um espelho e peça-lhes que façam 
caretas conforme seu comando (“façam cara de choro”, por 
exemplo). Se for preciso, demonstre para que eles imitem e 
deixe-os apreciar suas expressões faciais no reflexo, 
desenvolvendo os objetivos EI01CG01 e EI01CG03.
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• No momento do banho, permita aos bebês que fechem as embalagens (de xampu, por exemplo) e, no momento da 
alimentação, que explorem os utensílios que vão utilizar para se alimentarem. Incentive-os a usá-los sozinhos. 
Assim, eles desenvolvem a coordenação motora e cumprem com o objetivo EI01CG05.
• Mostre outros produtos de higiene pessoal (escova de dentes, por exemplo), diga o nome para que os bebês 
desenvolvam o vocabulário, deixe que os manipulem e instigue-os a mostrar em que parte do corpo eles são 
utilizados e a demonstrar como usá-los.
Bebês em torno de 
0 a 10 meses
Bebês em torno de 
11 a 18 meses
Prepare
• tecidos brancos
• luz de emergência ou 
lanterna
• objetos, como carrinhos, 
bolas, brinquedos diversos
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Com a mão na massa
Pendure os tecidos brancos na sala de aula, como se fossem cortinas. Será necessária a 
quantidade mínima de dois e é importante que eles cheguem até o chão. Coloque os bebês 
sentados de frente para os tecidos. Então, deixe a sala com pouca luminosidade e posicio-
ne a luz de emergência ou lanterna atrás dos tecidos. Convide um bebê por vez para ficar 
atrás do tecido com você e peça a ele que coloque um objeto para fazer a projeção. Incen-
tive um ou dois bebês, a cada vez, a tentar alcançar a sombra refletida no tecido. Eles vão 
ter de explorar o ambiente, observando para onde devem se dirigir, retirar os obstáculos 
que estão no caminho (nesse caso, os tecidos), deslocando-se e movimentando o corpo 
para fazer a descoberta do objeto, desenvolvendo os objetivos EI01CG02 e EI01ET03.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
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SEMANA 3
Retome as semanas 
anteriores com os bebês: 
fale sobre as partes do 
corpo, cante as cantigas que 
tratam do corpo, converse 
com eles sobre a higiene do 
corpo e os objetos 
descobertos na atividade 
com sombra.
Conta pra mim!
• Se você está contente, 
bata palmas
• Caranguejo não é peixe
Para cantar e brincar!
Prepare
• cadeiras em diferentes 
tamanhos
Adicione obstáculos à 
brincadeira, por exemplo, 
almofadas, para que os 
bebês passem por cima 
deles.
A brincadeira continua
Para registrar a atividade, 
com a autorização dos 
responsáveis, grave o áudio/
vídeo em um CD ou salve-o 
em arquivo digital. Guarde
o CD nos portfólios ou envie 
o arquivo digital às
famílias para que possam 
acompanhar a aprendizagem 
e o desenvolvimento
dos bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
68
Mexe e remexe
Ao explorar as possibilidades corporais, os bebês 
descobrem suas potencialidades e limites em relação 
aos movimentos e deslocamentos com seu corpo. 
A consciência corporal permite conhecer a si e aos 
outros, melhorando a interação e as relações com 
seus pares. Desse modo, propomos que, nesta 
atividade, os bebês movimentem-se passando por 
obstáculos.
Com antecedência, prepare um espaço da sala de 
aula com uma cadeira mais alta e outra mais baixa 
em fila. Se possível, organize tudo sobre um 
tapete emborrachado para garantir a segu-
rança dos bebês durante a atividade.
Exemplo de bebê passando 
por parte de um circuito.
Muitos sons divertidos
Nesta atividade, os bebês vão produzir sons com o 
corpo. Essa é uma oportunidade para que eles 
reconheçam diferentes sons, explorem o 
próprio corpo, brinquem e se divirtam, comu-
niquem-se (manifestando seus desejos e 
emoções), desenvolvam a audição e a percep-
ção e interajam com seus pares e com o profes-
sor, desenvolvendo os objetivos EI01EO06
e EI01CG01.
Com a mão na massa
Organize os bebês em uma roda ou espaço onde eles consigam ver você. Então, 
comece a produzir gestos com seu corpo e incentive-os a imitar, como dar tapinhas com 
as mãos na boca, bater palmas, bater pés, tapinhas com as mãos na barriga, estalar a 
língua etc. Assim, eles estão colocando em prática os objetivos EI01CG03 e EI01TS01. 
Com um suporte audiovisual, grave o áudio ou vídeo da brincadeira. Lembre-se de pedir 
autorização dos pais para filmar os bebês.
Pronto! Vem ver!
Reúna os bebês para que possam escutar o áudio/vídeo ou assisti-lo com os sons 
produzidos por eles. Deixe que se expressem por meio de gestos, balbucios ou falas em 
relação à atividade, alcançando o objetivo EI01EF06.
Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Reúna os bebês sentados de frente para você e mostre-lhes a capa do livro Eu sou 
assim e vou te mostrar, instigando a curiosidade deles. Leia o livro, com entonação e 
expressividade, aponte a direção da leitura, virando as páginas calmamente, e mostre as 
ilustrações. Solicite aos bebês que apontem elementos nas ilustrações, como as partes 
do corpo ou os animais. Assim, eles desenvolvem os objetivos EI01EF03 e EI01EF04.
Exemplo de professora e bebês 
fazendo sons com o corpo.
Com a mão na massa
Reúna os bebês para explicar a eles que devem se movimentar passando por debaixo 
das cadeiras. Faça uma demonstração, porém adapte e passe por debaixo de uma mesa, ou 
demonstre com ajuda de um bebê, auxiliando-o e orientando-o como deve ser feito. Em 
seguida, incentive um bebê de cada vez a passar debaixo da primeira cadeira (ele terá de 
engatinhar) e depois debaixo da segunda cadeira (provavelmente, ele terá de deslizar ou 
rolar pelo chão). Com esta atividade, eles desenvolvem os objetivos EI01ET04 e EI01CG02.
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JANISCH, Heinz. Eu sou assim e vou te 
mostrar. Ilustrações de Birgit Antoni. 
Trad. Hedi Gnädinger. São Paulo: 
Brinque-Book, 2017.
Os personagens da história deste 
livro encontram semelhanças 
entre o próprio corpo e o corpo 
dos animais.
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Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
• Cante algumas cantigas, explorando as rimas, fazendo sons com o corpo e incentivando os bebês a também 
fazê-los seguindo o ritmo, assim eles desenvolvem o objetivo EI01TS01.
• Demonstre aos bebês algumas ações, como pular, agachar e rastejar. Incentive-os a imitar os movimentos, 
desenvolvendo o objetivo EI01CG03. Destaque e repita o nome das ações para que eles explorem o vocabulário.
• Diga aos bebês que eles vão ter um 
momento de relaxamento. Um por 
vez, faça massagem nas mãos, nos 
pés, na cabeça e na barriga do bebê. 
Interaja com ele e deixe que 
comunique, por meio de gestos, 
balbucios ou palavras, sensações, 
insatisfações e emoções, 
desenvolvendo os objetivos 
EI01EO04 e EI01EO06.
• Separe objetos para que os bebês brinquem de representar 
profissionais da saúde, como enfermeiro, dentista e médico. 
Organize um espaço na sala com um colchonete, reúna os bebês e 
escolha dois de cada vez para que representem o profissional e o 
paciente. Direcione a brincadeira, solicitando ao bebê 
representando o profissional que examine partes do corpo e que o 
paciente aponte para as partes examinadas, como cabeça, barriga, 
pescoço, pernas, pés, braços e mãos. Inverta os papéis, até que 
todos tenham participado. Então, deixe que explorem a brincadeira 
livremente, desenvolvendo os objetivos EI01EO04 e EI01EO06.
• No momento do banho, coloque várias bolinhas 
coloridas de plástico para o bebê e peça que lhe 
dê duas bolinhas. Quando ele lhe der uma 
bolinha, diga “um” e peça a outra. Quando ele lhe 
der a segunda bolinha, diga “dois”. Mesmo que ele 
queira te dar mais bolinhas, não aceite, dizendo 
que você já possui duas bolinhas. Essa atividade 
permite desenvolver o objetivo EI01EO03.
• Coloque dentro de um cesto ou de uma caixa, que os 
bebês consigam alcançar, alguns objetos: carrinhos 
pequenos, bonecas pequenas, bolinhas etc., na 
quantidade de dois de cada. Em seguida, faça um 
zigue-zague com barbante, como na brincadeira Cama de 
gato, na boca do cesto/caixa. Então, peça a um bebê por 
vez que pegue dois objetos. Repita até todos os bebês 
terem participado, desenvolvendo o objetivo EI01ET05.
• Com lençóis ou caixas de papelão e em um local onde seja possível explorar o espaço com liberdade, organize 
os bebês em pequenos grupos, coloque-os nas caixas ou sobre o lençol e arraste-os por todo o local, 
explorando o espaço.
• Fixe no teto da sala fitas coloridas, em uma altura que possibilite aos bebês a necessidade de esticar as mãos 
para alcançar, e incentive-os a pegá-las, movimentando as fitas. Essas atividades desenvolvem os objetivos 
EI01EO03 e EI01ET04.
• Confeccione um cartão com o número 2, apresente-o aos bebês, permitindo que passem o dedo indicador 
sobre o traçado do número e juntos fixe-o em uma parede ou mural da sala de aula.
• Coloque um bebê por vez diante de um espelho, aponte e conte partes do corpo dele que podem ser contadas em 
pares (dois braços, por exemplo), destacando o número 2, e deixe-o livre para tocar e sentir as partes do corpo.
69
Após a leitura, repasse cada página do livro, 
incentivando os bebês a tocar a parte do corpo 
que está sendo apresentada ou a imitar os 
animais. Permita que levem o livro para casa e 
separe outros de diferentes gêneros textuais, 
mas que abordem a temática do itinerário. Orien-
te as famílias a fazer a leitura dos livros para os 
bebês, desenvolvendo o objetivo EI01EF08.
Durante a semana, para que você possa explo-
rar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva 
as atividades a seguir.
Veja material gráfico para impressão no MPD.
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SEMANA 4
Relembre as semanas 
anteriores com os bebês: 
fale sobre as partes do 
corpo, cante as cantigas que 
tratam do corpo, converse 
com eles sobre a higiene do 
corpo, os objetos 
descobertos na sombra, os 
movimentos que fizeram 
para passar por debaixo de 
cadeiras e os sons 
produzidos com o corpo.
Conta pra mim!
• Pezinho
Para cantar e brincar!
Prepare
• cesta
• frutas variadas
• utensílios plásticos para 
comer
Prepare
• cartolina ou papel kraft
• fotografias dos bebês
• papelão ou tecido de 
diversas cores
• tesoura de pontas 
arredondadas
• cola escolar
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Conhecendo o gosto, o cheiro e a textura
Explorar as propriedades dos alimentos e experimentá-los são ações que 
desenvolvem a percepção e os sentidos dos bebês em relação ao sabor, ao odor e à 
textura. Exercitar tais percepções e sentidos é importante para que 
eles descubram do que gostam, do que não 
gostam e pratiquem o autocuidado e a 
prevenção do contato com texturas e odores 
que alertam para o que pode fazer mal, 
como alimentos estragados. Assim, propo-
mos uma atividade em que eles vão conhe-
cer e explorar as propriedades de alguns 
alimentos, desenvolvendo os objetivos 
EI01ET01 e EI01ET03.
Com a mão na massa
Com antecedência, peça às famílias que enviem frutas, escolhendo aquelas possíveis 
de serem manuseadas pelos bebês, com textura, odor e gosto variados, e verifique se 
algum bebê possui restrição alimentar. Priorizar as frutas da estação é bom, pois elas 
apresentam maior valor nutricional e costumam custar mais barato do que as demais.
Coloque as frutas em uma cesta, reúna os bebês ao redor dela, deixe que peguem as 
frutas e sintam a textura das cascas, percebam as cores, o tamanho e o peso. Diga o 
nome das frutas para eles. Na sequência, leve-os até o refeitório, sente-os à mesa, corte 
as frutas, deixe que eles percebam os odores e distribua um pedaço a cada bebê para que 
eles possam experimentar, sentindo o gosto e a textura. Experimente uma fruta para que 
os bebês possam imitar essa ação. Deixe que se expressem por meio de caretas, balbu-
cios e palavras suas percepções (se gostam ou não) e suas necessidades (se querem mais 
ou se não querem mais), desenvolvendo os objetivos EI01EO04, EI01EO05 e EI01EF06.
Mural do abre e fecha
Nesta atividade, os bebês vão se 
descobrir e se reconhecer em um mural de 
fotografias em que deverão abrir e fechar 
elementos. Além de trabalhar a identidade e as 
noções aberto e fechado, esta atividade permite 
aos bebês que desenvolvam movimentos corporais 
e a coordenação motora. Para que seja possível 
confeccionar o mural, com antecedência, peça às famí-
lias que enviem fotografias dos bebês, preferencialmente 
em que estejam de corpo inteiro.
Exemplo de atividade com frutas.
Com a mão na massa
Cole as fotografias dos bebês na cartolina ou no papel kraft, deixando uma distância 
entre cada uma. Peça a ajuda dos bebês, molhando o dedo deles na cola e passando no 
verso da fotografia ou orientando-os para que o façam sozinhos. Recorte pedaços de 
papelão ou de tecidos e os cole nas laterais ou na parte superior das fotografias fazendo 
janelas ou cortinas que tampem as fotografias.
Pronto! Vem ver!
Pendure o mural em uma parede na altura dos bebês, reúna-os para que possam 
apreciá-lo e convide-os a abrir as janelas/cortinas para descobrir as fotografias. Eles 
terão de se movimentar, abaixar e esticar os braços, por exemplo, cumprindo com o obje-
tivo EI01CG02.
Exemplo de mural com 
fotografias para serem 
descobertas pelos bebês.
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g22_ftd_mp_1cbsn_u4_itinerario_2_p068a072.inddem: 16 set. 2020.
Os saberes pautados na puericultura colocavam a Creche como espaço 
onde predominavam os cuidados dissociados das relações 
educativas. Com o passar dos anos, os estudos foram 
avançando e outras áreas da Ciência começaram a 
problematizar as práticas pedagógicas fundamenta-
das em uma pedagogia que articula a educação e o 
cuidado. 
A Creche é, atualmente, um espaço coletivo 
que deve ser pensado e administrado de forma 
plural e democrática, a fim de que as práticas 
pedagógicas e sociais que ali acontecem 
tenham como objetivo a educação e o cuidado. 
Os direitos que as crianças possuem são regi-
dos pela lei, e o espaço da instituição escolar 
deve propiciar meios para que estes sejam efeti-
vamente validados.
Durante muitos anos, o cuidado e a educação das 
crianças para a sociedade eram responsabilidades das 
mães e/ou de outras mulheres do grupo familiar. Graças 
às mudanças políticas e sociais, muitas delas relacionadas à 
emancipação das mulheres e seu ingresso no mercado de trabalho, 
surgiram as instituições de Educação Infantil. No início, essas instituições tinham cunho assistencialista, 
contudo, ao longo do tempo, tornaram-se essenciais para as comunidades, passando a ter identidade 
própria e a promover o desenvolvimento global da criança.
Podemos definir a Creche como o primeiro ambiente que as crianças pequenas frequentam sem a 
presença de seus familiares ou responsáveis. Portanto, exige-se que as crianças se adaptem a um novo 
ambiente e a rotinas padronizadas, diferentes das vivenciadas em família.
sirtravelalot/Shutterstock.com
Marcela Pialarissi
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A Creche consiste em um lugar de vivências, um espaço no qual 
as ações de cuidar e educar devem estar em sintonia, conferin-
do às crianças acolhimento, segurança e socialização. Isso 
ocorrerá de forma efetiva se houver o engajamento de toda 
a comunidade escolar.
É imperativo, por outro lado, que a relação entre famí-
lia e escola seja fortalecida e adquira o caráter de 
complementariedade, pautando-se em dois pilares: o 
respeito e o diálogo. Ambas são agentes do desenvolvi-
mento e se constituem como ambientes socialmente 
construídos, influenciadas pelo meio no qual estão inseri-
das, atuando de forma integral e complementar nas instân-
cias formativas da criança.
Portanto, é na escola que os processos pedagógicos acon-
tecem, e não se dão isoladamente, pois envolvem as práticas 
sociais. 
A Creche exerce grande importância no desenvolvi-
mento das crianças, visto que as ações pedagógicas 
buscam atender às individualidades, compreender mani-
festações emocionais (reconhecendo que estas consti-
tuem a linguagem própria das crianças pequenas), 
proporcionar o desenvolvimento da autonomia e, por fim, 
contribuir para a formação da identidade.
[...]
Há, pois, duas características fundamentais 
do ato educativo intencional: primeiro, a de ser 
uma atividade humana intencional; segun-
do, a de ser uma prática social. No primei-
ro caso, sendo a educação uma relação de 
influências entre pessoas, há sempre uma 
intervenção voltada para fins desejáveis do 
processo de formação, conforme opções do 
educador quanto à concepção de homem 
e sociedade, ou seja, há sempre uma inten-
cionalidade educativa, implicando escolhas, 
valores, compromissos éticos. [...]
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: inquietações e buscas. 
Educar, n. 17, p. 153-176. Curitiba: Editora da UFPR, 2001. p. 9. Disponível em: 
. 
Acesso em: 16 set. 2020.
respeito 
diálogo
EscolaFamília
Criança
As garatujas são 
importantes 
produções para 
acompanhar o 
desenvolvimento 
infantil.
Os professores da Educação Infantil lidam com 
diferentes práticas pedagógicas.
A Creche, a criança e seu desenvolvimento 
Ao pensar sobre as práticas pedagógicas que envolvem as crianças pequenas, devemos levar em consi-
deração que elas dependem da supervisão e do acompanhamento dos adultos. Além de estímulos e moti-
vação para seu desenvolvimento cognitivo e socioafetivo, as crianças precisam de auxílio em diversas 
atividades que ainda não realizam de forma autônoma.
