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<p>Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>LAZER E</p><p>RECREAÇÃO</p><p>REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira</p><p>DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença</p><p>DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima</p><p>DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto</p><p>DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini</p><p>DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel</p><p>COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes</p><p>COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo</p><p>COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes</p><p>COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá</p><p>COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal</p><p>COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento</p><p>COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco</p><p>COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas</p><p>REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling</p><p>Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante</p><p>Caroline da Silva Marques</p><p>Eduardo Alves de Oliveira</p><p>Jéssica Eugênio Azevedo</p><p>Marcelino Fernando Rodrigues Santos</p><p>PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos</p><p>Hugo Batalhoti Morangueira</p><p>Vitor Amaral Poltronieri</p><p>ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz</p><p>DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira</p><p>Carlos Henrique Moraes dos Anjos</p><p>Kauê Berto</p><p>Pedro Vinícius de Lima Machado</p><p>Thassiane da Silva Jacinto</p><p>FICHA CATALOGRÁFICA</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP</p><p>S685L Solera, Bruna</p><p>Lazer e recreação / Bruna Solera, Pollyana Mayara Nunhes.</p><p>Paranavaí: EduFatecie, 2023.</p><p>87 p.: il. Color.</p><p>1. Recreação – Estudo e ensino. 2. Lazer. I. Nunhes, Pollyana</p><p>Mayara. II. Centro Universitário UniFatecie. III. Núcleo de</p><p>Educação a Distância. IV. Título.</p><p>CDD: 23. ed. 371.425</p><p>Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577</p><p>As imagens utilizadas neste material didático</p><p>são oriundas dos bancos de imagens</p><p>Shutterstock .</p><p>2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.</p><p>O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva</p><p>dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da</p><p>obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la</p><p>de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>3</p><p>Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>• Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado</p><p>em Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade</p><p>Estadual de Londrina (PEF- UEM/UEL);</p><p>• Mestre em Educação Física (PEFE - UEM/UEL);</p><p>• Especialista em Educação Especial (Instituto Paranaense de Educação de</p><p>Maringá-PR);</p><p>• Especialista em Psicomotricidade no Contexto Escolar (Instituto Paranaense de</p><p>Educação, Maringá-PR);</p><p>• Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Maringá);</p><p>• Graduada em Educação Física Licenciatura (Universidade Estadual de Maringá);</p><p>• Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física Escolar</p><p>(GEEFE) (Universidade Estadual de Maringá);</p><p>• Coordenadora e recreadora da empresa de recreação infantil “Recreação Tia</p><p>Pink e Cia” de Maringá-PR;</p><p>• Coordenadora do curso de Educação Física Licenciatura e Bacharelado, na</p><p>modalidade a distância, no Centro Universitário Cidade Verde (UniFCV).</p><p>Experiência de atuação profissional na área da recreação, em específico, recrea-</p><p>ção em hotéis, parques aquáticos e festas infantis. Estuda a recreação e sua relação com</p><p>o planejamento e ética profissional, Educação Física escolar e autonomia.</p><p>CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/4778060448341914</p><p>AUTOR</p><p>http://lattes.cnpq.br/4778060448341914</p><p>4</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>• Doutoranda em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação Associado</p><p>em Educação Física da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade</p><p>Estadual de Londrina (PEF- UEM/UEL);</p><p>• Mestre em Educação Física (PEFE - UEM/UEL);</p><p>• Graduada em Educação Física Bacharelado (Universidade Estadual de Marin-</p><p>gá);</p><p>• Graduanda em Educação Física Licenciatura (Centro Universitário Ingá);</p><p>• Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Exercício e Nutrição na saúde</p><p>e esporte (GEPENSE) (Universidade Estadual de Maringá);</p><p>• Recreadora da empresa de recreação infantil “Recreação Tia Pink e Cia” de</p><p>Maringá-PR;</p><p>Experiência de atuação profissional na área da recreação, em específico, recreação</p><p>em festas infantis e eventos. Estuda a prática de atividade física em população especial.</p><p>CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/4275666861151475</p><p>AUTOR</p><p>5</p><p>Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à disciplina de “Lazer e Recreação”!</p><p>Nesta apostila você irá estudar o lazer e a recreação por meio de diferentes as-</p><p>pectos, ou seja, percorreremos o processo histórico dos jogos, brinquedos, brincadeiras e</p><p>conhecimentos teóricos e práticos para atuação profissional dos dias de hoje.</p><p>Para isso, este material está dividido em quatro unidades, sendo a primeira delas</p><p>intitulada de “Introdução ao Lazer e a Recreação”, por meio da qual você será capaz de</p><p>responder às perguntas: o que é lazer? O que é recreação? Assim como irá conhecer jogos,</p><p>brinquedos e brincadeiras como instrumentos do lazer e da recreação em espaços formais</p><p>e informais.</p><p>Na unidade II, “Recreação: brincando e encantando em diferentes espaços e com</p><p>diversas populações”, você conhecerá a recreação a partir do olhar para a escola, para gru-</p><p>pos de três anos à terceira idade e em espaços não formais, como recreação em hotelaria,</p><p>festa infantil, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.</p><p>Na unidade III, “Recreador: Quem sou? Como atuar?”, vamos explorar as carac-</p><p>terísticas e formação do recreador, assim como verificaremos questões relacionadas ao</p><p>planejamento da recreação.</p><p>Por fim, na unidade IV, “Da teoria à prática em recreação”, você estudará a orga-</p><p>nização de eventos recreativos e conhecerá diversos jogos e brincadeiras para atuação</p><p>profissional na área da recreação.</p><p>Caro(a) aluno(a), com essa disciplina e todo o conhecimento contido nela, estamos</p><p>dando mais um passo em direção à formação profissional em Educação Física. Espero</p><p>que, ao concluir seus estudos, você seja capaz de refletir acerca das temáticas abordadas</p><p>e atuar autonomamente em espaços formais e informais com a recreação.</p><p>Desejamos a você ótimos estudos!</p><p>APRESENTAÇÃO DO MATERIAL</p><p>6</p><p>UNIDADE 4</p><p>Da Teoria à Prática em Recreação</p><p>Recreador: Quem Sou? Como Atuar?</p><p>UNIDADE 3</p><p>Recreação: Brincando e Encantando em</p><p>Diferentes Espaços e com Diversas Populações</p><p>UNIDADE 2</p><p>Introdução ao Lazer e a Recreação</p><p>UNIDADE 1</p><p>SUMÁRIO</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . .</p><p>crianças, o espaço pode até parecer sombrio e ter efeitos negativos para os pequeninos,</p><p>influenciando em seus aspectos emocionais e psicomotores. Nesse sentido, a recreação</p><p>vem para positivar aspectos essenciais por meio do brincar e do brinquedo (WITTIZORE-</p><p>CKI; DAMICO; SCHAFF, 2012).</p><p>De acordo com Awad (2012, p. 237), a recreação irá “fornecer ao paciente a reto-</p><p>mada da alegria, a elevação da autoestima, superar traumas e aflições pessoais”, o que</p><p>torna o hospital um espaço mais humanizado.</p><p>Nesse espaço, geralmente o recreador atua como Clown (Figura 15) e, na maioria</p><p>das vezes, pode ser um trabalho voluntário. Pode-se utilizar de diferentes jogos e brinca-</p><p>deiras, assim como música, violão e mágicas.</p><p>40UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>FIGURA 15 - CLOWNS NO HOSPITAL</p><p>Fonte: Cenat cursos (2018).</p><p>4.7 Academias</p><p>A recreação em academias parte da ideia de “com ideias simples, com objetivos</p><p>bem definidos diretamente relacionados com o fato saúde, poderemos conseguir resul-</p><p>tados de forma prazerosa, tentando apagar a imagem de exercício feito por obrigação”</p><p>(OLIVEIRA, 2015, p. 247).</p><p>Nesse espaço, a recreação ocorre em maior evidência em eventos, como festa</p><p>junina, dia das bruxas, dia do amigo, noite do pijama com crianças (OLIVEIRA, 2015).</p><p>Além disso, a recreação pode ser utilizada nas aulas com as crianças, em alguns lugares</p><p>conhecidas como “personal kids” ou “turmas de kids”, com elas as brincadeiras teriam como</p><p>objetivo a prática do exercício físico de maneira lúdica e prazerosa.</p><p>FIGURA 16 - TURMA DE KIDS NA ACADEMIA</p><p>Fonte: Sportsjob (2018).</p><p>O recreador poderá usar o uniforme da empresa ou o que for direcionado a ele,</p><p>podendo trabalhar por horas/aula ou contrato mensal. O trabalho tem duração inferior às</p><p>demais, como exemplo, as aulas de “personal kids”, que tem duração máxima de 1h.</p><p>Aluno(a), neste tópico, então, vimos quantas possibilidades de espaços para atua-</p><p>ção com a recreação nós temos. E, isso não se esgota por aqui, podemos citar ainda</p><p>recreação em condomínios, em treinamento empresarial, na natureza e em acampamentos.</p><p>41UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>Você sabia que a recreação pode ser considerada um campo de atuação multiprofissional? Ou seja, pessoas</p><p>com diferentes formações podem atuar na área, como: profissionais da Educação Física, Pedagogia, Turis-</p><p>mo, Hotelaria, Teatro, Dança, entre outras.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Será que a recreação não seria uma nova perspectiva de campo de atuação para você? Essa é uma área que</p><p>sempre está em busca de novos profissionais! Por isso, pense um pouco fora da caixinha e vá explorar essa</p><p>oportunidade.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>42RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>UNIDADE 2</p><p>Querido(a) aluno(a), chegamos ao fim de mais uma unidade da nossa apostila de</p><p>Lazer e Recreação. No primeiro tópico abordado pudemos compreender como a recreação</p><p>acontece no ambiente formal, com foco na escola, em que a recreação durante a aula de</p><p>Educação Física, é praticada de maneira intencional, pode proporcionar aprendizagem e</p><p>reflexão aos alunos. A recreação pode ser utilizada também em contexto extracurricular e</p><p>de caráter interdisciplinar, em que ambos buscam a efetivação do ensino-aprendizagem.</p><p>Após compreender os aspectos voltados à recreação no ambiente formal, você, alu-</p><p>no(a), teve a possibilidade de conhecer características de grupos específicos para atuação</p><p>com a recreação. Destacamos que é necessário estar atento(a) às particularidades das faixas</p><p>etárias, para pensarmos o que pode ser aplicado na hora de organizarmos o planejamento</p><p>da recreação e atingirmos, com êxito, o nosso objetivo. Além disso, é necessário, aluno(a),</p><p>refletir a partir das variadas características apresentadas, com qual grupo você teria mais</p><p>afinidade para atuar. Lembrando que não é um trabalho fácil, porém muito prazeroso!</p><p>Por fim, o tópico 3 da unidade abordou em quais espaços não formais podemos</p><p>atuar e colocar em prática os conhecimentos adquiridos até aqui. Os recreadores que atuam</p><p>nesse campo podem ser contratados como freelancer ou registrados, por diversos períodos</p><p>de tempo. Também observamos que, embora sejam muitos lugares e muitas possibilidades,</p><p>cada um possui características próprias em que o recreador deve se identificar e gostar de</p><p>trabalhar. Caso contrário, o trabalho se tornará um fardo.</p><p>Concluímos mais uma etapa em busca de novos conhecimentos acerca da Recrea-</p><p>ção e Lazer. Vamos com ânimo para próxima unidade, pois nela você poderá se identificar</p><p>como futuro recreador.</p><p>Até mais!</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>43RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>UNIDADE 2</p><p>Gestão das colônias de férias</p><p>As colônias de férias surgem como uma forma de romper a tensão vivida no coti-</p><p>diano escolar, acontecendo, portanto, em período de férias escolares. Para que a colônia</p><p>aconteça é necessário um planejamento. Dessa forma, todos os eventos realizados devem</p><p>ser voltados a atrair toda a atenção do cliente.</p><p>Antes de mais nada, devemos primeiro compreender o que é um evento que,</p><p>segundo Simões (1995), é “um acontecimento criado para alterar a história da relação</p><p>organização-público, de acordo com as necessidades observadas” e que, de acordo com</p><p>Watt (2004), um bom evento depende de um bom gerenciamento.</p><p>Um bom projeto de colônia de férias pode ser oferecido por inúmeras empresas,</p><p>desde que essa ofereça espaços adequados para o desenvolvimento das atividades</p><p>propostas, ou seja, devem oferecer espaços com possibilidade para o ato de brincar. A</p><p>estruturação do projeto deve detalhar tudo o que se pretende fazer, incluindo estratégias,</p><p>cronogramas, recursos, custos etc.</p><p>Dessa forma, para que o resultado do evento seja positivo e aconteça com êxito,</p><p>é necessário pensar na prática e elaboração do projeto. Outro fator determinante é pensar</p><p>na programação das atividades que serão oferecidas. Especificamente para a colônia de</p><p>férias, podemos utilizar atividades de caráter esportivo e jogos de salão, devendo ser prio-</p><p>rizadas atividades como jogos em equipe, pois promovem socialização e integração.</p><p>Nesse sentido, a colônia de férias compreende vivência lúdico-recreativas, com</p><p>características multidisciplinares na elaboração das atividades propostas durante a progra-</p><p>mação e que é uma ótima opção voltada ao público de diversas faixas etárias.</p><p>Por fim, possuir conhecimento de um projeto de colônia de férias pode ser um fator</p><p>extremamente importante que determinará o sucesso ou fracasso do seu evento, pois sem</p><p>pensar detalhadamente em oportunidades, riscos, ameaças, recursos humanos capacita-</p><p>dos e treinados, tempo e espaço disponível, pode ser inviável implementar esse tipo de</p><p>evento. Assim, o profissional responsável, deve estar atento a todos os detalhes antes,</p><p>durante e após a colônia de férias.</p><p>Fonte: Holdefer; Gonçalves (2020).</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>44UNIDADE 2</p><p>MATERIAL COMPLEMENTAR</p><p>RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>FILME/VÍDEO</p><p>• Título: 3 dicas para trabalhar com recreação</p><p>• Ano: 2019</p><p>• Sinopse: Nesse vídeo o professor Me. Cleber Mena Leão Junior,</p><p>aborda algumas dicas destinadas ao profissional que está iniciando</p><p>a atuação na área de recreação.</p><p>• Link: https://www.youtube.com/watch?v=nTRXoNKsNiM</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Lazer e Recreação: repertório de atividades por fases da vida.</p><p>• Autor: Nelson Carvalho Marcellino.</p><p>• Editora: Papirus.</p><p>• Sinopse: O livro tem como objetivo principal trazer um repertório</p><p>de atividades pensadas e organizadas de acordo com as faixas</p><p>etárias, que serão úteis para os profissionais da área, fazendo</p><p>passagens pela infância, juventude, idade adulta e a terceira idade.</p><p>Essa organização leva em consideração a especificidade de cada</p><p>público, pensando nas relações e interesses de cada um. O livro</p><p>é</p><p>organizado em módulos, e que cada um é destinado a uma fase da</p><p>vida, contendo introdução e aspectos a serem considerados, além</p><p>de fichas com sugestões de atividades, porém, essas atividades não</p><p>são unicamente restritas à determinada faixa etária, ou seja, podem</p><p>ser utilizadas por outros grupos desde que passe por adaptações.</p><p>WEB</p><p>• O site do professor Me. Cleber Junior, traz inúmeras conteúdos</p><p>sobre recreação.</p><p>• Link: https://www.cleberjunior.com.br/</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Jogos, recreação e lazer.</p><p>• Autores: Elisandro Schultz Wittizorecki, Ismael Antônio Bacellar</p><p>Schaff, José Geraldo Soares Damico.</p><p>• Editora: Intersaberes</p><p>• Sinopse: O livro aborda a importância de contemplar o jogo na</p><p>agenda do projeto-político-pedagógico da sua instituição, em que o</p><p>jogo não é visto apenas como ferramenta, mas também como um</p><p>aspecto que contribui para o desenvolvimento da criança, já que o</p><p>jogar é uma das manifestações mais antigas da humanidade.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=nTRXoNKsNiM</p><p>https://www.cleberjunior.com.br/</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>Plano de Estudos</p><p>• Profissional da recreação: características e formação;</p><p>• Planejamento e a recreação: espontaneidade e comprometimento.</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>• Identificar as características e discutir a formação do profissional</p><p>da recreação;</p><p>• Conceituar o planejamento relacionando-o com a recreação,</p><p>associando à espontaneidade e ao comprometimento.</p><p>RECREADOR: RECREADOR:</p><p>QUEM SOU?QUEM SOU?</p><p>COMO ATUAR?COMO ATUAR?</p><p>UNIDADEUNIDADE3 Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>46RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno(a), bem-vindo(a) à unidade III da nossa apostila de Lazer e Recreação!</p><p>Após estudarmos definições, contextos históricos do lazer e da recreação, falar</p><p>sobre a recreação na escola, para grupos específicos e em diferentes espaços não formais,</p><p>chegamos ao momento de adentrarmos aos conhecimentos acerca das características do</p><p>profissional que atua com a recreação e discutir a formação desse sujeito.</p><p>Após isso iremos estabelecer relações acerca da presença do planejamento na recrea-</p><p>ção. Você pode estar se perguntando, mas a recreação não é tudo aquilo que diverte, envol-</p><p>vendo os sujeitos de forma ativa, a qual se manifesta de forma espontânea e com liberdade?</p><p>Sim, caro aluno(a), é isso mesmo! Mas para que seu evento tenha sucesso a or-</p><p>ganização prévia das ações é algo indispensável. Além disso, traremos relações entre a</p><p>espontaneidade e o comprometimento do profissional com a sua área de atuação.</p><p>Vamos em frente?</p><p>Ótimo estudo!</p><p>PROFISSIONAL DA RECREAÇÃO:</p><p>CARACTERÍSTICAS E FORMAÇÃO1</p><p>TÓPICO</p><p>47RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Aluno(a), vimos na unidade anterior que, além dos profissionais da Educação Físi-</p><p>ca, formados em outras áreas também podem atuar com a recreação. Mas você acha que</p><p>qualquer pessoa está apta a isso?</p><p>Certamente não! De acordo com Awad (2012), para ter êxito nessa área é preciso</p><p>que o recreador tenha certas habilidades que serão adquiridas com o passar dos anos por</p><p>meio da prática regular e contínua, em sua formação no ensino superior e na formação</p><p>continuada (cursos e minicursos na área, pós-graduação lato e stricto sensu). Além disso, é</p><p>preciso ainda que você traga de sua vida, “habilidades e cuidados que são construídos ao</p><p>longo da história de vida e personalidade de cada um” (AWAD, 2012, p. 32).</p><p>Veja bem, aluno(a), o mencionado por Awad (2012) é fato. Como exemplo para</p><p>isso temos a formação da recreadora chamada de Tia Pink (Prof. Bruna Solera), que nesse</p><p>momento tem sua própria empresa de recreação em festa infantil “Recreação Tia Pink e</p><p>Cia”, na cidade de Maringá-PR. No entanto, até chegar a esse momento, caminhos com</p><p>diversas experiências foram percorridos.</p><p>A primeira recreação que tive contato foi em um parque aquático chamado Ody</p><p>Park Resort Hotel, na cidade de Iguaraçu-PR. A convite de uma amiga, fui para esse espaço</p><p>na alta temporada (dezembro a fevereiro), e trabalhei com crianças de 4 a 6 anos. Nesse</p><p>momento, descobri que tinha afinidade com a área e que levava “jeito” com isso.