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DOL - 243669 5 - Direito Ambiental - 2024 2 - AOL 3

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Questões resolvidas

(CESPE – 2016 – Prefeitura de Salvador – BA – Procurador do Município – 2ª. Classe - Adaptada) O rompimento da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores. Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta.

A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.
Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.
De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado.
Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, ter-se-á uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos.
O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.

O Informativo 714, do STF, dispõe: “É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas físicas ocupantes de cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática criminosa. Com base nesse entendimento, a 1ª Turma, por maioria, conheceu, em parte, de recurso extraordinário e, nessa parte, deu-lhe provimento para cassar o acórdão recorrido. Neste, a imputação aos dirigentes responsáveis pelas condutas incriminadas (Lei 9.605/98, art. 54) teria sido excluída e, por isso, trancada a ação penal relativamente à pessoa jurídica. Em preliminar, a Turma, por maioria, decidiu não apreciar a prescrição da ação penal, porquanto ausentes elementos para sua aferição. Pontuou-se que o presente recurso originara-se de mandado de segurança impetrado para trancar ação penal em face de responsabilização, por crime ambiental, de pessoa jurídica (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013). No mérito, anotou-se que a tese do STJ, no sentido de que a persecução penal dos entes morais somente poderia ocorrer se houvesse, concomitantemente, a descrição e imputação de uma ação humana individual, sem o que não seria admissível a responsabilização da pessoa jurídica, afrontaria o art. 225, § 3º, da CF. Sublinhou-se que, ao se condicionar a imputabilidade da pessoa jurídica à da pessoa humana, estar-se-ia quase que a subordinar a responsabilização jurídico-criminal do ente moral à efetiva condenação da pessoa física. Ressaltou-se que, ainda que se concluísse que o legislador ordinário não estabelecera por completo os critérios de imputação da pessoa jurídica por crimes ambientais, não haveria como pretender transpor o paradigma de imputação das pessoas físicas aos entes coletivos. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, que negavam provimento ao extraordinário. Afirmavam que o art. 225, § 3º, da CF não teria criado a responsabilidade penal da pessoa jurídica. Para o Min. Luiz Fux, a mencionada regra constitucional, ao afirmar que os ilícitos ambientais sujeitariam “os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas”, teria apenas imposto sanções administrativas às pessoas jurídicas. Discorria, ainda, que o art. 5º, XLV, da CF teria trazido o princípio da pessoalidade da pena, o que vedaria qualquer exegese a implicar a responsabilidade penal da pessoa jurídica. Por fim, reputava que a pena visaria à ressocialização, o que tornaria impossível o seu alcance em relação às pessoas jurídicas (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013).” O texto citado versa sobre:

A necessidade de avaliar o nexo de causalidade entre a pessoa física e a jurídica, para imputar a pena à pessoa física.
A responsabilização da pessoa jurídica de forma isolada, ou seja, sem a necessidade de imputação simultânea do delito a qualquer pessoa física.
A necessidade de responsabilizar a pessoa jurídica juntamente com a física.
A impossibilidade da responsabilização da pessoa jurídica.
A responsabilização da pessoa física, primeiramente, e depois, da pessoa jurídica.

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Questões resolvidas

(CESPE – 2016 – Prefeitura de Salvador – BA – Procurador do Município – 2ª. Classe - Adaptada) O rompimento da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores. Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta.

A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.
Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.
De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado.
Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, ter-se-á uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos.
O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.

