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<p>UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA</p><p>ANDRÉIA PAULA MARANGONI</p><p>ESTUDO DE CASO: MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS NA RODOVIA BR-163, TRECHO</p><p>ENTRE SÃO MIGUEL DO OESTE E GUARACIABA, SC</p><p>São Miguel do Oeste</p><p>2021</p><p>2</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>No Brasil, a rede rodoviária é o principal meio de escoamento de mercadorias</p><p>e pessoas. Por elas, transita-se 61% dos produtos e 95% dos passageiros, sendo esta</p><p>concentração uma das maiores entre as principais economias mundiais. Além disso,</p><p>na atualidade, existem mais de 1,7 milhão de quilômetros de rodovias e destes, 213</p><p>mil são pavimentados.</p><p>Apesar de terem uma grande importância para o país, no cenário atual, estas</p><p>vias pavimentas se encontram em mal estado de conservação, devido à má execução,</p><p>falta de planejamento e da correta utilização dos recursos, bem como a baixa</p><p>durabilidade dos materiais empregados.</p><p>As patologias são consideradas como, defeitos desenvolvidos ou agravados</p><p>com o tempo em função do alto tráfego, do intemperismo, e até mesmo por erros no</p><p>dimensionamento do pavimento, e que interferem na função básica das rodovias de</p><p>proporcionar segurança e conforto durante o tráfego.</p><p>3</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p><p>2.1 ÁREA DE ESTUDO</p><p>O presente trabalho realiza uma análise sobre as patologias existentes em</p><p>pavimento flexível, localizado na rodovia BR-163, entre os municípios de São Miguel</p><p>do Oeste e Guaraciaba no oeste do Estado de Santa Catarina. O trecho escolhido</p><p>possui aproximadamente 12 quilômetros e, que na atualidade vem sendo recuperada,</p><p>devido às suas más condições, contudo de forma ineficaz e de baixa durabilidade,</p><p>executando-se apenas “tapa-buracos”.</p><p>Durante a inspeção visual in loco do trecho em questão, foi possível verificar</p><p>problemas como panelas, trincas, afundamentos, escorrimentos, dentre outras</p><p>patologias.</p><p>Figura 01 – Trecho da BR-163, entre São Miguel do Oeste e</p><p>Guaraciaba.</p><p>Fonte: Google Maps (2021).</p><p>2.2 HISTÓRICO</p><p>A BR-163 é uma das principais rodovias existentes no país, uma vez que</p><p>conecta o Rio Grande do Sul ao Pará. Também possui igual importância para a região</p><p>do extremo-oeste catarinense, já que é responsável por escoar grande parte do fluxo</p><p>de pessoas e mercadorias para outras localidades.</p><p>4</p><p>O oeste catarinense contribui para o desenvolvimento econômico do estado.</p><p>No entanto, a concorrência das indústrias da região é prejudicada por possuírem</p><p>custos logísticos superiores aos de concorrentes instaladas em outras localidades,</p><p>devido aos elevados gastos com transportes, que impacta diretamente o preço final</p><p>dos insumos. (WH3, 2021).</p><p>No entanto, existem muitos trechos do oeste catarinense em que esta estrada</p><p>se encontra em mal estado de conservação, gerando incontáveis problemas e riscos</p><p>aos usuários. Em especial, ao trecho objeto deste trabalho.</p><p>Bem como, trata a matéria do WH3 (2021), ao longo desses anos mais de mil</p><p>acidentes de trânsito foram registrados, dos quais, envolvendo motoristas que caíram</p><p>em panelas ou colidiram com veículos enquanto realizavam manobras arriscadas para</p><p>desviar de buracos na pista.