</p><p>No próximo verão fui selecionada para ser recreadora no Costão do Santinho Re-</p><p>sort, em Florianópolis-SC. Quando comparado ao Ody Park, o Costão é gigante, com uma</p><p>demanda muito maior de crianças, assim como uma equipe que somava o triplo da equipe</p><p>48RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>da experiência anterior. Nesse local, trabalhei com crianças de 7 a 11 anos, e foi onde tive</p><p>a mais rica experiência em vivências, jogos, brincadeiras, disciplinas, postura, socialização.</p><p>Ao total atuei no hotel por 60 dias.</p><p>FIGURA 1 - EXPERIÊNCIA COSTÃO DO SANTINHO RESORT</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Após isso, já gostava muito mais da área, então fiz mais duas temporadas de verão</p><p>no Salto Bandeirantes, em Santa Fé-PR. É importante destacar que durante esses quatro</p><p>anos fui realizando cursos de extensão e especialização. No entanto, chegou um momento,</p><p>fim da graduação e início de um emprego mais formal, que limitou minha ida para hotéis</p><p>em alta temporada, pois as férias eram curtas. Com o objetivo de ter a recreação em minha</p><p>rotina durante todo ano, iniciei a Recreação Tia Pink e Cia, isso aconteceu no ano de 2016.</p><p>Então, aluno(a), de fato, o ser recreador é algo construído por experiências práticas</p><p>e teóricas (estas serão aprofundadas em seguida). Mas como saber se você é ou pode vir</p><p>a ser um bom profissional de recreação?</p><p>Awad (2012) traz algumas características e habilidades que o sujeito precisa ter</p><p>para contemplar as necessidades do mercado de recreação e lazer. Veja o quadro a seguir.</p><p>QUADRO 1 - CARACTERÍSTICAS E HABILIDADES DO RECREADOR</p><p>Você gosta de recreação</p><p>e lazer?</p><p>A melhor coisa que existe é sentir prazer naquilo que se faz, portan-</p><p>to, procure escolher a função mais compatível com a sua personali-</p><p>dade, para que possa desenvolvê-la corretamente.</p><p>Você se preocupa em</p><p>chegar sempre no</p><p>horário marcado?</p><p>Seja pontual: ninguém gosta de atrasos, portanto não deixe o outro</p><p>esperando, procure sempre chegar alguns minutos antes do horário</p><p>marcado.</p><p>Você é uma pessoa</p><p>atenciosa?</p><p>Procure escutar o que as pessoas lhe falam, suas sugestões, críti-</p><p>cas, elogios. Principalmente quando elas pensam diferente de você.</p><p>A divergência nos faz pensar e produzir mais.</p><p>Você se contenta com a</p><p>primeira ideia?</p><p>Nunca se contente com a primeira ideia que lhe ocorre, busque</p><p>sempre outras, para escolher a melhor.</p><p>49RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Você é curioso? Uma pessoa curiosa busca os porquês, as implicações, as causas,</p><p>desta forma acaba aprendendo mais e inovando em suas práticas.</p><p>Você tem iniciativa?</p><p>Não espere que o outro faça sua função por você, pequenas atitu-</p><p>des demonstram grande capacidade de achar soluções para gran-</p><p>des problemas.</p><p>Você tira conclusões</p><p>precipitadas em relação</p><p>às pessoas?</p><p>Procure rever os chavões criados acerca das pessoas, os “pré-con-</p><p>ceitos” formam uma antipatia gratuita e indesejada.</p><p>Você se considera uma</p><p>pessoa criativa?</p><p>Busque inovar, fazer coisas diferentes, seja dinâmico e audacioso,</p><p>faça suas ideias saírem do papel.</p><p>Você sabe</p><p>transmitir as</p><p>informações de forma</p><p>clara e objetiva?</p><p>Nada mais frustrante que uma pessoa que não consegue transmitir</p><p>as informações necessárias para o desenvolvimento de qualquer</p><p>atividade. O tom de voz, os gestos, as palavras escolhidas para falar</p><p>são imprescindíveis para uma comunicação clara e objetiva.</p><p>Você procura cuidar da</p><p>sua aparência pessoal?</p><p>A higiene é uma peça fundamental em qualquer área de atuação,</p><p>busque sempre estar arrumado, com os cabelos penteados, unhas</p><p>cortadas, perfumado, roupas passadas. Cuidar da higiene pessoal</p><p>deve ser um hábito diário.</p><p>Você se preocupa com</p><p>os resultados?</p><p>Não importa a função que você venha a exercer, procure desen-</p><p>volvê-la da melhor maneira possível, para colher bons resultados.</p><p>Independentemente dos resultados obtidos, reveja os pontos ne-</p><p>gativos e positivos. Numa próxima situação isso pode fazer a dife-</p><p>rença. Ao desenvolver o seu trabalho com sabedoria e eficácia, as</p><p>possibilidades de crescimento profissional serão maiores.</p><p>Você procura ser</p><p>educado?</p><p>Saber utilizar as “palavras mágicas” – com licença, por favor, muito</p><p>obrigado e desculpe – faz a diferença em qualquer ocasião.</p><p>Você se considera uma</p><p>pessoa alegre?</p><p>Pessoas que demonstram estar sempre de bem com a vida, sorriden-</p><p>tes, alegres, bem humoradas, sempre são bem vistas pelos colegas.</p><p>Você participa da vida</p><p>social do seu bairro,</p><p>trabalho ou mesmo da</p><p>sua família?</p><p>Procure participar de todos os acontecimentos que surjam em sua</p><p>vida. Participar é ser visto, e quem é visto é lembrado. Grandes</p><p>oportunidades de negócios e de vida decorrem de convívios sociais</p><p>e de lazer.</p><p>Você se considera uma</p><p>pessoa organizada no</p><p>seu trabalho e no seu</p><p>cotidiano?</p><p>A organização é fundamental para qualquer pessoa, seja no tra-</p><p>balho ou na vida. Ser uma pessoa organizada é criar métodos e</p><p>técnicas que oportunizem agir de forma clara, eficiente e objetiva na</p><p>realização de ações do dia a dia do trabalho, com isso, ganhando</p><p>tempo e minimizando esforços desnecessários.</p><p>Você copia as boas</p><p>ideias?</p><p>Reproduzir boas ideias significa maior chance de sucesso – contu-</p><p>do, não deixe de levar em consideração o tipo de homem, o tempo</p><p>e o espaço –, não tenha vergonha de copiar o que é bom, mas não</p><p>deixe de citar a fonte, isso é imprescindível e fundamental.</p><p>50RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Você planeja as suas</p><p>ações?</p><p>Planejar é antever tudo o que será feito no dia da atividade, aumen-</p><p>tando as possibilidades de sucesso e diminuindo as probabilidades</p><p>de falhas, perda de tempo e de dinheiro.</p><p>Você gosta de trabalhar</p><p>com pessoas?</p><p>Trabalhar com pessoas não é uma tarefa fácil pelas peculiaridades</p><p>de cada um, entretanto o bom profissional sabe trabalhar com as</p><p>diferenças e gosta de estar próximo das pessoas, independente-</p><p>mente de sua idade, cor, sexo, profissão, credo...</p><p>Você sabe trabalhar em</p><p>equipe?</p><p>Saber trabalhar em equipe demonstra maturidade, liderança e es-</p><p>pírito de companheirismo. Num grupo não há um vencedor ou um</p><p>perdedor, há vencedores e perdedores.</p><p>Você procura atualizar</p><p>os seus conhecimentos?</p><p>Busque com frequência revigorar os seus conhecimentos. Ir em</p><p>congressos, simpósios, debates, cursos, palestras, seminários e li-</p><p>teraturas específicas da área de recreação e lazer oportunizam re-</p><p>ver e complementar os seus conhecimentos. Outro fator de grande</p><p>importância é uma boa formação acadêmica.</p><p>Fonte: Awad (2012).</p><p>Quantos itens, não é mesmo? Se identificou com o mencionado no Quadro 1?</p><p>Gouvêa (1967) complementa dizendo que o recreador deve participar com alegria</p><p>no seu trabalho com a recreação, seja com crianças, jovens ou adultos. É preciso entusias-</p><p>mo e boa saúde. Ademais, é essencial o conhecimento de atividades, jogos, brincadeiras,</p><p>músicas e ter a habilidade para promovê-las de forma adequada ao grupo. É preciso ser</p><p>proativo, possuir um raciocínio rápido e percepção aguçada, pois a reação das crianças é,</p><p>em sua maioria, imprevisível.</p><p>Reparem que o exposto no parágrafo anterior e no Quadro 1 se refere ao próprio</p><p>sujeito, isso porque, de acordo com Gouvêa (1967, p. 219), “As experiências universais têm</p><p>demonstrado que a orientação das atividades recreativas e, portanto, a ação dos recreado-</p><p>res, é mais importante que instalações, equipamento e material adequado”. Assim, o sujeito</p><p>atuante necessita da formação profissional, como precisa desenvolver “uma base cultural e</p><p>conhecimentos teóricos e práticos que lhe garantam êxito na orientação” (GOUVÊA, 1967,</p><p>p. 219) do que se propõe a realizar na área da recreação.</p><p>Ao encontro do já dito, vamos explorar agora as questões relacionadas à formação</p><p>profissional, em específico para a atuação com a recreação.</p><p>Como sabemos, a recreação e lazer envolvem diversas áreas do conhecimento,</p><p>como já mencionado na unidade anterior, temos profissionais de Pedagogia, Turismo,</p><p>Hotelaria, Teatro, Dança e também Educação Física, ou seja, é uma área multidisciplinar.</p><p>51RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Historicamente, a Educação Física é a que mais vem desenvolvendo ações voltadas à</p><p>formação do profissional.</p><p>Caro(a) aluno(a), apenas um adendo para continuarmos: é importante destacar que</p><p>o profissional que atua nessa área não precisa, necessariamente, possuir uma graduação</p><p>completa, porém a formação universitária contribui muito para sua qualificação profissional</p><p>e melhora no desempenho.</p><p>Seguindo, no Brasil, na década de 60, foi aprovada a resolução n. 69, de 6/11/1969,</p><p>em que a recreação (utilizava-se apenas esse termo) passou a fazer parte como uma dis-</p><p>ciplina do currículo dos cursos de graduação em Educação Física. Mais tarde, na década</p><p>de 90, adotou-se a associação entre os termos recreação e lazer, sendo que ainda era</p><p>possível encontrar divergência nas nomenclaturas.</p><p>A prova de que a Educação Física ainda possui presença significativa na área é</p><p>a realização de grandes eventos científicos que são renomados nacionalmente, como o</p><p>Encontro Nacional de Recreação e Lazer (ENAREL) e o Congresso Brasileiro de Ciências</p><p>do Esporte (CONBRACE) que têm ampla participação de estudantes e profissionais que</p><p>estudam a temática recreação.</p><p>Mas, afinal, como esses conteúdos são desenvolvidos nos currículos da Educação</p><p>Física das instituições de ensino superior? A definição específica de uma disciplina, bem</p><p>como a ementa, conteúdo programático, carga horária podem ou não ser iguais para todas</p><p>as instituições (ISAYAMA, 2002).</p><p>No Brasil, de acordo com Inácio e Filho (2017), existem mais de 1.400 cursos</p><p>de Educação Física, e por tal motivo são encontrados vários nomes para disciplinas que</p><p>tratam a temática recreação e lazer, como, por exemplo, “teorias do lazer e recreação”,</p><p>“metodologia do lazer e da recreação”, “recreação e ludicidade”, “teorias dos jogos” entre</p><p>outros. Geralmente, essas disciplinas são ofertadas com maior frequência entre o primeiro</p><p>e quarto semestre.</p><p>Além dessas disciplinas que possuem relação direta com a recreação e lazer,</p><p>outras também podem auxiliar na formação do profissional, como, por exemplo, aprendiza-</p><p>gem e desenvolvimento motor, educação física adaptada, educação física infantil, Jogos,</p><p>Brinquedos e Brincadeiras, Lúdico e Educação, que trazem conhecimentos que podem ser</p><p>aplicados na prática.</p><p>52RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Durante o processo de graduação, também podem ser encontrados grupos de</p><p>estudos e pesquisas que podem contribuir para a formação do profissional de recreação.</p><p>Ao longo desse processo é possível que o aluno também participe de eventos científicos e</p><p>encontre muitos cursos de formação voltados a diferentes contextos da recreação.</p><p>Após formado, o profissional que procura se aprofundar na área pode encontrar</p><p>opções de cursos e especializações que são oferecidas por diversas instituições que são</p><p>localizadas por vários estados do Brasil. Também podemos encontrar pós-graduação Stric-</p><p>to Sensu no exterior. Para conferir outras informações, quais as instituições que fornecem</p><p>tais serviços, o site “Clube do Recreador” pode ajudar você.</p><p>Mesmo com toda a formação, o profissional precisa estar colocando constantemen-</p><p>te esses aprendizados em prática, pois a vivência é indispensável para o aperfeiçoamento</p><p>de sua atuação. Além disso, é necessário estar sempre em formação contínua, buscando</p><p>novos conhecimentos, pois o mercado de lazer e recreação é amplo e cresce a cada dia.</p><p>Você sabia que na maioria dos locais onde se atua com a recreação, o recreador é chamado de “tio(a)”?</p><p>Pois é, isso é verdade. Cada tio ou tia possui um nome, que geralmente é uma versão divertida do seu pró-</p><p>prio nome, apelido ou relacionado a algo com que você se identifica. Por exemplo, eu me chamo Pollyana,</p><p>meu nome na recreação é Tia Pompom.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>PLANEJAMENTO E A RECREAÇÃO:</p><p>ESPONTANEIDADE E</p><p>COMPROMETIMENTO2</p><p>TÓPICO</p><p>53RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Mas por que planejar uma atividade espontânea?</p><p>Qual sua resposta a isso, aluno(a)?</p><p>Para respondermos a tais inquietudes, precisamos, primeiro, descobrir o que sig-</p><p>nifica o planejamento. De acordo com Gandin (1986, p. 18-19), “planejar é transformar a</p><p>realidade numa direção escolhida”, “planejar é organizar a própria ação”, “planejar é dar</p><p>clareza e precisão à própria ação”. Sendo assim, planejamento é processo de organização</p><p>prévia das ações que se pretende efetivar.</p><p>Para realizar esse planejamento, segundo Gandin (1986, p. 20), temos que respon-</p><p>der a três perguntas:</p><p>01. O que queremos alcançar?</p><p>02. A que distância estamos daquilo que queremos alcançar?</p><p>03. O que faremos concretamente para atingir o objetivado?</p><p>Pense sobre isso e, em seguida, vamos responder tais questões:</p><p>01. Para essa resposta devemos refletir sobre o objetivo da nossa recreação. Por</p><p>exemplo: proporcionar, por meio da recreação, divertimento a todas as crianças</p><p>de forma segura.</p><p>02. Para responder essa questão, precisamos analisar a realidade e fazer um</p><p>julgamento dela. Por exemplo: precisamos saber a quantidade de crianças, ida-</p><p>de, espaço disponível, quais as características de brincadeiras são permitidas</p><p>(brincadeiras que sujam? Que molham?).</p><p>54RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>03. E, por fim, o que faremos? Neste momento fazemos a programação conside-</p><p>rando as respostas anteriores. Vamos agir na direção do estabelecido.</p><p>Na próxima unidade iremos estruturar uma programação para recreação. Fique</p><p>atento(a)!</p><p>Seguindo, o fato de planejar não limita as questões imbricadas na recreação, como</p><p>a espontaneidade, pelo contrário, maximiza a diversão, pois se tem uma organização pré-</p><p>via pronta para ser executada, que foi estruturada pensando em todas as possibilidades e</p><p>objetivo do evento ou dia.</p><p>Solera et al. (2019) realizou uma pesquisa com 14 recreadores atuantes na área de</p><p>recreação de um município do norte do Paraná - Brasil, na qual perguntou a eles como viam</p><p>a questão do planejamento em sua prática com a recreação, e 100% dos participantes afir-</p><p>maram ser essa organização importante. Em específico os sujeitos mencionaram motivos</p><p>para tal resposta, veja que o planejamento</p><p>[...] auxilia para a maioria dos sujeitos (35,7%) na organização da recreação,</p><p>7,1% acreditam que o planejamento contribui com a praticidade, com diminuição</p><p>de erros (7,1%), antecipação de situações (7,1%), sucesso do evento (7,1%), di-</p><p>minuição de imprevistos (7,1%), permite flexibilidade (7,1%), atingir os objetivos</p><p>do cliente (7,1%) e 14,3% citaram ser o planejamento de extrema importância,</p><p>sem ressaltar um aspecto em específico (SOLERA et al., 2019, p. 85).</p><p>Aluno(a), com isso foi possível constatar que o planejamento é algo necessário</p><p>para o sucesso geral da atuação com a recreação. Além dos motivos mencionados, ele</p><p>contribui com a visão de comprometimento do profissional com seu trabalho e reflete na</p><p>satisfação de seus clientes (tanto crianças como seus responsáveis).</p><p>Para você, como recreador, a próxima recreação pode ser apenas mais um evento,</p><p>para a criança pode ser a realização de um sonho, como, por exemplo, a criança que</p><p>sempre quis ter em sua festa de aniversário uma equipe proporcionando atividades legais.</p><p>Trabalhamos com muito mais que o brincar, às vezes lidamos com os sonhos das crianças,</p><p>algo maior, como citado. E sim, aluno(a), isso, de fato, acontece. Em nossa experiência</p><p>com a recreação em festa infantil, diversas vezes, as mães nos contactam dizendo que</p><p>seu(a) filho(a) está ansioso(a) pela chegada da equipe de recreação. Então, deve-se levar</p><p>a sério a tarefa do brincar, efetivando-a com comprometimento.</p><p>Esse comprometimento perpassa também pela segurança das crianças, no caso</p><p>dos grandes hotéis, nos quais os pais deixam seus filhos com os recreadores o dia todo.</p><p>O recreador deve ter atenção e cuidado com todas as crianças, não podemos “perdê-las”!</p><p>55RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Com isso, ainda é possível ressaltar a importância do planejamento estar adequado ao</p><p>espaço físico e quantidade de crianças envolvidas.</p><p>Aluno(a), vimos o quão importante o planejamento e comprometimento profissional</p><p>são para o sucesso com a recreação. Mas como vamos efetivar esse planejamento? Como</p><p>podemos materializá-lo? Veja em seguida um exemplo de quadro que pode ser utilizado</p><p>para sua organização durante as recreações.</p><p>FIGURA 2 - QUADRO PARA ORGANIZAÇÃO DA RECREAÇÃO EM FESTA INFANTIL DA</p><p>“RECREAÇÃO TIA PINK E CIA.”</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>O preenchimento do quadro 2 é simples e, sem dúvidas, você, em sua atuação</p><p>como recreador(a), conseguirá utilizá-lo. Na Unidade IV vamos explicar detalhadamente</p><p>como organizar uma recreação.</p><p>56RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Em 2020, foi divulgado o relatório Jobs of Tomorrow: Mapping Opportunity in the New Economy, pelo</p><p>Fórum Econômico Mundial, que elenca profissões emergentes. Foram 96 empregos divididos em 7 grupos.</p><p>No grupo de profissão da saúde, a Recreação se encontra em 8º lugar, como sendo uma das profissões do</p><p>futuro. Se tudo se mantiver conforme o planejado, a expectativa é de que esses profissionais proporcionem</p><p>1,7 milhão de novos empregos em 2020 — e esse número terá um aumento significativo de 51% para 2,4</p><p>milhões de oportunidades até 2022 no mundo todo.</p><p>Fonte: Ratchev, Leopold e Zahidi (2020).</p><p>“A relação de planejamento e recreação ainda é bastante fragilizada, sendo necessário mais investimento</p><p>acadêmico da área para o fortalecimento dessa relação” (SOLERA et al., 2019, p. 86).</p><p>Sendo assim, nós, como profissionais da área, devemos nos atentar a tal demanda, e contribuir com a</p><p>valorização do recreador frente a sua atuação de qualidade e com comprometimento.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>57RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Caro(a) aluno(a), no primeiro tópico desta unidade foi abordado a respeito do profis-</p><p>sional da recreação, bem como suas características e formações. Trabalhar com recreação</p><p>exige habilidades e personalidade específicas e não é tarefa fácil, como muitos imaginam.</p><p>Para se tornar um recreador de sucesso, requer uma longa caminhada de vivências</p><p>práticas e teóricas, além de certas habilidades (que podem se aprimorar cada vez mais, confor-</p><p>me você exerce uma prática contínua). Mas onde podemos encontrar essa formação teórica?</p><p>Bem, não há necessidade do profissional possuir uma formação completa no ensino superior,</p><p>porém esse é um diferencial que contribuirá com a qualificação profissional. Após formado,</p><p>é possível ainda participar de cursos e congressos que sempre trarão novos conhecimentos.