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<p>1</p><p>01 - (Fuvest) “Vencida (...) a escabrosidade da Serra do</p><p>Mar, sobretudo na região de Piratininga, a paisagem</p><p>colonial já toma colorido diferente. Não existe aqui</p><p>coesão externa, o equilíbrio aparente (...) dos núcleos</p><p>formados no litoral nordestino (...), onde a riqueza</p><p>agrária pode exprimir-se na sólida habitação do senhor</p><p>de engenho. A sociedade constituída no planalto da</p><p>capitania de Martim Afonso mantém-se, por longo</p><p>tempo ainda, numa situação de instabilidade ou</p><p>imaturidade, que deixa margem ao intercurso dos</p><p>adventícios com a população nativa. Sua vocação</p><p>estaria no caminho, que convida ao movimento: não na</p><p>grande propriedade rural que forma indivíduos</p><p>sedentários.”</p><p>Sérgio Buarque Holanda. Caminhos e fronteiras. 3ª ed. — São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, 1994; g. 9.</p><p>O texto propõe uma reflexão sobre</p><p>a) a oposição entre a forma de ocupação colonial</p><p>portuguesa no Nordeste açucareiro e no planalto de</p><p>São Paulo.</p><p>b) a resistência dos nativos aos núcleos de povoamento</p><p>fundados pelo donatário Martim Afonso na região de</p><p>Piratininga.</p><p>c) a formação das grandes fazendas cafeicultoras no</p><p>Centro-Sul da América Portuguesa com base na mão de</p><p>obra indígena.</p><p>d) a barreira intransponível imposta pela Serra do Mar</p><p>aos colonizadores que buscavam avançar em direção</p><p>ao interior do território.</p><p>e) a oposição entre a casa grande e a senzala nos</p><p>engenhos de açúcar do Nordeste na história do Brasil</p><p>colonial.</p><p>02 - (Esa) Em outubro de 2021, a cidade de Recife-PE</p><p>foi selecionada para abrigar a nova Escola de Formação</p><p>e Graduação de Sargentos de Carreira do Exército. Na</p><p>mesma região, ocorreu o movimento conhecido como</p><p>Insurreição Pernambucana (1645 – 1654) que teve as</p><p>Batalhas de Guararapes como ponto alto. O órgão que</p><p>financiou a invasão holandesa no Brasil foi o(a):</p><p>a) Associação comercial holandesa de Maurisstad.</p><p>b) Ducado holandês de Amsterdan.</p><p>c) Instituto de comércio e desenvolvimento Brasil-</p><p>Holanda.</p><p>d) Reino holandês de Nassau.</p><p>e) Companhia holandesa das Índias Ocidentais.</p><p>03 - (Uece) São características do sistema colonial</p><p>implantado no Brasil por Portugal</p><p>a) a exploração privada do território através da</p><p>manutenção do sistema de Capitanias Hereditárias até</p><p>a elevação do Brasil ao Reino Unido de Portugal e</p><p>Algarves em 1810.</p><p>b) atividade econômica baseada na exploração de</p><p>riquezas voltada para o mercado externo por meio de</p><p>utilização mão de obra escravizada.</p><p>c) organização da exploração da terra</p><p>majoritariamente em pequenas propriedades rurais</p><p>com produção de subsistência e mão de obra familiar.</p><p>d) a exploração das atividades econômicas sob o</p><p>encargo exclusivamente dos esforços da Coroa</p><p>Portuguesa ou da Companhia das Índias Ocidentais.</p><p>www.professorferretto.com.br</p><p>ProfessorFerretto ProfessorFerretto</p><p>Revisão 01 – História do Brasil</p><p>2</p><p>04 - (Fuvest) “Os vadios são o ódio de todas as nações</p><p>civilizadas, e contra eles se tem muitas vezes legislado;</p><p>porém as regras comuns relativas a este ponto não</p><p>podem ser aplicáveis ao território de Minas; porque</p><p>estes vadios, que em outra parte seriam prejudiciais,</p><p>são ali úteis”.</p><p>Desembargador J.J. Teixeira Coelho. “Instruções para o governo da</p><p>capitania de Minas Gerais (1780)”. Apud SOUZA, Laura de Mello e.</p><p>Os desclassificados do ouro. A pobreza mineira no século XVIII. Rio</p><p>de Janeiro: Graal, 1982.</p><p>A partir da leitura do excerto, que aborda aspectos da</p><p>sociedade mineira do século XVIII, é correto afirmar</p><p>que, nessa sociedade,</p><p>a) os vadios viviam na ociosidade, o que provocava</p><p>preocupações constantes nos administradores</p><p>coloniais.