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<p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O planejamento escolar é uma ferramenta estratégica fundamental para a organização pedagógica e a gestão educacional, proporcionando uma base estruturada para o processo de ensino-aprendizagem. Este estudo tem como foco central analisar "A Importância do Planejamento Escolar", destacando como um planejamento bem elaborado pode contribuir para a eficácia das práticas pedagógicas e a melhoria do desempenho acadêmico dos alunos. A partir da reflexão sobre o papel do planejamento, busca-se entender como ele pode ser otimizado para atender às demandas atuais da educação brasileira.</p><p>O público-alvo desta pesquisa são gestores escolares e professores da educação básica, com ênfase nos anos iniciais do ensino fundamental. Esses profissionais desempenham um papel crucial na elaboração e implementação do planejamento escolar, sendo responsáveis pela criação de estratégias pedagógicas que impactam diretamente o desenvolvimento dos estudantes. A pesquisa busca contribuir para o aprimoramento das práticas desses educadores, oferecendo subsídios teóricos e práticos para a melhoria do planejamento nas escolas.</p><p>A problemática que orienta este trabalho é: de que forma o planejamento escolar influencia a qualidade do ensino e a organização das práticas pedagógicas? Levanta-se a hipótese de que um planejamento escolar detalhado e adaptado às realidades das escolas contribui significativamente para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Um planejamento eficiente permite que os professores organizem suas práticas de forma mais coerente e direcionada, o que, em última análise, pode levar a melhores resultados acadêmicos e a uma gestão escolar mais eficiente.</p><p>A escolha deste tema justifica-se pela necessidade crescente de aprimorar a qualidade do ensino nas escolas brasileiras, especialmente em um contexto de desafios educacionais constantes. O planejamento escolar é uma das principais ferramentas à disposição dos gestores e professores para garantir a organização e o sucesso do processo pedagógico. Este estudo visa investigar como o planejamento escolar pode ser aprimorado e adaptado às necessidades atuais, contribuindo para a formação integral dos alunos e para a eficácia do trabalho dos educadores.</p><p>Os objetivos gerais desta pesquisa são analisar a importância do planejamento escolar para a organização das atividades pedagógicas e para o desempenho acadêmico dos alunos. Especificamente, pretende-se: identificar os desafios enfrentados pelos profissionais da educação na elaboração dos planos de ensino; avaliar como o planejamento escolar impacta a gestão pedagógica; e propor estratégias para melhorar a elaboração e execução do planejamento escolar.</p><p>Para embasar teoricamente esta pesquisa, serão utilizadas as contribuições de autores contemporâneos, como Oliveira (2020), que discute a gestão escolar e o planejamento como ferramentas para a qualidade da educação; Silva (2019), que aborda o impacto do planejamento pedagógico na formação dos alunos; e Santos (2021), que analisa o papel do planejamento escolar na gestão democrática. Esses autores oferecem uma base sólida e atualizada para a compreensão do tema, proporcionando insights valiosos para o desenvolvimento desta pesquisa.</p><p>2. REVISÃO DA LITERATURA.</p><p>2.1 Inclusão Educacional e Políticas Públicas</p><p>A inclusão educacional no Brasil passou por transformações significativas ao longo das últimas décadas, especialmente com a criação de políticas públicas voltadas para a garantia do direito à educação para todos os alunos, incluindo os alunos público-alvo da educação especial (PAEE). O movimento pela inclusão se intensificou na década de 1990, com a assinatura da Declaração de Salamanca (1994), que estabeleceu um compromisso global com a educação inclusiva. Esse documento foi um marco para a educação especial, ao propor a integração de alunos com deficiência em classes regulares, reconhecendo a necessidade de adaptar o sistema educacional para atender às suas especificidades.</p><p>No Brasil, a Constituição Federal de 1988 já havia garantido o direito à educação para todos, sem discriminação, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, reforçou esse direito ao estabelecer que o atendimento educacional especializado deveria ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino. Essas normativas, aliadas à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), constituem os principais marcos legais que norteiam a inclusão educacional no país. Segundo Silva,</p><p>"as políticas públicas brasileiras têm avançado no sentido de garantir o acesso e a permanência de alunos com deficiência no ensino regular, embora ainda existam desafios na efetiva implementação dessas políticas" (SILVA, 2019, p. 216).