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<p>Edição Revisada - 2024 79 páginas</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 COMBATE E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO..................................................................................................................................5</p><p>1.1 Conceitos Básicos e Ciência do Fogo................................................................................................................................. 5</p><p>1.1.2 Tetraedro do fogo....................................................................................................................................................6</p><p>1.1.3 Classificação dos agentes extintores....................................................................................................................... 6</p><p>1.1.4. Classificação dos incêndios.................................................................................................................................... 7</p><p>1.2 Métodos de Extinção.........................................................................................................................................................7</p><p>1.2.1. Retirada do material combustível:......................................................................................................................... 7</p><p>1.2.2 Resfriamento:..........................................................................................................................................................7</p><p>1.2.3 Abafamento:............................................................................................................................................................7</p><p>1.2.4 Quebra da reação química em cadeia:.................................................................................................................... 7</p><p>1.3. Equipamentos de Proteção e Combate a Incêndio...........................................................................................................8</p><p>1.3.1 Equipamento de Proteção Individual (EPI)..............................................................................................................8</p><p>1.3.2 Equipamentos de Combate a Incêndio....................................................................................................................8</p><p>1.3.3 Acessórios hidráulicos........................................................................................................................................... 11</p><p>1.4. Técnicas de Combate a Incêndio.................................................................................................................................... 13</p><p>1.4.1 Operações com Extintores.....................................................................................................................................13</p><p>1.4.2 Operação com Sistema Hidráulico Preventivo.......................................................................................................14</p><p>2 ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR..................................................................................................................................... 19</p><p>2.1 Sinais Vitais e Sintomas................................................................................................................................................... 19</p><p>2.1.1 Estado de consciência........................................................................................................................................... 20</p><p>2.1.2 Respiração............................................................................................................................................................ 20</p><p>2.1.3 Saturação de oxigênio........................................................................................................................................... 20</p><p>2.1.4 Frequência cardíaca...............................................................................................................................................21</p><p>2.1.5 Pressão Arterial..................................................................................................................................................... 22</p><p>2.1.6 Temperatura.......................................................................................................................................................... 22</p><p>2.2. Atendimento em Situações de Emergência....................................................................................................................24</p><p>2.2.1 Tipos de Emergências............................................................................................................................................24</p><p>2.2.2 Avaliação Geral......................................................................................................................................................24</p><p>2.3. Emergências de Trauma e Queimaduras........................................................................................................................ 25</p><p>2.3.1 Entorse.................................................................................................................................................................. 25</p><p>2.3.2 Fratura...................................................................................................................................................................26</p><p>2.3.3 Luxação..................................................................................................................................................................27</p><p>2.3.4 Queimaduras.........................................................................................................................................................27</p><p>2.4. Emergências Clínicas...................................................................................................................................................... 28</p><p>2.4.1 Emergências Clínicas Respiratórias........................................................................................................................29</p><p>2.4.2 Emergências Clínicas Cardiovasculares................................................................................................................. 30</p><p>2.5 Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE)................................................................................................32</p><p>2.5.1 Abordagem em Adultos e Crianças Conscientes................................................................................................... 33</p><p>2.5.2 Abordagem em Lactentes Conscientes................................................................................................................. 34</p><p>2.5.3 Abordagem em vítimas Inconscientes...................................................................................................................36</p><p>2.6 Parada Cardiorrespiratória.............................................................................................................................................. 37</p><p>2.6.1 Sinais e Sintomas da PCR.......................................................................................................................................37</p><p>2.6.2 Ressuscitação cardiopulmonar (RCP).................................................................................................................... 37</p><p>3 SISTEMAS E MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO.............................................................................................. 40</p><p>3.1 Sistemas Preventivos.......................................................................................................................................................40</p><p>3.1.1 Sistema preventivo por extintores........................................................................................................................ 40</p><p>3.1.2 Sistema hidráulico preventivo............................................................................................................................... 41</p><p>3.1.3 Saída de emergência.............................................................................................................................................</p><p>nada via oral;</p><p>- manter o paciente aquecido;</p><p>- administrar oxigênio;</p><p>- monitorização da saturação de oxigênio (oxímetro de pulso);</p><p>- conservar o calor corporal;</p><p>- transportar imediatamente;</p><p>- fazer contato prévio com o hospital de referência e informar a situação para que a equipe de</p><p>saúde se prepare para recebê-lo e com o objetivo de que os especialistas devem avaliar o indivíduo com</p><p>suspeita de AVC dentro de 10 minutos da chegada no departamento de emergência.</p><p>2.4.2.3 Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)</p><p>A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis</p><p>elevados e sustentados de pressão arterial (PA).</p><p>A vítima normalmente apresenta sintomas como, cefaleia, náuseas, ansiedade, zumbido nos</p><p>ouvidos, alteração visual (turvação visual ou pontos brilhantes no campo visual), hemorragia nasal,</p><p>formigamento em face e extremidades</p><p>Tratamento pré-hospitalar da Hipertensão Arterial</p><p>- Afrouxar as roupas e transmitir segurança;</p><p>- Posicionar o paciente na maca, sem prancha, em decúbito dorsal com cabeceira elevada;</p><p>- Não elevar os membros inferiores (o aumento de retorno do sangue venoso pode piorar a</p><p>congestão pulmonar);</p><p>- Administrar oxigênio;</p><p>- Monitorar a vítima com Oxímetro de pulso;</p><p>- Se a vítima possuir e fizer uso habitual de medicação anti-hipertensiva, e ainda não tiver usado a</p><p>medicação, o socorrista pode auxiliar para sua administração;</p><p>- Observar se ocorrem sintomas neurológicos ou dor torácica. Solicitar apoio da unidade de</p><p>suporte avançado de vida nestes casos.</p><p>2.5 Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE)</p><p>É a obstrução súbita das vias aéreas causada por corpo estranho.</p><p>Em adultos geralmente ocorre durante a ingestão de alimentos e, em crianças, durante a</p><p>alimentação ou a recreação (sugando objetos pequenos), e em lactentes com leite materno.</p><p>Existem dois modos de obstrução, a parcial, quando ainda há passagem de ar pelas vias aéreas,</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 32</p><p>ou seja, a pessoa consegue respirar, embora com muita dificuldade, e a obstrução total, na qual a</p><p>obstrução é total e a pessoa não consegue respirar.</p><p>2.5.1 Abordagem em Adultos e Crianças Conscientes</p><p>Ao abordar uma vítima consciente, o socorrista pode interpelá-la questionando, por exemplo,</p><p>“você está afogado?”, esperando desta, alguma resposta verbal ou um aceno com a cabeça. Outros</p><p>sinais comuns neste tipo de situação se dão quando o indivíduo agarra seu próprio pescoço e/ou aponta</p><p>para a própria garganta demonstrando angústia ou desespero.</p><p>Figura 4: Posição típica da pessoa engasgada</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>Após a abordagem inicial e a identificação da OVACE, o socorrista deve primeiramente</p><p>encorajá-lo a tossir, visto que este é um reflexo fisiológico natural que pode ser eficaz e com chance</p><p>mínima de causar danos adicionais. Paralelamente, deve-se manter observação constante da situação,</p><p>para identificar a expulsão do corpo estranho ou a deterioração do quadro geral da vítima para uma</p><p>obstrução total.</p><p>Caso o corpo estranho não seja expelido com os esforços da tosse e a situação esteja piorando, o</p><p>socorrista deve realizar manobras de golpes nas costas, seguidos de compressão subdiafragmática.</p><p>Estas intervenções conseguem criar artificialmente um gradiente de pressão positivo nas vias</p><p>aéreas, empurrando o corpo estranho para fora destas, e devem ser realizadas de maneira intercalada</p><p>até que se obtenha a desobstrução das vias aéreas. No caso de perda de consciência da vítima, a</p><p>manobra deve ser interrompida.</p><p>Para executar os golpes costais em adultos ou crianças, o socorrista deve:</p><p>1. inclinar o tronco do paciente para frente, apoiando o seu tórax com uma das mãos,</p><p>2. desferir um golpe firme com a base da outra mão na região entre as escápulas da paciente;</p><p>3. repetir esse golpe por até 5 vezes seguidas, observando se o objeto foi expelido a cada batida;</p><p>4. não surtindo efeito, caso o paciente continue consciente, partir para as manobras de</p><p>compressão subdiafragmática.</p><p>A manobra de compressão subdiafragmática deve ser realizada da seguinte forma:</p><p>A manobra de compressão subdiafragmática (manobra de Heimlich) é recomendada para o</p><p>tratamento pré-hospitalar de uma OVACE em adultos e crianças conscientes até que os mesmos</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 33</p><p>desobstruam as vias aéreas ou fiquem inconscientes.</p><p>1. posicione-se detrás da vítima, em pé ou de joelhos (no caso de crianças) envolvendo-a com os</p><p>braços;</p><p>2. com o punho fechado e o polegar por cima, e posicione sua mão na região superior do</p><p>abdômen, entre o umbigo e o processo xifóide;</p><p>3. coloque a outra mão sobre o punho fechado, agarrando-o firmemente;</p><p>4. puxe firmemente ambas as mãos para dentro e para cima, sendo com força moderada no caso</p><p>de crianças;</p><p>5. repita a manobra até a desobstrução. No caso de perda de consciência da vítima, a manobra</p><p>deve ser interrompida.</p><p>Figura 5: Manobra de desobstrução</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>Figura 6 - Manobra de desobstrução em gestantes e obesos</p><p>Fonte: A.D.A.M. Images</p><p>2.5.2 Abordagem em Lactentes Conscientes</p><p>Após o reconhecimento da situação, o manejo da OVACE pelo socorrista deve ser realizado na</p><p>seguinte ordem: golpes nas costas e manobras de compressão torácicas. Estas intervenções devem ser</p><p>realizadas de maneira intercalada até que se obtenha a desobstrução. Caso o bebê perca a consciência, a</p><p>manobra deve ser interrompida e deve-se iniciar compressões torácicas.</p><p>A desobstrução das vias aéreas do lactente é identificada quando este vem a chorar, vomitar ou</p><p>tossir, sendo que, gradualmente, a cor dos lábios e de sua cabeça voltam ao normal.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 34</p><p>Para executar os golpes costais em lactentes, o socorrista deve proceder da seguinte forma:</p><p>1. posicione o bebê em decúbito ventral sobre um dos braços, inclinando-o de forma que a</p><p>cabeça permaneça mais baixa que o tronco;</p><p>2. apoie a parte inferior da mandíbula do bebê com o dedo médio de um lado e outros dois dedos</p><p>do outro, cuidando para não pressionar as partes moles próximas às vias aéreas;</p><p>3. desfira um golpe firme com a base da outra mão na região entre as escápulas da criança;</p><p>4. repita esse golpe por até 5 vezes seguidas, observando se o objeto foi expelido a cada batida;</p><p>5. caso não obtenha sucesso e o lactente permaneça consciente, inicie as manobras de</p><p>compressão torácica.</p><p>Não surtindo o efeito esperado durante os golpes nas costas, o socorrista deve imediatamente</p><p>iniciar as compressões torácicas.</p><p>Figura 7 - Tapotagem em lactente consciente</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>A manobra de compressão torácica deve ser realizada da seguinte forma:</p><p>1. reposicione o bebê, segurando a região occipital (nuca) com a mão livre e virando-o para frente</p><p>em decúbito dorsal sobre o outro braço. Deve-se manter a inclinação do corpo em direção ao solo;</p><p>2. de preferência, deve-se apoiar o braço com a criança sobre uma das coxas, para se obter maior</p><p>estabilidade;</p><p>3. efetue 5 compressões torácicas com os dedos médio e anelar na região intermamilar</p><p>(aproximadamente 1 dedo acima do processo xifóide), monitorando caso aconteça a desobstrução a</p><p>cada compressão;</p><p>4. caso não tenha obtido sucesso e o bebê permaneça consciente, execute novamente a</p><p>sequência de golpes nas costas.</p><p>A compressão torácica durante o manejo da OVACE em lactentes é semelhante à realizada na RCP,</p><p>porém em um ritmo mais lento e de maneira mais pontual.</p><p>Figura 8 - Compressões em lactente consciente</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 35</p><p>O acionamento do serviço de emergência médica, em todas os casos, deve ser feito assim que se</p><p>constatar a inconsciência.</p><p>2.5.3 Abordagem em vítimas Inconscientes</p><p>Em qualquer um dos casos (adulto, infantil ou lactente), caso a vítima venha a perder a</p><p>consciência e fique irresponsiva:</p><p>1. posicione a vítima cuidadosamente sobre o solo (ou sobre o antebraço no caso de lactente) em</p><p>decúbito dorsal, chame ajuda (se estiver sozinho) e solicite um Desfibrilador Automático (DEA);</p><p>2.</p><p>inicie com 30 compressões torácicas;</p><p>3. após as compressões, abra as vias aéreas e inspecione para tentar identificar o corpo estranho;</p><p>4. se o objeto estiver visível, retire-o com o pinçamento dos dedos, realizar 2 ventilações de</p><p>resgate e observar se o paciente recupera a consciência. Caso não retorne à consciência, cheque o pulso</p><p>carotídeo e continue com o protocolo de parada respiratória ou cardiorrespiratória;</p><p>5. se o objeto não estiver visível, realize uma (01) ventilação de resgate, observando se o tórax</p><p>está se elevando;</p><p>6. caso o tórax se eleve, realize outra ventilação de resgate e retorne ao item 2. Caso o tórax não</p><p>se eleve, reposicionar vias aéreas, realizar outra ventilação e retornar ao item 2.</p><p>Figura 9 - Compressões para desobstrução de adulto</p><p>inconsciente</p><p>Figura 10 - Compressões para desobstrução de criança</p><p>inconsciente</p><p>Fonte: CBMSC Fonte: A.D.A.M. Images</p><p>Figura 11 - Compressões para desobstrução de lactente inconsciente</p><p>Fonte: A.D.A.M. Images</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 36</p><p>2.6 Parada Cardiorrespiratória</p><p>Quantas vezes você já ouviu falar de parada cardiorrespiratória (PCR)? Muitas, não é mesmo? Em</p><p>que consiste uma PCR? A parada cardiorrespiratória pode ser definida como uma cessação súbita e</p><p>inesperada da função cardíaca, comprometendo diretamente a circulação sistêmica e estando associada</p><p>à ausência total de respiração.</p><p>2.6.1 Sinais e Sintomas da PCR</p><p>Ao sofrer com uma parada cardiorrespiratória, o indivíduo apresenta alguns sinais e sintomas</p><p>típicos:</p><p>- Inconsciência;</p><p>- Ausência de pulso/batimentos cardíacos;</p><p>- Ausência de movimentos respiratórios.</p><p>A inconsciência é confirmada no momento da abordagem do paciente se este não manifestar</p><p>resposta alguma mesmo após estímulos verbais ou táteis. A avaliação do pulso central é feita por meio</p><p>da verificação do pulso carotídeo (adulto ou criança) ou braquial (lactente), conforme estudado na lição</p><p>4. Por fim, e simultaneamente à verificação do pulso central, a verificação dos movimentos respiratórios</p><p>ocorre por meio da inspeção visual do tórax e do abdome do paciente, a fim de identificar se está</p><p>ocorrendo, ou não, a elevação destes.</p><p>Caso estas condições estejam presentes, considera-se o paciente com uma parada</p><p>cardiorrespiratória e, tão logo seja possível, deve-se dar início às manobras de ressuscitação</p><p>cardiopulmonar.</p><p>2.6.2 Ressuscitação cardiopulmonar (RCP)</p><p>Para se garantir maior efetividade no atendimento deste tipo de emergência, as manobras de</p><p>ressuscitação cardiopulmonar devem ser realizadas de maneira imediata e possuir alta qualidade durante</p><p>a sua realização. Sendo assim, para desempenhar uma RCP de alta qualidade, o socorrista deve estar</p><p>atento a diversos fatores específicos relacionados às manobras, tais como a sequência das intervenções,</p><p>as compressões torácicas, as ventilações e ao uso do DEA.</p><p>Para qualquer público alvo, a sequência a ser seguida durante a realização das manobras de</p><p>ressuscitação deve ser:</p><p>1. compressões torácicas;</p><p>2. abertura de vias aéreas;</p><p>3. ventilação;</p><p>4. desfibrilação.</p><p>2.6.2.1 Compressões Torácicas</p><p>Antes de mais nada, é importante estar atento aos principais aspectos a serem observados nas</p><p>compressões torácicas, são eles:</p><p>• superfície de apoio;</p><p>• exposição do tórax;</p><p>• posicionamento das mãos;</p><p>• frequência, profundidade;</p><p>• retorno do tórax a cada compressão;</p><p>• interrupção mínima.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 37</p><p>Em adultos e crianças, deve-se colocar uma das mãos sobre o osso esterno, tendo como</p><p>referência a região hipotenar e a tenar, a qual deverá estar na altura da linha mamilar e a outra mão</p><p>sobre o dorso da primeira, entrelaçando-a. Estendem-se os braços e os mantém cerca de 90º em relação</p><p>ao tórax do paciente.</p><p>No caso de crianças pequenas, para reduzir a força utilizada, pode-se utilizar apenas uma das</p><p>mãos. Em bebês, deve-se posicionar perpendicularmente ao tórax 2 dedos (médio e anelar) logo abaixo</p><p>da linha intermamilar.</p><p>Em relação à frequência de compressões, independente da idade da vítima, deve ser mantido um</p><p>ritmo de 100 a 120 compressões por minuto, sendo que a profundidade varia da seguinte forma:</p><p>• adulto: a partir de 5 cm</p><p>• crianças: cerca de 5 cm ( 1/3 do tórax)</p><p>• lactentes: cerca de 4 cm</p><p>2.6.2.2 Abertura das Vias Aéreas e Ventilação</p><p>Antes de realizar as ventilações, o socorrista deve garantir que as vias aéreas do paciente estejam</p><p>patentes para permitir a passagem adequada do ar. Para tal, deve-se realizar as manobras de inclinação</p><p>da cabeça e elevação do queixo.</p><p>A cada 30 compressões, o socorrista deve interromper as manobras, abrir as vias aéreas e realizar</p><p>2 ventilações, com duração de 1 segundo cada, fornecendo quantidade de ar suficiente para promover a</p><p>elevação do tórax do paciente. No caso de crianças e lactentes, caso haja 2 socorristas realizando o</p><p>atendimento, a relação entre compressão e ventilação passa a ser de 15 para 2.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 38</p><p>Figura 12 - Abertura das Vias Aéreas</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>Deve-se cuidar para não hiperventilar o paciente, visto que isto pode ocasionar a passagem de ar</p><p>para o sistema digestivo, aumentando o volume do abdômen (hiperinsuflação gástrica) e podendo</p><p>desencadear vômitos, aspiração do conteúdo gástrico e redução da mobilidade do músculo diafragma.</p><p>Em virtude dos riscos presentes durante a realização das ventilações (ex.: vômito,</p><p>broncoaspiração, infecções etc.), não é recomendado o procedimento de ventilação boca a boca,</p><p>devendo o socorrista utilizar dispositivos que proporcionem uma barreira adequada de segurança. Dessa</p><p>forma, caso o socorrista não possua nenhum destes dispositivos na cena e não se sinta seguro para</p><p>realizar as ventilações sem proteção, ele pode optar por executar compressões contínuas até a chegada</p><p>de algum deles.