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<p>WBA0859_v1.0</p><p>APRENDIZAGEM EM FOCO</p><p>GERÊNCIA DE RISCOS</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>É importante ressaltar que o tema gerência de riscos abordado</p><p>nesta disciplina tem foco na Engenharia de Segurança do</p><p>Trabalho. Essa premissa indica que o conhecimento das normas</p><p>regulamentadoras, das normas técnicas e da legislação será um</p><p>diferencial no desenvolvimento da disciplina. Neste ponto, temos</p><p>uma vantagem, pois todo esse material regulador está disponível na</p><p>internet.</p><p>O gerenciamento de riscos de saúde e segurança é fundamental</p><p>para a excelência operacional no local de trabalho -</p><p>independentemente de seu tamanho. Desse modo, sempre que</p><p>possível, você deve tentar remover ou eliminar os riscos do local de</p><p>trabalho.</p><p>Uma outra vantagem desta disciplina está na oportunidade do</p><p>profissional ser apresentado a equipamentos, instalações e</p><p>processos existentes no mercado, dos mais antigos aos de última</p><p>geração. O contato com a situação real, aliado ao conhecimento</p><p>técnico, possibilita ao profissional desenvolver a melhor solução</p><p>possível, em termos de controles de engenharia, mudanças</p><p>administrativas e adoção de novos dispositivos relacionados à</p><p>segurança e equipamentos de proteção, a fim de mitigar os riscos.</p><p>Os diferentes profissionais devem estar envolvidos para alcançar</p><p>avanços apropriados nos vários elementos que contribuem para a</p><p>melhoria da saúde e segurança do trabalhador.</p><p>A gerência de riscos tem a nobre função de cuidar das pessoas,</p><p>preservar os ativos da empresa e zelar pelo meio ambiente,</p><p>3</p><p>mas, para que tudo isso ocorra, faz-se necessária a atuação de</p><p>profissionais nesta área.</p><p>Em um primeiro momento, esta disciplina irá trabalhar os conceitos</p><p>de risco no ambiente de trabalho; a segunda parte tratará da</p><p>identificação dos riscos; a terceira aula explora a classificação do</p><p>risco pela sinalização; o quarto capítulo desenvolve o tema, controle</p><p>de riscos, a responsabilidade por produtos, segurança e qualidade;</p><p>o quinto conteúdo desenvolve os conceitos para elaboração do GRO</p><p>(Gerenciamento de riscos ocupacionais), de acordo com a NR-01; por</p><p>fim, o sexto tema explora o PGR (Programa de gerenciamento de</p><p>riscos), em conformidade com a NR-01.</p><p>O maior risco que a disciplina de gerência de riscos oferece é você</p><p>ser contaminado por ela e querer aprender sempre mais. Então,</p><p>cabe a você correr o risco. Bons estudos!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira</p><p>direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática</p><p>abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar</p><p>reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática</p><p>profissional. Vem conosco!</p><p>Os riscos no ambiente de trabalho</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 1</p><p>5</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Com a pandemia covid-19, as pessoas ao redor do globo receberam</p><p>um terrível lembrete de como vida pode ser arriscada. Indivíduos e</p><p>famílias experimentaram o risco de perder sua saúde, sua liberdade</p><p>de movimento e suas economias e renda - tudo de uma vez. Em</p><p>um período de semanas, os investidores viram anos de retornos</p><p>desaparecendo com as ações dos mercados caindo, apenas para</p><p>subir novamente, e o índice de desemprego disparando.</p><p>A experiência forneceu um forte lembrete da natureza do risco e da</p><p>incerteza e a importância de entender como gerenciá-los. O futuro é</p><p>sempre uma incógnita, mas o risco pode ser medido, assim, pode-se</p><p>ter uma noção das desvantagens potenciais e dos custos de reduzi-</p><p>las. Já a incerteza é que as empresas nunca viram chegando, porque</p><p>era inimaginável ou, na melhor das hipóteses, incomensurável.</p><p>A evolução da gestão de risco já percorreu um longo caminho</p><p>nas últimas duas décadas. No entanto, embora as empresas</p><p>tenham adotado com sucesso a gestão de risco em sua auditoria</p><p>interna, tesouraria, seguros, meio ambiente saúde e segurança e</p><p>funções legais, ainda não foi totalmente incorporado aos principais</p><p>processos de negócios relacionados ao crescimento futuro,</p><p>como planejamento estratégico, alocação de capital e gestão de</p><p>desempenho.</p><p>Isso parece implicar que os riscos não são recompensados, no</p><p>sentido de que nenhum prêmio é obtido por gerenciá-los - apenas</p><p>o potencial de perda é reduzido, e ele é o principal motivador nas</p><p>práticas de gestão de risco em 2021, enquanto gerencia riscos</p><p>recompensados, que são parte e parcela dos processos de tomada</p><p>de decisão associados com crescimento futuro. Aumentar a oferta</p><p>de produtos e serviços, liberalizar barreiras comerciais ou reduzi-las</p><p>nos mercados internacionais está levando as empresas a adaptarem</p><p>6</p><p>suas estruturas para que possam competir e ganhar a confiança de</p><p>potenciais clientes na compra de seus produtos.</p><p>[...] O estudo de gerenciamento ressalta o fato de que o</p><p>gerenciamento de riscos pode ser um diferencial competitivo,</p><p>ajudando as empresas a avançar em direção ao alto desempenho,</p><p>mesmo em tempos econômicos incertos. É fundamental, no</p><p>entanto, que a gestão de riscos esteja integrada em todo o modelo</p><p>operacional do negócio, incluindo sua cultura e incentivos, bem</p><p>como investimentos, finanças e tomadas de decisões operacionais.</p><p>(ACCENTURE, 2009, p. 2, tradução nossa)</p><p>Isso sugere que empresas dinâmicas, ou seja, inovadoras, irão, ou</p><p>talvez até devam, adotar um modelo de gestão de risco que seja</p><p>mais focado no aumento de valor e as ajude de forma proativa</p><p>a gerenciar riscos, armadilhas e surpresas ao longo do caminho</p><p>(COSO, 2004).</p><p>No sentido de construir uma linha do tempo dos padrões da gestão</p><p>de risco, o Referencial básico de gestão de riscos (BRASIL, 2018)</p><p>apresenta eventos relacionados a gestão de risco, como o resumo</p><p>na figura a seguir.</p><p>Figura 1 - Linha do tempo dos padrões de Gestão de Riscos</p><p>Corporativos</p><p>Fonte: adaptada de Brasil (2018).</p><p>7</p><p>A linha do tempo representada na Figura 1 procurou mostrar</p><p>a última década do século XX e os primeiros 20 anos do século</p><p>XXI. O gerenciamento de riscos tem base no COSO (2004) e trata,</p><p>basicamente, de riscos corporativos, com foco em auditoria,</p><p>governança e compliance, e são constantemente atualizados. A</p><p>publicação da ISO 31000 (ABNT, 2018) descreveu o processo de</p><p>gestão de risco que é utilizado para o gerenciamento de riscos</p><p>ocupacionais.</p><p>A palavra “risco” deriva da palavra italiana risicare, que significa</p><p>“ousar”. Nesse sentido, o risco é uma escolha, não o destino. O risco</p><p>não deve ser uma opção, mas estar permanentemente expostos a</p><p>riscos no dia a dia é uma escolha e o foco está em obter controle</p><p>sobre ele, o risco.</p><p>Existem três resultados possíveis no risco especulativo: algo</p><p>bom (ganho), algo ruim (perda) ou nada (ficar quites). Os riscos</p><p>especulativos são os resultados positivos ou negativos das decisões</p><p>de gestão. Expandir um negócio para uma nova região ou lançar um</p><p>novo produto há chances de perda, lucro ou a possibilidade de que</p><p>nada aconteça. Por exemplo, temos jogos de azar e investimentos</p><p>como exemplos típicos de risco especulativo. Os riscos especulativos</p><p>são assumidos por meio de uma escolha consciente e são</p><p>considerados um risco controlável. Por exemplo, o mercado de</p><p>seguros tradicional não considera os riscos especulativos como</p><p>seguráveis.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ISO 31000 - Gestão de riscos:</p><p>diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.</p><p>ACCENTURE. Managing risk in extraordinary times. 2009. Disponível em:</p><p>http://www.anniesearle.com/web-services/Documents/ Articles/Managing%20</p><p>Risk%20in%20Extraordinary%20Times.pdf. Acesso em: 28 mar. 2014.</p><p>8</p><p>BRASIL. Tribunal de Contas da União. Referencial básico de gestão de riscos.</p><p>Brasília, DF: Tribunal de Contas da União, 2018.</p><p>COSO. Enterprise risk management – Integrated framework - executive</p><p>summary. [S.l.]: The Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway</p><p>Commission,</p><p>de mais esforço e</p><p>planejamento para serem resolvidos. Entre aqueles que exigem</p><p>mais esforço, você deve priorizar as áreas de ação, primeiramente,</p><p>focando nos perigos com o nível de risco mais alto.</p><p>As medidas de controle podem incluir uma ou uma mistura</p><p>de: remoção, regras, procedimentos, equipamento, exclusões,</p><p>61</p><p>treinamento, supervisão, limitações, prevenções, métodos e</p><p>arranjos. Agora que você conhece melhor a medida de controle,</p><p>responda: é possível usar esse controle para todos os riscos e ter</p><p>o negócio mais seguro do mundo? Infelizmente, não funciona bem</p><p>assim.</p><p>Existem muitas medidas de controle disponíveis. Por exemplo, se</p><p>você disser à sua equipe para realizar uma tarefa usando óculos</p><p>de proteção para proteger os olhos, trata-se de uma medida de</p><p>controle. Se você enviar uma equipe para um curso de treinamento</p><p>para entender como fazer algo com segurança, isso é uma medida</p><p>de controle. Se você fornece um item de equipamento que torna a</p><p>tarefa mais segura, isso também é uma medida de controle.</p><p>Em teoria, embora seja possível eliminar todos os riscos, na prática,</p><p>não é tão simples. E quando não se conseguir eliminar um risco?</p><p>Por exemplo, se o trabalho tiver que ser feito na altura do telhado</p><p>e não houver como contornar isso? A Figura 1 mostra hierarquia do</p><p>controle de riscos.</p><p>62</p><p>Figura 1 - Hierarquia do controle de riscos</p><p>Fonte: adaptada de Safe Work Australia (2011).</p><p>Considerando a hierarquia do controle de riscos, descreveremos</p><p>a seguir mais detalhadamente os níveis dessa hierarquia dos</p><p>controles.</p><p>• Eliminação: deve ser sempre a primeira medida de controle a</p><p>ser considerada. Faça a seguinte pergunta: esse risco pode ser</p><p>totalmente removido dessa atividade?</p><p>• Substituição: é a segunda melhor medida de controle que</p><p>você pode usar. Talvez, o risco não possa ser totalmente</p><p>eliminado (como, geralmente, é o caso), mas poderia ser</p><p>reduzido substituindo o material, a substância ou o processo</p><p>por algo menos perigoso?