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<p>COMPANHIA SIDERÚRGICA DE TUBARÃO</p><p>IDU – DEPARTAMENTO DE MANUTENÇÃO MECÂNICA</p><p>IUN – DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ELABORAÇÃO: JORGE DE CARVALHO PIRES</p><p>REVISÃO – 5</p><p>Set. / 2004</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO:</p><p>Este curso é dirigido a todos os profissionais envolvidos em montagem, manutenção,</p><p>inspeção e fiscalização de serviços em máquinas rotativas de modo geral, e tem como</p><p>objetivo a apresentação das principais técnicas para correção de desalinhamento através de</p><p>métodos aritméticos, gráficos, escolha do instrumental mais adequado, critérios para se ter</p><p>um alinhamento de qualidade e apresentação dos problemas causados por desalinhamento.</p><p>O desalinhamento entre máquinas rotativas é considerado uma das principais</p><p>causas de avarias prematuras de rolamentos e/ou quebras de máquinas. Também na CST</p><p>através da Manutenção Preditiva (Análises de vibrações) pôde comprovar este fato. Devido o</p><p>desalinhamento na maioria das vezes não causar problemas de imediato nas máquinas, muitas</p><p>avarias atribuídas a componentes da mesma, na realidade são conseqüência de um</p><p>desalinhamento, porém na maior parte das vezes fica difícil comprovar este fato com a</p><p>máquina já avariada.</p><p>Cada vez mais as empresas vêm se preocupando com este fato e têm procurado</p><p>treinar e reciclar o pessoal envolvido, adquirindo equipamentos mais sofisticados com o</p><p>objetivo de trazer maior confiabilidade, precisão e melhorar a qualidade do alinhamento.</p><p>Quando não é dada a devida importância ao alinhamento das máquinas todo o</p><p>cuidado tido durante a montagem ou manutenção de um equipamento pode estar seriamente</p><p>comprometido, com a quebra ou avaria prematura dos componentes.</p><p>Hoje, para atingir a qualidade total na manutenção, é imprescindível que se tenha</p><p>um alinhamento de boa qualidade, e neste curso será mostrado que se forem seguidos alguns</p><p>procedimentos básicos será fácil alcançar este objetivo.</p><p>A importância do alinhamento para a saúde das máquinas.</p><p>Os equipamentos rotativos normalmente são conectados por acoplamentos flexíveis que têm</p><p>a função de absorver possíveis desalinhamentos provocados durante a operação das</p><p>máquinas. Todos acoplamentos possuem limites de desalinhamento dentro dos quais eles</p><p>operam sem falhar ou provocar folgas indesejáveis, mas mesmo quando operam dentro destes</p><p>limites estes acoplamentos oferecem uma resistência a flexão que normalmente aumentam</p><p>proporcionalmente ao desalinhamento e influenciando, desta forma, a flutuação de carga no</p><p>mancal com a rotação do eixo, ou seja, mesmo que a acoplamento absorva o desalinhamento</p><p>o mesmo pode causar danos a máquina, dependendo da rotação e da quantidade de</p><p>desalinhamento.</p><p>Principais problemas que podem ser ocasionados por desalinhamento:</p><p>- vibrações excessivas</p><p>- desgaste anormal em mancais de deslizamento.</p><p>- avaria ou desgaste prematuro de rolamentos</p><p>- avaria de selos mecânicos e labirintos</p><p>- desgaste prematuro ou quebra de acoplamentos ou eixos</p><p>- desgaste anormal de engrenagens.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>3</p><p>ÍNDICE</p><p>1. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO ALINHAMENTO / DESALINHAMENTO ................................... 4</p><p>1.1. ALINHAMENTO COLINEAR...........................................................................................................4</p><p>1.2. DESALINHAMENTO PARALELO OU RADIAL............................................................................ 4</p><p>1.3. DESALINHAMENTO ANGULAR OU FACIAL ( AXIAL )........................................................... 4</p><p>1.4. DESALINHAMENTO COMBINADO - RADIAL E ANGULAR..................................................... 5</p><p>1.5. AFASTAMENTO AXIAL OU "GAP" ............................................................................................... 5</p><p>2. FERRAMENTAS E DISPOSITIVOS............................................................................................................ 6</p><p>3. FATORES QUE PODEM DIFICULTAR OU INSERIR ERRO NO ALINHAMENTO. ............................. 8</p><p>5.1. PÉ MANCO ........................................................................................................................................ 8</p><p>5.2. FLEXIBILIDADE DO CONJUNTO DE LEITURA. ......................................................................... 9</p><p>4. REVISÃO MATEMÁTICA........................................................................................................................ 11</p><p>4.1. REGRA DE TRÊS SIMPLES ........................................................................................................... 11</p><p>4.2. SEMELHANÇA DE TRIÂNGULO ................................................................................................. 11</p><p>4.3. OPERAÇÕES COM SINAIS............................................................................................................ 12</p><p>5. MÉTODOS E EXECUÇÃO DO ALINHAMENTO.................................................................................... 13</p><p>5.1. MÉTODO RADIAL E FACE ........................................................................................................... 13</p><p>5.2. ALINHAMENTO PELO MÉTODO DE LEITURAS REVERSAS. ................................................ 20</p><p>5.3. ALINHAMENTO PELO MÉTODO FACE A FACE....................................................................... 25</p><p>5.4. ALINHAMENTO COM INSTRUMENTOS A LASER. ................................................................. 29</p><p>6. TOLERÂNCIAS NO ALINHAMENTO ..................................................................................................... 