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<p>EXAME DO ESTADO MENTAL</p><p>(EEM) NA PRÁTICA CLÍNICA</p><p>Prof. Dr. Felipe Santos de Oliveira</p><p>O exame do estado mental é uma avaliação abrangente das funções mentais de uma pessoa, incluindo seu comportamento, afeto, pensamento, linguagem, memória e orientação.</p><p>O EEM também é chamado de exame psíquico, exame mental, exame psicopatológico.</p><p>Ele começa no primeiro contato com o paciente, antes de se obterem os dados de identificação.</p><p>O profissional de saúde mental experiente deve ser capaz de realizar a maior parte do exame do estado mental ao mesmo tempo que completa a tomada da história.</p><p>O que é o EEM?</p><p>Exame do Estado Mental (EEM)</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>O EXAME DO ESTADO MENTAL.</p><p>(EXEMPLO)</p><p>Estudo de caso:</p><p>“Uma mulher, de 44 anos, procurou ajuda psicológica devido a um período prolongado de tristeza, perda de interesse nas atividades diárias e dificuldades de concentração. Ela relata sentir-se constantemente cansada, com problemas de sono e falta de energia. Menciona que esses sintomas têm afetado seu desempenho no trabalho e nas relações interpessoais, causando frustração e isolamento social.”</p><p>Durante as entrevistas iniciais a psicólog@ observa que a pessoa avaliada demonstra estar alerta e consciente durante a entrevista, respondendo prontamente às perguntas. Não apresenta alucinações ou ilusões perceptivas, descrevendo sua percepção do ambiente como adequada. Durante a conversa, mantém a atenção e demonstra capacidade de concentração adequada, acompanhando o diálogo de forma coerente.</p><p>Apresenta dificuldades em recordar eventos recentes e detalhes específicos, relatando esquecimento de compromissos e informações importantes no trabalho. Demonstra estar orientada no tempo, lugar, no espaço e pessoa (autoconceito), reconhecendo seu nome, idade, local onde se encontra e a data atual. Durante a entrevista, expressa pensamentos negativos, autodepreciativos e de desesperança, apresentando um julgamento crítico pessimista em relação a si mesma. Exibe uma capacidade intelectual adequada, compreendendo e respondendo a perguntas complexas de forma coerente. Utiliza a linguagem de forma clara e compreensível, expressando seus pensamentos e sentimentos adequadamente.</p><p>Relata sentir-se triste e desanimada na maior parte do tempo, apresentando um humor deprimido e falta de interesse em atividades que antes lhe traziam prazer. Demonstra uma visão negativa de si mesma e de suas habilidades, tendo dificuldade em avaliar suas ações e escolhas de forma objetiva, com uma tendência a julgar-se de forma excessivamente negativa. Durante a entrevista, não apresenta comportamentos incomuns ou agitação psicomotora, interagindo de maneira adequada, com postura calma e cooperativa.</p><p>Sistemas de Diagnóstico</p><p>Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) : criado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) como sistema de avaliação de doenças mentais. O DSM-5-TR publicado em 2022 é a edição atual e inclui critérios identificáveis que os profissionais de saúde mental usam para chegar a um diagnóstico específico</p><p>Classificação Internacional de Doenças (CID) : A CID-11 publicado em 2019 e adotado em 2022 é produzida pela OMS, uma agência global para reduzir a carga de doenças globalmente. Inclui diagnósticos médicos e de saúde mental. Está disponível gratuitamente na Internet.</p><p>Critérios de Domínio da Pesquisa (RDoC) : O RDoC está envolvido na descrição dos sinais e sintomas da psicopatologia, em vez de agrupa-los em transtornos como tem sido historicamente feito com o DSM e a CID.</p><p>Falando em psicopatologia, é bom lembrar que pesquisadores nessa área têm destacado modelos de psicopatologia utilizados:</p><p>É bom lembrar que tem-se destacado dois modelos de psicopatologia utilizados:</p><p>Modelo Categórico - enfoque qualitativo (julgamento clínico pela presença ou não de sintomas significativos);</p><p>Modelo Dimensional - enfoque quantitativo (exemplifica-se pela medida da intensidade sintomática).</p><p>Falando em psicopatologia, é bom lembrar que pesquisadores nessa área têm destacado modelos de psicopatologia utilizados:</p><p>É bom lembrar que tem-se destacado dois modelos de psicopatologia utilizados:</p><p>Modelo Categórico - enfoque qualitativo (julgamento clínico pela presença ou não de sintomas significativos);</p><p>Modelo Dimensional - enfoque quantitativo (exemplifica-se pela medida da intensidade sintomática).</p><p>O que é o RDoC?