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<p>O I REINADO E O PERÍODO REGENCIAL</p><p>Professor: Rafael Felipe Almeida Nascimento</p><p>HISTÓRIA DO BRASIL</p><p>O I Reinado (1822-1831):</p><p>Clima de otimismo: criação de uma nova constituição</p><p>(parlamentarismo) e melhoras</p><p>Partido Brasileiro x Partido Português: centralismo x</p><p>constitucionalismo</p><p>“Uma constituição digna do Brasil e de mim”</p><p>Fechar a Assembleia Constituinte (1823): Noite da</p><p>Agonia; Vários deputados foram presos e deportados,</p><p>entre eles José Bonifácio</p><p> Constituição Outorgada (1824)</p><p>A constituição de 1824</p><p>Art. 10. Os Poderes Políticos reconhecidos pela Constituição do Império do Brazil são</p><p>quatro: o Poder Legislativo, o Poder Moderador, o Poder Executivo, e o Poder Judicial.</p><p> Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização Política, e é delegado</p><p>privativamente ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação.</p><p> Art. 99. A Pessoa do Imperador é inviolável, e Sagrada: Ele não está sujeito a</p><p>responsabilidade alguma.</p><p>Direito ao voto para a escolha dos eleitores das províncias, que por sua vez</p><p>escolheriam os deputados e senadores: homens livres, maiores de 25 anos com renda</p><p>anual de mais de 100 mil réis (voto censitário e indireto)</p><p>Art. 1. O Brasil é uma nação livre e</p><p>independente, que não admite</p><p>qualquer laço de união que se oponha</p><p>à sua independência.</p><p>Art. 3. O seu governo é monárquico,</p><p>hereditário, constitucional e</p><p>representativo.</p><p>Art. 5. A Religião Católica Apostólica</p><p>Romana continuará a ser a religião do</p><p>Império. Todas as outras religiões</p><p>serão permitidas com seu culto</p><p>doméstico, ou particular, sem forma</p><p>alguma exterior de templo.</p><p>Art. 11. Os representantes da Nação</p><p>brasileira são o Imperador e a</p><p>Assembleia Geral.</p><p>Art. 40. O Senado é composto de membros</p><p>vitalícios e será organizado por eleição</p><p>provincial.</p><p>Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a</p><p>organização política e é delegada privativamente</p><p>ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação,</p><p>para que incessantemente ele vele sobre a</p><p>manutenção da independência, o equilíbrio e a</p><p>harmonia dos demais Poderes políticos.</p><p>Art. 99. A Pessoa do Imperador é inviolável, e</p><p>Sagrada: Ele não está sujeito a</p><p>responsabilidade alguma.</p><p>Art. 102. O Imperador é o Chefe do Poder</p><p>Executivo e o exercita pelos seus ministros de</p><p>Estado.</p><p>A confederação do equador (1824)</p><p>Impopularidade de Dom Pedro I devido ao caráter autoritário da constituição de 1824.</p><p>Confederação do Equador (1824): movimento iniciado em Pernambuco que se</p><p>espalhou para outras províncias nordestinas, como Rio Grande do Norte, Paraíba e</p><p>Ceará; objetivos – proclamar uma república representativa, combater o</p><p>caráter autoritário do Imperador e abolir a escravidão.</p><p>Contou com a participação de várias camadas sociais, incluindo proprietários rurais,</p><p>comerciantes, homens livres pobres e escravizados.</p><p>Resultado: movimento reprimido por tropas mercenárias e seus participantes, em</p><p>sua maioria, foram presos e fuzilados – Frei Caneca.</p><p>O RECONHECIMENTO DA INDEPEDÊNCIA</p><p>A primeira nação a reconhecer a independência do Brasil foi os Estados Unidos, em maio</p><p>de 1824.</p><p>Doutrina Monroe: “América para os americanos”; os EUA visavam, por um lado, lutar</p><p>contra a possibilidade de recolonização e, por outro, garantir o acesso aos promissores</p><p>mercados da América Latina</p><p>Tratado Luso-brasileiro (1825): Portugal reconhece a independência do Brasil;</p><p>acordo mediado pela Inglaterra (exigência inglesa: abolição em três anos e a</p><p>renovação dos tratados de 1810).</p><p>Forte crise econômica: reconhecimento da independência brasileira (2 milhões de libras)</p><p>GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828)</p><p>Disputa pela região Cisplatina – atual Uruguai.</p><p>Brasil derrotado e independência da região</p><p> Exigências brasileiras ao Uruguai: I) acesso aos portos</p><p>e as fronteiras em casos de fugas de escravos e</p><p>criminosos; II) a livre navegação na região.</p><p>Grande custos para os cofres brasileiros (8 mil</p><p>brasileiros mortos e 5 milhões de libras gastos)</p><p>O aumento da crise econômica e política</p><p>Desgaste e impopularidade da figura de Dom Pedro I.</p><p>MORTE DE DOM JOÃO VI (1826)</p><p>Com a morte de D. João VI, D. Pedro I foi proclamado seu sucessor e legítimo rei de</p><p>Portugal, contudo, ele renuncia ao cargo em favor de sua filha, Maria da Glória, que</p><p>deveria se casar com o seu irmão D. Miguel.</p><p>D. Miguel não aceita “dividir” os poderes reais; Miguel realiza um golpe de Estado,</p><p>prende sua sobrinha e se autodeclara o legítimo rei de Portugal.</p><p>Dom Pedro I envia dinheiro brasileiro para ajudar os constitucionalistas na luta contra</p><p>seu irmão, além de contratar mercenários para a formação de um exército que lutasse</p><p>a favor de sua filha.</p><p>Essa situação aumenta a instabilidade no Brasil, pois a oposição passou a</p><p>acusá-lo de estar mais interessado nos problemas portugueses do que nos</p><p>problemas brasileiros</p><p>A abdicação e a noite das garrafadas (1831)</p><p>Desentendimento com as elites locais; em relação ao super poder Moderador.</p><p>Clima de forte polarização política (brasileiros x portugueses); a situação piorou com o</p><p>assassinato do jornalista paulista LÍBERO BADARÓ, um dos principais críticos do imperador</p><p>Em março de 1831 o Imperador viaja à Minas Gerais, onde não foi bem recebido (vaias e</p><p>xingamentos da população local). Os seus aliados portugueses decidem promover festejos</p><p>em sua homenagem no RJ, demonstrando assim, o seu apoio. Os brasileiros então reagem</p><p>ao ato e os conflitos começam nas ruas da capital, entre os dias 11 à 15 de março de 1831.</p><p>Noite das Garrafadas e a Abdicação (1831)</p><p>“Usando do direito</p><p>que a Constituição</p><p>me concede, declaro</p><p>que tenho muito</p><p>voluntariamente</p><p>abdicado na pessoa</p><p>de meu muito</p><p>amado e prezado</p><p>filho, o Senhor D.</p><p>Pedro de Alcântara.</p><p>”</p><p>Criança de 5 anos**</p><p>Período Regencial (1831-1840)</p><p> O período regencial é considerado um período de transição entre o primeiro e o</p><p>segundo reinado.