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Aula-resumo de AFO: traz análise estatística (2020–2023) das bancas Cebraspe, FCC e FGV e resumo detalhado sobre Despesa Pública — classificações, natureza, modalidade de aplicação, elementos, competência, afetação patrimonial, esferas orçamentárias e estrutura programática.

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Aula 18
Resumos para Concursos
Autor:
18 de Dezembro de 2023
15605959735 - JOHANNE CARLOS BAPTISTA FERNANDES ROSA
BIZU ESTRATÉGICO REGULAR DE AFO 
 
ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos pelas bancas Cebraspe, FCC e 
FGV, no âmbito da disciplina de AFO, tomando como base os concursos realizados nos anos de 
2020 a 2023: 
 
Com essa análise, podemos verificar quais são os temas mais exigidos pelas principais bancas 
examinadoras e, por meio disso, focaremos nos principais pontos da disciplina em nossa revisão! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AFO 
Assunto 
 
% 
Despesa Pública 17,24% 
Instrumentos Orçamentários 14,09% 
Receita Pública 9,90% 
Estágios da Receita e da Despesa 8,99% 
Princípios Orçamentários 8,40% 
Planejamento e Orçamento na LRF 7,65% 
Despesa Pública na LRF 6,75% 
Créditos Adicionais 6,30% 
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Despesa Pública 
1. Classificações da Despesa Pública 
i. Forma de ingresso: 
➢ Orçamentárias: devem estar previstas na LOA. 
➢ Extraorçamentárias: não são consignadas na LOA ou nos créditos adicionais. 
Exemplos: devolução de recursos transitórios obtidos por meio de receitas 
extraorçamentárias - restituição de caução, resgate de operação de crédito por ARO, 
pagamento de restos a pagar. 
ii. Por natureza da despesa: 
 
 
Na LOA, a discriminação da despesa, quanto à natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria 
econômica, grupo de natureza da despesa e modalidade de aplicação. 
Importante distinguir as despesas por categoria econômica: 
 3. Despesas Orçamentárias Correntes. 
 4. Despesas Orçamentárias de Capital. 
 Também é importante distinguir despesas segundo seu grupo de natureza: 
GRUPO DE NATUREZA DE DESPESA 
DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL 
1. Pessoal e Encargos Sociais 4. Investimentos 
2. Juros e Encargos da Dívida 5. Inversões Financeiras 
3. Outras Despesas Correntes 6. Amortização da Dívida 
Classificagao por Natureza da Despesa
5® e 6*1« 2« 3« e 4® 7« e 8«
P ModahdadedeNatureza de . .._ AplicacaoDespesa
Desdobramento
Facultativo do
Elemento
T
Elemento de
Despesa
Categoria
Economica
C-G-NI-E-D
Na LOA, a discrimina^ao da despesa, quanto a sua natureza,far-se-a,no minimo,
por categoria economica,grupo de natureza de despesa e modalidade de aplica^io.
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Pagamento do principal de empréstimos contraídos: despesa de capital - amortização 
da dívida. 
• Pagamento de juros: despesa corrente - juros e encargos da dívida. 
• Amortização da dívida - ente público é devedor - despesa de capital. 
• Amortização de empréstimo - ente público é credor - receita de capital. 
Modalidade de aplicação: indica se os recursos serão aplicados mediante transferência 
financeira, decorrente de descentralização orçamentária, ou, diretamente, pelo detentor do 
crédito orçamentário. 
Elemento da despesa: apresenta os objetos do gasto, como vencimentos, subvenções, obras 
e outras. 
iii. Competência institucional: 
Classifica as despesas de acordo com o ente político competente à sua instituição ou realização, 
quais sejam: Governo Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal. 
iv. Afetação Patrimonial: 
➢ Despesa orçamentária efetiva: reduz a situação líquida da entidade, como despesas 
correntes, exceto aquisição de material para estoque. 
➢ Despesa Orçamentária não efetiva ou por mutação patrimonial: não reduz a situação 
patrimonial. Ex.: despesas de capital, exceto transferências de capital. 
v. Regularidade ou periodicidade: 
➢ Ordinárias: despesas perenes e com características de continuidade. 
➢ Extraordinárias: são despesas de caráter não continuado, como decorrentes de calamidade 
pública e guerra. 
vi. Esfera Orçamentária - Identifica qual orçamento será alocada a despesa. 
 
 
 
 
ATENTO!
CLASSIFICA^AO POR ESFERA
10 OR^AMENTO FISCAL
20 OR^AMEI ITO DA SEGURIDADE SOCIAL
OR^AMENTO DE INVESTIMENTOS30
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vii. Institucional: 
➢ Reflete a estrutura organizacional de alocação dos créditos orçamentários e está 
estruturada em dois níveis hierárquicos, órgão orçamentário e unidade orçamentária. 
➢ Identifica o responsável pela programação da despesa pública. 
 
 
viii. Funcional: 
➢ Busca responder à indagação "em que áreas de despesa a ação governamental será 
realizada?". 
➢ Função é o maior nível de agregação das diversas áreas. 
➢ Pode ocorrer a combinação de funções com subfunções variadas (matricialidade). Exceção: 
função encargos especiais. 
 
 
ix. Estrutura Programática 
➢ Visa identificar qual o programa de trabalho a despesa está atendendo, bem como o 
resultado do trabalho para a sociedade. 
➢ Objetivo - O que se pretende alcançar com a política pública. 
➢ Programa - conjunto de políticas públicas financiadas por ações orçamentárias e não 
orçamentárias. 
➢ A classificação programática é composta por programas, ações e subtítulos. 
➢ Tipos de Ações: 
o Atividades - Operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta 
um produto ou serviço. 
o Projetos - Conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que 
concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo. 
o Operações Especiais - Despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou 
aperfeiçoamento das ações de Governo, das quais não resulta um produto, e não gera 
contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. Constam apenas na LOA, não 
integrando o PPA. 
 