O Informativo 714, do STF, dispõe: “É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas físicas ocupantes de cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática criminosa. Com base nesse entendimento, a 1ª Turma, por maioria, conheceu, em parte, de recurso extraordinário e, nessa parte, deu-lhe provimento para cassar o acórdão recorrido. Neste, a imputação aos dirigentes responsáveis pelas condutas incriminadas (Lei 9.605/98, art. 54) teria sido excluída e, por isso, trancada a ação penal relativamente à pessoa jurídica. Em preliminar, a Turma, por maioria, decidiu não apreciar a prescrição da ação penal, porquanto ausentes elementos para sua aferição. Pontuou-se que o presente recurso originara-se de mandado de segurança impetrado para trancar ação penal em face de responsabilização, por crime ambiental, de pessoa jurídica (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013). No mérito, anotou-se que a tese do STJ, no sentido de que a persecução penal dos entes morais somente poderia ocorrer se houvesse, concomitantemente, a descrição e imputação de uma ação humana individual, sem o que não seria admissível a responsabilização da pessoa jurídica, afrontaria o art. 225, § 3º, da CF. Sublinhou-se que, ao se condicionar a imputabilidade da pessoa jurídica à da pessoa humana, estar-se-ia quase que a subordinar a responsabilização jurídico-criminal do ente moral à efetiva condenação da pessoa física. Ressaltou-se que, ainda que se concluísse que o legislador ordinário não estabelecera por completo os critérios de imputação da pessoa jurídica por crimes ambientais, não haveria como pretender transpor o paradigma de imputação das pessoas físicas aos entes coletivos. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, que negavam provimento ao extraordinário. Afirmavam que o art. 225, § 3º, da CF não teria criado a responsabilidade penal da pessoa jurídica. Para o Min. Luiz Fux, a mencionada regra constitucional, ao afirmar que os ilícitos ambientais sujeitariam “os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas”, teria apenas imposto sanções administrativas às pessoas jurídicas. Discorria, ainda, que o art. 5º, XLV, da CF teria trazido o princípio da pessoalidade da pena, o que vedaria qualquer exegese a implicar a responsabilidade penal da pessoa jurídica. Por fim, reputava que a pena visaria à ressocialização, o que tornaria impossível o seu alcance em relação às pessoas jurídicas (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013).” O texto citado versa sobre:

A necessidade de avaliar o nexo de causalidade entre a pessoa física e a jurídica, para imputar a pena à pessoa física.
A responsabilização da pessoa jurídica de forma isolada, ou seja, sem a necessidade de imputação simultânea do delito a qualquer pessoa física.
A necessidade de responsabilizar a pessoa jurídica juntamente com a física.
A impossibilidade da responsabilização da pessoa jurídica.
A responsabilização da pessoa física, primeiramente, e depois, da pessoa jurídica.