</p><p>b) a legislação colonial limitava a circulação dos vadios</p><p>pela colônia, impedindo-os de ingressar na região das</p><p>Minas.</p><p>c) os vadios participavam de atividades</p><p>complementares à mineração, o que justificava a</p><p>tolerância das autoridades locais.</p><p>d) os contratadores preferiam engajar vadios no</p><p>trabalho nas minas, gerando revoltas dos</p><p>trabalhadores especializados.</p><p>e) os vadios participavam ativamente do contrabando</p><p>de ouro, o que motivava sucessivas ações policiais</p><p>repressivas.</p><p>05 - (Fuvest) “Pelos portos brasileiros entraram cerca</p><p>de 38% do total de escravos que vieram para a América</p><p>Até meados do século XVIII, Costa da Mina e Angola</p><p>eram as principais fontes abastecedoras de Salvador,</p><p>Recife, Rio de Janeiro e São Luís (...). Se, desde o início</p><p>da colonização, Bahia e Pernambuco concentraram</p><p>grandes volumes de importação de africanos, a partir</p><p>do início das atividades mineradoras no Centro-Sul do</p><p>país, o Rio de Janeiro ampliou seu peso (...). Em todas</p><p>as estimativas numéricas do tráfico para o Brasil</p><p>emerge a relação comercial privilegiada do Rio de</p><p>Janeiro com os portos de Angola entre a segunda</p><p>metade do século XVIII e a primeira metade do XIX.”</p><p>Jaime Rodrigues. De costa a Costa. São Paulo: Companhia das</p><p>Letras, 2005, p. 29.</p><p>Sobre as razões das mudanças apontadas pelo texto, é</p><p>correto afirmar:</p><p>a) Os movimentos abolicionistas frearam o Tráfico de</p><p>escravizados para o Norte e Nordeste da América</p><p>portuguesa em meados do século XVIII.</p><p>b) O índice de escravizados trazidos a portos brasileiros</p><p>revela o menor peso da escravidão no Brasil</p><p>relativamente ao conjunto da América.</p><p>c) A crescente relevância dos portos de Angola resultou</p><p>de acordo firmado entre o governo geral brasileiro e a</p><p>colônia portuguesa na África.</p><p>d) O lugar ocupado pelo Rio de Janeiro nas rotas do</p><p>Tráfico a partir de meados do século XVIII relaciona-se</p><p>às dinâmicas econômicas da colônia.</p><p>e) Bahia e Pernambuco monopolizaram a importação</p><p>de africanos escravizados por cerca de dois séculos</p><p>como consequência do poder político da capital</p><p>Salvador.</p><p>06 - (Unesp) Observe a imagem de Nossa Senhora do</p><p>Rosário, produzida na região das Minas Gerais no</p><p>século XVIII.</p><p>Essa imagem revela uma prática que ocorria na região</p><p>das Minas durante a exploração de minérios:</p><p>a) a funcionalidade dupla da peça, que podia ser</p><p>utilizada como objeto de culto nas igrejas e como</p><p>porta-moedas no cotidiano.</p><p>b) a conjugação entre apuro artístico de inspiração</p><p>barroca e estratégia para contrabando de riquezas.</p><p>c) o emprego exclusivo de padrões artísticos</p><p>renascentistas na produção das imagens religiosas</p><p>brasileiras.</p><p>d) a atitude herética dos artistas, que frequentemente</p><p>contrariavam a proibição de representar figuras</p><p>religiosas femininas.</p><p>e) a representação apenas de elementos da natureza</p><p>na composição de peças de cunho religioso.</p><p>3</p><p>07 - (Espm) O Barroco, a despeito de seu surgimento</p><p>tardio como gênero na América portuguesa quando</p><p>comparado com sua manifestação na Europa, foi a</p><p>forma de expressão dessa sociedade. Embora tenha</p><p>chegado primeiro a Salvador e às vilas do Nordeste</p><p>açucareiro, foi nas Minas que ele se enraizou.</p><p>(Schwarcz, Lilia Moritz. Brasil: Uma Biografia. São Paulo,</p><p>Companhia das Letras, 2015)</p><p>Quanto ao Barroco em Minas é correto assinalar:</p><p>a) A igreja era o espaço cênico por excelência e as</p><p>procissões e festas religiosas foram importantes para</p><p>sua expressão.</p><p>b) Foi uma arte bucólica, rural, inspirada em temas</p><p>pastoris e pagãos.