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<p>Comunicação</p><p>Efetiva</p><p>Comunicação oral: estética</p><p>e técnicas na produção da voz</p><p>Unidade 1</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>3</p><p>Unidade 1 Comunicação oral: estética</p><p>e técnicas na produção da voz</p><p>Objetivos de aprendizagem:</p><p>• Compreender a importância da voz na comunicação humana;</p><p>• Contemplar os valores estéticos da voz na comunicação eficaz;</p><p>• Conhecer as técnicas que impulsionam a voz bem trabalhada;</p><p>• Buscar a respiração costodiafragmática;</p><p>• Exercitar aquecimento, dicção, velocidade e intensidade;</p><p>• Estudar intensões e expressões;</p><p>• Conscientizar os benefícios da saúde vocal para a vida profissional e social.</p><p>Tópicos de estudo:</p><p>• A voz e a respiração;</p><p>• Aquecimento, articulação, velocidade, volume e expressão;</p><p>• Cuidados com a voz.</p><p>Iniciando os estudos:</p><p>A voz é mais do que um canal de comunicação que o ser humano dispõe para interagir com a sociedade.</p><p>Muitas vezes, a voz pode ser uma mensagem cheia de decodificações possíveis para quem a escuta. Em</p><p>cada um de nós ela é única e demonstra traços de uma faixa etária, sexo, personalidade, aspectos físicos,</p><p>condições emocionais e repertórios diversos que comunicam muito do nosso mundo interior aos outros.</p><p>Quem nunca sentiu medo de falar em público ou apresentar algum trabalho por meio da exposição oral?</p><p>Quem nunca notou faltar o ar durante alguma fala que tinha que propagar e parecia nunca chegar ao</p><p>fim? Quem nunca gaguejou de nervoso, atropelou-se nas palavras, perdeu o tom e desafinou em um</p><p>discurso? Quem nunca percebeu um desconforto qualquer ao falar em um momento de tensão?</p><p>Unidade 1</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>Comunicação oral: estética</p><p>e técnicas na produção da voz</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>3</p><p>Unidade 1 Comunicação oral: estética</p><p>e técnicas na produção da voz</p><p>Objetivos de aprendizagem:</p><p>• Compreender a importância da voz na comunicação humana;</p><p>• Contemplar os valores estéticos da voz na comunicação eficaz;</p><p>• Conhecer as técnicas que impulsionam a voz bem trabalhada;</p><p>• Buscar a respiração costodiafragmática;</p><p>• Exercitar aquecimento, dicção, velocidade e intensidade;</p><p>• Estudar intensões e expressões;</p><p>• Conscientizar os benefícios da saúde vocal para a vida profissional e social.</p><p>Tópicos de estudo:</p><p>• A voz e a respiração;</p><p>• Aquecimento, articulação, velocidade, volume e expressão;</p><p>• Cuidados com a voz.</p><p>Iniciando os estudos:</p><p>A voz é mais do que um canal de comunicação que o ser humano dispõe para interagir com a sociedade.</p><p>Muitas vezes, a voz pode ser uma mensagem cheia de decodificações possíveis para quem a escuta. Em</p><p>cada um de nós ela é única e demonstra traços de uma faixa etária, sexo, personalidade, aspectos físicos,</p><p>condições emocionais e repertórios diversos que comunicam muito do nosso mundo interior aos outros.</p><p>Quem nunca sentiu medo de falar em público ou apresentar algum trabalho por meio da exposição oral?</p><p>Quem nunca notou faltar o ar durante alguma fala que tinha que propagar e parecia nunca chegar ao</p><p>fim? Quem nunca gaguejou de nervoso, atropelou-se nas palavras, perdeu o tom e desafinou em um</p><p>discurso? Quem nunca percebeu um desconforto qualquer ao falar em um momento de tensão?</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>4</p><p>Para alguns a voz ainda tem uma importância maior, pois representa um dos principais instrumentos de</p><p>trabalho da profissão escolhida, como os professores, atores, youtubers, repórteres, cantores, promo-</p><p>tores, vendedores, influenciadores digitais, palestrantes, padres, instrutores de ginástica e tantos outros.</p><p>Mas para todos é por meio da voz que se chega à inteligibilidade da fala. Ela carrega o discurso dentro de</p><p>qualquer oratória e agrega, ao que foi pensado, interpretações pelo som emitido que podem convergir,</p><p>acrescentar, transformar ou ainda dar novos rumos na compreensão daquilo que se comunica.</p><p>Esta unidade trabalhará a estética e as técnicas da voz na arte de falar bem, fazendo com que você</p><p>descubra domínios sobre seu corpo, vivenciando mecanismos de produção vocal e mudanças de hábitos</p><p>que visam a qualidade e eficácia da sua comunicação.</p><p>Bom estudo!</p><p>Figura 1 - Dificuldade de falar em público.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>5</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>1 A VOZ E A RESPIRAÇÃO</p><p>Antes de iniciar os apontamentos específicos da unidade que tratam a estética e as técnicas na produção</p><p>da voz para uma comunicação eficaz, você deve compreender que a voz é um som gerado na laringe,</p><p>localizada na região do pescoço, onde as pregas ou “cordas” vocais estão internamente localizadas.</p><p>Quando ocorre a respiração, as pregas se afastam entre si para permitir a entrada e a saída do ar.</p><p>Quando se inclui a produção da voz, as pregas se aproximam (figura 2). O ar, então, passa entre elas e</p><p>as faz vibrar, produzindo o som.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Título: Fisiologia da voz - aparelho fonador</p><p>Acesso em: 10/01/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/HlYVdqsiz90</p><p>Dessa forma, é preponderante que se estude um pouco mais sobre a respiração na contribuição da</p><p>qualidade vocal, já que essa vibração das cordas só é possível com a pressão do ar pelo ato respiratório.</p><p>Logo, quanto mais ar armazenado uma pessoa tem, mais tempo de fala com fluência e sem pausas</p><p>para resgatar fôlegos ela terá. E a melhor forma de fazer isso é equilibrando e potencializando a respi-</p><p>ração conhecida como costodiafragmática, muitas vezes abandonada devido ao esgotamento energé-</p><p>tico gerado pelas rotinas. O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdome, localizado abaixo do</p><p>seu peitoral até o seu umbigo.</p><p>Figura 2 - O movimento das pregas vocais</p><p>durante a respiração e produção vocal.</p><p>https://youtu.be/HlYVdqsiz90</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>6</p><p>Se você observar um bebê recém-nascido ao dormir profundamente, constate que é justamente essa</p><p>região citada que se movimenta de forma involuntária, com mais evidência, para dentro e para fora, no</p><p>ato da inspiração e expiração de ar da criança. Percebe-se um notório trabalho da musculatura inferior</p><p>do tórax e dos músculos abdominais em detrimento de uma respiração que explora os músculos clavi-</p><p>culares. Assim, não é somente a região peitoral (tórax) que se movimenta, mas também a do diafragma.</p><p>Veja que interessante: todos nascem já sabendo respirar corretamente, mas ao longo da vida desa-</p><p>prendem. Esses hábitos inconscientes precisam ser repensados e reaprendidos, considerando a boa</p><p>respiração algo fundamental para o bem-estar por conta da oxigenação do sangue que circula no corpo</p><p>e, no sentido desta conversa, também para a construção da voz.</p><p>Reflita</p><p>Você já deve ter vivenciado situações de oratória em que sentiu que faltou o ar, logo a sua</p><p>voz falhou. Em outro momento, enquanto falava parece que ela “desafinou”. Já constatou</p><p>que a sua boca secou de tanto que respirou por ela enquanto falava? Ou ainda sentiu</p><p>dificuldade de falar ou ler algum conteúdo até o final, pois tinha a sensação de uma</p><p>respiração curta demais para tudo aquilo que você pretendia expor aos seus ouvintes?</p><p>Algumas vezes, tudo isso foi acompanhado por alguma tensão, nervosismo ou ansiedade.</p><p>Você não foi o único que já passou por isso. Pense como a respiração discutida aqui pode</p><p>ajustar essas falhas na sua oralidade, tornando sua comunicação verbal mais eficiente</p><p>tanto no seu ambiente de trabalho como nas suas exposições sociais.</p><p>Figura 3 - O diafragma no corpo humano.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>7</p><p>Assim, de acordo com Louzada (1982), conclui-se, então, três tipos de respiração:</p><p>a) Respiração clavicular ou costal: ocorre quando as costelas se elevam, fixas na extremidade</p><p>posterior. Nela, há pouca contração do diafragma;</p><p>b) Respiração diafragmática ou abdominal: se dá quando o diafragma</p><p>e é identi-</p><p>ficada como íntima, pessoal, social e pública. Laurindo (2004) especifica que a zona íntima</p><p>é a reservada para pessoas afetivamente muito próximas, como familiares e amigos, com</p><p>uma distância de no máximo 45 centímetros entre as partes envolvidas. Se você estabelecer</p><p>uma proximidade dessas com alguém que não tenha tanta liberdade, principalmente em um</p><p>primeiro contato, causará uma sensação de invasão e desconforto no outro. Porém, considere</p><p>que algumas profissões, necessariamente, podem precisar desse espaço, como os médicos,</p><p>as manicures, os professores de educação infantil. A zona pessoal estabelece uma distância</p><p>de 45 centímetros a 1,20 metro. Geralmente em festas, shows, coquetéis, coffees e outros com</p><p>semelhança interativa encontram-se muitas pessoas nessa zona.</p><p>A distância entre 1,20 e 3,60 metros é chamada de zona social. O limite mais próximo dessa zona</p><p>é apropriado a um encontro de negócios entre um cliente e um vendedor. Se as duas pessoas se</p><p>conhecerem bem, não seria inadequado que o vendedor chegasse à zona pessoal, contanto que</p><p>permanecesse no limite superior dessa zona (LAURINDO, 2004, p. 73).</p><p>Figura 11 - Laurindo (2004) especifica que a zona íntima é a</p><p>reservada para pessoas afetivamente muito próximas, como</p><p>familiares e amigos, com uma distância de no máximo 45</p><p>centímetros entre as partes envolvidas.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>17</p><p>Por fim, a zona pública sugere uma distância entre o interlocutor e o público de 3,60 metros ou</p><p>mais, sendo comum em eventos, exposições e reuniões com um caráter mais formal e envol-</p><p>vendo um representativo número de pessoas. A demarcação dessas fronteiras com o corpo</p><p>representa limites e respeito ao espaço de todos.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Os ângulos do corpo também sinalizam interpretações</p><p>na comunicação não verbal</p><p>d) No caso de usar o microfone, lembre-se de que as suas mãos ou o pedestal devem colocá-lo cerca</p><p>de quatro dedos abaixo da sua boca para não interromper o campo completo do semblante.</p><p>e) O cumprimento quando o grupo é pequeno, aqui no Brasil, é representado pelo aperto de</p><p>mãos. Você já deve ter vivenciado alguns estranhamentos como quando o outro apertou as</p><p>suas mãos com as palmas suadas, quando segurou muito forte quase espremendo seus ossos</p><p>ou segurou levemente somente as pontas dos dedos, quando de forma aguerrida sacudiu</p><p>o cumprimento diversas vezes no sentido vertical, quando a sua mão foi forçada para ficar</p><p>abaixo ou acima do cumprimento e tantas outras. O encontro das palmas deve ser horizontal,</p><p>durar aproximadamente três segundos, sem movimentos bruscos, sem força, sem fraqueza,</p><p>apenas um contato equilibrado.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Acompanhe a palestra do prof. Allan Pease da ULIM International University com o tema</p><p>“Linguagem corporal, a força está na palma das mãos”.</p><p>Título: Body language, the power is in the palm of your hands</p><p>Acesso em: 10/02/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/ZZZ7k8cMA-4</p><p>https://youtu.be/ZZZ7k8cMA-4</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>18</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, você:</p><p>• Aprofundou seus conhecimentos sobre gesticulação, postura e movimento do corpo na comu-</p><p>nicação eficaz;</p><p>• Exercitou uma visão mais crítica em relação à leitura da comunicação corporal;</p><p>• Percebeu a importância da primeira impressão.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>DEMARAIS, Ann; WHITE, Valerie. A primeira impressão é a que fica. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.</p><p>LAURINDO, Marco. Marketing Pessoal e o novo comportamento profissional. São Paulo: Altana, 2004.</p><p>MARRONE, Silvio. Psicologia dos gestos das mãos: contribuição para o seu estudo e sua importância</p><p>em medicina. São Paulo: Mestre Jou, 1967.</p><p>PEASE; Allan; PEASE, Barbara. Desvendando os segredos da linguagem corporal. Rio de Janeiro:</p><p>Sextante, 2005.