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<p>Conhecimentos básicos</p><p>“É melhor você tentar algo,</p><p>vê-lo não funcionar e</p><p>aprender com isso, do que</p><p>não fazer nada.”</p><p>Mark Zuckerberg</p><p>COACHING PARA CONCURSOS – ESTRATÉGIAS PARA SER APROVADO</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ortografia Oficial</p><p>Todas as regras ortográficas da gramática portuguesa.</p><p>Caso x / ch</p><p>1) x / ch nas palavras provenientes do latim:</p><p>1.1) Emprego do ch:</p><p>Ao passar do latim para o português, as sequências "cl", "pl" e "fl", transformaram-se em "ch":</p><p>afflare > achar</p><p>flagrare > cheirar</p><p>flamma > chama</p><p>caplu > cacho</p><p>clamare > chamar</p><p>claven > chave</p><p>masclu > macho</p><p>planus > chão</p><p>plenus > cheio</p><p>plorare > chorar</p><p>plumbum > chumbo</p><p>pluvia > chuva</p><p>1.2) Emprego do x:</p><p>a) Proveniente do x latino:</p><p>exaguare > enxaguar</p><p>examen > exame</p><p>laxare > deixar</p><p>luxu > luxo</p><p>b) Palatização do S em grupos como ssi ou sce:</p><p>miscere > mexer</p><p>passione > paixão</p><p>pisce > peixe</p><p>2) Emprega-se a letra x:</p><p>x1) Após ditongo:</p><p>ameixa</p><p>caixa</p><p>peixe</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Exceções:</p><p>recauchutar (do francês recaoutchouter)</p><p>guache (do francês gouache)</p><p>caucho (espécie de árvore. Tem origem na palavra cauchu "lágrimas da árvore", é de um idioma</p><p>indígena, mas está em nossa ortografia oficial)</p><p>x2) Em palavras iniciadas por ME:</p><p>Mexerica</p><p>México</p><p>Mexilhão</p><p>Mexer</p><p>Exceção:</p><p>mecha (de cabelos), que tem sua origem no fracês mèche. Não confundir com a forma verbal</p><p>"mexa" do verbo mexer, que deve ser grafada com x.</p><p>X3) Em palavras iniciadas por EN:</p><p>Enxada</p><p>Enxerto</p><p>Enxurrada</p><p>Exceção1:</p><p>enchova (regionalismo de anchova, que origina-se do genovês anciua);</p><p>Exceção2: Palavras formadas por prefixação de en + radical com ch:</p><p>enchente, encher e derivados = prefixo en + radical de cheio;</p><p>encharcar = en + radical de charco;</p><p>enchiqueirar = en + radical de chiqueiro;</p><p>enchapelar = en + radical de chapéu;</p><p>enchumaçar = en + radical de chumaço</p><p>x4) Em palavras com origem Tupi. As mais conhecidas são:</p><p>Araxá - lugar alto onde primeiro se avista o sol.</p><p>Abacaxi - de yá, ou ywa (fruta), e katy (que recende, cheira);</p><p>Capixaba - roça, roçado, terra limpa para plantação.</p><p>Caxumba</p><p>Pataxó - tribo.</p><p>Queixada - “o que corta”.</p><p>Xará - de xe rera, "meu nome".</p><p>Xavante - tribo.</p><p>Xaxim - do tupi-guarani Xá = cachoeira, Xim = pequena.</p><p>Ximaana – tribo.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Xingu - água boa, água limpa, na língua Kamayurá.</p><p>Exceção:</p><p>Chapecó – Cidade de SC. Derivação do tupi Xapecó (de donde se avista o caminho da roça).</p><p>x5) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:</p><p>Almoxarife</p><p>Almoxarifado</p><p>Elixir (al-Axir)</p><p>Enxaqueca (xaqiqa - meia cabeça)</p><p>Haxixe (hashish - maconha)</p><p>Oxalá (in sha allah ou inshallah - se Deus quiser)</p><p>Xarope</p><p>Xadrez (xatranj)</p><p>Xarope (xarab - bebida, poção)</p><p>Xeque</p><p>Xeque-mate</p><p>Exceções:</p><p>Alcachofra (Alkharshof - fruto do cardo manso)</p><p>Chafariz</p><p>x6) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:</p><p>Afoxé</p><p>Axé</p><p>Borocoxô</p><p>Exu</p><p>Fuxico</p><p>Maxixe</p><p>Orixá</p><p>Xendengue (magro, franzino)</p><p>Xangô (Xa - Senhor; Ag + No - Fogo Oculto; Gô = Raio, Alma)</p><p>Xaxado</p><p>Xingar</p><p>XinXim</p><p>Xodó</p><p>Exceções:</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Cachimbo (kixima)</p><p>Cachaça</p><p>Cochicho</p><p>Cochilar</p><p>Chilique</p><p>3) Emprega-se ch:</p><p>ch1) Em palavras com origem francesa. As mais conhecidas são:</p><p>Avalanche (Avalónch)</p><p>Cachê (Cachet)</p><p>Cachecol (Cacher)</p><p>Chalé (Chalet)</p><p>Chassi (Chânssis)</p><p>Champanhe (Champagne)</p><p>Champignon (Champignon)</p><p>Chantilly (Chantilly)</p><p>Chance (Chance)</p><p>Chapéu (Chapeau)</p><p>Chantagem (Chantage)</p><p>Charme (Charme)</p><p>Chefe (Chef)</p><p>Chique (Chic)</p><p>Chofer (Chauffeur)</p><p>Clichê (Cliché)</p><p>Creche (Crèche)</p><p>Crochê (Crochet)</p><p>Debochar (Débaucher)</p><p>Fetiche (Fétiche)</p><p>Guichê (Guichet)</p><p>Manchete (Manchette)</p><p>Pochete (Pochette)</p><p>Revanche (Revanche)</p><p>Voucher (Vocher)</p><p>Caso g / j</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>1) Palavras provenientes do latim e do grego:</p><p>1.1) O g português representa geralmente o g latino ou grego:</p><p>a) Latim:</p><p>agere > agir</p><p>agitare > agitar</p><p>digit(i) (raiz) > digitar</p><p>gestu > gesto</p><p>gelu > gelo</p><p>liturgia > liturgia</p><p>tegella > tigela</p><p>Magia exegese</p><p>gymnastics > ginástica</p><p>hégemonikós > hegemônico</p><p>logiké > lógico</p><p>synlogismos > sologismo</p><p>Exceção:</p><p>aggelos > anjo (angeolatria é com g)</p><p>1.2) Não há j no grego e no latim clássico. O j provém:</p><p>a) Da consonantização do I semiconsoante latino:</p><p>iactu > jeito</p><p>iam > já</p><p>iocus > jogo</p><p>maiestate > majestade</p><p>b) Da palatalização do S + I, ou do grupo DI + Vogal:</p><p>basiu > beijo</p><p>casiu > queijo</p><p>hodie > hoje</p><p>radiare > rajar</p><p>2) Emprega-se a letra g:</p><p>g1) Nas palavras derivadas de outras grafadas com g:</p><p>engessar (de gesso)</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>faringite (de faringe)</p><p>selvageria (de selvagem)</p><p>Exceção:</p><p>coragem (fr. courage) => corajoso, encorajar</p><p>g2) Nas palavras terminadas em ágio, égio, ígio, ógio, úgio:</p><p>pedágio</p><p>sacrilégio</p><p>prestígio</p><p>relógio</p><p>refúgio</p><p>g3) Os substantivos terminados em gem:</p><p>viagem</p><p>coragem</p><p>ferrugem</p><p>Exceção:</p><p>pajem</p><p>lambujem</p><p>g4) Nos verbos terminados em ger e gir:</p><p>eleger</p><p>mugir</p><p>g5) Em geral, após R:</p><p>aspergir</p><p>divergir</p><p>submergir</p><p>3) Emprega-se a letra j:</p><p>j1) Nas palavras derivadas de outras grafadas com j:</p><p>sarjeta (de sarja)</p><p>lojista (de loja)</p><p>canjica (de canja)</p><p>sarjeta (de sarja)</p><p>gorjeta (de gorja)</p><p>j2) Nos verbos terminados em jar:</p><p>viajar</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>encorajar</p><p>enferrujar</p><p>j3) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:</p><p>alforje (al hurj )</p><p>azulejo (azzelij)</p><p>berinjela (badanjanah)</p><p>javali (djabali)</p><p>jaleco (jalikah)</p><p>jarra (djarrah)</p><p>laranja (narandja)</p><p>Exceções:</p><p>álgebra (al-jabr)</p><p>algema (al jamad )</p><p>giz (jibs)</p><p>girafa (zarâfa (AR.) ->giraffa (IT.) -> girafa (PT.))</p><p>j4) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:</p><p>beiju</p><p>cajá</p><p>caju</p><p>canjica</p><p>carijó</p><p>guarajuba</p><p>itajuba</p><p>itajaí</p><p>jequiriti</p><p>jequitibá</p><p>jerimum</p><p>jibóia (cobra d’água).</p><p>jumana (tribo).</p><p>jurubeba (planta espinhosa e fruta tida como medicinal).</p><p>jenipapo</p><p>jururu</p><p>maracujá</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>marajó</p><p>mucujê</p><p>pajé</p><p>Ubirajara</p><p>Exceção: Sergipe</p><p>J5) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:</p><p>acarajé</p><p>Iemanjá</p><p>jabá</p><p>jagunço</p><p>jererê (cigarro de maconha)</p><p>jiló</p><p>jurema</p><p>Exceções:</p><p>bugiganga</p><p>ginga</p><p>Caso c ou ç / s ou ss</p><p>O c tem o valor de /s/ com as vogais E e I. Antes de A, O e U usa-se ç.</p><p>acetato</p><p>ácido</p><p>açafrão</p><p>aço</p><p>açúcar</p><p>Depois de consoante usa-se s. Entre vogais, usa-se ss:</p><p>manso</p><p>concurso</p><p>expulso</p><p>prosseguir</p><p>girassol</p><p>pessoa</p><p>s1) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERGIR, CORRER, PELIR:</p><p>aspergir = aspersão</p><p>compelir = compulsório</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>concorrer = concurso</p><p>discorrer = discurso</p><p>expelir = expulsão, expulso</p><p>imergir = imersão</p><p>impelir = impulsão, impulso</p><p>s2) Verbos terminados em DAR – DER – DIR – TER – TIR – MIR recebem s quando há perda das</p><p>letras “D – T – M”em suas derivações:</p><p>circuncidar (circumcidere) = circuncisão, circunciso</p><p>ascender (ascendere) = ascensão</p><p>suceder (succedere) = sucessão / sucesso</p><p>expandir (expandere) = expansão / expansível</p><p>iludir (illudere) = ilusão / ilusório</p><p>progredir (progredere) = progressão / progressivo / progresso</p><p>submeter (submittere) = submissão / submisso</p><p>discutir (discutere) = discussão</p><p>suprimir (supprimere) = supressão / supresso</p><p>redimir (redimere) =</p><p>coordenar, cooperação, cooperar, etc.</p><p>c)Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por</p><p>vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado,</p><p>circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude.</p><p>d)Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados</p><p>por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.</p><p>e)Nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-,</p><p>vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-</p><p>piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei.</p><p>f)Nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró- quando o</p><p>segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas</p><p>átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/pós-</p><p>tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover).</p><p>2º)Não se emprega, pois, o hífen:</p><p>a)Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa</p><p>por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo</p><p>pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>36 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>comtrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite,</p><p>eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia.</p><p>b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa</p><p>por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos.</p><p>Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar; aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem,</p><p>agroindustrial, hidroelétrico, plurianual.</p><p>3º)Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de</p><p>origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro</p><p>elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica</p><p>dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.</p><p>Base XVII</p><p>Do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver</p><p>1º)Emprega-se o hífen na ênclise e na tmese: amá-lo, dá-se, deixa-o, partir-lhe; amá-lo-ei, enviar-lhe-</p><p>emos.</p><p>2º)Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do</p><p>indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc.</p><p>Obs.: 1. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer, dos</p><p>verbos querer e requerer, em vez de quere e requere, estas últimas formas conservam-se, no</p><p>entanto, nos casos de ênclise: quere-o(s), requere-o(s). Nestes contextos, as formas (legítimas,</p><p>aliás) qué-lo e requé-lo são pouco usadas.</p><p>2. Usa-se também o hífen nas ligações de formas pronominais enclíticas ao advérbio eis (eis-me, ei-</p><p>lo) e ainda nas combinações de formas pronominais do tipo no-lo, vo-las, quando em próclise (por</p><p>ex.: esperamos que no-lo comprem).</p><p>Base XVIII</p><p>Do apóstrofo</p><p>1º)São os seguintes os casos de emprego do apóstrofo:</p><p>a)Faz-se uso do apóstrofo para cindir graficamente uma contração ou aglutinação vocabular, quando</p><p>um elemento ou fração respectiva pertence propriamente a um conjunto vocabular distinto: d’ Os</p><p>Lusíadas, d’ Os Sertões; n’ Os Lusíadas, n’ Os Sertões; pel’ Os Lusíadas, pel’ Os Sertões. Nada</p><p>obsta, contudo, a que estas escritas sejam substituídas por empregos de preposições íntegras, se o</p><p>exigir razão especial de clareza, expressividade ou ênfase: de Os Lusíadas, em Os Lusíadas, por Os</p><p>Lusíadas, etc.</p><p>As cisões indicadas são análogas às dissoluções gráficas que se fazem, embora sem emprego do</p><p>apóstrofo, em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares</p><p>imediatos: a A Relíquia, aOs Lusíadas (exemplos: importância atribuída a A Relíquia; recorro a Os</p><p>Lusíadas). Em tais casos, como é óbvio, entende-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura</p><p>a combinação fonética: a A = à, a Os = aos, etc.</p><p>b)Pode cindir-se por meio do apóstrofo uma contração ou aglutinação vocabular, quando um</p><p>elemento ou fração respectiva é forma pronominal e se lhe quer dar realce com o uso de</p><p>maiúscula: d’Ele, n’Ele, d’Aquele, n’Aquele, d’O, n’O, pel’O, m’O, t’O, lh’O, casos em que a segunda</p><p>parte, forma masculina, é aplicável a Deus, a Jesus, etc.; d’Ela, n’Ela, d’Aquela, d’A, n’A, pel’A, m’A,</p><p>t’A, lh’A, casos em que a segunda parte, forma feminina, é aplicável à mãe de Jesus, à Providência,</p><p>etc. Exemplos frásicos: confiamos n’O que nos salvou; esse milagre revelou-m’O; está n’Ela a nossa</p><p>esperança; pugnemos pel’A que é nossa padroeira.</p><p>À semelhança das cisões indicadas, pode dissolver-se graficamente, posto que sem uso do</p><p>apóstrofo, uma combinação da preposição a com uma forma pronominal realçada pela maiúscula: a</p><p>O, a Aquele, a Aquela (entendendo-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>37 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>combinação fonética: a O = ao, a Aquela = àquela, etc.). Exemplos frásicos: a O que tudo pode; a</p><p>Aquela que nos protege.</p><p>c)Emprega-se o apóstrofo nas ligações das formas santo e santa a nomes do hagiológio, quando</p><p>importa representar a elisão das vogais finais o e a: Sant’Ana, Sant’Iago, etc. É, pois, correto</p><p>escrever: Calçada de Sant’Ana, Rua de Sant’Ana; culto de Sant’Iago, Ordem de Sant’Iago. Mas, se</p><p>as ligações deste gênero, como é o caso destas mesmas Sant’Ana e Sant’Iago, se tornam perfeitas</p><p>unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos: Fulano de Santana, ilhéu de Santana, Santana</p><p>de Parnaíba; Fulano de Santiago, ilha de Santiago, Santiago do Cacém.</p><p>Em paralelo com a grafia Sant’Ana e congêneres, emprega-se também o apóstrofo nas ligações de</p><p>duas formas antroponímicas, quando é necessário indicar que na primeira se elide um o</p><p>final: Nun’Álvares, Pedr’Eanes.</p><p>Note-se que nos casos referidos as escritas com apóstrofo, indicativas de elisão, não impedem, de</p><p>modo algum, as escritas sem apóstrofo: Santa Ana, Nuno Álvares, Pedro Álvares, etc.</p><p>d)Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, a elisão do e da</p><p>preposição de, em combinação com substantivos: borda-d’água, cobra-d’água, copo-d’água, estrela-</p><p>d’alva, galinha-d’água, mãe-d’água, pau-d’água, pau-d’alho, pau-d’arco, pau-d’óleo.</p><p>2º)São os seguintes os casos em que não se usa o apóstrofo:</p><p>Não é admissível o uso do apóstrofo nas combinações das preposições de e em com as formas do</p><p>artigo definido, com formas pronominais diversas e com formas adverbiais (excetuado o que se</p><p>estabelece nas alíneas 1º) a) e 1º) b)). Tais combinações são representadas:</p><p>a)Por uma só forma vocabular, se constituem, de modo fixo, uniões perfeitas:</p><p>i) do, da, dos, das; dele, dela, deles, delas; deste, desta, destes, destas, disto; desse, dessa, desses,</p><p>dessas, disso; daquele, daquela, daqueles, daquelas, daquilo; destoutro, destoutra, destoutros,</p><p>destoutras; dessoutro, dessoutra, dessoutros, dessoutras; daqueloutro, daqueloutra, daqueloutros,</p><p>daqueloutras; daqui; daí; dali; dacolá; donde; dantes (= antigamente);</p><p>ii) no, na, nos, nas; nele, nela, neles, nelas; neste, nesta, nestes, nestas, nisto; nesse, nessa, nesses,</p><p>nessas, nisso; naquele, naquela, naqueles, naquelas, naquilo; nestoutro, nestoutra, nestoutros,</p><p>nestoutras; nessoutro, nessoutra, nessoutros, nessoutras; naqueloutro, naqueloutra, naqueloutros,</p><p>naqueloutras; num, numa, nuns, numas; noutro, noutra, noutros, noutras, noutrem; nalgum, nalguma,</p><p>nalguns, nalgumas, nalguém.</p><p>b)Por uma ou duas formas vocabulares, se não constituem, de modo fixo, uniões perfeitas (apesar de</p><p>serem correntes com esta feição em algumas pronúncias): de um, de uma, de uns, de umas, ou dum,</p><p>duma, duns, dumas; de algum,</p><p>de alguma, de alguns, de algumas, de alguém, de algo, de algures, de</p><p>alhures, ou dalgum, dalguma, dalguns, dalgumas, dalguém, dalgo, dalgures, dalhures; de outro, de</p><p>outra, de outros, de outras, de outrem, de outrora, ou doutro, doutra, doutros, doutras, doutrem,</p><p>doutrora; de aquém ou daquém; de além ou dalém; de entre ou dentre.</p><p>De acordo com os exemplos deste último tipo, tanto se admite o uso da locução adverbial de ora</p><p>avante como do advérbio que representa a contração dos seus três elementos: doravante.</p><p>Obs.: Quando a preposição de se combina com as formas articulares ou pronominais o, a, os, as, ou</p><p>com quaisquer pronomes ou advérbios começados por vogal, mas acontece estarem essas palavras</p><p>integradas em construções de infinitivo, não se emprega o apóstrofo, nem se funde a preposição com</p><p>a forma imediata, escrevendo-se estas duas separadamente: a fim de ele compreender; apesar de o</p><p>não ter visto; em virtude de os nossos pais serem bondosos; o fato de o conhecer; por causa de aqui</p><p>estares.</p><p>Base XIX</p><p>Das minúsculas e maiúsculas</p><p>1º)A letra minúscula inicial é usada:</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>38 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>a)Ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nos usos correntes.</p><p>b)Nos nomes dos dias, meses, estações do ano: segunda-feira; outubro; primavera.</p><p>c)Nos bibliónimos/bibliônimos (após o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocábulos,</p><p>podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios nele contidos, tudo em grifo): O Senhor</p><p>do Paço de Ninães, O senhor do paço de Ninães, Menino de Engenho ou Menino de engenho, Árvore</p><p>e Tambor ou Árvore e tambor.</p><p>d)Nos usos de fulano, sicrano, beltrano.</p><p>e)Nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas); norte, sul (mas: SW sudoeste).</p><p>f)Nos axiónimos/axiônimos e hagiónimos/hagiônimos (opcionalmente, neste caso, também com</p><p>maiúscula): senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo; santa</p><p>Filomena (ou Santa Filomena).</p><p>g)Nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente, também com</p><p>maiúscula): português (ou Português), matemática (ou Matemática); línguas e literaturas</p><p>modernas (ou Línguas e Literaturas Modernas).</p><p>2º)A letra maiúscula inicial é usada:</p><p>a)Nos antropónimos/antropônimos, reais ou fictícios: Pedro Marques; Branca de Neve, D. Quixote.</p><p>b)Nos topónimos/topônimos, reais ou fictícios: Lisboa, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro; Atlântida,</p><p>Hespéria.</p><p>c)Nos nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos: Adamastor; Neptuno / Netuno.</p><p>d)Nos nomes que designam instituições: Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência</p><p>Social.</p><p>e)Nos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos.</p><p>f)Nos títulos de periódicos, que retêm o itálico: O Primeiro de Janeiro, O Estado de São Paulo (ou S.</p><p>Paulo).</p><p>g)Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente: Nordeste, por nordeste</p><p>do Brasil, Norte, por norte de Portugal, Meio-Dia, pelo sul da França ou de outros países, Ocidente,</p><p>por ocidente europeu, Oriente, por oriente asiático.</p><p>h)Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com maiúsculas,</p><p>iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas: FAO, NATO, ONU; H2O; Sr., V. Exa.</p><p>i)Opcionalmente, em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente, em início</p><p>de versos, em categorizações de logradouros públicos: (rua ou Rua da Liberdade, largo ou Largo dos</p><p>Leões), de templos (igreja ou Igreja do Bonfim, templo ou Templo do Apostolado Positivista), de</p><p>edifícios (palácio ou Palácio da Cultura, edifício ou Edifício Azevedo Cunha).</p><p>Obs.: As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras</p><p>especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas</p><p>(terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas de</p><p>entidades científicas ou normalizadoras, reconhecidas internacionalmente.</p><p>Base XX</p><p>Da divisão silábica</p><p>A divisão silábica, que em regra se faz pela soletração (a-ba-de, bru-ma, ca-cho, lha-no, ma-lha, ma-</p><p>nha, má-xi-mo, ó-xi-do, ro-xo, tme-se), e na qual, por isso, se não tem de atender aos elementos</p><p>constitutivos dos vocábulos segundo a etimologia (a-ba-li-e-nar, bi-sa-vô, de-sa-pa-re-cer, di-sú-ri-co,</p><p>e-xâ-ni-me, hi-pe-ra-cú-sti-co, i-ná-bil, o-bo-val, su-bo-cu-lar, su-pe-rá-ci-do), obedece a vários</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>39 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>preceitos particulares, que rigorosamente cumpre seguir, quando se tem de fazer em fim de linha,</p><p>mediante o emprego do hífen, a partição de uma palavra:</p><p>1º)São indivisíveis no interior da palavra, tal como inicialmente, e formam, portanto, sílaba para a</p><p>frente as sucessões de duas consoantes que constituem perfeitos grupos, ou sejam (com exceção</p><p>apenas de vários compostos cujos prefixos terminam em b, ou d: ab- legação, ad- ligar, sub- lunar,</p><p>etc., em vez de a- blegação, a- dligar, su- blunar, etc.) aquelas sucessões em que a primeira</p><p>consoante é uma labial, uma velar, uma dental ou uma labiodental e a segunda um l ou um r: a-</p><p>blução, cele- brar, du- plicação, re- primir, a- clamar, de- creto, de- glutição, re- grado; a- tlético, cáte-</p><p>dra, períme- tro; a- fluir, a- fricano, ne- vrose.</p><p>2º)São divisíveis no interior da palavra as sucessões de duas consoantes que não constituem</p><p>propriamente grupos e igualmente as sucessões de m ou n, com valor de nasalidade, e uma</p><p>consoante: ab- dicar, Ed- gardo, op- tar, sub- por, ab- soluto, ad- jetivo, af- ta, bet- samita, íp- silon,</p><p>ob- viar, des- cer, dis- ciplina, flores- cer, nas- cer, res- cisão; ac- ne, ad- mirável, Daf- ne, diafrag-</p><p>ma, drac- ma, ét- nico, rit- mo, sub- meter, am- nésico, interam- nense; bir- reme, cor- roer, pror-</p><p>rogar, as- segurar, bis- secular, sos- segar, bissex- to, contex- to, ex- citar, atroz- mente, capaz-</p><p>mente, infeliz- mente; am- bição, desen- ganar, en- xame, man- chu, Mân- lio, etc.</p><p>3º)As sucessões de mais de duas consoantes ou de m ou n, com o valor de nasalidade, e duas ou</p><p>mais consoantes são divisíveis por um de dois meios: se nelas entra um dos grupos que são</p><p>indivisíveis (de acordo com o preceito 1º), esse grupo forma sílaba para diante, ficando a consoante</p><p>ou consoantes que o precedem ligadas à sílaba anterior; se nelas não entra nenhum desses grupos,</p><p>a divisão dá-se sempre antes da última consoante. Exemplos dos dois casos: cam- braia, ec- tlipse,</p><p>em- blema, ex- plicar, in- cluir, ins- crição, subs- crever, trans- gredir, abs- tenção, disp- neia, inters-</p><p>telar, lamb- dacismo, sols- ticial, Terp- sícore, tungs- tênio.</p><p>4º)As vogais consecutivas que não pertencem a ditongos decrescentes (as que pertencem a ditongos</p><p>deste tipo nunca se separam: ai- roso, cadei- ra, insti- tui, ora- ção, sacris- tães, traves- sões) podem,</p><p>se a primeira delas não é u precedido de g ou q, e mesmo que sejam iguais, separar-se na</p><p>escrita: ala- úde, áre- as, ca- apeba, co- ordenar, do- er, flu- idez, perdo- as, vo- os. O mesmo se</p><p>aplica aos casos de contiguidade de ditongos, iguais ou diferentes, ou de ditongos e vogais: cai- ais,</p><p>cai- eis, ensai- os, flu- iu.</p><p>5º)Os digramas gu e qu, em que o u se não pronuncia, nunca se separam da vogal ou ditongo</p><p>imediato (ne- gue, ne- guei; pe- que, pe- quei), do mesmo modo que as combinações gu e qu em que</p><p>o u se pronuncia: á- gua, ambí- guo, averi- gueis, longín-quos, lo- quaz, quais- quer.</p><p>6º) Na translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que há um</p><p>hífen, ou mais, se a partição coincide com o final de um dos elementos ou membros, deve, por</p><p>clareza gráfica, repetir-se o hífen no início da linha imediata: ex- -alferes, serená- -los-</p><p>emos ou serená-los- -emos, vice- -almirante.</p><p>Base XXI</p><p>Das assinaturas e firmas</p><p>Para ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registro legal, adote</p><p>na assinatura do seu nome.</p><p>Com o mesmo fim, pode manter-se</p><p>a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de</p><p>sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registro público.</p><p>ANEXO II</p><p>NOTA EXPLICATIVA DO</p><p>ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>(1990)</p><p>1. Memória breve dos acordos ortográficos</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>40 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido</p><p>considerada como largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu</p><p>prestígio no Mundo.</p><p>Tal situação remonta, como é sabido, a 1911, ano em que foi adotada em Portugal a primeira grande</p><p>reforma ortográfica, mas que não foi extensiva ao Brasil.</p><p>Por iniciativa da Academia Brasileira de Letras, em consonância com a Academia das Ciências de</p><p>Lisboa, com o objetivo de se minimizarem os inconvenientes desta situação, foi aprovado em 1931 o</p><p>primeiro acordo ortográfico entre Portugal e o Brasil. Todavia, por razões que não importa agora</p><p>mencionar, este acordo não produziu, afinal, a tão desejada unificação dos dois sistemas</p><p>ortográficos, fato que levou mais tarde à convenção ortográfica de 1943. Perante as divergências</p><p>persistentes nos Vocabulários entretanto publicados pelas duas Academias, que punham em</p><p>evidência os parcos resultados práticos do acordo de 1943, realizou-se, em 1945, em Lisboa, novo</p><p>encontro entre representantes daquelas duas agremiações, o qual conduziu à chamada Convenção</p><p>Ortográfica Luso-Brasileira de 1945. Mais uma vez, porém, este acordo não produziu os almejados</p><p>efeitos, já que ele foi adotado em Portugal, mas não no Brasil.</p><p>Em 1971, no Brasil, e em 1973, em Portugal, foram promulgadas leis que reduziram</p><p>substancialmente as divergências ortográficas entre os dois países. Apesar destas louváveis</p><p>iniciativas, continuavam a persistir, porém, divergências sérias entre os dois sistemas ortográficos.</p><p>No sentido de as reduzir, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras</p><p>elaboraram em 1975 um novo projeto de acordo que não foi, no entanto, aprovado oficialmente por</p><p>razões de ordem política, sobretudo vigentes em Portugal.</p><p>E é neste contexto que surge o encontro do Rio de Janeiro, em Maio de 1986, e no qual se</p><p>encontram, pela primeira vez na história da língua portuguesa, representantes não apenas de</p><p>Portugal e do Brasil mas também dos cinco novos países africanos lusófonos entretanto emergidos</p><p>da descolonização portuguesa.</p><p>O Acordo Ortográfico de 1986, conseguido na reunião do Rio de Janeiro, ficou, porém, inviabilizado</p><p>pela reação polêmica contra ele movida sobretudo em Portugal.</p><p>2.Razões do fracasso dos acordos ortográficos</p><p>Perante o fracasso sucessivo dos acordos ortográficos entre Portugal e o Brasil, abrangendo o de</p><p>1986 também os países lusófonos de África, importa refletir seriamente sobre as razões de tal</p><p>malogro.</p><p>Analisando sucintamente o conteúdo dos acordos de 1945 e de 1986, a conclusão que se colhe é a</p><p>de que eles visavam impor uma unificação ortográfica absoluta.</p><p>Em termos quantitativos e com base em estudos desenvolvidos pela Academia das Ciências de</p><p>Lisboa, com base num corpus de cerca de 110.000 palavras, conclui-se que o Acordo de 1986</p><p>conseguia a unificação ortográfica em cerca de 99,5% do vocabulário geral da língua. Mas</p><p>conseguia-a sobretudo à custa da simplificação drástica do sistema de acentuação gráfica, pela</p><p>supressão dos acentos nas palavras proparoxítonas e paroxítonas, o que não foi bem aceito por uma</p><p>parte substancial da opinião pública portuguesa.</p><p>Também o acordo de 1945 propunha uma unificação ortográfica absoluta que rondava os 100% do</p><p>vocabulário geral da língua. Mas tal unificação assentava em dois princípios que se revelaram</p><p>inaceitáveis para os brasileiros:</p><p>a)Conservação das chamadas consoantes mudas ou não articuladas, o que correspondia a uma</p><p>verdadeira restauração destas consoantes no Brasil, uma vez que elas tinham há muito sido</p><p>abolidas.</p><p>b)Resolução das divergências de acentuação das vogais tônicas e e o, seguidas das consoantes</p><p>nasais m e n, das palavras proparoxítonas (ou esdrúxulas) no sentido da prática portuguesa, que</p><p>consistia em as grafar com acento agudo e não circunflexo, conforme a prática brasileira.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>41 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Assim se procurava, pois, resolver a divergência de acentuação gráfica de palavras</p><p>como António e Antônio, cómodo e cômodo, género e gênero, oxigénio e oxigênio, etc., em favor da</p><p>generalização da acentuação com o diacrítico agudo. Esta solução estipulava, contra toda a tradição</p><p>ortográfica portuguesa, que o acento agudo, nestes casos, apenas assinalava a tonicidade da vogal e</p><p>não o seu timbre, visando assim resolver as diferenças de pronúncia daquelas mesmas vogais.</p><p>A inviabilização prática de tais soluções leva-nos à conclusão de que não é possível unificar por via</p><p>administrativa divergências que assentam em claras diferenças de pronúncia, um dos critérios, aliás,</p><p>em que se baseia o sistema ortográfico da língua portuguesa.</p><p>Nestas condições, há que procurar uma versão de unificação ortográfica que acautele mais o futuro</p><p>do que o passado e que não receie sacrificar a simplificação também pretendida em 1986, em favor</p><p>da máxima unidade possível. Com a emergência de cinco novos países lusófonos, os fatores de</p><p>desagregação da unidade essencial da língua portuguesa far-se-ão sentir com mais acuidade e</p><p>também no domínio ortográfico. Neste sentido importa, pois, consagrar uma versão de unificação</p><p>ortográfica que fixe e delimite as diferenças atualmente existentes e previna contra a desagregação</p><p>ortográfica da língua portuguesa.</p><p>Foi, pois, tendo presentes estes objetivos, que se fixou o novo texto de unificação ortográfica, o qual</p><p>representa uma versão menos forte do que as que foram conseguidas em 1945 e 1986. Mas ainda</p><p>assim suficientemente forte para unificar ortograficamente cerca de 98% do vocabulário geral da</p><p>língua.</p><p>3.Forma e substância do novo texto</p><p>O novo texto de unificação ortográfica agora proposto contém alterações de forma (ou estrutura) e de</p><p>conteúdo, relativamente aos anteriores. Pode dizer-se, simplificando, que em termos de estrutura se</p><p>aproxima mais do acordo de 1986, mas que em termos de conteúdo adota uma posição mais</p><p>conforme com o projeto de 1975, atrás referido.</p><p>Em relação às alterações de conteúdo, elas afetam sobretudo o caso das consoantes mudas ou não</p><p>articuladas, o sistema de acentuação gráfica, especialmente das esdrúxulas, e a hifenação.</p><p>Pode dizer-se ainda que, no que respeita às alterações de conteúdo, de entre os princípios em que</p><p>assenta a ortografia portuguesa, se privilegiou o critério fonético (ou da pronúncia) com um certo</p><p>detrimento para o critério etimológico.</p><p>É o critério da pronúncia que determina, aliás, a supressão gráfica das consoantes mudas ou não</p><p>articuladas, que se têm conservado na ortografia lusitana essencialmente por razões de ordem</p><p>etimológica.</p><p>É também o critério da pronúncia que nos leva a manter um certo número de grafias duplas do tipo</p><p>de caráter e carácter, facto e fato, sumptuoso e suntuoso, etc.</p><p>É ainda o critério da pronúncia que conduz à manutenção da dupla acentuação gráfica do tipo</p><p>de económico e econômico, efémero e efêmero, género e gênero, génio e gênio, ou</p><p>de bónus e bônus, sémen e sêmen, ténis e tênis, ou ainda de bebé e bebê, ou metro e metrô, etc.</p><p>Explicitam-se em seguida as principais alterações introduzidas no novo texto de unificação</p><p>ortográfica, assim como a respectiva justificação.</p><p>4.Conservação ou supressão das consoantes c, p, b, g, m e t em certas seqüências</p><p>consonânticas (Base IV)</p><p>4.1.Estado da questão</p><p>Como é sabido, uma das principais dificuldades na unificação da ortografia da língua portuguesa</p><p>reside na solução a adotar para a grafia das consoantes c e p, em certas seqüências consonânticas</p><p>interiores, já que existem fortes divergências na sua articulação.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>42 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Assim, umas vezes, estas consoantes são invariavelmente proferidas em todo o espaço geográfico</p><p>da língua portuguesa, conforme sucede em casos</p><p>como compacto, ficção, pacto; adepto, aptidão, núpcias; etc.</p><p>Neste caso, não existe qualquer problema ortográfico, já que tais consoantes não podem deixar de</p><p>grafar-se (v. Base IV, 1º a).</p><p>Noutros casos, porém, dá-se a situação inversa da anterior, ou seja, tais consoantes não são</p><p>proferidas em nenhuma pronúncia culta da língua, como acontece</p><p>em acção, afectivo, direcção; adopção, exacto, óptimo; etc. Neste caso existe um problema. É que na</p><p>norma gráfica brasileira há muito estas consoantes foram abolidas, ao contrário do que sucede na</p><p>norma gráfica lusitana, em que tais consoantes se conservam. A solução que agora se adota (v. Base</p><p>IV, 1º b) é a de as suprimir, por uma questão de coerência e de uniformização de critérios (vejam-se</p><p>as razões de tal supressão adiante, em 4.2.).</p><p>As palavras afectadas por tal supressão representam 0,54% do vocabulário geral da língua, o que é</p><p>pouco significativo em termos quantitativos (pouco mais de 600 palavras em cerca de 110.000). Este</p><p>número é, no entanto, qualitativamente importante, já que compreende vocábulos de uso muito</p><p>frequente (como, por ex., acção, actor, actual, colecção, colectivo, correcção, direcção, director,</p><p>electricidade, factor, factura, inspector, lectivo, óptimo, etc.).</p><p>O terceiro caso que se verifica relativamente às consoantes c e p diz respeito à oscilação de</p><p>pronúncia, a qual ocorre umas vezes no interior da mesma norma culta (cf. por</p><p>ex., cacto ou cato, dicção ou dição, sector ou setor, etc.), outras vezes entre normas cultas distintas</p><p>(cf., por ex., facto, receção em Portugal, mas fato, recepção no Brasil).</p><p>A solução que se propõe para estes casos, no novo texto ortográfico, consagra a dupla grafia (v.</p><p>Base IV, 1º c).</p><p>A estes casos de grafia dupla devem acrescentar-se as poucas variantes do tipo</p><p>de súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, amnistia e anistia, aritmética e arimética, nas</p><p>quais a oscilação da pronúncia se verifica quanto às consoantes b, g, m e t (v. Base IV, 2º).</p><p>O número de palavras abrangidas pela dupla grafia é de cerca de 0,5% do vocabulário geral da</p><p>língua, o que é pouco significativo (ou seja, pouco mais de 575 palavras em cerca de 110.000),</p><p>embora nele se incluam também alguns vocábulos de uso muito frequente.</p><p>4.2. Justificação da supressão de consoantes não articuladas (Base IV 1º b)</p><p>As razões que levaram à supressão das consoantes mudas ou não articuladas em palavras</p><p>como ação (acção), ativo (activo), diretor (director), ótimo (óptimo) foram essencialmente as</p><p>seguintes:</p><p>a)O argumento de que a manutenção de tais consoantes se justifica por motivos de ordem</p><p>etimológica, permitindo assinalar melhor a similaridade com as palavras congêneres das outras</p><p>línguas românicas, não tem consistência. Por outro lado, várias consoantes etimológicas se foram</p><p>perdendo na evolução das palavras ao longo da história da língua portuguesa. Vários são, por outro</p><p>lado, os exemplos de palavras deste tipo, pertencentes a diferentes línguas românicas, que, embora</p><p>provenientes do mesmo étimo latino, revelam incongruências quanto à conservação ou não das</p><p>referidas consoantes.</p><p>É o caso, por exemplo, da palavra objecto, proveniente do latim objectu-, que até agora conservava</p><p>o c, ao contrário do que sucede em francês (cf. objet), ou em espanhol (cf. objeto). Do mesmo</p><p>modo projecto (de projectu-) mantinha até agora a grafia com c, tal como acontece em espanhol</p><p>(cf. proyecto), mas não em francês (cf. projet). Nestes casos o italiano dobra a consoante, por</p><p>assimilação (cf. oggetto e progetto). A palavra vitória há muito se grafa sem c, apesar do</p><p>espanhol victoria, do francês victoire ou do italiano vittoria. Muitos outros exemplos se poderiam citar.</p><p>Aliás, não tem qualquer consistência a ideia de que a similaridade do português com as outras</p><p>línguas românicas passa pela manutenção de consoantes etimológicas do tipo mencionado.