</p><p>Por fim, no último tópico, aprendemos qual a importância do planejar e suas relações</p><p>com a espontaneidade e comprometimento do profissional. Planejar significa organizar a</p><p>ação que se pretende efetivar. Lembremos que planejar não descaracteriza a recreação,</p><p>mas é uma possibilidade de garantir a diversão, já que tudo foi pensado anteriormente,</p><p>evitando imprevistos e erros, permitindo, assim, o sucesso do evento, de modo a atingir os</p><p>objetivos tanto do cliente (responsáveis</p><p>e crianças) quanto do recreador.</p><p>A realização do planejamento também demonstra um comprometimento do recrea-</p><p>dor, pois a recreação, muitas vezes, trabalha com realizações de sonhos, devendo, então,</p><p>ser levada a sério a tarefa do brincar, sempre lembrando da questão da segurança de</p><p>todos, principalmente daqueles que estão sob nossa responsabilidade.</p><p>Aluno(a), chegamos ao fim de mais uma unidade da apostila de Lazer e Recreação</p><p>e assim nos aproximamos de seu fim. Esperamos que, após compreender os aspectos</p><p>abordados na Unidade III, você consiga identificar se essa é uma área que você tem ou não</p><p>perfil para atuar.</p><p>Até mais!</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>58RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Como me aproximar das crianças?</p><p>Como estamos falando de recreador, uma das características é conseguir atrair</p><p>o público durante a recreação. Assim, quando você é contratado para um evento que já</p><p>realizou antes, e você já conhece as crianças, é possível saber o que elas gostam e como</p><p>aceitam as atividades propostas. Porém, quando não conhecemos o evento, nem uma</p><p>criança, o que devemos fazer?</p><p>O professor Cleber Junior Mena Leão explica algumas técnicas que são chama-</p><p>das de “rapport”, uma palavra de origem francesa e que não temos tradução na língua</p><p>portuguesa. Criar o Rapport é entendido como ganhar confiança, estabelecer harmonia</p><p>e cooperação em uma relação. Isso é o que o profissional precisar para aproximar as</p><p>pessoas desconhecidas e tornar o evento agradável e divertido.</p><p>Os benefícios da técnica se dão por alguns aspectos, como por ser uma maneira</p><p>rápida e eficiente de gerar confiança, aumentar as relações interpessoais, aprimorar o</p><p>relacionamento, entre outros.</p><p>Para utilizar essa técnica, existem alguns elementos que precisamos usar, são eles:</p><p>• Ser sorridente: é a chave do Rapport. Assim, por mais que o recreador esteja</p><p>sentindo medo, apreensivo, irritado ou nervoso com a situação, deve-se manter</p><p>sempre sorridente, pois recreação é alegria, brincadeira e diversão.</p><p>• Ser otimista: transmita confiança e demonstre que está no poder da situação.</p><p>Um recreador seguro do que está propondo para a criança consegue fortalecer</p><p>e ter o aceite por parte dela. Se não houver segurança, certamente as pessoas</p><p>poderão não topar participar das atividades.</p><p>• Trate o outro pelo nome: se possível, memorize o nome das crianças ou, no mínimo,</p><p>das pessoas-chave, como o aniversariante, os melhores amigos, pais/responsáveis,</p><p>e também das pessoas que estão mais resistindo em não participar. Isso faz uma</p><p>grande diferença, quando estamos falando de passar confiança ao próximo.</p><p>• Tenha paciência: saiba ouvir, pois quando alguém fala é porque quer ser escu-</p><p>tado. Nesse caso, converse com elas, pois pode ser que no momento você é o</p><p>único que está dando atenção para aquilo que ela quer compartilhar.</p><p>Isso gera aproximação. Mas, como colocar isso em prática? Você pode, primeiro,</p><p>se espelhar em algum comportamento da criança, porém isso deve ser feito com sutileza e</p><p>discrição para que não acabe irritando a criança.</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>59RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>Vamos aos exemplos práticos:</p><p>• Movimentos corporais: escolha um movimento que a criança use constante-</p><p>mente e espelhe. Se a pessoa estiver gesticulando muito com os braços, no</p><p>momento que você voltar a falar repita os mesmos movimentos.</p><p>• Voz: iguale a tonalidade, volume, ritmo, velocidade etc.</p><p>• Palavras: use as palavras que ela usa ou/e que coloca ênfase, use também</p><p>seus termos preferidos, mesmo que estejam errados, mas é o que interessa para</p><p>a criança. Exemplo: “tipo”, “né”, gírias que as crianças sempre utilizam.</p><p>• Expressões Faciais: levantar sobrancelhas, apertar os lábios, enrugar o nariz e</p><p>concordar mexendo a cabeça enquanto a pessoa fala.</p><p>• Posição: fixe seu olhar na mesma altura dos olhos da criança. Ou seja, se for</p><p>necessário você se agachar, agache. Nesse momento você está comunicando</p><p>que está no mesmo nível dela.</p><p>• Assunto: se for em uma festa de aniversário que o tema é Batman, certamente</p><p>o aniversariante gosta do Batman. Uma ótima aproximação é falar com ele sobre</p><p>o Batman.</p><p>Essas são algumas formas de espelhamentos possíveis para serem utilizadas,</p><p>certamente há várias outras. Ressaltamos que sempre faça o espelhamento de forma sutil,</p><p>para que, assim, a técnica se torne eficaz.</p><p>Fonte: Leão Junior (2018).</p><p>60RECREADOR: QUEM SOU? COMO ATUAR?UNIDADE 3</p><p>MATERIAL COMPLEMENTAR</p><p>FILME/VÍDEO</p><p>• Título: O perfil do profissional de Recreação na visão do contratante</p><p>• Ano: 2016</p><p>• Sinopse: O vídeo realizado durante o 1º Congresso Online de</p><p>Recreação e Áreas Afins (CONRECRE) e promovido e disponível</p><p>no canal do Centro de Estudo do Lazer, Ludicidade, Educação, In-</p><p>tegração, Recreação e Ócio (CELLEIRO), traz uma entrevista muito</p><p>interessante e importante sobre o perfil do profissional de recreação</p><p>na visão de empresários que buscam contratar esse serviço. Ao de-</p><p>correr da entrevista foi pontuada quais habilidades, características e</p><p>diferenciais que eles buscam e valorizam ao contratar o profissional</p><p>• Link: https://www.youtube.com/watch?v=6ElM67YSINI</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Monitor de Recreação: formação profissional</p><p>• Autor: Robson Mian</p><p>• Editora: Texto Novo</p><p>• Sinopse: O livro é destinado aos atuais e futuros profissionais da</p><p>área, que buscam aperfeiçoar a formação. Pode também ser utili-</p><p>zado por professores e alunos de inúmeros outros cursos, especial-</p><p>mente os de nível Médio, Técnico, Profissionalizante, Graduação e</p><p>Pós-Graduação. O objetivo do autor foi fazer do livro um referencial</p><p>inovador na área e uma fonte útil e necessária a todos os que buscam</p><p>conhecimentos sobre esse setor profissional. Para isso, somou à sua</p><p>experiência de professor e de monitor de recreação o que encontrou</p><p>de mais interessante publicado em artigos, livros e revistas, e adicio-</p><p>nou os relatos e experiências de vários outros profissionais.</p><p>WEB</p><p>• O site aborda conteúdos sobre recreação, além de trazer opções</p><p>de lugares que podem fornecer especializações, Mestrado e Dou-</p><p>torado na área.</p><p>• Link: https://www.clubedosrecreadores.com/sr-pos-graduacoes.php</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=6ElM67YSINI</p><p>https://www.clubedosrecreadores.com/sr-pos-graduacoes.php</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>Plano de Estudos</p><p>• Organização de eventos recreativos: e agora o que fazer?;</p><p>• Jogos e brincadeiras para a prática do recreador.</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>• Estudar a organização de eventos recreativos;</p><p>• Conhecer jogos e brincadeiras para a prática do recreador.</p><p>DA TEORIA À DA TEORIA À</p><p>PRÁTICA EM PRÁTICA EM</p><p>RECREAÇÃORECREAÇÃO</p><p>UNIDADEUNIDADE4 Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>62DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à nossa última unidade, a unidade IV da apostila</p><p>de Lazer e Recreação, chamada de “Da Teoria à Prática em Recreação”. Neste momento</p><p>você terá contato com dois tópicos, sendo eles a organização de eventos recreativos e</p><p>variados jogos e brincadeiras para a prática do recreador.</p><p>Ao estudarmos a organização de eventos recreativos você terá a oportunidade de</p><p>verificar e entender o passo</p><p>a passo e algumas dicas de como se organizar uma recreação,</p><p>desde o planejamento ao dia da festa.</p><p>Em seguida, no segundo tópico, referente a jogos e brincadeiras, traremos para</p><p>você várias opções de jogos e brincadeiras, sendo eles tradicionais, diferenciados, com</p><p>personagens… para enriquecer sua bagagem.</p><p>Sendo assim, fique atento(a) a cada detalhe.</p><p>Vamos em frente, rumo à organização e variação das práticas recreativas.</p><p>Ótimo estudo!</p><p>ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS</p><p>RECREATIVOS: E AGORA O</p><p>QUE FAZER?1</p><p>TÓPICO</p><p>63DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Aluno(a), neste tópico você terá contato com vários apontamentos que fazem parte</p><p>da organização de uma recreação, apontamentos estes que te auxiliarão em possíveis</p><p>eventos durante sua atuação profissional.</p><p>É importante ressaltar que, de acordo com o local em que se vai recrear, você irá</p><p>se deparar com uma rotina, normas, horários, públicos variados, mas o que permanece</p><p>como essência é a programação, pois em todas há necessidade de elaboração desta com</p><p>antecedência (caso você queira ter um evento de sucesso).</p><p>O planejamento pode ser realizado para o ano todo, para a temporada de verão ou</p><p>inverno, para o mês, para a semana e para o dia. Vamos focar em aspectos para organização se-</p><p>manal, citando especificamente a recreação em hotéis, e para dia, referindo-nos a festas infantis.</p><p>Para isso, dividiremos o conteúdo em dois tópicos, antes da recreação e durante a recreação.</p><p>1.1 Antes da Recreação</p><p>O planejamento deve ser realizado antes da recreação, ele pode envolver um</p><p>grupo de recreadores, os responsáveis pelas faixas etárias ou coordenadores da empresa</p><p>de recreação. Essa responsabilidade varia de acordo com o local em que se está atuando.</p><p>Sendo assim, para isso devemos considerar os itens que seguem:</p><p>• Quantidade e idade dos sujeitos: os participantes serão divididos por faixa etá-</p><p>ria? Quantas crianças, adolescentes, adultos e idosos teremos em cada grupo?</p><p>Qual a idade de todos eles?</p><p>• Espaço disponível: qual espaço poderá ser usado para as atividades que serão</p><p>realizadas? Por exemplo: piscina, campo, quadra, corredores do hotel, o quintal</p><p>de uma casa…</p><p>• Materiais necessários: quais materiais serão usados durante a recreação?</p><p>Quais materiais estão disponíveis para uso no hotel? Quais materiais estão dis-</p><p>64DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>poníveis na empresa de recreação em festa infantil? *É importante observar que</p><p>em ambos os espaços sempre há a necessidade de adquirir novos materiais.</p><p>• Equipe de recreadores: quantos recreadores serão necessários para o dia ou</p><p>evento? Quantos recreadores estão disponíveis? Há necessidade de habilidades</p><p>específicas? Apenas tios? Apenas tias?</p><p>• Características das brincadeiras: quais tipos de brincadeiras são permitidas?</p><p>Pode-se utilizar de brincadeiras com água? Brincadeiras que envolvem materiais</p><p>que sujam ou mancham (pó colorido, tinta guache).</p><p>• Especificidades dos sujeitos: no grupo possui algum sujeito com deficiência?</p><p>Qual? Algum participante tem alguma condição diferente? Há necessidade de</p><p>cuidados especiais?</p><p>Tendo todas essas informações definidas, você poderá montar sua programação.</p><p>Em hotéis, a programação varia de acordo com o pacote fechado no local pelos</p><p>clientes, em sua maioria são de uma semana. Sendo assim, durante a semana, as ativida-</p><p>des não poderão se repetir.</p><p>Além disso, a programação acontece durante todo o dia, tendo, geralmente, inter-</p><p>valo para almoço e jantar. Aluno(a), essa organização interna também é variável. É impor-</p><p>tante adicionar em sua programação atividades mais calmas após o almoço, atividades em</p><p>espaço com sombra ou fechados em horários em que o sol está muito forte.</p><p>Em hotéis há brincadeiras noturnas, que, como o nome já diz, acontecem durante</p><p>a noite e têm, geralmente, duração de 1h a 1h30min. Dependendo da faixa etária, pode-se</p><p>utilizar brincadeiras de terror. Já no caso de adultos e idosos poderiam ser festas. A seguir</p><p>encontra-se um exemplo de programação para crianças.</p><p>QUADRO 1 - EXEMPLO DE ESQUEMA PARA PROGRAMAÇÃO DE RECREAÇÃO EM HOTÉIS</p><p>Horário Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.</p><p>9h</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>Encontro</p><p>crianças</p><p>café da</p><p>manhã</p><p>10h Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I Atividade I</p><p>11h Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II Atividade II</p><p>12h Almoço</p><p>14h</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>Atividade</p><p>III</p><p>15h</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>Atividade</p><p>IV</p><p>16h</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>Café da</p><p>tarde</p><p>17h Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V Atividade V</p><p>18h às</p><p>20h</p><p>Intervalo</p><p>65DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>20h Jantar</p><p>21h</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Brincadeira</p><p>Noturna</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Aluno(a), os horários de almoço e jantar podem ser com as crianças ou não, depen-</p><p>de da regra do hotel, já o café da tarde geralmente acontece junto com os tios, e o horário</p><p>de intervalo é o momento em que o recreador se prepara para a noite. Veja o próximo tópico</p><p>desta unidade e tente montar uma programação.</p><p>Uma opção para os horários de almoço e jantar é criar temas, por exemplo, almoço</p><p>do cabelo maluco, jantar do avesso (as crianças irão ao jantar com a roupa no lado avesso).</p><p>O que você achou da recreação em hotéis? É maravilhosa, não é? Apesar de apa-</p><p>rentar ser cansativa, é extremamente gratificante e divertida.</p><p>Agora vamos falar da recreação em festa infantil. Diferente da prática recreativa</p><p>em hotéis, nas festas, nós temos tempo limitado para brincar, sendo assim, a programação</p><p>de cada festa deve sempre possuir algo novo, uma brincadeira diferente, um personagem,</p><p>diferentes formas de interação. Então, o planejamento deve ser minuciosamente elaborado,</p><p>considerando os itens que já mencionamos.</p><p>Verifique qual horário o responsável pela festa planejou para cantar os parabéns.</p><p>É sempre interessante deixar brincadeiras que sujam as crianças para depois dessa parte.</p><p>Segue o modelo de programação preenchido utilizado pela Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>FIGURA 1 - MODELO DE PROGRAMAÇÃO PARA RECREAÇÃO EM FESTA INFANTIL.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>66DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Então, aluno(a), além do exposto, você pode sempre incluir em sua organização</p><p>uma atividade extra como forma de ter uma carta na manga em casos de imprevistos.</p><p>Sendo assim, encerramos as ações realizadas antes da recreação e partiremos</p><p>para as ações planejadas durante a recreação.</p><p>1.2 Durante a Recreação</p><p>Durante a recreação, busca-se efetivar o planejado na etapa anterior. Para isso, in-</p><p>dependentemente do espaço, deve-se manter a postura profissional, estar sempre alegre e</p><p>disposto(a). Gouvêa (1967) menciona que brincar junto com as crianças torna a brincadeira</p><p>ou jogo motivante. Faça isso, mas, ao mesmo tempo, fique atento(a) a tudo que acontece.</p><p>Ao chegar no evento, no caso da recreação em festa infantil, você deve observar o</p><p>espaço disponível, conferir as condições de segurança, organizar seus materiais e iniciar</p><p>a festa. Conte o número de crianças, isso é essencial para evitar problemas. Sempre que</p><p>possível refaça essa contagem. Isso se aplica também na recreação em hotéis, onde se</p><p>tem um fluxo grande de crianças participando das atividades. Se possível, marque com</p><p>pulseira as crianças envolvidas e anote em seu caderno caso alguém tenha que sair.</p><p>Mantenha uma dinâmica com a sua equipe, distribuindo funções, como exemplo:</p><p>um recreador irá organizar os materiais das brincadeiras enquanto o</p><p>outro a explica. Nos</p><p>horários de refeição, se preciso, auxilie as crianças. Sente-se no local determinado para a</p><p>equipe de recreação.</p><p>Apesar do planejamento, imprevistos podem acontecer, como chuva, a brincadeira</p><p>não dar certo, as crianças se cansarem antes do horário planejado, então atue com agilidade</p><p>e resolva a situação naturalmente, de forma que não seja percebida a mudança (se possível).</p><p>Agora vamos conferir os jogos e brincadeiras para sua atuação com a recreação.</p><p>JOGOS E BRINCADEIRAS</p><p>PARA A PRÁTICA DO</p><p>RECREADOR2</p><p>TÓPICO</p><p>67DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Olá, aluno(a). Enfim chegamos ao último tópico da nossa apostila de Lazer e Re-</p><p>creação, aqui vamos conhecer algumas das atividades que você, como recreador(a), pode</p><p>utilizar. Para isso dividimos os jogos e brincadeiras por faixas etárias, sendo elas: 3 a 6</p><p>anos; 7 a 11 anos; adolescentes; adultos e idosos.</p><p>Antes de conhecermos algumas opções de brincadeiras, seguem algumas dicas</p><p>para garantir o êxito nas atividades propostas: sempre dê prioridade para as atividades</p><p>que envolvam todos os participantes. Além disso, evite filas nas atividades, pois isso pode</p><p>causar distração e bagunça. Valorize o trabalho em equipe e a cooperação do grupo.</p><p>Vamos conferir as atividades?</p><p>2.1 De 3 a 6 anos</p><p>FIGURA 2 - CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS</p><p>Fonte: Shutterstock l 284498453</p><p>68DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Nome: Poção Mágica.</p><p>Materiais utilizados: 5 ingredientes, balde, chocolate (brigadeiro), colher descar-</p><p>tável e roupa de bruxinha.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Uma bruxinha caiu no aniversário (no caso, o recreador deve</p><p>adaptar para o evento em que está sendo realizada a atividade, por exemplo, colônia de</p><p>férias, confraternização de empresa etc.) e precisa da ajuda das crianças para encontrar os</p><p>ingredientes para sua poção mágica. Então, um(a) recreador(a) será a bruxinha e outro(a)</p><p>recreador(a) auxiliará na condução da brincadeira. A bruxinha deve ir pedindo os ingredien-</p><p>tes para as crianças (os ingredientes estarão escondidos). Crie nome para os ingredientes</p><p>que sejam atrativos e diferentes, por exemplo, cérebro de minhoca, paçoca de barata…</p><p>Quando as crianças trouxerem todos os ingredientes, com as palavras mágicas a</p><p>poção se transforma em chocolate. Recreador(a), deixe dentro do seu balde (o caldeirão)</p><p>uma vasilha tampada com brigadeiro, assim, após a mágica, você a abre e com a colher</p><p>oferece a poção para as crianças experimentarem.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Pega-pega mágico.</p><p>Materiais utilizados: Confete, varinha e copos.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Pega-pega com uma varinha mágica, em que quem é pego é</p><p>congelado. Para salvar, as crianças devem jogar o pó mágico (confete) sobre os amigos.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Procurando as sete cores do arco-íris.</p><p>Materiais utilizados: Sete cores de tinta guache e cartolina ou papel craft.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Uma busca por sete cores do arco-íris. Os potinhos de tinta estarão</p><p>escondidos. Ao encontrá-las, as crianças devem pintar a cor com o dedo em uma cartolina.</p><p>Ao final será formado um arco-íris gigante.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Continue o desenho.</p><p>Materiais utilizados: Sulfite e lápis de cor.