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<p>A IMPORTÂNCIA DA ALFABETIZAÇÃO E DO LETRAMENTO NA</p><p>EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Artemiza Taveira de Melo¹</p><p>Eloiza Kássia de Lima Acácio Batista</p><p>Lilian Anai Galvan Suarez</p><p>Maria Inara Gonzaga Martins</p><p>Marília Morais de Lima</p><p>Vanessa Fernanda da Silva²</p><p>RESUMO</p><p>Este Paper tem como principal objetivo apresentar a importância da alfabetização e do letramento</p><p>no processo de ensino-aprendizagem na educação infantil como elemento contribuintes para o</p><p>desenvolvimento da leitura e escrita da criança. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa</p><p>bibliográfica, apresentando uma abordagem sobre a alfabetização e letramento como ações distintas</p><p>e inseparáveis. E ainda destaca a ação docente, seus objetivos e seus procedimentos didáticos na</p><p>prática pedagógica. Um dos eixos norteadores da ação educativa é sem dúvida o alfabetizar</p><p>letrando. O letramento sempre será o fator determinante de uma boa alfabetização. Este tema é</p><p>voltado para sanar e/ou minimizar as dificuldades iniciais na alfabetização, apresentando um estudo</p><p>sobre a dicotomia na aprendizagem da leitura e escrita, por meio da organização dos assuntos:</p><p>planejamento de atividades significativas que envolvem a leitura e escrita; espaço e tempo</p><p>pedagógico; práticas avaliativas do processo em ensino-aprendizagem; ludicidade: jogos didáticos,</p><p>cooperativos, lúdicos e vivenciais; oralidade e escrita; produção textual; fatos fonéticos e</p><p>fonológicos; variação linguística. A análise dos dados coletados por meio de observação,</p><p>participação, regência e relatórios reflexivos dos momentos vivenciados com as crianças</p><p>participantes da proposta e reunião com a coordenação da instituição. No entanto a alfabetização e o</p><p>Letramento têm o intuito de contribuir para a superação das dificuldades de leitura e escrita,</p><p>interpretação e produção de texto de uma Instituiçã e, também, colaborar para o sucesso e qualidade</p><p>do processo de aprendizagem destes alunos.</p><p>Palavras-chave: Alfabetização. Letramento. Educação Infantil</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Alfabetizar e letrar são processos distintos, mas inseparáveis. Alfabetização e letramento se</p><p>somam, ou melhor, a alfabetização é um componente do letramento. Sendo assim, o ideal é ensinar</p><p>a ler e escrever de modo que a criança não apenas decodifique as palavras, mas entenda o que lê. A</p><p>fim de alcançar esse ideal, o professor alfabetizador precisa reconhecer o significado de</p><p>alfabetização e letramento no processo de ensino e aprendizagem.</p><p>Espera-se que uma criança seja alfabetizada ao frequentar os anos iniciais do ensino</p><p>fundamental. Isso não depende exclusivamente de sua idade, mas sim de fatores importantes, que</p><p>determinam a rapidez e a facilidade com que ela desenvolva a leitura e a escrita, por exemplo: a sua</p><p>autoestima, o incentivo da família, do professor, os procedimentos didáticos e outros fatores que, no</p><p>desenvolvimento do nosso trabalho, serão ressaltados.</p><p>Sendo assim, é importante que a criança se aproprie da leitura e da escrita, pois vivemos em</p><p>uma sociedade letrada. Além de codificar e decodificar as palavras, elas devem compreender os</p><p>usos sociais da escrita.</p><p>Este artigo é de grande valor para os educadores, pois proporciona uma abordagem sobre alfabetizar</p><p>e letrar e, principalmente faz um alerta aos docentes da educação infantil, com vista a uma reflexão</p><p>sobre os seus procedimentos didáticos.</p><p>O processo de ensino-aprendizagem deve ser organizado de modo que a leitura e a escrita</p><p>sejam desenvolvidas numa linguagem real, natural e significativa. Ensinar a ler, escrever e se</p><p>expressar de maneira competente é o grande desafio dos professores. Por isso, são planejados e</p><p>executados procedimentos didáticos diversificados com os alunos, os quais valorizam os</p><p>conhecimentos prévios dos mesmos, suas experiências e o contexto em que estão inseridos. Nesta</p><p>perspectiva, a alfabetização dar-se-á por meio de uma profunda imersão das crianças nas práticas</p><p>sociais de leitura e escrita, descartando-se qualquer tipo de atividade didática que não estiver</p><p>vinculada a essas práticas.