</p><p>2.6.2.3 Desfibrilação</p><p>O socorrista deve utilizar o DEA da seguinte forma:</p><p>1. posicionar o DEA ao lado do paciente na altura da cabeça e ligá-lo. A partir daí, o aparelho</p><p>emitirá alertas verbais para orientar as etapas subsequentes;</p><p>2. selecionar as pás (eletrodos) do tamanho correto, remover os papéis adesivos e conectá-las no</p><p>tórax exposto da vítima conforme ilustrações do aparelho (posição anterolateral);</p><p>3. encaixar o conector dos eletrodos ao aparelho;</p><p>4. afastar os presentes quando o DEA iniciar a análise do ritmo cardíaco, para que não toquem no</p><p>paciente, prejudicando a análise;</p><p>5. se o DEA recomendar o choque, o socorrista deve manter os presentes afastados e pressionar o</p><p>botão indicado. Após o choque, deve-se reiniciar a RCP imediatamente;</p><p>6. se o DEA não recomendar o choque, o socorrista deve checar o pulso central da vítima e</p><p>reiniciar a RCP imediatamente caso este não esteja presente;</p><p>7. a cada 2 minutos, o DEA realiza uma nova análise do ritmo cardíaco, podendo indicar, ou não,</p><p>um novo choque. Neste momento, os socorristas podem aproveitar para trocar as funções;</p><p>8. após 5 análises consecutivas de “choque indicado” ou “não indicado”, o paciente deve ser</p><p>transportado imediatamente para o hospital caso o suporte avançado de vida não esteja a caminho,</p><p>mantendo-se a RCP. Neste caso, os eletrodos devem ser desconectados do DEA.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 39</p><p>3 SISTEMAS E MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO</p><p>3.1 Sistemas Preventivos</p><p>A prevenção de incêndio é o conjunto de medidas destinadas a evitar o surgimento de um</p><p>incêndio, dificultar a sua propagação e facilitar a sua extinção. (IN 04)</p><p>A prevenção a incêndios é definida como a adoção de cuidados básicos para se evitar ou atenuar</p><p>os efeitos danosos causados por um incêndio. (POZZAN, 2009)</p><p>Os sistemas e medidas de segurança contra incêndio e pânico constituem-se no conjunto de</p><p>procedimentos, dispositivos, atividades e equipamentos necessários ao imóvel para evitar o surgimento</p><p>do incêndio, limitar sua propagação, reduzir seus efeitos, possibilitar a sua extinção, permitir o abandono</p><p>seguro dos ocupantes e o acesso para as operações do CBMSC, preservando o</p><p>meio ambiente e o</p><p>patrimônio, proporcionando a tranquilidade pública e garantindo a incolumidade das pessoas. (Decreto</p><p>Estadual 1.957/2013).</p><p>A seguir, será descrita a conduta da Brigada de Incêndio em relação a cada sistema preventivo</p><p>que poderá estar instalado na edificações:</p><p>3.1.1 Sistema preventivo por extintores</p><p>Extintores são sistemas preventivos que têm como finalidade combater princípios de incêndio,</p><p>isto é, combater o fogo em sua fase inicial. São classificados conforme o agente extintor (água, espuma,</p><p>pó químico seco e gás carbônico) e devem ser utilizados sempre considerando o tipo de material</p><p>combustível existente. Podem ser do tipo, portátil e/ou sobrerrodas (carretas).</p><p>Quanto à localização, os extintores devem estar posicionados na circulação e na área comum da</p><p>edificação, onde a probabilidade do fogo bloquear o acesso ao extintor seja a menor possível e onde o</p><p>acesso seja fácil e rápido para ações em princípios de incêndios. Devem estar posicionados em local com</p><p>boa visibilidade, devidamente sinalizados e identificados.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 40</p><p>Figura 13 - Extintor portátil</p><p>Vídeo 1: Manuseio do extintor</p><p>Vídeo 2: Itens de inspeção</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>3.1.2 Sistema hidráulico preventivo</p><p>O Sistema Hidráulico Preventivo (SHP), tem por finalidade conduzir a água de uma Reserva</p><p>Técnica de Incêndio (RTI), por meio de uma tubulação, permitindo o combate do princípio de incêndio</p><p>através da abertura de hidrante para o emprego de mangueiras e esguichos e/ou o emprego do</p><p>mangotinho.</p><p>O SHP é composto pela RTI, rede de canalização, hidrantes de paredes, mangueiras de incêndio,</p><p>esguichos e hidrante de recalque. Normalmente encontram-se posicionados nas áreas comuns das</p><p>edificações, permitindo fácil acesso dos usuários.</p><p>Figura 14 - Sistema hidráulico preventivo</p><p>Vídeo: Sistema Hidráulico Preventivo</p><p>IN 7 - Anexo B - Detalhes do SHP</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>3.1.3 Saída de emergência</p><p>Saída de emergência é o caminho devidamente sinalizado e protegido, a ser percorrido pelas</p><p>pessoas para um rápido e seguro abandono do local em caso de emergência. Pode ser composta por:</p><p>portas e portinholas, escadas ou rampas, descarga, acessos (corredores ou circulação de uso comum),</p><p>elevadores de emergência, passarelas, antecâmara e área de refúgio.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 41</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=D8YYQ5K0bC4</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=To0nFsbiGNs</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=TmRvNbTuk30</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/588444d1e3e8d67d0d7cb2224bd6c5ea.pdf#h.b982in6uuadb</p><p>Como utilizar as saídas de emergência</p><p>3.1.4 Iluminação de emergência</p><p>O sistema de iluminação de emergência desempenha um papel fundamental na segurança e</p><p>proteção das pessoas, oferecendo iluminação adequada em situações de emergência que podem</p><p>ocasionar escuridão repentina, proporcionando meios seguros para o abandono do imóvel.</p><p>A iluminação de emergência é composta por luminárias do tipo LED ou farol, são instaladas na</p><p>rota de fuga, e em caso de interrupção da energia elétrica, por meio dos dispositivos automáticos, se</p><p>acendem, auxiliando no resgate das pessoas em situações de emergência. Sua finalidade é possibilitar</p><p>melhor visibilidade do trajeto, identificar obstáculos e permitir um abandono rápido e eficiente.</p><p>É fundamental que sejam realizados de testes periódicos das luminárias, conferindo seu</p><p>funcionamento e eficiência em caso de interrupção da energia elétrica, sendo esta uma atribuição da</p><p>brigada de incêndio.</p><p>Figura 15 - Luminária de emergência e fonte de energia</p><p>(farol)</p><p>Figura 16: Luminária de emergência LED</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>3.1.5 Sinalização de Abandono de Local</p><p>O sistema de abandono de local é composto por placa fotoluminescente, placa luminosa e</p><p>sinalização continuada. Estes componentes ficam localizados na rota de fuga da edificação e tem por</p><p>objetivo, em momentos críticos, assinalar todas as mudanças de direção, obstáculos, escadas e/ou</p><p>rampas de emergência e as saídas de emergência disponíveis.</p><p>Normalmente são utilizadas placas fotoluminescentes ou luminosas com a indicação “Saída”,</p><p>seguida ou não de uma seta de orientação do rumo a ser seguido. As placas fotoluminescentes devem</p><p>possuir mensagens e/ou símbolos na cor branca com efeito fotoluminescente e fundo verde.</p><p>É importante salientar que um indivíduo, estando sob um ponto de sinalização, consiga visualizar</p><p>o próximo ponto sinalizado ou a saída do imóvel. Neste sentido, deve estar incluída na rotina de</p><p>inspeção da brigada, a conferência do emprego e da localização das placas indicativas, no sentido de</p><p>verificar se estão atendendo às exigências das normas de segurança.</p><p>IN 13 - Anexo B - Símbolos</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 42</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=gl2rIGUE3ug</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/768795e4c3be1ad8d8c824d0fa00cee7.pdf#h.skeu12vwhq6c</p><p>3.1.6 Instalações de gases combustíveis</p><p>As instalações de gases combustíveis (IGC) tem como objetivo garantir a padronização e</p><p>dimensionamento do referido sistema nos imóveis os quais são exigidas. São compostas por uma central</p><p>de gás, pelos recipientes de armazenamento, que podem ser transportáveis ou recarregáveis, possuem</p><p>uma rede de distribuição, válvulas de corte, controles e registros de manobras e os abrigos de</p><p>medidores.</p><p>3.1.7 Sistema de detecção e alarme de incêndio</p><p>O sistema de alarme e detecção de incêndio tem como objetivo alertar os ocupantes da</p><p>edificação por meio dos sinais sonoros e visuais para que iniciem o abandono da edificação.</p><p>A eficiência do sistema se dá pela identificação do incêndio logo em seu início, seja por meio dos</p><p>detectores automáticos ou pelo acionamento manual das botoeiras. Após a detecção (automática ou</p><p>manual), um sinal é emitido para o Equipamento de Controle e Indicação (ECI), que identifica em sua</p><p>tela o local em que o alerta foi dado e aciona os avisadores, os quais podem ser sonoros ou visuais.</p><p>O ECI deve estar preferencialmente em local com vigilância permanente (24h por dia, 7 dias na</p><p>semana), considerando que o monitoramento permanente permite maior celeridade e confiabilidade na</p><p>resposta às ocorrências.</p><p>Figura 17 - Modelo de</p><p>detector de fumaça</p><p>Figura 18 - Modelo de</p><p>acionador manual de</p><p>alarme de incêndio</p><p>Figura 19 - Modelo de</p><p>avisador sonoro e visual</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>3.1.8 Chuveiros automáticos (Sprinklers)</p><p>É um sistema automatizado composto por uma tubulação interconectada e nas suas</p><p>extremidades possuem aparelhos denominados sprinklers (chuveiros). Quando ocorre um incêndio, o</p><p>calor a uma determinada temperatura provoca a expansão do líquido que está no interior de uma</p><p>cápsula, ocasionando o rompimento da mesma e automaticamente ocorre a liberação da água na área</p><p>em que ocorre o incêndio.</p><p>Figura 20 - Partes do chuveiro automático</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 43</p><p>3.2. Manutenção dos Sistemas Preventivos</p><p>A manutenção dos Sistemas e Medidas de Segurança Contra Incêndio (SMSCI) é imprescindível</p><p>para a segurança do imóvel, pois como esses sistemas não são de utilização regular, é fundamental</p><p>garantir que, quando necessário, os SMSCI estejam em plenas condições de uso. Para isso é permitida a</p><p>contratação de um responsável técnico ou empresa para que realize a inspeção e manutenção dos</p><p>sistemas preventivos, bem como a delegação desta manutenção à Brigada de Incêndio, naquilo que lhe</p><p>couber.</p><p>3.2.1 Manutenção do sistema preventivo por extintores</p><p>A manutenção do sistema preventivo por extintores consiste em mantê-los:</p><p>I - na mesma quantidade e instalados nos locais indicados no PPCI aprovado;</p><p>II - devidamente fixados (quando em paredes), ou sobre os suportes (quando em piso);</p><p>III - pressurizados e com lacre inviolado;</p><p>IV - com etiquetas de instrução legível;</p><p>V - com os testes hidrostáticos válidos;</p><p>VI - componentes externos íntegros (mangueira, difusor, alça de transporte), recipiente sem</p><p>corrosão ou deformações;</p><p>VII - sinalizados, em local de acesso fácil e desobstruído;</p><p>VIII - manter em boas condições a sinalização e pintura sobre os extintores localizados em colunas;</p><p>IX - manter em boas condições a sinalização dos extintores e pintura no piso nos casos de</p><p>instalação em garagens ou depósitos.</p><p>3.2.2 Manutenção do Sistema hidráulico preventivo</p><p>Para as instalações do sistema hidráulico preventivo, manter:</p><p>I - aberto o registro de alimentação do sistema (localizado abaixo da caixa d’água / Reserva</p><p>Técnica de Incêndio);</p><p>II - o acesso livre aos hidrantes ou mangotinhos, sem depósito de materiais que dificultem o uso;</p><p>III - o hidrante de recalque, localizado em área externa à edificação, em condições de uso (possuir</p><p>o adaptador rosca storz e o tampão), sem sujeira e entulhos;</p><p>IV - as mangueiras e os seus abrigos em condições de uso;</p><p>V - os abrigos de mangueira com todos os itens exigidos para o mesmo: mangueiras, adaptador</p><p>rosca storz, esguicho e chave de mangueira;</p><p>VI - o funcionamento da bomba de reforço (se houver).</p><p>Proceder com o acionamento do sistema, com abertura de um hidrante, pelo menos uma vez por</p><p>ano, seja na realização dos exercícios simulados ou conforme definido no plano de emergência do</p><p>imóvel.</p><p>A cada 3 anos: providenciar a manutenção das bombas de incêndio do SHP, por meio da</p><p>contratação de RT, com emissão do respectivo DRT.</p><p>A cada 5 anos: providenciar inspeção do reservatório e das tubulações do sistema, por meio da</p><p>contratação de RT, com emissão do respectivo DRT, realizando as manutenções necessárias.</p><p>3.2.3 Manutenção das Saída de emergência</p><p>Para as saídas de emergência, manter em todo o sistema:</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 44</p><p>I - portas corta-fogo fechadas, e reguladas de modo a fecharem sem auxílio, quando abertas.</p><p>II - portas corta-fogo que utilizam dispositivos de fechamento automático, devem manter sua</p><p>funcionalidade quando do acionamento do sistema de alarme;</p><p>III - rotas de fuga desobstruídas, sem armazenamento de materiais nos corredores, na antecâmara</p><p>ou nas escadas, e sem a instalação de portas ou dispositivos que impeçam a livre circulação das pessoas</p><p>nessas locais;</p><p>IV - local para resgate aéreo, se houver, fechado e com chave em botoeira tipo quebra vidro;</p><p>V - elevadores de emergência com a chave para comando em casos de emergência;</p><p>VI - na escada pressurizada, o funcionamento dos ventiladores e a comunicação entre a central de</p><p>alarme e o sistema de pressurização;</p><p>VII - livro de manutenção informando as datas das manutenções realizadas por RT nos elevadores</p><p>de emergência e escada pressurizada, bem como a emissão de DRT;</p><p>VIII - nas escadas que possuam dutos, mantê-los desobstruídos (somente é permitido a tela tipo</p><p>grelha);</p><p>3.2.4 Manutenção do Sistema de Iluminação de emergência</p><p>Manter as luminárias do sistema de iluminação de emergência instaladas nos locais indicados em</p><p>projeto e em perfeito funcionamento, devendo ser acionadas automaticamente após o corte da energia</p><p>convencional ou por disjuntor próprio dos sistemas de segurança contra incêndio.</p><p>3.2.5 Manutenção da Sinalização de Abandono de Local</p><p>Manter as placas de sinalização para abandono de local instaladas nos locais indicados em Projeto</p><p>e em perfeito funcionamento.</p><p>No caso de placas luminosas (emitem luz por uma fonte elétrica - lâmpada, led, etc.), devem</p><p>acionar automaticamente após o corte da energia convencional, ou por disjuntor próprio dos sistemas</p><p>de segurança contra incêndio;</p><p>No caso de placas fotoluminescentes (as que brilham no escuro sem uma fonte de energia</p><p>elétrica), devem estar dentro do prazo de validade estipulado pelo fabricante e com a luz fosforescente</p><p>adequada. Se, mesmo dentro da validade a placa não estiver emitindo luz, esta deverá ser substituída.</p><p>3.2.6 Manutenção das Instalações de gases combustíveis</p><p>Para as instalações do sistema de gás combustível:</p><p>I - manter a central de gás:</p><p>a) com recipientes em bom estado de conservação;</p><p>b) livre de armazenamento indevido de materiais em seu interior;</p><p>c) com conjunto de controle de manobra (localizado na parte externa da central de gás) com</p><p>pressão do manômetro da rede primária abaixo de 1.5 kgf/cm²; e</p><p>d) com o funcionamento adequado do registro de corte;</p><p>II - manter o abrigo de medidores:</p><p>a) com a integridade das instalações;</p><p>b) com a validade dos componentes em dia, realizando as substituições necessárias;</p><p>A cada 5 anos: deve ser providenciado o laudo ou ensaio de estanqueidade da rede de gás,</p><p>realizado por RT e acompanhado do respectivo DRT para fins de fiscalização pelo CBMSC.</p><p>3.2.7 Manutenção do Sistema de alarme e detecção de incêndio</p><p>Manter o funcionamento do sistema de detecção e alarme de incêndio da seguinte forma:</p><p>I - na central de alarme - a existência de mensagens ou luzes que indiquem falhas no sistema</p><p>devem ser avaliadas e o sistema deve ser manutenido;</p><p>II - o funcionamento dos detectores de incêndio e acionadores manuais devem ser verificados e</p><p>garantidos;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 45</p><p>III - provocar o acionamento do alarme como teste, no mínimo, uma vez por ano ou quando da</p><p>realização dos exercícios simulados.</p><p>Deve ser providenciado anualmente um relatório de manutenção por profissional competente,</p><p>com emissão de DRT do sistema, quando possuir detectores automáticos ou automação de outros</p><p>sistemas como elevador de emergência, controle de fumaça.</p><p>A cada 3 anos deve ser providenciado um relatório de manutenção por profissional competente,</p><p>com emissão de DRT, nos casos em que não existam detectores automáticos ou sistemas automatizados</p><p>pela central de alarme.</p><p>3.2.8 Manutenção dos Chuveiros automáticos (Sprinklers)</p><p>No sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) o responsável técnico é responsável por:</p><p>I - manter em condições de operação as bombas de incêndio necessárias para funcionamento ao</p><p>sistema de chuveiros automáticos;</p><p>II - garantir o funcionamento da fonte reserva de energia do sistema;</p><p>III - manter sinalização do hidrante de recalque do sistema com a inscrição “SPRINKLER” e a</p><p>presença de adaptador storz 2.½ com tampão e corrente;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 46</p><p>4. ATIVIDADES DE BRIGADA DE INCÊNDIO</p><p>4.1 Introdução</p><p>Um dos mais antigos problemas da humanidade era combater os grandes incêndios que, quando</p><p>ocorriam, se tornavam devastadores, pois não podiam ser controlados e destruíam tudo que</p><p>encontravam pela frente. Com o avanço das civilizações, o homem começou a se organizar para prevenir</p><p>e combater esses incêndios, surgindo assim, de forma organizada, as primeiras equipes de combate ao</p><p>fogo, que mais tarde foram denominadas “brigadas de combate a incêndios”.</p><p>Para que haja segurança contra incêndios de forma eficiente em uma edificação, deve-se</p><p>observar três aspectos básicos:</p><p>- Equipamentos instalados: de acordo com o risco do imóvel , sua utilização, área e o número de1</p><p>ocupantes, serão projetados levando-se em conta quais devem ser os equipamentos de prevenção e</p><p>combate a incêndios necessários para protegê-la.</p><p>- Manutenção adequada: de nada adianta possuirmos sistemas adequados e devidamente</p><p>projetados para uma edificação se eles não estiverem em perfeito funcionamento e prontos para o uso</p><p>imediato.</p><p>- Pessoal treinado: os equipamentos instalados e com uma correta manutenção serão inócuos se</p><p>não possuirmos pessoal treinado para operacionalizá-los de forma rápida e eficiente.</p><p>Considerando a impossibilidade do Corpo de Bombeiros Militar estar presente em todos os</p><p>locais, e percebendo o quão eficiente é a formação e o treinamento das brigadas de combate a</p><p>1 Imóvel: edificação, estrutura ou áreas de risco.</p><p>a) Edificação: qualquer tipo de construção, permanente ou provisória, de alvenaria, madeira ou outro material construtivo, destinada a moradia,</p><p>atividade empresarial ou qualquer outra ocupação, constituída por teto, parede, piso e demais elementos funcionais;</p><p>b) Estrutura: instalação permanente ou provisória, utilizada em apoio para os mais diversos fins e ocupações;</p><p>c) Área de risco: espaço não edificado utilizado em eventos transitórios e que necessita de dispositivos</p><p>e/ou sistemas de segurança para a</p><p>proteção das pessoas.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 47</p><p>incêndios, se fez necessária a elaboração de legislação que determina e regulamenta a existência de</p><p>grupos treinados para atuar no controle a incêndios, abandono de local e situações de emergência.</p><p>4.1.2 Objetivo geral</p><p>Esta lição tem por objetivo geral preparar pessoas para atuarem em situações emergenciais,</p><p>operando equipamentos de combate a incêndios, auxiliando no plano de abandono, identificando</p><p>produtos perigosos e reconhecendo seus riscos ou prestando os primeiros socorros, visando preservar a</p><p>vida e o patrimônio.</p><p>Exigida por lei, a Brigada de Incêndio é uma das condições necessárias para a obtenção do</p><p>Atestado de Vistoria de Funcionamento do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Este</p><p>documento certifica que a edificação possui as condições mínimas de segurança contra incêndio,</p><p>contemplando medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas, que possam garantir à</p><p>edificação proteção no segmento de segurança contra incêndios.</p><p>4.1.3 Objetivos específicos</p><p>- Capacitar os alunos para poderem atuar como brigadistas, tendo em vista as exigências</p><p>previstas na legislação estadual que estabelece e padroniza critérios mínimos de exigências para</p><p>dimensionamento e implantação de Brigada de Incêndio nas edificações em geral, locais de eventos e</p><p>áreas de risco analisados e fiscalizados pelo CBMSC.</p><p>- Dar condições técnicas para o brigadista prestar serviços de prevenção, combate a incêndios e</p><p>salvamento em caráter profissional, exclusivamente no local onde atua a brigada de incêndio, com</p><p>dedicação exclusiva às atribuições inerentes à sua função.</p><p>4.1.4 Terminologias</p><p>As terminologias gerais que tratam da segurança contra incêndio são definidas pelo CBMSC e</p><p>disponibilizadas para acesso público em seu portal oficial.</p><p>4.2 Aspectos Legais da Brigada de Incêndio</p><p>Considerando as necessidades de adequação e atualização de prescrições normativas face às</p><p>evoluções tecnológicas e científicas, o CBMSC editou a Instrução Normativa nº 28/CBMSC com o</p><p>objetivo de estabelecer e padronizar critérios mínimos de exigências, dimensionamento e implantação</p><p>de Brigada de Incêndio nas edificações em geral, locais de eventos e áreas de risco.</p><p>4.2.1 Instrução Normativa Nº 28/CBMSC</p><p>A IN 28 estabelece e padroniza os critérios de concepção e dimensionamento da Brigada de</p><p>Incêndio (BI) como medida de segurança contra incêndio e pânico, assim como os requisitos necessários</p><p>para credenciamento e recredenciamento de brigadistas, instrutores, empresas de formação e prestação</p><p>de serviços de brigadista, para os imóveis fiscalizados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina</p><p>(CBMSC). A IN 28 não possui objetivo de regular qualquer profissão, pois esta atribuição compete aos</p><p>respectivos conselhos de classe profissional.</p><p>A Brigada de Incêndio é uma medida de segurança prevista naquelas edificações onde a presença</p><p>de uma equipe treinada para atuar na prevenção e na resposta a situações de emergência se torna</p><p>fundamental.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 48</p><p>A IN 28 se aplica aos imóveis onde a Brigada de Incêndio é exigida, conforme previsto na IN 1 -</p><p>Parte 2, bem como aos eventos temporários consoante à IN 24, exceto aqueles realizados em vias</p><p>públicas e outras áreas de propriedades públicas ou privadas que não possuam delimitação e nem</p><p>fechamento por qualquer tipo de barreira em seu perímetro, sem controle do acesso de público à área</p><p>do evento.</p><p>A Brigada de Incêndio é composta por brigadistas orgânicos e/ou particulares, cujas finalidades</p><p>são realizar atividades de combate a princípios de incêndios, primeiros socorros, inspeções dos sistemas</p><p>preventivos contra incêndio e implementação do plano de emergência da edificação.</p><p>A atuação da Brigada de Incêndio junto aos SMSCI disponíveis na edificação poderá se dar de</p><p>forma ativa ou passiva, de acordo com os tipos de SMSCI existentes, sendo que, para os sistemas</p><p>operáveis, a Brigada de Incêndio atuará de forma mais ativa, utilizando os sistemas para realização do</p><p>combate e, para os sistemas automatizados, a Brigada de incêndio atuará de forma mais passiva,</p><p>realizando a inspeção periódica das condições de funcionamento dos sistemas;</p><p>A atuação da Brigada de Incêndio, seja de forma ativa ou passiva, será sempre restrita e com foco</p><p>na extinção de princípios de incêndio e na mitigação de riscos até a chegada do Corpo de Bombeiros,</p><p>momento no qual também poderá atuar no apoio das guarnições.