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<p>Hipoteca</p><p>NOÇÃO</p><p>• Direito real de garantia sobre coisa alheia com maior repercussão prática</p><p>• Em regra, bens imóveis</p><p>• Sem transmissão da posse da coisa entre as partes</p><p>• Partes:</p><p>o Devedor hipotecante – dá a coisa em garantia, podendo ser o próprio devedor ou terceiro</p><p>o Credor hipotecário – tem o benefício do crédito e do direito real</p><p>• Abrangência:</p><p>Art. 1.474, CC. A hipoteca abrange todas as acessões, melhoramentos ou construções do imóvel. Subsistem</p><p>os ônus reais constituídos e registrados, anteriormente à hipoteca, sobre o mesmo imóvel.</p><p>• E as pertenças???</p><p>OBJETO</p><p>Art. 1.473, CC. Podem ser objeto de hipoteca:</p><p>I - os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles;</p><p>II - o domínio direto;</p><p>III - o domínio útil;</p><p>IV - as estradas de ferro;</p><p>V - os recursos naturais a que se refere o art. 1.230, independentemente do solo onde se acham;</p><p>VI - os navios;</p><p>VII - as aeronaves.</p><p>VIII - o direito de uso especial para fins de moradia;</p><p>IX - o direito real de uso;</p><p>X - a propriedade superficiária;</p><p>XI - os direitos oriundos da imissão provisória na posse, quando concedida à União, aos Estados, ao Distrito</p><p>Federal, aos Municípios ou às suas entidades delegadas e a respectiva cessão e promessa de cessão.</p><p>Art. 1.473, §1º, CC. A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á pelo disposto em lei especial.</p><p>• Navios:</p><p>Art. 12, Lei 7.652/88. O registro de direitos reais e de outros ônus que gravem embarcações brasileiras</p><p>deverá ser feito no Tribunal Marítimo, sob pena de não valer contra terceiros.</p><p>§1º Enquanto não registrados, os direitos reais e os ônus subsistem apenas entre as partes, retroagindo a</p><p>eficácia do registro à data da prenotação do título.</p><p>§2º Os direitos reais e os ônus serão registrados em livro próprio, averbados à margem do registro de</p><p>propriedade e anotados no respectivo título, devendo o interessado promover previamente o registro das</p><p>embarcações ainda não registradas ou isentas.</p><p>Art. 13. A hipoteca ou outro gravame poderão ser constituídos em favor do construtor ou financiador,</p><p>mesmo na fase de construção, qualquer que seja a arqueação bruta da embarcação, devendo, neste caso,</p><p>constar do instrumento o nome do construtor, o número do casco, a especificação do material e seus dados</p><p>característicos e, quando for o caso, o nome do financiador.</p><p>Art. 14. Os interessados, para requererem o registro dos direitos reais e de outros ônus, apresentarão o</p><p>contrato que deverá conter, obrigatoriamente, além dos elementos intrínsecos ao ato:</p><p>I - as características principais da embarcação, arqueação bruta, tonelagem de porte bruto e outros dados</p><p>que a identifiquem devidamente; e</p><p>II - a declaração de estar segurada a embarcação, exceto quando constituída hipoteca ou outro gravame</p><p>real na forma permitida pelo art. 13 desta lei.</p><p>§1º O pedido de registro será apresentado mediante requerimento do proprietário ou de seu representante</p><p>legal, acompanhado dos documentos necessários, à Capitania dos Portos ou órgão subordinado, em cuja</p><p>jurisdição estiver incluído o porto de inscrição da embarcação, a quem caberá encaminhar o requerimento</p><p>e documentos a este apensos ao Tribunal Marítimo.</p><p>§2º O registro do direito real ou do ônus será comunicado pelo Tribunal Marítimo à Capitania dos Portos</p><p>em cuja jurisdição estiver incluído o porto de inscrição da embarcação, para a devida anotação.