2 i 2i
Orgao Oifarnentdrio Uridade Orfameritdria
2 E 2
Fun^ao Subfun^ao
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➢ Tipos de Padronizações das Ações Orçamentárias 
o Setorial - Ação Orçamentária que, em virtude da organização do Ministério, para facilitar 
sua execução, é implementada por mais de uma unidade orçamentária (UO) do mesmo 
órgão. 
o Multissetorial - Ações orçamentárias que são executadas por mais de um órgão ou por UOs 
de órgãos diferentes. 
o Da União - Operações que perpassam diversos órgãos e/ou UOs sem contemplar as 
especificidades do setor ao qual estão vinculadas. 
➢ Subtítulo 
o Representa o menor nível de categoria de programação. 
o Utilizado para especificar a localização física da ação. 
o É vedada na especificação do subtítulo referência a mais de uma localidade, área geográfica 
ou beneficiário. 
x. Programação 
➢ Qualitativa: Classificação por Esfera, Classificação Institucional, Classificação Funcional, 
Estrutura Programática e principais informações do Programa e Ação. 
➢ Quantitativa: Compreende a programação: 
 
▪ Física - define quanto se pretende desenvolver do produto por meio da meta física. 
▪ Financeira - define o que adquirir e com quais recursos, por meio da natureza da despesa, 
identificador de uso, fonte de recursos, identificador de operações de crédito, identificador 
de resultado primário, dotação e justificativa. 
 
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xi. Identificador de Uso - IDUSO 
➢ Contempla a informação relativa à aplicação dos recursos e indica se os recursos compõem 
contrapartida nacional decorrente de empréstimos internacionais, ou referem-se a doações, 
ou destinam-se a outras aplicações constando da lei orçamentária e de seus créditos 
adicionais. 
xii. Identificador de Operação de Crédito - IDOC 
➢ Identifica as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais 
alocadas nas ações orçamentárias, com ou sem contrapartida de recursos da União. 
xiii. Identificador de Resultado Primário 
➢ Possui caráter indicativo. 
➢ A finalidade é auxiliar a apuraçãodo chamado resultado primário. 
2. Classificações da Despesa na Lei 4.320/1964 
Há algumas diferenças no que se refere a classificação da despesa por natureza, segundo a Lei nº 
4.320/64: 
GRUPO DE NATUREZA DE DESPESA 
DESPESAS CORRENTES DESPESAS DE CAPITAL 
1. Despesas de Custeio 3. Investimentos 
2. Transferências Correntes 4. Inversões Financeiras 
 
5. Transferências de Capital 
 
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despesas de exercfcios anteriores.
Valor real (io CMI c*no fim do
•netciilo
serinecessirlocomputa la comoRP do exercklona receitaextraortamentirlado balance
fInanceiro,para compensar sua Inclusdo na despesa ortamentirtada LOA daquele ano
Na (omraparttda, (
tambem no
B*tan(o f tnancetro
os RP,quando forem pagos. serao dassificadoscomo despesa* extraorcamentirias
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4. Despesas de Exercícios Anteriores 
 
 
 
 
Despesas die Exercicios Anteriores
Sao as despesas relatlvas a exercicios encerrados, para as quais o or^amento
respective consignava credito proprio, com saldo suficiente para atende-las, que
nao se tenham processado na epoca propria, berm como os Restos a Pagar com
prescrigao interrompida e os compromissos reconhecidos apos o encerramento
do exercicio conrespondente. Poderao ser pagos a conta de dotaf-ao especifica
consiignada no orgamento, discrimmada por elementos,obedecida,sempre que
possfvelj, a ordem cronologica (art. 37 da Lei 4.320/1964).
na classifica^ao por natureza da despesa, ha um
elemento de despesa especifico denominado DEA
a despesa deve ser empenhada
novamente, comprometendo,
desse modo, o or^amento vigonte
a epoca do efetivo pagamento
Despesas de
Exercicios
Anteriores
sao orcamentarias: ha
necessidade de nova
autoriza(io or^amentaria
o reconhecimento da obriga^ao de pagamento de DEA
cabe a autoridade competente para empenhar a despesa
Despesas de
Exercicios
Anteriores
Restos a Pagar
despesas sequer foram empentadasOM, se foram,
trveram seus empenhos anulados ou canceladosDespesas empenhadase nJo pagas
amento e despesa extraor^amentaria o pagamento e despesaorcament^ri:* r
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5. Suprimento de Fundos (Adiantamento) 
 