</p><p>Confrontem-se, por exemplo, formas como as seguintes: port. acidente (do lat. accidente-),</p><p>esp. accidente, fr. accident, it. accidente; port. dicionário (do lat. dictionariu-), esp. diccionario,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>43 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>fr. dictionnaire, it. dizionario; port. ditar (do lat. dictare), esp. dictar, fr. dicter, it. dettare;</p><p>port. estrutura (de structura-), esp. estructura, fr. structure, it. struttura; etc.</p><p>Em conclusão, as divergências entre as línguas românicas, neste domínio, são evidentes, o que não</p><p>impede, aliás, o imediato reconhecimento da similaridade entre tais formas. Tais divergências</p><p>levantam dificuldades à memorização da norma gráfica, na aprendizagem destas línguas, mas não é</p><p>com certeza a manutenção de consoantes não articuladas em português que vai facilitar aquela</p><p>tarefa.</p><p>b)A justificação de que as ditas consoantes mudas travam o fechamento da vogal precedente</p><p>também é de fraco valor, já que, por um lado, se mantêm na língua palavras com vogal pré-tónica</p><p>aberta, sem a presença de qualquer sinal diacrítico, como em corar, padeiro, oblação, pregar (= fazer</p><p>uma prédica), etc., e, por outro, a conservação de tais consoantes não impede a tendência para o</p><p>ensurdecimento da vogal anterior em casos como accionar, actual, actualidade, exactidão, tactear,</p><p>etc.</p><p>c)É indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das</p><p>palavras em que elas ocorriam.</p><p>De fato, como é que uma criança de 6-7 anos pode compreender que em palavras</p><p>como concepção, excepção, recepção, a consoante não articulada é um p, ao passo que em</p><p>vocábulos como correcção, direcção, objecção, tal consoante é um c?</p><p>Só à custa de um enorme esforço de memorização que poderá ser vantajosamente canalizado para</p><p>outras áreas da aprendizagem da língua.</p><p>d)A divergência de grafias existente neste domínio entre a norma lusitana, que teimosamente</p><p>conserva consoantes que não se articulam em todo o domínio geográfico da língua portuguesa, e a</p><p>norma brasileira, que há muito suprimiu tais consoantes, é incompreensível para os lusitanistas</p><p>estrangeiros, nomeadamente para professores e estudantes de português, já que lhes cria</p><p>dificuldades suplementares, nomeadamente na consulta dos dicionários, uma vez que as palavras em</p><p>causa vêm em lugares diferentes da ordem alfabética, conforme apresentam ou não a consoante</p><p>muda.</p><p>e)Uma outra razão, esta de natureza psicológica, embora nem por isso menos importante, consiste</p><p>na convicção de que não haverá unificação ortográfica da língua portuguesa se tal disparidade não</p><p>for revolvida.</p><p>f)Tal disparidade ortográfica só se pode resolver suprimindo da escrita as consoantes não articuladas,</p><p>por uma questão de coerência, já que a pronúncia as ignora, e não tentando impor a sua grafia</p><p>àqueles que há muito as não escrevem, justamente por elas não se pronunciarem.</p><p>4.3. Incongruências aparentes</p><p>A aplicação do princípio, baseado no critério da pronúncia, de que as consoantes c e p em certas</p><p>sequências consonânticas se suprimem, quando não articuladas, conduz a algumas incongruências</p><p>aparentes, conforme sucede em palavras como apocalítico ou Egito (sem p, já que este não se</p><p>pronuncia), a par de apocalipse ou egipcio (visto que aqui o p se articula), noturno (sem c, por este</p><p>ser mudo), ao lado de noctívago (com c por este se pronunciar), etc.</p><p>Tal incongruência é apenas aparente. De fato, baseando-se a conservação ou supressão daquelas</p><p>consoantes no critério da pronúncia, o que não faria sentido era mantê-las, em certos casos, por</p><p>razões de parentesco lexical. Se se abrisse tal exceção, o utente, ao ter que escrever determinada</p><p>palavra, teria que recordar previamente, para não cometer erros, se não haveria outros vocábulos da</p><p>mesma família que se escrevessem com este tipo de consoante.</p><p>Aliás, divergências ortográficas do mesmo tipo das que agora se propõem foram já aceites nas Bases</p><p>de</p><p>1945 (v. Base VI, último parágrafo), que consagraram grafias como assunção ao lado</p><p>de assumptivo, cativo, a par de captor e captura, dicionário, mas dicção, etc. A razão então aduzida</p><p>foi a de que tais palavras entraram e se fixaram na língua em condições diferentes. A justificação da</p><p>grafia com base na pronúncia é tão nobre como aquela razão.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>44 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>4.4. Casos de dupla grafia (Base IV, 1º c, d e 2º)</p><p>Sendo a pronúncia um dos critérios em que assenta a ortografia da língua portuguesa, é inevitável</p><p>que se aceitem grafias duplas naqueles casos em que existem divergências de articulação quanto às</p><p>referidas consoantes ce p e ainda em outros casos de menor significado. Torna-se, porém,</p><p>praticamente impossível enunciar uma regra clara e abrangente dos casos em que há oscilação entre</p><p>o emudecimento e a prolação daquelas consoantes, já que todas as sequências consonânticas</p><p>enunciadas, qualquer que seja a vogal precedente, admitem as duas alternativas: cacto e cato,</p><p>caracteres e carateres, dicção e dição, facto e fato, sector e setor; ceptro e cetro; concepção e conce</p><p>ção, recepção e receção; assumpção e assunção, peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso;</p><p>etc.</p><p>De um modo geral pode dizer-se que, nestes casos, o emudecimento da consoante (exceto</p><p>em dicção, facto, sumptuoso e poucos mais) se verifica, sobretudo, em Portugal e nos países</p><p>africanos, enquanto no Brasil há oscilação entre a prolação e o emudecimento da mesma consoante.</p><p>Também os outros casos de dupla grafia (já mencionados em 4.1.), do tipo</p><p>de súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, omnisciente e onisciente, aritmética e arimética</p><p>, muito menos relevantes em termos quantitativos do que os anteriores, se verificam sobretudo no</p><p>Brasil.</p><p>Trata-se, afinal, de formas divergentes, isto é, do mesmo étimo. As palavras sem consoante, mais</p><p>antigas e introduzidas na língua por via popular, foram já usadas em Portugal e encontram-se</p><p>nomeadamente em escritores dos séculos XVI e XVII.</p><p>Os dicionários da língua portuguesa, que passarão a registrar as duas formas, em todos os casos de</p><p>dupla grafia, esclarecerão, tanto quanto possível, sobre o alcance geográfico e social desta oscilação</p><p>de pronúncia.</p><p>5.Sistema de acentuação gráfica (Bases VIII a XIII)</p><p>5.1.Análise geral da questão</p><p>O sistema de acentuação gráfica do português atualmente em vigor, extremamente complexo e</p><p>minucioso, remonta essencialmente à Reforma Ortográfica de 1911.</p><p>Tal sistema não se limita, em geral, a assinalar apenas a tonicidade das vogais sobre as quais</p><p>recaem os acentos gráficos, mas distingue também o timbre destas.</p><p>Tendo em conta as diferenças de pronúncia entre o português europeu e o do Brasil, era natural que</p><p>surgissem divergências de acentuação gráfica entre as duas realizações da língua.</p><p>Tais divergências têm sido um obstáculo à unificação ortográfica do português.</p><p>É certo que em 1971, no Brasil, e em 1973, em Portugal, foram dados alguns passos significativos no</p><p>sentido da unificação da acentuação gráfica, como se disse atrás. Mas, mesmo assim, subsistem</p><p>divergências importantes neste domínio, sobretudo no que respeita à acentuação das paroxítonas.</p><p>Não tendo tido viabilidade prática a solução fixada na Convenção Ortográfica de 1945, conforme já foi</p><p>referido, duas soluções eram possíveis para se procurar resolver esta questão.</p><p>Uma era conservar a dupla acentuação gráfica, o que constituía sempre um espinho contra a</p><p>unificação da ortografia.</p><p>Outra era abolir os acentos gráficos, solução adotada em 1986, no Encontro do Rio de Janeiro.</p><p>Esta solução, já preconizada no I Simpósio Luso-Brasileiro sobre a Língua Portuguesa</p><p>Contemporânea, realizada em 1967 em Coimbra, tinha sobretudo a justificá-la o fato de a língua oral</p><p>preceder a língua escrita, o que leva muitos utentes a não empregarem na prática os acentos</p><p>gráficos, visto que não os consideram indispensáveis à leitura e compreensão dos textos escritos.</p><p>A abolição dos acentos gráficos nas palavras proparoxítonas e paroxítonas, preconizada no Acordo</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>45 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>de 1986, foi, porém, contestada por uma larga parte da opinião pública portuguesa, sobretudo por tal</p><p>medida ir contra a tradição ortográfica e não tanto por estar contra a prática ortográfica.</p><p>A questão da acentuação gráfica tinha, pois, de ser repensada.</p><p>Neste sentido, desenvolveram-se alguns estudos e fizeram-se vários levantamentos estatísticos com</p><p>o objetivo de se delimitarem melhor e quantificarem com precisão as divergências existentes nesta</p><p>matéria.</p><p>5.2.Casos de dupla acentuação</p><p>5.2.1.Nas proparoxítonas (Base XI)</p><p>Verificou-se assim que as divergências, no que respeita às proparoxítonas, se circunscrevem</p><p>praticamente, como já foi destacado atrás, ao caso das vogais tônicas e e o, seguidas das</p><p>consoantes nasais m e n, com as quais aquelas não formam sílaba (v. Base XI, 3º).</p><p>Estas vogais soam abertas em Portugal e nos países africanos recebendo, por isso, acento agudo,</p><p>mas são do timbre fechado em grande parte do Brasil, grafando-se por conseguinte com acento</p><p>circunflexo: académico/ acadêmico, cómodo/ cômodo, efémero/ efêmero, fenómeno/ fenômeno, génio</p><p>/ gênio, tónico/ tônico, etc.</p><p>Existem uma ou outra exceção a esta regra, como, por exemplo, cômoro e sêmola, mas estes casos</p><p>não são significativos.</p><p>Costuma, por vezes, referir-se que o a tônico das proparoxítonas, quando seguido de m ou n com</p><p>que não forma sílaba, também está sujeito à referida divergência de acentuação gráfica. Mas tal não</p><p>acontece, porém, já que o seu timbre soa praticamente sempre fechado nas pronúncias cultas da</p><p>língua, recebendo, por isso, acento circunflexo: âmago, ânimo, botânico, câmara, dinâmico, gerânio,</p><p>pânico, pirâmide.</p><p>As únicas exceções a este princípio são os nomes próprios de origem</p><p>grega Dánae/ Dânae e Dánao/ Dânao.</p><p>Note-se que se as vogais e e o, assim como a, formam sílaba com as consoantes m ou n, o seu</p><p>timbre é sempre fechado em qualquer pronúncia culta da língua, recebendo, por isso, acento</p><p>circunflexo: êmbolo, amêndoa, argênteo, excêntrico, têmpera; anacreôntico, cômputo, recôndito,</p><p>cânfora, Grândola, Islândia, lâmpada, sonâmbulo, etc.</p><p>5.2.2.Nas paroxítonas (Base IX)</p><p>Também nos casos especiais de acentuação das paroxítonas ou graves (v. Base IX, 2º), algumas</p><p>palavras que contêm as vogais tônicas e e o em final de sílaba, seguidas das consoantes</p><p>nasais m e n, apresentam oscilação de timbre, nas pronúncias cultas da língua.</p><p>Tais palavras são assinaladas com acento agudo, se o timbre da vogal tônica é aberto, ou com</p><p>acento circunflexo, se o timbre é fechado: fémur ou fêmur, Fénix ou Fênix, ónix ou ônix, sémen ou</p><p>sêmen, xénon ou xênon; bónus ou bônus, ónus ou ônus, pónei ou pônei, ténis ou tênis, Vénus ou Vên</p><p>us; etc. No total, estes são pouco mais de uma dúzia de casos.</p><p>5.2.3.Nas oxítonas (Base VIII)</p><p>Encontramos igualmente nas oxítonas (v. Base VIII, 1º a, Obs.) algumas divergências de timbre em</p><p>palavras terminadas em e tônico, sobretudo provenientes do francês. Se esta vogal tônica soa aberta,</p><p>recebe acento agudo; se soa fechada, grafa-se com acento circunflexo. Também aqui os exemplos</p><p>pouco ultrapassam as duas dezenas: bebé ou bebê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou</p><p>guichê, matiné ou matinê, puré ou purê; etc. Existe também um caso ou outro de oxítonas terminadas</p><p>em o ora aberto ora fechado, como sucede em cocó ou cocô, ró ou rô.</p><p>A par de casos como este há formas oxítonas terminadas em o fechado, às quais se opõem variantes</p><p>paroxítonas, como acontece em judô e judo, metrô e metro, mas tais casos são muito raros.</p><p>5.2.4.Avaliação estatística dos casos de dupla acentuação gráfica</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>46 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Tendo em conta o levantamento estatístico que se fez na Academia das Ciências de Lisboa, com</p><p>base no já referido corpus de cerca de 110.000 palavras do vocabulário geral</p><p>da língua, verificou-se</p><p>que os citados casos de dupla acentuação gráfica abrangiam aproximadamente 1,27% (cerca de</p><p>1.400 palavras). Considerando que tais casos se encontram perfeitamente delimitados, como se</p><p>referiu atrás, sendo assim possível enunciar a regra de aplicação, optou-se por fixar a dupla</p><p>acentuação gráfica como a solução menos onerosa para a unificação ortográfica da língua</p><p>portuguesa.</p><p>5.3.Razões da manutenção dos acentos gráficos nas proparoxítonas e paroxítonas</p><p>Resolvida a questão dos casos de dupla acentuação gráfica, como se disse atrás, já não tinha</p><p>relevância o principal motivo que levou em 1986 a abolir os acentos nas palavras proparoxítonas e</p><p>paroxítonas.</p><p>Em favor da manutenção dos acentos gráficos nestes casos, ponderaram-se, pois, essencialmente as</p><p>seguintes razões:</p><p>a)Pouca representatividade (cerva de 1,27%) dos casos de dupla acentuação.</p><p>b)Eventual influência da língua escrita sobre a língua oral, com a possibilidade de, sem acentos</p><p>gráficos, se intensificar a tendência para a paroxitonia, ou seja, deslocação do acento tônico da</p><p>antepenúltima para a penúltima sílaba, lugar mais frequente de colocação do acento tônico em</p><p>português.</p><p>c)Dificuldade em apreender corretamente a pronúncia em termos de âmbito técnico e científico,</p><p>muitas vezes adquiridos através da língua escrita (leitura).</p><p>d)Dificuldades causadas, com a abolição dos acentos, à aprendizagem da língua, sobretudo quando</p><p>esta se faz em condições precárias, como no caso dos países africanos, ou em situação de auto-</p><p>aprendizagem.</p><p>e)Alargamento, com a abolição dos acentos gráficos, dos casos de homografia, do tipo de análise(s)/</p><p>analise(v.), fábrica(s.)/ fabrica(v.), secretária(s.)/ secretaria(s. ou v.), vária(s.)/ varia(v.), etc., casos</p><p>que apesar de dirimíveis pelo contexto sintático, levantariam por vezes algumas dúvidas e</p><p>constituiriam sempre problema para o tratamento informatizado do léxico.</p><p>f)Dificuldade em determinar as regras de colocação do acento tônico em função da estrutura mórfica</p><p>da palavra. Assim, as proparoxítonas, segundo os resultados estatísticos obtidos da análise de</p><p>um corpus de 25.000 palavras, constituem 12%. Destes, 12%, cerca de 30% são falsas esdrúxulas</p><p>(cf. génio, água, etc.). Dos 70% restantes, que são as verdadeiras proparoxítonas (cf. cômodo,</p><p>gênero, etc.), aproximadamente 29% são palavras que terminam em –ico /–ica (cf. ártico, econômico,</p><p>módico, prático, etc.). Os restantes 41% de verdadeiras esdrúxulas distribuem-se por cerca de</p><p>duzentas terminações diferentes, em geral de caráter erudito (cf. espírito, ínclito,</p><p>púlpito;filólogo; filósofo; esófago; epíteto; pássaro; pêsames; facílimo; lindíssimo; parêntesis; etc.).</p><p>5.4.Supressão de acentos gráficos em certas palavras oxítonas e paroxítonas (Bases VIII, IX e</p><p>X)</p><p>5.4.1.Em casos de homografia (Bases VIII, 3º e IX, 9º e 10º)</p><p>O novo texto ortográfico estabelece que deixem de se acentuar graficamente palavras do tipo</p><p>de para (á), flexão de parar, pelo (ê), substantivo, pelo (é), flexão de pelar, etc., as quais são</p><p>homógrafas, respectivamente, das proclíticas para, preposição, pelo, contração de per e lo, etc.</p><p>As razões por que se suprime, nestes casos, o acento gráfico são as seguintes:</p><p>a)Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de</p><p>1945, em Portugal, e pela Lei nº 5.765, de 18/12/1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por</p><p>exemplo: acerto (ê),substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo</p><p>(ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locação de cor; sede (ê) e sede</p><p>(é), ambos substantivos; etc.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>47 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>b)Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais</p><p>diferentes, o contexto sintático permite distinguir claramente tais homógrafas.</p><p>5.4.2.Em paroxítonas com os ditongos ei e oi na sílaba tônica (Base IX, 3º)</p><p>O novo texto ortográfico propõe que não se acentuem graficamente os ditongos ei e oi tônicos das</p><p>palavras paroxítonas. Assim, palavras como assembleia, boleia, ideia, que na norma gráfica brasileira</p><p>se escrevem com acento agudo, por o ditongo soar aberto, passarão a escrever-se sem acento, tal</p><p>como aldeia, baleia, cheia, etc.</p><p>Do mesmo modo, palavras como comboio, dezoito, estroina, etc., em que o timbre do ditongo oscila</p><p>entre a abertura e o fechamento, oscilação que se traduz na facultatividade do emprego do acento</p><p>agudo no Brasil, passarão a grafar-se sem acento.</p><p>A generalização da supressão do acento nestes casos justifica-se não apenas por permitir eliminar</p><p>uma diferença entre a prática ortográfica brasileira e a lusitana, mas ainda pelas seguintes razões:</p><p>a) Tal supressão é coerente com a já consagrada eliminação do acento em casos de homografia</p><p>heterofônica (v. Base IX, 10º, e, neste texto atrás, 5.4.1.), como sucede, por exemplo, em acerto,</p><p>substantivo, e acerto, flexão de acertar, acordo, substantivo, e acordo, flexão de acordar, fora, flexão</p><p>de ser e ir, e fora, advérbio, etc.</p><p>b)No sistema ortográfico português não se assinala, em geral, o timbre das vogais tônicas a,</p><p>e e o das palavras paroxítonas, já que a língua portuguesa se caracteriza pela sua tendência para a</p><p>paroxitonia. O sistema ortográfico não admite, pois, a distinção entre, por exemplo cada (â) e fada</p><p>(á), para (â) e tara (á); espelho (ê) e velho (é), janela (é) e janelo (ê), escrevera (ê), flexão</p><p>de escrever, e Primavera (é); moda (ó) e toda (ô), virtuosa (ó) e virtuoso (ô); etc.</p><p>Então, se não se torna necessário, nestes casos, distinguir pelo acento gráfico o timbre da vogal</p><p>tónica, por que se há-de usar o diacrítico para assinalar a abertura dos ditongos ei e oi nas</p><p>paroxítonas, tendo em conta que o seu timbre nem sempre é uniforme e a presença do acento</p><p>constituiria um elemento perturbador da unificação ortográfica?</p><p>5.4.3.Em paroxítons do tipo de abençoo, enjoo, voo, etc. (Base IX, 8º)</p><p>Por razões semelhantes às anteriores, o novo texto ortográfico consagra também a abolição do</p><p>acento circunflexo, vigente no Brasil, em palavras paroxítonas como abençoo, flexão</p><p>de abençoar, enjoo, substantivo e flexão de enjoar, moo, flexão de moer, povoo, flexão</p><p>de povoar, voo, substantivo e flexão de voar, etc.</p><p>O uso do acento circunflexo não tem aqui qualquer razão de ser, já que ele ocorre em palavras</p><p>paroxítonas cuja vogal tônica apresenta a mesma pronúncia em todo o domínio da língua portuguesa.</p><p>Além de não ter, pois, qualquer vantagem nem justificação, constitui um fator que perturba a</p><p>unificação do sistema ortográfico.</p><p>5.4.4.Em formas verbais com u e ui tônicos, precedidos de g e q (Base X, 7º)</p><p>Não há justificação para se acentuarem graficamente palavras como apazigue, arguem, etc., já que</p><p>estas formas verbais são paroxítonas e a vogal u é sempre articulada, qualquer que seja a flexão do</p><p>verbo respectivo.</p><p>No caso de formas verbais como argui, delinquis, etc., também não há justificação para o acento, pois</p><p>se trata de oxítonas terminadas no ditongo tónico ui, que como tal nunca é acentuado graficamente.</p><p>Tais formas só serão acentuadas se a seqüência ui não formar ditongo e a vogal tônica for i, como,</p><p>por exemplo, arguí (1a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo).</p><p>6.Emprego do hífen (Bases XV a XVIII)</p><p>6.1.Estado da questão</p><p>No que respeita ao emprego do hífen, não há propriamente divergências assumidas entre a norma</p><p>ortográfica lusitana e a brasileira. Ao compulsarmos, porém, os dicionários portugueses e brasileiros</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>48 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>e ao lermos, por exemplo, jornais e revistas, deparam-se-nos muitas oscilações e um largo número</p><p>de formações vocabulares com grafia dupla, ou seja, com hífen e sem hífen, o que aumenta</p><p>desmesurada e desnecessariamente as entradas lexicais dos dicionários. Estas oscilações verificam-</p><p>se sobretudo nas formações por prefixação e na chamada</p><p>recomposição, ou seja, em formações com</p><p>pseudoprefixos de origem grega ou latina.</p><p>Eis alguns exemplos de tais oscilações: ante-rosto e anterrosto, co-educação e coeducação, pré-</p><p>frontal e prefrontal, sobre-saia e sobressaia, sobre-saltar e sobressaltar, aero-espacial e aeroespacial,</p><p>auto-aprendizagem e autoaprendizagem, agro-industrial e agroindustrial, agro-pecuária e</p><p>agropecuária, alvéolo-dental e alveolodental, bolbo-raquidiano e bolborraquidiano, geo-história e</p><p>geoistória, micro-onda e microonda; etc.</p><p>Estas oscilações são, sem dúvida, devidas a uma certa ambiguidade e falta de sistematização das</p><p>regras que sobre esta matéria foram consagradas no texto de 1945. Tornava-se, pois, necessário</p><p>reformular tais regras de modo mais claro, sistemático e simples. Foi o que se tentou fazer em 1986.</p><p>A simplificação e redução operadas nessa altura, nem sempre bem compreendidas, provocaram</p><p>igualmente polêmica na opinião pública portuguesa, não tanto por uma ou outra incongruência</p><p>resultante da aplicação das novas regras, mas sobretudo por alterarem bastante a prática ortográfica</p><p>neste domínio.</p><p>A posição que agora se adota, muito embora tenha tido em conta as críticas fundamentadas ao texto</p><p>de 1986, resulta, sobretudo, do estudo do uso do hífen nos dicionários portugueses e brasileiros,</p><p>assim como em jornais e revistas.</p><p>6.2.O hífen nos compostos (Base XV)</p><p>Sintetizando, pode dizer-se que, quanto ao emprego do hífen nos compostos, locuções e</p><p>encadeamentos vocabulares, se mantém o que foi estatuído em 1945, apenas se reformulando as</p><p>regras de modo mais claro, sucinto e simples.</p><p>De fato, neste domínio não se verificam praticamente divergências nem nos dicionários nem na</p><p>imprensa escrita.</p><p>6.3.O hífen nas formas derivadas (Base XVI)</p><p>Quanto ao emprego do hífen nas formações por prefixação e também por recomposição, isto é, nas</p><p>formações com pseudoprefixos de origem grega ou latina, apresenta-se alguma inovação. Assim,</p><p>algumas regras são formuladas em termos contextuais, como sucede nos seguintes casos:</p><p>a)Emprega-se o hífen quando o segundo elemento da formação começa por h ou pela mesma vogal</p><p>ou consoante com que termina o prefixo ou pseudoprefixo (por ex. anti-higiênico, contra-</p><p>almirante, hiper-resistente).</p><p>b)Emprega-se o hífen quando o prefixo ou falso prefixo termina em m e o segundo elemento começa</p><p>por vogal, m ou n (por ex. circum-murado, pan-africano).</p><p>As restantes regras são formuladas em termos de unidades lexicais, como acontece com oito delas</p><p>(ex-, sota- e soto-, vice- e vizo-; pós-, pré- e pró-).</p><p>Noutros casos, porém, uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte:</p><p>a)Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa</p><p>por r ou s, estas consoantes dobram-se, como já acontece com os termos técnicos e científicos (por</p><p>ex. antirreligioso, microssistema).</p><p>b)Nos casos em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por</p><p>vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen, como já sucede igualmente no</p><p>vocabulário científico e técnico (por ex. antiaéreo, aeroespacial)</p><p>6.4.O hífen na ênclise e tmese (Base XVII)</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>49 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Quanto ao emprego do hífen na ênclise e na tmese mantêm-se as regras de 1945, exceto no caso</p><p>das formas hei de, hás de, há de, etc., em que passa a suprimir-se o hífen. Nestas formas verbais o</p><p>uso do hífen não tem justificação, já que a preposição de funciona ali como mero elemento de ligação</p><p>ao infinitivo com que se forma a perífrase verbal (cf. hei de ler, etc.), na qual de é mais proclítica do</p><p>que apoclítica.</p><p>7.Outras alterações de conteúdo</p><p>7.1.Inserção do alfabeto (Base I)</p><p>Uma inovação que o novo texto de unificação ortográfica apresenta, logo na Base I, é a inclusão do</p><p>alfabeto, acompanhado das designações que usualmente são dadas às diferentes letras. No alfabeto</p><p>português passam a incluir-se também as letras k, w e y, pelas seguintes razões:</p><p>a)Os dicionários da língua já registram estas letras, pois existe um razoável número de palavras do</p><p>léxico português iniciado por elas.</p><p>b)Na aprendizagem do alfabeto é necessário fixar qual a ordem que aquelas letras ocupam.</p><p>c)Nos países africanos de língua oficial portuguesa existem muitas palavras que se escrevem com</p><p>aquelas letras.</p><p>Apesar da inclusão no alfabeto das letras k, w e y, mantiveram-se, no entanto, as regras já fixadas</p><p>anteriormente, quanto ao seu uso restritivo, pois existem outros grafemas com o mesmo valor fônico</p><p>daquelas. Se, de fato, se abolisse o uso restritivo daquelas letras, introduzir-se-ia no sistema</p><p>ortográfico do português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar,</p><p>indiscriminadamente, por aquelas letras fonemas que já são transcritos por outras.</p><p>7.2.Abolição do trema (Base XIV)</p><p>No Brasil, só com a Lei nº 5.765, de 18/12/1971, o emprego do trema foi largamente restringido,</p><p>ficando apenas reservado às sequências gu e qu seguidas de e ou i, nas quais u se pronuncia</p><p>(cf. aguentar, arguente, eloquente, equestre, etc.).</p><p>O novo texto ortográfico propõe a supressão completa do trema, já acolhida, aliás, no Acordo de</p><p>1986, embora não figurasse explicitamente nas respectivas bases. A única ressalva, neste aspecto,</p><p>diz respeito a palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros com trema (cf. mülleriano,</p><p>de Müller, etc.).</p><p>Generalizar a supressão do trema é eliminar mais um fator que perturba a unificação da ortografia</p><p>portuguesa.</p><p>8.Estrutura e ortografia do novo texto</p><p>Na organização do novo texto de unificação ortográfica optou-se por conservar o modelo de estrutura</p><p>já adotado em 1986. Assim, houve a preocupação de reunir, numa mesma base, matéria afim,</p><p>dispersa por diferentes bases de textos anteriores, donde resultou a redução destas a vinte e uma.</p><p>Através de um título sucinto, que antecede cada base, dá-se conta do conteúdo nela consagrado.</p><p>Dentro de cada base adotou-se um sistema de numeração (tradicional) que permite uma melhor e</p><p>mais clara arrumação da matéria aí contida.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Acentuação Gráfica</p><p>Regras de Acentuação Gráfica</p><p>Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são as paroxíto-</p><p>nas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não</p><p>ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. Já as</p><p>proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas.</p><p>Proparoxítonas</p><p>Sílaba tônica: antepenúltima</p><p>As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:</p><p>trágico, patético, árvore</p><p>Paroxítonas</p><p>Sílaba tônica: penúltima</p><p>Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:</p><p>l fácil</p><p>n pólen</p><p>r cadáver</p><p>ps bíceps</p><p>x tórax</p><p>us vírus</p><p>i, is júri, lápis</p><p>om, ons iândom, íons</p><p>um, uns álbum, álbuns</p><p>ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos</p><p>ditongo oral (seguido ou não de s) jóquei, túneis</p><p>Observações:</p><p>1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam em "ens", não</p><p>(hifens, jovens).</p><p>2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super).</p><p>3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s), ia(s),</p><p>ue(s), ie(s), uo(s), io(s).</p><p>Exemplos:</p><p>várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início</p><p>Oxítonas</p><p>Sílaba tônica: última</p><p>Acentuam-se as oxítonas terminadas em:</p><p>a(s): sofá, sofás</p><p>e(s): jacaré, vocês</p><p>o(s): paletó,</p><p>avós</p><p>em, ens: ninguém, armazéns</p><p>A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos símbolos escritos sobre determinadas le-</p><p>tras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. De forma geral es-</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>tes acentos são usados para auxiliar a pronúncia de palavras que fogem do padrão prosódico mais</p><p>comum.</p><p>Acento Agudo</p><p>O acento agudo ( ´ ) é usado na maioria dos idiomas para assinalar geralmente uma vogal aberta ou</p><p>longa. Em português, aparece em todas as vogais tônicas na última sílaba ou na antepenúltima síla-</p><p>ba. Aparece também nos grupos "em" e "ens" (como em armazém, além, etc.) e para separar as le-</p><p>tras i e u dentro de um hiato (como em alaúde). Em idiomas como o holandês e o islandês, pode fun-</p><p>cionar como marca diferencial em palavras homônimas cujo significado não pode ser inferido pelo</p><p>contexto. Na escrita pinyin do mandarimindica o segundo tom, de baixo para cima. Em polonês pode</p><p>aparecer sobre as consoantes c e n para indicar a palatização (passando a ser pronunciadas como</p><p>/tch/ e /nh/).</p><p>Acento Grave</p><p>O acento grave (`) era usado geralmente para designar uma vogal curta ou grave em latim e grego.</p><p>Em português serve para marcar a crase. É de uso frequente em italiano e francês para marcar a</p><p>sílaba tônica de algumas palavras. Em norueguês e romeno, serve como acento para desambiguação</p><p>de palavras. Na escrita pinyin, indica o quarto tom, de cima para baixo.</p><p>Acento Circunflexo</p><p>O acento circunflexo (^) é um sinal diacrítico usado em português e galês tem função de marcar a</p><p>posição da sílaba tônica. No caso específico do português, aparece sobre as vogais a, e, o quando</p><p>são tônicas na última ou antepenúltima sílaba (p. ex.: lâmpada, pêssego, supôs) e têm timbre fecha-</p><p>do. Em francês é usado para marcar vogais longas decorrentes da supressão da letra s na evolução</p><p>histórica da palavra (p. ex. hospital → hôpital).</p><p>Cáron</p><p>O cáron (ˇ), ou circunflexo invertido, é um acento inexistente em português. Aparece em várias lín-</p><p>guas balto-eslavas e línguas urálicas sobre consoantes para indicar a palatização. Também indica o</p><p>terceiro tom na escrita pinyin do mandarim (alto - baixo - alto).</p><p>Til</p><p>O til é um sinal diacrítico cujo uso mais frequente é em português. Serve para indicar a nasalização</p><p>das vogais - atualmente somente nos ditongos ão, ãe, õe e isoladamente na vogal ã, mas no passado</p><p>podia aparecer também sobre a vogal e. Também aparece no espanhol sobre a letra n para indicar a</p><p>palatização (devendo ser pronunciada como /nh/) e no estoniano sobre a letra o para indicar uma</p><p>vogal intermediária entre /o/ e /e/.</p><p>Trema</p><p>O trema (¨) é um sinal gráfico presente em várias línguas românicas e línguas germânicas, e usado</p><p>em português do Brasil até o acordo ortográfico de 1990 sobre a letra u nos grupos que, qui, gue e</p><p>gui quando fossem pronunciados, como em freqüência e ungüento, uso ainda presente em espanhol.</p><p>Em francês, holandês e italiano, serve para marcar a segunda vogal de um hiato.</p><p>Em alemão, sueco e finlandês aparece sobre as vogais a, o e u para indicar que devem ser pronunci-</p><p>adas como vogais posteriores.</p><p>Cedilha</p><p>A cedilha (¸) é usada geralmente para indicar que uma consoante deve ser pronunciada de forma</p><p>sibilante. Em português, francês e turco aparece sob a letra c (ç) - no caso do turco, para indicar a</p><p>palatização. Em romeno aparece sob as letras s e t.</p><p>Anel</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O anel (˚) é um acento inexistente em português. Aparece nas línguas escandinavas sobre a letra</p><p>a (å) para indicar que deve ser pronunciada como /ó/. Também aparece em checosobre a letra u para</p><p>indicar que deve ser pronunciada como uma vogal longa.</p><p>Ogonek</p><p>O ogonek (˛) é um acento exclusivo do polonês, colocado abaixo das vogais nasais (ą, ę, ǫ, ų). Tem a</p><p>mesma função do til em português.</p><p>Regras básicas de acentuação em português</p><p>Monossílabos</p><p>Os monossílabos tônicos terminados em a, e ou o, seguidos ou não de s, são acentuados. [1]</p><p>Exemplos: pá, vá, gás, Brás, cá, má, pé, fé, mês, três, crê, vê, lê, sê, nós, pôs, xô, nó, pó, só.</p><p>Oxítonas ou agudas</p><p>As palavras oxítonas ou agudas (quando a última sílaba é a sílaba tônica) com a mesma terminação</p><p>dos monossílabos tônicos acentuados, com acréscimo do em e ens, são acentuadas. Também são</p><p>acentuadas as oxítonas terminadas nos ditongos éu, éi e ói. Exemplos: pará, vatapá, estás, irás, cajá,</p><p>você, café, Urupês, jacarés, jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó, alguém, armazéns,</p><p>vintém, parabéns, também, ninguém, aquém, refém, réu, céu, pastéis, herói.</p><p>Paroxítonas ou Graves</p><p>As palavras paroxítonas ou graves (quando a penúltima sílaba é a sílaba tônica) que possuem termi-</p><p>nação diferente das oxítonas acentuadas, são acentuadas. Exemplos: táxi, beribéri, lápis, grátis, jú-</p><p>ri,bónus/bônus, álbum, álbuns, nêutron, prótons, incrível, útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen, pólen,</p><p>éter, mártir, caráter, revólver, destróier, tórax, ónix/ônix, fénix/fênix, bíceps, fórceps, ímã, órfã, ímãs,</p><p>órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. São exceções as com prefixos como anti e super.</p><p>Proparoxítonas ou Esdrúxulas</p><p>As palavras proparoxítonas ou esdrúxulas (quando a antepenúltima sílaba é a sílaba tônica) são to-</p><p>das acentuadas. A vogal com timbre aberto é acentuada com um acento agudo, já a com timbre fe-</p><p>chado ou nasal é acentuada com um acento circunflexo. [1] Exemplos: lâmpada, relâmpago, Atlântico,</p><p>trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido.</p><p>Observação.: Palavras terminadas em encontro vocálico átono podem ser consideradas tanto paroxí-</p><p>tonas quanto proparoxítonas, e devem ser todas acentuadas. Encontros vocálicos átonos no fim de</p><p>palavras tanto podem ser entendidos como ditongos quanto como hiatos.</p><p>Exemplos: cárie, história, árduo, água, errôneo. FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda (2010). mini</p><p>Aurélio 8 ed. Curitiba: Positivo. p. 20. ISBN 85-385-4239-1 Verifique |isbn=(ajuda)</p><p>Exemplos: anéis, fiéis, papéis, céu, troféu, véu, constrói, dói, herói.</p><p>Hiatos</p><p>As letras i e u (seguidos ou não de s) quando em hiatos, são acentuados desde que estas letras se-</p><p>jam precedidas por vogal e que estejam isoladas em uma sílaba (só o i ou só o u).</p><p>Exemplos: a-í, ba-la-ús-tre, e-go-ís-ta, fa-ís-ca, vi-ú-vo, he-ro-í-na, sa-í-da, sa-ú-de.</p><p>Obs.: Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u, seguidos ou não do s, pois fogem</p><p>a regra das oxítonas acentuadas. Palavras como baú, saí, Anhangabaú, etc., são acentuadas não por</p><p>serem oxítonas, mas pelo i e u formarem sílabas sozinhos (hiato).</p><p>Não se acentuam hiatos que precedem as letras l, r, z, m, n, e o dígrafo nh. Exemplo contribuinte.</p><p>Acento Diferencial</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>pôde (pret. perf. do ind. de poder) de pode (pres. do ind. de poder);</p><p>pôr (verbo) de por (preposição);</p><p>têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) de tem (terceira pessoa do singular do verbo ter);</p><p>derivados do verbo ter têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa</p><p>do plural tem um acento circunflexo "^" mantém/mantêm;</p><p>vêm (terceira pessoa do plural do verbo vir) - vem (terceira pessoa do singular do verbo vir);</p><p>derivados do verbo vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa</p><p>do plural tem um acento circunflexo "^" provém/provêm.</p><p>Casos em que o acento diferencial é opcional:</p><p>Acento diferencial do pretérito: chegámos (1ª pessoa do plural no pretérito - indicativo) chegamos (1ª</p><p>pessoa do plural no presente - indicativo)</p><p>fôrma (substantivo) de forma (substantivo e verbo)</p><p>Após a reforma ortográfica, o acento diferencial foi quase totalmente eliminado da escrita, porém,</p><p>obviamente, a pronúncia continua a mesma.