</p><p>• Controles de engenharia: geralmente, controles fixos,</p><p>temporários ou permanentes. Os controles de engenharia</p><p>63</p><p>podem ser coletivos (protegendo todos os trabalhadores,</p><p>por exemplo, proteção de borda para trabalho em altura)</p><p>ou individuais (protegendo um único usuário, por exemplo,</p><p>pontos de ancoragem para conexão por meio de talabarte).</p><p>Dar prioridade às medidas que protegem coletivamente sobre</p><p>as medidas individuais</p><p>• Controles administrativos: embora esse tipo de controle</p><p>tenha uma menor prioridade, geralmente, será uma parte</p><p>essencial das medidas de controle. Essas são as regras</p><p>e os sistemas que foram implantadas e implementadas</p><p>para realizar o trabalho com segurança. Quais são os</p><p>procedimentos necessários para trabalhar sem que ninguém</p><p>se machuque?</p><p>• Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos</p><p>de proteção coletiva: os EPIs e EPCs são a última linha de</p><p>defesa contra um perigo, portanto, embora não deva ser a</p><p>primeira escolha ao controlar os riscos, pode dar ao usuário</p><p>proteção adicional para qualquer nível de risco restante ou se</p><p>outros controles falharem.</p><p>Frequentemente, existe algum nível de risco residual remanescente.</p><p>Se não pode eliminar o risco completamente, então, a melhor</p><p>maneira de controlar o risco será por meio de uma combinação de</p><p>medidas de controle, citadas anteriormente. Esses controles ajudam</p><p>a reduzir o risco remanescente o mais baixo possível.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>SAFE WORK AUSTRALIA. How to manage work health and safety risks – Code of</p><p>practice. 2011. Disponível em: https://www.safeworkaustralia.gov.au/system/</p><p>files/documents/1702/how_to_manage_whs_risks.pdf. Acesso em: 26 jun. 2021.</p><p>64</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Após fazer o levantamento de riscos, a identificação, a avaliação de</p><p>riscos e propor formas de controle e monitoramento dos riscos, é</p><p>o momento de fazer o inventário de riscos e o plano de ação, itens</p><p>que são a essência do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).</p><p>Todo material também precisa ter o registro fotografico.</p><p>Caso a empresa já tenha a documentação, tipo programa de</p><p>prevenção de riscos ambientais (PPRA), programa de controle</p><p>médico de saúde ocupacional (PCMSO) e laudo técnico das</p><p>condições do ambiente de Trabalho (LTCAT), é de grande</p><p>importância que seja conhecido e consultado todos esses</p><p>documentos, uma vez que fornece informações importantes sobre a</p><p>possibilidade de riscos.</p><p>Para a elaboração de inventario de riscos é importante consultar a</p><p>NR-01 (2020), o item 1.5.7.3.2, que descreve as informações mínimas</p><p>que um inventário de riscos precisa ter. Ele mostra a necessidade</p><p>de caracterizar o estabelecimento e definir as unidades de trabalho.</p><p>Os recursos do leiaute e fluxogramas também são de grande valia e</p><p>importante fazer parte do inventario de riscos.</p><p>A maioria das NRs solicitam informações, mas deixaram em aberto</p><p>o modelo de apresentação. Uma sugestão é utilizar o conhecimento</p><p>e a forma de apresentação do programa de prevenção de riscos</p><p>ambientais (PPRA), e não esquecer do registro fotografico.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-01: disposições gerais e</p><p>gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília, DF: Ministério do Trabalho</p><p>e Previdência, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho/pt-br/</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>65</p><p>inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-01-</p><p>atualizada-2020.pdf. Acesso em: 29 ago. 2021.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Há dois anos, a empresa XPTO Ltda. implementou uma série</p><p>de procedimentos escritos de saúde e segurança usados para</p><p>treinar os trabalhadores a realizar tarefas específicas. Como esses</p><p>procedimentos não foram revisados desde sua implementação,</p><p>o engenheiro de segurança implementou uma nova abordagem</p><p>não apenas para revisar esses procedimentos, mas, também, para</p><p>promover a saúde e a segurança de forma mais ampla em toda a</p><p>organização, incentivando o envolvimento e a cooperação da equipe.</p><p>O procedimento a ser revisado é a limpeza de oito blocos de</p><p>banheiros nos parques e praças públicas, do município de Ilha</p><p>Bonita. Os recursos usados são: caminhão, compressor e máquina</p><p>de alta pressão, produtos químicos e materiais de limpeza. Quais</p><p>perigos são encontrados ao fazer a tarefa? Quais riscos isso</p><p>representa para a saúde e a segurança? Como esses riscos são</p><p>controlados atualmente?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>Indicações de leitura</p><p>66</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>A norma regulamentadora NR-01, Disposições gerais e</p><p>gerenciamento de riscos ocupacionais, indica a necessidade da</p><p>elaboração do programa de gerenciamento de risco (PGR). Ela deixa</p><p>em aberto como o PGR será desenvolvido e apresentado.</p><p>Recomendação: toda vez que utilizar alguma NR, verifique antes</p><p>se não houve alteração/atualização. Então, sugere-se que faça o</p><p>download da NR e deixe no banco de dados do assunto que está</p><p>trabalhando. As NRs são constantemente revisadas.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-01: disposições gerais e</p><p>gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e</p><p>Previdência, 2020.</p><p>67</p><p>Indicação 2</p><p>A NR-15</p><p>trata das atividades e operações insalubres. Essa norma</p><p>possui uma serie de anexos e são de grande importância para a</p><p>avaliação de riscos.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-15: atividades e operações</p><p>insalubres. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Previdência, 2019.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Na limpeza de banheiros públicos, os recursos utilizados são:</p><p>compressor, máquina de lavar de alta pressão e produtos</p><p>químicos. Esses materiais ficam armazenados no almoxarifado</p><p>central e são transportados até o local de trabalho por um</p><p>caminhão. Quais riscos não estão envolvidos nesse tipo de</p><p>operação?</p><p>Escolha a alternativa correta:</p><p>a. Manuseio de máquinas, equipamentos e produtos químicos.</p><p>b. Infecção no trabalho.</p><p>c. Trabalho a céu aberto, trabalho em espaço confinado.</p><p>68</p><p>d. Ruído.</p><p>e. Escorregão e quedas.</p><p>2. Existem muitas maneiras de controlar os riscos. Algumas</p><p>medidas de controle são mais eficazes do que outras. Alguns</p><p>problemas podem ser resolvidos facilmente e devem ser</p><p>resolvidos imediatamente, enquanto outros precisarão de</p><p>mais esforço e planejamento para serem resolvidos. Entre</p><p>aqueles que exigem mais esforço, você deve priorizar as áreas</p><p>de ação, focando primeiro nos perigos com o nível de risco</p><p>mais alto. Com base no texto, como é a hierarquia do controle</p><p>de riscos?</p><p>a. Eliminação; substituição, controles de engenharia; controles</p><p>administrativos; equipamentos de proteção individual.</p><p>b. Substituição; eliminação, controles administrativos, controles</p><p>de engenharia, equipamentos de proteção individual.</p><p>c. Equipamentos de proteção individual; controle de engenharia,</p><p>controle administrativo; substituição, eliminação.</p><p>d. Controle de engenharia; eliminação; substituição;</p><p>equipamentos de proteção individual; controle administrativo.</p><p>e. Eliminação; substituição, controles administrativos; controles</p><p>de engenharia; equipamentos de proteção individual.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta C</p><p>Resolução: A limpeza de banheiros em locais públicos não é</p><p>uma atividade a céu aberto ou em espaço confinado. Todas as</p><p>demais alternativas estão envolvidas na operação de limpeza</p><p>de banheiro público.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>69</p><p>Questão 2 - Resposta A</p><p>Resolução: A hierarquia dos controles de riscos pode</p><p>ser encontrada na NR-9 e na NR 1. E a ordem indicada é:</p><p>eliminação, substituição, controles de engenharia, controles</p><p>administrativos, equipamentos de proteção individual.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-01:</p><p>disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais.</p><p>Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Previdência, 2020.</p><p>Disponível em: https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/</p><p>seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-</p><p>01-atualizada-2020.pdf. Acesso em: 29 ago. 2021.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Secretaria do</p><p>Trabalho. NR 9: programa de prevenção de riscos ambientais.</p><p>Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Previdência, 2014.</p><p>Disponível em: https://www.pncq.org.br/uploads/2016/NR_</p><p>MTE/NR%209%20-%20PPRA.pdf. Acesso em: 29 ago. 2021.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>BONS ESTUDOS!</p><p>Apresentação da disciplina</p><p>Introdução</p><p>TEMA 1</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 2</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 3</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 4</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 5</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>TEMA 6</p><p>Direto ao ponto</p><p>Para saber mais</p><p>Teoria em prática</p><p>Leitura fundamental</p><p>Quiz</p><p>Gabarito</p><p>Inicio 2:</p><p>Botão TEMA 24:</p><p>Botão TEMA 25:</p><p>Botão TEMA 4:</p><p>Botão TEMA 1:</p><p>Botão TEMA 2:</p><p>Botão TEMA 3:</p><p>Botão TEMA 22:</p><p>Botão TEMA 23:</p><p>Botão TEMA 9:</p><p>Inicio :</p><p>Botão TEMA 20:</p><p>Botão TEMA 21:</p><p>Botão TEMA 18:</p><p>Botão TEMA 19:</p><p>Botão TEMA 5:</p><p>Botão TEMA 6:</p><p>Botão TEMA 7:</p><p>Botão TEMA 8:</p><p>Inicio 2:</p><p>Botão TEMA 16:</p><p>Botão TEMA 17:</p><p>Botão TEMA 10:</p><p>Botão TEMA 11:</p><p>Botão TEMA 12:</p><p>Botão TEMA 13:</p><p>Inicio 3:</p><p>Botão TEMA 14:</p><p>Botão TEMA 15:</p><p>2004. Disponível em: https://www.coso.org/Documents/COSO-</p><p>ERM-Executive-Summary.pdf. Acesso em: 27 mar. 2021.