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>69DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Como brincar? Um sulfite e lápis serão entregues à primeira pessoa do banco da</p><p>frente de cada equipe, que deverá iniciar um desenho. O primeiro jogador fará o desenho, só</p><p>que, num tempo mínimo, o(a) recreador(a) pede que passe para o próximo jogador, até chegar</p><p>ao último do grupo. O recreador apresentará posteriormente o desenho realizado pelo grupo.</p><p>Fonte: Silva (2015).</p><p>Nome: Senhor sapão</p><p>Materiais utilizados: Nenhum.</p><p>Local: Piscina.</p><p>Como brincar? Uma criança será o “senhor sapão” e ficará posicionada de costas</p><p>para as demais crianças a cerca de cinco metros de distância delas. O grupo de crianças</p><p>deve dizer bem alto “Senhor Sapão, que horas são?” o senhor sapão responde: “3 horas”,</p><p>as demais crianças então darão três passos para frente. O senhor sapão pode escolher</p><p>até o máximo de 10h, assim as crianças dariam 10 passos. Quando o senhor sapão dizer</p><p>“meia-noite” todas as crianças devem fugir e o senhor sapão tentará pegá-las. Quem for</p><p>pego será o senhor sapão na próxima rodada.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>2.2 De 7 a 11 anos</p><p>FIGURA 3 - CRIANÇAS DE 7 A 11 ANOS</p><p>Fonte: Shutterstock l 1712657539</p><p>Nome: Vírus.</p><p>Materiais utilizados: 8 cores de tinta guache e papel.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto. Essa brincadeira faz</p><p>bastante sujeira, portanto, priorize os espaços abertos.</p><p>70DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Como brincar? 7 cores serão escondidas pelo espaço. A criança deve achá-las,</p><p>mas deve, também, fugir do vírus que tentará borrar sua sequência de cores (pode pedir</p><p>para a criança realizar no braço ou em algum papel) com a tinta preta. Para se salvar do</p><p>vírus (como uma forma de pique), elas podem fazer a dança do besouro (você pode esco-</p><p>lher um movimento engraçado, como se deitar de barriga para cima e balançar os braços</p><p>e as pernas). Caso o vírus consiga pegá-la, a criança precisa refazer a sequência de cores</p><p>desde o início, ou seja, procurar todas as cores novamente.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Explosão da mina.</p><p>Materiais utilizados: Duas bombas e dois fósforos (obs.: esses materiais devem</p><p>ser somente para representação, para a segurança dos participantes), tinta facial, papel</p><p>craft, canetas e estalinhos.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Dois reinos esconderam em seu campo de guerra a bomba e</p><p>fósforo. A missão é encontrá-los. Para isso, cada equipe desenhará um mapa com três</p><p>possíveis locais onde a bomba e o fósforo poderiam estar escondidos, sendo dois deles,</p><p>locais verdadeiros, e um deles em lugar falso. As equipes trocam os mapas e, a partir do lo-</p><p>cal desenhado no mapa, iniciam-se as buscas. A equipe que encontrar a bomba e o fósforo</p><p>primeiro vence, tendo direito a estourar os estalinhos (o estalinho fica com os recreadores,</p><p>assim que a equipe vencer, o recreador distribui os estalinhos e, juntos, declaram a vitória,</p><p>jogando os estalinhos no chão).</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Torta na cara.</p><p>Materiais utilizados: Pratos, colher, chantilly e questões com respostas.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Separe os participantes em duas filas (se quiserem, eles podem</p><p>escolher quem vão enfrentar na disputa). Oriente que eles coloquem as duas mãos na</p><p>orelha e faça a pergunta. Ao sinal do recreador, aquele que souber a resposta deve tocar a</p><p>mão do recreador ou o local indicado por ele. Quem tocar primeiro tem o direito de respon-</p><p>der. Caso a pessoa acerte a resposta, ela tem o direito de dar a torta na cara do adversário,</p><p>caso erre a resposta, o adversário é quem dá a torta na cara dela.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>71DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Nome: Bandexiga.</p><p>Materiais utilizados: Baldes ou bacia, bexigas e tinta.</p><p>Local: Pode ser realizado em ambiente fechado ou aberto.</p><p>Como brincar? Dividem-se os participantes em duas equipes iguais, uma para</p><p>cada lado da quadra. Depois coloca-se uma bandeirinha (bexigas com água e sujas de</p><p>tintas, que ficarão dentro de um balde ou bacia) ao final de cada lado da quadra. O objetivo</p><p>é capturar todas as bandeiras adversária sem ser pego, quem for pego deverá ficar conge-</p><p>lado no campo adversário, só poderá ficar livre se outro da sua equipe tocar nele. Ganha a</p><p>equipe que pegar todas as bandeirinhas adversárias primeiro, trazendo-as para seu campo.</p><p>Ganha quem congelar todos da equipe adversária primeiro ou, ao final do tempo, a equipe</p><p>que tiver conseguido o maior número de bexigas.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Pega-pega americano.</p><p>Materiais utilizados: Nenhum.</p><p>Local: Piscina.</p><p>Como brincar? Este é um tipo de pega-pega no qual o pegador deve congelar</p><p>seus amigos, sendo que esses, ao serem pegos, devem ficar com as pernas afastadas e</p><p>os braços para cima. As crianças que não estão congeladas devem mergulhar e passar</p><p>por baixo da perna de quem está congelado, conseguindo, assim, a descongelar. Estipule</p><p>um tempo de 1 a 2 minutos e troque o pegador. Você pode colocar mais pegadores caso o</p><p>grupo de crianças seja grande.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>2.3 Adolescentes</p><p>FIGURA 4 - ADOLESCENTES</p><p>Fonte: Shutterstock l 623512730</p><p>72DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Nome: Ameba.</p><p>Materiais utilizados: Bola de pilates.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Brincadeira na qual todos os sujeitos são queimadores, ou seja,</p><p>quem pegar a bola tem o direito de queimar alguém, mas, para isso, só pode dar três passos</p><p>com a bola na mão. Ao ser queimada, a pessoa deve se sentar (ela pode se locomover, mas</p><p>deve fazer isso como uma ameba com as duas mãos e pés no chão) e, para voltar a ser</p><p>humano, deve-se tocar em alguém que está de pé ou se juntar com outra ameba ou, ainda,</p><p>conseguir pegar a bola.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Máfia.</p><p>Materiais utilizados: Cartas com indicações de cada personagem.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Essa brincadeira possui inúmeras variações. Conte o número de</p><p>jogadores, para grupos grandes separe dois assassinos, dois detetives, dois anjos e o</p><p>restante são cidadãos, para grupos menores separe um assassino, um detetive, um anjo e</p><p>o restante são cidadãos.</p><p>Embaralhe e redistribua uma carta para cada jogador. Após isso, começa a nar-</p><p>rativa do jogo, da seguinte forma: - cidade dorme! (Todos os jogadores fecham os olhos).</p><p>Assassinos acordem e escolham quem será eliminado. Os assassinos apontam para algum</p><p>jogador e o narrador faz sinal que entendeu e eles voltam a fechar os olhos. Detetives</p><p>acordem e escolham quem será investigado. Os detetives apontam para algum jogador e</p><p>o narrador faz sinal positivo ou negativo se aquele cidadão é ou não um assassino, depois</p><p>os detetives voltam a fechar os olhos. Anjos acordem e escolham quem será salvo essa</p><p>noite. Os anjos apontam para algum jogador, caso escolham o mesmo que os assassinos</p><p>escolheram nessa noite nenhum jogador morre, depois os anjos voltam a fechar os olhos.</p><p>O narrador (recreador) diz: cidade acorda! Todos os jogadores abrem os olhos. E, então,</p><p>o narrador anuncia: nesta noite o jogador X foi assassinado. O narrador diz o nome do</p><p>jogador, aponta para ele, o jogador vira a sua carta e todos os outros descobrem qual era o</p><p>seu papel. Em seguida começa o julgamento!</p><p>Os jogadores entram em um curto debate, cada um defende quem acha que é o</p><p>assassino e fazem uma votação, o jogador escolhido mostra sua carta e também e sai</p><p>do jogo (na próxima rodada as pessoas eliminadas podem ficar com os olhos abertos). O</p><p>73DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>narrador se pronuncia anunciando o veredito com duas possibilidades: “a cidade condenou</p><p>o assassino” ou “a cidade condenou um inocente”. Todos os passos voltam a se repetir.</p><p>O jogo termina de duas formas: se todos os assassinos forem descobertos e elimi-</p><p>nados do jogo, a cidade vence, se o número de cidadãos for equivalente ao dos assassinos,</p><p>a cidade perde e os assassinos ganham o jogo.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Bandeirinha.</p><p>Materiais utilizados: Duas bandeiras, tinta para rosto.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Dividem-se os participantes em duas equipes com o mesmo nú-</p><p>mero de integrantes (use a tinta facial para diferenciar os grupos), cada equipe ocupa um</p><p>lado da quadra. Depois coloca-se uma bandeirinha (pode ser um pano colorido) ao final</p><p>de cada lado da quadra. O objetivo é capturar a bandeira adversária sem ser pego, quem</p><p>for pego deverá ficar congelado no campo adversário, só poderá ficar livre se outro da sua</p><p>equipe o salvar. Ganha a equipe que pegar a bandeirinha adversária primeiro, trazendo-a</p><p>para seu campo ou quem congelar todos da equipe adversária primeiro.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Queimada.</p><p>Materiais utilizados: Bola.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Cada time fica situado em um campo e um dos jogadores de cada</p><p>lado deverá ser colocado atrás da linha de fundo do campo adversário. A partida do jogo é</p><p>iniciada com o apito do recreador, assim, um jogador do partido a quem coube a bola arre-</p><p>messa ao campo adversário com o objetivo de atingir, “queimar”, algum jogador adversário.</p><p>Vence a equipe que queimar primeiro todos os jogadores da equipe adversária. Quem for</p><p>queimado passa para a equipe adversária.</p><p>Fonte: Lopes (2020).</p><p>Nome: Polo-aquático.</p><p>Materiais utilizados: Gol, bola e tinta facial.</p><p>Local: Piscina.</p><p>Como brincar? Divida os participantes em duas equipes, use a tinta facial para identi-</p><p>ficar as equipes. O jogo começa com a bola no centro da piscina e com os jogadores próximos</p><p>74DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>ao gol do seu time. Quando o recreador autorizar, eles nadam em direção à bola e o time que</p><p>conseguir pegar dá início ao ataque. Vence a equipe que fizer o maior número de gols.</p><p>Fonte: Rede do Esporte (2016).</p><p>2.4 Adultos</p><p>FIGURA 5 - ADULTOS</p><p>Fonte: Shutterstock l 1493293334</p><p>Nome: Qual a novela?</p><p>Materiais utilizados: computador, caixa de som e slides.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Separe os participantes em duas ou mais equipes. O recreador</p><p>irá colocar os slides com vinhetas de novelas, mas sem identificá-las. A equipe que souber</p><p>qual é a novela, deve correr até a equipe de recreação e dar a resposta. Resposta certa</p><p>vale um ponto. Ganha a equipe que finalizar com mais pontos.</p><p>Fonte: Recreação Tia Pink e Cia.</p><p>Nome: Campeonato de truco.</p><p>Materiais utilizados: Baralho.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Jogo tradicional de truco. Para isso o recreador organizará um mini</p><p>campeonato. A equipe que chegar à final e conseguir vencer é declarada campeã.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Nome: Adivinhe a quantidade de bolinhas.</p><p>Materiais utilizados: Pote e bolinhas de gude.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>75DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Como brincar? Previamente o recreador deverá colocar as bolinhas dentro de</p><p>um pote, quantificando exatamente quantas foram colocadas lá dentro. Os participantes</p><p>da atividade podem visualizar e tentar adivinhar quantas bolinhas tem. Ganha aquele que</p><p>acertar a quantidade exata ou chegar mais próximo.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Nome: Gincana de Busca.</p><p>Materiais utilizados: Nenhum.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Separe os participantes em equipes. O recreador solicita aos par-</p><p>ticipantes das equipes que busquem, num determinado prazo de tempo, objetos que não</p><p>estão de fácil alcance. Por exemplo: as equipes deverão trazer: um batom vermelho, uma</p><p>foto 3×4 de um filho, talão de cheque, entre outros. A equipe que conseguir trazer a maior</p><p>quantidade de objetos, no tempo permitido, vence a atividade.</p><p>Fonte: Awad (2012).</p><p>Nome: Biribol.</p><p>Materiais utilizados: Bola e rede.</p><p>Local: Piscina</p><p>Como brincar? O Biribol é conhecido como o vôlei de piscina. Assim, divida o grupo</p><p>em duas equipes e inicie o jogo. Você pode seguir as regras oficiais (acesse o site da</p><p>Confederação Nacional de Biribol: https://biribol.com.br/sobre-o-biribol/) ou adaptá-las.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>2.5 Idosos</p><p>FIGURA 6 - IDOSOS</p><p>Fonte: Shutterstock l 794721730</p><p>https://biribol.com.br/sobre-o-biribol/</p><p>76DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Nome: Bingo.</p><p>Materiais utilizados: Globo para bingo, cartelas de bingo, canetas</p><p>e prêmios.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Jogo de bingo tradicional. O recreador organiza o salão com mesas</p><p>e cadeiras. Inicia o jogo de bingo rodando o globo e sorteando as pedras. Você pode utilizar</p><p>como forma para vencer: cartela cheia ou para se tornar mais motivante, adicionar outras</p><p>formas de vencer, como completar a diagonal, vertical.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Nome: Rouba monte.</p><p>Materiais utilizados: Cartas de baralho.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? A partir de dois jogadores. Após embaralhar cartas, coloca-se oito</p><p>dessas cartas na mesa com o número voltado para cima e distribuiremos quatro cartas para</p><p>cada jogador. Daremos início sempre pelo jogador da esquerda de quem deu as cartas. O</p><p>primeiro a jogar deverá observar se, na mesa, existe alguma carta na sequência da primeira</p><p>carta do seu monte.</p><p>Se isso ocorrer, juntaremos as duas cartas e começaremos a formar o monte. Se</p><p>o jogador não tiver nenhuma carta que se encaixe na sequência da mesa, este deverá</p><p>descartar uma carta aleatória da mão e colocá-la na mesa com o número voltado para cima.</p><p>Ao terminar de jogar, o segundo jogador repete o processo, porém agora ele deverá</p><p>verificar se a carta que está em cima do monte do adversário, casa com a sua. Se isso</p><p>ocorrer, o jogador deve colocar a sua carta em cima do monte, se apropriando dele.</p><p>O jogador que ficar sem as cartas na mão, deve pegar mais 4 cartas do baralho.</p><p>Ao finalizarem as cartas do monte e ninguém mais conseguir encaixar as cartas da mesa, o</p><p>jogo termina e será declarado vencedor aquele que tiver o maior número de cartas.</p><p>Fonte: Oliveira et al. (2018).</p><p>Nome: Recolhimento de nomes.</p><p>Materiais utilizados: Folhas e canetas.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Contamos com um tempo determinado (este deverá levar em con-</p><p>ta o número de participantes, quanto mais participantes, maior o tempo), cada participante</p><p>de posse de uma caneta e folha deverá coletar a maior quantidade de nomes com data de</p><p>aniversário possíveis. No final, vence aquele que coletou a maior quantidade de nomes e</p><p>data de aniversários.</p><p>77DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Fonte: Lorda (2015).</p><p>Nome: Volençol.</p><p>Materiais utilizados: TNT grande com buraco no meio e bolinhas pequenas.</p><p>Local: Pode ser realizado em qualquer espaço aberto ou fechado.</p><p>Como brincar? Em grupos, os participantes deverão segurar as bordas do TNT e</p><p>com isso tentam fazer com que a bolinha caia no buraco somente mexendo o pano.</p><p>Fonte: Silva (2015).</p><p>Nome: Hidro Maluca.</p><p>Materiais utilizados: Caixa de som e microfone.</p><p>Local: Piscina</p><p>Como brincar? Com sua equipe de recreação monte coreografias de músicas</p><p>alegres, conhecidas e, por vezes, engraçadas e realize estas com os idosos dentro da</p><p>piscina. Você pode também se caracterizar para isso, o que torna a prática ainda mais</p><p>motivante e divertida.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Aluno(a), neste tópico trouxemos algumas opções de jogos e brincadeiras para di-</p><p>ferentes faixas etárias. É preciso destacar que todo o exposto pode ser adaptado e utilizado</p><p>com todas as idades. Assim como podemos alterar regras e adequá-las à participação da</p><p>pessoa com deficiência, independentemente de qual seja ela.</p><p>78DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Sempre que planejamos uma recreação, pensamos anteriormente em quais atividades propor, porém,</p><p>devemos sempre pensar em criar formas de aproximar os participantes, “quebrar o gelo”, promovendo</p><p>a integração do grupo, através de situações que permitam a troca de olhares e a fala. Planeje começar a</p><p>recreação com atividade em que os participantes tenham que se apresentar, por exemplo, pode-se usar a</p><p>brincadeira em que os participantes devem falar o nome, a comida preferida e fazer um movimento. Em</p><p>seguida todos devem dar boas-vindas ao colega, dizendo “Oi (falar o nome do amigo)” e a comida que ele</p><p>gosta, imitando a dancinha. Essa dinâmica, gera interação e divertimento logo nos primeiros minutos de</p><p>recreação.</p><p>Fonte: Awad (2012).</p><p>Durante todo o seu evento, preze sempre pela segurança. Por isso, sempre que possível previna-se e tenha</p><p>um kit de primeiros socorros com materiais básicos (ex.: band-aid, soro fisiológico). Preste os primeiros</p><p>socorros e imediatamente solicite atendimento à vítima.</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>79DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Chegamos ao momento final da nossa apostila de Lazer e Recreação. Nesta uni-</p><p>dade tivemos como objetivo proporcionar a você, aluno(a), conhecimentos acerca da orga-</p><p>nização de eventos recreativos e possibilidades de jogos e brincadeiras para sua atuação</p><p>prática como recreador.</p><p>Não almejamos com esta unidade trazer uma receita de bolo a você, mas sim que</p><p>o conteúdo aqui exposto sirva como ponto de partida para suas ações. Isso porque são</p><p>infinitas as possibilidades de jogos e brincadeiras, são diversas as particularidades dos</p><p>espaços de atuação e são variadas as características dos participantes da recreação.</p><p>Mas é preciso destacar que, ao organizarmos nosso evento de recreação ou re-</p><p>creação em hotéis, devemos sempre realizar o planejamento com antecedência, conside-</p><p>rando quantidade e idade das crianças, materiais disponíveis, quantidade de recreadores,</p><p>características da população envolvida. Durante o evento procuramos colocar em prática</p><p>tal programação, devemos demonstrar nosso profissionalismo e comprometimento com a</p><p>ação, brincando e estando atentos a segurança de todos.</p><p>Acerca dos jogos e brincadeiras, tenha sempre em mente que podemos adaptá-los</p><p>a todas as faixas etárias, assim como com os diferentes contextos e populações. Aqui</p><p>destacamos as pessoas com deficiência, que devem ser incluídas para participarem de</p><p>forma ativa.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>80DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>Gincana</p><p>Gincana é uma atividade recreativa que é composta por uma variedade de provas</p><p>(determinadas, predeterminadas ou surpresas), caracterizadas por regras fixas, que devem</p><p>ser cumpridas com eficácia e rapidez. As provas geralmente são compostas de atividades re-</p><p>creativas, pré-desportivas, esportivas, culturais, filantrópicas, de busca e apreensão ou uma</p><p>combinação entre elas que exigem esforços físicos e cognitivos. A cada atividade cumprida</p><p>ou vencida são atribuídas pontuações, que na somatória evidencia a equipe vencedora.