</p><p>1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</p><p>Quando pensamos em alfabetização e letramento, logo ponderamos que este processo se</p><p>inicia ao ingressar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ou até mesmo na Educação Infantil.</p><p>Entretanto, ressalto que alfabetizar e letrar são práticas que precisam ser executadas em seu tempo,</p><p>em meio ao desenvolvimento de cada aluno.</p><p>Não se trata da alfabetização e letramento somente como o ato de ler e escrever, este</p><p>processo é muito mais amplo que este simples ato, ele envolve tudo ao nosso meio, ao nosso redor,</p><p>então, o nosso cotidiano gira em torno da alfabetização e letramento, é aprender a linguagem do</p><p>mundo. Assim, ler o mundo é um estudo do ser humano no decorrer de seu desenvolvimento na</p><p>sociedade para que possa compreender o espaço, as coisas, os objetos, e executar tarefas simples de</p><p>seu dia a dia. A leitura e escrita são atividades de linguagem que pertencem ao cotidiano de todo ser</p><p>humano, portanto, importante mediador para inserir-se na realidade.</p><p>A alfabetização é o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e</p><p>escrever, já o letramento desenvolve o uso competente da leitura e da escrita nas práticas sociais.</p><p>Através da alfabetização, o aluno será capaz de codificar e decodificar uma língua,</p><p>aprendendo a ler e escrever. Esse processo também habilita o aluno a desenvolver diversos métodos</p><p>de aprendizado da língua. Sabe-se que alfabetização não é um processo baseado em perceber e</p><p>memorizar, para aprender a ler e escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza</p><p>conceitual, ele não só precisa saber o que é a escrita, mas também de que forma a ela representa</p><p>graficamente a linguagem.</p><p>Considerando a alfabetização um processo de construção de hipóteses sobre o sistema</p><p>alfabético de escrita, o aluno precisa participar de situações desafiadoras, que oportunizem a</p><p>reflexão sobre a língua escrita.</p><p>É por meio da interação com o objeto de conhecimento que as crianças vão construindo</p><p>hipóteses de forma progressiva. São essas especificidades do processo de alfabetização que não</p><p>podem ser esquecidas. Não basta apenas o convívio com o material escrito, é necessário ter uma</p><p>direção e uma sistematização por meio de uma reflexão metalinguística, partindo de textos reais de</p><p>vários gêneros que circulam socialmente.</p><p>Passamos a conceber a alfabetização como uma construção conceitual, contínua,</p><p>desenvolvida simultaneamente dentro e fora da sala de aula, em processo interativo, que acontece</p><p>desde os primeiros contatos da criança com a escrita. Tal compreensão enfatiza que o aprendizado</p><p>da escrita alfabética não se reduz apenas a um processo de associação entre letras e sons.</p><p>A convivência diária com rótulos de embalagens, símbolos, propagandas, cartazes, nomes</p><p>de ruas, placas, avisos, bilhetes, receitas, cartas fichas, jornais, revistas, livros entre outros, faz com</p><p>que o sujeito se familiarize com o texto escrito e estabeleça uma série de relações, levantando</p><p>hipóteses e procurando compreender o significado.</p><p>As primeiras ideias infantis sobre a escrita referem-se a variadas hipóteses que</p><p>“reinventam” o sistema alfabético. Inicialmente, as crianças descobrem que escrever não é a mesma</p><p>coisa que desenhar. Segundo Ferreiro (1999), essa diferenciação entre desenho e escrita geralmente</p><p>já acontece mesmo antes da criança entrar na escola, pois ela está inserida em uma sociedade</p><p>grafocêntrica.</p><p>Para Ferreiro (2001, p.9) tradicionalmente, a alfabetização inicial é considerada em função</p><p>da relação entre o método utilizado e o estado de “maturidade” da criança.</p><p>De acordo com Soares citada por Morais e Albuquerque (2007, p. 47):</p><p>Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas inseparáveis do contrario: o ideal seria</p><p>alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da</p><p>leitura e da escrita, de modo que o individuo</p><p>se tornasse ao mesmo tempo alfabetizado e</p><p>letrado.