 
 
e aplicavel aos casos de despesas
expressamente dafinidas am lai a consist ®
na entrega de numerario a servidor, sempre
precedida de empenho na dotafio propria.
Conceito e
casos de
aplica^ao
SUPRIMENTO
DEFUNDOS
i
1f para o fim de realizar despesas quepela excepcionalidade,a criterio do ordenador de despesa e
sob sua inteira responsabilidade,nao possam subordinar-se ao processo normal de aplica(io,
nos seguintescasos:
Para atender
despesas eventuaisl
assim entendidas aquelas cujo valor,
em cada caso, nao uttrapassar limite
estabclecido am portaria do MF
LM compradc R$200,00em
produtos de dedetiza^ao
inclusive em viagem e com
servi^os especiais , que exijam
pronto pagamento
x: despesa eventual
com cjrtofio
conforme se classificar
em regulamento
f x despesacom oper*(Jk>
da Polkla federalSERGIO»
"TH
A concessao desuprimento de fundos devera respeltar os estagios da
exetu^aoda despesa publics:
Empenho, Mquidapaa e pagamento.
Estagios da despesa e
situa^ao do SF como despesa
E vedada a realiza^ao de despesa
sem previo empenho.
t despesa orcamentaria. O pagamento ao
suprido so sera realizado apos os estagios
doempenhoe liquida^ao.A concessao de suprimento de
fundos devera respeitar os estagios
da execu^ao da despesa publica:
empenho,liquida^aoe pagamento.
Suprido
Entretanto, nao representa uma
despesa pelo enfoque patrimonial,
pois, no momento da concessao, nao
ocorre redu^aono patrimdnio liquido.
oo
Empenho
liquidatao
Pagamento
1 u>
Na liquida^ao da despesa orcamentaria. ao
mesmo tempo em que ocorre o regbtro de urn
passive, hi tambem a incorporacao de um ativo,
que representa o direito de receber um bem ou
servi^o, objeto do gasto a ser efetuado pelo
suprido, ou a devofu^ao do numerario adiantado.
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➔ Não se concederá suprimento de fundos: 
 
- A responsável por dois suprimentos, ou seja, é permitida a concessão de até dois 
suprimentos com prazo de aplicação não vencido. 
- A servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a utilização do material a adquirir, salvo 
quando não houver na repartição outro servidor. 
- A responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha prestado 
contas de sua aplicação. 
- A servidor declarado em alcance. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Restitutes
as restitutes,por falta de aplica^ao, parcial ou total,ou aplicagao indevida
s«ctcoa«aMJp6io -~
receita or^amentaria —
tl-irT*nrrttoaoanula^ao do despesa
Supndo
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Instrumentos Orçamentários 
6. Leis Orçamentárias 
i. Leis Orçamentárias: leis ordinárias, propostas pelos Poder Executivo e aprovadas pelo 
Legislativo. 
➢ Plano Plurianual (PPA). 
➢ Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 
➢ Lei Orçamentária Anual (LOA). 
 
 Vigência Encaminhamento ao Poder Legislativo Retorno ao Poder Executivo para sanção 
PPA 4 anos 
Até 4 meses antes do término do 1° 
exercício (31 de agosto) 
Até o encerramento do segundo 
período da sessão legislativa do 
exercício em que foi encaminhado (22 
de dezembro) 
LDO Anual* 
Até 8 meses e meio antes do 
encerramento do exercício financeiro 
(15 de abril) 
Até o encerramento do primeiro 
período da sessão legislativa (17 de 
julho) 
LOA Anual 
Até 4 meses antes do término do 
exercício financeiro (31 de agosto) 
Até o encerramento do segundo 
período da sessão legislativa do 
exercício de sua elaboração (22 de 
dezembro) 
 