</p><p>Francisco de Lima e Silva, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Joaquim Carneiro</p><p>de Campos – Regência Trina (1831-1835)</p><p>Os interesses das camadas populares foram esquecidos pelos regentes resultando em</p><p>intensas lutas pela descentralização do poder.</p><p>A inexistência de um projeto definido para a nação garantiu a manutenção da</p><p>estrutura social vigente.</p><p>REGÊNCIA: PERÍODO DE INTENSA AGITAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL.</p><p>CONSOLIDAÇÃO DE TRÊS GRANDES FORÇAS POLÍTICAS</p><p>Partido Liberal</p><p>(Ala Moderada)</p><p>• Defendiam uma</p><p>monarquia representativa</p><p>com poderes limitados.</p><p>• Centralização do poder</p><p>nas mãos da elite política</p><p>(grandes latifundiários e</p><p>grandes comerciantes).</p><p>• Manter os privilégios e a</p><p>ordem vigente.</p><p>Partido Liberal Exaltado</p><p>(Ala Radical)</p><p>• Defendiam o federalismo</p><p>das províncias</p><p>(autonomia tributária e</p><p>administrativa).</p><p>• Defendiam a implantação</p><p>de uma república.</p><p>• O debate sobre a</p><p>escravidão e a ampliação</p><p>do direito ao voto.</p><p>• Fim IMEDIATO do poder</p><p>MODERADOR</p><p>Partido Restaurador</p><p>(Restauradores/</p><p>Conservadores)</p><p>• Defendiam a volta de</p><p>D. Pedro I.</p><p>• Monarquia com plenos</p><p>poderes.</p><p>• Manter os privilégios e</p><p>a ordem vigente.</p><p>• Centralismo</p><p>Os RESTAURADORES se aliam aos LIBERAIS MODERADOS, e, passam a defender um</p><p>sistema centralizado que mantenha os privilégios das elites agrárias. Regência Una:</p><p>Feijó (liberal moderado)/ Pedro Araújo Lima (conservador).</p><p>Não havia um sentimento de união no país – cada região possuía seus interesses locais;</p><p>“A maior parte da população levava uma vida miserável, os alimentos eram caros e a</p><p>riqueza e o poder estavam concentrados nas mãos da elite latifundiária e dos ricos</p><p>comerciantes”</p><p> Resultado: um grande número de revoltas contra o governo</p><p>Criação da guarda nacional (1831): uma polícia local, criada para conter as tensões e</p><p>rebeliões provinciais lideradas por um grande latifundiário – coronel.</p><p>CABANAGEM (1835 -1840)</p><p> Província: Grão Pará; revolta contra a pobreza que assolava a região.</p><p>“As perseguições e as humilhações que a população sofria diariamente atreladas a alta</p><p>dos impostos foi gradativamente gerando um sentimento de ódio e rancor contra o</p><p>governo regencial. Assim,</p><p>os cabanos do interior passaram a se organizar em prol da</p><p>luta armada”</p><p>Objetivo: melhorias nas condições de vida.</p><p>Caráter popular. O líder Manuel Angelim chegou a proclamar a República do Pará</p><p>(1836) e propor uma reforma agrária e o fim do tráfico de escravos</p><p>Resultado: O governo regencial organizou a repressão aos rebeldes mandando tropas</p><p>com a ordem de não fazer prisioneiros. O conflito, que terminou em 1840, registrou</p><p>a morte de 30 mil cabanos e a reintegração do Pará ao Brasil.</p><p>FARROUPILHA/GUERRA DOS FARRAPOS (1835 -1845)</p><p>Província: Rio Grande do Sul; problemas econômicos dos produtores rurais gaúchos</p><p>devido à concorrência do charque platino (principalmente, Argentino e Uruguaio) livre</p><p>das taxas de importação.</p><p>Objetivo: formar uma república riograndense e taxar consideravelmente o charque</p><p>estrangeiro com o intuito de monopolizar o mercado local.</p><p> Caráter elitista. “Não foi uma revolta com objetivos populares, tratando-se de uma</p><p>rebelião de estancieiros (grandes fazendeiros) que lutavam por seus interesses”.</p><p>Resultado: acordo de paz entre o governo e os rebeldes; I) anistia de todos os</p><p>revoltosos; II) incorporação dos oficiais farroupilhas as tropas imperiais; III) a criação</p><p>de impostos sobre o charque estrangeiro.</p><p>REVOLTA DOS MALÊS (1835)</p><p> Província: Bahia; os revoltosos estavam insatisfeitos com a escravidão africana, a imposição</p><p>do Catolicismo e o preconceito contra os negros.</p><p>Objetivo: formar uma república islâmica e abolir a escravidão</p><p> Caráter popular. “Os participantes se organizaram para invadir os engenhos da região,</p><p>com o intuito de libertar outros escravos que se juntariam ao movimento”.</p><p>Resultado: Um delator contou o plano para um Juiz de Salvador, e, assim, os soldados das</p><p>forças oficiais conseguiram reprimir a revolta. 200 integrantes da revolta foram presos e os</p><p>líderes foram condenados à morte. Os outros escravos participantes foram condenados a</p><p>açoites e ao degredo</p><p>Após o ocorrido, o governo decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período</p><p>da noite, bem como a prática de suas cerimônias religiosas. Qualquer objeto da África</p><p>encontrado pela polícia baiana era considerado criminoso</p><p>SABINADA (1837)</p><p> Província: Bahia; a Sabinada foi uma revolta encabeçada por militares, integrantes das</p><p>classe médias e ricas insatisfeitas com a administração regencial.</p><p>Objetivo: formar uma república autônoma e “temporária”</p><p> Caráter misto. “A maioria dos participantes pertenciam as classes altas e médias da</p><p>sociedade baiana, existia uma pontual presença escrava, pois, o líder, Francisco Sabino havia</p><p>prometido aos escravos que participassem do movimento a liberdade, contudo, essa rebelião</p><p>não tinha como intuito extinguir a escravidão.”</p><p>Resultado: Com o apoio de vários integrantes do exército, os revoltosos tomaram o</p><p>controle de Salvador em 1837. O governo central enviou tropas que promoveram um cerco</p><p>em Salvador criando uma crise de abastecimento na cidade. A cidade foi rapidamente</p><p>retomada pelo governo central e estima-se que mais de 2 mil pessoas morreram durante a</p><p>revolta.</p><p>BALAIADA (1838-1841)</p><p> Província: Maranhão; a Balaiada deve ser entendida como uma luta popular contra as</p><p>desigualdades e as injustiças que aconteciam naquela região dominada por uma grande elite</p><p>agrária.</p><p>O fabricante de balaios Manoel dos Anjos Ferreira, resolve fazer justiça com as próprias mãos</p><p>após um soldado da região desonrar suas filhas; ele monta um bando armado passando atacar as</p><p>grandes fazendas do Maranhão. Se unem a ele o comandante Cosme Bento de Chagas, um</p><p>grande líder quilombola.