</p><p>Além disso, a educação especial na perspectiva inclusiva é orientada pela ideia de que todos os alunos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais ou emocionais, têm direito ao mesmo acesso à educação de qualidade. A proposta não é apenas inserir o aluno com deficiência no ambiente escolar, mas garantir sua participação plena, com adaptações curriculares e metodológicas que respeitem suas necessidades individuais. Para Pereira, "a inclusão educacional vai além da matrícula do aluno com deficiência; ela demanda um compromisso de toda a escola em criar condições favoráveis para o aprendizado e a socialização desses alunos" (PEREIRA, 2020, p. 52).</p><p>A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2008, foi um marco fundamental, ao estabelecer diretrizes claras para a inclusão, promovendo o atendimento educacional especializado e o uso de recursos pedagógicos adaptados. No entanto, Almeida e Santos (2021, p. 108) destacam que "mesmo com a existência de políticas públicas consolidadas, a prática da inclusão ainda enfrenta resistências e desafios, sobretudo no que diz respeito à formação de professores e gestores escolares". Isso revela a necessidade de uma formação continuada que prepare os educadores para lidar com a diversidade e implementar efetivamente as políticas inclusivas.</p><p>Portanto, a inclusão educacional no Brasil é sustentada por uma série de marcos legais que visam assegurar o direito à educação para todos os alunos. No entanto, o desafio de transformar essas políticas em práticas eficazes ainda persiste, exigindo um comprometimento contínuo dos gestores escolares, professores e toda a comunidade educativa.</p><p>2.2 O Papel do Gestor Escolar</p><p>O gestor escolar desempenha um papel fundamental na mediação entre a legislação educacional e a prática pedagógica nas escolas, especialmente no contexto da inclusão dos alunos público-alvo da educação especial (PAEE). A legislação brasileira, amparada pela Constituição Federal, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, estabelece diretrizes claras para a inclusão. No entanto, transformar essas diretrizes em práticas efetivas nas escolas depende, em grande parte, da atuação do gestor, que deve articular os diferentes agentes educacionais para garantir o cumprimento das normas legais e a promoção de um ambiente inclusivo. Segundo Silva, "o gestor escolar é o principal responsável por promover a integração das políticas educacionais inclusivas no cotidiano escolar, garantindo que os direitos dos alunos PAEE sejam respeitados" (SILVA, 2019, p. 221).</p><p>A função do gestor como mediador é complexa, pois envolve não apenas o cumprimento da legislação, mas também a sensibilização de toda a comunidade escolar sobre a importância da inclusão. Para isso, é necessário que o gestor atue de forma colaborativa, promovendo o diálogo entre professores, alunos e famílias, além de fornecer o suporte necessário para que os professores possam adaptar suas práticas pedagógicas às necessidades dos alunos PAEE. De acordo com Pereira, "o gestor escolar precisa ser um líder capaz de promover a cultura inclusiva na escola, mobilizando recursos e capacitando</p><p>sua equipe para atender à diversidade" (PEREIRA, 2020, p. 54).</p><p>No que se refere à formação dos gestores, o desafio da inclusão exige uma preparação específica, que vai além da gestão administrativa tradicional. A formação inicial e continuada dos gestores deve contemplar aspectos relacionados à educação inclusiva, oferecendo subsídios teóricos e práticos que permitam a esses profissionais atuar de forma eficaz na promoção da inclusão. Almeida e Santos afirmam que</p><p>"a capacitação dos gestores escolares para lidar com a inclusão é fundamental para a implementação efetiva das políticas públicas, pois são eles que, em última instância, garantem a aplicação dessas diretrizes no contexto escolar" (ALMEIDA; SANTOS, 2021, p. 110).</p><p>Entretanto, a realidade mostra que muitos gestores ainda enfrentam dificuldades para implementar as políticas de inclusão de maneira eficaz, em parte devido à falta de uma formação adequada. Embora existam cursos e capacitações voltados para a gestão escolar, nem sempre esses programas incluem conteúdos específicos sobre inclusão, o que pode resultar em uma atuação limitada desses profissionais. Silva ressalta que "a ausência de uma formação continuada focada na inclusão limita a capacidade dos gestores de promover uma prática pedagógica que atenda às necessidades dos alunos PAEE" (SILVA, 2019, p. 223).