</p><p>Existem algumas classificações que são necessárias sabermos para organizá-la:</p><p>• Quanto aos tipos de gincanas: as gincanas podem ser: internas, são aquelas</p><p>que ficarão restritas a um determinado local. Exemplo: dentro de um ginásio de</p><p>esportes, praça ou clube. Externas são gincanas realizadas nos limites da cidade</p><p>ou mesmo podendo extrapolá-las em alguns casos. Esta é mais atrativa aos</p><p>jovens e adultos.</p><p>• Quanto à pontuação da gincana: em todas as atividades são atribuídas pontuações.</p><p>• Quanto ao percurso: pode ser desenvolvido a pé, de bicicleta, moto carro, em-</p><p>barcações etc.</p><p>• Quanto à participação: individual, em duplas ou equipes – algumas vezes, é</p><p>importante limitar o número de participantes por equipe em cada atividade.</p><p>• Quanto ao ganhador: numa gincana sempre se busca um ganhador ou ganha-</p><p>dores (individual ou coletivo). Desta forma, faz-se necessário criar um regula-</p><p>mento que contenha as normas e regras da gincana, apresentando o critério de</p><p>desempate, as condutas a serem seguidas, premiações etc.</p><p>• Quanto à equipe organizadora: terá atribuição de planejar, organizar, premiar e</p><p>resolver os casos omissos da gincana, sendo composta de:</p><p>◦ Coordenador(a) geral: têm a responsabilidade de coordenar e resolver os</p><p>casos omissos;</p><p>◦ Narrador(a): responsável em explicar e conduzir as provas. Portanto, deve</p><p>estar por dentro de todo o conteúdo da gincana;</p><p>◦ Secretário(a): responsável em receber as inscrições das equipes, entregar o</p><p>regulamento aos participantes, anotar os pontos conquistados por cada equipe,</p><p>fazer a contagem geral</p><p>das pontuações e a classificação;</p><p>◦ Fiscal: responsável em acompanhar e fiscalizar, de forma imparcial, a con-</p><p>dução das provas. Também se responsabilizará em distribuir e recolher os</p><p>materiais necessários nas provas. Sugerimos um fiscal para cada equipe;</p><p>◦ Fiscal de materiais: responsável em distribuir, coletar e armazenar o material</p><p>utilizado nas provas da gincana.</p><p>Fonte: Awad (2012).</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>81DA TEORIA À PRÁTICA EM RECREAÇÃOUNIDADE 4</p><p>MATERIAL COMPLEMENTAR</p><p>FILME/VÍDEO</p><p>• Título: Comando de Silêncio (Pã, Pãrarapã... Pã, Pã)</p><p>• Ano: 2015</p><p>• Sinopse: O vídeo traz um exemplo muito usado pelos recrea-</p><p>dores durante a recreação, quando queremos pedir o silêncio das</p><p>crianças de uma maneira lúdica. Assista, para você aprender, essa</p><p>ferramenta muito legal.</p><p>• Link: https://www.youtube.com/watch?v=kK19Nq_dqRQ</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Recreação e Jogos: atividades para prática diária do</p><p>recreador.</p><p>• Autores: Carlos Gomes de Oliveira, Cleber Mena Leão Junior,</p><p>Daniele das Neves Baio, Paulo Sérgio Armelin, Anselmo Alexandre</p><p>Mendes.</p><p>• Editora: Clube de Recreadores.</p><p>• Sinopse: o livro apresenta 125 atividades divididas entres jogos</p><p>de azar, jogos sem materiais, jogos para gincana, jogos cantados</p><p>e jogos para pequenos e grandes espaços.</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Planejamento de eventos esportivos e recreativos.</p><p>• Autor: Dilson José De Quadros Martins</p><p>• Editora: Intersaberes.</p><p>• Sinopse: muitas vezes, estar à frente das inúmeras atividades que</p><p>envolvem a organização de eventos esportivos e recreativos pode</p><p>ser uma tarefa estressante. Contudo, se você estiver entregue à sua</p><p>função e disposto a promover um clima de alegria e empolgação</p><p>para todos, seu trabalho será imensamente gratificante. Nestas</p><p>páginas, vamos discutir sobre os principais elementos com os quais</p><p>você precisará lidar nas etapas de planejamento, programação, ge-</p><p>renciamento e execução desses eventos. Siga conosco e descubra</p><p>como construir eventos que sejam únicos, radiantes e inesquecíveis!</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=kK19Nq_dqRQ</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Dilson+Jos%C3%A9+De+Quadros+Martins&text=Dilson+Jos%C3%A9+De+Quadros+Martins&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>82</p><p>Olá, aluno(a),</p><p>Chegamos ao final de nossa apostila de Lazer e Recreação!</p><p>Com ela, esperamos ter proporcionado a você, conhecimentos teóricos e práticos</p><p>que contribuam com sua formação profissional em Educação Física e, consequentemente,</p><p>em sua atuação, seja ela, em espaços formais ou informais.</p><p>Durante nossa caminhada pelos enlaces da diversão, passamos por quatro unida-</p><p>des, todas elas com conteúdo rico e indispensável. Vamos relembrar?</p><p>Na Unidade I, você, aluno(a), teve contato com os conceitos de lazer e recreação,</p><p>assim como com seu percurso histórico, além de conhecer mais afundo os jogos, brinque-</p><p>dos e brincadeiras e seu papel no lazer e na recreação, tanto na escola quanto fora dela.</p><p>Essa unidade foi a base teórica para os próximos conhecimentos, pois não seria possível</p><p>avançar sem saber o que, de fato, é o lazer e a recreação.</p><p>Na Unidade II abordamos a recreação em diferentes espaços, em específico como</p><p>ela se aplica ao ambiente formal e suas possibilidades de interdisciplinaridade e em espa-</p><p>ços não formais, como hotéis, festas infantis, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e</p><p>academias. Ademais, vimos as características de grupos específicos que foram divididos</p><p>de acordo com sua faixa etária. Aluno(a), nessa unidade buscamos proporcionar o entendi-</p><p>mento das possibilidades da recreação.</p><p>Em seguida, na Unidade III, em continuidade aos conhecimentos já vistos, tínha-</p><p>mos como objetivos identificar quais eram as características do profissional que atua na</p><p>recreação, assim como destacamos a necessidade de uma formação profissional para tal.</p><p>Aluno(a), você está no caminho certo. Também conceituamos o planejamento e sua relação</p><p>e importância para a efetivação de sucesso da recreação, assim como o planejamento que</p><p>você irá utilizar em todos os espaços e para todos os grupos já mencionados.</p><p>E, por fim, na Unidade IV, nossos olhares se voltaram com maior foco à prática da</p><p>recreação, com isso, estudamos a organização de eventos recreativos e expomos possibi-</p><p>lidades de jogos e brincadeiras para grupos específicos. Destaco aqui, que não oferecemos</p><p>uma receita de bolo, como mencionado durante a unidade, com isso, buscamos auxiliá-lo(a)</p><p>no pontapé inicial nessa área de atuação tão rica e diversificada.</p><p>Então, aluno(a), esperamos termos contribuído com sua formação e despertado</p><p>seu interesse pela área de Lazer e Recreação, assim como a curiosidade em saber mais</p><p>sobre ela. Saiba que os conhecimentos acerca da temática não se esgotam aqui, então,</p><p>leia, explore, estude os materiais extras disponibilizados e outros que possam contribuir</p><p>com a ampliação de sua bagagem de saberes.</p><p>Desejamos sucesso em sua formação.</p><p>Bruna Solera</p><p>Pollyana Mayara Nunhes</p><p>CONCLUSÃO GERAL</p><p>83</p><p>AWAD, H. Brinque, Jogue, Cante e Encante com a recreação. 4. ed. Várzea Paulista:</p><p>Fontoura, 2012.</p><p>AWAD, H.; PIMENTEL, G. (Org.). Recreação total. Várzea Paulista: Fontoura, 2015.</p><p>BÖHM, O. Jogo, brinquedo e brincadeira na educação. 2015.</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas Constitu-</p><p>cionais de Revisão. Brasília, 1988.</p><p>BRASIL. Resolução n. 69 de 6 nov. 1969, do Conselho Federal de Educação. Fixa</p><p>os mínimos de conteúdos e duração do curso de Educação Física. Documento. Rio de</p><p>Janeiro, 1969.</p><p>BUENO, G. Recreação: ação de recrear. Sorocaba: Produção Independente, 2018.</p><p>CAILLOIS, R. O jogo e os homens: a máscara e a vertigem. Rio de Janeiro: Vozes, 1990.</p><p>CAVALLARI, V. R.; ZACHARIAS, V. Trabalhando com recreação. São Paulo: Ícone, 2005.</p><p>CENAT CURSOS. Clowns no hospital. 2018. Disponível em: https://blog.cenatcursos.</p><p>com.br/wp-content/uploads/2018/10/galeria-02-modal.jpg</p><p>DIAS, C. M.; VASCONCELLOS, M. S. de; BARRETO, J. O. Jogo e Educação: menções e</p><p>concepções em documentos oficiais. Proceedings do XVI Simpósio Brasileiro de Jogos e</p><p>Entretenimento Digital—SBGames, 2017.</p><p>DUMAZEDIER, J. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva, 1973.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>https://blog.cenatcursos.com.br/wp-content/uploads/2018/10/galeria-02-modal.jpg</p><p>https://blog.cenatcursos.com.br/wp-content/uploads/2018/10/galeria-02-modal.jpg</p><p>84</p><p>GANDIN, D. Planejamento: como prática educativa. São Paulo: Loyola, 1986.</p><p>GOMES, C. L. (Org.). Dicionário crítico do lazer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.</p><p>GOMES, C. L. Lazer, trabalho e educação: relações históricas, questões contemporâneas.</p><p>2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2008.</p><p>GOMES-DA-SILVA, C. Educação (Física) Infantil: a experiência do se-movimentar. Ijuí:</p><p>Unijuí, 2010.</p><p>GOUVÊA, R. Recreação. Rio de Janeiro: Agir, 1967.</p><p>GRUPO DE TRABALHO PEDAGÓGICO. Visão didática da Educação Física: análises</p><p>críticas e exemplos práticos de aulas. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1991.</p><p>HOLDEFER, C. A.; GONÇALVES, E. H. S. A importância da gestão de projetos em colônias</p><p>de férias. Caderno Intersaberes, v. 9, n. 17, 2020.</p><p>HOUAISS, A; UILLAR, M. S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa online. 2013.</p><p>HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva,</p><p>2007.</p><p>INÁCIO, H. L. D.; FILHO, L. A. Formação profissional no Brasil para atuar com o lazer</p><p>e a recreação. In: 12º Congreso Argentino de Educación Física y Ciencias 13 al 17 de</p><p>noviembre 2017 Ensenada, Argentina. Educación Física: construyendo nuevos espacios.</p><p>Universidad Nacional de La Plata. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación.</p><p>Departamento de Educación Física, 2017.</p><p>ISAYAMA, H. F. Recreação e Lazer como integrantes de currículos dos cursos de</p><p>graduação em Educação Física. Tese de Doutorado, Campinas. 2002.</p><p>85</p><p>KISHIMOTO, T. M. Jogo, brincadeira, brinquedo e a educação. São Paulo: Cortez, 1997.</p><p>LEÃO JUNIOR, C. M. Como me aproximar das crianças? 2018. Disponível em: https://</p><p>www.cleberjunior.com.br/post/como-me-aproximar-das-crian%C3%A7as.</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>Plano de Estudos</p><p>• Definição e contextualização histórica do lazer;</p><p>• Definição e contextualização histórica da recreação;</p><p>• Descrição dos jogos, brinquedos e brincadeiras como instrumen-</p><p>tos do lazer e da recreação em espaço formais e informais.</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>• Conceituar o lazer e a recreação;</p><p>• Conhecer o percurso histórico do lazer e da recreação;</p><p>• Descrever os jogos, brinquedos e brincadeiras e seu papel no lazer</p><p>e na recreação em espaços formais e informais.</p><p>Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO</p><p>AO LAZER E À AO LAZER E À</p><p>RECREAÇÃORECREAÇÃO1UNIDADEUNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>8INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Olá, aluno(a), seja-vindo à primeira unidade da nossa apostila de “Recreação e</p><p>Lazer”!</p><p>Você já ouviu falar de lazer e recreação? Talvez sim, talvez não. Mas o fato é que</p><p>eles estão presentes em nosso meio desde os primórdios. Imagine os homens das cavernas</p><p>participando de jogos e brincadeiras, construindo brinquedos de rochas, ou aproveitando</p><p>seu tempo livre contemplando a natureza.</p><p>Veja bem, neste período inicial não havia estudiosos para registrar o ocorrido de</p><p>forma efetiva, mas sabemos que muitos anos se passaram e o lazer e a recreação perma-</p><p>neceram, eles estão presentes em vários espaços da sociedade e vem conquistando, a</p><p>cada dia, mais adeptos e pesquisadores interessados em desbravar esse emaranhado de</p><p>possibilidades e conhecimentos.</p><p>Mas, afinal, o que é o lazer e a recreação?</p><p>Nesta etapa você irá conseguir responder tal questionamento, pois iremos estudar</p><p>suas definições, assim como verificar o contexto histórico de ambos. Tais conhecimentos</p><p>são imprescindíveis para sua formação, pois eles serão a base conceitual para a sua atua-</p><p>ção prática.</p><p>Além disso, você terá contato com a descrição dos jogos, brinquedos e brinca-</p><p>deiras e seu papel no lazer e na recreação em espaços formais e informais. Tal conteúdo</p><p>possibilitará entender a diferença entre jogo, brinquedo e brincadeira e o seu uso na escola</p><p>e demais ambientes onde o recreador poderá atuar.</p><p>Se prepare, iremos iniciar nossa caminhada pelas trilhas da diversão!</p><p>LAZER: O QUE É? PROCESSO</p><p>HISTÓRICO DO LAZER E</p><p>SUAS TEORIAS1</p><p>TÓPICO</p><p>9INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Por vezes, o termo Lazer nos remete a divertimento, descanso, mas o seu signifi-</p><p>cado é mais complexo e amplo do que imaginamos. Mesmo com diversos estudos da área,</p><p>ainda não há um único conceito definido de lazer que seja aceito universalmente.</p><p>Apesar disso, apresentaremos alguns conceitos – por vezes distintos – que são</p><p>aceitos por diversos estudiosos (AWAD, 2012). O primeiro deles, é de autoria do sociólogo</p><p>Joffre Dumazedier (1973, p. 34),</p><p>O lazer é um conjunto de ocupações à quais o indivíduo pode entregar-se de</p><p>livre vontade, seja para repousar, seja divertir-se, recrear-se e entreter-se ou</p><p>ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua</p><p>participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se</p><p>ou desembaraçar-se das obrigações, profissionais, familiares e sociais.</p><p>O autor ainda apresenta três funções do lazer, são elas, “divertimento, liberação do</p><p>tédio; e expressão do poder criativo” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 31). Tais informa-</p><p>ções produzidas por Dumazedier foram utilizadas como referência no Brasil por anos, no</p><p>entanto, sofreram críticas, pois de acordo com Marinho e Pimentel (2010), há dois motivos</p><p>principais para isso: 1. Situar o lazer como “conjunto de ocupações”, o que limita o lazer a</p><p>prática de alguma atividade, excluindo a possibilidade do ócio, do sujeito optar por fazer</p><p>nada em seus momentos de lazer; 2. Colocar o lazer como oposto das necessidades e</p><p>obrigações do dia a dia, como exemplo, o trabalho, negligenciando a inserção de ambos –</p><p>lazer e trabalho – na sociedade e sua dinâmica.</p><p>O segundo conceito pertence a Nelson Carvalho Marcellino (1987, p. 31), o qual</p><p>entende o lazer como</p><p>10INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>[...] a cultura - compreendida no seu sentido mais amplo - vivenciada (prati-</p><p>cada ou fruída) no “tempo disponível”. É fundamental como traço definidor, o</p><p>caráter “desinteressado” dessa vivência. Não se busca pelo menos basica-</p><p>mente, outra recompensa além da satisfação provocada pela situação.</p><p>De acordo com o autor, a disponibilidade de tempo está associada à possibilidade</p><p>de opção pela atividade prática ou contemplativa. Além disso, é possível mencionar Gomes</p><p>(2004) como uma estudiosa que traz contribuições importantes para a área do lazer. Para</p><p>ela, o lazer está associado a uma dimensão cultural que se constrói socialmente a partir do</p><p>tempo, espaço-lugar, manifestações culturais e ações. O lazer não é algo isolado.</p><p>Para ela, o lazer possui uma dimensão cultural que se forma a partir das experiên-</p><p>cias vivenciadas de forma lúdica em um espaço/tempo adquirido pelo sujeito. De acordo</p><p>com Marinho e Pimentel (2010), Gomes considera o lazer como cultura vivenciada no tempo</p><p>disponível. Já para Awad (2012, p. 22), lazer é aquele que</p><p>[...] deve ocorrer enquanto fruto de uma atitude pessoal, em que o indivíduo</p><p>deve ter o livre-arbítrio para eleger as diferentes atividades de forma crítica e</p><p>criativa, dentro do seu “tempo liberado”, e que estas não estejam determina-</p><p>das por obrigações sociais, econômicas, políticas e ideológicas.</p><p>Ademais, para o autor, o lazer possui três características, sendo elas, liberdade</p><p>para escolha, a busca por um estado de prazer e a espontaneidade. Na mesma lógica, o</p><p>autor aponta três funções do lazer: psicológica – relacionada ao equilíbrio mental –; Social</p><p>– elencando a integração e a socialização – e a Terapêutica – associada à manutenção do</p><p>estado de saúde.</p><p>Com base no exposto, de fato não temos um conceito firmemente estabelecido e</p><p>usado por todos os estudiosos de forma inquestionável, o lazer é um fenômeno complexo</p><p>e dinâmico. Tal movimento pode ser observado ao longo de sua história.</p><p>O surgimento do lazer, assim como sua definição, ainda gera dúvidas e polêmicas.</p><p>De acordo com Marinho e Pimentel (2010, p. 26), temos duas formas para pensar a história</p><p>do lazer, sendo elas: a) “origem do lazer nas fases antigas da história humana”; b) origem</p><p>do lazer atrelado à modernidade como referência.</p><p>Nesse sentido, em relação à opção “a”, o lazer não poderia estar relacionado com</p><p>nenhuma ocupação, sendo ele entendido como um estado em que a atividade possui um fim</p><p>em si mesma. Há a utilização da palavra contemplação como exemplo para a se direcionar</p><p>ao lazer, pois a pessoa que contempla está livre (MARINHO; PIMENTEL, 2010). Para Aristó-</p><p>teles, quando se usufrui mal do tempo, esse tempo não pode ser caracterizado como lazer.</p><p>11INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>O lazer entendido como diferente, descolado do trabalho como mencionado, vai</p><p>desaparecendo ao longo da história, pois se tem a industrialização e avanços da tecnologia.</p><p>Hoje, para Marinho e Pimentel (2010), o lazer é medido, com frequência, pelo número de</p><p>horas da jornada de trabalho, o que se pode chamar de tempo livre do trabalho. Pode-se</p><p>dizer, então, que, no momento livre de obrigações, o sujeito deve ter a liberdade de realizar</p><p>o que quiser, sendo seu objetivo o alcance de satisfação pessoal, algo não associado a</p><p>atividades cotidianas, como prática de lazer.</p><p>Os estudos acerca da temática, de forma sistemática, tiveram início apenas em</p><p>1900, na Europa e nos EUA. Em 1950, o lazer era entendido como “fenômeno</p><p>Acesso em: ago.</p><p>2020.</p><p>LEÃO JUNIOR, C. M. Manual de jogos e brincadeiras: atividades recreativas para dentro</p><p>e fora da escola. Rio de Janeiro: Wak, 2013.</p><p>LIMA, A. C. S.; AZEVEDO, C. B. A interdisciplinaridade no Brasil e o ensino de história: um</p><p>diálogo possível. Revista Educação e Linguagens, v. 2, n. 3, 2014.</p><p>LOPES, P. Jogo de Queimada. 2020. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/edu-</p><p>cacao-fisica/jogo-queimada.htm. Acesso em: ago. 2020</p><p>LORDA, R. Recreação para a terceira idade. In: AWAD, H.; PIMENTEL, G. (Orgs.). Recrea-</p><p>ção total. Várzea Paulista: Editora Fontoura, 2015.</p><p>MARCELLINO, N. C. Lazer e educação. Campinas: Papirus, 1987.</p><p>MARINHO, A.; PIMENTEL, G. G. A. Dos clássicos aos contemporâneos: revendo e co-</p><p>nhecendo importantes categorias referentes às teorias do lazer. In: PIMENTEL, G. G. A.</p><p>Teorias do lazer. Maringá: Eduem, 2010.</p><p>MIAN, R. Recreação em ônibus. In: AWAD, H.; PIMENTEL, G. (Orgs.). Recreação total.</p><p>Várzea Paulista: Fontoura, 2015a.</p><p>MIAN, R. Recreação na atividade turística e hotelaria. In: AWAD, H.; PIMENTEL, G. (org.).</p><p>Recreação total. Várzea Paulista: Fontoura, 2015b.</p><p>https://www.cleberjunior.com.br/post/como-me-aproximar-das-crian%C3%A7as</p><p>https://www.cleberjunior.com.br/post/como-me-aproximar-das-crian%C3%A7as</p><p>86</p><p>OLIVEIRA, C. G. Recreação em academias. In: AWAD, H.; PIMENTEL, G. (Orgs.). Recrea-</p><p>ção total. Várzea Paulista: Fontoura, 2015.</p><p>OLIVEIRA, C. G.; LEÃO JUNIOR, C. M.; BAIO, D. N.; ARMELIN, O. S.; MENDES, A. A.</p><p>Recreação e jogos: atividades para a prática diária do recreador. Maringá: Clube dos</p><p>Recreadores, 2018.