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A
 
S.M.S. - SEGURANÇA, 
MEIO AMBIENTE E SAU DE 
 
 
 
 
ESCOLA TÉCNICA STATUS 
2 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
SUMA RIO 
 
1. SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO ............................................................................................................... 6 
 1.1. Introdução / 1.2. Acidente do Trabalho – Definição ........................................................................ 6 
 1.3. Aspecto Humano / 1.4. Aspecto Social / 1.5. Aspecto Econômico ................................................ 8 
 1.6. Identificação das Causas do Acidente ................................................................................................ 9 
 1.7. Ato Inseguro ..................................................................................................................................... 10 
 1.8. Condição Segura ............................................................................................................................... 11 
 1.9. Classificação do Acidente / 1.10. Padrão Operacional ................................................................... 12 
 
2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO (EPC – EPI) ...................................................................................................... 14 
 2.1. Equipamento de Proteção Coletiva - EPC ......................................................................................... 14 
 2.2. Equipamento de Proteção Individual – EPI / 2.3. Características e Classificação dos EPI .............. 15 
 2.4. Proteção da Cabeça .......................................................................................................................... 15 
 2.5. Proteção dos Olhos ........................................................................................................................... 16 
 2.6. Proteção Facial / 2.7. Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça ..................................... 17 
 2.8. Proteção Respiratória ....................................................................................................................... 17 
 2.9. Proteção de Membros Superiores .................................................................................................... 18 
 2.10. Proteção Auditiva / 2.11. Proteção do Tronco ............................................................................. 19 
 2.12. Proteção da Pele ............................................................................................................................. 20 
 2.13. Proteção dos Membros Inferiores / 2.14. Proteção Global Contra Quedas ................................ 21 
 2.15. Guarda e Conservação do EPI ......................................................................................................... 22 
 
3. RISCOS AMBIENTAIS ........................................................................................................................................... 23 
 3.1. Classificação dos Riscos .................................................................................................................... 23 
 3.2. Fatores que Colaboram Para que os Produtos ou Agentes Causem Danos à Saúde ........................ 24 
 3.3. Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo ...................................................................... 24 
 3.4. Riscos Químicos ................................................................................................................................ 25 
 3.5. Principais Efeitos no Organismo ....................................................................................................... 26 
 3.6. Riscos Físicos ..................................................................................................................................... 27 
 3.7. Riscos Biológicos ............................................................................................................................... 28 
 3.8. Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais ................................................................... 29 
 3.9. Medidas Relativas ao Pessoal – Equipamento de Proteção Individual ............................................. 31 
 
 
 
 
 
 
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4. RISCOS DE ELETRICIDADE NO TRABALHO .......................................................................................................... 33 
 4.1. Introdução ........................................................................................................................................ 33 
 4.2. O que é Eletricidade / 4.3. Efeitos da Corrente Elétrica ................................................................. 34 
 4.4. Principais Sintomas Causados Pelo Choque ..................................................................................... 35 
 4.5. Riscos Elétricos ................................................................................................................................. 36 
 4.6. Cuidados nas Instalações Elétricas ................................................................................................... 37 
 4.7. Medidas Preventivas em Instalações Elétricas ................................................................................. 38 
 4.8. Passos a Seguir na Reanimação ........................................................................................................ 39 
 4.9. Aterramento Elétrico ........................................................................................................................ 40 
 
5. NOÇÕES BÁSICAS DE DEMARCAÇÕES DE SEGURANÇA ..................................................................................... 41 
 5.1. Introdução / 5.2. Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho .................................................. 41 
 5.3. Sinalização Para Armazenamento de Substâncias Perigosas ........................................................... 46 
 5.4. Símbolos Para Identificação dos Recipientes na Movimentação de Materiais ................................ 47 
 5.5. Rotulagem Preventiva ...................................................................................................................... 47 
 
6. NOÇÕES BÁSICAS DE COMBATE À INCÊNDIO .................................................................................................... 49 
 6.1. Princípios Básicos do Fogo ................................................................................................................ 49 
 6.2. Combustível ...................................................................................................................................... 50 
 6.3. Comburente / 6.4. Calor ................................................................................................................ 51 
 6.5. Condições Propícias Para a Combustão ............................................................................................ 52 
 6.6. Reação em Cadeia ............................................................................................................................ 54 
 6.7. Triângulo do Fogo / 5.8. Combustão .............................................................................................. 55 
 6.9. Classificação / 6.10. Comportamento do Combustível / 6.11. Estado Físico .............................. 56 
 6.12. Temperatura ................................................................................................................................... 57 
 6.13. Ventilação ....................................................................................................................................... 60 
 6.14. Forma Física / 6.15. Comportamento do Comburente ................................................................de controle dos riscos 
provenientes do uso da eletricidade, é dada pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do 
Ministério do Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações e Serviços em 
Eletricidade". 
 
 5.10. NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS 
 EM ELETRICIDADE 
 Publicação 
 Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 
 Alterações/Atualizações 
 Portaria SSMT n.º 12, de 06 de junho de 1983 
 Portaria GM n.º 598, de 07 de dezembro de 2004 
 10.1 - OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 
 10.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições 
mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de 
forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, 
interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. 
 
 
 
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 10.1.2 Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, 
incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das 
instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se 
as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão 
destas, as normas internacionais cabíveis. 
 10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE 
 10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas 
preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de 
análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 
 10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da 
empresa, no âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho. 
 10.2.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das 
instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de 
aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. 
 10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e 
manter o Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, 
no mínimo: 
 a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e 
saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes; 
 b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas 
atmosféricas e aterramentos elétricos; 
 c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, 
aplicáveis conforme determina esta NR; 
 d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização 
dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; 
 e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção 
individual e coletiva; 
 f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; 
 g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de 
adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”. 
 10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do 
sistema elétrico de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4 e 
acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: 
 
 
 
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 a) descrição dos procedimentos para emergências; 
 b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual; 
 10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de 
Potência devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item 
10.2.4 e alíneas “a” e “b” do item 10.2.5. 
 10.2.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado 
pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à 
disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade. 
 10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem 
ser elaborados por profissional legalmente habilitado. 
 10.2.8 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA 
 10.2.8.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas 
e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante 
procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a 
saúde dos trabalhadores. 
 10.2.8.2 As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a 
desenergização elétrica conforme estabelece esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de 
tensão de segurança. 
 10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2., 
devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes 
vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de 
alimentação, bloqueio do religamento automático. 
 10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme 
regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender 
às Normas Internacionais vigentes. 
 10.2.9 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
 10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção 
coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser 
adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades 
desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. 
 10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo 
contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. 
 
 
 
 
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 10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas 
ou em suas proximidades. 
 10.3 - SEGURANÇA EM PROJETOS 
 10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos 
de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, para 
sinalização de advertência com indicação da condição operativa. 
 10.3.2 O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de 
dispositivo de seccionamento de ação simultânea, que permita a aplicação de impedimento 
de reenergização do circuito. 
 10.3.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao 
dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas, quando da 
operação e da realização de serviços de construção e manutenção. 
 10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, 
sinalização, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente, 
salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas as 
definições de projetos. 
 10.3.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a 
obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão 
à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade. 
 10.3.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados 
dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e 
aterramento do circuito seccionado. 
 10.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário. 
 10.3.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores 
autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e 
deve ser mantido atualizado. 
 10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras 
de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser 
assinado por profissional legalmente habilitado. 
 10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo,os seguintes itens de 
segurança: 
 a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos, 
queimaduras e outros riscos adicionais; 
 
 
 
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 b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – 
“D”, desligado e Vermelho - “L”, ligado); 
 c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, 
incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos 
condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem 
ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações; 
 d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos 
componentes das instalações; 
 e) precauções aplicáveis em face das influências externas; 
 f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados 
à segurança das pessoas; 
 g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica. 
 10.3.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos 
trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 
17 – Ergonomia. 
 10.4 - SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 
 10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, 
reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde 
dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, 
conforme dispõe esta NR. 
 10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas 
preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, 
confinamento, campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e 
outros agravantes, adotando-se a sinalização de segurança. 
 10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e 
ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as 
características de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências 
externas. 
 10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento 
elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de 
acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. 
 10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de 
funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados 
periodicamente, de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos. 
 
 
 
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 10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos 
e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido 
utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. 
 10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador 
iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia, 
de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das 
tarefas. 
 10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de 
instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e 
somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação, 
habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR. 
 10.5 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS 
 10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas 
para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a sequência abaixo: 
 a) seccionamento; 
 b) impedimento de reenergização; 
 c) constatação da ausência de tensão; 
 d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos 
circuitos; 
 e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); 
 f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização. 
 10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para 
reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a sequência de procedimentos abaixo: 
 a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; 
 b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo 
de reenergização; 
 c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções 
adicionais; 
 d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; 
 e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento. 
 
 
 
 
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 10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 
podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de 
cada situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa 
técnica previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança 
originalmente preconizado. 
 10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com 
possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece 
o disposto no item 10.6. 
 10.6 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS 
 10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 
Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem 
ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma. 
 10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de 
segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga 
horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR. 
 10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas 
em baixa tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, 
adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida. 
 10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados 
mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I. 
 10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser 
suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em 
perigo. 
 10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada 
em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente 
elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos 
procedimentos de trabalho. 
 10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando 
verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização 
imediata não seja possível. 
 10.7 - TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT) 
 10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com 
alta tensão, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas 
controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR. 
 
 
 
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 10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de 
segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas 
proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no 
Anexo II desta NR. 
 10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles 
executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP, não podem ser realizados individualmente.10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas 
que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica 
para data e local, assinada por superior responsável pela área. 
 10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato 
e a equipe, responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, 
estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os 
princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao 
serviço. 
 10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser 
realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional 
autorizado. 
 10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites 
estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada 
mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de 
religamento automático do circuito, sistema ou equipamento. 
 10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com 
identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico 
padronizado. 
 10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com 
materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes 
elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do 
fabricante, os procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente. 
 10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como 
aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a 
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação 
durante a realização do serviço. 
 10.8 - HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS 
TRABALHADORES 
 
 
 
 
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 10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de 
curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. 
 10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente 
qualificado e com registro no competente conselho de classe. 
 10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes 
condições, simultaneamente: 
 a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e 
autorizado; e 
 b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. 
 10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas 
condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela 
capacitação. 
 10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os 
profissionais habilitados, com anuência formal da empresa. 
 10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer 
tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador, conforme o item 10.8.4. 
 10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter 
essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. 
 10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser 
submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado 
em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. 
 10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir 
treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as 
principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o 
estabelecido no Anexo II desta NR. 
 10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores 
capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com 
avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. 
 10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que 
ocorrer alguma das situações a seguir: 
 a) troca de função ou mudança de empresa; 
 b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três 
meses; 
 
 
 
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 c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos 
e organização do trabalho. 
 10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem 
destinados ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender as 
necessidades da situação que o motivou. 
 10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento 
especifico de acordo com risco envolvido. 
 10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas 
desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, 
devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar 
seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. 
 10.9 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO 
 10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas 
de proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra 
Incêndios. 
 10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à 
aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas 
devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de 
Certificação. 
 10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade 
estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica. 
 10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de 
incêndio ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e 
seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, 
aquecimentos ou outras condições anormais de operação. 
 10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão 
ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme 
estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área. 
 10.10 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
 10.10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização 
adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto 
na NR-26 – Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre outras, as situações a seguir: 
 a) identificação de circuitos elétricos; 
 
 
 
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 b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos; 
 c) restrições e impedimentos de acesso; 
 d) delimitações de áreas; 
 e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação 
de cargas; 
 f) sinalização de impedimento de energização; 
 g) identificação de equipamento ou circuito impedido. 
 10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 
 10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em 
conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição 
detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que 
estabelece o item 10.8 desta NR. 
 10.11.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de 
serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a 
data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados. 
 10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo,campo de 
aplicação, base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de 
controle e orientações finais. 
 10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a 
autorização de que trata o item 10.8 devem ter a participação em todo processo de 
desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho - SESMT, quando houver. 
 10.11.5 A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o 
treinamento ministrado, previsto no Anexo II desta NR. 
 10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de 
exercer a supervisão e condução dos trabalhos. 
 10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o 
responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e 
planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os 
princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. 
 10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a 
competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no 
trabalho. 
 
 
 
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 10.12 - SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 
 10.12.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com 
eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa. 
 10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e 
prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardio-
respiratória. 
 10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às 
suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação. 
 10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar 
equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas. 
 10.13 - RESPONSABILIDADES 
 10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos 
contratantes e contratados envolvidos. 
 10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados 
sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de 
controle contra os riscos elétricos a serem adotados. 
 10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo 
instalações e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas. 
 10.13.4 Cabe aos trabalhadores: 
 a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por 
suas ações ou omissões no trabalho; 
 b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e 
regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e 
 c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que 
considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas. 
 10.14 - DISPOSIÇÕES FINAIS 
 10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de 
recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e 
saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, 
que diligenciará as medidas cabíveis. 
 
 
 
 
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 10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por 
outrem em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos 
órgãos competentes. 
 10.14.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE 
adotará as providências estabelecidas na NR 3. 
 10.14.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição 
dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as abrangências, 
limitações e interferências nas tarefas. 
 10.14.5 A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à 
disposição das autoridades competentes. 
 10.14.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extra-baixa 
tensão. 
GLOSSÁRIO 
 1. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts 
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 
 2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva. 
 3. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada 
intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente 
durante a intervenção na instalação elétrica. 
 4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias 
inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição a 
combustão se propaga. 
 5. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts 
em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em 
corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 
 6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das 
instalações elétricas. 
 7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma 
atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua 
segurança e saúde ou de outras pessoas. 
 8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou 
móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos 
trabalhadores, usuários e terceiros. 
 
 
 
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 9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro 
ou barreira. 
 10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 
120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 
 11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção 
de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da 
instalação. 
 12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com 
características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de uma parte 
determinada de um sistema elétrico. 
 13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de 
segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o 
início até o final dos trabalhos e liberação para uso. 
 14. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do 
circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores 
envolvidos nos serviços. 
 15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato 
com partes internas. 
 16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente 
elétrica, por interposição de materiais isolantes. 
 17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato 
direto por ação deliberada. 
 18. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou 
dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. 
 19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar 
os perigos da eletricidade. 
 20. Procedimento: sequência de operações a serem desenvolvidas para realização de 
um determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de 
segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização. 
 21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de 
informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores. 
 22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à 
saúde das pessoas. 
 
 
 
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54 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, 
específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam 
afetar a segurança e a saúde no trabalho. 
 24. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e 
advertir. 
 25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a 
atingir um determinado objetivo. 
 26. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos 
destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição, inclusive. 
 27. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança. 
 28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na 
zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras, 
representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. 
 29. Travamento: ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de 
manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma operação não autorizada. 
 30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível 
inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja 
aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e 
instrumentos apropriados de trabalho. 
 31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, não segregada, 
acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só 
é permitida a profissionais autorizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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55 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
5. NOÇO ES BA SICAS DE 
DEMARCAÇO ES DE SEGURANÇA 
 
 5.1. INTRODUÇÃO 
 Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem (aproximadamente 
87% das sensações recebidas passam pelo órgão da visão), e como em muito caso há 
necessidade de uma rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização de certos 
equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se padronizar o uso das cores. 
 Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio, localizar os 
equipamentos de combate ao fogo, com rapidez, distinguir os dispositivos de parada de 
emergência de máquinas ou notar suas partes perigosas. 
 O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas nos permite identificar cada 
elemento transportado em uma tubulação entre diversas tubulações existentes dentro de 
uma empresa. 
 
 5.2. CORES E SINALIZAÇÃO NA SEGURANÇA DO TRABALHO 
 Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para 
prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, 
identificando as canalizações empregadas nas empresas para a condução de líquidos e gases, 
e advertindo contra riscos. 
 Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de 
trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. 
 A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de 
acidentes. 
 O utilização de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar 
distração, confusão e fadiga ao trabalhador. 
 As cores aqui adotadas serão as seguintes: 
 Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza, alumínio, 
marrom. 
 A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente quando em área de 
trânsito para pessoas estranhas ao trabalho, será acompanhada dos sinais convencionais ou a 
identificação por palavras. Vermelho. 
 
 
 
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 O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de 
proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por 
ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado 
(que significa Alerta). É empregado para identificar: 
 
 VERMELHO 
 Caixa de alarme de incêndio; 
 Hidrantes; 
 Bombas de incêndio; 
 Sirene de alarme de incêndio; 
 Extintores e sua localização; 
 Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor); 
 Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, 
moldura da caixa ou nicho); 
 Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água; 
 Transporte com equipamentos de combate a incêndio; 
 Portas de saídas de emergência; 
 Rede de água para incêndio (SPRINKLERS); 
 Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). 
 A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: 
 Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de construções e quaisquer 
outras obstruções temporárias; 
 Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. 
 
 AMARELO 
 Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liquefeitos. 
 O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!", assinalando: 
 Partes baixas de escadas portáteis; 
 Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco; 
 Espelhos de degraus de escadas; 
 Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas, etc.) de 
plataformas que não possam ter corrimões; 
 Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente; 
 Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento; 
 Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção; 
 Paredes de fundo de corredores sem saída; 
 
 
 
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 Vigas colocadas à baixa altura; 
 Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc; 
 Equipamentos de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras, 
tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc; 
 Fundos de letreiros e avisos de advertência; 
 Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e equipamentos que se 
possa esbarrar; 
 Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas; 
 Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto); 
 Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco; 
 
 BRANCO 
 O branco será empregado em: 
 Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura); 
 Direção e circulação, por meio de sinais; 
 Localização e coletores de resíduos; 
 Localização de bebedouros; 
 Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou 
outros equipamentos de emergência; 
 Áreas destinadas à armazenagem; 
 Zonas de segurança. 
 