</p><p>De acordo com matéria do Jornal Balanço Geral do Oeste (2020), desde 2012</p><p>tenta-se realizar a revitalização da BR-163 – trecho de São Miguel do Oeste a Dionísio</p><p>Cerqueira –, orçado em aproximadamente R$ 110 milhões (DIÁRIO DO IGUAÇU,</p><p>2012) – contudo as obras iniciaram apenas em 2013 e já no ano de 2014 foram</p><p>paralisadas. Após isto, não houveram avanços. No fim de 2017, o Departamento</p><p>Nacional de Infraestrutura de Transporte – DENIT rescindiu o contrato com a empresa</p><p>e judicializou o assunto, pedindo o reembolso dos valores pagos, danos materiais e</p><p>morais.</p><p>Figura 02 – Protesto realizado na BR-163</p><p>Fonte: Lucas Liston/NSC TV (2021).</p><p>Ao longo de todos esses anos, várias manifestações e intervenções foram</p><p>realizadas por moradores da região cansados de aguardar o desfecho dessa história,</p><p>5</p><p>havendo registros, inclusive, de moradores realizando tapa-buracos com terra, brita e</p><p>carinhos de mão e pá (WH3, 2021).</p><p>Fotografia 01 – Manutenção da rodovia</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>A partir de março de 2021, retomou-se o processo de revitalização e ampliação</p><p>do trecho, sob os cuidados da empresa TORC, e orçado em aproximadamente R$</p><p>240 milhões (FRANÇA, Maruhan, 2021).</p><p>2.3 ANÁLISE DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS</p><p>Nomeia-se de patologias asfálticas os defeitos que surgem na pavimentação</p><p>das estradas com o decorrer dos anos e, das condições climáticas e do tráfego por</p><p>conta da não realização de manutenções.</p><p>Conforme a Confederação Nacional do Transporte – CNT (2018),</p><p>“as propriedades dos materiais que compõem o pavimento se alteram a partir do uso,</p><p>piorando gradualmente. Essa piora está associada ao tempo de vida do pavimento,</p><p>mas também às características do tráfego e às condições climáticas”.</p><p>As patologias também são comparadas como “doenças” que ocorrem nos</p><p>pavimentos, onde seu início pode ter sido má execução de projeto, problemas</p><p>construtivos, falta de alternativas de conservação e manutenção, e até mesmo falha</p><p>na escolha de materiais.</p><p>2.3.1 Fenda</p><p>6</p><p>A Fenda é caracterizada por uma descontinuidade na superfície do pavimento</p><p>– aberturas de menor ou maior porte – que se apresentam sob diversas formas,</p><p>podendo estas serem classificas como fissuras, trinca, trinca isolada e trinca</p><p>interligada.</p><p>No trajeto analisado, pode-se verificar a ocorrência da trinca interligada, do tipo</p><p>“couro de jacaré”.</p><p>Fotografia 02 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>Esta patologia é descrita pela Norma 005/2003 – ES (DNIT, 2003) como um</p><p>“conjunto de trincas interligadas sem direções preferenciais, assemelhando-se ao</p><p>aspecto de couro de jacaré. Essas trincas podem apresentar, ou não, erosão</p><p>acentuada nas bordas”.</p><p>Além disso, SINTRALOG acrescenta que se trata de um defeito estrutural,</p><p>ocasionado pelo colapso do revestimento asfáltico devido à (i) repetição das ações do</p><p>tráfego; (ii) subdimensionamento, má qualidade da estrutura ou de uma das camadas</p><p>do pavimento; (iii) baixa capacidade de suporte do solo; (iv) envelhecimento do</p><p>pavimento (fim da vida); ou, ainda, por se tratar de (v) asfalto duro ou quebradiço.</p><p>2.3.2 Afundamento</p><p>O afundamento, segundo a Norma 154/2010 – ES (DNIT, 2010), é a</p><p>deformação permanente caracterizada por depressão da superfície do pavimento,</p><p>acompanhada, ou não, de solevamento, podendo apresentar-se sob a forma de</p><p>afundamento plástico ou de consolidação.</p><p>7</p><p>Fotografia 03 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>As figuras, ilustram afundamentos plásticos observados no trecho. Nesses</p><p>casos, observa-se a presença de solevamento nas laterais da pista, acompanhando</p><p>a trilha das rodas junto à depressão, o que caracteriza esse tipo de patologia.