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Psicologia Jurídica - QUESTÕES ATUALIZADAS DA BANCA FGV

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<p>Ebook Psicologia</p><p>Jurídica - somente</p><p>PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário -</p><p>Apoio Especializado - Psicologia)</p><p>Conhecimentos Específicos - 2024</p><p>(Pós-Edital)</p><p>Autor:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas</p><p>Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>12 de Julho de 2024</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>EBOOK- QUESTÕES ATUALIZADAS DA BANCA</p><p>FGV</p><p>Olá, psis! Neste material iremos estudar sobre Psicologia para a banca FGV. Sou a</p><p>psicóloga Larissa Helen, especialista em saúde pela modalidade de residência multiprofissional</p><p>em atenção oncológica pelo HUB/UnB, e também estudante para concursos públicos em</p><p>Psicologia. O meu Instagram é @amordepsi_.</p><p>Pessoal, essa banca costuma cobrar assuntos específicos em seus editais, tendo em vista</p><p>que é a que mais elabora provas para tribunais de justiças, os quais tem atividade fim (com a</p><p>população diretamente), então, resolvi trazer conteúdos da clássica psicologia jurídica e algumas</p><p>resoluções importantes.</p><p>1- SINASE;</p><p>2- ECA;</p><p>3- MARIA DA PENHA;</p><p>4- PSICOLOGIA JURÍDICA;</p><p>SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO</p><p>(SINASE)</p><p>EDITAL FGV NESSE TÓPICO: LEI Nº 12.594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012.</p><p>SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO</p><p>(SINASE)</p><p>1- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PC-SC Prova: FGV - 2024 - PC-SC - Psicólogo Policial Civil</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>Fábio foi apreendido quando praticava ato infracional análogo ao Tráfico de Drogas. Na</p><p>audiência, o adolescente relatou que era dependente de cocaína, que traficava para manter</p><p>seu vício e que aceitava fazer um tratamento. O Juiz aplicou a medida de semiliberdade para</p><p>o adolescente. Nessa situação, a medida socioeducativa aplicada a Fábio deve ser cumprida:</p><p>A) em unidade que ofereça o programa de privação de liberdade mais próxima de sua residência.</p><p>B) no CAPSi para a realização do tratamento da dependência química.</p><p>C) no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de seu bairro.</p><p>D) na Vara de Infância e Juventude com competência infracional.</p><p>E) em presídio comum, em carceragem separada da dos presos adultos.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Ato infracional: cometido por menores de 18 nãos.</p><p>ECA: Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao</p><p>adolescente as seguintes medidas:</p><p>I – Advertência (prova da materialidade e indícios suficientes da autoria).</p><p>II - Obrigação de reparar o dano (pressupõe a existência de provas suficientes da autoria e da</p><p>materialidade da infração)</p><p>III - prestação de serviços à comunidade (pressupõe a existência de provas suficientes da autoria</p><p>e da materialidade da infração)</p><p>IV - Liberdade assistida (pressupõe a existência de provas suficientes da autoria e da</p><p>materialidade da infração)</p><p>V - Inserção em regime de semiliberdade (pressupõe a existência de provas suficientes da</p><p>autoria e da materialidade da infração)</p><p>VI - Internação em estabelecimento educacional (pressupõe a existência de provas suficientes</p><p>da autoria e da materialidade da infração)</p><p>VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>O que é semiliberdade? É uma medida socioeducativa em meio fechado, mais branda que a</p><p>internação, executada na modalidade casa-albergue, envolvida com as políticas públicas de</p><p>responsabilização e inserção social de adolescentes autores de atos infracionais.</p><p>SINASE: Art. 49. São direitos do adolescente submetido ao cumprimento de medida</p><p>socioeducativa, sem prejuízo de outros previstos em lei:</p><p>I - Ser acompanhado por seus pais ou responsável e por seu defensor, em qualquer fase do</p><p>procedimento administrativo ou judicial;</p><p>II - Ser incluído em programa de meio aberto quando inexistir vaga para o cumprimento de</p><p>medida de privação da liberdade, exceto nos casos de ato infracional cometido mediante grave</p><p>ameaça ou violência à pessoa, quando o adolescente deverá ser internado em Unidade mais</p><p>próxima de seu local de residência;</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>2- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: SEAD-AP Prova: FGV - 2022 - SEAD-AP - Perito Criminal -</p><p>Psicologia. Segundo as disposições contidas na Lei 12.594/2012 (SINASE), as medidas</p><p>socioeducativas têm como objetivo:</p><p>A) a integração social do adolescente e a garantia de seus direitos individuais e sociais, por meio</p><p>do cumprimento de seu plano individual de atendimento.</p><p>B) a inclusão da família do adolescente na responsabilização das consequências sociais e</p><p>patrimoniais diante do crime praticado.</p><p>C) o reconhecimento jurídico-legal do crime, destacando as disposições do parecer do Ministério</p><p>Público como parâmetro máximo de privação de liberdade.</p><p>D) a reparação do ato criminoso praticado pelo adolescente, através da instauração de círculos e</p><p>ações restaurativas no âmbito da Justiça Criminal.</p><p>E) o atendimento da vítima por profissionais que façam parte da rede de proteção e do sistema</p><p>de garantias de direitos como estratégia de pacificação social.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>Os objetivo das medidas socioeducativas estão descritos em</p><p>um rol na própria lei. As questões irão colocar possibilidades que podem até ser plausíveis, mas</p><p>que não são comtempladas na lei:</p><p>§ 2º Entendem-se por medidas socioeducativas as previstas no artigo 11 do ECA as quais têm</p><p>por objetivos:</p><p>I - A responsabilização do adolescente quanto às consequências lesivas do ato infracional, sempre</p><p>que possível incentivando a sua reparação;</p><p>II - A integração social do adolescente e a garantia de seus direitos individuais e sociais, por</p><p>meio do cumprimento de seu plano individual de atendimento; e</p><p>III - a desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições da sentença como</p><p>parâmetro máximo de privação de liberdade ou restrição de direitos, observados os limites</p><p>previstos em lei.</p><p>§ 3º Entendem-se por programa de atendimento a organização e o funcionamento, por unidade,</p><p>das condições necessárias para o cumprimento das medidas socioeducativas.</p><p>§ 4º Entende-se por unidade a base física necessária para a organização e o funcionamento de</p><p>programa de atendimento.</p><p>§ 5º Entendem-se por entidade de atendimento a pessoa jurídica de direito público ou privado</p><p>que instala e mantém a unidade e os recursos humanos e materiais necessários ao</p><p>desenvolvimento de programas de atendimento.</p><p>Unidade à programa de atendimento que contará com à a entidade de atendimento (recursos</p><p>materiais instalados pela PJ).</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>3- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-RO Prova: FGV - 2021 - TCE-RO - Analista Judiciário -</p><p>Pedagogo. Segundo o Art. 1º, §1º, da Lei nº 12.594/2012, SINASE é “o conjunto ordenado</p><p>de princípios, regras e critérios que envolvem a execução de medidas socioeducativas,</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>incluindo-se nele, por adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais, bem como todos</p><p>os planos, políticas e</p><p>sobre o</p><p>suposto abuso. Também nesse rumo, o Código de Ética Profissional do Psicólogo explicita como</p><p>vedado às psicólogas e aos psicólogos, em seu artigo 2º: g) Emitir documentos sem</p><p>fundamentação e qualidade técnico-científica;</p><p>Recomenda que:</p><p>1 - As psicólogas e os psicólogos não fundamentem suas análises e conclusões acerca dos</p><p>membros do grupo familiar e de suas dinâmicas relacionais com base no ilícito civil, definido pela</p><p>Lei nº 12.318/2010 como alienação parental;</p><p>2 - Em situações nas quais são instados a se manifestar sobre a ocorrência ou não de alienação</p><p>parental, nos termos da Lei nº 12.318/10, as psicólogas e os psicólogos contextualizem essa</p><p>demanda e se pronunciem a partir do campo da Psicologia, evidenciando os referenciais teóricos,</p><p>técnicos e éticos que fundamentam as suas análises e conclusões; O erro da três: limitando a sua</p><p>análise à comparação entre os comportamentos dos membros do grupo familiar com as</p><p>formas exemplificativas do ilícito civil na Lei da Alienação Parental.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>2- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. Lorenzo, serventuário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no cargo</p><p>de psicólogo judicial, especializado em alienação parental, foi designado pela autoridade</p><p>judiciária para a realização da avaliação psicológica do menor Bernardo, em decorrência de</p><p>indícios da aludida prática. Nesse caso, é correto afirmar que, nos termos da Lei no</p><p>12.318/2010 e suas alterações, o prazo para Lorenzo apresentar o respectivo laudo é de:</p><p>A) 15 (quinze) dias, prorrogável sucessivamente pela autoridade judicial, mediante justificativa</p><p>circunstanciada.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>B) 30 (trinta) dias, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa</p><p>circunstanciada.</p><p>C) 60 (sessenta) dias, sem a possibilidade de prorrogação, após o que será pessoalmente</p><p>responsabilizado pelo atraso.</p><p>D) 90 (noventa) dias, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa</p><p>circunstanciada.</p><p>E) 120 (cento e vinte) dias, sem a possibilidade de prorrogação, após o que será pessoalmente</p><p>responsabilizado pelo atraso.