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<p>SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM</p><p>FACULDADE DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM - FAVIM</p><p>GRUPO UNIASSELVI/ASSEVIM</p><p>LUIZ CARLOS PEREIRA JÚNIOR</p><p>THIAGO ALEXANDRE REZZINI</p><p>APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA BIM EM SISTEMA</p><p>PREVENTIVO CONTRA INCÊNDIO.</p><p>BRUSQUE</p><p>2017/2</p><p>SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM</p><p>FACULDADE DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM - FAVIM</p><p>GRUPO UNIASSELVI/ASSEVIM</p><p>LUIZ CARLOS PEREIRA JÚNIOR</p><p>THIAGO ALEXANDRE REZZINI</p><p>APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA BIM EM SISTEMA</p><p>PREVENTIVO CONTRA INCÊNDIO.</p><p>Monografia apresentada como requisito parcial para</p><p>a aprovação na disciplina de TC – Trabalho de</p><p>Conclusão de Curso – no Curso de Engenharia</p><p>CIVIL do Grupo UNIASSELVI/ASSEVIM.</p><p>Prof. Roger Gevaerd – Orientador</p><p>BRUSQUE</p><p>2017/2</p><p>SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM</p><p>FACULDADE DO VALE DO ITAJAÍ-MIRIM - FAVIM</p><p>GRUPO UNIASSELVI/ASSEVIM</p><p>LUIZ CARLOS PEREIRA JÚNIOR</p><p>THIAGO ALEXANDRE REZZINI</p><p>APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA BIM EM SISTEMA</p><p>PREVENTIVO CONTRA INCÊNDIO.</p><p>Monografia apresentada como requisito parcial para a aprovação na disciplina de TC</p><p>– Trabalho de Conclusão de Curso – no Curso de Engenharia CIVIL do Grupo</p><p>UNIASSELVI/ASSEVIM.</p><p>Avaliado em __/12/2017 por:</p><p>____________________________________________________________</p><p>Prof. Roger Gevaerd – Orientador, ASSEVIM</p><p>____________________________________________________________</p><p>Professor (a)</p><p>Avaliador</p><p>____________________________________________________________</p><p>Avaliador</p><p>Por meio deste instrumento, isento meu Orientador e a Banca Examinadora de</p><p>qualquer responsabilidade sobre o aporte ideológico conferido ao presente trabalho.</p><p>________________________________________</p><p>LUIZ CARLOS PEREIRA JÚNIOR</p><p>________________________________________</p><p>THIAGO ALEXANDRE REZZINI</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Agradecemos a vida por estarmos chegando até aqui e pelas oportunidades</p><p>apresentadas, as nossas famílias pela dedicação, paciência e contribuição</p><p>diretamente e indiretamente para que pudéssemos findar a primeira etapa deste ciclo</p><p>virtuoso.</p><p>É com a imensa gratidão e o sentimento de missão cumprida que estendessem</p><p>os votos para todos os professores:</p><p>Alexandre Duriex da Cunha;</p><p>Alexandre Prazeres;</p><p>Nazareno D. Pimentel;</p><p>Viniani Alburquerque;</p><p>Pedro Ivanildo Júnior;</p><p>João Paulo Kowalski;</p><p>Celsimar Valadares;</p><p>Fernando Parucker;</p><p>Rafaela Venturelli;</p><p>Leandro Mondini;</p><p>Daniel Lorenzon;</p><p>Maria Cavichioli;</p><p>Wilian Schwats;</p><p>Raviane Werner;</p><p>Elisa Bonifacio;</p><p>Carlos Fristarol;</p><p>Marco Aurélio;</p><p>Daniel Bruns;</p><p>Daniel Rich;</p><p>Joel Paludo;</p><p>Paulo César;</p><p>Cordova Jr;</p><p>Evandro;</p><p>Andresa;</p><p>Jean;</p><p>Felipe;</p><p>Poliana;</p><p>Em especial ao orientador Engenheiro Eletricista Roger Gevaerd e ao</p><p>convidado presente na banca de avaliação o Engenheiro Civil Emerson Geraldo</p><p>Azevedo.</p><p>RESUMO</p><p>A área de Engenharia de Incêndios e projetos vem tomando destaque devido a sua</p><p>importância e obrigatoriedade em todos os tipos de edificações. Desta Maneira</p><p>buscou-se entender as informações e elaboração de projeto preventivo contra</p><p>incêndio aplicado na tecnologia BIM, através de pesquisas bibliográficas em livros,</p><p>legislações, normas regulamentadoras e instruções normativas. Na atualidade, a</p><p>grande maioria dos projetos, principalmente de sistemas, é desenvolvida com a</p><p>utilização de plataforma CAD (Computer Aided Design), sendo apenas uma</p><p>representação gráfica através do auxilio de computadores. A tecnologia BIM (Building</p><p>Information Modeling) apresenta uma forma de criar, além da construção virtual,</p><p>também a elaboração do sistema que será executado na edificação, evitando erros</p><p>de interferência com outros sistemas e vícios construtivos, com isso, maximizando</p><p>lucros e minimizando retrabalhos. O objeto deste estudo foi a aplicação de um projeto</p><p>de prevenção contra incêndios a utilizando a tecnologia BIM, especificamente os</p><p>sistemas hidráulico preventivo e proteção por. Desta forma inicia-se o trabalho com</p><p>um estudo metodológico, apresentando a descrição das normas técnicas e as</p><p>exigências legais utilizadas na análise deste estudo (PPCI e BIM) contemplando o</p><p>entendimento dos sistemas básicos de proteção contra incêndio e dimensionamento</p><p>das necessidades. Em seguida, fez-se um levantamento bibliográfico para conhecer</p><p>a história, os princípios básicos e um ensaio ilustrativo em medidas e informações</p><p>reais, para o conhecimento do atual funcionamento do projeto de prevenção contra</p><p>incêndio e da tecnologia utilizada em plataformas BIM, assim assimilando as</p><p>normativas aplicadas ao estudo com o desenvolvimento do projeto de um edifício</p><p>residencial com o uso do BIM.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: PPCI; Engenharia, Plataforma BIM, Building Information</p><p>Modeling.</p><p>LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS</p><p>ART. – Artigo</p><p>CBMSC - Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina</p><p>CO2 – Gás carbônico</p><p>CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia</p><p>GLP – Gás Liquefeito de Petróleo</p><p>GN – Gás Natural</p><p>IN – Instruções Normativas</p><p>m² – Metros quadrados</p><p>m.c.a. – Metros Coluna de Água</p><p>NBR – Norma Brasileira de Regulamentação</p><p>NR – Norma Regulamentadora</p><p>PPCI – Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio</p><p>SAL – Sinalização para Abandono de Local</p><p>SPDA – Sistema de proteção contra descargas atmosféricas</p><p>BIM – Building Information Modeling</p><p>CAD – Computer Aided Design</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>FIGURA 1 – VISTA TRIDIMENSIONAL. ............................................................... 49</p><p>FIGURA 2 – PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TÉRREO. ................................... 50</p><p>FIGURA 3 – PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TIPO (x4).................................... 51</p><p>FIGURA 4 – COLOCAÇÃO DOS EXTINTORES. ................................................. 58</p><p>FIGURA 5 – COLOCAÇÃO DO SISTEMA HIDRAULICO PREVENTIVO. ............ 59</p><p>FIGURA 6 – DETALHE DAS FAMILIAS COLOCADAS. ....................................... 59</p><p>FIGURA 7 – PLANTA BAIXA SHP PAVIMENTO TÉRREO. ................................. 60</p><p>FIGURA 8 – PLANTA BAIXA SHP PAVIMENTO TIPO ......................................... 61</p><p>FIGURA 9 – PLANTA BAIXA SHP BARRILETE (ACESSO A RTI). ...................... 61</p><p>FIGURA 10 – CORTE EXTINTORES. .................................................................. 62</p><p>FIGURA 11 – CORTE SISTEMA HIDRAULICO PREVENTIVO. ........................... 63</p><p>FIGURA 12 – CORTE DETALHES SHP E EXTINTORES .................................... 64</p><p>LISTA DE QUADROS</p><p>QUADRO 1 – CÁLCULO DA POPULAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES ........................ 24</p><p>QUADRO 2 – DIMENSÕES MÍNIMAS E DISTANCIAS ENTRE</p><p>PONTOS DE SAL ................................................................................................. 26</p><p>QUADRO 3 – ESPAÇAMENTOS MÉDIOS DOS CONDUTORES DE DESCIDA</p><p>CONFORME O NÍVEL DE PROTEÇÃO ............................................................... 30</p><p>QUADRO 4 – SEÇÕES MÍNIMAS DOS MATERIAIS DO SPDA .......................... 30</p><p>QUADRO 5 – SEÇÕES MÍNIMAS DOS COMPONENTES DO SPDA .................. 31</p><p>QUADRO 6 – TIPODE DE MANGUEIRA .............................................................. 33</p><p>QUADRO 7 – LINHAS DE MANGUEIRA PARA HIDRANTES .............................. 34</p><p>QUADRO 8 – TIPOS DE SISTEMA ...................................................................... 34</p><p>QUADRO 9 – RTI .................................................................................................. 34</p><p>QUADRO 10 – QUADRO DE DIMENSIONAMENTO DA REDE PRIMÁRIA ........ 39</p><p>QUADRO 11 – CALCULO DA CARGA DE INCENDIO.</p><p>fundamentação teórica, LINHAS DE MANGUEIRA</p><p>PARA HIDRANTES, foi adotado o lance único de 20,00 m, tendo sua aplicação para</p><p>qualquer situação.</p><p>No QUADRO 8, TIPOS DE SISTEMAS, está previsto o diâmetro da mangueira</p><p>flexível com 40,00 mm (ø1,5”); número de saída simples; o tipo de esguicho de</p><p>agulheta com requinte de 13,00 mm de diâmetro, garantindo uma vazão mínima no</p><p>esguicho de 70,0 L/min.</p><p>De acordo com a IN nº007/CBMSV (2014), “A pressão dinâmica no hidrante</p><p>desfavorável, medido no requinte, não pode ser inferior a 4 M.C.A para edificações de</p><p>risco leve.”</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>o dimensionamento é considerado pelos valores previstos na tabela TAL do item TAL, qual se deve garantir uma vaaão minima de 70l/min para edificações de risco leve, garantido tal vaaão para todos hidrantes, inclusive os de uso simultaneos, conforme metodologia de calculo apresentado.</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>54</p><p>Após definidos os itens exigidos no QUADRO 12, elaborou-se o memorial de</p><p>cálculo, com base nas equações de dimensionamento do sistema hidráulico</p><p>preventivo por gravidade, fornecidas pela IN nº 007/CBMSC (2014), apresentadas no</p><p>sub-titulo 4.14 da fundamentação teórica.</p><p>Com o auxilio da ferramenta EXCEL, criou-se o conjunto de tabelas a seguir:</p><p>QUADRO 13 - CONJUNTO DE TABELAS DE CALCULO.</p><p>1</p><p>1.1</p><p>Q 01 0,00115 m³/s</p><p>Q 01 69,15 l/min</p><p>169 mm</p><p>H 1 4</p><p>calculo da pressão no Ponto A</p><p>vazão no Hid. Mais desfavorável</p><p>1.2</p><p>Je 0,1584 mca</p><p>H 1 4</p><p>perda de carga no esguicho</p><p>1.3</p><p>Jm 1 0,0345 m/m</p><p>3,7E-06</p><p>perda de carga unitaria na mangueira</p><p>1.4</p><p>∆Jm 1 0,69 mca</p><p>Jm 1 0,0345 m/m</p><p>Lm 20 m</p><p>perda de carga na mangueira</p><p>1.5</p><p>Jh1 0,00390 m/m</p><p>3,7E-06</p><p>perda de carga unit. Tubulação Hid 01</p><p>1.6</p><p>qnt unid conexão comp. Equi. (m) comp. Equi. Total</p><p>1 pç Reg Ang. 2.1/2 10 10</p><p>1 pç Redução 63 x 38 0,6 0,6</p><p>1 pç Redução 2½” x 1½” 0 0</p><p>1 pç Te passagem lateral 2½” 3,43 3,43</p><p>Leq Total 14,03</p><p>perda de carga nas conexões ( Leq - Hid 01 )</p><p>1.7</p><p>∆Jh 1 0,0547 mca</p><p>Leq 14,03 mca</p><p>Lv 0</p><p>Jh1 0,003899277 m/m</p><p>perda de carga total na tubulação</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>INSERIR OS NOVOS CALCULOS</p><p>55</p><p>1.8</p><p>Pa 4,90 mca</p><p>H 1 4 mca</p><p>∆Jm 1 0,69 mca</p><p>∆Jh 1 0,055 mca</p><p>Je 0,1584 mca</p><p>pressão no ponto A</p><p>2</p><p>2.1</p><p>Q 02 0,00150 m³/s</p><p>Q 02 90,17 l/min</p><p>169 mm</p><p>H 2 4 mca</p><p>Pé dir. 2,8 m</p><p>Q 03 0,00179 m³/s</p><p>Q 03 107,13 l/min</p><p>169 mm</p><p>H 3 4 mca</p><p>Pé dir. 2,8 m</p><p>Q 04 0,00203 m³/s</p><p>Q 04 121,76 l/min</p><p>169 mm</p><p>H 4 4 mca</p><p>Pé dir. 2,8 m</p><p>vazão no Hid 04</p><p>calculo da altura - X</p><p>vazão no Hid 02</p><p>vazão no Hid 03</p><p>vazão nos Hid simultaneo</p><p>2.2</p><p>∑Q total 0,00647 m³/s</p><p>Q 1 0,00115</p><p>Q 2 0,00150</p><p>Q 3 0,00179</p><p>Q 4 0,00203</p><p>vazão total TRECHO RTI - PONTO A</p><p>2.3</p><p>qnt unid conexão comp. Equi. (m) comp. Equi. Total</p><p>1 pç Entrada de borda 3” 1,1 1,1</p><p>1 pç Registro de gaveta aberto 3” 0,5 0,5</p><p>1 pç Válvula retenção vertical 13,9 13,9</p><p>Leq Total 15,5</p><p>perda de carga nas conexões TRECHO RTI - PONTO A</p><p>2.4</p><p>Jt 0,04066 m/m</p><p>8,91671E-05</p><p>perda de carga unit. Na tub. Trecho RTI - PONTO A</p><p>56</p><p>Fonte: Autor.