</p><p>Acentuação Gráfica</p><p>O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Toda palavra da língua</p><p>portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas</p><p>tônicas das pala-</p><p>vras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial em arte, a</p><p>final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso, notou que a sílaba tônica nem sem-</p><p>pre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento tônico,</p><p>mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a oralidade (fala) assim como o acento</p><p>gráfico está para a escrita (grafia).</p><p>Oxítonas</p><p>1. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e com</p><p>acento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s.</p><p>Exemplos:</p><p>a já, cajá, vatapá</p><p>as ás, ananás, mafuás</p><p>e fé, café, jacaré</p><p>es pés, pajés, pontapés</p><p>o pó, cipó, mocotó</p><p>os nós, sós, retrós</p><p>e crê, dendê, vê</p><p>es freguês, inglês, lês</p><p>o avô, bordô, metrô</p><p>os bisavôs, borderôs, propôs</p><p>2. São acentuados os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.</p><p>Exemplos: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo, pô-los etc.</p><p>3. Nunca se acentuam as oxítonas terminadas em i e u e em consoantes.</p><p>Exemplos: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor.</p><p>4. Nunca se acentuam os infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.</p><p>Exemplos: fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>5. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens.</p><p>Exemplos: alguém, armazém, também, parabéns, reféns.</p><p>Paroxítonas</p><p>1. Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em i, is, ã, ãs, ão, ãos,</p><p>us, l, um, uns, n, ps, r, x:</p><p>Exemplos:</p><p>i dândi, júri, táxi</p><p>is lápis, tênis, Clóvis</p><p>ã/ãs ímã, órfã, ímãs</p><p>ão/ãos bênção, órfão, órgãos</p><p>us bônus, ônus, vírus</p><p>l amável, fácil, imóvel</p><p>um/uns álbum, médium, quóruns</p><p>n albúmen, hífen, Nílton</p><p>ps bíceps, fórceps, tríceps</p><p>r César, mártir, revólver</p><p>x fênix, látex, tórax</p><p>Observação</p><p>As paroxítonas terminadas em -en perdem o acento no plural.</p><p>Exemplos: hifens, liquens.</p><p>2. Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são acentuados graficamente.</p><p>Exemplos: inter-humano, inter-racial, anti-ibérico, anti-humano, semi-hebdomadário, semi-infantil,</p><p>super-homem, super-requintado.</p><p>3. Não se acentuam graficamente as paroxítonas apenas porque apresentam vogais tônicas abertas</p><p>ou fechadas.</p><p>Exemplos: espelho, famosa, medo, ontem, socorro, pires, tela.</p><p>4. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento no i e no u tônicos das palavras paroxíto-</p><p>nas quando vierem depois de um ditongo decrescente. Se o i ou o u forem precedidos de ditongo</p><p>crescente, porém, o acento permanece.</p><p>Exemplos: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, guaíba, Guaíra.</p><p>Proparoxítonas</p><p>Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente.</p><p>Exemplos: abóbora, bússola, cântaro, dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora.</p><p>Casos especiais</p><p>1. Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éis, éu(s) e ói(s).</p><p>Exemplos: fiéis, céu, chapéus, herói, caracóis etc.</p><p>2. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras</p><p>paroxítonas.</p><p>Exemplos: alcateia, geleia, ideia, plateia, boia, joia, asteroide, heroico.</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>3. Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou são</p><p>seguidos de s.</p><p>Exemplos: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo.</p><p>4. Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não de s.</p><p>Exemplos: área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis.</p><p>5. Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais.</p><p>Exemplos: afã, coração, devoções, maçã, relação.</p><p>6. Depois do Acordo Ortográfico, não é mais acentuado o primeiro o do hiato oo.</p><p>Exemplos: enjoo, voo.</p><p>7. Depois do Acordo Ortográfico, não são mais acentuadas as formas verbais dissílabas terminadas</p><p>em eem.</p><p>Exemplos: creem, leem, veem, deem e correlatas.</p><p>8. Depois do Acordo Ortográfico, o trema não é mais utilizado.</p><p>Exemplos: frequente, tranquilo.</p><p>Observação</p><p>O trema permanece, porém, nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.</p><p>Exemplos: Müller, mülleriano.</p><p>9. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis,</p><p>(ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu com-</p><p>posto redarguir.</p><p>10. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, apazi-</p><p>guar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias</p><p>em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.</p><p>a) Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.</p><p>Exemplos:</p><p>verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.</p><p>verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.</p><p>b) Se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.</p><p>Exemplos:</p><p>verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.</p><p>verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.</p><p>Observação</p><p>a) A vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras.</p><p>b) No Brasil, a pronúncia mais corrente é a com a e i tônicos.</p><p>11. O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual manei-</p><p>ra. Depois do Acordo Ortográfico, passamos a usar apenas alguns acentos diferenciais.</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Exemplos:</p><p>pôde (pretérito perfeito do indicativo de poder) pode (presente do indicativo de poder)</p><p>pôr (verbo) por (preposição)</p><p>têm (3.a pessoa do plural do verbo ter) tem (3.a pessoa do singular do verbo</p><p>ter)</p><p>vêm (3.a pessoa do plural do verbo ter) vem (3.a pessoa do singular do verbo</p><p>ter)</p><p>Observações</p><p>a) O Acordo Ortográfico passou a aceitar a dupla grafia da palavra fôrma/forma, acentuada ou não.</p><p>b) Os derivados do verbo ter (conter, deter, manter etc.) seguem a mesma regra do verbo ter.</p><p>Exemplos:</p><p>Ele contém Eles contêm</p><p>Ele detém Eles detêm</p><p>Ele mantém Eles mantêm</p><p>c) Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, pé-</p><p>la(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.</p><p>Exemplos:</p><p>Ele para o carro.</p><p>Ele foi ao polo Norte.</p><p>Ele gosta de jogar polo.</p><p>Esse gato tem pelos brancos.</p><p>Comi uma pera.</p><p>Acentuação</p><p>Gramática</p><p>O Novo Acordo Ortográfico, em uso desde 2009, estabeleceu muitas mudanças nas regras de acen-</p><p>tuação gráfica.</p><p>Em se tratando de acentuação, devemos nos ater à questão das novas regras ortográficas da Língua</p><p>Portuguesa, as quais entraram em uso desde o dia 1º de janeiro de 2009. Como toda mudança impli-</p><p>ca adequação, o ideal é que façamos uso das novas regras o quanto antes.O estudo exposto a seguir</p><p>visa a aprofundar seus conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafar as palavras, le-</p><p>vando em consideração as regras de acentuação e o que foi proposto pelo novo acordo ortográfico.</p><p>Acentuação Tônica</p><p>A acentuação tônica refere-se à intensidade em que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aque-</p><p>la que é pronunciada de forma mais acentuada é a sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas</p><p>com menos intensidade, são denominadas de átonas.</p><p>De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:</p><p>Oxítonas: são aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.</p><p>Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel</p><p>Paroxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na penúltima sílaba.</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível</p><p>Proparoxítonas: são aquelas em que a sílaba</p><p>tônica evidencia-se na antepenúltima sílaba.</p><p>Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Regras fundamentais:</p><p>Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: analítico, hipérbole, jurídico, cólica.</p><p>Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em", seguidas ou não</p><p>do plural(s). Ex.: Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)</p><p>Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:</p><p>→ Monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de “s”.</p><p>Ex.: pá – pé – dó – há</p><p>→ Formas verbais terminadas em "a", "e", "o" tônicos seguidas de lo, la, los, las.</p><p>Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo.</p><p>Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:</p><p>→ i, is</p><p>Ex.: táxi – lápis – júri</p><p>→ us, um, uns</p><p>Ex.: vírus – álbuns – fórum</p><p>→ l, n, r, x, ps</p><p>Ex.: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps</p><p>→ ã, ãs, ão, ãos</p><p>Ex.: ímã – ímãs – órfão – órgãos</p><p>→ Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.</p><p>Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei</p><p>Regras especiais:</p><p>→ Os ditongos de pronúncia aberta "ei", "oi", que antes eram acentuados, perderam o acento com o</p><p>Novo Acordo. Veja na tabela a seguir alguns exemplos:</p><p>ANTES AGORA</p><p>Assembléia Assembleia</p><p>Idéia Ideia</p><p>Geléia Geleia</p><p>Jibóia Jiboia</p><p>Apóia (verbo apoiar) Apoia</p><p>Paranóico Paranoico</p><p>→ Quando "i" e "u" tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de "s", desde</p><p>que não sejam seguidos por "-nh", haverá acento:</p><p>ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís</p><p>Observação importante:</p><p>→ Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo:</p><p>ANTES AGORA</p><p>Bocaiúva Bocaiuva</p><p>Feiúra Feiura</p><p>Sauípe Sauipe</p><p>→ O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” foi abolido.</p><p>ANTES AGORA</p><p>crêem creem</p><p>lêem leem</p><p>vôo voo</p><p>enjôo enjoo</p><p>→ Não se acentuam as vogais "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:</p><p>Ex.: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba .</p><p>No entanto, em se tratando de palavra proparoxítona, haverá o acento, já que a regra de acentuação</p><p>das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:</p><p>Ex.: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo</p><p>→ As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e</p><p>seguido de "e" ou "i" não serão mais acentuadas.</p><p>ANTES AGORA</p><p>apazigúe (apaziguar) apazigue</p><p>averigúe (averiguar) averigue</p><p>argúi (arguir) argui</p><p>→ Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e dos seus com-</p><p>postos (conter, reter, advir, convir etc.).</p><p>SINGULAR PLURAL</p><p>ele tem eles têm</p><p>ele vem eles vêm</p><p>ele contém eles contêm</p><p>ele obtém eles obtêm</p><p>ele retém eles retêm</p><p>→ Não se acentuam mais as palavras homógrafas para diferenciá-las de outras semelhantes. Apenas</p><p>em algumas exceções, como:</p><p>A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda conti-</p><p>nua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indica-</p><p>tivo). O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciá-lo da preposição por.</p><p>Exemplos de palavras homógrafas:</p><p>pera (substantivo) - pera (preposição antiga)</p><p>para (verbo) - para (preposição)</p><p>pelo(s) (substantivo) - pelo (do verbo pelar)</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Pontuação</p><p>Os sinais de pontuação são recursos de linguagem empregados na língua escrita edesempenham a</p><p>função de demarcadores de unidades e de sinalizadores de limitesde estruturas sintáticas nos tex-</p><p>tos escritos. Assim, os sinais de pontuação cumprem o papel dos recursos prosódicos, utilizados na</p><p>fala para darmos ritmo, entoação e pausas e indicarmos os limites sintáticos e unidades de sentido.</p><p>Como na fala temos o contato direto com nossos interlocutores, contamos também com nossos ges-</p><p>tos para tentar deixar claro aquilo que queremos dizer. Na escrita, porém, são os sinais de pontuação</p><p>que garantem a coesão e a coerência interna dos textos, bem como os efeitos de sentidos dos enun-</p><p>ciados.</p><p>Vejamos, a seguir, quais são os sinais de pontuação que nos auxiliam nos processos de escrita:</p><p>Ponto ( . )</p><p>Indicar o final de uma frase declarativa:</p><p>Gosto de sorvete de goiaba.</p><p>b) Separar períodos:</p><p>Fica mais um tempo. Ainda é cedo.</p><p>c) Abreviar palavras:</p><p>Av. (Avenida)</p><p>V. Ex.ª (Vossa Excelência)</p><p>p. (página)</p><p>Dr. (doutor)</p><p>Dois-pontos ( : )</p><p>Iniciar fala de personagens:</p><p>O aluno respondeu:</p><p>– Parta agora!</p><p>b) Antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam</p><p>e/ou resumem ideias anteriores.</p><p>Esse é o problema dos caixas eletrônicos: não tem ninguém para auxiliar os mais idosos.</p><p>Anote o número do protocolo: 4254654258.</p><p>c) Antes de citação direta:</p><p>Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja</p><p>infinito enquanto dure.”</p><p>Reticências ( ... )</p><p>Indicar dúvidas ou hesitação:</p><p>Sabe... andei pensando em uma coisa... mas não é nada demais.</p><p>b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:</p><p>Quem sabe se tentar mais tarde...</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender a reflexão:</p><p>“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecí-</p><p>lia - José de Alencar)</p><p>d) Suprimir palavras em uma transcrição:</p><p>“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner)</p><p>Parênteses ( )</p><p>Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e também podem substituir a vírgula</p><p>ou o travessão:</p><p>Manuel Bandeira não pôde comparecer à Semana de Arte Moderna (1922).</p><p>"Uma manhã lá no Cajapió (Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma</p><p>grande tormenta no fim do verão.” (O milagre das chuvas no Nordeste- Graça Aranha)</p><p>Ponto de Exclamação ( ! )</p><p>Após vocativo</p><p>Ana, boa tarde!</p><p>b) Final de frases imperativas:</p><p>Cale-se!</p><p>c) Após interjeição:</p><p>Ufa! Que alívio!</p><p>d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:</p><p>Que pena!</p><p>Ponto de Interrogação ( ? )</p><p>Em perguntas diretas:</p><p>Quantos anos você tem?</p><p>b) Às vezes, aparece com o ponto de exclamação para enfatizar o enunciado:</p><p>Não brinca, é sério?!</p><p>Vírgula ( , )</p><p>De todos os sinais de pontuação, a vírgula é aquele que desempenha o maior número de fun-</p><p>ções. Ela é utilizada para marcar uma pausa do enunciado e tem a finalidade de nos indicar que os</p><p>termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma uni-</p><p>dade sintática. Por outro lado, quando há umarelação sintática entre termos da oração, não se pode</p><p>separá-los por meio de vírgula.</p><p>Antes de explicarmos quais são os casos em que devemos utilizar a vírgula, vamos explicar primeiro</p><p>os casos em que NÃO devemos usar a vírgula para separar os seguintes termos:</p><p>Sujeito de Predicado;</p><p>Objeto de Verbo;</p><p>Adjunto adnominal de nome;</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Complemento nominal de nome;</p><p>Predicativo do objeto do objeto;</p><p>Oração principal da Subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na</p><p>ordem inversa).</p><p>Casos em que devemos utilizar a vírgula:</p><p>A vírgula no interior da oração</p><p>Utilizada com o objetivo de separar o vocativo:</p><p>Ana, traga os relatórios.</p><p>O tempo, meus amigos, é o que nos confortará.</p><p>b) Utilizada com o objetivo de separar apostos:</p><p>Valdirene, minha prima de Natal, ligou para mim ontem.</p><p>Caio, o aluno do terceiro ano B, faltou à aula.</p><p>c) Utilizada com o objetivo de separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:</p><p>Quando chegar do trabalho, procurarei por você.</p><p>Os políticos, muitas vezes, são mentirosos.</p><p>d) Utilizada com o objetivo de separar elementos de uma enumeração:</p><p>Estamos contratando assistentes, analistas, estagiários.</p><p>Traga picolé de uva, groselha, morango, coco.</p><p>e) Utilizada com o objetivo de isolar expressões explicativas:</p><p>remissão / remisso</p><p>Observe também a origem latina:</p><p>excluir (de excludere) = exclusão</p><p>incluir (de includere) = inclusão...</p><p>c1) Verbos não terminados em DAR - DER - DIR - TER - TIR - MIR quando mudam o radical</p><p>recebem ç:</p><p>agir = ação</p><p>excetuar = exceção</p><p>proteger = proteção</p><p>promover = promoção</p><p>c2) Verbos que mantêm o radical recebem ç em derivações:</p><p>acomodar = acomodação</p><p>consolidar = consolidação</p><p>conter = contenção</p><p>fundar = fundação</p><p>fundir = fundição</p><p>remir = remição</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>reter = retenção</p><p>saudar = saudação</p><p>torcer = torção</p><p>distorcer = distorção</p><p>Observe também a origem latina:</p><p>manter (manutenere) = manutenção</p><p>nadar (natare) = natação</p><p>c3) Usa-se c ou ç após ditongo quando houver som de s:</p><p>eleição</p><p>traição</p><p>foice</p><p>c4) Nos sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, iço, nça, uça, uço.</p><p>barca = barcaça</p><p>rico = ricaço</p><p>cota = cotação</p><p>aguço = aguçar</p><p>merece = merecer</p><p>carne = carniça</p><p>canil = caniço</p><p>esperar = esperança</p><p>cara = carapuça</p><p>dente = dentuço</p><p>c5) Em palavras com origem árabe. As mais conhecidas são:</p><p>açafrão</p><p>açoite</p><p>açougue</p><p>açude</p><p>açúcar</p><p>açucena</p><p>alface</p><p>alvoroço</p><p>ceifa</p><p>celeste</p><p>cetim</p><p>cifra</p><p>Exceção:</p><p>arsenal</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>carmesim</p><p>safra</p><p>salada</p><p>sultão</p><p>c6) Em palavras com origem tupi. As mais conhecidas são:</p><p>araçá</p><p>açaí</p><p>babaçu</p><p>cacique</p><p>caiçara</p><p>camaçari</p><p>cipó</p><p>cupuaçu</p><p>Iguaçu</p><p>Iracema</p><p>juçara</p><p>maçaranduba</p><p>maniçoba</p><p>paçoca</p><p>piaçava</p><p>piraguaçu</p><p>Exceção (todas começam com som de s, menos cipó):</p><p>sabiá</p><p>sagui</p><p>saci</p><p>samambaia</p><p>sariguê</p><p>savana</p><p>Sergipe</p><p>siri</p><p>suçuarana</p><p>sucuri</p><p>sururu</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>c7) Em palavras com origem africana. As mais conhecidas são:</p><p>bagunça</p><p>caçamba</p><p>cachaça</p><p>caçula</p><p>cangaço</p><p>jagunço</p><p>lambança</p><p>miçanga</p><p>Exceção (todas começam com som de s):</p><p>sapeca</p><p>samba</p><p>senzala</p><p>serelepe</p><p>songamonga</p><p>sova (pancada)</p><p>Caso z / s</p><p>1) Emprega-se a letra s:</p><p>s1) Em palavras derivadas de uma primitiva grafada com s:</p><p>análise = analisar, analisado</p><p>pesquisa = pesquisar, pesquisado.</p><p>Exceção: catequese = catequizar.</p><p>s2) Após ditongo quando houver som de z:</p><p>Creusa</p><p>coisa</p><p>maisena</p><p>s3) Na conjugação dos verbos PÔR e QUERER:</p><p>(Ele) pôs</p><p>(Ele) quis</p><p>(Nós) pusemos</p><p>(Nós) quisemos</p><p>(Se eu) puser</p><p>(Se eu) quiser</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>s4) Em palavras terminadas em OSO, OSA (que significa “cheio de”):</p><p>horrorosa</p><p>gostoso</p><p>Exceção: gozo</p><p>s5) Nos sufixos gregos ASE, ESE, ISE, OSE:</p><p>frase</p><p>tese</p><p>crase</p><p>crise</p><p>osmose</p><p>Exceções: deslize e gaze.</p><p>s6) Nos sufxos ÊS, ESA, ESIA e ISA, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade,</p><p>profissão, estado social, títulos honoríficos.</p><p>chinês</p><p>chinesa</p><p>camponês</p><p>poetisa</p><p>burguês</p><p>burguesa</p><p>freguesia</p><p>Luísa</p><p>Heloísa</p><p>Exceção: Juíza (por derivar do masculino juiz).</p><p>z1) As terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos</p><p>de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:</p><p>escasso / escassez</p><p>macio / maciez</p><p>rígido / rigidez</p><p>sensato / sensatez</p><p>surdo / surdez</p><p>avaro / avareza</p><p>certo / certeza</p><p>duro / dureza</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>nobre / nobreza</p><p>pobre / pobreza</p><p>rico / riqueza</p><p>z2) Grafam-se com "z" as palavras derivadas com os sufixos</p><p>"zada, zal, zarrão, zeiro, zinho, zito, zona, zorra, zudo". O "z", neste caso, é uma consoante de</p><p>ligação com o infixo.</p><p>pazada</p><p>cafezal</p><p>homenzarrão</p><p>açaizeiro</p><p>papelzinho</p><p>cãozito</p><p>mãezona</p><p>mãozorra</p><p>pezudo</p><p>Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):</p><p>asa = asinha</p><p>riso = risinho</p><p>casa = casinha</p><p>Inês = Inesita</p><p>Teresa = Teresinha</p><p>z3) Em derivações resultando em verbos terminados com som de IZAR:</p><p>útil = utilizar</p><p>terror = aterrorizar</p><p>economia = economizar</p><p>Exceção (quando o radical das palavras de origem possuem o "s"):</p><p>análise = analisar</p><p>pesquisa = pesesquisar</p><p>improviso = improvisar</p><p>Exceção da Exceção: catequese = catequizar.</p><p>Caso ex / es</p><p>1) Como regra geral, as palavras que em latim se iniciavam por ex mantiveram a mesma grafia ao</p><p>passarem do latim clássico para o português.</p><p>expectorare > expectorar;</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>expansione > expansão;</p><p>expellere > expelir;</p><p>experimentu > experimento;</p><p>expiratione > expiração;</p><p>extrinsecu > extrínseco;</p><p>extensione > extensão;</p><p>Há, contudo, exceções. Algumas palavras que se escreviam com ex em latim evoluíram para es ao</p><p>passar do latim vulgar para o português.</p><p>excusare > escusar;</p><p>excavare > escavar;</p><p>exprimere > espremer;</p><p>extraneo > estranho;</p><p>extendere > estender;</p><p>O verbo "estender”, por exemplo, entrou para o léxico no século 13, originária do latim vulgar, quando</p><p>o “x” antes de consoante tornava-se “s”. O vocábulo “extensão” aparece no léxico de nossa língua no</p><p>século 18 e teve sua origem no latim clássico (extensione), quando a regra era manter o “x” de sua</p><p>origem (extensio). Tal como "extensão", escreve-se extenso, extensivo, extensibilidade, etc.</p><p>2) Já as palavras que se iniciavam por s em latim deram origem a derivados com es em português:</p><p>scapula > escápula;</p><p>scrotu > escroto;</p><p>spatula > espátula;</p><p>spectru > espectro;</p><p>speculare > especular;</p><p>spiral > espiral;</p><p>spontaneu > espontâneo;</p><p>spuma > espuma;</p><p>statura > estatura;</p><p>sterile > estéril</p><p>stertore > estertor;</p><p>strutura > estrutura;</p><p>Os termos médicos derivados de palavras gregas iniciadas por s também se escrevem com es em</p><p>português. Ex:</p><p>escotoma</p><p>esclerótica</p><p>esfenoide</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>esplâncnico</p><p>estase</p><p>estenose</p><p>estroma</p><p>Um equívoco primário consiste na confusão entre estase (do gr. stásis, parada, estagnação)</p><p>e êxtase (do gr. ekstásis - ek = fora de; stasis = estado, pelo latim extase). Também se deve</p><p>distinguir estrato (do latim stratu), com o sentido de camada, de extrato (do latim extractu), aquilo que</p><p>se extraiu de alguma coisa.</p><p>Caso sc</p><p>Utiliza-se SC em termos eruditos latinos, isto é, cuja etimologia manteve o radical latino:</p><p>abscesso (abscessus);</p><p>acrescer (accrescere);</p><p>adolescente (adolescentis);</p><p>aquiescer (acquiescere);</p><p>ascender (ascendere);</p><p>consciência (conscientia);</p><p>crescer (crescere);</p><p>descer (descendere);</p><p>disciplina (disciplina);</p><p>fascículo (fasciculus);</p><p>fascinar (fascinare);</p><p>florescer (florescere);</p><p>lascivo (lascivu);</p><p>nascer (nascere);</p><p>oscilar (oscillare);</p><p>obsceno (obscenus);</p><p>rescindir (rescindere);</p><p>víscera (viscus);</p><p>Caso c / qu e Forma Variantes</p><p>Existem palavras que podemos escrever com "c" e também com qu:</p><p>catorze / quatorze</p><p>cociente / quociente</p><p>cota / quota</p><p>cotidiano / quotidiano</p><p>cotizar / quotizar</p><p>E existem variantes aceitas para outras palavras:</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>abdome e abdômen</p><p>açoitar e açoutar</p><p>afeminado e efeminado</p><p>aluguel ou aluguer</p><p>arrebitar e rebitar</p><p>arremedar e remedar</p><p>assoalho e soalho</p><p>assobiar e assoviar</p><p>assoprar e soprar</p><p>Azalea e Azaleia</p><p>bêbado e bêbedo</p><p>bilhão e bilião</p><p>bílis e bile</p><p>bombo e bumbo</p><p>bravo e brabo</p><p>caatinga e catinga</p><p>cãibra e câimbra</p><p>carroçaria e carroceria</p><p>catucar e cutucar</p><p>chipanzé e chimpanzé</p><p>coisa e cousa</p><p>degelar e desgelar</p><p>dependurar e pendurar</p><p>derrubar e derribar</p><p>desenxavido e desenxabido</p><p>diabete e diabetes</p><p>embaralhar e baralhar</p><p>enfarte e infarto</p><p>entretenimento e entretimento</p><p>entoação e entonação</p><p>enumerar e numerar</p><p>espécime e espécimen</p><p>espuma e escuma</p><p>estalar e estralar</p><p>este e leste (pontos cardeais)</p><p>flauta e frauta</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>flecha e frecha</p><p>geringonça</p><p>Quero o meu suco com gelo e açúcar, ou melhor, somente gelo.</p><p>f) Utilizada com o objetivo de separar conjunções intercaladas:</p><p>Não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.</p><p>g) Utilizada com o objetivo de separar o complemento pleonástico antecipado:</p><p>A ele, nada mais abala.</p><p>h) Utilizada com o objetivo de isolar o nome do lugar na indicação de datas:</p><p>Goiânia, 01 de novembro de 2016.</p><p>Utilizada com o objetivo de separar termos coordenados assindéticos:</p><p>É pau, é pedra, é o fim do caminho.</p><p>Utilizada com o objetivo de marcar a omissão de um termo:</p><p>Ele gosta de fazer academia, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)</p><p>Casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:</p><p>Utilizamos a vírgula quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:</p><p>Os banqueiros estão cada vez mais ricos, e o povo, cada vez mais pobre.</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizaralguma ideia</p><p>(polissíndeto):</p><p>E eu canto, e eu danço, e bebo, e me jogo nos blocos de carnaval.</p><p>3) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que não retratam sentido de</p><p>adição (adversidade, consequência, por exemplo):</p><p>Chorou muito, e ainda não conseguiu superar a distância.</p><p>A vírgula entre orações</p><p>A vírgula é utilizada entre orações nas seguintes situações:</p><p>Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:</p><p>Meu filho, de quem só guardo boas lembranças, deixou-nos em fevereiro de 2000.</p><p>b) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das orações inicia-</p><p>das pela conjunção “e”:</p><p>Cheguei em casa, tomei um banho, fiz um sanduíche e fui direto ao supermercado.</p><p>Estudei muito, mas não consegui ser aprovada.</p><p>c) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se</p><p>estiverem antepostas à oração principal:</p><p>"No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o</p><p>gancho." (O selvagem - José de Alencar)</p><p>d) Para separar as orações intercaladas:</p><p>"– Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em estar plantando-a...”</p><p>e) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:</p><p>Quando sai o resultado, ainda não sei.</p><p>Ponto e vírgula ( ; )</p><p>Utilizamos ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros itens:</p><p>Antes de iniciar a escrita de um texto, o autor deve fazer-se as seguintes perguntas:</p><p>O que dizer;</p><p>A quem dizer;</p><p>Como dizer;</p><p>Por que dizer;</p><p>Quais objetivos pretendo alcançar com este texto?</p><p>Utilizamos ponto e vírgula para separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordena-</p><p>das nas quais já se tenha utilizado a vírgula:</p><p>“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente</p><p>vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde</p><p>moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso."</p><p>(O Visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)</p><p>Travessão ( — )</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Utilizamos o travessão para iniciar a fala de um personagem no discurso direto:</p><p>A mãe perguntou ao filho:</p><p>— Já lavou o rosto e escovou os dentes?</p><p>b) Utilizamos o travessão para indicar mudança do interlocutor nos diálogos:</p><p>— Filho, você já fez a sua lição de casa?</p><p>— Não se preocupe, mãe, já está tudo pronto.</p><p>c) Utilizamos o travessão para unir grupos de palavras que indicam itinerários:</p><p>Disseram-me que não existe mais asfalto na rodovia Belém—Brasília.</p><p>d) Utilizamos o travessão também para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:</p><p>Pelé — o rei do futebol — anunciou sua aposentadoria.</p><p>Aspas ( “ ” )</p><p>As aspas são utilizadas com as seguintes finalidades:</p><p>Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões,</p><p>neologismos, arcaísmos e expressões populares:</p><p>A aula do professor foi “irada”.</p><p>Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.</p><p>b) Indicar uma citação direta:</p><p>“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz</p><p>a mala”. (O prazer de viajar - Eça de Queirós)</p><p>FIQUE ATENTO!</p><p>Caso haja necessidade de destacar um termo que já está inserido em uma sentença destacada por</p><p>aspas, esse termo deve ser destacado com marcação simples ('), não dupla (").</p><p>Veja agora algumas observações relevantes:</p><p>Dispensam o uso da vírgula os termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem.</p><p>Observe:</p><p>Preferiram os sorvetes de creme, uva e morango.</p><p>Não gosto nem desgosto.</p><p>Não sei se prefiro Minas Gerais ou Goiás.</p><p>Caso os termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem aparecerem repetidos, com a fina-</p><p>lidade de enfatizar a expressão, o uso da vírgula é, nesse caso, obrigatório.</p><p>Observe:</p><p>Não gosto nem do pai, nem do filho, nem do cachorro, nem do gato dele.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Classes De Palavras</p><p>Bom, a língua portuguesa é um rico objeto de estudo – você certamente já percebeu isso. Por apre-</p><p>sentar tantas especificidades, é natural que ela fosse dividida em diferentes áreas, o que facilita sua</p><p>análise. Entre essas áreas, está a Morfologia, que é o estudo da estrutura, da formação e da classifi-</p><p>cação das palavras. Na Morfologia, as palavras são estudadas isoladamente, desconsiderando-se a</p><p>função que exercem dentro da frase ou do período, estudo realizado pela Sintaxe. Nos estudos morfo-</p><p>lógicos, as palavras estão agrupadas em dez classes, que podem ser chamadas de classes de palavras</p><p>ou classes gramaticais. São elas:</p><p>Substantivo: palavra que dá nome aos seres em geral, podendo nomear também ações, conceitos</p><p>físicos, afetivos e socioculturais, entre outros que não podem ser considerados “seres” no sentido literal</p><p>da palavra;</p><p>Artigo: palavra que se coloca antes do substantivo para determiná-lo de modo particular (definido) ou</p><p>geral (indefinido);</p><p>Adjetivo: palavra que tem por função expressar características, qualidades ou estados dos seres;</p><p>Numeral: palavra que exprime uma quantidade definida, exata de seres (pessoas, coisas etc.), ou a</p><p>posição que um ser ocupa em determinada sequência;</p><p>Pronome: palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome), definindo-lhe os limites de sig-</p><p>nificação;</p><p>Verbo: palavra que, por si só, exprime um fato (em geral, ação, estado ou fenômeno) e localiza-o no</p><p>tempo;</p><p>Advérbio: palavra invariável que se relaciona com o verbo para indicar as circunstâncias (de tempo, de</p><p>lugar, de modo etc.) em que ocorre o fato verbal;</p><p>Preposição: palavra invariável que liga duas outras palavras, estabelecendo entre elas determinadas</p><p>relações de sentido e dependência;</p><p>Conjunção: palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de mesma função em uma ora-</p><p>ção;</p><p>Interjeição: palavra (ou conjunto de palavras) que, de forma intensa e instantânea, exprime sentimen-</p><p>tos, emoções e reações psicológicas.</p><p>A classificação das palavras sofreu alterações ao longo do tempo, o que é normal, haja vista que a</p><p>língua é mutável, isto é, sofre alterações e adaptações de acordo com as necessidades dos falantes.</p><p>Classificar uma palavra não é tarefa fácil, porém, possível, prova disso é que na língua portuguesa</p><p>todos os vocábulos estão incluídos dentro de uma das dez classes de palavras. Conhecer a gramática</p><p>que rege nosso idioma é fundamental para aprimorarmos a comunicação. Foi por essa razão que o</p><p>Brasil Escola preparou uma seção voltada ao estudo das classes gramaticais. Nela você encontrará</p><p>diversos artigos que explicarão a morfologia da língua de maneira simples e direta por meio de textos</p><p>e variados exemplos.</p><p>A primeira gramática do ocidente foi de autoria de Dionísio de Trácia, que identificava</p><p>oito partes do</p><p>discurso: nome, verbo, particípio, artigo, preposição, pronome, advérbio e conjunção. Atualmente, são</p><p>reconhecidas dez classes gramaticais pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio,</p><p>verbo, conjunção, interjeição, preposição, artigo, numeral e pronome.</p><p>Como podemos observar, houve alterações ao longo do tempo quanto às classes de palavras. Isso</p><p>acontece porque a nossa língua é viva, e portanto vem sendo alterada pelos seus falantes o tempo</p><p>todo, ou seja, nós somos os responsáveis por estas mudanças que já ocorreram e pelas que ainda vão</p><p>ocorrer. Classificar uma palavra não é fácil, mas atualmente todas as palavras da língua portuguesa</p><p>estão incluídas dentro de uma das dez classes gramaticais dependendo das suas características. A</p><p>parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA (morfo = forma, logia = es-</p><p>tudo), ou seja, o estudo da forma.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Na morfologia, portanto, não estudamos as relações entre as palavras, o contexto em que são empre-</p><p>gadas, ou outros fatores que podem influenciá-la, mas somente a forma da palavra.</p><p>Há discordância entre os gramáticos quanto a algumas definições ou características das classes gra-</p><p>maticais, mas podemos destacar as principais características de cada classe de palavras:</p><p>SUBSTANTIVO – é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como tam-</p><p>bém sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.</p><p>Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.</p><p>ARTIGO – classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos,</p><p>antecedendo-os.</p><p>Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.</p><p>ADJETIVO – classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos</p><p>substantivos.</p><p>Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.</p><p>PRONOME – Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a</p><p>pessoa do discurso.</p><p>Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.</p><p>VERBO – palavras que expressam ações ou estados se encontram nesta classe gramatical.</p><p>Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.</p><p>ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.</p><p>Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.</p><p>NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.</p><p>Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.</p><p>PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.</p><p>Exemplo: em, de, para, por, etc.</p><p>CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação</p><p>ou subordinação.</p><p>Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.</p><p>INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de</p><p>suas palavras podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como pa-</p><p>lavras ou expressões que evocam emoções, estados de espírito.</p><p>Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!</p><p>Segundo um estudo morfológico da língua portuguesa, as palavras podem ser analisadas e cataloga-</p><p>das em dez classes de palavras ou classes gramaticais distintas, sendo elas: substantivo, artigo, adje-</p><p>tivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.</p><p>Substantivo</p><p>Substantivos são palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre outros.</p><p>Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (diminutivo,</p><p>normal, aumentativo). Exercem sempre a função de núcleo das funções sintáticas onde estão inseridos</p><p>(sujeito, objeto direto, objeto indireto e agente da passiva).</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Substantivos simples</p><p>• Casa;</p><p>• Amor;</p><p>• Roupa;</p><p>• Livro;</p><p>• Felicidade.</p><p>Substantivos compostos</p><p>• Passatempo;</p><p>• Arco-íris;</p><p>• Beija-flor;</p><p>• Segunda-feira;</p><p>• Malmequer.</p><p>Substantivos primitivos</p><p>• Folha;</p><p>• Chuva;</p><p>• Algodão;</p><p>• Pedra;</p><p>• Quilo.</p><p>Substantivos derivados</p><p>• Território;</p><p>• Chuvada;</p><p>• Jardinagem;</p><p>• Açucareiro;</p><p>• Livraria.</p><p>Substantivos próprios</p><p>• Flávia;</p><p>• Brasil;</p><p>• Carnaval;</p><p>• Nilo;</p><p>• Serra da Mantiqueira.</p><p>Substantivos comuns</p><p>• Mãe;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Computador;</p><p>• Papagaio;</p><p>• Uva;</p><p>• Planeta.</p><p>Substantivos coletivos</p><p>• Rebanho;</p><p>• Cardume;</p><p>• Pomar;</p><p>• Arquipélago;</p><p>• Constelação.</p><p>Substantivos concretos</p><p>• Mesa;</p><p>• Cachorro;</p><p>• Samambaia;</p><p>• Chuva;</p><p>• Felipe.</p><p>Substantivos abstratos</p><p>• Beleza;</p><p>• Pobreza;</p><p>• Crescimento;</p><p>• Amor;</p><p>• Calor.