ii. União, Estados, DF e Município têm seus próprios PPAs, LDOs e LOAs. 
iii. União, Estados e DF legislam concorrentemente sobre direito financeiro e o orçamento. 
7. Plano Plurianual 
i. A lei que institui o Plano Plurianual (PPA) estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, 
objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital e outras delas 
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. 
ii. Vigência: 4 anos. Inicia-se no segundo exercício financeiro do mandato do chefe do 
Executivo e finaliza-se no primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. 
iii. Instrumento de médio prazo. 
iv. Integram o PPA 2020-2023: 
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▪ Programas Finalísticos - ações orçamentárias e não orçamentárias, suficientes para 
enfrentar problema da sociedade, conforme objetivo e meta. 
▪ Programas de Gestão - ações orçamentárias e não orçamentárias relacionadas à gestão 
da atuação governamental ou à manutenção da capacidade produtiva das empresas 
estatais. 
▪ Investimentos Plurianuais Prioritários - Impactam o programa finalístico em mais de 1 
exercício financeiro. 
▪ Investimentos Plurianuais das Empresas Estatais Não Dependentes - abrangem 
empresas controladas pela União, cujas programações não constem do Orçamento 
Fiscal ou da Seguridade Social. 
8. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 
i. Funções da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): 
➢ Prever as metas e prioridades da administração pública; 
➢ Orientar a elaboração da LOA; 
➢ Dispor sobre alterações na legislação tributária (a LDO considera tais alterações, mas 
não pode criar, aumentar, suprimir ou autorizar tributos); 
➢ Estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomentos; e 
➢ Inclui as despesas de capital para o exercício seguinte. 
ii. Características: 
➢ Alterações na LDO devem ser compatíveis com o PPA. 
➢ *Anual, porém sua vigência extrapola o exercício financeiro, pois é aprovada no primeiro 
período legislativo e assim orienta a elaboração da LOA no segundo período, bem como 
é executada ao longo do exercício financeiro subsequente. 
➢ A sessão legislativa não poderá ser interrompida sem aprovação da LDO. 
➢ Integrará a LDO no exercício a que se refere e nos 2 subsequentes (apenas para o 
Orçamento Fiscal e o de Seguridade Social da União): 
▪ Anexo com previsão de agregados fiscais; e 
▪ Proporção dos recursos para investimentos que serão alocados na LOA. 
9. Lei Orçamentária Anual 
i. A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o orçamento propriamente dito. Cabe a ela prever as 
receitas e fixar as despesas. 
ii. Em caráter de exceção ao princípio da exclusividade, trará: 
➢ Autorizações para abertura de créditos adicionais suplementares; e 
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➢ Operações de crédito, inclusive por antecipação de receita - ARO. 
iii. São orçamentos que compõem a LOA: 
➢ Orçamento Fiscal (OF); 
➢ Orçamento de Investimento (OI) das Estatais (estatais não dependentes, as demais 
entram nos 2 outros orçamentos); e 
➢ Orçamento da Seguridade Social (OSS) - abrange saúde, previdência e assistência 
social. 
iv. O orçamento fiscal e o de investimento das estatais, compatibilizados com o PPA, terão, 
dentre suas funções, a de reduzir as desigualdades inter-regionais, segundo o critério 
populacional. 
v. Vigência: anual. 
vi. Emendas à LOA: 
➢ Compatíveis com o PPA e com a LDO. 
➢ Os recursos para custeá-las devem ser provenientes da anulação de despesa, desde 
que não incidam sobre dotação para pessoal e seus encargos, serviço da dívida e 
transferências tributárias constitucionais; ou relacionadas a correções de erros ou 
omissões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Receita Pública 
10. Conceito 
➢ Sentido amplo: Receita Pública = Receitas Orçamentárias + Receitas 
Extraorçamentárias. 
➢ Sentido Estrito: Receita Pública = Receitas Orçamentárias. 
11. Classificações 
i. Forma de ingresso: 
➢ Receitas orçamentárias: financiam gastos públicos, transitam pelo patrimônio público. 
Não necessariamente estão previstas no orçamento. Exemplo: doações em dinheiro. 
➢ Receitas extraorçamentárias: não transitam pelo patrimônio público, são passivos 
exigíveis, ou seja, pertencem a terceiros, não ao ente público (depósito caução, 
operações de crédito por antecipação de receita extraorçamentária, emissão de 
moeda, inscrição de restos a pagar). 
ii. Coercitividade ou procedência: 
➢ Originárias: provem do patrimônio do Estado - venda de produtos ou serviços, cessão 
remunerada de bens e valores. 
➢ Derivadas: obtidas mediante autoridade coercitiva do Estado - tributos e multas. 
iii. Por natureza da receita: reflete o fator gerador que ocasionou o ingresso de recursos aos 
cofres públicos. 
 
 
 
Categorias da Receita: 
1. Receitas correntes 
2. Receitas de capital 
3. Receitas correntes intraorçamentárias 
4. Receitas de capital intraorçamentárias 
 
2« 8«1« 39 49 ao 7«
Desdobramentos para
identificacSo de
peculiaridades da receitaCategoria _
Especie TipoOrigemEconomica
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==3ffcf8==
ORIGENS DAS RECEITAS 
RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL 
1. Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria 1. Operações de Crédito 
2. Contribuições 2. Alienação de Bens 
3. Receita Patrimonial 3. Amortização de Empréstimos 
4. Receita Agropecuária 4. Transferências de capital 
5. Receita Industrial --- 
6. Receita de Serviços --- 
7. Transferências Correntes --- 
9. Outras Receitas Correntes 9. Outras Receitas de Capital 
 
➢ Recebimento do principal de empréstimos concedidos: receita de capital - 
amortização de empréstimo. Não confunda com Amortização da dívida - ente público 
é devedor - despesa de capital. 
➢ Juros recebidos: receita corrente - receita patrimonial (se decorrente de aplicações) 
ou receita de serviços (se provenientes de empréstimos concedidos). 
iv. Fonte de Recursos: classificação tanto da receita como da despesa. Indica como são 
financiadas as despesas orçamentárias. 
➢ Receita: indica a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas 
orçamentárias. 
➢ Despesa: apresenta a origem dos recursos utilizados. 
 