30</p><p>7. ALINHAMENTO DE MÁQUINA SUJEITAS A DILATAÇÃO TÉRMICA............................................ 31</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>4</p><p>1. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DO ALINHAMENTO / DESALINHAMENTO</p><p>1.1. ALINHAMENTO COLINEAR</p><p>Dois eixos são considerados alinhados colinearmente quando eles giram sobre o mesmo</p><p>centro geométrico, isto é , quando não houver desalinhamento entre eles.</p><p>FIG. 01 - Alinhamento colinear</p><p>1.2. DESALINHAMENTO PARALELO OU RADIAL</p><p>Indica o deslocamento radial entre as linhas de centro de dois eixos.</p><p>FIG. 02 - Desalinhamento radial</p><p>1.3. DESALINHAMENTO ANGULAR OU FACIAL ( AXIAL )</p><p>É o desalinhamento que indica a inclinação entre as linhas de centro dos dois eixos.</p><p>FIG. 03 - Desalinhamento angular</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br</p><p>G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>5</p><p>1.4. DESALINHAMENTO COMBINADO - RADIAL E ANGULAR</p><p>É quando se tem deslocamento radial e inclinação entre as linhas de centro dos eixos.</p><p>FIG. 04 - Desalinhamento combinado</p><p>O desalinhamento normalmente se apresenta de forma combinada e é medido e corrigido no</p><p>plano vertical e no plano horizontal , conforme fig. 05.</p><p>A - Desalinhamento paralelo ( radial ) vertical</p><p>B- Desalinhamento angular ( axial ) vertical</p><p>C- Desalinhamento paralelo ( radial ) horizontal</p><p>D- Desalinhamento angular ( axial ) horizontal</p><p>FIG. 05 - Formas de apresentação do desalinhamento</p><p>1.5. AFASTAMENTO AXIAL OU "GAP"</p><p>É a distância que separa os cubos dos acoplamentos. O erro na ajustagem desta distância</p><p>poderá causar problemas de desgaste prematuro no acoplamento ou mancais.</p><p>Deverão ser seguidos os valores recomendados pelo fabricante do acoplamento, podendo ser</p><p>usado uma tolerância de + ou - 1 mm para acoplamentos de engrenagem e</p><p>+ ou - 0,40 mm para acoplamentos de diafragmas ou disco.</p><p>FIG. 06 - Afastamento axial</p><p>A</p><p>C D</p><p>B</p><p>PLANO HORIZONTAL</p><p>PLANO VERTICAL</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>6</p><p>2. FERRAMENTAS E DISPOSITIVOS</p><p>Alguns acessórios são indispensáveis para se executar um bom alinhamento, outros são</p><p>bastantes úteis para se ganhar tempo na execução dos trabalhos.</p><p>Abaixo relacionados alguns mais importantes:</p><p>a) Relógio comparador</p><p>No alinhamento é usado para medir a posição do centro geométrico de um eixo em relação a</p><p>outro. Os melhores modelos para alinhamento são aqueles compactos, de massas</p><p>pequenas, para não interferirem nas leituras.</p><p>FIG. 07 - Relógio comparador</p><p>b) Dispositivos de fixação</p><p>São suportes utilizados para fixar os relógios ao eixo, devem ser confeccionados em materiais</p><p>rígidos e ter área suficiente para apoiar e fixar os relógios.</p><p>As hastes devem ser tubulares permitindo boa rigidez e baixo peso do conjunto.</p><p>FIG. 08 - Dispositivos de fixação de relógios</p><p>EIXO</p><p>HASTE P/ FIX.</p><p>RELOG.</p><p>TIRANTE DE</p><p>EIXO</p><p>EIXO</p><p>EIXO</p><p>FIXAÇÃO</p><p>SUPORTE</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>7</p><p>c) Parafusos de ajuste ( macacos )</p><p>São dispositivos que auxiliam muito no alinhamento, eles são instalados na base do motor</p><p>com a finalidade de movimenta -lo no sentido horizontal e vertical.</p><p>d) Calços</p><p>Podem ser confeccionados em aço inox, aço carbono e latão , porém</p><p>em locais sujeitos a oxidação são recomendáveis os de aço inox.</p><p>Para se ter uma boa precisão no alinhamento deve se ter calços</p><p>de várias espessuras, a partir de 0,05 mm.</p><p>Recomenda-se também a utilização de no máximo 5 calços em</p><p>cada pé.</p><p>Os calços devem ser cortados sempre no formato e dimensão</p><p>do pé da máquina que se está alinhando</p><p>FIG. 09 - Calço</p><p>e) Micrômetro</p><p>Utilizado para medir a espessura dos calços .</p><p>f) Calibrador de folga</p><p>Utilizado para ajustar o afastamento axial dos cubos do acoplamento.</p><p>g) Diagrama de alinhamento</p><p>Papel milimetrado usado para traçar o gráfico da posição dos eixos.</p><p>h) Trena</p><p>Utilizada para medir as distâncias necessárias para cálculo das correções.</p><p>Além destes podem ser utilizados vários outros instrumentos como: régua, esquadro, etc.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>8</p><p>3. FATORES QUE PODEM DIFICULTAR OU INSERIR ERRO NO</p><p>ALINHAMENTO.</p><p>5.1. PÉ MANCO</p><p>Este é um dos fatores que mais interferem na execução do alinhamento, pois o mesmo</p><p>provoca um deslocamento irregular na máquina que esta sendo alinhada, e pode também</p><p>provocar torções na estrutura da máquina dependendo da diferença existente entre os pés.</p><p>O pé manco pode se apresentar de várias formas:</p><p>a) pé curto - erro na fabricação da máquina ou base desnivelada</p><p>b) pé ou base empenados</p><p>c) efeito mola: - excesso de calços</p><p>- calços oxidados ou sujos</p><p>- calços empenados</p><p>d) base ou pé corroídos</p><p>FIG. 10- Formas de apresentação do pé manco</p><p>PÉ DA MAQ.</p><p>BASE</p><p>PÉ DA</p><p>MAQ</p><p>BASE</p><p>PÉ DA MAQ.</p><p>BASE</p><p>PÉ DA MAQ.</p><p>BASE</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>9</p><p>DEFL. TOTAL= 2A</p><p>A</p><p>A</p><p>3.1.1- Detecção e correção do pé manco.</p><p>Para detecção do pé manco deve-se posicionar o relógio</p><p>conforme indicado na fig. 11, folgar o parafuso de fixação</p><p>e fazer a leitura do valor, apertar novamente o parafuso</p><p>até zerar novamente o relógio. Esta operação deve ser</p><p>repetida para todos os pés da máquina e anotando os valores</p><p>conforme indicado no gráfico abaixo ( fig. 12) , na coluna</p><p>"menor leitura" deve ser anotado o menor valor</p><p>encontrado em um dos</p><p>quatro pés, e na coluna "correção" deve ser FIG. 11 - Posicionamento do relógio</p><p>anotado o valor da leitura menos o menor valor</p><p>encontrado .