</p><p>Objetivo: formar uma república autônoma e melhorar as condições de vida da população mais</p><p>pobre, acabando com as injustiças cometidas pelo governo maranhense nomeado pelo governo</p><p>federal (regente). Caráter popular.</p><p>Resultado: O governo maranhense organizou suas forças militares com apoio de militares de</p><p>outras províncias. A repressão foi violenta, com milhares de execuções. Calcula-se que cerca de 11</p><p>mil balaios tenham morrido em combate contra as tropas imperiais.</p><p>O GOLPE DA MAIORIDADE (1840)</p><p>Em meio às revoltas e grande turbulência nacional, as elites políticas e</p><p>econômicas uniram-se em torno do projeto de antecipação da coroação de Dom</p><p>Pedro II.</p><p>Acreditava-se que a chegada de Dom Pedro II ao trono ofereceria as condições</p><p>necessárias para que os problemas políticos do Brasil fossem contornados (devido</p><p>a sua legitimidade). Na medida em que os regentes não tinham habilidade para</p><p>resolver os problemas, a campanha em prol da antecipação do Segundo Reinado</p><p>ganhou força.</p><p>23 de julho de 1840: põe fim ao período regencial brasileiro</p><p>Brasileiros!</p><p>A Assembleia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz</p><p>desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a</p><p>Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz; reconhecendo</p><p>igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando</p><p>o desejo unânime do povo desta capital; convencida de que este desejo</p><p>está de acordo com todo o Império, há de declará-lo em maioridade,</p><p>para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício dos seus</p><p>poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.</p><p>Brasileiros! Estão convertidas em realidades as esperanças dessa</p><p>Nação; uma nova era de união e prosperidade. Sejamos nós dignos de</p><p>tão grandioso benefício.</p><p>Paço da Assembleia Geral, 23 de julho de 1840</p><p>SEGUNDO REINADO (1840-1889)</p><p>Período de grande estabilidade política e econômica</p><p>Economia: consolidação do café, condições favoráveis no mercado externo, diplomacia</p><p>internacional e formação de uma nova elite econômica – os barões do café; o surto</p><p>da borracha: produzida na Amazônia e vendida para o exterior, a borracha servia,</p><p>principalmente, de matéria-prima na fabricação de pneus.</p><p>Fazendas de café: latifúndio, monocultura e escravidão (Marco: 1850)</p><p>Político: Sistema do Parlamentarismo às avessas, Dom Pedro II promoveu a alternância</p><p>de poder entre conservadores e liberais, com intuito de sanar as disputas entre ambos</p><p>os grupos e conseguir o apoio das elites econômicas – REESTABELECIMENTO DO</p><p>PODER MODERADOR</p><p>Revolução praieira (1848)</p><p>Movimento sediado em Pernambuco. Disputa entre praieiros (liberais) e</p><p>conservadores. A “vitória” do gabinete ministerial conservador na região causou</p><p>intensas disputas armadas na região.</p><p>As principais reivindicações dos rebeldes eram: I) o voto universal, II) a liberdade de</p><p>imprensa, III) proclamação de uma República, IV) harmonia entre os poderes e V)</p><p>fim do Poder Moderador.</p><p>Resultado: os praieiros foram duramente reprimidos pelas forças imperiais. Os</p><p>líderes Borges da Fonseca e Joaquim Nunes Machado foram condenados a longas</p><p>penas. Já os rebeldes das camadas sociais menos privilegiadas foram sumariamente</p><p>fuzilados</p><p>A LEGISLAÇÃO DO SEGUNDO REINADO</p><p>Lei Alves Branco (1844): aumentar as taxas para os produtos importados em 30%,</p><p>tinha por finalidade incentivar a produção brasileira (insatisfação inglesas – Bill</p><p>Aberdeen).</p><p>Lei de Terras (1850): Essa lei proibia a doação de terras públicas a particulares. As</p><p>terras só poderiam ser adquiridas por meio da compra mediante ao pagamento a vista.</p><p>Na prática evitava-se que os pobres, libertos e escravos tivessem acesso à terra. Sem</p><p>dinheiro, a única alternativa para esses grupos era trabalhar para os grandes</p><p>latifundiários.</p><p>Lei Saraiva (1881): Instituiu o critério da alfabetização para o voto (0,8% da</p><p>população).</p><p>A ERA MAUÁ (Irineu Evangelista de Sousa): 1850</p><p>A construção de ferrovias; promover a industrialização brasileira;</p><p>projeto de modernização</p><p>Mauá chamava atenção para os riscos da dependência agrícola</p><p>brasileira. Para Mauá era necessário mudar o caráter da</p><p>economia brasileira.</p><p>Fracasso das aspirações de Mauá: “sem uma</p><p>industrializante que apoiasse seus empreendimentos,</p><p>política</p><p>Mauá</p><p>morre falido e desacreditado”.</p><p>Consolidação do Brasil como um país essencialmente</p><p>exportador</p><p>(lógica econômica Ricardiana)</p><p>A GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870)</p><p>Disputa política no Uruguai (Colorado x Blancos)</p><p>Intervenção brasileira na região e conflito de interesses com o Paraguai (aliado dos</p><p>Blancos). López aprisiona uma embarcação brasileira e invade o Mato Grosso. Esse</p><p>acontecimento marca o início da guerra (1864)</p><p>As forças de López marcham rumo ao Rio Grande do Sul e ao Uruguai. A ideia era</p><p>reestabelecer a liderança dos Blancos em território Uruguaio e tomar posse do</p><p>território brasileiro. O ditador solicita passagem para o presidente argentino que</p><p>formalmente nega. Como consequência, Solano López invade a Argentina.</p><p>Formação da Tríplice Aliança: Brasil, Argentina e colorados uruguaios</p><p>A GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870)</p><p>A guerra durou anos e foi catastrófica para ambos os lados.</p><p>Grande número de mortos: 300 mil paraguaios – 75% da população masculina; 70</p><p>mil soldados aliados; liderança do Duque de Caxias e tomada de Assunção (1869)</p><p>e pedido formal de “demissão”.</p><p>negava</p><p>Consolidação do exército como uma instituição importante para o país.</p><p>Contato com ideias abolicionistas e republicanas. O exército se</p><p>formalmente a perseguir e caçar escravos fugitivos.</p><p>Grave crise econômica (empréstimos e compra de armamentos)</p><p>Influência Inglesa?</p><p>16 de agosto de 1869</p><p>“Quanto tempo,</p><p>quantos homens,</p><p>quantas vidas e</p><p>de quantos</p><p>recursos</p><p>necessitaremos</p><p>para terminar a</p><p>guerra,</p><p>dizer,</p><p>quer</p><p>para</p><p>transformar em</p><p>fumaça e pó toda</p><p>a população</p><p>paraguaia, para</p><p>matar até os</p><p>fetos no ventre</p><p>dasmulheres?”