Nesse sentido, a Creche exerce papel fundamental nessa fase de vida das crianças e é determinante em 
sua formação. Os profissionais que nela atuam necessitam estar preparados para práticas pedagógicas de 
natureza diversificada, nas quais permeiam elementos essenciais para o processo educativo das crianças. 
Entre esses elementos, destacam-se o afeto, o carinho, os cuidados básicos com a higiene, o acolhimento e 
a preparação para a alfabetização. Tudo isso se converge para a formação cidadã das crianças. 
Educar é uma prática social e na Educação Infantil – Creche e Pré-escola – o professor atua como sujei-
to mediador das práticas didáticas, instigando e estimulando a curiosidade das crianças, ensinando-lhes 
o caminho para aprender a aprender; premissa basilar do processo de ensino-aprendizagem. Segundo 
Libâneo (2001),
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Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação InfantilDireitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil
• ConviverConviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes 
linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às 
diferenças entre as pessoas.
• BrincarBrincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes 
parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, 
seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corpo-
rais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
• ParticiparParticipar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da 
escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades 
da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, 
desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posi-
cionando.
• ExplorarExplorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transfor-
mações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, 
ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, 
a ciência e a tecnologia. 
• ExpressarExpressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, senti-
mentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes 
linguagens.
• Conhecer-seConhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem 
positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, 
interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto 
familiar e comunitário.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 38. 
Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2020.
As práticas de educação e cuidado devem 
ser pensadas, repensadas e mutáveis, de acor-
do com a organização e as observações das 
experiências analisadas no espaço escolar, 
demandando as adequações que se fizerem 
necessárias.
A experiência da criança no espaço da 
Educação Infantil deve contribuir para seu 
desenvolvimento de forma integral e continuada. 
Entretanto, o alcance desse objetivo está condi-
cionado a uma série de fatores, tais como: 
formação dos profissionais; currículo adequa-
do para cada faixa etária e voltado para a parti-
cipação ativa70g22_ftd_mp_1cbsn_u4_itinerario_2_p068a072.indd 70 10/3/20 5:37 PM10/3/20 5:37 PM
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Explorando cada momento...
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 • Antes de experimentarem as frutas na atividade em que os bebês descobrem o gosto, o cheiro e a 
textura, cante com eles a canção Meu lanchinho, explore as rimas, faça gestos e incentive-os a repeti-los, 
desenvolvendo o objetivo EI01CG03.
 • Estenda e fixe no chão um papel kraft grande, distribua giz de cera grosso, ou tinta natural, e incentive os 
bebês a fazer rabiscos, explorando todo o espaço, desenvolvendo o objetivo EI01TS02. Exponha o cartaz 
em um mural, parede da sala ou da escola.
 • Confeccione um quebra-cabeça grande do corpo humano (cada peça deve ter uma parte do corpo). 
Sente-se em roda com os bebês para montá-lo. Pegue cada peça, diga o nome da parte do corpo, 
incentivando-os a repeti-las ou a tocar a parte no próprio corpo, desenvolvendo o objetivo EI01EO03.
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 • Amarre elástico em um bambolê fazendo um trançado como na brincadeira Cama de gato. Segure o 
bambolê com a ajuda de outro professor, se possível, para que cada bebê passe por dentro do bambolê, 
realizando os movimentos necessários para passar pelo trançado de elásticos.
 • Com um tecido grande (pode ser um 
lençol de casal sem elástico), segure 
duas pontas, e na outra extremidade 
coloque o bebê deitado sobre o 
lençol. Brinque puxando-o pela sala, 
desenvolvendo o objetivo EI01CG02.
 • No pátio ou parquinho, brinque com os bebês no 
escorregador (de material e tamanho adequado à sua faixa 
etária), ajude-os a subir os poucos degraus, segure suas 
mãos para escorregar, repetindo até que todos tenham 
participado da brincadeira, desenvolvendo o objetivo 
EI01CG02.
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 • Separe bolinhas de plástico coloridas 
e um balde ou bacia de boca grande. 
Demonstre para os bebês que eles 
deverão jogar ou colocar duas bolinhas 
dentro. Auxilie-os durante a atividade, 
se necessário, para que desenvolvam 
os objetivos EI01ET04 e EI01CG05.
 • Separe macarrão tipo espaguete grosso e um escorredor 
de macarrão. Coloque o escorredor em uma mesa, distribua 
dois macarrões para cada bebê, e um de cada vez deve 
colocá-los em dois buracos do utensílio. Questione os bebês 
quantos macarrões receberam, incentive-os a indicar com 
os dedos a quantidade ou verbalizar. Essa atividade 
desenvolve nos bebês os objetivos EI01ET04 e EI01CG05.
 • Confeccione cartões com o número 2 e cole texturas diferentes nos traçados (corda, graveto sem pontas 
ou rebarbas etc.). Distribua aos bebês, incentive-os e auxilie-os a passar o dedo sobre a textura fazendo o 
traçado do número.
 • Separe objetos com elementos que possam ser abertos e fechados (um estojo com zíper, por exemplo). 
Distribua-os aos bebês e oriente-os a abri-los e a fechá-los.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
Recorte as janelas/cortinas 
com a fotografia de cada 
bebê do mural e guarde nos 
portfólios.
Vou guardar para 
te mostrar!
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Conforme abre as janelas/cortinas, incentive cada bebê a reconhecer quem está 
nas fotografias (apontando ou nomeando) e fechar a janela/cortina se a fotografia 
não for a dele, desenvolvendo os objetivos EI01EO03 e EI01EF01. Quando encontrar 
a própria fotografia, diga algumas partes do corpo para que o bebê possa apontá-las 
na imagem.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
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VOU CONTAR O QUE APRENDI Para finalizar as atividades do itinerário e 
avaliar o aprendizado dos bebês, realize as 
atividades propostas a seguir.
Prepare
• papel kraft
• caneta hidrográfica
• adesivo transparente ou 
acetato
• cartões com partes do 
corpo
• tesour a de pontas 
arredondas
• cola escolar
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Circuito com o corpo
Nesta atividade, os bebês vão participar de um circuito em que terão de reconhecer as 
partes do corpo e executar ações. Ao se movimentarem pelo ambiente, observando 
imagens, descobrindo quais partes do corpo elas representam e executando movimentos 
com o próprio corpo, os bebês vão colocar em prática os objetivos EI01ET03 e EI01CG02.
Faça um mural com os bebês juntando as imagens das silhuetas aos cartões de 
imagens coloridas de partes do corpo. Conforme forem colando as imagens, peça que 
apontem ou verbalizem cada parte do corpo e explore a quantidade em nosso corpo 
(duas mãos, uma boca etc.).
Com a mão na massa
Com antecedência, recorte pedaços de papel kraft e em cada um ilustre uma silhueta de 
uma parte do corpo: uma palma da mão, duas solas de pés, uma boca etc. Tente reproduzir 
essas partes do corpo em tamanho parecido ao dos bebês. Passe o adesivo transparente 
ou cole o acetato por cima (não é necessário fazer em todos, somente naqueles em que os 
bebês podem deixar secreções ao encostar as partes do corpo, como o da boca).
Com o material pronto, organize o local para a atividade. Escolha um local amplo (como 
o pátio da escola) e fixe o papel kraft com as silhuetas em pontos diferentes, nas paredes 
na altura dos bebês e no chão.
Pronto! Vem ver!
Reúna os bebês e explique que eles devem passar pelo circuito, reconhecer as partes 
do corpo nas silhuetas e encostar as partes do próprio corpo nelas. Faça uma demonstra-
ção para eles, por exemplo, na silhueta da palma da mão, encoste uma das suas mãos na 
imagem. Deixe-os se deslocarem pelo circuito ou auxilie-os a passar por ele. Ajude-os 
também a reconhecer as partes do corpo nas silhuetas.
Exemplo de bebê participando 
de um circuito com o corpo.
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• A casinha da vovó
Para cantar e brincar!
Prepare
• bambolê
• fitas de cetim de várias 
cores
• cola quente
• tesoura de pontas 
arredondadas
• fotografias das famílias 
dos bebês no tamanho 
10 cm x 15 cm
• etiquetas adesivas ou 
fita-crepe
• papel sulfite
• caneta hidrográfica
Em um momento 
oportuno, convide os 
familiares dos bebês para 
apreciar o móbile 
confeccionado. Fotografe o 
dia da visita e guarde os 
registros no portfólio de 
cada bebê. Lembre-se de 
pedir autorização para 
fotografar tanto os bebês 
quanto os familiares.
Vou guardar para 
te mostrar!
Em vez de fotografias, 
o móbile pode ser 
confeccionado com figuras 
de famílias recortadas de 
revistas e com materiais 
diversos, como CDs, tiras de 
tecido e cabides.
Outra forma de fazer 
PARR, Todd. O livro da família. São 
Paulo: Panda Books, 2003.
De maneira divertida, este 
livro mostra os diferentes tipos 
de família.
73
SEMANA 1
ITINERÁRIOA CASA E A FAMÍLIA DE CADA UM 3
Móbile da família
Nesta atividade, os bebês participarão da produ-
ção de um móbile com fotografias dos familiares. 
Com antecedência, solicite aos responsáveis pelos 
bebês que enviem fotografias de momentos de 
convivência familiar.
Organize-os em roda e explore as fotografias com 
eles, buscando descrever os respectivos momentos. 
Faça questionamentos sobre as pessoas retratadas 
nas fotografias, procurando saber os nomes e o 
grau de parentesco, visando promover os objetivos 
EI01EO06, EI01EF01 e EI01EF06. 
Com a mão na massa
Amarre uma das extremidades das fitas de cetim coloridas no bambolê. Na outra 
extremidade, cole as fotografias com cola quente (você pode unir uma fotografia na outra, 
colando-as pelo verso). Se algum dos bebês não levar fotografias, faça um desenho para 
representar seus familiares em uma folha de papel sulfite. Use fitas de cetim para pendu-
rar também o móbile. Para finalizar, escreva em etiquetas, em letra maiúscula, o nome de 
cada bebê e fixe na fita de cetim correspondente à sua família.
Pronto! Vem ver!
Com o móbile finalizado,pendure-o em algum lugar que seja acessível para os bebês 
verem e tocarem. Verifique se eles se reconhecem nas fotografias e pergunte o nome 
das pessoas retratadas. Desse modo, eles desenvolverão os objetivos EI01EO04, 
EI01EF01 e EI01EF06.
 Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Apresente para os bebês O livro da família e leia o 
título, o nome do autor e a história com expressividade. 
Utilize dedoches, palitoches, fantoches ou bonecos na 
leitura e faça perguntas que desenvolvam nos bebês 
habilidades de assimilação e compreensão. Durante a 
leitura, também chame a atenção deles para as dife-
renças entre as famílias representadas na história. 
Ao ouvir a leitura de histórias, prestando atenção 
às ilustrações, os bebês desenvolvem os objetivos 
EI01EF02 e EI01EF03.
Após a leitura, deixe que manuseiem o livro, desen-
volvendo, assim, o objetivo EI01EF07.
O livro das famílias da turma
Nesta atividade, os bebês vão produzir um livro sobre 
a família. Essa ocasião vai abordar a diversidade e as diferentes organizações familiares com 
base nas famílias dos próprios bebês da turma. Aproveite o momento para ressaltar o 
respeito às diferenças e valorizar os comportamentos e hábitos de vários tipos de família. 
Exemplo de 
móbile da família.
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Prepare
• fotografias da família dos 
bebês
• papel sulfite 
• cartolina colorida
• cola quente 
• grampo plástico macho e 
fêmea ou fitilho
• furador
• enfeites (laços, fitas, 
adesivos)
• cola de várias cores
• lápis de cor ou giz de cera 
• caneta hidrográfica 
• tesoura de pontas 
arredondadas
Explorando cada momento...
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• Coloque um carrinho em cima de uma cadeira 
e uma boneca embaixo dela. Brinque com os 
bebês auxiliando, um por vez, a pegar o objeto 
e enfatizando onde ele se encontra. Por 
exemplo, “Vamos pegar o carrinho em cima da 
cadeira.” e “Vamos pegar a boneca embaixo 
da cadeira.”. Assim, eles terão a noção da 
localização espacial. Com essa atividade, eles 
desenvolvem o objetivo EI01ET04.
• Solicite aos responsáveis pelos bebês que enviem fotografias das pessoas que moram com eles, 
como avós, irmãos e tios. Com as fotografias em mãos, aponte cada uma das pessoas da família 
perguntando quem é ela. Incentive-os a apontar ou verbalizar a fim de dizerem que se trata de um 
determinado membro da sua família, desenvolvendo, assim, o objetivo EI01EO06.
• Separe dois ursos de pelúcia ou outro objeto 
macio. Peça a um bebê que coloque um urso 
de pelúcia em cima de uma cadeira. Na 
sequência, solicite a outro bebê que coloque o 
outro urso embaixo dessa cadeira. Para o 
terceiro bebê, peça que pegue o urso que se 
encontra em cima da cadeira e o coloque 
embaixo dela, alternando os comandos. Assim, 
os bebês desenvolvem o objetivo EI01ET04.
• Monte uma cabana com lençóis ou mantas grandes e selecione um livro de literatura que aborde o 
tema trabalhado durante a semana. Organize os bebês no interior da cabana e explore com eles os 
elementos que compõem a capa do livro, como título, ilustração, nome do autor e nome da editora. 
Em seguida, leia a história e deixe-os se expressar em relação a ela, compartilhando suas impressões 
e desenvolvendo os objetivos EI01EF03 e EI01EF06.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
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Com a mão na massa
Com antecedência, solicite aos responsáveis pelos bebês 
que enviem uma fotografia da família e informações a 
respeito do núcleo familiar, por exemplo, de que maneira 
ele é organizado, o nome de cada membro, o que mais 
gostam de fazer quando se reúnem e se possuem algum 
animal doméstico. Cada página do livro será dedicada à 
família de um bebê da turma. 
Cole a fotografia da família na parte superior de uma 
folha de papel sulfite e escreva abaixo as informações enviadas sobre o núcleo familiar. 
Em seguida, peça aos bebês que decorem a página com lápis de cor ou giz de cera.
Confeccione a capa do livro com cartolina. Peça a ajuda dos bebês para enfeitá-la e 
escreva o título O livro das famílias da turma. Com o grampo macho e fêmea ou com o 
fitilho prenda as folhas de papel sulfite e a capa. Ao participar dessa atividade, os bebês 
desenvolverão os objetivos EI01EO03, EI01EF09 e EI01TS02.
Pronto! Vem ver!
Organize os bebês em roda e mostre o livro produzido para eles. Folheie-o página a 
página, apresentando as informações e as características de cada família. Verifique se 
eles reconhecem sua família e como reagem quando você a menciona. Se julgar perti-
nente, pergunte a eles: “Quem são essas pessoas?”; “Onde vocês estavam?”; “Como vocês 
se sentiram nesse dia?”. Ao realizar essa atividade, os bebês desenvolvem os objetivos 
EI01EO04, EI01EF01 e EI01EF06. 
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
Exemplo de livro das 
famílias da turma.
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SEMANA 24
Inicie as atividades da 
semana retomando com os 
bebês o que eles aprenderam 
e fizeram na semana 
anterior. Relembre que 
moramos com nossa família. 
Conta pra mim!
• Corre cotia
• Um, dois, feijão com arroz
Para cantar e brincar!
Prepare
• fichas com figuras que 
simbolizem momentos da 
rotina familiar do bebê, 
como refeições, banho, 
escovação dos dentes, 
brincadeiras e descanso
• corda de varal ou barbante
• prendedores de roupas
• fita adesiva
Se preferir, substitua as 
fichas com figuras por 
fotografias dos bebês 
realizando atividades diárias 
com os familiares. Para isso, 
peça aos responsáveis que 
enviem as fotografias com 
antecedência.
As fotografias podem ser 
dispostas no tapete para 
que os bebês identifiquem 
as ações que fazem parte 
da rotina familiar.
Outra forma de fazer 
75
Varal da rotina da família
As práticas dessa semana têm como objetivo trabalhar com os bebês a importância de 
estabelecer uma rotina diária. Organize-os em roda e mostre fichas com exemplos de 
atividades que fazem parte da rotina familiar, como hora de brincar, almoçar, tomar 
banho, dormir, entre outros. Solicite que identifiquem cada um dos momentos retratados 
e pergunte se eles costumam fazer essas atividades diariamente. Depois, peça que citem 
algumas tarefas que fazem durante o dia. Desse modo, eles estarão desenvolvendo os 
objetivos EI01EO06 e EI01EF06.
Comente que a turma vai confeccionar um varal da rotina, onde vão ser anexadas as 
atividades que fazem parte do cotidiano familiar. 
Com a mão na massa
Para a construção do varal da rotina familiar, fixe a corda de varal ou o barbante em um 
local da sala de aula onde a turma possa alcançá-lo. Para os bebês com mais autonomia, 
peça que o auxiliem a pendurar as figuras da rotina familiar utilizando os prendedores de 
roupas. Durante a atividade, ao participar e interagir, os bebês desenvolvem o objetivo 
EI01EO06 e, ao utilizar o prendedor de roupas, o objetivo EI01CG05.
Pronto! Vem ver!
Depois de finalizar o varal, converse novamente com os bebês sobre cada uma das 
ações representadas. Aponte cada ficha solicitando que identifiquem o momento retrata-
do. Pergunte se costumam realizá-lo pela manhã, à tarde ou à noite. Com isso, estarão 
desenvolvendo o objetivo EI01EF06. 
Chocalho da família
Em uma atividade lúdica, os bebês vão explorar foto-
grafias que remetam a momentos de lazer com a 
família. Para isso, peça com antecedência aos 
responsáveis que enviem fotografias que retratem 
situações de lazer em família, como brincadeiras, 
viagem, visita a um lugar público etc. 
Exemplo de varal com figuras de momentos da rotina em família.
Bebê explorando chocalhos 
feitoscom garrafas plásticas.
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• Antecipadamente, peça aos responsáveis pelos bebês que filmem alguma atividade que 
costumam realizar sempre em família. Monte um cartaz com essas informações e, se 
possível, separe imagens que contemplem essas ações. Depois, elabore um mural e 
explore-o com os bebês.
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• Brinque com os 
bebês de contar 
até 3 mostrando 
os dedos das 
mãos e dos pés.