</p><p>4.2.2 Tipos de Brigadas de Incêndio</p><p>Segundo a IN 28 do CBMSC que trata das Brigadas de Incêndio, estas são divididas em duas</p><p>modalidades:</p><p>Brigada Particular: é aquela formada e preparada para atuar em locais específicos, como áreas</p><p>privadas, eventos ou áreas de risco. Será composta por um número mínimo de Brigadistas Particulares e</p><p>poderá agregar Brigadistas Orgânicos;</p><p>Brigada Orgânica: é aquela composta por usuários e/ou funcionários do próprio</p><p>estabelecimento, empresa ou edificação, que tenham recebido a capacitação para atuar como</p><p>Brigadistas.</p><p>4.2.3 Organização da Brigada de Incêndio</p><p>A organização da Brigada de Incêndio varia de acordo com o número de blocos e de pavimentos</p><p>do imóvel, assim como com a distribuição da população em setores ou turnos, sendo composta por:</p><p>I - um coordenador da brigada;</p><p>II - um chefe de brigada, quando houver mais de três brigadistas particulares;</p><p>III - um líder de brigadistas para cada setor, bloco, área ou pavimento (conforme o caso) do</p><p>imóvel; e</p><p>IV – brigadistas (orgânicos e/ou particulares).</p><p>Em toda Brigada de Incêndio deve haver um coordenador da Brigada de Incêndio que será</p><p>responsável pela coordenação das ações de emergência de toda edificação, independente do número de</p><p>blocos ou turnos. Na ausência do coordenador deve estar previsto no Plano de Emergência ou Plano de</p><p>Implantação da Brigada de Incêndio (PIBI) um substituto capacitado.</p><p>A edificação permanente que possua exigência de brigadistas particulares, e os eventos</p><p>temporários realizados em locais de qualquer ocupação (permanente ou transitória) que tiverem 03 ou</p><p>mais brigadistas particulares por turno de serviço, deverão constituir um chefe de Brigada de Incêndio.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 49</p><p>Em cada pavimento, bloco ou setor da edificação em que exista mais de um brigadista orgânico,</p><p>deve ser nomeado um líder de brigadistas.</p><p>4.2.4 Plano de Implantação da Brigada de Incêndio</p><p>A estruturação da Brigada de Incêndio deve ser precedida da apresentação do Plano de</p><p>Implantação da Brigada de Incêndio (PIBI), conforme modelo do Anexo C da IN 28, devendo conter as</p><p>seguintes informações:</p><p>I - p ara todas as situações d eve conter:</p><p>a) a composição e quantidade de brigadistas p articulares e orgânicos;</p><p>b) o organograma da brigada de incêndio prevendo os líderes de bloco, setor ou área da</p><p>edificação com a discriminação nominal do coordenador da B I;</p><p>c) a distribuição e localização dos brigadistas n a edificação ou evento;</p><p>d) a população fixa e/ou lotação da edificação;</p><p>e) a relação dos equipamentos de proteção individual, de comunicação e outros de uso da</p><p>Brigada d e Incêndio; e</p><p>f) nos eventos temporários deve conter, ainda: a descrição do evento, o público estimado, local,</p><p>data, hora de início e de término do evento, bem como a relação nominal dos b rigadistas p articulares;</p><p>II - quando se tratar de evento em instalação transitória ou quando não houver exigência do</p><p>Plano de Emergência para a edificação , além das informações exigidas no item I , d eve ser p revisto:</p><p>a) a descrição dos sistemas e medidas de segurança contra incêndio e pânico disponíveis no</p><p>local;</p><p>b) as ações de prevenção a serem realizadas p elos b rigadistas; e</p><p>c)</p><p>as ações de emergência a serem realizadas p elos b rigadistas.</p><p>A distribuição dos brigadistas na edificação fica a critério do responsável técnico, devendo</p><p>realizá-la sempre que possível de maneira uniforme e proporcional entre os blocos, setores e</p><p>pavimentos da edificação, considerando os riscos existentes.</p><p>O dimensionamento da Brigada de Incêndio (quantidade de brigadistas particulares e orgânicos)</p><p>é parte integrante do PIBI e será realizado em função da ocupação, área, altura e população fixa do</p><p>imóvel de acordo com os parâmetros do A nexo B da IN 28 .</p><p>Quando o critério a ser utilizado for a população fixa, o dimensionamento da Brigada de</p><p>Incêndio é realizado por turno de serviço, considerando a população de cada turno de forma</p><p>independente.</p><p>Compete ao responsável pelo imóvel manter o número mínimo de brigadistas capacitados, por</p><p>turno, conforme exigido na IN 28.</p><p>4.2.5 Cursos de Formação e Credenciamento</p><p>Os currículos mínimos dos cursos de formação de brigadistas particulares e orgânicos são</p><p>definidos no Anexo B da IN 28.</p><p>Os cursos de brigadistas deverão ser ministrados por Instrutores ou empresas credenciadas no</p><p>CBMSC.</p><p>O credenciamento é o processo pelo qual o CBMSC atesta que o cidadão ou a empresa atende</p><p>aos requisitos estabelecidos na IN 28 para atuação como Brigadista Particular, Instrutor de Brigadista,</p><p>Empresa de Formação de Brigadista ou Empresa de Prestação de Serviço de Brigadista.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 50</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.ogfcc6shd625</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.nsr9qvhmkcfi</p><p>4.2.5.1 Brigadista Orgânico</p><p>São requisitos mínimos para atuar como brigadista orgânico:</p><p>I - possuir mais de 18 anos de idade;</p><p>II - permanecer na edificação em seu turno de trabalho;</p><p>III - possuir bom conhecimento das instalações da planta ou edificações;</p><p>IV - ser alfabetizado; e</p><p>V - possuir a qualificação mínima consoante à tabela 4 do Anexo B da IN 28;</p><p>Para atuar como brigadista orgânico não existe a necessidade de credenciamento junto ao</p><p>CBMSC, bastando preencher os requisitos estabelecidos.</p><p>A capacitação prevista no item V, poderá ser realizada por instrutor de brigadista da empresa</p><p>onde trabalha (conforme previsto nos artigos 44 e 45 da IN 28); por empresa credenciada no CBMSC; ou</p><p>por Corpos de Bombeiros Militar de qualquer das unidades da federação.</p><p>Os brigadistas orgânicos serão classificados em 03 níveis de acordo com o treinamento</p><p>(capacitação) recebido:</p><p>I - brigadista orgânico nível básico: possuir treinamento mínimo de 08 horas-aula;</p><p>II - brigadista orgânico nível intermediário: possuir treinamento mínimo de 16 horas-aula; e</p><p>III - brigadista orgânico nível avançado: possuir treinamento mínimo de 40 horas-aula.</p><p>4.2.5.2 Brigadista Particular</p><p>Para realizar o credenciamento como brigadista particular o candidato deve:</p><p>I - possuir mais de 18 anos de idade;</p><p>II - apresentar documento oficial com foto;</p><p>III - apresentar comprovante de conclusão do ensino fundamental;</p><p>IV - apresentar comprovante de curso com capacitação mínima conforme currículo previsto na</p><p>tabela 5 do anexo B da IN 28; e</p><p>V - ser aprovado na prova de credenciamento, com no mínimo 70;</p><p>Os certificados ou comprovantes de curso de brigadista, exigidos no item IV, devem ser emitidos</p><p>por empresa de formação de brigadista.</p><p>A não apresentação dos documentos previstos nos itens II, III e IV eliminará o candidato do</p><p>processo de credenciamento.</p><p>O credenciamento terá a validade de 2 anos a contar da data de publicação da aprovação dos</p><p>candidatos, disponível no site do CBMSC.</p><p>O candidato que tenha sido reprovado na prova de credenciamento poderá, a qualquer tempo,</p><p>realizar nova prova.</p><p>A realização de prova para credenciamento como brigadista particular é obrigatória para todas as</p><p>pessoas que desejam credenciamento no CBMSC, independente de formação acadêmica ou profissional.</p><p>O recredenciamento do brigadista particular deve ser realizado antes da data de vencimento do</p><p>credenciamento vigente, sendo necessária a realização de nova prova.</p><p>Após o vencimento do credenciamento, além da realização de nova prova, será necessária a</p><p>apresentação de toda documentação prevista na IN 28 para novo credenciamento.</p><p>4.2.5.3 Instrutor de Brigadista</p><p>Para realizar o credenciamento de instrutor de brigadista, o candidato deve:</p><p>I - possuir mais de 18 anos de idade;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 51</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.vz0c3nxcl24j</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.riudj8ts4t57</p><p>II - apresentar documento oficial com foto;</p><p>III - apresentar comprovante de conclusão do ensino médio;</p><p>IV - apresentar comprovante de curso de capacitação com currículo mínimo previsto na tabela 6</p><p>do anexo B da IN 28; e</p><p>V - ser aprovado na prova de credenciamento, com no mínimo 70% de aproveitamento.</p><p>Os certificados ou comprovantes de curso de instrutor de brigadista exigidos no item IV devem</p><p>ser emitidos por empresa de formação de brigadista com cadastro válido no CBMSC.</p><p>A não apresentação dos documentos previstos nos itens II, III e IV eliminará o candidato do</p><p>processo de credenciamento.</p><p>O credenciamento terá a validade de 2 anos a contar da data de publicação da aprovação dos</p><p>candidatos, disponível no site do CBMSC.</p><p>O candidato que tenha sido reprovado na prova de credenciamento poderá, a qualquer tempo,</p><p>realizar nova prova.</p><p>A realização de prova para credenciamento de instrutor de brigadista é obrigatória para todas as</p><p>pessoas que desejam credenciamento no CBMSC, independente de formação acadêmica ou profissional,</p><p>exceto para as seguintes situações:</p><p>a) Nas empresas que possuírem Médicos e/ou Enfermeiros do Trabalho, estes poderão ser</p><p>credenciados como instrutores do módulo de Primeiros Socorros, para a formação de brigadistas</p><p>orgânicos, sem necessidade do credenciamento como instrutor de brigadista. Nesse caso o</p><p>credenciamento é válido somente para capacitação dos brigadistas orgânicos da própria empresa na</p><p>qual o profissional exerce a função na área de Medicina do Trabalho.</p><p>Para o credenciamento deve ser apresentado documento que comprove o vínculo do profissional</p><p>com a empresa e cópia de diploma de nível superior em Medicina ou Enfermagem, sendo admitido</p><p>também documento fornecido pelos respectivos conselhos de classe profissionais.</p><p>A validade do credenciamento é de 5 anos, devendo o profissional manifestar interesse em</p><p>permanecer credenciado junto ao CBMSC para fins de renovação.</p><p>b) Nas empresas que possuírem Engenheiros de Segurança do Trabalho, estes poderão ser</p><p>credenciados como instrutores nos módulos de extinção a princípios de incêndios, atividades de brigada</p><p>e análise de risco para a formação de brigadistas orgânicos, sem necessidade da realização da prova de</p><p>credenciamento.</p><p>Nesse caso o credenciamento é válido somente para capacitação dos brigadistas orgânicos da</p><p>própria empresa na qual o profissional exerce a função na área de Segurança do Trabalho.</p><p>Para o credenciamento deve ser apresentado documento que comprove o vínculo do profissional</p><p>com a empresa e cópia de diploma de nível superior em Engenharia de Segurança do Trabalho, sendo</p><p>admitido também documento comprobatório emitido pelo conselho de classe profissional. Ainda, o</p><p>profissional deverá apresentar em certificado de curso, disciplina, ou outro tipo de elemento didático</p><p>comprovação de, no mínimo, 8 horas em aulas práticas de controle ou combate à incêndios.</p><p>A validade do credenciamento é de 5 anos, devendo o profissional manifestar interesse em</p><p>permanecer credenciado junto ao CBMSC para fins de renovação.</p><p>O recredenciamento do instrutor de brigadista deve ser realizado antes da data de vencimento</p><p>do credenciamento vigente, sendo necessária a realização</p><p>de nova prova.</p><p>Após o vencimento do credenciamento, além da realização de nova prova, será necessária a</p><p>apresentação de toda documentação prevista na IN 28, respectivamente, para novo credenciamento.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 52</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.nvfpvc7bfa7d</p><p>4.2.5.4 Empresa de Formação e/ou Prestação de Serviço de Brigadista</p><p>Para o credenciamento da empresa de formação e/ou prestação de serviços de brigadistas, deve</p><p>ser apresentado:</p><p>I - comprovante de recolhimento da taxa;</p><p>II - declaração de ciência de que todos os instrutores e brigadistas particulares devem estar com</p><p>credenciamento válido junto ao CBMSC para exercerem suas atividades.</p><p>O credenciamento terá a validade de 2 anos a contar da data de publicação do credenciamento</p><p>no site do CBMSC.</p><p>O recredenciamento das empresas de formação e/ou prestação de serviço de brigadista deve ser</p><p>realizado antes do vencimento do credenciamento vigente, sendo necessário apresentar:</p><p>I - comprovante de recolhimento de taxa;</p><p>II - relatório bienal das atividades realizadas, conforme modelo do anexo F e do anexo G da IN 28,</p><p>conforme o caso.</p><p>A empresa que exercer atividade de capacitação de brigadistas ou prestação de serviços de</p><p>brigadistas sem o devido credenciamento junto ao CBMSC incorrerá em infração administrativa prevista</p><p>em Lei.</p><p>4.2.5.5 Provas de credenciamento</p><p>As provas de credenciamento de brigadistas particulares e instrutores de brigadistas serão</p><p>realizadas na forma virtual.</p><p>As informações para acesso à plataforma e inscrição para a realização das provas são</p><p>disponibilizadas ao candidato no site do CBMSC.</p><p>Após aprovação na prova, o candidato deverá cumprir a etapa final do processo de</p><p>credenciamento referente à apresentação da documentação exigida na IN 28 e de acordo com as</p><p>orientações no site oficial do CBMSC, sob pena de reprovação.</p><p>4.2.5.6 Comprovação de qualificação</p><p>Para comprovar a qualificação prevista no anexo B da IN 28 o interessado deve entregar, de</p><p>acordo com as orientações disponíveis no site CBMSC, o certificado de qualificação expedido por</p><p>instrutor de brigadista da empresa onde trabalha; por empresa credenciada no CBMSC; ou por Corpos</p><p>de Bombeiros Militar de qualquer das unidades da federação.</p><p>No certificado do brigadista devem constar pelo menos os seguintes dados:</p><p>a) nome completo e CPF do capacitado;</p><p>b) nome do curso e carga horária total;</p><p>c) período de realização;</p><p>d) nome completo e assinatura do instrutor responsável ou responsável pela empresa de</p><p>formação de brigadista;</p><p>f) conteúdo programático descrito no verso do certificado; e</p><p>g) razão social e cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ) no verso do certificado, da empresa</p><p>de formação de brigadista.</p><p>Os módulos das capacitações podem ser realizados separadamente.</p><p>Os conteúdos programáticos para os treinamentos dos brigadistas e chefes de brigada podem</p><p>seguir o disposto na NBR 14276.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 53</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.1xxn70cc9a1u</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8b26e9d83205707d8f9f8cd9bcc5c4ca.pdf#h.waafwtuem1nb</p><p>4.3 Atuação da Brigada de Incêndio</p><p>4.3.1 Atribuições da Brigada de Incêndio</p><p>A Brigada de Incêndio deve atuar nas ações de prevenção e ações de emergência.</p><p>4.3.1.1 Ações de prevenção:</p><p>I - conhecer o Plano de Emergência;</p><p>II - avaliar os riscos existentes;</p><p>III - elaborar relatório das irregularidades encontradas e apresentação de eventuais sugestões</p><p>para melhoria das condições de segurança, o qual será encaminhado ao coordenador da Brigada de</p><p>Incêndio e ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT),</p><p>quando houver;</p><p>IV - inspecionar periodicamente os sistemas e medidas de segurança contra incêndio e pânico;</p><p>V - treinar a população para o abandono da edificação orientando sobre as rotas de fuga e</p><p>escadas de emergência (exercícios simulados);</p><p>VI - implementar e treinar o Plano de Emergência contra incêndio e pânico; e</p><p>VII - informar com antecedência ao CBMSC sobre os exercícios simulados.</p><p>4.3.1.2 Ações de emergência:</p><p>I - aplicar o Plano de Emergência contra incêndio e pânico;</p><p>II - identificar situações de emergência e acionar imediatamente o CBMSC;</p><p>III - combater o princípio de incêndio com os dispositivos da edificação;</p><p>IV - prestar os primeiros socorros às vítimas;</p><p>V - atuar no controle de pânico e auxiliar no abandono da edificação;</p><p>VI - verificar a transmissão do alarme aos ocupantes do imóvel;</p><p>VII - interromper o fornecimento de energia elétrica e gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás</p><p>natural (GN) quando da ocorrência de sinistro;</p><p>VIII - estar sempre em condições de auxiliar o CBMSC; e</p><p>IX - isolar e preservar o local para a perícia de incêndio ou explosão.</p><p>Além das atribuições elencadas, o responsável técnico pode prever outras de acordo com as</p><p>especificidades da edificação ou tipo de atividade desenvolvida, devendo estar descritas no Plano de</p><p>Emergência conforme IN 31 e no PIBI.</p><p>4.3.2 Atribuições do Coordenador da Brigada de Incêndio</p><p>Em toda Brigada de Incêndio deve haver um coordenador da Brigada de Incêndio que será</p><p>responsável pela coordenação das ações de emergência de toda edificação, independente do número de</p><p>blocos ou turnos.</p><p>Na ausência do coordenador deve estar previsto no Plano de Emergência ou Plano de</p><p>Implantação da Brigada de Incêndio (PIBI) um substituto capacitado.</p><p>4.3.3 Atribuições do Chefe da Brigada de Incêndio</p><p>O chefe da Brigada de Incêndio tem a atribuição de coordenar, orientar e fiscalizar a atuação dos</p><p>brigadistas, devendo ainda:</p><p>I - executar as rotinas de trabalho (ações de emergência e de prevenção);</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 54</p><p>II - ser o agente de ligação com o CBMSC;</p><p>III - arquivar todos os documentos que comprovem o funcionamento da Brigada de Incêndio, no</p><p>mínimo por 5 anos, para uso do CBMSC em pesquisas e perícias de incêndio, sob pena de ser</p><p>considerada infração administrativa prevista em legislação; e</p><p>IV - apresentar-se ao Bombeiro Militar que se fizer presente na edificação para fins de</p><p>atendimento em situações emergenciais, fiscalização e vistoria.</p><p>O responsável técnico ou responsável pelo imóvel definirá o chefe da brigada de incêndio no</p><p>plano de implementação de brigada de incêndio.</p><p>A critério do responsável técnico, o coordenador de brigada poderá acumular a função de chefe</p><p>de brigada.</p><p>4.3.4 Atribuições do Líder de brigadistas</p><p>O líder de brigadistas é o brigadista orgânico responsável pela coordenação e execução das ações</p><p>de emergência em seu respectivo local de atuação, devendo-se reportar ao chefe da Brigada, quando</p><p>houver, ou diretamente ao coordenador da Brigada de Incêndio.</p><p>4.3.5 Uniforme e equipamentos para a brigada de incêndio</p><p>4.3.5.1 Uniforme</p><p>O brigadista orgânico é dispensado do uso de uniforme.</p><p>O brigadista particular, durante a sua jornada de trabalho, deve permanecer uniformizado e</p><p>identificado como “brigadista particular”, sob pena de sanções previstas em lei.</p><p>O uniforme do brigadista particular deve ser diferente dos padrões de cores dos uniformes</p><p>usados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (diferente de azul, ou da combinação calça</p><p>azul e camiseta vermelha) bem como de outras corporações, conforme Decreto-Lei nº 3.688 de</p><p>03/10/1941 c/c Decreto-Lei nº 3.864 de 24/11/1941.</p><p>4.3.5.2 Equipamentos de Proteção Individual</p><p>Compete ao responsável técnico definir quais os equipamentos de proteção individual, de</p><p>comunicação, entre outros, que melhor se adequa ao tipo de atividade desenvolvida na edificação ou</p><p>evento.</p><p>Cabe ao responsável pelo imóvel ou do evento disponibilizar os equipamentos de proteção,</p><p>estabelecidos no PIBI, que são necessários para a realização das atribuições dos brigadistas.</p><p>Os Brigadistas deverão atuar com segurança, a fim de evitar acidentes e possíveis lesões à sua</p><p>saúde. Para tanto, a Brigada de Incêndio deverá</p><p>ter à disposição todos os EPIs definidos pelo responsável</p><p>técnico e previstos no PIBI.</p><p>4.3.5.3 Desfibrilador Externo Automático (DEA):</p><p>É obrigatória a disponibilização de DEA, quando a população e/ou estimativa de circulação diária</p><p>for igual ou superior a 1.500 pessoas, nos seguintes locais:</p><p>I - estádios e ginásios desportivos;</p><p>II - shopping centers e centros comerciais;</p><p>III - hotéis;</p><p>IV - eventos temporários; e</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 55</p><p>V - edificações do grupo F.</p><p>Compete ao responsável pelo imóvel ou evento prover a capacitação e treinamento de pessoal</p><p>em número suficiente para operar o desfibrilador cardíaco e realizar demais procedimentos próprios de</p><p>ressuscitação cardiopulmonar (RCP).</p><p>4.3.5.4 Relatório de Atividades</p><p>É o documento preenchido onde constarão a descrição das atividades das empresas de formação</p><p>e/ou de prestação de serviço de brigadista .</p><p>Este relatório será exigido pelo CBMSC para fins de recredenciamento.</p><p>O relatório de atividades deverá seguir os modelos do Anexo E ou do Anexo F da IN 28, conforme</p><p>o caso.</p><p>4.4 Comportamento Humano em Incêndios</p><p>O estudo do comportamento humano em situações de incêndio é complexo, pelo fato de serem</p><p>impraticáveis as realizações de certos experimentos que venham a demonstrar as reais reações e</p><p>comportamentos, sem que venha a se expor a riscos à integridade física dos envolvidos.</p><p>Numa situação de incêndio, podem ocorrer diversos fenômenos tais como: a presença de</p><p>chamas, aumento das temperaturas, presença de fumaça e gases tóxicos que podem contribuir para</p><p>provocar uma instabilidade emocional nas pessoas. Embora, na maioria das vezes, as pessoas</p><p>apresentem um comportamento dentro dos padrões normais, tais fenômenos podem contribuir para</p><p>que surjam comportamentos fora do comum.</p><p>As reações humanas são condicionadas por um mecanismo fisiológico, no qual o homem ao ser</p><p>informado de uma situação de perigo, se identifica com base em experiências cognitivas anteriores ou</p><p>de conhecimento adquirido através da informação e de relatos. Diante disso, pode apresentar alguns</p><p>comportamentos, como fuga, na maior parte dos comportamentos; luta, com a situação de perigo, ou a</p><p>ausência dela, e inércia, que nada mais é do que um processo de negação do fato relacionado com o</p><p>perigo.</p><p>Um comportamento bastante comum é o comportamento contagioso, que faz com que nas</p><p>situações ambíguas ou emergenciais simplesmente pela tendência das pessoas, seguirem um líder, em</p><p>situações de stress.</p><p>Normalmente, as pessoas demoram a reagir diante de uma situação de incêndio, como se</p><p>estivessem paralisadas nos primeiros minutos, não acreditando que estejam sendo envolvidas numa</p><p>situação de risco grave. A maior parte das pessoas 39% acredita durante o acionamento de um alarme</p><p>de incêndio tratar-se apenas de um exercício simulado, e outra quantidade significativa 23% pensa estar</p><p>relacionado o som com as atividades de manutenção dos sistemas, apenas 14% consideram a hipótese</p><p>de um incêndio real;</p><p>Um dos fatores cruciais é a informação disponível associada ao tempo, pelo recebimento tardio</p><p>do aviso de incêndio, quando as situações de fogo e fumaça estão mais severas, para se buscar uma</p><p>resposta. O descobrimento sobre a gravidade do incêndio, qual a direção a seguir, muitas vezes em</p><p>ambiente com fumaça, tende a gerar muita tensão nervosa.