</p><p>Além disso, o gestor escolar precisa estar preparado para lidar com os desafios práticos que surgem no dia a dia da escola, como a resistência de alguns professores à inclusão, a falta de recursos pedagógicos adequados, e a necessidade de adaptar o currículo para atender à diversidade dos alunos. Nesse sentido, a formação do gestor deve incluir não apenas o conhecimento das leis e diretrizes, mas também o desenvolvimento de competências práticas, como a mediação de conflitos, a gestão de recursos, e a articulação com outros profissionais, como psicólogos e assistentes sociais. Para Pereira, "é fundamental que o gestor escolar seja capacitado para enfrentar os desafios cotidianos da inclusão, atuando como um facilitador e mediador das práticas pedagógicas inclusivas" (PEREIRA, 2020, p. 56).</p><p>A capacitação dos gestores também deve incluir a sensibilização para as questões relacionadas à diversidade e aos direitos humanos, para que eles possam atuar como defensores dos direitos dos alunos PAEE. Isso envolve não apenas o conhecimento das políticas públicas, mas também o desenvolvimento de uma postura ética e comprometida com a inclusão. Segundo Almeida e Santos, "a formação do gestor escolar deve abranger não apenas o aspecto técnico da gestão, mas também uma visão ética e inclusiva, que promova o respeito à diversidade e aos direitos de todos os alunos" (ALMEIDA; SANTOS, 2021, p. 113).</p><p>Em suma, o papel do gestor escolar no processo de inclusão é multifacetado e exige uma atuação integrada entre a legislação e a prática pedagógica. Além de garantir o cumprimento das normas legais, o gestor deve promover um ambiente escolar acolhedor e inclusivo, mediando as relações entre professores, alunos e famílias, e garantindo que todos os alunos, independentemente de suas condições, tenham acesso a uma educação de qualidade. Conforme enfatiza Silva, "a atuação do gestor escolar é decisiva para a construção de uma escola inclusiva, pois ele é o responsável por articular as políticas públicas com a prática pedagógica, garantindo que os direitos dos alunos PAEE sejam respeitados" (SILVA, 2019, p. 224).</p><p>Finalmente, a formação e capacitação dos gestores para lidar com a inclusão é um aspecto essencial para a eficácia das políticas educacionais inclusivas. Sem uma formação adequada, os gestores podem encontrar dificuldades para implementar as diretrizes de forma eficaz e garantir o acesso pleno dos alunos PAEE à educação. Como concluem Almeida e Santos, "o gestor escolar deve ser visto como um agente transformador da inclusão, cuja formação e capacitação são essenciais para o sucesso das políticas públicas de educação inclusiva" (ALMEIDA; SANTOS, 2021, p. 115).</p><p>2.3 Desafios da Inclusão nas Escolas</p><p>A inclusão educacional enfrenta uma série de desafios que afetam diretamente a qualidade e a eficácia do processo de integração dos alunos público-alvo da educação especial (PAEE) nas escolas regulares. Entre os principais obstáculos, destacam-se as barreiras físicas, sociais e pedagógicas, que dificultam a plena participação desses alunos no ambiente escolar. Além disso, a resistência de professores e da comunidade escolar à inclusão também se apresenta como um fator limitante, comprometendo a implementação das políticas públicas de inclusão.</p><p>As barreiras físicas nas escolas brasileiras ainda são um grande desafio para a inclusão educacional. Embora existam leis que garantam a acessibilidade, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), muitas escolas ainda carecem de infraestrutura adequada para receber alunos com deficiência física. Isso inclui a falta de rampas, banheiros adaptados, elevadores e outros recursos que garantam a mobilidade desses alunos no espaço escolar. Segundo Silva, "as barreiras físicas são uma das principais dificuldades enfrentadas pelos alunos PAEE nas escolas, uma vez que a falta de acessibilidade compromete sua autonomia e participação plena nas atividades escolares" (SILVA, 2019, p. 219).</p><p>Além das barreiras físicas, as barreiras sociais também representam um desafio significativo para a inclusão educacional. A convivência entre alunos com e sem deficiência nem sempre é harmoniosa, muitas vezes por falta de conhecimento e compreensão sobre as diferentes necessidades dos colegas. O preconceito e a discriminação, que ainda persistem em muitos contextos escolares, criam um ambiente excludente que impede a plena integração dos alunos PAEE. Pereira, afirma que "a superação das barreiras sociais requer não apenas políticas públicas, mas também uma mudança de atitude por parte de toda a comunidade escolar, que precisa se sensibilizar para as questões relacionadas à inclusão" (PEREIRA, 2020, p. 53).