• Organize os bebês em roda e deixe ao seu lado as garrafas confeccionadas na atividade 
com o chocalho das famílias. Conte as garrafas, colocando-as no centro da roda até 
completar três elementos.
• Continue a atividade das garrafas e mostre o número 3 para os 
bebês, relacionando-o à quantidade que representa. Produza 
moldes do número 3 em papel-cartão na medida 30 cm x 30 cm 
e cole texturas diferentes, como algodão, lixa, espuma etc. 
Inicie a atividade mostrando para os bebês a representação do 
número e dizendo que se trata do 3. Em seguida,
incentive-os a explorar as texturas no traçado desse número. 
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a • Solicite aos responsáveis dos bebês algumas fotografias com os membros da família. 
Reúna a turma em um espaço da sala e apresente as fotografias. Incentive os bebês a 
apontar ou a dizer quem são as pessoas retratadas, como mamãe, papai, irmãos, vovó, 
vovô etc. Com isso, desenvolve-se o objetivo EI01EF01.
Bebês em torno
de 0 a 10 meses
Bebês em torno
de 11 a 18 meses
Veja material 
gráfico para 
impressão 
no MPD.
76
Fotografe a atividade realizada pelos bebês e guarde os registros no portfólio de cada 
um deles. Lembre-se de pedir a autorização dos responsáveis para fotografar os bebês.
Vou guardar para te mostrar!
Prepare
• fotografias de momentos 
de lazer em família no 
tamanho 10 cm x 15 cm
• garrafas PET de 500 ml
• fitas adesivas em cores 
variadas
• pedrinhas
Organize os bebês em roda e explore as fotografias levando-os a descrever os momen-
tos retratados. Diga os nomes das pessoas fotografadas e observe as reações deles, veri-
ficando se manifestam palavras, balbuciam ou gesticulam (apontando para algo ou 
alguém). Com isso, eles desenvolvem os objetivos EI01EO06, EI01EF01 e EI01EF06.
Com a mão na massa
Coloque algumas pedrinhas nas garrafas para simular um chocalho. Se possível, peça 
aos bebês que o auxiliem. Depois, feche bem as garrafas e fixe em cada uma, usando a 
fita adesiva colorida, a fotografia de uma das famílias.
Pronto! Vem ver!
Distribua as garrafas por um espaço delimitado da sala de aula. Entre as garrafas, 
acomode os bebês e deixe que as manipulem, observem, brinquem e se desloquem pelo 
espaço. Verifique se eles identificam seus familiares e se, ao reconhecê-los, manifestam 
alguma emoção. Incentive-os também a explorar o som produzido pelas garrafas. Nesta 
atividade, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EO03, EI01EO04, EI01CG01, EI01CG02, 
EI01TS01 e EI01T04.
Os bebês podem levar o 
chocalho para casa e brincar 
com os familiares.
A brincadeira continua
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as ativi-
dades a seguir.
Em vez de utilizar 
fotografias das famílias dos 
bebês, os chocalhos podem 
ser decorados com figuras ou 
adesivos, por exemplo, em 
formato de coração, para 
representar o amor da família.
Outra forma de fazer 
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SEMANA 3
Prepare
• cartolina 
• palitos de picolé
• palha
• papel crepom marrom
• tesoura de pontas 
arredondadas
• cola escolar
• caneta hidrográfica
Inicie a semana retoman-
do os aprendizados ante-
riores. Para isso, retome 
com a turma a rotina diária 
familiar e fale da importân-
cia dos momentos de diver-
são em família.
Conta pra mim!
• Fui morar numa casinha
Para cantar e brincar!BELLINGHAUSEN, Ingrid 
Biesemeyer. Os Três Porquinhos. 
São Paulo: DCL, 2006.
Este livro apresenta para os 
bebês a história de três 
porquinhos que construíram, 
cada um, sua casa com 
materiais diferentes. 
Fotografe a realização da 
atividade e guarde as 
produções dos bebês no 
portfólio de cada um. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos familiares 
para fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
77
 Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Organize os bebês confortavelmente e explique que 
vão ouvir a história Os três porquinhos. Em seguida, 
explore com eles os elementos que compõem a capa 
do livro, como título, ilustração e nome do autor. 
Permita que os bebês se expressem em relação à capa, 
interagindo uns com os outros. Leia novamente o título 
do livro em voz alta e indique com o dedo a direção da 
leitura. Antes de ler a história, contextualize-a, expli-
cando que se trata de três porquinhos e esclarecendo o 
tipo de material que cada um deles usou para construir 
a própria casa. Se possível, apresente alguns exemplos 
desses materiais e utilize dedoches, palitoches, fanto-
ches ou bonecos para apresentar as personagens. 
Durante a leitura, aproveite também para explorar os 
números 1 a 3. 
Ao ouvir a leitura de histórias com interesse, pres-
tando atenção nas ilustrações e na direção da leitura e 
respondendo aos questionamentos, os bebês desen-
volvem os objetivos EI01EF03, EI01EF04 e EI01EF07. Por fim, permita que eles 
manuseiem o livro a fim de desenvolver o objetivo EI01EF07.
As casas dos três porquinhos
Nesta atividade, os bebês vão completar figuras das casas dos três porquinhos. Antes, 
porém, retome a história com eles destacando o tipo de material de cada uma das casas. 
Com a mão na massa
Em uma cartolina, faça o desenho de três casas 
para que os bebês colem os elementos que repre-
sentam o material de cada uma delas (palitos de 
picolé, palha e pedaços de papel crepom marrom). 
Mostre o desenho das casas e explique que eles 
vão ajudar a completá-las, ou seja, vão “construir” 
as casas dos três porquinhos. Coloque a cartolina 
no chão e convide um bebê por vez para realizar a 
atividade. Entregue primeiro um palito de picolé, 
deixando-o explorar a textura do material. Em 
seguida, auxilie-o a realizar a colagem. Repita esse procedimento com os demais mate-
riais (a palha e o papel crepom marrom). Atente-se para que nenhum deles leve esses 
itens à boca. Durante a atividade, faça comentários remetendo esses elementos aos 
materiais que os porquinhos usaram na história. 
Finalize a atividade assim que todos os bebês tiverem participado. 
Pronto! Vem ver!
Ao final da atividade permita que os bebês explorem mais uma vez as texturas dos mate-
riais utilizados, desenvolvendo, assim, os objetivos EI01ET01 e EI01ET03. Fixe a produção 
no mural da escola à altura dos bebês, intitulando-o de As casas dos três porquinhos.
Representação da casa dos 
três porquinhos.
Ligados e conectados!
Pesquise na internet a música A casa, de Vinicius de Moraes, e coloque-a para os bebês 
ouvirem e dançarem.
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• Monte duas torres, uma com várias 
peças de encaixe e outra com poucas. 
Mostre-as para os bebês e leve-os a 
observar que uma torre é maior e a 
outra é menor. Incentive-os a explorar 
as peças de encaixe, para desenvolver 
o objetivo EI01ET05.
• Separe uma figura geométrica de quadrado e uma de 
triângulo. Em seguida, conte com os bebês a 
quantidade de peças, verbalizando e indicando com os 
dedos. Na sequência, demonstre com essas duas peças 
a representação de uma casa (com o triângulo em cima 
do quadrado). Disponibilize peças e incentive-osa 
construir uma casa como a que você montou.
• Com antecedência, providencie imagens de animais e diferentes casas, como as representadas no 
poema A casa e o seu dono, de Elias José. Organize um ambiente bem confortável e declame o poema 
para os bebês com entonação adequada, enfatizando as rimas do texto. Interaja com eles e explore a 
oralidade, desenvolvendo, assim, o objetivo EI01EF02.
Bebês em torno
de 0 a 10 meses
Bebês em torno
de 11 a 18 meses
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• Reúna os bebês e cante para eles a cantiga Fui 
morar numa casinha. Ao cantar a cantiga, faça 
gestos e movimentos para acompanhar a música, 
de modo que todos participem, desenvolvendo, 
assim, o objetivo EI01CG03. Em seguida, mostre 
para os bebês algumas imagens de moradias e 
explique um pouco sobre cada uma delas (casa ou 
prédio, construção de madeira ou de tijolos, cor da 
casa, entre outras características).
• Selecione imagens de diferentes 
moradias, como iglu, oca, pau a pique, 
alvenaria etc. Inicie a atividade 
apresentando as imagens e dizendo qual é 
o principal material das casas. Monte um 
mural com as imagens e exponha-o em 
um local acessível para os bebês. Sempre 
que possível, retome as imagens e as 
informações sobre essas casas.
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Prepare
• caixas grandes de papelão
• tesoura de pontas 
arredondadas
• fita adesiva ou fita-crepe
Casa de papelão
As ações propostas nesta atividade visam desenvolver nos bebês as habilidades físi-
cas, motoras, afetivas e cognitivas, além de promover momentos de descontração e brin-
cadeiras coletivas. Para isso, eles vão explorar uma casa de papelão, com a qual poderão 
brincar e se locomover, interagindo uns com os outros para potencializar o convívio 
social, conforme os objetivos EI01EO01, EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06 e EI01ET03.
Com a mão na massa
Providencie uma caixa de papelão grande e reforce todas as laterais com fita adesiva ou 
fita-crepe. Em seguida, corte com a tesoura a parte superior e a inferior para possibilitar a 
entrada e a saída dos bebês. Organize um espaço da sala para dispor as caixas.
Pronto! Vem ver!
Com as casas de papelão prontas, incentive os bebês a explorá-las brincando de faz de 
conta, como se estivessem entrando e saindo de uma casinha. Se necessário, demonstre 
como eles devem fazer.
Envolva os bebês em brincadeiras, como esconde-esconde, toc-toc, contação de histó-
rias, brincar de dormir etc. Ao explorar o material e o espaço, abrindo e fechando as laterais 
da caixa, colocando objetos dentro e fora dela e fazendo-os interagir, eles desenvolverão 
os objetivos EI01EO02, EI01EO06, EI01CG02, EI01ET03 e EI01ET04. 
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
Para ampliar a atividade, 
os bebês podem utilizar tinta 
guache de várias cores, giz 
de cera, entre outros 
materiais, para enfeitar a 
casa de papelão. Também é 
possível confeccionar 
pequenos móveis e objetos 
da casa com papelão e 
outros materiais recicláveis 
para serem utilizados na 
brincadeira.
A brincadeira continua
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SEMANA 4O que falta aqui?
Inicie este momento cantando com os bebês a música Nossa casa, sugerida no boxe 
Ligados e conectados!, ou outra canção infantil que cite elementos e objetos de uma 
casa. Reproduza a música quantas vezes forem necessárias e incentive os bebês a dançar 
conforme a melodia, desenvolvendo os objetivos EI01EO06, EI01CG02 e EI01TS03.
Com a mão na massa
Com a mão na massa
Pronto! Vem ver!
Você pode confeccionar, 
com materiais recicláveis, 
uma maquete de uma casa e 
trabalhar com a turma o 
nome dos cômodos e seus 
respectivos objetos.
Outra forma de fazer 
Inicie a brincadeira explicando aos bebês 
que em nossa casa há vários espaços, e um 
deles é o quarto. Diga que nele nós descan-
samos ao deitar em uma cama aconchegante. 
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Prepare
Prepare
Ligados e conectados!
Pesquise na internet a música Nossa casa, do Mundo Bita, e coloque-a para os bebês 
ouvirem e dançarem.
• A dona aranha
• Borboletinha tá na cozinha
• A janelinha
• imagens de objetos 
comuns nos cômodos de 
uma casa 
• canetas hidrográficas de 
várias cores
• cartolina branca
• cola escolar 
• tesoura de pontas 
arredondadas
• fita adesiva ou fita-crepe
• almofadas
• colchonetes
• cobertores
• utensílios variados de 
cozinha, de plástico ou 
madeira
• uma mesa e cadeiras com 
tamanho adequado para 
os bebês
Para cantar e brincar!
Inicie a semana retomando 
as aprendizagens anteriores. 
Questione os bebês, por 
exemplo, sobre sua casa e 
seus familiares, as 
atividades que realizam em 
família e os tipos de 
moradia.
Conta pra mim!
Com a caneta hidrográfica, faça o traçado 
de uma casa na cartolina, com quatro divi-
sões para simbolizar os cômodos de uma 
residência. 
Organize os bebês em roda e mostre-lhes o 
desenho. Nomeie as partes da casa explican-
do que são a sala, o quarto, a cozinha e o 
banheiro. Apresente também as imagens dos 
objetos da casa, previamente recortadas, e 
nomeie cada uma delas.
Em seguida, cante a música com eles nova-
mente e, conforme forem mencionando 
algum objeto dos cômodos da casa, mostre 
as imagens corres pondentes. 
Depois, peça-lhes que colem, com seu auxílio, as imagens de acordo com o cômodo. 
Com isso, os bebês desenvolvem o objetivo EI01CG05.
Ao finalizar a colagem dos objetos, mostre para os bebês como a casa ficou e cite o 
nome de cada objeto e seu respectivo cômodo.
Acrescente no cartaz o título da atividade: A casa da nossa turma. Fixe o cartaz em um 
lugar acessível para os bebês e, sempre que possível, explore com eles tanto o nome dos 
objetos quanto o nome dos cômodos.
Em cena! Encena!
Defina dois espaços distintos da sala de 
aula, um para representar a cozinha e outro 
para representar o quarto. Disponibilize 
neles os objetos referentes aos respectivos 
cômodos.
Exemplo de desenho de casa com 
imagens dos cômodos.
Bebês e professora encenando 
ações feitas em casa.
Veja material gráfico para impressão no MPD.
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Demonstre essa ação deitando-se no colchonete. Em seguida, deixe-os brincar, 
encenando o que fazem no quarto deles, como dormir, brincar e guardar os 
brinquedos.
Em seguida, apresente o espaço que representa a cozinha e explique que 
nesse cômodo preparamos nossa alimentação. Dessa forma, demonstre o uso 
dos utensílios e simule que está preparando algo em uma panela. Depois, 
incentive-os a também encenar situações familiares referentes a esse cômodo, 
como cozinhar, lavar louça e sentar-se à mesa para as refeições. Com essas 
atividades, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EO06, EI01CG02, 
EI01CG03, EI01ET03 e EI01ET04.
Se preferir, ofereça nesse momento 
alguns brinquedos, como fogões, 
geladeiras, bonecos, berços etc., pois 
auxiliarão na imaginação e na 
criatividade dos bebês.
Outra forma de fazer 
Vou guardar para te mostrar!
Fotografe a realização da atividade 
e guarde os registros no portfólio de 
cada bebê. Lembre-se de pedir a 
autorização dos responsáveis para 
fotografar os bebês.
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desen-
volva as atividades a seguir.
Explorando cada momento...
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 • Faça a leitura de um livro no tema casa para 
os bebês, desenvolvendo o objetivo 
EI01EF08. Lembre-se de mostrar a eles as 
palavras que está lendo, para que percebam 
a ordem de leitura, e faça pausas para que 
eles vejam as ilustrações.
 • Disponibilize aos bebês alguns livros com o tema casa e deixe-os manuseá-los e identificar nas 
ilustrações os respectivos elementos, desenvolvendo, assim, os objetivosEI01EF04 e EI01EF09.
 • Recorte um molde de uma casa grande em 
papel kraft e fixe-o no chão com fita adesiva. 
Em seguida, distribua giz de cera para os 
bebês colorirem a casa, desenvolvendo o 
objetivo EI01EF09. Para finalizar, fixe o 
trabalho no mural da sala à altura dos bebês.
 • Separe peças grandes de montar nas cores azul, vermelho e amarelo. Mostre as peças para os 
bebês e nomeie cada uma delas. Em seguida, fixe no chão, com fita adesiva, alguns pedaços de 
TNT nas mesmas cores. Depois, auxilie os bebês a separar as peças em cima do tecido de acordo 
com a cor, desenvolvendo o objetivo EI01ET05. Por fim, deixe quantidades diferentes da peça em 
cima dos TNTs (de 1 a 3), por exemplo, uma peça de cor azul, duas vermelhas e três amarelas. Faça 
a contagem das peças com os bebês.
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 • Organize os bebês em roda e disponibilize 
utensílios domésticos, como panelas, tampas, 
colheres, bacias, entre outros. Diga o nome de 
cada um desses objetos, depois permita que 
os bebês os explorem produzindo sons. 
Mostre a eles algumas ações para que possam 
imitar, como bater uma colher em uma tampa. 
Dessa forma, desenvolvem-se os objetivos 
EI01TS01 e EI01CG03.
 • Providencie vassouras, rodos (do tamanho 
adequado para os bebês), panos e baldes e 
incentive os bebês a manuseá-los. Simule 
com eles algumas atividades domésticas, 
como varrer a casa, limpar o chão e os objetos 
com os panos etc. Assim, desenvolve-se o 
objetivo EI01CG02. Comente que é 
importante cuidar do ambiente em que 
vivemos, deixando-o limpo e arrumado.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
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VOU CONTAR O QUE APRENDI Para finalizar as atividades do itinerário e 
avaliar o aprendizado dos bebês, realize as 
atividades propostas a seguir.
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Momentos em família
Nesta atividade, os bebês vão participar de um momento de contação de história com 
seus familiares. Para isso, convide os responsáveis pelos bebês para comparecerem à 
escola em uma data agendada.
Prepare
Com a mão na massa
Com lençóis ou outro tipo de tecido, monte uma cabana para receber os familiares. 
Organize o espaço com almofadas, colchonetes e tapetes. Disponibilize vários livros de 
literatura infantil nesse lugar e oriente os familiares a selecionar alguns deles para ler 
com seus filhos. Disponibilize também recursos que auxiliem na contação de histórias, 
como fantoches e dedoches. Participe também desse momento auxiliando os pais no que 
for necessário. Nesta atividade, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EF03, EI01EF04, 
EI01EF07 e EI01EF08.
Depois dessa interação, convide os familiares a apresentar um dos livros lidos para as 
demais famílias, a fim de contextualizar a história e compartilhar suas impressões. Foto-
grafe a atividade desse dia e, com a ajuda dos bebês, confeccionem um painel com as 
fotografias. 
Pronto! Vem ver!