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 56</p><p>Portanto as situações que podem dificultar o controle emocional advém da demora da</p><p>disponibilidade de informações sobre o que está acontecendo, qual a severidade do evento, atraso na</p><p>divulgação de um incêndio e como proceder e dispor de saídas protegidas.</p><p>Quando pessoas estão tentando escapar de um edifício em chamas por uma única saída, seu</p><p>comportamento parece extremamente irracional para uma pessoa que analisa a situação depois e</p><p>constata que existiam outras saídas. Entretanto, as pessoas que estão tentando sair desconhecem as</p><p>outras saídas, tendo aquela como a única disponível prefere brigar por ela ao invés de morrer queimado.</p><p>O pânico ainda é muito confundido com comportamento de fuga.</p><p>4.4.1 Abandono de área</p><p>Abandono de local em emergências é o comportamento de sair rápido por uma rota de fuga e</p><p>isso depende do recebimento do aviso de incêndio, se precoce ou tardio, e da familiaridade da saída de</p><p>emergência de onde estiver.</p><p>Para os ocupantes das edificações, as saídas conhecidas são mais procuradas do que rotas de</p><p>fuga não familiares, e a sinalização é menos importante que a regularidade do uso; logo, os</p><p>treinamentos de abandono de área devem condicionar os usuários a proceder conforme o plano de</p><p>abandono e seguir por rotas seguras. A familiaridade com os caminhos a percorrer pode reduzir o tempo</p><p>de pré-movimento. Os extintores de incêndio e hidrantes, raramente, são usados pelos que não forem</p><p>brigadistas, e são menos efetivos sem treinamento periódico.</p><p>As pessoas devem estar atentas a avisos precoces, como barulhos estranhos, como vidros</p><p>quebrando e atividade extra dos outros ocupantes.</p><p>Devem ser providenciadas as comunicações iniciais sobre sinistros para evitar a busca por</p><p>informações adicionais, que podem ser desencontradas e provocar indecisões.</p><p>Cada demora pode ser perigosa. Ações em estágios iniciais têm influência mais efetiva em</p><p>eventuais evacuações.</p><p>Para a perfeita execução do abandono de local, faz-se necessário o treinamento periódico dos</p><p>componentes da brigada, bem como a realização de palestras-relâmpago para os demais funcionários,</p><p>visando a orientá-los a respeito dos procedimentos gerais a serem seguidos.</p><p>Considerando as reações e comportamentos humanos nas situações de emergência, bem como a</p><p>importância de um abandono de área rápido e eficiente, percebemos a importância da atuação das</p><p>brigadas de incêndio e de seus respectivos componentes aliados à elaboração e execução do plano de</p><p>emergência conforme abordaremos a seguir.</p><p>4.4.2 Plano de Emergência</p><p>O Plano de Emergência (PE) desempenha um papel crucial na proteção da vida e patrimônio,</p><p>proporcionando segurança e eficiência em situações críticas de emergência, além de promover o uso</p><p>racional dos recursos disponíveis para gerir os riscos, garantindo a segurança da população fixa e</p><p>flutuante do imóvel.</p><p>É o documento que contém os procedimentos que devem ser adotados pelas pessoas ocupantes</p><p>do imóvel em caso de situação de emergência.</p><p>O Plano de Emergência é composto, no mínimo, pelos seguintes elementos:</p><p>I - procedimentos básicos de segurança contra incêndio e pânico;</p><p>II - exercícios simulados;</p><p>III - plantas de emergência; e</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 57</p><p>IV - planta de risco</p><p>V - programa de manutenção dos sistemas preventivos;</p><p>VI - divulgação e treinamento do PE.</p><p>4.4.2.1 Procedimentos básicos de segurança contra incêndio e pânico</p><p>Os procedimentos básicos de segurança contra incêndio e pânico previstos no PE</p><p>incluem:</p><p>I - alerta: explicar como acionar os alertas disponíveis no imóvel e as ações a serem tomadas;</p><p>II - análise da situação: descrever os procedimentos a serem adotados pelos ocupantes do imóvel</p><p>de acordo com os recursos materiais e humanos disponíveis;</p><p>III - apoio externo: indicar como acionar o corpo de bombeiros e/ou outros órgãos públicos ou</p><p>privados locais;</p><p>IV - comunicação interna e externa: estabelecer um sistema de comunicação entre os brigadistas</p><p>e as equipes de emergências a fim de facilitar as operações durante um sinistro;</p><p>V - atendimento pré-hospitalar: estabelecer a conduta adequada aos principais tipos de</p><p>atendimento emergencial em ambiente extra-hospitalar até a chegada do socorro especializado;</p><p>VI - eliminar ou reduzir riscos: estabelecer previamente os riscos presentes ou prováveis,</p><p>especificando:</p><p>a) o tipo de risco;</p><p>b) os equipamentos e ações necessárias à proteção da vida, ao controle da emergência ou das</p><p>ameaças, e à redução do risco ou dos danos; e</p><p>c) os responsáveis por realizar a redução dos riscos em caso de sinistro.</p><p>VII - plano de abandono de</p><p>área: definir como realizar o abandono seguro do imóvel seguindo</p><p>até a área de refúgio, ponto de encontro ou área externa;</p><p>VIII - isolamento da área afetada;</p><p>IX - confinamento do incêndio: procedimentos para controlar o fogo;</p><p>X - combate a incêndio: instruções para combater o fogo até a extinção;</p><p>XI - preservação do local para investigação de incêndio: procedimentos para isolamento da área</p><p>sinistrada até a realização da investigação de incêndio.</p><p>4.4.2.2 Exercícios simulados</p><p>Os exercícios simulados podem ser completos ou parciais (divididos por setor, área, edificação,</p><p>processos etc.), abrangendo toda a planta ou imóvel em até 12 meses.</p><p>Após cada simulado, deve-se realizar reunião e registrá-la em ata, ou documento equivalente,</p><p>para avaliação e correção das falhas ocorridas, descrevendo, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>I - data e horário do exercício;</p><p>II - tempo de evacuação;</p><p>III - tempo de retorno;</p><p>IV - desempenho dos profissionais envolvidos;</p><p>V - comportamento/reação da população;</p><p>VI - tempo de resposta do Corpo de Bombeiros, quando participante;</p><p>VII - falhas de equipamentos;</p><p>VIII - problemas operacionais;</p><p>IX - outros problemas identificados na reunião de avaliação.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 58</p><p>4.4.2.3 Planta de Emergência</p><p>A Planta de Emergência é aquela localizada no interior da edificação e indica os caminhos a</p><p>serem percorridos para a saída do imóvel em caso de incêndio ou pânico.</p><p>É o documento que alia a Planta de Risco às características da população do imóvel e deve</p><p>mostrar claramente, do ponto onde estão instaladas, o caminho para as rotas de fuga, pontos de</p><p>encontro, áreas externas ou ao menos uma área de refúgio. Devem indicar ainda:</p><p>a) instalações ou rotas de fuga para pessoas com deficiência;</p><p>b) localizar os principais componentes relacionados aos sistemas e medidas de segurança contra</p><p>incêndio;</p><p>c) ter legenda para cada uma das figuras e cores utilizadas;</p><p>d) incluir a data de execução (mês/ano), nome e registro do responsável técnico;</p><p>e) ter as seguintes orientações em caso de incêndio:</p><p>I. Evacue a edificação imediatamente;</p><p>II Não volte para buscar pertences;</p><p>III. Não use elevadores, apenas escadas;</p><p>IV. Ligar para o Corpo de Bombeiros (193).</p><p>4.4.2.4 Planta de Risco</p><p>A Planta de Risco indica os principais riscos do imóvel, como explosões, incêndios, produtos</p><p>químicos, inflamáveis, áreas com pessoas doentes, desacordadas ou com mobilidade reduzida, entre</p><p>outros, e a localização de todos os componentes relacionados aos sistemas e medidas de segurança</p><p>contra incêndio.</p><p>No pavimento de descarga, a planta de risco deve mostrar também a localização dos pontos de</p><p>encontro, que devem ser:</p><p>a) espaçosos;</p><p>b) longe de qualquer risco;</p><p>c) seguros, mesmo em situações de emergência;</p><p>d) diferentes dos locais para triagem de feridos (se houver) e dos locais onde bombeiros e</p><p>equipes de resgate deixam seus equipamentos.</p><p>4.4.2.5 Programa de manutenção dos sistemas preventivos</p><p>O responsável pelo imóvel deve verificar o funcionamento dos SMSCI, registrando a manutenção</p><p>realizada e quaisquer problemas identificados, conforme Instrução Normativa 4.</p><p>Se houver uma brigada de incêndio, essa responsabilidade pode ser atribuída à brigada.</p><p>Seguindo os critérios mínimos estabelecidos na IN 4, o Responsável Técnico pode estabelecer no</p><p>PE as periodicidades de inspeções e manutenções para cada SMSCI.</p><p>4.4.2.6 Divulgação e treinamento do plano de emergência</p><p>O plano de emergência deve ser amplamente divulgado aos ocupantes da edificação,</p><p>assegurando que todos tenham conhecimento dos procedimentos a serem executados em caso de</p><p>emergência.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 59</p><p>https://documentoscbmsc.cbm.sc.gov.br/uploads/8f84be07f4fc72e6c846fece760bb625.pdf</p><p>O plano de emergência deve fazer parte dos treinamentos de formação, dos treinamentos</p><p>periódicos e das reuniões ordinárias dos membros da brigada de incêndio, dos brigadistas profissionais,</p><p>do grupo de apoio, entre outros.</p><p>4.4.3 Preservação de local para perícia</p><p>4.4.3.1 Importância da preservação</p><p>Para a realização de exames periciais existe a necessidade de preservar (manter) os locais de</p><p>crime preservados para a investigação e coleta de vestígios.</p><p>Considerando que o Corpo de Bombeiros Militar e as Brigadas de Incêndio atuam no resgate e no</p><p>salvamento em locais onde de eventuais práticas de crime, existe a necessidade de preservação desses</p><p>locais.</p><p>As circunstâncias do delito nem sempre poderão ser identificadas pelo perito quando houver</p><p>adulteração, muito menos retornar as peças aos seus locais originais;</p><p>Geralmente as modificações no local do crime não são intencionais, mas geradas pela falta de</p><p>integração dos diversos “escalões do aparelho oficial”;</p><p>Policiais militares, civis, bombeiros militares e peritos criminais têm, diante do local de crime,</p><p>responsabilidades subdivididas e complementares entre si;</p><p>Nenhum local de incêndio pode ser devidamente periciado se o cenário original não for mantido</p><p>para os investigadores.</p><p>A perícia de incêndio apresenta uma grande desvantagem na preservação dos vestígios em</p><p>relação a outros tipos de perícia. Enquanto que, em exames de balística, as provas geralmente se</p><p>mantêm após o evento, os vestígios decorrentes do incêndio já foram duramente testados pela ação</p><p>direta das chamas e do calor e o que resta é, não raras vezes, insuficiente para a determinação da causa.</p><p>Não obstante, a ação dos bombeiros durante o combate também deteriora a preservação total</p><p>das provas, seja pela ação da água durante a extinção, seja pela movimentação dos escombros para</p><p>resfriamento dos pontos de calor, durante o rescaldo.</p><p>A cena precisa ser preservada até uma investigação completa do sinistro, o que pode levar dias,</p><p>senão meses.</p><p>4.4.3.2 Interdição do local</p><p>A interdição do local sinistrado consiste em delimitar o perímetro do local e suas vias de acesso,</p><p>impedindo a entrada de qualquer pessoa, animal ou coisa. Em locais abertos, a interdição se torna mais</p><p>difícil, pois o acesso é fácil, sendo necessária a utilização de fitas e/ou cordas de isolamento.</p><p>Tratando-se de locais fechados, as suas próprias características tornam o isolamento mais fácil,</p><p>onde normalmente o acesso se dá pelas aberturas (portas e janelas) destinadas a essa finalidade,</p><p>bastando, pois, interditá-las.</p><p>O primeiro brigadista que chegar ao local deve tomar as providências ao seu alcance para que o</p><p>local seja adequadamente preservado.</p><p>Custódia do local: além de delimitar a área, é extremamente importante que o local seja</p><p>mantido preservado. De nada valerá a interdição do local, se ela não for mantida de forma eficaz até a</p><p>sua liberação pelos peritos. O trabalho de levantamento no local de crime requer máxima atenção e</p><p>concentração, devendo, pois, a sua custódia ser mantida até a conclusão do trabalho pericial.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 60</p><p>Proteção dos vestígios: A proteção dos vestígios é fundamental para a investigação e perícia.</p><p>Entretanto, nas ocorrências que envolvem incêndio é inevitável que as próprias ações de combate</p><p>alterem indiretamente o cenário, seja pelo calor, fumaça ou danos causados pelos agentes extintores.</p><p>Ainda assim, os profissionais envolvidos na cena, devem direcionar seus esforços para a extinção do</p><p>incêndio, preservação do patrimônio e principalmente dos vestígios.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 61</p><p>5. GERENCIAMENTO E ANÁLISE DE RISCOS</p><p>5.1 Introdução</p><p>O comportamento humano nem sempre é constante e racional, por isso não segue padrões</p><p>rígidos pré-estabelecidos. O fator humano pode influenciar de maneira substancial a confiabilidade de</p><p>um sistema e as perdas decorrentes de um acidente. O erro humano é um desvio anormal em relação a</p><p>uma norma ou padrão estabelecido. Dessa forma, a caracterização do erro humano não é simples e</p><p>direta, mas depende de uma definição clara do comportamento ou do resultado esperado. Os processos</p><p>de percepção e aceitação do risco e de tomada de decisão,</p><p>caracterizam-se como os principais</p><p>catalisadores do erro humano.</p><p>As atividades inerentes ao ser humano, desde os primórdios, estão intrinsecamente ligadas com</p><p>um potencial de riscos. E, com relativa frequência, elas resultaram em lesões físicas, perdas temporárias</p><p>ou permanentes de capacidade para executar as tarefas e morte.</p><p>O gerenciamento de riscos, portanto, estuda processos e técnicas que visam aumentar a</p><p>segurança dos processos pela antecipação das condições inseguras por meio de técnicas de</p><p>identificação, análise e avaliação dos riscos.</p><p>5.1.1 Objetivo geral</p><p>A Gestão de Riscos tem o objetivo de fornecer as informações básicas sobre o processo de</p><p>identificação, avaliação e controle de riscos, visando a preservação da integridade física das pessoas, dos</p><p>equipamentos e do patrimônio.</p><p>5.1.2 Terminologias</p><p>Perigo: situação com potencial de provocar lesões pessoais ou danos à saúde, ao meio ambiente</p><p>ou ao patrimônio, ou combinação destas;</p><p>Causa: Origem, de caráter humano ou material, relacionada com o evento catastrófico ou</p><p>acidente, pela materialização de um perigo, resultando em danos. É aquilo que provocou o acidente,</p><p>sendo responsável por sua ocorrência, permitindo que o risco se transformasse em dano. Antes do</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 62</p><p>acidente existe o risco. Após o acidente existe a causa. Existem três tipos de causas: atos inseguros,</p><p>condições inseguras e fator pessoal de insegurança;</p><p>Dano: É a consequência negativa do acidente que gera prejuízo. Gravidade da perda humana,</p><p>material ou financeira que pode resultar se o controle sobre um risco é perdido. A probabilidade e a</p><p>exposição podem manter-se inalteradas, e mesmo assim, existir diferença na gravidade do dano;</p><p>Gerenciamento de risco: procedimentos a serem tomados em uma edificação ou área de risco,</p><p>visando ao estudo, planejamento e execução de medidas que venham a garantir a segurança contra</p><p>incêndio e pânico destes locais;</p><p>Risco: propriedade de um perigo promover danos, com possibilidade de perdas humanas,</p><p>ambientais, materiais e/ou econômicas, resultante da combinação entre frequência esperada e</p><p>consequência destas perdas;</p><p>Análise de risco: é um processo que envolve identificar e avaliar possíveis perigos e riscos</p><p>associados a atividades, equipamentos, processos ou ambientes.</p><p>5.1.3 Tipos de riscos</p><p>Anteriormente, a Norma Regulamentadora nº 9 definia os agentes de risco como físicos,</p><p>químicos e biológicos. Desde 2020, também são considerados os riscos ergonômicos e de acidentes.</p><p>Vamos entender mais sobre eles:</p><p>Riscos físicos: são aqueles que prejudicam a integridade física do funcionário. Entre eles,</p><p>podemos destacar: ruídos, vibrações, calor, frio, pressão e radiação.</p><p>Riscos químicos: são apresentados por produtos, substâncias e compostos, podendo ser</p><p>ingeridos ou aspirados. Alguns exemplos são poeira, gases, vapores, fumo e névoa, entre outros.</p><p>Riscos biológicos: normalmente são apresentados por micro-organismos, como bactérias, vírus,</p><p>fungos, parasitas e pragas. Eles podem ser adquiridos por via respiratória, ingestão ou tópica.</p><p>Riscos ergonômicos: estão relacionados à postura e movimentação dos colaboradores, incluindo</p><p>movimentos repetitivos, esforço físico, jornadas extensas e levantamento de peso. Não são</p><p>necessariamente causados por fatores externos, e sim pela execução das tarefas diárias.</p><p>Riscos de acidentes: também chamado de risco mecânico é causado por falhas e imprevistos,</p><p>como incêndios, explosões, problemas elétricos, quedas, acidentes com máquinas, equipamentos e</p><p>ferramentas, entre outros.</p><p>5.1.4 Normas sobre gerenciamento de riscos</p><p>A NBR ISO 31000 é a Norma Internacional da Gestão de Risco, que define Gestão de Riscos como</p><p>“atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização no que diz respeito ao risco”.</p><p>As Normas regulamentadoras fornecem diretrizes específicas para diversos aspectos, incluindo</p><p>análise de risco, com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para os</p><p>colaboradores. Dentre as NRs que têm forte relação com a análise de risco, destacam-se a NR 12, NR 20,</p><p>NR 33 e NR 35.</p><p>NR-12: ANÁLISE DE RISCO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS</p><p>A NR-12 estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e garantia da segurança</p><p>em máquinas e equipamentos. Ela determina que a análise de risco seja realizada durante o projeto, a</p><p>instalação, a operação e a manutenção dos equipamentos, identificando os perigos e definindo medidas</p><p>de controle adequadas.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 63</p><p>https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-9-nr-9</p><p>https://www.produttivo.com.br/blog/analise-de-vibracao/</p><p>https://www.tagout.com.br/blog/entenda-os-principios-gerais-da-nr-12/</p><p>NR-20: INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS</p><p>A NR-20 trata da segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis, abrangendo</p><p>atividades como armazenamento, manuseio e transporte. Essa norma exige a realização da análise de</p><p>risco para identificar os riscos de incêndio e explosão, além de estabelecer medidas de prevenção e</p><p>proteção.</p><p>NR-33: SEGURANÇA EM ESPAÇOS CONFINADOS</p><p>A NR-33 define os requisitos mínimos para a segurança e saúde nos trabalhos em espaços</p><p>confinados. Ela exige a realização da análise de risco para identificar os perigos e estabelecer medidas de</p><p>controle, como ventilação adequada, monitoramento contínuo e treinamento dos trabalhadores.</p><p>NR-35: SAÚDE NOS TRABALHOS EM ALTURA</p><p>NR-35 trata da segurança nos trabalhos em altura e determina que a análise de risco seja</p><p>realizada antes da execução dessas atividades. Dessa forma, é possível identificar os riscos e definir as</p><p>medidas de proteção, como o uso de equipamentos de segurança e treinamento adequado.</p><p>5.1.5 Processo de gerenciamento de riscos</p><p>Realizar uma análise de risco eficaz requer um processo sistemático e abrangente e alguns passos</p><p>essenciais devem ser seguidos.</p><p>Um deles é a identificação dos riscos em todas as atividades, processos, equipamentos e</p><p>situações por meio de observação direta, entrevistas com funcionários e revisão de dados históricos de</p><p>segurança.</p><p>Uma vez identificados, é importante avaliar os riscos com base em critérios como probabilidade</p><p>de ocorrência e potencial gravidade. Isso ajudará a priorizar quais riscos devem ser tratados primeiro.</p><p>A partir disso, desenvolva e implemente medidas preventivas para reduzir os riscos identificados.</p><p>Isso pode envolver treinamento de funcionários, manutenção regular de equipamentos, auditoria de</p><p>processos, entre outras ações.</p><p>Por fim, acompanhe constantemente a eficácia das medidas preventivas e faça ajustes conforme</p><p>necessário. A análise de risco é um processo contínuo, e necessita de constantes adaptações.</p><p>5.1.6 Ferramentas para gerenciamento de riscos</p><p>No campo da segurança do trabalho, é essencial adotar medidas preventivas eficazes para evitar</p><p>acidentes e garantir a proteção dos trabalhadores. Nesse contexto, como exemplo de uma forma de</p><p>aplicação da primeira norma citada (NR 12), o Método HRN (Hazard Rating Number), também conhecido</p><p>como Nível de Risco de Perigo, desempenha um papel fundamental.</p><p>O Método HRN é uma ferramenta utilizada para quantificar o grau de risco associado a uma</p><p>determinada tarefa ou processo, como o risco em máquinas e equipamentos. Ele fornece uma avaliação</p><p>objetiva dos perigos presentes em uma atividade, facilitando a identificação dos riscos e a tomada de</p><p>medidas preventivas adequadas. Resultando um valor numérico obtido através do cálculo de quatro</p><p>variáveis: frequência, possibilidade de ocorrência, o grau de severidade do dano e número de pessoas</p><p>em risco.</p><p>A Metodologia HRN considera quatro variáveis principais para quantificar o grau de risco,</p><p>conhecidas em uma fórmula matemática por suas respectivas siglas:</p><p>Frequência (FE): refere-se à probabilidade de ocorrência do acidente em um determinado</p><p>período de tempo.</p><p>Possibilidade</p><p>41</p><p>3.1.4 Iluminação de emergência.................................................................................................................................... 42</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 2</p><p>3.1.5 Sinalização de Abandono de Local........................................................................................................................ 42</p><p>3.1.6 Instalações de gases combustíveis........................................................................................................................ 43</p><p>3.1.7 Sistema de alarme e detecção de incêndio...........................................................................................................43</p><p>3.1.8 Chuveiros automáticos (Sprinklers).......................................................................................................................43</p><p>3.2. Manutenção dos Sistemas Preventivos.......................................................................................................................... 44</p><p>3.2.1 Manutenção do sistema preventivo por extintores.............................................................................................. 44</p><p>3.2.2 Manutenção do Sistema hidráulico preventivo.....................................................................................................44</p><p>3.2.3 Manutenção das Saída de emergência..................................................................................................................44</p><p>3.2.4 Manutenção do Sistema de Iluminação de emergência....................................................................................... 