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<p>Atividade Objetiva 3</p><p>Iniciado: 9 out em 18:40</p><p>Instruções do teste</p><p></p><p>Pergunta 1 0,3 pts</p><p></p><p>Pergunta 2 0,3 pts</p><p>Importante:</p><p>Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que</p><p>você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página.</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>Segundo a doutrina, os princípios de direito empresarial podem ser classificados segundo os</p><p>critérios de hierarquia, abrangência ou positivação. Pelo critério da hierarquia, os princípios podem</p><p>ser constitucionais ou legais. Pelo critério da abrangência, os princípios podem ser gerais ou</p><p>especiais. E, pelo critério da positivação, os princípios podem ser explícitos ou implícitos.</p><p>Considerando essa afirmação, avalie as informações a seguir:</p><p>I - Os princípios da limitação e subsidiariedade da responsabilidade dos sócios pelas obrigações</p><p>sociais são constitucionais, gerais e implícitos.</p><p>II - O princípio da preservação da empresa é legal, especial e implícito, como o princípio da função</p><p>social da empresa.</p><p>III. O princípio da livre iniciativa é constitucional, geral e explícito, como o princípio da liberdade de</p><p>concorrência.</p><p>IV - O princípio da proteção do sócio minoritário é legal, especial e implícito.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas:</p><p>I e III</p><p>III e IV</p><p>II e III</p><p>I e II</p><p>II e IV</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>A proibição ou restrição da atividade de transporte privado individual por</p><p>motorista cadastrado em aplicativo é inconstitucional, por violação aos</p><p>princípios da livre iniciativa e da livre concorrência. No exercício de sua</p><p>competência para regulamentação e fiscalização do transporte privado</p><p>individual de passageiros, os municípios e o Distrito Federal não podem</p><p>contrariar os parâmetros fixados pelo legislador federal [Constituição</p><p>Federal de 1988 (CF/1988), art. 22, XI (1)].</p><p>(...)</p><p>O ministro Roberto Barroso destacou os três fundamentos pelos quais</p><p>considerou inconstitucionais os atos normativos impugnados. Em primeiro</p><p>lugar, a Constituição estabelece, como princípio, a livre iniciativa. A lei não</p><p>pode arbitrariamente retirar determinada atividade econômica da liberdade</p><p>de empreender das pessoas, salvo se fundamento constitucional autorizar a</p><p>restrição imposta. A edição de leis ou atos normativos proibitivos, pautada</p><p>na exclusividade do modelo de exploração por táxis, não se amolda ao</p><p>regime constitucional da livre iniciativa. Em segundo lugar, a livre</p><p>iniciativa significa livre concorrência. A opção pela economia de mercado</p><p>baseia-se na crença de que a competição entre os agentes econômicos e a</p><p>liberdade de escolha dos consumidores produzirão os melhores resultados</p><p>sociais. Por fim, é legítima a intervenção do Estado, mesmo em um regime</p><p>de livre iniciativa, para coibir falhas de mercado e para proteger o</p><p>consumidor. Entretanto, são inconstitucionais a edição de regulamentos e o</p><p>exercício de fiscalização que, na prática, inviabilizem determinada</p><p>atividade. A competência autorizada por lei para os municípios</p><p>regulamentarem e fiscalizarem essa atividade não pode ser uma</p><p>competência para, de maneira sub-reptícia ou implícita, interditar, na</p><p>prática, a prestação desse serviço.</p><p>(Fonte: STF.</p><p>Informativo 939</p><p>. Disponível em:</p><p>http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo939.htm.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2019).</p><p>Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir:</p><p>I. A livre iniciativa garante a todos os brasileiros e residentes no país o</p><p>direito de empreender, mas ao mesmo tempo possibilita ao Estado intervir</p><p>no mercado através de leis.</p><p>II. O princípio da livre iniciativa, que é constitucional, geral e explícito, é um</p><p>desdobramento do princípio da liberdade e é garantido pelo princípio da</p><p>livre concorrência.</p><p>III. Segundo o art. 170 da Constituição Federal, a livre iniciativa e a</p><p>valorização do trabalho constituem fundamentos da ordem econômica e,</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p><p></p><p>Pergunta 3 0,3 pts</p><p>por isso, o exercício de atividade econômica deverá observar, dentre outros</p><p>princípios, a defesa do meio ambiente.</p><p>I e II, apenas</p><p>III, apenas</p><p>II e III, apenas</p><p>I, II e III</p><p>I, apenas</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>A teoria da desconsideração da personalidade jurídica, originária do direito anglo-saxão, surgiu como</p><p>uma forma de flexibilização da distinção entre a responsabilidade do ente societário e seus</p><p>integrantes (societas distat a singulus), a qual tem servido para acobertar comportamentos</p><p>fraudulentos e abuso de direito, como nos casos em que credores de boa-fé veem seus direitos e</p><p>expectativas frustrados por uma sociedade em bancarrota, cujos sócios permanecem abastados.</p><p>Destaca-se, por oportuno, que a desconsideração da personalidade jurídica foi trazida ao nosso país</p><p>pelo saudoso Prof. Rubens Requião, em seu estudo pioneiro acerca do tema, intitulado “Abuso de</p><p>Direito e Fraude através da Personalidade Jurídica” (Revista dos Tribunais, Ano 58, v. 410, p. 12/24).</p><p>Posteriormente, foi incorporada no ordenamento positivo brasileiro, nos seguintes diplomas: CDC</p><p>(art. 28), Lei Antitruste (art. 18 da Lei. 8.884/94), Lei do Meio Ambiente (art. 4ª da Lei 8.078/90) e</p><p>CC/02 (art 50).