</p><p>• Aeronaves:</p><p>Art. 138, Lei 7.665/86. Poderão ser objeto de hipoteca as aeronaves, motores, partes e acessórios de</p><p>aeronaves, inclusive aquelas em construção.</p><p>§1° Não pode ser objeto de hipoteca, enquanto não se proceder à matrícula definitiva, a aeronave inscrita</p><p>e matriculada provisoriamente, salvo se for para garantir o contrato, com base no qual se fez a matrícula</p><p>provisória.</p><p>§2° A referência à aeronave, sem ressalva, compreende todos os equipamentos, motores, instalações e</p><p>acessórios, constantes dos respectivos certificados de matrícula e aeronavegabilidade.</p><p>§3° No caso de incidir sobre motores, deverão eles ser inscritos e individuados no Registro Aeronáutico</p><p>Brasileiro, no ato da inscrição da hipoteca, produzindo esta os seus efeitos ainda que estejam equipando</p><p>aeronave hipotecada a distinto credor, exceto no caso de haver nos respectivos contratos cláusula</p><p>permitindo a rotatividade dos motores.</p><p>§4º Concluída a construção, a hipoteca estender-se-á à aeronave se recair sobre todos os componentes;</p><p>mas continuará a gravar, apenas, os motores e equipamentos individuados, se somente sobre eles incidir a</p><p>garantia.</p><p>§5° Durante o contrato, o credor poderá inspecionar o estado dos bens, objeto da hipoteca.</p><p>• Quanto aos incs. IX e X:</p><p>Art. 1.473, §2º, CC. Os direitos de garantia instituídos nas hipóteses dos incisos IX e X do caput deste artigo</p><p>ficam limitados à duração da concessão ou direito de superfície, caso tenham sido transferidos por período</p><p>determinado.</p><p>CONSTITUIÇÃO</p><p>• Escritura pública + registro</p><p>• Sub-hipoteca ou hipoteca de segundo grau</p><p>Art. 1.476, CC. O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo</p><p>título, em favor do mesmo ou de outro credor.</p><p>• Prioridade do registro</p><p>• Menção à hipoteca anterior → prenotação e prazo de 30 dias</p><p>Art. 1.495, CC. Quando se apresentar ao oficial do registro título de hipoteca que mencione a constituição</p><p>de anterior, não registrada, sobrestará ele na inscrição da nova, depois de a prenotar, até trinta dias,</p><p>aguardando que o interessado inscreva a precedente; esgotado o prazo, sem que se requeira a inscrição</p><p>desta, a hipoteca ulterior será registrada e obterá preferência.</p><p>• Hipoteca para garantia de dívida futura ou condicionada</p><p>Art. 1.487, CC. A hipoteca pode ser constituída para garantia de dívida futura ou condicionada, desde que</p><p>determinado o valor máximo do crédito a ser garantido.</p><p>§1º Nos casos deste artigo, a execução da hipoteca dependerá de prévia e expressa concordância do devedor</p><p>quanto à verificação da condição, ou ao montante da dívida.</p><p>§2 o Havendo divergência entre o credor e o devedor, caberá àquele fazer prova de seu crédito.</p><p>Reconhecido este, o devedor responderá, inclusive, por perdas e danos, em razão da superveniente</p><p>desvalorização do imóvel.</p><p>• Hipoteca cedular</p><p>Art. 1.486, CC. Podem o credor e o devedor, no ato constitutivo da hipoteca, autorizar a emissão da</p><p>correspondente cédula hipotecária, na forma e para os fins previstos em lei especial.</p><p>• Hipoteca recarregável</p><p>o Possibilidade de ser estendida para garantir novas obrigações em favor do mesmo credor</p><p>Art. 1.487-A, CC. A hipoteca poderá, por requerimento do proprietário, ser posteriormente estendida para</p><p>garantir novas obrigações em favor do mesmo credor, mantidos o registro e a publicidade originais, mas</p><p>respeitada, em relação à extensão, a prioridade de direitos contraditórios ingressos na matrícula do imóvel.