</p><p>Substantivos comuns de dois gêneros</p><p>• O estudante / a estudante;</p><p>• O jovem / a jovem;</p><p>• O artista / a artista.</p><p>Substantivos sobrecomuns</p><p>• A vítima;</p><p>• a pessoa;</p><p>• a criança;</p><p>• o gênio;</p><p>• o indivíduo.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Substantivos Epicenos</p><p>• a formiga;</p><p>• o crocodilo;</p><p>• a mosca;</p><p>• a baleia;</p><p>• o besouro.</p><p>Substantivos De Dois Números</p><p>• o lápis / os lápis;</p><p>• o tórax / os tórax;</p><p>• a práxis / as práxis.</p><p>Artigo</p><p>Artigos são palavras que antecedem os substantivos, determinando a definição ou a indefinição dos</p><p>mesmos. Sendo flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), indicam</p><p>também o gênero e o número dos substantivos que determinam.</p><p>Artigos Definidos</p><p>• o;</p><p>• a;</p><p>• os;</p><p>• as.</p><p>Artigos Indefinidos</p><p>• um;</p><p>• uma;</p><p>• uns;</p><p>• umas.</p><p>Adjetivo</p><p>Adjetivos são palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, característica,</p><p>aspecto ou estado. Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural)</p><p>e grau (normal, comparativo, superlativo).</p><p>Adjetivos Simples</p><p>• vermelha;</p><p>• lindo;</p><p>• zangada;</p><p>• branco.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Adjetivos Compostos</p><p>• verde-escuro;</p><p>• amarelo-canário;</p><p>• franco-brasileiro;</p><p>• mal-educado.</p><p>Adjetivo primitivo</p><p>• feliz;</p><p>• bom;</p><p>• azul;</p><p>• triste;</p><p>• grande.</p><p>Adjetivo Derivado</p><p>• magrelo;</p><p>• avermelhado;</p><p>• apaixonado.</p><p>Adjetivos Biformes</p><p>• bonito;</p><p>• alta;</p><p>• rápido;</p><p>• amarelas;</p><p>• simpática.</p><p>Adjetivos Uniformes</p><p>• competente;</p><p>• fácil;</p><p>• verdes;</p><p>• veloz;</p><p>• comum.</p><p>Adjetivos Pátrios</p><p>• paulista;</p><p>• cearense;</p><p>• brasileiro;</p><p>• italiano;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• romeno.</p><p>Pronome</p><p>Pronomes são palavras que substituem o substantivo numa frase (pronomes substantivos) ou que</p><p>acompanham, determinam e modificam os substantivos, atribuindo particularidades e características</p><p>aos mesmos (pronomes adjetivos). Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número</p><p>(singular e plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso).</p><p>Pronomes Pessoais Retos</p><p>• eu;</p><p>• tu;</p><p>• ele;</p><p>• nós;</p><p>• vós;</p><p>• eles.</p><p>Pronomes Pessoais Oblíquos</p><p>• me;</p><p>• mim;</p><p>• comigo;</p><p>• o;</p><p>• a;</p><p>• se;</p><p>• conosco;</p><p>• vos.</p><p>Pronomes Pessoais De Tratamento</p><p>• você;</p><p>• senhor;</p><p>• Vossa Excelência;</p><p>• Vossa Eminência.</p><p>Pronomes Possessivos</p><p>• meu;</p><p>• tua;</p><p>• seus;</p><p>• nossas;</p><p>• vosso;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• sua.</p><p>Pronomes Demonstrativos</p><p>• este;</p><p>• essa;</p><p>• aquilo;</p><p>• o;</p><p>• a;</p><p>• tal.</p><p>Pronomes Interrogativos</p><p>• que;</p><p>• quem;</p><p>• qual;</p><p>• quanto.</p><p>Pronomes Relativos</p><p>• que;</p><p>• quem;</p><p>• onde;</p><p>• a qual;</p><p>• cujo;</p><p>• quantas.</p><p>Pronomes Indefinidos</p><p>• algum;</p><p>• nenhuma;</p><p>• todos;</p><p>• muitas;</p><p>• nada;</p><p>• algo.</p><p>Numeral</p><p>Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de</p><p>elementos numa série. Alguns numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e</p><p>número (singular e plural), outros são invariáveis.</p><p>Numerais Cardinais</p><p>• um;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• sete;</p><p>• vinte e oito;</p><p>• cento</p><p>e noventa;</p><p>• mil.</p><p>Numerais Ordinais</p><p>• primeiro;</p><p>• vigésimo segundo;</p><p>• nonagésimo;</p><p>• milésimo.</p><p>Numerais Multiplicativo</p><p>• duplo;</p><p>• triplo;</p><p>• quádruplo;</p><p>• quíntuplo.</p><p>Numerais Fracionários</p><p>• um meio;</p><p>• um terço;</p><p>• três décimos.</p><p>Numerais Coletivos</p><p>• dúzia;</p><p>• cento;</p><p>• dezena;</p><p>• quinzena.</p><p>Verbo</p><p>Verbos são palavras que indicam, principalmente, uma ação. Podem indicar também uma ocorrência,</p><p>um estado ou um fenômeno. Podem ser flexionados em número (singular e plural), pessoa (1.ª, 2.ª ou</p><p>3.ª pessoa do discurso), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (passado, presente e futuro),</p><p>aspecto (incoativo, cursivo e conclusivo) e voz (ativa, passiva e reflexiva).</p><p>Verbos Regulares</p><p>• cantar;</p><p>• amar;</p><p>• vender;</p><p>• prender;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• partir;</p><p>• abrir.</p><p>Verbos Irregulares</p><p>• medir;</p><p>• fazer;</p><p>• ouvir;</p><p>• haver;</p><p>• poder;</p><p>• crer.</p><p>Verbos Anômalos</p><p>• ser;</p><p>• ir.</p><p>Verbos Principais</p><p>• comer;</p><p>• dançar;</p><p>• saltar;</p><p>• escorregar;</p><p>• sorrir;</p><p>• rir.</p><p>Verbos Auxiliares</p><p>• ser;</p><p>• estar;</p><p>• ter;</p><p>• haver;</p><p>• ir.</p><p>Verbos de Ligação</p><p>• ser;</p><p>• estar;</p><p>• parecer;</p><p>• ficar;</p><p>• tornar-se;</p><p>• continuar;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• andar;</p><p>• permanecer.</p><p>Verbos Defectivos</p><p>• falir;</p><p>• banir;</p><p>• reaver;</p><p>• colorir;</p><p>• demolir;</p><p>• adequar.</p><p>Verbos Impessoais</p><p>• haver;</p><p>• fazer;</p><p>• chover;</p><p>• nevar;</p><p>• ventar;</p><p>• anoitecer;</p><p>• escurecer.</p><p>Verbos Unipessoais</p><p>• latir;</p><p>• miar;</p><p>• cacarejar;</p><p>• mugir;</p><p>• convir;</p><p>• custar;</p><p>• acontecer.</p><p>Verbos Abundantes</p><p>• aceitado / aceito;</p><p>• ganhado / ganho;</p><p>• pagado / pago.</p><p>Verbos Pronominais Essenciais</p><p>• arrepender-se;</p><p>• suicidar-se;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• zangar-se;</p><p>• queixar-se;</p><p>• abster-se;</p><p>• dignar-se.</p><p>Verbos Pronominais Acidentais</p><p>• pentear / pentear-se;</p><p>• sentar / sentar-se;</p><p>• enganar / enganar-se</p><p>• debater / debater-se.</p><p>Advérbio</p><p>Advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um advérbio, indicando uma circuns-</p><p>tância (tempo, lugar, modo, intensidade, …). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e nú-</p><p>mero. Contudo, alguns advérbios podem ser flexionados em grau.</p><p>Advérbio de lugar</p><p>• aqui;</p><p>• ali;</p><p>• atrás;</p><p>• longe;</p><p>• perto;</p><p>• embaixo.</p><p>Advérbio de Tempo</p><p>• hoje;</p><p>• amanhã;</p><p>• nunca;</p><p>• cedo;</p><p>• tarde;</p><p>• antes.</p><p>Advérbio De Modo</p><p>• bem;</p><p>• mal;</p><p>• rapidamente;</p><p>• devagar;</p><p>• calmamente;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• pior.</p><p>Advérbio De Afirmação</p><p>• sim;</p><p>• certamente;</p><p>• certo;</p><p>• decididamente.</p><p>Advérbio De Negação</p><p>• não;</p><p>• nunca;</p><p>• jamais;</p><p>• nem;</p><p>• tampouco.</p><p>Advérbio De Dúvida</p><p>• talvez;</p><p>• quiçá;</p><p>• possivelmente;</p><p>• provavelmente;</p><p>• porventura.</p><p>Advérbio de Intensidade</p><p>• muito;</p><p>• pouco;</p><p>• tão;</p><p>• bastante;</p><p>• menos;</p><p>• quanto.</p><p>Advérbio de Exclusão</p><p>• salvo;</p><p>• senão;</p><p>• somente;</p><p>• só;</p><p>• unicamente;</p><p>• apenas.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Advérbio de Inclusão</p><p>• inclusivamente;</p><p>• também;</p><p>• mesmo;</p><p>• ainda.</p><p>Advérbio de Ordem</p><p>• primeiramente;</p><p>• ultimamente;</p><p>• depois.</p><p>Preposição</p><p>Preposições são palavras que estabelecem conexões com vários sentidos entre dois termos da oração.</p><p>Através de preposições, o segundo termo (termo consequente) explica o sentido do primeiro termo</p><p>(termo antecedente). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número.</p><p>Preposições Simples Essenciais</p><p>• a;</p><p>• após;</p><p>• até;</p><p>• com;</p><p>• de;</p><p>• em;</p><p>• entre;</p><p>• para;</p><p>• sobre.</p><p>Preposições Simples Acidentais</p><p>• como;</p><p>• conforme;</p><p>• consoante;</p><p>• durante;</p><p>• exceto;</p><p>• fora;</p><p>• mediante;</p><p>• salvo;</p><p>• segundo;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• senão.</p><p>Preposições Compostas ou Locuções Prepositivas</p><p>• acima de;</p><p>• a fim de;</p><p>• apesar de;</p><p>• através de;</p><p>• de acordo com;</p><p>• depois de;</p><p>• em vez de;</p><p>• graças a;</p><p>• perto de;</p><p>• por causa de.</p><p>Conjunção</p><p>Conjunções são palavras utilizadas como elementos de ligação entre duas orações ou entre termos de</p><p>uma mesma oração, estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação. São invariáveis, não</p><p>sendo flexionadas em gênero e número.</p><p>Conjunções Coordenativas Aditivas</p><p>• e;</p><p>• nem;</p><p>• também;</p><p>• bem como;</p><p>• não só...mas também.</p><p>Conjunções Coordenativas Adversativas</p><p>• mas;</p><p>• porém;</p><p>• contudo;</p><p>• todavia;</p><p>• entretanto;</p><p>• no entanto;</p><p>• não obstante.</p><p>Conjunções Coordenativas Alternativas</p><p>• ou;</p><p>• ou...ou;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• já…já;</p><p>• ora...ora;</p><p>• quer...quer;</p><p>• seja...seja.</p><p>Conjunções Coordenativas Conclusivas</p><p>• logo;</p><p>• pois;</p><p>• portanto;</p><p>• assim;</p><p>• por isso;</p><p>• por consequência;</p><p>• por conseguinte.</p><p>Conjunções Coordenativas Explicativas</p><p>• que;</p><p>• porque;</p><p>• porquanto;</p><p>• pois;</p><p>• isto é.</p><p>Conjunções Subordinativas Integrantes</p><p>• que;</p><p>• se.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Causais</p><p>• porque;</p><p>• que;</p><p>• porquanto;</p><p>• visto que;</p><p>• uma vez que;</p><p>• já que;</p><p>• pois que;</p><p>• como.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Concessivas</p><p>• embora;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• conquanto;</p><p>• ainda que;</p><p>• mesmo que;</p><p>• se bem que;</p><p>• posto que.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Condicionais</p><p>• se;</p><p>• caso;</p><p>• desde;</p><p>• salvo se;</p><p>• desde que;</p><p>• exceto se;</p><p>• contando que.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Conformativas</p><p>• conforme;</p><p>• como;</p><p>• consoante;</p><p>• segundo.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Finais</p><p>• a fim de que;</p><p>• para que;</p><p>• que.</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Proporcionais</p><p>• à proporção que;</p><p>• à medida que;</p><p>• ao passo que;</p><p>• quanto mais… mais,…</p><p>Conjunções Subordinativas Adverbiais Temporais</p><p>• quando;</p><p>• enquanto;</p><p>• agora que;</p><p>• logo que;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• desde que;</p><p>• assim que;</p><p>• tanto que;</p><p>• apenas.</p><p>Conjunções subordinativas adverbiais comparativas</p><p>• como;</p><p>• assim como;</p><p>• tal;</p><p>• qual;</p><p>• tanto como.</p><p>Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas</p><p>• que;</p><p>• tanto que;</p><p>• tão que;</p><p>• tal que;</p><p>• tamanho que;</p><p>• de forma que;</p><p>• de modo que;</p><p>• de sorte que;</p><p>• de tal forma que.</p><p>Interjeição</p><p>Interjeições são palavras que exprimem emoções, sensações, estados de espírito. São invariáveis e</p><p>seu significado fica dependente da forma como as mesmas são pronunciadas pelos interlocutores.</p><p>Interjeições de alegria</p><p>• Oh!;</p><p>• Ah!;</p><p>• Oba!;</p><p>• Viva!;</p><p>• Opa!.</p><p>Interjeições de Estímulo</p><p>• Vamos!;</p><p>• Força!;</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Coragem!;</p><p>• Ânimo!;</p><p>• Adiante!.</p><p>Interjeições de Aprovação</p><p>• Apoiado!;</p><p>• Boa!;</p><p>• Bravo!.</p><p>Interjeições de desejo</p><p>• Oh!;</p><p>• Tomara!;</p><p>• Oxalá!.</p><p>Interjeições De Dor</p><p>• Ai!;</p><p>• Ui!;</p><p>• Ah!;</p><p>• Oh!.</p><p>Interjeições de Surpresa</p><p>• Nossa!;</p><p>• Cruz!;</p><p>• Caramba!;</p><p>• Opa!;</p><p>• Virgem!;</p><p>• Vixe!.</p><p>Interjeições de Impaciência</p><p>• Diabo!;</p><p>• Puxa!;</p><p>• Pô!;</p><p>• Raios!;</p><p>• Ora!.</p><p>Interjeições de Silêncio</p><p>• Psiu!;</p><p>• Silêncio!.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Interjeições de Alívio</p><p>• Uf!;</p><p>• Ufa!;</p><p>• Ah!.</p><p>Interjeições de Medo</p><p>• Credo!;</p><p>• Cruzes!;</p><p>• Uh!;</p><p>• Ui!.</p><p>Interjeições de Advertência</p><p>• Cuidado!;</p><p>• Atenção!;</p><p>• Olha!;</p><p>• Alerta!;</p><p>• Sentido!.</p><p>Interjeições de Concordância</p><p>• Claro!;</p><p>• Tá!;</p><p>• Hã-hã!.</p><p>Interjeições de Desaprovação</p><p>• Credo!;</p><p>• Francamente!;</p><p>• Xi!;</p><p>• Chega!;</p><p>• Basta!;</p><p>• Ora!.</p><p>Interjeições de Incredulidade</p><p>• Hum!;</p><p>• Epa!;</p><p>• Ora!;</p><p>• Qual!.</p><p>CLASSES DE PALAVRAS</p><p>21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Interjeições de Socorro</p><p>• Socorro!;</p><p>• Aqui!;</p><p>• Piedade!;</p><p>• Ajuda!.</p><p>Interjeições de Cumprimentos</p><p>• Olá!;</p><p>• Alô!;</p><p>• Ei!;</p><p>• Tchau!;</p><p>• Adeus!.</p><p>Interjeições de Afastamento</p><p>• Rua!;</p><p>• Xô!;</p><p>• Fora!;</p><p>• Passa!.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Flexão Nominal E Verbal</p><p>Flexão Nominal E Verbal:</p><p>O que é exatamente?</p><p>São morfemas colocados no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais.</p><p>Elas podem ser:</p><p>Flexões Nominais:</p><p>indicam gênero e número Ex.: casa – casas, gato – gata</p><p>De Gênero:</p><p>Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo “o”. Como exemplo temos os substantivos o</p><p>lança-perfume, o tapa, o champanha, o dó, o diabetes.</p><p>Já os substantivos femininos são antecedidos pelo artigo “a”. É o caso de a agravante, a bacanal, a</p><p>fênix, a alface, a ênfase, a poetisa.</p><p>A maioria dos substantivos têm duas formas: uma para o masculino, e outra para o feminino. São os</p><p>substantivos biformes. Veja algumas regras de formação do feminino:</p><p>1) Substantivos terminados em -o mudam para -a. o sapo = a sapa o canário = a canária o piloto = a</p><p>pilota</p><p>2) Substantivos terminados em -ão mudam para -ã, outros para -oa e ainda para -ona (neste caso,</p><p>em aumentativos). o capitão = a capitã o tecelão = a tecelã/ teceloa o chorão = a chorona</p><p>3) Substantivos terminados em -or formam o feminino com o acréscimo de -a. o doutor = doutora o</p><p>coletor = coletora o trabalhador = trabalhadora</p><p>4) Alguns substantivos terminados em -or podem fazer feminino mudando essa terminação para -eira.</p><p>o arrumador = a arrumadeira o lavador = lavadeira o trabalhador = trabalhadeira 0 sufixo -eira pode</p><p>indicar qualidade e, portanto, adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa faladeira</p><p>5) Alguns substantivos com terminação -e podem fazer o feminino mudando a terminação para -a. o</p><p>infante = infanta o governante = a governanta o elefante = a elefanta</p><p>6) Substantivos terminados em -ês, -L e -z fazem o feminino com o acréscimo de -a. o freguês =a</p><p>freguesa o oficial = oficiala o juiz = juíza</p><p>Há ainda substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham</p><p>empregados:</p><p>a cabeça (parte do corpo)/ o cabeça (o chefe) a grama (relva)/ o grama (unidade de peso)</p><p>De Números:</p><p>Os nomes ( substantivos, adjetivos, pronomes, numerais ), de modo geral admitem a flexão de</p><p>número: Singular e plural.</p><p>Plural Dos Substantivos Simples</p><p>Plural Dos Substantivos Simples</p><p>Aos substantivos que terminam em vogal, ditongo oral e consoante „n‟ devem ser acrescidos a</p><p>consoante „s‟ ao final da palavra.</p><p>Observe os exemplos:</p><p>herói – heróis</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>irmão – irmãos</p><p>plâncton – plânctons</p><p>Aos substantivos que terminam em consoante „m‟ devem ser acrescidos as consoantes „ns‟ ao final</p><p>da palavra.</p><p>Observe os exemplos:</p><p>abordagem – abordagens</p><p>modelagem – modelagens</p><p>homem – homens</p><p>Aos substantivos que terminam com as consoantes „r‟ e „z‟ devem ser acrescidos „es‟ ao final da</p><p>palavra.</p><p>Observe os exemplos:</p><p>hambúrguer – hambúrgueres</p><p>chafariz – chafarizes</p><p>colher – colheres</p><p>Nos substantivos que terminam em „al‟, „el‟, „ol‟, „ul‟, deve ser substituída a consoante „l‟ por „is‟</p><p>Observe os exemplos:</p><p>girassol – girassóis</p><p>vogal – vogais</p><p>azul – azuis</p><p>* Há duas exceções:</p><p>mal – males</p><p>cônsul – cônsules</p><p>Os substantivos que terminam em „il‟ são pluralizados de duas formas:</p><p>a) Em palavras oxítonas terminadas em „il‟:</p><p>anil – anis</p><p>juvenil – juvenis</p><p>b) Em palavras paroxítonas terminadas em „il‟:</p><p>inútil – inúteis</p><p>réptil – répteis</p><p>Os substantivos terminados em consoante „s‟ fazem o plural de duas formas:</p><p>a) Em substantivos monossilábicos ou oxítonos, há o acréscimo de „es‟.</p><p>paz – pazes</p><p>algoz – algozes</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>b) Os substantivos paroxítonos ou proparoxítonos são invariáveis.</p><p>férias – férias</p><p>ônibus – ônibus</p><p>Os substantivos terminados em „ão‟ podem ser pluralizados de três formas:</p><p>a) Substituindo o „ão‟ por „es‟:</p><p>doação – doações</p><p>emoção – emoções</p><p>b) Substituindo o „ão‟ por „ães‟:</p><p>alemão – alemães</p><p>pão – pães</p><p>c) Substituindo o „ão‟ por „ãos‟:</p><p>cidadão – cidadãos</p><p>Os substantivos terminados em consoante „x‟ são invariáveis</p><p>córtex – córtex</p><p>Flexões Verbais</p><p>Dentre todas as classe gramaticais, a que mais se apresenta passível de flexões é a representada</p><p>pelos verbos. Flexões estas relacionadas a:</p><p>Pessoa – Indica as três pessoas relacionadas ao discurso, representadas tanto no modo singular,</p><p>quanto no plural.</p><p>Número – Representa a forma pela qual o verbo se refere a essas pessoas gramaticais.</p><p>Por meio dos exemplos em evidência, podemos constatar que o processo verbal se encontra</p><p>devidamente flexionado, tendo em vista as pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles).</p><p>Tempo – Relaciona-se ao momento expresso pela ação verbal, denotando a ideia de um processo</p><p>ora concluído, em fase de conclusão ou que ainda está para concluir, representado pelo tempo</p><p>presente, pretérito e futuro.</p><p>Modo – Revela a circunstância em que o fato verbal ocorre. Assim expresso:</p><p>Modo indicativo – exprime um fato certo, concreto.</p><p>Modo subjuntivo – exprime um fato hipotético, duvidoso.</p><p>Modo imperativo – exprime uma ordem, expressa um pedido.</p><p>Para que possamos constatar acerca de todos esses pressupostos, basear-nos-emos no caso do</p><p>verbo cantar, tendo em vista o modo indicativo.</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Modo Indicativo</p><p>Voz</p><p>A voz verbal caracteriza a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, classificada em:</p><p>Voz ativa – o sujeito é o agente da ação verbal.</p><p>Os professores aplicaram as provas.</p><p>Voz passiva – o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.</p><p>As provas foram aplicadas pelos professores.</p><p>Voz reflexiva – o sujeito, de forma simultânea, pratica e recebe a ação verbal.</p><p>O garoto feriu-se com o instrumento.</p><p>Voz reflexiva recíproca – representa uma ação mútua entre os elementos expressos pelo sujeito.</p><p>Os formandos cumprimentaram-se respeitosamente.</p><p>Compartilhe com outro link que explora sobre as vozes verbais de modo mais aprofundado.</p><p>Vozes do verbo - Compreenda como se materializa esta ocorrência linguística.</p><p>Flexão Nominal E Flexão Verbal</p><p> Os vocábulos que se submetem aos processos de flexão são ditos variáveis.</p><p> As desinências são morfemas que expressam categorias gramaticais.</p><p> Desinências nominais:</p><p>a) Gênero (DG): [Ø] masculino ≠</p><p>[a] feminino</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>b) Número (DN): [Ø] singular ≠ [s] plural</p><p> Desinências verbais:</p><p>a) Modo e tempo (DMT): [Ø, r, va, re, ra, sse, ria...] tempos verbais</p><p>b) Número e pessoa (DNP): [Ø, - s, -ste, -mos, -is, -m...] pessoas gramaticais</p><p>Estrutura básica dos nomes (substantivo,</p><p>adjetivo, artigo, pronome e numeral)</p><p>NOME SD RAIZ VL SD SD VT DG DN</p><p>1. anzol Ø anzol Ø Ø Ø Ø Ø Ø</p><p>2. flhetins Ø folh- Ø -et- -in- Ø Ø -s</p><p>3. finalzinho Ø fim- Ø -al- -zinh- -o Ø Ø</p><p>4. desatualizados dês- -atual- Ø -iz- -ad- -o- Ø -s</p><p>5. afinadíssimos a- -fin- Ø -ad- -íssim- -o- Ø -s</p><p>6. florezinhas Ø flor- -e- -</p><p>zinh-</p><p>Ø -a- Ø -s</p><p>RAD VT DG DN</p><p>GAROT O Ø Ø</p><p>GAROT O Ø S</p><p>GAROT Ø A Ø</p><p>GAROT Ø A A</p><p>RAD VT DG DN</p><p>RADICAL</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>IN-DELICAD O Ø Ø</p><p>IN-DELICAD O Ø S</p><p>IN-DELICAD Ø A Ø</p><p>IN-DELICAD Ø A S</p><p>RAD VT DG DN</p><p>DES-EN-CORAJ-A-DOR Ø Ø Ø</p><p>DES-EN-CORAJ-A-DOR E Ø S</p><p>DES-EN-CORAJ-A-DOR Ø A Ø</p><p>DES-EN-CORAJ-A-DOR Ø A S</p><p>RAD VT DG DN</p><p>EL E Ø Ø</p><p>EL E Ø S</p><p>EL Ø A Ø</p><p>EL Ø A S</p><p>Flexão Nominal De Gênero</p><p>Gênero não é sexo.</p><p>O gênero pode mudar</p><p>Vocábulos de gênero vacilante: o/a grama, o/a diabete, o/a chaminé etc.</p><p>Certos substantivos são indiferentes quanto gênero: o/a estudante, o/a cliente etc.</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Substantivos femininos às vezes tornam masculinos no aumentativo: cobrão, salão, agulhão etc.</p><p>Certos substantivos mudam de significado quando mudam de gênero: ovo/ova, o/a cabeça,</p><p>sapato/sapata etc.</p><p>Há, por fim, uns poucos substantivos que apresentam oposição de gênero com base no sexo:</p><p>gato/gata, menino/menina, brasileiro/brasileira etc.</p><p>Não existe flexão quando a oposição de gênero se faz com base em heterônimos: homem/mulher,</p><p>boi/vaca, cavalo/égua, abelha/zangão etc.</p><p>Em resumo, quanto ao gênero, os substantivos distribuem em três grupos:</p><p>1. nomes substantivos de gênero único:</p><p>(a) flor, (o) livro, (o) carro, (a) mão,</p><p>(a) lua, (o) avião, (o) cônjuge, (a) cobra, (o) jacaré etc.</p><p>2. nomes substantivos de dois gêneros sem flexão: (o, a) artista, (o,a) personagem, (o,a) mártir,</p><p>(o,a) diplomata, (o,a) aprendiz etc.</p><p>3. nomes substantivos de dois gêneros, com flexão: (o) menino, (a) menina;</p><p>(o) doutor, (a) doutora; (o) peru, (a) perua etc.</p><p>Descrição De Gênero:</p><p>Masculino: [Ø] Feminino: [a]</p><p>Na flexão de gênero, podem ocorrer alterações morfofonêmicas no radical. Nesse caso, tais</p><p>alterações devem ser consideradas marcas adicionais da oposição de gênero, ou redundâncias.</p><p>Flexão Nominal De Número</p><p>Desinências de:</p><p>[Ø] singular</p><p>[s] plural</p><p>Certos substantivos só são empregados no plural: as alvíssaras, as bodas etc.</p><p>Certos substantivos mudam de significado no plural: o bem ≠ os bens, a honra ≠ as honras etc.</p><p>Os coletivos, mesmo no singular, expressam idéia de plural.</p><p>Nomes terminados em /s/ no singular, em geral não se flexionam no plural, exceto se forem</p><p>oxítonos. Nesse caso, a oposição de número é marcada pela concordância: o(s) ônibus, o(s) lápis,</p><p>o(s) pires etc.</p><p>Descrição de número: Ver esquemas nas p. 75 a 77.</p><p>Pronomes</p><p>Morfologiacamente, não se distinguem dos nomes, pois flexionam em gênero e número.</p><p>Semanticamente, no entanto, os nomes representam e os pronomes indicam, isto é, são dêiticos.</p><p>O que é significado dêitico? O que é anáfora?</p><p>O que é catáfora?</p><p>Além disso, os pronomes representam outras categorias gramaticais:</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Gênero neutro</p><p>Caso</p><p>Pessoa</p><p>Estrutura Verbal</p><p>Tema (RAD) + VT + DMT + DNP</p><p>RAD VT DMP DNP</p><p>avis- -a- -r Ø</p><p>avis- -a- -re- -</p><p>mos</p><p>avis- -a- Ø -</p><p>mos</p><p>avis- -a- Ø -ste</p><p>RAD VT DMP DNP</p><p>Recorr- -e- -r</p><p>Recorr- -ê- -sse- -mos</p><p>Recorr- -i- -do</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Recorr- -e- -re- -i</p><p>Desinências Modo-Temporais (DMT):</p><p>Presente do indicativo: Ø</p><p>Pretérito perfeito do indicativo: Ø, -ra-</p><p>Pretérito mais que perfeito do indicativo: -ra-/-re- (átonos)</p><p>Futuro do presente do indicativo: -re-, -rá, -rã- (tônicos)</p><p>Futuro do pretérito do indicativo: -ria/- rie-</p><p>Pretérito imperfeito do indicativo: - va/-vê-, -a/-e-</p><p>Presente do subsjuntivo: -e (verbs de 1ª. conj.) e -a (verbos de 2ª. e 3ª. conj.)</p><p>Pretérito imperfeito do subjuntivo: - sse-</p><p>Futuro do subjuntivo e infinitivos: -r, - re-</p><p>Particípio: -do</p><p>Gerúndio: -ndo</p><p>Desinências Número-Pessoais:</p><p>P1: Ø, -o, -i</p><p>P2: -s, -ste</p><p>P3: Ø, -u</p><p>P4: -mos</p><p>P5: -(i)s, -stes, -des</p><p>P6: -m, -o</p><p>Temas verbais:</p><p>O tema é formado pelo radical + vogal temática. Esta pode ser Ø.</p><p>Tema 1:</p><p>Forma do verbo no infinitivo impessoal (não flexionado), menos a desinência modo-temporal [r].</p><p>Exemplos:</p><p>verbo no infinitivo</p><p>impessoal</p><p>tema</p><p>correspondente</p><p>cantar [cant-a]</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>esconder [escond-e]</p><p>sentir [sent-i]</p><p>medir [med-i]</p><p>Esse tema se repete nos seguintes tempos:</p><p>Imperfeito, futuro do presente e futuro do pretérito do indicativo; infinitivo, particípio e gerúndio.</p><p>Tema 2:</p><p>Forma do verbo na segunda pessoa do singular (P2) do pretérito perfeito do indicativo, menos a</p><p>desinência número pessoal [ste]. Exemplos:</p><p>Verbo na P2 do pretérito perfeito do</p><p>indicativo</p><p>Tema correspondente</p><p>canta-ste [cant-a]</p><p>escondeste [escond-e]</p><p>sentiste [sent-i]</p><p>disseste [diss-e]</p><p>houveste [houv-e]</p><p>Esse tema se repete nos seguintes tempos:</p><p>Pretérito mais que perfeito do ind., no futuro do subjuntivo e no imperfeito do subj.</p><p>Tema 3:</p><p>Forma do verbo na primeira pessoa do singular (P1) do presente do indicativo, menos a desinência</p><p>número pessoal [o]. Exemplos:</p><p>Verbo na P1 do</p><p>presente do indicativo</p><p>Tema</p><p>correspondente</p><p>FLEXÃO NOMINAL E VERBAL</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>canto [cant]</p><p>escondo [escond]</p><p>sinto [sint]</p><p>digo [dig]</p><p>hajo [haj]</p><p>ouço [ouç]</p><p>caibo [caib]</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Concordância Nominal e Verbal</p><p>Concordância verbal é a concordância em número e pessoa entre o sujeito gramatical e o verbo.</p><p>Exemplos de concordância verbal</p><p>• Eu li;</p><p>• Ele leu;</p><p>• Nós lemos;</p><p>• Eles leram.</p><p>Casos Particulares de Concordância Verbal</p><p>Concordância com pronome relativo que</p><p>O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome: sou eu que quero, somos nós que</p><p>queremos, são eles que querem.</p><p>Concordância com pronome relativo quem</p><p>O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome ou fica na 3.ª pessoa do singular:</p><p>sou eu quem quero, sou eu quem quer.</p><p>Concordância com: a maioria, a maior parte, a metade,...</p><p>Preferencialmente, o verbo estabelece concordância com a 3.ª pessoa do singular. Contudo, o uso da</p><p>3.ª pessoa do plural é igualmente aceitável: a maioria das pessoas quer, a maioria das pessoas</p><p>querem.</p><p>Concordância com um</p><p>dos que</p><p>O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do plural: um dos que ouviram, um dos</p><p>que estudarão, um dos que sabem.</p><p>Concordância com nem um nem outro</p><p>O verbo pode estabelecer concordância com a 3.ª pessoa do singular ou do plural: nem um nem outro</p><p>veio, nem um nem outro vieram.</p><p>Concordância com verbos impessoais</p><p>O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular, uma vez que não possui um</p><p>sujeito: havia pessoas, houve problemas, faz dois dias, já amanheceu.</p><p>Concordância com a partícula apassivadora se</p><p>O verbo estabelece concordância com o objeto direto, que assume a função de sujeito paciente,</p><p>podendo ficar no singular ou no plural: vende-se casa, vendem-se casas.</p><p>Concordância com a partícula de indeterminação do sujeito se</p><p>O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular quando a frase é formada por</p><p>verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos: precisa-se de funcionário, precisa-se de</p><p>funcionários.</p><p>Concordância com o infinitivo pessoal</p><p>O verbo no infinitivo sofre flexão sempre que houver um sujeito definido, quando se quiser definir o</p><p>CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente do da primeira: é para eles lerem, acho</p><p>necessário comprarmos comida, eu vi eles chegarem tarde.</p><p>Concordância com o infinitivo impessoal</p><p>O verbo no infinitivo não sofre flexão quando não houver um sujeito definido, quando o sujeito da</p><p>segunda oração for igual ao da primeira oração, em locuções verbais, com verbos preposicionados e</p><p>com verbos imperativos: eles querem comprar, passamos para ver você, eles estão a ouvir.</p><p>Concordância com o verbo ser</p><p>O verbo estabelece concordância com o predicativo do sujeito, podendo ficar no singular ou no plural:</p><p>isto é uma mentira, isto são mentiras; quem é você, quem são vocês.</p><p>Concordância nominal é a concordância em gênero e número entre os diversos nomes da oração,</p><p>ocorrendo principalmente entre o artigo, o substantivo e o adjetivo.</p><p>Concordância em gênero indica a flexão em masculino e feminino.</p><p>Concordância em número indica a flexão em singular e plural.</p><p>Concordância em pessoa indica a flexão em 1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa.</p><p>Exemplos de concordância nominal</p><p>• O vizinho novo;</p><p>• A vizinha nova;</p><p>• Os vizinhos novos;</p><p>• As vizinhas novas.</p><p>Casos particulares de concordância nominal</p><p>Concordância com pronomes pessoais</p><p>O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o pronome pessoal: ela é simpática,</p><p>ele é simpático, elas são simpáticas, eles são simpáticos.</p><p>Concordância com vários substantivos</p><p>O adjetivo estabelece concordância em gênero e número com o substantivo que está mais próximo:</p><p>caderno e caneta nova, caneta e caderno novo. Pode também estabelecer concordância com a forma</p><p>no masculino plural: caneta e caderno novos, caderno e caneta novos.</p><p>Concordância com vários adjetivos</p><p>Quando há dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular apenas se</p><p>houver um artigo entre os adjetivos. Sem a presença de um artigo, o substantivo deverá ser escrito</p><p>no plural: o escritor brasileiro e o chileno, os escritores brasileiro e chileno.</p><p>Concordância com: é proibido, é permitido, é preciso, é necessário, é bom</p><p>Estas expressões estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando há um</p><p>artigo que determina o substantivo, mas permanecem invariáveis no masculino singular quando não</p><p>há artigo: é permitida a entrada, é permitido entrada, é proibida a venda, é proibido venda.</p><p>Concordância com: bastante, muito, pouco, meio, longe, caro e barato</p><p>Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo quando possuem</p><p>função de adjetivo: comi meio chocolate, comi meia maçã, há bastante procura, há bastantes</p><p>pedidos, vi muitas crianças, vi muitos adultos.</p><p>CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Concordância com menos</p><p>A palavra menos permanece sempre invariável, quer atue como advérbio ou como adjetivo: menos</p><p>tristeza, menos medo, menos traições, menos pedidos.</p><p>Concordância com: mesmo, próprio, anexo, obrigado, quite, incluso</p><p>Estas palavras estabelecem concordância em gênero e número com o substantivo: resultados</p><p>anexos, informações anexas, as próprias pessoas, o próprio síndico, ele mesmo, elas mesmas.</p><p>Concordância com um e outro</p><p>Com a expressão um e outro, o adjetivo deverá ser sempre escrito no plural, mesmo que o</p><p>substantivo esteja no singular: um e outro aluno estudiosos, uma e outra pergunta respondidas.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Regência Verbal e Nominal</p><p>Definição:</p><p>Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e</p><p>seus complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não</p><p>ambíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.</p><p>Regência Verbal</p><p>Termo Regente: VERBO</p><p>A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os</p><p>complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).</p><p>O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece</p><p>oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples</p><p>mudança ou retirada de uma preposição. Observe:</p><p>A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.</p><p>A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.</p><p>Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".</p><p>Saiba que:</p><p>O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do</p><p>estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições são capazes de modificar</p><p>completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os exemplos:</p><p>Cheguei</p><p>ao metrô.</p><p>Cheguei no metrô.</p><p>No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por</p><p>mim utilizado. A oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a</p><p>que se vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum</p><p>existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a regência</p><p>culta.</p><p>Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A</p><p>transitividade, porém, não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em</p><p>frases distintas.</p><p>Verbos Intransitivos</p><p>Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar alguns</p><p>detalhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.</p><p>a) Chegar, Ir</p><p>Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições</p><p>usadas para indicar destino ou direção são: a, para.</p><p>Exemplos:</p><p>Fui ao teatro.</p><p>Adjunto Adverbial De Lugar</p><p>Ricardo foi para a Espanha.</p><p>Adjunto Adverbial de Lugar</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Obs.: "Ir para algum lugar" enfatiza a direção, a partida." Ir a algum lugar" sugere também o</p><p>retorno.</p><p>Importante: reserva-se o uso de "em" para indicação de tempo ou meio. Veja:</p><p>Cheguei a Roma em outubro.</p><p>Adjunto Adverbial de Tempo</p><p>Chegamos no trem das dez.</p><p>Adjunto Adverbial de Meio</p><p>b) Comparecer</p><p>O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo.</p><p>Verbos Transitivos Diretos</p><p>Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não exigem</p><p>preposiçãopara o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses verbos, devemos</p><p>lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem</p><p>assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos,</p><p>nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando</p><p>complementos verbais, objetos indiretos.</p><p>São Verbos Transitivos Diretos, Dentre Outros:</p><p>abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar,</p><p>amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger,</p><p>estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver,</p><p>visitar.</p><p>Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o verbo amar:</p><p>Amo aquele rapaz. / Amo-o.</p><p>Amo aquela moça. / Amo-a.</p><p>Amam aquele rapaz. / Amam-no.</p><p>Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.</p><p>Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para indicar posse (caso em que</p><p>atuam como adjuntos adnominais).</p><p>Exemplos:</p><p>Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)</p><p>Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)</p><p>Verbos Transitivos Indiretos</p><p>Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que esses</p><p>verbos exigem uma preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes</p><p>pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são lhe,</p><p>lhes (ambos para substituir pessoas). Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como complementos</p><p>de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se</p><p>pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe,</p><p>lhes. São verbos transitivos indiretos, dentre outros:</p><p>a) Consistir</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Tem complemento introduzido pela preposição "em".</p><p>Por Exemplo:</p><p>A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos.</p><p>b) Obedecer e Desobedecer:</p><p>Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "a".</p><p>Por Exemplo:</p><p>Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.</p><p>Eles desobedeceram às leis do trânsito.</p><p>c) Responder</p><p>Tem complemento introduzido pela preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a</p><p>quem" ou "ao que" se responde.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Respondi ao meu patrão.</p><p>Respondemos às perguntas.</p><p>Respondeu-lhe à altura.</p><p>Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto quando exprime aquilo a que se</p><p>responde, admite voz passiva analítica. Veja:</p><p>O questionário foi respondido corretamente.</p><p>Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.</p><p>d) Simpatizar e Antipatizar</p><p>Possuem seus complementos introduzidos pela preposição "com".