v. Afetação Patrimonial: 
➢ Efetivas: aumento do PL, sem correspondência no passivo. São as receitas correntes, 
exceto recebimento de dívida ativa e alienação de bens apreendidos. 
ATENTO!
1 ° DIGITO: GRUPO DE FONTES DE RECURSOS
1 - Recursos do Tesouro - Exercfcio Corrente
2 - Recursos de Outras Fontes - Exercicio Corrente
3 - Recursos do Tesouro - Exercfcios Anteriores
6 - Recursos de Outras Fontes - Exercicios Anteriores
9 - Recursos Condicionados
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➢ Não efetivas ou mutação patrimonial: nada acrescentam ao PL, pois representam 
entradas ou alterações compensatórias. São as receitas de capital, exceto as 
transferências de capital. 
vi. Regularidade ou Periodicidade: 
➢ Ordinárias: ingressos permanentes e estáveis. Exemplo: Tributos. 
➢ Extraordinárias: nem sempre integram o orçamento, são inconstantes, eventuais. 
Exemplos: doações e indenizações em favor do Estado. 
vii. Poder de Tributar: 
Classifica a receita conforme o ente competente para tributar: Governo Federal, Estadual, 
Distrito Federal e Municipal. 
viii. Indicador de Resultado Primário 
Identifica as receitas do Governo Federal em: 
➢ Resultado Primário: Incluídas no cálculo do resultado primário. Regra: Receitas 
Correntes. Exceções: Receita de Aplicação Financeira e Receita de Juros. 
➢ Resultado Financeiro: Não são incluídas no cálculo do Resultado Primário, nem 
alteram o endividamento líquido do governo. Regra: Receitas de Capital: Exceções: 
Transferências de Capital, Empréstimos Compulsórios e Alienação de bens móveis e 
imóveis. 
ix. Esfera Orçamentária 
Visa identificar se a receita pertence ao Orçamento Fiscal, da Seguridade Social ou de 
Investimento das Empresas Estatais. 
 
➔ No último concurso do TCU, a FGV elaborou a seguinte questão: 
 
A Superintendência do Patrimônio da União no Estado Alfa teve que indicar a classificação de 
suas receitas referentes a foro e taxa de ocupação quanto a terrenos de marinha localizados 
no referido Estado, bem como a classificação da despesa para aquisição de imóvel tido como 
necessário para a execução de obra pública. 
Levando-se em consideração a classificação por natureza de cada uma dessas receitas e 
despesa públicas descritas no enunciado, à luz da Lei nº 4.320/1964, é correto afirmar que tais 
receitas: 
 
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a) de foro e de taxa de ocupação são classificadas como receitas tributárias, e a despesa com 
a aquisição imobiliária necessária à execução de obra pública, como inversão financeira; 
b) de foro são classificadas como receitas patrimoniais, as de taxa de ocupação como receitas 
tributárias, e a despesa com a aquisição imobiliária necessária à execução de obra 
pública, como inversão financeira; 
c) de foro são classificadas como receitas patrimoniais, as de taxa de ocupação como receitas 
tributárias, e a despesa com a aquisição imobiliária necessária à execução de obra 
pública, como investimento; 
d) de foro e de taxa de ocupação são classificadas como receitas patrimoniais, e a despesa 
com a aquisição imobiliária necessária à execução de obra pública, como 
inversão financeira; 
e) de foro e de taxa de ocupação são classificadas como receitas patrimoniais, e a despesa 
com a aquisição imobiliária necessária à execução de obra pública, como investimento. 
 
➔ Solução: A questão exige conhecimentos sobre a classificação das receitas referentes a foro 
e taxa de ocupação quanto a terrenos de marinha localizados no referido Estado, segundo 
a Lei n. 4.320/64. Porém essa Lei não detalha em seu anexo 3 onde se classificam o foro e 
as taxas de ocupação. Em toda a Lei apenas informa que não são tributárias, conforme o 
Art. 39, § 2º da referida lei: 
 
Art. 39, § 2º Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, 
proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas, e Dívida 
Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes 
de empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer 
origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou taxas de ocupação, 
custas processuais. 
 
Há outras fontes como o MTO (Manual Técnico do Orçamento) e site do Governo 
Federal que classificam foro e taxas de ocupação como Receitas Patrimoniais. Mesmo que 
a questão não seja respondida de acordo com a Lei 4.320/64, não há outra resposta correta, 
o que tende a não anulação da questão pela banca, pois isso já aconteceu com outras 
questões. 
 
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A despesa com a aquisição imobiliária necessária à execução de obra pública é classificada 
como Investimento, segundo a Lei n. 4.320/64: 
 
 
Art. 12, § 4º Classificam-se como investimentos as dotações para o planejamento e 
a execução de obras, inclusive as destinadas à aquisição de imóveis considerados 
necessários à realização destas últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, 
aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou aumento 
do capital de emprêsas que não sejam de caráter comercial ou financeiro. 
 
As alternativas A, B e C informam que foro e/ou de taxa de ocupação são receitas 
tributárias, mas conforme visto não são, então estão incorretas. A alternativa D também 
está incorreta porque diz que a despesa com a aquisição imobiliária necessária à execução 
de obra pública é inversão financeira, porém, como o imóvel foi adquirido e não estava em 
utilização, então é classificada como investimento. 
 