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Veja que ao mesmo tempo que a banca critica a lei de alienação</p><p>parental, em algumas questões, como a de cima, também traz perguntas diretamente dela.</p><p>Trabalho da Psicologia!! § 2 A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar</p><p>habilitados, exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou</p><p>acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.</p><p>Prazo!! § 3 O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação</p><p>parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente</p><p>por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>3- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-RN Prova: FGV - 2023 - TJ-RN - Analista Judiciário - Apoio</p><p>especializado – Psicologia. A Lei nº 13.058, de 22 de dezembro de 2014, altera os Arts. 1.583,</p><p>1.584, 1.585 e 1.634 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para</p><p>estabelecer o significado da expressão “guarda compartilhada” e dispor sobre sua aplicação.</p><p>De acordo com a Resolução, analise as afirmativas a seguir, considerando V para a (s)</p><p>verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).</p><p>( ) Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma</p><p>idêntica com a mãe e com o pai, tendo em vista as condições fáticas e os interesses dos filhos.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>( ) Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, será aplicada,</p><p>sempre que possível, a guarda compartilhada.</p><p>( ) Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá</p><p>a guarda a pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de</p><p>preferência, o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.</p><p>A sequência correta é:</p><p>A) F, V, F;</p><p>B) F, V, V;</p><p>C) V, F, F;</p><p>D) V, V, F;</p><p>E) F, F, V.</p><p>COMENTÁRIOS</p><p>Temos o código civil com os tipos de guardas: CAPÍTULO XI -Da</p><p>Proteção da Pessoa dos Filhos</p><p>Art. 1.583. A guarda será unilateral ou compartilhada.</p><p>§ 2 o Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma</p><p>equilibrada com a mãe e com o pai, sempre tendo em vista as condições fáticas e os interesses</p><p>dos filhos (adicionado em 2014).</p><p>§ 3º Na guarda compartilhada, a cidade considerada base de moradia dos filhos será aquela que</p><p>melhor atender aos interesses dos filhos.</p><p>Art. 1.584. § 2 o Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho,</p><p>encontrando-se ambos os genitores aptos a exercer o poder familiar, será aplicada a guarda</p><p>compartilhada, salvo se um dos genitores declarar ao magistrado que não deseja a guarda do</p><p>menor. A questão fala: quando tiver acordo.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>§ 5 o Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá</p><p>a guarda a pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de</p><p>preferência, o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>4- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. A Lei Henry Borel cria mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da</p><p>violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente, acrescentando dispositivos</p><p>ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Com fundamento na legislação protetiva, analise</p><p>as situações abaixo e aponte a que caracteriza uma situação de violência física contra crianças</p><p>ou adolescentes.</p><p>A) Marina, 14 anos, é vítima de bullying na escola e está praticando automutilação.</p><p>B) Pedro, 10 anos, furtou dinheiro da carteira de seu pai e levou uma surra.</p><p>C) Davi, 9 anos, tem enurese noturna e sua mãe o humilha publicamente para corrigi-lo.</p><p>D) Joana foi para uma festa e deixou os filhos de 6 e 4 anos trancados em casa.</p><p>E) A mãe de Hugo, 12 anos, tirou dele o celular ao descobrir que ele acessava sites de pornografia.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Primeira coisa que precisamos saber: Art. 2º Configura violência</p><p>doméstica e familiar contra a criança e o adolescente qualquer ação ou omissão que lhe cause</p><p>morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico ou dano patrimonial:</p><p>I - No âmbito do domicílio ou da residência da criança e do adolescente, compreendida como o</p><p>espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as</p><p>esporadicamente agregadas;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>II - No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que</p><p>compõem a família natural, ampliada ou substituta, por laços naturais, por afinidade ou por</p><p>vontade expressa;</p><p>III - Em qualquer relação doméstica e familiar na qual o agressor conviva ou tenha convivido com</p><p>a vítima, independentemente de coabitação.</p><p>Art. 3º A violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente constitui uma das formas</p><p>de violação dos direitos humanos.</p><p>A) ela pratica violência contra si mesma, não entra na referida lei.</p><p>B) levar uma surra é uma violência doméstica contra criança e adolescente, mesmo que com</p><p>caráter corretivo.</p><p>C) humilhação é uma violência, mas não física (como pede a questão).</p><p>D) deixá-los trancados em casa pode ser uma negligência, que é diferente de violência física.</p><p>E) tirar o celular não é uma forma de violência.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>5- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. Alice estava grávida quando buscou a Vara de Infância manifestando desejo de</p><p>entregar o bebê em adoção, reiterando seu interesse no puerpério. Agora, entretanto, está</p><p>pensando em desistir da entrega na audiência judicial que foi agendada para a próxima</p><p>semana. Diante da situação hipotética, assinale a afirmativa correta segundo o ECA e a lei no</p><p>12.010/2009.</p><p>A) Alice não pode fazer isso, pois só poderia desistir da entrega até o parto.</p><p>B) Pela lei, Alice não pode desistir da entrega do bebê em adoção uma vez que se manifestou</p><p>nesse sentido na Vara de Infância.</p><p>C) Alice pode desistir da entrega de seu bebê na audiência e também nos 10 dias subsequentes</p><p>da sentença.</p><p>D) Alice pode desistir da entrega do bebê se o Ministério Público concordar.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>E) A lei não prevê a entrega de bebês em adoção e Alice comete crime de abandono na hipótese</p><p>prevista.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Esse tipo de questão aparece muito para confundir: ECA art. 166: § 5 O consentimento é</p><p>retratável até a data da realização da audiência especificada no § 1 deste artigo, e os pais</p><p>podem exercer o arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da data de prolação da</p><p>sentença de extinção do poder familiar.</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>6- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. Semana passada, Moisés, aos nove anos de idade, presenciou o homicídio de seu</p><p>avô, Genaro, conhecido miliciano que foi executado com cinco tiros dentro de casa, quando</p><p>a criança estava sob seus cuidados, sendo certo que a vítima integrava a rede de apoio do</p><p>menor. Considerando que há necessidade de ouvir Moisés como testemunha do mencionado</p><p>delito, à luz do disposto na Lei nº 13.431/2017 acerca do depoimento especial, é correto</p><p>afirmar que a aludida norma.</p><p>A) não deve ser aplicada na situação descrita, na medida em que não abarca as hipóteses em que</p><p>o menor é testemunha.</p><p>B) não deve ser aplicada na situação descrita, pois não se enquadra nas hipóteses de violência</p><p>previstas no aludido diploma legal.</p><p>C) deve ser aplicada, de modo que é vedada a gravação do depoimento especial em áudio e</p><p>vídeo.</p><p>D) deve ser aplicada, de modo que é necessária a aplicação do rito cautelar de antecipação de</p><p>prova ao depoimento especial em questão.</p><p>E) deve ser aplicada, de modo que o depoimento especial será transmitido em tempo real para</p><p>a sala de audiência, preservado o sigilo, no curso do processo judicial.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Vamos relembrar sobre o depoimento especial:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>Art. 12. O depoimento especial será colhido conforme o seguinte procedimento:</p><p>I - Os profissionais especializados esclarecerão a criança ou o adolescente sobre a tomada do</p><p>depoimento especial, informando-lhe os seus direitos e os procedimentos a serem adotados e</p><p>planejando sua participação, sendo vedada a leitura da denúncia ou de outras peças processuais;</p><p>à</p><p>II - É assegurada à criança ou ao adolescente a livre narrativa sobre a situação de violência,</p><p>podendo o profissional especializado intervir quando necessário, utilizando técnicas que</p><p>permitam a elucidação dos fatos;</p><p>III - No curso do processo judicial, o depoimento especial será transmitido em tempo real</p><p>para a sala de audiência, preservado o sigilo;</p><p>IV - Findo o procedimento previsto no inciso II deste artigo, o juiz, após consultar o Ministério</p><p>Público, o defensor e os assistentes técnicos, avaliará a pertinência de perguntas</p><p>complementares, organizadas em bloco;</p><p>V - O profissional especializado poderá adaptar as perguntas à linguagem de melhor</p><p>compreensão da criança ou do adolescente;</p><p>VI - O depoimento especial será gravado em áudio e vídeo.</p><p>O menor foi testemunha de uma violência, logo, aplica-se sim esta lei.</p><p>Alternativa correta: E</p><p>7- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: DPE-RS Prova: FGV - 2023 - DPE-RS - Analista - Área de</p><p>Apoio Especializado - Psicologia. O Centro de Referência em Mediação e Conciliação da</p><p>Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (CRMC-DPE/RS) é pioneiro no Brasil e</p><p>disponibiliza Câmaras de Mediação para solucionar litígios e conflitos em diferentes</p><p>contextos. A opção pela mediação nos conflitos de família é vantajosa para os assistidos</p><p>porque:</p><p>I. a auto composição facilitada por um mediador busca métodos efetivos para restaurar o</p><p>diálogo;</p><p>II. a mediação permite o ajuizamento de ações com trâmite mais célere nas Varas de Família;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>III. a solução consensual de conflitos é importante ferramenta de pacificação do ambiente</p><p>familiar.