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<p>Edital de conhecimentos gerais.</p><p>Diversidade e Inclusão na Sociedade</p><p>Tema: Desafios sociopolíticos da inclusão de grupos vulnerabilizados: crianças</p><p>e adolescentes; idosos; LGBTQIA+; pessoas com deficiências; pessoas em</p><p>situação de rua, povos indígenas, comunidades quilombolas e demais minorias</p><p>sociais.</p><p>Inclusão Social</p><p>Inclusão social é uma medida de controle social que visa a incluir na sociedade grupos</p><p>marginalizados e excluídos, como os negros, deficientes e homossexuais.</p><p>Inclusão social é o ato de incluir na sociedade categorias de pessoas historicamente</p><p>excluídas do processo de socialização, como negros, indígenas, pessoas com deficiência,</p><p>homossexuais, travestis e transgêneros, bem como aqueles em situação de</p><p>vulnerabilidade socioeconômica, como pessoas em situação de rua e pessoas de baixa</p><p>renda.</p><p>Um dos maiores estudiosos de inclusão social no Brasil, o assistente social Romeu Kazumi Sassaki. Ele diz</p><p>que a inclusão social é “um processo bilateral no qual as pessoas ainda excluídas e a sociedade buscam, em</p><p>parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.”</p><p>SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro, Editora WVA, 1997, p.</p><p>41</p><p>Incluir, para Eugenia Augusta Gonzaga Fávero, “[...] significa, antes de tudo, deixar de excluir [...]. A inclusão</p><p>exige que o Poder Público e a sociedade em geral ofereçam as condições necessárias para todos”.</p><p>FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga. Direitos das pessoas com deficiência: garantia da igualdade na</p><p>diversidade. Rio de Janeiro: WVA, 2007. p.39-40.</p><p>O Instituto Ethos considera que “[...] a inclusão faz parte do compromisso ético de</p><p>promover a diversidade, respeitar a diferença e reduzir as desigualdades sociais”.</p><p>GIL, Marta (Coord.). O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas</p><p>com deficiência. São Paulo: Instituto Ethos, 2002. p.7.</p><p>Entendem-se, por grupos vulneráveis e/ou minoritários, aquelas pessoas que precisam de</p><p>uma maior proteção da sociedade com vistas a lhes propiciar igualdade de condições com</p><p>os demais integrantes da sociedade. Tais como, as pessoas com deficiência, pessoas</p><p>idosas, os obesos, as pessoas pretas e negras, as mulheres, os homossexuais, as</p><p>travestis, os transgêneros, entre outros.</p><p>O termo minoria refere-se, na sociologia, a grupos sociais historicamente excluídos do</p><p>processo de garantia dos direitos básicos por questões étnicas, de origem, por questões</p><p>financeiras e por questões de gênero e sexualidade.</p><p>No vocabulário clássico da Filosofia Política herdado pela Ciência Política, o par maioria-</p><p>minoria é definido pelo elemento numérico, significando o grupo majoritário da situação</p><p>que exerce o poder de governo e o grupo minoritário, alienado do poder, tornando-se a</p><p>oposição. O princípio da maioria é o que legitima o exercício do poder desde a definição</p><p>aristotélica da democracia, como governo do povo ou de todos os cidadãos (Bobbio,</p><p>1986, p.319).</p><p>A mutação da conceituação do termo minoria a partir da ideia de subjugação ou vulnerabilidade foi</p><p>decisiva para a formulação de princípios do Direito Internacional e para a implementação de políticas</p><p>públicas protetivas. Em um primeiro momento, as chamadas minorias tradicionais (étnicas, religiosas e</p><p>linguísticas) passam a ser incluídas nas políticas e direitos protetivos, como atesta a Declaração sobre</p><p>os Direitos das Pessoas pertencentes a Minorias Nacionais ou Étnicas, Religiosas e Linguísticas da</p><p>ONU de 1992, a qual estabelece como identificadores da diversidade os critérios de: etnia, religião,</p><p>língua e cultura. Em um segundo momento, a ampliação conceitual das minorias no sentido de grupos</p><p>vulneráveis, permitiu incluir outros grupos em situação de subjugação, tais como: mulheres, crianças,</p><p>idosos, “minorias” LGBTI+, população em situação de rua, entre outros.</p><p>Conceito de Pessoa com Deficiência (PCD)</p><p>Art. 2º da Lei nº 13.146/15. Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem</p><p>impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual,</p><p>em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva</p><p>na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.</p><p>O que são as barreiras previstas no</p><p>conceito de PCD?