Portanto, correta a alternativa E, em que foro e de taxa de ocupação são classificadas como 
receitas patrimoniais, e a despesa com a aquisição imobiliária necessária à execução de 
obra pública, como investimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Estágios da Receita Pública e da Despesa Pública 
12. Estágios da Receita e da Despesa 
i. Etapas da receita orçamentária (Mnemônico - "PLAR"): 
➢ Planejamento: previsão 
➢ Execução: 
• Lançamento: verifica-se quem é o devedor, qual valor, qual fato gerador. Receita 
realizada sob o enfoque patrimonial. Tipos: 
o Declaração - efetuado com a colaboração do próprio contribuinte. Ex: Imposto 
de Importação. 
o Homologação - Efetuado pelo próprio contribuinte e posteriormente 
homologado pelo Administração Pública. Exemplos: IR, ISS, IE, IPI, etc.o Ofício - Efetuado unilateralmente pela Administração, sem a intervenção do 
contribuinte. Exemplos: IPVA e IPTU. 
• Arrecadação: contribuinte paga a um agente recebedor. Receita realizada sob o 
enfoque orçamentário. 
• Recolhimento: agente que recebeu o pagamento transfere aos cofres públicos, 
observado o princípio da Unidade de Caixa/Tesouraria. Apenas nesse estágio 
ocorre a efetiva entrada de recursos financeiros arrecadados nos cofres públicos. 
➢ Controle e avaliação: fiscalização realizada pelos órgãos de controle e pela sociedade, 
avaliação do desempenho da arrecadação - combate à sonegação, ações de recuperação 
de crédito e medidas para incremento da receita. 
ii. Etapas da despesa orçamentária (Mnemônico "FELP"): 
➢ Planejamento: fixação, descentralização de créditos, programação orçamentária e 
financeira, e processo de licitação e contratação. 
➢ Execução: 
• Empenho: autoridade competente cria para o Estado a obrigação de pagamento, 
dentro do limite de crédito concedido, pendente ou não de implemento de 
condição. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho, salvo no caso de 
urgência em que se admite o empenho contemporâneo à realização da despesa. 
 
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• Liquidação: conferir se determinado empenho foi entregue, verifica se o direito foi 
adquirido pelo credor. Reconhece a origem e o objeto do que se deve pagar, a 
importância e a quem será pago. 
• Pagamento: se o combinado foi entregue (liquidado), haverá o pagamento. 
➢ Controle e avaliação: fiscalização realizada pelos órgãos de controle e pela sociedade; 
avaliação da ação, gestão e aplicação dos recursos públicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O empenho ordinario e utilizado quando a compra for a vista
ou seja, em parcela unica e valor conhecido.
Ordinario O EX.: AquisigSo de bens
Empenho com valor estimado para a despesa, ou seja,
nao e possi'vel saber, de antemao, qual o valor exato a ser pago.
Ex.: Energia eletrica, combustivel, telefonia
Tipos de Empenhos Estimativo O Empenho > Despesa - Anulagao parcial
Empenho «Uo}
Anexode
Metas Fiscais
Anexo de
Riscos Fiscais
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18. Prazos de envio e aprovação 
 
✓ Envio pelo chefe do Poder Executivo e aprovação pelo poder Legislativo. 
Do Planejamento: execução orçamentária e cumprimento de metas 
✓ Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente 
para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que 
ocorrer o ingresso. 
Limitação de Empenho e Movimentação Financeira 
 
✓ Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e 
legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, as relativas 
à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico custeadas por fundo criado para 
tal finalidade e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. No caso de 
restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos 
empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas. 
APROVACAOINSTRUMENTO ENVIO
31/08 (quatro meses antes do fim
do exercfcio financeiro)
22/12 (fim da sessao
legislativa ordinaria)
PPA
17/07 (fim do 1̂ periodo da
sessao legislativa ordinaria)
15/04 (oito meses e meio antes do
fim do exerddo financeiro)
LDO
31/08 (quatro meses antes do fim
do exerdcio financeiro)
22/12 (fim da sessao
legislativa ordinaria)
LOA
Art. 9? Se verificado, ao final de um bimestre, que a realiza^ao da
receita podera nao comportar o cumprimento das metas de resultado
primario ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais,c 3os Poderes e o Ministerio Publico promoverao,por ato proprio
e nos montantes necessarios, nos trinta dias subsequentes,
limitacao de empenho e movimentacaofinanceira
segundo os criterios fixados pela lei de diretrizes or^amentarias.
Excecao: enquanto perdurar o excesso de divida , o ente que nele houver incorrido
obtera resultado primario necessario a recondu^ao da divida ao limitef promovendo,
entreoutras medidas, limitacao de empenho, na forma do art. (art. 31, § 1», II).
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Da Despesa Pública na LRF 
19. Geração de despesa 
✓ A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da 
despesa será acompanhado de: 
 