</p><p>§1º A extensão da hipoteca não poderá exceder ao prazo e ao valor máximo garantido constantes da</p><p>especialização da garantia original.</p><p>§2º A extensão da hipoteca será objeto de averbação subsequente na matrícula do imóvel, assegurada a</p><p>preferência creditória em favor da:</p><p>I - obrigação inicial, em relação às obrigações alcançadas pela extensão da hipoteca;</p><p>II - obrigação mais antiga, considerando-se o tempo da averbação, no caso de mais de uma extensão de</p><p>hipoteca.</p><p>§3º Na hipótese de superveniente multiplicidade de credores garantidos pela mesma hipoteca estendida,</p><p>apenas o credor titular do crédito mais prioritário, conforme estabelecido no § 2º deste artigo, poderá</p><p>promover a execução judicial ou extrajudicial da garantia, exceto se convencionado de modo diverso por</p><p>todos os credores.</p><p>• Hipoteca em imóvel que vem a ser loteado ou instituído condomínio edilício → indivisibilidade da</p><p>hipoteca</p><p>Art. 55, Lei 13.097/2015. A alienação ou oneração de unidades autônomas integrantes de incorporação</p><p>imobiliária, parcelamento</p><p>do solo ou condomínio edilício, devidamente registrada, não poderá ser objeto</p><p>de evicção ou de decretação de ineficácia, mas eventuais credores do alienante ficam sub-rogados no preço</p><p>ou no eventual crédito imobiliário, sem prejuízo das perdas e danos imputáveis ao incorporador ou</p><p>empreendedor, decorrentes de seu dolo ou culpa, bem como da aplicação das disposições constantes da Lei</p><p>nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 .</p><p>SÚM 308, STJ. A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à</p><p>celebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.</p><p>CLÁUSULA DE PROIBIÇÃO DE ALIENAR</p><p>Art. 1.475, CC. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado.</p><p>Parágrafo único. Pode convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado.</p><p>• Nulidade</p><p>• Exceção: SFH e cedulares</p><p>• Vencimento antecipado em caso de alienação (PU)</p><p>PREEMPÇÃO DA HIPOTECA</p><p>• Prazo máximo da hipoteca: 30 anos, pode prorrogar</p><p>Art. 1.485, CC. Mediante simples averbação, requerida por ambas as partes, poderá prorrogar-se a</p><p>hipoteca, até 30 (trinta) anos da data do contrato. Desde que perfaça esse prazo, só poderá subsistir o</p><p>contrato de hipoteca reconstituindo-se por novo título e novo registro; e, nesse caso, lhe será mantida a</p><p>precedência, que então lhe competir.</p><p>Art. 238, LRP. O registro de hipoteca convencional valerá pelo prazo de 30 (trinta) anos, findo o qual só</p><p>será mantido o número anterior se reconstituída por novo título e novo registro.</p><p>• Provimento nº 408/2021-CGJ/AM</p><p>VIGÊNCIA DA ESPECIALIZAÇÃO DA HIPOTECA</p><p>Art. 1.498, CC. Vale o registro da hipoteca, enquanto a obrigação perdurar; mas a especialização, em</p><p>completando vinte anos, deve ser renovada.</p><p>• Deve ser renovado a cada 20 anos</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8078.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8078.htm</p><p>EXCUSSÃO</p><p>• Bem de família</p><p>Art. 3º, Lei 8.009/90. A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal,</p><p>previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:</p><p>V - para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade</p><p>familiar;</p><p>• Judicial</p><p>• Extrajudicial</p><p>Art. 9º, Lei 14.711/2023. Os créditos garantidos por hipoteca poderão ser executados extrajudicialmente</p><p>na forma prevista neste artigo.</p><p>REMIÇÃO DA HIPOTECA</p><p>• Pelo credor da segunda hipoteca</p><p>Art. 1.478, CC. O credor hipotecário que efetuar o pagamento, a qualquer tempo, das dívidas garantidas</p><p>pelas hipotecas anteriores sub-rogar-se-á nos seus direitos, sem prejuízo dos que lhe competirem contra o</p><p>devedor comum.