</p><p>A correção do pé manco é feita acrescentando</p><p>calço no pé conforme indicado no gráfico.</p><p>As diferenças entre pés inferiores a 0,05 mm</p><p>devem ser desconsideradas.</p><p>OBS.:- Quando o pé manco for causado por</p><p>base ou pé empenados ou corroídos, vale</p><p>somente a detecção, pois a correção deverá ser</p><p>através da troca ou recuperação</p><p>da base ou pé.</p><p>- Quando houver o efeito mola os calços</p><p>deverão ser substituídos por um de maior</p><p>espessura e após feito novamente o teste do pé</p><p>manco.</p><p>FIG. 12 - Teste do pé manco</p><p>5.2. FLEXIBILIDADE DO CONJUNTO DE LEITURA.</p><p>O peso do conjunto haste / relógio provoca</p><p>uma deflexão no conjunto que pode</p><p>provocar erro nas leituras radiais verticais.</p><p>Para se evitar isto, é conveniente usar haste</p><p>tubulares e relógios pequenos com o menor</p><p>peso possível, porém, quando não se é</p><p>possível evitar a deflexão, este valor deve</p><p>ser conhecido e acrescentado nas leituras</p><p>radiais verticais. Para se medir a deflexão</p><p>dos dispositivos pode-se proceder da</p><p>seguinte forma: fixando o dispositivo num</p><p>eixo rígido que se possa girar, zere o</p><p>relógio na posição vertical superior (12</p><p>horas) , gire o eixo 180 o e faça a leitura no</p><p>relógio. O valor da</p><p>leitura será a deflexão</p><p>total do dispositivo.</p><p>Os valores de deflexão inferiores a 0,03 mm são FIG. 13 - Teste de deflexão</p><p>desprezíveis, dependendo da tolerância exigida</p><p>no seu alinhamento .</p><p>1</p><p>2 3</p><p>4</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>LEIT. MENOR</p><p>LEIT. CORR.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>10</p><p>0,20</p><p>0,10</p><p>pos. do rel. se</p><p>não hovesse defl.</p><p>EX.1</p><p>0,20</p><p>0,10</p><p>pos. do rel. se</p><p>não hovesse defl.</p><p>EX.2</p><p>Leitura real do relógio = leitura relógio + deflexão do dispositivo</p><p>Nas figuras abaixo veremos exemplos de como a deflexão pode interferir na interpretação e</p><p>na correção do desalinhamento.</p><p>Nos exemplos um conjunto onde a deflexão medida é = 0,20 mm</p><p>No EX. 1, onde o desalinhamento real é 0,10</p><p>mm , se não houvesse deflexão zerando o</p><p>relógio na posição 12 h, a leitura na posição 6 h</p><p>seria - 0,20 mm, que dividido por 2 seria o</p><p>desalinhamento real. Porém como existe uma</p><p>deflexão de 0,20 mm a leitura no relógio será</p><p>de - 0,40 mm, que dividindo por 2 será igual a</p><p>- 0,20 mm que é o dobro do desalinhamento</p><p>real.</p><p>Leit. real do rel.= - 0,40 + 0,20</p><p>Leit. real do rel. = - 0,20 mm</p><p>Des. radial vert.= - 0,20/ 2 = - 0,10 mm</p><p>FIG. 14 - Deflexão dos dispositivos</p><p>No EX. 2, se não houvesse deflexão a leitura no</p><p>relógio na pos. 6 h seria</p><p>+ 0,20 mm, que dividido por 2 seria igual ao</p><p>desalinhamento real que é de 0,10 mm,</p><p>porém com a deflexão de 0,20 mm a leitura no</p><p>relógio será "0" (zero).</p><p>Leit. real do rel. = 0 + 0,20 = 0,20 mm</p><p>Des. radial vert. = 0,20 / 2 = + 0,10 mm</p><p>FIG. 15 - Deflexão dos dispositivos</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>11</p><p>4. REVISÃO MATEMÁTICA.</p><p>4.1. REGRA DE TRÊS SIMPLES</p><p>A regra de três simples é uma forma aritmética para se determinar o valor de grandeza</p><p>proporcional que pode ser direta ou indireta.</p><p>Ex.: um trem percorre 100 Km em 4 horas. Qual o tempo necessário para percorrer 300 Km</p><p>mantendo a mesma velocidade?</p><p>100 Km ............. 4 horas Z = 300 x 4 / 100 Z= 12 horas</p><p>300 Km ............ Z horas</p><p>4.2. SEMELHANÇA DE TRIÂNGULO</p><p>Dois triângulos são semelhantes quando os ângulos interno dos dois forem iguais, não</p><p>importando o comprimento dos lados.</p><p>β</p><p>α</p><p>α</p><p>D</p><p>A</p><p>B</p><p>E</p><p>F</p><p>C</p><p>β</p><p>A D</p><p>=</p><p>B E</p><p>ou seja : se D = 2A</p><p>logo E = 2B e F = 2C</p><p>α</p><p>α</p><p>1000</p><p>z</p><p>200</p><p>1</p><p>200 1000</p><p>=</p><p>1 z</p><p>EXEMPLO:</p><p>z = 1000 x1 / 200</p><p>z = 5</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>12</p><p>4.3. OPERAÇÕES COM SINAIS</p><p>Soma e subtração:</p><p>a) Quando os sinais forem iguais, conserva-se o sinal e soma-se os valores.</p><p>Ex.: - 8 - 2 = - 10</p><p>+5 +4 = +9</p><p>b) Quando os sinais forem diferentes, subtrai-se o maior do menor e conserva-se o sinal do</p><p>maior.</p><p>Ex.: + 12 - 9 = +3</p><p>+ 4 - 15 = -11</p><p>4.3.2- Multiplicação e divisão:</p><p>a) Quando os sinais forem iguais o resultado será positivo.</p><p>Ex.: ( - 3 ) x ( - 6 ) = + 18 ( - 20 ) / ( - 5 ) = + 4</p><p>( +4 ) x ( +2) = +8 ( +30 ) / ( + 6 ) = + 5</p><p>b) Quando os sinais forem diferentes o resultado será negativo.</p><p>Ex.: ( - 2 ) x ( + 11) = - 22</p><p>( +40 ) / ( - 8 ) = - 5</p><p>EXERCÍCIO 1.1</p><p>Nos triângulos semelhantes abaixo, calcule os lados "A" e "B".</p><p>α</p><p>α</p><p>600</p><p>200</p><p>0,5</p><p>A</p><p>B</p><p>1600</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>13</p><p>5. MÉTODOS E EXECUÇÃO DO ALINHAMENTO</p><p>A execução de uma alinhamento propriamente dita, compreende três fases:</p><p>- leitura do desalinhamento,</p><p>- calculo da correção do desalinhamento ( no pé da máquina),</p><p>- correção propriamente dita do desalinhamento no pé da máquina.</p><p>Para se ter um alinhamento de qualidade e com maior rapidez é imprescindível que se faça</p><p>um planejamento dos itens a se executar. Este planejamento compreende:</p><p>- seleçionar instrumental a ser utilizado certificando-se das condições de uso dos mesmos,</p><p>conforme mencionado no item 3,</p><p>- certificar-se que a deflexão dos dispositivos utilizados estão dentro do permissível ou do</p><p>valor da deflexão dos mesmos conforme mencionado no item 4.2,</p><p>- certificar-se se a maquina a ser alinhada é dotada de parafusos de ajuste ( macacos ), bem</p><p>como todo ferramental necessário para folgar e deslocar a maquina a ser alinhada,</p><p>- aprovisionar - se de calços de várias espessuras diferentes,</p><p>- observar se existe alguma condição que possa causar pé manco, conforme mencionado no</p><p>item 4.1.