</p><p>POLITO, Reinaldo. Gestos & Posturas para falar melhor. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.</p><p>O pitch como</p><p>estratégia de comunicação efetiva</p><p>Unidade 4</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>Unidade 4</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>O pitch como</p><p>estratégia de comunicação efetiva</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>3</p><p>Unidade 4 O pitch como estratégia</p><p>de comunicação efetiva</p><p>Objetivos de aprendizagem:</p><p>• Compreender os conceitos de pitch;</p><p>• Reconhecer os tipos, características e tempos de pitch;</p><p>• Aplicar técnicas na construção de pitch;</p><p>• Criar apresentações mais persuasivas e efetivas com foco no segmento corporativo que</p><p>aumentem possibilidades de negócios;</p><p>• Contemplar cases de comunicação de sucesso como repertório e inspiração;</p><p>• Identificar princípios de storytelling;</p><p>• Conhecer o vídeo pitch;</p><p>• Estudar fundamentos da linguagem audiovisual como composição de sucesso para o vídeo pitch.</p><p>Tópicos de estudo:</p><p>• Bases para a construção de pitch;</p><p>• Modelos de pitch e princípios de storytelling;</p><p>• Vídeo pitch e fundamentos de linguagem audiovisual.</p><p>Iniciando os estudos:</p><p>Das novas formas de ver e ser visto com eficácia, o pitch é uma ferramenta que tem sido explorada em</p><p>suas potencialidades comunicacionais dentro do cenário competitivo do mundo dos negócios. De alguns</p><p>anos para cá, no Brasil, ele tem permeado principalmente a relação entre os jovens empreendedores</p><p>das diversas startups com propostas de inovação e seus possíveis investidores. Aproveite a unidade para</p><p>explorar esse universo e se aproximar de mais uma forma de praticar um processo de comunicação</p><p>eficiente e que já faz parte da sua vida. Bom estudo!</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>4</p><p>1 BASES PARA A CONSTRUÇÃO DE PITCH</p><p>O mundo corporativo é caracterizado pela competição e alto número de possibilidades e ofertas que</p><p>envolvem os negócios, assim como as viabilizações destes por meio de equipes qualificadas. Conside-</p><p>rando essas características, o pitch foi criado como uma técnica de comunicação assertiva e eficaz, que</p><p>chama a atenção e desperta o interesse do mercado em relação a você e ao seu trabalho; em relação</p><p>a você no que tange ao conjunto de competências, habilidades e repertórios que adquiriu ao longo</p><p>das experiências; e em relação ao seu trabalho ou empresa no sentido dos diferenciais que oferece. A</p><p>questão é que você precisa ser visto e posto no jogo de uma forma mais incisiva e para isso é que o pitch</p><p>tem sido pauta de estudos dentro dos ambientes universitários, já sendo um instrumento na rotina das</p><p>instituições e no fluxo das novas formas de ver e ser visto.</p><p>Mas, afinal, no que consiste o pitch, esse termo que ganhou destaque principalmente no cenário das</p><p>startups, mas que se estende a qualquer iniciativa empreendedora? O pitch consiste na elaboração</p><p>estratégica de uma apresentação de negócios com base na oralidade, dirigida, concisa, podendo ser</p><p>presencial ou em vídeo. A ideia não é proporcionar uma longa reunião, um debate com especificidades,</p><p>uma exposição exaustiva para fechar ou formalizar negócios, mas sim atrair olhares, dar a largada,</p><p>chamar a atenção para que, em uma próxima etapa, as parcerias sejam aprofundadas e efetivadas.</p><p>Figura 1 - O pitch como estratégia de comunicação</p><p>efetiva e destaque no cenário corporativo.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>5</p><p>Pitch</p><p>Estratégico Oral Dirigido Conciso Presencial</p><p>ou gravado</p><p>A elaboração é estratégica porque é estruturada de acordo com objetivos predefinidos que fogem</p><p>do improviso, do amadorismo e da redundância. O roteiro é pensado para você envolver e acertar o</p><p>alvo. Desses objetivos, indica-se iniciar com uma breve apresentação pontual sobre você, a equipe e a</p><p>empresa. A ideia é o oposto do que se pede, por exemplo, na plataforma lattes, na qual os currículos</p><p>apresentam um alto nível de detalhamento das experiências. Não passe de 40 segundos</p><p>nessa etapa,</p><p>pois seu ouvinte deverá conhecer o mais importante das características e trajetória de uma atuação.</p><p>Na sequência, o roteiro deve ter por objetivo responder às soluções que a sua empresa ou seu trabalho</p><p>oferece a um determinado problema. No Brasil, muitos ainda entendem que criar o produto primeiro,</p><p>explanar sobre ele ou exibir o catálogo de serviços é mais importante do que pensar antes de tudo no</p><p>consumidor. Mas a indicação aqui segue as principais escolas de empreendedorismo do mundo que</p><p>trazem a questão de que mostrar soluções ou resolver problemas por meio de oportunidades pode ser</p><p>mais impactante nesses poucos minutos que você terá. Aliás, seria por este caminho que seu negócio</p><p>deveria começar. O produto, caso o tenha em destaque, será sequência inevitável em algum lugar dessa</p><p>apresentação. Não se esqueça de apontar inovações, potencialidades e no que se difere dos demais</p><p>concorrentes diretos ou indiretos, evidenciando também suas vantagens competitivas.</p><p>Figura 2 - Elementos de composição de um pitch.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>6</p><p>Reflita</p><p>Nesta fase, reflita ao pensar na estrutura de um pitch, objetivamente, sobre:</p><p>Qual é o problema?</p><p>Qual é a solução?</p><p>Como se dará a aplicação da proposta metodológica para a resolução desse problema?</p><p>Qual é o modelo de negócio envolvendo receita, viabilidade, resultados, cases de sucesso,</p><p>prêmios, reconhecimentos, riscos, projeções e outros que seu ouvinte deve conhecer?</p><p>Considere nessa reflexão que todos os números, dados e histórias que você mostrar</p><p>deverão ser pautados em pesquisas, constatações, verdades e não em suposições ou</p><p>arranjos criativos que distanciem seu ouvinte da realidade e dos fatos.</p><p>O pitch é dirigido porque tem um expectador com perfil notado de particularidades e interesses diversos</p><p>que devem ser considerados no roteiro. Pense só para quantos nichos de ouvintes pode-se produzir um</p><p>pitch, a compreender os clientes, os investidores, os parceiros, os fornecedores e tantos outros. Assim,</p><p>deve-se analisar com cautela a criação de um conteúdo único e genérico ou a possibilidade, diante dessa</p><p>diversidade, de versões que dialoguem especificamente com cada necessidade. SPINA (2020) reforça</p><p>que não existe fórmula universal pois:</p><p>Cada investidor tem um interesse distinto, assim, é possível que tenha de elaborar duas ou três</p><p>versões do seu pitch para apresentar conforme o perfil do ouvinte. Antes de efetivar sua apresen-</p><p>tação, procure descobrir qual é o nível de conhecimento do mesmo sobre o seu mercado e seu</p><p>negócio. Para ouvintes que tenham pouco conhecimento, procure fazer um pitch mais básico; para</p><p>aqueles que tem know-how no seu segmento, apresente seu pitch mais avançado.</p><p>A fala deve ser concisa, pois a indicação é que se fale o máximo de ideias relevantes, essenciais e impac-</p><p>tantes. Use sua capacidade de sintetizar e lembre-se de que quem está do outro do lado não procura</p><p>“mais do mesmo”.</p><p>Corte tudo que for óbvio da sua apresentação, em especial se o público for qualificado e conhecer o</p><p>mercado que você irá atuar. Você estará perdendo um tempo valioso com algo que a plateia já sabe.</p><p>Lembre-se que seu pitch não precisa ter todas as informações do seu negócio. O mais importante é</p><p>despertar o interesse do ouvinte para que ele tenha o desejo de conhecer mais. Se a forma de cobrar</p><p>pelo seu produto/serviço for óbvia (ex.: venda), não é necessário incluí-la no pitch, entretanto, se o</p><p>diferencial do seu negócio for seu modelo de monetização, adicione ao mesmo (SPINA, 2020).</p><p>Diante da concisão, a linguagem adjetivada ou exagerada deve ser evitada ou ponderada para que o</p><p>tom publicitário não tome conta da proposta explicitamente. Um exemplo consiste em dizer que a sua</p><p>proposta é “fantástica”, “revolucionária”, “genial”, “que trará retornos milionários”. Afirmações como</p><p>essas devem ser articuladas por meio de conclusões do público que recebeu o seu pitch.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>7</p><p>A apresentação do pitch é oral e aqui você aplicará as técnicas de linguagem corporal, uso da voz, dos</p><p>gestos e postura como comunicação eficiente. A sua imagem também contará na credibilidade do que</p><p>você falar.</p><p>Essa apresentação oral pode ser presencial ou gravada:</p><p>a) A presencial acontecerá por meio de um encontro físico entre os envolvidos, a partir de agen-</p><p>damento com horário e local predefinidos. Nesta opção, você deve se preparar para interação</p><p>e perguntas após a sua apresentação.</p><p>b) A gravada é o que se chama de vídeo pitch, que explora a otimização de tempo, as vanta-</p><p>gens da instantaneidade e liberdade de uma comunicação a distância, assim como recursos da</p><p>linguagem audiovisual associada a essa técnica.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Mercado proporciona concursos de pitch</p><p>Aprofunde-se</p><p>E depois de todas essas instruções, antes de submeter o seu pitch ao mundo corporativo,</p><p>teste, solicite feedback e ajuste se necessário. Aqui neste vídeo, da Khan Academy, parte</p><p>da equipe da Pixar apresentar instruções nesse sentido.</p><p>Título: Giving feedback</p><p>Acesso em: 03/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/sR3t-eRrhbU</p><p>2 MODELOS DE PITCH E</p><p>PRINCÍPIOS DE STORYTELLING</p><p>O pitch pode ser classificado de acordo com algumas categorias com características próprias e duração.</p><p>Sobre o tempo de um pitch, recomenda-se que não ultrapasse cinco minutos, mas há variações em que</p><p>os modelos duram um minuto e outros que se estendem até vinte minutos.</p><p>Sobre as categorias:</p><p>O One-sentence pitch, também conhecido como twitter pitch ou pitch foguete, representa o seu projeto</p><p>em uma frase com ocupação máxima de até três linhas ou quinze segundos. Algumas bases experimen-</p><p>https://youtu.be/sR3t-eRrhbU</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>8</p><p>tais reduzem ainda mais esse tempo. E o que caberia aqui: nome da empresa, o mercado direcionado, o</p><p>problema que ela resolve e o diferencial.</p><p>O pitch de elevador, que dura de trinta segundos a um minuto, segue o roteiro acima, dando a oportu-</p><p>nidade de detalhar um pouco mais alguma ideia.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Assista a palestra da pesquisadora Ana Aínsa sobre elevator pitch e como aprender a</p><p>vender em 60 segundos.</p><p>Título: Elevator pitch: aprende a venderte en 60 segundos</p><p>Acesso em: 03/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/kgf3c5mk5eg</p><p>O termo é associado ao tempo de permanência que ficamos em um elevador durante a troca de andares.</p><p>Você teria essa passagem para convencer seu investidor a pegar seu cartão e marcar uma reunião.</p><p>Mesmo sendo desafiador, considere que essa abordagem é previamente pensada.</p><p>Figura 3 - A ideia do elevator pitch, conceituada na ilustração,</p><p>é uma narrativa comum no mercado empresarial.</p><p>https://youtu.be/kgf3c5mk5eg</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>9</p><p>O conceito de elevator pitch tem como precursor o empreendedor Philip Crosby e se estruturou entre</p><p>os anos de 1980 e 1990. Hoje é inerente aos convencimentos que envolvem o mundo corporativo, sendo</p><p>pauta das principais escolas de negócios como a Harvard Business School, que destina em seu website</p><p>um espaço relevante para propagação desses ensinamentos.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Neste vídeo, o SEBRAE apresenta uma prática de elevator pitch com os empreendedores</p><p>de startups Priscila (Malalai), Diogo (Wodengage) e Wellington (3D Virtual Care) que</p><p>apresentam seus pitchs ao investidor-anjo João Kepler.</p><p>Título: Elevator pitch: exemplos práticos</p><p>Acesso em: 02/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/cM2BTr5-w-I</p><p>Há também o pitch deck, em que o profissional conta com o apoio de slides durante a apresentação oral.