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) somente II;</p><p>B) somente I e II;</p><p>C) somente I e III;</p><p>D) somente II e III;</p><p>E) I, II e III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Importante diferenciar os termos: A conciliação apresenta uma rápida solução</p><p>ao litígio.</p><p>Enquanto a mediação não apresenta esta característica.</p><p>A mediação é um processo célere de auto composição do conflito em relação ao tempo de uma</p><p>ação judicial "normal", a contar da distribuição da ação até à extinção do processo, pois o tempo</p><p>de uma mediação é ditado por aqueles que nela estão envolvidos. III) entenda que a mediação é</p><p>mais célere justamente por não necessitar ação judicial.</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-RN Prova: FGV - 2023 - TJ-RN - Analista Judiciário - Apoio</p><p>especializado – Serviço Social. No que concerne à normatização da guarda compartilhada, a</p><p>Lei nº 11.698/2008 explicita que “A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele</p><p>melhores condições para exercê-la e, objetivamente, mais aptidão para propiciar aos filhos</p><p>os seguintes fatores”:</p><p>I. condições econômicas e materiais;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>II. educação;</p><p>III. afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) somente I;</p><p>B) somente II;</p><p>C) somente I e II;</p><p>D) somente II e III;</p><p>E) I, II e III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Essa questão tem um leve peguinha: Não confundir com</p><p>guarda e tutela que tem em suas</p><p>responsabilidades dar assistência MATRIAL, MORAL e</p><p>EDUCACIONAL. No caso de litígio por guarda, a regra é guarda compartilhada. Na exceção de</p><p>guarda unilateral, se observa: questão educacional (direito básico da criança, além de saúde e</p><p>segurança) e questões de afinidade/afeto nas relações. Logo, § 2 A guarda unilateral será</p><p>atribuída ao genitor que revele melhores condições para exercê-la e, objetivamente, mais aptidão</p><p>para propiciar aos filhos os seguintes fatores:</p><p>I – Afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar;</p><p>II – Saúde e segurança;</p><p>III – Educação.</p><p>Alternativa correta: Letra D</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>programas específicos de atendimento a adolescente em conflito com</p><p>a lei”. Para a sua efetivação, a mesma lei afirma que o SINASE será cofinanciado, além de</p><p>outras fontes, com recursos:</p><p>A) dos orçamentos fiscais e de taxas específicas;</p><p>B) dos orçamentos fiscais e da seguridade social;</p><p>C) da seguridade social e de taxas específicas;</p><p>D) de taxas específicas e das multas aplicadas pelo Conselho Tutelar;</p><p>E) da seguridade social e das multas aplicadas pelo Conselho Tutelar.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Art. 30. O SINASE será cofinanciado com recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade</p><p>social, além de outras fontes.</p><p>§ 2º Os entes federados que tenham instituído seus sistemas de atendimento socioeducativo</p><p>terão acesso aos recursos na forma de transferência adotada pelos órgãos integrantes do Sinase.</p><p>§ 3º Os entes federados beneficiados com recursos dos orçamentos dos órgãos responsáveis</p><p>pelas políticas integrantes do Sinase, ou de outras fontes, estão sujeitos às normas e</p><p>procedimentos de monitoramento estabelecidos pelas instâncias dos órgãos das políticas</p><p>setoriais envolvidas, sem prejuízo do disposto nos incisos IX e X do art. 4º, nos incisos V e VI do</p><p>art. 5º e no art. 6º desta Lei.</p><p>Alerta detalhe!! Art. 31. Os Conselhos de Direitos, nas 3 (três) esferas de governo, definirão,</p><p>anualmente, o percentual de recursos dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente a</p><p>serem aplicados no financiamento das ações previstas nesta Lei, em especial para</p><p>1- Capacitação;</p><p>2- Sistemas de informação e de avaliação.</p><p>Parágrafo único. Os entes federados beneficiados com recursos do Fundo dos Direitos da Criança</p><p>e do Adolescente para ações de atendimento socioeducativo prestarão informações sobre o</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>desempenho dessas ações por meio do Sistema de Informações sobre Atendimento</p><p>Socioeducativo. Obs.! Sistema que a União institui e os Estados e Municípios se inscrevem.</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>4- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-RO Prova: FGV - 2021 - TCE-RO - Analista Judiciário -</p><p>Psicólogo. Adriana, 16 anos, mãe da bebê Adrielly, 3 meses, foi apreendida por ato infracional</p><p>análogo a homicídio duplamente qualificado. Adriana desferiu dezenas de facadas contra</p><p>Carla, a quem acusou de se insinuar para seu namorado Jonathan. Adriana leu comentários</p><p>que Carla fez em uma postagem de Jonathan em uma rede social e surpreendeu a jovem na</p><p>saída da escola. Carla não resistiu ao ataque. De acordo com o disposto no Estatuto da</p><p>Criança e do Adolescente e na lei que institui o SINASE (Sistema Nacional de Atendimento</p><p>Socioeducativo):</p><p>A) Adriana poderá permanecer na unidade de internação com Adrielly durante o período de</p><p>amamentação;</p><p>B) Adriana terá direito automático ao cumprimento da medida em meio aberto por ser mãe de</p><p>um bebê com menos de 1 ano;</p><p>C) durante o período de cumprimento da pena será garantida a convivência de Adriana com a</p><p>filha através de visitas;</p><p>D) a condenação de Adriana por ato infracional tão grave implicará a perda do poder familiar</p><p>sobre a filha Adrielly;</p><p>E) adolescentes gestantes ou mães cumprem as medidas protetivas em regime de semiliberdade.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A letra C estaria certa se não fosse o termo "pena", adolescente não comete</p><p>crime e cumpre pena, mas sim comete ato infracional e cumpre medida socioeducativa. Foi um</p><p>peguinha da banca.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>Art. 60. A atenção integral à saúde do adolescente no Sistema de Atendimento Socioeducativo</p><p>seguirá as seguintes diretrizes: § 2º Serão asseguradas as condições necessárias para que a</p><p>adolescente submetida à execução de medida socioeducativa de privação de liberdade</p><p>permaneça com o seu filho durante o período de amamentação.</p><p>§ 4 o Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de</p><p>liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de</p><p>acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de autorização judicial.</p><p>A adolescente não tem direito a semiaberto de imediato por ser mãe, é um peguinha da banca e</p><p>não perde o poder familiar.</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>5- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-PE Prova: FGV - 2022 - TJ-PE - Juiz Substituto. Michael,</p><p>adolescente de 17 anos, está em cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade,</p><p>em razão da prática de ato infracional análogo a tráfico de entorpecentes. Michael</p><p>descumpre, de forma reiterada e injustificável, a medida mencionada, conforme estudos</p><p>técnicos e conclusões constantes do Plano Individual de Atendimento (PIA). Após a realização</p><p>de audiência, com a oitiva e participação do adolescente, de sua genitora e da defesa técnica,</p><p>o juiz da Infância e Juventude aplica a Michael a medida socioeducativa de internação, com</p><p>fulcro no Art. 122, III, do ECA. Considerando o disposto na Lei nº 8.069/1990 (ECA) e na Lei</p><p>nº 12.594/2012 (Sinase), é correto afirmar que:</p><p>A) a medida de internação aplicada pelo magistrado na hipótese narrada no enunciado será</p><p>executada pelo prazo mínimo de um ano;</p><p>B) a medida de internação aplicada não poderá ser superior a três meses, devendo ser decretada</p><p>judicialmente após o devido processo legal;</p><p>C) a medida de internação poderá ser cumprida, excepcionalmente, em unidade prisional, desde</p><p>que o socioeducando possua mais de 18 anos de idade;</p><p>D) a internação pelo descumprimento reiterado e injustificável da medida tem a natureza de</p><p>internação provisória, razão pela qual não pode exceder o prazo de quarenta e cinco dias;</p><p>E) a medida de internação aplicada independe da realização de audiência para a oitiva do</p><p>adolescente, podendo estar baseada apenas no parecer da equipe técnica da unidade</p><p>socioeducativa.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Relembrando o que é PIA: Art. 52. O cumprimento das medidas</p><p>socioeducativas, em regime de prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida,</p><p>semiliberdade ou internação, dependerá de Plano Individual de Atendimento (PIA),</p><p>instrumento de previsão, registro e gestão das atividades a serem desenvolvidas com o</p><p>adolescente.</p><p>Parágrafo único. O PIA deverá contemplar a participação dos pais ou responsáveis, os quais têm</p><p>o dever de contribuir com o processo ressocializador do adolescente, sendo esses passíveis de</p><p>responsabilização administrativa, nos termos do artigo 249 do ECA, civil e criminal.</p><p>Art. 53. O PIA será elaborado sob a responsabilidade da equipe técnica do respectivo programa</p><p>de atendimento, com a participação efetiva do adolescente e de sua família, representada por</p><p>seus pais ou responsável.