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Considerando o fato de que as empresas investem muito</p><p>em pesquisa e desenvolvimento de produtos, instalações e</p><p>equipamentos, estoque e capital humano, sem saber se os fluxos</p><p>de caixa futuros desses investimentos serão suficientes para</p><p>compensar dívidas e acionistas, o risco deve ser definido como um</p><p>fator chave na vida econômica. Se esses investimentos reais não</p><p>gerarem os retornos exigidos, os direitos financeiros sobre esses</p><p>retornos diminuirão de valor. Essa visão move o gerenciamento de</p><p>riscos para o centro das atividades de uma organização e o torna</p><p>essencial para a estratégia da organização.</p><p>Acima de tudo, a gestão de riscos é um processo dinâmico em</p><p>que fatores intervenientes podem fazer com que os resultados</p><p>sejam diferentes dos planejados. As causas internas podem ser,</p><p>em sua maioria, agrupadas em riscos operacionais, que incluem</p><p>fraude, falha do sistema e interrupção da produção, erro humano</p><p>e assim por diante, portanto, deve-se conhecer os riscos puros e</p><p>especulativos.</p><p>Não há benefícios mensuráveis quando se trata de risco puro. Em</p><p>vez disso, existem duas possibilidades: por um lado, existe uma</p><p>chance de que nada acontecerá ou nenhuma perda, mas, por</p><p>outro lado, pode haver a probabilidade de perda total. Os riscos</p><p>puros podem ser divididos em três categorias diferentes: pessoal,</p><p>9</p><p>propriedade e responsabilidade. Contudo, existem quatro maneiras</p><p>de mitigar o risco puro: reduzir, evitar, aceitar e transferir.</p><p>Muitos casos de risco puro são seguráveis, por exemplo, uma</p><p>seguradora segura o automóvel de um segurado contra roubo.</p><p>Assim, se o carro for roubado, a seguradora terá que arcar com o</p><p>prejuízo. Em suma, o seguro é um dispositivo de transferência de</p><p>risco de um segurado para uma seguradora.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>A transformação da indústria com as novas tecnologias é um</p><p>processo em constante evolução. Os cenários industriais tradicionais</p><p>mudarão com o uso intensivo e agressivo das tecnologias da</p><p>internet. A ideia principal é que trazer o suporte de tecnologias</p><p>inovadoras para dentro do campo industrial dará ao setor</p><p>manufatureiro a chance de fazer uma revolução adequada: ganho</p><p>de produtividade, receita, conhecimento etc., em que Fábricas</p><p>Inteligentes, Fábrica do Futuro ou Indústria 4.0 são alguns exemplos.</p><p>Como um dos seus principais desafios, a Indústria 4.0 requer uma</p><p>evolução adequada do controle de riscos e, em uma visão mais</p><p>estratégica, a própria evolução e generalização do Sistema de</p><p>Gestão de Riscos. O controle de risco terá um papel relevante; em</p><p>particular, sua importância vem crescendo ao longo dos anos para</p><p>o aumento e a necessidade de qualidade do produto e segurança</p><p>do sistema. Acima de tudo, há a complexidade e o uso crescente de</p><p>uma ampla variedade de tecnologias, logo, a análise de risco deve</p><p>ser preparada para essas mudanças.</p><p>Você será responsável pelo projeto de instalação de um robô</p><p>em uma expansão da unidade industrial, faça uma análise das</p><p>10</p><p>atividades que envolvem a instalação de um robô na área de</p><p>soldagem.</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>O livro indicado tem como objetivo compreender questões</p><p>relacionadas a Gerência de Riscos. Nesta obra, você encontrará</p><p>respostas para questões da gerência de riscos.</p><p>Indicações de leitura</p><p>11</p><p>FURTADO, Lorena Lucena. Gestão de riscos (recurso eletrônico). Curitiba:</p><p>Contentus, 2020.</p><p>Indicação 2</p><p>O livro indicado trata da gerência de riscos do ponto de vista da</p><p>produção e mostra comentários sobre a NBR 31000.</p><p>KAERCHER, Adi Regina; LUZ, Daniel Fonseca da. Gerenciamento de riscos, do</p><p>ponto de vista da gestão da produção. Rio de Janeiro: Interciência, 2016. Cap.</p><p>7; p. 89-98.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. As pessoas expressam o risco de maneiras diferentes. Para</p><p>alguns, é a chance ou possibilidade de perda, para outros,</p><p>podem ser situações incertas ou desvios, ou o que os estatísticos</p><p>chamam de dispersões das expectativas. Diferentes autores que</p><p>abordam esse assunto definiram o risco de forma diferente. No</p><p>entanto, na maior parte da terminologia, o termo “risco” inclui a</p><p>exposição a situações adversas. A indeterminação do resultado é</p><p>um dos critérios básicos para definir uma situação de risco. Além</p><p>12</p><p>disso, quando o resultado é indeterminado, existe a possibilidade</p><p>de que alguns deles possam ser adversos e, portanto, necessitem</p><p>de ênfase especial. Entre as definições de risco, tem-se os riscos</p><p>puros e os riscos especulativos. Considere as afirmações a seguir</p><p>e assinale a alternativa correta.</p><p>a. O risco puro não afeta o coletivo, afeta somente os indivíduos</p><p>ou as empresas.</p><p>b. O risco especulativo envolve uma possibilidade de ganho e</p><p>pode ser relacionado aos jogos de azar e investimentos no</p><p>mercado de capital.</p><p>c. Os riscos puros são considerados riscos dinâmicos.</p><p>d. Os riscos especulativos são considerados riscos estáticos.</p><p>e. Entre os riscos puros tem-se os riscos administrativos, os</p><p>riscos políticos e os riscos de inovação.</p><p>2. A ABNT NBR ISO 31000 (ABNT, 2018), trata da Gestão de</p><p>riscos: – D diretrizes. Esse documento deve ser usado por</p><p>pessoas que criam e protegem valor nas organizações</p><p>gerenciando riscos, tomando decisões, estabelecendo e</p><p>atingindo objetivos e melhorando o desempenho.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ISO 31000 - Gestão de</p><p>riscos: diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.</p><p>Com base no texto acima pode-se afirmar que:</p><p>a. Risco é o efeito da certeza nos objetivos.</p><p>b. Um efeito é um desvio em relação ao esperado. Não pode</p><p>ser positivo, negativo ou ambos, e não pode abordar, criar ou</p><p>resultar em oportunidades e ameaças.</p><p>c. Risco é normalmente expresso em termos de fontes de</p><p>incertezas e seus problemas.</p><p>13</p><p>d. Gestão de riscos: são atividades coordenadas para dirigir e</p><p>controlar uma organização no que se refere a riscos.</p><p>e. A ABNT NBR ISO 9000 é uma norma que trata da gestão de</p><p>riscos.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta B</p><p>Resolução: Os riscos especulativos envolvem uma possibilidade</p><p>de ganho ou uma chance de perda. Sendo assim, a alternativa</p><p>correta é a que traz a seguinte afirmação: “O risco especulativo</p><p>envolve uma possibilidade de ganho e pode ser relacionado aos</p><p>jogos de azar e investimentos no mercado de capital”.</p><p>Questão 2 - Resposta D</p><p>Resolução: A alternativa correta é a que traz a seguinte</p><p>afirmação: “Gestão de riscos são atividades coordenadas para</p><p>dirigir e controlar uma organização no que se refere a riscos”.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>Engenharia de Segurança e a</p><p>Identificação de Risco</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 2</p><p>15</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>A engenharia de segurança se concentra na identificação de perigos,</p><p>seus fatores causais e na previsão da gravidade e probabilidade</p><p>resultantes. O objetivo final do processo é reduzir ou eliminar a</p><p>gravidade e a probabilidade dos perigos identificados e minimizar o</p><p>risco e a gravidade onde os perigos não podem ser eliminados. Uma</p><p>definição de perigo é uma condição real ou potencial que poderia</p><p>levar a um evento não planejado ou a uma série de eventos (ou seja,</p><p>acidente) resultando em morte, ferimento, doença ocupacional,</p><p>dano ou perda de equipamento ou propriedade, ou danos ao</p><p>ambiente.</p><p>Enquanto a engenharia de segurança tenta minimizar os problemas</p><p>de segurança em todo o planejamento e, desde o projeto,</p><p>acidentes ocorrem a partir de combinações de perigos improváveis</p><p>com probabilidades mínimas. Como resultado, a engenharia</p><p>de segurança é frequentemente realizada em reação a eventos</p><p>adversos após a implantação.</p><p>O risco é definido como uma combinação da gravidade do acidente</p><p>e a probabilidade de que o acidente ocorra. A falha da segurança</p><p>em identificar os riscos e a incapacidade de abordar ou controlar</p><p>esses riscos pode resultar em custos enormes, tanto humanos</p><p>quanto econômicos, e está detalhado no Quadro 1. Cada vez mais,</p><p>as análises de segurança estão sendo reconhecidas como uma</p><p>importante ferramenta de gerenciamento de risco.</p><p>16</p><p>Quadro 1 - Ontologia da falha e a relação com a segurança</p><p>Nome dos Elementos</p><p>da Ontologia1</p><p>Atributos dos</p><p>Elementos da</p><p>Ontologia</p><p>Relações com</p><p>a Segurança</p><p>Modos da Falha Maneira de Falha Atributo obrigatório</p><p>Severidade Consequências da Falha Atributo obrigatório</p><p>Criticidade Impacto da Falha Atributo obrigatório</p><p>Identificação do Risco Identificação de modos</p><p>de falha em potencial</p><p>Necessário para</p><p>determinar os</p><p>modos de falha</p><p>Risco Probabilidade de</p><p>ocorrer uma falha</p><p>Atributo obrigatório</p><p>Mitigação Medida para tomar</p><p>medidas corretivas</p><p>Necessário para</p><p>determinar criticidade</p><p>e gravidade</p><p>Fonte: adaptado de Britto (2017).</p><p>A primeira coluna do quadro mostra os elementos de uma falha,</p><p>a severidade, a criticidade, a identificação do risco, o risco em si e</p><p>como mitigá-lo (reduzir). A segunda coluna pede que seja descrita</p><p>a natureza da falha, suas consequências e impactos, a Identificação</p><p>do potencial da falha, a probabilidade de ocorrer a falha e a</p><p>indicação das medidas corretivas. A terceira coluna procura mostrar</p><p>as relações que uma situação de falha/perigo/risco tem com a</p><p>Engenharia de Segurança, uma vez que será importante determinar</p><p>os modos da falha, bem como a criticidade e a gravidade.</p><p>A gestão de risco é definitivamente um tópico multidimensional,</p><p>principalmente na identificação dos riscos e/ou incidentes</p><p>potenciais. Existem milhares de coisas que podem dar errado em</p><p>uma empresa – logo, é necessário listar todas as situações de risco</p><p>com antecedência, pegar as informações coletadas pela equipe de</p><p>avaliação de risco e listar todos os perigos conhecidos na empresa.</p><p>Eles podem ser separados por tipo em biológico, químico, físico,</p><p>ergonômico e psicossocial.</p><p>1 Ontologia: segundo o aristotelismo, parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades</p><p>mais gerais do ser, apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocul-</p><p>tam sua natureza plena e integral.