</p><p>Com base nos resultados obtidos na sequência de cálculos, adotou-se, para</p><p>critérios de projeto, os valores de:</p><p> Volume de RTI: 5.000 litros;</p><p> Tempo de uso da RTI: 34 min.;</p><p> Cota do hidrante HID-01 (desfavorável - altura x): 5,80 m;</p><p> Diâmetro da tubulação/registro:</p><p> Até HID-01: 3”;</p><p> De HID-01 até HID-05: 2”1/2.</p><p> Tubulação aparente em aço galvanizado com pintura vermelha;</p><p> Recalque aparente;</p><p>2.5</p><p>∆Jt 0,630 + 0,0407 x</p><p>Leq 15,5</p><p>x ?</p><p>Jt 0,04066</p><p>perda de carga total na tub. Trecho RTI - PONTO A</p><p>altura base cx ate hid desfavorável</p><p>m/m</p><p>m</p><p>2.6</p><p>x 5,77 m</p><p>Pa 4,90 mca</p><p>altura X</p><p>3</p><p>3.1</p><p>T 34 min</p><p>n° hid 5</p><p>uso simul. 3</p><p>autonomia 30 min</p><p>RTI</p><p>tempo de uso RTI</p><p>3.2</p><p>Q 05 0,00225 m³/s</p><p>Q 05 134,81 l/min</p><p>169 mm</p><p>H 05 4 mca</p><p>Pé dir. 2,8 m</p><p>vazão Hid 05 - mais favoravel</p><p>vazão no Hid 05</p><p>3.3</p><p>RTI 4583 Litros</p><p>T 34 min</p><p>Q 05 134,808 l/min</p><p>volume RTI</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>INSERIR AS NOVAS CONSIDERAÇÕES</p><p>57</p><p>A partir dos valores considerados, iniciou-se o projeto de SHP, utilizando-se da</p><p>tecnologia BIM 3D, com auxílio do software AUTODESK REVIT, versão educacional</p><p>2017.</p><p>A princípio foi elaborado o modelo em 3D do projeto arquitetônico da edificação.</p><p>Nessa fase inicial, percebeu-se a facilidade de trabalho que uma plataforma BIM</p><p>proporciona. A partir do modelamento do pavimento tipo, foi possível simplesmente</p><p>reproduzir todos os itens do desenho para os demais pavimentos, gerando,</p><p>juntamente com o modelamento dos pavimentos térreo e coberturas, a produção do</p><p>projeto do edifício.</p><p>Utilizando as famílias de hidráulica existentes no software, foi possível criar</p><p>toda a rede de tubulação em aço galvanizado para os hidrantes de áreas comuns e</p><p>de recalque. Com a eficiência da plataforma de desenho, apenas traçando linhas e</p><p>inserindo as prumadas e colunas de agua necessárias, o próprio programa</p><p>automaticamente gerou a locação de conexões onde houve necessidade. Após criada</p><p>a rede de tubulação foi preciso somente ajustar distancias até paredes e pisos.</p><p>Para os equipamentos de proteção contra incêndio, como os extintores, placas</p><p>de sinalização e hidrantes, representados nas figuras 4 e 5, fez-se necessário a</p><p>utilização de famílias especificas para estes objetos. No software, bastou locar as</p><p>peças nos lugares determinados e especificar suas alturas em relação aos níveis,</p><p>como mostrado na figura 6.</p><p>58</p><p>FIGURA 4 – COLOCAÇÃO DOS EXTINTORES.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>59</p><p>FIGURA 5 – COLOCAÇÃO DO SISTEMA HIDRAULICO PREVENTIVO.</p><p>Fonte: Autor</p><p>FIGURA 6 – DETALHE DAS FAMILIAS COLOCADAS.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>60</p><p>Na fase de detalhamento, a plataforma disponibiliza os símbolos de anotação</p><p>padrão conforme ABNT, para indicar os tipos de objetos inseridos nas plantas baixas,</p><p>cortes e elevações, assim como as cotas de distancias, conforme as figuras 7 a 12.</p><p>FIGURA 7 – PLANTA BAIXA SHP PAVIMENTO TÉRREO.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>61</p><p>FIGURA 8 – PLANTA BAIXA SHP PAVIMENTO TIPO</p><p>Fonte: Autor.</p><p>FIGURA 9 – PLANTA BAIXA SHP BARRILETE (ACESSO A RTI).</p><p>Fonte: Autor</p><p>62</p><p>FIGURA 10 – CORTE EXTINTORES.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>63</p><p>FIGURA 11 – CORTE SISTEMA HIDRAULICO PREVENTIVO.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>COLOCAR 5,40M</p><p>64</p><p>FIGURA 12 – CORTE DETALHES SHP E EXTINTORES.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>65</p><p>Com o termino do modelamento dos sistemas, foi possível desenvolver a</p><p>criação do quadro geral de quantitativos fornecido automaticamente pelo software,</p><p>conforme QUADRO 14.</p><p>QUADRO 14 – QUANTITATIVO DE MATERIAIS.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>DESCRIÇÃO QUANT.</p><p>CAIXA METALICA PARA ABRIGO DE MANGUEIRA 70x80x20 5</p><p>SUPORTE DE MANGUEIRA TIPO BASCULANTE 5</p><p>MANGUEIRA DE 20,0 m EM POLIESTER REVESTIDO COM</p><p>BORRACHA VULCANIZADA 2.1/2"</p><p>5</p><p>REGISTRO GLOBO ANGULAR EM 45° 6</p><p>ESGUICHO STORZ 1.1/2" 5</p><p>REQUINTE 1/2" 5</p><p>TAMPÃO CEGO COM CORRENTE TIPO STORZ 6</p><p>TUBO EM AÇO GALVANIZADO 3" 7,86 m</p><p>TUBO EM AÇO GALVANIZADO 2.1/2" 31,10 m</p><p>CURVA EM AÇO GALVANIZADO 3" 2</p><p>CURVA EM AÇO GALVANIZADO 2.1/2" 4</p><p>TE EM AÇO GALVANIZADO 3" COM REDUÇÃO P/ 2.1/2" 1</p><p>TE EM AÇO GALVANIZADO 2.1/2" 4</p><p>REGISTRO EM AÇO GALVANIZADO 3 " 1</p><p>EXTINTOR PÓ QUIMICO SECO 4 Kg 10</p><p>PLACA DE SINALIZAÇÃO PARA EXTINTORES 10</p><p>PLACA DE SINALIZAÇÃO PARA HIDRANTE RECALQUE 1</p><p>66</p><p>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>O objetivo deste trabalho foi apresentar de forma prática, como ocorre o</p><p>desenvolvimento de um projeto hidráulico preventivo e proteção por extintores de uma</p><p>edificação multifamiliar com 1.115,25 m² em cinco pavimentos, utilizando a tecnologia</p><p>BIM.</p><p>Buscou-se entender os princípios básicos de todos os sistemas de prevenção</p><p>contra incêndio, porém, com ênfase no dimensionamento e analise do sistema</p><p>hidráulico preventivo e extintores.</p><p>Todos os modelamentos envolvidos na elaboração deste trabalho foram</p><p>elaborados em um único software, Autodesk Revit versão educacional 2017, cuja</p><p>tecnologia de aplicação foi o BIM (Building Information Modeling).</p><p>Foram levados em consideração diversos fatores para o estudo e levantamento</p><p>das características da edificação para dimensionar a classificação de risco de incêndio</p><p>do imóvel.</p><p>O procedimento de elaboração do modelamento permitiu uma visão ampla da</p><p>edificação desde o início dos trabalhos, possibilitando a tomada de decisões em</p><p>relação ao posicionamento e dimensões de todos os itens que, por fim, fizeram parte</p><p>do projeto, baseado nas Instruções Normativas do Corpo de Bombeiros Militar de</p><p>Santa Catarina.</p><p>As principais dificuldades encontradas no decorrer do estudo, foram à criação</p><p>de famílias compatíveis com o tema abordado e a adequação das mesmas às normas</p><p>vigentes, tornando alguns pontos da modelagem relativamente críticos,</p><p>principalmente no que tange a criação de tabelas de quantitativos de materiais</p><p>fornecidos pela plataforrma.</p><p>Além das informações pesquisadas e apresentadas, este estudo possibilitou o</p><p>entendimento de todo o processo, desde os procedimentos técnicos relacionados às</p><p>normas e elaboração do projeto e, não menos importante, permitiu descrever os</p><p>processos de maneira objetiva e sucinta para a análise dos objetos empregados.</p><p>Qual não se pode esquecer, em algum momento da nossa vida profissional</p><p>essa ferramenta de trabalho será indispensável para o desenvolver de qualquer</p><p>atividade em diversos ramos da engenharia civil e afins.</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>ta faeio</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>67</p><p>7. REFERÊNCIAS</p><p>BRENTANO, Telmo. A Proteção contra incêndios no Projeto de Edificações. Porto</p><p>Alegre: Edições, 2007. 620 p. Atualizado até as normas de 2006.</p><p>BRENTANO, Telmo. Instalações hidráulicas de combate a incêndios nas</p><p>edificações. Porto Alegre: Edipucrs, 2004. 450 p.</p><p>CALVERT, Neil; Why we care about BIM. disponível em . Acesso em Setembro 2017.</p><p>Câmara brasileira da indústria da construção. 2017. Disponível em</p><p>. Acesso em Setembro de 2017.</p><p>CAMPESTRINI, Tiago Francisco; GARRIDO, Marlon Câmara; MENDES JR., Dr.</p><p>Ricardo; SCHEER, Dr. Sérgio; DUARTE FREITAS, Dra. Maria do Carmo.</p><p>Entendendo BIM. Curitiba. UFPR. 2015.</p><p>COELHO, S.B.S.; NOVAES, C. C. Modelagem de Informações para Construção</p><p>(BIM) e ambientes colaborativos para a gestão de projetos na construção civil.</p><p>São Paulo: Escola Politécnica, USP,2008. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em Outubro de 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 01: DA ATIVIDADE</p><p>TÉCNICA. 2015. 72 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 03: CARGA DE</p><p>INCÊNDIO. 2014. 15 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>68</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 06: SISTEMA</p><p>PREVENTIVO POR EXTINTORES. 2014. 22 p. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 07: SISTEMA</p><p>HIDRÁULICO PREVENTIVO. 2014. 38 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 08: INSTALAÇÕES</p><p>DE GÁS COMBUSTÍVEL (GLP e GN). 2014. 96 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 09: SISTEMA DE</p><p>SAÍDAS DE EMERGÊNCIA. 2014. 46 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 10: SISTEMA DE</p><p>PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS. 2014. 50 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 11: SISTEMA DE</p><p>ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA. 2014. 18 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 12: SISTEMA DE</p><p>ALARME E DETECÇÃO DE INCÊNDIO. 2014. 15 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>69</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 13: SINALIZAÇÃO</p><p>PARA ABANDONO DE LOCAL. 2014. 11 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA. IN 31: PLANO DE</p><p>EMERGÊNCIA. 2014. 11 p. Disponível em:</p><p>.</p><p>Acesso em: 10 jul. 2017.</p><p>CROTTY, Ray; The Impact of Building Information Modelling. SPON Press. Nova</p><p>Iorque, 2012.</p><p>EASTMAN, Chuck; TELCHOLZ, Paul; SACKS, Rafael; LISTON, Kathleen. Manual de</p><p>BIM: Um guia de modelagem da informação da construção para arquitetos,</p><p>engenheiros, gerentes, construtores e incorporadoas. Porto Alegre. Bookman. 2014.</p><p>FEITOSA, Artur. Contexto BIM no Brasil e no Mundo. 2016. Disponível em . Acesso em Outubro</p><p>de 2017.</p><p>Governo de Santa Catarina - Secretaria de Estado do Planejamento. Caderno de</p><p>Apresentação de Projetos em BIM, mar. 2015. Disponível em: . Acesso em: 04, set. 2017.</p><p>HARDIN, Brad; AIA, Leed Ap.. BIM and Construction Management: proven tools,</p><p>methods, and workflows. Indianapolis: Wiley Publishing, Inc., 2009.</p><p>KAMARDEEN, Imriyas. 8D BIM Modelling tool for accident prevention through design.</p><p>Faculty of Build Enviroment, University of New South Wales, Australia, 2010.