</p><p>Esses slides, além do conteúdo, devem compreender aspectos estéticos que envolvam tamanho e tipo</p><p>de fonte, escolha adequada da paleta de cores e outros elementos de formatação e arte que contribuam</p><p>para um layout agradável, de leitura</p><p>fácil e atraente. Os slides, quando usados de forma equilibrada,</p><p>funcionam como suporte para aquele que apresenta, além de um possível engajamento da audiência.</p><p>Deste, bifurcam:</p><p>a) Aqueles com tempo entre dois e cinco minutos, nos quais cabe alguma informação extra sobre</p><p>produtos e serviços, além de sua apresentação e da equipe;</p><p>b) Os de cinco a dez minutos, nos quais já se esmiúça um pouco mais o negócio;</p><p>c) Os de dez a vinte minutos, nos quais cabem detalhes de todos os elementos já estudados no</p><p>tópico anterior desta unidade com alguma folga e ainda um bom storytelling.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Elevator pitch e storytelling</p><p>https://youtu.be/cM2BTr5-w-I</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>10</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>11</p><p>Infográfico 1 - Pitch como ferramenta de comunicação eficiente no</p><p>mundo dos negócios.</p><p>Fonte: adaptado de http://www.iinterativa.com.br/infografico-pitch-perfeito/</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>http://www.iinterativa.com.br/infografico-pitch-perfeito/</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>12</p><p>3 VÍDEO PITCH E</p><p>FUNDAMENTOS DE LINGUAGEM AUDIOVISUAL</p><p>O pitch pode ser presencial ou gravado, como explicado anteriormente. Quando você ocupar um cargo</p><p>de destaque em uma empresa renomada e bem estruturada, se desejar produzir um pitch gravado</p><p>ou vídeo pitch, possivelmente irá contar com uma equipe qualificada para criar esse material, contem-</p><p>plando você como protagonista. Ou ainda serão discutidas formas dessa apresentação, como a criação</p><p>de animações ou outros processos criativos.</p><p>Aqui, será tratada a opção de muitos estudantes e até mesmo profissionais gravarem seus próprios</p><p>vídeos. Pense em você na tela. Além do conteúdo já trabalhado anteriormente, é prudente a abordagem</p><p>de algumas questões básicas que permeiam a linguagem audiovisual e que serão parte desse contexto</p><p>para que a comunicação final seja eficiente e atinja os propósitos. Não basta ligar a câmera, falar, gravar</p><p>e enviar sem qualquer sensibilidade, zelo ou conhecimento instrucional.</p><p>Dessa forma, o mote deste tópico compreende como escolher ângulos, planos e movimentos durante a</p><p>gravação, favorecendo a sua ideia.</p><p>Os ângulos básicos de câmera que você pode optar são o normal, o alto e o baixo.</p><p>Normal A lente da câmera é posta na altura dos olhos do sujeito que gravará.</p><p>Alto A lente da câmera fica acima do nível dos olhos do sujeito que gravará.</p><p>Baixo A lente da câmera fica abaixo do nível dos olhos do sujeito que gravará.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Como você deseja aparecer para o seu público?</p><p>Sobre os planos, eles representam o que você quer colocar no quadro, o que deve aparecer ou não de</p><p>acordo com a mensagem a ser transmitida. Entre eles, estão o “grande plano geral” e o “plano aberto”,</p><p>que valorizam mais o cenário do que as pessoas envolvidas na gravação. Já o “plano americano”, “plano</p><p>médio”, “close médio”, “close up”, “close up extremo” trazem detalhamentos em níveis diferentes dos</p><p>envolvidos nas cenas. O “plano detalhe” explora algo de valor naquela mensagem com destaque.</p><p>O objetivo aqui é informar você dessa variedade e lembrar que o mais adequado deles, e o que você</p><p>precisa conhecer, é o que te exibirá no vídeo explorando sua expressão corporal e facial como se você</p><p>estivesse mesmo diante de um grande investidor. Você falará com ele e, assim, deve pensar como recor-</p><p>tará seu corpo nessa tela para que se estabeleça um contato próximo, nem tão intimista, nem tão distante.</p><p>Assim, indica-se como uma boa opção o plano médio, onde você enquadrará a câmera entre a sua</p><p>cintura e uns cinco dedos acima da sua cabeça. Esse plano é escolhido em situações em que a fala carre-</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>13</p><p>gada de informações é o foco principal da imagem. Os jornalistas, entrevistados, palestrantes, profes-</p><p>sores de ensino a distância e outros optam constantemente por esse plano.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Visualize na prática os planos citados na unidade 8, afinal cada um deles valoriza algum</p><p>detalhe dentro do quadro e passa uma mensagem diferente para o espectador.</p><p>Título: Planos e enquadramentos de câmera</p><p>Acesso em: 02/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/YWTj3qofkJ0</p><p>Sobre os movimentos de câmera para um pitch, no formato em discussão, manter a câmera fixa sobre</p><p>o tripé é o processo mais simples com condições de garantir mais qualidade.</p><p>Figura 4 - A imagem apresenta a profissional em plano</p><p>médio, ressaltando as potencialidades da linguagem oral e</p><p>corporal, envolvendo semblante, mãos e braços.</p><p>https://youtu.be/YWTj3qofkJ0</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>14</p><p>Mas se o seu material for editado, contar com pós-produção e um auxiliar durante as captações, você</p><p>poderá explorar movimentos como panorâmica na qual a câmera não se desloca de seu eixo, mas gira</p><p>sobre ele no sentido horizontal e vertical. Contando com esses três recursos também é possível traba-</p><p>lhar com:</p><p>• Variação dos planos como, por exemplo, o close médio (que enquadra o comunicador na altura</p><p>do peito até um plano acima da cabeça) e o close up (que enquadra somente a cabeça com</p><p>potencialização do semblante);</p><p>• A ideia de você se movimentar em cena;</p><p>• Imagens de apoio para o pitch;</p><p>• Composição de lettering (texto em tela);</p><p>• Criação de arte;</p><p>• Efeitos e outros.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Assista um pitch que transcorreu de forma presencial, mas que também foi gravado</p><p>considerando o plano médio, ângulo normal e poucos movimentos horizontais.</p><p>Título: Demo Brasil pitch startup - Chegue lá</p><p>Acesso em: 02/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/z96oEIEY-RY</p><p>https://youtu.be/z96oEIEY-RY</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>15</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, foram apresentados os fundamentos para elaboração e projeção de um bom pitch. Você:</p><p>• Aproximou-se de conceitos e modelos de pitch;</p><p>• Aprendeu sobre fundamentos de storytelling;</p><p>• Adentrou na linguagem audiovisual para produção de vídeo pitch.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 4 - O pitch como estratégia de comunicação efetiva</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>FUNDAÇÃO TELEFÔNICA E VIVO. Pitch: como apresentar o seu negócio em pouco tempo. 2016. Dispo-</p><p>nível em: https://youtu.be/f5XW0Sz9-T8 Acesso em: 20 fev. 2020.</p><p>GRANADO, Nei (Org.); TERENZZO, Martha et al. Empreendedorismo Inovador: como criar startups de</p><p>tecnologia no Brasil. São Paulo: Évora, 2012.</p><p>PALACIOS, Fernando; TERENZZO, Martha. O Guia completo de Storytelling. Rio de Janeiro: Alta Books, 2016.</p><p>RIBEIRO, Luis. O roteiro para uma apresentação eficaz. Disponível em: https://www.ideianoar.com.br/</p><p>pitch-o-roteiro-para-uma-apresentacao-eficaz/ Acesso em: 20 fev. 2020.</p><p>SPINA, Cassio A. O pitch (quase) perfeito: (mais) um guia prático de como conquistar investidores e clientes</p><p>para seu negócio. Disponível em: www.anjosdobrasil.net/pitch.html Acesso em: 20 fev. 2020.</p><p>https://youtu.be/f5XW0Sz9-T8</p><p>https://www.ideianoar.com.br/pitch-o-roteiro-para-uma-apresentacao-eficaz/</p><p>https://www.ideianoar.com.br/pitch-o-roteiro-para-uma-apresentacao-eficaz/</p><p>http://www.anjosdobrasil.net/pitch.html</p><p>COMUNICACAO-EFETIVA-Unidade1---Newton</p><p>COMUNICACAO-EFETIVA-Unidade2---Newton</p><p>COMUNICACAO-EFETIVA-Unidade3---Newton</p><p>COMUNICACAO-EFETIVA-Unidade4---Newton</p><p>é contraído e o abdome</p><p>se expande, voltando ambos à posição anterior durante o processo de expiração. Neste caso,</p><p>as costelas não se elevam;</p><p>c) Respiração costodiafragmática ou mista: ocorre, quando, simultaneamente, contrai-se o</p><p>diafragma e dilatam-se as costelas.</p><p>O autor reforça o terceiro mecanismo respiratório como o mais adequado, principalmente para quem</p><p>faz uso da voz na vida profissional ou social com certa exposição e frequência.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: As vantagens da respiração costodiafragmática nos</p><p>mecanismos da voz</p><p>Aprofunde-se</p><p>Na tese “A voz na interação verbal: como a interação transforma a voz”, você encontra</p><p>capítulos que debatem análises do uso da voz que transcendem uma produção da laringe.</p><p>De acordo com o contexto inserido, aspectos linguísticos e sociais podem alterar ou propor</p><p>variações nesse mecanismo.</p><p>Título do artigo: A VOZ NA INTERAÇÃO VERBAL: como a interação transforma a voz</p><p>Link: http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Teses/regina_chun.pdf</p><p>2 AQUECIMENTO, ARTICULAÇÃO,</p><p>VELOCIDADE, VOLUME E EXPRESSÃO</p><p>Além da respiração, outros elementos são necessários na composição do que se entende por tempo-</p><p>-ritmo da voz. Essa é a expressão usada para designar a musicalidade e cadência da fala na compreensão</p><p>de um conjunto de técnicas que te auxiliarão com exercícios para que os princípios da estética vocal</p><p>contribuam para a excelência de sua oratória. Afinal, dizem os profissionais dessa área, tanto os da</p><p>saúde como os de ciências sociais e humanas, que toda voz pode ser trabalhada mesmo que se tenha</p><p>algum ajuste necessário no aparelho fonoarticulatório. Essa jornada se dá respeitando e projetando</p><p>positivamente as características genéticas, estilo e personalidade de cada um.</p><p>http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Teses/regina_chun.pdf</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>8</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>A voz conta uma série de dados inerentes a três dimensões do indivíduo: biológica, psicológica e</p><p>socioeducacional. As informações contidas na dimensão biológica dizem respeito aos nossos dados</p><p>físicos básicos, como sexo, idade e condições gerais de saúde; as informações contidas na dimensão</p><p>psicológica correspondem às características básicas da personalidade e do estado emocional do</p><p>indivíduo durante o momento da emissão; já a dimensão socioeducacional oferece dados sobre os</p><p>grupos a que pertencemos, sociais ou profissionais. Conscientes ou não, influenciamos com nossas</p><p>vozes e somos influenciados pelas vozes das pessoas com quem fazemos contato (RODRIGUES;</p><p>VIEIRA; BEHLAU, 2011, p. 3-4).</p><p>Apontado então o que o tempo-ritmo da voz, prioritariamente, abrange, pode-se elencar:</p><p>Respiração Tempo-ritmo</p><p>Aquecimento</p><p>Dicção Velocidade</p><p>Expressão Volume</p><p>Esses são os elementos que costumam influenciar muito na atenção dispensada pelos ouvintes diante</p><p>da melodia que pode se tornar uma voz.</p><p>Agora é a vez de desenvolver o aquecimento vocal. Ele funciona como uma preparação que deve ante-</p><p>ceder uma grande exposição oral, com objetivo de maximizar seu desempenho e, ao mesmo tempo,</p><p>preservar suas estruturas evitando grandes desgastes na produção do seu som ou, se preferir, do seu</p><p>instrumento de relacionamento social e profissional, que é a sua voz. A ideia de aquecer antes de uma</p><p>apresentação oral envolve fazer com que “a máquina” gradativamente pegue força e impulso para</p><p>funcionar corretamente.</p><p>Quando você acorda pela manhã, abre os olhos, já pula da cama e começa a proferir explicações, atende</p><p>muitos telefonemas, resolve várias coisas ao mesmo tempo? Provavelmente não! Você deve se espre-</p><p>guiçar, levantar com calma, fazer sua higiene pessoal, tomar seu café e, gradativamente, começar o seu</p><p>dia. O mesmo acontece quando alguém vai à academia. Não é recomendado começar as atividades</p><p>físicas sem nenhum aquecimento, tem que preparar o corpo para essa execução e assim atingir um</p><p>melhor resultado do que se pretende no processo. Quando ocorre um trabalho que envolve a voz, o</p><p>percurso será o mesmo: aquecer para preparar.