</p><p>Para se fazer a leitura do desalinhamento deve-se escolher o método mais adequado</p><p>para cada caso. Em todos os métodos que serão estudados é conveniente que as leituras</p><p>sejam feitas com os eixos acoplados a fim de evitar interferências provocadas por</p><p>excentricidade dos acoplamentos ou imperfeições superficiais, sendo que um pré alinhamento</p><p>é necessário quando existe dificuldade para acoplar-se os eixos.</p><p>Alguns dos métodos que veremos são utilizados tanto para alinhamento com relógio como</p><p>para equipamento a laser, porém neste item veremos apenas a utilização com relógio.</p><p>Os métodos mais conhecidos e de maior aplicação pratica são:</p><p>- Alinhamento pelo "Método Radial e Face " ( Rim and Face).</p><p>- Alinhamento pelo "Método de Indicadores Reverso".</p><p>- Alinhamento pelo "Método Face a Face".</p><p>5.1. MÉTODO RADIAL E FACE</p><p>É o método mais tradicional e mais popular .</p><p>Vantagens:</p><p>- é mais preciso que o método reverso onde o diâmetro do acoplamento é grande e a distância</p><p>ente os cubos é pequena, e em pequenas máquinas onde o diâmetro do acoplamento e a</p><p>distância dos cubos são pequenos,</p><p>- pode ser utilizados em máquinas de grande porte onde não é possível girar um ou os dois</p><p>eixos, com utilização de dispositivos especiais,</p><p>- facilidade nos cálculos simplifica a correção no pé da máquina.</p><p>Limitações deste método:</p><p>- em máquinas onde não é possível girar os eixos pode ocorrer erros devido excentricidade ou</p><p>imperfeições superficiais.</p><p>- se usado em máquinas onde exista flutuação axial ( máquinas com mancais de</p><p>deslizamento),</p><p>pode ocorrer erros nas leituras de face. Para se evitar este inconveniente é necessário utilizar</p><p>dois relógios para as leituras faciais a 180o , a leitura real será a metade da diferença entre as</p><p>duas leituras após o giro de 180o.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>14</p><p>Procedimentos para o alinhamento:</p><p>Neste método utiliza-se dois relógios comparadores, um para leitura radial e outro para leitura</p><p>de face, conforme figura abaixo.</p><p>FIG. 16 - Alinhamento pelo Método Radial e Face</p><p>Neste método quanto maior o diâmetro da leitura angular ( DL), maior será a precisão para</p><p>cálculo do desalinhamento e das correções. Neste caso quando os dois eixos são girados ao</p><p>mesmo tempo pode-se utilizar uma haste para auxiliar as leituras angulares, conforme figura</p><p>acima.</p><p>MAQ.</p><p>FIXA MAQ. MOVEL</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>C1 C2</p><p>ONDE:</p><p>A-Distância do rel. radial ao primeiro pé da maq.movel (LA)</p><p>B-Dist. do rel. ao segundo pé da maq. movel (LOA)</p><p>C-Raio de leitura do rel. axial, (DIAM. LEIT.= 2C)</p><p>C1-Correção do desal. no primeiro pé (LA)</p><p>C2-Correção do desal. no segundo pé (LOA)</p><p>La-Leitura do desal. axial no acoplamento</p><p>Lr-Leitura do desal. radial no acoplamento</p><p>La</p><p>Lr</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>15</p><p>Desenvolvimento da fórmula:</p><p>DL A ou B</p><p>Angular : ------ = -------</p><p>La Da</p><p>La( A ou B )</p><p>Logo: Da = -------------</p><p>DL</p><p>Onde Da - Desalinhamento angular</p><p>FIG. 17- Visualização do desal.</p><p>Radial:</p><p>Dr = Lr / 2 onde Dr - Desalinhamento radial</p><p>As correções são calculadas através da somatório dos desalinhamentos:</p><p>C1 = Da1 + Dr e C2 = Da2 + Dr</p><p>que podem ser escritos numa única formula:</p><p>La x A Lr La x B Lr</p><p>C 1 = ----------- + ------- C 2 = ----------- + ---------</p><p>DL 2 DL 2</p><p>C 1- correção no primeiro pé ( LA )</p><p>C 2- correção no segundo pé ( LOA )</p><p>DL - diâmetro da leitura angular</p><p>A - distância da leit. radial ao primeiro pé</p><p>B- distância da leit. radial ao segundo pé</p><p>La- leitura no relógio angular ( axial )</p><p>Lr - leitura no relógio radial</p><p>As fórmulas são utilizadas para as correções tanto no plano vertical quanto horizontal.</p><p>Normalmente primeiro é feito a correção no plano vertical e depois no plano horizontal,</p><p>porém se o desalinhamento no plano horizontal for muito grande o mesmo deve ser</p><p>melhorado para não inserir erro nas outras leituras.</p><p>Para a posição de montagem dos relógios da figura 15 a interpretação da correção é a</p><p>seguinte:</p><p>Plano vertical - quando "C" for positivo (+) acrescentar calços, e quando for negativo (-)</p><p>retirar calços, tendo o relógio sido zerado na posição superior (12 h ) .</p><p>Plano horizontal - quando "C" for positivo (+) deslocar o equipamento a ser alinhado para o</p><p>lado em que os relógios tenham sido zerados, e quando for negativo (-) para o lado oposto.</p><p>É muito importante que a pessoa que esteja executando o alinhamento consiga,</p><p>através das leituras do relógio, visualizar a posição da máquina a ser alinhada, isto facilita</p><p>bastante na interpretação das correções.</p><p>Da</p><p>Dr</p><p>DL</p><p>La</p><p>A ou B</p><p>α</p><p>α</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>16</p><p>La</p><p>La</p><p>La</p><p>La</p><p>Lr</p><p>Lr</p><p>Lr</p><p>Lr</p><p>+</p><p>+ +</p><p>+</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>0 0</p><p>0 0</p><p>0 0</p><p>0 0</p><p>MOVEL</p><p>Ao lado, alguns exemplos de</p><p>posicionamento da máquina</p><p>móvel em função das leituras dos</p><p>relógios através do Método Radial e</p><p>Face, considerando posição de</p><p>montagem dos relógios conforme fig.</p><p>16.