 PRETO 
 O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de 
alta viscosidade (ex.: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.). 
 O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou combinado a este quando 
condições especiais o exigirem. 
 
 AZUL 
 O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu emprego limitado a avisos 
contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de 
serviço. 
 Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos 
de comando, de partida, ou fontes de energia dos equipamentos. 
 Será também empregado em: Canalizações de ar comprimido; 
 Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção; 
 Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. 
 
 
 
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 VERDE 
 O verde é a cor que caracteriza "segurança". 
 Deverá ser empregado para identificar: 
 Canalizações de água; 
 Caixas de equipamentos de socorro de urgência; 
 Caixas contendo máscaras contra gases; 
 Chuveiros de segurança; Fontes lavadoras de olhos; 
 Macas, 
 Quadros paraexposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc; 
 Porta de entrada de salas de curativos de urgência; 
 Localização de EPI; caixas contendo EPI; 
 Emblemas de segurança; 
 Dispositivos de segurança; 
 Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica). 
 
 LARANJA 
 O laranja deverá ser empregado para identificar: 
 Canalizações contendo ácidos; 
 Partes móveis de máquinas e equipamentos; 
 Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas; 
 Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos; 
 Faces externas de polias e engrenagens; 
 Botões de arranque de segurança; 
 Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas; 
 
 PÚRPURA 
 A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações 
eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. 
 Deverá ser empregada a púrpura em: 
 Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam 
materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade; 
 Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados; 
 Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais equipamentos 
Contaminados. 
 Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas 
penetrantes e partículas nucleares. 
 
 
 
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 LILÁS 
 O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias 
de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. 
 
 CINZA CLARO 
 O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. 
 
 CINZA ESCURO 
 O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos. 
 
 ALUMÍNIO 
 O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e 
combustíveis de baixa viscosidade (ex.: óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, 
etc.). 
 
 MARROM 
 A cor marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para poder identificar qualquer 
fluido não identificável pelas demais cores. 
 
 CORES EM MÁQUINAS 
 O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou verde. 
 
 
 
 
 
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 CORES EM CANALIZAÇÕES 
 As canalizações industriais, para condução de líquidos e gases, deverão receber a 
aplicação de cores, em toda sua extensão, a fim de facilitar a identificação do produto e evitar 
acidentes. 
 Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. 
 Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração, 
temperatura, pressões, pureza, etc.), a diferenciação far-se-á através de faixas de cores 
diferentes, aplicadas sobre a cor básica. 
 A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente 
a sua visualização em qualquer parte da canalização. 
 Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a 
natureza do produto a ser transportado. O sentido de transporte de fluido, quando 
necessário, será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da 
tubulação. 
 Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que as canalizações. 
 
 
 5.3. SINALIZAÇÃO PARA ARMAZENAMENTO DE SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS 
 O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais. 
 Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância perigosa todo o 
material que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante, e que durante 
o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem, transporte, possa conduzir 
efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos, ambiente de trabalho. 
 
 
 
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 5.4. SÍMBOLOS PARA IDENTIFICAÇÃO DOS RECIPIENTES 
 NA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS 
 Na movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo, e aéreo , deverão 
ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no país. 
 
 5.5. ROTULAGEM PREVENTIVA 
 A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as 
normas constantes deste item. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas, 
redigidas em termos simples e de fácil compreensão. A linguagem deverá ser prática, não se 
baseando somente nas propriedades inerentes a um produto, mas dirigida de modo a evitar 
os riscos resultantes do uso, manipulação e armazenagem do produto. 
 Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substâncias químicas, com propriedades 
que variem, em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulo 
deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. 
 No rótulo deverão constar os seguintes tópicos: 
 Nome Técnico do Produto; 
 Palavra de Advertência, designando o grau de risco; 
 Indicações de Risco; 
 Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas; 
 Primeiros Socorros; Informações Para Médicos, em casos de acidentes; 
 Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou Vazamento, quando for o caso. 
 No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar o seguinte 
procedimento: 
 NOME TÉCNICO COMPLETO: O rótulo especificando a natureza do produto 
químico. Exemplo: "Ácido Corrosivo", "Composto de Chumbo" etc. 
 Em qualquer situação a identificação deverá ser adequada, para permitir a escolha do 
tratamento médico correto, no caso de acidente. 
 
 
 
 
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 PALAVRA DE ADVERTÊNCIA: As palavras de advertência que devem ser usadas 
são: 
 "PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco. 
 "ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve. 
 
 INDICAÇÃO DE RISCO: As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados 
ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. 
 Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se Absorvido Através da Pele", etc. 
 
 MEDIDAS PREVENTIVAS: Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem 
tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Exemplos: "Mantenha 
Afastado do Calor, Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a poeira". 
 
 PRIMEIROS SOCORROS: Medidas específicas que podem ser tomadas antes da 
chegada do médico. 
 
 
 
 
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6. NOÇO ES BA SICAS DE 
COMBATE A INCE NDIO 
 
 6.1. PRINCÍPIOS BÁSICOS DO FOGO 
 Para nossa própria segurança, devem-se conhecer os dois aspectos fundamentais da 
proteção contra incêndio. O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitar 
que ocorra o fogo, utilizando certas medidas básicas, as quais envolvem a necessidade de se 
conhecerem, entre outros itens: 
 
 a) As características do fogo; 
 b) As propriedades de risco dos materiais; 
 c) As causas de incêndios; 
 d) o estudo dos combustíveis. 
 Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio, é importante que ele 
seja combatido de forma eficiente, para que sejam minimizadas suas consequências. A fim de 
que esse combate seja eficaz, deve-se, ainda: 
 
 
 
 
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 a) conhecer os agentes extintores; 
 b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios; 
 c) saber avaliar as características do incêndio, o que determinará a melhor atitude a 
ser tomada. 
 Pode-se definir o fogo como consequência de uma reação química denominada 
combustão, que produz calor ou calor e luz. 
 Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no mínimo, dois reagentes que, a 
partir da existência de uma circunstância favorável, poderão combinar-se. 
 Os elementos essenciais do fogo são: 
 a) Combustível (carbono, hidrogênio)b) Comburente (oxigênio); 
 c) Calor (energia de ativação). 
 
 6.2. COMBUSTÍVEL 
 Em síntese, combustível é todo material, toda substância que possui a propriedade de 
queimar, de entrar em combustão. 
 
 Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos: 
 SÓLIDO (madeira, papel, tecidos, etc.); 
 LÍQUIDO (álcool, éter, gasolina, etc.); 
 GASOSO (acetileno, butano, propano, etc.). 
 
 
 
 
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 6.3. COMBURENTE 
 Normalmente, o oxigênio combina-se com o material combustível, dando início à 
combustão. 
 O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% de oxigênio. 
 Para mostrar a importância do oxigênio na reação, recomendamos a seguinte 
experiência: 
 1º acender uma vela; 
 2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de vidro sobre a vela. 
 Observe que a chama diminuirá de forma gradativa até a extinção do fogo; isso porque 
o oxigênio existente no recipiente vai sendo consumido na reação, até atingir uma 
quantidade insuficiente para mantê-la. 
 
 Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosa que contém o 
oxidante em concentração suficiente para que em seu meio se desenvolva a reação de 
combustão". 
 
 6.4. CALOR 
 É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para iniciar a reação entre 
o combustível e o comburente, mantendo e propagando a combustão, como a chama de um 
palito de fósforos. Note-se que o calor propicia: 
 a) Elevação da temperatura; 
 b) Aumento do volume dos corpos; 
 c) Mudança no estado físico das substância. 
 
 
 
 
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 Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente já serve como fonte de 
calor, como o magnésio, por exemplo. 
 
 6.5. CONDIÇÕES PROPÍCIAS PARA A COMBUSTÃO 
 Além dos elementos essenciais do fogo, há necessidade de que as condições em que 
esses elementos se apresentam sejam propícias para o início da combustão. 
 Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma lâmpada incandescente 
de 100 watts e, além disso, ela fuma, haverá no ambiente: 
 COMBUSTÍVEL: mesa, cadeira, papel, etc.; 
 COMBURENTE: oxigênio presente na atmosfera; 
 CALOR: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo cigarro acesso. 
 Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente, só ocorrerá incêndio, 
se, por distração da pessoa que está trabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar 
no cigarro aceso. 
 Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este começará a liberar vapores que, 
em contato com a fonte de calor (brasa do cigarro), se combinará com o oxigênio do ar e 
entrará em combustão. 
 
 IMPORTANTE: Somente quando o combustível se apresentar sob a forma de vapor (ou 
gás), ele poderá, normalmente, entrar em ignição. Se esse combustível estiver no estado 
sólido ou líquido, haverá necessidade de que seja aquecido, para que comece a liberar gases 
ou vapores. 
 
 
 
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 Esquematicamente, podem-se considerar vários casos: 
aquecimento 
a) sólido ----------------------------------> vapor 
 Exemplo: Papel 
 
Aquecimento. Aquecimento 
b) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vapor 
 Exemplo: Parafina. 
 
 
 c) Gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão) 
 Exemplo: Acetileno 
 
Maçarico Oxiacetileno 
 
 
 
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 Quanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, em porcentagens 
adequadas. 
 Para cada combustível haverá a necessidade da presença de uma porcentagem 
mínima de oxigênio, a partir da qual a mistura poderá entrar em combustão. 
 A concentração de oxigênio abaixo desse limite inviabilizará qualquer combustão, pois 
a mistura combustível comburente estará muito "rica". 
 
 6.6. REAÇÃO EM CADEIA 
 Toda reação química envolve troca de energia. Na combustão, parte da energia 
desprendida é dissipada no ambiente, provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; 
o restante continua a aquecer o combustível, fornecendo a energia (fonte de calor)) 
necessária para que o processo continue. Didaticamente, representa-se a reação química da 
seguinte forma: 
 COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ + CALOR + FUMOS + GASES 
 (ou vapores). 
 Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionada com diversos fatores, 
tais como temperatura, umidade do ar, características inerentes ao material combustível, 
forma física desse material (sólido bruto ou particulado, líquido, etc.), condições de 
ventilação. 
 
 ER - Energia das substâncias reagentes 
 EA - Energia de ativação 
 EI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reação 
 EP = Energia final dos produtos da reação 
 E1 = parte da energia desprendida que é reaproveitada no processo, continuando a 
aquecer as substâncias reagentes; 
 E2 = parte da energia desprendida que é dissipada no ambiente. 
 
 
 
 
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 6.7. TRIÂNGULO DO FOGO 
 Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são, portanto, o material 
combustível, o comburente e a fonte de ignição ou fonte de calor. A representação gráfica 
desse conjunto é tradicionalmente chamada de Triângulo do Fogo. 
 
 Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vai depender da 
existência de energia suficiente para manter a reação em cadeia. 
 
 6.8. COMBUSTÃO 
 A combinação dos três elementos do triângulo do fogo sob condições propícias 
permite a ignição e a continuação das reações químicas, as quais podem ser classificadas em: 
 Oxidação lenta, 
 Combustão simples, 
 Deflagração, 
 Detonação, 
 Explosão. 
 O parâmetro empregado para classificar as combustões é a velocidade de propagação. 
 A velocidade de propagação é definida como a velocidade de deslocamento da frente 
de reação, ou a velocidade de deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos 
produtos da reação) e a área ainda não atingida pela reação (zona não destruída). 
 
 
 
 
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 6.9. CLASSIFICAÇÃO 
 OXIDAÇÃO LENTA - A energia despendida na reação é dissipada no meio ambiente 
sem criar um aumento de temperatura na área atingida (não ocorre uma reação em cadeia). É 
o que ocorre com a ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica amarelecido. 
 A propagação ocorre lentamente, com velocidade praticamente nula. 
 COMBUSTÃO SIMPLES - Há percepção visual do deslocamento da frente de reação, 
porém a velocidade de propagação é inferior a 1 metro por segundo (m/s). 
 Os incêndios normais, como a combustão de madeira, papel, algodão, são exemplos 
de uma combustão simples, onde a energia desprendida na reação é dissipada, indo parte 
dela para o ambiente e sendo parte utilizada para poder manter a reação em cadeia, ativando 
a mistura combustível comburente. 
 DEFLAGRAÇÃO - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s, mas inferior a 400 
m/s. Surge daí o fenômeno de elevação da pressão com valores limitados entre1 e 10 vezes a 
pressão inicial. Ocorre a deflagração com a pólvora, misturas de pós combustíveis e vapores 
líquidos inflamáveis. 
 DETONAÇÃO - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s. Pela 
descontinuidade das ondas de pressão geradas, cria - se uma onda de choque que pode 
atingir até 100 vezes a pressão inicial. Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina 
e, em circunstâncias especiais, com mistura de gases e vapores em espaços confinados. 
 EXPLOSÃO - O termo pode ser aplicado genericamente aos fenômenos onde o 
surgimento de ondas de pressão produzem efeitos destrutivos, quando o ambiente ondeocorre a reação Não pode suportar a pressão gerada. 
 
 6.10. COMPORTAMENTO DO COMBUSTÍVEL 
 Pelos efeitos possíveis de uma combustão em função da velocidade de propagação, 
fica evidente uma necessidade de se conhecerem bem os fatores que influem na velocidade 
de propagação, para que o técnico prevencionista possa calcular os riscos oriundos de uma 
determinada mistura combustível-comburente. 
 
 6.11. ESTADO FÍSICO 
 Para avaliação do risco de incêndio, o estado físico do combustível é o primeiro 
aspecto a ser analisado: 
 COMBUSTÍVEL SÓLIDO: Em condições normais, o aquecimento de um combustível no 
estado sólido provoca inicialmente uma vaporização da umidade, obtendo - se um resíduo 
 
 
 
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sólido (carbono fixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados compostos gasosos 
que reagirão com o oxigênio em presença do calor, até que seja consumida toda a matéria 
combustível. 
 COMBUSTÍVEL LÍQUIDO: A combustão dos líquidos, de composição CN Hm, é 
decorrente de dois processos: 
 TEORIA DA HIDROXILIZAÇÃO: Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, 
quando sob a ação do oxigênio e do calor, em compostos hidroxilados (tipo aldeído) de cadeia 
menor. A ação contínua do calor e do oxigênio acaba por transformar estes compostos em 
espécies químicas mais simples, como o monóxido de carbono e o hidrogênio, estes sofrerão 
nova combustão, produzindo, finalmente, dióxido de carbono e água. 
 Assim, a chama azul produzida no Bico de Bunsem, indicativa de combustão de 
monóxido de carbono e hidrogênio, teria explicação através desta teoria, pois no interior do 
Bico teríamos um aumento de temperatura e consequente formação de compostos 
hidroxilados complexos. 
 TEORIA DO "CRAKING": Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao 
serem submetidos a aquecimento brusco, cindem, produzindo diretamente carbono e 
hidrogênio, que reagirão com o oxigênio, resultando dióxido de carbono e água como 
produtos finais. 
 Esta teoria pode ser explicada através da queima de uma vela, pois a parafina 
liquefeita, ao se vaporizar no pavio, cinde diretamente em carbono e hidrogênio, quando em 
contato com a chama. A presença do carbono pode ser facilmente detectada por meio de 
introdução de uma superfície fria no interior da chama, o que implicará um deposito de 
fuligem ( carbono ) sobre aquela. Convém notar que na prática, esses dois processos ocorrem 
simultaneamente, com predominância de um ou outro, dependendo do caso. 
 COMBUSTÍVEL GASOSO: Em mistura com oxigênio em proporções adequadas pode 
entrar em combustão pela ação de um pequeno arco voltaico, ou faísca gerada por atrito. 
Pelas teorias apresentadas, conclui - se que o combustível sólido ou líquido entra em 
combustão somente após a vaporização ou produção de gás, a partir de sua decomposição, 
resultante da ação do calor e do oxigênio. No entanto, existem substâncias que são excluídas 
da regra geral, como o carvão vegetal e os metais piróforos, que, expostos ao oxigênio, 
entram espontaneamente em combustão. 
 
 6.12. TEMPERATURA 
 Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de outros, em relação ao 
nível de combustibilidade. Por exemplo, pode - se incendiar a gasolina com a chama de um 
isqueiro, não ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o calor gerado 
 
 
 
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pela chama do isqueiro não seria suficiente para levar o carvão coque à temperatura 
necessária para que ele liberasse vapores combustíveis. 
 Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior 
ou menor quantidade de vapores. 
 Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis, denominadas: 
 PONTO DE FULGOR; 
 PONTO DE COMBUSTÃO; 
 TEMPERATURA DE IGNIÇÃO. 
 
 
 PONTO DE FULGOR - É a temperatura mínima em que um combustível começa a 
desprender vapores que, se entrarem em contato com alguma fonte externa de calor, se 
incendeiam. Só que as chamas não se mantém, não se sustentam, por não existirem vapores 
suficientes. Se aquecermos pedaços de madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, 
a determinada certa temperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapor não pega 
fogo. 
 Aumentando-se a temperatura, em certo ponto começarão a sair gases pela boca do 
tubo. 
 Aproximando - se um fósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas. 
 Por aí, nota-se que um combustível sólido (a madeira), a certa temperatura, 
desprende gases que se misturam ao oxigênio ( comburente ) e que se inflamam em contato 
com a chama do fósforo aceso. 
 O fogo não continua porque os gases são insuficientes, formam-se em pequena 
quantidade. 
 