</p><p>Para iniciar, é necessário organizar a sua postura corporal que envolve o hábito de encontrar o correto e</p><p>confortável ajuste do seu corpo, seja em posição sentada ou em pé. Quando se fala da voz, uma atenção</p><p>deve ser direcionada às costas, ombros, pescoço e cabeça que alinhados auxiliarão muito na fluência do</p><p>aparelho fonador. Um relaxamento corporal também pode ser feito antes.</p><p>Diagrama 1 - Elementos que resultam no tempo-ritmo da voz.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>9</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Exercícios de respiração e aquecimento vocal direcionados</p><p>para o uso adequado da voz</p><p>No momento do aquecimento de acordo com a reportagem acima, a articulação das palavras também</p><p>foi preparada por meio da flexibilidade e mobilidade dos lábios, da língua, da mandíbula e do palato. A</p><p>pronúncia das palavras, conhecida como dicção, é condição para uma comunicação eficiente. Quando o</p><p>emissor não estabelece com sucesso esse processo, a mensagem pode chegar distorcida ou ininteligível.</p><p>Deste quadro é parte não pronunciar o r e o s no final da palavra como em “joga” (jogar), “come” (comer),</p><p>“ri” (rir), “pulamo” (pulamos), “fizemo” (fizemos) e outros. Suprimir o i no meio da palavra também faz</p><p>parte desse quadro: “janero” (janeiro), “carnero” (carneiro) ou “padero” (padeiro). No caso de pessoas com</p><p>menos instrução, a dicção ainda é comprometida pela hipértese, metátese, rotacismo e lambdacismo.</p><p>A hipértese é a deslocação de letras de uma sílaba para outra da mesma palavra, como “desvariado”</p><p>(desvairado). A metátese é a deslocação de uma letra dentro da mesma sílaba, como “troce” (torce). O</p><p>rotacismo é a troca de l pelo r, exemplo “probrema” (problema). O lambdacismo é o inverso, ou seja, a</p><p>troca do r pelo l, característica do Cebolinha da Turma da Mônica quando pede uma “calona pala casa”</p><p>(carona para casa).</p><p>Aprofunde-se</p><p>Título: Como melhorar a dicção: 4 exercícios para turbinar sua comunicação!</p><p>Acesso em: 05/01/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/rqgZIlYjFVg</p><p>A velocidade representa os espaços e variações de tempos de normalidade, rapidez ou lentidão na fala.</p><p>Identifica-se como normal de 130 a 180 palavras por minuto e que os tempos devem ser mesclados para</p><p>chegar ao dinamismo. Falar devagar pode ser útil para ressaltar ideias ou palavras, mas por muito tempo</p><p>pode gerar dispersão e cansaço no ouvinte. Já acelerar pode exigir alguma atenção pelo movimento</p><p>veloz dos sons, mas ao mesmo tempo pode prejudicar, por exemplo, a precisão dos sons emitidos.</p><p>O mesmo valor de equilíbrio se dá pelo volume da voz, onde o normal, o alto e o baixo devem ser esco-</p><p>lhidos e ponderados durante a sua oratória de forma estratégica e nunca despercebida. A fala constan-</p><p>temente baixa gera tédio, dispersão e esforço do ouvinte. A alta por tempo demasiado pode ser desa-</p><p>gradável. Sempre se lembre que quando estiver diante do microfone ele também será um instrumento</p><p>externo que fará essa ampliação. O controle dessa intensidade da voz pode ser associado à projeção</p><p>vocal e quanto de energia essa voz transmite.</p><p>Ainda na contemplação do tempo-ritmo, a voz representa uma expressão natural ou intencionada.</p><p>Natural quando por meio dela você permite fluir, de forma inconsciente e não percebida, como se sente</p><p>https://youtu.be/rqgZIlYjFVg</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>10</p><p>emocionalmente e até mesmo fisicamente. Tanto uma alegria como uma doença, por exemplo, podem</p><p>interferir na decodificação do conteúdo que se transmite pela fala. Esse conteúdo pode não ter nada</p><p>em comum com o que você sente no determinado momento em que ele precisa ser exposto. E sem</p><p>perceber, você que está muito feliz com algum acontecimento pessoal, ao transmitir uma mensagem</p><p>que não tem um conteúdo alegre, imprime essas características na sua voz. Intencionada</p><p>quando você</p><p>desenvolve ou reforça alguns elementos interpretativos na voz junto ao conteúdo para que ele tenha</p><p>ainda mais sentido.</p><p>Pense em um chefe de departamento que recebe uma excelente notícia para dar aos seus funcionários</p><p>de que, no próximo mês, todos terão um aumento salarial. Entretanto, ele administrou no dia anterior</p><p>um óbito de um ente muito querido que não foi compartilhado com a equipe. No momento do comu-</p><p>nicado, ele ainda se encontra em profunda tristeza e abatimento. Sem energia e expressão adequada,</p><p>ele reúne todos e quando revela a boa nova, um membro do grupo pergunta: “E essa notícia não é boa?</p><p>Está parecendo que você não ficou nada feliz com ela”. Nesse caso, a comunicação oral não foi eficiente,</p><p>o conteúdo não está refletido na estética vocal. O chefe de departamento, considerando seu cargo e</p><p>importância da informação, deveria ter usado a voz como complemento interpretativo da mensagem e</p><p>não o inverso.</p><p>E de que forma isso é possível? Por meio da ênfase, da pausa, da aplicação da emoção correta do que</p><p>se fala.</p><p>A ênfase realça algumas palavras ou trechos, deixando-os mais expressivos e valorizando seus signifi-</p><p>cados à medida que os intensifica na produção vocal. Ela está relacionada com a intenção daquilo que se</p><p>Figura 4 - Durante uma apresentação empresarial, reforce a</p><p>interpretação do conteúdo do seu discurso por meio da sua</p><p>voz, para que a decodificação da mensagem tenha sucesso</p><p>junto ao seu público.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>11</p><p>quer dizer, ou seja, do discurso. De cinco palavras ditas, enfatizar pelo menos uma já é um bom começo.</p><p>A pausa auxilia na mudança de um argumento e no respeito de uma acentuação que envolve pontos e</p><p>vírgulas parceiros da respiração. A emoção deve ser assertiva dentro de uma expressão intencionada,</p><p>programada, previamente pensada: vou transmitir pela minha voz uma mensagem com conteúdo triste,</p><p>não posso sorrir ao falar, pois o sorriso causaria um ruído nessa comunicação sendo estranhamente não</p><p>compreendido ou compreendido como uma ironia.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Julian Treasure é o presidente da The Sound Agency, uma empresa que aconselha negócios</p><p>globais sobre o uso do som em todas as suas possibilidades. Autor do livro Sound Business,</p><p>nesta conferência ele versa sobre a voz humana e como falar de um jeito que as pessoas</p><p>tenham interesse em te escutar, agregando questões do discurso e questões da estética.</p><p>Título: Como falar de um jeito que as pessoas queiram ouvir</p><p>Acesso em: 05/01/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/tmwVHLrThg0</p><p>3 CUIDADOS COM A VOZ</p><p>Em conjunto com o conteúdo e a linguagem corporal, ficou evidente até aqui que a voz é igualmente</p><p>importante nos processos de comunicação e que com uma estética bem empregada, ela pode ser sua</p><p>aliada nos ambientes profissionais e sociais na transmissão de verossimilhança, credibilidade, confiança,</p><p>liderança, assertividade e outros que podem refletir sua autoimagem.</p><p>Dessa forma, pesquisas instrumentalizam sobre como você deve preservar e cuidar da sua voz ao longo</p><p>da sua vida. As orientações que seguem foram organizadas por Rodrigues, Vieira e Behlau (2011, p. 5-6)</p><p>e funcionam como um guia para que, daqui para frente, você seja o agente de sua saúde vocal:</p><p>• Beba água, regularmente, em pequenos goles, principalmente quando estiver fazendo uso</p><p>profissional da voz. A água hidrata o organismo e favorece uma emissão vocal sem tensão.</p><p>• Mantenha uma alimentação saudável e regular. Isso ajuda a prevenir o refluxo, que é prejudi-</p><p>cial à laringe e às pregas vocais.</p><p>• Evite achocolatados e derivados do leite, principalmente antes da utilização profissional da</p><p>voz, pois aumentam a produção de secreção no trato vocal e dificultam a emissão.</p><p>• Enquanto estiver falando, mantenha a postura do corpo sempre ereta, no eixo, porém rela-</p><p>xada e livre de tensões (principalmente a cabeça).</p><p>• Tenha momentos de descanso durante o dia, poupando a sua voz.</p><p>https://youtu.be/tmwVHLrThg0</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>12</p><p>• Evite gritar ou falar frequentemente em forte intensidade: sempre que possível procure se</p><p>aproximar do outro para conversar.</p><p>• Evite competição sonora: ao falar, abaixe o volume da TV e/ou do som.</p><p>• Esteja atento à ingestão de líquidos em temperaturas extremas, ou seja, muito gelado ou</p><p>muito quente, principalmente durante o uso profissional da voz. Algumas pessoas têm maior</p><p>sensibilidade e podem ter desconforto vocal. Observe se esse é o seu caso e procure evitar o</p><p>que dificulta a produção da sua voz.</p><p>• Evite pigarrear ou tossir demais, pois isso provoca um forte atrito entre as pregas vocais,</p><p>irritando-as. Procure substituí-los por uma respiração seguida de deglutição de saliva para</p><p>deslocar a secreção. Se o problema persistir, procure um médico.</p><p>• Evite falar enquanto pratica exercícios físicos: o esforço muscular associado à fala provocará</p><p>sobrecarga na musculatura de sua laringe.</p><p>• Fique atento a possíveis ressecamentos do trato vocal quando estiver exposto ao ar condi-</p><p>cionado. Isso pode levá-lo a produzir uma voz com maior esforço e tensão. Se esse for o seu</p><p>caso, procure se manter bem hidratado e beber água em pequenos goles durante o período</p><p>de exposição.</p><p>• Evite chupar balas ou pastilhas fortes, assim como utilizar sprays, que mascaram o sintoma</p><p>de garganta irritada e faz com que você produza a voz com esforço, sem perceber. Quando o</p><p>efeito da bala passar, a irritação na garganta será ainda maior. Em substituição a essas alter-</p><p>nativas, procure fazer repouso vocal.</p><p>• Evite falar muito quando estiver gripado ou em crise alérgica, pois, nesses casos o tecido que</p><p>reveste a laringe está inchado e haverá grande atrito entre pregas vocais durante a fala.</p><p>• Evite usar roupas apertadas na região do pescoço e na cintura. Elas dificultam a livre movimen-</p><p>tação da laringe e do diafragma, musculatura importante para a respiração.</p><p>• Evite fumar e ingerir bebidas alcoólicas em excesso. Tais hábitos irritam a laringe. Além disso,</p><p>o cigarro aumenta consideravelmente o risco para o desenvolvimento do câncer de laringe e</p><p>pulmão. O fumo é altamente nocivo, pois a fumaça quente agride o sistema respiratório e prin-</p><p>cipalmente as pregas vocais, podendo causar irritação, pigarro e edema. Álcool em excesso</p><p>também é prejudicial para as pregas vocais e tem efeito analgésico, fazendo com que você</p><p>cometa abusos vocais sem se dar conta.</p><p>• Evite falar grosso ou fino demais, travar os dentes ao falar e falar muito rápido. Tenha uma</p><p>voz com entonação variada, articule bem as palavras, perceba-se enquanto fala, acalme-se,</p><p>faça pausas expressivas e respiratórias. Aqueça e desaqueça sua voz, antes e após exposições</p><p>significativas.</p><p>• Evite se automedicar. Muitos remédios podem indiretamente piorar a sua voz. Fique atento a</p><p>medicações que causam sensação de boca seca.</p><p>• Busque por orientação médica. Quando você estiver com uma rouquidão por mais de 15 dias,</p><p>consulte um médico otorrinolaringologista e/ou um fonoaudiólogo.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>13</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>SAÚDE VOCAL</p><p>Seja o agente de sua saúde vocal e cuide bem da sua voz,</p><p>pois ela é importante para sua comunicação eficiente!</p><p>Beba água!</p><p>Regularmente, principalmente quando estiver</p><p>fazendo uso profissional da voz. A água hidrata</p><p>o organismo e favorece uma emissão vocal</p><p>sem tensão.</p><p>Que tal se alimentar bem?</p><p>Isso ajuda a prevenir o refluxo, que é prejudicial</p><p>à laringe e às pregas vocais.</p><p>Evite alimentos gordurosos e gasosos</p><p>Mantenha uma alimentação saudável e regular.</p><p>Gritos e competições sonoras?</p><p>Não é indicado! Evite gritar ou falar frequentemente</p><p>em forte intensidade: sempre que possível procure</p><p>se aproximar do outro para conversar.</p><p>Cuidado com ar condicionado</p><p>Isso pode levá-lo a produzir uma voz com maior esforço e tensão. Se este for o seu caso, procure</p><p>manter-se bem hidratado e beber</p><p>água em pequenos goles durante o período de exposição.</p><p>Não use medicamentos sem prescrição!