</p><p>c) Refletiu os valores clássicos e naturalistas</p><p>prestigiados pelo Renascimento.</p><p>d) Tornou-se conhecido como gótico português e</p><p>buscou expressar o poder régio.</p><p>e) Caracterizou-se pela exaltação do nacionalismo e</p><p>pelo culto à natureza.</p><p>08 - (Unicamp) As estimativas sobre a população de</p><p>Palmares no século XVII oscilam entre 5 e 20 mil</p><p>pessoas. A crônica abaixo, de 1678, descreve o</p><p>território palmarino:</p><p>Reconhecem-se todos obedientes a um que se chama</p><p>“o Ganga Zumba”, que quer dizer “Senhor Grande”. A</p><p>este tem por seu rei e senhor todos os mais, assim</p><p>naturais dos Palmares como vindos de fora. Habita na</p><p>sua cidade real que chamam o Macaco. Esta é a</p><p>metrópole entre as mais cidades e povoações. Está</p><p>fortificada toda em cerco de pau a pique, com torneiras</p><p>abertas para ataque e defesa.</p><p>E pela parte de fora toda</p><p>se semeia de estrepes de ferro e buracos no chão.</p><p>Ocupa esta cidade dilatado espaço, forma-se mais de</p><p>1500 casas. A segunda cidade chama-se Sirbupira;</p><p>nesta habita o irmão do rei que se chama “o Zona”. É</p><p>fortificada toda de madeira e pedras, compreende</p><p>mais de oitocentas casas. Das mais cidades e</p><p>povoações darei notícia quando lhe referir as ruínas.</p><p>Sobre a organização do espaço palmarino, é correto</p><p>afirmar que</p><p>a) os negros que fugiram para Palmares ocuparam os</p><p>espaços urbanos das vilas coloniais na Serra da Barriga;</p><p>essas vilas tinham sido abandonadas por Portugal</p><p>durante as guerras de expulsão, de Pernambuco, dos</p><p>holandeses.</p><p>b) o que se convencionou chamar de quilombo de</p><p>Palmares era uma rede de povoações fortificadas,</p><p>formadas por centenas de casas e interligadas por meio</p><p>de um sistema político influenciado por lógicas</p><p>culturais africanas.</p><p>c) as povoações que constituíam Palmares se</p><p>originaram da estrutura urbanística construída por</p><p>Nassau nas serras de Pernambuco e Alagoas, a partir</p><p>da racionalidade holandesa na época da luta pelo</p><p>domínio do açúcar.</p><p>d) a maioria da população negra que vivia nos</p><p>mocambos de Palmares no século XVII era crioula, ou</p><p>seja, nascida no Brasil, e combinava a influência da</p><p>organização política de Angola e das redes urbanas</p><p>litorâneas e europeias de Pernambuco.</p><p>09 - (Esa) A busca por riquezas minerais levou os</p><p>bandeirantes paulistas à exploração dos territórios</p><p>coloniais de Portugal e Espanha na América do Sul.</p><p>Com a descoberta do ouro de aluvião em Minas Gerais,</p><p>no final do século XVII, houve uma verdadeira “corrida</p><p>do ouro” que evoluiu para um conflito entre</p><p>portugueses e paulistas que ficou conhecido como:</p><p>a) Revolta de Beckman.</p><p>b) Guerra dos Emboabas.</p><p>c) Guerra dos Mascates.</p><p>d) Revolta de Vila Rica.</p><p>e) Revolução Farroupilha.</p><p>4</p><p>10 - (Mackenzie) “Povo, o tempo é chegado para vós</p><p>que defendêreis a vossa Liberdade; o dia da nossa</p><p>revolução, da nossa Liberdade e de nossa felicidade</p><p>está para chegar, animai-vos que sereis felizes.”</p><p>PRIORE, Mary Del et al (Org.) “Documentos de História do Brasil –</p><p>de Cabral aos anos 90”. São Paulo: Scipione, 1997, p. 38.</p><p>O panfleto acima, distribuído em 12 de agosto de 1798</p><p>pelas ruas de Salvador, pretendia mobilizar a</p><p>população baiana para uma grande luta revolucionária.</p><p>O movimento citado é</p><p>a) A Conjuração dos Alfaiates, movimento influenciado</p><p>pela Revolução Francesa que apresentou nas suas</p><p>propostas um projeto republicano e abolicionista.</p><p>b) A Confederação do Equador, movimento</p><p>revolucionário que pretendia derrubar o Imperador D.</p><p>Pedro I e proclamar a República na região nordeste</p><p>brasileira.