</p><p>FIG. 18 - Interpretação do desalinhamento</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>17</p><p>Lr La</p><p>0</p><p>-0,60</p><p>0</p><p>0,40</p><p>MOVEL</p><p>PLANO VERTICAL</p><p>C1=(Lax A) + LR</p><p>DL 2</p><p>C2=(Lax B) + LR</p><p>DL 2</p><p>Lr La 0-0,40 0 -0,10</p><p>MOVEL</p><p>PLANO HORIZONTAL</p><p>C1=(Lax A) + LR</p><p>DL 2</p><p>C2=(Lax B) + LR</p><p>DL 2</p><p>EXERCÍCIOS -5.1.1. Calcular as correções plano vertical das leituras ao lado, considerando:</p><p>DL = 200 mm</p><p>A = 800 mm</p><p>B = 1800 mm</p><p>EXERCÍCIO - 5.1.2. Calcular as correções no plano horizontal das leituras ao lado,</p><p>considerando:</p><p>DL = 200 mm</p><p>A = 800 mm</p><p>B = 1800 mm</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>18</p><p>No Método Radial e Face as correções podem também ser obtidas graficamente conforme se</p><p>segue:</p><p>FIG. 19 - Representação gráfica do Método Radial e Face</p><p>EXERCÍCIO 5.1.3 No exercício anterior obtenha as correções gráficas no plano vertical</p><p>utilizando papel milimetrado.</p><p>C2</p><p>A</p><p>B</p><p>-</p><p>+ -</p><p>HOR.=1/20 VERT.=20/1)</p><p>FIXO</p><p>0 0</p><p>A = 800 mm</p><p>B = 1800 mm</p><p>DL = 200 mm</p><p>+</p><p>Dr</p><p>La</p><p>DL</p><p>C1</p><p>La Lr</p><p>-0,40 -0,10</p><p>Dr =-0,40/2</p><p>Dr = -0,20</p><p>EXEMPLO DE ESCALAS: (</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>19</p><p>5.1.4. CASOS ESPECIAIS DE ALINHAMENTO PELO MÉTODO RADIAL E FACE</p><p>ONDE NÃO É POSSIVEL GIRAR OS DOIS EIXOS AO MESMO TEMPO.</p><p>1o CASO : as leituras são feitas nas máquina fixa ( eixo parado ) sendo a leitura angular na</p><p>face interna do acoplamento.</p><p>La x A ( Lr ) La x B ( Lr )</p><p>C 1 = ------------ - ------ C 2 = ------------ - --------</p><p>DL 2 DL 2</p><p>2o CASO : as leituras são feitas na máquina fixa ( eixo parado ) , sendo a leitura angular</p><p>na face externa do acoplamento.</p><p>La x A Lr La x B Lr</p><p>C 1 = - ( ------------ + ------ ) C 2 = - ( ------------ + --------</p><p>)</p><p>DL 2 DL 2</p><p>OBS.: nos dois casos quando C1 e C2 for " + " ( positivo ) no plano vertical, indica</p><p>acrescentar calço, e " - " ( negativo) retirar calços, tendo sido os relogios zerados na posição</p><p>superior (12h). No plano horizontal " + " ( positivo ) deslocar a máquina no sentido que o</p><p>relogio tenha sido zerado, " - " ( negativo) deslocar a máquina sentido oposto ao que o</p><p>relogio tenha sido zerado.</p><p>MAQ.</p><p>FIXA MAQ. MOVEL</p><p>C1 C2</p><p>A</p><p>B</p><p>l r</p><p>L a</p><p>D L</p><p>MAQ.</p><p>FIXA MAQ. MOVEL</p><p>C1 C2</p><p>A</p><p>B</p><p>l r</p><p>L a</p><p>DL</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>20</p><p>5.2. ALINHAMENTO PELO MÉTODO DE LEITURAS REVERSAS.</p><p>É um método onde as correções e o posicionamento dos eixos são obtidos diretamente através</p><p>de gráficos.</p><p>As principais vantagens deste método em relação ao Radial e Face são:</p><p>- facilidade para alinhamento de trens de máquinas ( três ou mais máquinas ),</p><p>- maior facilidade para alinhamento de máquinas com mobilidade vertical reduzida ( através</p><p>de gráficos ),</p><p>- não sofre interferência do jogo axial dos eixos.</p><p>Limitações do Método Reverso:</p><p>- os dois eixos tem que ser girado ao mesmo tempo.</p><p>- para acoplamentos muito pequenos ou onde a distância entre os relógios for menor que o</p><p>diâmetro do cubo do acoplamento o método perde a precisão.</p><p>- tem maior precisão quando a distância entre os relógios "A", for superior a 20% de "C" vide</p><p>figura 22.</p><p>Este método consiste na utilização de dois</p><p>relógios, um na máquina de referência e</p><p>outro na máquina a ser alinhada, onde é</p><p>medido apenas o deslocamento radial dos</p><p>eixos. Conforme figura ao lado.</p><p>Obs.- As leituras também podem ser feitas</p><p>utilizando-se apenas um relógio, porém o</p><p>tempo gasto será maior.</p><p>FIG. 20 - Posicionamento dos relógios</p><p>Neste método as correções podem ser obtidas apenas graficamente com a utilização de papel</p><p>milimetrado, sem a necessidade de cálculos adicionais.</p><p>As leituras devem ser feitas no plano vertical, zerando o relógio na posição 12 h, girando o</p><p>eixo 180o, e fazendo a leitura na posição 6 h. No plano horizontal zerando o relógio na</p><p>posição 3 h, girando 180o, e fazendo a leitura na posição 9 h, conforme figura abaixo.</p><p>FIG.21 - Leituras no Método Reverso</p><p>MAQ.</p><p>MOVEL</p><p>MAQ.</p><p>FIXA</p><p>(12h)</p><p>0</p><p>0 (3h)</p><p>LEIT.</p><p>LEIT.</p><p>(9h)</p><p>(6h)</p><p>(12h)</p><p>0</p><p>0 (3h)</p><p>LEIT.</p><p>LEIT.</p><p>(9h)</p><p>(6h)</p><p>MAQUINA</p><p>FIXA</p><p>MAQUINA</p><p>MOVEL</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>21</p><p>As medidas necessárias para se traçar o gráfico no Método Reverso são mostradas na figura</p><p>abaixo.</p><p>FIG. 22 - Método Reverso</p><p>Para traçar os gráficos procede-se da seguinte forma:</p><p>Numa folha de papel milimetrado escolha as escalas que melhor lhe convier, na horizontal</p><p>reduzindo e na vertical ampliando. Divida as leituras obtidas nos relógios por dois e marque</p><p>os valores obtidos nos planos de leitura correspondentes no gráfico, observando o sinal das</p><p>leituras ( +, - ), no gráfico os sinais na maq. fixa são sempre inverso ao da máquina móvel.</p><p>Una os pontos marcados através de uma reta prolongando-os até os pés da máquina móvel, as</p><p>correções do desalinhamento serão as distâncias da linha da máquina fixa a linha da máquina</p><p>móvel nas posições C1 e C2, observando sempre a escala que esta sendo usada.</p><p>Deve-se traçar um gráfico para o plano horizontal outro para o plano vertical, sendo que no</p><p>plano horizontal considera-se positivo o lado onde é zerado o relógio.</p><p>MAQ</p><p>FIX MAQ.</p><p>C1 C2</p><p>ONDE:</p><p>C1 - Correção do desal. no primeiro pé (LA)</p><p>C2 - Correção do desal. no segundo pé (LOA)</p><p>LF - Leitura do desal. na maq. fixa</p><p>LM - Leitura do desal. na maq. movel</p><p>A B</p><p>LF</p><p>LM</p><p>C</p><p>A – Distância entre os planos de leitura da máq. fixa e máq. móvel (LF e LM)</p><p>B – Distância da “LM” ao primeiro pé da máq. móvel (LA)</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>22</p><p>No exemplo abaixo representação gráfica com as correções no pé da máquina do</p><p>desalinhamento no plano vertical.