</p><p>Muitos remédios podem indiretamente piorar a sua voz. Fique atento a medicações que causam</p><p>sensação de boca seca. Busque por orientação médica.</p><p>Mantenha a postura corporal</p><p>Enquanto estiver falando, mantenha a postura</p><p>do corpo sempre ereta, no eixo, porém relaxada</p><p>e livre de tensões (principalmente a cabeça).</p><p>Evite roupas apertadas</p><p>Elas dificultam a livre movimentação da laringe e do diafragma, musculatura importante para</p><p>a respiração.</p><p>Infográfico 1 - A saúde vocal como preservação e cuidados com a voz.</p><p>Fonte: adaptado de Rodrigues, Vieira e Behlau (2011, p. 5-6).</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>14</p><p>Aprofunde-se</p><p>Título: Fonoaudiologia: cuidados diários</p><p>Acesso em: 10/01/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/4ljazT_9jWc</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Conheça a poesia Magia da Voz de Eunice Mendes</p><p>https://youtu.be/4ljazT_9jWc</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>15</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, foram apresentados os repertórios necessários para o desempenho de um trabalho</p><p>vocal com qualidade aos diversos ambientes que transita. Você:</p><p>• Aproximou-se de técnicas e conteúdos sobre estética vocal;</p><p>• Adentrou no universo de estudo dos mecanismos da voz;</p><p>• Percebeu a relevância dos elementos do tempo-ritmo na produção vocal;</p><p>• Assimilou exercícios;</p><p>• Aprofundou questões de saúde vocal.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 1 - Comunicação oral: estética e técnicas na produção da voz</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>LOUZADA, Paulo da Silva. As bases da educação vocal. Rio de Janeiro: O Livro Médico LTDA, 1982.</p><p>RODRIGUES, G.; VIEIRA, V. P.; BEHLAU M. Saúde vocal - Profissionais da voz, 2011. Disponível em: http://</p><p>www.hcrp.fmrp.usp.br/sitehc/upload/saudevocal.pdf Acesso em: 17 jan. 2020.</p><p>http://www.hcrp.fmrp.usp.br/sitehc/upload/saudevocal.pdf</p><p>http://www.hcrp.fmrp.usp.br/sitehc/upload/saudevocal.pdf</p><p>A linguagem corporal na comunicação efetiva:</p><p>olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>Unidade 2</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>Unidade 2</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>A linguagem corporal na comunicação efetiva:</p><p>olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>3</p><p>Unidade 2 A linguagem corporal</p><p>na comunicação efetiva:</p><p>olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>Objetivos de aprendizagem:</p><p>• Compreender a importância da linguagem não verbal representada pelas expressões corporais.</p><p>• Reconhecer a funcionalidade do semblante na comunicação.</p><p>• Contemplar o trabalho do olhar e da boca como principais elementos da composição do semblante.</p><p>• Analisar o papel dos movimentos da cabeça e a postura do tronco em exposições que envolvam</p><p>oratória ou outros processos.</p><p>• Refletir sobre os conceitos discutidos, adequando e aplicando as técnicas de descobertas de</p><p>acordo com a sua personalidade e as necessidades comunicacionais.</p><p>Tópicos de estudo:</p><p>• A expressividade do olhar na composição da mensagem;</p><p>• A boca e a sua representação no semblante;</p><p>• Os movimentos de cabeça e a postura do tronco na comunicação visual.</p><p>Iniciando os estudos:</p><p>O corpo fala! E isso quer dizer que parte do conjunto da comunicação traçada com o mundo social e profis-</p><p>sional pode ser direcionada à sintonia entre o pensar, o organizar o discurso, o escrever, o falar e também</p><p>a tradução dos gestos, postura e apresentação pessoal associados aos processos quando necessário.</p><p>A imagem pessoal mostra ao mundo muito de quem você é, reforçando aspectos favoráveis ou contrá-</p><p>rios durante uma apresentação. Favoráveis no sentido de indicar, por exemplo, segurança, poder,</p><p>decisão, confiabilidade, adequação, elegância, empatia e outros. Desfavoráveis quando o oposto dessas</p><p>características é empregado na leitura da imagem de um interlocutor. Até mesmo o fato de um indivíduo</p><p>ser asseado ou não pode intervir em diversas convivências.</p><p>Assim, não é somente seu texto e sua voz que comunicam. O semblante, o olhar, os lábios, as pernas, os</p><p>pés, os braços, as mãos, a postura, a higiene e o figurino compõe o mise-en-scène de todas exposições</p><p>que envolvem o corpo humano. Trata-se aqui da comunicação não verbal.</p><p>Essa unidade se constrói com o estudo da apropriação da linguagem não verbal e suas representações</p><p>na comunicação eficiente no que tange ao semblante, à cabeça e ao tronco.</p><p>Bom aprendizado! E antes de iniciar, relembre o célebre pensamento de uma das figuras mais geniais</p><p>da literatura britânica, o detetive Sherlock Holmes, criado pelo autor Arthur Conan Doyle: “Nas unhas do</p><p>homem, nas mangas do seu paletó, nos seus sapatos, nos joelhos da calça, nos calos do seu polegar e do</p><p>seu indicador, na sua expressão, nos punhos da sua camisa, nos seus movimentos – em cada um desses</p><p>traços a ocupação de um homem se revela. É quase inconcebível que todos esses traços reunidos não</p><p>sejam suficientes para esclarecer, em qualquer circunstância, o investigador competente”.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>4</p><p>1 A EXPRESSIVIDADE DO OLHAR</p><p>NA COMPOSIÇÃO DA MENSAGEM</p><p>A linguagem não verbal comporta os estudos de como o corpo pode nos representar nos caminhos de uma</p><p>comunicação eficiente. De forma isolada ou em consonância com a linguagem verbal, ela é usada como</p><p>parâmetro nas relações interpessoais, nas negociações e em muitos processos de comunicação. A ideia é</p><p>que ela deixe de ser somente um ato espontâneo, sem pretensão, sem conhecimento de suas potenciali-</p><p>dades para se tornar algo mais consciente e direcionado quando assim for necessário em seus objetivos.</p><p>Porém, também se faz relevante compreender que não existe uma tabela ou alfabeto corporal universal</p><p>que traduza com exatidão a leitura daquilo que o corpo fala. A interpretação da mensagem corporal deve</p><p>ser exercitada considerando o contexto (situação em que os envolvidos se encontram) e o conjunto (a</p><p>conexão ou não do que o corpo comunica com o conteúdo da mensagem verbal ou outros elementos).</p><p>Inicialmente, será tratado aqui o semblante, afinal, de todo o corpo humano, é ele que carrega uma</p><p>grande força de expressão de ideias e sentimentos, principalmente por conta dos olhos e da boca que</p><p>agregam coerência sobre o conteúdo de uma mensagem. Muitas vezes, o jogo fisionômico por si só já</p><p>comunica muito do que se deseja: dúvida, decepção, alegria, espanto, desprezo, descoberta, reflexão,</p><p>fúria, tristeza e outros.</p><p>Figura 1 - A comunicação facial como mensagem.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>5</p><p>Os traços desenhados pelos olhos e os movimentos delineados pela boca, assim como os seus signi-</p><p>ficados, já até se transformaram em linguagem universal por meio dos emojis criados para a troca de</p><p>mensagens instantâneas dentro do WhatsApp, Facebook e demais redes sociais.</p><p>Os olhos estabelecem a sua comunicação visual com o outro. Já notou como você pode se sentir inco-</p><p>modado quando, ao conversar com alguém, essa pessoa vai aos extremos não olhando para você dire-</p><p>tamente ou olhando demasiadamente? Na primeira opção, quando alguém desvia com frequência o</p><p>olhar do seu durante uma conversa, olhando para baixo, para os lados ou para qualquer outro ponto, a</p><p>sensação causada é a de desprezo, de pouco interesse. Na segunda opção, o excesso gera uma impressão</p><p>de invasão, que deixa pouco à vontade aquele que assim é observado.</p><p>A orientação é que você não deixe de olhar para os outros e os faça perceber que estão sendo notados</p><p>entre 60% e 70% do tempo total da duração da conversa. No caso de estar falando para um público</p><p>maior, você deve variar passando por todos e jamais ficar fixo, todo o tempo, em apenas uma pessoa,</p><p>desconsiderando as demais ao seu redor.</p><p>Figura 2 - As expressões humanas e as suas intenções</p><p>comunicacionais usadas hoje pela escolha dos emojis.</p><p>Comunicação</p><p>efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>6</p><p>No caso de um auditório, orienta-se que você olhe inicialmente para o grupo localizado ao fundo e, natu-</p><p>ralmente, sem que os ouvintes percebam passe pelos que estão na região central e depois pelos loca-</p><p>lizados na frente. Isso deve se repetir durante a exposição e é interessante deter por alguns segundos,</p><p>mais demorados, a atenção direcionada em pessoas específicas e não somente nesse fluxo geral.</p><p>Além de olhar tecnicamente para as pessoas nos processos de comunicação, também é importante</p><p>enxergar o que implica em algo mais complexo, interpretativo, que requer atenção na contemplação de</p><p>como a mensagem que está sendo transmitida impacta no outro ou, ainda, o que ele pretende transmitir</p><p>também de forma intencionada ou não.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Assista ao documentário “Janela da Alma”, dirigido por João Jardim e Walter Carvalho. O</p><p>material conta com depoimentos do escritor e prêmio Nobel José Saramago, o cineasta</p><p>Wim Wenders, o fotógrafo cego Evgen Bavcar, o músico Hermeto Paschoal, o neurologista</p><p>Oliver Sacks, o vereador cego Arnaldo Godoy, a atriz Marieta Severo e outros que fazem</p><p>revelações pessoais sobre os aspectos relativos à comunicação visual.</p><p>Título: Janela da alma</p><p>Documentário de 2001.</p><p>Direção de João Jardim e Walter Carvalho.</p><p>Acesso em: 29/01/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/4F87sHz6y4s</p><p>Figura 3 - Faça com que o outro perceba que está</p><p>sendo notado durante boa parte da conversa.</p><p>https://youtu.be/4F87sHz6y4s</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>7</p><p>Para o autor Marco Laurindo (2004, p. 108), os olhos têm três funções importantes. A primeira está rela-</p><p>cionada ao rosto, pois, enquanto ele comunica a emoção, os olhos comunicam a intensidade da emoção</p><p>por meio do grau de dilatação da pupila. Quando as pessoas estão motivadas, as pupilas se dilatam. A</p><p>segunda é regular a conversação, pois usamos nossos olhos para solicitar e proporcionar respostas,</p><p>já que um ponto importante em uma conversa é esperar sua vez de falar. A terceira função do olhar é</p><p>definir a natureza da relação. Nesse sentido, um olhar mais demorado pode indicar poder quando, por</p><p>exemplo, uma pessoa com algum status mais elevado frequentemente se fixa mais nos olhos do outro,</p><p>enquanto a pessoa com status mais baixo ou olha indiretamente ou evita o olhar.</p><p>Allan Pease e Barbara Pease (2005) reforçam a comunicação da pupila por meio da pesquisa de Eckhard</p><p>Hess, do Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago, o pioneiro em pupilometria. Ela</p><p>comprovou que a pupila se dilata em até quatro vezes mais o seu tamanho original diante de uma exci-</p><p>tação. Inversamente, um estado mais negativo de frustação ou nervosismo faz a contração das pupilas,</p><p>gerando uma expressão mais fechada, menos reluzente.</p><p>Na China antiga, os mercadores de pedras preciosas observavam a dilatação das pupilas dos</p><p>compradores ao negociar preços. Séculos atrás, as prostitutas pingavam nos olhos gotas de bela-</p><p>dona, uma tintura contendo atropina, para dilatar as pupilas e assim adquirir uma aparência mais</p><p>desejável. Um velho clichê diz “olhe as pessoas nos olhos ao falar com ela”. Mas na comunicação e</p><p>na negociação, o melhor é “olhá-la nas pupilas” porque são estas que falam dos reais sentimentos</p><p>das pessoas (PEASE, 2005, p. 106).</p><p>Figura 4 - Os olhos e algumas de suas funções na comunicação.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>8</p><p>E nesse sentido de que “os olhos são as janelas da alma”, há também muitos reflexos e exploração</p><p>dessa comunicação presente na literatura. Na brasileira, para citar apenas uma consagrada memória, a</p><p>personagem Capitu de Machado de Assis, na obra Dom Casmurro, é mundialmente conhecida pelo olhar</p><p>enigmático ou pelos “olhos de ressaca, de cigana oblíqua e dissimulada”.