</p><p>c) A Conjuração Baiana, movimento contrário à</p><p>outorga da carta constitucional por D. Pedro I e</p><p>defensor de um projeto republicano aos moldes dos</p><p>EUA.</p><p>d) A Revolta do Malês, movimento liderado por</p><p>escravos islamizados que planejavam tomar Salvador e</p><p>escravizar os senhores brancos e os negros nascidos no</p><p>Brasil.</p><p>e) A Sabinada, movimento das camadas médias de</p><p>Salvador que tinha como objetivo criar uma república</p><p>provisória até a maioridade do imperador D. Pedro II.</p><p>11 - (Unesp) [...] Foi sem dúvida entre os meses de</p><p>janeiro e outubro de 1822 que o Brasil, finalmente, se</p><p>fez independente: isto é, separou-se de Portugal. Nada</p><p>garantia que essa independência seria duradoura, é</p><p>verdade, mas foi entre esses meses que ela se</p><p>concretizou, exigindo esforços posteriores de</p><p>consolidação; mas seriam antes esforços de reforço de</p><p>algo que já existia do que de criação abrupta de algo</p><p>novo.</p><p>E o que, afinal, ocorreu no dia 7 de setembro de 1822?</p><p>Um pequeno acontecimento que não foi</p><p>imediatamente valorizado justamente por não ser de</p><p>grande importância em comparação com os demais</p><p>que tinham ocorrido e ainda ocorreriam naquele ano;</p><p>mas que posteriormente se tornaria o principal marco</p><p>da memória da Independência. Um marco da memória,</p><p>e não da história.</p><p>(João Paulo Pimenta. Independência do Brasil, 2022.)</p><p>Ao tratar da Independência do Brasil em relação a</p><p>Portugal, o excerto enfatiza</p><p>a) o caráter processual da emancipação, que resultou</p><p>de diversas articulações e ações políticas.</p><p>b) a negociação entre colônia e metrópole, que</p><p>assegurou o caráter pacífico da emancipação.</p><p>c) o esforço do príncipe regente, que visava promover</p><p>a consolidação da emancipação política brasileira.</p><p>d) o imediatismo do gesto ruptura, que provocou</p><p>surpresa na população de toda a colônia.</p><p>e) a percepção imediata da importância dos eventos</p><p>ocorridos às margens do riacho do Ipiranga, que</p><p>mudaram politicamente o país.</p><p>12 - (Ufgd) Nenhuma região brasileira sentiu mais a</p><p>chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-</p><p>reino desde 1763, escolhida para ser a capital</p><p>provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma</p><p>ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes</p><p>em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a</p><p>família real regressou a Portugal.</p><p>MALERBA, Jurandir. O Brasil Imperial (1808-1889): Panorama da</p><p>História do Brasil no século XIX. Maringá: Eduem, 1992, p. 9.</p><p>Na chegada da família real portuguesa no Brasil, muitas</p><p>foram as transformações que marcaram a sociedade</p><p>naquele momento. Assinale a alternativa que</p><p>demonstra corretamente uma dessas mudanças.</p><p>a) Abertura dos portos, tendo como única nação</p><p>beneficiária a França.</p><p>b) Assinatura da Lei Áurea, pondo fim à escravidão no</p><p>território.</p><p>c) Desapropriação de dezenas de imóveis para alojar os</p><p>cortesãos.</p><p>d) Queda nos valores de aluguéis devido à alta oferta</p><p>de imóveis.</p><p>e) Independência política do Brasil em relação a</p><p>Portugal.</p><p>5</p><p>13 - (Fmj) A maioria portuguesa na Constituinte da</p><p>Revolução do Porto queria suprimir empregos públicos</p><p>criados no Rio a partir de 1808, além de reduzir ao</p><p>máximo o comércio direto entre o Brasil e outros</p><p>países, recuperando receitas alfandegárias perdidas</p><p>em 1808, com a abertura dos portos brasileiros às</p><p>nações amigas.</p><p>(Diego Viana. “Cofres do Império”. Revista Pesquisa FAPESP,</p><p>março de 2022. Adaptado.)</p><p>A Revolução Liberal portuguesa, de 1820, convocou</p><p>uma Constituinte, que contava também com a</p><p>participação de representantes brasileiros. Conhecido</p><p>como Revolução do Porto, o movimento</p><p>a) ampliava o número de funcionários no governo</p><p>português e estimulava a oposição ao Príncipe Regente</p><p>no Brasil.