</p><p>O PARAGUAI ANTES DA GUERRA - a outra tese</p><p>O Paraguai havia conquistado sua independência em 1811</p><p>e desenvolveu um modelo econômico diferente dos</p><p>demais países latino-americanos.</p><p>Erradicou o analfabetismo.</p><p>Desenvolveu fábricas de armas, indústrias e estradas de</p><p>ferro. Objetivo: se tornar a grande potência</p><p>industrial da América Latina.</p><p>Realizou uma reforma agrária e promoveu o fim do</p><p>latifúndio.</p><p>Desenvolveu o maior exército da América do Sul.</p><p>A abolição da escravidão</p><p>Processo gradual de longa duração</p><p>Crescimento do movimento abolicionista; Sociedade brasileira contra a escravidão</p><p>– Castro Alves, Joaquim Nabuco e Luiz Gama</p><p>Aumento das irmandades de ex-escravos.</p><p>Participação dos Escravos na guerra do Paraguai</p><p>Pressão Internacional Inglesa</p><p>Lei Bill Aberdeen (1845); Lei Eusébio de Queirós (1850); Lei do Ventre Livre</p><p>(1871); Lei do Sexagenário (1885); Lei Áurea (1888)</p><p>O processo de imigração</p><p>Dois motivos centrais: I) substituir a mão</p><p>de obra devido a abolição e II) realizar uma</p><p>política de “branqueamento” no país</p><p>(Eugenia).</p><p>A despesa da viagem era paga pelos</p><p>fazendeiros em “parceria” com o governo,</p><p>os europeus passariam a produzir o café e</p><p>o lucro obtido com a venda seria repartido</p><p>entre os imigrantes e o dono da fazenda.</p><p>Italianos, Espanhóis e Alemães.</p><p>A proclamação da república (1889)</p><p>A abolição da escravatura: insatisfação das grandes elites latifundiárias (a questão da</p><p>indenização).</p><p>A questão religiosa; maçonaria x Igreja Católica; O Papa Pio IX havia lançado a Bula</p><p>Syllabus, que proibia qualquer tipo de aproximação da Igreja Católica com os maçons.</p><p>Os ideais positivistas: cientificismo, evolucionismo e progresso.</p><p>A questão militar: o exército queria mais participação política e reconhecimento;</p><p>mocidade militar; Prisão do Tenente Sena Madureira.</p><p>Derrubada da monarquia (sem participação popular); Golpe militar: 15 de novembro</p><p>de 1889. “O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que</p><p>significava”</p><p>A República da Espada (1889-1894)</p><p>Em 16 de novembro 1889, foi organizado um</p><p>governo provisório, formado por militares e por</p><p>civis paulistas. Deodoro da Fonseca foi escolhido</p><p>como o presidente e Floriano Peixoto como vice.</p><p>Dissolveu o senado vitalício, o cargo de primeiro</p><p>ministro e acabou com o poder moderador; além</p><p>de nomear interventores “republicanos” para os</p><p>Estados.</p><p>Exílio da família real, em 17 de novembro de</p><p>1889.</p><p>A CONSTITUIÇÃO DE 1891</p><p>Instituiu o Presidencialismo e o voto aberto/declarado.</p><p>Implementou o voto universal para os cidadãos, HOMENS,</p><p>alfabetizados, maiores de 21 anos, independente de</p><p>renda (mulheres estavam excluídas).</p><p>Vigência dos três poderes; Executivo, Legislativo e</p><p>Judiciário.</p><p>Liberdade de imprensa, de ensino e de religião.</p><p>Separação entre o Estado e a Igreja.</p><p>Casamento e registro civil (certidões).</p><p>Cemitérios sob o controle do Estado.</p><p>O GOVERNO DE DEODORO (1889-1891)</p><p>A característica marcante de seu governo foi o autoritarismo; faltou-lhe</p><p>diplomacia para lidar com os problemas políticos do país; principalmente a</p><p>partir da nomeação de um monarquista – o Barão de Lucena – para o</p><p>ministério da fazenda</p><p>Em 3 de novembro de 1891, Deodoro fechou o Congresso e prendeu seus</p><p>líderes; resultado: uma série de revoltas contra o seu governo</p><p>Revolta Armada: a Marinha brasileira ameaçou bombardear a cidade do Rio</p><p>de Janeiro; para evitar uma guerra civil, o marechal Deodoro renunciou à</p><p>presidência em 23 de novembro de 1891.</p><p>O GOVERNO DE FLORIANO (1891-1894)</p><p>Floriano assumiu o poder em 1891, logo após a renúncia do Marechal Deodoro da</p><p>Fonseca. Seu governo tinha como principal desafio consolidar o sistema republicano</p><p>no Brasil</p><p>Momento de rivalidade entre o Exército e a Marinha; Floriano reprimiu duramente a</p><p>Revolta dos marinheiros e ganhou a alcunha de Marechal de Ferro</p><p>Não poupou esforços para conter as revoltas no intuito de estabilizar a república.</p><p>Para ampliar o apoio ao seu governo, Floriano se aproximou da oligarquia paulista.</p><p>Sendo sucedido por Prudente de Morais, primeiro civil a assumir a presidência da</p><p>república.</p><p>A República OLIGÁRQUICA (1894-1930)</p><p>Política dos governadores: o Governo Federal dava apoio à oligarquia mais poderosa de</p><p>cada Estado. Em troca exigia que cada oligarquia apoiasse as propostas do Governo Federal</p><p>no Legislativo e conseguisse votos para os candidatos “oficiais”.</p><p>Coronelismo; voto de “cabresto”; democracia fraudulenta, marcada pela violência,</p><p>pelas fraudes e pela compra de votos; o mandonismo e o clientelismo.</p><p>As oligarquias mais poderosas, São Paulo e Minas Gerais, revezavam o poder entre si,</p><p>lançando candidatos à presidência – Política café com leite</p><p>Economia: oscilações no preço do café. Solução: o governo brasileiro passar a comprar o</p><p>excedente das sacas de café com o objetivo de controlar o preço do produto – Convênio de</p><p>Taubaté</p><p>A GUERRA DE CANUDOS (1896-1897)</p><p>Movimento messiânico que eclodiu no interior do sertão Baiano liderado pelo beato</p><p>Antônio Conselheiro.</p><p>A realidade da Bahia – região marcada pela fome, seca, desemprego e alto índice de</p><p>analfabetismo.</p><p>Falta de apoio político – os governantes estaduais e locais não davam a mínima atenção para</p><p>as populações carentes (que não atendiam aos critérios do voto).</p><p>Em um momento de dificuldade social e econômica, os discursos religiosos baseados em</p><p>promessas milagrosas ganharam força na região. Era comum a existência de beatos</p><p>que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor. Discurso milenarista</p><p>A GUERRA DE CANUDOS (1896-1897)</p><p>Antônio Conselheiro afirmava ser um enviado de Deus, responsável por liderar</p><p>uma nova comunidade livre das diferenças e das injustiças sociais.</p><p>O beato e seus seguidores construíram uma comunidade chamada BELO</p><p>MONTE, conhecida popularmente como CANUDOS (1893). Os bens e toda a</p><p>produção eram distribuídos de forma igualitária entre os membros da comunidade</p><p>(25.000 habitantes).