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Veja neste trecho de dramaturgia, exibido pela TV Globo, a representação de parte da</p><p>obra de Machado de Assis na qual os atores exploram toda a linguagem não verbal no</p><p>sentido de comunicação facial por meio dos personagens. Embora a narrativa envolva</p><p>uma história de amor e sedução, a expressividade traz a consciência da importância da</p><p>comunicação representada pelo conjunto de elementos que você estuda aqui.</p><p>Título: Capitu - Olhos de Ressaca</p><p>Acesso em: 25/01/2020</p><p>Disponível em: https://youtu.be/8OZDhErA2Rw</p><p>Nesse contexto, a cabeça e as sobrancelhas também exercem função nas expressões quando as</p><p>erguemos ou as abaixamos nas diversas escalas. Não é difícil identificar o que você sente ou percebe</p><p>quando se depara com alguém assim, como na imagem abaixo:</p><p>Figura 5 - A mulher com as sobrancelhas abaixadas e</p><p>apertadas, olhar em linha reta, pupila diminuída e cabeça</p><p>posicionada baixa parece procurar uma posição de</p><p>enfrentamento com seu rival ou algo que provoque a sua</p><p>agressividade, insatisfação ou profundo descontentamento.</p><p>https://youtu.be/8OZDhErA2Rw</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>9</p><p>Outro estudo de linguagem não verbal envolvendo a comunicação do olhar e cabeça é mostrado por</p><p>meio das imagens da princesa Diana Frances Spencer (1961-1997), conhecida como Lady Di, a primeira</p><p>esposa do atual príncipe de Gales, Charles, filho mais velho da rainha Elizabeth II do Reino Unido. Perceba</p><p>algum padrão adotado pela princesa na sua expressividade facial na qual a cabeça e queixo estão leve-</p><p>mente abaixados com o olhar suspenso, de cima para baixo.</p><p>As imagens da princesa comunicam algum traço de submissão e respeito que, em muitas vezes, são</p><p>postos para alcançar, estrategicamente, algo que se deseje sem embates e com sutileza. Ainda pode-se</p><p>ler alguma pureza por meio da representação da infância, em que, quando pequenos, nos posicionamos</p><p>visualmente dessa forma diante do mundo adulto. Se a princesa adotava essa comunicação de forma</p><p>consciente por meio de preparações de media training e outros, ou se era algo espontâneo e fruto da</p><p>sua criação e repertório feminino ao longo da vida, não é possível afirmar. Mas é um dos casos sempre</p><p>resgatados nos estudos de linguagem corporal ou de como devemos adequar também a comunicação</p><p>envolvendo o olhar como composição do semblante de acordo com as nossas intenções.</p><p>Agora se compreende porque não é recomendado permanecer com óculos escuros por muito tempo</p><p>quando tiver algo importante a ser transmitido ou recebido como mensagem. Esse objeto interrompe o</p><p>fluxo de leituras possíveis entre emissor e receptor, funcionando como um ruído.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Para onde olhar durante uma gravação?</p><p>Figura 6 - Princesa Diana e seu padrão de expressividade</p><p>adotado em sua comunicação pelo semblante.</p><p>Fontes: disponíveis em:</p><p>https://bit.ly/3cNskQQ</p><p>https://bit.ly/2IxDivZ</p><p>https://bit.ly/3cMdGcC</p><p>https://bit.ly/3cNskQQ</p><p>https://bit.ly/2IxDivZ</p><p>https://bit.ly/3cMdGcC</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>10</p><p>2 A BOCA E A SUA</p><p>REPRESENTAÇÃO NO SEMBLANTE</p><p>Engana-se quem acha que a boca só comunica algo quando fala. Entre as diversas mensagens que</p><p>envolvem tudo o que os lábios e os dentes podem fazer na composição do nosso semblante, vale enal-</p><p>tecer a importância da simpatia impulsionada pelo sorriso.</p><p>Infográfico 1 - O sorriso.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>11</p><p>O sorriso abre um campo magnético para a empatia entre as pessoas, em que as resistências e os muros,</p><p>em relação ao conteúdo da mensagem ou à figura do orador, podem ser quebrados com a sensação da</p><p>“boa impressão”. Chega a ser cultural aqui no Brasil que geração após geração peça “risadinhas” aos seus</p><p>bebês</p><p>desde cedo para serem percebidos com bons olhos pelos outros. Ninguém pede uma lágrima já</p><p>que ela traz a configuração da dor.</p><p>Aprofunde-se</p><p>“O poder do sorriso” é apresentado por André Buric, que desenvolve a relação deste tema</p><p>com o subconsciente e a persuasão.</p><p>Título: O Poder do Sorriso | Neuro Persuasão por André Buric</p><p>Acesso em: 31/01/2010</p><p>Disponível em: https://youtu.be/Ixtf4JCLLA4</p><p>Quanto à tipologia, a literatura faz quatro distinções, segundo Mesquita (2011, p. 15), que são a face</p><p>neutra ou sem sorriso, o sorriso fechado, o sorriso superior e o sorriso largo:</p><p>A face neutra ou sem sorriso não apresenta alterações fisiológicas no seu conjunto; não há movi-</p><p>mento dos músculos; os lábios permanecem unidos, sem elevação das comissuras labiais e sem</p><p>exibição das arcadas dentárias. No sorriso fechado, o rosto não apresenta alterações fisiológicas</p><p>significativas; o movimento muscular é reduzido; os lábios permanecem unidos; elevação das</p><p>comissuras labiais sem exposição dos dentes. No sorriso superior, o rosto sofre alterações fisioló-</p><p>gicas significativas; o movimento dos músculos ocorre com maior intensidade, sendo, no entanto,</p><p>menos intenso que no sorriso largo; os lábios encontram-se separados; elevação das comissuras</p><p>labiais com exposição da arcada dentária superior. No sorriso largo, o conjunto do rosto apresenta</p><p>alterações fisiológicas significativas; movimento intenso dos músculos; lábios separados, elevação</p><p>das comissuras labiais com exposição dos dentes superiores e inferiores (MESQUITA, 2011, p. 15).</p><p>Este quadro também aponta que o tempo de duração do sorriso pode apresentar indicações de uma</p><p>comunicação verdadeira ou não. Um sorriso verdadeiro tem uma duração aproximada de 10 segundos;</p><p>demora mais tempo para fixar-se no rosto e desaparece vagarosamente. Um falso sorriso pode ser</p><p>excepcionalmente breve, com a duração de um quarto de segundo; surge e some do rosto rapidamente.</p><p>Um sorriso que não é acompanhado por uma experiência emocional traz a impressão de um congela-</p><p>mento, um exagero, com expressões mistas e indiscrições verbais (FREITAS, 2009, p. 67).</p><p>https://youtu.be/Ixtf4JCLLA4</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>12</p><p>Reflita</p><p>Os fotógrafos geralmente pedem aos fotografados para que digam “X”. O motivo é que a</p><p>pronúncia do “X” puxa o músculo conhecido como zigomático maior para trás, esticando</p><p>a boca para os lados, expondo os dentes e alargando as bochechas. Esse músculo pode</p><p>ser controlado de forma consciente, ou seja, com ausência de emoção. Assim pode-se</p><p>reafirmar, então, que os movimentos do rosto servem tanto para exprimir como para</p><p>dissimular emoções. Dessa forma, pense na questão de quando o sorriso não é voluntário:</p><p>o que pode acontecer em termos de comunicação?</p><p>A imagem acima mostra o sorriso consciente com os zigomáticos maiores e seus efeitos.</p><p>Os especialistas nesta pauta, Allan Pease e Barbara Pease (2005), afirmam que, em mais de 30 anos</p><p>estudando vendas e processos de negociação, descobriram que sorrir em momentos apropriados e com</p><p>certa naturalidade, em momentos iniciais do negócio, quando as pessoas estão se avaliando, causa uma</p><p>reação positiva de ambos os lados e resulta em acordos mais interessantes e com maiores índices de</p><p>venda. Claro que esse sucesso se dá em combinação com a possibilidade das mais de três mil expres-</p><p>sões faciais e suas emoções correspondentes, conforme Ekman (2009), e que instintivamente somos</p><p>capazes de percebê-las.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: A relevância do sorriso na comunicação</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>13</p><p>3 OS MOVIMENTOS DE CABEÇA E</p><p>A POSTURA DO TRONCO NA COMUNICAÇÃO VISUAL</p><p>Assentir com a cabeça, para cima e para baixo, durante uma troca de mensagens significa aprovação ou</p><p>acompanhamento daquilo que está sendo dito. Geralmente, na cultura ocidental, esse é um movimento</p><p>de positividade, do “sim”.</p><p>Movimentos afirmativos com a cabeça, assim como vocalizações indicativas de afirmação e</p><p>concordância (sons como “hum-hum”) costumam ser emitidos em momentos de escuta, durante</p><p>a conversa. São interpretados como sinais do ouvinte de interesse, empatia e compreensão com</p><p>aquilo que é dito, servindo de estímulo para o emissor prosseguir seu discurso e para a interação</p><p>continuar (ANDERSEN, 1999).</p><p>Já inclinar a cabeça de um lado para o outro pode representar alguma indecisão pela palavra “talvez”.</p><p>Enquanto o movimento panorâmico da cabeça, de um lado para o outro, sem inclinações simplesmente</p><p>quer dizer “não”.</p><p>Segundo a biologia evolucionária, dizer não com o corpo é o primeiro gesto que os humanos</p><p>aprendem. Esta teoria diz que o recém-nascido, quando já mamou o suficiente, balança a cabeça</p><p>de um lado para o outro para rejeitar o seio da mãe. De maneira similar, a criança que já comeu o</p><p>bastante, balança a cabeça para impedir que a colher lhe seja enfiada na boca (PEASE, 2005, p. 155).</p><p>A velocidade e a frequência em que esses movimentos se repetem durante uma conversa ou apre-</p><p>sentação também podem significar algumas questões. Você já deve ter percebido alguém com pressa,</p><p>por exemplo, acenando a cabeça positivamente com rapidez e seguidamente transmitindo a ideia de</p><p>“vamos”, “acelere”, “eu já entendi”, “está sendo prolixo” enquanto alguém fala.</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Movimentos da cabeça e a comunicação corporal</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>14</p><p>O tronco! Você deve estar pensando: mas o tronco comunica o quê? Essa pergunta não é somente sua,</p><p>tanto é que de todo o corpo essa costuma ser a parte mais negligenciada por todos em uma comuni-</p><p>cação. E sua importância se relaciona com a postura física, mas também tem interferência junto à cabeça</p><p>e semblante pelo recorte superior do corpo onde as três partes estão localizadas. A ideia sempre será</p><p>a de buscar um equilíbrio. O autor Reinaldo Polito, uma das referências dessa área, indica que se deve</p><p>evitar os extremos no posicionamento do tronco:</p><p>Não fique com postura relaxada, com o corpo curvado deselegantemente para frente ou para os</p><p>lados, com os músculos derrubados, o peito retraído e os ombros caídos, como se estivesse desa-</p><p>bando. Essa é uma atitude que transmite a imagem do perdedor, do medroso ou do fracassado e</p><p>nem o perdedor, nem o medroso e nem o fracassado conseguem comunicar uma mensagem que</p><p>mereçam o respeito ou tenham credibilidade junto ao público (POLITO, 1997, p. 145).</p><p>Figura 7 - A postura envolvendo os ombros caídos e a imagem</p><p>negativa que ela gera em termos de comunicação corporal.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>15</p><p>Aprofunde-se</p><p>A comunicação é fundamental nas relações pessoais, empresariais e educacionais. Sendo</p><p>composta em grande parte pela linguagem não verbal, a comunicação eficiente contempla</p><p>diversos vieses que precisam de estudo para transformar o processo em algo completo e</p><p>coerente. Leia o artigo publicado pela Revista Esfera da Faculdade Católica Salesiana, em</p><p>Macaé, no Rio Janeiro.</p><p>Título do artigo: A importância da linguagem não-verbal nas relações de liderança nas</p><p>organizações</p><p>Link: http://www.fsma.edu.br/esfera/Artigos/Artigo_Suraia.pdf</p><p>Por outro lado, a rigidez, a inflexibilidade do tronco e o peito para frente de forma muito estufada,</p><p>também podem determinar semelhanças com a altivez dos militares, traços de arrogância e prepo-</p><p>tência. Então, apenas note-se constantemente e ajuste o seu tronco, lembrando de outra questão: eles</p><p>podem e devem se movimentar. Para frente, por exemplo, ele pode ser alinhado no sentido de dar mais</p><p>ênfase às informações ou gerar sinais de proximidade com os ouvintes à medida que simbolicamente</p><p>penetra no território da plateia. Para trás, pode ser aliado a algo defensivo, uma discordância de pensa-</p><p>mento pelo afastamento do corpo</p><p>daquele que fala com aquele que ouve.</p><p>As indicações aqui relatadas têm fundamentação científica e algumas até relacionadas à área da saúde.</p><p>A pesquisadora da USP, Juliana Teixeira Fiquer, comprova em sua tese a relação entre expressões corpo-</p><p>rais e a incidência no quadro depressivo. Ela reforça o fato de que a inclinação do corpo na direção</p><p>da outra pessoa sinaliza interesse e motivação para a interação, enquanto o afastamento na direção</p><p>contrária ao parceiro, em contrapartida, pode sugerir esquiva do contato.