</p><p>b) restabelecia a política mercantilista na economia</p><p>metropolitana e estimulava a instalação de</p><p>manufaturas no Brasil.</p><p>c) combatia o poder absolutista e procurava</p><p>reequilibrar o poder decisório do Estado em benefício</p><p>da metrópole.</p><p>d) opunha-se às ideias iluministas francesas e proibia a</p><p>circulação de jornais no conjunto do mundo português.</p><p>e) fortalecia a monarquia portuguesa e suspendia os</p><p>tratados comerciais favoráveis à industrialização</p><p>inglesa.</p><p>14 - (Unisc) No dia 7 de setembro de 2022, rememorou-</p><p>se no país o bicentenário da independência brasileira.</p><p>Sobre esse episódio, Lilia Moritz Schwarcz considerou</p><p>que a independência do Brasil foi obtida valendo-se de</p><p>compromissos intercontinentais, uma vez que era</p><p>preciso garantir a continuidade do comércio lícito, com</p><p>os Estados Unidos e a Europa, assim como a</p><p>importação de escravos africanos. O governo brasileiro</p><p>permaneceu, porém, intimamente ligado ao “comércio</p><p>infame” que, apesar da pressão britânica, só se</p><p>resolveu em 1850. Frutos de muitos acordos, a</p><p>originalidade e a garantia de uma emancipação</p><p>monárquica, em pleno contexto americano e</p><p>republicano, não eram tarefas fáceis, nem interna, nem</p><p>externamente.</p><p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do imperador. Companhia das</p><p>Letras, 1999, p. 38.</p><p>Considerando o contexto histórico de independências</p><p>no continente americano, é correto afirmar que o</p><p>Brasil foi</p><p>a) o único país da América a deslegitimar o comércio</p><p>infame de escravos, o que garantiu a permanência de</p><p>um regime monárquico, ao passo que, nesse mesmo</p><p>contexto, nações da América hispânica adotaram</p><p>regimes republicanos com ampla participação popular.</p><p>b) um dos países independentes a estabelecer um</p><p>regime republicano de condenação ao sistema</p><p>escravagista, ao passo que, nesse mesmo contexto,</p><p>nações da América hispânica mesclaram sistemas</p><p>republicanos com monarquias parlamentares,</p><p>amplamente sustentados na escravidão indígena.</p><p>c) o único país independente a permanecer sobre um</p><p>regime monárquico e diretamente vinculado ao</p><p>sistema escravagista, ao passo que, nesse mesmo</p><p>contexto, nações da América hispânica adotaram</p><p>regimes republicanos.</p><p>d) um dos países independentes a estabelecer um</p><p>regime republicano e parlamentarista de negação ao</p><p>sistema escravagista, ao passo que, nesse mesmo</p><p>contexto, nações da América hispânica mesclaram</p><p>sistemas republicanos e monarquias absolutistas.</p><p>e) o único país independente a permanecer uma</p><p>monarquia absolutista, que aboliu a escravidão</p><p>indígena e parte da africana, ao passo que, nesse</p><p>mesmo contexto, nações da América hispânica</p><p>mesclaram regimes republicanos e monarquias</p><p>parlamentares.</p><p>15 - (Uea) No Brasil, a independência foi descrita como</p><p>um episódio sem rupturas profundas.</p><p>(Maria Lígia Coelho Prado. América Latina no século XIX: tramas,</p><p>telas e textos, 2014. Adaptado.)</p><p>No Brasil independente, são fatos históricos que</p><p>justificam o exposto na frase da historiadora:</p><p>a) a continuidade da política industrializante e de</p><p>reformas urbanas joanina.</p><p>b) a manutenção da concentração fundiária e da</p><p>estrutura escravocrata.</p><p>c) o prosseguimento do sistema de parceria e da</p><p>imigração subvencionada.</p><p>d) a subsistência de normas legais e do</p><p>parlamentarismo português.</p><p>e) a conservação das capitanias hereditárias e do</p><p>governo-geral.</p><p>6</p><p>Gabarito:</p><p>1. A</p><p>2. E</p><p>3. B</p><p>4. C</p><p>5. D</p><p>6. B</p><p>7. A</p><p>8. B</p><p>9. B</p><p>10. A</p><p>11. A</p><p>12. C</p><p>13. C</p><p>14. C</p><p>15. B</p><p>notas</p>