</p><p>http://bimexperts.com.br/contexto-bim-no-brasil-e-no-mundo/</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>COLOCAR EM PRETO E TIRAR A LINHA DEBAIXO</p><p>70</p><p>NAKAMURA, Juliana. Como compatibilizar bem projetos de diferentes</p><p>especialidades. Disponível em: . Acesso em setembro 2017.</p><p>NASCIMENTO, Luiz A.; SANTOS, Eduardo T.; A indústria da construção na era da</p><p>informação. Revista Ambiente Construído, Porto Alegre, Março 2013.</p><p>PINHO, Sérgio Miguel Ferreira, O MODELO IFC COMO AGENTE DE</p><p>INTEROPERABILIDADE. Tese de Mestrado pela Faculdade de Engenharia da</p><p>Universidade do Porto, Portugal, 2013.</p><p>RACE, Steve; BIMDEMYSTIFIED. Riba Publishing Ltd, London 2013.</p><p>RESENDE, Carlos C. Rigueti. Atrasos de obra devido a problemas no</p><p>Gerenciamento. EP/UFRJ, 2013</p><p>SEITO, Alexandre Itiu et al. A Segurança Contra Incêndio no Brasil. São Paulo:</p><p>Projeto Editora, 2008.</p><p>SILVEIRA, Cel. Antônio Manoel da. Prevenção e Combate a Incêndios: O que você</p><p>deve saber e fazer para evitar prejuízos. 3. ed. Florianópolis: Editora Etaiel, 1995.</p><p>THOMÉ, Brenda Bressan. O que é bim? Entenda agora o conceito e suas</p><p>aplicações. 2016. Disponível em . Acesso em Setembro de 2017.</p><p>VENÂNCIO, M.J.L. Avaliação da implementação de BIM – Building Information</p><p>Modeling em Portugal. Porto: Dissertação (Mestrado). Universidade do Porto,</p><p>Portugal, 2015.</p><p>YEE, Peggy; MATTA, Charles; KAM, Calvin; HAGAN, Stephen; VALDIMARSSON,</p><p>Oskar. The GSA BIM Story. Journal of Building Information Modeling, 2009.</p><p>ZEISS, Geoff. Widespread adoption of BIM by national governments disponível em</p><p>Acesso em Outubro 2017.</p><p>https://www.sienge.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-bim-entenda-o-conceito-e-suas-aplicacoes/</p><p>https://www.sienge.com.br/blog/voce-sabe-o-que-e-bim-entenda-o-conceito-e-suas-aplicacoes/</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>COLOCAR EM PRETO E TIRAR A LINHA DEBAIXO</p><p>........................................ 52</p><p>QUADRO 12 – REQUISITOS DE DIMENSIONAMENTO ..................................... 53</p><p>QUADRO 13 – CONJUNTO DE TABELAS DE CALCULO. .................................. 54</p><p>QUADRO 14 – QUANTITATIVO DE MATERIAIS. ................................................ 65</p><p>SUMARIO</p><p>1. INTRODUÇÃO. ................................................................................................. 12</p><p>1.1. Contextualização .................................................................................... 13</p><p>1.2. Justificativa ............................................................................................. 13</p><p>2. OBJETIVOS ..................................................................................................... 14</p><p>2.1. Geral ........................................................................................................ 14</p><p>2.2. Específico ............................................................................................... 14</p><p>3. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ......................................................... 15</p><p>3.1. Descrição do estudo .............................................................................. 15</p><p>4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................ 16</p><p>4.1. Incêndios .................................................................................................. 16</p><p>4.2. Causas ..................................................................................................... 16</p><p>4.3. Combate ao incêndio .............................................................................. 17</p><p>4.3.1. Medidas de proteção ......................................................................... 17</p><p>4.4. Projetos .................................................................................................... 19</p><p>4.5. Classificação das edificações – IN 03 CBMSC ..................................... 19</p><p>4.5.1. Classificação quanto à ocupação ..................................................... 19</p><p>4.5.2. Classificação quanto à área da edificação ....................................... 21</p><p>4.5.3. Classificação quanto à carga de incêndio ........................................ 22</p><p>4.5.4. Dimensionamento carga de incêndio ............................................... 22</p><p>4.5.5. Classificação quanto ao risco de incêndio ......................................... 23</p><p>4.6. Cálculo da população das edificações- IN 09 CBMSC ......................... 23</p><p>4.7. Saídas de emergência ............................................................................ 24</p><p>4.7.1. Dimensionamento das saídas de emergência ................................... 25</p><p>4.7.2. Caminhamento máximo .................................................................... 25</p><p>4.7.3. Circulação ......................................................................................... 25</p><p>4.7.4. Aberturas .......................................................................................... 25</p><p>4.8. Sinalização de abandono de local – IN 13 CBMSC .............................. 26</p><p>4.9. Iluminação de emergência - IN 11 CBMSC ........................................... 27</p><p>4.10. Extintores de incêndio – IN 06 CBMSC ............................................... 28</p><p>4.11. Sistema de proteção contra descargas atmosféricas – IN 10 CBMSC.</p><p>.............................................................................................................................. 29</p><p>4.12. Detecção e alarme de incêndio – IN 12 CBMSC ................................. 31</p><p>4.13. Sistema hidráulico preventivo – IN 07 CBMSC .................................. 31</p><p>4.14. Dimensionamento SHP por gravidade ............................................... 35</p><p>4.15. Instalações de gases combustíveis – IN 08 CBMSC .......................... 37</p><p>4.15.1. Tubulação para condução de gás .................................................. 38</p><p>4.15.2. Dimensionamento da rede de distribuição ...................................... 38</p><p>4.16. Plano de emergência – IN 031 CBMSC ............................................... 39</p><p>4.17. Building Information Modeling ............................................................. 40</p><p>4.17.1. Dimensões do BIM. ......................................................................... 42</p><p>4.18. O que não é BIM. ................................................................................... 43</p><p>4.19. História do BIM. ..................................................................................... 44</p><p>4.19.1. O BIM no Brasil. .............................................................................. 44</p><p>4.20. Utilização do BIM e seus Beneficios. ................................................... 46</p><p>5. RESULTADOS E DISCUSSÕES. ..................................................................... 49</p><p>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 66</p><p>7. REFERÊNCIAS ................................................................................................ 67</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>reorganizar o sumario</p><p>12</p><p>1. INTRODUÇÃO.</p><p>A utilização dos projetos de sistemas de prevenção e combate a incêndios em</p><p>edificações é relativamente recente no Brasil. O assunto começou a ser estudado e</p><p>desenvolvido a partir da década de 80, por conta de grandes incêndios que ocorreram</p><p>no estado de São Paulo e Rio de Janeiro.</p><p>Até então o assunto era desprezado pelos profissionais e pelas legislações,</p><p>pois não haviam grandes ocorrências de acidentes deste tipo. Alguns incidentes</p><p>fizeram com que o tema fosse mais discutido no Brasil, desta forma, surgiu a</p><p>necessidade de elaboração de uma legislação e normas relacionados ao tema de</p><p>combate a incêndios.</p><p>O setor da construção civil tem um papel de grande importância no crescimento</p><p>econômico dos países, sendo um dos setores com maior participação do produto</p><p>interno bruto do Brasil. Segundo (CHIARA, 2010) “A indústria da construção no Brasil</p><p>está entre as maiores do mundo, responsável por 2% da indústria global”.</p><p>Na concepção do projeto arquitetônico e dos projetos complementares, o</p><p>projeto de prevenção contra incêndios, a compatibilização entre as disciplinas desses</p><p>projetos pode evitar diversos imprevistos que surgem na construção e geram custos</p><p>não planejados de mão de obra e materiais.</p><p>45% do total de plantas de um empreendimento sofrem revisões após</p><p>emissão do executivo e 23% dos projetos de instalações por falta de</p><p>compatibilização. 88% da plantas sofrem algum tipo adequação das</p><p>instalações por falta de compatibilização e 26% necessitam de</p><p>Assbuilt. 9% de todos os projetos e 26% das instalações geram</p><p>retrabalho devido a falta de compatibilização de projetos. 6% do total</p><p>da obra é desperdício estimado por projetos não compatibilizados. Isso</p><p>gera um perda de 3% na produtividade e 5% de reparos em obras já</p><p>entregues. (2014 apud ONEDA, 2014 p.14).</p><p>Os softwares voltados ao mercado da construção da civil foram aprimorados a</p><p>fim de facilitar a compatibilização de projetos entre os projetistas possibilitando maior</p><p>13</p><p>visibilidade da interação entre as disciplinas de um projeto, reduzindo o desperdício</p><p>de tempo e insumos. Com essa evolução das plataformas de desenho chegou-se em</p><p>uma tecnologia de construção virtual denominada BIM.</p><p>1.1. Contextualização</p><p>O presente trabalho foi elaborado através de referências bibliográficas de</p><p>autores que abordam</p><p>os temas de projetos de prevenção contra incêndio e a</p><p>tecnologia BIM 3D, com o histórico destas metodologias desde suas origens até a</p><p>atual utilização no cenário da engenharia no mundo e no Brasil.</p><p>Nesta aplicação foi utilizada especificamente as disciplina de hidráulico</p><p>preventivo contra incêndio e extintores, não abrangendo as demais disciplinas que se</p><p>fariam necessárias para a prevenção contra incêndio completo da edificação.</p><p>1.2. Justificativa</p><p>O objeto desenvolvido de PPCI é obrigatório em todos os tipos de edificações,</p><p>sendo elas: Comerciais, Residenciais, Industriais, Reunião com ou sem Concentração</p><p>de Público, entre outras classificadas através da IN 001/CBMSC/2014.</p><p>Por meio da elaboração deste trabalho, buscou-se adquirir os conhecimentos</p><p>sobre a prevenção e combate de incêndios, plataforma BIM e o desenvolvimento</p><p>desses projetos com a utilização desta tecnologia, preparando-se para o futuro</p><p>profissional, uma vez que ambos os temas são indispensáveis para a construção civil.</p><p>14</p><p>2. OBJETIVOS</p><p>2.1. Geral</p><p>Descrever à aplicação do projeto preventivo contra incêndio em uma plataforma BIM</p><p>3D.</p><p>2.2. Específico</p><p> Conhecer os temas: Projeto Preventivo Contra Incêndio e Plataforma BIM na</p><p>dimensão 3D;</p><p> Compreender os sistemas e a importância de um PPCI;</p><p> Compreender a Plataforma BIM e sua importância;</p><p> Aplicação do BIM 3D para elaboração de projetos do Sistema Hidráulico</p><p>Preventivo e Proteção por Extintores.</p><p>15</p><p>3. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS</p><p>3.1. Descrição do estudo</p><p>A pesquisa realizada teve como base uma aplicação de um PPCI hidráulico e</p><p>extintor utilizando plataforma BIM 3D, aplicado como objeto de estudo em uma</p><p>edificação residencial unifamiliar com 05 (cinco) pavimentos buscando demonstrar as</p><p>facilidades e vantagens da utilização desta tecnologia para aplicação dos requisitos</p><p>de elaboração de projetos das Instruções Normativas atuais do Corpo de Bombeiros</p><p>Militar de Santa Catarina (CBMSC).</p><p>16</p><p>4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</p><p>4.1. Incêndios</p><p>Conforme dados do Corpo de Bombeiros Militares - SC, em 2013 cerca de 2000</p><p>ocorrências foram registradas no Estado até fevereiro, tendo uma média de 100 por</p><p>Batalhão. No ano de 2012, a capital de Florianópolis, registrou 384 ocorrências em</p><p>edificações, ou seja, mais de um incêndio por dia, sendo 60% deles nas edificações</p><p>unifamiliares, onde o serviço de fiscalização é dispensado pela legislação.</p><p>Com o aumento da população e a tendência para se aglomerarem nos grandes</p><p>centros e cidades, a chance de incêndio vem aumentando. Ter as informações da</p><p>forma como o fogo se comporta é importante e necessário para o desenvolvimento</p><p>destes tipos de projetos (FAGUNDES, 2013).</p><p>No setor da construção civil, todas as edificações estão sujeitas ao fogo, sendo</p><p>causa de incêndios de pequena e grande magnitude. O sinistro pode ser causado por</p><p>diversos fatores, sendo que suas características e dimensões, proporções podem</p><p>variar conforme o tipo de obra, materiais empregados, o uso da edificação e o cuidado</p><p>com a prevenção e até mesmo o treinamento no manuseio de forma correta a operar</p><p>os equipamentos necessários de proteção a incêndio (SILVEIRA, 1995).</p><p>O conceito em norma referente ao fogo é diferente em todos os lugares. No</p><p>Brasil, a NBR 13860 afirma que: “fogo é o processo de combustão caracterizado pela</p><p>emissão de calor e luz”. Ou seja, é a queima de um material combustível e o</p><p>comburente, de maneira que possa gerar a luz e o calor (SEITO et al., 2008).</p><p>4.2. Causas</p><p>Segundo Brentano (2007), é de suma importância o conhecimento do</p><p>fenômeno para que se faça um bom projeto de prevenção e combate a incêndio. O</p><p>início de um incêndio provém da combinação de pelo menos três fatores: uma fonte</p><p>de calor, um combustível e um ser humano. Na maioria das vezes o ser o humano é</p><p>o propulsor do incêndio, por negligência.</p><p>Para Brentano (2007), as formas de incêndio são listadas como:</p><p> Forno e fogão: o uso de forma errada deste tipo de equipamento e o manuseio</p><p>inadequado de produtos inflamáveis, como óleos e gases.</p><p>17</p><p> Raios: provocam incêndios, além de uma onda de choque, principalmente em</p><p>locais onde há líquidos inflamáveis.</p><p> Criminal: são os incêndios criminoso, provocados pelo homem, por diversos</p><p>motivos, como receber dinheiro de seguro ou esconder outros crimes, por</p><p>exemplo.</p><p>4.3. Combate ao incêndio</p><p>Brentano (2007) afirma que o combate ao incêndio nas edificações se dá por</p><p>meio da utilização do agente extintor específico para os tipos de materiais suscetíveis</p><p>à combustão presentes na edificação. Sendo assim, os principais sistemas de</p><p>combate ao incêndio usados, de acordo com o grau de risco da edificação e o tipo de</p><p>material que se pretende proteger, são:</p><p> Sistema de extintores de incêndio. Este sistema é o obrigatório em todas as</p><p>edificações;</p><p> Sistema de hidrantes e de mangotinhos;</p><p> Sistema de chuveiros automáticos (“sprinklers”);</p><p> Sistema de projetores de água;</p><p> Sistema de espuma mecânica;</p><p> Sistema fixo de gases.</p><p>4.3.1. Medidas de proteção</p><p>Segundo Fagundes (2013), as normas técnicas indicam medidas de proteção</p><p>contra incêndios para que se possa atingir um determinado nível de eficácia, quanto</p><p>a sua funcionalidade, sendo elas:</p><p> Passivas ou preventivas: basicamente a função destas medidas é prevenir, ou</p><p>minimizar qualquer possibilidade de um surgimento de fogo, e também de</p><p>reduzir as possibilidades de sua propagação.</p><p> Ativas ou de combate: ao contrário das medidas de prevenção passivas ou</p><p>preventivas, as medidas ativas ou de combate atuam sobre o fogo já existente</p><p>18</p><p>com o objetivo de extingui-lo, ou pelo menos controla-lo até a chegada do corpo</p><p>de bombeiro até no local.</p><p>Tem-se que as principais medidas de proteção passiva ou preventiva nas edificações</p><p>são:</p><p> Afastamento entre edificações;</p><p> Segurança estrutural das edificações;</p><p> Compartimentações horizontais e verticais;</p><p> Saídas de emergência;</p><p> Sistema de controle e detecção da fumaça de incêndio;</p><p> Sistema de detecção de calor;</p><p> Instalação de sistema DDR – disjuntor diferencial residual ou interruptor;</p><p> Controle dos materiais de revestimento e acabamento;</p><p> Controle das possíveis fontes de incêndio;</p><p> Sistema de proteção contra descargas atmosféricas;</p><p> Central de gás;</p><p> Acesso de viaturas do corpo de bombeiros junto à edificação;</p><p> Brigada de incêndio.</p><p>Quanto as medidas de proteção ativa ou de combates, as principais são:</p><p> Sistema de detecção e de alarme de incêndio;</p><p> Sistema de sinalização de emergência;</p><p> Sistema de iluminação de emergência;</p><p> Sistema de extintores de incêndio;</p><p> Sistema de hidrantes ou de mangotinhos;</p><p> Sistema de chuveiros automáticos (“sprinklers”);</p><p> Sistema de espuma mecânica para combate em alguns tipos de riscos;</p><p> Sistema fixo de gases limpos ou CO2 para combate a incêndios em alguns</p><p>tipos de riscos.</p><p>19</p><p>4.4. Projetos</p><p>Segundo CONFEA 2016 (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia),</p><p>órgão que zela pelos valores, integridade, ética, excelência e transparência da</p><p>profissão, também é o órgão que regulamenta as atribuições de cada profissional da</p><p>área da engenharia, os projetos contra incêndio podem ser elaborados por</p><p>engenheiros civis, engenheiros eletricistas e arquitetos, qual cada um com suas</p><p>prerrogativas e atribuições conforme seus respectivos conselhos.</p><p>Conforme o Senge (Sindicato dos Engenheiros no estado de Santa Catarina),</p><p>Art. 2º, § 1º - Os Honorários de Estudos e Projetos, quando calculados pelo custo total</p><p>das Obras, podem ser desdobrados em função das especialidades, da seguinte forma:</p><p> Projeto Arquitetônico: 1,2 a 5,6%</p><p> Projetos Complementares:</p><p>2,8 a 5,6%</p><p>A complexidade de um projeto é desenvolvida em proporção à sua classificação</p><p>de ocupação. Na maioria dos casos vê-se o investimento no projeto de forma</p><p>incoerente, sendo na maioria das vezes considerado um gasto e não um investimento.</p><p>O lado bom deste investimento pode trazer retornos econômicos imediatos</p><p>(BRENTANO, 2007).</p><p>Brentano (2007) afirma que “O custo do empreendimento deve ser uma</p><p>preocupação muito grande, mas jamais deve ser maior que a preocupação com a</p><p>segurança dos usuários da edificação”.</p><p>4.5. Classificação das edificações – IN 03 CBMSC</p><p>Com base na IN nº03/CBMSC (2014) o risco de incêndio em edificações divide-se</p><p>em três tipos, sendo eles risco leve, risco médio e risco elevado.</p><p>4.5.1. Classificação quanto à ocupação</p><p>A classificação quanto à ocupação da edificação se faz necessária para um</p><p>correto dimensionamento do PPCI. Essa classificação pode ser feita utilizando a NBR</p><p>9077/2001 e a IN nº03/CBMSC (2014), para tal classificação será utilizado a IN</p><p>nº03/CBMSC (2014).</p><p>20</p><p>Na IN nº03/CBMSC (2014) a ocupação dos imóveis ou edificações são</p><p>distribuídos da seguinte forma:</p><p>I. RISCO LEVE – para ocupação tipo:</p><p>a) Residencial privativa multifamiliar;</p><p>b) Residencial coletiva;</p><p>c) Comercial (exceto supermercados ou galerias comerciais);</p><p>d) Pública;</p><p>e) Escolar geral;</p><p>f) Escolar diferenciada;</p><p>g) Reunião de público com concentração;</p><p>h) Reunião de público sem concentração;</p><p>i) Hospitalar sem internação e sem restrição de mobilidades;</p><p>j) Parques aquáticos;</p><p>k) Atividades agropastoris (exceto silos);</p><p>l) Riscos diferenciados (Fundições, mesmo sendo industrias possuem baixa</p><p>carga de fogo);</p><p>m) Mista (para duas ou mais ocupações previstas neste inciso, desde que</p><p>exista compartimentação entre as diferentes ocupações e com saídas de</p><p>emergência independentes).</p><p>II. RISCO MÉDIO – para ocupação tipo:</p><p>a) Residencial transitória;</p><p>b) Garagens;</p><p>c) Mista (quando não houver compartimentação entre as diferentes ocupações</p><p>ou com sobreposições de fluxos nas saídas de emergência);</p><p>d) Industrial;</p><p>21</p><p>e) Comercial (apenas supermercados ou galerias comerciais);</p><p>f) Shopping Center;</p><p>g) Hospitalar com internação ou com restrição de mobilidades;</p><p>h) Postos de revenda GLP;</p><p>i) Locais de restrição de liberdade;</p><p>j) Depósitos;</p><p>k) Atividades agropastoris (apenas silos);</p><p>l) Túneis, galerias e minas;</p><p>m) Edificações especiais (apenas para oficinas de consertos de veículos</p><p>automotores, caldeiras ou vasos sob pressão);</p><p>III. RISCO ELEVADO – para ocupação tipo:</p><p>a) Postos para reabastecimento de combustíveis;</p><p>b) Edificações especiais (apenas para depósito de combustíveis, inflamáveis,</p><p>explosivos ou munições).</p><p>4.5.2. Classificação quanto à área da edificação</p><p>A área das edificações não classifica o risco, porém ela define quais os</p><p>sistemas serão necessários. No Art. 137 da IN nº03/CBMSC (2014) expressa que para</p><p>edificações com área superior a 750,00 m², são necessários os seguintes sistemas de</p><p>prevenção:</p><p> Plano de emergência;</p><p> Proteção por extintores;</p><p> Saídas de emergência;</p><p> Instalações de gás combustível;</p><p> Iluminação de emergência e Sinalização de abandono de local;</p><p> Sistema de proteção contra descargas atmosféricas;</p><p> Sistema hidráulico preventivo;</p><p>22</p><p> Sistema de alarme e detecção de incêndio;</p><p>4.5.3. Classificação quanto à carga de incêndio</p><p>A IN nº03/CBMSC traz as definições para a carga de incêndio conforme a</p><p>seguir:</p><p> Carga de incêndio: é a soma das energias caloríficas que poderiam ser</p><p>liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um</p><p>espaço, inclusive os revestimentos das paredes, divisórias, pisos e tetos.</p><p> Carga de incêndio específica (qe): é o valor da carga de incêndio dividido pela</p><p>área do espaço considerado, expresso em megajoule por metro quadrado</p><p>(MJ/m²) ou quilocalorias por metro quadrado (kcal/m²).</p><p> Carga de incêndio ideal (qi): por simplificação e/ou quantificação, algumas</p><p>bibliografias admitem que a carga de incêndio ideal seja formada totalmente</p><p>por madeira e expressam a carga de incêndio como a massa de madeira</p><p>equivalente à soma de todo material combustível do espaço considerado,</p><p>expresso em quilograma de madeira padrão por metro quadrado (kg/m²). O</p><p>valor do poder calorifico da madeira padrão a ser utilizado para o cálculo da</p><p>carga de incêndio ideal é de 4550 kcal/kg ou 19 MJ/kg.