</p><p>Por Exemplo:</p><p>Antipatizo com aquela apresentadora.</p><p>Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada.</p><p>Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos</p><p>Há verbos que admitem duas construções, uma transitiva direta, outra indireta, sem que isso</p><p>implique modificações de sentido. Dentre os principais, temos:</p><p>Abdicar</p><p>Abdicou as vantagens do cargo. / Abdicou das vantagens do cargo.</p><p>Acreditar</p><p>Não acreditava a própria força. / Não acreditava na própria força.</p><p>Almejar</p><p>Almejamos a paz entre as nações. / Almejamos pela paz entre as nações.</p><p>Ansiar</p><p>Anseia respostas objetivas. / Anseia por respostas objetivas.</p><p>Anteceder</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Sua partida antecedeu uma série de fatos estranhos. / Sua partida antecedeu a uma série de fatos</p><p>estranhos.</p><p>Atender</p><p>Atendeu os meus pedidos. / Atendeu aos meus pedidos.</p><p>Atentar</p><p>Atente esta forma de digitar. / Atente nesta forma de digitar. / Atente para esta forma de digitar.</p><p>Cogitar</p><p>Cogitávamos uma nova estratégia. / Cogitávamos em uma nova estratégia.</p><p>Consentir</p><p>Os deputados consentiram a adoção de novas medidas econômicas. / Os deputados</p><p>consentiram naadoção de novas medidas econômicas.</p><p>Deparar</p><p>Deparamos uma bela paisagem em nossa trilha. / Deparamos com uma bela paisagem em nossa</p><p>trilha.</p><p>Gozar</p><p>Gozava boa saúde. / Gozava de boa saúde.</p><p>Necessitar</p><p>Necessitamos algumas horas para preparar a apresentação. / Necessitamos de algumas horas para</p><p>preparar a apresentação.</p><p>Preceder</p><p>Intensas manifestações precederam a mudança de regime./ Intensas manifestações</p><p>precederam àmudança de regime.</p><p>Presidir</p><p>Ninguém presidia o encontro. / Ninguém presidia ao encontro.</p><p>Renunciar</p><p>Não renuncie o motivo de sua luta. / Não renuncie ao motivo de sua luta.</p><p>Satisfazer</p><p>Era difícil conseguir satisfazê-la. / Era difícil conseguir satisfazer-lhe.</p><p>Versar</p><p>Sua palestra versou o estilo dos modernistas. / Sua palestra versou sobre o estilo dos modernistas.</p><p>Verbos Transitivos Diretos e Indiretos</p><p>Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto.</p><p>Merecem destaque, nesse grupo:</p><p>Agradecer, Perdoar e Pagar</p><p>São verbos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado</p><p>a pessoas. Veja os exemplos:</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Agradeço aos ouvintes a audiência.</p><p>Objeto Indireto Objeto Direto</p><p>Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador.</p><p>Objeto Direto Objeto Indireto</p><p>Paguei o débito ao cobrador.</p><p>Objeto Direto Objeto Indireto</p><p>O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com particular cuidado. Observe:</p><p>Agradeci o presente. / Agradeci-o.</p><p>Agradeço a você. / Agradeço-lhe.</p><p>Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.</p><p>Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.</p><p>Paguei minhas contas. / Paguei-as.</p><p>Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.</p><p>Saiba que:</p><p>Com os verbos agradecer, perdoar e pagar a pessoa deve sempre aparecer como objeto</p><p>indireto, mesmo que na frase não haja objeto direto. Veja os exemplos:</p><p>A empresa não paga aos funcionários desde setembro.</p><p>Já perdoei aos que me acusaram.</p><p>Agradeço aos eleitores que confiaram em mim.</p><p>Informar</p><p>Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Informe os novos preços aos clientes.</p><p>Informe os clientes dos novos</p><p>preços. (ou sobre os novos preços)</p><p>Na utilização de pronomes como complementos, veja as construções:</p><p>Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.</p><p>Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre eles)</p><p>Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os seguintes: avisar, certificar,</p><p>notificar, cientificar, prevenir.</p><p>Comparar</p><p>Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposições "a" ou "com" para introduzir o</p><p>complemento indireto.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.</p><p>Pedir</p><p>Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de oração subordinada substantiva) e</p><p>indireto de pessoa.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Pedi-lhe favores.</p><p>Objeto Indireto Objeto Direto</p><p>Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva</p><p>Objetiva Direta</p><p>Saiba que:</p><p>1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem cotidiana, deve ter emprego muito</p><p>limitado na língua culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver</p><p>subentendida.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.</p><p>Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma oração subordinada adverbial</p><p>final reduzida de infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).</p><p>2) A construção "dizer para", também muito usada popularmente, é igualmente</p><p>considerada incorreta.</p><p>Preferir</p><p>Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto introduzido pela preposição "a".</p><p>Por Exemplo:</p><p>Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.</p><p>Prefiro trem a ônibus.</p><p>Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem termos intensificadores, tais</p><p>como: muito, antes, mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo</p><p>existente no próprio verbo (pre).</p><p>Mudança De Transitividade Versus Mudança De Significado</p><p>Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de significado. O</p><p>conhecimento das diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico muito importante, pois</p><p>além de permitir a correta interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a</p><p>quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:</p><p>Agradar</p><p>1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quando o revê.</p><p>Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.</p><p>2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege</p><p>complemento introduzido pela preposição "a".</p><p>Por Exemplo:</p><p>O cantor não agradou aos presentes.</p><p>O cantor não lhes agradou.</p><p>ASPIRAR</p><p>1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o.)</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição.</p><p>Por Exemplo:</p><p>Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a elas.)</p><p>Obs.: como o objeto indireto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as</p><p>formas pronominais átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja</p><p>o exemplo:</p><p>Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela.)</p><p>Assistir</p><p>1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a, auxiliar.</p><p>Por Exemplo:</p><p>As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.</p><p>As empresas de saúde negam-se a assisti-los.</p><p>2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer.</p><p>Exemplos:</p><p>Assistimos ao documentário.</p><p>Não assisti às últimas sessões.</p><p>Essa lei assiste ao inquilino.</p><p>Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado de</p><p>adjunto adverbial de lugar introduzido pela preposição "em".</p><p>Por Exemplo:</p><p>Assistimos numa conturbada cidade.</p><p>Chamar</p><p>1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença de.</p><p>Por exemplo:</p><p>Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.</p><p>Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.</p><p>2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se</p><p>refere predicativo preposicionado ou não.</p><p>Exemplos:</p><p>A torcida chamou o jogador mercenário.</p><p>A torcida chamou ao jogador mercenário.</p><p>A torcida chamou o jogador de mercenário.</p><p>A torcida chamou ao jogador de mercenário.</p><p>Custar</p><p>1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto</p><p>adverbial.</p><p>Por exemplo:</p><p>Frutas e verduras não deveriam custar muito.</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2) No sentido de ser difícil, penoso pode ser intransitivo ou transitivo indireto.</p><p>Por exemplo:</p><p>Muito custa viver tão longe da família.</p><p>Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva</p><p>Intransitivo Reduzida de Infinitivo</p><p>Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.</p><p>Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva</p><p>Indireto Reduzida de Infinitivo</p><p>Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo "custar" um</p><p>sujeito representado por pessoa. Observe o exemplo abaixo:</p><p>Custei para entender o problema.</p><p>Forma correta: Custou-me entender o problema.</p><p>Implicar</p><p>1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:</p><p>a) Dar a entender, fazer supor, pressupor</p><p>Por exemplo:</p><p>Suas atitudes implicavam um firme propósito.</p><p>b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar</p><p>Por exemplo:</p><p>Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo.</p><p>2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver</p><p>Por exemplo:</p><p>Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.</p><p>Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com</p><p>preposição "com".</p><p>Por Exemplo:</p><p>Implicava com quem não trabalhasse arduamente.</p><p>Proceder</p><p>1) Proceder é intransitivo no sentido de ter fundamento ou agir. Nessa segunda acepção, vem</p><p>sempre acompanhado de adjunto adverbial de modo.</p><p>Exemplos:</p><p>As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.</p><p>Você procede muito mal.</p><p>2) Nos sentidos de ter origem ou dar início é transitivo indireto.</p><p>Exemplos:</p><p>O avião procede de Maceió.</p><p>Procedeu-se aos exames.</p><p>O delegado procederá ao inquérito.</p><p>REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Querer</p><p>1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.</p><p>Querem melhor atendimento.</p><p>Queremos um país melhor.</p><p>2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar.</p><p>Exemplos:</p><p>Quero muito aos meus amigos.</p><p>Ele quer bem à linda menina.</p><p>Despede-se o filho que muito lhe quer.</p><p>VISAR</p><p>1) Como transititvo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.</p><p>Por Exemplo:</p><p>O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque.</p><p>2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a</p><p>preposição "a".</p><p>Exemplos:</p><p>O ensino deve sempre visar ao progresso social.</p><p>Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>TERMOS DE ORAÇÃO</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Termos Essenciais Da Oração</p><p>Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno desses dois elementos que</p><p>as orações são estruturadas.</p><p>O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura da oração, o sujeito é o</p><p>elemento que estabelece a concordância com o verbo. Por sua vez, o predicado é tudo aquilo que se</p><p>diz sobre o sujeito.</p><p>Para fixar!</p><p>Sujeito = o ser sobre o qual se declara alguma coisa.</p><p>Predicado = o que se declara sobre o sujeito.</p><p>Na oração, sujeito e predicado funcionam assim:</p><p>Exemplo 1:</p><p> As ruas são intransitáveis.</p><p> Sujeito: as ruas</p><p> Verbo: são</p><p> Predicado: são intransitáveis (este é um predicado nominal e abaixo você vai entender o porquê!)</p><p>Exemplo 2:</p><p> Os alunos chegaram atrasados novamente.</p><p> Sujeito: os alunos</p><p> Verbo: chegaram</p><p> Predicado: chegaram atrasados novamente</p><p>Sujeito</p><p>Núcleo Do Sujeito</p><p>Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do sujeito. Quando o sujeito é</p><p>formado por mais de uma palavra, há sempre uma com maior importância semântica.</p><p>Exemplo:</p><p> O garoto logo percebeu a festa que o esperava.</p><p> Sujeito: O garoto</p><p> Núcleo do sujeito: garoto</p><p> Predicado: logo percebeu a festa que o esperava</p><p>O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome substantivo, numeral substantivo ou</p><p>qualquer palavra substantivada.</p><p>Exemplo de substantivo:</p><p>A casa foi fechada para reforma.</p><p>Sujeito: A casa</p><p>Núcleo do sujeito: casa</p><p>Predicado: foi fechada para reforma.</p><p>TERMOS DE ORAÇÃO</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Exemplo de pronome substantivo:</p><p>Eles não gostam de carne vermelha.</p><p>Sujeito: Eles</p><p>Núcleo do sujeito: Eles</p><p>Predicado: não gostam de carne vermelha.</p><p>Exemplo de numeral substantivo:</p><p>Três excede.</p><p>Sujeito: Três</p><p>Núcleo do sujeito: Três</p><p>Predicado: excede.</p><p>Exemplo de palavra substantivada:</p><p>Um oi foi expresso rapidamente.</p><p>Sujeito: Um oi</p><p>Núcleo do sujeito: oi</p><p>Predicado: foi expresso rapidamente.</p><p>Tipos De Sujeito</p><p>O sujeito pode ser determinado (simples, composto, oculto), indeterminado ou inexistente.</p><p>Sujeito simples</p><p>Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só substantivo ou um só</p><p>pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra substantivada.</p><p>Exemplo:</p><p>O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada.</p><p>Sujeito: O desenho em nanquim</p><p>Núcleo: desenho</p><p>Predicado: será sempre uma expressão admirada.</p><p>Sujeito Composto</p><p>Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são compostas por mais de um pronome,</p><p>mais de um numeral, mais de uma palavra ou expressão substantivada ou mais de uma oração</p><p>substantivada.</p><p>Exemplo:</p><p>Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal.</p><p>Sujeito: Cristina, Marina e Bianca</p><p>Núcleo: Cristina, Marina, Bianca</p><p>Predicado: fazem balé no Teatro Municipal.</p><p>Sujeito Oculto</p><p>Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela</p><p>desinência verbal ou pelo período contíguo.</p><p>Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito.</p><p>Exemplo:</p><p>Estávamos à espera do ônibus.</p><p>Sujeito oculto: nós</p><p>Desinência verbal: estávamos</p><p>TERMOS DE ORAÇÃO</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Sujeito Indeterminado</p><p>O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento identificado de maneira clara. É</p><p>observado em três casos:</p><p> quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito;</p><p> quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome (se);</p><p> quando o verbo está no infinitivo pessoal.</p><p>Sujeito Inexistente</p><p>A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo predicado está centrada em um</p><p>verbo impessoal. Por isso, não há relação entre sujeito e verbo.</p><p>Exemplo:</p><p>Choveu muito em Manaus.</p><p>Predicado: Choveu muito em Manaus</p><p>Predicado</p><p>O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.</p><p>Predicado Verbal</p><p>O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada pelo predicado está contido em</p><p>um verbo significativo que pode ser transitivo ou intransitivo. Nesse caso, a informação sobre o</p><p>sujeito está contida nos verbos.</p><p>Exemplo:</p><p>O entregador chegou.</p><p>Predicado verbal: chegou.</p><p>Predicado Nominal</p><p>O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do sujeito.</p><p>Exemplo:</p><p>O entregador está atrasado.</p><p>Predicado nominal: está atrasado.</p><p>Predicado Verbo-Nominal</p><p>O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou intransitivo + o predicativo</p><p>do sujeito ou predicativo do objeto.</p><p>Exemplo:</p><p>A menina chegou ofegante à ginástica.</p><p>Sujeito: A menina</p><p>Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica.</p><p>Complemente sua pesquisa com a leitura dos artigos:</p><p> Termos Constituintes da Oração</p><p> Termos Integrantes da Oração</p><p> Termos Acessórios da Oração</p><p>TERMOS DE ORAÇÃO</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p> Função Sintática</p><p> Análise Sintática</p><p>Exercícios</p><p>1. (EMM) Há predicado verbo-nominal em:</p><p>a) Ela descansava em casa.</p><p>b) Todos cumpriram o juramento</p><p>c) Ele vinha preocupado.</p><p>d) Ele está abatido</p><p>e) Ela marchava alegremente.</p><p>Alternativa c: Ele vinha preocupado.</p><p>2. (EMM) A única oração com sujeito simples é:</p><p>a) Existem algumas dúvidas.</p><p>b) Compraram-se livros e revistas.</p><p>c) Precisa-se de ajuda.</p><p>d) Faz muito frio.</p><p>e) Há alguns problemas.</p><p>Alternativa a: Existem algumas dúvidas.</p><p>3. (PUC-SP) – O verbo ser, na oração:</p><p>“Eram cinco horas da manhã...”, é:</p><p>a) pessoal e concorda com o sujeito indeterminado.</p><p>b) impessoal e concorda com o objeto direto.</p><p>c) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado.</p><p>d) Impessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>e) Pessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>Alternativa d: Impessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>4. (PUC-PR) Sobre o exemplo: "A lua brilhou alegre no céu", afirmamos que:</p><p>I. O verbo brilhar é intransitivo.</p><p>II. O verbo brilhar é transitivo direto.</p><p>III. O verbo brilhar é transitivo indireto.</p><p>IV. O predicado é nominal.</p><p>V. O predicado é verbal.</p><p>VI. O predicado é verbo-nominal.</p><p>a) Estão corretas I e VI.</p><p>b) Estão corretas I e V.</p><p>c) Estão corretas II e V.</p><p>d) Está correta apenas IV.</p><p>e) Estão corretas III e VI.</p><p>Alternativa a: Estão corretas I e VI.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>SUBORDINAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Subordinação Entre Orações E Entre Termos Da Oração</p><p>Domínio Da Estrutura Morfossintática Do Período.</p><p>Subordinação.</p><p>Período composto por subordinação: quando uma oração, chamada subordinada, mantém relação</p><p>sintática com outra, chamada principal.</p><p>Ex. Sabemos que eles estudam muito. (oração que funciona como objeto direto)</p><p>Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.</p><p>Período Composto Por Subordinação</p><p>A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de orações subordinadas:</p><p>substantivas, adjetivas e adverbiais.</p><p>I. Orações Subordinadas Substantivas:São seis as</p><p>orações subordinadas substantivas, que são</p><p>iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)</p><p>A) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal.Existem três estruturas de oração principal</p><p>que se usam com subordinada substantiva subjetiva:verbo de ligação + predicativo + oração</p><p>subordinada substantiva subjetiva.</p><p>Ex. É necessário que façamos nossos deveres.</p><p>verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.Verbo unipessoal só é usado na 3ª</p><p>pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder,</p><p>acontecer.</p><p>Ex. Convém que façamos nossos deveres.</p><p>verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.</p><p>Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.</p><p>B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.(sujeito) + VTD + oração</p><p>subordinada substantiva objetiva direta.</p><p>Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.</p><p>C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.(sujeito) + VTI + prep. +</p><p>oração subordinada substantiva objetiva indireta.</p><p>Ex. Lembro-me de que tu me amavas.</p><p>D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração</p><p>principal.(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva</p><p>nominal.</p><p>Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.</p><p>E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva</p><p>apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.oração principal + : + oração</p><p>subordinada substantiva apositiva.</p><p>Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.</p><p>F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.(sujeito)</p><p>+ VL + oração subordinada substantiva predicativa.</p><p>Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.</p><p>SUBORDINAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:</p><p>Pronomes interrogativos (quem, que, qual…)</p><p>Advérbios interrogativos (onde, como, quando…)</p><p>Perguntou-se quando ele chegaria.Não sei onde coloquei minha carteira.</p><p>II. Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relativo.</p><p>São duas as orações subordinadas adjetivas:</p><p>A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A</p><p>restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada</p><p>por vírgulas.</p><p>Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.</p><p>Os alunos cujas redações foram escolhidas receberão um prêmio.</p><p>B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, explicando mais</p><p>detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A explicativa funciona como aposto</p><p>explicativo e é sempre isolada por vírgulas.</p><p>Ex. Londrina, que é a terceira cidade do região Sul do país, está muito bem cuidada.</p><p>III. Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa</p><p>A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.</p><p>Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.</p><p>Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.</p><p>B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica</p><p>subentendido</p><p>Conjunções: (mais) … que, (menos)… que, (tão)… quanto, como.</p><p>Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).</p><p>C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.</p><p>Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que,</p><p>posto que, ainda que, em que pese.</p><p>Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.</p><p>D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.</p><p>Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.</p><p>Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.</p><p>E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.</p><p>Conjunções: como, conforme, segundo.</p><p>Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.</p><p>SUBORDINAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de consequência.</p><p>Conjunções: (tão)… que, (tanto)… que, (tamanho)… que. Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do</p><p>microfone.</p><p>G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.</p><p>Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.</p><p>Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.</p><p>H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.</p><p>Conjunções: a fim de que, para que, porque.</p><p>Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.</p><p>I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.</p><p>Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais. À medida que o tempo passa, mais</p><p>experientes ficamos.</p><p>IV – Orações Reduzidas</p><p>Quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com o verbo no</p><p>infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o</p><p>nome de infinitivo, de particípio ou de gerúndio.</p><p>Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>COLOCAÇÃO PRONOMINAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Colocação Pronominal</p><p>É a parte da gramática que trata da correta colocação dos pronomes oblíquos átonos na frase.</p><p>Embora na linguagem falada a colocação dos pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas</p><p>normas devem ser observadas, sobretudo, na linguagem escrita.</p><p>Dicas:</p><p>Existe uma ordem de prioridade na colocação pronominal: 1º tente fazer próclise, depois</p><p>mesóclise e em último caso, ênclise.</p><p>Próclise</p><p>É a colocação pronominal antes do verbo. A próclise é usada:</p><p>1) Quando o verbo estiver precedido de palavras que atraem o pronome para antes do</p><p>verbo. São elas:</p><p>a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, jamais, etc.</p><p>Ex.: Não se esqueça de mim.</p><p>b) Advérbios.</p><p>Ex.: Agora se negam a depor.</p><p>c) Conjunções subordinativas.</p><p>Ex.: Soube que me negariam.</p><p>d) Pronomes relativos.</p><p>Ex.: Identificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas.</p><p>e) Pronomes indefinidos.</p><p>Ex.: Poucos te deram a oportunidade.</p><p>f) Pronomes demonstrativos.</p><p>Ex.: Disso me acusaram, mas sem provas.</p><p>2) Orações iniciadas por palavras interrogativas.</p><p>Ex.: Quem te fez a encomenda?</p><p>3) Orações iniciadas por palavras exclamativas.</p><p>Ex.: Quanto</p><p>e gerigonça</p><p>homogeneizar e homogenizar</p><p>húmus e humo</p><p>impingem e impigem</p><p>imundícia, imundície e imundice</p><p>intrincado e intricado</p><p>lide e lida</p><p>louro e loiro</p><p>macaxeira e macaxera</p><p>maltrapilho e maltrapido</p><p>malvadeza e malvadez</p><p>maquiagem e maquilagem</p><p>marimbondo e maribondo</p><p>matracar e matraquear</p><p>mobiliar e mobilhar</p><p>neblina e nebrina</p><p>nenê e neném</p><p>parênteses e parêntesis</p><p>percentagem e porcentagem</p><p>pitoresco, pinturesco e pintoresco</p><p>plancha e prancha</p><p>pólen e polem</p><p>quadrênio e quatriênio</p><p>quatrilhão e quatrilião</p><p>radioatividade e radiatividade</p><p>rastro e rasto</p><p>relampear e relampejar</p><p>remoinho e redemoinho</p><p>salobra e salobre</p><p>taberna e taverna</p><p>tesoura e tesoira</p><p>toicinho e toucinho</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>transpassar, traspassar e trespassar</p><p>transvestir e travestir</p><p>treinar e trenar</p><p>tríade e triada</p><p>trilhão e trilião</p><p>vasculhar e basculhar</p><p>Xérox e Xerox</p><p>xeretar e xeretear</p><p>Caso o / u</p><p>1) Usa-se o na grafia dos seguintes vocábulos:</p><p>boteco</p><p>botequim</p><p>cortiço</p><p>engolir</p><p>goela</p><p>mochila</p><p>moela</p><p>mosquito</p><p>mágoa</p><p>moleque</p><p>nódoa</p><p>tossir</p><p>toalete</p><p>zoar</p><p>2) Usa-se u na grafia dos seguintes vocábulos:</p><p>amuleto</p><p>entupir</p><p>jabuti</p><p>mandíbula</p><p>supetão</p><p>tábua</p><p>Caso e / i</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>1) Os verbos terminados em -UIR e em -OER:</p><p>No Presente do Indicativo, as 2ª e 3ª pessoas do singular são grafadas com I. Exemplo (verbo</p><p>possuir):</p><p>tu possuis</p><p>ele possui</p><p>Ortografia oficial</p><p>tu constróis</p><p>ele constrói</p><p>tu móis</p><p>ele mói</p><p>tu róis</p><p>ele rói</p><p>2) Os verbos terminados em -UAR e em -OAR:</p><p>No Presente do Subjuntivo, todas as pessoas da conjugação serão grafadas com e. Exemplo (verbo</p><p>entoar):</p><p>Que eu entoe</p><p>Que tu entoes</p><p>Que ele entoe</p><p>Que nós entoemos</p><p>Que vós entoeis</p><p>Que eles entoem</p><p>3) Todos os verbos que terminam em [-ear] (arrear, frear, alardear, amacear, passear...) fazem um</p><p>ditongo [-ei-] no presente do indicativo e do subjuntivo nas formas rizotônicas (1ª, 2ª, 3ª do singular e</p><p>3ª do plural,):</p><p>PRESENTE DO</p><p>INDICATIVO</p><p>PRETÉRITO</p><p>PERFEITO</p><p>FUTURO PRESENTE DO</p><p>SUBJUNTIVO</p><p>(que…)</p><p>Eu freio Eu freei Eu frearei Eu freie</p><p>Tu freias Tu freaste Tu frearás Tu freies</p><p>Ele freia Ele freou Ele freará Ele freie</p><p>Nós freamos Nós freamos Nós frearemos Nós freemos</p><p>Vós freais Vós freastes Vós freareis Vós freeis</p><p>Eles freiam Eles frearam Eles frearão Eles freiem</p><p>4) Os verbos terminados em [-iar] (arriar, criar, odiar…) são regulares, exceto o (I)MARIO:</p><p>(Inter)Mediar, Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar, os quais são irregulares e formam ditongo [-ei-] nas</p><p>formas rizotônicas:</p><p>Observe a diferença entre Arriar (regular) e Mediar (irregular):</p><p>PRESENTE DO</p><p>INDICATIVO</p><p>PRESENTE DO</p><p>SUBJUNTIVO</p><p>(que…)</p><p>PRESENTE DO</p><p>INTICATIVO</p><p>PRESENTE DO</p><p>SUBJUNTIVO</p><p>(que…)</p><p>Eu arrio Eu arrie Eu medeio Eu medeie</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Tu arrias Tu arries Tu medeias Tu medeies</p><p>Ele arria Ele arrie Ele medeia Ele medeie</p><p>Nós arriamos Nós arriemos Nós mediamos Nós mediemos</p><p>Vós arriais Vós arrieis Vós mediais Vós medieis</p><p>Eles arriam Eles arriem Eles medeiam Eles medeiem</p><p>DECRETO Nº 6.583, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008.</p><p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da</p><p>Constituição, e</p><p>Considerando que o Congresso Nacional aprovou, por meio do Decreto Legislativo no 54, de 18 de</p><p>abril de 1995, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro</p><p>de 1990;</p><p>Considerando que o Governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação do referido Acordo</p><p>junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, na qualidade de depositário</p><p>do ato, em 24 de junho de 1996;</p><p>Considerando que o Acordo entrou em vigor internacional em 1o de janeiro de 2007, inclusive para o</p><p>Brasil, no plano jurídico externo;</p><p>DECRETA:</p><p>Art. 1o O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, entre os Governos da República de Angola, da</p><p>República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República de Guiné-Bissau, da</p><p>República de Moçambique, da República Portuguesa e da República Democrática de São Tomé e</p><p>Príncipe, de 16 de dezembro de 1990, apenso por cópia ao presente Decreto, será executado e</p><p>cumprido tão inteiramente como nele se contém.</p><p>Art. 2o O referido Acordo produzirá efeitos somente a partir de 1o de janeiro de 2009.</p><p>Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de</p><p>2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor</p><p>e a nova norma estabelecida.</p><p>Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de</p><p>2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor</p><p>e a nova norma estabelecida. (Redação dada pelo Decreto nº 7.875, de 2012)</p><p>Art. 3o São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em</p><p>revisão do referido Acordo, assim como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do art.</p><p>49, inciso I, da Constituição, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.</p><p>Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Brasília, 29 de setembro de 2008; 187o da Independência e 120o da República.</p><p>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</p><p>Celso Luiz Nunes Amorim</p><p>Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.9.2008</p><p>Acordo Ortográfico Da Língua Portuguesa</p><p>Considerando que o projeto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa aprovado em</p><p>Lisboa, em 12 de outubro de 1990, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de</p><p>Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe,</p><p>com a adesão da delegação de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa</p><p>da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Considerando que o texto do acordo que ora se aprova resulta de um aprofundado debate nos Países</p><p>signatários,</p><p>a República Popular de Angola,</p><p>a República Federativa do Brasil,</p><p>a República de Cabo Verde,</p><p>a República da Guiné-Bissau,</p><p>a República de Moçambique,</p><p>a República Portuguesa,</p><p>e a República Democrática de São Tomé e Príncipe,</p><p>acordam no seguinte:</p><p>Artigo 1o</p><p>É aprovado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que consta como anexo I ao presente</p><p>instrumento de aprovação, sob a designação de Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990) e</p><p>vai acompanhado da respectiva nota explicativa, que consta como anexo II ao mesmo instrumento de</p><p>aprovação, sob a designação de Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa</p><p>(1990).</p><p>Artigo 2o</p><p>Os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências</p><p>necessárias com vista à elaboração, até 1 de janeiro de 1993, de um vocabulário ortográfico comum</p><p>da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se</p><p>refere às terminologias científicas e técnicas.</p><p>Artigo 3o</p><p>O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1o de janeiro de 1994, após</p><p>depositados os instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo da República</p><p>Portuguesa.</p><p>Artigo 4o</p><p>Os Estados signatários adotarão as medidas que entenderem adequadas ao efetivo respeito da data</p><p>da entrada em vigor estabelecida no artigo 3o.</p><p>Em fé do que, os abaixo assinados, devidamente credenciados para o efeito, aprovam o presente</p><p>acordo, redigido em língua portuguesa, em sete exemplares, todos igualmente autênticos.</p><p>Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.</p><p>PELA REPÚBLICA POPULAR DE ANGOLA</p><p>JOSÉ MATEUS DE ADELINO PEIXOTO</p><p>Secretário de Estado da Cultura</p><p>PELA REPÚBLICA FEDERATIVA</p><p>DO BRASIL</p><p>CARLOS ALBERTO GOMES CHIARELLI</p><p>se ofendem por nada!</p><p>4) Orações que exprimem desejo (orações optativas).</p><p>Ex.: Que Deus o ajude.</p><p>Mesóclise</p><p>É a colocação pronominal no meio do verbo. A mesóclise é usada:</p><p>1) Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, contanto que esses</p><p>verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise.</p><p>Exemplos:</p><p>Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo.</p><p>Não fosse os meus compromissos, acompanhar-te-ia nessa viagem.</p><p>COLOCAÇÃO PRONOMINAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ênclise</p><p>É a colocação pronominal depois do verbo. A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não</p><p>forem possíveis:</p><p>1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.</p><p>Ex.: Quando eu avisar, silenciem-se todos.</p><p>2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal.</p><p>Ex.: Não era minha intenção machucar-te.</p><p>3) Quando o verbo iniciar a oração.</p><p>Ex.: Vou-me embora agora mesmo.</p><p>4) Quando houver pausa antes do verbo.</p><p>Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo-me hoje mesmo.</p><p>5- Quando o verbo estiver no gerúndio.</p><p>Ex.: Recusou a proposta fazendo-se de desentendida.</p><p>Dicas:</p><p>O pronome poderá vir proclítico quando o infinitivo estiver precedido de preposição ou palavra</p><p>atrativa.</p><p>Exemplos:</p><p>É preciso encontrar um meio de não o magoar.</p><p>É preciso encontrar um meio de não magoá-lo.</p><p>Colocação pronominal nas locuções verbais</p><p>1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio</p><p>a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar.</p><p>Ex.: Haviam-me convidado para a festa.</p><p>b) Se antes da locução verbal houver palavra atrativa, o pronome oblíquo ficará antes do verbo</p><p>auxiliar.</p><p>Ex.: Não me haviam convidado para a festa.</p><p>Dicas:</p><p>Se o verbo auxiliar estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, ocorrerá a</p><p>mesóclise, desde que não haja palavra atrativa antes dele.</p><p>Ex.: Haver-me-iam convidado para a festa.</p><p>2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio:</p><p>a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois</p><p>do verbo principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Devo esclarecer-lhe o ocorrido/ Devo-lhe esclarecer o ocorrido.</p><p>Estavam chamando-me pelo alto-falante./ Estavam-me chamando pelo alto-falante.</p><p>COLOCAÇÃO PRONOMINAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou</p><p>depois do verbo principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Não posso esclarecer-lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido.</p><p>Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando.</p><p>Observações importantes:</p><p>Emprego de o, a, os, as</p><p>1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os pronomes: o, a, os, as não se alteram.</p><p>Exemplos:</p><p>Chame-o agora.</p><p>Deixei-a mais tranquila.</p><p>2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las.</p><p>Exemplos:</p><p>(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.</p><p>(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.</p><p>3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as</p><p>alteram-se para no, na, nos, nas.</p><p>Exemplos:</p><p>Chamem-no agora.</p><p>Põe-na sobre a mesa.</p><p>4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos: mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso,</p><p>podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise.</p><p>Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro)</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Sinônimos e Antônimos</p><p>Os sinônimos e os antônimos designam palavras (substantivos, adjetivos, verbos, complementos,</p><p>etc.), que segundo seu significado, ora se assemelham (sinônimos) e ora são opostas (antônimos).</p><p>A semântica é o ramo da linguística encarregada de estudar as palavras e seus significados. Para</p><p>tanto, enfoca nos estudos dos seguintes conceitos: sinônimos, antônimos, parônimos e homônimos.</p><p>Sinônimos</p><p>Do grego, o termo sinônimo (synonymós) é formado pelas palavras “syn” (com); e “onymia” (nome), ou</p><p>seja, no modo literal significa aquele que está com o nome ou mesmo semelhante a ele. Não obstante,</p><p>a sinonímia é o ramo da semântica que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que possuem</p><p>significado ou sentido semelhante, sendo muito utilizadas nas produções dos textos, uma vez que a</p><p>repetição das palavras empobrece o conteúdo.</p><p>Tipos de Sinônimos</p><p>Embora, muito estudiosos da área advogam sobre a inexistência de palavras sinônimas (com valor</p><p>semântico idêntico), posto que para eles, cada palavra possui um significado distinto; de acordo com a</p><p>aproximação semântica entre as palavras sinônimas, elas são classificadas de duas maneiras:</p><p>• Sinônimos Perfeitos: são as palavras que compartilham significados idênticos, por exemplo: léxico</p><p>e vocabulário; morrer e falecer; após e depois.