</p><p>FIG. 23 - Exemplo de correção pelo Método Reverso</p><p>As correções no método reverso também podem ser obtidas por meio de cálculos, através das</p><p>seguintes fórmulas:</p><p>(LM + LF) x B LM (LM + LF) x C LM</p><p>C1= ------------------- + -------------- C2 = --------------------- + --------</p><p>2A 2 2A 2</p><p>No exemplo acima teremos:</p><p>C1= (0,30 - 0,50) 400 / 2x200 + (- 0,50/2) = - 0,45</p><p>C2= (0,30 - 0,50)1000 / 2x200 + (- 0,50 / 2) = - 0,75</p><p>VERT.=20/1</p><p>=-0,75</p><p>C2</p><p>C1=-0,45</p><p>LM/2</p><p>+</p><p>- -</p><p>LF/2</p><p>+</p><p>-0,50/2=-0,25</p><p>-0,50 0,30</p><p>0 0</p><p>LF LM</p><p>0,30/2=0,15</p><p>A = 200mm</p><p>B = 400mm</p><p>C = 1000mm</p><p>FIXO</p><p>A B</p><p>C</p><p>EXEMPL. DE ESCALAS: HOR.=1/20</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>23</p><p>5.2.1. Interpretação das leituras e verificação das tolerâncias no Método Reverso.</p><p>No Método Reverso o</p><p>desalinhamento angular (Da), será a</p><p>soma entre as leituras LF e LM</p><p>dividido pela distância entre os</p><p>relógios multiplicado por dois; o</p><p>resultado será a inclinação para cada</p><p>1 mm.</p><p>O desalinhamento radial (Dr), será a</p><p>leitura na máquina móvel (LM)</p><p>dividido por dois .</p><p>No exemplo da figura 23 onde :</p><p>LM = - 0,50 mm</p><p>LF= 0,30 mm</p><p>A = 200 mm</p><p>teremos: Dr = LM / 2 Dr = - 0,50 / 2</p><p>Dr = -0,25</p><p>Da = (0,30) + (- 0,50) / 2x200 FIG. 24 - Repres. do desalinhamento</p><p>Da = - 0,20 / 400</p><p>Da = - 0,0005 mm / mm</p><p>Obs.: A inclinação da máquina móvel será de 0,0005 mm para cada 1 mm de distância,</p><p>consultando-se a tabela da página 29 verifica-se se o valor está dentro da tolerância.</p><p>Se a leitura estiver sendo feita</p><p>diretamente sobre o cubo do</p><p>acoplamento conforme FIG. 21, o valor</p><p>pode ser comparado direto aos valores</p><p>da tabela; porem, se a leitura for sobre o</p><p>eixo conforme mostrado na fig. 24,</p><p>para se consultar a tabela os valores</p><p>deverão ser transferidos para o</p><p>acoplamento medindo diretamente no</p><p>gráfico ou calculando matematicamente</p><p>conforme mostra na figura 25.</p><p>FIG. 25 - Pos. dos relógio</p><p>FIXO</p><p>Da</p><p>Dr</p><p>MAQ. MAQ.</p><p>MOVEL</p><p>A</p><p>Da= LM + LF</p><p>2A</p><p>Dr= LM/2</p><p>LF/2</p><p>LM/2</p><p>LF</p><p>LM</p><p>MAQ.</p><p>FIXA</p><p>MAQ.</p><p>MOVEL</p><p>A</p><p>Dr =</p><p>LM + LF</p><p>2 A</p><p>( ) Z</p><p>LM</p><p>2 -</p><p>Z</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>24</p><p>EXERCÍCIO - 5.2.1</p><p>a) Obtenha os valores do Dr (desalinhamento radial ) e de Da ( desalinhamento angular) das</p><p>leituras de desalinhamento ao lado, efetuadas no Metodo Reverso.</p><p>b) Consulte a tabela da pagina 29 se os valores de Dr e Da estão dentro da tolerancia para</p><p>uma rotação de 1800 rpm e acoplamento simples.</p><p>c) Utilizando papel milimetrado obtenha graficamente</p><p>as correções do desalinhamento no plano vertical</p><p>e horizontal, sendo:</p><p>A = 200</p><p>B = 400</p><p>C= 1400</p><p>EXERCÍCIO - 5.2.2</p><p>Calcule matematicamente as correções para os mesmos valores do exercício anterior</p><p>LF LM</p><p>0 0</p><p>0,30 -0,50-</p><p>0,20 0 -0,40 0</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>25</p><p>5.3. ALINHAMENTO PELO MÉTODO FACE A FACE</p><p>É um método específico para ser utilizado quando a distância que separa os componentes a</p><p>serem alinhados é muito grande ( superior a 1500 mm ), e os mesmos são conectados por</p><p>elementos flexíveis sem mancal intermediário, como por exemplo ventiladores de torre de</p><p>resfriamento de água. Nestes casos o deslocamento radial provocado pelo desalinhamento</p><p>normalmente é muito pequeno, não podendo portanto, ser utilizado os métodos vistos</p><p>anteriormente; as correções são obtidas apenas com a leitura dos desvios angulares dos dois</p><p>acoplamentos.</p><p>Sua principal vantagem é permitir o alinhamento de eixos longos sem necessidade de</p><p>dispositivos especiais, e sua limitação é que só pode ser usado com os eixos acoplados.</p><p>FIG. 26 - Alinhamento pelo Método Face a Face</p><p>ONDE:</p><p>La1 - leitura angular na máquina fixa</p><p>La2 - leitura angular na máquina móvel</p><p>DL1 - diâmetro de leitura no relógio 1</p><p>DL2 - diâmetro de leitura no relógio 2</p><p>C1 - correção do desalinhamento no primeiro pé (la)</p><p>C2 - correção do desalinhamento no segundo pé (loa)</p><p>A - distância entre os acoplamentos</p><p>B - distância do acoplamento da máquina móvel ao primeiro pé da (LA)</p><p>C - distância entre os pés da máquina móvel</p><p>As correções são calculadas usando-se as seguintes fórmulas:</p><p>La1 (A+B) La2 x B</p><p>C1 = ----------------- + -----------------</p><p>DL1 DL2</p><p>La1 (A+B+C) La2 (B+C)</p><p>C2 = ------------------------ + ----------------</p><p>DL1 DL2</p><p>C1 C2</p><p>A B C</p><p>La1</p><p>La2</p><p>DLI/2 DL2/2 MAQ.</p><p>MOVEL</p><p>MAQ.</p><p>FIXA</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>26</p><p>EXEMPLO:</p><p>Calcular as correções para o desalinhamento vertical das seguintes leituras:</p><p>C1= - 0,30(1800+500) /200 +0,50(500) / 200</p><p>C1 = - 3,45 + 1,25</p><p>C1 = - - 2,20 mm</p><p>C2 = - 0,30(1800+500+400) / 200 +</p><p>0,50(500+400) / 200</p><p>C2 = - 4,05 + 2,25</p><p>C2 = - 1,80 mm</p><p>OBS.: No plano vertical sinal negativo (-) indica tirar calço e sinal positivo (+) acrescentar</p><p>calço.</p><p>No plano horizontal o sinal negativo (-) indica deslocar a máquina no sentido oposto ao que o</p><p>relógio foi "zerado", e o sinal positivo (+) deslocar a máquina no sentido ao que o relógio foi</p><p>zerado.</p><p>0 0</p><p>0,30 +0,50</p><p>A = 1800 mm</p><p>B = 500 mm</p><p>C = 400 mm</p><p>La1 La2</p><p>-</p><p>0 0,20 0 -0,30</p><p>DL1 = 200 mm</p><p>DL2 = 200 mm</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>27</p><p>No Método Face a Face as correções também podem ser obtidas graficamente. No exemplo</p><p>anterior a solução pode ser obtida conforme figura abaixo.