</p><p>Art. 3º da Lei nº 13.146/15 Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:</p><p>IV - barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem</p><p>como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação,</p><p>ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:</p><p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;</p><p>b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;</p><p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;</p><p>d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou</p><p>impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de</p><p>tecnologia da informação;</p><p>e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência</p><p>em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;</p><p>f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;</p><p>Direito das pessoas com deficiência (Lei nº</p><p>13.146/2015)</p><p>Uma das grandes novidades na proteção das pessoas com deficiência (PCD), com</p><p>repercussão, inclusive, em normas do direito civil, é a presunção de sua capacidade plena,</p><p>estabelecida tanto pela Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência quanto pela</p><p>Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da PCD). Desse modo, essas normas retiram qualquer menção à</p><p>incapacidade civil da pessoa originada somente pelo fato de ela ter algum tipo de deficiência.</p><p>As normas que estabelecem políticas públicas para a educação brasileira de pessoas com</p><p>deficiência, constantes nos arts. 28 e 30 da Lei nº 13.146/2015, devem ser implementadas nos</p><p>ensinos fundamental e médio pelo Poder Público e pela iniciativa privada, sendo vedada pelas</p><p>instituições particulares a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas</p><p>mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações.</p><p>O direito das pessoas com deficiência está em 3 dos 4 tratados de direitos humanos incorporados com</p><p>força de emenda constitucional, conforme prevê o art. 5º, § 3º, da CF/1988, que são os seguintes:</p><p>1) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova York), incorporado</p><p>pelo Dec. nº 6.949/2009);</p><p>2) Protocolo Facultativo da Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, incorporado pelo</p><p>Dec. nº 6.949/09;</p><p>3) Tratado de Marraqueche (Dec. nº 9.522/2018), para facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas</p><p>cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso;</p><p>4) Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de</p><p>Intolerância, Dec. nº 10.932/22.</p><p>• Pessoas em situação de rua:</p><p>• Problema da moradia e a falta de habitação digna;</p><p>• Problemas mentais;</p><p>• Dependência química.</p><p>• Programas assistenciais do SUAS</p><p>O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é um modelo que organiza, de forma descentralizada,</p><p>as ofertas socioassistenciais por níveis de complexidade, notadamente: Proteção Social Básica (PSB)</p><p>e Proteção Social Especial (PSE). As ofertas da rede socioassistencial devem garantir a segurança de</p><p>sobrevivência (de renda e de autonomia), de acolhida e de convivência familiar e comunitária dos</p><p>grupos vulneráveis.</p><p>O SUAS dispõe de um conjunto de ofertas de serviços, programas, projetos e benefícios que</p><p>visam a inclusão social por meio de ações</p><p>que buscam o enfrentamento da exclusão de grupos</p><p>e segmentos da sociedade que ainda se encontram privados de algum direito pleno, com vistas</p><p>a garantir o acesso à política pública de assistência social e às demais políticas como</p><p>educação, saúde, trabalho, direitos humanos, entre outras.</p><p>As privações ou negação desses direitos são fruto das desigualdades sofridas dentro da</p><p>sociedade por mulheres, negros, indígenas, quilombolas, migrantes, pessoas com deficiência,</p><p>LGBTs, pessoas idosas, jovens, crianças e adolescentes. Assim, a inclusão social objetiva</p><p>oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todo e quaisquer indivíduos sem</p><p>qualquer tipo de discriminação.</p><p>• Crianças e Adolescentes:</p><p>• Criança = de 0 anos a 12 anos incompletos;</p><p>• Adolescentes = de 12 anos a 18 anos.</p><p>• Cuidado com a inclusão das crianças e adolescentes que estão sob o cuidado do</p><p>Estado.</p><p>Proteção Integral: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao</p><p>adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade a proteção dos direitos fundamentais.</p><p>• COMDICA: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.</p><p>• Das Pessoas Idosas</p><p>As pessoas idosas são aquelas pessoas com 60 anos ou mais, conforme definiu o Estatuto da Pessoa</p><p>Idosa (Lei nº 10.741/2003).</p><p>Atenção às idades!</p><p>A partir de 65 anos, há concessão do Benefício Assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência</p><p>Social (LOAS) aos idosos que não possuam meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida</p><p>por sua família, assegurando a eles o benefício mensal de um salário-mínimo.</p><p>Aos maiores de 65 anos, fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e</p><p>semiurbanos.</p><p>Prioridade especial para as Pessoas idosas com mais de 80 anos.