</p><p>Art. 54. Constarão do plano individual, no mínimo:</p><p>I - Os resultados da avaliação interdisciplinar;</p><p>II - Os objetivos declarados pelo adolescente;</p><p>III - a previsão de suas atividades de integração social e/ou capacitação profissional;</p><p>IV - Atividades de integração e apoio à família;</p><p>V - Formas de participação da família para efetivo cumprimento do plano individual; e</p><p>VI - As medidas específicas de atenção à sua saúde.</p><p>Art. 55. Para o cumprimento das medidas de semiliberdade ou de internação, o plano individual</p><p>conterá,</p><p>ainda:</p><p>I - A designação do programa de atendimento mais adequado para o cumprimento da medida;</p><p>II - A definição das atividades internas e externas, individuais ou coletivas, das quais o adolescente</p><p>poderá participar; e</p><p>III - a fixação das metas para o alcance de desenvolvimento de atividades externas.</p><p>Alerta prazo!! Parágrafo único. O PIA será elaborado no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias</p><p>da data do ingresso do adolescente no programa de atendimento.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>Alerta prazo!! Art. 56. Para o cumprimento das medidas de prestação de serviços à comunidade</p><p>e de liberdade assistida, o PIA será elaborado no prazo de até 15 (quinze) dias do ingresso do</p><p>adolescente no programa de atendimento.</p><p>Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:</p><p>I - Tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa;</p><p>II - Por reiteração no cometimento de outras infrações graves;</p><p>III - por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.</p><p>§ 1 O prazo de internação na hipótese do inciso III deste artigo não poderá ser superior a 3 (três)</p><p>meses, devendo ser decretada judicialmente após o devido processo legal.</p><p>§ 2º. Em nenhuma hipótese será aplicada a internação, havendo outra medida adequada.</p><p>Jamais será cumprida em unidade prisional, isso é um peguinha. Não se mistura adolescente com</p><p>adultos.</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>6- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-ES Prova: FGV - 2023 - TJ-ES - Juiz Substituto. Wesley,</p><p>adolescente de 16 anos, encontra-se em situação de rua, vivendo em cracolândia existente</p><p>às margens de uma rodovia. Visando custear a aquisição de substâncias entorpecentes para</p><p>seu uso, Wesley pratica ato infracional análogo ao crime de latrocínio, figurando como</p><p>representado em ação socioeducativa proposta pelo Ministério Público. Ao final da instrução,</p><p>o juiz da Infância e Juventude julga procedente o pedido e aplica ao adolescente a medida</p><p>socioeducativa de internação. Decorridos três meses do início da execução da medida, a</p><p>equipe de referência em saúde mental que atende o adolescente elabora laudo</p><p>recomendando a sua internação em leito psiquiátrico, em razão da grave dependência de</p><p>substâncias psicoativas. Considerando o disposto na Lei nº 8.069/1990 (ECA) e na Lei nº</p><p>12.594/2012 (Sinase), é correto afirmar que:</p><p>A) a suspensão da medida socioeducativa é incabível, na medida em que não foi alcançado o</p><p>prazo mínimo para a sua reavaliação;</p><p>B) excepcionalmente, o juiz poderá suspender a execução da medida socioeducativa, ouvidos o</p><p>defensor e o Ministério Público;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>C) por se tratar de ato infracional praticado com violência e grave ameaça, é vedada a suspensão</p><p>da medida, que deverá ser integralmente cumprida pelo adolescente;</p><p>D) em conformidade com o Art. 108 do ECA, a internação psiquiátrica não poderá exceder o</p><p>prazo máximo de 45 dias;</p><p>E) a avaliação psiquiátrica do adolescente tem caráter sigiloso, razão pela qual não deverá ser</p><p>juntada ao Plano Individual de Atendimento (PIA) do adolescente.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Essa questão trouxe vários artigos para analisarmos.</p><p>A) entendendo a reavaliação: Art. 43. A reavaliação da manutenção, da substituição ou da</p><p>suspensão das medidas de meio aberto ou de privação da liberdade e do respectivo plano</p><p>individual pode ser solicitada a qualquer tempo, a pedido da direção do programa de</p><p>atendimento, do defensor, do Ministério Público, do adolescente, de seus pais ou responsável.</p><p>Art 64. § 4º Excepcionalmente, o juiz poderá suspender a execução da medida socioeducativa,</p><p>ouvidos o defensor e o Ministério Público, com vistas a incluir o adolescente em programa de</p><p>atenção integral à saúde mental que melhor atenda aos objetivos terapêuticos estabelecidos para</p><p>o seu caso específico.</p><p>C) A medida pode ser suspensa, independente se é ou não de grave ameaça. Lembrando sobre</p><p>medidas de graves ameaças: 6º Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de</p><p>autorização judicial, ouvido o Ministério Público.</p><p>§ 7 o A determinação judicial mencionada no § 1 o poderá ser revista a qualquer tempo pela</p><p>autoridade judiciária.</p><p>Art. 122. A medida de internação só poderá ser aplicada quando:</p><p>I - Tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa;</p><p>II - Por reiteração no cometimento de outras infrações graves;</p><p>D) ECA. Art. 108. A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de</p><p>quarenta e cinco dias.</p><p>E) § 2º A avaliação de que trata o caput subsidiará a elaboração e execução da terapêutica a ser</p><p>adotada, a qual será incluída no PIA do adolescente, prevendo, se necessário, ações voltadas</p><p>para a família.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>7- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. Os irmãos João, 12 anos, e José, 11 anos, moram em uma comunidade onde foram</p><p>cooptados por traficantes de drogas para serem “aviõezinhos”. Eles estavam entregando</p><p>drogas aos consumidores quando a Polícia os surpreendeu. Os irmãos estão fora da escola,</p><p>fumam e cheiram solventes. No presente caso, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) em função da diminuição da idade penal, o Juiz concederá a remissão aos dois meninos.</p><p>B) José cumprirá a medida protetiva de semiliberdade em regime domiciliar em função de sua</p><p>idade.</p><p>C) José poderá receber a medida socioeducativa de acolhimento institucional.</p><p>D) O juiz poderá aplicar a medida socioeducativa de liberdade assistida aos dois irmãos.</p><p>E) O juiz poderá aplicar a João uma medida socioeducativa e medidas protetivas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Não há diminuição da maior idade penal, esse tema é uma</p><p>questão de discussões e o CFP posiciona-se contrário, visto que esses indivíduos se encontram</p><p>em desenvolvimento. Medida socioeducativa é para adolescentes. Medida protetiva é para</p><p>crianças, cuidado, pois semiliberdade é uma medida protetiva.</p><p>Lembrando: Art. 112 -Refere-se a Medidas Socioeducativas para adolescentes 12 anos a 18</p><p>incompletos. José é criança pela lei ECA</p><p>I - Advertência;</p><p>II - Obrigação de reparar o dano;</p><p>III - prestação de serviços à comunidade;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>IV - Liberdade assistida;</p><p>V - Inserção em regime de semiliberdade;</p><p>VI - Internação em estabelecimento educacional;</p><p>VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.</p><p>Entendendo a letra E: O juiz poderá aplicar a João uma medida socioeducativa e medidas</p><p>protetivas. Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre</p><p>que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:</p><p>I - Por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;</p><p>II - Por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;</p><p>III - em razão de sua conduta.</p><p>Alternativa correta: Letra E</p><p>8- Ano: 2022 Banca:</p><p>FGV Órgão: Prefeitura de Manaus - AM Prova: FGV - 2022 - Prefeitura</p><p>de Manaus - AM - Psicólogo. Lucas foi apreendido quando pichava o muro da escola e na</p><p>audiência o Juiz aplicou a ele uma medida em meio aberto a ser acompanhada pela equipe</p><p>técnica do CREAS do município. Assinale a opção que apresenta um exemplo de medida</p><p>dessa natureza.</p><p>A) O regime protetivo de semiliberdade.</p><p>B) A medida socioeducativa de matrícula escolar obrigatória.</p><p>C) A medida socioeducativa de prestação de serviços à comunidade.</p><p>D) A pena restritiva de direitos de liberdade assistida.</p><p>E) A concessão da remissão restaurativa.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>Essa questão é literalidade da lei, mas tenta confundir o</p><p>candidato com possibilidades que não existem, como medida socioeducativa de matrícula escolar</p><p>obrigatória, pena restritiva de direitos (não há pena para menores de dezoito anos). Vamos</p><p>relembrar:</p><p>Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao</p><p>adolescente as seguintes medidas:</p><p>I - Advertência;</p><p>II - Obrigação de reparar o dano;</p><p>III - prestação de serviços à comunidade;</p><p>IV - Liberdade assistida;</p><p>V - Inserção em regime de semiliberdade;</p><p>VI - Internação em estabelecimento educacional;</p><p>VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>EDITAL FGV NESSE TÓPICO:</p><p>ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>1- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência</p><p>- Psicólogo. Alice estava grávida quando buscou a Vara de Infância manifestando desejo de</p><p>entregar o bebê em adoção, reiterando seu interesse no puerpério. Agora, entretanto, está</p><p>pensando em desistir da entrega na audiência judicial que foi agendada para a próxima</p><p>semana. Diante da situação hipotética, assinale a afirmativa correta segundo o ECA e a lei no</p><p>12.010/2009.</p><p>A) Alice não pode fazer isso, pois só poderia desistir da entrega até o parto.</p><p>B) pela lei, Alice não pode desistir da entrega do bebê em adoção uma vez que se manifestou</p><p>nesse sentido na Vara de Infância.</p><p>C) Alice pode desistir da entrega de seu bebê na audiência e também nos 10 dias subsequentes</p><p>da sentença.