</p><p>O governo da Bahia e os grandes latifundiários da região, não concordavam com o fato</p><p>dos habitantes do arraial não pagarem os impostos estabelecidos e não viverem</p><p>conforme as leis vigentes. Afirmava-se, também, que Antônio Conselheiro era um</p><p>fanático, monarquista, além de uma ameaça ao regime republicano.</p><p>A GUERRA DE CANUDOS (1896-1897)</p><p>As três primeiras tentativas oficiais de combater o arraial de Canudos foram</p><p>derrotadas.</p><p>Os sertanejos se armaram e resistiram as tropas baianas. Na quarta tentativa, o</p><p>governo da Bahia solicitou o apoio das tropas federais. Militares de todo Brasil</p><p>foram enviados para reprimir a comunidade.</p><p>Resultado: massacre dos habitantes do arraial de forma brutal. Crianças, mulheres e</p><p>idosos foram aniquilados sem piedade. Antônio Conselheiro foi morto em 22 de setembro</p><p>de 1897. Gravata Vermelha – execução em massa dos habitantes</p><p>“Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento</p><p>completo... caiu... quando caíram seus últimos defensores... Eram quatro apenas: um</p><p>velho, dois homens e uma criança.”</p><p>O CANGAÇO NORDESTINO</p><p>momento de crise e</p><p>extrema desigualdade</p><p>seca no</p><p>social e</p><p>Contexto:</p><p>Nordeste;</p><p>ascensão do fenômeno do BANDITISMO</p><p>(violência generalizada nos sertões).</p><p>Um fenômeno social, caracterizado por atitudes</p><p>violentas por parte dos cangaceiros que</p><p>promoviam saques a fazendas, atacavam</p><p>comboios e chegavam a sequestrar coronéis para</p><p>obtenção de resgates.</p><p>I) Mercenários; II)Capangas; III) Cangaceiros</p><p>A FIGURA DE LAMPIÃO: O REI DO CANGAÇO</p><p>Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião é considerado o mais famoso</p><p>cangaceiro que já existiu; seu bando saqueou fazendas e executou opositores por</p><p>todo Nordeste, atuando principalmente entre os anos de 1922 e 1938.</p><p>Sua família possuía uma condição intermediária sendo bastante respeitada no Estado</p><p>do Pernambuco. Em uma disputa de terras com o coronel Zé Saturnino, seu pai foi</p><p>assassinado deixando o jovem Lampião órfão. Sem alternativas, Virgulino vende suas</p><p>terras, abandona seu estado natal e se associa ao bando do Sinhô Pereira.</p><p>1922: o Sinhô Pereira abandona a região e “deixa” o bando para Lampião que se</p><p>torna o seu líder.</p><p>A FIGURA DE LAMPIÃO: O REI DO CANGAÇO</p><p>O bando de Lampião começa a saquear e invadir propriedades por todo o Nordeste, seu</p><p>bando tinha um modo de vida “nômade”, passando por Estados como Ceará, Bahia, Alagoas,</p><p>Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí.</p><p>O terror se espalhou pela região ao ponto dos coronéis nordestinos estipularem uma</p><p>recompensa pela cabeça ou captura de Lampião.</p><p>Durante suas andanças, Lampião conheceu Maria Bonita, mulher até então casada, mas que</p><p>abandona o seu marido para ficar com o chefe cangaceiro. Tornando-se a primeira mulher a</p><p>fazer parte do cangaço.</p><p>Emboscada em 1938: execução de Lampião e seu bando (volante João Bezerra).</p><p>Lampião x Coluna Prestes? Herói ou Vilão</p><p>A REVOLTA DA VACINA (1904)</p><p>O contexto do Rio de Janeiro: eclosão de três epidemias – varíola, febre amarela e peste</p><p>bubônica; a cidade ficou conhecida na época como “tumba dos estrangeiros”; expectativa</p><p>de vida era de apenas 33 anos.</p><p>A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico e a</p><p>superlotação dos bairros. As habitações precárias (barracos e cortiços) se difundiam por toda</p><p>cidade acentuando ainda mais a difusão das doenças.</p><p>O presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento e de</p><p>reurbanização da cidade. A reforma retirou a população pobre do centro da cidade,</p><p>derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples. O médico Oswaldo</p><p>Cruz, por sua vez foi designado como chefe do Departamento de Saúde Pública, com o</p><p>objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.</p><p>A REVOLTA DA VACINA (1904)</p><p>Oswaldo Cruz começa a sua política de sanitária de combate as doenças.</p><p>I) Combate a peste bubônica: “temporada” de caça aos ratos mediante a uma recompensa de</p><p>300 réis; II) Combate a febre amarela: criação de brigadas sanitárias para combater os</p><p>mosquitos e higienizar os espaços públicos; III) Combate a varíola: Lei da vacinação</p><p>obrigatória (1904) – batalhões passam a abordar as pessoas em suas casas e nas ruas</p><p>para aplicar as vacinas</p><p>Embora seu objetivo fosse positivo, a vacinação foi aplicada de maneira autoritária e violenta;</p><p>as pessoas anteriormente expulsas de suas moradias encontravam-se em uma condição de</p><p>revolta, a lei foi o estopim para o conflito na capital; o desconhecimento sobre a vacina e seus</p><p>efeitos também exerceu um papel central dentro desse contexto.</p><p>A REVOLTA DA VACINA (1904)</p><p>As manifestações populares espalham-se por toda cidade.</p><p>A reação popular levou o governo a suspender a obrigatoriedade da vacina; a rebelião foi</p><p>contida deixando 30 mortos, 110 feridos e mais de 900 prisões.</p><p>Pouco tempo após o movimento, o processo de vacinação foi reiniciado (dessa vez voluntário)</p><p>e palestras foram realizadas para a população com o intuito de explicar a importância da</p><p>mesma, em pouco tempo, a varíola foi erradicada da capital.</p><p>Oswaldo Cruz: premiado com honrarias por todo mundo (medalhas na Alemanha e na</p><p>França).</p><p>Conclusão: reflexões sobre a desigualdade social, o cenário nacional, os resquícios da</p><p>escravidão e a educação da época.</p><p>A REVOLTA DA CHIBATA (1910)</p><p>Movimento social ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 1910; durante este período, os</p><p>marinheiros brasileiros de baixa patente – em sua maioria negros e mulatos – eram</p><p>punidos com castigos físicos.</p><p>O estopim da revolta aconteceu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250</p><p>chibatadas e morreu por “desrespeitar” um superior; a partir desse acontecimento um motim</p><p>agravou-se dentro das embarcações e os revoltosos chegaram a tomar o controle de três navios.