</p><p>Principais causas: fluência plástica de uma ou mais camadas do pavimento ou do</p><p>subleito; falha na dosagem de mistura asfáltica - excesso de ligante asfáltico; falha na</p><p>seleção de tipo de revestimento asfáltico para a carga solicitante (SINTRALOG).</p><p>2.3.3 Ondulação ou Corrugação</p><p>De acordo com Norma 154/2010 – ES (DNIT, 2010) as ondulações e/ou</p><p>corrugações provocam deformações no pavimento, de forma transversal na superfície</p><p>da rodovia.</p><p>Fotografia 04 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>8</p><p>Conforme Souto, Moresco e Goltz (2019), este problema decorre de</p><p>instabilidade da mistura betuminosa, umidade excessiva nas camadas subjacentes,</p><p>excesso de cargas e em locais onde ocorrem frenagens e acelerações dos veículos.</p><p>2.3.4 Escorregamento</p><p>Conforme a Norma 154/2010 – ES (DNIT, 2010), o escorregamento se trata do</p><p>“deslocamento do revestimento em relação à camada subjacente do pavimento, com</p><p>aparecimento de fendas em forma de meia-lua”.</p><p>Fotografia 05 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>Pinheiro (2019) assevera que a principal causa é a falta de aderência da</p><p>camada de base ou a baixa resistência da mistura asfáltica. Ocorre normalmente em</p><p>locais de alta frenagem ou acelerações de veículos.</p><p>2.3.5 Desgaste</p><p>O desgaste é caracterizado pelo efeito de arrancamento progressivo do</p><p>agregado do pavimento, apresentando característica de aspereza superficial do</p><p>revestimento e é provocado por esforços tangenciais causados pelo tráfego.</p><p>9</p><p>Fotografia 06 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fotografia 07 – Patologia identificada no</p><p>trecho</p><p>Fonte: A autora (2021). Fonte: A autora (2021).</p><p>Conforme Souto, Moresco e Goltz (2019), esta situação ocorre por falhas de</p><p>adesividade ligante-agregado; presença de água aprisionada e sobreposição em</p><p>vazios da camada de revestimento, gerando deslocamento de ligante; deficiência no</p><p>teor de ligante; problemas executivos ou de projeto de misturas.</p><p>2.3.6 Panela ou buraco</p><p>As panelas ou buracos são cavidades formadas no revestimento por diversas</p><p>causas – inclusive por falta de aderência entre camadas superpostas, causando o</p><p>desplacamento das camadas –, podendo alcançar as camadas inferiores do</p><p>pavimento, provocando a desagregação dessas camadas, conforme Norma 154/2010</p><p>(DNIT, 2010).</p><p>Fotografia 08 – Patologia identificada</p><p>no trecho</p><p>Fotografia 09 – Patologia identificada no</p><p>trecho</p><p>Fonte: A autora (2021). Fonte: A autora (2021).</p><p>10</p><p>Fotografia 10 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021).</p><p>As imagens acima trazem exemplos de buracos observados em situação mais</p><p>avançada de deterioração, não apresentando o aspecto circular característico das</p><p>manifestações iniciais. Nesses exemplos, as panelas estão vinculadas a outras</p><p>patologias como trincas e desgaste.</p><p>2.2.7 Remendo</p><p>Esta categoria se trata de panelas preenchidas com uma ou mais camadas de</p><p>pavimento na operação denominada de “tapa-buraco”, na qual, preenche-se as</p><p>patologias anteriores descritas com nova camada de massa asfáltica.</p><p>Fotografia 11 – Patologia identificada no</p><p>trecho</p><p>Fotografia 12 – Patologia identificada no trecho</p><p>Fonte: A autora (2021). Fonte: A autora (2021).</p><p>Nesta situação, comumente percebe-se a má-execução dos remendos,</p><p>deixando o local com desníveis perceptíveis, de acordo com a CNT (2018), as</p><p>11</p><p>principais causas podem estar relacionadas a carga de tráfego elevada, o emprego</p><p>de material de má qualidade, as intempéries ou até mesmo a má construção.