• lençóis ou tecidos leves
• barbante
• almofadas
• colchões
• tapetes
• livros de literatura infantil
• recursos para contação de 
histórias, como fantoches 
e dedoches
• cartolinas
• canetas hidrográficas
• lápis de cor
• giz de cera
Família fazendo 
a leitura de um 
livro infantil.
Em um segundo momento, disponibilize aos familiares kits com cartolina, canetas 
hidrográficas, giz de cera e lápis de cor. Oriente-os a escolher um espaço para se senta-
rem com os bebês no chão da sala de aula. Juntos, eles deverão desenhar a casa em que 
moram. Oriente-os a conversar com os bebês durante esta atividade, fazendo comentá-
rios, como: “Vamos desenhar a nossa casa. De que cor é a nossa casa?”; “A nossa casa 
tem portas?”; “Nossa casa tem janelas?”. 
Para os bebês menores, oriente os familiares a desenhar fazendo afirmações, como: 
“Vamos desenhar a nossa casa.”; “Ela é azul.”; “Vamos pintar nossa casa de azul.”; entre 
outras possibilidades. Ao final, permita que os familiares levem a atividade para casa a 
fim de expô-la em um lugar visível para os bebês.
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Prepare
• brinquedo
• tecido ou lençol
• fotografia do brinquedo
• A cobra
• Tomatinho vermelho
Para cantar e brincar!
Com a mão na massa
Prepare
• recipientes higienizados 
• tomates-cereja maduros 
higienizados
• papel kraft
• cartolina branca 
• rolinho de espuma para 
pintura 
• tesoura de pontas 
arredondadas 
• papel crepom verde 
• caneta hidrográfica
Com a mão na massa
SEMANA SEMANA1
ITINERÁRIO
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BRINCAR É BOM DEMAIS!4
Caça ao brinquedo
Nesta semana, os bebês vão explorar o mundo à sua volta 
por meio de uma caça ao brinquedo e uma experiência 
com tomate-cereja.
Ao brincar, os bebês adquirem e desenvolvem muitas 
habilidades, pois, além de vivenciarem momentos de 
interação, a criatividade, sensibilidade e comunicação 
são estimuladas de forma divertida e natural. 
Antes de iniciar a atividade, como forma de aqueci-
mento e brincadeira, cante com os bebês algumas cantigas, 
fazendo gestos e movimentos de acordo com a letra e o ritmo, estimulando-os a imitar 
você e a interagir entre eles, desenvolvendo os objetivos EI01EO02, EI01EO05, EI01EO06, 
EI01CG02, EI01CG03, EI01TS03 e EI01EF05.
Com antecedência, em um espaço da sala, esconda um brinquedo colocando o tecido 
ou o lençol sobre ele. Reúna os bebês e explique que vocês vão brincar de encontrar o 
brinquedo. Conte aos bebês como é esse brinquedo escondido, e, se tiver uma fotogra-
fia, mostre-a para eles. 
Depois de explicar a brincadeira, incentive-os a procurar o brinquedo pela sala para 
que se movimentem pelo espaço. Quando um dos bebês encontrar o brinquedo, bata 
palmas e comemore, demonstrando alegria com a descoberta.
Peça aos bebês que fechem os olhos para o brinquedo ser escondido mais uma vez. Você 
pode ter a ajuda do bebê que achou o brinquedo na primeira rodada. Brinquem enquanto 
você perceber que eles estão se divertindo e demonstrando interesse. Com esta atividade, 
eles desenvolvem os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02 e EI01ET04.
Cantar, encantar e brincar: é só começar!
Nesta atividade, os bebês serão convidados a explorar e 
descobrir diferentes sensações ao brincar com os 
tomatinhos.
Com antecedência, pergunte aos familiares se os 
bebês podem manipular e provar os tomates.
 Reúna-os em uma roda na sala e inicie a brincadeira 
cantando a música Tomatinho vermelho. Faça gestos e 
movimentos de acordo com a letra e o ritmo, estimu-
lando-os a imitá-lo e a interagir entre eles, desenvolven-
do os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO05, 
EI01EO06, EI01ET06, EI01CG01, EI01CG02, EI01CG03, 
EI01TS01, EI01TS03, EI01EF02 e EI01EF05.
Bebês e professora brincando 
de caça ao brinquedo.
Organize grupos com três ou quatro bebês cada. Eles precisam estar com as mãos 
limpas. Cubra o chão onde os grupos vão ficar com papel kraft. Distribua para cada grupo 
um recipiente com pelo menos um tomate-cereja higienizado para cada participante. 
Explique aos bebês que eles devem fazer o mesmo que o caminhão da cantiga fez: esma-
gar os tomates. Deixe-os explorar os tomatinhos apertando, amassando, esfregando-os 
no papel, cheirando e experimentando, depois explique que os tomatinhos têm a cor 
vermelha. Dessa forma, serão desenvolvidos os objetivos EI01EO02, EI01EO03, 
EI01EO06, EI01CG05, EI01ET01 e EI01ET03. Trabalhe relações de causa e efeito 
Bebês brincando e fazendo 
descobertas com tomatinhos.
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Pronto! Vem ver!
Para registrar a atividade, 
fotografe os bebês durante 
algumas etapas e guarde as 
fotografiasno portfólio. 
Lembre-se de pedir a 
autorização dos 
responsáveis para fotografar 
os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
Explorando cada momento...
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Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
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• Separe quatro livros que os bebês possam manusear. Disponha-os em um espaço na sala e incentive os 
bebês a folheá-los, apreciar as imagens e compartilhá-los com os colegas, desenvolvendo os objetivos 
EI01CG05 e EI01EF07. Aproveite para contar em voz alta a quantidade de livros.
• Em uma folha de papel sulfite, cole barbante 
formando duas linhas retas e entregue aos 
bebês para que brinquem de passar o dedo, 
percorrendo o traçado. Isso desenvolve o 
objetivo EI01CG05. 
• Em uma folha de papel sulfite, cole barbante 
formando duas linhas onduladas e entregue aos 
bebês para brincarem de passar o dedo, 
percorrendo o traçado. Isso desenvolve o objetivo 
EI01CG05. 
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• Brinque com os bebês com 
jogos de encaixe, explorando 
diferentes possibilidades, como 
encaixar as peças, agrupá-las 
por cor e por formato, entre 
outras que julgar possíveis, 
desenvolvendo assim os 
objetivos EI01CG02, EI01CG05, 
EI01ET01, EI01ET04 e 
EI01ET05.
• Deixe alguns brinquedos fora de uma caixa e brinque com os bebês de guardá-los dentro da caixa, 
desenvolvendo os objetivos EI01CG05 e EI01ET02. Repita as palavras dentro e fora durante o processo para 
que os bebês associem os conceitos. 
• Separe vários brinquedos e organize-os em dois grupos: um com 
uma quantidade maior de brinquedos e outro com uma quantidade 
menor, sendo a diferença entre eles bem explícita. Faça uma 
demonstração para os bebês: com uma mão pegue uma 
quantidade grande de palitos e, com a outra, pegue poucos palitos. 
Depois, fale “muitos palitos”, mostrando a mão que contém muitos 
palitos, e “poucos palitos”, mostrando a mão com os poucos palitos. 
Em seguida, aponte para os brinquedos e questione onde há 
muitos brinquedos e onde há poucos. Incentive os bebês a apontar 
ou verbalizar, desenvolvendo o objetivo EI01ET05.
• Separe com antecedência papel celofane colorido em tamanhos diferenciados. Reúna os bebês em um 
espaço na sala e demonstre que eles podem ver o mundo colorido através desses papéis. Em seguida, 
deixe-os explorar o material para aguçar os sentidos e desenvolver os objetivos EI01TS01 e EI01ET01.
• Com a ajuda dos bebês, plante as sementes extraídas dos tomates espremidos, na segunda atividade, em 
copinhos de café. Deixe que eles peguem a terra para sentir a textura (não permita que coloquem as mãos 
na boca). Depois, oriente-os a colocá-la no copinho e, em seguida, dispor as sementes sobre a terra. Feito 
isso, auxilie-os a regar. Essas ações desenvolvem os objetivos EI01CG05, EI01ET01 e EI01ET03. 
83
mostrando um tomate inteiro e depois ele amassado, bem como as marcas nos tomates 
ao espremê-los para fazer suco. Isso desenvolve o objetivo EI01ET02.
Coloque uma cartolina branca no centro de cada grupo e peça aos bebês que passem o 
rolinho de espuma ou as mãos no suco de tomate, a fim de pintar a cartolina, desenvol-
vendo assim os objetivos EI01CG05, EI01TS02 e EI01EF09. Depois, recorte as pinturas 
em formato de tomates e cole tiras de papel crepom verde para representar os galhos.
Monte um mural na sala com a participação dos bebês para colar os moldes de tomates 
em um papel kraft. Escreva a letra da cantiga e um título para o mural e deixe exposto na 
altura dos bebês para apreciarem sua produção. Convide as famílias para prestigiarem o 
trabalho deles.
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
Veja material 
gráfico para 
impressão 
no MPD.
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SEMANA 2
Inicie as atividades da 
semana relembrando com os 
bebês o que fizeram na 
semana anterior: brinquem 
de caça ao brinquedo e 
cantem a cantiga Tomatinho 
vermelho.
Conta pra mim!
• De abóbora faz melão
Para cantar e brincar!
Prepare
• cadeiras de alimentação
• pratos de plástico
• abóbora cozida e cortada 
em pedaços pequenos
• melão cortado em pedaços 
pequenos
• melancia cortada em 
pedaços pequenos, sem 
sementes
• imagens de abóbora, de 
melão e de melancia 
inteiros
Registre fotografias de 
toda a atividade para compor 
o portfólio. Lembre-se de 
pedir autorização dos 
responsáveis para fotografar 
os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
Com a mão na massa
Com a mão na massa
Prepare
• água colorida
• garrafas PET de 290 ml 
com tampa e higienizadas
• fita adesiva colorida
• tesoura de pontas 
arredondadas
• aparelho de som e músicas 
infantis
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Cantar, encantar e brincar: é só começar!
Nesta semana, os bebês vão explorar diferentes sensações ao 
provar diversos sabores e produzir sons com um chocalho.
Com antecedência, pergunte aos familiares se os bebês 
podem manipular e provar abóbora, melão e melancia. 
Antecipadamente, corte os alimentos em peda-
ços pequenos e coloque, em pratos ou reci-
pientes individuais, alguns pedaços de 
abóbora cozida, de melão e de melancia.
Antes de começar a atividade, organize um espaço na sala de aula com cadeiras de 
alimentação. Reúna os bebês em roda e cante com eles a cantiga De abóbora faz melão. 
Cante com expressividade e, a cada verso, mostre a imagem do alimento menciona -
do. Cante lentamente e depois acelere o ritmo, até alcançar o ritmo da cantiga original. 
Incentive os bebês a imitá-lo e a interagir entre eles. Esta atividade desenvolve os obje-
tivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO05, EI01EO06, EI01ET06, EI01CG01, EI01CG02, 
EI01CG03, EI01TS01, EI01TS03, EI01EF02 e EI01EF05.
Com os bebês sentados nas cadeiras de alimentação, mostre a imagem de um dos 
alimentos, diga o nome dele e disponha os pratos ao alcance de cada um. Incentive-os a 
experimentar e auxilie-os se for preciso, mas, se algum bebê se recusar, não há proble-
ma. Deixe que explorem o alimento como quiserem, sentindo o cheiro, a textura, o sabor 
e observando as cores. Repita da mesma maneira com os demais alimentos e entre um e 
outro ofereça água para os bebês. Mostre novamente a imagem dos alimentos inteiros e 
em seguida os alimentos cortados, explicando que se trata do mesmo alimento, mas em 
formatos diferentes: antes e depois do corte. Estas atividades desenvolvem os objetivos 
EI01EO03, EI01EO05, EI01EO06, EI01CG05, EI01EF06, EI01ET01 e EI01ET02.
Meu chocalho
Nesta atividade, os bebês serão convidados a explorar 
diferentes sons e movimentos usando chocalhos que 
vocês confeccionarão juntos.
Professora mostrando a imagem 
de uma melancia aos bebês.
Inicie mostrando para os bebês um chocalho já pronto. 
Organize-os em pequenos grupos e distribua uma garrafa 
PET, sem a tampa, para cada um. Deixe-os explorar o 
objeto, desenvolvendo o objetivo EI01ET01. 
Em seguida, ajude um a um a colocar a água colorida 
dentro da garrafa. Solicite ajuda a outro professor, se for 
possível. Estas atividades desenvolvem os objetivos 
Chocalho feito com garrafa 
PET.
EI01EO02, EI01EO03, EI01EO05, EI01EO06, EI01CG05, EI01ET03 e EI01ET04. 
Para finalizar, tampe a garrafa e passe a fita adesiva para lacrar bem. Se preferir, amar-
re fitas coloridas ao redor dela para enfeitar.
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• Com antecedência, providencie uma bola amarela e uma bola azul. Leia para os bebês o poema 
Jogo de bola, de Cecília Meireles, e enfatize as rimas. Na declamação do poema, use as bolas. Esta 
atividade desenvolve os objetivos EI01EF02 e EI01EF08.
• Faça rimas com a palavra melão, usandopalavras como mamão, limão, pão e violão. Compare a 
palavra melão com as demais e, ao pronunciar a rima, use o chocalho. Convide os bebês a repetir 
usando os chocalhos. Se for possível, providencie as imagens para que as relacionem com as 
palavras. Assim, desenvolverão os objetivos EI01EO02, EI01CG03, EI01TS01 e EI01TS03.
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
• Em folhas de papel sulfite, cole barbante 
formando duas linhas onduladas e 
entregue aos bebês para brincarem de 
passar o dedo, percorrendo o traçado a 
fim de desenvolver o objetivo EI01CG05. 
• Em folhas de papel sulfite, cole barbante 
formando duas linhas em zigue-zague e 
entregue aos bebês para brincarem de 
passar o dedo, percorrendo o traçado a fim 
de desenvolver o objetivo EI01CG05. 
• Prepare uma caixa grande com uma abertura na parte superior para que os bebês possam colocar 
e tirar a mão. Dentro da caixa, coloque brinquedos diversificados. Em seguida, brinque com os 
bebês, um de cada vez, de pegar quatro brinquedos. Conte com eles um a um, mostrando com os 
dedos e verbalizando a quantidade. Esta atividade desenvolve os objetivos EI01CG05 e EI01ET02.
• Providencie dois sacos plásticos transparentes. Coloque quatro lápis de cor em um deles diante 
dos bebês, contando oralmente e apontando a quantidade com os dedos, trabalhando assim os 
números 1 a 4. No outro saco plástico, coloque vários lápis de cor. Depois, mostre os dois sacos, 
lado a lado, dizendo “aqui tem poucos lápis” e “aqui tem muitos lápis”.
• Solicite às famílias que enviem um brinquedo preferido dos bebês, exceto eletrônicos, em um dia 
combinado. Organize um espaço na sala para que os bebês demonstrem seus brinquedos e 
brinquem juntos, a fim de vivenciarem diferentes situações de interação e desenvolverem os 
objetivos EI01EO01, EI01EO03, EI01EO06 e EI01CG05.
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Com os chocalhos prontos, é hora de brincar. Deixe os bebês explorarem o brinquedo 
como quiserem. Depois, providencie algumas músicas para incentivá-los a agitar o chocalho 
enquanto dançam ao ritmo delas. Estas atividades desenvolvem os objetivos EI01EO02, 
EI01EO03, EI01EO05, EI01CG01, EI01CG02, EI01CG05, EI01TS01, EI01EF07 e EI01TS03.
 Sim, sim, Salabim! Conta uma história pra mim!
Para explorar o tema brinquedo, leia para os bebês o conto Pinóquio. Para esse momento, 
organize-os em semicírculo, acomodados em almofadas e tapetes emborrachados. Mostre a 
eles a capa do livro e leia-o expressivamente, fazendo pausas para que vejam as ilustrações. 
Faça gestos e use uma entonação adequada à história, aguçando a curiosidade e o interesse 
deles. Depois da leitura, converse sobre a mentira de Pinóquio. Deixe que os bebês manipu-
lem o livro, observando as imagens, o texto, as cores e outros aspectos visuais. Estimule-os 
a reconhecer essas características e peça que identifiquem o Pinóquio.
Com esta atividade, eles desenvolvem os objetivos EI01EO04, EI01EO06, EI01CG05, 
EI01EF03, EI01EF04, EI01EF07, EI01EF08 e EI01EF09.
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
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SEMANA 3
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Inicie as atividades da 
semana relembrando com os 
bebês o que fizeram na 
semana anterior: brinquem 
com o chocalho e retome a 
história do Pinóquio. 
Conta pra mim!
Prepare
Prepare
• caixa de leite, de fósforos, 
de sapatos e caixas de 
papelão em formato e 
tamanho diferentes
• caixa com brinquedos 
diversos: bonecas, 
carrinhos etc.
• cartolinas brancas
• fita adesiva
• velas brancas
• tinta feita com gelatina 
de diversas cores
• recipientes para colocar 
as tintas
• rolos de espuma para 
pintura
Em cena! Encena!
Nesta semana, os bebês se divertirão com caixas e com tinta feita de gelatina, explo-
rando o mundo ao seu redor e fazendo descobertas.
Com a mão na massa
Organize um espaço na sala e disponha o material ao alcance dos bebês. Incentive-os a 
explorar todos os materiais e a entrar nas caixas maiores para imaginar que estão em um 
veículo. Estimule a oralidade e simule o som dos meios de transporte, como as onomato-
peias “bi-bi” e “brum-brum”. Incentive os bebês a empilhar, empurrar, enfileirar, desenhar 
nas caixas, entre outras ações. Disponibilize a caixa de brinquedos e mostre algumas 
ações, como colocar bonecas para dormir em caixas menores, representando camas/
berços, colocar carrinhos em caixas, representando a garagem, entre outras explorações.
Entrou por uma porta, 
saiu por outra...
Leia para os bebês 
resumidamente a história do 
livro a seguir. Trata-se da 
história de um homem que 
não sabia como dizer ao seu 
filho que o amava, por isso 
fazia invenções com caixas 
para o filho brincar.