</p><p>Prioridade especial as pessoas idosas maiores de 80 anos</p><p>Atendimento prioritário</p><p>(art. 3º, § 1º, da Lei nº</p><p>10.741/2003)</p><p>Atendimento</p><p>de saúde</p><p>(art. 15 da Lei nº</p><p>10.741/2003)</p><p>Prioridade na tramitação</p><p>dos processos judiciais</p><p>e administrativos</p><p>(art. 71 da Lei nº</p><p>10.741/2003)</p><p>Direitos da igualdade racial</p><p>O Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei nº 12.288/2010, prevê diversas normas direcionadas</p><p>à proteção da população negra no Brasil. Estabelece o conceito de população negra, para efeitos da</p><p>legislação, o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou</p><p>raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que adotam</p><p>autodefinição análoga.</p><p>As ações afirmativas, que são os programas e as medidas especiais adotados pelo Estado e pela</p><p>iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de</p><p>oportunidades, podem ser exemplificadas pelas políticas de cotas e reservas de vagas para a</p><p>população negra que existem para acesso ao ensino universitário, técnico e tecnológico federal, bem</p><p>como para o serviço público quando da realização de concursos públicos</p><p>Outro exemplo de ação afirmativa é a obrigatoriedade do estudo da história geral da África e da história da</p><p>população negra no Brasil nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, públicos e privados, que foi</p><p>estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e, em seguida, reiterada pelo Estatuto da</p><p>Igualdade Racial como ação afirmativa nacional.</p><p>As ações afirmativas são instrumentos utilizados para a implementação da igualdade material (igualdade de</p><p>oportunidades), inclusive já analisadas pelo STF, que as declarou totalmente constitucionais em duas</p><p>oportunidades: ADPF nº 186 (rel. Min. Ricardo Lewandowski – Tribunal Pleno – j. 26-4-2012 – acórdão</p><p>eletrônico DJe-205 – divulg 17-10-2014 – public 20-10-2014) e ADC nº 41 (rel. Min. Roberto Barroso –</p><p>Tribunal Pleno – j. 8-6-2017 – processo eletrônico DJe-180 – divulg 16-08-2017 – public 17-08-2017).</p><p>Regulamentação de Terras Quilombolas</p><p>Já quanto aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, a</p><p>Constituição Federal determinou o reconhecimento da propriedade definitiva, devendo o Estado emitir os</p><p>títulos respectivos de propriedade. Essa propriedade reconhecida será registrada mediante outorga de título</p><p>coletivo e pró-indiviso às comunidades com obrigatória inserção de cláusula de inalienabilidade,</p><p>imprescritibilidade e de impenhorabilidade.</p><p>Atenção! O STF, no julgamento da ADI nº 3239/DF (rel. orig. Min. Cezar Peluso – red. p/ o ac. Min. Rosa</p><p>Weber – j. 8-2-2018 – Info 890), reconheceu a constitucionalidade do Dec. nº 4.887/2003, que</p><p>regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação</p><p>das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato</p><p>das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).</p><p>Norma Constitucional</p><p>Para auxiliar na busca da igualdade racial e na luta de combate ao racismo no Brasil,</p><p>tivemos a incorporação, com força de emenda constitucional, de um quarto tratado</p><p>internacional, que é a Convenção Interamericana de contra o Racismo, a Discriminação</p><p>Racial e Formas Correlatas de Intolerância, no Decreto nº 10.932/2022.</p><p>População Indígena</p><p>A Constituição brasileira reconhece a população indígena, a sua organização social, costumes, línguas,</p><p>crenças e tradições, bem como os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,</p><p>terras essas que são de propriedade da União e da posse dos indígenas.</p><p>As terras, tradicionalmente, ocupadas pelos índios são as que eles habitam e utilizam para suas</p><p>atividades produtivas, imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-</p><p>estar e necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.</p><p>Essas terras destinam-se à posse permanente e ao usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e</p><p>dos lagos nelas existentes. É importante destacar que, mesmo as terras não sendo da propriedade dos</p><p>indígenas, elas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.</p><p>Direito LGBTQIAP+</p><p>A proteção da dignidade da pessoa humana estabelece a defesa das pessoas contra a</p><p>discriminação originada na orientação sexual e a discriminação de gênero. Há poucas</p><p>regras internacionais e nacionais de proteção à população LGBTQIA+. O STF</p><p>estabeleceu a aplicação da lei do racismo para os crimes de homofobia e transfobia (ADO</p><p>nº 26 e MI nº 4733).</p><p>• Casamento civil;</p><p>• Regularização dos direitos de personalidade;</p><p>• Combate à violência e a discriminação.</p><p>1. Princípios e valores éticos do serviço</p><p>público</p><p>1.2. Da Administração Pública (Art. 37 ao Art. 43 da CF).</p><p>“Art. 37, “caput” da CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos</p><p>Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos</p><p>princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,</p><p>ao seguinte:”</p><p>São princípios da Administração Pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade</p><p>e Eficiência.