20. Despesa obrigatória de caráter continuado 
✓ Considera-se obrigatória de caráter continuado: a despesa corrente derivada de lei, medida 
provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua 
execução por um período superior a dois exercícios. Por exemplo, o aumento da 
remuneração de servidores públicos. 
21. Despesa Orçamentárias correntes x Capital 
➢ Despesas Orçamentárias Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas 
que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. 
Exemplos: pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida, aquisição de material 
de consumo, pagamento de diárias, etc. 
➢ Despesas Orçamentárias de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas 
que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. 
Exemplos: investimentos, como a construção de aeroportos; inversões financeiras, como 
a aquisição de um prédio já em utilização; amortização da dívida, etc. 
22. Restos da pagar 
✓ Restos a pagar não processado a liquidar: houve o empenho dentro do exercício financeiro 
e o credor só entregará o produto no exercício seguinte (se for um bem, por exemplo). 
✓ Restos a pagar não processado em liquidação: o empenho foi emitido, o fornecedor 
entregou os bens ou prestou o serviço, porém esse está em fase de verificação, sem que se 
tenha procedido o estágio da liquidação. 
I — estimativa, com as premissas e metodologia de calculo utilizadas, do impacto or^amentario-
financeiro no exercfcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;
II- declara^ao do ordenador da despesa de que o aumento tem adequagao or^amentaria e financeira
com a lei or^amentaria anual e compatibilidade com o piano plurianual e com a lei de diretrizes
or^amentarias.
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23. Cenários com RAP não processados 
✓ RAP não processado > despesa: O excedente deverá ser empenhado na rubrica de despesa 
de exercício anterior. 
✓ RAP não processadoAula 18
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27. Limite de Alerta 
✓ O limite de alerta é emitido pelo respectivo Tribunal de Contas quando o limite total 
ultrapassar 90% do total. 
✓ O Limite de prudência ocorre quando o limite ultrapassar 95% do total, sendo que, a partir 
desse percentual, são impostas algumas vedações, exibidas abaixo. 
o Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite (limite prudencial), são 
vedados ao Poder ou órgão que houver incorrido no excesso: 
⇒ Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a 
qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou 
contratual, ressalvada a revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção 
de índices. 
⇒ Criação de cargo, emprego ou função. 
⇒ Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa. 
⇒ Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer 
título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de 
servidores das áreas de educação, saúde e segurança. 
⇒ Contratação de hora extra, salvo no caso das situações previstas na lei de diretrizes 
orçamentárias e no caso de convocação extraordinária do Congresso Nacional 
Art.2L E nulo de pleno direito:
(...)
Q ato da qua results aumarito da despesa com pes&oal nos ISO dias antariuras ao final do
rrnandatn do titular da Podor ou organ;
lll I- o ato do quo results aumento da dospeso com possoal quo prevejo parteiles a serom
implementadas em periodos posteriores ao final do mandate do titular do Poder ou orgio;
IV ) a aprova^ao, a edifao ou a san^aor por Chefe do Podor Executive, por Presidents e domais
membiros da Mesa ou orgao decisdrio eqiihfalento do Poder Legislative, por Presidence de Tribunal
do Poder Judlciario e pelo Chefe do MP, da Uniao e dos Estados, de norma legal contends? piano
da alterable,, raajuste e recstrutura^ao die carreiras do setor publico., ou a edi^ao do ato, per esses
agentes, pami nomoa^ao de aprovados em concurso publico, quarido:
a) resuftar em aumento da drapesa com pessoa! nos dias anteriores ao final do mandate do titular do Poder
ExocuEivo; ou b| resultsr em aumento da despesa com pcsscul que preveja parccllas J serem implement a das cm
period posteriores ao final do mandate do titular do Poder Enecutivu.
§ 1? As restri^oes de que tretam os incises II , III e IIV:
I - d*vem ser aplkadas inclusive durante o periodo de recondu^ ao ou reeledjo para o cargo de
titular do Poder DU orgao auEonomo; e
H - aplicam-se somenle aos titulars* ocupantes de cargo elelivo dos Puderes refferkfcK.no art. 20.
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(relembro que a EC 50/2006 vedou o pagamento de parcela indenizatória em razão 
de convocação do Congresso Nacional). 
✓ Limite Ultrapassado: 
 
✓ Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o Poder 
ou órgão não poderá: 
➢ Receber transferências voluntárias, ressalvadas as destinadas à saúde, à educação e à 
assistência social. 
➢ Obter garantia, direta ou indireta, de outro ente. 
➢ Contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao pagamento da dívida 
mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal 
 
➔ Exceções aos prazos do art. 23: 
QEstrategia
Se a despesa total com pessoal, do Poder ou orgao, ultrapassar os limites definidos, sem
prcjuizo das medidas previstas no limite prudencial, o percentual excedente tera de ser
eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um ter^o no primeiro,
adotando-se, entre outras, as providdncias previstas nos §§ 39 e 4? do art. 169 da CF/1988.
> 100% do limiteLIMITE ULTRAPASSAPO (art- 23)
Para o cumpnmento dos limites estabelecidos com base no que estudamos na LRF. a Uniao. os estados, o
Distrito Federal e os munidpios adotarao as seguintes providencias:
r Redu^ao em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissao e fun^oes de confian^a.
* Exonera$ao dos servidores nao estaveis.
r Exonerate de servidor cstavcl ( se as medidas anterior** nao forem suficicntcs), desde que ato
normativo motrvado de cada um dos Poderes ospocifiquo a attvtdade funcional. o orgao ou unidado
administrative objeto da redu{£o de pessoal.
O servidor que perder o cargo farA Jus a Indenlra^ Ao
correspondent?d um mtsde remunera^opor ano de servl^o.
Lei federal dispora sobre as normas
gerais a terem obedecidas para a
efeliva^o desse dispositive
i « *
O cargo objeto da redu^Ao prevtsta scri consklerado extinto, vedada a criacAo de cargo,
empregoou fun^ocom afribui(6et iguais ou atsemelhadat peloprarode quatroano*.
SERGO>»
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28. Condições para realização de despesa 
✓ Art. 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete 
aumento da despesa será acompanhado de: 
o I - Estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar 
em vigor e nos dois subsequentes; 
o II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação 
orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o 
plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. 
 