</p><p>O líder do movimento, João Cândido, conhecido como almirante negro redigiu uma carta ao presidente</p><p>Hermes da Fonseca, reivindicando:</p><p>I) O fim dos castigos físicos;</p><p>II) melhorias na alimentação e na remuneração dos marinheiros de baixa patente e</p><p>III) anistia de todos que participaram da revolta.</p><p>A REVOLTA DA CHIBATA (1910)</p><p>Caso não fossem cumpridas as exigências, os revoltosos ameaçaram bombardear a</p><p>cidade do Rio de Janeiro; o presidente Hermes da Fonseca aceita as reivindicações.</p><p>Contudo, dois dias depois de entregarem as armas, é decretado o expurgo e a prisão de</p><p>todos os marinheiros envolvidos na conspiração. A grande maioria foi presa, morta e</p><p>expulsa da marinha; o líder, João Candido, foi considerado louco e enviado a um hospício.</p><p>Mesmo com a severa punição aos amotinados, a pauta do movimento ganhou corpo e</p><p>repercutiu por todo território nacional levando a extinção definitiva dos castigos</p><p>físicos nas Forças Armadas.</p><p>Resquícios da escravidão e a desigualdade social que assolavam o Brasil.</p><p>O MOVIMENTO TENENTISTA</p><p>Movimento político-militar que ganhou corpo entre os oficiais de baixa e média patente</p><p>do Exército na década de 1920.</p><p>Queriam mudanças no sistema político brasileiro, baseados em um discurso que defendia</p><p>a moralidade no país; exigiam o fim imediato do voto de cabresto e a criação do voto</p><p>secreto.</p><p>Direita (reformas pontuais no regime republicano) x Esquerda (mudanças</p><p>drástica e realização imediata de uma reforma educacional, política e agrária).</p><p>18 do Forte de Copacabana (1922) e a Coluna Prestes (1925/1927): exemplos de reação</p><p>contra o domínio oligárquico e a política café com leite.</p><p>Insatisfação dentro do exército com os rumos da política brasileira</p><p>A revolução de 1930</p><p>ao governoDécada de 1920: marcada pela resistência dos tenentes</p><p>oligárquico (Revolta de Copacabana; Coluna Prestes)</p><p>A Crise de 1929: baixa nos preços do café e retração do consumo mundial</p><p>A campanha de 1929: ruptura entre MG e SP. Washington Luís indica outro</p><p>paulista para sucedê-lo, Júlio Prestes</p><p>Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba fazem uma aliança contra SP</p><p>(Aliança Liberal). Lançam a chapa presidencial: Getúlio Vargas e João</p><p>Pessoa</p><p>A revolução de 1930</p><p>Fim da eleição: vitória de Júlio Prestes</p><p>Eleições marcadas pela fraude de ambos os lados</p><p>A morte de João Pessoa (por motivos pessoais) foi utilizada por Vargas e seus</p><p>aliados como uma moeda política para legitimar um golpe de Estado.</p><p>Revolução de 1930: uma aliança entre Vargas, os tenentes e as elites</p><p>insatisfeitas/não contempladas pela República Oligárquica</p><p>Governo provisório (1930-1934)</p><p>Promessa de uma nova Constituição</p><p>Criação da Justiça Eleitoral e do Novo Código Eleitoral (1932)</p><p>Momento de diversificação da economia: estímulos a industrialização</p><p>Os interventores, homens de confiança indicados por Vargas, substituíram os</p><p>governadores dos Estados</p><p>Resultado: a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado</p><p>movido pelos paulistas contra o governo federal. Objetivos: combater o</p><p>autoritarismo varguista e a criação de uma nova Constituição.</p><p>A constituição de 1934</p><p>Do ponto de vista militar os paulistas foram massacrados e derrotados, contudo, seus</p><p>objetivos foram contemplados: uma nova Constituição seria gestada no ano de 1934.</p><p>São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores de 18 anos (voto universal e</p><p>secreto, sufrágio feminino, exceção: analfabetos)</p><p>Leis trabalhistas: 13º, jornada de 8 horas/dia, férias anuais, licença maternidade, trabalho</p><p>infantil; sindicatos; o ensino da religião nas escolas (apoio da Igreja).</p><p>Ainda que a Carta Constitucional estabelecesse eleições diretas para a presidência, Vargas</p><p>acaba sendo eleito indiretamente pela Assembleia Nacional Constituinte, com seu mandato</p><p>sendo estendido até o ano de 1938</p><p>Governo constitucional (1934-1937)</p><p> Início do populismo, trabalhismo e economia desenvolvimentista</p><p>Influências externas ganham forças no Brasil: ideais nazifascistas x ideais</p><p>soviéticos. Integralistas x Aliança Nacional Libertadora</p><p> Intentona Comunista (1935/1936): desarticulada e derrotada; seu líder,</p><p>Carlos Prestes é preso e sua esposa, Olga Benário, deportada para Alemanha.</p><p>A divulgação do Plano Cohen (1937): suposto plano comunista para tomar</p><p>o poder no Brasil; documento forjado por um integralista aliado a Vargas, o</p><p>general Olímpio Mourão Filho (justificativa para o golpe).</p><p>O Estado Novo (1937-1945)</p><p> Vargas passou a governar a partir de decretos que não poderiam ser contestados pelo</p><p>Legislativo; momento de forte autoritarismo</p><p>Todos os partidos e agremiações foram colocados na ilegalidade; a “Polaca”: 1937</p><p>A criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), órgão responsável por</p><p>censurar as opiniões contrárias ao governo e produzir sua propaganda positiva, exaltando à</p><p>figura de Vargas</p><p>Rádio: “A hora/ a voz do Brasil” – o contato direto de Vargas com a população.</p><p>A censura e repressão dos opositores; proibição das greves de trabalhadores; criação da</p><p>Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE)</p><p>Criação da CLT e das indústrias de base; política corporativista</p><p> Um governo baseado nos regimes totalitários europeus: o culto ao líder</p><p>Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o Brasil busca</p><p>manter uma postura de neutralidade; Submarinos alemães afundam</p><p>embarcações brasileiras. Esse fato teve uma grande repercussão popular e</p><p>pressionou Vargas a se posicionar ao lado dos aliados (1942)</p><p>O retorno dos soldados ao território nacional marcou a derrocada da ditadura</p><p>varguista; o Brasil lutou na Segunda Guerra contra os regimes autoritários, ao</p><p>mesmo tempo, que vivia internamente um regime ditatorial (contradição). A</p><p>oposição do exército e de parte da sociedade civil levaram ao fim a ditadura</p><p>varguista (1945); reflexão Vargas e a política.</p><p>Com o fim do Estado Novo, o Brasil passou por intensas</p><p>mudanças. Vale ressaltar o advento de uma nova</p><p>experiência democrática marcada pela liberdade de</p><p>imprensa e pela livre manifestação de ideias.