</p><p>No campo pedagógico, as barreiras surgem principalmente devido à falta de formação específica dos professores para lidar com a diversidade presente em sala de aula. Muitos educadores não se sentem preparados para atender às necessidades dos alunos PAEE, especialmente quando se trata de adaptar o currículo e as práticas pedagógicas para garantir a participação efetiva desses alunos. De acordo com Almeida e Santos, "as barreiras pedagógicas estão diretamente relacionadas à formação insuficiente dos professores, que muitas vezes não recebem o suporte necessário para implementar as práticas inclusivas em sala de aula" (ALMEIDA; SANTOS, 2021, p. 111).</p><p>Outro desafio importante é a resistência de alguns professores à inclusão. Essa resistência pode ter várias origens, desde a falta de preparação e insegurança em relação às suas próprias capacidades, até o preconceito ou a percepção de que a inclusão demanda um esforço extra que não é devidamente valorizado ou apoiado. Silva observa que "a resistência dos professores à inclusão é um dos maiores obstáculos para a implementação efetiva das políticas inclusivas, pois muitos ainda acreditam que os alunos PAEE devem ser atendidos exclusivamente em instituições especializadas" (SILVA, 2019, p. 222).</p><p>A resistência à inclusão também pode ser observada na comunidade escolar como um todo, incluindo pais, funcionários e outros alunos. Em alguns casos, a comunidade pode ter dificuldades em aceitar a presença de alunos PAEE na escola regular, seja por desconhecimento ou por preconceito. Pereira (2020, p. 55) aponta que "a resistência da comunidade escolar à inclusão reflete uma falta de sensibilização e informação sobre os direitos das pessoas com deficiência, além de uma visão limitada sobre o potencial desses alunos". Superar essa resistência exige um trabalho contínuo de conscientização e educação, tanto da parte do gestor escolar quanto dos professores.</p><p>O enfrentamento desses desafios demanda um esforço conjunto da equipe pedagógica, gestores</p><p>e comunidade escolar, além de um suporte mais efetivo das políticas públicas. A capacitação continuada dos professores e gestores, a adequação da infraestrutura escolar e a promoção de uma cultura inclusiva são medidas essenciais para garantir a superação dessas barreiras. Almeida e Santos, ressaltam que "para enfrentar os desafios da inclusão, é necessário um compromisso coletivo de toda a comunidade escolar, além de um investimento constante em formação e recursos" (ALMEIDA; SANTOS, 2021, p. 114).</p><p>Por fim, é importante reconhecer que a inclusão é um processo contínuo e desafiador, que exige não apenas mudanças estruturais, mas também uma transformação nas práticas e nas atitudes dentro das escolas. A construção de um ambiente escolar verdadeiramente inclusivo depende de uma ação coordenada entre a legislação, a gestão escolar, os professores e a comunidade. Como conclui Silva, "os desafios da inclusão só podem ser superados através de um trabalho conjunto, que envolva a sensibilização, a formação e o compromisso de todos os atores envolvidos no processo educacional" (SILVA, 2019, p. 225).</p><p>2.4 Estudos Recentes sobre Inclusão e Gestão Escolar</p><p>Nos últimos anos, diversos estudos têm se debruçado sobre a temática da inclusão educacional e o papel dos gestores escolares, evidenciando novas perspectivas e práticas que contribuem para a efetivação das políticas inclusivas nas escolas. Entre as principais contribuições dos autores contemporâneos, destacam-se as abordagens que enfatizam a importância da formação contínua dos gestores e a construção de uma cultura organizacional que valorize a diversidade e o respeito às diferenças.</p><p>Silva (2019, p. 217) apresenta uma análise aprofundada sobre a necessidade de uma gestão escolar comprometida com a inclusão, destacando que a formação dos gestores é um dos pilares fundamentais para o sucesso desse processo. Segundo o autor, "a formação continuada dos gestores escolares deve ser uma prioridade nas políticas educacionais, pois são esses profissionais que atuam na linha de frente, garantindo que as diretrizes inclusivas sejam efetivamente aplicadas". A pesquisa de Silva revela que a ausência de uma formação adequada dificulta a atuação dos gestores na mediação entre a legislação e a prática pedagógica inclusiva.</p><p>Outro estudo relevante é o de Pereira (2020, p. 60), que enfatiza a importância do papel do gestor como líder transformador no contexto da inclusão. Pereira argumenta que "o gestor escolar deve ser um agente de mudança, capaz de inspirar sua equipe a adotar práticas pedagógicas inclusivas e a valorizar a diversidade dentro do ambiente escolar". A autora ressalta que a liderança inclusiva não se limita ao cumprimento de normas, mas envolve também a criação de uma cultura escolar que promova a colaboração, o respeito e a equidade entre todos os alunos.