</p><p>17</p><p>Quando as pessoas trabalham em um local todos os dias, é fácil</p><p>ignorar alguns perigos. Algumas dicas para ajudar os empregadores</p><p>e os trabalhadores a identificarem os perigos incluem: verificar</p><p>as instruções dos fabricantes ou folhas de dados para produtos</p><p>químicos e equipamentos, pois, eles podem ser muito úteis para</p><p>explicar os perigos e colocá-los em sua verdadeira perspectiva.</p><p>Analisar cuidadosamente os registros de acidentes e problemas de</p><p>saúde, bem como relatórios de quase-acidentes e outros incidentes</p><p>– muitas vezes ajudam a identificar perigos menos óbvios. Além</p><p>disso, leve em consideração as operações não rotineiras, por</p><p>exemplo, manutenção, operações de limpeza ou mudanças nos</p><p>ciclos de produção.</p><p>Lembre-se de pensar sobre os riscos de longo prazo para a saúde,</p><p>como altos níveis de ruído ou exposição a substâncias nocivas. Há</p><p>muitos perigos com um risco de dano reconhecido, por exemplo,</p><p>trabalhar em altura, trabalhar com produtos químicos, máquinas</p><p>sem proteção e amianto. Dependendo do tipo de trabalho realizado,</p><p>pode haver outros perigos relevantes para a organização.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>BRITTO, Antônio Carlos Pereira de. Um estudo sobre a combinação de</p><p>ontologias no âmbito da segurança e gestão de risco na infraestrutura</p><p>da tecnologia da informação e comunicação. 2017. Dissertação (Mestrado</p><p>em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação) – Universidade</p><p>Católica de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://bdtd.ucb.br:8443/</p><p>jspui/bitstream/tede/2327/8/AntonioCarlosPereiradeBrittoDissertacao2017.pdf.</p><p>Acesso em: 25 maio 2021.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Embora o termo Revolução Industrial possa evocar ideias sobre a</p><p>introdução de máquinas a vapor e linhas de montagem nas fábricas,</p><p>18</p><p>os especialistas em economia afirmam que houve quatro períodos</p><p>distintos na história que podem ser classificados como Revoluções</p><p>Industriais. Em seu livro de 2017, The Fourth Industrial Revolution, o</p><p>fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, postulou que</p><p>acreditava estarmos no início de uma quarta revolução industrial.</p><p>Tudo começou na virada deste século e se baseia na Revolução</p><p>Digital, que é caracterizada por uma internet muito mais ubíqua e</p><p>móvel, por sensores menores e mais potentes, que se tornaram</p><p>mais baratos, e pela inteligência artificial e pelo aprendizado de</p><p>máquina (SCHWAB, 2019).</p><p>As rupturas provocadas pela Quarta Revolução Industrial também</p><p>podem ser sentidas no local de trabalho. O aumento da automação</p><p>e a ampla adoção da Inteligência artificial (IA) no local de trabalho</p><p>resultaram em muitos empregos desatualizados.</p><p>Nesse sentido, os sistemas de IA são mais propensos a automatizar</p><p>tarefas de rotina, em vez de ocupar completamente o lugar de</p><p>trabalhadores humanos. Como tal, as novas categorias de empregos</p><p>criadas pela Quarta Revolução Industrial também exigirão novas</p><p>habilidades. Essas habilidades incluem alfabetização digital básica,</p><p>bem como habilidades sociais, como a criatividade, o que as</p><p>máquinas não conseguem reproduzir facilmente. Os trabalhadores</p><p>também podem ter que se envolver na aprendizagem ao longo da</p><p>vida para adquirir diversas habilidades e permanecer empregados.</p><p>As máquinas e os robôs automatizados podem substituir</p><p>trabalhadores ou sustentá-los, tornando suas tarefas mais flexíveis,</p><p>mais seguras e socialmente mais inclusivas. Por outro lado, os</p><p>trabalhadores estarão engajados em tarefas que requerem tomada</p><p>de decisão, responsabilidade e gestão, bem como interação homem-</p><p>máquina que o colocará em situações de riscos de segurança</p><p>intrinsecamente relacionados às ferramentas automatizadas e ao</p><p>maior estresse psicossocial.</p><p>19</p><p>Referências bibliográficas</p><p>SCHWAB, Klaus Martin. A quarta revolução industrial. Tradução: Daniel</p><p>Moreira Miranda. Campinas: Edipro, 2019.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Grandes acidentes em empresas têm o potencial de resultar em</p><p>centenas de milhões de reais em danos físicos, eles representam um</p><p>perigo para os funcionários e podem levar à interrupção significativa</p><p>dos negócios.</p><p>No entanto, existem etapas que podem ser tomadas para abordar</p><p>as ameaças de acidente grave e minimizar o risco de um incidente</p><p>sério como parte de um programa abrangente de gerenciamento</p><p>de riscos. Um elemento fundamental do GRO (Gerenciamento</p><p>de Riscos Operacionais), em conjunto com o PGR (Programa de</p><p>Gerenciamento de Riscos), é o APR (Análise Preliminar de Riscos), a</p><p>análise de riscos do processo, uma ferramenta fundamental para</p><p>um entendimento quanto aos riscos e perigos que os funcionários</p><p>estão impostos</p><p>diariamente.</p><p>Imagine que você fará uma inspeção em uma galeria de água</p><p>subterrânea. No sentido de ajudar o engenheiro, quais os passos</p><p>para elaborar um APR?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>20</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>A engenharia de segurança do trabalho deve ser parte integrante</p><p>dos sistemas que serão construídos e, posteriormente, operados. Os</p><p>riscos de um processo, como reatividade inerente, inflamabilidade</p><p>e toxicidade de matérias-primas, intermediários, produtos e</p><p>catalisadores são identificados no início do desenvolvimento do</p><p>processo. Os riscos apresentados pelas etapas de processamento</p><p>contempladas durante o desenvolvimento do processo devem</p><p>ser determinados a partir do conhecimento dos riscos e controles</p><p>inerentes que podem ser aplicados. Então, a análise preliminar</p><p>de riscos começa na concepção de um processo e continua até o</p><p>comissionamento de uma planta de processamento. Uma situação</p><p>Indicações de leitura</p><p>21</p><p>normal encontrada nas empresas é a contratação de terceiros, o</p><p>capítulo 10 da obra indicada trata deste tema.</p><p>ARRUDA, Fabio Antonio da. Coletânea Triangulação em saúde e segurança</p><p>de trabalho: gestão, engenharia e comportamento. São Luis: Pascal, 2019.</p><p>Indicação 2</p><p>É de suma importância recordar as definições de risco e perigo.</p><p>Resumidamente: risco está relacionado a probabilidade, enquanto</p><p>perigo está relacionado a condição ou conjunto de circunstâncias.</p><p>Empiricamente Risco = Probabilidade + Exposição.</p><p>O risco em razão de perigos precisa de controle, o que pode ser</p><p>feito por meio de hierarquia de controle ou por meio de abordagem</p><p>padronizada que classifica as medidas tomadas para prevenir ou</p><p>reduzir as exposições a perigos de acordo com a eficácia, ou seja, as</p><p>medidas mais eficazes até as menos satisfatórias. A luta para reduzir</p><p>e controlar os riscos precisa de uma identificação abrangente de</p><p>perigos, avaliação de riscos, comunicação e gerenciamento de riscos.</p><p>Os riscos existem em todos os locais de trabalho em diferentes</p><p>formas e devem ser identificados, avaliados e controlados em</p><p>relação aos processos de trabalho, instalações ou substâncias.</p><p>Eles surgem de ambiente de trabalho, uso de instalações e</p><p>equipamentos (processos de produção), uso de substâncias e</p><p>materiais, trabalho e/ou projeto de planta deficientes, sistemas de</p><p>gestão inadequados e procedimentos de trabalho e comportamento</p><p>humano.</p><p>MARTINS, Marcele Salles et al. (org.). Segurança do trabalho: estudos de casos</p><p>nas áreas agrícola, ambiental, construção civil, elétrica, saúde. [S.l.]: SGE, 2010.</p><p>22</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Nas empresas, os funcionários têm necessidade/obrigação</p><p>de atender as normas de segurança do trabalho. No caso</p><p>dos carros inteligentes, eles são programados para seguir as</p><p>regras de trânsito. Em um mundo no qual as pessoas não estão</p><p>acostumadas a obedecer a todas as regras impostas, por falhas</p><p>nesse processo de automação, ocorrem alguns acidentes com os</p><p>carros autônomos. Assim, com base no que pode vir a acontecer</p><p>com um carro autônomo, ou em outro processo qualquer, como</p><p>podemos definir risco?</p><p>a. Combinação da frequência, ou probabilidade, de ocorrência e</p><p>a consequência de um evento perigoso especificado.</p><p>b. Uma fonte de dano potencial ou uma situação com potencial</p><p>para dano.</p><p>c. Lesões físicas ou danos à saúde, propriedade ou meio</p><p>ambiente.</p><p>d. A aplicação sistemática de políticas de gestão, procedimentos</p><p>e práticas para as tarefas de análise, avaliação e controle de</p><p>risco.</p><p>23</p><p>e. Os valores de frequência e ansiedade podem ser estimados,</p><p>na identificação do risco.</p><p>2. Pensando numa empresa do ramo metalúrgico, uma</p><p>serralheria, por exemplo, quais os riscos que serão</p><p>encontrados, nas atividades do dia a dia.</p><p>I. Risco físico.</p><p>II. Risco químico.</p><p>III. Fatores determinantes da exposição.</p><p>IV. Risco biológico.</p><p>V. Medidas de prevenção já existentes.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a. I e II, apenas.</p><p>b. I, II, III e V, apenas.</p><p>c. II e V, apenas.</p><p>d. I e III, apenas.</p><p>e. I, II e IV apenas.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta A</p><p>Resolução: Com a finalidade de melhor entender e interpretar</p><p>os termos, cabe aqui as seguintes definições:</p><p>• Risco - combinação da frequência, ou probabilidade,</p><p>de ocorrência e a consequência de um evento perigoso</p><p>especificado.</p><p>24</p><p>• Danos - lesões físicas ou danos à saúde, propriedade ou meio</p><p>ambiente.</p><p>• Perigo - uma fonte de dano potencial ou uma situação com</p><p>potencial para dano.</p><p>• Gestão de Risco - a aplicação sistemática de políticas de gestão,</p><p>procedimentos e práticas para as tarefas de análise, avaliação</p><p>e controle de risco.</p><p>A atribuição de valores de frequência e gravidade (não</p><p>ansiedade), além das ponderações associadas, permite que</p><p>o nível de risco seja estimado como o produto desses dois</p><p>termos.</p><p>Questão 2 - Resposta E</p><p>Resolução: Entre os riscos encontrados nas empresas, temos</p><p>os riscos físico, químico e biológico. É fato que existem outros</p><p>riscos, mas não foram considerados nesta questão.</p><p>Físico: por exemplo, levantamento, posturas inadequadas,</p><p>escorregões e tropeções, ruído, poeira, máquinas,</p><p>equipamentos de informática etc.