</p><p>Alfabetização e letramento apresentam uma relação muito forte, pois uma depende</p><p>exclusivamente da outra, as duas ações são distintas, mas inseparáveis, não se pode alfabetizar sem</p><p>letrar, o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e escrever de modo que a criança se</p><p>torne ao mesmo tempo, alfabetizada e letrada, saber interpretar o que lê. De acordo com Rios e</p><p>Libânio (2009, p. 33) “a alfabetização e o letramento são processos que se mesclam e coexistem na</p><p>experiência de leitura e escrita nas práticas sociais, apesar de serem conceitos distintos”.</p><p>Sabemos que para educar é preciso que o professor esteja preparado para os desafios do dia-</p><p>a-dia, e um desses desafios é a atenção que deve ser mantido para cada individuo. Cada aluno</p><p>precisa de atenção diferenciada em seu processo de aprendizagem, pois assim podemos identificar</p><p>sua evolução ou algumas dificuldades presentes.</p><p>A alfabetização e letramento são processos que estão em construção a todo o momento na</p><p>vida de uma criança ou adulto, isso porque a prática da leitura e escrita torna-os cada vez mais aptos</p><p>a esse exercício. Entretanto, um sujeito alfabetizado nem sempre é um sujeito letrado, isso porque o</p><p>ato de alfabetizar é a habilidade de ler e escrever de maneira coerente, já o letramento está</p><p>relacionado com a prática da leitura e escrita conforme seu contexto social.</p><p>Portanto, acreditamos que é possível, sim, atingir a qualidade na educação das classes de</p><p>alfabetização, com práticas educacionais que utilizem diferentes metodologias, que proporcionem</p><p>tanto o desenvolvimento da alfabetização quanto o desenvolvimento do letramento de cada aluno,</p><p>através do qual ele possa ser autor de sua vida e de transformações.</p><p>2. METODOLOGIA</p><p>Cabe ao professor ampliar e qualificar o que foi iniciado pelas crianças, fazendo</p><p>intervenções sempre que necessário para garantir que elas se apropriem das capacidades humanas</p><p>proporcionadas naquele momento da alfabetização.</p><p>• Favorecer a aquisição de habilidades que permitam à criança analisar de forma crítica o</p><p>mundo que a cerca, para que seja capaz de enfrentar novos problemas e conviver com os</p><p>outros de forma cooperativa;</p><p>• Atender necessidades psicossociais, possibilitando a ampliação de suas experiências, com</p><p>base nas próprias vivências e situações concretas do cotidiano.</p><p>• Desenvolver e explorar, de forma interdisciplinar, todas as áreas do conhecimento;</p><p>• Ampliar o vocabulário e desenvolver a linguagem, sob o enfoque descritivo e narrativo;</p><p>• Incentivar a curiosidade, o entusiasmo e a imaginação.</p><p>• Propiciar e estimular o letramento na educação infantil, porém o trabalho deve ser</p><p>direcionado em um ambiente facilitador, estimulante e atraente, assim desenvolverá no</p><p>aluno prazer de frequentar a escola e, consequentemente estará criando futuros leitores.</p><p>Os pais também podem ajudar no processo de alfabetização e letramento promovendo:</p><p>• Interação verbal</p><p>• Leitura dialogada</p><p>• Narração de histórias</p><p>• Contatos com a escrita</p><p>• Atividades diversas</p><p>• Motivação</p><p>• Leitura em família</p><p>• Participando dos projetos na escola</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</p><p>Durante a pesquisa realizada atráves do tema: alfabetização e letramento compreendemos</p><p>que, para alfabetizar, é preciso que o professor assuma certas posturas, de modo que a prática</p><p>pedagógica seja conduzida no sentido de viabilizar a formação de um aluno que exerça a escrita nas</p><p>diversas situações sociais que lhe são demandadas.</p><p>Para alfabetizar letrando, concordando com Durante (2003), faz-se necessário romper com o</p><p>modelo de escola: escola não é lugar de fazer cópias e contas, ler o livro didático e aprender as</p><p>letras. É necessário que o aluno aprenda a expor suas opiniões, ouvir opiniões de outros, a ouvir</p><p>contos, escrever, mesmo que não seja de modo convencional, ler mesmo que seja um título de um</p><p>texto, ler problemas e resolvê-los, manusear um jornal, ler notícias, comentá-las e etc.