 
 
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 O fenômeno observado indica o " ponto de fulgor " da madeira ( combustível sólido), 
que é de 150ºC. O ponto de fulgor varia de combustível a combustível: para a gasolina ele é 
de - 42º C já para o asfalto é de 204ºC. 
 
 
 PONTO DE COMBUSTÃO - Na experiência da madeira apresentada, se o aquecimento 
continuar, a quantidade de gás expelida do tubo aumentará. Este em contato com a chama 
do fósforo, ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo seja retirado. A queima, 
portanto, não para. Foi atingido o " ponto de combustão ", a temperatura mínima a que esse 
combustível sólido, a madeira, sendo aquecido, desprende gases que, em contacto com fonte 
externa de calor, se incendeiam, mantendo - se as chamas. No ponto de combustão, 
portanto, acontece um fato diferente, ou seja, as chamas continuam. 
 
 TEMPERATURA DE IGNIÇÃO - Continuando o aquecimento da madeira, os gases, 
naturalmente, continuarão se desprendendo. Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando 
em contato com o oxigênio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade da chama do 
fósforo. Ocorre, um fato novo: não há mais necessidade da fonte externa de calor. 
 Os gases desprendidos do combustível, apenas ao contato com o comburente, pegam 
fogo e, evidentemente, mantêm - se em chamas. Foi atingida a "temperatura de ignição", que 
é a temperatura mínima que gases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo 
simples contato com o oxigênio do ar. O éter atinge sua temperatura de ignição a 180ºC e o 
enxofre a 232ºC . 
 Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto de combustão. 
Quando ela alcançar temperatura de ignição, bastará que seus gases entrem em contato com 
o oxigênio para pegar fogo, não havendo necessidade de chama ou outra fonte de calor para 
provocá-lo. 
 
 
 
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 Convém lembrar que, mesmo que o combustível esteja no ponto de combustão, se 
não tiver ou houver chama ou outra fonte de calor não se verificará o fogo. 
 Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gases combustíveis contêm 
grandes quantidades de carbono e / ou de hidrogênio. 
 Exemplo: O gás propano, cujas porcentagens em penta cloreto de carbono, 
considerado não combustível, tem aproximadamente, 82 % de carbono e 18% de hidrogênio. 
O tetracloreto de carbono, considerado não combustível, tem aproximadamente, em peso, 
8% de carbono e 92% de cloro. 
 
 6.13. VENTILAÇÃO 
 Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, mais viva ela será, pois 
haverá renovação do ar com a entrada de mais oxigênio, permitindo manter a reação em 
cadeia. 
 
 É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas estejam em chamas, que 
não corra, pois, dessa forma, aumentará a ventilação e, consequentemente, as chamas. 
 A pessoa deve deitar - se e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas. 
 
 
 
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 6.14. FORMA FÍSICA 
 Quanto mais subdivididoestiver o material, mais rapidamente entrará em combustão. 
A figura mostra um exemplo clássico, pois a velocidade de propagação é muito maior na 
serragem do que na madeira maciça, embora a composição seja a mesma. Isso se deve a 
maior superfície de contato entre combustível e comburente. 
 
 Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de dimensões diferentes. 
 Na figura abaixo a queima será muito mais rápida e intensa no 2º caso, embora a 
quantidade de líquido seja a mesma. 
 
 
 6.15. COMPORTAMENTO DO COMBURENTE 
 Considerando genericamente a combustão como uma reação de oxidação, a 
composição química das substâncias determinará o grau de combustibilidade do material. 
 Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições, como o cloreto de potássio. 
 Outras podem funcionar como comburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo 
cloro. 
 Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao próprio ar atmosférico que 
em sua composição, possui cerca de 21% de oxigênio. 
 
 
 
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 A partir de 16 % de O2 ( oxigênio ) no ambiente, já pode haver combustão com 
labaredas, e quanto maior a presença de oxigênio, mais via será essa combustão. 
 Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16 %, não haverá labaredas, e 
numa proporção ainda menor, praticamente não haverá combustão. 
 Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipule oxigênio puro ( 100 % ), 
deve ser feita uma análise de riscos mais severa. Na presença de gases combustíveis, como 
propano, butano, metano, o limite inferior de concentração de oxigênio necessário para uma 
combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esse limite está próximo a 5%. 
 
 6.16. FONTES DE CALOR 
 As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas: 
 A chama de um fósforo; 
 A brasa de um cigarro acesso; 
 Uma lâmpada; 
 A chama de um maçarico, etc. 
 A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível; é o caso 
da gasolina, cujo ponto de fulgor é de, aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o 
ponto de combustão é superior em apenas alguns graus, a uma temperatura ambiente de 
20ºC já ocorre a vaporização. O calor pode atingir determinada área por condução, convecção 
ou radiação. 
 
 6.17. CONDUÇÃO 
 A propagação do calor é feita de molécula para molécula do corpo, por movimento 
vibratório. 
 A taxa de condução do calor vai depender basicamente da condutividade térmica do 
material, bem como de sua superfície e espessura. É importante destacar a necessidade da 
existência de um meio físico. 
 
 6.18. CONVECÇÃO 
 É uma forma característica dos fluídos. 
 Pelo aquecimento, as moléculas expandem-se e tendem a elevar - se, criando 
correntes ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às moléculas mais frias. É 
um fenômeno bastante comum em edifícios, pois através de aberturas, como janelas, poços 
de elevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andares superiores. 
 
 
 
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 6.19. RADIAÇÃO 
 É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite radiações que 
vão atingir os corpos frios. O calor do sol é transmitido por esse processo. São radiações de 
calor as que as pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente. 
 
 
 6.20. CLASSES DE INCÊNDIO 
 Os incêndios em seu início, são muito mais fáceis de serem controlados e extintos. 
 Quanto mais rápido for a ataque às chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-
las, de eliminá-las. E a principal preocupação, no ataque, consiste em desfazer, em romper o 
triângulo do fogo. Mas que tipo de ataque se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que 
deve ser tentada? Como os incêndios são de diversos tipos, as soluções serão diferentes e os 
equipamentos de combate também serão de tipos diversos. É preciso conhecer, identificar 
bem o incêndio que se vai combater, para escolher o equipamento correto. 
 Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as 
chamas ou pode piorar a situação, aumentando as chamas, espalhando-as ou criando novas 
causas de fogo (curtos-circuitos). 
 
 OS INCÊNDIOS SÃO DIVIDIDOS EM QUATRO (4) CLASSES: 
 CLASSE A: Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, como tecidos, madeira, 
papel, fibras, que têm a propriedade de queimar em sua superfície e profundidade, e que 
deixam resíduos. 
 CLASSE B: Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, como óleos, graxas, vernizes, 
tintas, gasolina, etc., que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos. 
 CLASSE C: Fogo em equipamentos elétricos energizados, como motores, 
transformadores, quadros de distribuição, fios, etc. 
 
 
 
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 CLASSE D: Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, o zircônio, o titânio, etc. 
 Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C) são fogos de qualquer 
tipo de combustível em instalações elétricas o em suas proximidades. Classificam - se de 
forma separada pelo risco suplementar envolvido. Atualmente, não são considerados como 
classe de incêndio pelas normas de alguns países, exigindo-se apenas que substâncias 
extintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas em instalações elétricas. 
 
 
 6.21. RISCOS INERENTES 
 A avaliação dos riscos deve considerar ainda características inerentes a cada 
substância. 
 As principais são: 
 LIMITE DE INFLAMABILIDADE OU EXPLOSIVIDADE: São as concentrações de vapor ou 
gás em ar, abaixo ou acima das quais a propagação da chama não ocorre, quando em 
presença de fonte de ignição. 
 O LIMITE INFERIOR: É a concentração mínima, abaixo da qual a quantidade de vapor 
combustível é muito pequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. 
 O LIMITE SUPERIOR: É a concentração máxima, acima da qual a quantidade de vapor 
combustível é muito grande (mistura rica) para queimar ou explodir). 
 INTERVALO DE INFLAMABILIDADE OU EXPLOSIVIDADE: É o intervalo entre os limites 
inferior e superior de inflamabilidade ou explosividade. 
 ENSIDADE DE VAPOR OU GÁS: É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás 
ou vapor puro e o ar seco, nas mesmas condições de temperatura e pressão. 
 
 
 
 
 
 
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 6.22. COMBUSTÃO ESPONTÂNEA 
 Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como os metais pirofóricos 
ou piróforos, ao entrarem em contato com o oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. 
 Por um processo de aquecimento espontâneo, ao atingirem a sua temperatura de 
ignição, entram em combustão. Este aquecimento, processa-se lentamente, como por 
exemplo, em estopas embebidas em graxa. O controle de elevação da temperatura e da 
armazenagem em recipientes de segurança são medidas recomendadas. 
 
 6.23. COMBATE À INCÊNDIO 
 Quando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os trabalhadores devem estar 
preparados para combate ao princípio de incêndio o mais rápido possível, pois quanto mais 
tempo durar o incêndio, maiores serão as consequências. 
 Para que o combate seja eficaz, é necessário que: 
 Existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade suficiente e adequados 
ao tipo de material em combustão; 
 
 O pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área, saiba como usar esses 
equipamentos e possa avaliar a capacidade de extinção. Como já foi visto, o fogo é um 
tipo de queima, de combustão, de oxidação; é um fenômeno químico, uma reação 
química, que provoca alterações profundas na substância que se queima. Um pedaço 
de papel ou madeira que se inflama transforma-se em substância muito diferente.. O 
mesmo acontece com o óleo, com a gasolina ou com um gás que pegue fogo. 
 A palavra oxidação significa também queima. A oxidaçãopode ser lenta, como no caso 
da ferrugem. Trata - se de uma queima muito lenta, sem chamas. Já na combustão de papel, 
há chamas, sendo uma oxidação mais rápida. Na explosão do dinamite, a queima, a oxidação, 
é instantânea e violenta. Chama - se oxidação porque é o oxigênio que entra na 
transformação, ajudando na queima das substâncias. 
 O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta chamas e / ou brasas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 6.24. MÉTODOS DE EXTINÇÃO 
 Consideremos o triângulo do fogo: 
 
 Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão. Tem-se aí uma indicação 
muito importante de como poderá acabar - se com o fogo. Pode-se eliminar a substância que 
está sendo queimada (esta é uma solução que nem sempre é possível). 
 Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento no ponto em que ocorre a 
combustão e a queima. Pode-se, ainda, eliminar ou afastar o comburente (o oxigênio) do 
lugar da queima, por abafamento, introduzindo-se outro gás que não seja comburente. O 
triângulo do fogo é um tripé; eliminando-se uma das pernas, acaba a sustentação, isto é, o 
fogo extingue-se. 
 De tudo isso, conclui - se que, impedindo - se a ligação dos pontos do triângulo, ou 
seja, dos elementos essenciais, indispensáveis para o fogo, este não surgirá, ou deixará de 
existir, se já tiver começado. 
 Quando um poço de petróleo que está em chamas é provocada uma explosão para 
combater o incêndio, o que se deseja é afastar momentaneamente o oxigênio, que é o 
comburente, um dos elementos do triângulo do fogo, para que o incêndio acabe, se extinga. 
 Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se um aviso de que é proibido 
fumar; com isso, pretende-se evitar a formação do triângulo do fogo, isto é, combustível, 
comburente e calor. O calor neste caso é a brasa do cigarro. Sem este calor, o combustível e 
comburente não poderão transformar-se em fogo. 
 Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação de resfriamento ou 
abafamento, ou por uma união das duas ações. 
 
 
 
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 AÇÃO DE RESFRIAMENTO: Diminui-se a temperatura do material incendiado a níveis 
inferiores ao do ponto de fulgor ou de combustão dessa substância. 
 A partir deste instante, não haverá a emissão de vapores necessários ao 
prosseguimento do fogo. 
 AÇÃO DE ABAFAMENTO: É resultante da retirada do oxigênio, pela aplicação de um 
agente extintor que deslocará o ar da superfície do material em combustão. Dependendo do 
tipo de agente extintor, ou da forma como alguns deles são empregados, outros efeitos 
podem ser conseguidos, como a diluição de um líquido combustível em água ou interferência 
na reação química. 
 A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) 
evita a propagação do incêndio, sem a necessidade de se utilizar um agente extintor. 
 AGENTES EXTINTORES: São considerados agentes extintores, em virtude da sua 
atuação sobre o fogo, conforme os métodos expostos anteriormente, as seguintes 
substâncias: 
 Água; 
 Espuma; 
 Pó químico seco; 
 Gás carbônico; 
 Gases halogenados. 
 A água apresenta como característica principal a capacidade de diminuir a 
temperatura dos materiais em combustão, agindo, portanto, por resfriamento, quando 
utilizada sob a forma de jato. Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergida 
em gotículas, isto é, sob a forma de neblina. 
 A espuma pode ser química, quando resultante da mistura de duas substâncias. Por 
exemplo bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio, ambos em solução aquosa, ou mecânica 
(extrato adicionado à água, com posterior agitação da solução para formação da espuma). 
 Sua ação principal é de abafamento, criando uma barreira entre o material 
combustível e o oxigênio (comburente). 
 Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico, também conhecido por 
dióxido de carbono ou CO2. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais 
abertos e ventilados. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e 
ventilados. 
 O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por abafamento; é preferível 
ao CO2 em locais abertos. 
 Quando se trata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", se fundem em 
contato com o metal pirofórico, formando uma "camada protetora" que isola o oxigênio, 
interrompendo a combustão. 
 
 
 
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 6.25. TIPOS DE EQUIPAMENTO PARA COMBATE A INCÊNDIOS 
 Os mais utilizados são: 
 Extintores; 
 Hidrantes. 
 
 
 6.26. TIPOS DE EXTINTORES 
 É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois para cada classe de incêndio 
há um agente extintor mais indicado. 
 EXTINTOR DE ESPUMA: 
 Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: 
 O sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água. 
 
 A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro do aparelho estão o 
bicarbonato de sódio e um agente estabilizador de espuma, normalmente o alcaçuz; num 
cilindro menor, é carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duas misturas 
vão encontrar-se, acontecendo a reação química. 
 
 
 
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 O manejo do extintor de espuma é bastante simples: 
 
 O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal; 
 
 Inverte a posição do extintor; 
 
 Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o fogo de classe B, dirigindo 
o jato para a parede do recipiente. 
 
 
 
 Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formada pela reação 
rapidamente se dissolve, perdendo o seu efeito de abafamento. Esse tipo de extintor é 
utilizado apenas em incêndios classe A, denominando-se "carga líquida". 
 No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou de carretas de 50, 75, 100 e 150 
litros. 
 Embora simples, o extintor de espuma necessita de uma série de cuidados para que, 
quando houver necessidade, ele possa ser eficazmente usado: 
 A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma idônea. É um teste em 
que é usada a pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão da 
água para verificação da resistência do extintor à pressão que se forma dentro dele, 
quando em uso; 
 
 A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado novamente; 
 
 Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato deverá ser desobstruído, 
ou desentupido, se for o caso. 
 É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitando que, num fogo já 
dominado, recomece a ignição, ou seja, que voltem as chamas. 
 
 
 
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 EXTINTOR DE ÁGUA: 
 O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais: 
 PRESSURIZADO: É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão, que 
impulsiona a água, geralmente é o gás carbônico ou o nitrogênio. Existem alguns a ar. 
 
 Retira a trava ou o pino de segurança; 
 Empunha a mangueira; 
 Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base. 
 O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte forma: 
 O operador leva o extintor ao local do fogo; 
 
 
 
 
 
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 A PRESSURIZAR: Existe uma ampola de gás e, uma vez aberto a válvula ou registro da 
ampola, o gás é liberado, pressionando a água. A ampola pode ser interna ou externa ao 
cilindro que contém a água. 
 
 Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém devem ser tomados os 
seguintes cuidados: 
 Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos; 
 Anualmente, deve ser descarregado. 
 São fornecidos extintores61 
 6.16. Fontes de Calor / 6.17. Condução / 6.18. Convecção ............................................................... 62 
 6.19. Radiação / 6.20. Classes de Incêndio ........................................................................................... 63 
 6.21. Riscos Inerentes .............................................................................................................................. 64 
 6.22. Combustão Espontânea / 6.23. Combate à Incêndio ................................................................... 65 
 6.24. Métodos de Extinção ...................................................................................................................... 66 
 6.25. Tipos de Equipamentos Para Combate à Incêndios / 6.26. Tipos de Extintores .......................... 68 
 6.27. Utilização de Extintores / 6.28. Hidrantes ................................................................................... 74 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA TÉCNICA STATUS 
4 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
7. PRIMEIROS SOCORROS ...................................................................................................................................... 75 
 7.1. Introdução ........................................................................................................................................ 75 
 7.2. Ferimentos / 7.3. Ferimentos Leves, Superficiais e com Hemorragia Moderada .......................... 76 
 7.4. Ferimentos Profundos, Extensos e com Hemorragia nos Membros ................................................ 76 
 7.5. Ferimentos com Exposição de Órgãos Internos ............................................................................... 77 
 7.6. Ferimentos na Cabeça / 7.7 Hemorragias ...................................................................................... 78 
 7.8. Pele / 7.9. Mãos e Dedos / 7.10. Queimaduras ........................................................................... 80 
 7.11. Classificação das Queimaduras / 7.12. Procedimento em Queimaduras .................................... 81 
 7.13. Choque Elétrico .............................................................................................................................. 82 
 7.14. Parada Cardíaca e Parada Respiratória / 7.15. Calor ................................................................... 83 
 7.16. Frio .................................................................................................................................................. 84 
 7.17. Estado de Choque ........................................................................................................................... 85 
 7.18. Desmaios ........................................................................................................................................ 86 
 7.19. Convulsão ....................................................................................................................................... 87 
 7.20. Intoxicação e Envenenamentos / 7.21. Intoxicação por Via Oral – Substâncias Ácidas .............. 88 
 7.22. Intoxicação por Via Respiratória / 7.23. Intoxicação Por Pele ..................................................... 89 
 7.24. Substâncias Alcalinas (Solda, Potassa) / 7.25. Outras Substâncias / 7.26. Corpos Estranhos ... 89 
 7.27. Fraturas e Lesões de Articulação .................................................................................................... 91 
 
8. CONTROLE AMBIENTAL ..................................................................................................................................... 93 
 8.1. Meio Ambiente / 8.2. Controle Ambiental / 8.3. Padronização Ambiental ................................ 93 
 8.4. Responsabilidade Ambiental / 8.5. Poluição / 8.6. Poluição do Solo/ Resíduos ......................... 94 
 8.7. Controle da Poluição por Resíduos ................................................................................................... 94 
 8.8. Sistemática Para Controle da Poluição Por Resíduos / 8.9. Bacias de Contenção ......................... 95 
 8.10. Disposição Adequada / 8.11. Pátios Apropriados / 8.12. Poluição Atmosférica ....................... 95 
 8.13. Controle da Poluição Atmosférica .................................................................................................. 95 
 8.14. Equipamentos de Controle da Poluição Atmosférica / 8.15. Poluição Hídrica ............................ 96 
 8.16. Controle da Poluição Hídrica / 8.17. Sistemas de Controle da Poluição Hídrica .......................... 96 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA TÉCNICA STATUS 
5 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
 
 
PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA 
E HIGIENE DO TRABALHO 
 
S.M.S 
SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE 
E SAU DE 
 
 
 
 
 
 
 
ESCOLA TÉCNICA STATUS 
6 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
1. SEGURANÇA E HIGIENE 
DO TRABALHO 
 
 1.1. INTRODUÇÃO 
 Sabemos que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega à Prevenção, seja ela de 
acidentes do trabalho ou não. 
 A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de Prevenção 
de Acidentes, nem ao menos com a sua necessidade. Assim, até o nosso ingresso no mercado 
de trabalho e, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e, pior ainda, da empresa em 
que trabalharemos, é que teremos o primeiro contato com a Prevenção de Acidentes, isso, já 
na idade adulta! Na verdade, embora de forma precária, a única vez em que normalmente 
temos alguma noção de prevenção é no lar, através da mãe, ao nos puxar a orelha, dar-nos 
umas palmadas por alguma travessura, mas, incoerentemente, é, também, no próprio lar que 
somos desafiados, pela primeira vez, a demonstrar coragem, praticando o Ato Inseguro, 
juntamente, pelo próprio pai. 
 Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos, como 
investir em treinamento, em equipamentos e em métodos de trabalho para incutir em seu 
pessoal o Espírito Prevencionista e, através de técnicas e de sensibilização, combater em seu 
meio os Acidentes do Trabalho que, conforme tem sido demonstrado, atinge forte e 
danosamente a Qualidade, a Produção e o Custo. 
 
 1.2. ACIDENTE DO TRABALHO – DEFINIÇÃO 
 
 
 
 
ESCOLA TÉCNICA STATUS 
7 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
 O Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, 
que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. Se tal 
ocorrência estiver relacionada com o exercício do trabalho, estará, então, caracterizado o 
Acidente de Trabalho. Trocando o conceito em miúdos: 
 A ocorrência é imprevista por não ter um momento pré-determinado (dia ou hora) 
para acontecer. É preciso distinguir previsto/imprevisto de previsível/imprevisível. 
 O "previsto" significa programa, enquanto o "previsível" sugere possibilidade. Assim, 
pode-se dizer que o acidente é previsível em função de circunstâncias ( escada de degraus 
defeituosos, um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto é, existe a 
possibilidade, clara, de ocorrer o acidente. No entanto, a ocorrência não está prevista, por 
não estar programada. 
 O indesejável, é óbvio, é por não se querer o acidente. Daí, se alguém, 
intencionalmente, joga, por exemplo, um alicate contra outro e o atinge, caracteriza-se o 
acidente, apesar de o indivíduo ter desejado atingir o outro. Isso se dá porque a ocorrência é 
caracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claro que ela não queria ser 
atacada. 
 O "instantânea ou não" faz a diferença entre o acidente típico, como o conhecemos 
(queda, impacto sofrido, aprisionamento, etc.) e a doença ocupacional ou do trabalho 
(asbestose, saturnismo, silicose, etc.).portáteis ou em carretas. 
 O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado da seguinte forma: 
 O operador leva o extintor ao local do fogo; 
 Abre o cilindro de gás; 
 Empunha a mangueira; 
 Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base. 
 
 
 EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2) 
 O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61 atmosferas. 
 Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um tubo sifão, indo até o 
difusor, onde é expelido na forma de nuvem. 
 Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser pesado a cada três 
meses, e toda vez que houver perda de mais de 10% no peso, deverá ser descarregado e 
recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de 6 meses para a pesagem. 
 Como não deixa resíduos, é ideal usar para equipamentos elétricos comuns. São 
fornecidos extintores portáteis de 1 kg até carretas de 50 kg ou mais. 
 
 
 
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 Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador: 
 Leva o extintor ao local do fogo; 
 Retira o pino de segurança; 
 Empunha a mangueira; 
 Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida. 
 
 
 
 
 
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 EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO 
 Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve umidade) e um agente 
propulsor que fornece a pressão, que pode ser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido 
para uso manual ou em carretas, pode ser sob pressão permanente ( pó tipo químico seco 
pressurizado) ou com pressão injetada (pó químico seco a pressurizar).Estes extintores são 
mais eficientes que os de gás carbônico, tendo seu controle feito pelo manômetro e, quando 
a pressão baixa, devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto, aos extintores de 
água. 
 Os extintores de pó químico seco devem ser operados da seguinte forma: 
 PRESSURIZADO: 
 Operador leva o extintor ao local do fogo; 
 Retira a trava ou o pino de segurança; 
 Empunha a mangueira; 
 Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida. 
 
 A PRESSURIZAR: 
 O operador leva o extintor ao local do fogo; 
 Abre o cilindro de gás; 
 Empunha a mangueira; 
 Ataca o fogo procurando formar uma 
nuvem de pó, a fim de cobrir a área 
atingida. 
 Há outros tipos de extintores de pó 
químico seco, que podem ser utilizados com 
eficiência nos incêndios classe A. São 
chamados extintores de pó tipo ABC ou 
Monex. 
 
 
 
 
 
 
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88 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
 6.27. UTILIZAÇÃO DE EXTINTORES 
Classe do Incêndio 
Tipo de Extintor 
Água Espuma CO2 
Pó Químico 
Seco 
“A” 
Papel 
Madeira 
Tecidos 
Fibras 
Sim Sim Não Não 
“B” 
Óleo 
Gasolina 
Graxa 
Tinta 
GLP 
Não Sim Sim Sim 
“C” 
Equipamentos 
Elétricos 
Energizados 
Não Não Sim Sim 
“D” 
Magnésio 
Zircônio 
Titânio 
Não Não Não 
Sim 
Obs: um pó 
químico 
especial 
 
 NOTA: Variante para classe "D": usar o método de abafamento por meio de areia seca 
ou limalha de ferro fundido. 
 * Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a forma de neblina. 
 ** Pode ser usado em seu início. 
 *** Existem pós químicos especiais (tipo ABC) 
 
 6.28. HIDRANTES 
 As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações de água com 
reservatórios apropriados - normalmente têm direito a descontos na tarifa de seguro-
incêndio. Para tanto, devem estar enquadrados nas especificações do IRB (Instituto de 
Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da Susep. 
 Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da empresa por meio de 
dois jatos simultâneos, dentro de uma raio de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do 
jato). 
 Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das mangueiras (30 m ou 15 m), 
devem-se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de 
neblina (requinte tipo universal). 
 
 
 
 
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7. PRIMEIROS SOCORROS 
 
 7.1. INTRODUÇÃO 
 Na área de prevenção de acidentes, deve haver a concentração de esforços de uma 
equipe de profissionais especializados, assim como de empresário, empregados e leigos. 
 Com o desenvolvimento, a complexidade das tarefas, o aumento da mecanização, o 
perigo se torna cada vez mais presente e iminente, o que requer providências urgentes no 
sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. 
 Entretanto é praticamente impossível anulá-los. Dai a necessidade de conhecimentos 
de Primeiros Socorros nos acidentes do trabalho que, nestas circunstâncias, desempenha um 
papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. 
 Por definição, Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser 
dispensados à pessoa, vítima de acidente ou mal súbito. 
 Via de regra, os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência, até a 
chegada de um médico, e se destinam a salvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem 
os males de que a vítima está acometida. Qualquer pessoa bem treinada poderá prestar os 
Primeiros Socorros, com serenidade, compreensão e confiança. Sem ter dúvidas, a primeira 
providência é controlar-se a si mesmo, porém o controle de outras pessoas é igualmente 
importante. 
 A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é 
um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento 
médico de emergência. Se não se diz nada, aumenta - se com isto o medo e a ansiedade, mas, 
se falar demasiado, poder-se-á provocar um alarme e uma situação de desespero 
desnecessária. As ações falam mais alto que as palavras. 
 O tom de voz tranquilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar - se 
em boas mãos, que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. A prática de 
emergência simuladas ajudará a realizar manobras corretas, serenas, suaves e seguras. 
 Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial, devido a perigos ou tipos de 
processos implicados, ainda assim, serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros 
Socorros. 
 
 
 
 
 
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 7.2. FERIMENTOS 
 Toda vez que um agente traumático, como faca, prego ou um golpe forte, entra em 
contato com a pele, produzindo ruptura, teremos a ocorrência de um ferimento. Se houver 
uma lesão apenas das camadas superficiais da pele, diremos que houve apenas uma 
escoriação local, porém se o trauma rompe todas as camadas da pele, teremos uma ferida. 
 Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, é a perda de sangue em 
maior ou menor quantidade, devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, 
dependendo da quantidade, poderá ser fatal. 
 O ferimento é lesão das mais frequentes e, na indústria, pode ocorrer pelos mais 
variados motivos, entre os quais batidas em ferramentas, máquinas, mesas, quedas, 
acontecendo também no trajeto residência empresa residência. 
 
 7.3. FERIMENTOS LEVES, SUPERFICIAIS E COM HEMORRAGIA MODERADA 
 CONDUTA: 
 
 
 7.4. FERIMENTOS PROFUNDOS, EXTENSOS E COM HEMORRAGIA 
 NOS MEMBROS 
 CONDUTA: 
 a) Estancar a hemorragia da seguinte maneira: 
 Manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou 
pano limpo, até parar a hemorragia; 
 b) Se a compressão não for suficiente para estancar a hemorragia, aplicar o 
torniquete, da seguinte maneira: 
 
 
 
 
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 Passe a tira ao redor do Dê um meio nó; 
 braço ou da perna; 
 
 Coloque um pedaço de madeira Dê um nó completo nopano, 
 (lápis, caneta, etc.); sobre a vareta; 
 
 Aperte o torniquete fazendo Fixe a vareta com as 
 girar a vareta; pontas do pano. 
 
 
 7.5. FERIMENTOS COM EXPOSIÇÃO DE ÓRGÃOS INTERNOS 
 Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. Quando isso 
acontece, através da ferida, podemos ver os órgãos internos como os músculos, tendões, 
ossos, pulmões, intestinos, etc. 
 
 
 
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92 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
 Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair 
pela ferida. Nesse caso, não se deve tentar colocar órgãos afetados no lugar. São casos muito 
graves e a tomada de primeiros socorros se faz urgente, chamando-se assistência médica e 
observando-se sinais vitais (pulso, batimentos cardíacos, respiração, etc.;). 
 CONDUTA: 
 Passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgãos expostos; 
 Cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizadas,molhadas, com água 
oxigenada, sem, no entanto, tentar recolocar no lugar os órgãos expostos; 
 Prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, sem apertar. 
 
 7.6. FERIMENTOS NA CABEÇA 
 Numa queda, tombo, ou cai sobre a cabeça um objeto pesado, pode ocorrer ferimento 
do crânio, assim como uma hemorragia intensa. Não acontecendo a hemorragia, o 
acidentado pode ficar desmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local do choque 
traumático um hematoma, também conhecido como "galo". 
 O QUE FAZER: 
 Deitar a vítima de costas, sem travesseiro; 
 Afrouxar todas as roupas; 
 Ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos, 
comprimido bem o curativo. 
 
 7.7. HEMORRAGIAS 
 Hemorragia é a perda de sangue através de ferimentos e cavidades naturais como 
nariz, boca, etc.; pode ser também interna, resultante de um traumatismo. 
 
 HEMORRAGIA NASAL 
 Pode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas ou então provocada 
choque traumático. 
 O QUE FAZER: 
 Sentar a vítima em uma cadeira, acalmando-a; 
 Comprimir a narina sangrante com os dedos; 
 Usar um chumaço de algodão tapando a narina sangrante; 
 Colocar compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e na fronte. 
 
 
 
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 HEMORRAGIA POR TOSSE 
 Em ambientes onde existam muitas poeiras, podem acontecer crises de tosse. Em 
algumas crises, a tosse é acompanhada de escarro, e este de sangue. Neste caso, está 
acontecendo algum problema pulmonar. 
 O QUE FAZER: 
 Sentar a vítima, acalmando-a; 
 Deixar tossir à vontade, evitar com que a vítima fale e não dar líquidos para beber; 
 Procurar a assistência médica imediatamente, para a orientação adequada. 
 
 HEMORRAGIA DIGESTIVA 
 Acontece nas pessoas que ingerem produtos químicos corrosivos, por acidente, ou é 
provocada por alguma doença no estômago. 
 O QUE FAZER: 
 Deitar imediatamente a pessoa, acalmando-a; 
 Afrouxar todas as roupas; 
 Colocar uma bolsa de gelo na região do estômago; 
 Dar pequenas quantidades de água, mas não outras bebidas; 
 Deixar vomitar à vontade, colocando a vítima de lado para que não aspire o vômito; 
 Chamar a assistência médica imediatamente, para orientação adequada. 
 
 HEMORRAGIA INTERNA 
 Uma colisão, um choque com objeto pesado pode acarretar ao trabalho, muitas vezes, 
uma hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos ( veias ou 
artérias) internamente, ou de órgãos importantes como o fígado ou baço. Como não vemos o 
sangramento, temos que prestar atenção a alguns sinais externos, para podermos fazer o 
diagnostico e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque. 
 
 
 
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 7.8. PELE 
 Está fria, com bastante suor. Apresenta-se pálida, e as mucosas dos olhos e da boca 
estão brancas. Estando consciente, sentirá o acidentado muita sede e tonturas e, com o 
tempo, poderá ir ao estado de choque clínico. 
 
 7.9. MÃOS E DEDOS 
 Ficam arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea provocada pela hemorragia. 
 O QUE FAZER: 
 Observar rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca e respiratória; 
 Deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo, mantendo-o 
mais imóvel possível; 
 Colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do traumatismo. 
 
 7.10. QUEIMADURAS 
 Queimaduras é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação do calor sobre o corpo do 
empregado. 
 Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicos elétricos. Temos como 
exemplos: 
 Contato com metais incandescentes; 
 Contato direto com o fogo; 
 
 
 
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 Vapores quentes ou líquidos ferventes; 
 Substâncias químicas como ácidos em geral, soda cáustica, potassa cáustica, etc.; 
 Contato elétrico; 
 Radiação infravermelhas e ultravioletas emanadas por fornos industriais. 
 Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a sua ocorrência na indústria se dá 
potencialmente em qualquer atividades, variando em função das condições de trabalho. 
 
 7.11. CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS 
 QUANTO À PROFUNDIDADE: 
1º GRAU - Quando a lesão é superficial, provocando apenas a vermelhidão da pele, sem 
formar bolhas. 
2º GRAU - quando provoca a formação de bolhas e apresenta restos da pele queimada soltos. 
3º GRAU - além da formação de bolhas, atinge os músculos e a camada interna do corpo. 
 QUANTO À EXTENSÃO: 
 É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada. Quanto maior a extensão 
da queimadura, maior é o risco que corre o empregado. Uma queimadura de 1º grau que 
abranja uma vasta extensão será considerada de muita gravidade. 
 
 7.12. PROCEDIMENTO EM QUEIMADURAS 
 AGENTES QUÍMICOS: 
 Retirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância química pode causar danos 
enquanto estiver em contato com a pele. Em seguida, lavar a área queimada com bastante 
água fria. 
 FOGO, METAIS INCANDESCENTES, LÍQUIDOS FERVENTES E VAPORES : 
 Apagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-se o cuidado para não 
atingir os olhos. Pode -se abafar com um cobertor ou rolar o acidentado no chão. 
 No caso de metais incandescentes, líquidos ferventes e vapores, afastar o acidentado 
desses agentes. Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria. 
 ELETRICIDADE: 
 Tirar a vítima do contato elétrico, com toda a precaução necessária, desligando-se a 
energia. 
 POR RADIAÇÃO INFRAVERMELHA E ULTRAVIOLETA (SOLAR): 
 Afastar o acidentado da fonte de calor radiante. O Uso de Pomadas, Líquidos e Cremes 
Existem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes para queimaduras. Elas poderão 
 
 
 
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ser utilizadas, mas somente em queimaduras de 1º grau, com orientação médica. Nas de 2º 
e 3º graus, estão formalmente contraindicadas. 
 O QUE FAZER: 
 Retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário, usar uma tesoura para 
cortá-la; 
 Lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se houver) do centro para 
fora, com cuidado, para não perfurar as bolhas; 
 Dar de beber água, se a vítima estiver consciente; 
 Cobrir, sem tocar com as mãos, a região com gaze esterilizada ou com pano limpo; 
 Encaminhar logo à assistência médica, para tratamento. 
 