• KING, Stephen Michael. O 
homem que amava caixas. 
Trad. Gilda de Aquino. São 
Paulo: Brinque-Book, 1997.
Bebê brincando em um carro feito de caixa de papelão.
Durante essas brincadeiras, os bebês interagem uns com os outros, compartilhando, 
explorando e disputando objetos e estimulando a imaginação. Fique atento às diversas 
situações, desenvolvendo os objetivos EI01EO01, EI01EO02, EI01EO03, EI01EO04, 
EI01EO06, EI01CG02, EI01CG03, EI01CG05, EI01TS01, EI01EF06, EI01ET02 e EI01ET04.
Mostre aos bebês as caixas de fósforos, de leite e de sapatos. Explique que todas são 
caixas, apesar de terem tamanhos diferentes. Pegue a caixa de sapatos e a caixa de leite 
e diga: “Esta caixa é maior do que esta.”. Pegue a caixa de fósforos e a caixa de leite e diga: 
“Esta caixa é menor do que esta.”. Depois, deixe que os bebês manipulem as caixas explo-
rando essas características. Estas atividades desenvolvem o objetivo EI01ET05.
Bebês brincando com tinta 
feita com gelatina.
Com a mão na massa
No chão da sala, fixe cartolinas brancas com 
fita adesiva, em quantidade suficiente para 
que os bebês brinquem em duplas ou trios. 
Organize-os em volta das cartolinas e distribua 
uma vela branca para cada um deles. Estimu-
le-os e auxilie-os a fazer rabiscos na cartolina 
com a vela. Para obter um melhor resultado, 
reforce os rabiscos depois. Mostre para os 
bebês que a cartolina está branca. Feito isso, 
Tinta mágica
Com antecedência, faça a tinta usando gelatina de cores variadas. Para isso, é necessá-
rio preparar as gelatinas separadamente e, depois, adicionar um pouco de água fervente 
até obter uma consistência cremosa e deixar esfriar.
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Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
 • Providencie gelatinas de sabores variados e recipientes com um pouco de água. Inicie 
apresentando para os bebês os ingredientes da receita e explique que vocês farão juntos uma tinta 
de gelatina para colorir. Despeje a gelatina em um pouco de água e mexa. Faça isso com cores 
variadas da gelatina. Em seguida, deixe os bebês explorarem a tinta, pintando com as mãos em um 
papel kraft ou no próprio corpo. A atividade auxilia no desenvolvimento dos objetivos EI01EO02, 
EI01EO06, EI01TS02, EI01EF08, EI01ET01 e EI01ET02.
 • Monte uma pista com obstáculos (almofadas, rolos de espuma, pneus encapados, cadeira, 
colchonete). Inicie a brincadeira fazendo uma demonstração, passando por cima das almofadas e 
dos rolos de espuma, entrando e saindo dos pneus encapados, passando por baixo da cadeira, 
rolando pelo colchonete, entre outros movimentos. Auxilie os bebês, um a um, a fazer o mesmo 
percurso, desenvolvendo os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EG02 e EI01ET03.
 • Providencie três caixas de tamanhos diferentes, de maneira que uma caiba na outra. Mostre a 
caixa maior e destaqueessa característica. Diga que dentro dela há uma surpresa, e então, tire a 
segunda caixa. Depois, mostre que a caixa é menor e que há também outra dentro dela. Deixe que 
os bebês manipulem as caixas e estimule-os a imitar o que você fez. Esta atividade auxilia no 
desenvolvimento dos objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01CG02, EI01CG05, EI01ET02 e EI01ET05.
 • Providencie duas bonecas ou dois carrinhos com tamanhos evidentemente diferentes, de modo 
que um brinquedo seja maior que o outro. Providencie também uma caixa grande onde caiba o 
brinquedo maior, e uma caixa pequena onde caiba o brinquedo menor. Faça uma demonstração 
para os bebês: guarde a boneca ou o carrinho maior na caixa maior e a boneca ou o carrinho menor 
na caixa menor. Enquanto guarda os brinquedos, verbalize que está guardando o maior na caixa 
maior e o menor na caixa menor. Depois, estimule os bebês a fazer o mesmo, guardando os 
brinquedos nas caixas ou apontando para você guardar. Esta atividade auxilia no desenvolvimento 
dos objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01CG02, EI01CG05, EI01ET02 e EI01ET05.
Fotografe os bebês em 
diferentes etapas da 
atividade. Depois, guarde 
as fotografias no portfólio. 
Lembre-se de pedir 
autorização dos responsáveis 
para fotografar os bebês.
Vou guardar para 
te mostrar!
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passe a tinta de gelatina com o rolinho de espuma em uma parte dela, revelando os rabis-
cos que não podiam ser vistos. Mostre outra cartolina branca com os rabiscos “invisíveis” 
da vela e outra com os rabiscos revelados com a tinta, chamando a atenção dos bebês 
para o antes e o depois da “mágica”.
Depois, distribua as tintas de gelatina e os rolinhos de espuma e estimule os bebês a 
pintar a cartolina, usando as mãos, os rolinhos de espuma e as tintas, a fim de revelarem 
também os rabiscos feitos com a vela. Por fim, deixe o trabalho secar e fixe as pinturas no 
mural da sala na altura dos bebês, para que eles possam apreciar sua produção. 
Estas atividades desenvolvem os objetivos EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, 
EI01TS02, EI01EF09, EI01ET02 e EI01ET03.
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
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SEMANA 4
88
Inicie as atividades da 
semana relembrando com 
os bebês o que fizeram 
na semana anterior. 
Por exemplo, brinquem 
com caixas de diferentes 
tamanhos e façam pinturas 
com tinta de gelatina e vela.
Conta pra mim!
• Peixe vivo
• Caranguejo não é peixe
Para cantar e brincar!
Prepare
• bacia ou recipiente grande
• água
• tampas coloridas de 
garrafas PET
• peneiras de cozinha
• uma caixa para cada cor 
de tampa
Bebês brincando de pescaria com peneiras. 
Pescaria
Nesta semana, os bebês vão participar de uma divertida pescaria e imaginar uma 
aventura ao passar por um circuito de obstáculos.
Com a mão na massa
Organize um espaço na sala para colocar um 
recipiente grande, com água até a altura de 
um palmo abaixo da borda, aproximadamente. 
Feito isso, com a participação dos bebês, jogue 
as tampas de garrafa na água.
Explique a eles que a brincadeira consiste 
em pescar as tampas, uma a uma, usando 
uma peneira. Chame, pelo nome, dois ou três 
bebês de cada vez para brincar. Esta atividade 
desenvolve os objetivos EI01EO03, EI01EO06, 
EI01CG02, EI01CG05 e EI01EF01.
Enquanto os bebês brincam de pescar, você pode cantar as cantigas sugeridas no boxe 
Para cantar e brincar! ou reproduzi-las em um aparelho de som.
Brinquem de pescar até todos os bebês participarem ou enquanto eles tiverem interes-
se. Depois, reúna-os em roda e coloque no centro dela todas as tampas e as caixas. 
Comece a guardar as tampas nas caixas, separando-as por cor. Após a demonstração, 
estimule os bebês a fazer o mesmo para desenvolverem os objetivos EI01EO03, 
EI01EO06, EI01CG02, EI01CG05, EI01ET01, EI01ET02, EI01ET04 e EI01ET05.
É hora de aventura
Com antecedência, peça aos familiares que, no dia combinado, enviem para a escola 
um bichinho de pelúcia dos bebês. A atividade consiste em fazer os bebês usarem a 
imaginação e movimentar o corpo. Produza um roteiro criativo para a atividade, a fim de 
conduzir a imaginação deles, por exemplo: peça que imaginem que estão em uma flores-
ta e atravessarão riachos, subirão em árvores e salvarão animais. Dê os comandos com 
bastante entusiasmo, deixando os bebês animados. Durante a brincadeira, reproduza 
áudio de natureza.
Você pode organizar a 
pescaria em bacias com 
diferentes objetos, para que 
os bebês possam circular e 
escolher onde brincar.
Outra forma de fazer 
Prepare
• objetos próprios para 
montar um circuito de 
obstáculos ou outros 
objetos disponíveis, como 
cadeiras, mesas, elásticos, 
caixas, banquinhos baixos, 
colchonetes e cordas
• aparelho de som e áudio 
de natureza
Bebês passando por um circuito.
Com a mão na massa
Elabore um circuito usando objetos próprios para isso ou outros objetos disponíveis, 
como cadeiras e mesas para que os bebês passem por baixo; elásticos entre duas cadei-
ras para passarem por cima; caixas para passarem por dentro; banquinhos baixos para 
subirem neles; colchonetes para rolarem; e cordas para atravessarem. É importante 
garantir que os obstáculos sejam apropriados, a fim de evitar acidentes, e proteger as 
quinas das mesas e das cadeiras. 
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Bebês em torno de 
0 a 10 meses
Bebês em torno de 
11 a 18 meses
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• Cante e dance com os bebês a cantiga Peixe vivo
usando os chocalhos confeccionados anteriormente. 
Deixe que os bebês movimentem o chocalho e o corpo 
livremente. Você deve chacoalhar o instrumento de 
acordo com o ritmo da cantiga, enfatizando as rimas. 
Esta atividade desenvolve os objetivos EI01CG01, 
EI01CG03, EI01TS01, EI01TS03 e EI01EF08.
• Trabalhe a rima da palavra 
pescaria estimulando alguns 
gestos e explorando o 
vocabulário. Diga a palavra 
pescaria e, em seguida, a 
palavra sorria. Sorria para o 
bebê responder com sorriso 
também. Repita várias vezes.
• Dê comandos para os bebês e veja se eles compreendem, fazendo os 
movimentos e as expressões faciais correspondentes. Encene com eles para 
que tenham uma referência. Diga a palavra pescaria e, em seguida, 
agacharia. Agache para os bebês também agacharem. Diga as palavras 
pescaria e sorria, depois sorria e aponte o sorriso para que eles associem. 
Diga as palavras pescaria e choraria. Depois, finja um choro para eles 
imitarem. Diga pescaria e engatinharia, depois incentive os bebês a 
engatinhar pelo espaço.
• Cante e dance com os bebês a cantiga Peixe vivo
usando os chocalhos confeccionados anteriormente. 
Estimule os bebês a chacoalhar os chocalhos seguindo 
o ritmo da cantiga. Depois, estimule-os a chacoalhar 
mais forte nos momentos das rimas. Esta atividade 
desenvolve os objetivos EI01CG01, EI01CG03,
EI01TS01, EI01TS03, EI01EF08 e EI01ET06.
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• Com antecedência, prepare massa de modelar 
(ingredientes: farinha de trigo, sal, água, óleo, 
corante alimentício ou suco em pó). Em seguida, 
molde os números 1, 2 e 3 com a massa de 
modelar e fale o nome de cada número para 
incentivá-los a verbalizar ou mostrar a 
quantidade com os dedos. Deixe-os explorar a 
massa de modelar, com sua supervisão, e faça 
bolinhas para representar essas quantidades, 
sempre verbalizando e mostrando com os dedos.
• Com antecedência, prepare massa de modelar (ingredientes: 
farinha de trigo, sal, água, óleo, corante alimentício ou suco 
em pó). Em seguida, molde os números 1, 2 e 3 com a massa 
de modelar, fale o nome de cada número e incentive-os a 
verbalizar ou mostrar a quantidade com os dedos. Deixe-os 
explorar a massa de modelar, com sua supervisão,e faça 
bolinhas para representar essas quantidades, sempre 
verbalizando e mostrando com os dedos. Em seguida, 
estimule os bebês a modelar os números 1, 2 e 3 e a fazer 
bolinhas de acordo com essas quantidades.
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• Com antecedência, faça uma bola usando tecido e algodão, ou espuma, em tamanho pequeno, para que os bebês 
manuseiem. Inicie a brincadeira demonstrando que eles não podem ficar com a bola, pois devem passá-la um para o 
outro. Para isso, organize-os em uma roda, bem perto um do outro, e fale os versos da brincadeira Batata quente. Se 
preciso, auxilie os bebês a segurar a bola e passá-la um para o outro. Quando você disser “queimou”, oriente o bebê 
que estiver com a bola a jogá-la para cima ou para o lado. Repita a brincadeira várias vezes, desenvolvendo os 
objetivos EI01EO01, EI01EO02, EI01EO03, EI01CG02 e EI01ET02.
89
Disponha os bichinhos de pelúcia ou os brinquedos pelo percurso e peça a cada bebê 
que pegue apenas o seu e termine o circuito com ele. 
Esta atividade aborda os objetivos EI01EO02, EI01EO03, EI01EO06, EI01CG02, 
EI01ET04 e EI01ET06.
Durante a semana, a fim de explorar e aprofundar alguns conteúdos, desenvolva as 
atividades a seguir.
Veja material 
gráfico para 
impressão 
no MPD.
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VOU CONTAR O QUE APRENDI Para finalizar as atividades do itinerário e 
avaliar o aprendizado dos bebês, realize as 
atividades propostas a seguir.
Prepare
• prato ou outro recipiente
• limão, abóbora, melão, 
melancia, laranja e maçã, 
todos higienizados
• Meu limão, meu limoeiro
Para cantar e brincar!
Cine drive 
Para relembrar o trabalho feito com as caixas, faça um cine drive com os bebês.
Com a mão na massa
Prepare um carrinho para cada bebê com antecedência. Com o papelão, recorte círcu-
los para representar as rodas e o volante dos carros. Depois, pinte-os com a tinta guache 
preta. Espere secar e fixe com fita adesiva as rodas e os volantes nas caixas grandes.
Pronto! Vem ver!
Organize os carros posicionando-os de frente a um projetor ou a uma televisão. Repro-
duza um desenho adequado à idade dos bebês ou, se preferir, assista com eles ao vídeo 
indicado no boxe Ligados e conectados!. Eles devem estar em seus carrinhos e praticar 
o reconhecimento das quantidades 1 a 4, contando as rodas dos carrinhos.
Prepare
• caixas de papelão em que 
caibam os bebês sentados
• papelão
• tesoura de pontas 
arredondadas
• tinta guache preta
• pincel
• fita adesiva
Prepare
• fotografias dos bebês com 
o brinquedo favorito
• cartolina ou papel kraft
• fita adesiva
• caneta hidrográfica
Ligados e conectados!
Pesquise na internet o 
vídeo Palco dos brinquedos, 
do Mundo Bita, e assista a 
ele com os bebês.
Meu limão, meu limoeiro
Com antecedência, pergunte às famílias se os bebês podem manipular e provar os 
vegetais que serão utilizados na atividade.
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Bebês e professora 
realizando a atividade 
Meu limão, meu limoeiro.
Com antecedência, peça aos familiares uma fotografia de cada bebê com seu brinque-
do favorito, a fim de confeccionar um mural. Em sala, com a ajuda dos bebês, fixe com fita 
adesiva as fotografias em uma cartolina ou papel kraft. Em cada fotografia, escreva o 
seguinte texto como legenda: “EU SOU (NOME DO BEBÊ) E O(A) (NOME DO BRINQUEDO) 
É MEU BRINQUEDO PREFERIDO.” Fixe com fita adesiva o mural na sala, na altura dos 
bebês, para que apreciem a produção. Com o mural pronto, cada bebê deverá reconhecer 
sua fotografia e apontá-la.
Com a mão na massa
Reúna os bebês em roda para cantar e dançar a cantiga Meu limão, meu limoeiro, 
desenvolvendo os objetivos EI01EO02, EI01CG01, EI01CG03 e EI01EF05. Ainda em roda, 
coloque no centro dela um prato ou outro recipiente com os vegetais citados no boxe 
Prepare. 
Pergunte para os bebês qual fruta é o limão entre os vegetais que estão no centro da 
roda e oriente-os a apontar ou verbalizar. Segurando o limão, explore algumas caracte-
rísticas da fruta, como o formato redondo, que a faz rolar, e a cor. Explore as característi-
cas dos outros vegetais também. Deixe que os bebês manipulem os vegetais enquanto 
conversa com eles sobre os aspectos de cada um. Faça também comparações, como 
qual é o mais leve, o mais pesado, os vegetais de cor semelhante, com formato que rola 
ou não rola etc. Para encerrar a atividade, sirva uma deliciosa limonada e mostre a trans-
formação da fruta em suco. Faça também uma salada de frutas com o melão, a melancia, 
a laranja e a maçã. Estas atividades desenvolvem os objetivos EI01ET01 e EI01ET05. 
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• Sítio do Seu Lobato
• Lá vem o Seu Noé
• A canoa virou
Para cantar e brincar!
Prepare
• avental
• feltro colorido
• cola quente
• velcro
• tesoura de pontas 
arredondadas
Prepare
• TNT azul
• tinta guache 
• papelão ou retalhos de 
papel colorido 
• pincel
• folhas de papel sulfite
• tesoura de pontas 
arredondadas
• caneta hidrográfica preta
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SEMANA 1
ITINERÁRIOO MUNDO DOS ANIMAIS 5
Cantar, encantar e brincar: é só começar!
As práticas desta semana têm como objetivo apresentar aos bebês os animais da 
fazenda e do fundo do mar. Para iniciar, reúna-os ao seu redor e cante a cantiga Sítio do 
Seu Lobato. Enquanto canta, imite os movimentos dos animais mencionados na cantiga 
incentivando os bebês a fazer o mesmo, a fim de desenvolver os objetivos EI01EO06 e 
EI01EF02. Comente que vocês vão cantar a música novamente usando um avental de 
contação de histórias. Sempre que possível, amplie o repertório de animais, para além 
dos domésticos e conhecidos pelos bebês. 
Exemplo de avental com cenário 
e personagens da cantiga Sítio 
do Seu Lobato.
Com a mão na massa
Recorte pedaços de feltro nas medidas necessárias para a 
confecção do cenário do sítio do Seu Lobato. Depois, 
recorte os personagens, Seu Lobato e os animais, citados 
na cantiga. É importante recortar cinco exemplares de 
cada animal, por isso, eles não devem ser muito gran-
des. Se considerar oportuno, você pode utilizar moldes. 
Em seguida, cole o velcro no avental e nos persona-
gens, de forma que seja possível fixá-los ao avental.
Pronto! Vem ver!