</p><p>• Sinônimos Imperfeitos: são as palavras que compartilham significados semelhantes e não</p><p>idênticos, por exemplo: feliz e alegre; cidade e município; córrego e riacho.</p><p>Exemplos de Sinônimos</p><p>Segue abaixo alguns exemplos de palavras sinônimas:</p><p>• Adversário e antagonista</p><p>• Adversidade e problema</p><p>• Alegria e felicidade</p><p>• Alfabeto e abecedário</p><p>• Ancião e idoso</p><p>• Apresentar e expor</p><p>• Belo e bonito</p><p>• Brado e grito</p><p>• Bruxa e feiticeira</p><p>• Calmo e tranquilo</p><p>• Carinho e afeto</p><p>• Carro e automóvel</p><p>• Cão e cachorro</p><p>• Casa e lar</p><p>• Contraveneno e antídoto</p><p>• Diálogo e colóquio</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Encontrar e achar</p><p>• Enxergar e ver</p><p>• Extinguir e abolir</p><p>• Gostar e estimar</p><p>• Importante e relevante</p><p>• Longe e distante</p><p>• Moral e ética</p><p>• Oposição e antítese</p><p>• Percurso e trajeto</p><p>• Perguntar e questionar</p><p>• Saboroso e delicioso</p><p>• Transformação e metamorfose</p><p>• Translúcido e diáfano</p><p>Antônimos</p><p>Do grego, o termo antônimo corresponde a união das palavras “anti” (algo contrário ou oposto) e</p><p>“onymia” (nome). A antonímia é o ramo da semântica que se debruça nos estudos sobre as palavras</p><p>antônimas. Do mesmo modo que os sinônimos, os antônimos são utilizados como recursos estilísticos</p><p>na produção dos textos.</p><p>Exemplos de Antônimos</p><p>Segue abaixo alguns exemplos de palavras antônimas:</p><p>• Aberto e fechado</p><p>• Alto e baixo</p><p>• Amor e ódio</p><p>• Ativo e inativo</p><p>• Bendizer e maldizer</p><p>• Bem e mal</p><p>• Bom e mau</p><p>• Bonito e feio</p><p>• Certo e errado</p><p>• Doce e salgado</p><p>• Duro e mole</p><p>• Escuro e claro</p><p>• Forte e fraco</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Gordo e magro</p><p>• Grosso e fino</p><p>• Grande e pequeno</p><p>• Inadequada e adequada</p><p>• Ordem e anarquia</p><p>• Pesado e leve</p><p>• Presente e ausente</p><p>• Progredir e regredir</p><p>• Quente e frio</p><p>• Rápido e lento</p><p>• Rico e pobre</p><p>• Rir e chorar</p><p>• Sair e entrar</p><p>• Seco e molhado</p><p>• Simpático e antipático</p><p>• Soberba e humildade</p><p>• Sozinho e acompanhado</p><p>A Semântica é a parte da linguística que estuda o significado das palavras, a parte significativa do</p><p>discurso. Cada palavra tem seu significado específico, porém podemos estabelecer relações entre</p><p>os</p><p>significados das palavras, assemelhando-as umas às outras ou diferenciando-as segundo seus</p><p>significados.</p><p>SINONÍMIA: Sinonímia é a divisão na Semântica que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que</p><p>possuem significado ou sentido semelhante.</p><p>Algumas palavras mantêm relação de significado entre si e representam praticamente a mesma ideia.</p><p>Estas palavras são chamadas de sinônimos.</p><p>Ex: certo, correto, verdadeiro, exato.</p><p>Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que possuem significados semelhantes.</p><p>A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:</p><p>• adversário e antagonista;</p><p>• translúcido e diáfano;</p><p>• semicírculo e hemiciclo;</p><p>• contraveneno e antídoto;</p><p>• moral e ética;</p><p>• colóquio e diálogo;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• transformação e metamorfose;</p><p>• oposição e antítese.</p><p>ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de significado oposto</p><p>Outras palavras, ainda, possuem significados completamente divergentes, de forma que um se opõe</p><p>ao outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.</p><p>Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.</p><p>Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu significado.</p><p>Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:</p><p>• bendizer e maldizer;</p><p>• simpático e antipático;</p><p>• progredir e regredir;</p><p>• concórdia e discórdia;</p><p>• ativo e inativo;</p><p>• esperar e desesperar;</p><p>• comunista e anticomunista;</p><p>• simétrico e assimétrico.</p><p>Quanto à significação, as palavras são divididas nas seguintes categorias:</p><p>Sinônimos</p><p>As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos. Veja alguns exemplos:</p><p>casa - lar - moradia – residência</p><p>longe – distante</p><p>delicioso – saboroso</p><p>carro - automóvel</p><p>Observe que os sentidos dessas palavras são próximos, mas não são exatamente equivalentes.</p><p>Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma palavra que signifique exatamente a mesma</p><p>coisa que outra.</p><p>Há uma pequena diferença de significado entre palavras sinônimas. Veja que,</p><p>embora casa e lar sejam sinônimos, ficaria estranho se falássemos a seguinte frase: Comprei um novo</p><p>lar.</p><p>Obs.: o uso de palavras sinônimas pode ser de grande utilidade nos processos de retomada de</p><p>elementos que inter-relacionam as partes dos textos.</p><p>Antônimos</p><p>São palavras que possuem significados opostos, contrários. Exemplos:</p><p>mal / bem</p><p>ausência / presença</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>fraco / forte</p><p>claro / escuro</p><p>subir / descer</p><p>cheio / vazio</p><p>possível / impossível</p><p>Sinônimos e antônimos resultam das relações de proximidade e contrariedade que as palavras</p><p>estabelecem umas com as outras. As relações de sinonímia e antonímia são estudadas pela</p><p>semântica.</p><p>São sinônimas as palavras que apresentam significados semelhantes.</p><p>São antônimas as palavras que apresentam significados opostos.</p><p>Sinônimos</p><p>Palavras sinônimas são palavras que apresentam um significado aproximado na representação de uma</p><p>ideia. Embora o sentido de palavras sinônimas seja próximo, não é exatamente equivalente, sendo rara</p><p>a existência de sinônimos perfeitos, ou seja, de palavras diferentes que signifiquem exatamente a</p><p>mesma coisa.</p><p>Isto ocorre porque, mesmo apresentando significados equivalentes, as palavras possuem conotações</p><p>diferentes. Os termos podem ser mais eruditos ou mais populares, apresentando uma carga cultural</p><p>diferente, podem ser mais concretos ou mais abstratos, podem transmitir intensidades diferentes,...</p><p>Além disso, a relação de sinonímia entre duas palavras não é recíproca, ou seja, a substituição de um</p><p>termo pelo outro não ocorre nos dois sentidos. É preciso ter em consideração o contexto em que se</p><p>insere a palavra. Assim, a escolha de um sinônimo deve ser feita de forma contextualizada, para que</p><p>não haja alteração semântica da mensagem.</p><p>O uso de sinônimos é essencial na diversificação vocabular, evitando a repetição. Na produção textual,</p><p>os sinônimos, além de serem usados como um recurso estilístico, são essenciais na retomada de</p><p>elementos que aparecem ao longo de todo o texto.</p><p>Exemplos de sinônimos</p><p>Sinônimos de importante:</p><p>• significativo;</p><p>• considerável;</p><p>• prestigiado;</p><p>• indispensável;</p><p>• fundamental;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de necessário:</p><p>• essencial;</p><p>• fundamental;</p><p>• forçoso;</p><p>• obrigatório;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• imprescindível;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de problema:</p><p>• dificuldade;</p><p>• adversidade;</p><p>• contratempo;</p><p>• defeito;</p><p>• dilema;</p><p>• enigma;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de conhecimento:</p><p>• sabedoria;</p><p>• estudo;</p><p>• compreensão;</p><p>• know-how;</p><p>• convívio;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de desenvolver:</p><p>• crescer;</p><p>• progredir;</p><p>• evoluir;</p><p>• melhorar;</p><p>• aprimorar;</p><p>• expor;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de realizar:</p><p>• fazer;</p><p>• efetuar;</p><p>• executar;</p><p>• acontecer;</p><p>• suceder;</p><p>• conseguir;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de mostrar:</p><p>• expor;</p><p>• apresentar;</p><p>• manifestar;</p><p>• indicar;</p><p>• demonstrar;</p><p>• exibir-se;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de portanto:</p><p>• logo;</p><p>• assim;</p><p>• isto posto;</p><p>• à vista disso;</p><p>• por conseguinte;</p><p>• ...</p><p>Sinônimos de porém:</p><p>• mas;</p><p>• contudo;</p><p>• todavia;</p><p>• falha;</p><p>• senão;</p><p>• ...</p><p>Antônimos</p><p>Palavras antônimas são palavras que apresentam um significado contrário na representação de uma</p><p>ideia. Além de contrariedade e oposição, os antônimos podem também estabelecer correlação e</p><p>complementaridade.</p><p>A antonímia é habitualmente estabelecida entre palavras diferentes, com radicais diferentes, mas os</p><p>antônimos podem ser formados também por prefixos de negação, como: in-, des-, a-. Os antônimos</p><p>podem ainda ser representados por palavras que já apresentam prefixos cujos significados são</p><p>contraditórios.</p><p>Antônimos com radicais diferentes:</p><p>• bom e mau;</p><p>• bonito e feio;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• alto e baixo.</p><p>Antônimos com prefixos de negação:</p><p>• feliz e infeliz;</p><p>• atento e desatento;</p><p>• típico e atípico.</p><p>Antônimos com prefixos contraditórios:</p><p>• exteriorizar e interiorizar;</p><p>• progressão e regressão;</p><p>• ascendente e descendente.</p><p>Tal como os sinônimos, os antônimos são também utilizados como recursos estilísticos na produção</p><p>textual, devendo também ser analisados em contexto.</p><p>Exemplos de antônimos</p><p>Antônimos de dedicado:</p><p>• desinteressado;</p><p>• desapegado;</p><p>• faltoso;</p><p>• desaplicado;</p><p>• relapso;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de pontual:</p><p>• atrasado;</p><p>• retardado;</p><p>• durável;</p><p>• genérico;</p><p>• irresponsável;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de supérfluo:</p><p>• necessário;</p><p>• preciso;</p><p>• útil;</p><p>• importante;</p><p>• indispensável;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• ...</p><p>Antônimos de progredir:</p><p>• regredir;</p><p>• retroceder;</p><p>• involuir;</p><p>• estagnar;</p><p>• permanecer;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de essencial:</p><p>• desnecessário;</p><p>• supérfluo;</p><p>• inútil;</p><p>• secundário;</p><p>• acessório;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de provisório:</p><p>• definitivo;</p><p>• permanente;</p><p>• duradouro;</p><p>• efetivo;</p><p>• estável;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de acender:</p><p>• apagar;</p><p>• extinguir;</p><p>• desligar;</p><p>• esmorecer;</p><p>• acalmar;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de mal:</p><p>• bem;</p><p>• corretamente;</p><p>SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• adequadamente;</p><p>• benefício;</p><p>• favor;</p><p>• ...</p><p>Antônimos de subsequente:</p><p>• precedente;</p><p>• antecedente;</p><p>• anterior;</p><p>• prévio;</p><p>• primeiro;</p><p>• ...</p><p>É muito importante termos o hábito de ler bons livros, histórias em quadrinhos, jornais, e outros, para</p><p>que cada vez o nosso vocabulário se torne mais aperfeiçoado.</p><p>Porque como você sabe, não podemos escrever da mesma maneira como falamos, pois a escrita</p><p>precisa estar de acordo com as regras gramaticais da língua.</p><p>Então, quando falamos em sinônimos, lembramos de significado. E esse significado nos leva à ideia</p><p>do dicionário, porque ele deve ser nosso companheiro constante.</p><p>Qual é a palavra que tem o mesmo sentido de menino?</p><p>Podemos dizer garoto, assim como podemos também falar que caridade é o mesmo que bondade.</p><p>Apenas houve a mudança de palavra, mas o significado permaneceu o mesmo.</p><p>Por isso, dizemos que “sinônimo” significa semelhança de sentido.</p><p>Observe algumas palavras:</p><p>casa – residência</p><p>alegria – felicidade</p><p>percurso – trajeto</p><p>questionar – perguntar</p><p>brincadeira – diversão</p><p>carinho- afeto</p><p>calmo – tranquilo</p><p>Os antônimos significam palavras contrárias, inversas de sentido. Perceba:</p><p>claro – escuro</p><p>dia – noite</p><p>bondade – maldade</p><p>bonito – feio</p><p>limpo – sujo</p><p>correto – errado</p><p>largo – estreito</p><p>alto – baixo</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Denotação e Conotação</p><p>A língua portuguesa permite que seu falante se expresse sendo literal e usando as palavras em seus</p><p>sentidos comuns, ou sendo criativo e expandindo o horizonte de significado das palavras. O importan-</p><p>te para a língua é que a mensagem criada seja entendida por seus receptores. Esse processo de</p><p>comunicação pode utilizar a denotação, o sentido literal das palavras, ou a conotação, o sentido figu-</p><p>rado.</p><p>Denotação</p><p>Palavras ou textos que estão empregados em seus significados habituais, normalmente os encontra-</p><p>dos nos dicionários. Esse tipo de significado é chamado de denotativo. Normalmente, a linguagem</p><p>denotativa é usada para informar de forma objetiva, direta e clara. Exemplos de lugares onde pode-</p><p>mos encontrar a linguagem empregada denotativamente são os textos científicos, jornalísticos e ins-</p><p>trutivos. Vale ressaltar que uma palavra pode ter mais de um significado sem que nenhum deles fuja</p><p>do sentido literal. Veja exemplos abaixo</p><p>• Eu odeio suco de laranja. (Fruta)</p><p>• Minha camisa é laranja. (Cor)</p><p>Conotação</p><p>A linguagem conotativa é utilizada quando o significado de uma palavra, frase ou texto é empregado</p><p>de forma figurada, circunstancial, ou seja, não carrega, naquele contexto, o seu sentido comum. Os</p><p>significados conotativos de uma palavra não são encontrados em um dicionário, isso porque depen-</p><p>dem de interpretação, que pode diferir conforme o receptor da mensagem. Esse tipo de linguagem</p><p>normalmente é empregado em textos mais criativos, poéticos e emocionais, pois o principal objetivo</p><p>de seu uso é provocar sentimentos e sensações.</p><p>A linguagem conotativa é muito mais recorrente do que parece. Em nosso dia a dia, usamos, ouvimos</p><p>ou vemos palavras, frases ou até mesmo imagens com sentido figurado. Seja em anúncios, expres-</p><p>sões ou ditados populares, poesias, literatura e músicas, a conotação está sempre presente. Confira</p><p>alguns exemplos:</p><p>• Ele é o laranja da empresa. (Indivíduo envolvido em transações ilícitas)</p><p>• Seu sucesso é enorme, já pode ser considerada uma estrela. (Pessoa que se destaca tanto quanto</p><p>uma estrela na escuridão do céu)</p><p>• Não vou com vocês nem que a vaca tussa. (Expressão que reforça uma negação)</p><p>Conotação e Denotação</p><p>A língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil, encontrando-se em constante evolução.</p><p>As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim uma variedade de sig-</p><p>nificados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivências e conhecimentos das pessoas que as</p><p>utilizam.</p><p>Exemplos de variação no significado das palavras:</p><p>• Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido próprio ou literal)</p><p>• Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido figurado)</p><p>• Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado)</p><p>As variações nos significados das palavras ocasionam o sentido denotativo(denotação) e o sentido</p><p>conotativo (conotação) das palavras. O sentido denotativo é também conhecido como sentido próprio</p><p>ou literal e o sentido conotativo é também conhecido como sentido figurado.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Denotação</p><p>Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) quando apresenta seu significado ori-</p><p>ginal, independentemente do contexto frásico em que aparece. Quando se refere ao seu significado</p><p>mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro</p><p>significado que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da palavra.</p><p>A denotação tem como finalidade informar o receptor da mensagem de forma clara e objetiva, assu-</p><p>mindo assim um caráter prático e utilitário. É utilizada em textos informativos, como jornais, regula-</p><p>mentos, manuais de instrução, bulas de medicamentos, textos científicos, entre outros.</p><p>Exemplos:</p><p>• O elefante é um mamífero.</p><p>• Já li esta página do livro.</p><p>• A empregada limpou a casa.</p><p>Conotação</p><p>Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado) quando apresenta diferentes significados, sujei-</p><p>tos a diferentes interpretações, dependendo do contexto frásico em que aparece. Quando se refere a</p><p>sentidos, associações e ideias que vão além do sentido original da palavra, ampliando sua significa-</p><p>ção mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbóli-</p><p>co.</p><p>A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no receptor da mensagem, através da ex-</p><p>pressividade e afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem poética e na</p><p>literatura, mas também ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitá-</p><p>rios, entre outros.</p><p>Exemplos:</p><p>• Você é o meu sol!</p><p>• Minha vida é um mar de tristezas.</p><p>• Você tem um coração de pedra!</p><p>• 1- Denotação e Conotação</p><p>• A significação das palavras não é fixa, nem estática. Por meio da imaginação criadora do homem,</p><p>as palavras podem ter seu significado ampliado, deixando de representar apenas a ideia original (bá-</p><p>sica e objetiva). Assim, frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações,</p><p>dependendo de sua colocação numa determinada frase. Observe os seguintes exemplos:</p><p>• A menina está com a cara toda pintada.</p><p>Aquele cara parece suspeito.</p><p>• No primeiro exemplo, a palavra cara significa "rosto", a parte que antecede a cabeça, conforme</p><p>consta nos dicionários. Já no segundo exemplo, a mesma palavra cara teve seu significado ampliado</p><p>e, por uma série de associações, entendemos que nesse caso significa "pessoa", "sujeito", "indiví-</p><p>duo".</p><p>• Algumas vezes, uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de interpreta-</p><p>ção. Veja:</p><p>• Marcos quebrou a cara.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Em seu sentido literal, impessoal, frio, entendemos que Marcos, por algum acidente, fraturou o ros-</p><p>to. Entretanto, podemos entender a mesma frase num sentido figurado, como "Marcos não se deu</p><p>bem", tentou realizar alguma coisa e não conseguiu.</p><p>• Pelos exemplos acima, percebe-se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significa-</p><p>do, ocorrendo, basicamente, duas possibilidades:</p><p>• a) No primeiro exemplo, a palavra apresenta seu sentido original, impessoal, sem considerar o con-</p><p>texto, tal como aparece no dicionário. Nesse caso, prevalece o sentido denotativo - ou denotação - do</p><p>signo linguístico.</p><p>• b) No segundo exemplo, a palavra aparece com outro significado, passível de interpretações dife-</p><p>rentes, dependendo do contexto em que for empregada. Nesse caso, prevalece o sentido conotativo -</p><p>ou conotação do signo linguístico.</p><p>• Obs.: a linguagem poética faz bastante uso do sentido conotativo das palavras, num trabalho contí-</p><p>nuo de criar ou modificar o significado. Na linguagem cotidiana também é comum a exploração do</p><p>sentido conotativo, como consequência da nossa forte carga de afetividade e expressividade.</p><p>2 - Figuras de Linguagem</p><p>• São recursos que tornam as mensagens que emitimos mais expressivas. Subdividem-se em figuras</p><p>de som,figuras de palavras, figuras de pensamento e figuras de construção.</p><p>• Classificação das Figuras de Linguagem</p><p>• Observe:</p><p>1) Fernanda</p><p>acordou às sete horas, Renata às nove horas, Paula às dez e meia.</p><p>2) "Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela."</p><p>3) Seus olhos eram luzes brilhantes.</p><p>• Nos exemplos acima, temos três tipos distintos de figuras de linguagem:</p><p>• Exemplo 1: há o uso de uma construção sintética ao deixar subentendido, na segunda e na terceira</p><p>frase, um termo citado anteriormente - o verbo acordar. Repare que a segunda e a última frase do</p><p>primeiro exemplo devem ser entendidas da seguinte forma: "Renata acordou às nove horas, Pau-</p><p>la acordou às dez e meia. Dessa forma, temos uma figura de construção ou de sintaxe.</p><p>• Exemplo 2: a ideia principal do ditado reside num jogo conceitual entre as palavras fecha e abre,</p><p>que possuem significados opostos. Temos, assim, uma figura de pensamento.</p><p>• Exemplo 3: a força expressiva da frase está na associação entre os elementos olhos e luzes brilhan-</p><p>tes. Essa associação nos permite uma transferência de significados a ponto de usarmos "olhos" por</p><p>"luzes brilhantes". Temos, então, uma figura de palavra.</p><p>• Figura de Palavra</p><p>• A figura de palavra consiste na substituição de uma palavra por outra, isto é, no emprego figura-</p><p>do, simbólico, seja por uma relação muito próxima (contiguidade), seja por uma associação, uma</p><p>comparação, uma similaridade. Esses dois conceitos básicos - contiguidade e similaridade - permi-</p><p>tem-nos reconhecer dois tipos de figuras de palavras: a metáfora e a metonímia.</p><p>• Metáfora</p><p>• A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em lugar de outra, sem que haja</p><p>uma relação real, mas em virtude da circunstância de que o nosso espírito as associa e depreende</p><p>entre elas certas semelhanças. É importante notar que a metáfora tem um caráter subjetivo e momen-</p><p>tâneo; se a metáfora se cristalizar, deixará de ser metáfora e passará a ser catacrese (é o que ocorre,</p><p>por exemplo, com "pé de alface", "perna da mesa", "braço da cadeira").</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Obs.: toda metáfora é uma espécie de comparação implícita, em que o elemento comparativo não</p><p>aparece.</p><p>• Observe a gradação no processo metafórico abaixo:</p><p>• Seus olhos são como luzes brilhantes.</p><p>• O exemplo acima mostra uma comparação evidente, através do emprego da palavra como.</p><p>• Observe agora:</p><p>• Seus olhos são luzes brilhantes.</p><p>• Nesse exemplo não há mais uma comparação (note a ausência da partícula comparativa), e sim</p><p>um símile, ou seja, qualidade do que é semelhante.</p><p>• Por fim, no exemplo:</p><p>• As luzes brilhantes olhavam-me.</p><p>• Há substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Essa é a verdadeira metáfora.</p><p>• Observe outros exemplos:</p><p>• 1) "Meu pensamento é um rio subterrâneo." (Fernando Pessoa)</p><p>• Nesse caso, a metáfora é possível na medida em que o poeta estabelece relações de semelhança</p><p>entre um rio subterrâneo e seu pensamento (pode estar relacionando a fluidez, a profundidade, a</p><p>inatingibilidade, etc.).</p><p>• 2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar algum.</p><p>• Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, na frase acima, uma metáfora. Por trás do uso des-</p><p>sa expressão que indica uma alma rústica e abandonada (e angustiadamente inútil), há uma compa-</p><p>ração subentendida: Minha alma é tão rústica, abandonada (e inútil) quanto uma estrada de terra que</p><p>leva a lugar algum.</p><p>Metonímia</p><p>A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afini-</p><p>dade ou relação de sentido. Observe os exemplos abaixo:</p><p>1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= Gosto de ler a obra literária de Machado de</p><p>Assis.)</p><p>2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= As lâmpadas iluminam o mundo.)</p><p>3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. (= Não te afastes da religião.)</p><p>4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. (= Fumei um saboroso charuto.)</p><p>5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Sócrates tomou veneno.)</p><p>6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. (= Moro no campo e como o alimento</p><p>que produzo.)</p><p>7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Bebeu todo o líquido que estava no cálice.)</p><p>8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. (=</p><p>Os repórteres foram atrás dos jogadores.)</p><p>9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. (= Várias pessoas passavam apressa-</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>damente.)</p><p>10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem nesse mundo. (= Os homens pensam e so-</p><p>frem nesse mundo.)</p><p>11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. (=</p><p>As mulheresforam chamadas, não apenas uma mulher.)</p><p>12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= Minha filha adora o iogurte que é da marca</p><p>danone.)</p><p>13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Alguns astronautas foram à Lua.)</p><p>14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado.)</p><p>Saiba que:</p><p>Atualmente, não se faz mais a distinção entre metonímia e sinédoque (emprego de um termo em</p><p>lugar de outro), havendo entre ambos relação de extensão. Por ser mais abrangente, o conceito de</p><p>metonímia prevalece sobre o de sinédoque.</p><p>Catacrese</p><p>Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contínuo, cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer</p><p>quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro "emprestado".</p><p>Assim, passamos a empregar algumas palavras fora de seu sentido original.</p><p>Exemplos:</p><p>"asa da xícara" "batata da perna"</p><p>"maçã do rosto" "pé da mesa"</p><p>"braço da cadeira" "coroa do abacaxi"</p><p>Perífrase</p><p>Trata-se de uma expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atribu-</p><p>tos, ou de um fato que o celebrizou. Veja o exemplo:</p><p>A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo.</p><p>Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia.</p><p>Exemplos:</p><p>O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando o bem.</p><p>O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito jovem.</p><p>O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.</p><p>Sinestesia</p><p>Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sensações percebidas por diferentes órgãos do</p><p>sentido.</p><p>Exemplos:</p><p>Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (grito = auditivo; áspero = tátil)</p><p>No silêncio negro do seu quarto, aguardava os acontecimentos. (silêncio = auditivo; negro = visual)</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Figuras de Pensamento</p><p>Dentre as figuras de pensamento, as mais comuns são:</p><p>Antítese</p><p>Consiste na utilização de dois termos que contrastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação</p><p>de palavras ou expressões de sentidos opostos. O contraste que se estabelece serve, essencialmen-</p><p>te, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que não se conseguiria com a exposição isolada</p><p>dos mesmos. Observe os exemplos:</p><p>"O mito é o nada que é tudo." (Fernando Pessoa)</p><p>O corpo é grande e a alma é pequena.</p><p>"Quando um muro separa, uma ponte une."</p><p>"Desceu aos pântanos com os tapires; subiu aos Andes com os condores." (Castro Alves)</p><p>Felicidade e tristeza tomaram conta de sua alma.</p><p>Paradoxo</p><p>Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de ideias contraditórias. Veja</p><p>o exemplo:</p><p>Na reunião, o funcionário afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades econô-</p><p>micas.</p><p>Eufemismo</p><p>Consiste em empregar uma expressão mais suave, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar</p><p>alguma coisa áspera, desagradável ou chocante.</p><p>Exemplos:</p><p>Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (= morreu)</p><p>O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)</p><p>Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)</p><p>Ironia</p><p>Consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de pensa-</p><p>mento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em ressaltar algum aspecto passível de crítica. A</p><p>ironia</p><p>deve ser muito bem construída para que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode passar</p><p>uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor. Veja os exemplos abaixo:</p><p>Como você foi bem na última prova, não tirou nem a nota mínima!</p><p>Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que estão por perto.</p><p>Hipérbole</p><p>É a expressão intencionalmente exagerada com o intuito de realçar uma ideia. Exemplos:</p><p>Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.</p><p>"Rios te correrão dos olhos, se chorares." (Olavo Bilac)</p><p>Prosopopeia ou Personificação</p><p>Consiste em atribuir ações ou qualidades de seres animados a seres inanimados, ou características</p><p>humanas a seres não humanos. Observe os exemplos:</p><p>As pedras andam vagarosamente.</p><p>O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, um cego que guia.</p><p>A floresta gesticulava nervosamente diante da serra.</p><p>O vento fazia promessas suaves a quem o escutasse.</p><p>Chora, violão.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Apóstrofe</p><p>Consiste na "invocação" de alguém ou de alguma coisa personificada, de acordo com o objetivo do</p><p>discurso que pode ser poético, sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo chamamento do receptor da</p><p>mensagem, seja ele imaginário ou não. A introdução da apóstrofe interrompe a linha de pensamento</p><p>do discurso, destacando-se assim a entidade a que se dirige e a ideia que se pretende pôr em evi-</p><p>dência com tal invocação. Realiza-se por meio do vocativo. Exemplos:</p><p>Moça, que fazes aí parada?</p><p>"Pai Nosso, que estais no céu..."</p><p>"Liberdade, Liberdade,</p><p>Abre as asas sobre nós,</p><p>Das lutas, na tempestade,</p><p>Dá que ouçamos tua voz..." (Osório Duque Estrada)</p><p>Gradação</p><p>Consiste em dispor as ideias por meio de palavras, sinônimas ou não, em ordem crescente ou de-</p><p>crescente. Quando a progressão é ascendente, temos o clímax; quando é descendente, o anticlímax.</p><p>Observe este exemplo:</p><p>Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana com seus olhos claros e brincalhões...</p><p>O objetivo do narrador é mostrar a expressividade dos olhos de Joana. Para chegar a esse detalhe,</p><p>ele se refere ao céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana e seus olhos. Nota-se que o pensa-</p><p>mento foi expresso em ordem decrescente de intensidade. Outros exemplos:</p><p>"Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu amor". (Olavo Bilac)</p><p>"O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se." (Padre Antônio Vieira)</p><p>Figuras de Construção ou Sintáticas</p><p>As figuras de construção ocorrem quando desejamos atribuir maior expressividade ao significado.</p><p>Assim, a lógica da frase é substituída pela maior expressividade que se dá ao sentido.</p><p>Elipse</p><p>Consiste na omissão de um ou mais termos numa oração que podem ser facilmente identificados,</p><p>tanto por elementos gramaticais presentes na própria oração, quanto pelo contexto. Exemplos:</p><p>1) A cada um o que é seu. (Deve se dar a cada um o que é seu.)</p><p>2) Tenho duas filhas, um filho e amo todos da mesma maneira. (Nesse exemplo, as desinências ver-</p><p>bais de tenho e amo permitem-nos a identificação do sujeito em elipse "eu".)</p><p>3) Regina estava atrasada. Preferiu ir direto para o trabalho. (Ela, Regina, preferiu ir direto para o</p><p>trabalho, pois estava atrasada.)</p><p>4) As rosas florescem em maio, as margaridas em agosto. (As margaridas florescem em agosto.)</p><p>Zeugma</p><p>Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita a omissão de um termo já mencionado anteri-</p><p>ormente. Exemplos:</p><p>Ele gosta de geografia; eu, de português.</p><p>Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só móveis modernos.</p><p>Ela gosta de natação; eu, de vôlei.</p><p>No céu há estrelas; na terra, você.</p><p>Silepse</p><p>A silepse é a concordância que se faz com o termo que não está expresso no texto, mas sim com a</p><p>ideia que ele representa. É uma concordância anormal, psicológica, espiritual, latente, porque se faz</p><p>com um termo oculto, facilmente subentendido. Há três tipos de silepse: de gênero, número e pessoa.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Silepse de Gênero</p><p>Os gêneros são masculino e feminino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se faz com</p><p>a ideia que o termo comporta. Exemplos:</p><p>1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o calor intenso.</p><p>Nesse caso, o adjetivo bonita não está concordando com o termo Porto Velho, que gramaticalmente</p><p>pertence ao gênero masculino, mas com a ideia contida no termo (a cidade de Porto Velho).</p><p>2) Vossa excelência está preocupado.</p><p>Nesse exemplo, o adjetivo preocupado concorda com o sexo da pessoa, que nesse caso é masculi-</p><p>no, e não com o termo Vossa excelência.</p><p>Silepse de Número</p><p>Os números são singular e plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da oração não concor-</p><p>da gramaticalmente com o sujeito da oração, mas com a ideia que nele está contida. Exemplos:</p><p>A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade de Salvador.</p><p>Como vai a turma? Estão bem?</p><p>O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.</p><p>Note que nos exemplos acima, os verbos andaram, estão e gritavam não concordam gramaticalmen-</p><p>te com os sujeitos das orações (que se encontram no singular, procissão, turma e povo, respectiva-</p><p>mente), mas com a ideia de pluralidade que neles está contida. Procissão, turma e povo dão a ideia</p><p>de muita gente, por isso que os verbos estão no plural.</p><p>Silepse de Pessoa</p><p>Três são as pessoas gramaticais: a primeira, a segunda e a terceira. A silepse de pessoa ocorre</p><p>quando há um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não concorda com o sujeito da ora-</p><p>ção, mas sim com a pessoa que está inscrita no sujeito.</p><p>Exemplos:</p><p>O que não compreendo é como os brasileiros persistamos em aceitar essa situação.</p><p>Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho.</p><p>"Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins públicos." (Machado de Assis)</p><p>Observe que os verbos persistamos, temos e somos não concordam gramaticalmente com os seus</p><p>sujeitos (brasileiros, agricultores e cariocas que estão na terceira pessoa), mas com a ideia que neles</p><p>está contida (nós, os brasileiros, os agricultores e os cariocas).</p><p>Polissíndeto / Assíndeto</p><p>Para estudarmos essas duas figuras de construção, é necessário recordar um conceito estudado em</p><p>sintaxe sobre período composto. No período composto por coordenação, podemos ter orações sindé-</p><p>ticas ou assindéticas. A oração coordenada ligada por uma conjunção (conectivo) é sindética; a ora-</p><p>ção que não apresenta conectivo é assindética.</p><p>Recordado esse conceito, podemos definir as duas figuras de construção:</p><p>1) Polissíndeto</p><p>É uma figura caracterizada pela repetição enfática dos conectivos. Observe o exemplo:</p><p>"Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se espe-</p><p>daça, e morre." (Olavo Bilac)</p><p>"Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da nature-</p><p>za.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2) Assíndeto</p><p>É uma figura caracterizada pela ausência, pela omissão das conjunções coordenativas, resultando no</p><p>uso de orações coordenadas assindéticas. Exemplos:</p><p>Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família.</p><p>"Vim, vi, venci." (Júlio César)</p><p>Pleonasmo</p><p>Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as mesmas palavras ou não. A finalidade do pleo-</p><p>nasmo é realçar a ideia, torná-la mais expressiva. Veja este exemplo:</p><p>O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo.</p><p>Nesta oração, os termos "o problema da violência" e "lo" exercem a mesma função sintática: objeto</p><p>direto. Assim, temos um pleonasmo do objeto direto, sendo o pronome "lo" classsificado como objeto</p><p>direto pleonástico.</p><p>Outro exemplo:</p><p>Aos funcionários, não lhes interessam tais medidas.</p><p>Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto</p><p>Nesse caso, há um pleonasmo do objeto indireto, e o pronome "lhes" exerce a função de objeto indi-</p><p>reto pleonástico.</p><p>Exemplos:</p><p>"Vi, claramente visto, o lumo vivo." (Luís de Camões)</p><p>"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal." (Fernando Pessoa)</p><p>"E rir meu riso." (Vinícius de</p><p>Moraes)</p><p>"O bicho não era um cão,</p><p>Não era um gato,</p><p>Não era um rato.</p><p>O bicho, meu Deus, era um homem." (Manuel Bandeira)</p><p>Observação: o pleonasmo só tem razão de ser quando confere mais vigor à frase; caso contrário,</p><p>torna-se um pleonasmo vicioso. Exemplos:</p><p>Vi aquela cena com meus próprios olhos.</p><p>Vamos subir para cima.