 7.13. CHOQUE ELÉTRICO 
 A eletricidade pode produzir inúmeros acidentes, muitos dos quais mortais. Quando 
uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa por seu corpo e as consequênciaspodem 
ser mais ou menos graves, dependendo da intensidade da corrente elétrica, resistência e 
voltagem. 
 Na indústria, encontramos esse acidente quando há falta de segurança em eletricidade 
como: fios descascados, falta de aterramento elétrico, ferramentas portáteis, parte elétrica 
de um motor que, por defeito, está em contato com sua carcaça, etc. 
 O QUE FAZER: 
 Antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica, desligando a chave geral de 
força, retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada; 
 Se o item anterior não for possível, usar luvas de borracha grossa ou um amontoado 
de roupas ou jornais secos e afastar da vítima o fio ou aparelho elétrico: 
 Se o acidente ocorrer ao ar livre, afastar o fio elétrico da vítima com o auxílio de uma 
vara comprida e seca ou com um galho de árvore seco, fazendo esta operação com 
todo cuidado para não encostar no fio; 
 
 
 
 
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 Se o choque foi leve, seguir os itens do Estados de Choque; 
 Se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou respiratória, fazer as manobras 
de reanimação conforme 
 
 7.14. PARADA CARDÍACA E PARADA RESPIRATÓRIA; 
 Se houver queimaduras, proceder conforme Queimaduras; 
 Encaminhar ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamentos precisos. 
 
 7.15. CALOR 
 O empregado que exerce a sua atividade em ambientes cuja temperatura é alta está 
sujeito a uma série de alteração em seu organismo, com graves consequências à sua saúde. 
 São ambientes onde, geralmente, existem fornos, forjas, caldeiras, fundições, etc. 
 
 Os transtornos térmicos mais comuns são: 
 Problemas circulatório; 
 Anidrose (deficiência de suor). 
 O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação e geralmente acontece 
com indivíduos inaptos ao ambiente. A pessoa sente cansaço, náuseas, calafrios e apresenta 
respiração superficial e irregular, palidez ou tonalidade azulada no rosto, temperatura do 
corpo elevada, pele úmida e fria, diminuição da pressão arterial. 
 O QUE FAZER: 
 Retirar a vítima do ambiente de trabalho, onde esteja exposta ao calor; 
 Deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo; 
 Afrouxar a roupa da vítima; 
 Se estiver consciente, dar de beber água fresca, em pequena quantidade; 
 Levar imediatamente ao atendimento médico, para tratamento. A deficiência do suor 
é chamada de anidrose e ocorre quando uma parte da superfície corpórea não 
transpira. 
 
 
 
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 A vítima sente a pela seca, vermelha e quente. Apresenta pulsação rápida, dificuldade 
respiratória, de náuseas, vômitos, de convulsão, desmaios, temperatura do corpo elevada, 
podendo chegar até a morte. 
 O QUE FAZER: 
 Levar a vítima a um lugar arejado e fresco, despir suas roupas e colocar sua cabeça 
sobre um travesseiro; 
 Banhar o corpo da vítima com água fria; 
 Envolver a vítima com lençol úmido; 
 Se a vítima estiver consciente, dar líquidos para ela tomar, mas nunca bebidas 
alcoólicas ou estimulantes como café, chá, etc.; 
 Procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento 
precisos. 
 
 7.16. FRIO 
 Temos acidentes por frio nas empresas que trabalham com industrialização de 
alimentos congelados, armazenamento de alimentos e medicamentos que necessitam de 
temperaturas baixas. 
 
 O equipamento de proteção individual; que serve isolar do frio, pode causar 
dificuldades na movimentação, quer para segurar objetos, quer porque a visão fica 
prejudicada. As luvas e as botas, com a umidade, podem congelar as mãos e pés. Isso tudo 
pode levar a acidentes do trabalho, quedas, derrubada de materiais, congelamento das mãos 
e dos pés, desmaios, etc. 
 
 NO CASO DE CONGELAMENTO DOS PÉS OU DAS MÃOS 
 O QUE FAZER: 
 Levar a pessoa a um lugar aquecido, mantendo-a deitada; 
 Tirar imediatamente as botas, meias e luvas; 
 
 
 
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 Aquecer as partes congeladas com água quente (não fervente) ou panos molhados 
com água quente, realizando massagens delicadas para ativar a circulação nas partes 
próximas do membro congelado; 
 Dar bebidas quentes, como café ou chá (nunca bebidas alcoólicas); 
 Pedir ao acidentado para tentar movimentar os pés ou as mãos, para ajudar a 
recuperação da circulação (nunca massagear a parte congelada). 
 
 NO CASO DE DESMAIOS EM AMBIENTES FRIOS 
 O QUE FAZER: 
 Retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho; 
 Retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado com as mesmas roupas). 
 Cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna; 
 Fornecer bebidas quentes chá ou café, se estiver consciente, nunca bebidas alcoólicas; 
 Observar sinais vitais (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.); 
 Levar imediatamente à assistência médica. 
 
 7.17. ESTADO DE CHOQUE 
 O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre o coração, vasos 
sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo. 
 As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas : Infartos, taquicardias 
( coração trabalhando de modo acelerado ), bradicardias ( coração trabalhando lentamente), 
processos inflamatórios do coração; diminuição da quantidade de sangue dentro dos vasos: 
hemorragias, alteração dos vasos, traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras. 
 Na indústria, todas as causas citadas acima podem ocorrer, merecendo especial 
atenção os acidentes graves incluso com hemorragias extensas, com perda de substâncias 
orgânicas em prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou por envenenamentos 
por produtos químicos, ou por exposição a temperaturas extremas. 
 O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez, arroxeamento dos lábios, 
suor intenso, respiração rápida, curta e irregular, batimentos do coração mais frequentes, 
agitação, pele fria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido. 
 O QUE FAZER: 
 Deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés; 
 Afrouxar as roupas da vítima; 
 Agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas, jornais; 
 Estancar a hemorragia, se houver. 
 
 
 
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 Observar para cardiorrespiratória (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.); 
 Procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento 
precisos. 
 
 
 7.18. DESMAIOS 
 É a perda de consciência temporária e repentina, devida à diminuição de sangue e 
oxigênio no cérebro. O desmaio pode acontecer por falta de alimentos, por emoção, susto, 
acidentes, principalmente os que envolvem perda sanguínea, ambientes fechados e quentes, 
mudança brusca de posição. 
 Na indústria, o desmaio pode acontecer em qualquer atividade, desde que esteja 
presente alguma das causas acima citadas. 
 Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensação de falta de ar, tontura, 
zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos. 
 A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir há escurecimento da vista, 
falta de controle dos músculos e ela cai, perdendo os sentidos. 
 O QUE FAZER: 
 Manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa 
em relação ao resto do corpo; 
 Afrouxar as roupas; 
 Manter o ambiente arejado; 
 Se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a sua cabeça entre as coxas e 
pressioná-la para baixo; 
 Se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a respiração artificial; 
 Nos desmaios causados por um calor intenso, depois de reanimar a pessoa, e esta 
estiver consciente, oferecer água à vítima. 
 
 
 
 
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 7.19. CONVULSÃO 
 É a perda súbita da consciência, acompanhadade contrações musculares muito 
bruscas e involuntárias. Como causas de convulsões, podemos citar a febre muito alta, 
traumatismo na cabeça, intoxicações, epilepsia e outras doenças. 
 Na indústria, podemos encontrar esta afecção em indivíduos de qualquer função e 
tanto em pessoas com história anterior de convulsão, como o aparecimento do quadro pode 
acontecer na condição de empregados de empresas. De um modo específico, podemos 
encontrar certos empregados com convulsão quando expostos a agentes químicos de poder 
convulsígeno, tais como os inseticidas clorados e o óxido de etileno. 
 No ataque típico, o indivíduo perde a consciência, pode parecer que para a sua 
respiração e, ao mesmo tempo, seu corpo vai se tornando rígido. Aparecem movimentos 
incontrolados das pernas e braços. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo. 
 Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos, tornando-se, então 
menos violentos o paciente vai se recuperando gradativamente. Mas as contrações podem 
variar na sua gravidade e duração. 
 Durante a recuperação há perda da memória, que retorna aos poucos. 
 O QUE FAZER: 
 Amparar a cabeça; 
 Acomodar o indivíduo; 
 Retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos; 
 Afrouxar as roupas da vítima; 
 Virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por vômitos ou secreções; 
 Colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a língua ou a engula 
provocando asfixia; 
 Afastar o indivíduo de objetos pontiagudos, que possam causar traumatismos durante 
as contrações; 
 Deixar repousar até que volte a consciência; 
 
 
 
 
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 Não estimular a vítima com sacudidas, álcool, amoníaco, vinagre, etc.; 
 Não jogar água; 
 Não ficar com medo da salivação; 
 Encaminhar ao Serviço médico para orientação e tratamento adequado. 
 
 7.20. INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS 
 São muito frequentes, numa indústria, os casos de envenenamentos e/ou intoxicações 
por substâncias químicas. Essas substâncias podem ser de diversas naturezas, dependendo do 
tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza. 
 Os meios de intoxicação são: 
 Via oral, 
 Via respiratória e 
 Pele. 
 A via oral é importante, em virtude de o acidente provocado através dela ocorrer 
quase acidentalmente. O hábito de fumar, lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos, 
portanto a falta de higiene, pode levar ao acidente. 
 A via respiratória, quando se fala em intoxicações industriais, é a mais importante. 
 O empregado exposto a agentes químicos acima de determinadas quantidades, sem o 
uso de equipamento de proteção respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se. Ocorre 
uma intoxicação pela pele, quando alguns agentes penetram através das roupas, 
contaminando a pessoa. Para socorrer um acidentado, devemos conhecer todas as 
substâncias químicas que são utilizadas na empresa. 
 
 7.21. INTOXICAÇÃO POR VIA ORAL 
 SUBSTÂNCIAS ÁCIDAS 
 O QUE FAZER: 
 Retirar o intoxicado do local de trabalho; 
 Se estiver consciente, dar de beber água em pequena quantidade, para diluir o ácido; 
dar leite de magnésia ou leite comum, ou 1/4 de copo de azeite; 
 Se estiver inconsciente, retirar todos os objetos que estão dentro da boca, como 
dentaduras, restos de comida, saliva, vômito, etc. 
 
 
 
 
 
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 7.22. INTOXICAÇÃO POR VIA RESPIRATÓRIA 
 O QUE FAZER: 
 Retirar o acidentado do local de trabalho; 
 Verificar a respiração da pessoa intoxicada; 
 Se houver parada respiratória, iniciar imediatamente a respiração artificial. 
 
 7.23. INTOXICAÇÃO POR PELE 
 O QUE FAZER: 
 Retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um lugar fresco e arejado; 
 Retirar toda a roupa do acidentado; 
 Lavar com bastante água o corpo. 
 
 7.24. SUBSTÂNCIAS ALCALINAS (SOLDA, POTASSA) 
 O QUE FAZER: 
 Retirar o intoxicado do local de trabalho; 
 Se estiver inconsciente, retirar todos os corpos estranhos da boca; 
 Eventualmente se pode dar 1/4 de copo de azeite. 
 
 7.25. OUTRAS SUBSTÂNCIAS 
 O QUE FAZER: 
 Retirar o intoxicado do local de trabalho; 
 Estando inconsciente, prevenir a parada cardiorrespiratória, observando as pulsações 
e a respiração. 
 
 7.26. CORPOS ESTRANHOS 
 Chamamos de corpo estranho qualquer elemento que possa penetrar nas cavidades 
naturais, como os olhos, ouvidos, nariz e garganta. Geralmente, nas partes desprotegidas do 
empregado. 
 
 
 
 
 
 
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 CORPO ESTRANHO NOS OLHOS: 
 Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o trabalho e, portanto, mais 
suscetíveis de receber corpo estranho, seja estilhaço, farpas, estrepes, pó de metal ou de 
terra e produtos químicos. 
 TRATAMENTO: 
 Pedir para que a vítima feche os olhos, pois as lágrimas poderão retirar o corpo 
estranho; não esfregar ou mexer o olho atingido; 
 Se for uma quantidade grande de poeira ou um produto químico, lavar com bastante 
água corrente, de preferência água que foi fervida anteriormente (águas desligada). 
No caso de ter o "lava-olhos", usá – o adequadamente mas não tentar retirar o objeto 
com qualquer tipo de instrumento ou assoprar o olho; 
 Se com essas medidas não sair o corpo estranho, tapar o olho afetado com uma gaze 
que estiver esterilizada ou pano limpo sem comprimir. Encaminhar ao médico 
imediatamente. 
 
 CORPO ESTRANHO NO OUVIDO: 
 O ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de corpos estranhos. 
 Geralmente são colocados grãos de feijão, soja, pequenas pérolas, etc.., 
voluntariamente, pelas crianças, ignorantes do perigo. Pode ser ainda que insetos, como 
besouros, moscas, entrem involuntariamente. 
 O QUE FAZER: 
 Levar imediatamente ao médico, para atendimento especializado. 
 
 CORPO ESTRANHO NO NARIZ: 
 Incidente raro em ambientes de trabalho e comum entre as crianças, no lar. Estas, 
quando cometem este ato, geralmente não o comunicam aos pais, ele pode se notado pela 
obstrução, dores nas narinas, secreção nasal purulenta e sangramento. Os objetos podem ser 
diversos, por exemplo, grãos de cereais e pequenos artefatos de plásticos, madeira ou 
papelão. 
 O QUE PODE SER FEITO: 
 Fechar a narina que está livre e, mantendo a boca fechada, assuar com força, 
impelindo para foras o objeto; 
 Se não der resultado, não tentar retirar com instrumentos pontudos, pinças, palitos, 
agulhas e levar ao médico imediatamente. 
 
 
 
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 CORPO ESTRANHO NA GARGANTA: 
 Geralmente, um corpo estranho na garganta provém de uma ingestão voluntária ou 
não de pedaços grandes de qualquer elemento que não consegue passar dessa região. O 
problema maior que pode causar é a asfixia e a morte por insuficiência respiratória. 
 As crianças, por curiosidade, por ingenuidade, ingerem botões, moedas, bolas de 
gude, etc., causando transtornos sérios. 
 O QUE SE PODE FAZER: 
 Baixar a cabeça e o tórax, batendo levemente entre as omoplatas, provocando a tosse; 
 Encaminhar imediatamente ao médico. 
 
 7.27. FRATURAS E LESÕES DE ARTICULAÇÃO 
 É o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem. 
 As fraturas podem ser fechadas, quando a pele não é rompida pelo osso quebrado, e 
expostas ou abertas, quando o osso atravessa a pele e fica exposto. 
 Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem ser imobilizadas. 
 Nas indústrias, a fratura pode ocorrer em razão de quedas e movimentos bruscos do 
empregado, batidas contra objetos, ferramentas, maquinário, assim como quedas dos 
mesmos sobre o empregado. 
 Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando houver sido constatado pelo 
menos dois itens abaixo mencionados: 
 Dor intensa no local, que aumente ao menor movimento ou toquena região; 
 Edema local (inchaço); 
 Crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de papel); 
 Hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no local) ou equimose 
(mancha de coloração azulada na pele), que aparece horas após a fratura; 
 Paralisia (lesão dos nervos). 
 Observação: nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. Isso deverá ser feito em 
local e por pessoal qualificado. 
 O QUE FAZER: 
 a) EM CASO DE FRATURAS: 
 Colocar a vítima deitada em posição confortável; 
 Estancar eventual hemorragia, conforme o Hemorragias, em caso de fraturas expostas 
ou abertas; 
 Imobilizar as articulações mais próximas do local cm suspeita de fratura, a fim de 
impedir a movimentação, utilizando jornais, revistas, tábuas, papelão, etc.; convém 
 
 
 
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acolchoar com algodão, lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão em contato 
com a tala; 
 Não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o segmento fraturados; 
 Encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento precisos; 
 b) EM CASO DE LESÃO ARTICULAR: (entorses, luxações e contusões) 
 Colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável; 
 Nas primeiras 24 horas, aplicar frio intenso no local com bolsa de gelo ou compressas 
frias úmidas; posteriormente, aplicar calor local; 
 Imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir os movimentos, 
diminuindo assim a dor; 
 Após decorridas as primeiras 24 horas, pode-se aplicar calor no local e imobilizá-lo, 
mantendo a região aquecida; 
 Encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento precisos. 
 Observação: não massagear ou friccionar o local afetado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8. CONTROLE AMBIENTAL 
 
 
 8.1. MEIO AMBIENTE 
 Constitui-se num conjunto de elementos e fatores indispensáveis à vida, de ordem 
física, química e biológica. 
 
 8.2. CONTROLE AMBIENTAL 
 Caso seja encontrado alguma ocorrência ambiental, é feito um contato com o gerente 
da área para providenciar ações corretivas. 
 Semanalmente todas estas ocorrências são relatadas em documento denominado 
Boletim Ambiental para se informar a todo corpo gerencial, e para posteriores providências. 
 Caso o desempenho ambiental não esteja em conformidade com a legislação, a 
empresa é notificada com prazo estabelecido corrigir o desvio encontrado. 
 A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão da empresa, que tem 
como objetivo avaliar o cumprimento dos padrões, a legislação e a melhoria do desempenho 
da Empresa. 
 Para analisar o desempenho ambiental de cada empreendimento, são feitos 
monitoramento para avaliar, a quantidade do ar ambiental, as emissões das fontes ( 
chaminés) e do corpo recepto (mar). 
 No caso específico de siderurgia os principais parâmetro são: Dióxido de enxofre, 
material particulado, e poeira sedimentável no ar e sólidos em suspensão, pH, amônia, 
cianeto, fenol em efluentes hídricos. 
 