Convide os bebês para acompanhar a contagem oral 
da quantidade de animais do sítio. Não fixe os animais 
com o velcro ainda, pois eles serão colocados no avental 
no momento de cantar a cantiga com os bebês.
Ao cantar a cantiga com eles, oriente-os a apontar o fazendeiro e os animais, para que 
sejam posicionados no avental.
Pergunte aos bebês: “Que som o pato faz?”; “Que som a vaca faz?”; “Que som o cachor-
ro faz?”; “Que som a galinha faz?”, incentivando-os a reproduzir também os movimentos 
de cada animal, como o bater de asas da galinha. Nessa atividade, os bebês desenvolvem 
os objetivos EI01EO06, EI01EF03 e EI01CG03.
No fundo do mar com a turma
Nesta atividade, os bebês vão identificar animais que vivem no fundo do mar. Reúna-
-os em roda e proponha uma conversa sobre o fundo do mar. Faça perguntas como: 
“Quem já foi à praia?”; “Você pode contar como ela era?”; “Será que existem animais no 
fundo do mar? Quais?”. Comente com os bebês que vocês vão confeccionar juntos um 
mural representando o fundo do mar e os animais que vivem lá. Em seguida, cante a 
cantiga A canoa virou e faça gestos, atraindo a atenção deles. 
Com a mão na massa
Com o TNT, produza um mural do fundo do mar com algas, corais e 
pedrinhas feitos de papelão ou retalhos de papel colorido. Separe uma 
folha de papel sulfite para cada bebê. Em seguida, com o pincel, passe a 
tinta na palma da mão dele e ajude-o a posicionar a mão sobre a folha 
branca, como se fosse um carimbo.
Para a montagem do mural, recorte os carimbos da palma da mão de 
cada bebê e decore-os para transformá-losem peixe e em outros animais 
do fundo do mar. Desenhe o olho e a boca com caneta hidrográfica preta. 
Permita aos bebês escolherem onde posicionar os animais do fundo do 
mar no mural. Para isso, o mural deve estar à altura dos bebês. Ao partici-
parem da composição do mural, os bebês desenvolvem o objetivo EI01TS02. Exemplo de mural do fundo do mar.
Veja material gráfico para 
impressão no MPD.
As imagens dos animais 
também podem ser 
recortadas de revistas ou 
impressas da internet e 
fixadas no avental com o 
velcro.
Outra forma de fazer 
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Depois que o mural ficar em 
exposição, retire os animais 
do fundo do mar e cole-os em 
uma folha de papel sulfite. 
Peça aos bebês que decorem 
a folha imitando um aquário 
(com algas, pedrinhas etc.). 
Guarde a produção no 
portfólio de cada bebê.
Vou guardar para 
te mostrar!
Você também pode 
confeccionar os animais do 
fundo do mar carimbando 
os pés dos bebês.
Outra forma de fazer 
LITTLE PEARL BOOKS. 
Amiguinhos da fazenda. Blumenau: 
Todolivro, 2020.
Este livro apresenta os 
animais da fazenda de forma 
divertida, combinando a 
narrativa com a ludicidade 
dos dedoches.
Explorando cada momento...
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
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• Em uma folha de papel sulfite, desenhe ou cole a 
figura de um pato de um lado da folha e o lago do 
outro, ligando-os por um tracejado ondulado. 
Peça aos bebês que passem o dedo pelo traçado. 
Você pode passar tinta guache na ponta do dedo 
dos bebês e pedir a eles que repitam o 
movimento, desenvolvendo o objetivo EI01TS02.
• Em um pedaço de papelão, cole macarrões de formato 
tubular, na vertical, com intervalo de 3 centímetros 
entre eles. Na parte de baixo do papelão, desenhe um 
beija-flor, e na parte de cima, uma flor. Providencie um 
barbante de tamanho suficiente para passar pelos 
macarrões. Solicite aos bebês que trancem o barbante 
pelo caminho entre o beija-flor e a flor.
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• Disponibilize pratos de papel, tinta guache e diferentes imagens de animais aos bebês. Oriente-os a pintar o 
prato de papel e auxilie-os a colar a imagem do animal no prato. Em partes diferentes da sala de aula e à altura 
dos bebês, organize murais representando uma fazenda, uma floresta, o fundo do mar etc. Entregue os pratos 
aos bebês, pergunte qual animal está representado e peça que apontem ou que expressem oralmente em qual 
dos espaços esse animal vive. Feito isso, cole o prato no hábitat. Com os murais montados, converse com os 
bebês sobre esses animais e as características deles. Juntos, reproduzam sons e movimentos dos animais.
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ia • Providencie um retângulo de papelão e, usando cola quente, fixe cinco tampas de garrafa PET com a abertura 
para cima. Entregue pequenos pompons ou bolinhas de papel para os bebês e peça a eles que os encaixem nas 
tampas, desenvolvendo assim o objetivo EI01CG05. À medida que colocam os pompons, conte em voz alta com 
eles, recitando os números 1 a 5.
92
Pronto! Vem ver!
Cante novamente a cantiga e diga o nome de cada bebê no verso “eu tirava (nome do 
bebê) do fundo do mar”, apontando para o peixe ou animal que o bebê dispôs no mural 
do fundo do mar. Dessa forma, eles podem reconhecer o próprio nome e o dos colegas. 
Nessa proposta, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EF01 e EI01EF06.
Sim, sim, Salabim! Conta 
uma história pra mim!
Convide os bebês a ouvir a história 
Amiguinhos da fazenda. Posicione-os 
ao seu redor e diga a eles que conhece-
rão a vida de alguns animais da fazen-
da. Inicie a contação com entonação e 
expressividade adequadas. Para chamar a atenção dos bebês, você pode usar os 
dedoches dos animais citados no livro.
Ao longo da história, apresente o personagem da vez e coloque-o para “conversar” com 
os bebês, fazendo uma breve apresentação e contando um pouco da vida dele na fazenda. 
Oriente os bebês a apontar determinados personagens e a imitar os sons deles, 
desenvolvendo os objetivos EI01EF04 e EI01EF05. Ao interagirem com os colegas e 
expressarem-se sobre a história, eles desenvolvem os objetivos EI01EO03, EI01EF03, 
EI01EF06 e EI01EF08.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
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SEMANA 2
93
Movimentando-se como os animais
As atividades desta semana têm como objetivo apresentar aos bebês os sons e os 
movimentos dos animais. Inicie perguntando como o sapo se movimenta e peça a eles 
que o imitem. Repita esse procedimento quanto a outros animais, como cobra, leão, 
canguru, centopeia etc. Dessa maneira, os bebês estarão preparados para brincar no 
circuito que será construído a seguir.
Com a mão na massa
Organize um circuito na sala de aula em formato de U, sendo uma ponta o início e a 
outra o final do trajeto. Em seguida, posicione os objetos selecionados de maneira a criar 
obstáculos no trajeto que os bebês vão percorrer, a fim de que eles se movimentem como 
os animais: rastejando-se, andando apoiado em quatro membros, saltando, entre outros 
movimentos.
Prepare
• A cobra
• Grilo
Inicie as atividades da 
semana relembrando os 
bebês o que eles aprenderam 
e fizeram na semana 
anterior. Ao relembrarem os 
nomes dos animais, 
aproveite para recordar com 
eles os números 1 a 5, 
contando os animais um 
a um. 
• bambolês
• almofadas 
• colchonetes
• caixas de papelão
• barbante
• cadeiras infantis
• fita adesiva
• cartolina 
• figuras de animais
• cola escolar
Para cantar e brincar!
Conta pra mim!
Usando cartolina, faça cartões com figuras de animais que se locomovem de diversas 
formas: apoiado em dois membros, como a galinha; saltando, como o sapo; apoiado em 
quatro membros, como o cavalo; rastejando-se, como a cobra. Não é preciso identificar 
cada tipo, apenas colar as imagens nos cartões. Fixe cada cartão próximo ao respectivo 
obstáculo, ou seja, de acordo com o movimento do animal que os bebês terão de repro-
duzir para ultrapassar o obstáculo.
Pronto! Vem ver!
Com o circuito pronto, convide os bebês a percorrê-lo imitando os movimentos dos 
animais nos cartões. Para os bebês menores, faça adaptações no circuito considerando o 
estágio motor em que eles se encontram. Assim, você pode priorizar, por exemplo, 
animais que rastejam ou caminham apoiados em quatro membros, ou disponibilizar 
apoios ao longo do percurso para que os bebês menores tentem se levantar; represen-
tando, assim, um animal que caminha apoiado em dois membros. Durante o trajeto, 
oriente os bebês a se expressarem como os animais, imitando os sons e os movimentos 
deles. Com essa proposta, os bebês desenvolvem os objetivos EI01EO02, EI01CG02, 
EI01CG03 e EI01ET04.
Cama de gato dos animais
Nesta atividade, os bebês vão reconhecer os animais e desenvolver a coordenação 
motora, além de trabalhar as noções de grande e pequeno.
Exemplo de circuito.
Você pode combinar o 
percurso com experimentação 
de texturas pelo tato, 
colocando os bebês para 
caminhar sobre folhas de 
árvore, engatinhar sobre 
tapetes felpudos etc.
Outra forma de fazer 
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Explorando cada momento...
Bebês em torno de 
0 a 10 meses
Bebês em torno de 
11 a 18 meses
Com a mão na massa
Coloque no cesto animais de brinquedo com diferentes texturas e tamanhos. Nesta etapa, 
os bebês podem participar colocando alguns brinquedos. Na parte superiorda criança; infraestrutura 
adequada e segura – que favoreça rotinas 
pertinentes de higiene, ludicidade, alimentação 
e aprendizagens –; e a distribuição de turmas 
com número adequado de crianças por sala.
A criança 
tem o 
direito de
brincar
conhecer-se
expressar
participar
conviver
explorar
Educar e cuidar são tarefas complexas, pois a criança traz inquietações que se modificam conforme 
seu processo de desenvolvimento. Sabe-se que há várias áreas do conhecimento que estudam as 
concepções acerca da infância e que concernem às mudanças físicas, biológicas, psicológicas e sociais 
que ocorrem em grande velocidade nessa fase.
Para garantir o respeito ao modo como aprendem e se desenvolvem, a Base Nacional Comum Curri-
cular (BNCC) define seis direitos essenciais das crianças que devem ser levados em consideração. 
São eles:
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Bebês: explorando o mundo 
Ao considerar a primeira infância, estamos nos referindo aos três primeiros anos de vida, período em 
que a atividade cerebral e o desenvolvimento emocional são intensos e fundamentais para a criança. A 
maturação cerebral de maneira adequada influencia no desenvolvimento da aprendizagem, e as 
mudanças ocorrem à medida que aprende, tanto em níveis molecular, celular e estrutural como no 
comportamental.
Respeitar a natureza da criança é indispensável no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que é 
necessário haver coerência entre esse processo e o desenvolvimento funcional do sistema nervoso. O 
contrário disso pode marcar de forma negativa a relação da criança com o aprendizado. Por mais evidente 
que isso possa parecer, ainda é um dado negligenciado em algumas práticas pedagógicas.
As rodas 
de conversa 
promovem 
interação e 
socialização.
Quando a criança inicia sua vida escolar, ela deve encontrar um lugar de acolhimento para que a 
adaptação ocorra de maneira gradativa e se sinta segura para estabelecer novos vínculos. Na fase da 
infância, os estímulos são intensos, e as crianças que crescem recebendo estímulos positivos, nos quais 
estão inclusos atenção e afeto de seus cuidadores, tendem a desenvolver mais seu potencial de habilida-
des cognitivas, sociais e emocionais.
A educação intencional se dá a todo momento no espaço escolar. Por exemplo, ao permitir às crianças 
que brinquem livremente, o professor deverá organizar o espaço, estar com elas no desenvolvimento das 
ações, criar situações e observar como interagem com os colegas e como resolvem (ou não) os conflitos 
que surgem.
O ambiente escolar deve promover por meio de ações pedagó-
gicas e intencionais, trocas e estímulos que favoreçam a inte-
ração e a socialização das crianças. Nesse sentido, as rodas 
de conversa se destacam, uma vez que promovem intera-
ção e socialização.
O educador da Creche deve levar em conta e respei-
tar o ritmo de cada criança, tornar-se uma referência 
para elas, promover rotinas que propiciem a explora-
ção dos espaços e escolher materiais adequados a cada 
atividade proposta. As crianças que frequentam creches 
– em especial aquelas que permanecem em período 
integral – precisam ter a oportunidade de observar as 
pessoas com quem interagem, de descobrir a si mesmas e 
de responder aos novos desafios que ampliem suas possibili-
dades e desenvolvam sua autonomia. Os ambientes do espaço 
escolar devem ser pensados e criados de maneira a serem aconchegantes, adequados, seguros e estimu-
lantes, onde as crianças possam ser acompanhadas e observadas, e onde também os profissionais envol-
vidos no processo possam planejar ações pedagógicas para estimular movimentos, curiosidades, progres-
sos e potencialidades das crianças.
A escola é um espaço de formação do indivíduo, onde as crianças desenvolvem percepções de mundo, por 
meio de ações educativas carregadas de intencionalidade. Nesse sentido, compreende-se que
[...] o ambiente desejável para o bom aprender dentro da escola é aquele que se baseia na 
criança e num conjunto mais amplo de suas habilidades, incluindo a capacidade de seguir as 
instruções, a capacidade de comunicar desejos, necessidades e pensamentos verbalmente, 
além de poder exercitar o entusiasmo e a curiosidade pelo conhecimento, sem deixar de 
lado a capacidade de ser sensível aos sentimentos das outras crianças. Essa formação do 
aprendiz se inicia na educação infantil e representa seus primeiros passos firmes rumo à sua 
trajetória de vida acadêmica. Nesse percurso, o educador infantil tem um papel maior do que 
apenas conduzir seu aprendiz, pois ele medeia descobertas e prepara seu aluno a aprender 
a aprender, uma tarefa que deve ser cumprida com responsabilidade, dedicação e acima de 
tudo conhecimento. 
MIGUEL, Anna Carolina; CARDOSO, Bruno; SHOLL-FRANCO, Alfred. Treinamento e capacitação de professores e profissionais da 
educação: importância para o ensino infantil. In: BARR, Marcia Alvaro (Org.). Nerurociências e educação na primeira infância: 
progressos e obstáculos. Brasília: Senado Federal, Comissão de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz, 2016. p. 117-118.
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No que se refere ao desenvolvimento das habilidades de comunicação, pode-se 
dizer que o cérebro do bebê vai adquirindo controle da análise dos sons que 
ele percebe (produzidos pelos outros ou por ele mesmo) e das ações parti-
culares dos movimentos da boca, como assoprar e colocar a língua para 
fora. Desde o nascimento, as crianças possuem potencial de comunica-
ção. Em seus primeiros meses, a linguagem do bebê é praticamente 
não verbal, de maneira que o choro é sua forma de se comunicar, 
demonstrando insatisfação, desconforto, fome, necessidades fisioló-
gicas, dores etc. O ambiente em que ele está inserido interfere direta-
mente no desenvolvimento da linguagem, e elementos como vínculos 
afetivos, estímulos e exposição ao mundo letrado contribuem positiva-
mente para um bom desenvolvimento da linguagem e da comunicação. 
A linguagem verbal será desenvolvida de acordo com as experiências cultu-
rais em que os bebês estão expostos. Por volta dos 6 meses, eles começam a 
imitar alguns sons da fala, e a aprendizagem acontece com rapidez, pois nessa 
fase eles começam a discriminar de maneira mais eficiente os fonemas da língua 
materna. Assim, o bebê vai ampliando seu vocabulário gradativamente, repetin-
do palavras. Aos 9 meses, eles pronunciam duas ou três palavras e conseguem 
compreender uma proibição. Nesse período, os bebês compreendem os 
sons da linguagem e associam nomes a objetos.
Aos 12 meses, aproximadamente, ocorre uma maturação 
importante em áreas do cérebro relacionadas ao 
desenvolvimento da linguagem, e o bebê amplia 
seu vocabulário com novas palavras, geral-
mente associadas à sua rotina e às suas 
experiências.
11
O vínculo afetivo é fundamental 
para o desenvolvimento 
socioemocional e cognitivo.
Os estímulos positivos 
garantem um desenvolvimento 
prazeroso e saudável.
A infância é uma fase muito importante para o desenvolvimento humano. Nela, a criança adquire habili-
dades intelectuais, socioafetivas e motoras para crescer de forma plena e saudável. Do ponto de vista 
neurológico, o desenvolvimento é um processo sequencial e contínuo, em que as habilidades adquiridas 
pelas crianças ampliam-se das mais simples para as mais complexas. Vale salientar que, nos primeiros 
anos de vida, essas aquisições acontecem de maneira muito acelerada, por isso profissionais da educação 
e familiares devem estar atentos e preparados para garantir à criança que se desenvolva física e 
intelectualmente.
Nas rotinas de cuidado, como a alimentação, a higiene, as brincadeiras e a contação de histórias, o víncu-
lo afetivo transmitido do adulto para a criançado cesto, amarre 
a ponta do fio de malha e trance-o por toda a abertura, formando uma trama.
Pronto! Vem ver!
Explique aos bebês que eles deverão passar as mãos por entre os fios e retirar um 
brinquedo. Sempre que fizerem uma retirada, pergunte que animal é aquele e que som 
ele faz. Incentive-os a imitar o som do animal e, se possível, os movimentos dele.
Depois, pergunte aos bebês se esse animal é grande ou pequeno, desenvolvendo o 
objetivo EI01ET05. Explore as texturas enquanto faz as comparações, pedindo aos bebês 
que apertem e sintam como é a superfície do brinquedo. Questione-os também se 
gostam ou não desse animal, permitindo que se expressem. Esta atividade promove o 
desenvolvimento motor e as habilidades de comunicação dos bebês, alcançando os obje-
tivos EI01EO03, EI01EF06, EI01ET04, EI01CG03 e EI01CG05.
Durante a semana, para que você possa explorar e aprofundar alguns conteúdos, 
desenvolva as atividades a seguir.
Exemplo da 
brincadeira 
cama de gato 
com animais.