</p><p>D) Alice pode desistir da entrega do bebê se o Ministério Público concordar.</p><p>E) A lei não prevê a entrega de bebês em adoção e Alice comete crime de abandono na hipótese</p><p>prevista.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A banca tenta confundir quando com várias possibilidades. Mas no ECA art 166</p><p>diz: § 5 O consentimento é retratável até a data da realização da audiência especificada no § 1</p><p>deste artigo, e os pais podem exercer o arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da</p><p>data de prolação da sentença de extinção do poder familiar.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>2- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-RO Prova: FGV - 2021 - TCE-RO - Analista Judiciário -</p><p>Pedagogo</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>Mário procura a pedagoga da Comarca de Cerejeiras para apresentar a proposta de</p><p>implantação no município de uma Semana Municipal de Prevenção de Gravidez na</p><p>Adolescência. A pedagoga afirma que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma</p><p>semana nacional sobre o tema já existe, e sugere alinhar a semana municipal com a nacional.</p><p>Mário aceita a sugestão e implanta a semana municipal na mesma data da semana nacional.</p><p>Sendo assim, a semana ocorrerá:</p><p>A) anualmente, na semana que incluir o dia 1º de fevereiro;</p><p>B) anualmente, na semana que anteceder o Natal;</p><p>C) semestralmente, na primeira semana de fevereiro e de outubro;</p><p>D) mensalmente, na primeira semana de cada mês;</p><p>E) mensalmente, na última semana de cada mês.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A lei traz sobre a proteção à vida antes mesmo do bebê nascer,</p><p>no 8-A vai tratar de prevenção da gravidez na adolescência.</p><p>Art. 8º-A. Fica instituída a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser</p><p>realizada anualmente na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, com o objetivo de disseminar</p><p>informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da</p><p>incidência da gravidez na adolescência.</p><p>Parágrafo único. As ações destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo</p><p>do poder público, em conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas</p><p>prioritariamente ao público adolescente.</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>3- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Paulínia - SP Prova: FGV - 2021 - Prefeitura de</p><p>Paulínia - SP - Psicólogo. Exceto diante da comprovação de necessidade que atenda a seu</p><p>superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, a permanência de</p><p>criança e de adolescente em acolhimento institucional não se prolongará por mais de:</p><p>A) seis meses.</p><p>B) doze meses.</p><p>C) dezoito meses.</p><p>D) vinte e quatro meses.</p><p>E) trinta meses.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária</p><p>Seção I</p><p>Disposições Gerais</p><p>Art. 19. É direito da criança e do adolescente ser criado e</p><p>educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a</p><p>convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral.</p><p>§ 1º Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou</p><p>institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade</p><p>judiciária competente, com base em relatório elaborado por equipe interprofissional ou</p><p>multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar ou</p><p>pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 desta</p><p>Lei.</p><p>§ 2 o A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não</p><p>se prolongará por mais de 18 (dezoito meses) obs.: se ficar 18 meses teve 6 reavaliações,</p><p>salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, devidamente</p><p>fundamentada pela autoridade judiciária.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>4- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Paulínia - SP Prova: FGV - 2021 - Prefeitura de</p><p>Paulínia - SP - Psicólogo. A imprensa noticiou recentemente a morte de um recém-nascido</p><p>abandonado em uma caçamba de lixo em Paulínia. Existem gestantes e mães que, por</p><p>diferentes razões, não podem ou não desejam ficar com seus bebês e manifestam essa</p><p>intenção no atendimento de saúde ou social. O procedimento previsto no Estatuto da Criança</p><p>e do Adolescente para evitar desfechos</p><p>trágicos e garantir a proteção da criança nestes casos</p><p>é:</p><p>A) o encaminhamento da genitora sem constrangimento para a Justiça da Infância e da</p><p>Juventude.</p><p>B) a busca pelo profissional da saúde ou da assistência de casal sem filhos para a adoção do bebê.</p><p>C) o aconselhamento psicológico à genitora para que assuma a maternidade do próprio filho.</p><p>D) a advertência à genitora de que poderá responder criminalmente por abandono de incapaz.</p><p>E) a referência da gestante ou mãe para programas de transferência de renda e promoção social.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>É exatamente o que a lei fala: art. 13 § 1 o As gestantes ou</p><p>mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente</p><p>encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.</p><p>Vale ressaltar que a adoção é um processo complexo que ocorre por via judicial, logo, não há de</p><p>se falar em busca por um casal sem filhos, pois isso poderia se configurar adoção à brasileira</p><p>(proibida no Brasil). Também é importante dizer que a equipe de saúde, inclusive o psicólogo faz</p><p>uma escuta dessa mãe e expõe sobre os seus direitos, acolhe, compreende os motivos ou</p><p>intenções, logo, não há de se falar em aconselhamento para assumir a maternidade, nem</p><p>advertência por abandono, pois o que a questão traz é uma "política" que evite situações trágicas</p><p>de abandono. Também não é uma saída achar que o único ou maior motivo de todas as mães</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>não ficarem com os seus filhos seja a baixa renda, quando na verdade esse assunto é atravessado</p><p>por inúmeras questões sociais.</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>5- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-DFT Prova: FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário -</p><p>Psicologia. Um bebê indígena recém-nascido com uma deficiência física foi resgatado após</p><p>ter sido abandonado em um matagal e foi acolhido em uma entidade após o atendimento</p><p>médico. De acordo com a legislação vigente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):</p><p>A) apenas membros da mesma comunidade étnica poderão adotar o bebê;</p><p>B) os representantes da Funai terão preferência na adoção do bebê índio;</p><p>C) os direitos fundamentais reconhecidos pelo ECA não se aplicam a indígenas;</p><p>D) o bebê poderá vir a ser adotado por pretendentes habilitados à adoção;</p><p>E) o bebê permanecerá em acolhimento em respeito à sua identidade cultural.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Sobre a população indígena no ECA: Art. 28: § 6 o Em se tratando</p><p>de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de</p><p>quilombo, é ainda obrigatório:</p><p>I - Que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes e</p><p>tradições, bem como suas instituições, desde que não sejam incompatíveis com os direitos</p><p>fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela Constituição Federal;</p><p>II - Que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a</p><p>membros da mesma etnia;</p><p>III - a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista,</p><p>no caso de crianças e adolescentes indígenas, e de antropólogos, perante a equipe</p><p>interprofissional ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso.</p><p>Perda do poder familiar: Art: 157: § 2º Em sendo os pais oriundos de comunidades indígenas, é</p><p>ainda obrigatória a intervenção, junto à equipe interprofissional ou multidisciplinar referida no §</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>1 o deste artigo, de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista,</p><p>observado o disposto no § 6 o do art. 28 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017).</p><p>As questões podem dar uma confundida: Lembrando que adoção é um dos processos mais sérios</p><p>e burocráticos da vara civil, logo, não há de se falar em adoção prioritária para membros da</p><p>FUNAI, ou que apenas membros da comunidade poderiam adotar. É preferível que mantenha a</p><p>criança respeitando as suas raízes culturais, mas isso não é um empecilho dela ser adotada por</p><p>outra família, seguirá com as pessoas que estão habilitadas para adotar. E por fim, a afirmativa</p><p>que traz que ele permanecerá no acolhimento institucional seria cometer uma violência contra</p><p>essa criança, que tem direito de ter seu lar e sua família.</p><p>Alternativa correta: Letra D</p><p>6- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-DFT Prova: FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário -</p><p>Psicologia. Maurílio, 16 anos, ganhou de presente de aniversário uma viagem internacional</p><p>de seus pais, Alice e Bento. Segundo o ECA, é correto afirmar que:</p><p>A) é necessária a autorização judicial para que Maurílio viaje, independentemente da presença</p><p>dos pais na viagem;</p><p>B) é dispensável a autorização judicial para a viagem internacional se os pais viajarem junto;</p><p>C) Maurílio pode viajar com a mãe, sem autorização judicial ou sem autorização do pai;</p><p>D) Maurílio pode viajar com o pai, sem autorização judicial ou sem autorização da mãe;</p><p>E) Maurílio não precisa da autorização judicial ou dos pais, pois tem 16 anos.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Vamos relembrar sobre viagens para crianças e adolescentes:</p><p>Seção III</p><p>Da Autorização para Viajar</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>Art. 83. Nenhuma criança ou adolescente menor de 16</p><p>(dezesseis) anos poderá viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou</p><p>dos responsáveis sem expressa autorização judicial.