45</p><p>3.2.5 Manutenção da Sinalização de Abandono de Local.............................................................................................. 45</p><p>3.2.6 Manutenção das Instalações de gases combustíveis............................................................................................ 45</p><p>3.2.7 Manutenção do Sistema de alarme e detecção de incêndio.................................................................................45</p><p>3.2.8 Manutenção dos Chuveiros automáticos (Sprinklers)...........................................................................................46</p><p>4. ATIVIDADES DE BRIGADA DE INCÊNDIO...........................................................................................................................47</p><p>4.1 Introdução....................................................................................................................................................................... 47</p><p>4.1.2 Objetivo geral........................................................................................................................................................ 48</p><p>4.1.3 Objetivos específicos.............................................................................................................................................48</p><p>4.1.4 Terminologias........................................................................................................................................................ 48</p><p>4.2 Aspectos Legais da Brigada de Incêndio..........................................................................................................................48</p><p>4.2.1 Instrução Normativa Nº 28/CBMSC.......................................................................................................................48</p><p>4.2.2 Tipos de Brigadas de Incêndio...............................................................................................................................49</p><p>4.2.3 Organização da Brigada de Incêndio..................................................................................................................... 49</p><p>4.2.4 Plano de Implantação da Brigada de Incêndio...................................................................................................... 50</p><p>4.2.5 Cursos de Formação e Credenciamento................................................................................................................50</p><p>4.3 Atuação da Brigada de Incêndio......................................................................................................................................53</p><p>4.3.1 Atribuições da Brigada de Incêndio.......................................................................................................................53</p><p>4.3.2 Atribuições do Coordenador da Brigada de Incêndio............................................................................................54</p><p>4.3.3 Atribuições do Chefe da Brigada de Incêndio........................................................................................................54</p><p>4.3.4 Atribuições do Líder de brigadistas....................................................................................................................... 55</p><p>4.3.5 Uniforme e equipamentos para a brigada de incêndio.........................................................................................55</p><p>4.4 Comportamento Humano em Incêndios......................................................................................................................... 56</p><p>4.4.1 Abandono de área.................................................................................................................................................57</p><p>4.4.2 Plano de Emergência.............................................................................................................................................57</p><p>4.4.3 Preservação de local para perícia..........................................................................................................................60</p><p>5. GERENCIAMENTO E ANÁLISE DE RISCOS..........................................................................................................................61</p><p>5.1 Introdução....................................................................................................................................................................... 61</p><p>5.1.1 Objetivo geral........................................................................................................................................................ 61</p><p>5.1.2 Terminologias........................................................................................................................................................ 61</p><p>5.1.3 Tipos de riscos....................................................................................................................................................... 62</p><p>5.1.4 Normas sobre gerenciamento de riscos................................................................................................................62</p><p>5.1.5 Processo de gerenciamento de riscos................................................................................................................... 63</p><p>5.1.6 Ferramentas para gerenciamento de riscos.......................................................................................................... 63</p><p>5.2. Avaliação de Riscos.........................................................................................................................................................65</p><p>5.2.1 Identificação de Riscos.......................................................................................................................................... 66</p><p>5.2.2 Análise de Riscos................................................................................................................................................... 66</p><p>5.2.3 Avaliação de Riscos................................................................................................................................................68</p><p>5.3 Tratamento ou Resposta aos Riscos................................................................................................................................ 69</p><p>5.4 Monitoramento...............................................................................................................................................................</p><p>de ocorrência (LO): avalia a chance de um acidente acontecer durante a execução</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 64</p><p>https://www.tagout.com.br/blog/bloqueio-e-etiquetagem-conforme-a-nr-33/</p><p>de uma atividade ou operação de um equipamento.</p><p>Grau de severidade do dano (DPH): analisa a gravidade dos danos acidentais que podem ocorrer</p><p>e suas consequências.</p><p>Número de pessoas expostas ao risco (NP): diz respeito a quantas pessoas estão sujeitas a danos</p><p>pessoais e materiais que podem ocorrer em caso de acidente.</p><p>Cada item é atribuído a um número que representa a variável correspondente no cálculo do HRN,</p><p>utilizado para determinar o nível de risco ou avaliação do item em questão. Ao utilizar o HRN, é possível</p><p>priorizar as medidas de prevenção e mitigação de riscos, direcionando os recursos de forma eficiente e</p><p>reduzindo a probabilidade de acidentes.</p><p>Para avaliar os níveis de perigo em uma máquina ou atividade, é necessário realizar um</p><p>levantamento de todos os riscos identificados e utilizar a fórmula a seguir para cálculo dos riscos.:</p><p>HRN = PO x FE x DPH x NP</p><p>Cada parâmetro e variável são detalhados e quantificados conforme os padrões a seguir. A tabela</p><p>de graduação de riscos, por exemplo, é dividida em categorias da seguinte maneira:</p><p>A PO (Probabilidade de Ocorrência) é representada pelos seguintes valores:</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 65</p><p>No entanto, a FE (Frequência de Exposição) é metrificada de outra forma:</p><p>Já o DPH (Grau de Severidade do Dano) é quantificado da seguinte maneira:</p><p>O NP (Número de Pessoas Expostas) é indicado pelos seguintes valores:</p><p>5.2. Avaliação de Riscos</p><p>Ao conduzir uma avaliação de riscos, a organização pode identificar situações de perigo antes</p><p>que elas se tornem ameaças reais. Isso possibilita a implementação de medidas preventivas e a</p><p>elaboração de planos de contingência adequados, reduzindo a probabilidade de incidentes e</p><p>minimizando seus impactos caso ocorram.</p><p>Ao realizar essa análise, deve-se identificar os riscos existentes, avaliar sua probabilidade de</p><p>ocorrência e impacto, e propor medidas que evitem prejuízos.</p><p>O processo de avaliação de riscos é o processo global de identificação de riscos, análise de riscos</p><p>e avaliação de riscos.</p><p>As etapas de análise e avaliação dos riscos devem ser realizadas simultaneamente. Para facilitar a</p><p>execução, consolidaram-se as duas fases em um formulário apenas.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 66</p><p>5.2.1 Identificação de Riscos</p><p>O propósito da identificação de riscos é encontrar, reconhecer e descrever riscos que possam</p><p>ajudar ou impedir que uma organização alcance seus objetivos. Informações pertinentes, apropriadas e</p><p>atualizadas são importantes na identificação de riscos.</p><p>A organização pode usar uma variedade de técnicas para identificar incertezas que podem afetar</p><p>um ou mais objetivos. Convém que os seguintes fatores e o relacionamento entre estes fatores sejam</p><p>considerados:</p><p>- fontes tangíveis e intangíveis de risco;</p><p>- causas e eventos;</p><p>- ameaças e oportunidades;</p><p>- vulnerabilidades e capacidades;</p><p>- mudanças nos contextos externo e interno;</p><p>- indicadores de riscos emergentes;</p><p>- natureza e valor dos ativos e recursos;</p><p>- consequências e seus impactos nos objetivos;</p><p>- imitações de conhecimento e de confiabilidade da informação;</p><p>- fatores temporais;</p><p>- vieses, hipóteses e crenças dos envolvidos.</p><p>Convém que a organização identifique os riscos, independentemente de suas fontes estarem ou</p><p>não sob seu controle. Convém considerar que pode haver mais de um tipo de resultado, o que pode</p><p>resultar em uma variedade de consequências tangíveis ou intangíveis.</p><p>5.2.2 Análise de Riscos</p><p>Tomando por base a identificação dos eventos de risco, suas causas e consequências, a análise</p><p>consiste no desenvolvimento da compreensão da natureza e da magnitude do risco ou, simplesmente,</p><p>do nível do risco.</p><p>O propósito da análise de riscos é compreender a natureza do risco e suas características,</p><p>incluindo o nível de risco, onde apropriado. A análise de riscos envolve a consideração detalhada de</p><p>incertezas, fontes de risco, consequências, probabilidade, eventos, cenários, controles e sua eficácia. Um</p><p>evento pode ter múltiplas causas e consequências e pode afetar múltiplos objetivos.</p><p>A análise de riscos pode ser realizada com vários graus de detalhamento e complexidade,</p><p>dependendo do propósito da análise, da disponibilidade e confiabilidade da informação, e dos recursos</p><p>disponíveis. As técnicas de análise podem ser qualitativas, quantitativas ou uma combinação destas,</p><p>dependendo das circunstâncias e do uso pretendido.</p><p>Convém que a análise de riscos considere fatores como:</p><p>- a probabilidade de eventos e consequências;</p><p>- a natureza e magnitude das consequências;</p><p>- complexidade e conectividade;</p><p>- atores temporais e volatilidade;</p><p>- a eficácia dos controles existentes;</p><p>- sensibilidade e níveis de confiança.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 67</p><p>A análise de riscos pode ser influenciada por qualquer divergência de opiniões, vieses,</p><p>percepções do risco e julgamentos. Influências adicionais são a qualidade da informação utilizada, as</p><p>hipóteses e as exclusões feitas, quaisquer limitações das técnicas e como elas são executadas. Convém</p><p>que estas influências sejam consideradas, documentadas e comunicadas aos tomadores de decisão.</p><p>Eventos altamente incertos podem ser difíceis de quantificar. Isso pode ser um problema ao</p><p>analisar eventos com consequências severas. Nestes casos, usar uma combinação de técnicas</p><p>geralmente fornece maior discernimento.</p><p>A análise de riscos fornece uma entrada para a avaliação de riscos, para decisões sobre se o risco</p><p>necessita ser tratado e como, e sobre a estratégia e os métodos mais apropriados para o tratamento de</p><p>riscos. Os resultados propiciam discernimento para decisões, em que escolhas estão sendo feitas e as</p><p>opções envolvem diferentes tipos e níveis de risco.</p><p>Intuitivamente, conhecemos o significado dos termos probabilidade, consequência e impacto;</p><p>todavia, para fins de gerenciamento de riscos, define-se probabilidade como as chances de</p><p>concretização de um evento, consequência como o resultado da concretização de um evento, e impacto</p><p>como a mensuração ou peso da consequência sobre os objetivos estabelecidos.</p><p>Verifica-se que o nível do risco é expresso pela combinação entre a probabilidade e o impacto.</p><p>Então: Nível de Risco = Probabilidade X Impacto</p><p>Para mensurar, ou determinar, o nível do risco, adotaremos escala numérica, previamente</p><p>definida, para medir a probabilidade e o impacto.</p><p>Utilizaremos uma escala de valores de 1 a 5 para avaliar os graus de probabilidade e de impacto,</p><p>conforme a seguir discriminado.</p><p>5.2.2.1 Escala de probabilidade:</p><p>1. RARO: o evento ocorre apenas em situações excepcionais. Não há histórico conhecido do</p><p>evento ou indícios que sinalizem sua ocorrência.</p><p>2. POUCO PROVÁVEL: o evento tem baixa frequência de ocorrência no prazo associado ao</p><p>objetivo.</p><p>3. PROVÁVEL: o evento repete-se com frequência razoável no prazo associado ao objetivo ou há</p><p>indícios de que possa ocorrer nesse horizonte.</p><p>4. MUITO PROVÁVEL: o evento repete-se com elevada frequência no prazo associado ao objetivo</p><p>ou há muitos indícios de que ocorrerá nesse horizonte.</p><p>5. PRATICAMENTE CERTO: o evento tem ocorrência quase garantida no prazo associado ao</p><p>objetivo.</p><p>5.2.2.2 Escala de Impacto:</p><p>1. MUITO BAIXO: compromete minimamente o atingimento do objetivo; para fins práticos, não</p><p>altera o alcance do objetivo/resultado.</p><p>2. BAIXO: compromete em alguma medida o alcance do objetivo, mas não impede o alcance da</p><p>maior parte do objetivo/resultado.</p><p>3. MÉDIO: compromete razoavelmente o alcance do objetivo/resultado.</p><p>4. ALTO: compromete a maior parte do atingimento do objetivo/resultado.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 68</p><p>5. MUITO ALTO: compromete totalmente ou quase totalmente o atingimento do</p><p>objetivo/resultado.</p><p>O estabelecimento de diretrizes para classificar os níveis de riscos resultantes</p><p>do processo de</p><p>análise permitirá avaliar o grau de exposição a que a instituição está sujeita e subsidiar o processo</p><p>decisório. O produto entre probabilidade e impacto, classificados conforme a escala de níveis de risco,</p><p>pode ser demonstrado em uma matriz, como a seguir apresentada.</p><p>5.2.3 Avaliação de Riscos</p><p>Alicerçada nos resultados obtidos, a avaliação de riscos representa a fase decisória sobre o</p><p>tratamento e a priorização dos riscos a serem geridos. Segundo a ABNT NBR ISO 31000, essa etapa</p><p>envolve comparar o nível de risco encontrado durante o processo de análise com o que foi elencado no</p><p>estabelecimento do contexto. A partir dessa comparação, será verificada a necessidade de tratamento.</p><p>O propósito da avaliação de riscos é apoiar decisões. A avaliação de riscos envolve a comparação</p><p>dos resultados da análise de riscos com os critérios de risco estabelecidos para determinar onde é</p><p>necessária ação adicional. Isto pode levar a uma decisão de:</p><p>- fazer mais nada;</p><p>- considerar as opções de tratamento de riscos;</p><p>- realizar análises adicionais para melhor compreender o risco;</p><p>- manter os controles existentes;</p><p>- reconsiderar os objetivos.</p><p>Convém que as decisões levem em consideração o contexto mais amplo e as consequências reais</p><p>e percebidas para as partes interessadas externas e internas. E que o resultado da avaliação de riscos</p><p>seja registrado, comunicado e então validado nos níveis apropriados da organização.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 69</p><p>5.3 Tratamento ou Resposta aos Riscos</p><p>O propósito do tratamento de riscos é selecionar e implementar opções para abordar riscos. O</p><p>tratamento de riscos envolve um processo iterativo de:</p><p>- formular e selecionar opções para tratamento do risco;</p><p>- planejar e implementar o tratamento do risco;</p><p>- avaliar a eficácia deste tratamento;</p><p>- decidir se o risco remanescente é aceitável;</p><p>- se não for aceitável, realizar tratamento adicional.</p><p>Consiste na escolha de uma ou mais alternativas para modificar o nível de cada risco, assim como</p><p>a elaboração de planos de tratamento que, depois de implementados, implicarão novos controles ou</p><p>alteração dos existentes.</p><p>As alternativas de tratamento ou resposta aos riscos são:</p><p>a) Evitar ou Prevenir - tem como objetivo eliminar a causa raiz do risco por meio da</p><p>implementação de ações, levando a probabilidade do risco a zero.</p><p>Exemplo: Há um risco de queda de avião por insuficiência de combustível no tanque. Uma</p><p>maneira de evitar ou prevenir a queda da aeronave é colocar combustível com sobra, prevendo a</p><p>necessidade de permanecer no espaço aéreo por tempo maior que o estimado.</p><p>b) Mitigar ou Reduzir - é a possibilidade de limitar o impacto do risco de forma que, mesmo que</p><p>ele ocorra, o problema gerado será menor e mais fácil de corrigir, adotando medidas para reduzir a</p><p>probabilidade ou a consequência dos riscos ou ambas.</p><p>Exemplo: Houve alteração da lei de licitações, e a equipe de compras e de contratos não conhece</p><p>as novas regras.</p><p>Uma estratégia de mitigação seria proporcionar um bom treinamento para a equipe. Pode</p><p>ocorrer que alguns membros não aproveitem bem o treinamento, mas o impacto do risco será reduzido,</p><p>já que a maioria da equipe será capaz de realizar a função.</p><p>c) Transferir – transferir, total ou parcialmente, o impacto em relação a uma ameaça para um</p><p>terceiro.</p><p>Exemplo: fazer um seguro.</p><p>d) Compartilhar - refere-se à transferência ou ao compartilhamento do impacto e da gestão do</p><p>risco para outro.</p><p>Exemplo: A contratação de seguro de automóvel é um bom exemplo de transferência do impacto</p><p>do risco, e a terceirização de atividades pode ser um exemplo de compartilhamento do risco.</p><p>e) Aceitar ou tolerar - significa não tomar, propositadamente, nenhuma medida para alterar a</p><p>probabilidade ou o impacto do risco. Essa é uma estratégia usada para riscos muito pequenos que</p><p>podem ser facilmente tratados, caso ocorram.</p><p>Escolher o tratamento de riscos adequado implica equilibrar, de um lado, os custos e esforços</p><p>com a implementação das medidas e, de outro, os benefícios derivados da decisão tomada.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 70</p><p>5.4 Monitoramento</p><p>Consiste no acompanhamento regular do contexto interno e externo; na avaliação da eficácia e</p><p>eficiência dos controles; na análise de eventos, mudanças e tendências; na identificação de riscos</p><p>emergentes; na avaliação da implantação dos planos de ação; e na análise dos resultados estabelecidos.</p><p>A etapa de monitoramento será subsidiada pelas informações do Mapa de Gestão de Riscos,</p><p>assim como pelo estabelecimento de controles internos, de indicadores e de prazos de revisão.</p><p>O propósito do monitoramento e análise crítica é assegurar e melhorar a qualidade e eficácia da</p><p>concepção, implementação e resultados do processo. Convém que o monitoramento contínuo e a</p><p>análise crítica periódica do processo de gestão de riscos e seus resultados sejam uma parte planejada do</p><p>processo de gestão de riscos, com responsabilidades claramente estabelecidas.</p><p>Convém que monitoramento e análise crítica ocorram em todos os estágios do processo.</p><p>Monitoramento e análise crítica incluem planejamento, coleta e análise de informações, registro de</p><p>resultados e fornecimento de retorno.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 71</p><p>Convém que os resultados do monitoramento e análise crítica sejam incorporados em todas as</p><p>atividades de gestão de desempenho, medição e relatos da organização</p><p>5.5. Registro e Relato</p><p>Convém que o processo de gestão de riscos e seus resultados sejam documentados e relatados</p><p>por meio de mecanismos apropriados. O registro e o relato visam:</p><p>- comunicar atividades e resultados de gestão de riscos em toda a organização;</p><p>- fornecer informações para a tomada de decisão;</p><p>- melhorar as atividades de gestão de riscos;</p><p>- auxiliar a interação com as partes interessadas, incluindo aquelas com responsabilidade e com</p><p>responsabilização por atividades de gestão de riscos.</p><p>Convém que as decisões relativas à criação, retenção e manuseio de informação documentada</p><p>levem em consideração, mas não se limitem a, o seu uso, a sensibilidade da informação e os contextos</p><p>externo e interno.</p><p>O relato é parte integrante da governança da organização e convém que melhore a qualidade do</p><p>diálogo com as partes interessadas e apoie a Alta Direção e os órgãos de supervisão a cumprirem suas</p><p>responsabilidades. Os fatores a considerar para o relato incluem, mas não estão limitados a:</p><p>- diferentes partes interessadas e suas necessidades específicas de informação e requisitos;</p><p>- custo, frequência e pontualidade do relato;</p><p>- método de relato;</p><p>- pertinência da informação para os objetivos organizacionais e para a tomada de decisão.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 72</p><p>6. TÉCNICAS DE ENSINO</p><p>Nesta unidade didática vamos apresentar alguns conceitos e estratégias que vão auxiliar na</p><p>capacitação dos brigadistas.</p><p>A ideia de ensinar pessoas a fazer algo novo existe desde que o mundo é mundo. No entanto, o</p><p>fenômeno educativo não é uma realidade acabada, que permanece inalterada e, portanto, vem sofrendo</p><p>modificações ao longo da história, sendo abordado sob diferentes perspectivas.</p><p>As principais abordagens utilizadas na prática docente são: a tradicional, a comportamentalista, a</p><p>humanista e a cognitivista.</p><p>Abordagem tradicional: Privilegia o professor como elemento fundamental na transmissão dos</p><p>conteúdos. O aluno é receptor passivo. O ensino é caracterizado pelo verbalismo do professor e pela</p><p>memorização (decoreba) do aluno.</p><p>Abordagem comportamental: O conhecimento é resultado direto da experiência. O professor é</p><p>visto como um planejador educacional que transmite conteúdos com o objetivo de desenvolver e</p><p>ampliar as competências dos alunos. O ensino é caracterizado pela instrução programada (enfatiza o</p><p>objeto).</p><p>Abordagem humanista: O professor não transmite conteúdos, mas assiste aos estudantes, como</p><p>facilitador do processo de aprendizagem. O ensino é caracterizado pela autonomia dos alunos (enfatiza</p><p>o</p><p>sujeito).