• Organize uma contação de histórias para os bebês 
usando fantoches. Para a encenação, você pode utilizar 
uma caixa de papelão decorada ou um varal com lençol 
para representar o teatro e as cortinas. Providencie dois 
fantoches, o leão e o rato, e apresente a fábula O leão e 
o ratinho. Esta atividade possibilita aos bebês 
desenvolverem o objetivo EI01EF03.
• Mostre aos bebês a figura de um caracol e 
apresente a eles o formato de sua concha. Entregue 
a cada bebê uma caixinha com areia, feijão ou outro 
elemento que cubra o fundo dela, e um pincel. Em 
seguida, peça a eles que reproduzam o formato da 
concha do caracol usando o pincel. Nesta atividade, 
os bebês desenvolvem o objetivo EI01TS02.
• Diga aos bebês que alguns animais vão se mudar para 
encontrar a família. Prepare dois ambientes no chão da 
sala: um que se pareça com uma cidade e outro, com 
uma floresta. Coloque cinco imagens de animais que 
voam no ambiente da cidade. Faça o movimento do voo 
dos animais, um a um, saindo da cidade para a floresta e 
conte com os bebês: “Um animal já foi para a floresta”; 
“Agora outro. Ou seja, dois animais já foram para a 
floresta.”, e assim por diante. Se possível, substitua as 
imagens por brinquedos de pelúcia ou de plástico. 
• Apresente aos bebês figuras de animais, atentando para que, nelas, os animais mantenham a proporção em 
relação ao tamanho. Apresente sempre duas figuras para os bebês, questionando-os: “Qual é o animal grande?”; 
“Qual é o animal pequeno?”. Nesta atividade os bebês desenvolvem o objetivo EI01ET05.
• Diga aos bebês que eles vão ajudar alguns animais 
que voam a encontrar a casa deles. Separe um 
hábitat para cada um deles, por exemplo, a colmeia 
para a abelha, a flor para o beija-flor etc. 
Providencie cinco figuras de animais que voam e 
peça a ajuda dos bebês para contar quantas delas 
já conseguiram voltar para casa. Leve os animais, 
um a um, ao espaço a que pertencem, fazendo a 
encenação. Peça aos bebês que reproduzam com 
os dedos as quantidades 1 a 5.
• Providencie, por exemplo, um coelho de pelúcia em tamanho real. Peça aos bebês que deem um nome a ele. 
Depois, explique que é preciso tratar os animais com muito cuidado, porque são seres vivos. Deixe que os bebês 
se expressem em relação aos cuidados com os animais. Mostre que, ao fazer carinho, eles não devem puxar, 
apertar etc. Por fim, permita que os bebês interajam com o brinquedo, demonstrando os cuidados com os 
animais. Se tiver oportunidade, apresente aos bebês o animal coelho, possibilitando, assim, que coloquem em 
prática os cuidados que devem ter com os animais.
Prepare
• caixa ou cesto de roupas
• fio de malha
• animais de brinquedos
Veja material gráfico para 
impressão no MPD.
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SEMANA 3
Inicie as atividades da 
semana relembrando os 
bebês do que eles 
aprenderam e fizeram nas 
semanas anteriores. Leve-os 
a recordar que os animais 
vivem em espaços 
diferentes, emitem sons e 
têm movimentos próprios. 
Conta pra mim!
Prepare
• caixas de sapato
• estilete
• bolinhas de plástico
• tecido ou papel camurça
• imagens de animais 
• imagens dos filhotes 
desses animais 
• cola escolar
• fita adesiva grossa
• tesoura de pontas 
arredondadas
95
Encontrando os familiares
Ao longo desta semana, os bebês vão associar o filhote ao respectivo animal adulto, 
desenvolvendo a observação de características; trabalhar as noções de dentro e fora; e 
conhecer a alimentação de alguns animais.
Organize os bebês em roda e proponha uma conversa sobre os filhotes dos animais. 
Faça perguntas como: “Quem já viu um filhote de cachorro ou de gato?”; “Como ele era?”; 
“Será que todos os animais têm filhotes?”. Permita que se expressem por meio de gestos, 
balbucios ou falas, desenvolvendo, assim, o objetivo EI01EF06.
Exemplo de par 
formado por animal 
adulto e filhote.
Com a mão na massa
Nesta atividade, os bebês vão agrupar os filhotes ao animal adulto (mãe). Para isso, 
encape caixas de sapato com papel camurça ou tecido e cole, em frente de cada uma 
delas, as imagens de um animal adulto. Depois, cole as imagens dos filhotes desses 
animais em bolinhas de plástico. Desenhe um círculo na tampa das caixas e corte-o com 
o auxílio de um estilete, fazendo um buraco por onde os bebês passarão as bolinhas.
Pronto! Vem ver!
Coloque as caixas e as bolinhas sobre um tapete e convide os bebês para levar cada 
filhote à respectiva mãe. Durante a atividade, os bebês deverão observar o animal na 
bolinha para colocá-la na caixa com a imagem do animal adulto (mãe) correspondente.
Para isso, peça aos bebês que observem as características dos animais e auxilie-os na 
compreensão de que os filhotes se parecem com os animais adultos em alguns aspectos, 
como ter pelos ou penas, quatro ou duas patas etc. Oriente os bebês a encontrar um 
animal por vez. Ao reconhecerem o filhote, eles devem mostrar ao professor e aos cole-
gas de qual animal adulto ele veio, apontando ou expressando-se oralmente.
O que eles gostam de comer?
O objetivo desta atividade é levar os bebês a compreender que os animais também se 
alimentam e têm hábitos alimentares próprios. Para isso, monte com os bebês um mural 
dos alimentos dos animais.
Exemplo de mural 
dos alimentos dos 
animais.
Prepare
• papel kraft
• barbante
• saquinhos plásticos
• prendedores de roupa
• fita adesiva
• imagens de animais
• amostras de alimentos 
desses animais
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Explorando cada momento...
Bebês em torno 
de 0 a 10 meses
Bebês em torno 
de 11 a 18 meses
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• Organize uma contação de história espontânea. Distribua em um tapete diferentes brinquedos que possam ser 
usados como personagens de uma história. Ao longo da história, peça aos bebês que escolham os personagens que 
participarão e construa a história com a ajuda deles. Com essa atividade, os bebês desenvolvem o objetivo EI01EF03. 
• Faça com os bebês a brincadeira da Caixa de areia. Cubra o fundo de uma caixa de papelão com areia e, na 
tampa, coloque um grafismo a ser reproduzido; você pode fazer um traçado em zigue-zague, um caracol, uma 
onda, um círculo etc. Peça aos bebês que utilizem um pincel ou a ponta do dedo para reproduzir na areia o que 
está na tampa, desenvolvendo o objetivo EI01TS02.
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• Distribua em um tapete alguns pares 
iguais de figuras de animais. Mostre uma 
das figuras e peça a um bebê por vez que 
encontre a figura igual àquela. Nesta 
brincadeira, os bebês desenvolvem os 
objetivos EI01CG05 e EI01ET05.
• Em uma caixa de sapato, fixe na tampa a figura do rosto de um animal e faça um furo na boca ou no bico dessa 
figura. Providencie um alimento, oué essencial para que ela se sinta atendida em suas necessi-
dades físicas e emocionais. Esse vínculo afetivo torna-se a base para a segurança emocional da criança 
nessa fase inicial da vida. 
Os estímulos lúdicos desde os primeiros meses de vida auxiliam a criança a explorar de forma sensorial 
os diferentes objetos e a descobrir o mundo ao seu redor, o que ocorre quando a proposta é vivenciada com 
pessoas de seus relacionamentos. As brincadeiras proporcionam alegria, favorecem o desenvolvimento da 
criatividade e da imaginação e ajudam a superar desafios em diferentes habilidades motoras, intelectuais, 
cognitivas e afetivas. A criança nessa faixa etária depende de forma expressiva do acompanhamento do 
adulto na manutenção de sua vida.
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Repetindo diferentes estímulos sensoriais, motores e linguísticos, as crianças dessa faixa 
etária se desenvolvem com segurança e prazer, ampliando assim sua habilidade mental, seu 
controle emocional e sua curiosidade e facilitando sua aprendizagem e sua imaginação. Os 
estímulos precisam ser agradáveis, aumentando a qualidade das experiências vivenciadas e 
a aquisição de ferramentas para o desenvolvimento infantil. 
Fonte de pesquisa: BRASIL. 
Ministério da Saúde. Secretaria 
de Políticas de Saúde. 
Departamento de Atenção 
Básica. Saúde da criançaSaúde da criança: 
acompanhamento do 
crescimento e desenvolvimento 
infantil. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2002. p. 82-88, 99-100. 
Desenvolvimento 
motor dos bebês 
O desenvolvimento motor nessa fase é 
intenso e desafiador. Em geral, buscando 
apoio, o bebê fica em pé sozinho, 
caminha segurando em algum lugar com 
as duas mãos, larga ou pega objetos 
quando solicitado e segura objetos com 
movimento de pinça.
A função sensorial se alia à 
função motora, o que permite 
alcançar objetos. É nessa fase 
que o bebê começa a engatinhar, 
depois, a ficar em pé com apoio 
e, gradativamente, inicia a 
marcha. Há os que não 
engatinham, e esse salto não 
significa que o desenvolvimento 
do bebê esteja errado.
Podem apoiar-se nos 
antebraços, levantar a 
cabeça quando estão de 
bruços, permanecer 
sentados com apoio, 
pegar objetos de forma 
voluntária e estender as 
mãos quando lhes 
oferecem algo. Manipulam 
objetos com mais firmeza 
e brincam com eles.
Tem como marco 
importante nessa fase 
aprender a andar e a falar, 
que serão consolidados e 
aprimorados na fase 
seguinte.
Fazem preensão voluntária 
das mãos, viram a cabeça na 
direção de uma voz ou de 
um objeto sonoro, seguindo 
o som com os olhos atentos. 
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A avaliação na Creche
A avaliação na Educação Infantil deve ter como objetivo observar o desenvolvimento das crianças para 
que seja possível intervir no processo de ensino-aprendizagem de acordo com as necessidades individuais 
e do grupo, Dessa forma, a avaliação deve estar em sintonia com o planejamento pedagógico didático do 
professor. Para Carneiro (2010, p. 6)
A avaliação na educação infantil consiste no acompanhamento do desenvolvimento in-
fantil e, por isso, precisa ser conduzida de modo a fortalecer a prática docente no sentido 
de entender que avaliar a aprendizagem e o desenvolvimento infantil implica sintonia com 
o planejamento e o processo de ensino. Por isso, a forma, os métodos de avaliar e os instru-
mentos assumem um papel de extrema importância, tendo em vista que contribuem para a 
reflexão necessária por parte dos profissionais acerca do processo de ensino.
CARNEIRO, Maria da Penha Aparecida Klug Basilio. Processo avaliativo na Educação Infantil. Monografia (Pós-graduação em 
Educação Infantil). 45 f. Escola Superior Aberta do Brasil, Vila Velha, 2010. p. 6.
[...] investigador, de esclarecedor, de organizador de experiências significativas de 
aprendizagem. Seu compromisso é o de agir refletidamente, criando e recriando alternati-
vas pedagógicas adequadas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos 
alunos, sem perder a observação do conjunto e promovendo sempre ações interativas [...]
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. 15. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014. p. 20.
Por meio das observações, a avaliação formativa permite ao educador que monitore e repense suas 
práticas a fim de adequá-las às necessidades singulares e plurais das crianças.
A BNCC ressalta a importância de observar e registrar a trajetória de aprendizagem e desenvolvimento 
de cada criança e do grupo enquanto participam das experiências propostas. Os registros podem incluir 
materiais produzidos pelos professores e pelas crianças (relatórios, desenhos, fotografias, vídeos e textos), 
eles são importantes instrumentos para compartilhar o desenvolvimento das crianças com seus familiares, 
além de favorecer às crianças que revisitem suas vivências. Vamos apresentar a seguir dicas de como 
realizar dois dos tipos de registros: o portfólio e o relatório.
A avaliação baseada em portfólio permite, segundo Shores e Grace (2001), o acompanhamento do desen-
volvimento socioemocional, físico e escolar das crianças. Além disso, professores e alunos podem rever 
suas ações ao longo do período de registro do portfólio.
Nesse sentido, o portfólio, como ferramenta avaliativa na Educação Infantil, reúne as atividades e expe-
riências das crianças e se configura como um instrumento norteador do trabalho docente.
A construção do portfólio varia de acordo com o professor e com a instituição de ensino. Há portfólios 
que registram o período de um bimestre ou trimestre letivo e há os anuais, por exemplo. Além disso, o 
professor pode optar por incluir frases curtas e explicativas contextualizando o leitor, a coordenação e os 
pais e/ou responsáveis a respeito das atividades descritas nele. 
Depois de determinar a estrutura do portfólio e o período de registro das atividades, é importante definir 
as atividades que farão parte dele. Vale lembrar que, mais do que um material de apreciação estética, o
A avaliação é um processo associado às práticas pedagógicas fundamentais, que busca o acompanha-
mento do desenvolvimento da criança de acordo com sua fase, além proporcionar ao educador a análise do 
trabalho pedagógico, no qual ele consegue perceber se o caminho selecionado foi adequado ou se será 
preciso pensar em novas possibilidades de abordagem didática.
O processo de avaliação pedagógica deve levar em conta o olhar atento do educador no acompanhamen-
to das conquistas e aprendizagens, em cada uma das nuances do desenvolvimento e das potencialidades 
inerentes a cada criança. Avaliar é uma tarefa complexa e desafiadora, exigindo um trabalho de qualidade 
que prevê o mapeamento e a análise das aprendizagens. O papel do professor nesse sentido corresponde 
ao de
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Modelo de relatório de acompanhamento do 
desenvolvimento de bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
Nome da 
criança Idade Turma
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Trimestre
NÃO executa Executa com 
DIFICULDADE
Executa com 
FACILIDADE
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Fixa o olhar e segue objetos.
Senta com apoio.
Senta sem apoio.
Engatinha.
Pega objetos usando o movimento de pinça.
Engatinha e pode andar com apoio.
Fica em pé sem apoio.
Andacom apoio.
Anda sem apoio.
Corre ou sobe degraus.
• Título
• Nome da criança
• Nome da escola
• Período de registro
• Turma
• Fotografia da criança
Comentários 
específicos do professor 
ou relatório final.
Apresentar 
um texto 
explicativo para 
contextualizar o 
leitor.
O
QUE É PORTFÓLIO?
COMENTÁRIOS
CAPA Atividades 
selecionadas, 
acompanhadas 
de relatórios de 
avaliação.
ATIVIDADES
Considerando que o desenvolvimento das crianças não é linear, vale ter em mãos um relatório individual 
com aspectos do desenvolvimento infantil que devem ser observados nas crianças ao longo do período de 
registro. Esses relatórios podem conter observações diárias a respeito das descobertas, dos avanços, dos 
conflitos e das conquistas de cada criança, e devem ser anexados ao portfólio para que façam parte da 
avaliação delas.
Veja a seguir um modelo de estrutura de relatório com sugestões de habilidades a serem avaliadas no 
decorrer do trimestre, ou em outro período predefinido, quanto ao desenvolvimento dos bebês.
portfólio demonstra sistematicamente para a família o desenvolvimento da criança. Assim, é possível 
escolher atividades que demonstrem, por exemplo, o desenvolvimento psicomotor da criança, como traça-
dos e desenhos livres.
A seguir, apresentamos um modelo de estrutura de portfólio projetado para caderno de cartografia.
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de Interage com brinquedos e pode ter
um predileto.
Aceita a companhia de outras crianças,
mas brinca isoladamente.
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Faz sons (lalação).
Reproduz sílabas repetidas com significado 
(primeiras palavras).
Usa palavras com significado.
Responde a perguntas verbais simples.
Canta e imita sons.
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É importante que a avaliação não seja vista como uma ação classificatória ou punitiva. A criança precisa 
perceber que seus progressos são valorizados, suas descobertas são importantes, assim a intervenção 
para esse desenvolvimento avançará com qualidade.
Uma conversa entre BNCC e PNA
A Política Nacional de Alfabetização (PNA) tem a finalidade de elevar a qualidade da alfabetização e 
combater o analfabetismo em todo o território brasileiro, seja ele funcional, seja absoluto. A elaboração da 
PNA surge para melhorar os processos de alfabetização no Brasil e, consequentemente, seus resultados, 
tanto para a vida das crianças quanto para os números obtidos em avaliações educacionais em níveis 
nacional e internacional. 
A BNCC objetiva garantir que aprendizagens essenciais sejam desenvolvidas nos contextos educacio-
nais, democratizando o processo de ensino-aprendizagem em escolas públicas e privadas. Esse documen-
to exerce função norteadora para que o educador desenvolva de forma segura seu planejamento didático, 
levando em consideração os objetivos essenciais de aprendizagem previstos para que a criança adquira 
conhecimentos para exercer e atuar em diversas práticas sociais. 
Tendo em vista que toda criança tem o direito de aprender e de se desenvolver plenamente, documentos 
como BNCC e PNA convergem para um objetivo comum: assegurar que as aprendizagens essenciais sejam 
desenvolvidas no intuito de alfabetizar todas as crianças até o final 2º ano do Ensino Fundamental.
A seguir, apresentamos os principais pontos de convergência entre BNCC e PNA para a Educação Infantil.
A compreensão das propostas da BNCC e da PNA para a Educação Infantil
BNCC PNA
Eixos de
sustentação 
da prática 
pedagógica
• As interações com pessoas e objetos em 
diferentes contextos e situações, que favorecem 
a ampliação do repertório cultural das crianças. 
• As brincadeiras, pois é brincando que as 
crianças representam o mundo e simulam as 
relações existentes.
• As práticas artísticas e físicas 
combinadas às práticas precursoras de 
alfabetização atribuem ludicidade à 
aprendizagem e desenvolvem a 
atenção, a memória e o poder de 
concentração das crianças. 
• O treino musical reforça a consciência 
fonêmica e a leitura, auxiliando no 
processo de alfabetização.
Intencionalidade 
educativa
• É trabalho do professor refletir, selecionar, 
organizar, planejar, mediar e monitorar as 
práticas e interações que vão promover o 
aprendizado e o desenvolvimento das crianças.