</p><p>Mental: por exemplo, excesso de carga de trabalho, longas</p><p>horas de trabalho, trabalho com clientes de alta necessidade,</p><p>bullying etc. Esses tipos de riscos também são chamados de</p><p>riscos “psicossociais”, afetando a saúde mental e ocorrendo nas</p><p>relações de trabalho.</p><p>Químico: por exemplo, amianto, fluidos de limpeza, aerossóis</p><p>etc.</p><p>Biológico: incluindo tuberculose, hepatite e outras doenças</p><p>infecciosas enfrentadas por profissionais de saúde, pessoal de</p><p>atendimento domiciliar e outros profissionais de saúde.</p><p>Categorização de Riscos pela</p><p>Sinalização</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 3</p><p>26</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Na Engenharia de Segurança do Trabalho, o tema sinalização</p><p>tem uma norma regulamentadora especifica que é a Norma</p><p>Regulamentadora: NR-26 – Sinalização de Segurança (BRASIL, 2015),</p><p>que tem a pretensão de ser abrangente.</p><p>Partindo do princípio que a função principal de um sinal de</p><p>segurança é avisar/informar e manter os funcionários seguros no</p><p>ambiente do trabalho, cabe aqui alguns questionamentos:</p><p>• Onde estão os riscos que precisam ser sinalizados?</p><p>• Identificado o risco, como será a sinalização?</p><p>• Quais cores devem ser utilizadas para sinalizar o risco?</p><p>As questões listadas anteriormente estão relacionadas, basicamente,</p><p>ao local de trabalho e podem ser utilizadas várias técnicas para</p><p>identificar e avaliar os riscos. Entre elas, pode-se utilizar: o mapa de</p><p>risco, o Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe), a técnica “e – se”,</p><p>checklist, 5 Porquês (5W2H), APR (Análise preliminar de riscos), FMEA</p><p>(Análise do modo e efeito da falha) e HAZOP (Estudo dos perigos e</p><p>operabilidade).</p><p>É importante observar que, para ser completa, a análise não deve</p><p>terminar com uma “imagem” que caracteriza o risco. Levando a</p><p>qualidade dos dados para consideração e análise crítica, também é</p><p>importante colocar o resultado obtido em perspectiva, estudando</p><p>a incerteza relacionada e a variabilidade (por exemplo, uso de</p><p>extrapolação, analogias e/ou cenários menos realistas, entrada de</p><p>dados de médias etc.). Além disso, uma vez que a análise é baseada</p><p>em “cenários” que podem ser variados, é útil produzir comentários</p><p>27</p><p>sobre as possíveis mudanças nos resultados quando as várias</p><p>possibilidades de medidas e controles estão incluídas nos cenários.</p><p>Por exemplo, as esteiras transportadoras de cana-de-açúcar. Elas</p><p>giram em uma velocidade constante. Normalmente, a proteção da</p><p>parte de baixo da esteira é aberta, permitindo encostar a mão na</p><p>esteira. Devido a velocidade da esteira, existe a possibilidade da</p><p>mão ou braço do funcionário ser arrancado, causando perda dos</p><p>membros.</p><p>Acidentes no local de trabalho causam incontáveis ferimentos e</p><p>custam, anualmente, bilhões em perda de tempo por inatividade,</p><p>pedidos de indenização de trabalhadores e multas. Muito disso,</p><p>no entanto, pode ser evitado com uma comunicação visual clara e</p><p>compatível.</p><p>Um sinal que contém muitas informações pode ser difícil de</p><p>entender e ser fácil de ignorar. Nesse sentido, placas de sinalização</p><p>com muitas informações também podem ser confusas para</p><p>funcionários que não falam regularmente a língua escrita na placa</p><p>e para aqueles com problemas de visão. Como exemplo, temos as</p><p>sinalizações utilizadas nas torres eólicas, que estão em mais de um</p><p>idioma.</p><p>Por outro lado, os sinais que são excessivamente vagos podem</p><p>não comunicar completamente um perigo. Por exemplo, um “risco</p><p>elevado” é uma porta de enrolar que pode cair, um equipamento</p><p>pendurado, um item que pode cair ou outra coisa? Os pictogramas</p><p>(desenhos de sinalização) são sinais que expressam claramente</p><p>o perigo, bem como uma ação que precisa ser realizada,</p><p>normalmente, são mais eficazes, como os exemplos mostrados nas</p><p>Figuras 1 e 2. A Figura 1 indica que em determinada área há uma</p><p>carga elevada. A Figura 2 indica que é proibido passar sob as cargas</p><p>elevadas, bem como é proibido o trânsito de pessoas.</p><p>28</p><p>Figura 1 - Carga elevada</p><p>Fonte: Janista/iStock.com.</p><p>Figura 2 - Proibido passar sob carga elevada</p><p>Fonte: Janista/iStock.com.</p><p>Muitas instalações usam pictogramas além do texto nas placas</p><p>para comunicar os perigos, que, em muitos casos, são visíveis para</p><p>os trabalhadores a uma distância maior do que o texto escrito e</p><p>ajudam as placas a se destacarem e não se misturarem ao fundo.</p><p>Pictogramas são formas eficazes de comunicar um perigo e são</p><p>utilizadas com frequências pelas organizações para informar sobre</p><p>os perigos relacionados ao local de trabalho. A vantagem dos</p><p>29</p><p>pictogramas é que são entendíveis independentemente do idioma</p><p>falado por quem os observa.</p><p>Definir a localização correta para inserção das sinalizações de</p><p>segurança é um ponto importante na estratégia de prevenção dos</p><p>acidentes. Os sinais que estão muito longe de um perigo não são</p><p>eficazes porque os funcionários podem não ser capazes de ver</p><p>o perigo e, portanto, não podem associar o sinal a ele. Os sinais</p><p>também precisam ser colocados em uma altura compatível com</p><p>ponto de vista normal. Pendurar uma placa muito acima ou em</p><p>um local que obscureça sua visão pode torná-la ineficaz. Colocar</p><p>placas em áreas com pouca iluminação também pode diminuir</p><p>sua utilidade. Se um sinal estiver muito perto de um perigo, os</p><p>funcionários podem não ter tempo suficiente para avaliar o risco e</p><p>tomar as medidas adequadas, como desviar, por exemplo. Pode ser</p><p>tarde demais.</p><p>Referências bibliográficas</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR-26 – Sinalização de</p><p>Segurança. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e Previdência, 2015. Disponível</p><p>em: https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-</p><p>trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-26-nr-26. Acesso em: 12 mai.</p><p>2021.</p><p>PONZETTO, Gilberto. Mapa de Riscos Ambientais – Aplicado a Engenharia</p><p>de Segurança do Trabalho. 3. ed. São Paulo: LTR, 2010. E-book</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Quando o assunto é a rotulagem e a sinalização de produtos</p><p>químicos, é importante conhecer o GHS - Globally Harmonized System.</p><p>GHS significa Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação</p><p>e Rotulagem de Produtos Químicos. O GHS define e classifica os</p><p>perigos de produtos químicos e comunica informações de saúde e</p><p>30</p><p>segurança em rótulos e fichas de dados de segurança. O objetivo</p><p>é que o mesmo conjunto de regras para classificação de perigos</p><p>e o mesmo formato e conteúdo para rótulos e fichas de dados de</p><p>segurança sejam adotados e usados em todo o mundo.</p><p>A harmonização global é necessária, uma vez que muitos países</p><p>têm sistemas diferentes de classificação e rotulagem de produtos</p><p>químicos. Além disso, vários sistemas diferentes podem existir até</p><p>mesmo dentro do mesmo país. Esta situação tem sido dispendiosa</p><p>para os governos regulamentarem e fiscalizarem, dispendiosa para</p><p>as empresas que precisam cumprir muitos sistemas diferentes e</p><p>confusa para os trabalhadores que precisam entender os perigos de</p><p>um produto químico para trabalhar com segurança.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>O termo sinal de segurança é relativamente amplo e significa</p><p>basicamente um indicador visual que cobre uma situação, objeto</p><p>ou atividade específica e fornece informações ou instruções sobre</p><p>saúde e segurança. Sinais manuais e de áudio também podem ser</p><p>usados.</p><p>Para garantir que os sinais sejam prontamente compreendidos por</p><p>todos, há um conjunto prescrito de critérios, como os de forma e</p><p>cor, que devem ser usados por lei, para indicar atividades proibidas,</p><p>alertar sobre perigos específicos ou indicar condições de segurança,</p><p>como este tópico descreve.</p><p>O bom senso indica que os empregadores deveriam fornecer e</p><p>manter sinais de segurança onde a avaliação de risco indica que</p><p>esses riscos não podem ser evitados ou adequadamente reduzidos.</p><p>Garantir que informações compreensíveis e relevantes sobre as</p><p>medidas a serem tomadas em relação à sinalização de segurança</p><p>31</p><p>sejam fornecidas a cada funcionário, e fornecer instrução e</p><p>treinamento adequados e suficientes sobre o significado dos sinais</p><p>de segurança e as medidas a serem tomadas em relação aos sinais</p><p>de segurança.</p><p>Com relação aos funcionários, considera-se que tomem os devidos</p><p>cuidados com sua própria saúde e segurança e com a de outras</p><p>pessoas que possam ser afetadas por suas atividades durante o</p><p>trabalho e, portanto, respeite aos sinais de segurança.</p><p>De modo geral, os sinais de segurança eliminam o risco? Junto com a</p><p>sinalização, quais outras ações podem ser adotadas para eliminar ou</p><p>minimizar os riscos?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>Indicações de leitura</p><p>32</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>Na Engenharia de Segurança do Trabalho o assunto sinalização</p><p>é descrito em várias Normas Regulamentadoras,</p><p>entre os tipos</p><p>de sinalização existe a sinalização de emergência que tem como</p><p>referência a NR-23 – Proteção Contra Incêndios, que também devem</p><p>atender às normas dos bombeiros.</p><p>SÃO PAULO. Secretaria da Segurança Pública. Instrução Técnica nº 20/2019,</p><p>Sinalização de emergência. São Paulo: Polícia Militar do Estado de São Paulo;</p><p>Corpo de Bombeiros, 2019.</p><p>Indicação 2</p><p>A NBR 16.820 (ABTN, 2020) – Sistemas de sinalização de emergência</p><p>–, afirma que a sinalização de emergência é considerada uma</p><p>medida passiva. A sinalização de emergência separa-se em dois</p><p>grupos: sinalização básica e sinalização complementar.</p><p>ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 16.820 – Sistemas</p><p>de sinalização de emergência. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.</p><p>Indicação 3</p><p>A NR10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade,</p><p>no item 10.10, aborda a sinalização de circuitos e de identificação</p><p>dos riscos relacionados com eletricidade. Os acidentes elétricos</p><p>podem ser muito mais graves do que apenas um pequeno choque.