</p><p>4.5.4. Dimensionamento carga de incêndio</p><p>As equações para o dimensionamento da carga incêndio é conforme a IN</p><p>nº03/CBMSC, abaixo descrita:</p><p>Qc = M x Pc</p><p>Qc = quantidade de calor por combustivel (kcal)</p><p>M = massa do combustivel (kg)</p><p>Pc = poder calorifico (kcal/kg)</p><p>Q = ∑Qc</p><p>Q = quantidade de calor (kcal)</p><p>∑Qc = somatório da quantidade de calor por combustivel (kcal)</p><p>23</p><p>Em = Qc / Pcm</p><p>Em = quivalente em madeira (kg)</p><p>Qc = quantidade de calor por combustivel (kcal)</p><p>Pcm = poder calorifico da madeira (4550 kcal/kg) – constante</p><p>Cf = Em / A</p><p>Cf = carga de fogo (kg/m²)</p><p>Em = equivalente em madeira (kg)</p><p>A = area total construída (m²)</p><p>4.5.5. Classificação quanto ao risco de incêndio</p><p>Após a conclusão do dimensionamento, consulta-se o Art. 4° Cap. II da IN</p><p>nº03/CBMSC (2014, p. 3) para a definição da classe de risco:</p><p>I. Risco leve, carga de incêndio ideal menor que 60 kg/m²;</p><p>II. Risco médio, carga de incêndio ideal entre 60 kg/m² e 120 kg/ m²;</p><p>III. Risco elevado, carga de incêndio ideal acima de 120 kg/m².</p><p>4.6. Cálculo da população das edificações- IN 09 CBMSC</p><p>Segundo Fagundes (2013), é importante o calculo da população ou ocupantes de</p><p>uma edificação, para o fornecimento de informações para dimensionar as saídas de</p><p>emergência, independentemente do número de ocupantes da mesma.</p><p>A IN nº09/CBMSC (2014) em seu anexo “C” estipula o número de habitantes ou</p><p>população de uma edificação através da classe de ocupação, no quadro 1.</p><p>24</p><p>QUADRO 1 – CÁLCULO DA POPULAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES</p><p>Fonte: IN nº09/CBMSC (2014, p. 41).</p><p>4.7. Saídas de emergência</p><p>As saídas de emergências ou rotas de fugas de um edifício devem ser</p><p>protegidas, iluminadas e sinalizadas, compostas por corredores de proteção, portas,</p><p>rampas, escadas, passagens externas, entre outros métodos de acordo com as</p><p>normas. O caminho é continuo e será percorrido pela população da edificação em</p><p>casos de incêndio e emergência. Esta rota deve estar acessível a partir de qualquer</p><p>ponto, sendo seu destino final em uma via pública ou qualquer área interna ou externa</p><p>segura da edificação (BRENTANO, 2015).</p><p>25</p><p>4.7.1. Dimensionamento das saídas de emergência</p><p>As saídas de emergências são dimensionadas pela IN nº09/CBMSC (2014), em</p><p>função da população da edificação e/ou área de risco. A largura das saídas de</p><p>emergência é dimensionada pela equação a seguir:</p><p>N = P / Ca</p><p> N = Número de unidades de passagem (se fracionário arredondar para mais);</p><p> P = População do ambiente, pavimento ou edificação, em “n° de pessoas”;</p><p> Ca = Capacidade da unidade de passagem (porta, corredor, escada ou rampa).</p><p>Para edificações de reunião de público com concentração a IN nº09/CBMSC</p><p>(2014), estipula Ca=100.</p><p>4.7.2. Caminhamento máximo</p><p>Nas edificações térreas, com reunião de público, o caminhamento máximo a</p><p>ser percorrido será de 25,00 m, qual é considerando o ponto mais distante até a saída</p><p>de emergência (IN n°09/CBMSC, 2014).</p><p>4.7.3. Circulação</p><p>Na IN nº09/CBMSC (2014), circulações e corredores devem estar</p><p>desobstruídos, possibilitando o fácil acesso de todos. As larguras mínimas devem</p><p>estar de acordo com a classificação do grupo de ocupação da edificação, também ter</p><p>os pisos e superfície regulares, estáveis e antiderrapantes.</p><p>4.7.4. Aberturas</p><p>As aberturas do tipo “portas”, consideradas nas rotas</p><p>de fuga ajudam a evitar a</p><p>propagação do fogo e que ele se alastre, permitindo que os ocupantes possam sair</p><p>com segurança da edificação. Todas as portas devem ser instaladas de modo que</p><p>abram no mesmo sentido do fluxo de saída, e ainda, as mesmas não podem ser</p><p>trancadas e chaveadas (BRENTANO, 2015).</p><p>26</p><p>A IN nº09/CBMSC (2014) ressalta que se a edificação possuir área superior a</p><p>400,00 m² deverá possuir no mínimo duas portas de saída de emergência. Sendo,</p><p>uma com abertura mínima de 2,00 m e as demais portas complementares com largura</p><p>mínima de 1,20 m.</p><p>4.8. Sinalização e abandono de local – IN 13 CBMSC</p><p>As sinalizações para abandono de local devem indicar as mudanças e direção,</p><p>saídas, etc. O dimensionamento do SAL deverá obedecer às orientações previstas no</p><p>quadro 02 (IN nº13/CBMSC).</p><p>QUADRO 2 – DIMENSÕES MÍNIMAS E DISTANCIAS ENTRE PONTOS DE SAL</p><p>Fonte: IN n°13/CBMSC. (2017, p. 4).</p><p>Para sinalização de emergência alcançar objetivos, Brentano (2015) apresenta</p><p>os seguintes requisitos:</p><p> Se destacar em relação à comunicação visual adotada para outras finalidades;</p><p> Não ser neutralizada pelas cores das paredes e acabamentos, dificultando a</p><p>sua visualização;</p><p> Ser instalada perpendicularmente aos corredores de circulação de pessoas e</p><p>de veículos, permitindo-se condições de fácil visualização;</p><p> As expressões escritas devem seguir as regras, termos e vocabulários da</p><p>língua portuguesa;</p><p> Os tamanhos de placas e das letras e o tipo de fonte devem ser apropriados à</p><p>fácil leitura, de acordo com a distância máxima do observador do ambiente.</p><p> Os equipamentos de origem estrangeira instalados na edificação devem</p><p>possuir as orientações necessárias a sua operação em língua portuguesa;</p><p>27</p><p> Possuir efeito fotoluminescente, isto é, capaz de emitir brilho por longo tempo</p><p>depois de apagada a luz incidente;</p><p> Ter sempre sinalização de continuidade, observando-se os espaçamentos e</p><p>recomendações das normas e legislações;</p><p> Nos recintos destinados à reunião de público, sem iluminação natural ou</p><p>artificial suficientes para permitir o acúmulo de energia no elemento</p><p>fotoluminescente das sinalizações de saída, devem possuir luminárias de</p><p>balizamento com a indicação de saída sem prejuízo do sistema de iluminação</p><p>de emergência, sem substituição a sinalização apropriada de saída com efeito</p><p>fotoluminescente.</p><p>4.9. Iluminação de emergência- IN 11 CBMSC</p><p>Para Brentano (2015) a iluminação de emergência deve ser instalada, com a</p><p>finalidade de que em casos de sinistros, o sistema possa acender automaticamente</p><p>pelo tempo que se fizer necessário da fonte de energia própria.</p><p>A fonte deve garantir que haja intensidade dos pontos de luz de modo que</p><p>atenda os níveis mínimos de luminosidade estabelecidos por norma, com o objetivo</p><p>de garantir a saída dos ocupantes da edificação com rapidez e segurança.</p><p>Segundo a IN n°11/CBMSC (2017) o sistema de iluminação de emergência</p><p>poderá ser concebido pelos tipos de fontes de energia:</p><p>I. Conjunto de blocos autônomos;</p><p>II. Sistema centralizado com baterias recarregáveis;</p><p>III. Sistema centralizado por grupo moto-gerador.</p><p>A autonomia do sistema deverá ser dimensionada levando em consideração o</p><p>tempo necessário para os ocupantes abandonarem a edificação ou executarem as</p><p>manobras de combate a incêndio, tendo como temo mínimo de autonomia 2 horas (IN</p><p>nº11/CBMSC, 2017).</p><p>A tensão máxima não poderá ser superior a 30 Vcc, obtendo um resultado de</p><p>iluminamento em 3 lux para locais planos e 5 lux para locais com desníveis e</p><p>irregulares. Sua altura máxima de instalação é acima do nível das aberturas, tendo o</p><p>28</p><p>seu acionamento automático em caso de falta de energia elétrica fornecido pela</p><p>concessionária (IN nº11/CBMSC, 2017).</p><p>Conforme a o Art. 3° da IN n°11/CBMSC (2017) pode haver a isenção do</p><p>sistema nos seguintes locais:</p><p>I – em áreas cobertas com as seguintes características:</p><p>a) em pavimento térreo;</p><p>b) com saída diretamente para área externa aberta;</p><p>c) sem paredes internas; e</p><p>d) no máximo com 50% de fechamento do perímetro com paredes (por</p><p>exemplo:</p><p>cobertura de bombas de combustível, garagens, pilotis, olarias, etc.);</p><p>II – em ambientes internos com as seguintes características:</p><p>a) com área de até 200 m²; e</p><p>b) com caminhamento máximo de 15 m até a porta de acesso para a circulação</p><p>comum do pavimento ou até a saída para área externa do imóvel.</p><p>§ 1º O caminhamento máximo é computado a partir do ponto mais distante do</p><p>ambiente.</p><p>§ 2º O disposto neste artigo não se aplica às seguintes ocupações e locais:</p><p>I – reunião de público com concentração;</p><p>II – escolar geral;</p><p>III – hospitalar com internação ou com restrição de mobilidade;</p><p>IV – casas de máquinas ou salas de vigilância.</p><p>4.10. Extintores – IN 06 CBMSC</p><p>A IN nº06/CBMSC (2014) prescreve que independente da ocupação, riscos, do</p><p>número de pavimentos e da área total construída, deverá obter a proteção por</p><p>extintores.</p><p>Brentano (2015) define o tipo dos agentes extintores, assim eles:</p><p>29</p><p> Água pressurizada;</p><p> Espuma mecânica;</p><p> Pó químico;</p><p> Gás carbônico;</p><p> Gás halogenado;</p><p>A IN nº06/CBMSC (2014) estabelece uma área máxima de proteção para cada</p><p>unidade extintora, de acordo com o grau de risco da edificação:</p><p>I. Risco leve – 500,00 m²</p><p>II. Risco médio e elevado – 250,00m²</p><p>Ainda na IN nº06/CBMSC (2014), os extintores devem ser instalados e</p><p>projetados de maneira equidistante e de forma a proteger a área de risco em questão,</p><p>de modo que o operador possa percorrer, do extintor até o ponto mais distante, o</p><p>caminhamento máximo de:</p><p>I. Risco leve – 20 metros;</p><p>II. Risco médio – 15 metros;</p><p>III. Risco elevado – 10 metros.</p><p>4.11. Sistema de proteção contra descargas atmosféricas – IN 10 CBMSC</p><p>A definição de SPDA é dada pela NBR 5419 (2005) prescrito como “um sistema</p><p>completo destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos de descargas</p><p>atmosféricas. É composto por um sistema externo e um sistema interno de proteção”.</p><p>Os projetos são definidos pela (IN nº10/CBMSC, 2014), que deveram dispor de</p><p>captores, descidas, localização do aterramento, malha de aterramento inferior,</p><p>superior, e interligados. Será exigido em todas as edificações com altura superior a</p><p>20 metros e edificações com área total construída superior a 750,00 m².</p><p>Segundo a IN nº10/CBMSC (2014), o projeto pode ser utilizados os seguintes</p><p>métodos:</p><p>30</p><p>I. Ângulo de proteção (método Franklin);</p><p>II. Condutores em malha (gaiola de Faraday ou método Faraday);</p><p>III. Eletrogeométrico (esfera rolante ou fictícia).</p><p>Os condutores de descidas são definidos pela IN nº10/CBMSC (2014) na qual</p><p>deve ser instalados pelo menos uma haste de aterramento em cada descida</p><p>constituída por uma caixa de inspeção de concreto em medidas de 30x30, contendo</p><p>seus respectivos espaçamento conforme quadro 03, assim instalada com</p><p>profundidade mínima de 50 cm.</p><p>QUADRO 3 – ESPAÇAMENTOS MÉDIOS DOS CONDUTORES DE DESCIDA</p><p>CONFORME O NÍVEL DE PROTEÇÃO</p><p>Fonte: IN n°10/CBMSC (2014. p. 13).</p><p>Segundo a IN nº10/CBMSC (2014) os materiais a serem utilizados devem</p><p>possuir dimensões mínimas, sendo prescritas nos quadros 04 e 05.</p><p>Fagundes (2013) destaca que o projeto de para-raios deverá ser elaborado e</p><p>executado por profissional técnico legalmente habilitado no seu respectivo conselho</p><p>profissional, p.ex. Engenheiro Eletricista.