</p><p>Abordagem cognitivista: Abordagem interacionista, o conhecimento é produto das interações</p><p>entre sujeito e objeto. O cognitivismo considera o indivíduo como um sistema aberto, que passa por</p><p>reestruturações sucessivas. O professor orienta o aluno no desenvolvimento de um pensamento</p><p>autônomo e criativo.</p><p>Instintivamente, as organizações educacionais passaram a ensinar adultos com as mesmas</p><p>técnicas usadas na educação básica para crianças. No entanto, a partir da década de 20, pesquisadores</p><p>identificaram esta deficiência e passaram a estudar as melhores formas de educar adultos. Surgindo</p><p>assim a andragogia, trazendo novos conceitos e estratégias de ensino voltadas ao público adulto.</p><p>Segundo a definição creditada a Malcolm Knowles, na década de 70, a andragogia é “a arte ou</p><p>ciência de orientar adultos a aprender”.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 73</p><p>O psiquiatra americano William Glasser defendeu a teoria de que o professor deve atuar como</p><p>um facilitador do processo de ensino aprendizagem e evitar educar apenas com memorização. Observou</p><p>o processo de aprendizagem e concluiu que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos</p><p>primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra e por meio da Pirâmide de Aprendizagem apresentou as</p><p>práticas mais eficientes no processo de construção do conhecimento.</p><p>6.1 Aplicações Práticas da Andragogia em Capacitação</p><p>A seguir serão apresentadas algumas ações que fazem parte do processo da andragogia.</p><p>Estabeleça objetivos</p><p>Sem a noção dos objetivos, os participantes podem sentir dificuldades em estabelecer um foco</p><p>nas partes mais importantes do treinamento e avaliar seu próprio progresso.</p><p>Crie uma atmosfera tranquila e mantenha o interesse</p><p>Procure criar uma atmosfera tranquila, porém preservando algumas características do ambiente</p><p>profissional. Lembre-se que adultos precisam perceber a utilidade do treinamento para que o processo</p><p>de aprendizagem seja efetivo.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 74</p><p>Diga aos participantes o que você espera deles</p><p>Evite surpresas para os participantes. Lembre-se de que adultos não gostam de ficar</p><p>embaraçados frente a outras pessoas. Assim, adotarão uma postura reservada nas atividades de grupo</p><p>até se sentirem seguras de que não serão expostas ou ridicularizadas. Pessoas tímidas levarão mais</p><p>tempo para se sentir à vontade e não gostam de falar em público.</p><p>Capitalize a experiência dos participantes</p><p>Um dos aspectos mais interessantes do trabalho com adultos é a fartura de experiências que eles</p><p>trazem para o ambiente de treinamento, e esta característica deve ser aproveitada através da interação</p><p>entre os participantes e destes com o instrutor.</p><p>Use atividades para promover o envolvimento</p><p>O uso de atividades como dinâmicas, vivências, discussões, dramatizações e jogos, torna o</p><p>treinamento menos cansativo, estimula o interesse e aumenta a retenção, promovendo o envolvimento.</p><p>Use repetição para aumentar a retenção de informações</p><p>A repetição consolida os conceitos e destaca os pontos importantes do conteúdo, ajudando o</p><p>participante a identificar o que é fundamental em um treinamento.</p><p>Motive os participantes a aprender</p><p>Enquanto crianças motivam-se para aprender utilizando estímulos externos, como notas, adultos</p><p>precisam de estímulos internos, relacionados com a utilidade do conhecimento e a elevação da</p><p>autoestima.</p><p>Satisfaça a necessidade de informações dos participantes</p><p>Os adultos precisam explorar o conhecimento com base nas próprias experiências, expectativas e</p><p>necessidades. Cabe ao instrutor fornecer os elementos para a autogestão da aprendizagem.</p><p>Além dos pontos citados, o sucesso de uma apresentação divide-se em dois importantes</p><p>momentos: a preparação da apresentação e a apresentação, propriamente dita. A fim de auxiliá-lo neste</p><p>processo, abordaremos a seguir algumas sugestões.</p><p>6.2. Estratégias para preparação de uma apresentação</p><p>Definir a intenção:</p><p>O passo inicial de qualquer apresentação é estabelecer o que você quer transmitir, ou seja, qual a</p><p>sua intenção. Se você deseja simplesmente informar ou entreter a plateia, as estratégias serão diferentes</p><p>das adotadas para ensinar e transmitir ordens e instruções com vistas à capacitação.</p><p>Conhecer o público:</p><p>Descubra o máximo sobre o público e estruture sua apresentação para extrair a melhor reação</p><p>possível da plateia.</p><p>Utilize os organizadores, outros apresentadores, publicações corporativas ou mesmo jornais</p><p>locais para saber: a quantidade de pessoas presentes, o nível de instrução dos participantes, faixa etária,</p><p>conhecimento prévio da temática a ser abordada, etc.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 75</p><p>Conhecer o local e os equipamentos disponíveis:</p><p>Obtenha informações sobre o local, de preferência fazendo uma visita prévia in loco. Verifique o</p><p>tamanho, disposição da plateia, local para o apresentador, luminosidade, acústica e ventilação. Verifique</p><p>ainda os equipamentos disponíveis no local e aqueles que você terá que levar pessoalmente.</p><p>Organizar-se antecipadamente:</p><p>Uma organização antecipada e cuidadosa deixará você livre para aperfeiçoar a palestra e evitará</p><p>transtornos que comprometam a apresentação. Um importante aliado da preparação é a utilização de</p><p>listas de verificação (checklist) que abordem a logística, o local, a programação e a apresentação.</p><p>Demonstrar autoconfiança e criar rapport:</p><p>Uma autoimagem positiva é essencial para fazer boas apresentações. Identifique seus pontos</p><p>fortes e os potencialize. Exceto em casos raros, o público deseja sempre o sucesso da apresentação.</p><p>Visualize o seu sucesso e confie na sua preparação. Utilize técnicas de rapport para criar uma ligação de</p><p>empatia com as pessoas do público (espelhamento, reciprocidade, interesses comuns).</p><p>Cuidar da aparência pessoal:</p><p>É importante que a aparência seja discreta e adequada ao evento</p><p>6.3 Estrutura da Apresentação</p><p>A maneira de organizar os itens da apresentação anteriormente descritos e a ênfase dada em</p><p>cada um deles influi diretamente na reação do público. De um modo geral, cada apresentação deverá ser</p><p>dividida em:</p><p>Uma boa introdução:</p><p>É importante causar boa impressão logo de início. Para isso, inicie de forma confiante e bem</p><p>humorada e traga à plateia uma noção do que vai apresentar, utilizando mecanismos para quebrar o gelo</p><p>e atrair o público.</p><p>Um desenvolvimento estruturado:</p><p>Desenvolva o assunto do geral para o específico, do simples para o complexo. Utilize pontos de</p><p>referência claros com encadeamento lógico para facilitar a estruturação da apresentação. Repita as</p><p>informações importantes para reforçar os pontos chave da apresentação.</p><p>Um final marcante</p><p>Sinalize o final da apresentação e utilize fechamentos bem elaborados para amarrar os conteúdos</p><p>com seus objetivos e gerar estímulos positivos. Lembre-se de que são os pequenos detalhes que fazem a</p><p>grande diferença!</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 76</p><p>ENCERRAMENTO.</p><p>Com a leitura atenta e compreensão do conteúdo apresentado neste manual, você está</p><p>preparado para a realização da avaliação.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 77</p><p>7. REFERÊNCIAS</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 1) –</p><p>Procedimentos Administrativos – parte 1: CBMSC, 24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 1) – Sistemas e medidas de SCI – parte 2: CBMSC, 24</p><p>abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 4) – Manutenção dos sistemas preventivos: CBMSC,</p><p>24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 6) – Sistema preventivo por extintores: CBMSC, 24</p><p>abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 7) – Sistema hidráulico preventivo: CBMSC, 24 abr.</p><p>2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 8) – Instalações de gás combustível: CBMSC, 24 abr.</p><p>2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução</p><p>Normativa (IN 9) – Sistema de saída de emergência: CBMSC, 24 abr.</p><p>2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 11) – Sistema de iluminação de emergência: CBMSC,</p><p>24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 12) – Sistema de detecção e alarme de incêndio:</p><p>CBMSC, 24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 13) – Sinalização para abandono de local: CBMSC, 24</p><p>abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 15) – Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers):</p><p>CBMSC, 24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 28) – Brigada de incêndio: CBMSC, 24 abr. 2024.</p><p>_____. Normas de segurança contra incêndio: Instrução Normativa (IN 31) – Plano de Emergência: CBMSC, 24 abr. 2024.</p><p>______. Curso Básico de Atendimento a Emergências. Florianópolis. 2ª Edição. 2024.</p><p>______. APH - Tópicos introdutórios: Suporte Básico à Vida. Florianópolis, 2022. Disponível em:</p><p>https://portal.cbm.sc.gov.br/index.php/biblioteca/manuais-cbmsc. Acesso em: 16 abr. 2024.</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). NBR ISO 31000: Gestão de riscos ― Diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). NBR IEC 31010, Gestão de riscos – Técnicas para o processo de avaliação</p><p>de riscos. Rio de Janeiro: ABNT, 2012</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Norma Regulamentadora NR 5: Comissão Interna de Prevenção de</p><p>Acidentes (CIPA). Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2020.</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Norma Regulamentadora NR-12: Segurança no Trabalho em Máquinas e</p><p>Equipamentos. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2022.</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Norma Regulamentadora NR-20: Segurança e Saúde no Trabalho com</p><p>Inflamáveis e Combustíveis. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2020.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 78</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Norma Regulamentadora NR-33: Segurança e Saúde nos Trabalhos em</p><p>Espaços Confinados. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2020.</p><p>ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Norma Regulamentadora NR-35: Trabalho em Altura. Brasília: Ministério</p><p>do Trabalho e Emprego, 2020.</p><p>ORGANIZAÇÃO:</p><p>TC BM Willyan Fazzioni - Direção</p><p>Cap BM Rafael Giosa Sanino - Supervisão</p><p>ST BM Danusa Cabral - Revisão e Edição</p><p>Cb BM Edson de Melo Junior - Revisão e Edição</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 79</p><p>70</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 3</p><p>5.5. Registro e Relato.............................................................................................................................................................71</p><p>6. TÉCNICAS DE ENSINO...................................................................................................................................................... 72</p><p>6.1 Aplicações Práticas da Andragogia em Capacitação........................................................................................................73</p><p>6.2. Estratégias para preparação de uma apresentação........................................................................................................74</p><p>6.3 Estrutura da Apresentação.............................................................................................................................................. 75</p><p>7. REFERÊNCIAS.................................................................................................................................................................. 77</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 4</p><p>1 COMBATE E EXTINÇÃO DE INCÊNDIO</p><p>Antes de saber como agir em caso de incêndio, para que possamos ter um efetivo controle do</p><p>fogo e realizarmos uma correta extinção, precisamos ter o entendimento da sua natureza química e</p><p>física, incluindo informações sobre fontes de calor, composição e características dos combustíveis, assim</p><p>como as condições necessárias para que haja combustão, nome dado ao fenômeno fogo.</p><p>1.1 Conceitos Básicos e Ciência do Fogo</p><p>Calor: forma de energia que eleva a temperatura gerada pela transformação de outra energia</p><p>através de processo físico ou químico.</p><p>Fogo: processo de combustão caracterizado pela emissão de calor acompanhado por fumaça,</p><p>chama ou ambos.</p><p>Incêndio: combustão rápida disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço.</p><p>Combustão: é uma reação química de oxidação, autossustentável, com liberação de luz, calor,</p><p>fumaça e gases.</p><p>Produtos da Combustão: os principais produtos da combustão são: as chamas, o calor irradiado</p><p>e a fumaça (composta de fuligem, vapores e gases diversos).</p><p>O calor é um tipo de energia que pode ser transferida de um corpo para o outro quando há</p><p>diferença de temperatura entre eles. A transferência de calor pode ocorrer de três formas:</p><p>Condução: transferência do calor em corpos sólidos, de molécula a molécula, sem que haja a</p><p>transferência de matéria durante o processo.</p><p>Convecção: transferência de calor por meio do movimento de massas dentro do próprio fluidos.</p><p>Irradiação: transferência de calor através de ondas de energia calorífica que se deslocam através</p><p>do espaço.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 5</p><p>1.1.2 Tetraedro do fogo</p><p>O Tetraedro do fogo é uma figura piramidal ilustrativa que representa os três componentes</p><p>(combustível, comburente e calor) mais a condição essencial (reação química em cadeia) para a</p><p>existência e continuidade do fogo. Na figura representativa, a reação em cadeia interliga as demais faces</p><p>da pirâmide e somente vai ocorrer na presença dos três elementos:</p><p>Combustíveis: todo e qualquer material suscetível à queima.</p><p>Comburente: substância capaz de reagir com os produtos combustíveis para se transformar em</p><p>energia (Ex. Oxigênio).</p><p>Calor: tecnicamente denominado energia de ativação.</p><p>Reação química em cadeia: ocorre quando a energia liberada é suficiente para desencadear a</p><p>sequência de outras reações, permitindo assim, a sustentabilidade do fogo.</p><p>1.1.3 Classificação dos agentes extintores</p><p>Agentes extintores são todas as substâncias capazes de eliminar um ou mais elementos</p><p>essenciais do fogo. Atualmente encontramos os seguintes agentes extintores para o combate a</p><p>incêndios:</p><p>Água: é o agente extintor mais abundante na natureza, também conhecido como o “agente</p><p>extintor universal”. Seu princípio básico de extinção é o resfriamento, devido ao seu alto poder de</p><p>absorção do calor. Esse agente extintor é recomendado para incêndios de Classe A.</p><p>Espuma: apresenta-se de duas formas: espuma química e mecânica. Por suas características</p><p>peculiares, a extinção se dá através do abafamento. Tem seu uso recomendado para incêndios de Classe</p><p>B.</p><p>Pó químico seco: são substâncias constituídas de bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio</p><p>ou cloreto de potássio que, pulverizados, formam uma nuvem de pó sobre o fogo. Agem</p><p>simultaneamente com dois princípios: abafamento e quebra da reação em cadeia, sendo hoje o extintor</p><p>mais comercializado em função de sua versatilidade para utilização em situações distintas. Seu uso é</p><p>recomendado para incêndios de Classe B e C.</p><p>Gás carbônico: também conhecido como dióxido de carbono, é um gás mais denso (pesado) que</p><p>o ar, sem cor, sem cheiro, não condutor de energia elétrica e não venenoso, porém asfixiante. Seu</p><p>princípio de ação é o abafamento, tendo secundariamente a ação de resfriamento. Esse agente extintor</p><p>é recomendado para incêndios de Classe B e C.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 6</p><p>1.1.4. Classificação dos incêndios</p><p>Os incêndios são classificados de acordo com os materiais combustíveis neles envolvidos. Esta</p><p>divisão é feita para determinar o tipo de agente extintor mais adequado para cada material combustível</p><p>e consequentemente, para cada incêndio.</p><p>Incêndio Classe A: incêndio envolvendo materiais combustíveis sólidos como a madeira, papel,</p><p>tecidos, plástico e borrachas. O método de extinção mais usado é o resfriamento.</p><p>Incêndio Classe B: incêndio envolvendo materiais combustíveis líquidos e gasosos ou ainda óleos</p><p>e graxas. O método de extinção mais usado é o abafamento.</p><p>Incêndio Classe C: incêndio envolvendo instalações e equipamentos energizados. O método de</p><p>extinção mais usado também é o abafamento.</p><p>Incêndio Classe D: incêndio envolvendo metais combustíveis pirofóricos. O método de extinção</p><p>mais usado é a retirada do material.</p><p>1.2 Métodos de Extinção</p><p>Para controlar ou extinguir o fogo a intervenção deve ser em qualquer uma das quatro faces do</p><p>tetraedro do fogo, inclusive na reação em cadeia, para isso são empregados métodos de acordo com as</p><p>definições estratégicas e táticas nas operações. Normalmente, na extinção dos incêndios pode-se</p><p>envolver um ou mais métodos na mesma ocorrência.</p><p>1.2.1. Retirada do material combustível:</p><p>É o modo mais simples de se extinguir um incêndio.</p><p>Baseia-se simplesmente na retirada do material combustível ainda não atingido, da área de propagação</p><p>do fogo, interrompendo a alimentação da combustão. Por exemplo, retirada de peças de madeira do</p><p>interior de um galpão parcialmente em chamas.</p><p>1.2.2 Resfriamento:</p><p>É o método mais utilizado atualmente pelo bombeiro no combate ao fogo.</p><p>Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando, diminuindo,</p><p>consequentemente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis.. Por exemplo, água aplicada sobre o</p><p>fogo.</p><p>1.2.3 Abafamento:</p><p>Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material combustível. Como</p><p>exemplos de materiais que podem ser utilizados neste método de extinção, podemos citar: espuma e</p><p>gás carbônico.</p><p>1.2.4 Quebra da reação química em cadeia:</p><p>Consiste na quebra da sustentabilidade do fogo, que é gerado pela presença simultânea e</p><p>proporcional de três componentes (calor, comburente e combustível). Por exemplo, aplicação do pó</p><p>químico seco (PQS) ou extintor à base sobre o fogo.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 7</p><p>1.3. Equipamentos de Proteção e Combate a Incêndio</p><p>1.3.1 Equipamento de Proteção Individual (EPI)</p><p>Os equipamentos de proteção individual (EPI) são dispositivos ou equipamentos individuais</p><p>utilizados pelo bombeiro combatente, destinado à proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua</p><p>segurança e a sua saúde.</p><p>Os EPIs adotados no combate a incêndios são:</p><p>- capacete;</p><p>- roupa de aproximação (casaco e calça);</p><p>- luva;</p><p>- bota;</p><p>- balaclava;</p><p>- equipamento de proteção respiratória (EPR).</p><p>1.3.2 Equipamentos de Combate a Incêndio</p><p>1.3.2.1</p><p>Extintores de incêndio</p><p>Os extintores de incêndio são destinados ao combate do incêndio ainda na fase inicial. Os tipos</p><p>de aparelhos extintores estão diretamente relacionados ao agente extintor que está contido no interior</p><p>do recipiente</p><p>Classificação dos Extintores</p><p>Os extintores são classificados de acordo com as classes de incêndio.</p><p>- Extintor classe A: seu agente extintor é a água pressurizada. Seu uso é contra indicado em</p><p>incêndios de classes B, C e D.</p><p>- Extintor classe AB: o agente extintor presente é a espuma, obtida geralmente de reagentes</p><p>como água, bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio. Não pode ser utilizado em incêndios das classes</p><p>C e D.</p><p>- Extintor classe BC: contém pó químico, composto principalmente por bicarbonato de sódio ou</p><p>potássio. Os extintores de CO2 também estão classificados dentro dessa categoria, apesar de</p><p>diferenciar-se no que diz respeito a não deixar resíduos. Esses tipos são pouco eficientes em incêndios</p><p>classe A.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 8</p><p>- Extintor classe ABC: é geralmente constituído de pó químico de monofosfato de amônia. Seu</p><p>uso é vedado a incêndios classe D.</p><p>1.3.2.2 Mangotinho</p><p>São tubos flexíveis de borracha, reforçados para resistirem a pressões elevadas, dotados de</p><p>esguichos próprios. São acondicionados em viaturas em forma de carretel, o que permite uma ação</p><p>direta e rápida, assim como ocorre com uma linha pré-conectada.</p><p>São utilizados geralmente em situações que necessitem pequena quantidade de água com</p><p>grande pressão, no foco inicial (fase de ignição) quando este estiver próximo ao caminhão, bem como</p><p>podem ser utilizados em extinção completa de possíveis novos focos de incêndio em rescaldos.</p><p>1.3.2.3 Mangueira de combate a incêndio</p><p>É um equipamento de combate a incêndio constituído de um duto flexível dotado de juntas de</p><p>união nas extremidades do trecho, destinando-se a conduzir água sob pressão.</p><p>Classificação das Mangueiras</p><p>As mangueiras para combate a incêndio são classificadas pela norma ABNT 11861:1998, em cinco</p><p>tipos, de acordo com o tipo de edificação, na qual será utilizada, o tamanho, a pressão e o material de</p><p>fabricação:</p><p>Mangueira tipo 1: destina-se a edifícios de ocupação residencial. Utiliza pressão de trabalho</p><p>máxima de 980 kPa (10 kgf/cm2);</p><p>Mangueira tipo 2: designa-se a edifícios comerciais e industriais. Esse tipo de mangueira atua sob</p><p>pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2);</p><p>Mangueira tipo 3: utiliza-se na área naval, industrial e também no CBMSC, onde é indispensável</p><p>maior resistência à abrasão. Pode atuar sob pressão de trabalho máxima de 1.470 kPa (15 kgf/cm2);</p><p>Mangueira tipo 4: aplica-se à área industrial, onde é desejável maior resistência à</p><p>abrasão. Esse tipo de mangueira atua sob pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2); e</p><p>Mangueira tipo 5: destina-se à área industrial, onde é desejável uma alta resistência à abrasão.</p><p>Atua sob pressão de trabalho máxima de 1.370 kPa (14 kgf/cm2).</p><p>O quadro abaixo apresenta um resumo da classificação das mangueiras, apresentando as</p><p>características, pressão de trabalho e tipo de revestimento.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 9</p><p>Tipo Utilização Característica Pressão de trabalho Revestimento</p><p>1</p><p>Condomínios</p><p>residenciais</p><p>Utilização eventual 980 kPa (10 kgff/cm2) Um reforço têxtil</p><p>2</p><p>Indústria e Corpos de</p><p>Bombeiros</p><p>Utilização eventual</p><p>1370 kPa (14</p><p>kgff/cm2)</p><p>Um reforço têxtil</p><p>3</p><p>Área Naval e Corpos</p><p>de Bombeiros</p><p>Resistência à abrasão</p><p>1470 kPa (15</p><p>kgff/cm2)</p><p>Dois reforços têxteis</p><p>sobrepostos</p><p>4 Área industrial</p><p>Maior resistência à</p><p>abrasão</p><p>1370 kPa (14</p><p>kgff/cm2)</p><p>Um reforço têxtil e um</p><p>revestimento de</p><p>polímero</p><p>5 Área industrial</p><p>Alta resistência à</p><p>abrasão e</p><p>temperatura</p><p>1370 kPa (14</p><p>kgff/cm2)</p><p>Um reforço têxtil e um</p><p>revestimento de</p><p>polímero mais</p><p>reforçado</p><p>As mangueiras possuem em suas extremidades as juntas de união, que são peças metálicas que</p><p>possibilitam a conexão de uma mangueira com outra ou de uma mangueira com outros equipamentos</p><p>de combate a incêndios, como por exemplo, divisores, coletores, bocas expulsoras e emissoras de</p><p>bombas ou tanques. As juntas de união devem permitir acoplamento e desacoplamento rápidos.