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Título: “A linguagem corporal molda quem você é” (TED com a psicóloga social Amy Cuddy)</p><p>Acesso em: 20/01/2020.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/2U7sqKs</p><p>Assim, encontrar o sincronismo perfeito da linguagem não verbal revelada pelo corpo humano com o</p><p>sentido da mensagem a ser transmitida, e também com a linguagem verbal representada pela inflexão</p><p>vocal, deve ser meta da comunicação eficiente.</p><p>http://www.fsma.edu.br/esfera/Artigos/Artigo_Suraia.pdf</p><p>https://bit.ly/2U7sqKs</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>16</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, foi apresentado um estudo sobre parte da linguagem não verbal para comunicação</p><p>eficiente. Você:</p><p>• Conheceu algumas contribuições científicas e técnicas nessa área do saber;</p><p>• Entendeu a importância do semblante, cabeça e tronco nos processos de comunicação;</p><p>• Percebeu como tem se comunicado e como ser mais assertivo.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>17</p><p>GLOSSÁRIO</p><p>Atropina: é uma substância presente na Beladona, responsável por provocar a dilatação das pupilas.</p><p>Beladona: é uma espécie de planta que foi associada a diversas lendas e histórias, assim como a</p><p>mandrágora. No Egito Antigo, diziam que afastava a tristeza e na Europa foi relacionada na Idade Média</p><p>com a bruxaria. As damas também a usavam nos olhos para ficarem mais belas por meio da dilatação</p><p>que a planta provocava nas pupilas.</p><p>Media training: é um treinamento, geralmente para pessoas públicas, para desenvolvimento de técnicas</p><p>de comunicação com a imprensa em entrevistas, programas de televisão, gravações para internet, apre-</p><p>sentação em eventos e outros visando potencializar as aparições.</p><p>Mise-en-scène: é um termo que tem origem no francês que faz referência à composição de cena. O</p><p>termo veio das peças teatrais envolvendo a produção de personagem e objetos de palco, mas hoje é</p><p>empregado na compreensão da formação de tudo o que se mostra e como se mostra em uma cena e</p><p>seu cenário.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 2 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: olhos, boca, cabeça e tronco</p><p>18</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDERSEN, P.A. Nonverbal Communication: Forms and Functions. Boston: McGraw Hill, 1999.</p><p>EKMAN, Paul. Telling Lies: Clues to Deceit in the Marketplace, Politics and Marriage. Londres: W. W.</p><p>Norton & Company, 2009.</p><p>FIQUER, Juliana Teixeira. Comunicação não-verbal e depressão: Uso de indicadores não-verbais para</p><p>avaliação de gravidade, melhora clínica e prognóstico. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/</p><p>disponiveis/47/47132/tde-02052011-142412/publico/fiquer_do.pdf Acesso em: 20 jan. 2020.</p><p>FREITAS-MAGALHÃES. A Psicologia das Emoções: O Fascínio do Rosto Humano. Editora Escrytos, 2009.</p><p>LAURINDO, Marco. Marketing Pessoal e o novo comportamento profissional. São Paulo: Altana, 2004.</p><p>MESQUITA, Marilisa da Silva. O Sorriso humano. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bits-</p><p>tream/10451/6571/2/ULFBA_TES496.pdf Acesso em: 20 jan. 2020.</p><p>PEASE, Allan; PEASE, Barbara. Desvendando os segredos da linguagem corporal. Rio de Janeiro:</p><p>Sextante, 2005.</p><p>POLITO, Reinaldo. Gestos & Posturas para falar melhor. 20ª. edição. São Paulo: Saraiva, 1997.</p><p>https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-02052011-142412/publico/fiquer_do.pdf</p><p>https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-02052011-142412/publico/fiquer_do.pdf</p><p>https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/6571/2/ULFBA_TES496.pdf</p><p>https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/6571/2/ULFBA_TES496.pdf</p><p>A linguagem corporal na comunicação efetiva:</p><p>mãos, braços, pernas e pés</p><p>Unidade 3</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>Unidade 3</p><p>Comunicação</p><p>efetiva</p><p>A linguagem corporal na comunicação efetiva:</p><p>mãos, braços, pernas e pés</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>3</p><p>Unidade 3 A linguagem corporal</p><p>na comunicação efetiva:</p><p>mãos, braços, pernas e pés</p><p>Objetivos de aprendizagem:</p><p>• Buscar alternativas efetivas de comunicação corporal;</p><p>• Compreender a comunicação corporal no que tange aos braços e mãos como aliados da fala;</p><p>• Reconhecer a comunicação das pernas e dos pés durante uma exposição oral;</p><p>• Pensar e adequar os movimentos e posturas, restringindo as implicações negativas e contem-</p><p>plando as positivas nos atos comunicacionais;</p><p>• Dominar o poder da gesticulação;</p><p>• Refletir sobre a primeira impressão.</p><p>Tópicos de estudo:</p><p>• Os braços e as mãos na comunicação corporal;</p><p>• O estudo do movimento e da posição das pernas e dos pés;</p><p>• A primeira impressão e outros elementos de comunicação corporal.</p><p>Iniciando os estudos:</p><p>Tornar consciente a existência e a potencialidade dos braços, das mãos, das pernas e dos pés enquanto</p><p>instrumentos de comunicação eficazes do corpo humano é o caminho a ser percorrido nesta unidade.</p><p>Embora nem sempre o receptor da mensagem tenha instrução e clareza para interpretá-la nesse sentido,</p><p>instintivamente nessa decodificação, a aceitação ou a rejeição, a agradabilidade ou o incômodo em relação</p><p>ao que ele assiste do emissor é inerente ao processo.</p><p>Assim, valorizar o conhecimento adquirido sobre este tema com o exercício da naturalidade da gesticu-</p><p>lação, dos movimentos e das posições deve ser conduta nestas descobertas para que a verossimilhança</p><p>se reverta no convencimento da mensagem que você desejará transmitir nas suas relações interpessoais.</p><p>Saiba que não há uma única regra, padrão ou instrução fixa e rígida, mas um conjunto de alertas, orienta-</p><p>ções e pesquisas que indicam adequações, bom senso e, sobretudo, um equilíbrio de gestos e posturas. A</p><p>ideia é contribuir para que você se torne um interlocutor eficaz, afastando a imobilidade corporal (que gera</p><p>um ar de apatia) ou o excesso (que gera uma aparência eufórica e muitas vezes descabida).</p><p>Seja assertivo, conquiste seu público e cative uma audiência que te respeite pelo seu conteúdo e pela</p><p>forma admirável como o apresenta.</p><p>Bons estudos!</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>4</p><p>1 OS BRAÇOS E AS MÃOS</p><p>NA COMUNICAÇÃO CORPORAL</p><p>“Onde eu coloco as minhas mãos?” ou “O que eu faço com as minhas mãos?” são duas perguntas que</p><p>sempre surgem durante os momentos que se usam as extensões do corpo dentro dos processos de</p><p>comunicação. Em apresentações de trabalhos, exposições que requerem a oratória, participação em</p><p>programas de televisão, contribuições em vídeos dos canais do YouTube e tantos outros, um bom comu-</p><p>nicador fica incomodado quando percebe que as mãos estão em movimentos perdidos, aleatórios ou</p><p>como se fossem algo sobrando entre ele e o receptor. Para esse momento, sugere-se o uso das mãos</p><p>em concha.</p><p>Juntar as palmas das duas mãos de forma que uma esteja virada para cima e a outra para baixo, com</p><p>os polegares entrelaçados, posicionadas na frente do corpo e na linha da cintura, é o que se chama de</p><p>mãos em concha. Muitos optam por esse gesto em momentos em que as mãos não teriam um objetivo</p><p>de gesticulação, seria uma espécie de pausa. Se não cabe nenhuma contribuição que fortaleça a fala,</p><p>uma opção é a concha.</p><p>Entretanto, em diversas outras vezes, a gesticulação se mostra em sincronia com a fala e com toda a</p><p>comunicação não verbal, podendo endossar a expressão de um sentimento, completar uma informação,</p><p>enaltecer um fato e reforçar dentro de uma história um dado mais importante.</p><p>Também é possível que o gesto</p><p>tenha um grande valor no momento em que ele substitui a pronúncia</p><p>das palavras. Por exemplo: um diretor de uma multinacional, em reunião com seus colaboradores sobre</p><p>os baixos números de vendas do mês, pergunta a todos:</p><p>Figura 1 - O uso das mãos em formato de concha.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>5</p><p>– “Vocês acham que devemos nos sentir satisfeitos com esse resultado?”.</p><p>E, após uma pequena pausa, ele sinaliza com a mão, em silêncio, uma negativa. E continua:</p><p>– “Hoje, então, desenvolveremos em conjunto algumas estratégias para que o quadro dos próximos</p><p>meses seja de progressão da empresa.”</p><p>O diretor com essa opção impactou e valorizou algumas nuances da mensagem. Sobre isso, Marrone</p><p>(1967, p. 40) completa com a reflexão de que:</p><p>[...] uma gesticulação em silêncio, são gestos reais que constroem “desenhos” no espaço. O maestro</p><p>demonstra não só o ritmo ou tempo a que quer que os músicos toquem, mas também determina a</p><p>expressão de como o executar, gestos longos e com grande intensidade ou apenas pequenos sinais de</p><p>articulação. Uma linguagem silenciosa que substitui a palavra falada. Nos gestos é o silêncio que fala.</p><p>Aprofunde-se</p><p>A Profª Dra. Elisabeth Leone Gandini Romero é pesquisadora do Centro Interdisciplinar</p><p>de Semiótica da Cultura e da Mídia da PUC-SP. Neste artigo, ela estuda as mãos como</p><p>comunicação, chamando-as de “mídia viva em constante movimento”. Leia e expanda</p><p>seus conhecimentos científicos diante deste tema.</p><p>Título do artigo: “A gestualidade das mãos: o gesto técnico e o gesto poético”</p><p>Link: https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/download/265/263</p><p>O autor Reinaldo Polito (1997, p. 74-144) aponta recomendações que podem te direcionar na exploração</p><p>das associações entre corpo e fala:</p><p>• ENUMERAÇÃO DAS PARTES</p><p>Quando a mensagem está organizada em etapas, fases e conjuntos, podendo ser enumerada de alguma</p><p>forma, você usa o indicador da mão direita tocando e segurando a ponta do dedo mínimo da mão</p><p>esquerda em convergência com uma fala que represente um “primeiro lugar”. Depois, segue o mesmo</p><p>com o anular, médio, indicador e polegar em consonância com as falas de “em segundo”, “em terceiro”,</p><p>“em quarto” e “em quinto lugar”. Muitas outras enumerações de partes não são recomendadas, mas</p><p>caso ocorra mais do que cinco, existe a opção de usar as duas mãos e dedos separadamente, deixando</p><p>um dedo para cada parte, gerando um total de dez opções de enumerações.</p><p>https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/download/265/263</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>6</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>• IDEIA DE SEPARAÇÃO</p><p>Quando a mensagem apresenta conceitos relacionados ao dividir, romper, separar, partir, estilhaçar,</p><p>esmiuçar, divergir e outros, muitos gestos são apropriados para cada um dos verbos. Uma opção seria</p><p>usar uma palma da mão aberta, no sentido lateral de forma que o polegar esteja para cima e os demais</p><p>dedos voltados para o público. A outra palma deve estar estendida e voltada para cima. O dedo mínimo</p><p>da palma lateral toca a palma estendida para cima como em um movimento de corte com faca.</p><p>Figura 2 - Exemplo de enumeração das partes.</p><p>Figura 3 - Exemplo de ideia de separação.</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>7</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>ED</p><p>+</p><p>Co</p><p>nt</p><p>en</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>2</p><p>01</p><p>9</p><p>• IDEIA DE UNIÃO</p><p>Os movimentos de juntar ou enganchar as mãos ou os dedos trabalham a interpretação de entrelaça-</p><p>mento, comunhão, junção e outros.</p><p>• IDEIA DE FORÇA</p><p>Tem a maior representação por meio das mãos fechadas com o polegar pressionando o dedo médio,</p><p>gerando repertórios de coragem, bravura, resistência, fé, convicção, energia e outros.</p><p>Figura 4 - Exemplo de ideia de união.</p><p>Figura 5 - Exemplo de ideia de força.