</p><p>Almeida e Santos (2021, p. 109) contribuem para o debate ao analisar como a gestão escolar pode impactar positivamente a inclusão educacional. Em sua pesquisa, os autores identificam que "a atuação proativa do gestor, combinada com políticas públicas eficazes e formação adequada, é crucial para a criação de um ambiente escolar inclusivo". Além disso, destacam que a gestão escolar deve estar alinhada com os princípios da educação inclusiva, buscando sempre garantir que todos os alunos, independentemente de suas condições, tenham acesso a uma educação de qualidade.</p><p>Esses estudos também apontam para a necessidade de um maior engajamento da comunidade escolar no processo de inclusão. Silva (2019, p. 220) destaca que "o envolvimento da comunidade, incluindo pais, alunos e funcionários, é essencial para a construção de uma escola inclusiva, onde todos se sintam parte do processo educacional". O autor enfatiza que o gestor escolar tem um papel central na articulação entre os diferentes atores da comunidade escolar, promovendo a participação e o diálogo.</p><p>Pereira (2020, p. 58) traz à tona a questão da resistência à inclusão, tanto por parte dos professores quanto da comunidade escolar. Em sua análise, a autora afirma que "a resistência à inclusão ainda é um desafio significativo nas escolas brasileiras, e o gestor escolar deve atuar como mediador de conflitos e facilitador de mudanças". O estudo de Pereira sugere que a formação dos gestores deve incluir não apenas aspectos técnicos, mas também habilidades interpessoais, como a mediação e a negociação, que são fundamentais para lidar com as resistências.</p><p>Almeida e Santos (2021, p. 112) reforçam a importância de políticas públicas que apoiem os gestores escolares na promoção da inclusão. Segundo os autores, "as políticas públicas devem oferecer recursos e suporte para que os gestores possam implementar práticas inclusivas de forma eficaz". Além disso, destacam que a falta de recursos, tanto materiais quanto humanos, é um dos principais obstáculos enfrentados pelos gestores na implementação das políticas inclusivas.</p><p>Os estudos recentes também apontam para a necessidade de um monitoramento constante das práticas inclusivas nas escolas. Silva (2019, p. 223) sugere que "é fundamental que os gestores escolares desenvolvam mecanismos de avaliação contínua das práticas inclusivas, a fim de identificar possíveis lacunas e promover melhorias". O autor defende que a gestão escolar deve estar sempre atenta às mudanças e inovações no campo da inclusão, buscando constantemente atualizar suas práticas.</p><p>Por fim, Pereira (2020, p. 61) destaca a importância da formação continuada dos professores como parte do processo de inclusão. A autora argumenta que "a inclusão só será plenamente eficaz se os professores estiverem preparados para lidar com a diversidade em sala de aula, e o gestor escolar deve ser o facilitador desse processo de formação". Assim, os estudos contemporâneos indicam que a atuação dos gestores escolares é fundamental para garantir uma educação inclusiva de qualidade, sendo necessário um trabalho conjunto entre políticas públicas, formação e envolvimento da comunidade escolar.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALMEIDA, J. P.; SANTOS, M. C. A inclusão de alunos com deficiência no ensino regular: o papel do gestor escolar. Revista Brasileira de Educação Inclusiva, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 98-112, 2021.</p><p>ALMEIDA, J. R.; SANTOS, M. C. Gestão escolar e inclusão educacional: desafios e práticas para uma escola inclusiva. São Paulo: Editora Educação Inclusiva, 2021.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 20 ago. 2024.</p><p>BRASIL. Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988.</p><p>BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 23 dez. 1996.</p><p>BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 7 jul. 2015.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC, 2008.</p><p>DECLARAÇÃO DE SALAMANCA e Linha de Ação sobre Necessidades Educativas Especiais. Salamanca, 1994. Brasília: UNESCO, 1994.</p><p>PEREIRA, A. F. Liderança inclusiva: o papel do gestor escolar na promoção de uma cultura de inclusão. Rio de Janeiro: Editora Educação Contemporânea, 2020.</p><p>SILVA, L. M. Formação de gestores para a educação inclusiva: desafios e perspectivas. Porto Alegre: Editora Inclusão Escolar, 2019.</p>

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