</p><p>O RDoC (do inglês Research Domain Criteria | tradução: Critérios de Pesquisa por Domínios ) é uma iniciativa desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH) a partir de 2009, cujo objetivo era fundamentar um novo sistema de diagnóstico em Psiquiatria a partir de pesquisas em genômica e neurociências.</p><p>A justificativa pra um novo sistema diagnóstico seria a crítica da falta de alinhamento dos sistemas de classificação atual (DSM e CID) com a ciência moderna. Além disso, as categorias diagnósticas no DSM e na CID são muito heterogêneas e não resolveram o problema da baixa confiabilidade do diagnóstico em Psiquiatria.</p><p>Reseach Domain Criteria (RDoC)</p><p>Em que se baseia o RDoC?</p><p>O RDoC se baseia em 3 premissas:</p><p>Os transtornos mentais são transtornos cerebrais, mais especificamente de circuitos cerebrais.</p><p>A disfunção dos circuitos cerebrais pode ser identificada com as ferramentas da neurociências clínicas.</p><p>Os dados genéticos e da neurociências clinicas fornecerão bioassinaturas para sinais e sintomas cujo manejo clinico seria mais preciso.</p><p>O método do RDoC, portanto, seria translacional, ou seja, uma "pesquisa científica que objetiva reduzir o distanciamento entre a produção do conhecimento nos laboratórios e a aplicação prática .</p><p>Sua estratégia foi desenvolver uma matriz para conceber as complexas relações entre os variados níveis e domínios da psicopatologia.</p><p>21</p><p>Reseach Domain Criteria (RDoC)</p><p>Com o objetivo de identificar os componentes fundamentais da ampla gama de transtornos mentais, o RDoC propõe 7 unidades de análises:</p><p>genes</p><p>moléculas</p><p>células</p><p>circuitos</p><p>fisiologia</p><p>comportamento</p><p>autorrelatos</p><p>22</p><p>Reseach Domain Criteria (RDoC)</p><p>23</p><p>O modelo das redes psicopatológicas busca compreender a rede de interações existentes entre os sintomas e sua influência, a fim de entender como as perturbações mentais emergem e/ou se mantêm (Borsboom e Cramer, 2013; Buu et al., 2012; Cullen et al., 2013; Fergus et al., 2015; Fried, 2015; Jacobsen et al., 2001).</p><p>A abordagem categorial adotada pelo DSM-5-TR (APA, 2022) e pelo CID-11 (WHO, 2016) sugere que os sintomas são caracterizados como efeitos de uma perturbação mental específica. No entanto, essa abordagem tem revelado limitações persistentes, como a dificuldade de diagnosticar indivíduos com uma perturbação mental sem sintomas observáveis e a alta comorbilidade entre as perturbações mentais (Borsboom & Cramer, 2013).</p><p>Redes Psicopatológicas</p><p>Redes Psicopatológicas</p><p>A ideia por trás da perspectiva da rede é que os problemas de saúde mental podem ser entendidos como uma interação entre diferentes sintomas. Em vez de um único problema subjacente causando todos os sintomas, eles se influenciam mutuamente. Podemos imaginar essa interação como uma rede, onde cada sintoma é como um ponto e as conexões entre eles mostram como eles se afetam.</p><p>Por exemplo, no caso da Depressão, os sintomas não são causados por uma única causa, mas é a interação entre eles que cria o quadro depressivo. Essa maneira de entender os problemas de saúde mental foca na relação entre os sintomas, em vez de apenas em um diagnóstico geral, o que nos ajuda a entender melhor como eles funcionam.</p><p>Redes Psicopatológicas</p><p>O estudo da estrutura das redes psicopatológicas oferece uma alternativa à classificação convencional de perturbações mentais, concebendo os problemas psicológicos como cadeias de sintomas causalmente relacionados, em vez de elementos emergentes de uma doença latente (Blanco et al., 2019; Morris & Cuthbert, 2012).</p><p>Uma rede psicopatológica</p><p>é um modelo abstrato que contém ligações entre vértices que representam variáveis psicológicas, como sintomas. A força das conexões entre os vértices e a importância de cada vértice na rede são medidas relevantes para compreender os padrões de conexão e a relevância clínica dos sintomas (Isvoranu et al., 2017; Klippel et al., 2017; Rhemtulla et al., 2016; Schmittmann et al., 2011).</p><p>Comunidades ou módulos dentro das redes psicopatológicas são subconjuntos de vértices mais interligados entre si, permitindo analisar suas características e compreender por que ocorrem mais ligações entre vértices específicos que formam essas comunidades (Barabási, 2016).</p><p>Redes Psicopatológicas</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.jpeg</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image13.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p><p>image17.png</p><p>image15.svg</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {</p><p>fill:#4472C4;</p><p>}</p><p>.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {</p><p>stroke:#4472C4;</p><p>}</p><p>image18.png</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p>

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