</p><p>LIMPE</p><p>Princípio da Legalidade</p><p>O tradicional princípio da legalidade, previsto no art. 5º, II, da Constituição Federal, aplica-se</p><p>normalmente na Administração Pública, porém de forma mais rigorosa e especial, pois o</p><p>administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e</p><p>nas demais espécies normativas, inexistindo, pois, incidência de sua vontade subjetiva, pois na</p><p>Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza, diferentemente da esfera</p><p>particular, onde será permitida a realização de tudo que a lei não proíba. Esse princípio</p><p>coaduna-se com a própria função administrativa, de executor do direito, que atua sem finalidade</p><p>própria, mas sim em respeito à finalidade imposta pela lei, e com a necessidade de preservar-</p><p>se a ordem jurídica. (Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)</p><p>Princípio da Impessoalidade</p><p>“o princípio da impessoalidade, referido na Constituição de 1988 (art. 37, caput), nada</p><p>mais é que o clássico princípio</p><p>da finalidade, o qual impõe ao administrador público que</p><p>só pratique o ato para o seu fim legal. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de</p><p>direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal” (Helly</p><p>Lopes Meirelles – Direito Administrativoo Brasileiro)</p><p>Princípio da Moralidade</p><p>Pelo princípio da moralidade administrativa, não bastará ao administrador o</p><p>estrito cumprimento da estrita legalidade, devendo ele, no exercício de sua</p><p>função pública, respeitar os princípios éticos de razoabilidade e justiça, pois a</p><p>moralidade constitui, a partir da Constituição de 1988, pressuposto de validade</p><p>de todo ato da administração pública. (Alexandre de Moraes – Curso de</p><p>Direito Constitucional)</p><p>Princípio da Publicidade</p><p>A Constituição Federal de 1988 consagrou expressamente o princípio da publicidade</p><p>como um dos vetores imprescindíveis à Administração Pública, conferindo-lhe absoluta</p><p>prioridade na gestão administrativa e garantindo pleno acesso às informações a toda a</p><p>sociedade, pois, como bem salientado pelo Ministro Marco Aurélio, “o princípio da</p><p>publicidade no que deságua na busca da eficiência, ante o acompanhamento pela</p><p>sociedade. Estando em jogo valores, há de ser observado o coletivo em detrimento, até</p><p>mesmo, do individual”. (Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)</p><p>Princípio da Eficiência</p><p>O administrador público precisa ser eficiente, ou seja, deve ser aquele que produz o efeito desejado,</p><p>que dá bom resultado, exercendo suas atividades sob o manto da igualdade de todos perante a lei,</p><p>velando pela objetividade e imparcialidade</p><p>Assim, princípio da eficiência é aquele que impõe à Administração Pública direta e indireta e a seus</p><p>agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício de suas competências de forma</p><p>imparcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, sem burocracia e sempre em busca da qualidade,</p><p>primando pela adoção dos critérios legais e morais necessários para a melhor utilização possível dos</p><p>recursos públicos, de maneira a evitar-se desperdícios e garantir-se uma maior rentabilidade social.</p><p>Note-se que não se trata da consagração da tecnocracia, muito pelo contrário, o princípio da eficiência</p><p>dirige-se para a razão e fim maior do Estado, a prestação dos serviços sociais essenciais à população,</p><p>visando a adoção de todos os meios legais e morais possíveis para satisfação do bem comum.</p><p>(Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)</p><p>1.3. Decreto de nº 1171/1994 (Código de Ética</p><p>Profissional do Servidor Público Civil do Poder</p><p>Executivo Federal).</p><p>• Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal</p><p>Das Regras Deontológicas</p><p>I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais</p><p>são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo</p><p>ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.</p><p>Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e</p><p>da tradição dos serviços públicos.</p><p>II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.</p><p>Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o</p><p>conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o</p><p>honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da</p><p>Constituição Federal.</p><p>III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal,</p><p>devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a</p><p>legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a</p><p>moralidade do ato administrativo.</p><p>IV - A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por</p><p>todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se</p><p>integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como</p><p>consequência, em fator de legalidade.