</p><p>Parágrafo único. Se o primeiro credor estiver promovendo a execução da hipoteca, o credor da segunda</p><p>depositará a importância do débito e as despesas judiciais.</p><p>• Pelo adquirente do imóvel hipotecado – paga o valor pelo qual adquiriu o bem</p><p>Art. 1.481, CC. Dentro em trinta dias, contados do registro do título aquisitivo, tem o adquirente do imóvel</p><p>hipotecado o direito de remi-lo, citando os credores hipotecários e propondo importância não inferior ao</p><p>preço por que o adquiriu.</p><p>§1º Se o credor impugnar o preço da aquisição ou a importância oferecida, realizar-se-á licitação,</p><p>efetuando-se a venda judicial a quem oferecer maior preço, assegurada preferência ao adquirente do</p><p>imóvel.</p><p>§2º Não impugnado pelo credor, o preço da aquisição ou o preço proposto pelo adquirente, haver-se-á por</p><p>definitivamente fixado para a remissão do imóvel, que ficará livre de hipoteca, uma vez pago ou depositado</p><p>o preço.</p><p>§3º Se o adquirente deixar de remir o imóvel, sujeitando-o a execução, ficará obrigado a ressarcir os</p><p>credores hipotecários da desvalorização que, por sua culpa, o mesmo vier a sofrer, além das despesas</p><p>judiciais da execução.</p><p>§4º Disporá de ação regressiva contra o vendedor o adquirente que ficar privado do imóvel em</p><p>conseqüência de licitação ou penhora, o que pagar a hipoteca, o que, por causa de adjudicação ou licitação,</p><p>desembolsar com o pagamento da hipoteca importância excedente à da compra e o que suportar custas e</p><p>despesas judiciais.</p><p>• Pelo executado no processo de execução da hipoteca</p><p>Art. 877, CPC. Transcorrido o prazo de 5 (cinco) dias, contado da última intimação, e decididas eventuais</p><p>questões, o juiz ordenará a lavratura do auto de adjudicação.</p><p>§3º No caso de penhora de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de</p><p>adjudicação, oferecendo preço igual ao da avaliação, se não tiver havido licitantes, ou ao do maior lance</p><p>oferecido.</p><p>• Pelos sucessores do devedor</p><p>Art. 1.429, CC. Os sucessores do devedor não podem remir parcialmente o penhor ou a hipoteca na</p><p>proporção dos seus quinhões; qualquer deles, porém, pode fazê-lo no todo.</p><p>Parágrafo único. O herdeiro ou sucessor que fizer a remição fica sub-rogado nos direitos do credor pelas</p><p>quotas que houver satisfeito.</p><p>• OBS: apenas são efetivamente remição as ocorrências de “b” e “c”</p><p>HIPOTECA LEGAL</p><p>• Hipóteses:</p><p>Art. 1.489, CC. A lei confere hipoteca:</p><p>I - às pessoas de direito público interno (art. 41) sobre os imóveis pertencentes aos encarregados da</p><p>cobrança, guarda ou administração dos respectivos fundos e rendas;</p><p>II - aos filhos, sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras núpcias, antes de fazer o inventário</p><p>do casal anterior;</p><p>III - ao ofendido, ou aos seus herdeiros, sobre os imóveis do delinquente, para satisfação do dano causado</p><p>pelo delito e pagamento das despesas judiciais;</p><p>IV - ao co-herdeiro, para garantia do seu quinhão ou torna da partilha, sobre o imóvel adjudicado ao</p><p>herdeiro reponente;</p><p>V - ao credor sobre o imóvel arrematado, para garantia do pagamento do restante do preço da arrematação.</p><p>• Especialização da hipoteca legal</p><p>Art. 1.490, CC. O credor da hipoteca legal, ou quem o represente, poderá, provando a insuficiência dos</p><p>imóveis especializados, exigir do devedor que seja reforçado com outros.