</p><p>QUADRO 4 – SEÇÕES MÍNIMAS DOS MATERIAIS DO SPDA</p><p>Fonte: IN nº10/CBMSC (2014, p. 22).</p><p>31</p><p>QUADRO 5 – SEÇÕES MÍNIMAS DOS COMPONENTES DO SPDA</p><p>Fonte: IN nº10/CBMSC (2014, p. 22).</p><p>4.12. Detecção e alarme de incêndio – IN 12 CBMSC</p><p>De acordo com a IN nº12/CBMSC (2014), todo o sistema de alarme e detecção</p><p>de incêndio deverá ser automatizado através de detectores alocados em:</p><p>I. Locais isolados ou para riscos especiais,</p><p>tais como: porões, casas de</p><p>máquinas, casas de bombas, cabine de transformadores, depósito e similares;</p><p>II. Locais ou parte da edificação com carga de incêndio superior a 60kg/m²;</p><p>III. Quartos ou salas (próximos à porta de acesso à circulação comum da</p><p>edificação) de ocupação residencial transitória ou coletiva.</p><p>Na IN nº12/CBMSC (2014) destaca-se que as centrais de alarme deverão ser</p><p>instaladas em locais com vigilância, com fluxo continuo de pessoas, preferencialmente</p><p>próximo ao hall de entrada, onde se dará o acesso as equipes de bombeiro.</p><p>4.13. Sistema hidráulico preventivo SHP – IN 07 CBMSC</p><p>O uso do sistema hidráulico preventivo é estabelecido pela IN nº01/ CBMSC</p><p>(2014 e 2017) em que a edificação qual possuir mais de 4 pavimentos ou área total</p><p>construída acima de 750,00 m² deverá fazer o uso do sistema.</p><p>A instrução normativa prescreve que o sistema pode ser composto por:</p><p> Reservatório superior ou inferior;</p><p> Sistema de bombas;</p><p> Válvulas de retenção ou de gaveta;</p><p> Colunas de incêndio;</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>apagar o 21014</p><p>32</p><p> Abrigos ou caixas de incêndio;</p><p> Sistemas de alarme;</p><p> Hidrantes de recalque.</p><p>Os reservatórios podem ser em concreto armado, metálico, fibra, PVC entre</p><p>outros, desde que se garanta a proteção ao fogo, no mínimo, por 02 horas. Quando o</p><p>abastecimento é feito pela ação da gravidade, os reservatórios elevados devem estar</p><p>à altura suficiente para oferecer as pressões e vazões mínimas requeridas no hidrante</p><p>(IN nº07/CBMSC, 2017).</p><p>A IN nº07/CBMSC (2017) caracteriza o sistema de hidrantes, conforme segue:</p><p> A obrigação da instalação de mangotinhos em substituição aos hidrantes, para</p><p>as edificações com risco de incêndio leve com mais de 15 pavimentos. Para as</p><p>edificações com classificação de risco de incêndio médio ou elevado é</p><p>obrigatória a instalação de hidrantes;</p><p> Isenção para imóveis com carga de incêndio ≤ 5 kg/m² (carga de incêndio</p><p>desprezível); II – conjunto de unidades residenciais unifamiliar geminadas,</p><p>desde que a saída de cada unidade residencial seja diretamente para o exterior</p><p>e que exista compartimentação entre as unidades residenciais; ou III – blocos</p><p>isolados, quando a área do bloco for inferior a 750 m²;</p><p> Fica isenta a instalação de pontos de hidrantes ou de mangotinhos em</p><p>mezanino, escritório, sobreloja ou locais com acesso restrito, todos com área ≤</p><p>100 m²; pavimentos superiores de apartamento duplex ou tríplex;</p><p> Os hidrantes deverão estar situados em locais de fácil acesso;</p><p> Tubulação do SHP deve ser metálica, com diâmetro mínimo de 65 mm (ø2½’’),</p><p>para tubulação de cobre admite-se diâmetro mínimo de 50 mm (ø 2”). Admite-</p><p>se tubulação materiais termoplásticos, somente quando a tubulação estiver</p><p>enterrada a uma profundidade mínima de 60 cm, fora da projeção da planta da</p><p>edificação, que proporcione proteção mecânica e ao fogo; e existir um nicho</p><p>com as dimensões mínimas de 25 x 30 cm, nos pontos de união dos tubos de</p><p>materiais termoplásticos com os tubos metálicos, guarnecido por tampa</p><p>33</p><p>metálica pintada na cor vermelha, para inspeção da conexão dos tubos de</p><p>materiais diferentes;</p><p> Quando a tubulação for aparente, a mesma deverá estar pintada na cor</p><p>vermelha;</p><p> Nos imóveis com classificação do risco de incêndio elevado, a tubulação</p><p>metálica do SHP e sua fixação devem ter proteção ao fogo por 02 horas. É</p><p>dispensada a proteção ao fogo da tubulação metálica e de sua fixação nos</p><p>ambientes ou áreas com carga de incêndio forem desprezíveis ou quando a</p><p>tubulação e sua fixação estiverem instaladas com altura inferior a 2,20 m em</p><p>relação ao piso.</p><p> A resistência mínima da tubulação do SHP deve ser de 150 mca (15 kgf/cm²).</p><p> A escolha do tipo de mangueira é em função do seu local de uso e da condição</p><p>de aplicação, conforme quadro 06:</p><p>QUADRO 6 – TIPODE DE MANGUEIRA</p><p>Fonte: IN nº08/CBMSC (2017, p. 05).</p><p></p><p>sendo que as linhas de mangueiras devem ser compostas por lances, conforme</p><p>a quadro 07:</p><p>34</p><p>QUADRO 7 – LINHAS DE MANGUEIRA PARA HIDRANTES</p><p>Fonte: IN nº07/CBMSC (2017, p. 06).</p><p> Os diâmetros mínimos das mangueiras e os requintes a serem adotados nos</p><p>esguichos obedecerão aos valores de do quadro 8:</p><p>QUADRO 8 – TIPOS DE SISTEMA</p><p>Fonte: IN nº07/CBMSC (2017, p. 09).</p><p> A RTI (reserva técnica de incêndio) é o volume d’agua da e definido em função</p><p>da classificação do risco de incêndio e da área total construída do imóvel,</p><p>conforme quadro 9:</p><p>QUADRO 9 – RTI</p><p>Fonte: IN nº07/CBMSC (2017, p. 10).</p><p>Conforme a IN nº07/CBMSC (2017), o uso simultâneo de hidrantes ou</p><p>mangotinhos se dá pela respectiva relação:</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>Art. 43. A vazao medida na saida do esguicho do hidrante ou do mangotinho hidraulicamente</p><p>menos favoravel nao pode ser inferior ao previsto na Tabela 3.</p><p>Art. 44. O SHP deve ser dimensionado em funcao da classe de risco de incendio, para fornecer</p><p>a vazao requerida na Tabela 3, com o funcionamento simultaneo de:</p><p>I – 1 hidrante ou mangotinho: quando instalado 1 hidrante ou mangotinho;</p><p>II – 2 hidrantes ou mangotinhos: quando instalados 2, 3 ou 4 hidrantes ou mangotinhos;</p><p>III – 3 hidrantes ou mangotinhos : quando instalados 5 ou 6 hidrantes ou mangotinhos;</p><p>IV – 4 hidrantes ou mangotinhos: quando instalados 7 ou mais hidrantes ou mangotinhos.</p><p>35</p><p>I – Considerar uso simultâneo 1 hidrante ou mangotinhos: quando instalado 1</p><p>hidrante ou mangotinhos;</p><p>II – Considerar uso simultâneo 2 hidrantes ou mangotinhos: quando instalados</p><p>2, 3 ou 4 hidrantes ou mangotinhos;</p><p>III – Considerar uso simultâneo 3 hidrantes ou mangotinhos : quando instalados</p><p>5 ou 6 hidrantes ou mangotinhos;</p><p>IV – Considerar uso simultâneo 4 hidrantes ou mangotinhos: quando instalados</p><p>7 ou mais hidrantes ou mangotinhos.</p><p>4.14. Dimensionamento SHP por gravidade</p><p>Conforme a IN nº07/CBMSC (2014), o dimensionamento dos hidrantes pelo</p><p>sistema gravitacional e método simplificado se dá pelos seguintes métodos e</p><p>equações de acordo com o roteiro a seguir:</p><p>Dados:</p><p>Ocupação do imóvel:</p><p>Risco:</p><p>Número total de hidrantes:</p><p>Hidrantes em uso simultâneo:</p><p>Tipo de tubulação:</p><p>Diâmetro da tubulação:</p><p>Comprimento mangueira:</p><p>Diâmetro da mangueira:</p><p>Pd – Pé direito:</p><p>H – Pressão dinâmica:</p><p>Equações:</p><p>1. Cálculo da pressão no Ponto “A”</p><p>1.1 Cálculo da vazão no hidrante mais desfavorável H1</p><p>Q1 = 0,2046 x d² x √H1</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>Usuário</p><p>Nota</p><p>colocar equação emerson</p><p>36</p><p>1.2 Perda de carga no esguicho</p><p>Je = 0,0396 x H</p><p>1.3 Perda de carga unitária na mangueira</p><p>Jm1 = 9399,38 x Q^1,85</p><p>1.4 Perda de carga total na mangueira</p><p>∆Jm1 = Jm – Lm</p><p>1.5 Perda de carga unitária na tubulação do hidrante H1</p><p>Jh1 = 1065,88 x Q^1,85</p><p>1.6 Perda de carga nas conexões – Leq Hidrante H1</p><p>1.7 Perda de carga total na tubulação do hidrante H1</p><p>∆Jh1 = (Leq + Lr) x Jh1</p><p>1.8 Pressão no Ponto “A”</p><p>Pa = H1 + ∆Jm1 + ∆Jh1 + Je</p><p>2. Cálculo da altura – X</p><p>2.1 Cálculo da vazão nos Hidrantes H2, H3, H4, ∞</p><p>Q2 = 0,2046 x d² x √ H2 + Pd</p><p>Q3 = 0,2046 x d² x √ H3+ Pd + Pd</p><p>Q4 = 0,2046 x d² x √ H4 + Pd + Pd + Pd</p><p>Q∞ = 0,2046 x d² x √ H∞ + Pd ...</p><p>2.2 Cálculo da vazão total no trecho RTI ↔ Ponto “A”</p><p>Qtotal = Q1 +Q2 +Q3 + Q4 + Q∞</p><p>Quantidade Unid. Conexão Comprimento</p><p>equivalente</p><p>Comprimento</p><p>equivalente</p><p>Total</p><p>Leq total = ∑ comprimento equivalente</p><p>total.</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>37</p><p>2.3 Perda de carga nas conexões: Trecho RTI ↔ Ponto “A”</p><p>2.4 Perda de carga unitária na tubulação: Trecho RTI↔ Ponto “A”</p><p>Jt = 455,98 x Q^1,85</p><p>2.5 Perda de carga total na tubulação: Trecho RTI ↔ Ponto “A”</p><p>∆Jt = (Leq + Lr + X) x Jt</p><p>2.6 Altura – X</p><p>Pa = X - ∆Jt</p><p>3. Cálculo da Reserva Técnica de Incêndio – RTI</p><p>3.1 Autonomia da RTI – (Tempo de uso mínimo 30min)</p><p>T = 30 + [(n°totalHid – n°totalHidSimul)] x 2</p><p>3.2 Vazão no hidrante mais favorável</p><p>Qfav = 0,2046 x d² x √Hfav</p><p>3.3 Volume da RTI</p><p>RTI = T x Qfav</p><p>4.15. Instalações de gases combustíveis – IN 08 CBMSC</p><p>O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e o Gás Natural (GN) são as duas opções</p><p>mais comuns utilizados nas instalações. O GLP é o mais utilizado devido o fácil</p><p>acesso, transporte e distribuição, visto que em seu armazenamento é feito fase líquida</p><p>dentro de recipientes metálicos, conhecido popularmente como botijões. O GN é</p><p>Quantidade Unid. Conexão Comprimento</p><p>equivalente</p><p>Comprimento</p><p>equivalente</p><p>Total</p><p>Leq total = ∑ comprimento equivalente</p><p>total.</p><p>Usuário</p><p>Realce</p><p>38</p><p>menos utilizado devido as suas características e necessidade de redes canalizadoras</p><p>subterrâneas que façam a distribuição do mesmo pela edificação (BRENTANO 2015).</p><p>4.15.1. Tubulação de gás – IN 08 CMBSC</p><p>A IN nº08/CBMSC (2014) define os materiais que podem ser utilizados nas</p><p>redes de distribuição são:</p><p>I. Aço, com ou sem costura, preto ou galvanizado;</p><p>II. Aço preto ou galvanizado, com ou sem costura, classe média;</p><p>III. Cobre sem costura;</p><p>IV. Polietileno (PE80 ou PE100), somente para redes enterradas e externas às</p><p>projeções horizontais das edificações;</p><p>V. Multicamadas, somente para redes enterradas e externas às projeções</p><p>horizontais das edificações;</p><p>VI. Mangueiras flexíveis, para interligação entre ponto de utilização e aparelho</p><p>a gás/medidores, compatíveis com o uso e a pressão de operação;</p><p>VII. Cobre flexível, sem costura.</p><p>Quando as tubulações de gás forem expostas, as mesmas deverão ser</p><p>pintadas, em cor alumínio para tubulações de GLP, e em cor amarela para tubulações</p><p>de GN (IN nº08/CBMSC, 2014).</p><p>4.15.2. Dimensionamento da rede gás</p><p>Segundo a IN nº08/CBMSC (2014), o dimensionamento das instalações deverá</p><p>atender tanto rede de GLP quanto a rede de GN.