</p><p>Anáfora</p><p>É a repetição de uma ou mais palavras no início de várias frases, criando assim, um efeito de reforço</p><p>e de coerência. Pela repetição, a palavra ou expressão em causa é posta em destaque, permitindo ao</p><p>escritor valorizar determinado elemento textual. Os termos anafóricos podem muitas vezes ser substi-</p><p>tuídos por pronomes relativos. Assim, observe o exemplo abaixo:</p><p>Encontrei um amigo ontem. Ele disse-me que te conhecia. O termo ele é um termo anafórico, já que</p><p>se refere a um amigo anteriormente referido. Observe outro exemplo:</p><p>"Se você gritasse</p><p>Se você gemesse,</p><p>Se você tocasse</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>a valsa vienense</p><p>Se você dormisse,</p><p>Se você cansasse,</p><p>Se você morresse...</p><p>Mas você não morre,</p><p>Você é duro José!" (Carlos Drummond de Andrade)</p><p>Anacoluto</p><p>Consiste na mudança da construção sintática no meio da frase, ficando alguns termos desligados do</p><p>resto do período. Veja o exemplo:</p><p>Esses alunos da escola, não se pode duvidar deles.</p><p>A expressão "esses alunos da escola" deveria exercer a função de sujeito. No entanto, há uma inter-</p><p>rupção da frase e essa expressão fica à parte, não exercendo nenhuma função sintática. O anacoluto</p><p>também é chamado de "frase quebrada", pois corresponde a uma interrupção na sequência lógica do</p><p>pensamento.</p><p>Exemplos:</p><p>O Alexandre, as coisas não lhe estão indo muito bem.</p><p>A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha. (Camilo Castelo Branco)</p><p>Obs.: o anacoluto deve ser usado com finalidade expressiva em casos muito especiais. Em geral,</p><p>deve-se evitá-lo.</p><p>Hipérbato / Inversão</p><p>É a inversão da estrutura frásica, isto é, a inversão da ordem direta dos termos da oração. Exemplos:</p><p>São como cristais as palavras. (Na ordem direta seria: As palavras são como cristais.)</p><p>Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem direta seria: Eu cuido dos meus problemas.)</p><p>Figuras de Som</p><p>Aliteração</p><p>Consiste na repetição de consoantes como recurso para intensificação do ritmo ou como efeito sono-</p><p>ro significativo. Exemplos:</p><p>Três pratos de trigo para três tigres tristes.</p><p>O rato roeu a roupa do rei de Roma.</p><p>"Vozes veladas, veludosas vozes,</p><p>Volúpias dos violões, vozes veladas</p><p>Vagam nos velhos vórtices velozes</p><p>Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."</p><p>Cruz e Souza (Aliteração em "v")</p><p>Assonância</p><p>Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. Exemplos:</p><p>"Sou um mulato nato no sentido lato</p><p>mulato democrático do litoral."</p><p>Onomatopeia</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ocorre quando se tentam reproduzir na forma de palavras os sons da realidade. Exemplos:</p><p>Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.</p><p>Miau, miau. (Som emitido pelo gato)</p><p>Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.</p><p>Cócórócócó, fez o galo às seis da manhã.</p><p>3 - Vícios de Linguagem</p><p>Ao contrário das figuras de linguagem, que representam realce e beleza às mensagens emitidas,</p><p>os vícios de linguagem são palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais. Os</p><p>vícios de linguagem costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por</p><p>parte do emissor. Observe:</p><p>Pleonasmo Vicioso ou Redundância</p><p>Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se pleonasmo vicioso quando há repetição desneces-</p><p>sária de uma informação na frase.</p><p>Exemplos:</p><p>Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer.</p><p>Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.</p><p>Encontraremos outra alternativa para esse problema.</p><p>Observação: o pleonasmo é considerado vício de linguagem quando usado desnecessariamente, no</p><p>entanto, quando usado para reforçar a mensagem, constitui uma figura de linguagem.</p><p>Barbarismo</p><p>É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis:</p><p>1) Pronúncia</p><p>a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.</p><p>Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica)</p><p>b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.</p><p>Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (problemas)</p><p>c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma palavra.</p><p>Exemplos:</p><p>Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)</p><p>O segurança deteu aquele homem. (deteve)</p><p>2) Morfologia</p><p>Exemplos:</p><p>Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)</p><p>Sou a aluna mais maior da turma. (maior)</p><p>3) Semântica</p><p>Por Exemplo: José comprimentou seu vizinho ao sair de casa. (cumprimentou)</p><p>4) Estrangeirismos</p><p>Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de palavras estrangeiras, ou seja, quando já</p><p>existe palavra ou expressão correspondente na língua.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Exemplos:</p><p>O show é hoje! (espetáculo)</p><p>Vamos tomar um drink? (drinque)</p><p>Solecismo</p><p>É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes níveis:</p><p>1) Concordância</p><p>Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia)</p><p>2) Regência</p><p>Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)</p><p>3) Colocação</p><p>Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-me em pé. (não me aguentei em pé)</p><p>Ambiguidade ou Anfibologia</p><p>Ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de sentido da frase.</p><p>Exemplos:</p><p>Ana disse à amiga que seu namorado havia chegado. (O namorado é de Ana ou da amiga?)</p><p>O pai falou com o filho caído no chão. (Quem estava caído no chão? Pai ou filho?)</p><p>Cacofonia</p><p>Ocorre quando a junção de duas ou mais palavras na frase provoca som desagradável ou palavra</p><p>inconveniente.</p><p>Exemplos:</p><p>Uma mão lava outra. (mamão)</p><p>Vi ela na esquina. (viela)</p><p>Dei um beijo na boca dela. (cadela)</p><p>Eco</p><p>Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonân-</p><p>cia.</p><p>Por Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população.</p><p>Hiato</p><p>Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância.</p><p>Exemplos:</p><p>Eu a amo.</p><p>Ou eu ou a outra ganhará o concurso.</p><p>Colisão</p><p>Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância.</p><p>Por Exemplo: Sua saia sujou.</p><p>Funções da Linguagem</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Para que serve a linguagem?</p><p>Sabemos que a linguagem é uma das formas de apreensão e de comunicação das coisas do mundo.</p><p>O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos para representar o que pensa, o que sen-</p><p>te, o que quer, o que faz.</p><p>Sendo assim, o que conseguimos expressar e comunicar através da linguagem? Para que elafuncio-</p><p>na?</p><p>A multiplicidade da linguagem pode ser sintetizada em seis funções ou finalidades básicas. Veja a</p><p>seguir:</p><p>1) Função Referencial ou Denotativa</p><p>Palavra-chave: referente</p><p>Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados concretos, fatos e</p><p>circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qual-</p><p>quer exposição de conceitos. Coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensa-</p><p>gem se refere.</p><p>Exemplo:</p><p>Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja,</p><p>uma banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta,</p><p>logo, há função referencial).</p><p>2) Função Expressiva ou Emotiva</p><p>Palavra-chave: emissor</p><p>Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos indicadores da fun-</p><p>ção emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reti-</p><p>cências e o ponto de exclamação.</p><p>Exemplos:</p><p>a) Ah, que coisa boa!</p><p>b) Tenho um pouco de medo...</p><p>c) Nós te amamos!</p><p>3) Função Apelativa ou Conativa</p><p>Palavra-chave: receptor</p><p>Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-lo de algo ou dar-</p><p>lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pes-</p><p>soa, além dos vocativos e imperativo. É a linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas</p><p>que se dirigem diretamente ao consumidor.</p><p>Exemplos:</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>a) Você já tomou banho?</p><p>b) Mãe, vem cá!</p><p>c) Não perca esta promoção!</p><p>4) Função Poética</p><p>Palavra-chave: mensagem</p><p>É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em como di-</p><p>zer do que com o que dizer. O escritor, por exemplo, procura fugir das formas habituais e expressão,</p><p>buscando deixar mais bonito o seu texto, surpreender, fugir da lógica ou provocar um efeito humorís-</p><p>tico. Embora seja própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da literatu-</p><p>ra em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de valor metafórico e na</p><p>publicidade.</p><p>Exemplos:</p><p>a) “... a lua era um desparrame de prata”.</p><p>(Jorge Amado)</p><p>b) Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa.</p><p>(Texto publicitário)</p><p>c) Se eu não vejo</p><p>a mulher</p><p>que eu mais desejo</p><p>nada que eu veja</p><p>vale o que</p><p>eu não vejo</p><p>(Daniel Borges)</p><p>5) Função Fática</p><p>Palavra-chave: canal</p><p>Tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. É aplicada em situações</p><p>em que o mais importante não é o que se fala, nem como se fala, mas sim o contato entre o emissor</p><p>e o receptor. Fática quer dizer "relativa ao fato", ao que está ocorrendo. Aparece geralmente nas fór-</p><p>mulas de cumprimento: Como vai, tudo certo?; ou em expressões que confirmam que alguém está</p><p>ouvindo ou está sendo ouvido: sim, claro, sem dúvida, entende?, não é mesmo? É a linguagem das</p><p>falas telefônicas, saudações e similares.</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Exemplo:</p><p>Alô? Está me ouvindo?</p><p>6) Função Metalinguística</p><p>Palavra-chave: código</p><p>Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre quando o emissor explica um código usando o</p><p>próprio código. É a poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro</p><p>texto. As gramáticas e os dicionários são exemplos de metalinguagem.</p><p>Exemplo:</p><p>Frase é qualquer enunciado linguístico com sentido acabado.</p><p>(Para dar a definição de frase, usamos uma frase.)</p><p>Observações:</p><p>- Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a</p><p>função predominante no texto, para então defini-lo.</p><p>- As funções para a linguagem foram bem caracterizadas em 1960, por um famoso linguista russo</p><p>chamado Roman Jakobson, num célebre ensaio intitulado "Linguística e Poética".</p><p>Denotação e Conotação</p><p>As variações de significado de um signo linguístico são chamadas de denotação e conotação. Elas</p><p>devem estar subordinadas ao tipo de linguagem que se deseja empregar.</p><p>Você sabe o que é denotação? E conotação? Para entender melhor esses importantes elementos da</p><p>linguagem, observe as tirinhas:</p><p>Hagar, o Horrível. Criação de Chris Browne. É comum encontrarmos nas tirinhas recursos expressi-</p><p>vos da linguagem, como a conotação</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Calvin e Haroldo, criação de Bill Watterson. O uso da conotação confere o efeito de humor da tirinha</p><p>No terceiro quadrinho da primeira tirinha, é possível notar um diálogo interessante entre os amigos</p><p>Hagar e Eddie Sortudo. A pergunta metafórica feita por Hagar ganhou uma resposta inesperada, visto</p><p>que seu amigo não compreendeu o sentido conotativoempregado em sua linguagem. A respos-</p><p>ta “Você está aqui porque o dono do bar deixa você pendurar a conta até o fim do mês” também utili-</p><p>za uma linguagem figurativa, pois “pendurar a conta” quer dizer, na verdade, consumir e protelar o</p><p>pagamento, certo?</p><p>Na tirinha de Calvin e Haroldo, também encontramos uma expressão empregada em seu sentido</p><p>metafórico: Quando o valentão Moe diz para Calvin que ele “vai comer asfalto”, não esperamos que a</p><p>ameaça seja cumprida ao pé da letra, mas sabemos que o sentido dado à expressão é negativo. Moe</p><p>usou o sentido figurado para dizer que Calvin vai passar por “maus pedaços” no quinto ano. Pois</p><p>bem, temos aí bons exemplos de denotação e conotação.</p><p>Pois bem, a denotação e a conotação dizem respeito às variações de significado que ocorrem no</p><p>signo linguístico — elemento que representa o significado e o significante. Em outras palavras, po-</p><p>demos dizer que nem sempre os vocábulos apresentam apenas um significado, podendo apresentar</p><p>uma variedade deles de acordo com o contexto em que são empregados. Observe o exemplo:</p><p>Os donos soltaram os cachorros para que eles pudessem passear na fazenda.</p><p>Eles soltaram os cachorros quando perceberam que foram enganados!</p><p>Você diria que a expressão “soltaram os cachorros” foi empregada com a mesma intenção nas duas</p><p>orações? Na primeira, a expressão “soltaram os cachorros” foi utilizada em seu sentido literal, isto é,</p><p>no sentido denotativo, pois de fato os animais foram liberados para passear. E na segunda oração?</p><p>Qual sentido você atribuiu à expressão “soltaram os cachorros”? Provavelmente você percebeu que</p><p>ela foi empregada em seu sentido conotativo, pois naquele contexto representou que alguém ficou</p><p>bravo e acabou se exaltando, perdendo a paciência.</p><p>Geralmente, a conotação é empregada em uma linguagem específica, que não tenha compromisso</p><p>em ser objetiva ou literal. Ela é muito encontrada na literatura, que utiliza diversos recursos expressi-</p><p>vos para realçar um elaborado trabalho com a linguagem. Nos textos informativos, por exemplo, a</p><p>conotação dá lugar à denotação, pois a informação deve ser transmitida da maneira mais clara possí-</p><p>vel, para assim evitar interpretações equivocadas e o efeito de ambiguidade.</p><p>Sintetizando:</p><p>Conotação: Sentido mais geral que se pode atribuir a um termo abstrato, além da significação própria.</p><p>Sentido figurado, metafórico.</p><p>Denotação: Significado de uma palavra ou expressão mais próximo do seu sentido literal. Sentido</p><p>real, denotativo.</p><p>Denotação e Conotação</p><p>Compare as duas frases:</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>1 – Faça uma fogueira com o máximo cuidado.</p><p>2 – Seu rosto foi consumido pela fogueira das minhas recordações.</p><p>A palavra fogueira tem dois significados, dependendo do contexto em que aparece: na frase 1, signi-</p><p>fica lenha ou outra matéria combustível empilhada, a qual se lança fogo; na frase 2, significa ardor,</p><p>exaltação, entusiasmo.</p><p>No primeiro caso, a palavra fogueira está empregada em seu sentido denotativo.</p><p>A denotação consiste em utilizar as palavras no seu sentido próprio, literal, comum, ou seja, aquele</p><p>existente nos dicionários. A linguagem denotativa é basicamente informativa, ou seja, não produz</p><p>emoção ao leitor.</p><p>Já, na segunda frase, a palavra foi usada em sentido conotativo, pois a ela foi atribuída um novo sig-</p><p>nificado.</p><p>Conotação é, portanto, o emprego de uma palavra em seu sentido figurado, e depende do contexto</p><p>em que foi utilizada. Em textos literários, há predomínio da conotação. A conotação de uma palavra</p><p>pode variar de indivíduo para indivíduo numa mesma comunidade, de acordo com as experiências</p><p>pessoais de cada um.</p><p>Outros exemplos:</p><p>Prefiro responder-lhe pelas páginas de uma revista. (denotação)</p><p>Você é uma página virada na história da minha vida. (conotação)</p><p>Os adversários lutaram até o anoitecer. (denotação)</p><p>A criança luta todas as noites contra o sono. (conotação)</p><p>Agora, veja estas frases dos textos:</p><p>“(O rio) Sempre sonhando rumo ao mar, / como uma canção de prata, /</p><p>vai cantando em seus cristais / desde a noite até a alvorada.”</p><p>“(O rio São Francisco) nasce em Minas Gerais e percorre 3160 quilômetros,</p><p>passando pela Bahia, por Pernambuco, Alagoas e Sergipe.”</p><p>Percebe-se que a linguagem do texto 1 é conotativa, pois o locutor usa palavras em um sentido dife-</p><p>rente daquele em que normalmente são empregadas; já, a linguagem do segundo texto é denotativa,</p><p>pois as palavras foram usadas em seu sentido próprio.</p><p>Denotação e conotação são duas palavras muito usadas na área</p><p>da linguística. Denotação indica o</p><p>sentido literal das palavras e conotação indica o sentido figurado das palavras. Fora dessa área es-</p><p>pecífica, o termo denotação é pouco utilizado, mas o substantivo conotação é muito utilizado: conota-</p><p>ção negativa, conotação maliciosa, conotação sexual,...</p><p>Denotação</p><p>A denotação é utilizada em textos informativos, apresentando um caráter prático e utilitário. Transmite</p><p>a mensagem de forma clara e objetiva. Indica o sentido literal de uma palavra, o seu significado mais</p><p>objetivo e comum, independentemente da frase ou contexto em que se encontra inserida.</p><p>Exemplos de frases com denotação</p><p>• Estou com dor de cabeça.</p><p>• A fera fugiu da jaula.</p><p>• Nunca fui à capital do nosso país.</p><p>Conotação</p><p>A conotação é utilizada na literatura, em letras de música, em anúncios publicitários,... Indica o senti-</p><p>do figurado de uma palavra, sujeito a interpretações variadas, mediante a frase ou contexto em que</p><p>DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO</p><p>18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>aparece. Tem uma significação ampliada, baseada em associações e ideias que vão além do sentido</p><p>original da palavra.</p><p>Exemplos de frases com conotação</p><p>• Ele é o cabeça do grupo.</p><p>• Sou fera na matemática.</p><p>• Não posso ir, estou sem capital.</p><p>Exemplos de uso da palavra conotação</p><p>• Você notou que o discurso tinha uma conotação racista?</p><p>• Essa palavra tem uma conotação negativa. Não a use!</p><p>• Tente dar uma conotação alegre à mensagem.</p><p>O que é conotação e denotação?</p><p>Os sentidos das palavras não são imutáveis, ou seja, dependendo do contexto, as palavras podem</p><p>ganhar um sentido que muitas vezes um leitor comum nem pensa. Para estudar este tipo de uso das</p><p>palavras é que se estuda a denotação e conotação.</p><p>Caso as palavras tivessem um sentido engessado, único e sem graça, os escritores não teriam espa-</p><p>ço no idioma, mas como a língua portuguesa é um campo bem flexível, uma mesma palavra pode ter</p><p>diversos sentidos, sendo que estes sentidos podem ser classificados como denotação e conotação.</p><p>O que é denotação?</p><p>Denotação é quando um texto é usado de forma que achamos em um dicionário, ou seja, em seu</p><p>sentido literal, sem nenhum tipo de mudança em seu sentido e abaixo temos um exemplo deste uso:</p><p>• "A cara da menina está toda pintada."</p><p>No exemplo citado acima, a palavra cara se refere ao rosto da menina todo pintado, ou seja, a pala-</p><p>vra cara tem o sinônimo de face neste exemplo e este é o sentido da palavra no dicionário e como é</p><p>usado normalmente.</p><p>O que é conotação?</p><p>Em alguns tipos de texto, o uso nada comum de muitas palavras é bem comum, como no caso de</p><p>textos poéticos ou de escritores famosos, muitas das vezes encontramos palavras que usaríamos de</p><p>uma forma sendo usadas de modo completamente diferentes.</p><p>E que dão um sentido bem interessante e inusitado ao texto, ou seja, quando uma palavra entra em</p><p>um contexto em que se pode ser interpretada de diversas maneiras chamamos de denotação e no</p><p>texto abaixo teremos um exemplo bem simples:</p><p>• "Henrique quebrou a cara."</p><p>A frase descrita acima remete pelo menos duas interpretações: ou que Henrique machucou o rosto</p><p>ou que se deu mal em alguma situação e para este tipo de situação damos o nome de conotação.</p><p>Sendo que este tipo de recurso é muito usado em poemas e até no dia-a-dia, quando desejamos</p><p>colocar uma carga forte de emoções em alguma expressão.</p><p>Cabe a cada escritor saber o momento certo de se usar estas duas ferramentas (de uso denotativo e</p><p>conotativo), que podem deixar os textos bem interessantes, principalmente a conotação.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Redação Oficial</p><p>É todo ato normativo e toda comunicação do Poder Público. Deve caracterizar-se pela</p><p>impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.</p><p>Outros procedimentos rotineiros também fazem parte da redação de comunicações oficiais, como as</p><p>formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes etc.</p><p>1. Peculiaridades da redação oficial</p><p>1.1. Impessoalidade</p><p>A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade. O tratamento impessoal que</p><p>deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:</p><p>a) da ausência de impressões individuais de quem comunica;</p><p>b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação; e</p><p>c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado.</p><p>1.2. Linguagem</p><p>O texto oficial requer o uso do padrão culto da língua. Padrão culto é aquele em que:</p><p>a) se observam as regras da gramática formal,</p><p>b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.</p><p>A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial procede do fato de que ele está acima</p><p>das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das</p><p>idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por</p><p>todos os cidadãos.</p><p>A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam.</p><p>1.3. Formalidade</p><p>As comunicações oficiais devem ser sempre formais. Não só ao correto emprego deste ou daquele</p><p>pronome de tratamento, mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez e à civilidade.</p><p>1.4. Padronização</p><p>A clareza de digitação, o uso de papéis uniformes e a correta diagramação do texto são</p><p>indispensáveis à padronização.</p><p>1.5. Concisão</p><p>A concisão é uma qualidade do texto, principalmente o do oficial. Conciso é o texto que consegue</p><p>transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. A concisão é,</p><p>basicamente, economia lingüística. Isso não quer dizer economia de pensamento, isto é, não se</p><p>devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se</p><p>exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já</p><p>foi dito.</p><p>Deve-se perceber a hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias</p><p>fundamentais e idéias secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las,</p><p>exemplificá-las; mas existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao</p><p>texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.</p><p>1.6. Clareza</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Claro é aquele texto que possibilita</p><p>imediata compreensão pelo leitor. A clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende</p><p>estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem:</p><p>a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um</p><p>tratamento personalista dado ao texto;</p><p>b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a</p><p>vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;</p><p>c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;</p><p>d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.</p><p>É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a</p><p>indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e</p><p>de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção.</p><p>A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas</p><p>comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto</p><p>que não seja seguida por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a</p><p>máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.</p><p>1.7. Pronomes de Tratamento</p><p>Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades. Embora se refiram à segunda pessoa</p><p>gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação),</p><p>levam a concordância</p><p>para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução e não com o</p><p>pronome. “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.</p><p>Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da</p><p>terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).</p><p>O gênero gramatical dos adjetivos referidos deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e</p><p>não com o substantivo que compõe a locução. “Vossa Excelência está atarefado.”, “Vossa Senhoria</p><p>deve estar satisfeito.” “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.</p><p>O emprego dos pronomes de tratamento obedece à secular tradição. São de uso consagrado:</p><p>Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:</p><p>a) do Poder Executivo</p><p>Presidente da República</p><p>Vice-Presidente da República</p><p>Ministros de Estado</p><p>Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal</p><p>Oficiais-Generais das Forças Armadas</p><p>Embaixadores</p><p>Secretários-Executivos de Ministérios</p><p>Secretários de Estado dos Governos Estaduais</p><p>Chefe da Casa Civil da Presidência da República</p><p>Chefe do Gabinete de Segurança Institucional</p><p>Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União</p><p>Prefeitos Municipais</p><p>b) do Poder Legislativo</p><p>Deputados Federais e Senadores</p><p>Ministros do Tribunal de Contas da União</p><p>Deputados Estaduais e Distritais</p><p>Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais</p><p>Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais</p><p>c) do Poder Judiciário</p><p>Ministros dos Tribunais Superiores</p><p>Membros de Tribunais</p><p>Juízes</p><p>Auditores da Justiça Militar</p><p>O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo</p><p>Senhor, seguido do cargo respectivo:</p><p>Excelentíssimo Senhor Presidente da República,</p><p>Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,</p><p>Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.</p><p>No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa</p><p>Excelência, terá a seguinte forma:</p><p>À Sua Excelência o Senhor</p><p>Fulano de Tal</p><p>Ministro de Estado da Justiça</p><p>70064-900 – Brasília. DF</p><p>À Sua Excelência o Senhor</p><p>Senador Fulano de Tal</p><p>Senado Federal</p><p>70165-900 – Brasília. DF</p><p>À Sua Excelência o Senhor</p><p>Fulano de Tal</p><p>Juiz de Direito da 10</p><p>a</p><p>Vara Cível</p><p>Rua ABC, n</p><p>o</p><p>123</p><p>01010-000 – São Paulo. SP</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD). A dignidade é</p><p>pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.</p><p>Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado</p><p>é:</p><p>Senhor Fulano de Tal,</p><p>No envelope, deve constar do endereçamento:</p><p>Ao Senhor</p><p>Fulano de Tal</p><p>Rua ABC, n</p><p>o</p><p>123</p><p>12345-000 – Curitiba. PR</p><p>Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento</p><p>de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.</p><p>Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como</p><p>regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem</p><p>defendido tese de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os</p><p>bacharéis em Direito e em Medicina. Para quem não tem o título de doutor, o tratamento Senhor</p><p>confere a desejada formalidade às comunicações.</p><p>Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de</p><p>universidade. Corresponde-lhe o vocativo: Magnífico Reitor,</p><p>Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:</p><p>Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo</p><p>Padre,</p><p>Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais.</p><p>Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos.</p><p>Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e</p><p>superiores religiosos.</p><p>Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.</p><p>1.8. Fechos para Comunicações</p><p>O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar</p><p>o destinatário. Os quinze modelos que vinham sendo utilizados foram simplificados para somente</p><p>dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:</p><p>a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:</p><p>Respeitosamente,</p><p>b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:</p><p>Atenciosamente,</p><p>1.9. Identificação do Signatário</p><p>Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações</p><p>oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua</p><p>assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>(espaço para assinatura)</p><p>NOME</p><p>Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República</p><p>(espaço para assinatura)</p><p>NOME</p><p>Ministro de Estado da Justiça</p><p>Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente.</p><p>Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.</p><p>2. O Padrão Ofício</p><p>Há dois tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício e</p><p>o memorando. Nos dois adota-se uma diagramação única.</p><p>2.1. Partes do documento no Padrão Ofício</p><p>O ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:</p><p>a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede :</p><p>Exemplos:</p><p>Mem. 123/2002-MF</p><p>Of. 123/2002-MME</p><p>b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:</p><p>Exemplo:</p><p>Brasília, 15 de março de 2007.</p><p>c) assunto: resumo do teor do documento</p><p>Exemplos:</p><p>Assunto: Produtividade do órgão em 2006.</p><p>Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.</p><p>d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício</p><p>deve ser incluído também o endereço.</p><p>e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve</p><p>conter a seguinte estrutura:</p><p>– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que</p><p>motiva a comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me</p><p>informar que”, empregue a forma direta;</p><p>– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o</p><p>assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;</p><p>– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o</p><p>assunto.</p><p>Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que esses estejam organizados</p><p>em itens ou títulos e subtítulos.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:</p><p>– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a</p><p>remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da</p><p>comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado</p><p>(tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo</p><p>encaminhado, segundo a seguinte fórmula:</p><p>“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 2007, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34,</p><p>de 3 de abril de 2007, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor</p><p>Fulano de Tal.”</p><p>ou</p><p>“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n</p><p>o</p><p>12, de 10 de fevereiro de</p><p>2007, do Presidente</p><p>da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização</p><p>de técnicas agrícolas na região Nordeste.”</p><p>– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do</p><p>documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário,</p><p>não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.</p><p>f) fecho</p><p>g) assinatura do autor da comunicação; e</p><p>h) identificação do signatário</p><p>2.2. Forma de diagramação</p><p>Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação:</p><p>a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações,</p><p>e 10 nas notas de rodapé;</p><p>b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-ão utilizar as fontes</p><p>Symbol e Wingdings;</p><p>c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;</p><p>d) os ofícios, memorandos e anexos poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste</p><p>caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem</p><p>espelho”);</p><p>e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda;</p><p>f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura;</p><p>g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;</p><p>h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se</p><p>o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;</p><p>i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra,</p><p>relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do</p><p>documento;</p><p>j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser</p><p>usada apenas para gráficos e ilustrações;</p><p>l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou</p><p>seja, 29,7 x 21,0 cm;</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para</p><p>consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;</p><p>o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo</p><p>do documento + número do documento + palavras-chave do conteúdo</p><p>Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2006”</p><p>2.3. Ofício</p><p>Definição e Finalidade</p><p>Ofício é a comunicação que é expedida exclusivamente para tratar assuntos oficiais entre órgãos da</p><p>Administração Pública ou a particulares.</p><p>Forma e Estrutura</p><p>Quanto à sua forma, o ofício segue o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que</p><p>invoca o destinatário, seguido de vírgula.</p><p>Exemplos:</p><p>Excelentíssimo Senhor Presidente da República</p><p>Senhora Ministra</p><p>Senhor Chefe de Gabinete</p><p>Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente:</p><p>– nome do órgão ou setor;</p><p>– endereço postal;</p><p>– telefone e endereço de correio eletrônico.</p><p>2.4. Memorando</p><p>Definição e Finalidade</p><p>O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão,</p><p>que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de</p><p>uma forma de comunicação eminentemente interna.</p><p>Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve</p><p>pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário</p><p>aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio</p><p>documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação.</p><p>Forma e Estrutura</p><p>Quanto à sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu</p><p>destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.</p><p>Exemplos:</p><p>Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração</p><p>Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos</p><p>2.5. Correio Eletrônico</p><p>Definição e finalidade</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma</p><p>de comunicação para transmissão de documentos.</p><p>Forma e Estrutura</p><p>Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa</p><p>definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível</p><p>com uma comunicação oficial.</p><p>O campo assunto do formulário de correio eletrônico deve ser preenchido de modo a facilitar a</p><p>organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.</p><p>A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo.</p><p>Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível,</p><p>deve constar pedido de confirmação de recebimento.</p><p>Valor documental</p><p>Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor</p><p>documental, isto é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário</p><p>existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.</p><p>3. Dificuldades Da Norma Culta</p><p>3.1. Ortografia</p><p>A correção da grafia é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata</p><p>de textos oficiais. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra,</p><p>mas de toda uma frase.</p><p>Com relação aos erros de grafia, pode-se dizer que são de dois tipos: os que decorrem do emprego</p><p>inadequado de determinada letra por desconhecimento de como escrever uma palavra, e aqueles</p><p>causados por lapso de digitação.</p><p>Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em</p><p>conta a correta escrita.</p><p>Errado: Ele trabalhou como adido de embaixada.</p><p>Certo: Ele trabalhou como adido à embaixada.</p><p>Errado: Ele vai torcer para o clube do irmão.</p><p>Certo: Ele vai torcer pelo clube do irmão.</p><p>Errado: Vultuosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador.</p><p>Certo: Vultosa quantia foi gasta na campanha daquele vereador.</p><p>Errado: A estadia do deputado no Rio de Janeiro será breve.</p><p>Certo: A estada do deputado no Rio de Janeiro será breve.</p><p>Errado: Se eu ver o deputado, falarei com ele.</p><p>Certo: Se eu vir o deputado, falarei com ele.</p><p>Errado: Quero falar consigo.</p><p>Certo: Quero falar com você/com o senhor.</p><p>Errado: Este texto foi desclassificado porque está inteligível.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Certo: Este texto foi desclassificado porque está ininteligível.</p><p>Errado: Não tenho qualquer vínculo com meus ex-chefes.</p><p>Certo: Não tenho nenhum vínculo com meus ex-chefes.</p><p>Errado: Ao meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor.</p><p>Certo: A meu ver, essas crianças precisam de mais carinho e amor.</p><p>Errado: Ele passou muito rápido e desapercebido por todos nós.</p><p>Certo: Ele passou muito rápido e despercebido por todos nós.</p><p>Errado: Por que você não troca seu candidato? Ao invés de votar em Mário, vote em Valter.</p><p>Certo: Por que você não troca seu candidato? Em vez de votar em Mário, vote em Valter.</p><p>Errado: Os que desejarem maiores informações deverão se encaminhar à sala da coordenação.</p><p>Certo: Os que desejarem melhores / mais informações deverão se encaminhar à sala da</p><p>coordenação.</p><p>Errado: Pediu-me que o ajudasse a descriminar as despesas.</p><p>Certo: Pediu-me que o ajudasse a discriminar as despesas.