</p><p>12</p><p>3 CONCLUSÃO</p><p>A infraestrutura de transporte é um elemento muito importante para o</p><p>desenvolvimento econômico e social do país, devido a sua relação com todos os</p><p>outros setores produtivos, sendo responsável por significativos componentes nos</p><p>custos dos produtos, fator este decisivo na competitividade no mercado nacional e</p><p>internacional.</p><p>Uma considerável parcela desta infraestrutura está ultrapassada, inadequada</p><p>ou até inacabada. Parte está operando em seu limite ou até acima da sua capacidade,</p><p>e outras necessitam de manutenção, o que dificulta o crescimento do país e provoca</p><p>reações negativas, como no tempo de viagens, no custo, no número de acidentes e</p><p>nos níveis de emissão de poluentes.</p><p>Estes investimentos são de relevante importância e necessidade, pois são a</p><p>única maneira de se ampliar a capacidade de tráfego, ordenar o trânsito rodoviário e</p><p>garantir condições permanentes de segurança e conforto na circulação dos usuários.</p><p>Neste estudo foi possível identificar que alguns locais do trecho escolhido</p><p>possuem diversas patologias juntas, devido as péssimas condições da rodovia. Isso</p><p>dificultou, inclusive, a identificação das mesmas.</p><p>Tendo em vista a gravidade da situação, onde há a ocorrência de diversas</p><p>patologias diferentes e em grande quantidade, o método de conservação a ser</p><p>adotado para resolver definitivamente os problemas é a própria restauração do trecho,</p><p>acompanhado de manutenções preventivas e fiscalizações constantes para evitar, por</p><p>exemplo, a rodagem com peso excessivo.</p><p>Desta forma, conclui-se que o estudo realizado – classificação das</p><p>manifestações encontradas – é essencial para uma correta avaliação e escolha da</p><p>solução a ser adotada e que esta seja apta a resolver o problema.</p><p>13</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AMEOSC pede intervenção do MPF para adoção de providências quanto à</p><p>manutenção da BR-163. WH3, Santa Catarina, Região,</p><p>25, jun. 2021. Disponível em:</p><p>AS PATOLOGIAS Mais Comuns nas Estradas. Inova Civil, Fortaleza, 06 set. 2019.</p><p>Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2021.</p><p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Conheça os 13 principais</p><p>defeitos do pavimento das rodovias. Brasília, Agência CNT Transporte Atual,</p><p>2018. Disponível em: . Acesso em: 09 dez. 2021.</p><p>CONHEÇA os 13 principais defeitos do pavimento das rodovias. Sintralog, Rio</p><p>Grande do Sul. Disponível em: . Acesso em: 09 dez. 2021.</p><p>DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE - DNIT.</p><p>Norma 154/2010 - ES: Pavimentação asfáltica – Recuperação de defeitos em</p><p>pavimentos asfálticos. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2021.</p><p>FRANÇA, Maruhan. TORC anuncia a retomada das obras na BR 163. Peperi, Santa</p><p>Catarina, 10 abr. 2021. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 10 dez. 2021.</p><p>MUELLER, Paulo. Região Oeste de SC amarga prejuízos com situação crítica da</p><p>BR-163. ND mais, Santa Catarina, 19 ago. 2021. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 9 dez. 2021.</p><p>REGIÃO Oeste de SC marga prejuízos com situação crítica da BR-163. WH3, Santa</p><p>Catarina, Velho problema,</p><p>18, ago. 2021. Disponível em:</p><p>SILVA, Ânderson. BR-163: a rodovia federal em piores condições em Santa</p><p>Catarina. NSC total, Santa Catarina, 13 jun. 2021. Infraestrutura precária. Disponível</p><p>em:</p><p>. Acesso em: 09 dez. 2021.</p>

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