</p><p>(Fonte: STJ. REsp 948.117/MS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/06/2010, DJe 03/08/2010)</p><p>O instituto da desconsideração da personalidade jurídica está relacionado a que princípio contratual?</p><p>Princípio da preservação da empresa</p><p>Princípio da liberdade de associação</p><p>Princípio da livre iniciativa</p><p>Princípio da função social da empresa</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p><p></p><p>Pergunta 4 0,3 pts</p><p>Princípio da autonomia patrimonial da sociedade empresária</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>São, dentre outros, fundamentos da República federativa brasileira: a livre iniciativa e de exercício de</p><p>qualquer atividade econômica organizada, a livre concorrência; o respeito à propriedade privada e à</p><p>sua exploração, observada a sua função social (CF, arts. 5°, XIII, XXIII, 170, II a IX e parágrafo único,</p><p>e 186) e os valores sociais do trabalho (FERRARI; GARCIA, p.15-35; BENACHIO; VAILATTI, 2016,</p><p>p. 298-308). Por isso, o contrato ou estatuto social deverá perseguir a função econômica e a social,</p><p>exigidas pelo art. 421 do Código Civil, mero corolário do princípio constitucional da função da</p><p>propriedade e da justiça, norteador da ordem econômica.</p><p>O art. 421 institui, expressamente, a função social do contrato, revitalizando-o para atender a</p><p>interesses sociais, limitando o arbítrio dos contratantes, para tutelá-los no seio da coletividade,</p><p>criando condições para o equilíbrio econômico-contratual, facilitando o reajuste das atividades ou</p><p>das prestações e até mesmo sua resolução. E o empresário (individual ou coletivo) deverá acatar o</p><p>princípio da boa-fé objetiva (CC, art. 422), para assegurar condições mais justas na execução da</p><p>atividade econômica organizada. Pela teoria da função social da empresa, o empresário e a</p><p>sociedade empresária deverão ter o poder-dever de, no desenvolvimento de sua atividade, agir a</p><p>serviço da coletividade.</p><p>(DINIZ, Maria Helena. Importância da função social da empresa. Revista Jurídica UNICURITIBA, vol. 02, n. 51, Curitiba, 2018, pp. 387-412.</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/bibli_boletim/bibli_bol_2006/R</p><p>Juridica-UNICURITIBA_n.51.17.pdf. Acesso em: 22 jul. 2019).</p><p>Avalie as seguintes asserções abaixo e a relação proposta entre elas.</p><p>I - O empresário deve exercer sua atividade econômica organizada de produção e circulação de</p><p>bens e serviços no mercado de consumo, contribuindo com o desenvolvimento econômico, social e</p><p>cultural da comunidade e adotando práticas de proteção ao meio ambiente, ao patrimônio histórico e</p><p>aos direitos dos consumidores.</p><p>PORQUE</p><p>II - A empresa apenas será preservada se gerar lucros, empregos e tributos.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.</p><p>As asserções I e II são proposições falsas</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p><p></p><p>Pergunta</p><p>5 0,3 pts</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I.</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I.</p><p>Leia o texto abaixo:</p><p>Praticamente idêntico é o ensinamento de Nelson Eizirik, segundo o qual o direito de recesso</p><p>"constitui uma faculdade legal do acionista de retirar-se da sociedade, em determinadas</p><p>circunstâncias, recebendo dela o valor real e atualizado das suas ações" prosseguindo que ele</p><p>"consiste, pois, no poder jurídico de extinguir, por ato unilateral, nos casos previstos em lei, as</p><p>relações que vinculam o sócio à companhia, passando à posição de credor da mesma, pelo valor de</p><p>reembolso de suas ações".</p><p>Conclui esse ilustre autor que se trata o direito de recesso, portanto, "do direito que o acionista tem</p><p>de, ao discordar de certas deliberações da Assembléia Geral, nos casos previstos em lei, retirar-se</p><p>da Sociedade mediante o reembolso do valor de suas ações".</p><p>Fábio Konder Comparato, como deflui naturalmente das considerações já transcritas na parte</p><p>introdutória desta exposição, considera que o direito de recesso é "um remédio jurídico e não um</p><p>direito material à obtenção de lucros ou vantagens. É remédio reconhecido em lei para a proteção de</p><p>interesses individuais do acionista, não correspondentes, portanto, ao interesse social. Deste, o</p><p>intérprete primeiro continua sendo o majoritário ou controlador. Ele tem o direito — e, em certas</p><p>circunstâncias, até mesmo o dever — de tomar a iniciativa das deliberações sociais que contrariam o</p><p>interesse dos minoritários. Mas o sacrifício destes é considerado iníquo sem uma compensação: o</p><p>poder atribuído aos dissidentes de se retirarem da sociedade com o reembolso do valor de sua</p><p>participação social.</p><p>(LUCCA, Newton de. O direito de recesso no direito brasileiro e na legislação comparada. Disponível em:</p><p>https://www.revistas.usp.br/rfdusp/article/download/67435/70045/. Acesso em: 23 jul. 2019).</p><p>Considerando o texto acima, assinale a opção correta.</p><p>O princípio majoritário nas deliberações sociais está relacionado à obtenção de lucros ou vantagens.</p><p>O acionista minoritário que não concordar com as deliberações da Assembleia Geral deve exercer o direito de</p><p>recesso</p><p>O direito de recesso é um dos instrumentos de proteção ao sócio minoritário e atua como limite ao princípio</p><p>majoritário nas deliberações sociais.</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p><p>Não salvo</p><p>O acionista majoritário não pode contrariar os interesses dos acionistas minoritários em uma deliberação de</p><p>interesse geral da empresa.</p><p>O princípio da proteção do sócio minoritário é legal, geral e explícito, pois o direito de recesso está previsto</p><p>expressamente na lei.</p><p>Enviar teste</p><p>A+</p><p>A</p><p>A-</p>