</p><p>Art. 1.491, CC. A hipoteca legal pode ser substituída por caução de títulos da dívida pública federal ou</p><p>estadual, recebidos pelo valor de sua cotação mínima no ano corrente; ou por outra garantia, a critério do</p><p>juiz, a requerimento do devedor.</p><p>HIPOTECA DE VIA FÉRREAS</p><p>• Registro feito no Município da estação inicial da respectiva linha</p><p>Art. 1.502, CC. As hipotecas sobre as estradas de ferro serão registradas no Município da estação inicial da</p><p>respectiva linha.</p><p>Art. 1.503, CC. Os credores hipotecários não podem embaraçar a exploração da linha, nem contrariar as</p><p>modificações, que a administração deliberar, no leito da estrada, em suas dependências, ou no seu material.</p><p>Art. 1.504, CC. A hipoteca será circunscrita à linha ou às linhas especificadas na escritura e ao respectivo</p><p>material de exploração, no estado em que ao tempo da execução estiverem; mas os credores hipotecários</p><p>poderão opor-se à venda da estrada, à de suas linhas, de seus ramais ou de parte considerável do material</p><p>de exploração; bem como à fusão com outra empresa, sempre que com isso a garantia do débito</p><p>enfraquecer.</p><p>Art. 1.505, CC. Na execução das hipotecas será intimado o representante da União ou do Estado, para,</p><p>dentro em quinze dias, remir a estrada de ferro hipotecada, pagando o preço da arrematação ou da</p><p>adjudicação.</p><p>HIPOTECA JUDICIÁRIA</p><p>Art. 495, CPC. A decisão que condenar o réu ao pagamento de prestação consistente em dinheiro e a que</p><p>determinar a conversão de prestação de fazer, de não fazer ou de dar coisa em prestação pecuniária valerão</p><p>como título constitutivo de hipoteca judiciária.</p><p>§1º A decisão produz a hipoteca judiciária:</p><p>I - embora a condenação seja genérica;</p><p>II - ainda que o credor possa promover o cumprimento provisório da sentença ou esteja pendente arresto</p><p>sobre bem do devedor;</p><p>III - mesmo que impugnada por recurso dotado de efeito suspensivo.</p><p>§2º A hipoteca judiciária poderá ser realizada mediante apresentação de cópia da sentença perante o</p><p>cartório de registro imobiliário, independentemente de ordem judicial, de declaração expressa do juiz ou</p><p>de demonstração de urgência.</p><p>§3º No prazo de até 15 (quinze) dias da data de realização da hipoteca, a parte informá-la-á ao juízo da</p><p>causa, que determinará a intimação da outra parte para que tome ciência do ato.</p><p>§4º A hipoteca judiciária, uma vez constituída, implicará, para o credor hipotecário, o direito de</p><p>preferência, quanto ao pagamento, em relação a outros credores, observada a prioridade no registro.</p><p>§5º Sobrevindo a reforma ou a invalidação da decisão que impôs o pagamento de quantia, a parte</p><p>responderá, independentemente de culpa, pelos danos que a outra parte tiver sofrido em razão da</p><p>constituição da garantia, devendo o valor da indenização ser liquidado e executado nos próprios autos.</p><p>EXTINÇÃO DA HIPOTECA</p><p>Art. 1.499, CC. A hipoteca extingue-se:</p><p>I - pela extinção da obrigação principal;</p><p>II - pelo perecimento da coisa;</p><p>III - pela resolução da propriedade;</p><p>IV - pela renúncia do credor;</p><p>V - pela remição;</p><p>VI - pela arrematação ou adjudicação.</p><p>Art. 1.500, CC. Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação, no Registro de Imóveis, do cancelamento</p><p>do registro, à vista da respectiva prova.</p><p>Art. 1.501, CC. Não extinguirá a hipoteca, devidamente registrada, a arrematação ou adjudicação, sem que</p><p>tenham sido notificados judicialmente os respectivos credores hipotecários, que não forem de qualquer</p><p>modo partes na execução.</p>

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