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<p>Taxa de natalidade</p><p>Pequim, 17 Jan 2020 (AFP) - A China registrou em 2019 a taxa de</p><p>natalidade mais baixa desde que foi fundado o Partido Comunista</p><p>no poder, em 1949, somando uma pressão a mais à desaceleração</p><p>de uma economia que já sofre com o envelhecimento da sociedade</p><p>e com a diminuição da força de trabalho.</p><p>Para evitar uma crise demográfica, o governo flexibilizou a</p><p>chamada "política do filho único" em 2016, de modo a permitir que</p><p>as pessoas pudessem ter dois filhos. A mudança não se traduziu,</p><p>porém, em mais nascimentos.</p><p>Em 2019, a taxa de natalidade foi de 10,48 nascimentos a cada</p><p>mil pessoas, conforme dados do Escritório Nacional de</p><p>Estatísticas divulgados nesta sexta-feira.</p><p>O número de nascimentos caiu pelo terceiro ano consecutivo.</p><p>No ano passado, nasceram 14,65 milhões de bebês, contra os</p><p>15,23 milhões que vieram ao mundo em 2018, e os 17,23</p><p>milhões de 2017.</p><p>No final do ano passado, a China contava com uma população de</p><p>1,4 bilhão de pessoas, ou seja, 4,67 milhões a mais do que em 2018.</p><p>Ainda assim, a força de trabalho continuou caindo em 2019.</p><p>Segundo o NBS, havia 896,4 milhões de pessoas entre 16 e 59 anos</p><p>- faixa da população economicamente ativa -, quase um milhão a</p><p>menos do que em 2018 (que registrou 897,3 milhões).</p><p>Estes dados significam oito anos consecutivos de declínio e, para</p><p>2050, prevê uma queda de até 23% da força de trabalho.</p><p>Embora se possa eliminar o limite de número de filhos no gigante</p><p>asiático, o aumento do custo de vida leva as pessoas a resistirem a</p><p>um aumento do núcleo familiar.</p><p>No ano passado, a economia chinesa cresceu 6,1%, seu pior</p><p>resultado desde 1990, afetada pela guerra comercial com os</p><p>Estados Unidos e pela queda da demanda doméstica.</p><p>O número de nascimentos em 2019 foi o mais baixo desde o fim da</p><p>grande fome que matou milhões de vidas em 1961, ano em que</p><p>11,8 milhões de pessoas nasceram, segundo He Yafo, um</p><p>demógrafo independente na província de Cantão.</p><p>A abolição da política do filho único na China não aumentou a taxa</p><p>de natalidade desde que as pessoas se acostumaram a ter famílias</p><p>menores e o custo de vida aumentou, disse à AFP Yi Fuxian,</p><p>especialista chinês da Universidade de Wisconsin-Madison, Estados</p><p>Unidos.</p><p>Segundo seus cálculos, a população na China "começou a declinar</p><p>em 2018", o que contradiz as estatísticas oficiais que indicam que</p><p>aumentou 4,67 milhões no ano passado e atingiu 1,4 bilhão de</p><p>pessoas no final de 2019.</p><p>- Problema de longo prazo-A ausência de qualquer menção ao</p><p>"planejamento familiar" em um esboço do novo Código Civil que</p><p>será apresentado no parlamento em março indica que a China</p><p>poderá eliminar as restrições demográficas.</p><p>A política do filho único foi introduzida pelo ex-presidente Deng</p><p>Xiaoping para conter o crescimento populacional e promover o</p><p>desenvolvimento econômico.</p><p>A restrição foi aplicada com multas e esterilizações e abortos</p><p>forçados.</p><p>O resultado foi drástico: a taxa de fertilidade caiu de 5,9</p><p>nascimentos por mulher em 1970 para cerca de 1,6 no final</p><p>dos anos 90.</p><p>Esses números já têm impacto na população ativa.</p><p>O ano de 2019 é o oitavo consecutivo em que a população em idade</p><p>ativa (entre 16 e 59 anos) diminui e espera-se que a força de</p><p>trabalho seja reduzida em 23% em 2050, o que poderá causar</p><p>problemas econômicos.