</p><p>Concluimos que desde as séries iniciais, quanto antes às crianças se apropriam da leitura e</p><p>da escrita, e poderão desenvolvê-las com êxito em seus anos de escolaridade, sendo assim, serão</p><p>capazes de utilizá-la como prática discursiva com muita facilidade durante sua trajetória escolar.</p><p>Portanto é necessário compreender a prática pedagógica como elemento de produção do</p><p>conhecimento, dessa forma, ocorrerá a necessidade e precisão do alfabetizar letrando, requerendo</p><p>mudanças significativas acerca de práticas pedagógicas através do ensino da leitura e da escrita para</p><p>o seu aprimoramento nas séries iniciais.</p><p>5. CONCLUSÃO</p><p>Concluímos a partir deste estudo que a alfabetização pode e deve ser introduzida na</p><p>Educação infantil, desde que ela seja inserida adequadamente quanto à faixa etária dos alunos.</p><p>Acredita-se que uma prática pedagógica que propicie o desenvolvimento de atividades significativas</p><p>pode contribuir muito para que os alunos desenvolvam conhecimentos sobre o sistema de escrita</p><p>desde a Educação Infantil.</p><p>Professores devem reflirem sobre sua forma de planejar na Educação Infantil, levando em</p><p>consideração que a alfabetização quando adiantada pelos mesmos não favorece o processo de</p><p>leitura e escrita. É preciso ter em mente que, alfabetizar na Educação Infantil somente afasta o</p><p>momento de brincar e descobrir-se no tempo e no espaço no qual as crianças estão inseridas. Cabe</p><p>aos professores e às escolas refletir sobre o currículo desta etapa, definindo metas e objetivos de</p><p>modo que proporcionem o letramento e instiguem as crianças a inserirem-se no mundo da leitura e</p><p>escrita.</p><p>Deve-se proporcionar aos alunos na Educação Infantil, uma pratica pedagógica que vise o</p><p>desenvolvimento integral das crianças com o trabalho voltado às atividades lúdicas, aprendizagens</p><p>significativas capazes de promover o aprimoramento das habilidades necessárias à construção do</p><p>conhecimento a fim de que possamos garantir que as crianças se desenvolvam, construam e</p><p>adquiram conhecimento e se tornem autônomas e cooperativas.</p><p>Portanto, alfabetização e letramento andam juntas no processo de aquisição da leitura e</p><p>escrita, partindo do pressuposto que alfabetizar letrando é trazer pra dentro da sala de aula a prática</p><p>da leitura e escrita, conforme a realidade de cada aluno. “Os processos de alfabetização e letramento</p><p>escolares envolvem, fundamentalmente, a apropriação e o uso competente da leitura e da escrita de</p><p>textos variados, com significado e relevância social” (SCHOLZE; RÖSING, 2007, p.38). Assim, a</p><p>prática da leitura e escrita é buscada pela criança conforme o interesse e a forma como lhe trará</p><p>algum significado social, e é por meio desse interesse que a alfabetização vai se constituindo e</p><p>sendo ampliada no decorrer de seu processo de alfabetização e letramento.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a pratica. 7. ed.</p><p>Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. FERNANDES, Maria. Os segredos da alfabetização. 2. ed. São Paulo:</p><p>Cortez, 2010.</p><p>FERREIRO, Emilia. Com todas as letras. 12. ed. São Paulo: cortez, 2004.</p><p>FERREIRO, Emília. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes médica sul, 1999.</p><p>LIRA, Bruno Carneiro. Alfabetizar letrando. São Paulo: Paulinas, 2006.</p><p>Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais Básica</p><p>para a Educação Infantil. Brasília, 2010.</p><p>MORAIS, Artur Gomes de; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Alfabetização e</p><p>letramento. Construir Notícias. Recife, PE, v. 07 n.37, p. 5-29, nov/dez, 2007.</p><p>RIOS, Zoé; LIBÂNIO, Márcia. Da escola para casa: alfabetização. Belo Horizonte: RHJ, 2009.</p><p>SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2011.</p><p>SCHOLZE, Lia; RÖSING, Tania M. K.(org). Teorias e práticas de letramento. Brasília, DF:</p><p>Inep, 2007.</p>