</p><p>33</p><p>Incêndios, ferimentos graves e até mesmo fatalidades são as</p><p>consequências possíveis.</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. NR 10 – Segurança em</p><p>Instalações e Serviços em Eletricidade. Brasília, DF: Ministério do Trabalho e</p><p>Previdência, 2019. Disponível em: Ministério do Trabalho e Previdência. Acesso</p><p>em: 12 maio 2021.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Ter sinalização de segurança no local de trabalho é essencial.</p><p>Uma instrução visível de um sinal de segurança dá uma</p><p>indicação clara e diminui a probabilidade de acidentes para</p><p>funcionários e não funcionários e, portanto, cria um ambiente</p><p>de trabalho mais seguro. É importante ressaltar que a</p><p>existência de placas de segurança em uma empresa ajudará</p><p>a cumprir as normas regulamentadoras (NRs) e a ABNT NBR</p><p>7.195/2018. Os quatro importantes sinais de segurança</p><p>podem ser divididos em categorias:</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a. Parada; Obrigatória; Cuidado; Emergência.</p><p>34</p><p>b. Permissão; Suspensão; Cuidado; Emergência.</p><p>c. Proibição; Advertência; Obrigatória; Emergência.</p><p>d. Proibição; Permissão; Segurança; Emergência.</p><p>e. Entrada; Saída; Proibição; Emergência.</p><p>2. O termo sinal de segurança é relativamente amplo e</p><p>significa basicamente um indicador visual que cobre</p><p>uma situação, objeto ou atividade específica e fornece</p><p>informações ou instruções sobre saúde e segurança. Sinais</p><p>manuais e de áudio também podem ser usados. Assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a. A função principal de um sinal de segurança é verificar os</p><p>funcionários seguros no ambiente do trabalho.</p><p>b. Acidentes no local de trabalho causam incontáveis ferimentos</p><p>e custos, anualmente.</p><p>c. Um sinal que contém muitas informações pode ser fácil de</p><p>entender - e fácil de ignorar.</p><p>d. Os sinais que são excessivamente vagos podem comunicar</p><p>completamente um perigo.</p><p>e. Incidentes no local de trabalho causam incontáveis ferimentos</p><p>e tem alto custo.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta C</p><p>Resolução: Os 4 sinais de segurança são: cor laranja e/ou</p><p>vermelha: proibição; cor amarela: advertência; cor azul:</p><p>obrigatória; cor vermelha: emergência.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>35</p><p>Questão 2 - Resposta B</p><p>Resolução: A afirmativa “A função principal de um sinal de</p><p>segurança é verificar os funcionários seguros no ambiente</p><p>do trabalho” está errada, pois, a sinalização não verifica,</p><p>sinalização indica e informa.</p><p>A afirmativa “Um sinal que contém muitas informações pode</p><p>ser fácil de entender – e fácil de ignorar” está errada, pois</p><p>sinalizações com muitas informações são mais difíceis de</p><p>entender.</p><p>A afirmativa “Os sinais que são excessivamente vagos podem</p><p>comunicar completamente um perigo” está errada, pois, sinais</p><p>vagos não comunicam um perigo.</p><p>A afirmativa “Incidentes no local de trabalho causam</p><p>incontáveis ferimentos e custam, anualmente” está errada, pois,</p><p>incidente é um quase acidente, então, ainda não há feridos,</p><p>vítimas ou danos.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>Controle de Risco</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 4</p><p>37</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Como parte do gerenciamento de riscos de uma empresa, deve-se</p><p>controlar os riscos no local de trabalho. Para fazer isso, é necessário</p><p>pensar sobre o que pode causar danos às pessoas e decidir se a</p><p>empresa está tomando medidas razoáveis para evitar esses danos.</p><p>Esse processo é conhecido como avaliação de risco e é algo que</p><p>deve ser realizado por lei e por bom senso. Uma avaliação de risco</p><p>não é criar uma grande quantidade de papéis, gerar burocracia, mas</p><p>identificar medidas sensatas para controlar os riscos no local de</p><p>trabalho.</p><p>Várias empresas, provavelmente, já estão tomando medidas para</p><p>proteger os funcionários, por outro lado, a avaliação de risco ajudará</p><p>a identificar se todas as ações tomadas foram suficientes para</p><p>garantir a integridade dos colaboradores. Para avaliar os riscos,</p><p>inicialmente, é preciso identificar o perigo, o que gera o risco de</p><p>acidente. Um dos aspectos mais importantes de uma avaliação de</p><p>risco é identificar com precisão os perigos potenciais no local de</p><p>trabalho. A figura a seguir apresenta uma situação de risco.</p><p>38</p><p>Figura 1 - Manutenção em torre eólica</p><p>Fonte: agafapaperiapunta/iStock.com.</p><p>Um bom ponto de partida é caminhar pelo local de trabalho</p><p>e pensar sobre quaisquer perigos (coisas que podem causar</p><p>danos). Em outras palavras, o que há nas atividades, processos ou</p><p>substâncias utilizadas que podem prejudicar os funcionários ou</p><p>prejudicar sua saúde?</p><p>Quando as pessoas trabalham no mesmo local todos os dias, é fácil</p><p>ignorar alguns perigos, então, aqui estão algumas dicas para ajudar</p><p>a empresa a identificar os que importam:</p><p>• Verificar as instruções dos fabricantes ou folhas de dados</p><p>para produtos químicos e equipamentos, pois, eles podem</p><p>ser muito úteis para explicar os perigos e colocá-los em sua</p><p>verdadeira perspectiva.</p><p>39</p><p>• Rever os registros de acidentes e problemas de saúde - muitas</p><p>vezes, eles ajudam a identificar os perigos menos óbvios.</p><p>• Considerar as operações não rotineiras, por exemplo,</p><p>manutenção, operações de limpeza ou mudanças nos ciclos de</p><p>produção.</p><p>• Lembrar ou relembrar sobre os perigos de longo prazo para</p><p>a saúde, por exemplo, altos níveis de ruído ou exposição a</p><p>substâncias nocivas.</p><p>Existem alguns perigos com risco de dano reconhecido, por</p><p>exemplo, trabalhar em altura, trabalhar com produtos químicos,</p><p>máquinas e amianto. Dependendo do tipo de trabalho que é</p><p>realizado, pode haver outros riscos relevantes para o seu negócio.</p><p>Uma sugestão simples é perguntar aos funcionários o que e onde</p><p>eles acham que estão os perigos e os riscos, pois eles podem notar</p><p>coisas que não são óbvias para o pessoal da segurança e podem ter</p><p>algumas boas ideias sobre como controlar esses riscos.</p><p>Para cada perigo, é necessário identificar todos os danos e a</p><p>frequência de exposição a eles e, em seguida, tomar as ações para</p><p>mitigar o risco, respeitando as características do processo e das</p><p>pessoas envolvidas.</p><p>Então, deve-se pensar nas pessoas que podem não estar no</p><p>local de trabalho o tempo todo, como visitantes, empreiteiros e</p><p>trabalhadores de manutenção; considerar se o público pode ser</p><p>prejudicado pelas atividades de trabalho, da empresa, por exemplo,</p><p>construção de prédio em área previamente habitada. Se uma</p><p>empresa compartilha um local de trabalho com outra empresa,</p><p>deve-se considerar como o trabalho de uma empresa afeta outras</p><p>pessoas e como o trabalho da outra empresa afeta os funcionários</p><p>da</p><p>primeira empresa.</p><p>40</p><p>A identificação e controle dos riscos ocupacionais exigem a</p><p>participação de todos os colaboradores envolvidos diretamente ou</p><p>indiretamente nas atividades. Os profissionais da área de segurança</p><p>do trabalho são responsáveis por definir a melhor metodologia para</p><p>identificar e avaliar os riscos, além de propor a melhor solução para</p><p>neutralizá-los ou para reduzir a níveis aceitáveis.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>O setor de energia eólica é um dos setores de crescimento mais</p><p>rápido. Isso significa que a segurança do trabalho na instalação</p><p>da turbina eólica também está se tornando mais importante. O</p><p>número de trabalhadores empregados em várias áreas do setor</p><p>de energia eólica está aumentando a cada ano, logo, o estado</p><p>geral de segurança do trabalho na instalação da turbina eólica é</p><p>uma grande preocupação. Sempre que possível, os perigos devem</p><p>ser eliminados completamente. Contudo, se isso não for possível,</p><p>medidas preventivas devem ser tomadas para reduzir o risco. Nesse</p><p>contexto, cada trabalhador deve receber o treinamento adequado</p><p>para garantir que estejam cientes dos perigos e possam permanecer</p><p>seguros no local.</p><p>A atividade de montagem das turbinas eólicas está relacionada a</p><p>vários riscos. Muitos deles relacionados com atividades envolvendo</p><p>eletricidade (NR-10), movimentação de carga (NR-11), trabalho em</p><p>altura (NR-35) e trabalho em espaços confinados (NR-33). Em uma</p><p>breve descrição dos riscos, temos:</p><p>Para o desenvolvimento da atividade de instalação e montagem</p><p>das turbinas eólicas com segurança é necessário mapear todos</p><p>os perigos envolvidos e estimar os riscos de cada atividade, ou</p><p>41</p><p>seja, promover uma avaliação de risco baseada em metodologias</p><p>eficazes.</p><p>Quedas: as turbinas eólicas variam em altura, mas podem ter mais</p><p>de 30 m de altura. A altura dessas estruturas torna a segurança</p><p>das turbinas eólicas um desafio. Como a maioria dos parques</p><p>eólicos estão expostas a ventos fortes e a todos os tipos de</p><p>condições climáticas, trabalhar em altura se torna mais perigoso.</p><p>Os trabalhadores dos parques eólicos, muitas vezes, têm que</p><p>subir escadas várias vezes ao dia, o que pode resultar na queda</p><p>dos trabalhadores se eles não estiverem com os EPIs e EPCs</p><p>devidamente colocados. O controle de riscos consiste em sistemas</p><p>com guardrail, redes de segurança e uso correto dos EPIs e EPCs.</p><p>Guindastes: são usados durante a construção e manutenção de</p><p>parques eólicos. O controle de riscos precisa atender as condições:</p><p>os guindastes devem ser operados apenas por trabalhadores</p><p>qualificados, com os documentos e treinamento corretos. Além</p><p>disso, deve haver inspeções de rotina antes e depois de cada uso</p><p>para garantir a segurança do trabalho, na instalação da turbina</p><p>eólica; deve-se estender totalmente os estabilizadores e as áreas</p><p>acessíveis de trabalho dentro do raio de oscilação do guindaste e</p><p>devem estar sinalizadas; o guindaste deve estar situado em uma</p><p>superfície estável; observar as linhas de energia elétrica suspensas e</p><p>manter pelo menos uma distância de trabalho de 3 m das linhas; por</p><p>fim, não se deve mover cargas sobre os trabalhadores.