</p><p>"O problema demográfico chinês é lento e de longo prazo",</p><p>prevEem especialistas.</p><p>A economia chinesa cresceu 6,1% no ano passado, o pior resultado</p><p>desde 1990, pressionado pela guerra comercial com os Estados</p><p>Unidos e pela queda na demanda doméstica.</p><p>"Como os níveis de educação da China aumentaram, no curto prazo,</p><p>o problema demográfico não deve afetar muito o crescimento</p><p>econômico", afirmou.</p><p>"Mas, em longo prazo, se a tendência continuar, desacelerará</p><p>significativamente o crescimento econômico", concluiu.</p><p>Mortalidade:</p><p>Beijing, 21 jan (Xinhua) -- As taxas de mortalidade materna e infantil da China diminuíram</p><p>em 2018 graças à melhoria das condições de saúde, informou o jornal Health News Daily.</p><p>A taxa de mortalidade materna diminuiu para 18,3 para cada 100 mil em 2018, em</p><p>comparação com 19,6 para 10 mil no ano anterior, enquanto a taxa de mortalidade infantil</p><p>caiu de 6,8 para cada mil para 6,1, informou o jornal citando os dados divulgados pela</p><p>Comissão Nacional de Saúde.</p><p>Além disso, a taxa de mortalidade entre crianças com menos de cinco anos caiu para 8,4 por</p><p>cada mil no ano passado, em comparação com 9,1 por cada mil em 2017</p><p>Beijing, 7 abr (Xinhua) -- A China reduziu de maneira bem-sucedida a taxa de mortalidade da</p><p>COVID-19 ao longo do desenvolvimento da doença, disse nesta terça-feira em uma coletiva</p><p>de imprensa Gauden Galea, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país.</p><p>Galea destacou que Wuhan, epicentro do surto na China, conseguiu reduzir a taxa de</p><p>mortalidade para cerca de 4%, e que a cifra em outras regiões do país caiu para abaixo de</p><p>1%.</p><p>É normal ter altas taxas de mortalidade no início de uma infecção emergente pois o</p><p>crescimento do número dos casos excede a capacidade do serviço de saúde para fornecer</p><p>cuidado intensivo, disse ele.</p><p>Fertilidade: 1,68 nascimentos por mulher(2017)</p><p>Expectativa de vida:</p><p>A expectativa média de vida do povo chinês aumentou 42 anos, de 35</p><p>anos em 1949 para 77 anos em 2018, segundo um comunicado de</p><p>estatísticas recentemente divulgado pela Comissão Nacional de Saúde.</p><p>A expectativa de vida do povo chinês tem aumentado constantemente</p><p>nos últimos anos: de 76,34 anos em 2015 para 76,5 anos em 2016, para</p><p>76,7 anos em 2017 e alcançando 77 anos em 2018.</p><p>De 2017 a 2018, a taxa de mortalidade infantil caiu de 6,8 para 6,1</p><p>mortes para cada 1.000 nascidos vivos, enquanto a taxa de mortalidade</p><p>materna diminuiu de 19,6 para 18,3 para cada 100.000 nascimentos,</p><p>segundo mostram as estatísticas do governo.</p><p>• Densidade Demográfica</p><p>A população da China ultrapassou 1,4 bilhão de habitantes,</p><p>pela primeira vez, no fim de 2019.</p><p>O Departamento Nacional de Estatísticas da China anunciou</p><p>hoje, em Pequim, que a população do país aumentou em</p><p>mais de 4,6 milhões em relação ao ano anterior. A China é o</p><p>país com a maior população em todo o planeta.</p><p>Em 2016, o governo chinês aboliu a política de filho único, que</p><p>vigorava há mais de 30 anos. Hoje, os casais podem ter dois filhos.</p><p>Contudo, a taxa de natalidade continua a cair por causa de fatores</p><p>como alto custo para a criação dos filhos e mudança nos estilos de vida.</p><p>Segundo o departamento, 14,6 milhões de bebês nasceram no ano</p><p>passado na China. Houve uma queda de 580 mil em comparação com o</p><p>ano anterior e é o terceiro ano consecutivo de declínio anual.</p><p>• População Total</p><p>A população da China ultrapassou 1,4 bilhão</p>