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>8</p><p>• IDEIA DE DIMENSÃO</p><p>Para tratar a dimensão, são diversas as possibilidades. Com a palma da mão voltada para baixo, ao</p><p>descer a mão abaixo da cintura, indica-se uma pequena altura; já subindo a mão acima dos ombros</p><p>sugere-se algo alto. Para reforçar algo pequeno, aproximam-se os dedos polegar e indicador mantendo</p><p>os demais recuados na palma da mão. Aquilo que é estreito pode ser mostrado com as duas palmas</p><p>das mãos em paralelo uma com a outra, sem que se encostem, com os polegares para cima e os demais</p><p>dedos na direção do ouvinte. E assim seguem diversas outras formas de comunicar esse conceito dentro</p><p>de uma mensagem.</p><p>• IDEIA DE TEMPO</p><p>O passado pode ser mostrado com o dedo polegar esticado apontando para trás das costas de quem</p><p>fala; no presente se usam os dedos para baixo e no futuro lançam-se as mãos adiante do corpo, com os</p><p>dedos esticados para frente, na altura do peito.</p><p>Figura 6 - Exemplo de ideia de dimensão.</p><p>Figura 7 - Exemplo de ideia de tempo.</p><p>ED</p><p>+ C</p><p>on</p><p>ten</p><p>t H</p><p>ub</p><p>©</p><p>20</p><p>19</p><p>ED</p><p>+ C</p><p>on</p><p>te</p><p>nt</p><p>H</p><p>ub</p><p>©</p><p>20</p><p>19</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>9</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>• IDEIA DE ACALMAR</p><p>Na maior parte das vezes, é mostrada com as palmas das mãos viradas para baixo com os dedos leve-</p><p>mente encurvados, em movimento de cima para baixo.</p><p>• IDEIA DE DESCONHECER</p><p>Quando o emissor afasta os braços um do outro com as palmas das mãos voltadas para cima, erguendo</p><p>para cima levemente os ombros, a incerteza, a dúvida e o dilema são lidos nessa gesticulação.</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>Figura 9 - Exemplo de ideia de desconhecer.</p><p>Figura 8 - Exemplo de ideia de acalmar.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>10</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Comunicação não verbal: a gesticulação</p><p>O campo das ideias da comunicação gestual é inesgotável e muitas outras possibilidades são estudadas</p><p>pelos pesquisadores dessa área com a finalidade de contribuir para esse tipo de comunicação e suas</p><p>potencialidades.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Acompanhe esta reportagem que mostra quando o poder da gesticulação é utilizado para</p><p>fins depreciadores e criminais. Torcedores da Bulgária fazem gestos de representação</p><p>racistas e nazistas durante jogo contra a Inglaterra, em 2019. E devido a essa grave</p><p>comunicação, o presidente da Federação de Futebol da Bulgária renunciou ao cargo.</p><p>Título: Torcedores da Bulgária fazem gestos racistas e nazistas em jogo contra a Inglaterra</p><p>Acesso em: 11/02/2020.</p><p>Disponível em: https://glo.bo/2vni6pw</p><p>https://glo.bo/2vni6pw</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>11</p><p>Os erros mais comuns na gesticulação</p><p>Sinalizam um desconforto, demonstrando um</p><p>emissor pouco à vontade no</p><p>ambiente e, esteticamente, deselegante.</p><p>Conheça o que você deve evitar em suas apresentações comunicacionais que envolvam a exploração</p><p>do corpo direcionada aos braços e mãos.</p><p>Mãos nos bolsos</p><p>Além de esconder as mãos, esconde-se</p><p>parte dos braços em posição de algemado,</p><p>preso, sem movimento e detido.</p><p>Mãos atrás das costas</p><p>Indicam quase sempre uma postura não</p><p>receptiva ou uma atitude defensiva. Se</p><p>empregado propositalmente, em conjunto</p><p>com outros elementos de comunicação,</p><p>pode indicar espera ou desafio.</p><p>Braços cruzados</p><p>Demostram pouca</p><p>expressão e, por estarem</p><p>caídos, parecem gestos</p><p>sem força, sem vida.</p><p>Gestos abaixo</p><p>da cintura</p><p>Limita os movimentos, dando a ideia de cansaço</p><p>ou necessidade de equilíbrio e apoio.</p><p>Mãos apoiadas em móveis</p><p>Transmite que o orador esteja com algum</p><p>problema para se mexer por uma leitura</p><p>corporal pouco flexível ou ainda uma ideia que</p><p>de que esteja reprimido.</p><p>Cotovelo fixo junto ao corpo</p><p>Geram irritabilidade e incômodo em quem</p><p>assiste, pois são gestos persistentes e fora</p><p>do contexto por aquele que fala, como tirar e</p><p>colocar um anel, segurar a gola do</p><p>paletó,</p><p>arrumar constantemente a gravata, passar</p><p>a mão no cabelo como pente e outros.</p><p>Movimentos sem sentido</p><p>Suscita no receptor a figura de um emissor autoritário, que</p><p>expõe as pessoas e as submete a algum tipo de exposição,</p><p>pressão, julgamento ou ordem.</p><p>Dedo indicador apontado</p><p>Podem indicar um emissor</p><p>eloquente e exagerado.</p><p>Gestos acima</p><p>da cabeça</p><p>Infográfico 1 - Comunicação corporal.</p><p>Fonte: elaborado pelo autor.</p><p>ED+ Content Hub © 2019</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>12</p><p>2 O ESTUDO DO MOVIMENTO E</p><p>DA POSIÇÃO DAS PERNAS E DOS PÉS</p><p>De toda expressão corporal, as pernas e os pés são as últimas preocupações e alvo de estudo daqueles</p><p>que se importam em desenvolver uma comunicação eficaz e entrosada em todas as suas possibilidades.</p><p>Allan Pease e Barbara Pease (2005, p. 137) afirmam que “[...] temos menos consciência dos nossos</p><p>braços e mãos do que do rosto, menos consciência do peito e do estômago do que dos braços, menos</p><p>consciência das pernas do que do tronco, e dos pés quase nos esquecemos”.</p><p>Mas à medida que essa consciência floresce, repete-se que é necessário procurar pela naturalidade para</p><p>que nada pareça treinado, robotizado e programado.</p><p>Isso evidenciaria artificialismo e provocaria resistência na receptividade do ouvinte. O público não</p><p>deseja ver uma máquina de falar, deseja, sim, ver e ouvir um ser humano. O gesto deverá surgir de</p><p>tal forma, natural e espontâneo, e trabalhará para complementar e conduzir a mensagem sem que</p><p>o auditório o perceba conscientemente (POLITO, p. 15, 1997).</p><p>O autor ainda completa afirmando que a mensagem é elaborada ao mesmo tempo em que é infor-</p><p>mado ao corpo o movimento a ser executado; o corpo reage e só depois são pronunciadas as palavras.</p><p>Isso compreende dizer que os gestos, movimentos e posturas vêm antes da palavra ou junto com ela,</p><p>e não depois.</p><p>Aprofunde-se</p><p>O episódio chamado “O andar” é uma produção de Luis Louis que estuda a integração da</p><p>linguagem do corpo e das emoções na vida criativa. Assista para aprofundar os estudos</p><p>deste tópico.</p><p>Título: O Andar</p><p>Acesso em: 30/03/2020.</p><p>Disponível em: https://youtu.be/Tkh8dTliVVI</p><p>As pernas têm a função de sustentar e equilibrar o corpo. Diante dessa função, surge a primeira instrução</p><p>que considera esse aspecto: quando estiver em uma apresentação, em que ocupa posição de destaque,</p><p>em pé, parado, sendo observado por outras pessoas, mantenha as pernas afastadas por um palmo,</p><p>deixando uma delas levemente flexionada para se alternar nesse sentido com a outra, sempre que você</p><p>sentir algum cansaço. Também mantenha os pés paralelos com as solas no chão.</p><p>https://youtu.be/Tkh8dTliVVI</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>13</p><p>Analise que, se você deixar as pernas muito abertas, ficará deselegante, assim como as pernas muito</p><p>juntas podem te desequilibrar.</p><p>Quando o emissor estiver em pé, as pernas posicionadas em forma de “X” também geram estranheza,</p><p>ideia de insegurança e de afastamento.</p><p>Já o cruzamento das pernas quando sentado pode ser elegante e adequado em diversas situações, mas</p><p>também, a depender do contexto, pode sinalizar algo negativo tanto na figura daquele que fala como</p><p>daquele que escuta. Afinal, quando a mente se fecha o corpo acompanha! Assista à animação abaixo que</p><p>reforça essa teoria com um exemplo:</p><p>Assista</p><p>Acesse na plataforma o vídeo: Quando a mente se fecha, o corpo acompanha!</p><p>Figura 10 - Uma das escolhas corretas que envolve</p><p>pernas e pés durante uma apresentação.</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>14</p><p>Alguns movimentos e posição de pernas e pés são considerados inadequados para os ambientes corpo-</p><p>rativos e muitas vezes não são percebidos por aquele que fala, incomodando quem o assiste. Entre</p><p>alguns desses erros, cita-se:</p><p>Animal enjaulado</p><p>Quando o emissor da mensagem fala andando constantemente, de um lado para o outro</p><p>do espaço que tem disponível para sua ocupação, de uma ponta a outra como se estivesse</p><p>em um cativeiro.</p><p>Gangorra</p><p>Os pés do emissor se movimentam de forma que ora ele apoia todo o peso do corpo nos</p><p>calcanhares, retirando as pontas dos pés do chão, e ora o peso está nas pontas dos pés</p><p>que, ao contrário, retiram do chão os calcanhares. No primeiro caso, o corpo é inclinado</p><p>levemente para trás e no segundo para frente.</p><p>Pêndulo O corpo se movimenta para a esquerda e para a direita em uma dança contínua.</p><p>Espreguiçadeira Quando sentado, o emissor transparece uma imagem de descuido e absoluto relaxamento,</p><p>esticando as pernas para frente e jogando o corpo para trás durante a sua apresentação.</p><p>Reflita</p><p>Olhe para a imagem, analise e reflita sobre o conjunto gestual e a leitura que você faz do</p><p>quadro utilizando como base o repertório que estudou até aqui.</p><p>Tabela 1 - Erros mais cometidos no movimento</p><p>e posição de pernas e pés.</p><p>Fonte: adaptado de Polito (1997).</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>15</p><p>3 A PRIMEIRA IMPRESSÃO E OUTROS</p><p>ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO CORPORAL</p><p>“Você jamais terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão” ou “A primeira impressão</p><p>é o amor à primeira vista no mundo dos negócios” são frases que ouvimos muito pelas jornadas de cons-</p><p>trução profissional e até mesmo pessoal. Ambas nos chamam a atenção para o exercício de todos os</p><p>aspectos estudados até aqui que envolvem, também, a linguagem corporal como meio para a comuni-</p><p>cação eficaz.</p><p>Pesquisas indicam que as pessoas formam até 90% das opiniões sobre você nos primeiros quatro</p><p>minutos de contato e que 60% a 80% da construção desse quadro se dá pela leitura não verbal que você</p><p>representa (PEASE, 2005). Neste cuidado, ainda alguns autores alertam sobre outros elementos para</p><p>estes impactos da imagem gerarem positividade:</p><p>a) O vestuário, os acessórios, a higiene pessoal e a maquiagem que cada um escolhe para</p><p>composição das apresentações diárias. Entretanto, quando o foco é corporativo, é necessária</p><p>a ponderação, a adequação e a discrição à proposta do evento, local de realização, cultura</p><p>organizacional e valores dos participantes.</p><p>Aprofunde-se</p><p>Este trabalho é uma pesquisa realizada na Universidade UNIVAP, pelos alunos, na qual</p><p>pessoas foram entrevistadas sobre o que consideram importante na comunicação visual</p><p>em um primeiro contato.</p><p>Título do artigo: Como o visual interfere na comunicação</p><p>Link: http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2007/trabalhos/sociais/inic/INICG00245_01C.pdf</p><p>b) A atitude que está relacionada ao comportamento do indivíduo e que pode ser classificada</p><p>como física ou mental. Para compreender como a sua atitude pode impactar a imagem que</p><p>você gera nos outros, pense sobre a seguinte situação:</p><p>Suponha que você vai apresentar um projeto a um cliente e, durante uma reunião envolvendo</p><p>15 pessoas da sua empresa-alvo, uma dessas pessoas conta uma piada com fundamentação</p><p>homofóbica. Qual seria o seu comportamento:</p><p>• Fica incomodado e, imediatamente, em volume de voz para todos ouvirem, diz que homo-</p><p>fobia hoje é crime e proíbe esse tipo de fala na organização;</p><p>• Se diverte rindo da piada, pois entende que é uma brincadeira;</p><p>• Se reserva no momento sem qualquer reação, mas após a reunião, conversa isoladamente</p><p>com quem contou a piada;</p><p>http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2007/trabalhos/sociais/inic/INICG00245_01C.pdf</p><p>Comunicação efetiva | Unidade 3 - A linguagem corporal na comunicação efetiva: mãos, braços, pernas e pés</p><p>16</p><p>• Prefere não agir pelo impulso, mas ao término da reunião, fala da importância em instru-</p><p>mentalizar e debater a questão da diversidade nos ambientes corporativos.</p><p>A considerar as características do grupo e a linha da empresa, você gerará impressões diversas</p><p>nas pessoas a partir da escolha de cada uma das possibilidades comportamentais acima.</p><p>c) A zona espacial é o como você ocupa o território na comunicação com o outro</p>