</p><p>1.3.2.4 Esguicho</p><p>A eficiência da água como agente extintor está diretamente ligada ao modo como esta é aplicada</p><p>sobre o fogo, podendo ter seu desempenho melhorado com o uso de esguichos. Estes equipamentos</p><p>permitem ao bombeiro definir a forma, direção e alcance do jato de água controlando de modo eficiente</p><p>a quantidade de água necessária para amenizar os danos causados pelo fogo.</p><p>Existem diversos modelos de esguicho os quais permitem diferentes características de jato</p><p>pretendido:</p><p>Esguicho agulheta:</p><p>Apresenta o corpo em forma de cone em cuja base possui uma união de engate rápido e na</p><p>extremidade oposta um encaixe para bocas móveis de diversos diâmetros, chamadas requintes. Seu</p><p>orifício de saída deve ser protegido contra choques que podem prejudicar seu desempenho. Esse tipo de</p><p>esguicho produz somente jato contínuo.</p><p>Esguicho regulável:</p><p>Possui um dispositivo especial que permite a produção de jatos contínuos e chuveiro. A escolha</p><p>do tipo de jato é controlada pelo próprio operador ao girar a parte móvel do esguicho.</p><p>Esguicho universal:</p><p>Recebe esse nome por permitir a produção de diferentes tipos de jatos: contínuo, chuveiro e</p><p>neblina (este último necessita de uma extensão especial para produzir a neblina).</p><p>Esguicho canhão:</p><p>Constituído de um corpo em forma de tronco de cone montado sobre uma base coletora e uma</p><p>junta móvel. Normalmente utilizado quando é necessário um jato contínuo de grande alcance e volume</p><p>de água. Também pode ser montado sobre uma viatura.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 10</p><p>Esguicho de pressão automática:</p><p>Neste o ajuste de vazão é feito através da manopla de abertura. Possui um dispositivo interno</p><p>que regula a variação de perda de carga com a mudança da vazão aplicada. Há, também, a possibilidade</p><p>de escolher o tipo de jato a ser utilizado (neblina, contínuo e chuveiro), bem como a interromper</p><p>imediatamente o fluxo em qualquer tipo de jato que estiver operando.</p><p>Esguicho de vazão selecionável:</p><p>Este modelo permite o ajuste manual da vazão em patamares definidos (30, 60, 95, 125, 200</p><p>GPM etc.), controle do jato de água (neblina, contínuo e chuveiro) e interrupção imediata do fluxo em</p><p>qualquer tipo de jato que esteja operando.</p><p>1.3.3 Acessórios hidráulicos</p><p>São acessórios utilizados em conjunto com os equipamentos hidráulicos destinados ao combate a</p><p>incêndio.</p><p>1.3.3.1 Junta de União Storz:</p><p>Peça metálica utilizada para unir as extremidades das linhas de mangueiras ou outros acessórios,</p><p>possuindo diâmetros de 2 1⁄2 polegadas (63 mm) ou de 1 1⁄2 polegada (38 mm).</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 11</p><p>1.3.3.2 Adaptador:</p><p>É uma peça metálica que serve para modificar expedições em fios de rosca (normalmente</p><p>presente em alguns hidrantes de parede ou públicos) em junta de união Storz (típica de mangueiras de</p><p>combate a incêndio) ou o inverso.</p><p>1.3.3.3 Redução:</p><p>Peça formada por juntas Storz em ambos os lados, sendo que, de um lado possui medida de 2</p><p>1⁄2 polegadas de diâmetro do outro lado mede de 1 1⁄2 polegada. Serve para unir peças que possuem</p><p>diâmetros diferentes.</p><p>1.3.3.4 Tampão:</p><p>Peça utilizada para vedar ou proteger hidrantes e bocas expulsoras ou admissoras de viaturas</p><p>quando não estão sendo utilizadas.</p><p>1.3.3.5 Divisor:</p><p>Peça metálica destinada a distribuir a água que sai de uma boca expulsora da viatura ou do</p><p>hidrante. Possui uma entrada, denominada boca de admissão, e duas ou três saídas, denominadas bocas</p><p>de expulsão.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 12</p><p>Enquanto a boca de admissão recebe a mangueira de diâmetro de 2 1⁄2 polegadas da ligação, as</p><p>bocas de expulsão conectam-se às mangueiras de 1 1⁄2 polegada das linhas. Estas peças possuem</p><p>registro(ou alavanca) para fechamento e abertura do fluxo de água em cada linha, permitindo a</p><p>utilização de água de forma independente nas linhas</p><p>de ataque.</p><p>1.3.3.6 Coletor</p><p>São peças metálicas que permitem canalizar a água de duas fontes diferentes, convertendo-as</p><p>para uma única saída. É semelhante ao aparelho divisor, porém com a função inversa. Utilizado quando a</p><p>operação exige grande volume de água e/ou emprego de mais de um reservatório.</p><p>1.4. Técnicas de Combate a Incêndio</p><p>1.4.1 Operações com Extintores</p><p>A operação do extintor deve ser realizada com cuidado, observando-se as normas de uso e</p><p>seguindo a seguinte ordem:</p><p>- localizar o aparelho extintor mais próximo que seja mais adequado à classe do incêndio;</p><p>- transportar o aparelho extintor até próximo ao foco inicial do incêndio, posicionando-o na</p><p>vertical, segurando-o pela alça de transporte. O extintor deve ser utilizado sempre na posição vertical,</p><p>pois há o risco de não funcionar adequadamente.</p><p>- posicionar-se sempre a favor do vento antes de acionar o aparelho;</p><p>- romper o lacre e retirar o pino de segurança do aparelho;</p><p>- empunhar a mangueira e aproximar-se do foco do incêndio cuidadosamente;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 13</p><p>- apertar o gatilho e movimentar o jato em forma de leque, atacando a base do fogo, procurando</p><p>cobrir toda a área em chamas de forma sequencial e progressiva;</p><p>- ao final, é necessário assegurar que não ocorra reignição do foco. Vale lembrar que,</p><p>dependendo do tamanho do foco de incêndio, mais de um extintor poderá ser necessário para</p><p>completar a extinção e rescaldo.</p><p>Vídeo manuseio extintor</p><p>1.4.2 Operação com Sistema Hidráulico Preventivo</p><p>A utilização desse sistema não apresenta um grau de dificuldade mais avançado do que o uso de</p><p>extintores, para utilizá-lo basta lançar as mangueiras, conectar os esguichos e abrir o registro para</p><p>expelir água para o foco do incêndio.</p><p>A seguir abordaremos aspectos importantes para a utilização eficiente do SHP.</p><p>1.4.2.1 Manipulação das Mangueiras</p><p>O acondicionamento das mangueiras também pode interferir na durabilidade deste</p><p>equipamento. É importante lembrar também que quando uma mangueira permanecer guardada por</p><p>muito tempo, deve-se buscar uma forma de armazenagem que evite a formação de vincos e dobras que</p><p>podem deteriorar pontos da mangueira, principalmente seu duto interno. Nesse caso, é indicado que</p><p>esse equipamento seja acondicionado em formato de espiral, com uma junta de união no centro e outra</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 14</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=D8YYQ5K0bC4</p><p>na extremidade. Nesta posição, não há formação de dobras e o espaço que a mangueira ocupa é</p><p>reduzido.</p><p>Tipos Acondicionamento de Mangueiras</p><p>1.4.2.2 Transporte</p><p>O transporte das mangueiras variam de acordo com a forma como estão acondicionadas. As</p><p>mangueiras aduchadas são geralmente transportadas sobre o ombro ou sob o braço, junto ao corpo.</p><p>Uma terceira possibilidade de transporte é carregar pela mão.</p><p>Já as mangueiras acondicionadas em zigue-zague, recomenda-se transportar somente</p><p>sobre os ombros em forma de feixes, o que facilita o transporte e o lançamento, contudo pode-se</p><p>transportá-la sobre o antebraço ou ainda sobre o cilindro do EPR quando o bombeiro já estiver</p><p>equipado. Esta última possibilidade permite que o bombeiro fique com as duas mãos livres.</p><p>1.4.2.3 Montagem de Estabelecimento e utilização do SHP</p><p>Antes de utilizar o SHP você deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193,</p><p>desligar a energia elétrica e verificar se no combustível atingido pode ser utilizada água para extinção.</p><p>Após isso, inicie a montagem do estabelecimento.</p><p>A montagem de estabelecimento, juntamente com a escolha dos jatos adequados para aplicação</p><p>das técnicas de controle e extinção de incêndios, constituem os elementos que conceituam a operação</p><p>de controle e extinção dos incêndios estruturais. Sendo, portanto, a etapa fundamental para o combate</p><p>a incêndios.</p><p>Para que a montagem de estabelecimento aconteça corretamente é necessário o correto</p><p>emprego da técnica no lançamento e conexão das linhas de mangueiras, seu dimensionamento</p><p>adequado ao tipo de ocorrência e rapidez e precisão dos bombeiros na execução das ações. Além disso,</p><p>o entrosamento entre combatentes, comandante de operações e operador da bomba podem influenciar</p><p>no sucesso da montagem.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 15</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=d7oJiDQz0Qg</p><p>1.4.2.4 Classificação das Mangueiras do SHP quanto à função</p><p>Linha Adutora: conjunto de mangueiras que leva a água da admissão (seja de uma viatura,</p><p>hidrante ou de outra fonte) até um divisor, que distribuirá a água para outras mangueiras.</p><p>Linha de Ataque: mangueira(s) conectada(s) de um divisor até um esguicho, empregada</p><p>diretamente no combate ao incêndio.</p><p>Linha de Segurança: mangueira(s) conectada(s) de um divisor até um esguicho, visando proteger</p><p>os bombeiros que operam uma linha de ataque que está efetuando o combate.</p><p>1.4.2.5 Classificação das Mangueiras do SHP quanto ao tipo</p><p>Linha Direta: quando há apenas uma linha de mangueira entre a admissão de água e o esguicho.</p><p>Linhas de Ataque: quando há mais de uma linha de mangueira entre a admissão de água e o</p><p>esguicho, onde as linhas são fracionadas após o divisor. Normalmente trabalha-se com duas linhas após</p><p>o divisor, que são denominadas linhas da direita e da esquerda (e linha do centro e houver três saídas do</p><p>divisor).</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 16</p><p>Linha Siamesa: quando há duas ou mais linhas adutoras, conectadas a um coletor, para uma</p><p>linha de ataque.</p><p>1.4.2.6 Conservação e Manutenção</p><p>Como existem vários tipos de dutos, camadas e revestimentos, a manutenção das mangueiras</p><p>deve seguir as orientações dos respectivos fabricantes.</p><p>Para que as mangueiras não criem vincos permanentes, após limpas e acondicionadas,</p><p>recomenda-se retirá-las da gaveta do caminhão, esticar e aduchá-las no sentido oposto, ou iniciar o</p><p>zigue-zague pela outra ponta, no máximo uma vez a cada duas semanas.</p><p>Antes do uso operacional</p><p>As mangueiras novas devem ser armazenadas na forma de espiral, em local arejado, livre de</p><p>umidade, mofo e protegidas da exposição direta de raios solares. É importante não as deixar</p><p>armazenadas por muito tempo, sem utilização. Neste sentido, é necessário descondicionar, testar e</p><p>reacondicionar as mangueiras, no máximo, a cada três meses, a fim de evitar a formação de vincos nos</p><p>pontos de dobra.</p><p>Antes da distribuição das mangueiras para o uso operacional deve-se pressurizá-las para verificar</p><p>possíveis furos, bem como testar as conexões das juntas de união por meio do acoplamento com outras</p><p>juntas.</p><p>Caso seja identificado algum furo ou problemas de conexão, a mangueira deve ser manutenida</p><p>ou substituída.</p><p>Durante o uso operacional</p><p>A respeito do uso operacional é necessário evitar:</p><p>- arrastar as mangueiras sobre superfícies ásperas ou de bordas vivas que possam vir a ocasionar</p><p>o rompimento da mangueira, especialmente quando estiverem pressurizadas;</p><p>- contato direto das mangueiras com superfícies aquecidas;</p><p>- contato com substâncias que possam atacar quimicamente o duto da mangueira (derivados de</p><p>petróleo, ácidos etc.);</p><p>- que as juntas de união sofram batidas, visto que poderá vir a prejudicar o acoplamento;</p><p>- mudanças bruscas de pressão interna provocadas pelo fechamento rápido de expedições ou</p><p>esguichos. Tais mudanças podem danificar mangueiras ou outros equipamentos.</p><p>Após o uso operacional</p><p>É importante lembrar de alguns procedimentos necessários após o uso operacional, são eles:</p><p>- lavar as mangueiras com água pura e escova de cerdas macias, conforme as orientações do</p><p>fabricante;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 17</p><p>- mangueiras atingidas por óleo, graxa ou ácidos podem ser lavadas com o uso de água morna,</p><p>sabão neutro ou outro produto recomendado pelo fabricante;</p><p>- após a lavação, as mangueiras devem ser postas a secar, suspensas num plano vertical por uma</p><p>das juntas, ou por uma dobra nomeio, ficando ambas as juntas voltadas para baixo. Podem também</p><p>secar sobre plano inclinado. O processo de secagem deve ser feito</p><p>à sombra e em local ventilado.</p><p>- ao serem recolhidas, submeter as mangueiras à inspeção visual na lona e nas juntas de união;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 18</p><p>2 ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR</p><p>Certamente você já ouviu falar sobre primeiros socorros ou atendimento pré-hospitalar, e</p><p>possivelmente já tenha passado por alguma situação em que precisou auxiliar ou até mesmo socorrer</p><p>alguém em uma situação de emergência.</p><p>Podemos definir primeiros socorros como o atendimento prestado às vítimas de acidente ou mal</p><p>súbito, antes da chegada do socorrista, ou seja, profissional qualificado da área da saúde ou equipe</p><p>especializada em atendimento pré-hospitalar. Os primeiros socorros também podem ser conceituados</p><p>como as medidas iniciais e imediatas aplicadas a uma vítima fora do ambiente hospitalar, executadas por</p><p>pessoas treinadas para realizar a manutenção dos sinais vitais e evitar o agravamento das lesões já</p><p>existentes.</p><p>Neste módulo vamos abordar conceitos, apresentar protocolos e procedimentos que são</p><p>adotados nas situações que envolvem o atendimento de pessoas em situação de emergência por trauma</p><p>ou por alterações clínicas. Todo trauma ou lesão e toda doença ou emergência médica, se manifesta de</p><p>forma peculiar no corpo humano por meio dos sinais e sintomas, assunto que abordaremos a seguir.</p><p>2.1 Sinais Vitais e Sintomas</p><p>A maioria das alterações fisiológicas que ocorrem no corpo humano podem ser constatadas por</p><p>meio dos sinais vitais que são indicadores do funcionamento dos órgãos e os sintomas, que são</p><p>sensações que a vítima é capaz de descrever. Podemos então dizer que:</p><p>Sinal: é uma manifestação clínica reconhecível pelo socorrista por meio da observação ou</p><p>aferição direta do paciente durante o exame (ex.: temperatura, pulso, palidez, frequência respiratória</p><p>etc.).</p><p>Sintoma: é uma queixa subjetiva do paciente em relação ao que ele está sentindo, sendo que ela</p><p>só pode ser conhecida pelo socorrista se for verbalizada (ex.: dor, mal estar, cansaço etc.).</p><p>É importante compreender que os sinais vitais e diagnósticos diferem com a idade, por isso</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 19</p><p>devemos ter em mente que durante o atendimento de uma ocorrência, lactentes e crianças deverão ter</p><p>um atendimento diferenciado. No geral, adolescentes e adultos são tratados com as mesmas técnicas ou</p><p>procedimentos.</p><p>A seguir, veremos algumas definições dos sinais vitais e dos sinais diagnósticos mais comuns.</p><p>Entenderemos como sua observação adequada se torna imprescindível para um primeiro atendimento.</p><p>2.1.1 Estado de consciência</p><p>Normalmente, uma pessoa está alerta, orientada e responde aos estímulos verbais e físicos.</p><p>Qualquer alteração deste estado pode ser indicativo de doença ou trauma. O estado de consciência é</p><p>provavelmente o sinal isolado mais seguro na avaliação do sistema nervoso de uma pessoa. Uma</p><p>alteração no estado de consciência de uma pessoa pode ser caracterizada por uma leve confusão mental</p><p>até um coma profundo. Para aferir o estado de consciência você deve realizar a avaliação de respostas</p><p>lógicas, tais como: nome, idade, nome da mãe, entre outros.</p><p>2.1.2 Respiração</p><p>A frequência respiratória deve ser avaliada por meio da observação dos movimentos</p><p>respiratórios de expansão e relaxamento do tórax e abdômen, verificando velocidade e profundidade</p><p>dos movimentos respiratórios.</p><p>Quando normal ocorre de maneira fácil, sem esforço e sem dor. A frequência (mais rápida ou</p><p>mais lenta) pode variar bastante e a amplitude também (mais superficial ou mais profunda). Acompanhe</p><p>a seguir o guia para aferir a respiração, observando que mrm refere-se a movimentos respiratórios por</p><p>minuto.</p><p>Quadro: Valores normais de frequência respiratória.</p><p>PÚBLICO</p><p>MOVIMENTOS</p><p>RESPIRATÓRIOS / MIN</p><p>Adultos 12-20 mrm</p><p>Crianças 20-40 mrm</p><p>Lactentes 40-60 mrm</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>2.1.3 Saturação de oxigênio</p><p>Embora a Saturação de oxigênio (SaO2) não seja utilizada para avaliar a presença (ou ausência)</p><p>de um sinal vital, ela é útil para avaliar a qualidade da respiração. E, com o advento do oxímetro digital,</p><p>ela é aferida também nesse momento na avaliação do paciente.</p><p>A oximetria de dedo é a maneira mais rápida de medir quanto oxigênio seu sangue está</p><p>transportando. O nível de oxigênio mensurado com um oxímetro é chamado de nível de saturação de</p><p>oxigênio. A SaO2 é a porcentagem de oxigênio que seu sangue está transportando, sendo considerado</p><p>normal valores entre 95% a 100%.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 20</p><p>Figura 1 - Oxímetro de dedo</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>2.1.4 Frequência cardíaca</p><p>É a expansão e o relaxamento das paredes das artérias devido à propagação de uma onda de</p><p>sangue ejetada pela contração do coração.</p><p>As alterações na frequência e no volume do pulso representam dados importantes nos primeiros</p><p>socorros. Um pulso rápido e fraco geralmente é resultado de um estado de choque por perda sanguínea,</p><p>assim como a ausência de pulso pode significar, por exemplo, que um vaso sanguíneo está bloqueado ou</p><p>até uma parada cardíaca.</p><p>A aferição em adultos e crianças deve ser feita por meio da palpação do pulso carotídeo e em</p><p>lactentes por meio da palpação do pulso braquial em lactentes. A avaliação deste parâmetro deve levar</p><p>em conta a velocidade (frequência de batidas) e a qualidade (intensidade) da pulsação identificada.</p><p>Medida de referências para aferição de pulsação:</p><p>Quadro: Valores normais de frequência cardíaca.</p><p>PÚBLICO BATIMENTOS/MIN</p><p>Adultos 60-100 bpm</p><p>Crianças 80-140 bpm</p><p>Lactentes 85-190 bpm</p><p>Fonte: CBMSC.</p><p>O pulso é mais facilmente palpável nos</p><p>locais onde artérias mais calibrosas estão</p><p>posicionadas próximas da pele e sobre um</p><p>componente rígido. Os locais mais comumente</p><p>utilizados para aferição são: artéria carótida,</p><p>artéria braquial, artéria radial, artéria femoral,</p><p>artéria dorsal do pé e artéria tibial posterior</p><p>(Figura 2).</p><p>Figura 2: Localização dos pontos de verificação de pulso</p><p>Fonte: CBMSC.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 21</p><p>2.1.5 Pressão Arterial</p><p>Pode ser conceituada como a pressão exercida pelo sangue circulante contra as paredes internas</p><p>das artérias. A Pressão Arterial (PA) é medida em dois níveis, a PA sistólica e a PA diastólica. A PA sistólica</p><p>está relacionada à grande circulação, ou seja, ao envio de sangue para as mais diversas e extremas</p><p>partes do corpo. A PA diastólica está relacionada à pequena circulação, ou seja, ao envio de sangue do</p><p>coração para o pulmão, onde ocorre o processo de troca gasosa denominado hematose. Temos, então,</p><p>que a pressão arterial é diretamente influenciada pela força do batimento cardíaco.</p><p>Quadro X - Valores normais de Pressão Arterial (PA).</p><p>PÚBLICO SISTÓLICA (PAS) DIASTÓLICA (PAD)</p><p>Adultos 100 a 140 60 a 90</p><p>Crianças e</p><p>adolescentes</p><p>80 + 2 por idade (aprox.)</p><p>Aproximadamente</p><p>2/3 da PAS</p><p>03 a 05 anos</p><p>06 a 10 anos</p><p>11 a 14 anos</p><p>Média de 99 (78 a 116)</p><p>Média de 105 (80 a 122)</p><p>Média de 114 (88 a 140)</p><p>Média de 55</p><p>Média de 57</p><p>Média de 59</p><p>Fonte: O’KEFFE, Mickael F. Emergency Care. New Jersey, 8 Ed.,BRADY, 1998.</p><p>2.1.6 Temperatura</p><p>É a diferença entre o calor produzido e o calor perdido pelo corpo humano. A temperatura</p><p>normal de uma pessoa geralmente fica entre 36,0 e 37,0 graus Celsius. A pele é responsável, em grande</p><p>parte, pela regulação da temperatura corporal, irradiando o calor através dos vasos sanguíneos</p><p>subcutâneos e evaporando água sob forma de suor. Em um atendimento de emergência muitas vezes</p><p>não é possível utilizar termômetros, mas podemos realizar uma verificação da temperatura relativa da</p><p>pele colocando o dorso da mão sobre a pele da vítima (na testa, tórax ou abdômen) para estimar a</p><p>temperatura relativa da pele pelo tato.</p><p>A variação de temperatura do corpo de adultos (estado térmico - temperatura em °C) se dá do</p><p>seguinte modo:</p><p>Quadro X - Variação de Temperatura</p><p>ESTADO TÉRMICO TEMPERATURA (ºC)</p><p>Subnormal 34-36</p><p>Normal 36-37</p><p>Estado febril 37-38</p><p>Febre 38-39</p><p>Febre alta 39-40</p><p>Febre muito alta 40-41</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>A temperatura deve ser verificada por meio da colocação</p><p>do dorso da mão nua sobre a pele do</p><p>paciente (preferencialmente na testa), ou por meio de termômetro. O socorrista estima a temperatura</p><p>relativa da pele pelo tato. Convém recordar que a pele é a grande responsável pela regulação da</p><p>temperatura e poderá apresentar-se normal, quente ou fria, úmida ou seca. Com relação a coloração, a</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 22</p><p>pele poderá estar normal, pálida, cianótica ou ruborizada.</p><p>- Uma pele pálida, branca, indica circulação insuficiente e é vista geralmente nas vítimas de</p><p>choque hipovolêmico ou com infarto agudo do miocárdio.</p><p>- Na pele ruborizada poderá haver uma cor levemente rosada no envenenamento por monóxido</p><p>de carbono (CO) e vermelha na insolação.</p><p>- Uma cor azulada é observada na insuficiência cardíaca, na obstrução de vias aéreas e também</p><p>em alguns casos de envenenamento.</p><p>Alguns fatores podem alterar a temperatura corporal, tais como: idade, prática de exercícios,</p><p>nível hormonal, ambiente, ritmo cardíaco e até mesmo alguma situação de estresse. Fique sempre</p><p>atento!</p><p>2.1.7 Pupilas</p><p>As pupilas podem variar em tamanho, simetria e resposta à luz. Em condições normais, as pupilas</p><p>devem apresentar o mesmo diâmetro e possuir contornos regulares, no entanto é possível determinar</p><p>alterações de estado observando a mudança de normalidade nas pupilas, como por exemplo:</p><p>- Pupilas contraídas podem indicar lesão no Sistema Nervoso Central ou uso de drogas;</p><p>- Pupilas assimétricas podem ser indícios de Traumatismo Cranioencefálico (TCE) ou Acidente</p><p>Vascular Cerebral (AVC);</p><p>- Pupilas dilatadas podem ocorrer em caso de pouca luz, anóxia (falta de oxigênio) ou hipóxia</p><p>(pouco oxigênio), inconsciência, estado de choque, hemorragia, parada cardíaca ou traumatismo</p><p>cranioencefálico.