</p><p>FIG. 27 - Solução gráfica no Método Face a Face</p><p>FIXO A B C</p><p>0 0</p><p>0,30 +0,50</p><p>A = 1800 mm</p><p>B = 500 mm</p><p>C = 400 mm</p><p>DL1</p><p>La1</p><p>DL2</p><p>La2</p><p>La1 La2</p><p>+</p><p>-</p><p>+</p><p>-</p><p>-</p><p>C1 C2</p><p>MOVEL</p><p>Exemplo de escalas :vertical 20/1 , horizontal 1/20</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>28</p><p>EXERCÍCIO 5.3.1.</p><p>a) Utilizando a tabela da pagina 29 verifique se os valores de desalinhamento do exemplo</p><p>anterior obtidas no Metodo Face a Face estão dentro da tolerancia para uma rotação de 1200</p><p>rpm.</p><p>b) Calcule matematicamente as correções para o desalinhamento no plano horizontal do</p><p>exemplo anterior onde :</p><p>La1= - 0,30 mm</p><p>La2= 0,20 mm</p><p>A= 1800 mm</p><p>B= 500 mm</p><p>C= 400 mm</p><p>DL1= 200 mm</p><p>DL2= 200 mm</p><p>EXERCÍCIO 5.3.2. Utilizando papel milimetrado obtenha as correções graficamente para o</p><p>exercício anterior.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>29</p><p>5.4. ALINHAMENTO COM INSTRUMENTOS A LASER.</p><p>Os instrumentos de alinhamento a Laser geralmente são compostos de emissores / receptores</p><p>que substituem os relógios, e um processador com um programa de alinhamento que a partir</p><p>das leituras nas posições pré determinadas e entrada das distâncias solicitadas ele calcula as</p><p>correções no pé da máquina e o desalinhamento no acoplamento.</p><p>As marcas mais tradicionais no</p><p>mercado são:</p><p>Optalign (Pruftechnik ) que</p><p>utiliza o método de alinhamento</p><p>Radial e face, e trabalha com</p><p>um emissor / receptor e um</p><p>prisma , e lê os desvios do raio</p><p>no eixo x e no eixo y nas</p><p>posições 12:00 h, 3:00 h, 6:00 h,</p><p>9:00 h.</p><p>FIG. 28 - Alinhador a Laser Optalign</p><p>Combi-Laser (Fixtur-Laser) que</p><p>utiliza o método de alinhamento</p><p>Reverso, e trabalha com dois</p><p>emissores / receptores de Laser</p><p>fazendo apenas as leituras dos</p><p>desvios radiais do raio. Por ser</p><p>um método gráfico, as correções</p><p>no pé da máquina são obtidas</p><p>diretamente girando o eixo para a</p><p>posição 3:00 h no plano</p><p>horizontal e 12:00 h para o plano</p><p>vertical.</p><p>FIG.29 - Alinhador a Laser Combi-Laser</p><p>O alinhamento com instrumentos a Laser se sobrepoem ao alinhamento com relógio devido</p><p>maior agilidade nas leituras, maior rapidez nos cálculos, menor margem de erro humano,</p><p>menor margem de erro instrumental, e a inexistência de deflexão; porém os cuidados</p><p>descritos no início da apostila e o que se refere ao planejamento do alinhamento descritos no</p><p>item 5, bem como a correção do desalinhamento propriamente dita não se diferem do</p><p>alinhamento com relógio, cabendo ao executante tomar todos os cuidados necessários para</p><p>um bom e rápido alinhamento.</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>30</p><p>6. TOLERÂNCIAS NO ALINHAMENTO</p><p>Muitos fabricantes de equipamentos usam as tabelas de tolerância dos acoplamentos como a</p><p>tolerância do equipamento, porém estas tabelas trazem os valores limites que os</p><p>acoplamentos podem operar sem falhar, sendo que nos equipamentos existem outros</p><p>componentes que poderão sofrer desgaste ou avarias antes do acoplamento. A tolerância a ser</p><p>considerada na execução do alinhamento tem de ser a tolerância do conjunto, que é</p><p>determinada principalmente pela rotação ( RPM ), e também por componentes da máquina.</p><p>O desalinhamento angular, ou seja a inclinação do eixo normalmente é interpretada</p><p>de forma errada; no Método Radial e Face e no Face a Face o desalinhamento angular deve</p><p>ser considerado em função do "DL" ( diâmetro de leitura ), e no Método Reverso em função</p><p>de "A" ( distancia entre os relógios ), e pode ser expresso em "mm / mm" ou em</p><p>"mm / 100 mm", e não simplesmente a leitura do relogio.</p><p>Abaixo um tabela referencial que pode ser usada quando não houver nenhuma</p><p>recomendação do fabricante do equipamento, e serve tanto para os Método Radial e Face,</p><p>Face a face e para o Reverso. Vale lembrar que as tolerâncias são para o desalinhamento no</p><p>cubo do acoplamento, e que o "0" ( zero ) deve ser sempre o objetivo do alinhamento.</p><p>ACOPLAMENTO SIMPLES</p><p>( SEM ESPASSADOR )</p><p>RPM EXCELENTE (mm) ACEITÁVEL (mm)</p><p>600 0,12 0,23</p><p>900 0,08 0,15</p><p>1200 0,07 0,12</p><p>1800 0,05 0,1</p><p>3600 0,03 0,05</p><p>DESALINHAMENTO</p><p>PARALELO ( RADIAL )</p><p>7200 0,01 0,03</p><p>EM mm / 1 mm EM mm / 1 mm</p><p>600 0,001 0,0015</p><p>900 0,0007 0,001</p><p>1200 0,0005 0,0008</p><p>1800 0,0003 0,0005</p><p>3600 0,0002 0,0003</p><p>ANGULAR ( INCLINAÇÃO )</p><p>Para Método Radial / Face mm</p><p>/ mm de diâmetro de leitura</p><p>Para Método Reverso mm / mm</p><p>de distância dos relógios 7200 0,0001 0,0002</p><p>ACOPLAMENTO COM</p><p>CARRETEL ESPASSADOR</p><p>EM mm / 1 mm EM mm / 1 mm</p><p>600 0,0018 0,003</p><p>900 0,0012 0,002</p><p>1200 0,001 0,0015</p><p>1800 0,0006 0,001</p><p>3600 0,0003 0,0005</p><p>PARALELO / ANGULAR</p><p>(Para Reverso mm / mm de</p><p>distância dos relógios.)</p><p>(Para Radial / Face mm / mm de</p><p>comprimento do espassador.)</p><p>7200 0,0002 0,0003</p><p>PÉ MANCO 0,05 mm 0,08 mm</p><p>FONTES : Tabelas de tolerância da Fixtur-Laser e da Pruftechinic</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>31</p><p>7. ALINHAMENTO DE MÁQUINA SUJEITAS A DILATAÇÃO TÉRMICA</p><p>As máquinas como turbina , compressores, geradores, etc, sujeitos a altas temperaturas</p><p>sofrem os efeitos da dilatação térmica quando em operação, portanto no alinhamento a frio</p><p>estas máquinas tem que ficar um determinado valor mais baixas ou a maquina a ela acoplada</p><p>tem de ficar mais alta para compensar a dilatação. Normalmente só o alinhamento radial</p><p>vertical sofre alteração.