</p><p>§ 1º A autorização não será exigida quando:</p><p>a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de 16</p><p>(dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região metropolitana;</p><p>comarcas pertos, unidas.</p><p>b) a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado:</p><p>1) de ascendente ou colateral maior (pais, avós, bisavó ou irmãos), até o terceiro grau,</p><p>comprovado documentalmente o parentesco;</p><p>2) de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.</p><p>§ 2º A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização</p><p>válida por dois anos.</p><p>Art. 84. Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou</p><p>adolescente:</p><p>I - Estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável;</p><p>II - Viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro através de</p><p>documento com firma reconhecida.</p><p>Art. 85. Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente nascido em</p><p>território nacional poderá sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no</p><p>exterior.</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>7- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: TJ-DFT Prova: FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário -</p><p>Psicologia. Os irmãos Antônio, 12 anos, e Clara, 11 anos, invadiram o estabelecimento</p><p>comercial vizinho à sua casa e se apropriaram de objetos do comércio.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>Diante desse caso, de acordo com os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente,</p><p>é</p><p>correto afirmar que:</p><p>A) Antônio e Clara podem ser submetidos a medidas socioeducativas aplicadas, respectivamente,</p><p>pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público;</p><p>B) Clara deve ser submetida à medida socioeducativa aplicada pela Vara de Infância;</p><p>C) Antônio deve ser submetido à medida protetiva aplicada pela Defensoria Pública;</p><p>D) Antônio e Clara podem receber, respectivamente, medida socioeducativa pela Vara de Infância</p><p>e protetiva pelo Conselho Tutelar;</p><p>E) Antônio e Clara podem receber sanções criminais aplicadas pelo Ministério Público, se for</p><p>provado que agiram com discernimento.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Primeiro vamos relembrar o que é criança e o que é adolescente:</p><p>Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade</p><p>incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.</p><p>Clara é uma criança;</p><p>Antônio é adolescente;</p><p>Art. 105. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas previstas no art.</p><p>101.</p><p>Logo, as medidas protetivas são destinadas às crianças, como clara, já o Antônio, por ter 12 anos,</p><p>é adolescente, por isso tem a medida socioeducativa.</p><p>Alternativa correta: Letra D</p><p>8- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-RN Prova: FGV - 2023 - TJ-RN - Analista Judiciário - Apoio</p><p>especializado – Psicologia. João, 16 anos, foi apreendido enquanto pichava o muro da escola.</p><p>O juiz da Vara da Infância e da Juventude poderá aplicar ao adolescente:</p><p>A) medida protetiva de prestação de serviço comunitário;</p><p>B) pena de liberdade assistida;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>C) medida socioeducativa de matrícula escolar;</p><p>D) pena restaurativa de direitos;</p><p>E) medida socioeducativa de reparação do dano.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Vamos relembrar: Art. 112. Verificada a prática de ato</p><p>infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as seguintes medidas:</p><p>I - Advertência;</p><p>II - Obrigação de reparar o dano;</p><p>III - prestação de serviços à comunidade;</p><p>IV - Liberdade assistida;</p><p>V - Inserção em regime de semiliberdade;</p><p>VI - Internação em estabelecimento educacional;</p><p>§ 1º A medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri-la, as</p><p>circunstâncias e a gravidade da infração.</p><p>A) Art. 117. A prestação de serviços comunitários consiste na realização de tarefas gratuitas de</p><p>interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais,</p><p>escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou</p><p>governamentais. Parágrafo único. As tarefas serão atribuídas conforme as aptidões do</p><p>adolescente, devendo ser cumpridas durante jornada máxima de oito horas semanais, aos</p><p>sábados, domingos e feriados ou em dias úteis, de modo a não prejudicar a frequência à escola</p><p>ou à jornada normal de trabalho.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>B) não há de se falar em pena para adolescentes. Art. 119. Incumbe ao orientador, com o apoio</p><p>e a supervisão da autoridade competente, a realização dos seguintes encargos, entre outros:</p><p>I - Promover socialmente o adolescente e sua família, fornecendo-lhes orientação e inserindo-os,</p><p>se necessário, em programa oficial ou comunitário de auxílio e assistência social;</p><p>II - Supervisionar a frequência e o aproveitamento escolar do adolescente, promovendo, inclusive,</p><p>sua matrícula;</p><p>III - diligenciar no sentido da profissionalização do adolescente e de sua inserção no mercado de</p><p>trabalho;</p><p>IV - Apresentar relatório do caso.</p><p>C) essa é um peguinha da banca, pois medida socioeducativa de matrícula escolar não é uma</p><p>medida, mas sim uma responsabilidade do adolescente (frequentar a escola e apresentar</p><p>rendimento escolar)</p><p>D) não há de se falar em pena para adolescentes.</p><p>E) é importante entender o que traz o caso em questão: A medida socioeducativa de reparação</p><p>do dano é uma resposta viável ao dano de pichar o muro. Art. 116: Da Obrigação de Reparar o</p><p>Dano: Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá</p><p>determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o ressarcimento do</p><p>dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima.</p><p>Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por outra</p><p>adequada.</p><p>Alternativa correta: Letra E</p><p>9- Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário -</p><p>Psicólogo. Augusto, 10 anos, foi acolhido após o pai ter buscado o Conselho Tutelar,</p><p>alegando não poder ficar com o filho. O menino permaneceu sem visitas por um ano, quando</p><p>houve decisão judicial para que fosse buscada família adotiva interessada no infante. A</p><p>decisão judicial foi:</p><p>A) errada, pois a família pode estar buscando se reorganizar para reassumir a guarda de Augusto;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>B) acertada, pois o prazo legal máximo de acolhimento de uma criança sem ser procurada pela</p><p>família é de 120 dias;</p><p>C) acertada, pois o prazo legal máximo de acolhimento de uma criança sem ser procurada pela</p><p>família é de 60 dias;</p><p>D) acertada, pois o prazo legal máximo de acolhimento de uma criança sem ser procurada pela</p><p>família é de 30 dias;</p><p>E) errada, pois caberia esperar pela manifestação do curador especial primeiro.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Art. 19: § 10. Serão cadastrados para adoção recém-nascidos</p><p>e crianças acolhidas não procuradas por suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a</p><p>partir do dia do acolhimento.</p><p>Lembrando que esta criança está sob guarda provisória da instituição de acolhimento, pois tem</p><p>1 ano que ela se encontra lá:</p><p>§ 3 A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta</p><p>Lei, respeitará o prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período.</p><p>§ 4 Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da</p><p>família extensa apto a receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a</p><p>extinção do poder familiar e determinar a colocação da criança sob a guarda provisória de quem</p><p>estiver habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar</p><p>ou institucional.</p><p>Alternativa correta: Letra D</p><p>10- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: TJ-RN Prova: FGV - 2023 - TJ-RN - Analista Judiciário -</p><p>Apoio especializado – Psicologia. Gabriela está grávida e no final da gestação procurou pela</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>Vara de Infância para entregar o bebê que estava esperando para adoção. Logo após o parto,</p><p>Gabriela manteve seu desejo de entrega da criança, mas ela se arrependeu dois dias depois</p><p>do nascimento do filho, tendo procurado a equipe técnica para falar sobre o que estava</p><p>pensando. Segundo previsão contida no ECA, Gabriela:</p><p>A) pode desistir da entrega em adoção, devendo ser determinado seu acompanhamento por 180</p><p>dias pela Vara de Infância;</p><p>B) não pode desistir da entrega em adoção,</p><p>visto já ter sido formalizado o processo de entrega</p><p>voluntária na Vara de Infância;</p><p>C) pode voltar atrás no seu desejo de entrega do filho em adoção desde que o Ministério Público</p><p>se manifeste favoravelmente nesse sentido;</p><p>D) não pode desistir da entrega em adoção, pois a família habilitada que ficará com o bebê já foi</p><p>contatada pelo juízo;</p><p>E) pode desistir da entrega em adoção, desde que a equipe técnica elabore estudo psicológico</p><p>e social que avalie favoravelmente sua desistência.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Esse tipo de questão é bem comum, principalmente para levar o candidato ao erro como se a</p><p>mãe não pudesse voltar atrás. Vamos entender:</p><p>§ 8º Na hipótese de desistência pelos genitores, manifestada em audiência ou perante a</p><p>equipe interprofissional, da entrega da criança após o nascimento, a criança será mantida</p><p>com os genitores, e será determinado pela Justiça da Infância e da Juventude o</p><p>acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias.</p><p>Alternativa correta: Letra A</p><p>LEI MARIA DA PENHA</p><p>EDITAL FGV NESSE TÓPICO:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>LEI MARIA DA PENHA</p><p>1- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência</p><p>- Psicólogo. A dinâmica da violência conjugal corresponde geralmente a um processo cíclico</p><p>que compreende três fases. Relacione essas fases a suas descrições.</p><p>1. Construção da Tensão</p><p>2. Tensão Máxima</p><p>3. Lua-de-mel</p><p>( ) reestruturação do relacionamento caracterizada pela promessa de que nunca mais se</p><p>repetirá o ato violento.</p><p>( ) perda do controle sobre a situação e agressões levadas ao extremo.</p><p>( ) pequenos incidentes, ainda considerados como se estivessem sob controle e aceitos</p><p>racionalmente.</p><p>Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.</p><p>A) 1 – 2 – 3.</p><p>B) 2 – 3 – 1.</p><p>C) 1 – 3 – 2.</p><p>D) 3 – 2 – 1.</p><p>E) 2 – 1 – 3.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>Essa questão refere-se à violência contra mulher. Este ciclo não é expresso na</p><p>lei maria da penha, mas merece destaque, pois é cobrado nas provas da FGV:</p><p>Construção da Tensão: pequenos incidentes, ainda considerados como se estivessem sob</p><p>controle e aceitos racionalmente.</p><p>Tensão Máxima: perda do controle sobre a situação e agressões levadas ao extremo.</p><p>Lua-de-mel: reestruturação do relacionamento caracterizada pela promessa de que nunca mais</p><p>se repetirá o ato violento.</p><p>Alternativa correta: Letra D</p><p>2- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência -</p><p>Psicólogo. Raquel sofreu violência doméstica praticada por seu marido Marcos, decorrente</p><p>de raquetadas por ele efetuadas que lhe ocasionaram sérias lesões corporais. Nesse caso,</p><p>considerando as medidas protetivas de urgência previstas na Lei nº 11.340/2006 e suas</p><p>alterações (Lei Maria da Penha), constatada a prática de violência contra Raquel, é correto</p><p>afirmar que o Juízo competente.</p><p>A) não poderá estabelecer, de imediato, que Marcos compareça a programas de recuperação e</p><p>reeducação.</p><p>B) poderá, de imediato, proibir que Marcos frequente determinados lugares a fim de preservar a</p><p>integridade física e psicológica de Raquel.</p><p>C) poderá, de imediato, apenas estabelecer o afastamento de Marcos do lar, domicílio ou local</p><p>de convivência com Raquel.</p><p>D) não poderá estabelecer, de imediato, que Marcos preste alimentos provisionais ou provisórios</p><p>para Raquel.</p><p>E) não poderá, de imediato, estabelecer qualquer restrição ou suspensão de visitas aos</p><p>dependentes menores, ainda que tenha sido ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Lei maria da penha: Art. 22. Constatada a prática de</p><p>violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de</p><p>imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de</p><p>urgência, entre outras:</p><p>I - Suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente,</p><p>nos termos da</p><p>II - Afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;</p><p>III - Proibição de determinadas condutas, entre as quais:</p><p>a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de</p><p>distância entre estes e o agressor;</p><p>b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;</p><p>c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da</p><p>ofendida;</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>3- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PC-SC Prova: FGV - 2024 - PC-SC - Psicólogo Policial Civil</p><p>Recentes alterações da lei Maria da Penha enfatizam a importância de que sejam pensadas</p><p>propostas de reabilitação e educação dos agressores que pratiquem violência doméstica e</p><p>familiar contra a mulher. Em função disso, experiências de grupos reflexivos para homens</p><p>autores de violência doméstica vêm se multiplicando por todo o país com o objetivo de:</p><p>A) substituir a pena que seria aplicada pelo magistrado no processo no Juizado.</p><p>B) ser um condicionante para reconciliação do casal depois da denúncia de violência doméstica.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>C) funcionar como um espaço que possibilite a reflexão sobre o seu papel na construção da</p><p>dinâmica de violência.</p><p>D) refletir sobre a importância das masculinidades e dos papéis sexuais para a sobrevivência das</p><p>famílias.</p><p>E) considerar a corresponsabilidade da mulher nas agressões físicas que ela sofra pelo</p><p>companheiro.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Esses espaços estão sendo cada vez mais explorados, visto que é necessário</p><p>compreender (por meio de grupos reflexivos) o que favorece esses atos violentos. Além disso,</p><p>esse novo olhar é uma resposta aos estudos de gênero que vêm compreendendo o papel do</p><p>machismo na sociedade atual e suas consequências. Para além de penalizações formais, é</p><p>necessário que intervenha na raiz do problema. Não tem intuito, portanto, de substituir penas,</p><p>nem reconciliação do casal, pois isso poderia configurar mais uma violência com essa mulher,</p><p>muito menos sobre a importância das masculinidades, pois isso seria ir no sentido contrário à</p><p>proposta. A noção de responsabilidade da mulher tem caído, cada vez mais, inclusive no meio</p><p>jurídico, tendo em vista que a lei maria da penha está em constante atualização "a vítima não tem</p><p>culpa".</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>4- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: DPE-RS Prova: FGV - 2023 - DPE-RS - Analista - Área de</p><p>Apoio Especializado - Psicologia</p><p>No Brasil, a violência contra mulheres e crianças ainda é uma triste realidade, e uma das</p><p>formas de combate e diminuição dessas violências é compreender como se atribuem sentidos</p><p>às relações tecidas entre homens, mulheres, crianças, travestis, transgêneros, transexuais.</p><p>Judith Butler define gênero como:</p><p>A) expressão ou compreensão da essência biológica, pois as diferenças</p><p>anatômicas entre os sexos</p><p>resultam em desigualdades psicológicas, sociais e comportamentais;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>B) ato performativo de nomeação (representações e comportamentos) que produz a diferença</p><p>anatômica/sexual e as possibilidades de relações entre os seres;</p><p>C) resultado das pressões ambientais onde a biologia diferencial dos corpos é o parâmetro de</p><p>inteligibilidade e de organização das relações entre homens e mulheres;</p><p>D) efeito de uma estrutura simbólica que oprime homens e mulheres igualmente, pois os homens</p><p>também são conformados em determinados papéis sociais e sexuais;</p><p>E) objetivo de dominação social das relações entre homens e mulheres fundada na realidade</p><p>biológica que distingue masculino e feminino.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A autora costuma cair bastante em temas de gênero da</p><p>FGV.</p><p>Judith Butler - apresenta um conceito de "performatividade de gênero", no qual o sexo não se</p><p>limita a um elemento natural e pré-discursivo aos indivíduos, tendo em vista que é derivante de</p><p>uma construção social. Gênero seria definido como ato performativo de nomeação</p><p>(representações e comportamentos) que faz existir a diferença anatômica/sexual e as</p><p>possibilidades de relações entre os seres, ou seja, homens e mulheres correspondem a</p><p>nomeações e ações possíveis que organizam relações sociais, não são corpos biológicos naturais</p><p>tampouco atemporais. Dessa forma, é possível dizer que gênero, para Butler, não é a expressão</p><p>ou compreensão da essência biológica, nem tão somente o resultado das pressões ambientais e</p><p>sociais, mas inclui a constituição subjetiva da cultura.</p><p>Alternativa correta: Letra B</p><p>5- Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: DPE-RS Prova: FGV - 2023 - DPE-RS - Analista - Área de</p><p>Apoio Especializado - Psicologia. Sílvia é diretora de escola municipal em Porto Alegre e</p><p>propôs uma semana de apresentações e palestras sobre a equidade de gênero e raça e</p><p>também sobre o problema da violência doméstica e familiar contra a mulher nos níveis de</p><p>ensino fundamental I e II. Os pais de alguns estudantes se manifestaram contrários a essa</p><p>ideia pedagógica. Considerando o exposto, é correto afirmar que:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>A) Sílvia deve solicitar a aprovação dos pais dos alunos do nível fundamental I antes de</p><p>implementar essa iniciativa;</p><p>B) os estudantes do ensino fundamental II devem ser inquiridos se desejam participar dessa</p><p>iniciativa antes que Sílvia proponha essa ideia na escola;</p><p>C) os responsáveis dos estudantes do ensino fundamental II necessitam ser consultados sobre</p><p>essa proposta pedagógica antes de sua execução;</p><p>D) a proposta pedagógica da diretora encontra eco na ideia de promover e destacar conteúdos</p><p>que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade humana;</p><p>E) o Conselho Tutelar deve esclarecer se essa temática é adequada para alunos do ensino</p><p>fundamental I.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Vamos relembrar as medidas de proteção:</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO</p><p>Diretrizes das Políticas públicas: Art. 8º A política pública que</p><p>visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto</p><p>articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-</p><p>governamentais, tendo por diretrizes:</p><p>I - A integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública</p><p>com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;</p><p>políticas públicas intersetoriais.