</p><p>V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como</p><p>acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho</p><p>pode ser considerado como seu maior patrimônio.</p><p>VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de</p><p>cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão</p><p>acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.</p><p>VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e</p><p>da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos</p><p>termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e</p><p>moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a</p><p>negar.</p><p>VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que</p><p>contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum</p><p>Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da</p><p>mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.</p><p>IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o</p><p>esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa</p><p>causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público,</p><p>deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às</p><p>instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo,</p><p>suas esperanças e seus esforços para construí-los.</p><p>X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas</p><p>funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço,</p><p>não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano</p><p>moral aos usuários dos serviços públicos.</p><p>XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando</p><p>atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o</p><p>descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo</p><p>imprudência no desempenho da função pública.</p><p>XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do</p><p>serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.</p><p>XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas e cada</p><p>concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande</p><p>oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação.</p><p>Dos Principais Deveres do Servidor Público</p><p>XIV - São deveres fundamentais do servidor público:</p><p>a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que</p><p>seja titular;</p><p>b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou</p><p>procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente</p><p>diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo</p><p>setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;</p><p>c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo</p><p>sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;</p><p>d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e</p><p>serviços da coletividade a seu cargo;</p><p>e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o</p><p>processo de comunicação e</p><p>contato com o público;</p><p>f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada</p><p>prestação dos serviços públicos;</p><p>g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais</p><p>de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo,</p><p>nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes</p><p>dano moral;</p><p>h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento</p><p>indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;</p><p>i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros que visem</p><p>obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou</p><p>aéticas e denunciá-las;</p><p>j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;</p><p>l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo</p><p>negativamente em todo o sistema;</p><p>m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo as</p><p>providências cabíveis;</p><p>n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua organização e</p><p>distribuição;</p><p>o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por</p><p>escopo a realização do bem comum;</p><p>p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função;</p><p>q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas</p><p>funções;</p><p>r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto</p><p>quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.</p><p>s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;</p><p>t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo</p><p>contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;</p><p>u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com</p><p>finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e</p><p>não cometendo qualquer violação expressa à lei;</p><p>v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste</p><p>Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.</p><p>1.4. Regras Constitucionais de proteção, de</p><p>direitos e deveres dos servidores públicos.