</p><p>Nova Constituição (1946): A livre manifestação de</p><p>pensamento sem censura ou repressão; a inviolabilidade</p><p>do sigilo e da casa do indivíduo; é garantido ao</p><p>prisioneiro o direito de defesa e de julgamento; extinção</p><p>da pena de morte; o retorno da harmonia entre os três</p><p>poderes; anistia aos presos políticos (Carlos Prestes e</p><p>Integralistas).</p><p> Chamada para novas eleições: presidencial, estadual e</p><p>municipal</p><p>A república populista (1946-1964)</p><p>Os partidos voltam a legalidade e passam a se organizar na disputa pelo poder;</p><p>ascensão de novos grupos com projetos políticos distintos para o futuro do país</p><p>(economia, educação, relações geopolíticas e afins).</p><p>Novos partidos: União Democrática Nacional (UDN); Partido Social</p><p>Democrático (PSD); Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); PCB.</p><p>O movimento popular: “Queremismo”.</p><p>Vitória do general Eurico Gaspar Dutra (PSD) com o apoio de Vargas.</p><p>Contexto Internacional: o início da Guerra Fria, mundo dividido o lado capitalista</p><p>(EUA) e o lado socialista (URSS)</p><p>O governo Dutra (1946-1951)</p><p>Governo marcado por seu alinhamento com os ideais norte-americanos. O Brasil</p><p>passou a se posicionar incondicionalmente ao lado do bloco capitalista no</p><p>contexto da Guerra Fria.</p><p>O governo brasileiro rompeu suas relações diplomáticas e comerciais com a União</p><p>Soviética; Dutra ordenou o fechamento do PCB e a perseguição aos sindicatos de</p><p>esquerda (1947).</p><p>Além disso, Dutra organizou uma conferência no RJ com o intuito de discutir a</p><p>manutenção da segurança no continente; o evento contou com a participação do</p><p>presidente americano Henry Truman; marco na aliança entre os países para</p><p>barrar o avanço do socialismo na América Latina.</p><p>O governo Dutra (1946-1951)</p><p>Uma economia voltada para o aspecto liberal marcada pela não intervenção do</p><p>Estado na economia; abertura total ao capital estrangeiro e a instalação de</p><p>empresas americanas em território nacional.</p><p>O lançamento de um ambicioso plano econômico para o Brasil baseado no</p><p>investimento em quatro áreas fundamentais: Saúde, Alimentação, Transporte e Energia</p><p>– Plano SALTE</p><p>Para financiar seu programa econômico Dutra recorreu a impressão de papel moeda,</p><p>gerando uma grave inflação no país e um forte abalo em sua popularidade; o</p><p>fracasso do Plano SALTE gerou uma onda de insatisfação popular pelo país e</p><p>um aumento considerável no índice de desemprego</p><p> Palavras de Carlos Lacerda, líder da UDN: “O Senhor Getúlio não deve ser</p><p>candidato, se for candidato não deve ser eleito, se for eleito, não deve</p><p>tomar posse, se tomar posse dever ser derrubado por representar uma</p><p>ameaça iminente a democracia brasileira”.</p><p>As eleições de 1950 foram protagonizadas pela UDN (Eduardo Gomes) e pelo</p><p>PTB (Getúlio Vargas).</p><p>Vargas promete ao povo que se vencesse a eleição o povo subiria com ele os</p><p>degraus do Palácio do Catete e que ele lutaria até o último momento pela</p><p>industrialização nacional e pela ampliação das leis trabalhistas. Resultado:</p><p>vitória esmagadora de Vargas</p><p>O II Governo Vargas (1951-1954)</p><p>Vargas é alçado ao poder como uma alternativa para resolver os problemas sociais,</p><p>apoiado pelas massas populares e por setores da burguesia nacional (em sua</p><p>maioria, pessoas ligadas às estatais).</p><p>Uma das suas primeiras medidas foi a criação do Banco Nacional de</p><p>Desenvolvimento Econômico (BNDES), os lucros da instituição foram utilizados para o</p><p>desenvolvimento da indústria nacional e para o incentivo as pequenas empresas –</p><p>solução para o desemprego</p><p>O inicial progresso econômico propicia a Vargas o capital necessário para levar a</p><p>cabo o seu projeto desenvolvimentista e suas medidas populistas.</p><p>Populismo: aumento de 100% no valor do salário mínimo – o destaque da figura</p><p>de João Goulart como Ministro do Trabalho.</p><p>Desenvolvimentismo: a criação da Petrobrás e o slogan “O petróleo é nosso” – o</p><p>monopólio estatal da extração e refino do petróleo; o projeto da Eletrobrás que será</p><p>entregue 7 anos depois durante o governo de Jânio.</p><p>A política externa vai ser marcada por pequenos atritos entre Vargas e o governo</p><p>americano, em grande porque o presidente estava não totalmente alinhado aos</p><p>interesses do bloco capitalista (o caso da Guerra da Coréia).</p><p>Vargas anuncia a chamada Lei da Remessa de lucros – as empresas estrangeiras</p><p>que atuavam no país só poderiam mandar 10% dos seus lucros para fora do Brasil.</p><p> A UDN passa a atacar Vargas por considerar suas medidas nocivas à plena integração</p><p>econômica do Brasil ao bloco dos países capitalistas,</p><p>além de impedir a livre</p><p>concorrência e atrapalhar a dinâmica do mercado internacional.</p><p>Forte oposição política e midiática (multinacionais, UDN, Forças Armadas); críticas</p><p>diárias na impressa nacional.</p><p>Atentado à Carlos Lacerda, um dos principais opositores ao governo.</p><p>“Perante Deus, acuso um só homem como responsável por esse crime. É o protetor</p><p>dos ladrões. Esse homem é Getúlio Vargas”; Lacerda afirmava que Vargas havia sido o</p><p>mandante do crime (pressão contra o presidente por parte da mídia e do Exército).</p><p> Passaram a exigir a renúncia imediata do presidente da República. Vargas</p><p>profere um discurso afirmando “só morto sairei da presidência da República”.</p><p>Ameaças de um golpe de Estado e aproximação de Lacerda com os militares –</p><p>Manifesto dos generais.</p><p>Pressionado pela oposição, pela imprensa e pelos militares, no dia 24/08/1954,</p><p>Vargas se suicida com um tiro no coração, legando ao povo a Carta</p><p>Testamento e criando um vazio de poder na política</p><p>Comoção popular generalizada; o povo saiu às ruas no Rio de Janeiro,</p><p>passando a perseguir os inimigos de Vargas aclamado como “o pai do povo”.</p><p>“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se</p><p>desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e</p><p>não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação,</p><p>para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente</p><p>os humildes (...). Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma</p><p>pressão constante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim</p><p>mesmo, para defender os interesses do povo (...). Lutei contra a espoliação do Brasil.