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<p>DOL - 243669.5 - Direito Ambiental - 2024.2</p><p>Avaliação On-Line 3 (AOL 3) - Questionário</p><p>Avaliação On-Line 3 (AOL 3) - Questionário</p><p>Fabricio de Sousa Dreyer</p><p>Nota final</p><p>Enviado em: 21/10/24 23:20 (BRT)</p><p>10/10</p><p>Conteúdo do exercício</p><p>Conteúdo do exercício</p><p>1. Pergunta 1</p><p>1/1</p><p>(CESPE – 2015 – TJ-DF – Juiz de Direito Substituto - Adaptada) Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos</p><p>em terreno de sua propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de sinalização informando a</p><p>presença de material tóxico, o acesso ao terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que</p><p>não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por conduta não dolosa, graves queimaduras</p><p>decorrentes do contato com os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se aproximou e tocou.</p><p>Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz do entendimento do STJ.</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Correta:</p><p>A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a ela devem ser aplicados o princípio do</p><p>poluidor-pagador e a responsabilidade objetiva por risco integral.</p><p>Resposta correta</p><p>Não é aplicável ao caso a teoria do risco integral, uma vez que Joaquim era um estranho que não tinha qualquer</p><p>relação jurídico-contratual com Antônio, a lesão foi cometida a indivíduo e não ao meio ambiente e foram</p><p>colocadas placas de sinalização indicando a presença de material tóxico.</p><p>Se Antônio tivesse depositado os resíduos na condição de agente de entidade estatal, sua responsabilidade seria</p><p>de natureza subjetiva, sendo necessário provar culpa lato sensu para que o Estado respondesse por condutas</p><p>comissivas de seus agentes, causadoras de dano ao meio ambiente.</p><p>Aplica-se ao caso a teoria do risco integral, de modo que Antônio deverá responder pelos danos sofridos por</p><p>Joaquim, a menos que fique comprovada a culpa exclusiva da vítima ou a ocorrência de caso fortuito ou força</p><p>maior.</p><p>Caso Antônio tivesse depositado os resíduos de agente de entidade estatal e não como particular, sua provável</p><p>responsabilidade obedeceria ao regime do risco administrativo.</p><p>2. Pergunta 2</p><p>1/1</p><p>Considerando as responsabilidades civil e administrativa no direito ambiental, assinale a alternativa correta:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>O cometimento de nova infração ambiental pelo mesmo infrator, no período de cinco anos, contados da</p><p>lavratura de auto de infração anterior devidamente confirmado em julgamento, conduz na aplicação da multa</p><p>em dobro, no caso de cometimento da mesma infração.</p><p>Pela Lei 6.938/81, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, o conceito de poluidor vincula-se à pessoa</p><p>física ou jurídica, de direito público ou privado, diretamente responsável por atividade causadora de degradação</p><p>ambiental.</p><p>Correta:</p><p>A prescrição da pretensão punitiva na esfera administrativa não desobriga a reparação aos danos ambientais.</p><p>Resposta correta</p><p>Prescreve em três anos a ação da administração objetivando apurar a prática de infrações contra o meio</p><p>ambiente, contada da data da prática do ato, ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que</p><p>esta tiver cessado, salvo nos carros de prescrição intercorrente e quando o fato objeto da infração também</p><p>constituir crime.</p><p>Incide a prescrição no procedimento de apuração do auto de infração paralisado por mais de cinco anos,</p><p>pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da</p><p>parte interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação.</p><p>3. Pergunta 3</p><p>1/1</p><p>(CESPE – 2016 – Juiz de Direito/AM) O fiscal de determinado órgão ambiental constatou que um madeireiro</p><p>cortava árvores de espécies protegidas. O madeireiro apresentou autorização para cortar exemplares que</p><p>apresentavam risco de queda, mas, dado o excesso de espécimes cortados, o fiscal considerou que a situação</p><p>configurava tanto infração administrativa como crime ambiental. Considerou, ainda, após exame da autorização,</p><p>que o documento estava em desacordo com as normas ambientais aplicáveis, inclusive por vício de</p><p>competência.</p><p>Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta acerca de infrações ambientais e poder de polícia.</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>É correto afirmar que o órgão de lotação do fiscal é o Ibama.</p><p>Cabem ao fiscal a lavratura de auto de infração ambiental e a instauração tanto do processo administrativo</p><p>quanto do inquérito criminal contra o madeireiro.</p><p>Correta:</p><p>Se deixar de proceder à apuração mediante processo administrativo próprio, o fiscal poderá ser</p><p>corresponsabilizado pelo corte ilegal das árvores.</p><p>Resposta correta</p><p>Para a lavratura do auto de infração, é desnecessário análise do elemento subjetivo do madeireiro, pois a</p><p>responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva.</p><p>A concessão de autorização e desacordo com as normas ambientais só configura crime se tiver havido dolo do</p><p>servidor que a concedeu.</p><p>4. Pergunta 4</p><p>1/1</p><p>(FCC – PGM – João Pessoa-PB- Procurador Municipal – ADAPTADA) A reincidência genérica na prática de</p><p>infração administrativa ambiental é __________________, ensejando a aplicação de ______________ em _________.</p><p>Complete as lacunas com as formas corretas.</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Circunstância agravante, sanção de multa em grau apreciado discricionariamente, órgão sancionador.