</p><p>II - A promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a</p><p>perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à</p><p>frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a</p><p>serem unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>III - o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e da</p><p>família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência</p><p>doméstica e familiar, de acordo com o estabelecido no inciso III do art. 1º , no inciso IV do art. 3º</p><p>e no inciso IV do art. 221 da Constituição Federal ;</p><p>IV - A implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular nas</p><p>Delegacias de Atendimento à Mulher;</p><p>V - A promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e</p><p>familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei</p><p>e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;</p><p>VI - A celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promoção</p><p>de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, tendo</p><p>por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar</p><p>contra a mulher;</p><p>VII - A capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de</p><p>Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto</p><p>às questões de gênero e de raça ou etnia;</p><p>VIII - A promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito</p><p>respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;</p><p>IX - O destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos</p><p>aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência</p><p>doméstica e familiar contra a mulher.</p><p>Alternativa correta: D</p><p>6- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Manaus - AM Prova: FGV - 2022 - Prefeitura</p><p>de Manaus - AM - Psicólogo. Avalie se, no atendimento à mulher em situação de violência</p><p>doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências:</p><p>I. garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério</p><p>Público e ao Poder Judiciário.</p><p>II. encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal.</p><p>III. fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro,</p><p>quando houver risco de vida.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A) I, apenas.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>33</p><p>B) II, apenas.</p><p>C) III, apenas.</p><p>D) I e II, apenas.</p><p>E) I, II e III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar,</p><p>a autoridade policial deverá, entre outras providências:</p><p>I - Garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público</p><p>e ao Poder Judiciário;</p><p>II - Encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal;</p><p>III - Fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando</p><p>houver risco de vida;</p><p>IV - Se necessário, acompanhar a ofendida</p><p>para assegurar a retirada de seus pertences do local</p><p>da ocorrência ou do domicílio familiar;</p><p>V - Informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis, inclusive</p><p>os de assistência judiciária para o eventual ajuizamento perante o juízo competente da ação de</p><p>separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável.</p><p>Alternativa correta: Letra E</p><p>7- Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Manaus - AM Prova: FGV - 2022 - Prefeitura</p><p>de Manaus - AM - Psicólogo. Marília e Susana foram namoradas e terminaram o</p><p>relacionamento em razão de ciúmes. Inconformada com o término do relacionamento, Susana</p><p>agrediu moralmente Marília, caluniando-a, ao encontrá-la na rua com um novo namorado,</p><p>César. Em relação ao caso, segundo as disposições contidas na Lei nº 11.340 / 2006, assinale</p><p>a afirmativa correta.</p><p>A) O comportamento de Susana não é entendido como violência contra a mulher pois ela também</p><p>é mulher.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>B) A conduta de Susana não caracteriza violência contra a mulher porque o relacionamento já</p><p>tinha acabado.</p><p>C) Susana praticou dinâmica descrita como violência doméstica e familiar contra a mulher.</p><p>D) A atitude de Susana não caracteriza violência contra a mulher pois não houve agressão física.</p><p>E) Susana pode alegar ter sido vítima de violência psicológica ao encontrar a ex-namorada em</p><p>um novo relacionamento.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Essa questão é ótima para tirar as dúvidas:</p><p>Existe uma jurisprudência - STJ para compreender sobre o sujeito</p><p>passivo e ativo: Sujeito passivo da violência doméstica, objeto da referida lei, é a mulher. Sujeito</p><p>ativo pode ser tanto o homem quanto a mulher, desde que fique caracterizado o vínculo de</p><p>relação doméstica, familiar ou de afetividade. Para os efeitos desta Lei, configura violência</p><p>doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause</p><p>morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:</p><p>III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com</p><p>a ofendida, independentemente de coabitação.</p><p>Sujeito ativo pode ser mulher, não precisa estar em vigência do relacionamento, existem mais</p><p>tipos de agressões além da física, não há de se falar em violência psicológica quando o ex parceiro</p><p>entra em um novo relacionamento.</p><p>Alternativa correta: Letra C</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>PSICOLOGIA JURÍDICA</p><p>EDITAL FGV NESSE TÓPICO: Psicologia Jurídica. Determinantes sociais, históricos e políticos</p><p>da criminalidade e do ato infracional. A execução penal e as funções atribuídas aos psicólogos.</p><p>A Lei de Execuções Penais (LEP), a psicologia e o exame criminológico. Lei da Reforma</p><p>Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001) no atendimento às pessoas com transtorno mental em conflito</p><p>com a lei. A Política Nacional de Alternativas Penais e a atenção psicossocial. Os novos</p><p>paradigmas de proteção integral à infância e à Juventude. Adolescentes em conflito com a lei e</p><p>as medidas socioeducativas. Ato infracional, inimputabilidade penal de crianças e adolescentes.</p><p>Crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. Adoção: aspectos</p><p>psicológicos, jurídicos e sociais. A Psicologia em interface com o Direito de Família: dinâmica</p><p>conjugal, parental e familiar, aspectos psicossociais da separação e do divórcio, ciclo de vida</p><p>familiar, modalidades de guarda, tutela e curatela, alienação parental e abandono afetivo.</p><p>Mediação e conciliação. Aspectos psicossociais das vivências de pessoas com deficiência e dos</p><p>idosos. Violência intrafamiliar e de gênero: conceito, diagnóstico e intervenção. Violência sexual</p><p>contra crianças e adolescentes. Noções básicas sobre o funcionamento da memória aplicada ao</p><p>testemunho infantil. Entrevista forense. Perícias psicológicas no assessoramento à Justiça.</p><p>Atuação dos psicólogos junto às políticas públicas e em programas sociais. Avaliação e</p><p>intervenções em situações de risco e vulnerabilidade social.</p><p>PSICOLOGIA JURÍDICA</p><p>1- Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Prova: FGV - 2024 - TJ-RJ - Programa de Residência</p><p>- Psicólogo. A Alienação Parental é um tema bastante controverso, acerca do qual o Conselho</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>Federal de Psicologia emitiu a Nota Técnica nº 4/2022/GTEC/CG, que versa sobre os</p><p>impactos da Lei nº 12.318/2010 na atuação das psicólogas e dos psicólogos.</p><p>Com relação às recomendações feitas a partir de uma perspectiva crítica, avalie se as afirmativas</p><p>a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V).</p><p>( ) Em situações nas quais são instados a se manifestar sobre a ocorrência ou não de alienação</p><p>parental, recomenda-se aos psicólogos que contextualizem essa demanda e se pronunciem a</p><p>partir do campo da Psicologia, evidenciando os referenciais teóricos, técnicos e éticos que</p><p>fundamentam as suas análises e conclusões.</p><p>( ) Aos psicólogos recomenda-se que examinem de forma crítica as demandas de estudo e</p><p>avaliação psicológicos que envolvam alegação de alienação parental, considerando o contexto</p><p>familiar e social em que se inserem, a sua finalidade e os prováveis desdobramentos na vida da</p><p>pessoa avaliada, a lógica adversarial e dicotômica presente em processos judiciais e o aparato</p><p>punitivista do Estado.</p><p>( ) Aos psicólogos recomenda-se que, ao optarem pelo uso do termo alienação parental em</p><p>documento resultante de avaliação psicológica, evidenciem os referenciais teóricos do conceito</p><p>e os termos da lei, limitando a sua análise à comparação entre os comportamentos dos membros</p><p>do grupo familiar com as formas exemplificativas do ilícito civil na Lei da Alienação Parental.</p><p>As afirmativas são, respectivamente,</p><p>A) V – F – V.</p><p>B) F – V – V.</p><p>C) V – F – F.</p><p>D) V – V – F.</p><p>E) F – F – V.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Desde a criação da Lei nº 12.318/2010, discussões em torno da Alienação Parental e da Síndrome</p><p>de Alienação Parental têm estado presentes no Sistema Conselhos de Psicologia. O Conselho</p><p>Nacional de Saúde (CNS), na Recomendação nº 3, de 11 de fevereiro de 2022, recomenda ao</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar, Vinicius Sena de Lima</p><p>Ebook Psicologia Jurídica - somente PDF</p><p>TRF 1ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Psicologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia e Conselho Federal de Serviço</p><p>Social “o banimento, em âmbito nacional, do uso dos termos síndrome de alienação parental,</p><p>atos de alienação parental, alienação parental e quaisquer derivações sem reconhecimento</p><p>científico em suas práticas profissionais”. VI - Apresentar falsa denúncia contra genitor, contra</p><p>familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou</p><p>adolescente. O item sugere que toda denúncia sem provas é falsa, desconsiderando, assim, casos</p><p>de abuso sexual infantil em que não há vestígios físicos e aqueles em que aspectos de ordem</p><p>cognitiva e afetiva identificados na criança podem conduzir a resultados falso-negativos</p>

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