</p><p>Equações:</p><p>Pc = Ca x N°a x 60 ÷ 11200</p><p>Pc = Pressão de consumo (kcal/h)</p><p>39</p><p>Ca = Consumo do aparelho (kcal/min)</p><p>N°a = Número de aparelho</p><p>N°t = (Pc x 60÷11200) x (V x 10)</p><p>N°t = Número de tanques</p><p>Pc = Pressão de consumo (kcal/h)</p><p>V = Vaporização do gás (kg/h)</p><p>N°tf = N°t x (1-Fr ÷ 100)</p><p>N°tf = Número de tanques finais</p><p>N°t = Número de tanques</p><p>Fr = Taxa de tolerância do gás</p><p>Após obter os resultados é consulta-se o quadro 10 para a utilização das</p><p>canalizações de GLP e GN, tendo como base as distancias entre pontos de</p><p>abastecimento, a potência dos aparelhos de consumo, onde resultará na dimensão</p><p>necessária a ser aplicada na tubulação.</p><p>QUADRO 10 – QUADRO DE DIMENSIONAMENTO</p><p>Fonte: IN nº08/CBMSC (2014) Adaptado pelo autor.</p><p>4.16. Plano de emergência – IN 031 CBMSC</p><p>O plano de emergência consite em conhecer os ambientes da edificação e</p><p>elementos do sistema preventivo, assim, conforme a IN nº31/CBMSC (2014, p. 04)</p><p>prescreve que o plano de emergência deverá obter:</p><p>40</p><p>I. Procedimentos básicos na segurança contra incêndios;</p><p>II. Dos exercícios simulados;</p><p>III. Plantas de emergência;</p><p>IV. Programa de manutenção de sistemas preventivos.</p><p>Apenas é considerado o plano de emergência em edificações acima de 750m².</p><p>4.17. Building Information Modeling</p><p>A sigla BIM é definida de maneira diferente por cada autor, segundo CROTTY</p><p>(2012), A modelagem BIM permite ao projetista construir o empreendimento em um</p><p>mundo virtual antes de este ser construído no mundo real. Ele o cria utilizando</p><p>componentes virtuais inteligentes, cada um deles sendo perfeitamente análogo a um</p><p>componente real no mundo físico, e a abordagem BIM compreende a comunicação, a</p><p>troca de dados, padrões e protocolos necessários para todos os sistemas e equipes</p><p>conversarem entre si.</p><p>O Caderno BIM da Secretaria de Planejamento do Estado de Santa Catarina</p><p>(2014) define BIM como um processo que permite a gestão da informação, por todo o</p><p>ciclo de vida da edificação, através de modelos digitais, tridimensionais e</p><p>semanticamente ricos, que formam a espinha dorsal do processo.</p><p>De acordo com RACE (2014), a letra M pode significar model (modelo) ou</p><p>management (gerenciamento), trazendo uma nova perspectiva à sigla. Dessa forma,</p><p>ampliamos a perspectiva de um modelo estático para praticamente um sistema ERP</p><p>de construção civil. Assim, podemos adotar o BIM como uma metodologia que envolve</p><p>uma série de processos, softwares e pessoas.</p><p>Segundo THOMÉ (2016), O BIM fornece um método de trabalho que envolve</p><p>diversos softwares integrados que visam proporcionar uma série de dados fiéis</p><p>acessível, manipulada e controlada por todos os profissionais envolvidos no projeto,</p><p>aumentando assim a quantidade e qualidade de informações do mesmo e melhorando</p><p>seu fluxo.</p><p>RACE (2014), frisa que o BIM é uma metodologia tão completa que abrange</p><p>desde a concepção do projeto, seu detalhamento, a construção do empreendimento</p><p>em si, sua operação, manutenção e eventual demolição. O conceito de concepção de</p><p>41</p><p>projeto no BIM muda em relação a metodologia tradicional utilizada largamente</p><p>atualmente, pois devido a necessidade de uma quantidade e qualidade maior e</p><p>irrestrita de informação, os proprietários, os arquitetos, os engenheiros, os gestores</p><p>de projeto, as equipes de operários, as equipes subcontratadas e os fornecedores de</p><p>materiais e equipamentos envolvem-se no design, na caracterização, nas definições</p><p>do projeto executivo, na construtibilidade e na evolução do projeto desde o início.</p><p>Os objetivos finais do BIM, segundo CROTTY (2012), são a maior</p><p>previsibilidade e lucratividade, pois apesar de outros aspectos como produtividade,</p><p>segurança, sustentabilidade, entre outros, serem importantes, eles são secundários.</p><p>Não são fundamentais para a sobrevivência de uma empresa no ramo da construção,</p><p>já previsibilidade e lucratividade são. Previsibilidade na capacidade de gerenciar e</p><p>coordenar as distintas partes do projeto e garantir sua conclusão dentro do prazo; e</p><p>lucratividade na capacidade de reduzir os custos através da diminuição dos problemas</p><p>de compatibilidade, otimizar os orçamentos, a produtividade e a logística dentro da</p><p>obra.</p><p>CROTTY (2012) aponta que “o cliente pode ser apresentado com imagens</p><p>realistas de como a construção proposta vai ficar. Ele pode imergir no modelo,</p><p>caminhar virtualmente por ele, analisar toda e qualquer vista de fora e de dentro,</p><p>visualizar a posição do sol, luzes e sombras durante qualquer hora do dia, analisar e</p><p>modificar características como texturas de paredes, entre outras, em apenas um</p><p>clique”.</p><p>Segundo RESENDE (2013), A simulação de condições ambientais, dos</p><p>sistemas e equipamentos instalados na obra e de sua operação virtualmente faz com</p><p>que mudanças de design e decisões chave de projeto sejam feitas em estágios</p><p>iniciais, facilitando a construção e praticamente eliminando os altos custos de</p><p>alteração de projeto com a obra já em andamento.</p><p>Ainda conforme RESENDE (2013), Uma série de processos trabalhosos no</p><p>modelo atual (CAD) são agilizados com a utilização do BIM. A partir da concepção do</p><p>modelo, plantas, detalhes e elevações às especificações, podem ser extraídas em</p><p>poucos cliques, sem a necessidade do redesenho. A relação de materiais pode ser</p><p>extraída do modelo muito rapidamente, assim como todos os dados parametrizados</p><p>durante o processo.</p><p>NASCIMENTO & SANTOS, (2013), explana que O planejamento da construção</p><p>pode ser sincronizado com o modelo para sua visualização em tempo real logística de</p><p>42</p><p>obra pode ser simulada no modelo. Além disso, por ser um modelo centralizado,</p><p>qualquer alteração no modelo, nas especificações e nas bases de informação</p><p>vinculadas é automaticamente atualizadas em todas partes do projeto, acabando com</p><p>a necessidade de retrabalho.</p><p>4.17.1. Dimensões do BIM.</p><p>Segundo a análise de CALVERT (2013), O BIM possui diversas camadas de</p><p>informação, conhecidas como dimensões. Um modelo pode ser 2D, 3D, 4D, 5D, 6D,</p><p>7D, até nD, conforme o contexto da utilização</p><p>e é classificado em 7 principais</p><p>dimensõe:</p><p> 2D Gráfico – são as dimensões do plano, onde estão representadas</p><p>graficamente as plantas do empreendimento.</p><p> 3D Modelo – adiciona a dimensão espacial ao plano, onde é possível visualizar</p><p>os objetos dinamicamente. Um modelo 3D pode ser utilizado na visualização</p><p>em perspectiva de um empreendimento, na pré-fabricação de peças, em</p><p>simulações de iluminação. No caso do BIM, cada componente em 3D possuí</p><p>atributos e parametrização que os caracterizam como parte de uma construção</p><p>virtual de fato, não apenas visualmente representativa.</p><p> 4D Planejamento – adiciona a dimensão tempo ao modelo, definindo quando</p><p>cada elemento será comprado, armazenado, preparado, instalado, utilizado.</p><p>Organiza também a disposição do canteiro de obras, a manutenção e</p><p>movimentação das equipes, os equipamentos utilizados e outros aspectos que</p><p>estão cronologicamente relacionados.</p><p> 5D Orçamento – adiciona a dimensão custo ao modelo, determinando quanto</p><p>cada parte da obra vai custar, a alocação de recursos a cada fase do projeto e</p><p>seu impacto no orçamento, o controle de metas da obra de acordo com os</p><p>custos.</p><p> 6D Sustentabilidade – adiciona a dimensão energia ao modelo, quantificando</p><p>e qualificando a energia utilizada na construção, a energia a ser consumida no</p><p>seu ciclo de vida e seu custo, em paralelo a 5º dimensão. A energia, neste caso,</p><p>pode estar diretamente relacionada ao impacto físico do projeto no meio em</p><p>que este está inserido.</p><p>43</p><p> 7D Gestão de Instalações – adiciona a dimensão de operação ao modelo, onde</p><p>o usuário final pode extrair informações de como o empreendimento como um</p><p>todo funciona, suas particularidades, quais os procedimentos de manutenção</p><p>em caso de falhas ou defeitos.</p><p>Segundo KAMARDEEN (2010), Outras dimensões podem ser consideradas,</p><p>dependendo do contexto.</p><p> 8D Segurança - a oitava dimensão (8D) no modelo BIM diz respeito a</p><p>segurança e prevenção de acidentes. Segundo Imriyas Kamardeen (2010),</p><p>“Segurança e Prevenção de Acidentes em BIM consiste em três tarefas:</p><p>determinar os riscos no modelo, promover sugestões de segurança para perfis</p><p>de risco alto e propor controle de riscos e de segurança do trabalho na obra</p><p>para os perfis de riscos incontroláveis através do modelo.” Ou seja, o 8D</p><p>adiciona a dimensão segurança ao modelo, prevendo possíveis riscos no</p><p>processo construtivo e operacional, adicionando componentes de segurança e</p><p>indicativos de riscos.</p><p>4.18. O que não é BIM.</p><p>De acordo com EASTMAN et al. (2014), “O termo BIM é uma palavra em voga</p><p>usada pelos desenvolvedores de softwares para descrever as capacidades que seus</p><p>produtos orferecem. Dessa forma, a definição de o que constitui tecnologia BIM esta</p><p>sujeita a variações e confusões”. A tecnologia BIM difere, portanto, de uma simples</p><p>modelagem 3D, que serve apenas como forma de visualização do objeto desenhado.</p><p>Podemos, assim, esclarecer características de modelagem que não são</p><p>compatíveis com a tecnologia BIM:</p><p> Softwares de modelagem 3D que não fornecem informações e atributos do</p><p>objeto desenhado: plataformas que oferecem os recursos de desenho apenas</p><p>para visualização;</p><p> Modelagem de objetos não paramétricos: possibilita que objetos desenhados</p><p>sofram alterações em qualquer vista e atualize outras vistas automaticamente,</p><p>bem como todas as características do objeto;</p><p>44</p><p> Combinação de referências 2D para criação de objetos: esses recursos</p><p>dependem de desenhos 2D para gerar um modelo em 3D, resultando em</p><p>possíveis inconsistências;</p><p> Falta de integração entre vistas e camadas do projeto: sem esse recurso,</p><p>qualquer alteração executada em uma vista deverá ser atualizada</p><p>manualmente em outras vistas e nas informações do objeto.</p><p>4.19. História do BIM.</p><p>Segundo EASTMAN et al. (2014), os conceitos, as abordagens e as</p><p>metodologias que hoje se identificam como BIM têm cerca de trinta anos, e a</p><p>terminologia do Building Information Model está em circulação há pelo menos quinze</p><p>anos, passando por diversas evoluções, conceitos e terminologias até chegar na sigla</p><p>que conhecemos.</p><p>De acordo com EASTMAN et al. (2014), “o primeiro uso documentado do termo</p><p>Building Modeling, em inglês, - no sentido que é usado hoje -, foi no título de um artigo</p><p>de 1986 de Robert Aish.”, e “de modelo de construção tornou-se Building Information</p><p>Model, para o qual o o primeiro uso domcumentado em inglês apareceu em um artigo</p><p>de G. A. van Nederveen e F. Tolman e, dezembro de 1992.”</p><p>Segundo PINHO (2013), Uma das principais ideias do BIM é a interação dos</p><p>projetos em um ambiente virtual, que surgiu em 1994 com a concepção do IFC –</p><p>Industry Foundation Classes. O IFC é um formato padrão de arquivo que é importado</p><p>e exportado por todo software BIM, e promove a multidisciplinaridade e a</p><p>compatibilização entre todas as plataformas.</p><p>4.19.1. O BIM no Brasil.