</p><p>Circunstância agravante, sanção de multa, triplo.</p><p>Qualquer influência, sanção, nova infração.</p><p>Circunstância agravante, livre apreciação, órgão sancionador.</p><p>Correta:</p><p>Circunstância agravante, sanção de multa, em dobro.</p><p>Resposta correta</p><p>5. Pergunta 5</p><p>1/1</p><p>(CESPE – 2016 – Prefeitura de Salvador – BA – Procurador do Município – 2ª. Classe - Adaptada) O rompimento</p><p>da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama</p><p>tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o</p><p>desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar</p><p>indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos</p><p>materiais e morais sofridos pelos moradores.</p><p>Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta.</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas</p><p>pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.</p><p>Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um</p><p>fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.</p><p>Correta:</p><p>De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação</p><p>de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento</p><p>danoso e o dano causado.</p><p>Resposta correta</p><p>Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação</p><p>das casas, ter-se-á uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os</p><p>danos sofridos.</p><p>O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.</p><p>6. Pergunta 6</p><p>1/1</p><p>(UFPR – 2011 – ITAIPU BINACIONAL – Advogado) A empresa ECO-CEL, líder nacional na produção de celulose</p><p>branqueada, lançou resíduos químicos altamente poluentes em curso d’água nas proximidades do município de</p><p>Curitiba. Tal fato, além de deixar a água imprópria para consumo, acarretou a morte de uma série de espécimes</p><p>da fauna local e afetou a saúde das pessoas, que, inadvertidamente, fizeram uso da água contaminada. Diante do</p><p>exposto, é correto afirmar:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>A responsabilidade penal da empresa ECO-GEL, pessoa jurídica, exclui a responsabilidade penal das pessoas</p><p>físicas, autoras, coautoras, ou partícipes do mesmo</p><p>fato, e é objetiva no caso em tela, já que as águas merecem</p><p>uma proteção especial do Direito Ambiental.</p><p>Correta:</p><p>Para apurar a responsabilidade penal da empresa ECO-CEL, será relevante observar se a conduta foi realizada</p><p>por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da</p><p>empresa.</p><p>Resposta correta</p><p>Caso o lançamento desses resíduos tenha sido acidental, ficará caracterizada uma excludente em matéria de</p><p>responsabilidade civil ambiental, já que a empresa não deve assumir todos os riscos da atividade.</p><p>A aplicação de sanção administrativa pelo ato lesivo ao meio ambiente e à saúde da população afasta a</p><p>obrigação de reparar os danos causados, bem como a responsabilização penal da empresa.</p><p>A responsabilidade civil da empresa ECO-CEL, pessoa jurídica, é subjetiva em relação aos bens ambientais</p><p>difusos e objetiva em relação aos sujeitos vítimas da contaminação.</p><p>7. Pergunta 7</p><p>1/1</p><p>O Informativo 714, do STF, dispõe:</p><p>“É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas</p><p>físicas ocupantes de cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática criminosa. Com base</p><p>nesse entendimento, a 1ª Turma, por maioria, conheceu, em parte, de recurso extraordinário e, nessa parte, deu-</p><p>lhe provimento para cassar o acórdão recorrido. Neste, a imputação aos dirigentes responsáveis pelas condutas</p><p>incriminadas (Lei 9.605/98, art. 54) teria sido excluída e, por isso, trancada a ação penal relativamente à pessoa</p><p>jurídica. Em preliminar, a Turma, por maioria, decidiu não apreciar a prescrição da ação penal, porquanto</p><p>ausentes elementos para sua aferição. Pontuou-se que o presente recurso originara-se de mandado de</p><p>segurança impetrado para trancar ação penal em face de responsabilização, por crime ambiental, de pessoa</p><p>jurídica (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013).</p><p>No mérito, anotou-se que a tese do STJ, no sentido de que a persecução penal dos entes morais somente poderia</p><p>ocorrer se houvesse, concomitantemente, a descrição e imputação de uma ação humana individual, sem o que</p><p>não seria admissível a responsabilização da pessoa jurídica, afrontaria o art. 225, § 3º, da CF. Sublinhou-se que,</p><p>ao se condicionar a imputabilidade da pessoa jurídica à da pessoa humana, estar-se-ia quase que a subordinar a</p><p>responsabilização jurídico-criminal do ente moral à efetiva condenação da pessoa física. Ressaltou-se que, ainda</p><p>que se concluísse que o legislador ordinário não estabelecera por completo os critérios de imputação da pessoa</p><p>jurídica por crimes ambientais, não haveria como pretender transpor o paradigma de imputação das pessoas</p><p>físicas aos entes coletivos. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, que negavam provimento ao</p><p>extraordinário. Afirmavam que o art. 225, § 3º, da CF não teria criado a responsabilidade penal da pessoa</p><p>jurídica. Para o Min. Luiz Fux, a mencionada regra constitucional, ao afirmar que os ilícitos ambientais</p><p>sujeitariam “os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas”, teria apenas imposto</p><p>sanções administrativas às pessoas jurídicas. Discorria, ainda, que o art. 5º, XLV, da CF teria trazido o princípio</p><p>da pessoalidade da pena, o que vedaria qualquer exegese a implicar a responsabilidade penal da pessoa jurídica.