</p><p>PERANZONI, V. C.; ZANETTI, A.; NEUBAUER, V. S. Os jogos, os brinquedos e as brinca-</p><p>deiras: recursos necessários na prática educacional cotidiana. Revista EFDeportes, 2013.</p><p>RATCHEVA, V.; LEOPOLD, T. A.; ZAHIDI, S. Jobs of tomorrow: mapping opportunity in the</p><p>new economy. World Economic Forum, Geneva, 2020.</p><p>REDE DO ESPORTE. Polo Aquático. 2016. Disponível em: http://rededoesporte.gov.br/</p><p>pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/polo-aquatico. Acesso em: ago. 2020.</p><p>SANTOS, L. A. As Brincadeiras no Âmbito Escolar: um estudo sobre o papel do brincar</p><p>no desenvolvimento cognitivo de crianças da educação infantil de uma escola privada do</p><p>Paraná. Brasília, 2008.</p><p>SILVA, M. R. Recreação nos clubes sociorrecreativos: entendendo o espaço. In: AWAD, H.;</p><p>PIMENTEL, G. (Orgs.). Recreação total. Várzea Paulista: Fontoura, 2015.</p><p>SILVA, T. A. C. Jogos e brincadeiras na escola. São Paulo: Kids Move Fitness Programs,</p><p>2015.</p><p>SIMÕES, R. P. Relações públicas: função política. 6. ed. São Paulo: Summus, 1995.</p><p>SOLERA, B.; SILVA, P. N.; FLORES, P.; SOUZA, V. F. M.; OLIVEIRA, A. A. B. Planejamento</p><p>e recreação: uma relação imprescindível. 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Trabalho de Conclusão de Curso. Foz do Iguaçu. 2016.</p><p>WITTIZORECKI, E. S.; DAMICO, J. G. S.; SCHAFF, I. A. B. Jogos, recreação e lazer.</p><p>Curitiba: InterSaberes, 2012.</p><p>WORDPRESS. Recreação no ônibus. 2010. Disponível em: https://senarrondon.files.</p><p>wordpress.com/2010/07/alunos-no-onibus_01.jpg.</p><p>https://sportsjob.com.br/wp-content/uploads/2018/10/academia-kids-site-e1539358264763.jpg</p><p>https://sportsjob.com.br/wp-content/uploads/2018/10/academia-kids-site-e1539358264763.jpg</p><p>https://senarrondon.files.wordpress.com/2010/07/alunos-no-onibus_01.jpg</p><p>https://senarrondon.files.wordpress.com/2010/07/alunos-no-onibus_01.jpg</p><p>ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE</p><p>Praça Brasil , 250 - Centro</p><p>CEP 87702 - 320</p><p>Paranavaí - PR - Brasil</p><p>TELEFONE (44) 3045 - 9898</p><p>Shutterstock</p><p>Site UniFatecie 3:</p><p>decorrente</p><p>das conquistas trabalhistas, materializado na forma de limitação da jornada de trabalho,</p><p>das férias e dos fins de semana remunerados” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 30). No</p><p>Brasil, esse início se deu em 1970, ano no qual a temática do lazer teve maior atenção</p><p>dos estudiosos. Em 1980, quando o Dumazedier defende que o lazer nem sempre existiu,</p><p>associando-o às características específicas da Revolução Industrial, trazendo, assim, a</p><p>definição que mencionamos no início deste tópico.</p><p>Ademais, se encontram estudos e contribuições relacionadas ao lazer partindo de</p><p>diferentes maneiras, como teorias do lazer e o positivismo, a fenomenologia e o marxismo.</p><p>Para conhecimentos sobre isso, o livro Teorias do Lazer, do professor Giuliano Gomes de</p><p>Assis Pimentel, é uma excelente opção.</p><p>“A frase contemporânea ‘tempo de lazer’ é uma contradição, pois o lazer não tem relação de adjetivo com</p><p>o tempo; é um estado de isenção de obrigações. A expressão lazer tem se convertido na expressão tempo</p><p>livre, e estas, são, no mundo atual, praticamente, intercambiáveis”.</p><p>Fonte: Marinho e Pimentel (2010, p. 27).</p><p>RECREAÇÃO: O QUE É? PROCESSO</p><p>HISTÓRICO DA RECREAÇÃO: DÁ</p><p>ORIGEM À CONTEMPORANEIDADE2</p><p>TÓPICO</p><p>12INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Recreação, do latim recreare, significa, de acordo com Awad (2012, p. 26), “recrear,</p><p>reproduzir, renovar, fazer novamente”. Para Gouvêa (1967), “recreação é tudo quanto</p><p>diverte e entretém o ser humano e envolve ativa participação. Emprego de energia que</p><p>emana de impulso interno, mas também condicionada a estímulo externo”.</p><p>A recreação pode acontecer de forma individual ou em grupo, e se materializa</p><p>quando há prazer, espontaneidade, liberdade e fim para o próprio sujeito (fim intrínseco).</p><p>Sendo assim, atividades que tenham tais características podem ser recreativas. De acordo</p><p>com Bueno (2018), a recreação tem como objetivos contribuir com a integração do sujeito</p><p>no meio social, com a participação em grupo, com a ocupação do tempo ocioso e a com a</p><p>descoberta de habilidades lúdicas.</p><p>Você deve estar se perguntando onde entra o lazer em tudo isso. A recreação não</p><p>é um componente do lazer (MARINHO; PIMENTEL, 2010), pois ela pode acontecer em</p><p>diferentes tempos e lugares – como no trabalho, na igreja –, e também pode ocorrer durante</p><p>o lazer – mas isso não é regra. Assim como afirma Awad (2012, p. 26), “a recreação surge</p><p>como uma atividade de lazer propiciando formas de experiências lúdicas, na qual o indivíduo</p><p>ou grupo participa [...] durante seu tempo livre, por “livre” escolha, pelo prazer e satisfação”.</p><p>De acordo com Gouvêa (1967), a recreação ocorreu em todos os tempos, pois</p><p>desde as mais remotas eras, o homem já se dedicava a passatempos, dança e jogos. Na</p><p>era primitiva, o homem, ao lutar por sua vida, se recreava a partir de sua satisfação de</p><p>expansão da sua capacidade de ação. Encontram-se, ainda, dança e jogos em cerimônias</p><p>13INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>guerreiras e religiosas. No entanto, é difícil a separação de manifestações de alegria e</p><p>prazer da recreação propriamente dita, neste momento de início da humanidade.</p><p>Na idade média, Awad e Pimentel (2015) afirmam que a recreação estaria presente</p><p>na sociedade pelas atividades da nobreza e organizadas pela figura do bobo da corte.</p><p>Essa prática não se restringia aos nobres, os plebeus também participavam de diversões</p><p>dirigidas, por exemplo, pela igreja, em eventos chamados de quermesses.</p><p>A partir do século XVII, os jogos passaram a ser vistos como um meio prazeroso de</p><p>se moralizar as crianças pobres, elas eram deixadas em depósitos infantis. Neste ambiente</p><p>havia rigidez do tutor, o que tornava o processo educativo não efetivo. Apesar disso, com o</p><p>objetivo de manter a atenção dos menores nas lições básicas, foram elaboradas músicas e</p><p>jogos pedagógicos, a união de tais técnicas foi chamada de recreação (MARINHO; PIMEN-</p><p>TEL, 2010). Neste momento, as crianças, então, poderiam aprender brincando.</p><p>Segundo Marinho e Pimentel (2010), os estados nacionais se preocupavam com</p><p>o progresso das cidades, sendo assim, posteriormente, surgiu a Educação Física como</p><p>forma de manter sob controle a formação moral e a saúde das crianças. A partir de então, a</p><p>recreação foi se direcionando a um passatempo dirigido, em especial as crianças.</p><p>Mas foi no final do século XIX que a recreação, como é chamada, surgiu nos Esta-</p><p>dos Unidos. No princípio, ela foi originada devido à necessidade de se englobar, em apenas</p><p>um termo, diversas atividades da cultura popular que os departamentos municipais eram</p><p>encarregados de organizar, supervisionar e difundir (GOMES, 2008). Assim, tal nome era</p><p>direcionado a um “conjunto de novas atividades lúdicas que são dirigidas no sentido de</p><p>preencher o tempo livre” (MARINHO; PIMENTEL, 2010, p. 24).</p><p>No Brasil, a recreação chegou por meio da educação salesiana que, por sua vez,</p><p>consideravam a recreação como instrumento para a educação (AWAD; PIMENTEL, 2015).</p><p>Em 1920, momento da Escola Nova, a educação brasileira conta com o lúdico na educação,</p><p>e, assim, se tem a inserção da recreação como disciplina na formação do curso normal,</p><p>como dito por Awad e Pimentel (2015). A partir de então inicia-se a publicação de obras</p><p>acerca da temática. É importante ressaltar que, nesse momento, a recreação era baseada</p><p>em músicas e jogos com objetivos educativos; apesar de não estar restrita à escola, ela</p><p>possuía relação de proximidade com esse espaço.</p><p>Com isso, é possível notar que a recreação teve sua origem atrelada ao aspecto</p><p>educacional, assim como passou por mudanças ao longo da história. Como afirmado por</p><p>Awad e Pimentel (2015, p. 16), “a recreação possui uma tradição que é a orientação de</p><p>atividades lúdicas, as mais diversas, que sofrem ajustes didáticos e motivacionais conforme</p><p>espaço e a especificidade do grupo atendido”.</p><p>CONHECENDO OS JOGOS, BRINQUEDOS</p><p>E BRINCADEIRAS COMO INSTRUMENTOS</p><p>DO LAZER E DA RECREAÇÃO EM ESPAÇO</p><p>FORMAIS E INFORMAIS3</p><p>TÓPICO</p><p>14INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Você já deve ter ouvido falar em jogos, brinquedos e brincadeiras! Mas o que é</p><p>comumente esquecido ou deixado de lado é a diferença entre eles. Vejamos a seguir as</p><p>definições desses termos.</p><p>O jogo, de acordo com Awad (2012, p. 19), é uma atividade natural do homem,</p><p>indispensável para o desenvolvimento infantil. Este é caracterizado pela “[...] presença de</p><p>regras acolhidas pelo grupo, buscando no desenrolar da atividade um vencedor”. É por</p><p>meio do jogo que a criança terá a possibilidade de se relacionar com o mundo, pois ela</p><p>vivenciará diferentes situações o que, consequentemente, influenciará no desenvolvimento</p><p>dos aspectos físicos, cognitivos e afetivos. Ademais, o jogo pode contribuir com a criativi-</p><p>dade, imaginação, expressividade, cooperação, socialização e outros, que são importantes</p><p>para o desenvolvimento do sujeito.</p><p>Para Huizinga (2007, p. 10), o jogo “é uma atividade voluntária. Sujeito a ordens,</p><p>deixa de ser jogo, podendo no máximo ser uma imitação forçada”. Na medida em que</p><p>ele proporciona prazer, se torna uma necessidade para o sujeito. Ademais, para o autor,</p><p>o jogo possui algumas características, sendo elas: o fato de ser livre, o “faz de conta”,</p><p>ser desinteressado – se situa como atividade temporária com finalidade autônoma, que é</p><p>realizada com objetivo de satisfação da própria realização –, o isolamento, a limitação – o</p><p>jogo é jogado até que se chegue ao fim dentro de limites de tempo e espaço –, fixação</p><p>como fenômeno cultural, o jogo cria ordem e é ordem - introdução na imperfeição da vida,</p><p>a perfeição temporária e limitada, pois quando se quebra uma regra se encerra o jogo.</p><p>15INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Para Oliveira et al. (2018), o jogo é marcado pelo prazer e pela imprevisibilidade,</p><p>pois não se sabe quem será o vencedor quando se inicia tal prática. Tal característica o</p><p>torna divertido. É importante destacar que nem sempre o jogo</p><p>será espontâneo, mas em</p><p>todos haverá o propósito já mencionado, de chegar ao vencedor ou ao empate.</p><p>Há uma infinidade de jogos, Caillois (1990) propõe uma forma para classificá-los,</p><p>são eles, Agon, Alea, Mimicry e Ilinx.</p><p>• Agon (competição): são aqueles jogos que aparecem como competição, é</p><p>como se fosse um combate, no qual são criadas condições iguais para competir,</p><p>seria uma rivalidade concentrada em uma qualidade, como rapidez, resistência,</p><p>força, memória… São exemplos: polo, tênis, futebol. Além disso, essa categoria</p><p>ainda engloba jogos nos quais os adversários iniciam a partida com as mesmas</p><p>condições, como, xadrez e dama.</p><p>• Alea (acaso): são aqueles que, ao contrário do Agon, uma decisão não depende</p><p>do jogador, são exemplos, jogos de dados, roleta, cara ou coroa. Nesse tipo de</p><p>jogo, o jogador não desenvolve suas habilidades, ele apenas aguarda a sorte e</p><p>arrisca apostas.</p><p>• Mimicry (imitação ou disfarce): tais jogos pressupõem uma aceitação temporá-</p><p>ria. O jogador torna-se um personagem ilusório. Mímica e disfarce caracterizam</p><p>esse tipo de jogo. Há apenas uma regra, o ator deve fascinar o espectador.</p><p>• Ilinx (vertigem): nessa classe estão os jogos que causam vertigem, como exem-</p><p>plo podemos citar o rodopio.</p><p>Existe, portanto, uma diferença entre jogo e brincadeira. Você já imagina qual é?</p><p>Vamos lá! Basicamente é a existência de um vencedor. Na brincadeira não é possível</p><p>encontrarmos um vencedor, pois ela acontece de maneira espontânea e acontece por</p><p>tempo indeterminado, até que se tenha motivação suficiente para a prática (CAVALLARI;</p><p>ZACHARIAS, 2005).</p><p>A brincadeira, então, pode ser compreendida como:</p><p>Ação lúdica espontânea e desprovida de regras preestabelecidas que per-</p><p>mita que a criança se expresse naturalmente por meio da sua imaginação,</p><p>fantasia e uma mistura do faz de conta com a realidade que a cerca em busca</p><p>de momentos de diversão que a levem ao estado de prazer, alegria e encan-</p><p>tamento, tornando-se essencial para o seu desenvolvimento e construção de</p><p>sua identidade social (AWAD, 2012, p. 15).</p><p>A brincadeira pode acontecer de forma individual ou em grupo, com materiais</p><p>ou não. De acordo com Awad (2012), ela é marcada principalmente pela capacidade da</p><p>criança de atribuir novos sentidos aos objetivos a sua volta, como exemplo: uma espiga de</p><p>16INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>milho pode se transformar em uma boneca; um lençol, em uma cabana, uma lata, em um</p><p>telefone. Nesse sentido, é nas brincadeiras que as crianças aprendem a compartilhar ideias</p><p>e objetivos, além de aprender a superar os conflitos e desafios, solucionar os problemas</p><p>que surgem, desenvolvendo formas de aprender as normas da sociedade (PERANZONI;</p><p>ZANETTI; NEUBAUER, 2013).</p><p>Assim como o jogo, existem diferentes categorias de brincadeiras, de acordo com</p><p>Kishimoto (2009). São elas:</p><p>• Brincadeiras tradicionais infantis: estão ligadas ao folclore, à mentalidade</p><p>popular. Essa modalidade de brincadeira guarda características de um período</p><p>histórico. Por ser de gênero folclórico, possui características de ser anônimas,</p><p>tradicionais no cotidiano das pessoas e universal, por exemplo, não há o conheci-</p><p>mento da origem da amarelinha, das parlendas, sabe-se somente que é passado</p><p>por gerações de maneira empírica e que fica, portanto, na memória das pessoas.</p><p>Nessa modalidade, as brincadeiras podem permanecer com sua estrutura ou</p><p>podem ser alteradas recebendo novas características. Por estar classificada</p><p>como experiências que são repassadas, essas brincadeiras conseguem garantir</p><p>o lúdico e a espontaneidade.</p><p>• Brincadeira de faz de conta: é também conhecida como simbólica, é a modalida-</p><p>de de brincadeira que deixa em maior evidência situações do imaginário de quem</p><p>brinca. Dá início quando a criança consegue se expressar e usar a linguagem,</p><p>expressando significados, sentimentos da vida social que vêm de experiência já</p><p>adquiridas ao longo dos anos, no ambiente familiar, escolar e outros círculos de</p><p>relacionamentos. Dessa forma, essa modalidade tem grande importância quando</p><p>pensamos principalmente no desenvolvimento simbólico da criança, que garante</p><p>o pensar racional do ser humano. Brincando de faz de conta, a criança pode,</p><p>portanto, aprender a criar formas de se expressar.</p><p>• Brincadeira de construção: essa modalidade é a responsável por fornecer es-</p><p>tímulos relacionados à criatividade e habilidade da criança. As brincadeiras de</p><p>construção permitem que a criança construa, transforme e destrua, estimula a</p><p>imaginação e o desenvolvimento da criança.</p><p>Os jogos e as brincadeiras, apesar de distintos, apresentam características em</p><p>comum. Como mencionado por Oliveira et al. (2018), ambos influenciam no desenvolvi-</p><p>mento das linguagens, tanto corporais quanto verbais, assim como na forma de utilizar um</p><p>objetivo, tendo estimado valor para a formação da criança.</p><p>Como jogos e brincadeiras estão interligados, Leão Júnior (2013), elenca possibili-</p><p>dades de organizar os jogos e as brincadeiras, são elas:</p><p>17INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>• Jogos e brincadeiras de integração: são atividades que têm objetivo de integrar</p><p>pessoas, para que o grupo conheça as características de todos de uma forma</p><p>geral.</p><p>• Jogos e brincadeiras interdisciplinares: são atividades que proporciona apren-</p><p>dizagem interdisciplinar que podem ser contemplados dentro da escola ou em</p><p>diferentes áreas de atuação.</p><p>• Jogos e brincadeiras adaptadas: objetivam a inclusão de todos os participantes,</p><p>seja com necessidades especiais e/ou deficiências que podem vivenciar dentro</p><p>de suas potencialidades e particularidades.</p><p>• Jogos e brincadeiras cooperativas: jogos que usam a coletividade para resolver</p><p>problemas, privilegiando a diversão como um todo.</p><p>• Jogos e brincadeiras competitivas: partem do princípio de haver um grupo ven-</p><p>cedor nas inúmeras formas de participar.</p><p>• Jogos e brincadeiras de aventura: vivências que proporcionam adrenalina, em</p><p>meio terrestre, marítimo ou aéreo.</p><p>• Jogos e brincadeiras aquáticas: são jogos e brincadeiras adaptados para o meio</p><p>aquáticos ou pensadas para ser realizadas exclusivamente nesse meio.</p><p>• Jogos e brincadeiras com músicas: são brincadeiras cantadas e cantigas de</p><p>rodas, que combinam movimentos corporais e músicas.</p><p>• Jogos e brincadeiras tradicionais: são realizadas a partir da relação entre os</p><p>mais velhos e os mais novos, usando da cultura popular de grupos sociais.</p><p>• Jogos e brincadeiras contemporâneas: são ligados à tecnologia que se trans-</p><p>forma e avança no ritmo das mudanças tecnológicas.</p><p>• Jogos e brincadeiras de improviso: ligados na ação do corpo ao brincar, a partir</p><p>do improviso.</p><p>Na organização mencionada podemos verificar que tanto os jogos quanto as</p><p>brincadeiras podem acontecer com ou sem materiais, dentre eles, o brinquedo pode ser</p><p>utilizado como uma possibilidade lúdica.</p><p>Há relatos que o brinquedo já está presente na vida do ser humano por muitos anos,</p><p>que é, na verdade, até impossível de apontar uma origem exata. Os povos mais antigos já</p><p>usavam brinquedos, como o pião e a bola, que eram de fácil confecção (VON, 2001).</p><p>Mas afinal, o que é o brinquedo? Brinquedo, é o “objeto ou instrumento utilizado</p><p>para o ato de brincar ou jogar, tornando-se parceiro da criança em suas brincadeiras e</p><p>jogos, levando à ação,imaginação e criação” (AWAD, 2012, p. 16). Por exemplo, uma bone-</p><p>ca, que é o brinquedo, permite que a criança, realize inúmeras formas de brincadeira, como</p><p>brincar de casinha, de mamãe e filhinha, de professor e aluna na escolinha. De acordo com</p><p>18INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Kishimoto (1997), o brinquedo é como um passaporte para o reino mágico de brincadeiras.</p><p>O brinquedo é fundamental, pois é por meio dele que a criança se comunica com o mundo,</p><p>e pelo brincar consegue expor seus sentimentos e pensamentos.</p><p>Dessa forma, o brinquedo pode ser dividido em três grupos (BÖHM, 2015):</p><p>• Brinquedos artesanais: são feitos à mão, por exemplo, o bilboquê, arco (bam-</p><p>bolê), pipa, entre outros.</p><p>São de matéria-prima encontradas dentro da própria</p><p>casa da criança, que são capazes de estimulá-las em sua criatividade, como, por</p><p>exemplo, uma simples caixa de leite que pode virar um carrinho de corrida.</p><p>FIGURA 1 - EXEMPLO DE BRINQUEDO ARTESANAL, BAMBOLÊ</p><p>Fonte: Shutterstock l 471937016.</p><p>• Brinquedos industrializados: são encontrados em lojas próprias de brinquedos que,</p><p>em geral, são fabricados de plástico ou metal e que chamam a atenção da criança.</p><p>FIGURA 2 - EXEMPLO DE BRINQUEDO INDUSTRIALIZADO</p><p>Fonte: Shutterstock l 1155338071.</p><p>19INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>• Brinquedos pedagógicos: são feitos de madeira, plástico ou tecido e contribuem</p><p>para o desenvolvimento da criança como um todo de maneira lúdica e recreativa.</p><p>FIGURA 3 - EXEMPLO DE BRINQUEDO PEDAGÓGICO</p><p>Fonte: Shutterstock l 372315763.