</p><p>Das regras dos concursos públicos (Art. 37 da CF):</p><p>Brasileiros e estrangeiros podem acessar cargos, empregos e funções públicas na forma</p><p>da lei.</p><p>Art. 37, I da CF - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros</p><p>que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na</p><p>forma da lei;</p><p>Da necessidade de aprovação em Concurso</p><p>Público</p><p>Art. 37, II da CF - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação</p><p>prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e</p><p>a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as</p><p>nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;</p><p>Do Prazo de Validade dos Concursos:</p><p>Art. 37 da CF</p><p>III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez,</p><p>por igual período;</p><p>Prazo de validade dos concursos é de no máximo 2 anos, prorrogável por igual período,</p><p>portanto se um concurso foi realizado com a previsão de um prazo de 1 ano, poderá ser</p><p>prorrogado por mais 1 anos, o que significa o igual período.</p><p>IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em</p><p>concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos</p><p>concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;</p><p>Dos servidores públicos (Art. 37 da CF):</p><p>VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;</p><p>VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;</p><p>Reserva de Vagas para PCD</p><p>VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas</p><p>portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;</p><p>Da Contratação por tempo determinado</p><p>IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional</p><p>interesse público;</p><p>Do teto remuneratório (Art. 37, XI da CF):</p><p>XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e</p><p>fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores</p><p>de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos</p><p>cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal,</p><p>em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos</p><p>Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados</p><p>Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa</p><p>inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no</p><p>âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;</p><p>Atenção a regra dos Tetos Remuneratórios:</p><p>1) Teto Nacional = Subsídio mensal de Ministro do STF;</p><p>2) Teto nos Municípios = Subsídio do prefeito;</p><p>3) Teto nos Estados e DF</p><p>Poder Executivo = Subsídio mensal do Governador;</p><p>Poder Legislativo = Subsídio mensal dos deputados estaduais/distritais</p><p>Poder Judiciário = Subsídio mensal dos Desembargadores do TJ (limitados a 90,25% do subsídio mensal dos</p><p>Ministros do STF).</p><p>Da acumulação dos cargos públicos (Art. 37</p><p>da CF):</p><p>XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de</p><p>horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:</p><p>a) a de dois cargos de professor;</p><p>b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;</p><p>c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;</p><p>Da Proibição de acumular empregos e funções (Art. 37 da CF)</p><p>• XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,</p><p>empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou</p><p>indiretamente, pelo poder público.</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3: Inclusão Social</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9: Conceito de Pessoa com Deficiência (PCD)</p><p>Slide 10: O que são as barreiras previstas no conceito de PCD?</p><p>Slide 11: Direito das pessoas com deficiência (Lei nº 13.146/2015)</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p><p>Slide 18: Direitos da igualdade racial</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20: Regulamentação de Terras Quilombolas</p><p>Slide 21: Norma Constitucional</p><p>Slide 22: População Indígena</p><p>Slide 23: Direito LGBTQIAP+</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25: 1. Princípios e valores éticos do serviço público</p><p>Slide 26: Princípio da Legalidade</p><p>Slide 27: Princípio da Impessoalidade</p><p>Slide 28: Princípio da Moralidade</p><p>Slide 29: Princípio da Publicidade</p><p>Slide 30: Princípio da Eficiência</p><p>Slide 31: 1.3. Decreto de nº 1171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal).</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37: Dos Principais Deveres do Servidor Público</p><p>Slide 38</p><p>Slide 39</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41</p><p>Slide 42</p><p>Slide 43: 1.4. Regras Constitucionais de proteção, de direitos e deveres dos servidores públicos.</p><p>Slide 44: Da necessidade de aprovação em Concurso Público</p><p>Slide 45: Do Prazo de Validade dos Concursos:</p><p>Slide 46: Dos servidores públicos (Art. 37 da CF):</p><p>Slide 47: Da Contratação por tempo determinado</p><p>Slide 48</p><p>Slide 49: Da acumulação dos cargos públicos (Art. 37 da CF):</p><p>Slide 50</p>