• O professor é o agente responsável por 
identificar os problemas de 
aprendizagem dos alunos e 
acompanhar suas conquistas e 
aprendizagens.
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Acompanhar 
o processo de 
aprendizagem e 
desenvolvimento
 • Avaliar é uma ação pertinente aos fazeres 
pedagógicos, que inclui duas tarefas: 
 > acompanhar o desenvolvimento das crianças;
 > acompanhar o trabalho pedagógico realizado.
 • Avaliação formativa, com foco em 
avaliações padronizadas sobre o 
desempenho dos alunos. 
Rotina
 • A rotina traduzirá em atividades práticas tudo o 
que está previsto no currículo alinhado à BNCC 
para a Educação Infantil.
 • A rotina de aprendizagem é um 
elemento essencial para o 
engajamento das crianças nas 
atividades de alfabetização.
Cultura escrita
 • É tarefa da Educação Infantil garantir às 
crianças o acesso à cultura escrita e leitora, 
para que elas percebam os usos e funções 
sociais da leitura e da escrita e criem o desejo 
de fazer parte dessa cultura.
 • A Educação Infantil deve proporcionar 
condições mínimas para que a 
alfabetização possa ocorrer com êxito 
no 1º ano do Ensino Fundamental.
Para o processo de alfabetização, é importante que a criança esteja familiarizada com o mundo dos 
textos. Na Educação Infantil, a cultura escrita se dá por meio de brincadeiras com a sonoridade das pala-
vras e do manuseio de diferentes materiais impressos, por exemplo.
A competência leitora figura como eixo central nesses documentos norteadores. Por sua vez, a leitura é 
essencial para a vivência e o sucesso escolar de todas as crianças e deve ser introduzida o quanto antes na 
vida das crianças. Antes de se tornar leitores, elas precisam ser expostas a práticas letradas para que o 
gosto pela leitura seja despertado, por isso, família, cuidadores e professores devem lançar mão de ativida-
des que estimulem o interesse das crianças por livros e outras fontes de leitura. Contudo, é no contexto 
familiar que a criança vivencia os primeiros contatos com o universo letrado. 
Na Educação Infantil, as crianças são expostas a métodos e estratégias didáticas que têm como objetivo 
desenvolver habilidades de leitura, para isso é importante identificar como ocorre a aquisição formal da 
compreensão leitora. 
Os processos cognitivos que nos conduzem à compreensão leitora são de natureza consciente e inconsciente 
e os níveis de consciência das diversas camadas linguísticas (fonológica, morfológica, semântica, sintática, 
pragmática) são classificados em leitores aprendizes e em leitores maduros, assim como em não leitores.
As especificidades da alfabetização exigem a intervenção de profissionais preparados, que conheçam os 
aspectos linguísticos e cognitivos envolvidos e assim possam auxiliar as crianças a enfrentar as inúmeras 
dificuldades desse processo.
No contexto da alfabetização, a literacia se destaca, portanto compreendê-la é essencial para o êxito do 
processo ensino-aprendizagem. O termo literacia é importado da literatura anglo-saxônica (literacy) e diz 
respeito ao “conjunto das habilidades da leitura e da escrita (identificação das palavras escritas, conheci-
mento da ortografia das palavras, aplicação aos textos dos processos linguísticos e cognitivos de compreen-
são)” (MORAIS, 2013, p. 4). A leitura é um marco no que compete à comunicação por intermédio da leitura 
e da escrita, porém somente ela não habilita a formação de leitores competentes. Sendo assim, é necessá-
rioo desenvolvimento de outras habilidades, como o amplo conhecimento de vocabulário. Para melhor 
conceituar a literacia nos apoiamos no caderno da PNA que diz:
Literacia é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à leitura e 
à escrita, bem como sua prática produtiva. Pode compreender vários níveis: desde o mais 
básico, como o da literacia emergente, até o mais avançado, em que a pessoa que já é capaz 
de ler e escrever faz uso produtivo, eficiente e frequente dessas capacidades, empregando-as 
na aquisição, na transmissão e, por vezes, na produção do conhecimento [...].
BRASIL. Ministério da Educação. PNA Política Nacional de Alfabetização. Brasília: MEC, SEALF, 2019. p. 21. Disponível em: 
. Acesso em: 17 set. 2020.
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[...] A literacia numérica diz respeito às habilidades de matemática que permitem resolver 
problemas da vida cotidiana e lidar com informações matemáticas. O termo “literacia 
matemática” originou-se do inglês numerical literacy, popularizado como numeracy, e em 
português se convencionou chamar numeracianumeracia [...].
BRASIL. Ministério da Educação. PNA Política Nacional de Alfabetização. Brasília: MEC, SEALF, 2019. p. 24. Disponível em: 
. Acesso em: 17 set. 2020.
O processo de alfabetização é constituído pelo ensino das habilidades de leitura e escrita, em que o indi-
víduo se torna capaz de codificar e decodificar qualquer palavra proveniente da sua língua. Porém, o obje-
tivo é maior que esse, pois o indivíduo deve se tornar capaz de ler, escrever textos com autossuficiência e 
compreensão, sendo ele capaz de leituras e escritas cada vez mais complexas, produzindo e transmitindo 
novos conhecimentos.
As práticas de literacia familiar são de grande importância para o desenvolvimento das crianças. Além 
de propiciar momentos agradáveis de interação e afetividade, atuam com impacto no futuro da trajetória 
escolar. Essas práticas, incorporadas ao cotidiano – como leitura e audição de livros de histórias, manuseio 
de livros ilustrados, narrativas e conversas de temas variados; ao contato com instrumentos gráficos, como 
lápis, giz de cera, pincéis, papéis etc., que estimulam as tentativas de escrita; aos jogos e às brincadeiras 
que envolvam o mundo das letras e dos números, e a tantas outras possibilidades – podem perpetuar a 
progressão escolar.
Ao pensar no processo de escolarização, entendemos que o indivíduo deve adquirir algumas habilidades 
básicas, como: ler, escrever e resolver operações matemáticas. As habilidades matemáticas, compreendidas 
como numeracia, vão além da contagem e do reconhecimento dos números, abrangendo o desenvolvimento 
de diferentes noções que auxiliarão as crianças a resolver situações do cotidiano. Nesse sentido, o caderno da 
PNA mostra que:
[...]
A cognição matemática tem demonstrado que, ao contrário do que se pensava, as crianças 
pequenas já possuem e desenvolvem habilidades matemáticas desde muito cedo. O senso 
numérico é a capacidade que o indivíduo tem de compreender rapidamente, aproximar e ma-
nipular quantidades numéricas. É uma capacidade básica elementar e inata de reconhecer, 
representar, comparar, estimar, julgar magnitudes não verbais, somar e subtrair números 
sem a utilização de recursos de contagem, e está presente em todo ser humano, perceptível 
já no primeiro ano de vida. Por outro lado, as habilidades secundárias dependem de ensino 
explícito, as quais incluem o conceito de número, a contagem e a aritmética – cálculo e proble-
mas verbais (DEHAENE, 1997; DEHAENE; COHEN, 1995).
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. PNA Política Nacional de Alfabetização. Brasília: MEC, SEALF, 2019. p. 25. Disponível em: 
. Acesso em: 17 set. 2020.
Contemplando a numeracia, essa coleção proporcionará, por meio de brincadeiras, jogos, questiona-
mentos e outras dinâmicas lúdicas, a oportunidade de desenvolver com as crianças o raciocínio matemáti-
co para resolver situações do dia a dia. Tais situações compreendem conceitos e habilidades com números 
que, mesmo iniciado antes do acesso à escola, têm sua continuidade em sala de aula, cuja complexidade 
avança de acordo com conhecimentos e habilidades desenvolvidos. 
As brincadeiras e os jogos impactam o desenvolvimento social e cognitivo das crianças em suas apren-
dizagens de forma significativa. As brincadeiras dirigidas influenciam significativamente a aquisição de 
habilidades acadêmicas, pois quando há estruturação no ambiente, incorporando objetivos de aprendiza-
gens ou mesmo modificando os jogos, as oportunidades de aprendizagens são aumentadas.
Sendo assim, a coleção tem o intuito de proporcionar brincadeiras, jogos, atividades e outras situações 
que explorem conhecimentos elementares de numeracia adequados à faixa etária da criança da Educação 
Infantil. Esses conhecimentos englobam noções de quantidade e número, noções de posicionamento, dire-
cionalidade e medidas e noções de tempo, formas geométricas elementares e raciocínio lógico e raciocínio 
matemático.
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O mobiliário precisa ter 
elementos adequados à faixa 
etária, como prateleiras, cabides 
ou armários; mesas e cadeiras; 
almofadas e colchonetes; relógio; 
calendário.
Os utensílios de uso pessoal devem 
ser periodicamente higienizados, como as 
canecas e/ou garrafas para beber água e 
as mamadeiras, e devem ser identificados 
com os respectivos nomes.
Cantinhos podem ser criados 
para as interações, se houver 
espaço estrutural suficiente para 
comportá-los, como um cantinho 
para leitura com livros de fácil 
acesso para as crianças.
O espelho é item indispensável, 
pois ele dá suporte para as 
atividades que têm como objetivo 
o desenvolvimento da identidade.
A sala de aula da Creche deve 
atender às necessidades físicas 
dos bebês.
Sala de aula
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2 O DIA A DIA NA CRECHE
Minhas práticas diárias
Todo o espaço da Creche deve ser pensado e estruturado para atender às necessidades e individualida-
des das crianças, mas também seu aspecto social deve ser sempre levado em consideração. As crianças 
pequenas que gradativamente vão aprimorando suas habilidades necessitam de novos desafios e estímu-
los para seu desenvolvimento integral, e o espaço escolar deve contribuir para esse aprimoramento.
A aprendizagem na primeira infância é predominantemente influenciada pelo ambiente do qual a criança 
faz parte, pois é nele que acontecem suas interações. Vale ressaltar que, para esse desenvolvimento acon-
tecer de forma integral e saudável, é necessária a presença de cuidados referentes a nutrição, saúde e 
higiene, e de afetividade, segurança, estímulos e atenção. A oferta de educação de qualidade também é 
essencial, além da somatória de todos esses elementos, com flexibilidade de adaptar qualquer um deles 
caso seja necessário a fim de fornecer uma boa base para o desenvolvimento saudável.
O desenvolvimento do indivíduo é um processo dinâmico e maleável que ocorre por fa­
tores genéticos, condições do meio no qual está inserido e em função de seu próprio com­
portamento e ao modo como interage com aqueles fatores. Cada criança tem uma bagagem 
genética, uma espécie de “código” biológico, que não é determinante para a maioria das 
funções, mas que influencia os modos como ela irá responder às mudanças que acontecem 
no ambiente em que se encontra. [...]
Comitê científico do Núcleo Ciência pela Infância. O impacto do desenvolvimento na primeira infância sobre a aprendizagem – 
Estudo I. 2014. p. 6. Disponível em: .Acesso em: 19 set. 2020.
Os ambientes também devem ser estruturados para assegurar o direito das crianças à educação e ao 
cuidado, estimulando a criatividade e, a exploração do mundo no qual estão inseridas, e proporcionando 
possibilidades para a apropriação e transformação da cultura nas diferentes linguagens e maneiras de inte-
rações com o meio. A organização e o planejamento são de suma importância para que todos esses pontos 
sejam avaliados e atendidos. Essa mesma estrutura física pode tanto promover a ampliação quanto a 
restrição das possibilidades de desenvolvimento das crianças. 
Na Creche, as características físicas dos espaços devem ser organizadas com base em princípios lúdicos, 
onde seja possível potencializar as vivências e interações entre as crianças e os adultos.
Os bebês precisam da presença constante do adulto, dos espaços físicos estruturados e de uma rotina 
planejada para se sentirem seguros e protegidos, além de um profissional que observe suas reações e seu 
desenvolvimento. 
Conforme a divisão por faixa etária, é importante para cada turma ter a própria sala de atividades, sempre 
respeitando a quantidade máxima recomendada de crianças por adulto. Deve ser um espaço onde elas se 
sintam estimuladas a explorar o ambiente e a se socializar sem perder sua privacidade.
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Organizar, ao alcance das mãos, todos 
os pertences de uso individual, como 
roupas, lenço umedecido, fraldas e 
pomadas para assaduras.
Precisa haver colchonetes 
ou berços higienizados 
periodicamente.
É importante 
sempre lavar as 
mãos das crianças 
após as trocas.
Os lençóis, assim como 
qualquer outro objeto utilizado 
para esse momento, devem ser 
de uso individual e estar limpos.
Depois de cada troca é 
essencial higienizar o 
trocador com álcool.
Fazer a higiene pessoal do 
bebê antes que ele durma.
É importante que o 
educador higienize as 
mãos com água e sabão 
antes e depois das trocas.
Deve ser um ambiente com 
baixa iluminação e silencioso, 
que promova aconchego, 
porém que permita aos bebês 
perceberem que ainda é dia.
É preciso ter chuveiro ou 
outro espaço para banhos.
Retirar babadores, excesso 
de casacos, calçados e 
roupas apertadas.
Logo após as refeições, o educador 
deve fazer a higiene bucal nos bebês 
utilizando gaze e água ou escova 
apropriada à faixa etária.
O educador deve observar constantemente 
os bebês, garantindo a segurança deles.
O fraldário deve priorizar a 
segurança dos bebês.
A sala de relaxamento é importante 
para a rotina dos bebês.
Fraldário
Sala de relaxamento
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A higiene das crianças que frequentam a Educação Infantil é uma das responsabilidades do educador. 
Além de contribuir para a saúde e o bem-estar, os momentos de higiene favorecem o relacionamento afeti-
vo entre as crianças e os adultos. É importante que estes momentos sejam anunciados aos bebês dizendo, 
por exemplo, que será a hora de trocá-lo, de lavar as mãos, entre outros cuidados. Durante as trocas e os 
banhos, o educador pode conversar e interagir com o bebê por meio do toque e de brincadeiras. O fraldário 
deve ser estruturado de forma que facilite as trocas de fraldas e de roupas e o banho. Além disso, esse 
espaço deve garantir sempre a segurança dos bebês.
O sono é uma necessidade fisiológica para promover a aprendizagem e a regulação das emoções e do 
crescimento. O tempo de sono varia conforme a idade das crianças. Os bebês dormem várias vezes durante 
o dia e pode acontecer de mais de um bebê não dormir nos horários estipulados pela escola. Por isso, é 
essencial considerar as características de cada criança, bem como suas mudanças conforme crescem. O 
importante é garantir que cada bebê descanse de acordo com sua necessidade. 
Ainda quanto ao sono, deve-se considerar a higiene, no sentido de que a criança deve estar preparada 
para esse momento, estipulando um horário adequado e regular – após o almoço, por exemplo –, o que, 
eventualmente, pode não acontecer. Esse horário do sono diurno dura em média duas horas. Portanto, 
recomenda-se fazer a criança perceber uma rotina envolvendo a hora de dormir e o momento de despertar, 
estando ela bem-nutrida, vestindo roupas confortáveis e com higiene corporal adequada.
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Pode haver brinquedos e 
podem ser desenvolvidas 
atividades que 
aprimoram a coordenação 
motora ampla.
Pode haver horta e outros 
locais que permitam 
atividades e brincadeiras 
de contato com a natureza.
Os bebês podem fazer 
percursos apropriados 
para desenvolver a 
mobilidade e interagir 
com diversos cenários.
Os ambientes externos auxiliam no 
desenvolvimento da autonomia 
dos bebês.
Ambientes externos
Bebês em início de introdução alimentar 
podem fazer as refeições na sala de aula.
Refeitório
Nos momentos de refeição, as crianças 
serão estimuladas a alimentar-se 
sozinhas, sob supervisão, 
manipulando os talheres.
Deve ser seguro e 
limpo.
Os bebês em início de 
introdução alimentar 
podem ser alimentados 
no colo do educador.
Pode ser coletivo, com 
mobiliário adequado ao 
tamanho da criança e que 
atenda às normas de segurança.
Devem ser oferecidos 
alimentos saudáveis e 
diversificados, com cardápio 
elaborado por nutricionista.
Os alimentos são 
ofertados em pratos, 
copos e talheres 
individuais.
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Os ambientes externos podem ser elaborados conforme a estrutura física da Creche, de modo que 
promovam a boa experiência, uma vez que qualquer espaço onde as crianças realizam as atividades não 
pode ser considerado neutro. Fatores como organização funcional e estética devem ser avaliados, pois eles 
interferem na qualidade das ações desenvolvidas pelas crianças. Além disso, elementos que as instigam a 
manipular, produzir, interagir, imaginar e explorar devem ser considerados. Ou seja, são muitas as possibi-
lidades de garantir que as crianças tenham os momentos de alegria, descobertas, partilha e aprendizado.
Os momentos de refeição oferecem ótimas oportunidades de aprendizagem, formação cultural e social e 
promoção da saúde. Portanto, é importante que o educador os planeje de forma que as crianças sintam 
prazer durante as refeições, ao interagir com seus pares, manusear os talheres e ao cuidar da higiene 
pessoal.
Oferecer alimentos saudáveis, diversificados e naturais, incentivando o consumo deles, é fundamental 
para desenvolver bons hábitos alimentares nos bebês de até 1 ano. Além disso, as refeições devem ser 
ofertadas conforme as crianças demonstrarem fome, e a quantidade de alimentos a ser oferecida é deter-
minada pela criança, pois ela tem autocontrole da ingestão.
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Nessa faixa etária as crianças estão descobrindo o mundo, e, para que isso ocorra da melhor maneira 
possível, é necessário lhes garantir tempo livre e engajá-las no processo de investigação, o que deve ser 
contínuo. A criança vivencia esse processo de forma ativa, dando continuidade às suas experiências. 
Portanto, se ela for apresentada a uma quantidade excessiva de estímulos, sem ter tempo livre suficiente 
para assimilá-los, ela reagirá de forma passiva e sofrerá estresse. 
Tanto a curiosidade quanto o interesse da criança conferem mais sentido às suas experimentações e 
aprendizagens. A observação e a experimentação devem ser consideradas primordiais a fim de que aten-
dam às necessidades dos envolvidos sem traumas. Assim, ao professor

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