</p><p>Após conhecermos os jogos, brincadeiras e brinquedos, vamos compreender como</p><p>cada um está presente e exerce influência nos espaços formais e informais de atuação do</p><p>profissional em Educação Física.</p><p>Desde muito cedo, as crianças são apresentadas a jogos, brinquedos e brincadeiras</p><p>no ambiente educacional, sendo de suma importância, pois possibilita o processo de aprendi-</p><p>zagem de diversas habilidades e também o desenvolvimento intelectual e motor (BÖHM, 2015).</p><p>No espaço educacional, o jogo é considerado por diversos estudiosos – Huizinga,</p><p>Kishimoto, Piaget e Vigotsky –, como uma estratégia importante para a prática pedagógica</p><p>de todos os componentes curriculares presentes na escola. A partir dessa visão ampla,</p><p>o jogo pode ser uma alternativa importante para solucionar problemas pedagógicos que,</p><p>por vezes, são deixados de lado pelos professores, que usam apenas em momentos de</p><p>recreação. Dentro do processo de ensino, o jogo pode fortalecer estratégias, para que</p><p>a criança consiga entender melhor o mundo que a cerca, por meio da experimentação</p><p>(VELOSO, 2009), além de servir como material didático de apoio para fixação de conteúdos</p><p>(DIAS; VASCONCELLOS; BARRETO, 2017).</p><p>Em específico, na Educação Física escolar, o jogo se constitui como instrumento</p><p>indispensável para o ensino (KISHIMOTO, 2017), assim como faz parte do próprio con-</p><p>teúdo da disciplina no processo de ensino-aprendizagem. Isso se aplica às brincadeiras</p><p>(SANTOS, 2008) e brinquedos. Todos eles fazem parte da prática pedagógica da Educação</p><p>Física e possuem valor educativo, possibilitando às crianças, como mencionado por Awad</p><p>20INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>e Pimentel (2015, p. 120), “descobrir os seus valores pessoais e sociais, desenvolvendo a</p><p>sua autonomia, desvendando as suas verdades, expondo os seus temores e dificuldades,</p><p>suas alegrias, seus gostos e vontades e possa se reconhecer como sujeito histórico social”.</p><p>Diante disso, podemos perceber que, na verdade, os jogos, brinquedos e brincadei-</p><p>ras são como um convite para interação e ensino-aprendizagem das crianças, pois, como</p><p>dito, beneficia tal processo. Cabe, portanto, aos professores de Educação Física, planejar</p><p>a utilização desses conteúdos, que não são poucos, como vimos anteriormente.</p><p>Aluno(a), vimos a relevância dos jogos, brinquedos e brincadeiras no espaço formal.</p><p>Mas como isso se aplica no espaço informal?</p><p>O que basicamente se altera é o espaço onde aplicamos tais conteúdos (como</p><p>exemplo clubes, academias, resorts), assim como o foco da intervenção, que fora da escola,</p><p>pensando na recreação, estará relacionado ao prazer, espontaneidade, diversão, liberdade</p><p>e não obrigatoriamente a um objetivo educacional. Apesar disso, os pontos positivos elenca-</p><p>dos acerca dos jogos, brinquedos e brincadeiras se farão presentes independentemente do</p><p>espaço, pois há características específicas destes, que estarão imbricados em sua prática.</p><p>Quando nos referimos ao lazer, os jogos, brinquedos e brincadeiras podem fazer</p><p>parte desse momento, buscando a satisfação pessoal dentro do seu tempo disponível.</p><p>Ressaltamos que assim como nos espaços formais, tais conteúdos também influenciam</p><p>o desenvolvimento da criança, mesmo que esse não seja o objetivo do momento, que, de</p><p>fato, não é quando nos referimos ao lazer como prática livre e desinteressada.</p><p>Agora, aluno(a), como aplicar todo esse conhecimento em sua atuação profissio-</p><p>nal? Vamos descobrir no decorrer da nossa apostila.</p><p>Você sabia que o lazer é um direito social previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de</p><p>1988? O lazer é discutido em 4 artigos da Constituição (6º, 7º, 217º, 227º), sendo considerado um direito</p><p>básico dos trabalhadores, assim como saúde, educação, alimentação, moradia, segurança, entre outros,</p><p>sendo, portanto, responsabilidade do poder público assegurar o acesso ao lazer. Além disso, o lazer é visto</p><p>como prioridade na formação de crianças, jovens e adolescentes, sendo de dever da família e da sociedade.</p><p>Fonte: BRASIL (1988).</p><p>21INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Chegamos ao fim da unidade I de nossa apostila de Lazer e Recreação e, durante</p><p>nossa caminhada, conceituamos o lazer e a recreação, conhecemos seus percursos his-</p><p>tóricos e, por fim, falamos de jogos, brinquedos e brincadeiras e seu papel no lazer e na</p><p>recreação em espaços formais e informais.</p><p>Acerca do lazer foi possível verificar que sua origem pode estar atrelada tanto a</p><p>fases antigas da história humana quanto à modernidade. Ademais, identificamos que não</p><p>há um consenso para sua definição, por isso, no estudo do primeiro tópico foram trazidos</p><p>diferentes conceitos para que você compreenda a dinâmica e complexidade dos estudos</p><p>do lazer, podendo, a partir disso, atuar e transpor tais conhecimentos de forma autônoma</p><p>e crítica em sua prática profissional.</p><p>Diferente do lazer, a recreação, possui sua origem desde o início dos tempos, na</p><p>era primitiva, na qual o homem já se recreava, assim como possui um conceito estabeleci-</p><p>do, ou seja, é a atividade que proporciona diversão e entretenimento ao sujeito com ativo</p><p>envolvimento. Tal prática pode ser motivada por estímulos internos, por exemplo, “eu quero</p><p>participar da recreação, porque me traz prazer” e estímulos externos, “eu quero participar</p><p>da recreação, porque meu amigo estará lá”.</p><p>Ao chegarmos no último tópico desta unidade, podemos verificar que jogos, brin-</p><p>quedos e brincadeiras possuem diferenças entre suas definições. Apesar disso, se asse-</p><p>melham e, por vezes, estão atrelados na prática, da mesma forma que contribuem com o</p><p>desenvolvimento da criança que brinca, seja no espaço formal ou informal.</p><p>Então, aluno(a), concluímos a primeira fase de nossa empreitada acadêmica, em</p><p>direção à formação em Educação Física, com foco no Lazer e Recreação. Apesar de seu</p><p>caráter de diversão, espontaneidade e liberdade, tais conteúdos são indispensáveis para</p><p>construir uma sólida bagagem de conhecimentos da área.</p><p>E agora? Qual será o próximo passo? Vamos descobrir na unidade II.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>22INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>Brinquedos alternativos (sucatas) e a criança</p><p>Os brinquedos são utilizados para a ação do brincar, tornando-se parceiros da</p><p>criança no processo de imaginação e criação. Muitos dos brinquedos que temos na atuali-</p><p>dade, foram construídos há milhares de anos, que serviam como instrumentos de guerra.</p><p>Entretanto, nos dias atuais, encontramos inúmeras variedades de brincadeiras de diferentes</p><p>formas e funções que estimulam o lúdico e o pedagógico.</p><p>Os brinquedos são encontrados sob algumas classificações, como industrializados,</p><p>que são comprados em lojas especializadas e artesanais que podem ser criados pelas</p><p>próprias crianças acompanhadas dos responsáveis. Nesse sentido, uma vassoura pode</p><p>simbolicamente representar um cavalo que pode ser usado em diferentes contextos, a</p><p>partir da imaginação da criança.</p><p>Todo material alternativo (sucata) pode ser transformado em brinquedos desde que</p><p>haja criatividade, imaginação e segurança, por isso, o acompanhamento de um adulto ou</p><p>responsável durante a construção do</p><p>brinquedo é importante. Na intenção estimular pais e</p><p>responsáveis, educadores e profissionais da área do lazer, recreação e lúdico, será exposto</p><p>a seguir alguns cuidados básicos ao selecionar e limpar os materiais que serão utilizados:</p><p>• Limpar e esterilizar os materiais da sucata para evitar contato com ferrugens e</p><p>bactérias;</p><p>• Evitar selecionar materiais cortantes, como, por exemplo, latinha de refrigerante</p><p>aberta, para que não ofereça perigo a integridade da criança;</p><p>• Não oferecer material muito pequeno para crianças com idade de zero a 4</p><p>anos, pois eles podem levar à boca.</p><p>Por fim, tomando esses cuidados essenciais, ofereça para a criança a oportunidade</p><p>e contato com a experiência de confeccionar esses brinquedos alternativos, que são de</p><p>baixo custo e podem proporcionar muita diversão e aprendizados.</p><p>A seguir, será abordado um exemplo de brinquedo alternativo que é muito conheci-</p><p>do pela sociedade: pé de lata, recomendado para crianças a partir de quatro anos de idade</p><p>e busca desenvolver equilíbrio, coordenação motora e noções de alternância.</p><p>Para confeccionar este brinquedo será necessário, duas latas vazias de leite em pó ou</p><p>de achocolatado, três metros de corda, prego, martelo e materiais para decoração conforme</p><p>preferência do indivíduo. Para confeccionar, realize dois furos no fundo das latas e passe a</p><p>corda por dentro deles e amarre, em seguida faça a decoração. Nessa brincadeira, a criança</p><p>deverá segurar as duas pontas da corda e equilibrar os pés, um sobre cada lata. Para se loco-</p><p>mover, deve-se elevar um cordão de cada vez para manter o contato do pé com a lata. Pode</p><p>ser colocar para estimular e aumentar o grau de complexidade, obstáculos durante o percurso.</p><p>Fonte: AWAD (2012).</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>MATERIAL COMPLEMENTAR</p><p>23INTRODUÇÃO AO LAZER E À RECREAÇÃOUNIDADE 1</p><p>FILME/VÍDEO</p><p>• Documentário: Ócio, Lazer e Tempo Livre</p><p>• Ano: 2018</p><p>• Sinopse: O documentário em questão, foi produzido pelo SescTv</p><p>durante a 15ª edição do Congresso Mundial de Lazer e traz em</p><p>50 minutos, ideias e reflexões sobre temas acerca do ócio, lazer</p><p>e tempo livre, a partir de concepções de grandes estudiosos do</p><p>mundo, que se dedicam a estudar o tema.</p><p>• Link: https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?-</p><p>mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Lazer, Recreação e Educação Física</p><p>• Autores: Christianne Lucce Gomes Werneck e Helder Ferreira</p><p>Isayama</p><p>• Editora: Autêntica</p><p>• Sinopse: O livro aborda as diferenças entre os termos recreação</p><p>e lazer, e como eles estão inseridos dentro da área da Educação</p><p>Física. A ideia é também contribuir com o processo de formação do</p><p>profissional, pensando em propostas de intervenção qualificada,</p><p>auxiliando no trabalho didático de alunos e professores.</p><p>LIVRO</p><p>• Título: Lazer: Formação e Atuação Profissional;</p><p>• Autor: Nelson Carvalho Marcellino;</p><p>• Editora: Papirus.</p><p>• Sinopse: O livro aborda quatro eixos temáticos: a universidade</p><p>e a formação profissional, as diferenças entre os setores público e</p><p>privado, a multiplicidade de profissionais e de funções, e a empresa</p><p>e o lazer.</p><p>https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1</p><p>https://sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/?mediaId=1dd88d71d70d907794b6d7e45cdae2b1</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Christianne+Lucce+Gomes+Werneck&text=Christianne+Lucce+Gomes+Werneck&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&field-author=Helder+Ferreira+Isayama&text=Helder+Ferreira+Isayama&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&field-author=Helder+Ferreira+Isayama&text=Helder+Ferreira+Isayama&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>Plano de Estudos</p><p>• A recreação em ambiente formal com foco na escola e interdisci-</p><p>plinaridade;</p><p>• Recreação com grupos específicos: de três anos a terceira idade;</p><p>• Recreação em espaços não formais: hotelaria, festa infantil,</p><p>ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.</p><p>Objetivos da Aprendizagem</p><p>• Estudar a recreação em ambiente formal com foco na escola e</p><p>interdisciplinaridade;</p><p>• Conhecer a recreação para grupos específicos: de 3 anos a terceira</p><p>idade;</p><p>• Explorar a recreação em espaços não formais: hotelaria, festa</p><p>infantil, ônibus, clubes, espaço aquático, hospitais e academias.</p><p>RECREAÇÃO: BRINCANDO RECREAÇÃO: BRINCANDO</p><p>E ENCANTANDO EM E ENCANTANDO EM</p><p>DIFERENTES ESPAÇOS DIFERENTES ESPAÇOS</p><p>E COM DIVERSAS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕESPOPULAÇÕES2UNIDADEUNIDADE</p><p>Professor(a) Me. Bruna Solera</p><p>Professor(a) Me. Pollyana Mayara Nunhes</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>25RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>UNIDADE 2</p><p>Olá, aluno(a), seja bem-vindo(a) à segunda unidade da nossa apostila de Lazer e</p><p>Recreação, “Recreação: Brincando e Encantando em Diferentes Espaços e com Diversas</p><p>Populações”.</p><p>Ao ler o título da nossa unidade, o que você imagina que aprenderá neste mo-</p><p>mento? Vamos lá! Na etapa anterior conhecemos o lazer, a recreação, jogos, brinquedos</p><p>e brincadeiras, nesta unidade iremos dar prosseguimento ao conteúdo, de forma que você</p><p>consiga verificar as características dos sujeitos com os quais trabalhará e dos possíveis</p><p>espaços de atuação para o profissional de Educação Física na área da recreação.</p><p>Sendo assim, nosso conteúdo está dividido em três momentos. Iniciaremos es-</p><p>tudando a recreação em ambiente formal, com foco na escola e na interdisciplinaridade,</p><p>em seguida, conheceremos a recreação para grupos de 3 anos a terceira idade e, por fim,</p><p>exploraremos a recreação em diferentes espaços, como na hotelaria, festa infantil, ônibus,</p><p>clubes, espaços aquáticos, hospitais e academias.</p><p>Vamos juntos desvendar tais possibilidades!</p><p>Ótimo estudo!</p><p>26UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>RECREAÇÃO EM AMBIENTE</p><p>FORMAL: FOCO NA ESCOLA E</p><p>INTERDISCIPLINARIDADE1</p><p>TÓPICO</p><p>Caro(a) aluno(a), você já deve ter notado que estamos utilizando o termo ambiente</p><p>formal. Pois é, ao mencioná-lo estamos nos referindo à escola. Sendo assim, neste tópico</p><p>estudaremos a recreação como possibilidade para a Educação Física na escola e sua</p><p>relação com a interdisciplinaridade.</p><p>Para adentrarmos em nossa temática específica, questiono a você: o que é a esco-</p><p>la? Aliás, pense em uma pergunta ainda mais ampla: o que é a Educação?</p><p>De acordo com o Grupo de Trabalho Pedagógico (1991, p. 33):</p><p>Educação é uma parte da socialização geral, isto é, aquele setor de intera-</p><p>ção conscientes e socialmente regulamentadas, nas quais o jovem, no seu</p><p>processo de desenvolvimento, é qualificado a aprender maneiras culturais de</p><p>uma sociedade e prosseguir no seu desenvolvimento, e neste processo de</p><p>qualificação torna-se uma pessoa independente e responsável.</p><p>Frente a essa definição podemos compreender que a educação representa um</p><p>campo organizado, planejado, sistematizado e com uma intenção, um propósito, assim</p><p>como ela visa sempre o aluno. O aluno é o centro do processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Sendo assim, ele</p><p>não deve ser encarado apenas como receptor de conhecimentos, mas</p><p>possibilitar ao educando a compreensão de mundo e da realidade social. Uma das formas</p><p>de se fazer isso, é por meio da experiência.</p><p>A experiência é uma ação pedagógica que possibilita amplos conhecimentos,</p><p>transmissões de valores (GRUPO DE TRABALHO PEDAGÓGICO, 1991), desenvolvendo a</p><p>capacidade dos alunos de atuar de forma autônoma. Tal experiência é efetivada na escola.</p><p>A escola é um espaço onde o aluno terá acesso aos conhecimentos culturais e científicos</p><p>historicamente produzidos, não se limitando à mera reprodução destes.</p><p>27UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>Neste cenário, a Educação Física possui objetivo educacional, distanciando-se da</p><p>prática pela prática, do famoso “rola bola”, aproximando-se da formação de indivíduos críti-</p><p>cos que possam agir autonomamente para além dos muros da escola. Ou seja, a Educação</p><p>Física na escola tem o papel de possibilitar ao aluno conhecer, experimentar, vivenciar,</p><p>aprender diferentes práticas corporais, de forma que quando este sujeito encerre seus</p><p>estudos na Educação Básica, ele consiga tomar suas próprias decisões fora da escola.</p><p>Observe que a Educação Física escolar possui objetivos de formação humana e</p><p>não se resume à prática sem intencionalidade, apenas pelo prazer e com fim em si mesma.</p><p>Devido a isso, a recreação sofre por ser considerada por alguns como meio de fragmen-</p><p>tação ou desvalorização da disciplina na escola, isso se dá, principalmente, no Ensino</p><p>Infantil, em que ela é vista com “fim em si mesma e sem a participação articulada e efetiva</p><p>do professor” (GOMES-DA-SILVA, 2010, p. 25).</p><p>De fato, aluno(a), uma aula apenas de caráter recreativo – sem intencionalidade e</p><p>sem objetivo educativo, formativo – pode não contemplar os fins da educação e Educação</p><p>Física. É preciso transcender a prática apenas pela diversão no contexto escolar.</p><p>Apesar disso, ao utilizarmos a recreação da forma correta, podemos levá-la para</p><p>nossas aulas (não como prática recorrente, ou seja, em todas as nossas aulas), pois de</p><p>acordo com Awad e Pimentel (2015, p. 121):</p><p>As práticas de recreação espontânea e criativa na escola podem conduzir</p><p>as crianças para o aprendizado e reflexão quando se considera a tríplice</p><p>relação: homem - pessoa em seu contexto social, cultural e afetivo; tempo</p><p>- período histórico social em que o indivíduo está inserido e a sua disponibi-</p><p>lidade para a vivência lúdica, e o espaço - ambiente cultural onde ocorrem</p><p>as manifestações, sejam estas em escolas públicas ou colégios particulares</p><p>localizados em bairros periféricos ou centrais.</p><p>Veja, aluno(a), que há uma intencionalidade na utilização da recreação, viabilizan-</p><p>do-a, diferente de quando apenas a utilizamos como forma de divertir as crianças. Para</p><p>Awad e Pimentel (2015, p. 121):</p><p>[...] a intencionalidade da utilização da recreação é fazer com que o próprio</p><p>aluno deseje vivenciar práticas e manifestações lúdicas, porém possa pau-</p><p>latinamente questioná-la criticamente, procurando superar a função abstrata</p><p>que a recreação acaba por diversas vezes assumindo, para que experimente</p><p>lucidamente sensações de realização, satisfação e prazer.</p><p>Além disso, no espaço formal, podemos e devemos nos utilizar de instrumentos</p><p>também usados na recreação, como forma de orientar o processo de ensino-aprendizagem,</p><p>ou seja, os jogos, brinquedos e brincadeiras, com o fim de cumprir os objetivos estabeleci-</p><p>dos para determinada etapa de ensino, no caso referido, Ensino Infantil.</p><p>Há outras opções para se utilizar a recreação além das aulas de Educação Física.</p><p>Podemos utilizá-la também em aulas específicas de recreação, como atividade extracurri-</p><p>cular e como meio de trabalho da interdisciplinaridade.</p><p>28UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>As aulas específicas extracurriculares podem ter diferentes objetivos por meio da</p><p>recreação, como: desenvolver o aspecto motor, social, cognitivo, criatividade, cooperação,</p><p>entre outros que serão contemplados de acordo as atividades desenvolvidas. Aspectos</p><p>estes que contribuem com o processo de ensino-aprendizagem durante o horário regular</p><p>de aulas, assim como o desenvolvimento do próprio aluno.</p><p>Acerca da interdisciplinaridade, precisamos, antes tudo, defini-la. Você sabe o que</p><p>significa esse termo? Podemos dizer “que estabelece relações entre duas ou mais disciplinas</p><p>ou ramos de conhecimento” ou “que é comum a duas ou mais disciplinas” (HOUAISS, 2013).</p><p>O conceito chegou ao Brasil por volta dos anos de 1960 e se intensificou a partir da</p><p>promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394), de 1996 e com</p><p>a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), em 1998. Isso influenciou o traba-</p><p>lho da escola e professores nos diversos níveis de ensino, de modo a fazê-los compreender o</p><p>processo de ensino-aprendizagem de uma maneira sistêmica (LIMA; AZEVEDO, 2014).