</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Na matriz energética brasileira, a geração de energia eólica é uma</p><p>importante fonte de energia limpa. Esse estudo procura fazer uma</p><p>avaliação de riscos para as seguintes atividades relacionadas com</p><p>42</p><p>turbinas eólicas: transporte, instalação, operação e manutenção.</p><p>Normalmente, os parques eólicos são instalados onshore, isto é,</p><p>em terra, e offshore são instalados em estruturas dentro do mar. As</p><p>figuras a seguir mostram os aerogeradores onshore e offshore.</p><p>Figura 2 - Parque eólico onshore</p><p>Fonte: 7Michael/iStock.com.</p><p>43</p><p>Figura 3 - Parque eólico offshore</p><p>Fonte: fokkebok/iStock.com.</p><p>Esse trabalho foca principalmente no tipo de turbinas eólicas</p><p>onshore. As quatro atividades mencionadas são responsáveis pelos</p><p>principais riscos das atividades desenvolvidas.</p><p>Existem diferentes tipos de medidas que podem ser tomadas para</p><p>ajudar a conter os perigos e os riscos dentro de limites aceitáveis.</p><p>O processo sistemático de avaliação de risco fornece a compreensão</p><p>das atividades desenvolvidas, tornando mais fácil a análise dos</p><p>perigos e dos riscos associados.</p><p>Responda a seguinte questão: quais os riscos que devem ser</p><p>controlados em uma turbina eólica onshore?</p><p>44</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>O livro indicado evidencia a importância do gerenciamento de riscos,</p><p>do ponto de vista da segurança do trabalho, higiene do trabalho e</p><p>engenharia de produção. O livro também traz a possibilidade de</p><p>uma complementação da formação de um profissional habilitado</p><p>para responder às necessidades relativas à gestão de riscos na</p><p>Indicações de leitura</p><p>45</p><p>área industrial, consciente de suas responsabilidades para com a</p><p>sociedade, as organizações e o meio ambiente no qual está inserido.</p><p>KAERCHER, Adi Regina; LUZ, Daniel Fonseca. Gerenciamento de riscos: do</p><p>ponto de vista da gestão da produção. Rio de Janeiro: Interciência, 2017.</p><p>Indicação 2</p><p>O artigo indicado trata da aplicação do gerenciamento de riscos no</p><p>desenvolvimento de produto, em que os maiores esforços estão no</p><p>controle de risco nas etapas de planejamento.</p><p>SILVA, Carlos Eduardo Sanches da. et al. Aplicação do gerenciamento de riscos</p><p>no processo de desenvolvimento de produtos nas empresas de autopeças.</p><p>Produção, [s. l.], v. 20, n. 2, p. 200-213, abr./jun. 2010.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Quando uma empresa decide fazer o PGR (Programa geral</p><p>de riscos), é necessário fazer o levantamento dos riscos,</p><p>identificar os riscos e avaliar os riscos. Nesse processo, cabe</p><p>uma questão: qual fator tem um impacto direto sobre os</p><p>riscos associados ao trabalho?</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>46</p><p>a. O plano de combate a incêndio.</p><p>b. O local de trabalho.</p><p>c. A supervisão exercida pelo cliente.</p><p>d. O uso de EPIs.</p><p>e. O treinamento em primeiros socorros.</p><p>2. Toda empresa procura reduzir a perda de materiais, danos</p><p>e paralização dos equipamentos, bem como evitar acidentes</p><p>com os colaboradores. Para que essa redução aconteça é</p><p>importante realizar a análise preliminar de riscos. Qual é o</p><p>objetivo de uma análise preliminar de risco ou análise de risco</p><p>da tarefa?</p><p>a. Para caracterizar e reconhecer os riscos associados ao</p><p>trabalho.</p><p>b. Para se preparar para a execução adequada do trabalho.</p><p>c. Para eliminar todos os riscos.</p><p>d. Para justificar os riscos associados ao trabalho.</p><p>e. Para estudar, em parte, os riscos associados ao trabalho.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta B</p><p>Resolução: A alternativa que tem como resposta “O plano de</p><p>combate a incêndio” está errada, porque o plano de combate a</p><p>incêndio é uma consequência, caso o</p><p>risco não seja reduzido ou</p><p>eliminado.</p><p>A alternativa que tem como resposta “O local de trabalho”</p><p>está correta, pois, o local de trabalho é onde os riscos estão</p><p>associados ao trabalho.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>47</p><p>A alternativa que tem como resposta “A supervisão exercida</p><p>pelo cliente” está errada, pois, dependendo da empresa, o</p><p>cliente não tem contato com ela.</p><p>A alternativa que tem como resposta “O uso dos EPIs” está</p><p>errada, pois, o impacto direto depende de uma série de itens:</p><p>treinamento, EPCs, comunicação, ferramental, entre outros.</p><p>A alternativa que tem como resposta “O treinamento em</p><p>primeiros socorros” está errada, pois, o treinamento em</p><p>primeiros socorros é uma consequência, caso o risco não seja</p><p>reduzido ou eliminado.</p><p>Questão 2 - Resposta A</p><p>Resolução: A alternativa que tem como resposta “Para</p><p>caracterizar e reconhecer os riscos associados ao trabalho”</p><p>está correta. Não são objetivos da análise preliminar de risco a</p><p>proteção da integridade física do trabalhador, a proteção dos</p><p>ativos da empresa e a eliminação de todos os riscos, pois, é</p><p>praticamente impossível eliminar todos os riscos. O objetivo</p><p>também não é justificar os riscos associados ao trabalho,</p><p>pois, é necessário identificar, avaliar e controlar o risco. A</p><p>análise preliminar de risco a proteção da integridade física</p><p>do trabalhador também não visa estudar, em parte, os riscos</p><p>associados ao trabalho, pois, na verdade, ela indica como</p><p>caracterizar e reconhecer os riscos da atividade.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>Gerenciamento de riscos</p><p>ocupacionais</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 5</p><p>49</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Resumidamente, para gerenciar os riscos no trabalho são aplicadas</p><p>três etapas:</p><p>I. Localizar o perigo (identificação de perigo).</p><p>II. Avaliar o risco (avaliação de risco).</p><p>III. Fazer as mudanças (controle de risco).</p><p>Localizar o perigo envolve identificar a fonte que pode ocasionar</p><p>algum dano aos colaboradores, como: cabos elétricos energizados</p><p>expostos (podem resultar em choque elétrico); caixas empilhadas</p><p>de forma precária (podem cair sobre alguém); máquinas e</p><p>equipamentos sem proteção, com nível de ruído acima dos limites</p><p>estabelecidos pelas normas vigentes.</p><p>Durante a experiência de trabalho, todos os funcionários devem</p><p>permanecer alertas a tudo que possa ser perigoso. O uso dos</p><p>sentidos (visão, audição e olfato) ajuda a perceber o que pode ser</p><p>um perigo, em seguida, a ação é comunicar para várias pessoas e a</p><p>segurança.</p><p>Avaliar o risco significa determinar a probabilidade de um perigo</p><p>prejudicar alguém e a gravidade do dano. Sempre que uma situação</p><p>ou condição de perigo for detectada, é importante avaliar o risco,</p><p>fazendo duas perguntas:</p><p>• Qual a probabilidade do perigo prejudicar uma ou mais</p><p>pessoas?</p><p>• O quanto as pessoas poderiam ser prejudicadas?</p><p>Sempre que um colaborador identificar um perigo ou risco é</p><p>necessário relatar ao seu superior imediato e ao setor de segurança</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>50</p><p>do trabalho. Um exemplo prático: imagine que um determinado</p><p>funcionário foi designado para executar uma tarefa de substituir</p><p>uma lâmpada. Ao chegar no local, ele verificou que existe uma poça</p><p>d’agua logo abaixo da luminária, gerando um risco adicional. Dessa</p><p>forma, ele deverá relatar a situação aos responsáveis.</p><p>O empregador tem a responsabilidade de identificar os perigos e</p><p>estimar os riscos em um ambiente laboral, porém, existem fatores e</p><p>situações que podem gerar um risco adicional, na maioria das vezes</p><p>ocasionados pela falta de boas práticas de manutenção, descaso</p><p>com ferramentas e equipamentos, desrespeito às regras e aos</p><p>procedimentos da empresa, sendo esperado do colaborador ações</p><p>proativas visando a prevenção dos acidentes. Geralmente, essas</p><p>ações são simples, como retirar um material ou peça do piso, isolar</p><p>um local, sinalizar e comunicar aos responsáveis direto pelo setor.</p><p>O ideal é neutralizar o risco por completo, mas, para isso, é</p><p>necessário eliminar a fonte geradora do perigo. Porém, isso nem</p><p>sempre é possível. Por exemplo: muitas vezes a fonte geradora é</p><p>uma máquina, equipamento que faz parte do processo da empresa,</p><p>dessa forma, os riscos devem ser gerenciados. Neutralizar ou</p><p>reduzir um risco é possível em função de ações que vão desde uma</p><p>simples solução a administrativa à solução complexa de engenharia,</p><p>cabendo ao profissional da área de segurança do trabalho analisar</p><p>a melhor solução, levando em consideração as particularidades</p><p>de cada processo. Em geral, a definição das soluções passa pelas</p><p>seguintes verificações:</p><p>• Eliminação: verificar a possibilidade da eliminação da fonte</p><p>geradora (perigo).</p><p>• Substituição: envolve alterar o processo, substituir um</p><p>determinado produto químico por outros menos perigoso e/</p><p>ou automatizar um determinado processo.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>51</p><p>• Isolamento: envolve utilizar de proteções coletivas, como</p><p>inserir proteções em máquinas e equipamentos, inserir</p><p>barreiras, sinalizar e implantar procedimentos de segurança.</p><p>• Proteções: as proteções podem ser adicionadas modificando</p><p>ferramentas ou equipamentos, ou instalando proteções no</p><p>maquinário. Elas nunca devem ser removidas ou desativadas</p><p>pelos trabalhadores que utilizam o equipamento.</p><p>Independentemente da solução para neutralizar os riscos, é</p><p>necessário que todos os colaboradores sejam capacitados e</p><p>treinados referente aos riscos que estão expostos.</p><p>Se mesmo após tomadas as ações descritas anteriormente o risco</p><p>continuar significativo, é necessário especificar equipamentos de</p><p>proteção individual para minimizar os possíveis impactos na saúde</p><p>do trabalhador ocasionados pelo ambiente insalubre e perigoso.</p><p>Às vezes, isso exigirá mais de uma das medidas de controle de risco</p><p>para reduzir efetivamente a exposição aos perigos.</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Como é feita uma avaliação de risco?</p><p>As avaliações devem ser feitas por profissionais competentes ou</p><p>pela equipe de profissionais que tenham um bom conhecimento</p><p>prático da situação em estudo. Inclua na equipe ou como fontes de</p><p>informação os supervisores e os trabalhadores que trabalham com</p><p>o processo em análise, uma vez que esses indivíduos são os mais</p><p>familiarizados com a operação.