</p><p>Quando os valores de dilatação não são fornecidos pelo fabricante do equipamento a melhor</p><p>opção é que se efetue o alinhamento com a maquina a frio, o mais próximo de zero possível</p><p>e logo após, coloque a mesma em operação até atingir a temperatura normal de operação;</p><p>pare a máquina e faça a leitura do desalinhamento com a máquina quente . A diferença entre</p><p>as leitura com a máquina quente e a leitura com a máquina a frio será o valor da dilatação,</p><p>ou seja, quanto a máquina deverá ficar mais baixa ou mais alta.</p><p>Apesar de existirem fórmulas para calculo deste valor o procedimento anterior é mais</p><p>confiavel, tendo em vista a margem de erro das fórmulas e também se houver diferença de</p><p>temperatura na máquina existe a possibilidade da dilatação não ser uniforme podendo</p><p>portanto haver alteração também no alinhamento angular vertical.</p><p>Abaixo, fórmula da dilatação para turbina a vapor onde é considerado apenas o</p><p>deslocamento radial vertical:</p><p>1,2 HT TT 1,2 HM TM</p><p>D = ------------------- x --------- - ------------- x ------------</p><p>1000 100 1000 100</p><p>ONDE:</p><p>D = Dilatação ( mm)</p><p>HT = Altura do centro eixo turbina a base ( mm )</p><p>HM = Altura do centro eixo da máquina acionada a base ( mm )</p><p>TT = Diferença entre a temperatura de operação da turbina e a temperatura ambiente ( oC)</p><p>TM = Diferença entre a temperatura de operação da máquina acionada e a temperatura</p><p>ambiente ( oC).</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>32</p><p>PLANILHA DE ALINHAMENTO PELO MÉTODO RADIAL E FACE</p><p>ÁREA: EQUIP.: DATA:</p><p>COMP. ALINHADOS: RPM:</p><p>----------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>CÁLCULO DAS (La x A) Lr (La x B) Lr</p><p>CORREÇÕES : C1= ----------- + ------ C2= ----------- + -----</p><p>DL 2 DL 2</p><p>----------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>PLANO VERTICAL:</p><p>Lr + DEFL. =</p><p>La =</p><p>------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>PLANO HORIZONTAL:</p><p>Lr =</p><p>La =</p><p>-----------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>VISUALIZAÇÃO GRÁFICA DO DESALINHAMENTO:</p><p>MAQ. MOVEL</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>C1 C2</p><p>La</p><p>Lr</p><p>A=</p><p>B=</p><p>DL(2C)=</p><p>DEFLEXÃO=</p><p>TOLER.RADIAL=</p><p>TOLER.ANGULAR=</p><p>0 0 0 0LEITURAS NO ACOPLAMENTO</p><p>Lr La Lr La</p><p>+</p><p>- +</p><p>-</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>33</p><p>PLANILHA DE ALINHAMENTO PELO MÉTODO REVERSO</p><p>ÁREA: EQUIP.: DATA:</p><p>COMP. ALINHADOS: RPM:</p><p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>CORREÇÃO GRÁFICA USANDO PAPEL MILIMÉTRADO</p><p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>CORREÇÃO MATEMÁTICA :</p><p>(LM + LF) x B LM (LM + LF) x C LM</p><p>C1 = -------------------- + ------ C2 = -------------------- + --------</p><p>2A 2 2A 2</p><p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>PLANO VERTICAL:</p><p>LM + DEFL.=</p><p>LF + DEFL.=</p><p>PLANO HORIZONTAL:</p><p>LM =</p><p>LF =</p><p>MAQ. MOVEL</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>C1 C2</p><p>La</p><p>Lr</p><p>A=</p><p>B=</p><p>DL(2C)=</p><p>DEFLEXÃO=</p><p>TOLER.RADIAL=</p><p>TOLER.ANGULAR=</p><p>LEITURAS NO ACOPLAMENTO</p><p>0 0 0 0</p><p>LM LM LF LF</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>34</p><p>PLANILHA DE ALINHAMENTO PELO MÉTODO FACE A FACE</p><p>ÁREA: EQUIP.: DATA:</p><p>COMP. ALINHADOS: RPM:</p><p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>CÁLCULO DAS La1 ( A+B) La2 x B La 1(A+B+C) La2(B+C)</p><p>CORREÇÕES : C1= --- ----------- + ------------ C2= ----------- ------ + --------------</p><p>DL1 DL2 DL 1 DL 2</p><p>------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>PLANO VERTICAL:</p><p>La1=</p><p>La2=</p><p>PLANO HORIZONTAL:</p><p>La1=</p><p>La2=</p><p>------------------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p>VISUALIZAÇÃO GRÁFICA DO DESALINHAMENTO:</p><p>C1 C2</p><p>A B C</p><p>La1 La2</p><p>DL1/2 DL2/2 MAQ.</p><p>MOVEL</p><p>A</p><p>A</p><p>B</p><p>C =</p><p>=</p><p>=</p><p>DL1 =</p><p>DL2 =</p><p>LEITURAS NO ACOPLAMENTO</p><p>0 0 0 0</p><p>La2 La2 La1 La1</p><p>+</p><p>- +</p><p>-</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>35</p><p>SUGESTÃO DE SUPORTE PARA FIXAÇÃO DE RELÓGIO COMPARADOR</p><p>Diâmetro</p><p>de fixação</p><p>(mm)</p><p>A</p><p>(mm)</p><p>B</p><p>(mm)</p><p>tirante</p><p>diam.xcom</p><p>p (mm)</p><p>20 a 60 10 30 8 x 70</p><p>60 a 150 25 110 8 x 150</p><p>acima 150 75 170</p><p>Exemplo da fixação para dois relogios Exemplo de fixação para um relógio de</p><p>usando dois suportes fixados por tirantes cada lado, usando um suporte</p><p>fixado por corrente e tirante.</p><p>OBS. : Esta é apenas uma sugestão de suporte que pode ser confeccionado, sendo que</p><p>adaptações e melhorias podem ser feitas, dependendo da criatividade de cada um.</p><p>20</p><p>25</p><p>40 40</p><p>10 20</p><p>15</p><p>FURO C/ ROSCA M8x15</p><p>FURO DIAM.10</p><p>B</p><p>A</p><p>MATERIAL: ALUMINIO, AÇO ,</p><p>ETCESPESSURA = 16 a 20</p><p>mmm</p><p>EIXO</p><p>HASTE P/ FIX.</p><p>RELOG.</p><p>TIRANTE DE</p><p>AJUSTE</p><p>CORREN</p><p>TE</p><p>TIRANTE</p><p>DEAJUST</p><p>E</p><p>EIX</p><p>O</p><p>HASTE P/ FIX.</p><p>REL</p><p>IUN - DIVISÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA</p><p>ALINHAMENTO DE MÁQUINAS ROTATIVAS</p><p>Jorge Pires –27 3348-2218 e-mail: jpires@cst.com.br G:\ENGENHARIA\Preditiva\Documentos_Diversos\Jorge\diversos\TREINAM\alinhamento\apost ali_copleta.doc</p><p>36</p><p>Bibliografia:</p><p>- BLOCH , Heinz P. e GEITNER , Fred K. - Practical Machinery Manegement for Process</p><p>Plants Vol. 3 - 1985 ( Machinery Component Maintenance and Repair )</p><p>- PIZANI , Odolmir - Alinhamento de equipamentos - 1994</p><p>- Manual do Optalign - Pruftechnik - 1987</p><p>- Manual do Combi-Laser - Fixtur-Laser - 1994</p><p>- Manual de Manutenção de turbinas e Bombas - Italipiante / kkk</p>