</p><p>O uso da recreação por meio dos jogos, brinquedos e brincadeiras, em caráter in-</p><p>terdisciplinar, surge como uma forma de socialização dos alunos, de estímulo à cooperação</p><p>e participação deles. Para isso, o professor deve planejar de modo que aguce o interesse</p><p>do aluno e que tais conteúdos sejam significativos a ele, com objetivo, e que este objetivo</p><p>esteja claro, para não cairmos na prática pela prática.</p><p>Pensando no ensino da matemática, no modelo tradicional teríamos o professor</p><p>passando os exercícios, explicando no quadro e os alunos copiando e respondendo. Nesse</p><p>sentido, para unir essa aula com a Educação Física, pode-se pensar em usar o boliche adap-</p><p>tado, em que os alunos precisam arremessar a bola, acertando no pino que contém a res-</p><p>posta correta. É uma atividade de caráter interdisciplinar, pois envolve Matemática, Educação</p><p>Física e cognitivo (necessita realizar o cálculo mental). Dessa forma, o ensino-aprendizagem</p><p>da matemática, que é tão complexo, pode tornar-se prazeroso e eficaz (WIERTEL, 2016).</p><p>O mesmo pode acontecer com as aulas de Educação Física. O professor pode</p><p>associar conteúdos, por exemplo, da física nas aulas de Educação Física, relacionando</p><p>centro de gravidade com a postura em determinados esportes. Assim como, em específico</p><p>com a recreação, pode-se trazer para a prática brincadeiras, como jogo da memória com</p><p>peças relacionadas aos conceitos de biologia.</p><p>Enfim, há uma infinidade de possibilidades oferecidas para o trabalho interdisciplinar</p><p>com a recreação por meio dos jogos, brinquedos e brincadeiras. E tais possibilidades podem</p><p>ser utilizadas tanto pela Educação Física quanto pelas demais disciplinas. Para efetivar tal</p><p>ação, seja por meio da recreação ou não, é necessário o envolvimento de todos os profes-</p><p>sores dos componentes curriculares existentes na escola, na construção do planejamento.</p><p>29UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>RECREAÇÃO COM GRUPOS</p><p>ESPECÍFICOS: DE TRÊS ANOS</p><p>A TERCEIRA IDADE2</p><p>TÓPICO</p><p>Aluno(a), neste tópico você irá conhecer as características dos grupos de três</p><p>anos a terceira idade para prática da recreação. Durante a recreação, o que utilizamos</p><p>para contemplar as características desta são jogos, brinquedos e brincadeiras. Temos uma</p><p>infinidade de possibilidades que vão variar de acordo com a faixa etária que atuaremos.</p><p>Optamos por dividir a temática por grupos específicos de acordo com a idade,</p><p>sendo eles: crianças de 3 a 4 anos; 5 a 6 anos; 7 a 8 anos; 9 a 10 anos; 11 a 12 anos;</p><p>adolescentes; adultos; idosos e pessoas com deficiência.</p><p>• Crianças de 3 a 4 anos: nesta idade as crianças estão em processo de descober-</p><p>ta, é uma fase que Awad (2012) considera ser a de autoconhecimento. Além disso, 3</p><p>a 4 anos é uma faixa etária que está intimamente ligada a atividades que envolvem a</p><p>imaginação. Brincadeiras como caça ao tesouro, em que se tem como personagem</p><p>um pirata bonzinho e uma princesa a ser resgata, envolvem as crianças do começo</p><p>ao fim. Ademais,</p><p>as pistas do caça devem ser simples, de forma que a criança con-</p><p>siga desvendá-las, ou pode-se substituí-las: pode usar pegadas, glitter que mostrem</p><p>o caminho até o tesouro. Outra opção é uma bruxinha que faz uma poção mágica de</p><p>ingredientes malucos e ao final tudo isso se transforma em brigadeiro.</p><p>FIGURA 1 - BRINCADEIRA POÇÃO MÁGICA</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>30UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>Além disso, nesta idade, o recreador precisa de muita energia, pois as crianças</p><p>podem se distrair facilmente, assim como uma brincadeira programada para durar</p><p>30 minutos pode ser finalizada em 10 minutos. Agilidade, animação e criatividade</p><p>são essenciais para lidar com as crianças de 3 a 4 anos.</p><p>• Crianças de 5 a 6 anos: fase na qual a criança vai desenvolvendo grandes</p><p>movimentos, como andar, correr, trepar e saltar, e são como necessidade para</p><p>essas idades. De acordo com Gouvêa (1967), neste momento a imaginação</p><p>ainda é viva, podendo a criança confundir muitas vezes o imaginário com o</p><p>real. Elas gostam de ouvir histórias, se identificam com os personagens e vivem</p><p>intensamente cenas. Não se deve valorizar a competição, deve-se estimular a</p><p>cooperação (GOUVÊA, 1967), brincadeiras cantadas são uma ótima opção.</p><p>Nesta fase podemos trabalhar com brincadeiras mais elaboradas quando com-</p><p>parada a idade anterior mencionada, agora, o caça ao tesouro pode ter um vilão</p><p>e para achar o tesouro, pistas do tipo charadas (simples) podem ser utilizadas.</p><p>Nesta idade, o recreador, mesmo que sem fantasia completa, consegue prender</p><p>a atenção das crianças.</p><p>FIGURA 2 - CAÇA AO TESOURO</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>O recreador que atua com crianças de 5 a 6 anos deve ser dinâmico e sempre</p><p>demonstrar empolgação com as atividades. Brincar com as crianças faz toda a di-</p><p>ferença (claro, com responsabilidade e mantendo a atenção em todas as crianças).</p><p>• Crianças de 7 a 8 anos: essa idade, é aquela que podemos chamar de “radical”,</p><p>pois são crianças que já apresentam pouco medo de personagens, a imaginação</p><p>já não é sua principal característica. Elas possuem maior condicionamento físico</p><p>(AWAD, 2012), gostam de brincadeiras e jogos que tenham uma pitada de com-</p><p>petição. Mas cuidado! Essa competição deve ser suave, de forma que ambas</p><p>31UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>as equipes tenham possibilidade de vencer. Nessa idade as crianças adoram</p><p>brincadeiras em equipe com bola, desafios e grandes jogos (veremos exemplos</p><p>de jogos e brincadeiras na unidade IV).</p><p>FIGURA 3 - RECREADOR E SUA EQUIPE CRIANDO A ESTRATÉGIA PARA A BRINCADEIRA</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>• Crianças de 9 a 10 anos: fase marcada pela competição entre meninos e me-</p><p>ninas (AWAD, 2012). Aqui os jogos e brincadeiras ficam mais acirrados, podendo</p><p>introduzir até mesmo brincadeiras com terror e disputas entre equipes. Podemos</p><p>criar várias regras e detalhes para o jogo que as crianças serão capazes de</p><p>entender e jogar com efetividade.</p><p>FIGURA 4 - EXPLICAÇÃO DO JOGO COM A SEPARAÇÃO DAS EQUIPES</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Nesta idade a participação ativa do recreador durante toda a recreação é indis-</p><p>pensável. Você deve ser o parceiro de equipe que ajuda a pensar nas estratégias</p><p>para os jogos.</p><p>32UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>• Crianças de 11 a 12 anos: grupo de crianças desta idade já não se consideram</p><p>mais crianças, não se atraem por brincadeiras simples ou por imaginação. Gostam</p><p>de ação, jogos com competição, desafiadores e diferentes. Adoram videogames,</p><p>então uma ideia que atrai essa idade são brincadeiras criadas a partir de jogos</p><p>do videogame, assim como atividades como escorrega sabão e jogos de cartas.</p><p>FIGURA 5 - RECREADOR E SUA EQUIPE CRIANDO A ESTRATÉGIA PARA A BRINCADEIRA</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Para as crianças de 9 e 10 anos, o recreador deve participar e motivar as crianças</p><p>no envolvimento das atividades. O recreador passivo dificilmente terá sucesso.</p><p>• Adolescentes: essa etapa é considerada, por Awad (2012), como fase de tran-</p><p>sição entre a infância e a juventude. Os adolescentes sentem vergonha e rebeldia</p><p>devido às mudanças físicas. Recreação para adolescentes foca em atividades</p><p>de aventura, como sandboard (Figura 5), vertigem e competição. O recreador</p><p>que atua com adolescentes precisa procurar estratégias para envolvê-los, assim</p><p>como criar um vínculo com eles e participar ativamente das atividades.</p><p>FIGURA 6 - SANDBOARD EM DUNAS</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>• Adultos: é uma fase mais ativa. Apresentam dificuldade de organização em</p><p>grupos, então, antes de iniciar tais atividades, é importante verificar as poten-</p><p>33UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>cialidades desses sujeitos. Há aproximação com atividades esportivas e físicas,</p><p>jogos de sorte e azar, festas, gincanas, passeios e viagens (AWAD, 2012).</p><p>FIGURA 7 - ADULTOS EM JOGOS DE SORTE E AZAR</p><p>Fonte: Shutterstock l 1433757422</p><p>Observe, aluno(a), que a recreação para adultos é diferente das demais faixas</p><p>etárias. Assim, o recreador também deve assumir outra postura.</p><p>• Idosos: para Awad (2012), essa fase é aquela em que há o regresso à Infância,</p><p>há necessidade de contar tudo que fizeram, valorizam mais a participação do que</p><p>o resultado. Veja, aluno(a), atividades competitivas não são a melhor opção nessa</p><p>idade. De acordo com Awad e Pimentel (2015), a recreação atua com os idosos</p><p>como forma de adaptação às mudanças e às perdas sociais. Evite atividades que</p><p>os mantenha em pé por muito tempo, que envolva velocidade ou criem desequi-</p><p>líbrio. Idosos valorizam atividades em grupo, e precisam delas, são exemplos:</p><p>canto, dança, jogos de baralho, jogos de tabuleiros, cinema e passeios.</p><p>FIGURA 8 - ATIVIDADE DANÇA COM IDOSOS</p><p>Fonte: Shutterstock l 1032087967</p><p>O recreador que atua com idosos deve dar a eles a atenção necessária, tomar os</p><p>devidos cuidados e atender às suas necessidades.</p><p>34UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>• Pessoas com deficiência: as pessoas com deficiência, independentemente</p><p>de qual seja, assim como a idade – crianças, adolescentes, adultos – não são</p><p>diferentes dos demais grupos, desejando por meio da recreação o prazer e a</p><p>diversão. No entanto, é preciso observar que o planejamento do recreador deve</p><p>estar estruturado para atender tais sujeitos, assim como os demais.</p><p>Pense, caro(a) aluno(a), quais adaptações você deverá utilizar para incluir, por</p><p>exemplo, crianças com deficiência física?</p><p>FIGURA 9 - CRIANÇA USUÁRIA DE CADEIRA DE RODAS SENDO AUXILIADA NA BRINCADEIRA</p><p>Fonte: Shutterstock l 512571358</p><p>Vamos lá! Ao planejar a sua recreação pense no espaço físico que será utilizado</p><p>para a recreação, nos materiais e possibilidades de participação dessa criança de forma</p><p>ativa junto aos demais. Veja que na Figura 9 um amigo está auxiliando a criança com</p><p>deficiência, esta pode ser uma estratégia utilizada, assim como o próprio recreador pode</p><p>contribuir com isso, caso necessário.</p><p>Aluno(a), podemos verificar que cada um dos grupos possui características especí-</p><p>ficas e algumas em comum, assim, de acordo com o grupo que o recreador escolher atuar</p><p>exigirá um tipo de perfil.</p><p>Mas como escolher esse grupo para sua atuação?</p><p>Acreditamos, com base em nossa prática, que você deve se identificar com o grupo e</p><p>suas características para selecioná-lo. Por exemplo, eu, Prof. Bruna, sempre atuei com crian-</p><p>ças de 4 a 11 anos, pois me identifico com as características desses grupos – imaginação,</p><p>grandes jogos, o brincar junto com as crianças. Enquanto eu, Prof. Pollyana, gosto mais de</p><p>atuar com crianças de 11 a 12 anos e adolescente que, como vimos anteriormente, são faixas</p><p>etárias que compreendem as atividades de maneira rápida e gostam muito de competição.</p><p>O prazer do recreador em atuar deve ser considerado para tal escolha, pois um</p><p>recreador desmotivado não conseguirá motivar o seu grupo</p><p>para a prática dos jogos e</p><p>brincadeiras propostos.</p><p>35UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>RECREAÇÃO EM ESPAÇOS NÃO</p><p>FORMAIS: HOTELARIA, FESTA</p><p>INFANTIL, ÔNIBUS, CLUBES, ESPAÇO</p><p>AQUÁTICO, HOSPITAIS E ACADEMIAS3</p><p>TÓPICO</p><p>Neste tópico iremos explorar a recreação a partir dos diferentes espaços nos quais</p><p>ela pode acontecer e é neles que você, como recreador(a), poderá atuar. Selecionamos os</p><p>espaços não formais que seguem: hotelaria, festa infantil, ônibus, clubes, espaço aquático,</p><p>hospitais e academias.</p><p>3.1 Hoteleira</p><p>A recreação em espaços de hotelaria, nada mais é do que a recreação que acon-</p><p>tece em hotéis, sendo eles pequenos ou grandes, localizados no litoral ou não. Além disso,</p><p>pode ser um hotel fazenda, um hotel com parque aquático ou um resort.</p><p>Nestes espaços, o recreador pode ser contratado como freelancer por empresa</p><p>terceirizada, pelo próprio local (MIAN, 2015b) ou até mesmo com registro em carteira de</p><p>trabalho. A contratação pode ser para todo o ano ou sem fim definido, e para altas tempo-</p><p>radas, por exemplo: em hotéis litorais, a alta temporada seria no verão.</p><p>A atuação do recreador nesses espaços é, em sua maioria, efetivada por meio do</p><p>trabalho em grupo com outros recreadores, ou seja, há uma equipe de recreação. A rotina</p><p>varia entre os hotéis, mas em sua maioria ocupam todo o dia (8h às 23h) ou metade do pe-</p><p>ríodo (9h às 17, 14h às 22h) quando há troca da equipe de recreadores. Essa rotina funciona</p><p>da mesma forma para finais de semana, então, o recreador em hotéis trabalha de segunda a</p><p>segunda, em alguns locais ele possui uma folga por semana e um domingo por mês.</p><p>Sendo assim, a programação para a recreação deve ser feita para todo o dia, uti-</p><p>lizando os espaços do hotel, passeios, jogos e brincadeiras que vão variar de acordo com</p><p>o grupo que se está atuando. Ademais, ressaltamos que durante o horário de trabalho, os</p><p>recreadores usam uniforme próprio para recreação, mas para algumas atividades podem</p><p>utilizar fantasias ou outros trajes permitidos pelo espaço.</p><p>36UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>FIGURA 10 - UNIFORME RESORT</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Aluno(a), parece ser uma rotina puxada, certo? Mas o resultado do envolvimento</p><p>com os sujeitos é satisfatório.</p><p>3.2 Festa Infantil</p><p>A recreação em festa infantil pode acontecer em diversos espaços, como buffets,</p><p>chácaras, clubes, espaços públicos e na própria casa do aniversariante. Em específico,</p><p>nos buffets a atuação do recreador se torna, por vezes, mais limitada aos brinquedos do</p><p>espaço, atuando, assim, como monitor (aquele responsável por monitorar as crianças).</p><p>Já nos demais locais mencionados, a recreação possui outra característica, o re-</p><p>creador tem o papel de brincar com as crianças por meio de jogos e brincadeiras planejadas</p><p>com antecedência. Nesse contexto, a contratação geralmente é feita por horas de trabalho.</p><p>Você pode ser autônomo, trabalhar para alguma empresa ou ter seu próprio negócio.</p><p>Na festa, o recreador pode trabalhar de forma individual, em duplas ou na quanti-</p><p>dade que achar necessário. Mas quanto mais crianças, mais recreadores. Indicamos para</p><p>o trabalho individual uma festa que tenha no máximo 10 crianças. Acima disso, o ideal seria</p><p>dois recreadores, acima de 35 crianças três recreadores, e assim por diante.</p><p>A programação deve ser elaborada de acordo com as horas de trabalho, por exem-</p><p>plo, na cidade de Maringá-PR, a maioria das festas que a empresa Tia Pink e Cia. se envol-</p><p>ve, tem duração de 3 horas. Sendo assim, nossa organização tem brincadeiras e jogos que</p><p>supram todo esse tempo. Além disso, o recreador em festa infantil pode atuar de uniforme</p><p>(Figura 11) ou caracterizado. Há profissionais que preferem trabalhar fantasiados de acordo</p><p>com o tema da festa, outros de palhaços, ou seja, são inúmeras as possibilidades.</p><p>37UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>FIGURA 11 - UNIFORME RECREAÇÃO TIA PINK E CIA</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Aluno(a), em festas infantis a recreação é mais dinâmica do que em hotéis, pois</p><p>são poucas horas que o profissional tem para conquistar as crianças e envolvê-las em</p><p>todas as atividades.</p><p>3.3. Ônibus</p><p>Ao nos referirmos à recreação no espaço do ônibus, estamos especificamente nos</p><p>referindo aos passeios de turismo e viagens turísticas. Para que a recreação ocorra com</p><p>sucesso é preciso saber antecipadamente as características das pessoas que estarão no</p><p>espaço e todo o cronograma do passeio.</p><p>De acordo com Mian (2015a), as atividades propostas pelo recreador devem atingir</p><p>a participação de todos os sujeitos, estando eles, principalmente, sentados (por motivos de</p><p>segurança), sejam eles, crianças, adultos ou idosos. Apesar disso, o recreador ficará em</p><p>pé, ele pode usar uniforme da empresa que contratou, assim como microfone e outros</p><p>materiais que ache necessário para suas atividades.</p><p>FIGURA 12 - RECREAÇÃO NO ÔNIBUS</p><p>Fonte: WordPress (2010).</p><p>38UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>Para o autor, o maior desafio deste tipo de recreação é fazer com que o recreador</p><p>seja uma figura interessante, assim como seu trabalho apareça como uma alternativa</p><p>atraente para o entretenimento a bordo (MIAN, 2015a). Para isso, há várias possibilidades</p><p>de jogos e brincadeiras, como: bingo, sorteios, charadas, piadas, brincadeiras cantadas.</p><p>Quem nunca cantou em um ônibus a música do “Quem roubou pão na casa do João”? Caso</p><p>você nunca tenha tido contato com ela, segue o link para acesso: https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=2CyUYlg7Cr8.</p><p>3.4 Clubes</p><p>A recreação em clubes é direcionada a uma parcela restrita da sociedade, ou seja,</p><p>aqueles que são sócios do espaço poderão se envolver com as atividades (SILVA, 2015).</p><p>Entre os participantes temos crianças, adolescentes, adultos e idosos.</p><p>Os clubes podem manter o recreador como contrato do espaço para atuar todos</p><p>os dias da semana ou pode firmar um contrato para datas e eventos específicos, como</p><p>no caso de colônias de férias. A atuação se dá com o uniforme fornecido pelo clube, pela</p><p>empresa para qual o profissional presta serviço ou como for instruído. É importante seguir</p><p>as normas do local.</p><p>FIGURA 13 - RECREAÇÃO EM CLUBE COM CRIANÇAS</p><p>Fonte: Shutterstock l 1140503744.</p><p>Sobre a programação, ela irá depender da demanda do contrato, pode durar horas,</p><p>o dia todo ou uma semana.</p><p>3.5 Espaço Aquático</p><p>A recreação, independente do espaço, é uma prática que envolve a motivação</p><p>dos sujeitos. Quando se trata de espaço aquático, a motivação é ainda maior (VERDIANI,</p><p>2015). Apesar disso, esse espaço é um grande desafio, pois envolve cuidados redobrados,</p><p>limita algumas atividades, isso devido à profundidade da água e a habilidade de natação</p><p>das crianças ou deslocamento no meio aquático.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=2CyUYlg7Cr8</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=2CyUYlg7Cr8</p><p>39UNIDADE 2 RECREAÇÃO: BRINCANDO E ENCANTANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS E COM DIVERSAS</p><p>POPULAÇÕES</p><p>Ademais, de acordo com Verdiani (2015), o recreador deve estar atento à tempe-</p><p>ratura da água, no caso de piscinas a temperatura deve estar entre 28º e 30º graus, para</p><p>ser agradável aos envolvidos. Além disso, o recreador deve estar atento aos materiais que</p><p>serão utilizados, selecionando aqueles disponíveis no local (hotel, clube, casa) ou que seja</p><p>de posse do recreador, e que não ofereçam riscos.</p><p>FIGURA 14 - ESCORREGADOR INFLÁVEL E O RECREADOR FAZENDO A SEGURANÇA DA CRIANÇA</p><p>Fonte: as autoras.</p><p>Por fim, considerar o horário para a recreação é essencial, por exemplo, para</p><p>crianças o horário do meio para o final da tarde é adequado, assim como final da manhã.</p><p>Aluno(a), tenha cuidado, horários em que sol está mais forte devem ser evitados. Ademais,</p><p>sempre lembre os sujeitos para usarem protetor solar.</p><p>4.6 Hospitais</p><p>O hospital é um espaço de cura ou minimização de sintomas. Quando falamos de</p>