 8.3. PADRONIZAÇÃO AMBIENTAL 
 Implantação de Padrões Técnicos Ambientais de emissão e de lançamento para cada 
área da Companhia, e alguns de caráter geral dentre os quais podemos citar: 
 Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais: Que regulamenta as 
responsabilidades da área em comunicar toda e qualquer ocorrência que afete meio 
ambiente no âmbito da empresa. 
 
 
 
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 Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais: Este padrão orienta os 
responsáveis por cada centro de custos, como processar a apuração dos gastos 
relacionados com os sistemas ou equipamentos de controle ambiental. 
 Para controle das emissões hídricas todo lançamento efetuado pelas áreas devem 
estar dentro dos padrões de lançamento estabelecidos pela legislação. 
 
 8.4. RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 
 Para que o objetivo da empresa seja alcançado, no que se refere ao meio ambiente, é 
necessário que cada empregado, exerça suas atividade sem agredir o meio ambiente, 
procurando reconhecer entre suas tarefas, quais as práticas ambientalmente correta para 
executá-las. 
 
 8.5. POLUIÇÃO 
 É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou 
indiretamente: 
 Prejudicam a saúde, a segurança e o bem estar da população; 
 Criam condições adversas as atividades sociais e econômicas; 
 Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna; 
 Afetam as condições estáticas ou sanitárias do Meio Ambiente; 
 Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. 
 
 8.6. POLUIÇÃO DO SOLO/RESÍDUOS 
 São modificações ocasionais no solo adivinhas de disposição inadequada de materiais 
sólidos, líquidos e gases. Exemplo: Rejeitos industriais, lixo doméstico, etc. 
 
 8.7. CONTROLE DA POLUIÇÃO POR RESÍDUOS 
 O controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas no controle da sua 
disposição, mas principalmente na redução da geração, reutilização, reciclagem e 
comercialização. 
 
 
 
 
 
 
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 8.8. SISTEMÁTICA PARA CONTROLE DA POLUIÇÃO POR RESÍDUOS 
 Segregação: Consiste em separar os resíduos para que não haja contaminação entre eles. 
 Exemplo: Papel / papelão, vidro, metal, lixo orgânico/rejeito. 
 Acondicionamento: Consiste em depositar cada material separadamente em 
recipientes específicos. 
 Exemplo: Papel/papelão na lixeira de papel; plástico na lixeira de plástico; vidro na 
lixeira de vidro; metal na lixeira de metal; lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo; óleo em 
tambores; etc. 
 
 8.9. BACIAS DE CONTENÇÃO 
 Consiste em uma área com proteção de mureta normalmente em tijolo / bloco ou 
concreto, para que o material ali depositado, não seja carregado pela a chuva para as pistas e 
sistema de drenagem. 
 
 8.10. DISPOSIÇÃO ADEQUADA 
 Consiste em depositar o material em recipientes apropriados. Exemplo: Lixeira, cestos, 
tambores, caixas e baias de contenção, etc. 
 
 8.11. PÁTIOS APROPRIADOS 
 Consiste em áreas pré-estabelecidas para depositar um determinado tipo de material, 
e com proteção de muretas, cortinas de proteção com árvores e sistema de drenagem 
apropriado para o escoamento da água e recolhimento do material ali depositado. 
 
 8.12. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 
 São alterações no ar atmosférico em sua composição natural, por introdução de 
elemento estranho fora dos padrões ambientais, ou por desequilíbrio na porção de seus 
componentes, de maneira a causar prejuízos ambientais com danos a saúde e à economia. 
 Exemplo: Poeira, fumaça, gases, etc. 
 
 8.13. CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 
 O controle das emissões atmosférica industriais deve ser feito através de uma 
introdução adequada dos equipamentos industriais que são na sua maioria despoeiramento e 
instalação de sistemas específicos para controle da poluição. 
 
 
 
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 8.14. EQUIPAMENTOS DE CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 
 Precipitadores Eletrostáticos: A poeira é carregada eletricamente e a seguir e retirada 
por ação magnética. 
 Filtros de Mangas: Indicados para a remoção de poeiras, estas são retidas ao 
atravessarem um tecido industrial (similar ao aspirador de pó). 
 Ciclones - removem poeiras mais grossas, por ação de força centrífuga. 
 Lavadores - a poeira é retirado do ar por spray de água à alta pressão. 
 
 8.15. POLUIÇÃO HÍDRICA 
 São alterações na composição e nas características da água, provocada por 
lançamentos de efluentes industriais e esgotos. 
 Exemplo: Vazamento de óleo, lamas, esgotos sem tratamento, materiais sólidos, etc. 
 
 8.16. CONTROLE DA POLUIÇÃO HÍDRICA 
 O controle da poluição hídrica é feita através de umas técnicas detratamento, que 
tem por finalidade reduzir impurezas melhorando a qualidade da água sobre os seguintes 
aspectos: sanitário, estético e econômico. 
 
 8.17. SISTEMAS DE CONTROLE DA POLUIÇÃO HÍDRICA 
 Tratamento Biológico (valor de oxidação): O tratamento biológico do esgoto 
doméstico ou industrial, consiste na decomposição biológica, através de 
microrganismos que consomem o material poluente nos esgotos. 
 Caixa de Separação óleos e graxas: Este tratamento consiste em separar o óleo 
presente nos efluentes principalmente de oficinas, em função da diferença de 
densidade entre o óleo e a água. 
 Bacias de decantação: Consiste em se passar o efluente por tanques de decantação, 
com períodos de detenção que possibilitam a decantação do material em suspensão 
presente nos efluentes. 
 Tratamento Químico: São processos de neutralização e ou coagulamento através dos 
quais substâncias químicas tóxicas / ou não, são eliminados dos efluentes industriais.Esclarecendo: o acidente propriamente dito é a 
ocorrência que tem consequência (lesão) imediata em relação ao momento da ocorrência 
(queda = fratura, luxação, escoriações). A Doença Ocupacional é consequência mediata em 
relação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo hoje, saturnismo após algum 
tempo). 
 O acidente, não implica, necessariamente em lesão, podendo ficar somente no risco 
de provocá-la (acidente sem vítima). Assim, a queda de uma marreta, por exemplo, é o 
acidente que pode ser com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém). 
 A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB 18 (Norma Brasileira 
no 18) focaliza o acidente sob os seguintes aspectos: 
 Tipo: Classifica o acidente quanto à sua espécie, como Impacto de Pessoa Contra (que 
se aplica aos casos em que a lesão foi produzida por impacto do acidentado contra um objeto 
parado, exceto em casos de queda); Impacto Sofrido (o movimento é de objeto); 
 Queda com Diferença de Nível (ação da gravidade, com o objeto de contato estando 
abaixo da superfície em que se encontra acidentado); 
 Queda em Mesmo Nível (movimentado devido à perda de equilíbrio, com o objeto de 
contato estando no mesmo nível ou acima da superfície de apoio do acidentado); Atrito ou 
Abrasão; Aprovisionamento, etc. 
 
 
 
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 POR QUE O ACIDENTE DO TRABALHO DEVE SER EVITADO 
 Sob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente do trabalho apresenta 
 fatores muito negativos no que se refere ao aspecto humano, social e econômico, as 
 consequências se constituem num forte argumento de apoio a qualquer ações de 
 controle e prevenção dos perigos e infortúnios ocasionais. 
 
 
 1.3. ASPECTO HUMANO 
 Consultar as estatísticas oficiais, que registram os acidentes que prejudicam 
integridade física do empregado, para conhecimento do grande índice de pessoas 
incapacitadas para o trabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como consequência a 
desestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúnios repercutem por tempo 
indeterminado. 
 
 1.4. ASPECTO SOCIAL 
 Em referência a este aspecto, vamos analisar o acidente do trabalho e suas 
consequências sociais, visando a estes dois aspectos: 
 O acidente do trabalho como efeito; 
 O acidente do trabalho como causa. 
 Se considerar o acidente do trabalho como efeito quando ele resulta de uma ação 
imprudente ou de condições inadequadas, quando ele resulta de uma inobservância das 
normas de segurança; pode-se considerá-lo como causa quando se tem em vista as 
consequências dele advindas. 
 Como pode - se deduzir, são imensuráveis, em termos de extensão e em proporção, as 
consequências dos acidentes do trabalho. Mas, o importante diante de todos os aspectos que 
possam ser apresentados, é que as pessoas se inteiram dessa realidade, interessando-se pela 
aplicação correta das medidas de prevenção do acidente, para não se tornarem vítimas do 
mesmo. 
 
 1.5. ASPECTO ECONÔMICO 
 Um dos fatores altamente negativos, resultante dos acidentes do trabalho, é o 
prejuízo econômico cujas consequências atingem ao empregado, a empresa, a sociedade e, 
em uma concepção mais ampla, a própria nação. 
 
 
 
 
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 Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e das indenizações recebidas por 
ele ou por seus familiares através da Previdência Social, no caso de acidentar-se, os prejuízos 
econômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização não lhe garante 
necessariamente o mesmo padrão de vida mantido até então. E, dependendo do tipo de lesão 
sofrida, tais benefícios, por melhores que sejam, não repararão uma invalidez ou a perda de 
uma vida. Na empresa, onde os prejuízos econômicos derivados dos acidentes variam em 
função da importância que ela dedica à prevenção de acidentes. A perda ainda que de alguns 
minutos de atividade no trabalho traz prejuízo econômico, o mesmo acontecendo com a 
danificação de máquinas, equipamentos, perda materiais etc. 
 Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao acidente que atinge o empregado, 
variando as proporções quanto ao tempo de afastamento do mesmo, devido à gravidade da 
lesão. 
 As consequências podem ser, dentre outras: a paralisação do trabalho por tempo 
indeterminado, devido à impossibilidade de substituição do acidentado por um elemento 
treinado para aquele tipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica negativa que atinge os 
demais empregados e que interfere no ritmo normal do trabalho, levando sempre a uma 
grande queda da produção. 
 Em termos gerais, esses são alguns fatores que muito contribuem para os prejuízos 
econômicos tanto do empregado quanto da empresa. 
 
 1.6. IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS DO ACIDENTE 
 É fundamental que se entenda que a busca da causa de um acidente não tem, 
absolutamente, o objetivo de punição, mas, sim, o de encontrar a partir das causas, as 
medidas que possibilitem impedir ocorrências semelhantes. 
 A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança sanguínea) ou de 
meio-ambiente (cultura). Pode, também, originar-se de falha pessoal. Clareando: a 
Hereditariedade, processo de transmissão de características físicas e mentais dos ascendentes 
(pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos, netos, etc.), quando o ambiente é propício, 
manifesta-se sob a forma de fobias, principalmente as claustrofobia ( medo de lugares 
fechados), acrofobia (medo de altura), etc., e de outras formas. 
 Tal manifestação interfere na formação do homem, dando oportunidade ao 
afloramento das falhas pessoais (atitudes impróprias, inadequadas, por exemplo: 
imprudência, negligência, exibicionismo, insubordinação, etc.). 
 A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer Atos Inseguros ou criar/permitir 
condições Inseguras. 
 
 
 
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 Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários e no meio-ambiente 
da primeira infância do homem. As características indesejáveis, herdadas (hereditariedade) 
ou adquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falha pessoal que, por sua vez, 
induz o homem a criar ou permitir a condição insegura e/ou praticar o ato inseguro, que são 
as causas aparentes do acidente que pode, ou não, resultar em lesão pessoal. 
 Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admite um novo empregado 
que terá a ocupação de escarfador. O candidato selecionado é jovem na sua primeira 
empresa. 
 Até então, trabalhará no quiosque do pai, na praia de Camburi, o dia todo, à vontade, 
de sunga, vez por outra tomando uma aguinha de coco, enquanto inspecionava biquínis e 
similares. Pois bem, esse rapaz começa a trabalhar na empresa e, após treinamento, se vê 
todo equipado para o trabalho; possivelmente, não se adaptará, sentir-se-á agoniado, preso: 
 A situação é muito diferente e a tendência é chegar ao acidente. 
 
 1.7. ATO INSEGURO 
 
 O Ato Inseguro é a desobediência a um procedimento seguro, comumente aceito. Não 
é necessariamente a desobediência a norma ou procedimento escrito, mas também àquelas 
normas de conduta ditadas pelo bom senso, tacitamente aceitas. Na caracterização do Ato 
Inseguro cabe a seguinte questão: nas mesmas circunstâncias uma pessoa prudente agiria da 
mesma maneira? 
 Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que oriente para não se segurar, 
na palma da mão, um ferro elétrico aquecido, porém, se alguém o fizer, estará cometendo um 
Ato Inseguro. 
 
 
 
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 O ATO INSEGURO OCORRE EM TRÊS MODALIDADES: 
 OMISSÃO: A pessoa Não Faz o que deveria fazer. Exemplo: Deixar de impedir 
equipamento. 
 COMISSÃO: A pessoa faz o que Não Deveria Fazer Exemplo: Operar equipamento sem 
estarcapacitado e/ou autorizado. 
 VARIAÇÃO: A pessoa faz algo De Modo Diferente do que deveria fazer. Exemplo: Para 
"encurtar caminho", salta da plataforma em lugar de descer pela escada. É claro que a 
"Omissão" implica em existência/conhecimento de norma/procedimento específico. Quanto 
às "Comissão" e "Variação", a desobediência pode ocorrer ao próprio bom senso, não, 
necessariamente a normas, instruções /e procedimentos. 
 
 1.8. CONDIÇÃO INSEGURA 
 
 A Condição Insegura são as condições de ambiente, cuja correção não são da alçada 
do acidentado. A Condição Insegura compreende máquinas, equipamentos, materiais, 
métodos de trabalho e deficiência administrativa. Para efeito de maior clareza, podemos 
classificar a condição insegura em quatro classes: 
 MECÂNICA: máquina/ferramenta/equipamento defeituoso, sem proteção, 
inadequado, etc. 
 FÍSICA: "Lay-out" (arrumação, passagens, espaço, acesso, etc.). 
 AMBIENTAL: Ventilação, iluminação, poluição, ruído, etc. 
 MÉTODO: Procedimento de Trabalho inadequado, padrão inexistente, processo 
perigoso, método arriscado, supervisão deficiente, etc. 
 A Condição Insegura ocorre, também, em três modalidades, todas elas, derivadas das 
posições de comando: 
 NEGLIGÊNCIA: (corresponde à omissão do Ato Inseguro): deixar de fazer o que deve 
ser feito. Exemplo: Deixar de reparar escada defeituosa. Permitir práticas inseguras. 
 
 
 
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 IMPERÍCIA: derivada da falta de conhecimento/experiência específica. Mandar Fazer 
sem Estabelecer Procedimento Exemplo: Não fixar padrão/procedimento de trabalho. 
 IMPRUDÊNCIA: Mandar fazer de forma diferente do estabelecido. Exemplo: Mandar 
improvisar ferramenta. É importante frisar que a Condição Insegura e Ato Inseguro são a 
causa final de um acidente, ou seja, a ação que deflagrou a ocorrência, a "gota d'água" que 
fez transbordar o conteúdo do copo, mas outros fatores concorreram para a ocorrência e 
esses fatores, "as causas de causa” precisam ser identificadas para a prevenção. Daí, a 
importância de estudar as "Hereditariedades e Meio-Ambiente" (muito difícil para a indústria 
comum) e as "Falhas Pessoais", estas mais visíveis, a partir das convivência e observação. 
Aliás, as convivência e observação precisam ser valorizadas. A observação é tão importante 
que a sua negligência tem o poder de alterar o Ato Inseguro para a Condição Insegura. 
 É verdade, a norma diz que se um ato inseguro vem sendo cometido repetidas vezes, 
por tempo suficiente para ter sido "observado" e "corrigido" e não é, deixa de ser Ato para ser 
Condição Insegura, enquadrando-se como "Negligência" da supervisão. 
 
 1.9. CLASSIFICAÇÃO DO ACIDENTE 
 O acidente pessoal, em termos de gravidade da lesão que provoca, é classificado de 
duas formas: 
 1º - Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de retornar ao trabalho, 
em suas funções, no dia imediato ao da ocorrência, ele é dito Com Lesão, Com Afastamento, 
o conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Mesmo que o acidentado possa trabalhar, em suas 
funções, no dia seguinte ao da ocorrência, a lesão pode ser classificada de: "Com 
Afastamento" (CPT), desde que dela resulte uma incapacidade permanente, exemplo, a perda 
de uma falange (nó) de um dedo. 
 2º - Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de trabalhar no dia 
seguinte ao da ocorrência, temos o conhecido (Sem Perda de Tempo) SPT, oficialmente 
classificado de Lesão Sem Afastamento. 
 É importante frisar que tal classificação se refere unicamente à gravidade da lesão e 
do acidente. Podemos ter acidentes até mesmo impessoais de alta gravidade. 
 
 1.10. PADRÃO OPERACIONAL 
 É o estabelecimento do método correto e, consequentemente, seguro de execução do 
trabalho. Fundamentado no conhecimento do trabalho, exige constante aperfeiçoamento, 
adequando-se quanto ao como, onde, quando e com o que fazer. O Padrão Operacional 
somente pode ser considerado se estiver registrado (escrito), ser conhecido e estar ao alcance 
 
 
 
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de todos os envolvidos no trabalho. Seu ponto chave é o Detalhe, o detalhe que não pode ser 
negligenciado ou esquecido, já que, de imediato, a curto, médio ou longo prazos pode 
representar o fracasso do trabalho, do seu trabalho. Ninguém está mais capacitado que você 
para saber qual a melhor maneira de executar o seu trabalho. Organizando a tarefa, 
discutindo-a com seus colegas, aperfeiçoando-a sempre e mantendo o seu registro, chegará 
naturalmente ao Padrão ideal que requer constantes avaliações e adequações, obtidas 
através de Análise de Riscos que é, em resumo, a ferramenta de atualização do Padrão. 
 