</p><p>De acordo com ZEISS (2013), Na pratica, só se considera a adoção de uma</p><p>nova metodologia de trabalho mediante uma motivação, como demanda de mercado,</p><p>redução de custos, oportunidades de negócio, ineficiência processual, etc. O fato de</p><p>diversos dos países mais desenvolvidos estarem adotando essa nova metodologia é</p><p>um grande indicador de que existem tais motivações.</p><p>Conforme FEITOSA (2016), O recente estabelecimento de políticas públicas de</p><p>incentivo a adoção do BIM, a crescente ocorrência de conferências, seminários e</p><p>45</p><p>palestras e a divulgação de ferramentas técnicas sobre o assunto no mundo todo</p><p>demonstram que há um grande interesse não só de profissionais técnicos, de</p><p>empresas, do meio acadêmico e do setor público na eminência de investir em um</p><p>processo que, comprovadamente, traz resultado.</p><p>Através da análise de indicadores econômicos do CBIC (2017), é possível</p><p>visualizar o tamanho e o potencial da indústria da construção no Brasil. Relacionando</p><p>estes com o as possibilidades que metodologia proporciona, é possível traçar um</p><p>plano de implementação do BIM no Brasil, baseando-se no que foi já foi realizado e</p><p>comprovadamente efetivo, focando os esforços em políticas públicas, investimento</p><p>privado, educação e capacitação continuada.</p><p>Segundo VENÂNCIO (2015), Atualmente há países que já obrigam a utilização</p><p>do BIM em edificações, como acontece na Finlândia e em Singapura”. Logo após,</p><p>menciona sobre a utilização de software de plataforma BIM em diversos países da</p><p>Europa nos quais possuem normas já estabelecidas para o seu uso. Também cita</p><p>como exemplo o Reino Unido, que em 2016 tornou obrigatório o uso dessa</p><p>metodologia de trabalho, em obras publicas. Nesse aspecto, o mesmo autor afirma</p><p>que No Brasil, o Estado de Santa Catarina foi o primeiro a exigir que esta metodologia</p><p>seja implementada em obras públicas até 2018.</p><p>Em Março de 2015, foi publicado o Caderno de Apresentação de Projetos em</p><p>BIM pela Secretaria de Estado do Planejamento, que esclarece:</p><p>O Caderno BIM traz os procedimentos para desenvolvimento de</p><p>projetos com BIM e deve ser utilizado como anexo em editais para</p><p>contratação de projetos desenvolvidos por meio dessa tecnologia.</p><p>Nele, estão definidas a padronização e a formatação que orientam o</p><p>desenvolvimento dos projetos em BIM, para que sejam entregues ao</p><p>Governo do Estado (Governo de Santa Catarina - Secretaria de Estado</p><p>do Planejamento, 2015).</p><p>46</p><p>4.20. Utilização do BIM e seus Beneficios.</p><p>De cordo com VENÂNCIO (2015), Tanto no Brasil quanto na maior parte do</p><p>mundo o modelo processual tradicional da construção ainda é predominante. A</p><p>utilização do CAD 2D (Computer Aided Design em duas dimensões) é uma evolução</p><p>na representação técnica de um projeto a ser construído, onde o computador auxilia</p><p>o usuário na confecção do desenho. O resultado final, no entanto, é o mesmo: linhas</p><p>simples no plano representando objetos, sujeitos a interpretação.</p><p>Segundo CROTTY (2012), A concepção tradicional</p><p>de um projeto coloca em</p><p>dois extremos a equipe de projeto e a equipe de construção. Os projetistas</p><p>desenvolvem desenhos 2D e a documentação técnica, que é repassada a equipe de</p><p>construção por um intermediário, não havendo a colaboração e a comunicação entre</p><p>as equipes. A falta de cooperação e comunicação entre as equipes de projeto,</p><p>execução e fornecedores resultam em problemas já considerados normais.</p><p>De acordo com RESENDE (2013), As principais causas dos atrasos em</p><p>projetos a nível internacional estão relacionadas com alterações de ordens por parte</p><p>do dono da obra e com mau planejamento e controle dos trabalhos por parte do</p><p>empreiteiro. Ou seja, as alterações realizadas no projeto causam uma reação em</p><p>cadeia que gera retrabalho aos projetistas e aos construtores.</p><p>Segundo NASCIMENTO & SANTOS (2003), A indústria da construção ainda</p><p>está bastante atrasada em relação a outros setores industriais no uso das novas</p><p>tecnologias de informação e comunicação. A globalização e o novo panorama</p><p>mundial, bem como o atual cenário nacional, desestatizado e com escassez de</p><p>financiamento, requer da construção civil urgente melhora de produtividade e</p><p>competitividade. A inovação em seus produtos e processos, particularmente com a</p><p>ajuda da Tecnologia da Informação (TI), pode conduzir o setor a trilhar novos rumo,</p><p>criando uma alternativa que abrace todos as fases do empreendimento, desde a</p><p>concepção, o projeto, a gestão, a comunicação, a execução e a operação. E esta</p><p>alternativa é o BIM.</p><p>De acordo com CAMPESTRINI et al, (2015), O grande avanço que o BIM</p><p>promove pode ser entendido através da análise de três aspectos básicos de um</p><p>projeto: como e por quem este projeto é representado, quem, como e quando ocorrem</p><p>as tomadas de decisões, e como estas são utilizadas no processo construtivo.</p><p>47</p><p>Segundo EASTMAN e al (2014), A representação no BIM, além de</p><p>multidimensional, é paramétrica. Projetos são apresentados com cortes em 3D</p><p>demonstrando o funcionamento das instalações, da arquitetura, dos detalhes e</p><p>renderizados com aparência realista. Tablets e apresentações virtuais às equipes de</p><p>obra auxiliam no processo de entendimento do projeto. Informações podem ser</p><p>carregadas em tempo real através de modelos sincronizados pela internet, e inclusive</p><p>modificações de projeto podem ser solicitadas em tempo real. Além disso, o modelo</p><p>é abastecido de informação por toda equipe, não só pelo arquiteto e pelos projetistas.</p><p>Conforme explica NAKAMURA (2011), Na concepção tradicional, o projeto é</p><p>idealizado pelo proprietário e pelos arquitetos e enviado aos engenheiros projetistas</p><p>de instalações e estruturais para que desenvolvam os projetos complementares e os</p><p>detalhamentos necessários e, subsequentemente, encaminhado a equipe de</p><p>construção para sua execução, sem muita interação entre as equipes. Mudanças de</p><p>projeto, que geralmente ocorrem na fase de documentação e início da construção,</p><p>geram retrabalho e aumentam vertiginosamente os custos.</p><p>De acordo com NAKAMURA (2011), A integração é chave no BIM. Todas as</p><p>equipes participam da concepção do modelo, realizando simulações e projeções,</p><p>facilitando a tomada de decisão e as alterações são realizadas ainda na fase de</p><p>projeto, sem comprometer a execução da obra.</p><p>Segundo COELHO et al (2008), As equipes de construção recebem pranchas</p><p>das plantas, fachadas, cortes e detalhes. Existem particularidades na concepção do</p><p>projeto e na execução da obra que podem entrar em conflito, gerando problemas que</p><p>geralmente ficam a cargo do engenheiro de obra. O contato com os projetistas ocorre</p><p>apenas no não entendimento de alguma documentação provida a equipe de</p><p>construção, na falta de informação ou no caso da necessidade de alguma alteração</p><p>de projeto. É nesse ponto que entra o BIM: a equipe de projeto e de execução</p><p>trabalham em conjunto, desde o projeto conceitual até a entrega da obra, criando</p><p>maior numero de informações disponíveis e a necessidade de retrabalho tanto na obra</p><p>quanto no escritório são drasticamente reduzidas.</p><p>De acordo com CROTTY (2012), Um fator importante na modelagem é a</p><p>necessidade do abastecimento contínuo de informação ao modelo. Sem todas</p><p>informações necessárias, advindas de todas as disciplinas e equipes envolvidas no</p><p>projeto, o BIM não funciona como um processo integrado, deixando problemas</p><p>importantes sujeitos a soluções paliativas e ineficientes. Este problema é sanado com</p><p>48</p><p>o comprometimento de toda a equipe em organizar todo tipo de informação e alimentar</p><p>o modelo.</p><p>Segundo CROTTY (2012), Dessa forma, as equipes de obra têm acesso um</p><p>banco de dados detalhado de cada um dos componentes do modelo e da interação</p><p>entre eles, podendo extrair informações precisas sobre cada fase do processo e as</p><p>eventuais alterações podem ser simuladas e analisadas antes da execução,</p><p>atualizadas simultaneamente no modelo e expostas aos construtores imediatamente.</p><p>Segundo EASTMAN (2014) O BIM está começando a mudar a maneira como</p><p>vemos os edifícios, como eles funcionam e as formas de construí-los.” E ainda: “o BIM</p><p>não é uma coisa ou um tipo de software, mas uma atividade humana que envolve</p><p>mudanças amplas no processo de construção.</p><p>49</p><p>5. RESULTADOS E DISCUSSÕES.</p><p>Para a realização deste trabalho, foi utilizado o projeto de um edifício</p><p>residencial multi-familiar de 05 pavimentos, com área total construída de 1.115,25 m²</p><p>e construído em alvenaria convencional, conforme figuras 1, 2 e 3.</p><p>A fim de poder aprofundar-se em um dos diversos sistemas que o PPCI</p><p>abrange, foi utilizado somente o sistema hidráulico preventivo e extintores na</p><p>elaboração e análise do trabalho.</p><p>FIGURA 1: VISTA TRIDIMENSIONAL.</p><p>Fonte: Autor</p><p>50</p><p>FIGURA 2: PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TÉRREO.</p><p>Fonte: Autor</p><p>51</p><p>FIGURA 3: PLANTA BAIXA DO PAVIMENTO TIPO (x4).</p><p>Fonte: autor</p><p>52</p><p>Com base IN nº 001/CBMSC (2014), o projeto hidráulico preventivo é exigido</p><p>para edificações acima de 750,00m², fazendo com que o edifício utilizado neste</p><p>trabalho se enquadro nos requisitos mínimos.</p><p>Para a classificação do risco de incêndio, foi utilizado os parâmetros da IN nº</p><p>003/CBMSC (2014) para calcular a carga de incêndio, tendo como base o quantitativo</p><p>estimado dos tipos de materiais combustíveis presentes na edificação, fazendo uma</p><p>equivalência dessa quantidade com a capacidade de combustão da madeira. O</p><p>resultado obtido da carga de fogo é inversamente proporcional a área da edificação.</p><p>Sendo assim, conclui-se que esta edificação possui carga de incêndio é inferior a 60</p><p>Kg/m², considerado Risco Leve.</p><p>QUADRO 11: CALCULO DA CARGA DE INCENDIO.</p><p>Fonte: Autor.</p><p>Para o levantamento da quantidade de extintores e seus tipos, foram</p><p>considerados, conforme IN nº006/CBMSC (2014), a carga mínima da unidade</p><p>extintora de 4,0 Kg, contendo o agente extintor pó químico ABC, sendo adotado a</p><p>quantidade mínima de 02 (dois) extintores por pavimento.</p><p>53</p><p>No dimensionamento do sistema hidráulico preventivo contra incêndio pelo</p><p>método gravitacional, foram considerados os requisitos mínimos, conforme QUADRO</p><p>12, para o desenvolvimento do roteiro de cálculo, previstos na IN nº007/CBMSV</p><p>(2014). De acordo com a norma citada, fica a critério do projetista optar pelo uso de</p><p>hidrantes ou mangotinhos. Nesta análise foi adotado o sistema de hidrantes.</p><p>QUADRO 12: REQUISITOS DE DIMENSIONAMENTO</p><p>Fonte: Autor</p><p>O número de hidrantes, está previsto na IN nº007/CBMSV (2017), “Nas</p><p>edificações verticalizadas, deve existir, no mínimo, um hidrante ou mangotinhos por</p><p>pavimento.”</p><p>Para o uso simultâneo, foi adotado 3 hidrantes, quantidade estabelecido na IN</p><p>nº007/CBMSV (2017), “3 hidrantes ou mangotinhos: quando instalados 5 ou 6</p><p>hidrantes ou mangotinhos.”</p><p>Conforme o QUADRO 7 da</p>