</p><p>Lutei contra a espoliação do povo. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu</p><p>ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio.</p><p>Serenamente dou o primeiro passo para a eternidade e saio da vida para entrar na</p><p>História”.</p><p>O governo JK (1955-1961)</p><p>A grande promessa do seu governo foi a de modernizar a economia brasileira de</p><p>maneira acelerada. Para isso era necessário um investimento pesado na infraestrutura</p><p>e na industrialização.</p><p>Plano de metas: “50 anos em 5”; Eixos: energia (43%), transporte (29%),</p><p>indústria (20%), educação (4,8%) e alimentação (3,2%).</p><p>O incentivo a entrada e a atuação das empresas estrangeiras em território brasileiro;</p><p>o governo passou a oferecer vantagens tributárias e benefícios as multinacionais que</p><p>se instalasse no Brasil; destaque para o setor automobilístico e</p><p>eletroeletrônicos (chegada da Volkswagen, General Motors e Ford ao país).</p><p>Grande investimento na construção de estradas e rodovias, assim como na construção</p><p>de usinas hidroelétricas (Furnas e Três Marias).</p><p>Indiferença do governo com o setor educacional (educação básica e</p><p>universidades) e com a população camponesa (agricultura familiar).</p><p>Aumento considerável das desigualdades regionais e sociais (desenvolvimento ficou</p><p>concentrado na região Sudeste).</p><p>O seu grande projeto governamental: a construção de Brasília (US$ 1,5 bilhão, o</p><p>equivalente a R$ 68 bilhões hoje).</p><p>Empréstimos internacionais com o FMI (dívida externa – 2005); impressão de papel</p><p>moeda; inflação e denúncias de corrupção (superfaturamento de obras).</p><p>O governo Jânio quadros (1961)</p><p>A alta inflação, o aumento da dívida externa e as denúncias de corrupção</p><p>marcaram o fim do governo JK. As eleições presidenciais de 1960 deram palco a</p><p>um novo candidato que prometia combater a corrupção e resolver os problemas</p><p>econômicos que assolavam o Brasil, este era Jânio Quadros (UDN).</p><p> Seu discurso político o apresentava como um candidato do povo, honesto e,</p><p>principalmente, como alguém moralista – defensor da família e dos valores</p><p>tradicionais.</p><p>Em sua campanha, Jânio prometia “varrer” a corrupção do Brasil e investigar</p><p>todos os políticos que cometessem tais atos ilícitos</p><p>O governo Jânio quadros (1961)</p><p>Os seus primeiros decretos presidenciais tinham como intuito “moralizar” o país: I)</p><p>proibiu o uso de minissaias e de biquíni nas praias, II) proibiu as rinhas de</p><p>galo e as corridas cavalo por todo país; e, III) proibiu o uso do skate e a</p><p>participação de menores em programas de rádio e TV.</p><p>Governava através “bilhetinhos”; em pequenos pedaços de papel, dava ordens aos</p><p>seus ministros e funcionários, transformando-os em meros executores de sua</p><p>vontade pessoal.</p><p>Para se mostrar como um homem do “povo”, costumava a guardar sanduíches de</p><p>mortadela para comer durante as ocasiões de Estado e jogar bolinhas de papel em</p><p>seu próprio cabelo para simular problemas com caspa.</p><p>O governo Jânio quadros (1961)</p><p>Em seu governo Jânio optou por uma “Política Externa Independente”. As</p><p>relações comercias e diplomáticas brasileiras seriam pautadas pela pelas vantagens</p><p>oferecidas ao país, de maneira independente, sem levar em conta as ideologias</p><p>políticas – Tentativa de reverter os problemas econômicos brasileiros/ herança JK.</p><p>Na prática o Brasil passava a comercializar com países capitalistas e</p><p>socialistas; forte oposição da UDN no Congresso; sem a sua base de apoio e Jânio</p><p>já não conseguia aprovar suas leis e seus decretos presidenciais.</p><p>“Forças terríveis me impedem de governar”; Renúncia (1961).</p><p>Tentativa de golpe que deu errado? Não houve apelo popular</p><p>O governo João Goulart (1961-1964)</p><p>A crise pela sucessão presidencial e a imposição do regime parlamentarista.</p><p>A UDN se recusava a aceitar a nomeação de Jango para o cargo de presidente.</p><p>Para o partido João Goulart representava uma ameaça a “democracia e</p><p>ao capitalismo” devido a sua herança varguista e aos seus posicionamentos</p><p>inclinados à esquerda</p><p>O Brasil passava por um momento de grave crise econômica (herança direta dos</p><p>empréstimos contraídos por JK); o aumento dos preços e a inflação crescente</p><p>resultaram em uma grande pressão social por melhorias nas condições de vida da</p><p>população</p><p> Os movimentos operários, camponeses e estudantis passam a se organizar e ganhar</p><p>força no cenário político nacional; esses grupos viam em João Goulart, cujo a</p><p>imagem ainda permanecia atrelada ao varguismo, uma esperança de melhorias</p><p>para os trabalhadores.</p><p>Jango promete à sua base eleitoral intensas reformas socias caso recuperasse seus</p><p>poderes (as reformas de base – agrária, eleitoral, educacional, tributária); Lei da</p><p>Remessa de Lucros.</p><p>1963: Plebiscito popular que define o retorno ao presidencialismo (82% dos</p><p>votos).</p><p>Após reaver seus poderes, Jango busca implementar sua principal pauta: as</p><p>Reformas de Base.</p><p> Discurso no Comício da Central do Brasil (13 de março de 1964)</p><p>Reação negativa: grandes latifundiários, forças armadas e parte da população</p><p>que acreditava no “perigo vermelho”; a “defesa” da Constituição.</p><p>Contexto internacional: os norte-americanos passam a olhar com suspeitas as</p><p>reais intenções de João Goulart.</p><p>Marcha da Família com Deus pela Liberdade: estimativa entre 300/500.000</p><p>pessoas (19 de março de 1964)</p><p>Revolta dos marinheiros (25-27 de março de 1964)</p><p>Golpe: 31 de março de 1964</p><p>17 de março de 1964</p><p>OPERAÇÃO CONDOR</p><p>Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai em</p><p>associação com CIA dos Estados Unidos criam uma</p><p>missão militar com o objetivo de reprimir e eliminar</p><p>líderes</p><p>países</p><p>e partidos de esquerda instalados nos</p><p>do Cone Sul,</p><p>alinhados</p><p>construção</p><p>ao bloco</p><p>de regimes militares autoritários</p><p>mantendo esses países</p><p>capitalista por meio da</p><p>e</p><p>centralizadores (nas décadas de 1950/1970).</p><p>Paraguai (1954); Brasil e Bolívia (1964); Chile e Uruguai</p><p>(1973); Argentina (1976)</p>