 Lembre - se, o Padrão Operacional precisa ser registrado, escrito e receber constantes 
adequações. O bom Padrão Operacional não sobrevive sem retoques. Busque o Padrão junto 
ao seu Gerente Supervisor, é ele o centralizador, o catalisador do Padrão, você é o usuário, o 
gerador de aperfeiçoamento do mesmo. Zele por ele que é seu melhor companheiro. 
 
 
 A IMPORTÂNCIA DO DETALHE: 
 “Pela falta de um cravo, a ferradura foi perdida; Pela falta da ferradura, o cavalo foi 
 perdido; pela perda do cavalo, o cavaleiro se perdeu; pela perda do cavaleiro, a 
 batalha foi perdida, pela perda da batalha, o reino foi perdido, e tudo porque um 
 cravo de ferradura foi perdido!”. (Benjamim Frankilin) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇA O 
(EPC – EPI) 
 
 Conforme Portaria 3.214 do MTb, NR4, toda empresa enquadrada no Grau de Risco 4 
(risco elevado de acidentes) e portanto, podem existir nos locais de trabalho, condições que 
poderão ocasionar danos à saúde ou à integridade física do empregado. Estes riscos devem 
ser neutralizados ou eliminados por meio da utilização dos equipamentos de proteção, que 
oferecem: 
 PROTEÇÃO COLETIVA (EPC): beneficiam a todos os empregados indistintamente. 
 PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI): protegem apenas a pessoa que utiliza o equipamento. 
 
 Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado 
ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes 
circunstâncias: 
 a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não 
oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças 
profissionais e do trabalho; 
 b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; 
 c) Para atender situação de emergência. 
 
 2.1. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC 
 
 
 
 
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 São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria fonte. São elas as 
proteções em furadeiras, serras, prensas; os sistemas de isolamento de operações ruidosas; 
sistemas exaustores de gases e vapores; as barreiras de proteção; aterramentos elétricos; 
dispositivos de proteção em escadas. 
 
 2.2. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI 
 O equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de 
fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do 
trabalhador. 
 SELEÇÃO DO EPI: seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só 
dos equipamentos como, também, das condições em que o trabalho é executado. 
 
É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e, principalmente, o grau de 
proteção que o equipamento deverá proporcionar. 
 
 2.3. CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS EPI 
 Pode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte do corpo que devem 
proteger: 
 
 2.4. PROTEÇÃO DA CABEÇA 
 
 
 
 
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 CAPACETE: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado e de impacto contra 
objeto imóvel e somente estará completo e em condições adequadas de uso se 
composto de: 
 Casco: É o capacete propriamente dito; 
 Carneira: É uma armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro 
cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto; 
 Jugular: Presta-se à fixação do capacete à cabeça. O capacete de Celeron se presta, 
também, à proteção contra radiação térmica. 
 
 
 2.5. PROTEÇÃO DOS OLHOS 
 ÓCULOS DE SEGURANÇA : Protegem os olhos de impacto de materiais projetados e de 
impacto contra objetos imóveis. Os óculos de segurança usados na empresa são, 
comprovadamente, muito eficazes quanto à proteção contra impactos. Para a 
proteção contra aero dispersóides (poeira), os óculos de ampla visão, que envolvem 
totalmente a região ocular. 
 
 Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença de aero dispersóides (poeira), 
a afetiva proteção dos olhos se obtém com o uso dos dois EPI - óculos de segurança (óculos 
basculáveis) óculos de ampla visão, ao mesmo tempo. 
 
 
 
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 2.6. PROTEÇÃO FACIAL 
 
 PROTETOR FACIAL: Protege todo o rosto de impacto de materiais projetados e de 
calor radiante, podendo ser acoplado ao capacete. É articulado e tem perfil côncavo e 
tamanho e altura que permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído em 
acrílico, alumínio ou tela de aço inox. 
 
 2.7. PROTEÇÃO DAS LATERAIS E PARTE POSTERIOR DA CABEÇA 
 
 CAPUZ: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca) de projeção de 
fagulhas, poeiras e similares. Para uso em ambientes de alta temperatura, o capuz é 
equipado com filtros de luz, permitindo proteção também contra queimaduras. 
 
 2.8. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 
 MÁSCARAS: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos, asfixiantes e contra 
aéros dispersóides (poeira). Elas protegem não somente de envenenamento e asfixias, 
mas, também, da inalação de substâncias que provocam doenças ocupacionais 
(silicose, siderose, etc.).Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com 
ou sem alimentação de ar. 
 
 
 
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 2.9. PROTEÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES 
 PROTETORES DE PUNHO, MANGAS E MANGOTES: Protegem o braço, inclusive o 
punho, contra os impactos cortantes e perfurantes, queimaduras, choque elétrico, 
abrasão e radiações ionizantes e não ionizantes. 
 
 
 LUVAS: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes, de calor, 
choques elétricos, abrasão e radiações ionizantes. 
 
 
 
 
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 2.10. PROTEÇÃO AUDITIVA 
 
 Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra 
o aparelho auditivo. Existem em dois tipos básicos: 
 TIPO PLUG (borracha macia, espuma de poliuretano ou PVC), é introduzido no canal 
auditivo. 
 
 
 TIPO CONCHA, que cobre todo o aparelho auditivo e protege também o sistema 
auxiliar de audição (ósseo). 
O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que é o som indesejável) a 
níveis compatíveis com a saúde auditiva. Isso significa que, mesmo usando o protetor 
auricular, ouve-se o som mais o ruído, sem que este afete o usuário. 
 
 
 
 2.11. PROTEÇÃO DO TRONCO 
 PALETÓ: Protege troncos e braços de queimaduras, de perfurações, de projeções de 
materiais particulados e de abrasão, calor radiante e de frio. 
 
 
 
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 AVENTAL: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros inferiores – alguns 
modelos (tipo barbeiro) protegem também os membros superiores – contra 
queimaduras, perfurações radiantes, calor, projeção de materiais particulados, ambos 
permitindo uma boa mobilidade ao usuário. 
 
 
 2.12. PROTEÇÃO DA PELE 
 LUVA QUÍMICA: Creme que protege a pele, membros superiores, contra a ação dos 
solventes, lubrificantes e outros produtos agressivos. 
 
 
 
 
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 2.13. PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES 
 CALÇADO DE SEGURANÇA: Protege os pés contra impactos de objetos que caem ou 
são projetados, impactos contra objetos imóveis e contra perfurações. 
Por norma, somente é de segurança o calçado que possui biqueira de aço para 
proteção dos dedos. 
 
 
 PERNEIRAS: Protegem a perna contra projeções de aparas, fagulhas, limalhas, etc., 
principalmente de materiais quentes. 
 
 
 
 
 2.14. PROTEÇÃO GLOBAL CONTRA QUEDAS 
 CINTO DE SEGURANÇA: Cinturões ante quedas que protegem o homem nas 
atividades exercidas em locais com altura igual ou superior a 2 (dois) metros, 
composto de cinturão, propriamente dito, e de talabarte, extensão de corda 
(polietileno, nylon, aço) com que se fixa o cinturão à estrutura firme. 
 
 
 
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 2.15. GUARDA E CONSERVAÇÃO DO EPI 
 Quando na troca de usuário: De um modo geral, os EPI´s devem ser limpos e 
desinfetados, cada vez que há troca de usuário. 
 Guarda do EPI: O empregado sempre deve conservar o seu equipamento de proteção 
individual e estar conscientizado de que, com a conservação, ele estará se protegendo 
quando voltar a utilizar o equipamento. 
 Conservação do EPI: O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso. Sempre 
que possível, a verificação e a limpeza destes equipamentos devem ser confiados a 
uma pessoa habilitada para esse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar 
desta tarefa, desde que receba orientação para isso. 
Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não observância do uso de 
EPI. 
A eficácia de um EPI depende do uso correto e constante no trabalho onde exista o 
risco. 
 Exigência Legal para Empresa e Empregado: O uso de equipamento de proteção 
individual, além da indicação técnica para operações locais e empregados 
determinados, é exigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V da CLT, 
cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois artigos, a saber: 
"Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, 
equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de 
conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam 
completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados." 
 
 
 
 
 
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3. RISCOS AMBIENTAIS 
 
 Os ambientes de trabalho podem sempre conter, dependendo da atividade que neles 
é desenvolvida, um ou mais fatores ou agentes que, dentro de certas condições, irão causar 
danos à saúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscos ambientais. 
 Os riscos ambientais exigem a observação de certos cuidados e a tomada de medidas 
corretivas nos ambientes, se pretende evitar o aparecimento das chamadas doenças do 
trabalho. 
 A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho do Ministério do Trabalho na sua 
Norma Regulamentadora de nº 09, contempla um Programa de Proteção aos Riscos 
Ambientais - PPRA - que tem como objetivo de uma antecipação, identificação, avaliação e 
controle de todos os fatores do ambiente de trabalho que podem causar doenças ou danos à 
saúde dos empregados. 
 Segue - se uma série de informações básicas relativas aos Riscos Ambientais, com 
enumeração dos principais fatores, das condições possíveis de risco para a saúde e das 
medidas gerais para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho. 
 
 3.1. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOSOs riscos ambientais se dividem em três grupos: riscos químicos, riscos físicos e riscos 
biológicos. 
 RISCOS QUÍMICOS: São representados por um grande número de substâncias que 
podem contaminar o ambiente de trabalho. 
 
 RISCOS FÍSICOS: São representados por fatores do ambiente de trabalho que podem 
causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o ruído ou barulho, as radiações, 
trabalho com pressões anormais, vibração e a má iluminação. 
 
 RISCOS BIOLÓGICOS: São representados por uma variedade de microrganismos com 
os quais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu tipo de atividade, e que 
podem causar doenças. 
 
 
 
 
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 3.2. FATORES QUE COLABORAM PARA QUE OS PRODUTOS OU AGENTES 
 CAUSEM DANOS À SAÚDE 
 Nem todo produto ou agente, presente no ambiente, irá causar obrigatoriamente um 
dano à saúde. Para que isso ocorra, é preciso que haja uma inter-relação entre os fatores que 
serão expostos a seguir: 
 O tempo de exposição: Quanto maior o tempo e exposição, de contato, maiores são as 
possibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa. 
 A concentração do contaminante no ambiente: Quanto maiores as concentrações, 
maiores as chances de aparecerem problemas. 
 O quanto a substância é tóxica: Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se 
comparadas em relação a uma mesma concentração. 
 A forma em que o contaminante se encontra: Isto é, se em forma de gás, líquido ou 
neblina, ou poeira. Isto tem relação com a forma de entrada do tóxico no organismo, 
como será visto adiante. 
 A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias: Algumas substâncias 
químicas só são capazes de entrar no organismo por inalação ou, então, pela pele. 
Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em separado. 
Havendo dúvida quanto a uma existência ou não de perigo, o interessado deve 
procurar um membro da CIPA ( Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ) ou 
do Serviço Especializado ou, ainda, o seu gerente. 
 
 3.3. VIAS DE ENTRADA DOS MATERIAIS TÓXICOS NO ORGANISMO 
 Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem penetrar no organismo 
humano: 
 POR INALAÇÃO 
Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver uma substância nociva 
por inalação, isto é, pela respiração. 
 
 
 
 
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 POR CONTATO COM A PELE, OU VIA CUTÂNEA 
A pele pode absorver certas substâncias se houver contato, mesmo que por poucos 
instantes. 
Dessa forma, o tóxico pode atingir o sangue e causar dano à saúde. 
 
 
 POR INGESTÃO 
Por ingestão ou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontece muito 
quando são comidos ou bebidos alimentos que estão contaminados com quantidades 
não visíveis de substâncias nocivas. É por essa razão que nunca se deve fazer as 
refeições no próprio posto de trabalho. E, também, não se deve ir para o refeitório 
ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio pessoal: lavar as mãos e rosto com 
sabão e bastante água. 
 
 
 
 
 3.4. RISCOS QUÍMICOS 
 As substâncias químicas podem estar na forma de gases, vapores, líquidos, fumos, 
poeiras e névoas ou neblinas. Por exemplo: 
 VAPORES: Emanados de solventes como o benzol, o toluol, “thinners” em geral, 
desengraxantes como o tetracloreto de carbono, o tri-cloroetileno. 
 
 GASES: Monóxido de carbono, gases dos processos industriais como o gás sulfídrico. 
 
 
 
 
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 LÍQUIDOS: Que podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica, ou irritantes, 
causando doenças da pele. Muitos líquidos também podem ser absorvidos pela pele, 
causando prejuízo à saúde. 
 
 NÉVOAS OU NEBLINAS: Nos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros 
processos, onde se formam névoas ou neblinas de ácidos. 
 
 FUMOS: Nos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos são pequenas 
partículas de metal ou de seus compostos, provenientes do banho que ficam 
suspensos no ar. 
 
 POEIRAS OU PÓS: Pó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas no 
jateamento de areia ou granalha de aço. 
 
 3.5. PRINCIPAIS EFEITOS NO ORGANISMO 
 Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-se, como principais, os 
seguintes: 
 IRRITAÇÃO DOS OLHOS, NARIZ, GARGANTA, PULMÕES, DA PELE. 
Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontram na forma de gás ou 
vapor, mas podem, também, estar no estado líquido ou sólido. Exemplos: vapores de 
ácidos, a amônia (amoníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelo 
contato direto com líquidos ou poeiras, sendo exemplos os solventes "thinners", e a 
poeira de caviúna. 
 
 ASFIXIA: Ou seja, falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido de carbono 
(CO), gás carbônico (CO2), acetileno. 
 
 ANESTESIA: Isto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causando estado de 
sonolência ou tonturas. Geralmente, as substâncias anestésicas estão no estado de 
gás ou vapor. 
Exemplos: vapores de éter etílico, acetona. 
 
 INTOXICAÇÃO: Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a pele ou 
ingestão acidental do tóxico, que pode estar na forma sólida, líquida ou gasosa. 
Exemplos: Os inseticidas, benzol, toluol, tri - cloroetileno, metanol, gasolina, , fumos 
de chumbo, pó de chumbo (nas tipografias). 
 
 
 
 
 
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 PNEUMOCONIOSE: Isto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a uma 
alteração no pulmão da pessoa. 
As substâncias que causam esse tipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: 
poeira de sílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia, carepa de fundição 
(areia), poeira de amianto ou asbesto, pós de algodão. 
 
 
 3.6. RISCOS FÍSICOS 
 Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo aos limites de excesso ou 
falta, podem tornar-se responsáveis por variadas alterações na saúde do empregado. 
 CALOR: O calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas, cerâmicas, indústrias de 
vidro, etc. 
Quanto aos efeitos, sabe-se que o organismo pode adaptar-se aos ambientes quentes, 
dentro de certos limites. Quando há exposição excessiva ao calor, pode ocorrer uma 
série de problemas, como câimbras, insolação ou internação, ou, ainda, uma afecção 
nos olhos chamada de catarata. 
 
 RUÍDO OU BARULHO: Ocorre na indústria em geral, mas, principalmente, nas indústria 
de tecelagens, estamparias, no rebarbamento por marteletes nas fundições, etc. O 
ruído excessivo tem vários efeitos no ser humano, variando de pessoa a pessoa, como 
irritabilidade, entre outros. 
Entretanto, seu efeito principal, comprovado quando as pessoas são expostas a altos 
níveis de ruído por tempos longos, é o dano à audição, que leva a vários graus de 
surdez. 
 
 RADIAÇÃO INFRAVERMELHO: É o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os 
mencionados acima em "calor". Onde há corpos aquecidos, há calor radiante que é 
emitido em todas as direções. 
 
 RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA: É um tipo de radiação que está presente principalmente 
nas seguintes operações: solda elétrica, fusão de metais a temperatura muito alta, nas 
lâmpadas germicidas, nos geradores de ozona. Seus efeitos são térmicos, causando 
queimaduras, eritemas (vermelhidão) na pele, e, também, inflamação nos olhos 
(conjuntivite). Os efeitos são retardados, aparecendo com maior força 6 a 12 horas 
após a exposição. 
 
 RADIAÇÕES IONIZANTES: Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de 
aparelhos especiais. Exemplos: aparelhos de raio-x (quando indevidamente utilizados), 
radiografias industriais de controle (gamagrafia). Os efeitos das exposições 
 
 
 
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28 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúdedescontroladas a radiações ionizantes, por mau controle dos processos, são em geral 
sérios: anemia, leucemia, certos tipos de câncer e efeitos que só aparecem nas 
gerações seguintes (genéticos). 
 
 TRABALHOS COM PRESSÕES ANORMAIS: São os trabalhos que o homem é submetido 
a pressões diferentes da atmosférica, na qual vive normalmente. Esses trabalhos 
exigem um controle rígido das operações, principalmente na etapa de descompressão 
e volta à pressão normal. 
Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho em tubulações e caixões 
pneumáticos. 
Os efeitos são: problemas nas articulações, desde dores até paralisia, e outros 
problemas mais graves que podem ser fatais. 
 
 VIBRAÇÕES: As vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinas pesadas: 
Tipo escavadeiras tratores, máquinas de terraplanagem, que fazem vibrar o corpo 
inteiro, e nas ferramentas manuais motorizadas que fazem vibrar as mãos, braços e 
ombros. 
Maioria dos problemas provenientes das vibrações aparecem em geral após longo 
tempo de exposição ( vários anos ). No caso de vibração do corpo inteiro, podem 
aparecer umas dores na coluna, problemas nos rins, enjoos ( mal de mar ); no caso de 
vibrações localizadas nas mãos e braços, aparecem os problemas circulatórios (má 
circulação do sangue) e problemas nas articulações. O tempo longo de exposição e 
fatores como o frio têm muita influência no aparecimento desses problemas. 
 