➔ No último concurso do TCE-ES, a FGV elaborou uma questão asseverando que, ao final do 
segundo quadrimestre de um dado exercício financeiro, um ente estadual apurou o 
montante de R$ 20 bilhões como Receita Corrente Líquida (RCL). 
 
Após receber as informações periódicas para acompanhamento da gestão fiscal, o tribunal 
de contas do referido Estado emitiu um alerta para o presidente da Assembleia Legislativa 
em decorrência do montante registrado como despesa de pessoal no âmbito do Poder 
Legislativo daquele ente federativo. 
 
Para que o tribunal de contas emitisse o alerta, foi suficiente que a despesa total com 
pessoal do período, no âmbito do Poder Legislativo, ultrapassasse qual montante? 
 
Exeecoes aos Prazos do art. 23 para Redutao das Despesas com Pessoal
LC 164/2018
nio se aplicam ao Municipio em caso de quada de receita real superior a 1096,
em comparable ao correspondente quadrimestre do exercicio financeiro
anterior, devido a:
I - diminuibao das transferencias recebidas do Fundo de Participate dos
Municipios decarrente de concessao de iseinfoes tributarias pela Uniao; e
HI - diminuiblo das receitas recebidas de royalties e participates especiais.
iNao se aplicam
(art.23,§§ see 69)
A exce^ao acima so se aplica caso a despesa total com pessoal do quadrimestre
vigente nao ultrapasse o limits percentual previsto no art. 19 desta Lei
Complementary considerada, para este calculo, a receita corrente liquida do
quadrimestre correspondents do ano anterior atualiiada rnonetariamente.
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o Solução: O enunciado informa que o tribunal de contas do estado emitiu 
um alerta para o presidente da Assembleia Legislativa em decorrência do montante 
registrado como despesa de pessoal no âmbito do Poder Legislativo daquele ente 
federativo. Foi informado também que a Receita Corrente Líquida (RCL) do 
respectivo ente estadual foi de R$ 20 bilhões. 
 
Com essas informações, podemos responder à questão e devemos conhecer alguns 
dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei nº 101/2000): 
 
"Art. 59, § 1º Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos referidos no 
art. 20 quando constatarem: 
II - que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% (noventa por 
cento) do limite. 
 
Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total 
com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não 
poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:I - União: 50% (cinqüenta por cento); 
II - Estados: 60% (sessenta por cento); 
III - Municípios: 60% (sessenta por cento). 
 
Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes 
percentuais: 
 
II - na esfera estadual: 
a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado." 
 
Em resumo, o Poder Legislativo Estadual pode gastar até 3% da RCL referente a 
despesas com pessoal, o que totaliza R$ 600 milhões (R$ 20 bilhões x 3%). Porém, o 
tribunal de contas faz o alerta quando for atingido 90% desse valor, o que totaliza 
R$ 540 milhões (R$ 600 milhões x 90%), estando correta a alternativa C (R$ 
540.000.000,00). 
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Créditos Ordinários e Adicionais 
29. Créditos Ordinários 
i. Créditos Ordinários ou Iniciais: 
➢ Aprovados na LOA. 
➢ Dotação orçamentária destinada a despesa específica. 
➢ Crédito orçamentário: categorias classificatórias e contas que especificam as ações 
autorizadas na LOA para que sejam executados os programas de trabalho do Governo. 
➢ Dotação: montante de recursos financeiros para cada crédito orçamentário. 
 
30. Créditos Adicionais 
i. Créditos Adicionais: autorização para realização de despesa não computadas ou 
insuficientemente dotadas na LOA. 
ii. Cada projeto de lei de créditos adicionais deve versar sobre uma única espécie de crédito. 
iii. Há 3 (três) tipos de créditos adicionais: suplementares, especiais e extraordinários: 
 
 
Reforcode dotacSo
orcamentiria
Indicafao obrigatoria
das fontes de recursos Autorizados por Lei
Cr£ditos
Suplementares Abertos por Decreto
do Poder ExecutivoExce(3o ao principio
da exdusividade
Incorporam-se ao or^amento,
adicionando-se a dota^ao
or^amentaria que deva refor^ar
Vigencia limitada ao
exerckio financeiro
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31. Fontes para abertura de créditos suplementares ou especiais 
➔ Para abertura de créditos suplementares e especiais é necessária a indicação de recursos 
para financiamento da despesa. Assim, consideram-se recursos para esse fim: (Mnemônico: 
SERRAO) 
Conservam sua especificidade,
demonstrando-se as despesas realizadas a
conta destes,separadamente
dove dar-se pela regra prevista no
• respectivo credito on, no caso do omissao,
peU abertura do novo credito especial
a$$im,o
rofor^o
Autorizados por LeiNao hi dotacao
orcamentiria especifica
Creditos
Especiais
Abertos por Decreto
do Poder Executivo
Indicacao obrigatoria
das fontes de recursos
Excetao ao principio da anualidade
o ato de autori/acao (or promulgado nos ultimo*
quatro meses daquele exercicio. casos em que.
reabertos nos limites dos seus saldos, poderao vigor
ate o termino do exerckio (inaneeiro subsequente
Vigencia limitada ao
SERGIO» ex®rc,c»o financeiro
salvo se
Conservam sua especificidade,
demonstrando-se as despesas realizadas &
conta destes,separadamente
devedar-se pela regra prevista no respectivo
• credito o

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