</p><p>Figura 3 - Exemplos de estado das pupilas</p><p>Pupilas normais</p><p>Isocoria (tamanhos iguais) com diâmetros normais</p><p>Pupilas contraídas</p><p>Miose (diâmetros reduzidos)</p><p>Pupilas dilatadas</p><p>(diâmetro aumentado)</p><p>Isocoria e midríase bilateral</p><p>Pupilas desiguais</p><p>(diâmetros diferentes)</p><p>Anisocoria com miose à direita</p><p>Fonte: CBMSC</p><p>Lembre-se que as pupilas devem ser observadas contra a luz, de uma fonte lateral ou à luz</p><p>ambiente, preferencialmente em ambiente escurecido.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 23</p><p>2.2. Atendimento em Situações de Emergência</p><p>Agora que você já conhece e identifica os sinais e sintomas. Vamos falar sobre os tipos de</p><p>emergências e os protocolos para abordagem, avaliação e Atendimento Pré-Hospitalar (APH).</p><p>2.2.1 Tipos de Emergências</p><p>Dependendo da causa, se externa ou não, uma ocorrência de APH pode ser classificada em uma</p><p>emergência de trauma ou emergência clínica. A seguir, serão abordados alguns aspectos específicos de</p><p>cada uma dessas duas situações.</p><p>2.2.1.1 Emergências de trauma</p><p>O trauma caracteriza lesões causadas por uma força externa devido a acidentes ou violência.</p><p>Entre as causas mais comuns de trauma de maior gravidade estão os acidentes veiculares, os</p><p>atropelamentos, os ferimentos por arma de fogo e por arma branca, as quedas de altura, as</p><p>queimaduras, os afogamentos e a agressão interpessoal.</p><p>A maneira como o corpo humano troca energia com o mecanismo de lesão durante um acidente</p><p>é determinante na compreensão dos mecanismos de trauma e na determinação das possíveis lesões</p><p>apresentadas pelo paciente. Dessa forma, um trauma pode ser categorizado de acordo com o</p><p>mecanismo de lesão que o causa: trauma fechado, trauma aberto ou a combinação de ambos.</p><p>2.2.1.2 Emergências clínicas</p><p>As emergências clínicas são estados graves de saúde que não foram causados por nenhum fator</p><p>externo e são, normalmente, consequências de doenças pré-existentes, cuja causa não inclui violência</p><p>sobre a vítima. Caso o paciente esteja se sentindo mal ou apresentando sinais vitais atípicos, deve-se</p><p>assumir que ele está tendo uma emergência clínica.</p><p>As emergências clínicas podem ser de diversos tipos, como respiratórias (ex.: asma), cardíacas</p><p>(ex.: infarto), neurológicas (ex.: síncope), entre outras (ex.: diabetes).</p><p>Agora que já falamos sobre os tipos de emergências, vamos adiante e aprender de que forma</p><p>devemos agir a partir da identificação de uma situação de emergência.</p><p>2.2.2 Avaliação Geral</p><p>Ao se deparar com alguém em uma situação de emergência, você deve primeiramente fazer uma</p><p>avaliação geral da situação de modo a identificar e corrigir de imediato os problemas que ameaçam a</p><p>vida da vítima a curto prazo. É importante que você saiba que deve realizar o processo de avaliação em</p><p>duas etapas:</p><p>2.2.2.1 Avaliação ou dimensionamento da cena</p><p>Avaliar a cena significa realizar a observação do local da emergência detalhadamente, atentando</p><p>para adoção de medidas de proteção pessoal e em seguida, verificar as condições de segurança da</p><p>vítima e de terceiros, observando alguns aspectos importantes que podem influenciar no atendimento.</p><p>Nesse momento observa-se também os mecanismos de trauma ou a natureza da doença e a quantidade</p><p>de vítimas e da necessidade do acionamento de recursos adicionais.</p><p>Além disso, muitas ocorrências podem oferecer riscos, os quais podem comprometer não só a</p><p>sua integridade física, mas também da vítima ou mesmo de outras pessoas que estiverem próximas,</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 24</p><p>como por exemplo, eletricidade, desabamento, vazamento de produtos químicos etc. Nesses casos, é</p><p>necessário eliminar os riscos antes de atender a vítima. Cabe lembrar que, se os riscos presentes na cena</p><p>da emergência comprometerem a segurança do atendimento, você deverá acionar os órgãos</p><p>responsáveis pela atuação em casos específicos, a isso chamamos de solicitação de recursos adicionais,</p><p>que pode incluir solicitar a empresa de energia elétrica para desligar a rede, defesa civil, ou outros</p><p>órgãos ou instituições.</p><p>2.2.2.2 Avaliação geral da vítima</p><p>É o processo ordenado para identificar e corrigir, de imediato, problemas que ameacem a vida a</p><p>curto prazo. Sua realização envolve formar uma impressão geral da vítima avaliando os seus sinais vitais.</p><p>Para realizar a avaliação, siga os seguintes passos:</p><p>- Forme uma impressão geral da vítima, tentando verificar se a pessoa sofreu um trauma ou</p><p>emergência médica (doenças em geral);</p><p>- Se for vítima de trauma, procure por grandes hemorragias externas buscando contê-las;</p><p>- Avalie o nível de consciência da vítima (se está alerta, atende a estímulos verbais ou físicos ou</p><p>se não responde);</p><p>- Avalie a permeabilidade das vias aéreas (ou seja, a existência de passagem de ar pelo nariz e/ou</p><p>boca) bem como a coluna cervical (presença de deformidade);</p><p>- Observe a respiração da vítima verificando se há movimentos respiratórios (normalmente,</p><p>ocorre a elevação do tórax e abdômen);</p><p>- Em caso de trauma, suspeite que pode haver hemorragias internas. Faça uma inspeção visual e</p><p>observe os sinais vitais;</p><p>- Determine a prioridade do transporte, verificando se a vítima pode ser atendida no local da</p><p>emergência ou deve ser conduzida imediatamente para atendimento médico especializado, em um</p><p>hospital;</p><p>- Se for vítima de emergência clínica, verifique os sinais vitais e sintomas. Se necessário, acione</p><p>um serviço de emergência (ligue 192/193) ou conduza imediatamente para atendimento médico</p><p>especializado.</p><p>A seguir conheceremos algumas emergências clínicas e veremos como pode ser realizado o</p><p>atendimento a algumas destas emergências.</p><p>2.3. Emergências de Trauma e Queimaduras</p><p>Nesta lição vamos falar sobre algumas emergências relacionadas à lesões musculoesqueléticas,</p><p>como o entorse, a luxação e a fratura, bem como as ações relacionadas a estas emergências.</p><p>Abordaremos também aspectos relacionados às queimaduras, como as classificações e</p><p>tratamentos.</p><p>A fim de identificar e tratar corretamente cada uma dessas lesões, o socorrista deve conhecer as</p><p>características de cada uma e saber como realizar adequadamente o atendimento.</p><p>2.3.1 Entorse</p><p>Entorses normalmente são causadas por uma situação na qual a articulação faz um movimento</p><p>além da amplitude de movimento normal.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 25</p><p>Externamente, as entorses podem ser confundidas com uma luxação ou até mesmo uma fratura.</p><p>Na avaliação, o socorrista pode identificar hematoma, edema, dor e impotência funcional parcial ou total</p><p>na extremidade que sofreu o entorse.</p><p>No ambiente pré-hospitalar, é razoável imobilizar uma suspeita de entorse assumindo que seja</p><p>uma fratura. Sendo assim, o tratamento geral de uma suspeita de entorse deve incluir imobilizar a</p><p>extremidade lesionada e transportar o paciente ao hospital.</p><p>2.3.2 Fratura</p><p>Podemos conceituar fratura como a ruptura total ou parcial de um osso. Podem ser causadas por</p><p>quedas, pancadas e acidentes, mas também podem ser resultados de patologias que causam o</p><p>enfraquecimento dos ossos como osteoporose e tumores ósseos.</p><p>2.3.2.1 Tipos de fraturas</p><p>Fratura fechada (simples): em que a pele não foi perfurada pelas extremidades ósseas que estão</p><p>quebradas.</p><p>Fratura aberta (exposta): quando o osso se quebra atravessando a pele ou existe uma ferida</p><p>associada que se estende desde o osso fraturado até a pele (ou seja, o osso normalmente é visível).</p><p>2.3.2.2 Sinais e sintomas relacionados às fraturas</p><p>- dor intensa;</p><p>- deformidade do membro no qual sente dor (formato estranho do membro em local onde não</p><p>há articulação);</p><p>- crepitação (barulho em função do atrito dos ossos fraturados quando a vítima se move ou tenta</p><p>se mover);</p><p>- fragmentos expostos (em fratura exposta);</p><p>- inchaço e coloração diferente no local da fratura, normalmente associado à impotência</p><p>funcional do membro (como outro marcado, não obedece os movimentos desejados pela vítima).</p><p>Diante da dificuldade de distinção entre entorse, luxação e fratura, você pode usar um processo</p><p>que irá ajudá-lo na sua tomada de decisão para o acionamento do serviço de emergências médicas.</p><p>Havendo qualquer sinal de dor, edema (Inchaço), deformidade e impotência funcional, acione o Serviço</p><p>de Emergências Médicas.</p><p>Quanto menos movimentar o local da fratura, menos dor a vítima sente. Para isso você deve</p><p>seguir algumas orientações no atendimento de vítimas com fraturas:</p><p>- acionar o serviço de emergência o mais rápido possível;</p><p>- deixar a vítima tranquila, informando tudo que está sendo feito;</p><p>- expor o local da fratura (cortar ou rasgar as roupas para poder visualizar o ferimento) e</p><p>controlar sangramentos se houver;</p><p>- jamais tentar reposicionar pedaços de ossos que não estão no seu devido lugar;</p><p>- só deve imobilizar se estiver seguro e sempre com alguém estabilizando o membro, procurar</p><p>manter o local da fratura o mais imóvel possível. Se necessário, é possível usar material rígido (tala de</p><p>madeira ou similar, desde que esteja em condições mínimas de higiene) em conjunto com algum</p><p>material para fixação (pedaço de roupa, atadura, pano), para fazer uma amarração no local que limite</p><p>movimentos do membro ou local fraturado;</p><p>- imobilizar uma articulação antes e uma depois do local lesionado.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 26</p><p>2.3.3 Luxação</p><p>Uma luxação ocorre quando há a separação de dois ossos na articulação, resultante da ruptura</p><p>significativa dos ligamentos que normalmente oferecem estrutura de suporte e estabilidade a uma</p><p>articulação. As luxações produzem muita dor e podem ser difíceis de diferenciar de uma fratura sem</p><p>uma radiografia, sendo que o diferencial na avaliação é a deformidade anatômica causada na</p><p>articulação.</p><p>Na avaliação de uma luxação, o socorrista pode identificar sinais como hematoma, deformidade,</p><p>edema, dor e impotência funcional total na extremidade lesionada.</p><p>Como regra, as suspeitas de luxação devem ser imobilizadas na posição encontrada, seguindo os</p><p>mesmos procedimentos utilizados na imobilização de entorse e fratura.</p><p>2.3.4 Queimaduras</p><p>Se você parar para pensar um pouco, com certeza já se queimou alguma vez. Algumas</p><p>queimaduras podem ser superficiais e em poucos dias a pele já está recuperada, mas em casos mais</p><p>severos, o tratamento especializado é imprescindível.</p><p>Queimaduras são lesões provocadas nos tecidos de revestimento do organismo. Elas podem ter</p><p>causa térmica (calor ou frio), química, elétrica e ainda ter origem em forte incidência de luz e de material</p><p>radioativo. São classificadas de acordo com a profundidade que atingem o organismo e/ou de acordo</p><p>com a superfície corporal total queimada (SCTQ).</p><p>Quanto maior a profundidade, maior o grau e maior a gravidade da queimadura. Sendo assim</p><p>classificada em 4 graus:</p><p>2.3.4.1 Queimadura de 1º grau</p><p>Atinge somente a camada mais externa ou superficial da pele (epiderme). Resulta em dor local e</p><p>vermelhidão na área atingida.</p><p>2.3.4.2 Queimadura de 2º grau</p><p>Envolve a epiderme e porções variadas da derme. Além de provocar fortes dores, resulta na</p><p>formação de bolhas no local.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 27</p><p>2.3.4.3 Queimadura de 3º grau</p><p>Compromete toda a espessura da pele. Em virtude da destruição das terminações nervosas no</p><p>local, ali não se sente dor. Resulta em uma pele seca, dura, esbranquiçada com aparência semelhante a</p><p>couro (independentemente da raça ou cor da pele do indivíduo), ladeada por área de vermelhidão.</p><p>2.3.4.4 Queimadura de 4º grau</p><p>Compromete não somente as camadas da pele, mas também o tecido adiposo, músculos, ossos</p><p>ou órgãos internos, caracterizando-se pela carbonização do tecido.</p><p>Muitas vezes os acidentes com queimadura envolvem água e/ou óleo quente. Mas podem</p><p>também ocorrer pelo uso de álcool e outros produtos inflamáveis, ou contato direto com a chama. Para</p><p>o tratamento durante os primeiros socorros em casos de queimaduras menores você deve:</p><p>- acionar o SEM;</p><p>- expor e resfriar a área queimada imediatamente. O melhor é submergir a área queimada em</p><p>água corrente (15o C) por cerca de 3 a 5 minutos;</p><p>- cobrir o ferimento com um curativo úmido, frouxo e estéril;</p><p>- retirar anéis, braceletes, cintos de couro, sapatos etc;</p><p>- oferecer suporte emocional à vítima. Em casos de queimaduras maiores tome as seguintes</p><p>atitudes:</p><p>- acione imediatamente o SEM;</p><p>- inicialmente detenha o processo da lesão (se for fogo na roupa, use a técnica do PARE, DEITE e</p><p>ROLE);</p><p>- avalie a vítima e mantenha suas vias aéreas permeáveis, observando a frequência e qualidade</p><p>da respiração;</p><p>- exponha a área queimada e aplique um curativo estéril e não aderente cobertos por um tecido</p><p>limpo;</p><p>- não obstrua a boca e o nariz;</p><p>- não umidifique o curativo pelo risco de instalação de um quadro de hipotermia;</p><p>- não aplique qualquer tipo de creme, pomada ou antibióticos tópicos convencionais;</p><p>- utilize curativos específicos para queimaduras (caso disponha);</p><p>- providencie cuidados especiais para queimaduras nos olhos, cobrindo-os com curativo estéril</p><p>úmido;</p><p>- tome cuidado para não juntar dedos queimados separando-os com curativos estéreis;</p><p>- ofereça suporte emocional à vítima;</p><p>- previna o choque monitorando os sinais vitais da vítima até a chegada do socorro.</p><p>2.4. Emergências Clínicas</p><p>Nesta lição vamos abordar algumas emergências clínicas, ou condições graves de saúde que não</p><p>foram causadas por nenhum fator externo e, normalmente, estão associadas a doenças pré-existentes.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 28</p><p>2.4.1 Emergências Clínicas Respiratórias</p><p>2.4.1.1 Insuficiência respiratória</p><p>Insuficiência Respiratória é uma alteração no padrão respiratório acompanhada de dispneia, ou</p><p>seja, dificuldade para respirar.</p><p>Um paciente com insuficiência respiratória pode apresentar dificuldade respiratória, sensação de</p><p>cansaço, ansiedade ou agitação, sons atípicos durante a respiração, tosse, cianose, formigamento e</p><p>redução do nível de consciência.</p><p>Tratamento pré-hospitalar da Insuficiência Respiratória</p><p>- transmitir segurança ao paciente;</p><p>- afrouxar suas roupas;</p><p>- posicionar o paciente na maca articulada, sem prancha rígida, em decúbito dorsal com a</p><p>cabeceira elevada;</p><p>- administrar oxigênio;</p><p>- monitorar a vítima com oxímetro de pulso;</p><p>- observar se ocorre redução do nível de saturação de oxigênio (</p><p>Nestes casos, transporte o paciente imediatamente para o hospital ou solicite apoio da</p><p>unidade de suporte avançado de vida.</p><p>2.4.1.2 Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)</p><p>É uma doença pulmonar inflamatória e crônica que causa obstrução do fluxo de ar dos pulmões.</p><p>Enfisema Pulmonar e Bronquite Crônica são as duas condições mais comuns que contribuem para</p><p>a DPOC.</p><p>A maioria dos portadores de DPOC, com o manejo adequado, pode obter um bom controle dos</p><p>sintomas e qualidade de vida, assim como reduzir o risco de outras condições associadas.</p><p>Um paciente acometido por DPOC pode apresentar falta de ar, especialmente durante atividades</p><p>físicas, chiado e aperto no peito, tosse crônica que pode produzir muco (expectoração), lábios ou leitos</p><p>das unhas cianóticos, infecções respiratórias frequentes, falta de energia, perda de peso não intencional</p><p>e inchaço nos tornozelos, pés ou pernas.</p><p>Além disso, pessoas com DPOC também são propensas a episódios chamados de exacerbações,</p><p>durante os quais seus sintomas se tornam piores do que o normal na variação diária e persistem por</p><p>vários dias.</p><p>Tratamento pré-hospitalar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</p><p>- transmitir segurança ao paciente;</p><p>- afrouxar as roupas;</p><p>- posicionar o paciente na maca articulada, sem prancha rígida, em decúbito dorsal com a</p><p>cabeceira elevada;</p><p>- administrar oxigênio;</p><p>- monitorar a vítima com oxímetro de pulso;</p><p>- observar se ocorre redução do nível de saturação de oxigênio (>90%) ou rebaixamento do nível</p><p>de consciência, nestes casos solicite apoio da unidade de suporte avançado de vida.</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 29</p><p>2.4.1.3 Asma</p><p>A asma é uma inflamação brônquica, resultante de uma interação entre genética, exposição</p><p>ambiental a alérgenos irritantes, e outros fatores específicos que levam ao desenvolvimento e</p><p>manutenção dos sintomas.</p><p>Nas paredes brônquicas dos asmáticos existem células que, sob estímulo de diversos agentes,</p><p>podem provocar a inflamação e o consequente o bronco-espasmo. Quando perpetuada, a inflamação</p><p>torna os brônquios ainda mais sensíveis, agravando o curso da doença.</p><p>Os sintomas mais comuns da asma são a falta de ar (dispnéia), tosse persistente e chiado no</p><p>peito. A intensidade e a frequência dos sintomas variam de pessoa para pessoa, e ficam mais intensos</p><p>nas chamadas crises asmáticas.</p><p>A tosse, às vezes, é o único sintoma da asma, principalmente em crianças, e geralmente piora à</p><p>noite. Ela também pode se agravar e, nesse caso, até ser seguida de vômito, após atividades físicas mais</p><p>intensas ou no caso de alguma infecção.</p><p>Tratamento pré-hospitalar da Asma</p><p>- transmitir segurança ao paciente;</p><p>- afrouxar as roupas;</p><p>- posicionar o paciente na maca articulada, sem prancha rígida, em decúbito dorsal com a</p><p>cabeceira elevada;</p><p>- administrar oxigênio;</p><p>- monitorar a vítima com oxímetro de pulso;</p><p>- observar se ocorre redução do nível de Saturação de Oxigênio (>90%) ou rebaixamento do nível</p><p>de consciência, nestes casos solicite apoio da unidade de suporte avançado de vida;</p><p>- se o paciente possuir prescrição de broncodilatador, questionar se já fez uso no intuito de</p><p>resolver o problema, caso não tenha usado, orientá-lo a fazer o uso conforme prescrição.</p><p>2.4.2 Emergências Clínicas Cardiovasculares</p><p>As emergências clínicas cardiovasculares são muito comuns no nosso dia a dia. Você deve</p><p>conhecer alguém que tem “pressão alta” ou que já sofreu um “ataque cardíaco”. Nesta lição, então,</p><p>aprofundaremos nosso conhecimento sobre essas emergências.</p><p>2.4.2.1 Infarto Agudo Do Miocárdio (IAM)</p><p>O Infarto Agudo do Miocárdio é uma condição clínica emergencial, decorrente da obstrução de</p><p>uma das artérias coronárias que nutrem o músculo cardíaco, ocasionando um déficit na da irrigação</p><p>sanguínea (isquemia) e sem a resolução o processo culmina com a morte (necrose) de parte do músculo</p><p>cardíaco, caracterizando no infarto agudo do miocárdio.</p><p>Uma pessoa com IAM apresenta forte dor torácica, que se localiza atrás do esterno, podendo</p><p>irradiar-se para o membro superior, ombro, pescoço e mandíbula. Geralmente, o repouso não alivia a</p><p>dor. O paciente ainda poderá apresentar falta de ar, náusea, vômitos, sudorese fria, ansiedade,</p><p>inquietação e alteração do ritmo cardíaco.</p><p>Tratamento pré-hospitalar do IAM</p><p>- manter as vias aéreas da vítima permeáveis;</p><p>- tranquilizar a vítima com uma abordagem calma e segura (com o objetivo de diminuir o trabalho</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 30</p><p>do coração);</p><p>- investigar a história clínica através de entrevista direcionada para o IAM, atentando-se para as</p><p>características dos sintomas atuais (momento do início, tempo de duração, qualidade, intensidade,</p><p>relação com o esforço e repouso) e a presença de doença coronária prévia;</p><p>- manter a vítima confortável, e em repouso absoluto. Evitando que se mova;</p><p>- não permitir que o paciente faça esforço;</p><p>- conservar o calor corporal;</p><p>- administrar oxigênio;</p><p>- examinar sinais vitais com frequência;</p><p>- realizar a monitorização da saturação de oxigênio (oxímetro de pulso);</p><p>- transportar imediatamente;</p><p>- fazer contato prévio com o hospital de referência e informar a situação para que a equipe de</p><p>saúde se prepare para recebê-lo.</p><p>2.4.2.2 Acidente Vascular Cerebral</p><p>Acidente Vascular Cerebral (AVC) é definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito</p><p>causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central, onde o fluxo normal de</p><p>sangue ao cérebro é interrompido. Acidentes vasculares cerebrais podem ser definidos classicamente em</p><p>2 subtipos: Isquêmico e Hemorrágico.</p><p>Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI): Ocorre pela obstrução, redução ou bloqueio do</p><p>fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral causando falta de circulação no seu território vascular.</p><p>Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH): É causado pela ruptura de um vaso, com</p><p>extravasamento de sangue para o interior do cérebro.</p><p>Os sinais clínicos de acidente vascular cerebral dependem da região do cérebro afetada pelo fluxo</p><p>sanguíneo diminuído ou obstruído, podem incluir fraqueza ou dormência da face, braço ou perna,</p><p>dificuldade para caminhar, dificuldade de equilíbrio, perda de visão, fala arrastada ou ausente, desvio de</p><p>comissura labial, dor de cabeça, vômitos e alteração do nível de consciência como confusão mental;</p><p>anisocoria, pulso rápido, respiração difícil, convulsão e até o coma.</p><p>A escala utilizada no atendimento pré-hospitalar na avaliação do AVC é a Escala de Acidentes</p><p>Vasculares de Cincinnati. Esta escala utiliza 03 comandos para diagnosticar a presença de um AVC:</p><p>A - Paresia Facial: peça ao paciente que mostre os dentes ou sorria.</p><p>- Normal: ambos os lados da face movem-se simetricamente.</p><p>- Anormal: um lado da face não se move tão bem quanto o outro.</p><p>B - Fraqueza do Membro Superior/Fraqueza Motora: peça para o paciente fechar os olhos e</p><p>elevar os membros superiores estendidos.</p><p>- Normal: ambos os braços se elevam simetricamente ou não se movem.</p><p>- Anormal: um dos braços se eleva e outro cai.</p><p>C - Fala: pedir para que o paciente fale.</p><p>- Normal: o paciente usa as palavras corretamente.</p><p>- Anormal: o paciente apresenta dificuldade em falar, usa palavras de forma inapropriada ou é</p><p>incapaz de falar.</p><p>Tratamento pré-hospitalar AVC:</p><p>- assegurar abertura e manutenção de vias aéreas;</p><p>MANUAL DO INSTRUTOR DE BRIGADA | CBMSC | 2024 31</p><p>- tranquilizar o paciente;</p><p>- posicionar na maca articulada, sem prancha rígida, em decúbito dorsal com a cabeceira elevada,</p><p>mantendo a via aérea pérvia;</p><p>- mantê-lo confortável, e em repouso absoluto, não permitir que o paciente faça esforço;</p><p>- investigar a história clínica através de entrevista direcionada para o AVC, atentando-se para as</p><p>características dos sintomas atuais e a presença de doença vascular cerebral prévia;</p><p>- determinar déficits observados e/ou relatados através da utilização da Escala Cincinnati</p><p>(motores e sensoriais);</p><p>- determinar o tempo preciso do início dos sintomas do paciente e testemunhas;</p><p>- monitorar sinais vitais;</p><p>- não administrar</p>

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