 MÁ ILUMINAÇÃO: A iluminação não adequada nos locais de trabalho pode levar, além 
de ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço, a uma maior probabilidade de 
ocorrência de certos tipos de acidentes e a uma redução da capacidade visual das 
pessoas, isto que é um efeito negativo muito importante em alguns tipos de trabalho 
que exigem atenção e boa visão. 
 
 3.7. RISCOS BIOLÓGICOS 
 São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que podem trazer doenças 
de natureza moderada e, mesmo, grave. Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo 
visíveis somente ao microscópio. 
 Exemplos: As bactérias, os bacilos, os vírus, os fungos, as parasitas e outros. 
 Todos as pessoas tendem ou estão sujeitos à uma contaminação por estes agentes, 
seja em decorrência de ferimentos apresentados e machucaduras, seja pela presença de um 
colega doente ou através da contaminação alimentar. 
 
 
 
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29 S.M.S - Segurança, Meio Ambiente e Saúde 
 
 
 
 Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre outras, a infecção por 
tétano que pode até matar o empregado. 
 Existem colegas que podem trazer ao ambiente de trabalho micróbios que causam 
hepatite, tuberculose, micose das unhas e da pele. Se o pessoal da copa e cozinha não tiver 
higiene e asseio, ocorrerá contaminação das refeições, tendo como possível consequência 
diarreias. 
 Para a prevenção, usam-se as seguintes medidas: 
 
 Vacinação equipamento de proteção individual 
 
 Rigorosa higiene pessoal, das roupas Controle médico permanente 
 dos ambientes de trabalho 
 
 3.8. PRINCIPAIS MEDIDAS DE CONTROLE DOS RISCOS AMBIENTAIS 
 As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem referir-se ao ambiente 
ou ao pessoal: 
 Substituição do produto tóxico: produto tóxico pode ser substituído por outro produto 
menos tóxico ou inofensivo. 
Esta é a medida ideal, desde que o substituto tenha qualidades próximas às do 
original. 
 
 
 
 
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 Também, deve-se tomar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo um 
produto tóxico por outro menos tóxico mas altamente inflamável. Exemplos de substituições 
corretas: benzeno substituído pelo tolueno; substituição de tintas à base de chumbo por 
tintas à base de zinco; jateamento com areia substituído por jateamento de óxido de 
alumínio, etc. 
 
 MUDANÇA DO PROCESSO OU EQUIPAMENTO: Certas modificações em processos ou 
equipamentos podem reduzir muito os riscos ou, até, eliminá-los. Exemplos: pintura a 
imersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formação de vapores dos 
solventes); rebitagem substituída por solda (menor barulho). 
 
 ENCLAUSURAMENTO OU CONFINAMENTO: Consiste em isolar determinada operação 
do resto da área, diminuindo assim o número de pessoas expostas ao risco. Exemplos: 
cabine de jateamento de areia; enclausuramento de uma máquina ruidosa. 
 
 VENTILAÇÃO: Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de formação 
do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga ar limpo dentro do ambiente, 
diluindo o ar contaminado. Exemplos: nos tanques de solventes, nas operações 
geradoras de poeiras, nos rebolos de rebarbamento de peças fundidas. 
 
 UMIDIFICAÇÃO: Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou 
diminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações, feitas a úmido, 
oferecem um risco bem menor à saúde. Exemplos: Mistura de areias de fundição, 
varredura a úmido. 
 
 SEGREGAÇÃO: Segregação quer dizer separação. Nesta medida de controle, separa-se 
a operação ou equipamento do restante, seja no tempo seja no espaço. Separar no 
tempo quer dizer fazer a operação fora do horário normal do resto do pessoal; 
separar no espaço significa colocar a operação a distância, longe dos demais. O 
número de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aqueles que devem ficar junto 
à operação irão receber proteção especial. 
 
 
 
 
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 BOA MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO: Rigorosamente, estas medidas não podem ser 
consideradas formas específicas de prevenção de riscos. Entretanto, são 
complementos de quaisquer outras medidas. 
Muitas vezes, a má manutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Os 
programas e cronogramas de manutenção devem ser seguidos à risca, dentro dos 
prazos propostos pelos fabricantes dos equipamentos. Exemplos: ruído excessivo em 
estruturas e mancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaquecimento. 
 
 ORDEM E LIMPEZA: Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um 
lugar- chave nos sistemas de proteção ambiental. O pó, em bancadas, rodapés e pisos, 
que se deposita nas horas calmas, pode rapidamente ser dispersado, no ar da sala, por 
correntes de ar, movimento de pessoas ou funcionamento de equipamentos. 
O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos é importantíssimo, é 
primordial. 
A limpeza imediata de qualquer derramamento de produtos tóxicos é importante 
medida de controle . 
Para uma limpeza de poeira, deve ser preferida a aspiração a vácuo; nunca o pó deve 
ser soprado com bicos de ar comprimido, para efeito de limpeza. É impossível manter 
um bom programa de prevenção de riscos ambientais sem uma preocupação 
constante nos aspectos de ordem e limpeza. 
 
 3.9. MEDIDAS RELATIVAS AO PESSOAL 
 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
 
 O equipamento de proteção individual deve ser sempre considerado como uma 
segunda linha de defesa, após serem tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. 
Nas situações onde não são eficientes medidas gerais e coletivas relativas ao ambiente, a 
critério técnico, o EPI é a forma de proteção, aliada à limitação da exposição. 
 
 
 
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 O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimento das suas limitações e 
vantagens, são aspectos que todo empregado deve conhecer através de treinamento 
específico, coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. 
 Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência do EPI, sob pena de o 
mesmo se tornar uma arma de dois gumes, fornecendo ao empregadoconfiança numa 
proteção inexistente. 
 LIMITAÇÃO DE EXPOSIÇÃO: A redução dos períodos de trabalho tornam-se 
importante medida de controle onde e quando todas as outras forem impraticáveis 
por motivos técnicos, locais (físicos) ou econômicos, não se conseguindo reduzir ou 
eliminar o risco. 
Assim, a limitação da exposição, dentro de critérios bem definidos tecnicamente, pode 
tornar-se uma solução eficiente em muitos casos. Exemplos: 
Controle do tempo de exposição ao calor às pressões anormais, às radiações 
ionizantes. 
 
 CONTROLE MÉDICO: Os exames médicos pré - admissionais e periódicos são as 
medidas fundamentais de caráter permanente, constituindo - se numa das atividades 
principais dos serviços médicos da empresa. Uma boa seleção na admissão pode evitar 
a contratação de pessoas que têm maior sensibilidade e que poderiam adquirir 
doenças relacionadas com certas atividades. 
 
Os exames médicos periódicos dos empregados possibilitam, além de um controle de 
saúde geral do pessoal, a descoberta e detenção de fatores que podem levar a uma 
doença profissional, num estágio ainda inicial e com pouca probabilidade de danos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. RISCOS DE ELETRICIDADE 
NO TRABALHO 
 
 4.1. INTRODUÇÃO 
 A eletricidade é de uma grande utilidade no mundo atual, nos facilitando muito o 
trabalho nas indústrias, acionando máquinas e equipamentos. A eletricidade proporciona, 
também, conforto e bem-estar em casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios 
televisores, geladeiras, aquecedores etc. 
 A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica) transportada através de 
condutores (fios elétricos), sendo muito conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), 
ampères (A) e watts (W). A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se fazer 
analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se ter várias voltagens, por exemplo, 
numa fábrica onde existe uma tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionar 
pequenos aparelhos, de 440 Volts para acionar motores e equipamentos e, mesmo, tensões 
maiores. A corrente elétrica (I), é medida em ampères (A), em analogia com a rede de água, é 
a vazão. A corrente depende da solicitação do aparelho elétrico, assim como a vazão da 
torneira depende de quando se abre a válvula. 
 A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P), que é medida em 
watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor). Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência 
elétrica (R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser comparada com a perda de 
carga de uma tubulação ou de um escoamento de fluido. 
 Mas, enquanto uma rede de água não mata, quando se toca na tubulação, a energia 
elétrica, que tanto benefício traz, pode matar pelo choque elétrico. 
 
 
 
 
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 4.2. O QUE É ELETRICIDADE 
 Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados pela eletricidade, é 
preciso fazer explicar alguns conceitos e algumas características da eletricidade. 
 Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessário que passe pelo seu 
corpo uma determinada corrente e, conforme o lugar por onde passa e o tempo de contato 
dessa corrente, teremos a gravidade e o tipo de efeito do acidente. 
 Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da resistência elétrica, e a 
passagem da corrente elétrica pelo corpo humano depende da resistência elétrica do mesmo. 
 A resistência elétrica do corpo humano dependerá de diversos fatores, como exemplo 
variação da tensão aplicada, tipo de pele, os meios internos como vasos sanguíneos e sistema 
nervoso, tipo de contato e condição da pele. 
 Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano, sendo a cutânea (da 
pele) a que oferece maiores variações de valores, dependendo da espessura da pele no 
local, da umidade da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir valores 
maiores. 
 A outra resistência, a dos meios internos, varia menos, de 500 a 1.000 Ohms 
aproximadamente. 
 
 4.3. EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA 
 Considerando que uma corrente de 25 mili-ampères pode causar acidentes fatais, e 
considerando-se uma resistência de 1.500 Ohms para o corpo humano, tem-se: 
V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V 
 Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes fatais em casos 
especiais de contato. 
Intensidade 
(Miliampères) 
Estado Possível 
de Choque 
Perturbações Possíveis 
Resultado Final 
Provável 
1 Normal Nenhuma Normal 
1 a 3 Normal 
Pequena sensação 
desagradável. 
Normal 
3 a 9 Normal 
Sensação de choque 
desagradável; 
Contrações musculares. 
Normal 
9 a 20 
Morte 
Aparente 
Sensações dolorosas; 
Contrações musculares 
violentas; 
Dificuldade de respirar; 
Perturbações circulatórias 
Restabelecimento 
ou morte 
 
 
 
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Intensidade 
(Miliampères) 
Estado Possível 
de Choque 
Perturbações Possíveis 
Resultado Final 
Provável 
20 a 100 
Morte 
Aparente 
Sensação insuportável; 
Contrações musculares 
violentas; 
Asfixia; 
Perturbação circulatória; 
Desmaios. 
Restabelecimento 
ou morte 
Acima de 100 
Morte 
Aparente 
Desmaios; 
Asfixia imediata; 
Fibrilação ventricular. 
Morte 
 
 O tempo de contato com a corrente é muito importante na gravidade dos acidentes, 
porque, como foi visto na tabela anterior, determinadas intensidades de corrente produzem 
contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que, por tempo 
prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta a recuperação. Estima-se em menos de 2 
minutos o tempo de choque em que as contrações musculares levam à asfixia. 
 O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para as consequências 
do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular, que 
exige um processo de massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoa que, 
simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada com o processo de respiração 
artificial. Na Figura abaixo, nos uma asfixia e que pode ser reanimada com o processo de 
respiração artificial. Na Figura abaixo, nos porcentagem de corrente que passa pelo coração: 
 
 
 4.4. PRINCIPAIS SINTOMAS CAUSADOS PELO CHOQUE 
 As principais consequências devidas a choques elétricos podem ser divididas 
em dois tipos; os que causam: 
 
 
 
 
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 CHOQUES QUE NÃO CAUSAM LESÕES ORGÂNICAS: 
 
 Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas elétricas de baixa 
intensidade num intervalo de tempo pequeno, sem chegar a causar danos, em que a 
vítima sente apenas um formigamento no local de contato; 
 
 Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo, quando a pessoa 
atingida sofre uma violenta contração muscular; 
 
 Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta contração muscular, sofre um 
estado de comoção que se dissipa rapidamente; 
 
 Os choques elétricos , causando a contração dos músculos das regiões próximas à do 
contato, levam a lesões profundas, como queimadura no local e outros acidentes, por 
exemplo, quedas. 
 
 CHOQUES QUE CAUSAM LESÕES ORGÂNICAS: 
 
 A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente devido a um ou 
mais fatores que são explicados abaixo: 
 
 INIBIÇÃO DO CENTRO RESPIRATÓRIO: 
 
 É o caso em que devido ao choque elétrico os músculos respiratórios se 
contraem de forma violenta e perdem a sua capacidade muscular, podendo levar à 
parada respiratória; 
 
 FIBRILAÇÃO DO CORAÇÃO: 
 
 É o caso em que, após a passagem de uma corrente elétrica pelos músculos do 
coração, estes entram num estado de batimento insatisfatório,fazendo que o coração 
não execute a sua função de bombear sangue. 
 
 4.5. RISCOS ELÉTRICOS 
 
 Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar um acidente fatal 
em determinadas condições. Como a maioria das instalações elétricas são de uma 
voltagem de 110 V ou mais, sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos. 
 
 
 
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 OS PRINCIPAIS TIPOS DE RISCOS ELÉTRICOS: 
 FIOS E PARTES METÁLICAS SOB TENSÃO, desprotegidos, que poderão ser tocados 
acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam energizados. 
 
 MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS que estejam com suas carcaças 
energizadas, devido a falha do isolamento interno da sua fiação, poderão causar 
choques elétricos quando não estejam aterradas eletricamente e quando a mão do 
operador estiver úmida ou ele estiver sobre um piso úmido sem calçados apropriados. 
 Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma diferença de potencial 
entre uma pessoa e a terra e com isso a passagem de corrente elétrica através do seu corpo. 
 Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear outros efeitos mais 
graves como, por exemplo, os casos em que a vítima, após o contato com partes energizadas 
da instalação em lugares altos, em passarelas ou andaime, pode-se sofrer uma queda, se não 
estiver devidamente segura no local. 
 Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor subdimensionado ou por 
haver nele uma sobrecarga, ou seja, a corrente que passa no condutor é mais que a corrente 
que ele pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em deterioração, com um 
consequente curto-circuito. 
 Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior resistência elétrica que 
poderá aquecer o local da ligação. Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá 
fazer com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que poderá ser 
perigoso, principalmente em ambiente onde se armazenam inflamáveis. 
 
 4.6. CUIDADOS NAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim: Tomar alguns cuidados com as 
instalações elétricas como, por exemplo: 
 a) Não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos que possam ser tocados por 
pessoas. Em casos de emergência, colocar placas de advertência de forma bem visível 
com o nome do responsável; 
 b) Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de força expostos, com suas 
partes energizadas oferecendo riscos de contato acidental; 
 c) Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de guardas fixas, como 
cercas, ou instalá-los em locais que não oferecem perigo; 
 
 
 
 
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 d) Usar fiação correta para ligações, dimensionando a bitola da mesma de acordo com 
a carga (corrente) que irá conduzir, usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da 
ABNT; 
 e) Proteger todas instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores para que, em caso 
de uma sobrecarga, o circuito seja desligado, queimando o fusível ou desligando o disjuntor, 
provocando o corte do fornecimento de energia, com isso não danifica a instalação elétrica e 
o equipamento; 
 f) Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma ligação de um aparelho 
a uma rede elétrica, verificar sempre a tensão da linha de fornecimento corresponde à do 
aparelho e, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha, provocando a queima do 
fusível, queda de disjuntores ou danos na fiação elétrica; 
 g) Não ligar simultaneamente mais de um aparelho à mesma tomada de corrente; 
 h) Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico; 
 i ) Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através do detector de 
tensão; 
 j ) Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar placas de 
advertência. 
 
 4.7. MEDIDAS PREVENTIVAS EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: 
 
As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de acidentes. 
 
a) Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de qualidade comprovada; 
 
b) Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais qualificados e 
obedecendo às normas técnicas vigentes no país; 
 
c) Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de conservação e 
manutenção; 
 
d) Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas, mesmo as de baixa 
tensão; 
 
e) Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento a ser utilizado, 
de forma devida protegidos contra toque acidental, preferivelmente isolados e 
 
 
 
 
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protegidos mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por eletroduto 
(conduíte) rígido ou flexível; 
 
f ) Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos equipamentos. 
 
g) Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão, colocando - os dentro 
de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada). 
 
 Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais poderá ser diminuído de 
forma considerável se medidas de socorros forem postas imediatamente em prática, já que o 
tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento deste tipo de 
acidentes. 
 
 E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros socorros para acidentes 
causados por eletricidade ou, pelo menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares 
onde o risco de choques elétricos é alto. 
 
 Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns cuidados como, por 
exemplo: Antes de tocar no corpo da vítima, procurar livra-la do circuito elétrico, com 
segurança e rapidez; não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar o 
circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes; 
 
 Verificar se o desligamento da corrente não causará uma grande queda da vítima e, se 
isto for ocorrer, procurar um meio de ampará-la. 
 
 
 4.8. PASSOS A SEGUIR NA REANIMAÇÃO: 
 a ) Desligar imediatamente circuito; 
 b ) Mover o menos possível a vítima; 
 c ) Examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire objetos estranhos 
(dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o caso; 
 d ) Se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do Capítulo de Primeiros 
Socorros; 
 e ) Afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre circulação; 
 f ) Se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca. 
 
 
 
 
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 4.9. ATERRAMENTO ELÉTRICO 
 O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar os riscos: 
 Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos elétricos e causado por 
processos industriais; 
 
 Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de produtos inflamáveis e/ou 
explosivos. 
 Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente utilizado com o 
propósito de oferecer segurança aos equipamentos e às instalações elétricas. 
 O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de equipamentos e 
instalações elétricas, normalmente se dá quer como meio de proteção às instalações 
elétricas, quer como meio de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos dispositivos 
como o para-raios, que visam a proteger as linhas aéreas quanto aos perigos decorrentes de 
sobre tensões ou, então, a evitar interferência que surge em equipamentos eletrônicos 
devido à falta do aterramento elétrico. 
 Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem observados na instalação não 
são tão críticos quanto aqueles dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de 
choque elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndios e explosões. 
 A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida

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