</p><p>User</p><p>Realce</p><p>User</p><p>Realce</p><p>52</p><p>Ao concluir uma avaliação de risco, é importante definir claramente</p><p>algumas palavras-chave: um acidente é um evento não planejado</p><p>que resulta em perda. Um perigo é algo que tem o potencial de</p><p>causar danos. Já o risco é a probabilidade e a gravidade de uma</p><p>ocorrência que causa lesão, doença, dano, e perda resultante de um</p><p>perigo.</p><p>Para isso, deve-se buscar informações complementares, por meio</p><p>das fichas de segurança dos produtos (FISPQ), manuais de máquinas</p><p>e equipamentos, laudos e testes já realizados, estatística de</p><p>acidentes anteriores, além verificar a frequência de exposição dos</p><p>colaboradores ao determinado risco.</p><p>Você deve compreender os requisitos mínimos legislados para a</p><p>jurisdição. Identifique as ações necessárias para eliminar o perigo</p><p>ou controle de risco usando a hierarquia de métodos de controle de</p><p>risco.</p><p>Avaliar por meio de metodologias específicas para confirmar se o</p><p>perigo foi eliminado ou se o risco está devidamente controlado.</p><p>Monitorar para garantir que o controle continue a ser eficaz.</p><p>Guardar todos os documentos ou registros que forem necessários. A</p><p>documentação pode incluir o detalhamento do processo usado para</p><p>avaliar o risco, delineando quaisquer avaliações ou detalhando como</p><p>as conclusões foram feitas.</p><p>Avaliar o risco é uma parte do processo usado para controlar os</p><p>riscos em um local de trabalho e, ainda, exige a presença do ser</p><p>humano.</p><p>53</p><p>TEORIA EM PRÁTICA</p><p>Você é um prestador de serviços em uma empresa fabricante de</p><p>peças para indústria automotiva que decidiu adquirir um cobot</p><p>- robô colaborativo. O diretor industrial e o gerente de produção</p><p>acompanharam você pela empresa e mostraram o local que o cobot</p><p>será instalado. O local da instalação</p><p>do cobot já está definido.</p><p>Os cobots trabalham próximos aos trabalhadores e para garantir a</p><p>segurança no espaço de trabalho e a eficiência da produção durante</p><p>a operação de produção, é necessário o monitoramento contínuo e</p><p>preciso, do cobot, e a percepção das atividades dos trabalhadores.</p><p>Com base no texto, faça a avaliação de riscos ocupacionais e</p><p>responda: quais são os riscos? Quem pode ser prejudicado e como?</p><p>O que a empresa irá fazer para controlar os riscos? Quem precisa</p><p>realizar a ação? Quando a ação é necessária?</p><p>Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor,</p><p>acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de</p><p>aprendizagem.</p><p>LEITURA FUNDAMENTAL</p><p>Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis</p><p>em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log</p><p>in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em</p><p>sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições</p><p>públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou</p><p>periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.</p><p>Indicações de leitura</p><p>54</p><p>Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de</p><p>autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos</p><p>que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve,</p><p>portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na</p><p>construção da sua carreira profissional.</p><p>Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da</p><p>nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!</p><p>Indicação 1</p><p>Em qualquer área de trabalho existem riscos que possibilitam</p><p>o acontecimento de acidentes e/ou doenças ocupacionais, mas,</p><p>há local cujos riscos são maiores e deixam os trabalhadores em</p><p>uma situação de maior vulnerabilidade, provocando insatisfação,</p><p>diminuição da produtividade, doenças, podendo até levar</p><p>o funcionário a óbito. O artigo trata da avaliação dos riscos</p><p>operacionais numa empresa de confecção.</p><p>SANTOS, Millena et al. Avaliação de riscos ocupacionais em uma empresa</p><p>de confecção sergipana. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE</p><p>PRODUCAO, 38., 2018, Maceió. Anais [...] Maceió: Abepro, 2018.</p><p>Indicação 2</p><p>O cenário encontrado para o desenvolvimento da pesquisa, de</p><p>acordo com a autora, tinha carência de tecnologia, necessidade de</p><p>modernização dos equipamentos e problemas com manutenção. Em</p><p>um bom cenário para possíveis acidentes do trabalho, a avaliação de</p><p>riscos se faz necessária para evitar os acidentes.</p><p>BISPO, Paula Alexandra de Almeida Santos. Percepção, avaliação de riscos e</p><p>acidentes de trabalho: um estudo de caso em contexto organizacional: um</p><p>estudo de caso no Metropolitano de Lisboa. 2018. Dissertação (Mestrado em</p><p>55</p><p>Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho) - Instituto Superior de Educação e</p><p>Ciências, Lisboa, Portugal, 2018.</p><p>QUIZ</p><p>Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a</p><p>verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber</p><p>Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste</p><p>Aprendizagem em Foco.</p><p>Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão</p><p>elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco</p><p>e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de</p><p>questões de interpretação com embasamento no cabeçalho</p><p>da questão.</p><p>1. Uma empresa de grande porte, fabricante de peças para</p><p>a indústria de cana de açúcar, com peso aproximado de 2</p><p>toneladas, precisa movimentá-las para o estoque. Indique</p><p>quais os riscos que devem ser avaliados no transporte dessas</p><p>peças. Coloque V para verdadeiro e F para falso.</p><p>( ) Dimensionamento inadequado do equipamento de</p><p>movimentação de carga.</p><p>( ) Queda da carga ou acidente envolvendo os trabalhadores.</p><p>( ) Considerar somente o peso e o comprimento da peça a ser</p><p>transportada.</p><p>( ) Não utilizar os pontos de pega.</p><p>( ) Queda dos materiais transportados devido a falhas nos</p><p>dispositivos de içamento.</p><p>56</p><p>Assinale a alternativa que contenha a sequência correta.</p><p>a. V – V – V – F – F.</p><p>b. F – V – F – V – F.</p><p>c. V – V – V – V – F.</p><p>d. F – V – V – V – F.</p><p>e. V – V – F – F – V.</p><p>2. É importante lembrar que a avaliação de risco deve levar em</p><p>consideração não apenas o estado atual do local de trabalho,</p><p>mas também quaisquer situações potenciais de problemas.</p><p>Considerando o contexto apresentado, avalie as seguintes</p><p>asserções e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Ao fazer uma avaliação de risco, considerar: os métodos e</p><p>procedimentos usados no processamento, o manuseio, o</p><p>armazenamento de materiais, equipamentos e substâncias</p><p>químicas etc.</p><p>Porque</p><p>II. É preciso considerar a duração e frequência da tarefa – por</p><p>quanto tempo e com que frequência uma tarefa é realizada</p><p>–, o local onde a tarefa é realizada, as máquinas, ferramentas,</p><p>materiais etc. que são usados na operação e como eles são</p><p>usados.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma</p><p>justificativa da I.</p><p>b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é</p><p>uma justificativa da I.</p><p>57</p><p>c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma</p><p>proposição falsa.</p><p>d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição</p><p>verdadeira.</p><p>e. As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 - Resposta E</p><p>Resolução: A primeira, a segunda e a quinta afirmativas são</p><p>verdadeiras.</p><p>A terceira alternativa é falsa, pois é necessário considerar a</p><p>altura e a largura da peça.</p><p>A quinta alternativa é falsa, pois, na realidade, os pontos de</p><p>pega foram projetados/instalados na peça para facilitar a</p><p>movimentação.</p><p>Questão 2 - Resposta A</p><p>Resolução: Quando as empresas procuram fazer um inventário</p><p>de riscos, uma boa parte já tem a o APR – Análise Preliminar</p><p>de Riscos (APR) e/ou o POP – Procedimento Operacional</p><p>Padrão (POP). Caso não tenham os documentos citados, a</p><p>avaliação de risco vai considerar os métodos e procedimentos</p><p>usados no processamento, manuseio, armazenamento de</p><p>materiais, equipamentos e substâncias químicas. Num segundo</p><p>momento, serão considerados a duração e frequência da</p><p>tarefa -( por quanto tempo e com que frequência uma tarefa</p><p>é realizada); o local onde a tarefa é realizada; as máquinas,</p><p>ferramentas, materiais , etc. que são usados na operação e</p><p>como eles são usados.</p><p>58</p><p>Portanto, as duas asserções são verdadeiras e a proposição II</p><p>justifica a proposição I.</p><p>Regra básica: primeiro você vê o que tem, depois você vê o que</p><p>faz.</p><p>Programa do gerenciamento de risco</p><p>______________________________________________________________</p><p>Autoria: Marcos Antonio Dias</p><p>Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior</p><p>TEMA 6</p><p>60</p><p>DIRETO AO PONTO</p><p>Depois de conhecer e avaliar os riscos no local de trabalho, é</p><p>necessário proteger os trabalhadores, controlando os riscos de</p><p>forma eficaz, eliminando-os ou minimizando-os sempre que</p><p>possível. Um controle é qualquer medida que reduza um risco.</p><p>Às vezes, um único controle pode ser suficiente para eliminar um</p><p>risco, como remover um perigo de queda no ambiente de trabalho.</p><p>Contudo, outros riscos podem exigir várias medidas de controle.</p><p>Ao decidir como controlar os riscos, é importante consultar os</p><p>trabalhadores e seus representantes, que serão diretamente</p><p>afetados pela decisão. A experiência deles ajudará a escolher as</p><p>medidas de controle apropriadas que funcionam no papel e na</p><p>prática, e o envolvimento deles aumentará o nível de aceitação de</p><p>quaisquer mudanças que possam ser necessárias à maneira como</p><p>fazem seu trabalho.</p><p>Existem muitas maneiras de controlar os riscos. Nesse contexto,</p><p>algumas medidas de controle são mais eficazes do que outras.</p><p>Deve-se considerar as várias opções de controle e escolher o</p><p>controle que mais efetivamente elimina o perigo ou minimiza o</p><p>risco. Isso pode envolver uma única medida de controle ou uma</p><p>combinação de diferentes controles que, juntos, fornecem o mais</p><p>alto nível de proteção que seja razoavelmente praticável. Alguns</p><p>problemas podem ser resolvidos facilmente e devem ser resolvidos</p><p>imediatamente, enquanto outros precisarão</p>