</p><p>Por fim, reputava que a pena visaria à ressocialização, o que tornaria impossível o seu alcance em relação às</p><p>pessoas jurídicas (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013).”</p><p>O texto citado versa sobre:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>A necessidade de avaliar o nexo de causalidade entre a pessoa física e a jurídica, para imputar a pena à pessoa</p><p>física.</p><p>Correta:</p><p>A responsabilização da pessoa jurídica de forma isolada, ou seja, sem a necessidade de imputação simultânea do</p><p>delito a qualquer pessoa física.</p><p>Resposta correta</p><p>A necessidade de responsabilizar a pessoa jurídica juntamente com a física.</p><p>A impossibilidade da responsabilização da pessoa jurídica.</p><p>A responsabilização da pessoa física, primeiramente, e depois, da pessoa jurídica.</p><p>8. Pergunta 8</p><p>1/1</p><p>(Advogado da Sabesp/SP – 2014 – FCC) Ao promover a ampliação de uma de suas Estações de Tratamento de</p><p>Esgoto, sem a prévia obtenção de Licença de Instalação, a empresa TEM S.A. ocasionou danos ao meio ambiente.</p><p>Esta conduta acarretará:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>responsabilidade Civil da TEM S.A., subjetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes,</p><p>objetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da</p><p>TEM S.A., com provável imposição de multa.</p><p>apenas responsabilidade Administrativa da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura uma</p><p>infração administrativa e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência</p><p>jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.</p><p>Correta:</p><p>responsabilidade Civil da TEM S.A., objetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes,</p><p>subjetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da</p><p>TEM S.A., com provável imposição de multa.</p><p>Resposta correta</p><p>apenas responsabilidade Civil da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura um ilícito civil e que</p><p>a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao</p><p>princípio do non bis in idem.</p><p>apenas responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, tendo em vista que a conduta descrita configura</p><p>um crime ambiental e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica,</p><p>sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.</p><p>9. Pergunta 9</p><p>1/1</p><p>(Procurador do Estado – PGE/PR – PUC – 2015) Considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e</p><p>do Superior Tribunal de Justiça, assinale a afirmativa CORRETA sobre o regime jurídico dos danos ao patrimônio</p><p>ambiental e sua responsabilização.</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Embora no âmbito da responsabilidade administrativa seja dispensável a apuração da culpa na infração</p><p>ambiental, à responsabilidade civil decorrente de danos ambientais aplica-se, como regra, a denominada teoria</p><p>subjetivista.</p><p>O princípio da precaução não foi acolhido pela Constituição vigente, ainda que se constitua como uma</p><p>importante norma para evitar a ocorrência de danos ambientais graves e irreversíveis.</p><p>Em conformidade ao princípio da precaução, para que sejam adotadas medidas precaucionais, a falta de certeza</p><p>científica absoluta exige a demonstração do risco atual e iminente de danos que podem sobrevir pelo</p><p>desempenho de determinada atividade econômica.</p><p>No que toca à pessoa jurídica, o direito positivo brasileiro não acolhe a denominada tríplice responsabilidade</p><p>por ação ou omissão lesiva ao meio ambiente, restringindo-a ao campo da responsabilidade civil e</p><p>administrativa.</p><p>Correta:</p><p>Em ação civil pública, a necessidade de reparação integral da lesão causada ao meio ambiente permite a</p><p>cumulação de obrigações de fazer, de não fazer e de indenizar.</p><p>Resposta correta</p><p>10. Pergunta 10</p><p>1/1</p><p>Vejamos a seguinte jurisprudência:</p><p>“É da jurisprudência do Tribunal, firmada em casos semelhantes – relativos a crimes ambientais, que “o</p><p>interesse da União para que ocorra a competência da Justiça Federal prevista no art. 109, IV, da Carta Magna,</p><p>tem de ser direto e específico”, não sendo suficiente o “interesse genérico da coletividade, embora aí também</p><p>incluído genericamente o interesse da União” (RE nº 166.943, 1ª T., 03.03.1995, Moreira; 300.244, 1ª T.,</p><p>20.11.2001, Moreira; 404.610, 16.09.2003, Pertence; 336.251, 09.06.2003, Pertence; HC nº 81.916, 2ª T., Gilmar,</p><p>RTJ 183/3). No caso, não há falar em lesão aos serviços da entidade autárquica responsável pela fiscalização</p><p>(STF, RE nº 502.915/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 27.04.2007, p. 69)”.</p><p>Se tivermos a situação hipotética em que um rio do Estado de</p><p>Santa Catarina foi poluído por uma empresa que</p><p>teve seus barris de rejeitos rompidos; é sabido que não atingiu nenhum interesse da União, de autarquia e de</p><p>empresas públicas; mas prejudicou a população que mora nas cidades à margem do rio. O julgamento do caso</p><p>deverá ser de qual competência, conforme a jurisprudência apresentada?</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Da Justiça Estadual, pois o dano ambiental é apenas local.</p><p>Correta:</p><p>Da Justiça Estadual, pois não atingiu nenhum interesse dos entes federais.</p><p>Resposta correta</p><p>Da Justiça Federal, pois este rio prejudicou as cidades que estão à margem.</p><p>Da Justiça Federal, pois cabe ao Ibama averiguar os danos ambientais.</p><p>Da Justiça Estadual, pois todos os órgãos fiscalizatórios são estaduais.</p>

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