</p><p>3.2. Sintaxe</p><p>É a parte da Gramática que estuda a palavra em relação às outras, que com ela se unem para</p><p>exprimir o pensamento. É a parte mais importante da Gramática, porque contribui de modo</p><p>fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do pensamento.</p><p>Os problemas mais freqüentemente encontrados na construção de frases dizem respeito à má</p><p>pontuação, à ambigüidade da idéia expressa, à elaboração de falsos paralelismos, erros de</p><p>comparação etc. Decorrem, em geral, do desconhecimento da ordem das palavras na frase.</p><p>Ministro da Educação</p><p>PELA REPÚBLICA DE CABO VERDE</p><p>DAVID HOPFFER ALMADA</p><p>Ministro da Informação, Cultura e Desportos</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>PELA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU</p><p>ALEXANDRE BRITO RIBEIRO FURTADO</p><p>Secretário de Estado da Cultura</p><p>PELA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE</p><p>LUIS BERNARDO HONWANA</p><p>Ministro da Cultura</p><p>PELA REPÚBLICA PORTUGUESA</p><p>PEDRO MIGUEL DE SANTANA LOPES</p><p>Secretário de Estado da Cultura</p><p>PELA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE</p><p>LÍGIA SILVA GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO COSTA</p><p>Ministra da Educação e Cultura</p><p>ANEXO I</p><p>ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>(1990)</p><p>Base I</p><p>Do alfabeto e dos nomes próprios estrangeiros e seus derivados</p><p>1o)O alfabeto da língua portuguesa é formado por vinte e seis letras, cada uma delas com uma forma</p><p>minúscula e outra maiúscula:</p><p>a A (á) j J (jota) s S (esse)</p><p>b B (bê) k K (capa ou cá) t T (tê)</p><p>c C (cê) l L (ele) u U (u)</p><p>d D (dê) m M (eme) v V (vê)</p><p>e E (é) n N (ene) w W (dáblio)</p><p>f F (efe) o O (ó) x X (xis)</p><p>g G (gê ou guê) p P (pê) y Y (ípsilon)</p><p>h H (agá) q Q (quê) z Z (zê)</p><p>i I (i) r R (erre)</p><p>Obs.: 1. Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre</p><p>duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u).</p><p>2. Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar.</p><p>2º)As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:</p><p>a)Em antropónimos/antropônimos originários de outras línguas e seus</p><p>derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, by</p><p>roniano; Taylor, taylorista;</p><p>b)Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus</p><p>derivados: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;</p><p>c)Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso</p><p>internacional: TWA, KLM; K-potássio (de kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilómetro, kW-</p><p>kilowatt, yd-jarda (yard); Watt.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>3º)Em congruência com o número anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de</p><p>nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à</p><p>nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte; garrettiano,</p><p>de Garrett; jeffersónia/jeffersônia, de Jefferson; mülleriano, de Müller, shakespeariano,</p><p>de Shakespeare.</p><p>Os vocabulários autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de</p><p>certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/ fúchsia e derivados, buganvília/</p><p>buganvílea/ bougainvíllea).</p><p>4º)Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e th podem conservar-se em formas onomásticas da</p><p>tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se</p><p>qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invariavelmente mudo, elimina-se: José,</p><p>Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por força do uso, permite adaptação,</p><p>substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith.</p><p>5º)As consoantes finais grafadas b, c, d, g e t mantêm-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas</p><p>formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropónimos/antropônimos e</p><p>topónimos/topônimos da tradição bíblica: Jacob, Job, Moab, Isaac; David, Gad; Gog, Magog;</p><p>Bensabat, Josafat.</p><p>Integram-se também nesta forma: Cid, em que o d é sempre pronunciado; Madrid e Valhadolid, em</p><p>que o d ora é pronunciado, ora não; e Calecut ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas</p><p>condições.</p><p>Nada impede, entretanto, que dos antropónimos/antopônimos em apreço sejam usados sem a</p><p>consoante final Jó, Davi e Jacó.</p><p>6º)Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto</p><p>possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando</p><p>entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg,</p><p>por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano,</p><p>por Milão; München, por Munique; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique, etc.</p><p>Base II</p><p>Do h inicial e final</p><p>1º)O h inicial emprega-se:</p><p>a)Por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor.</p><p>b)Em virtude de adoção convencional: hã?, hem?, hum!.</p><p>2º)O h inicial suprime-se:</p><p>a)Quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso: erva, em</p><p>vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste</p><p>com herbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita);</p><p>b)Quando, por via de composição, passa a interior e o elemento em que figura se aglutina ao</p><p>precedente: biebdomadário, desarmonia, desumano, exaurir, inábil, lobisomem, reabilitar, reaver;</p><p>3º)O h inicial mantém-se, no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que</p><p>está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico/anti-higiênico, contra-haste; pré-história,</p><p>sobre-humano.</p><p>4º)O h final emprega-se em interjeições: ah! oh!</p><p>Base III</p><p>Da homofonia de certos grafemas consonânticos</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Dada a homofonia existente entre certos grafemas consonânticos, torna-se necessário diferençar os</p><p>seus empregos, que fundamentalmente se regulam pela história das palavras. É certo que a</p><p>variedade das condições em que se fixam na escrita os grafemas consonânticos homófonos nem</p><p>sempre permite fácil diferenciação dos casos em que se deve empregar uma letra e daqueles em</p><p>que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, a representar o mesmo som.</p><p>Nesta conformidade, importa notar, principalmente, os seguintes casos:</p><p>1º)Distinção gráfica entre ch e x: achar, archote, bucha, capacho, capucho, chamar, chave, Chico,</p><p>chiste, chorar, colchão, colchete, endecha, estrebucha, facho, ficha, flecha, frincha, gancho, inchar,</p><p>macho, mancha, murchar, nicho, pachorra, pecha, pechincha, penacho, rachar, sachar,</p><p>tacho; ameixa, anexim, baixel, baixo, bexiga, bruxa, coaxar, coxia, debuxo, deixar, eixo, elixir,</p><p>enxofre, faixa, feixe, madeixa, mexer, oxalá, praxe, puxar, rouxinol, vexar, xadrez, xarope, xenofobia,</p><p>xerife, xícara.</p><p>2º)Distinção gráfica entre g, com valor de fricativa palatal, e j: adágio, alfageme, Álgebra, algema,</p><p>algeroz, Algés, algibebe, algibeira, álgido, almargem, Alvorge, Argel, estrangeiro, falange, ferrugem,</p><p>frigir, gelosia, gengiva, gergelim, geringonça, Gibraltar, ginete, ginja, girafa, gíria, herege, relógio,</p><p>sege, Tânger, virgem; adjetivo, ajeitar, ajeru (nome de planta indiana e de uma espécie de</p><p>papagaio), canjerê, canjica, enjeitar, granjear, hoje, intrujice, jecoral, jejum, jeira, jeito, Jeová,</p><p>jenipapo, jequiri, jequitibá, Jeremias, Jericó, jerimum, Jerónimo, Jesus, jibóia, jiquipanga, jiquiró,</p><p>jiquitaia, jirau, jiriti, jitirana, laranjeira, lojista, majestade, majestoso, manjerico, manjerona, mucujê,</p><p>pajé, pegajento, rejeitar, sujeito, trejeito.</p><p>3º)Distinção gráfica entre as letras s, ss, c, ç e x, que representam sibilantes surdas: ânsia, ascensão,</p><p>aspersão, cansar, conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretensão,</p><p>remanso, seara, seda, Seia, Sertã, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso,</p><p>valsa; abadessa, acossar, amassar, arremessar, Asseiceira, asseio, atravessar, benesse, Cassilda,</p><p>codesso (identicamente Codessal ou Codassal, Codesseda, Codessoso, etc.), crasso, devassar,</p><p>dossel, egresso, endossar, escasso, fosso, gesso, molosso, mossa, obsessão, pêssego, possesso,</p><p>remessa, sossegar; acém, acervo, alicerce, cebola, cereal, Cernache, cetim, Cinfães, Escócia,</p><p>Macedo, obcecar, percevejo; açafate, açorda, açúcar, almaço, atenção, berço, Buçaco, caçanje,</p><p>caçula, caraça, dançar, Eça, enguiço, Gonçalves, inserção, linguiça, maçada, Mação, maçar,</p><p>Moçambique, Monção, muçulmano, murça, negaça, pança, peça, quiçaba, quiçaça, quiçama,</p><p>quiçamba,</p><p>A seguir,</p><p>citam-se alguns desses deslizes muito recorrentes na construção de frases, registrados em</p><p>documentos oficiais.</p><p>3.2.1. Problemas com o Sujeito</p><p>O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter</p><p>complemento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto, construções como:</p><p>Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.</p><p>Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.</p><p>Errado: Apesar das relações entre os países estarem cortadas, (...).</p><p>Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cortadas, (...).</p><p>Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.</p><p>Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.</p><p>Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).</p><p>Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).</p><p>Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).</p><p>Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...).</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>3.2.2. Frases Fragmentadas</p><p>A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma oração subordinada ou uma simples locução</p><p>como se fosse uma frase completa”. Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a</p><p>fragmentação de frases devem ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a</p><p>compreensão. Ex.:</p><p>Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional. Depois de ser longamente</p><p>debatido.</p><p>Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional, depois de ser longamente debatido.</p><p>Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa recebeu a aprovação do Congresso Nacional.</p><p>Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o</p><p>aprovou. Consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.</p><p>Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente submetido ao Presidente da República, que o</p><p>aprovou, consultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.</p><p>3.2.3. Erros de Paralelismo</p><p>Uma das convenções estabelecidas na linguagem escrita “consiste em apresentar idéias similares</p><p>numa forma gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao</p><p>conferir forma não paralela a elementos paralelos.</p><p>Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem</p><p>planos de redução de despesas.</p><p>Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que)</p><p>elaborassem planos para redução de despesas.</p><p>Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministérios economizar energia e elaborar planos para</p><p>redução de despesas.</p><p>Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, não ser inseguro, inteligência e ter ambição.</p><p>Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, segurança, inteligência e ambição.</p><p>Certo: No discurso de posse, mostrou ser determinado e seguro, ter inteligência e ambição.</p><p>Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa.</p><p>Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta última capital, encontrou-se com o Papa.</p><p>Errado: O projeto tem mais de cem páginas e muita complexidade.</p><p>Certo: O projeto tem mais de cem páginas e é muito complexo.</p><p>Certo: O projeto é muito extenso e complexo.</p><p>Errado: Ou Vossa Senhoria apresenta o projeto, ou uma alternativa.</p><p>Certo: Vossa Senhoria ou apresenta o projeto, ou propõe uma alternativa.</p><p>Errado: O interventor não só tem obrigação de apurar a fraude como também a de punir os culpados.</p><p>Certo: O interventor tem obrigação não só de apurar a fraude, como também de punir os culpados.</p><p>Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que tem sólida formação acadêmica.</p><p>Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sólida formação acadêmica.</p><p>Certo: O novo procurador é jurista renomado, que tem sólida formação acadêmica.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>3.2.4. Erros de Comparação</p><p>A omissão de certos termos, ao se fazer a comparação – omissão própria da língua falada – deve ser</p><p>evitada na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar, pelo</p><p>contexto, qual o termo omitido.</p><p>Errado: O salário de um professor é mais baixo do que um médico.</p><p>Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o salário de um médico.</p><p>Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o de um médico.</p><p>Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.</p><p>Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da Portaria.</p><p>Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.</p><p>Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os Ministérios do Governo.</p><p>Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os outros Ministérios do Governo.</p><p>Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas do que os demais Ministérios do Governo.</p><p>3.2.5. Ambigüidade</p><p>Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a clareza é</p><p>requisito básico de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que possam gerar</p><p>equívocos de compreensão.</p><p>Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que ele seria exonerado.</p><p>Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu secretariado.</p><p>Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exoneração desse.</p><p>Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da República, em seu discurso, e solicitou sua</p><p>intervenção no seu Estado, mas isso não o surpreendeu.</p><p>Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da República. No pronunciamento, solicitou</p><p>a intervenção federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente da República.</p><p>Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu costumava trabalhar.</p><p>Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costumava trabalhar.</p><p>Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costumava trabalhar.</p><p>Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário.</p><p>Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser esse indisciplinado.</p><p>3.2.6. Concordância</p><p>A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se acomodam, na sua forma,</p><p>às palavras de que dependem.</p><p>Errado: Se houverem dúvidas favor perguntar.</p><p>Certo: Se houver dúvidas favor perguntar.</p><p>Errado: Já fazem dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso.</p><p>Certo: Já faz dez dias que esta Casa Legislativa encontra-se em recesso.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Errado: Fazem cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades.</p><p>Certo: Faz cinco meses que a PF iniciou a apuração de irregularidades.</p><p>Errado: Vão fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público.</p><p>Certo: Vai fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público.</p><p>Errado: Depois das últimas chuvas, podem haver centenas de desabrigados.</p><p>Certo: Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de desabrigados.</p><p>Errado: Devem haver soluções urgentes para estes problemas.</p><p>Certo: Deve haver soluções urgentes para estes problemas.</p><p>Errado: Aconteceu, naquela época, fatos terríveis.</p><p>Certo: Aconteceram, naquela época, fatos terríveis.</p><p>Errado: Vossas Excelências apoiastes a decisão.</p><p>Certo: Vossas Excelências apoiaram a decisão.</p><p>Errado: Ainda não chegou os documentos comprobatórios.</p><p>Certo: Ainda não chegaram os documentos comprobatórios.</p><p>Errado: Podemos passar-lhe bastante informações sobre o caso.</p><p>Certo: Podemos passar-lhe bastantes informações sobre o caso.</p><p>Errado: Se houver dificuldades, qualquer que sejam, avise-nos.</p><p>Certo: Se houver dificuldades, quaisquer que sejam, avise-nos.</p><p>Errado: Obedeceram-se aos severos regulamentos.</p><p>Certo: Obedeceu-se aos severos regulamentos.</p><p>Errado: Tratavam-se de questões fundamentais.</p><p>Certo: Tratava-se de questões fundamentais.</p><p>Errado: Discutiu-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias.</p><p>Certo: Discutiram-se na semana passada os acordos que têm de ser assinados nos próximos dias.</p><p>3.2.7. Pontuação</p><p>Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades:</p><p>a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação)</p><p>na leitura;</p><p>b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque;</p><p>c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambigüidades.</p><p>No clube que freqüentamos, há um mês houve um incêndio.</p><p>No clube que freqüentamos há um mês, houve um incêndio.</p><p>O carro estava percorrendo a estrada solitária, à noite.</p><p>O carro estava percorrendo a estrada, solitária à noite.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ele foi criticado, quando lutava pelos amigos.</p><p>Ele foi criticado, quando lutava, pelos amigos.</p><p>A frase a seguir pode ter seu sentido alterado apenas com a colocação da vírgula.</p><p>“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria se rastejando à sua procura.”</p><p>Constitui erro crasso usar a vírgula entre termos que mantêm entre si estreita ligação sintática – p.</p><p>ex., entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos.</p><p>Errado: O Presidente da República, indicou, sua posição no assunto.</p><p>Certo: O Presidente da República indicou sua posição no assunto.</p><p>Errado: O deputado assistiu, ao pronunciamento do Presidente, em Fortaleza.</p><p>Certo: O deputado assistiu ao pronunciamento do Presidente em Fortaleza.</p><p>3.2.8. SEMÂNTICA</p><p>A semântica estuda o sentido das palavras, expressões, frases e unidades maiores da comunicação</p><p>verbal, os significados que lhe são atribuídos.</p><p>Deve-se verificar sempre o contexto em que as palavras estão sendo utilizadas e procurar sinônimos,</p><p>ou termos mais precisos para as palavras repetidas.</p><p>A redação oficial não pode alhear-se às transformações lingüísticas – produto da dinâmica social –</p><p>nem incorporá-las acriticamente. As novidades vocabulares devem sempre ser usadas com critério,</p><p>evitando-se aquelas que podem ser substituídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo</p><p>do sentido que se lhes quer dar.</p><p>Não se concebe que, em nome de suposto purismo, a linguagem das comunicações oficiais fique</p><p>imune a empréstimos de outras línguas. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente,</p><p>buscar o equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira ao espírito da</p><p>língua portuguesa.</p><p>Expressões a Evitar e Expressões de</p><p>Uso Recomendável</p><p>A linguagem dos textos oficiais deve sempre pautar-se pelo padrão culto formal da língua. Não é</p><p>aceitável, portanto, que desses textos constem coloquialismos ou expressões de uso restrito a</p><p>determinados grupos, que comprometeriam sua própria compreensão pelo público.</p><p>Quanto a determinadas expressões que devem ser evitadas, mencionem-se aquelas que</p><p>formam cacófatos, ou seja, “o encontro de sílabas em que a malícia descobre um novo termo com</p><p>sentido torpe ou ridículo”.</p><p>A seguir há uma lista de expressões cujo uso ou repetição deve ser evitado, indicando com que</p><p>sentido devem ser empregadas e sugerindo alternativas vocabulares a palavras que costumam</p><p>constar com excesso dos expedientes oficiais.</p><p>À medida que / na medida em que</p><p>À medida que (locução proporcional) – à proporção que, ao passo que, conforme: Os preços</p><p>deveriam diminuir à medida que diminui a procura.</p><p>Na medida em que (locução causal) – pelo fato de que, uma vez que: Na medida em que se</p><p>esgotaram as possibilidades de negociação, o projeto foi integralmente vetado.</p><p>Evite os cruzamentos – bisonhos, canhestros – *à medida em que, *na medida que...</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>a partir de</p><p>A partir de deve ser empregado preferencialmente no sentido temporal: A cobrança do imposto entra</p><p>em vigor a partir do início do próximo ano.</p><p>Evite repeti-la com o sentido de „com base em‟, preferindo considerando, tomando-se por base,</p><p>fundando-se em, baseando-se em.</p><p>assim</p><p>Use após a apresentação de alguma situação ou proposta para ligá-la à idéia seguinte. Alterne</p><p>com: dessa forma, desse modo, diante do exposto, diante disso, conseqüentemente, portanto, por</p><p>conseguinte, assim sendo, em conseqüência, em vista disso, em face disso.</p><p>através de / por intermédio de</p><p>Através de quer dizer de lado a lado, por entre: A viagem incluía deslocamentos através de boa parte</p><p>da floresta.</p><p>Evite o emprego com o sentido de meio ou instrumento; nesse caso empregue por intermédio, por,</p><p>mediante, por meio de, segundo, servindo-se de, valendo-se de:</p><p>O projeto foi apresentado por intermédio do Departamento.</p><p>O assunto deve ser regulado por meio de decreto.</p><p>A comissão foi criada mediante portaria do Ministro de Estado.</p><p>bem como</p><p>Evite repetir; alterne com e, como (também), igualmente, da mesma forma. Evite o uso, polêmico para</p><p>certos autores, da locução bem assim como equivalente.</p><p>causar</p><p>Evite repetir. Use também originar, motivar, provocar, produzir, gerar, levar a, criar.</p><p>constatar</p><p>Evite repetir. Alterne com atestar, apurar, averiguar, certificar-se, comprovar, evidenciar, observar,</p><p>notar, perceber, registrar, verificar.</p><p>dado / visto / haja vista</p><p>Os particípios dado e visto têm valor passivo e concordam em gênero e número com o substantivo a</p><p>que se referem:</p><p>Dados o interesse e o esforço demonstrados, optou-se pela permanência do servidor em sua função.</p><p>Dadas as circunstâncias...</p><p>Vistas as provas apresentadas, não houve mais hesitação no encaminhamento do inquérito.</p><p>Já a expressão haja vista, com o sentido de uma vez que ou seja considerado, veja-se, é invariável:</p><p>O servidor tem qualidades, haja vista o interesse e o esforço demonstrados.</p><p>de forma que, de modo que/de forma a, de modo a</p><p>De forma (ou maneira, modo) que nas orações desenvolvidas: Deu amplas explicações, de forma que</p><p>tudo ficou claro.</p><p>De forma (maneira ou modo) a nas orações reduzidas de infinitivo: Deu amplas explicações, de forma</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>(maneira ou modo) a deixar tudo claro. São descabidas na língua escrita as pluralizações orais</p><p>vulgares *de formas (maneiras ou modos) que...</p><p>detalhar</p><p>Evite repetir; alterne com particularizar, pormenorizar, delinear, minudenciar.</p><p>devido a</p><p>Evite repetir; utilize igualmente em virtude de, por causa de, em razão de, graças a, provocado por.</p><p>dirigir</p><p>Quando empregado com o sentido de encaminhar, alterne com transmitir, mandar, encaminhar,</p><p>remeter, enviar, endereçar.</p><p>em face de</p><p>Sempre que a expressão em face de equivaler a diante de, é preferível a regência com a</p><p>preposição de; evite, portanto, face a, frente a.</p><p>enquanto</p><p>Conjunção proporcional equivalente a ao passo que, à medida que. Evitar a construção</p><p>coloquial enquanto que.</p><p>especialmente</p><p>Use também principalmente, mormente, notadamente, sobretudo, nomeadamente, em especial, em</p><p>particular.</p><p>inclusive</p><p>Advérbio que indica inclusão; opõe-se a exclusive. Evite-se o seu abuso com o sentido de „até‟; nesse</p><p>caso utilize o próprio até ou ainda, igualmente, mesmo, também, ademais.</p><p>informar</p><p>Alterne com comunicar, avisar, noticiar, participar, inteirar, cientificar, instruir, confirmar, levar ao</p><p>conhecimento, dar conhecimento; ou perguntar, interrogar, inquirir, indagar.</p><p>no sentido de</p><p>Empregue também com vistas a, a fim de, com o fito (objetivo, intuito, fim) de, com a finalidade de,</p><p>tendo em vista ou mira, tendo por fim.</p><p>onde</p><p>Como pronome relativo significa em que (lugar): A cidade onde nasceu. O país onde viveu. Evite,</p><p>pois, construções como “a lei onde é fixada a pena” ou “o encontro onde o assunto foi tratado”.</p><p>Nesses casos, substitua onde por em que, na qual, no qual, nas quais, nos quais.</p><p>O correto é, portanto: a lei na qual é fixada a pena, o encontro no qual (em que) o assunto foi tratado.</p><p>operacionalizar</p><p>Neologismo verbal de que se tem abusado. Prefira realizar, fazer, executar, levar a cabo ou a efeito,</p><p>praticar, cumprir, desempenhar, produzir, efetuar, construir, compor, estabelecer.</p><p>posição / posicionamento</p><p>Posição pode ser alterado com postura, ponto de vista, atitude, maneira, modo.</p><p>Posicionamento significa „disposição, arranjo‟, e não deve ser confundido com posição.</p><p>REDAÇÃO OFICIAL</p><p>16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>relativo a</p><p>Empregue</p><p>também referente a, concernente a, tocante a, atinente a, pertencente a, que diz respeito</p><p>a, que trata de, que respeita.</p><p>ressaltar</p><p>Varie com destacar, sublinhar, salientar, relevar, distinguir, sobressair.</p><p>tratar (de)</p><p>Empregue também contemplar, discutir, debater, discorrer, cuidar, versar, referir-se, ocupar-se de.</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Interpretação De Texto</p><p>Como Interpretar Textos</p><p>É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de tex-</p><p>tos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em</p><p>provas relacionadas a concursos públicos.</p><p>Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relaci-</p><p>onadas a textos.</p><p>TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo</p><p>capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).</p><p>CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informa-</p><p>ção que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do</p><p>conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacio-</p><p>namento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e anali-</p><p>sada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.</p><p>INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores</p><p>através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identifica-</p><p>ção de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as</p><p>argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.</p><p>Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:</p><p>1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo,</p><p>de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).</p><p>2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do tex-</p><p>to.</p><p>3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.</p><p>4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo.</p><p>5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras.</p><p>EXEMPLO</p><p>TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES</p><p>"O HOMEM UNIDO ” A INTEGRAÇÃO DO MUNDO</p><p>A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE</p><p>A UNIÃO DO HOMEM</p><p>HOMEM + HOMEM = MUNDO</p><p>A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)</p><p>Condições Básicas Para Interpretar</p><p>Fazem-se necessários:</p><p>a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática;</p><p>b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico;</p><p>OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, de-</p><p>notação e conotação, sinonímia e antonimia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>c) Capacidade de observação e de síntese e</p><p>d) Capacidade de raciocínio.</p><p>Interpretar X Compreender</p><p>INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA</p><p>- EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR</p><p>CONCLUSÕES, DEDUZIR.</p><p>- TIPOS DE ENUNCIADOS</p><p>• Através do texto, INFERE-SE que...</p><p>• É possível DEDUZIR que...</p><p>• O autor permite CONCLUIR que...</p><p>• Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar</p><p>que...</p><p>- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO</p><p>AO QUE REALMENTE ESTÁ ESCRITO.</p><p>- TIPOS DE ENUNCIADOS:</p><p>• O texto DIZ que...</p><p>• É SUGERIDO pelo autor que...</p><p>• De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRA-</p><p>DA a afirmação...</p><p>• O narrador AFIRMA...</p><p>Erros de Interpretação</p><p>É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais frequentes</p><p>são:</p><p>a) Extrapolação (viagem)</p><p>Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimen-</p><p>to prévio do tema quer pela imaginação.</p><p>b) Redução</p><p>É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um</p><p>conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido.</p><p>c) Contradição</p><p>Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas</p><p>e, consequentemente, errando a questão.</p><p>OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam,</p><p>mas numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR</p><p>DIZ e nada mais.</p><p>COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou</p><p>parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo,</p><p>uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai</p><p>dizer e o que já foi dito.</p><p>OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pro-</p><p>nome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu ante-</p><p>cedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semânti-</p><p>co, por isso a necessidade de adequação ao antecedente.</p><p>Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz</p><p>erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo ade-</p><p>quado a cada circunstância, a saber:</p><p>que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente. Mas depende das condições da frase.</p><p>Qual (neutro) idem ao anterior.</p><p>Quem (pessoa)</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>cujo (posse) - antes dele, aparece</p><p>o possuidor e depois, o objeto possuído.</p><p>Como (modo)</p><p>onde (lugar)</p><p>quando (tempo)</p><p>quanto (montante)</p><p>exemplo:</p><p>Falou tudo QUANTO queria (correto)</p><p>Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o demonstrativo O ).</p><p>• VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clássicos (BARBARISMO, SOLECIS-</p><p>MO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas, e, por força</p><p>desse hábito cometem-se erros graves como:</p><p>- “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o risco era de morte.</p><p>- “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o pronome correto oblíquo átono correto é O .</p><p>- “ No bar: “ME VÊ um café”. Além do erro de posição do pronome, há o mau uso</p><p>4 técnicas para virar um especialista em interpretação de texto</p><p>Depois de treinar bastante e ler muito, você estará pronto para interpretar os mais diversos tipos de</p><p>texto</p><p>Quantas vezes você já leu um texto e não entendeu nada do que estava escrito ali? Leu, releu e,</p><p>mesmo assim, ainda ficou com um nó na cabeça? Eu mesma já fiquei assim muitas vezes! Pensando</p><p>nisso, listamos 4 técnicas para fazer de você um mestre na interpretação! Depois disso, vai ficar fácil</p><p>entender até os mais complexos manuais de instrução (ok, talvez nem tanto, mas você vai arrebentar</p><p>no vestibular!).</p><p>Sabendo disso, aqui vão 4 dicas para fazer com que você consiga atingir essas três etapas! Confira</p><p>abaixo:</p><p>1) Leia com um dicionário por perto</p><p>Não existe mágica para atingir a primeira etapa, a da pré-compreensão. O único jeito é ter um bom</p><p>nível de leituras.</p><p>Além de ler bastante, você pode potencializar essa leitura se estiver com um dicionário por perto. Viu</p><p>uma palavra esquisita, que você não conhece? Pegue um caderninho (vale a pena separar um só pra</p><p>isso) e anote-a. Em seguida, vá ao dicionário e marque o significado ao lado da palavra. Com o tem-</p><p>po o seu vocabulário irá crescer e não vai ser mais preciso ficar recorrendo ao dicionário toda hora.</p><p>2) Faça paráfrases</p><p>Para chegar ao nível da compreensão, é recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou</p><p>uma nova apresentação do texto, seguindo as ideias do autor, mas sem copiar fielmente as palavras</p><p>dele. Existem diversos tipos de paráfrase, só que as mais interessantes para quem está estudando</p><p>para o vestibular são três: a paráfrase-resumo, a paráfrase-resenha e paráfrase-esquema.</p><p>– Paráfrase-resumo: comece sublinhando as ideias principais, selecione as palavras-chave que iden-</p><p>tificar no texto e parta para o resumo. Atente-se ao fato de que resumir não é copiar partes, mas sim</p><p>fazer uma indicação, com suas próprias palavras, das ideias básicas do que estava escrito.</p><p>– Paráfrase-resenha: esse outro tipo, além dos passos do resumo, também inclui a sua participação</p><p>com um comentário sobre o texto. Você deve pensar sobre as qualidades e defeitos da produção,</p><p>justificando o porquê.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>– Paráfrase-esquema: depois de encontrar as ideias ou palavras básicas de um texto, esse tipo de</p><p>paráfrase apresenta o esqueleto do texto em tópicos ou em pequenas frases. Você pode usar seti-</p><p>nhas, canetas coloridas para diferenciar as palavras do seu esquema… Vai do seu gosto!</p><p>3) Leia no Papel</p><p>Um estudo feito em 2014 descobriu que leitores de pequenas histórias de mistério em um Kindle, um</p><p>tipo de leitor digital, foram significantemente piores na hora de elencar a ordem dos eventos do que</p><p>aqueles que leram a mesma história em papel.</p><p>Os pesquisadores justificam que a falta de possibilidade de virar as páginas pra frente e pra trás ou</p><p>controlar o texto fisicamente (fazendo notas e dobrando as páginas) limita a experiência sensorial e</p><p>reduz a memória de longo prazo do texto e, portanto, a sua capacidade de interpretar o que apren-</p><p>demos. Ou seja, sempre que possível, estude por livros de papel ou imprima as explicações (claro,</p><p>fazendo um uso sábio do papel, sem desperdícios!). Vale fazer notas em cadernos, pois já foi prova-</p><p>do também que quem faz anotações à mão consegue lembrar melhor do que estuda.</p><p>4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar</p><p>Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler muito é a falta de concentração. Quem tem dificul-</p><p>dades para interpretar textos e fica lendo e relendo sem entender nada pode estar sofrendo de um</p><p>mal que vem crescendo na população da era digital. Antes da internet, o nosso cérebro lia de forma</p><p>linear, aproveitando a vantagem de detalhes sensoriais (a própria distribuição do desenho da página)</p><p>para lembrar de informações chave de um livro.</p><p>Conforme nós aumentamos a nossa frequência de leitura em telas, os nossos hábitos de leitura se</p><p>adaptaram aos textos resumidos e superficiais (afinal, muitas vezes você tem links em que poderá “ler</p><p>mais” – a internet é isso) e essa leitura rasa fez com que a gente tivesse muito mais dificuldade de</p><p>entender textos longos.</p><p>Os especialistas explicam que essa capacidade de ler longas sentenças (principalmente as sem links</p><p>e distrações) é uma capacidade que você perde se você não a usar. Os defensores do “slow-reading”</p><p>(em tradução literal, da leitura lenta) dizem que o recomendável é que você reserve de 30 a 45 minu-</p><p>tos do seu dia longe de distrações tecnológicas para ler.</p><p>Fazendo isso, o seu cérebro poderá recuperar a capacidade de fazer a leitura linear. Os benefícios da</p><p>leitura lenta vão bem além. Ajuda a reduzir o estresse e a melhorar a sua concentração!</p><p>Antes de tudo, vamos explicar como se dá o processo de interpretação. A Hermenêutica, a área da</p><p>filosofia que estuda isso, diz que é preciso seguir três etapas para se obter uma leitura ou uma abor-</p><p>dagem eficaz de um texto:</p><p>a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com conhecimentos prévios</p><p>sobre o assunto ou área específica. Isso significa dizer, por exemplo, que se você pegar um texto do</p><p>3º ano do curso de Direito estando ainda no 1º ano, vai encontrar dificuldades para entender o assun-</p><p>to, porque você não tem conhecimentos prévios que possam embasar a leitura.</p><p>b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao entrar no texto, o leitor vai se deparar com informa-</p><p>ções novas ou reconhecer as que já sabia. Por meio da pré-compreensão o leitor “prende” a informa-</p><p>ção nova com a dele e “agarra” (compreende) a intencionalidade do texto. É costume dizer: “Eu en-</p><p>tendi, mas não compreendi”. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das palavras, a</p><p>explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto.</p><p>c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a resposta que você dará ao texto, depois de compre-</p><p>endê-lo (sim, é preciso “conversar” com o texto para haver a interpretação de fato). É formada então</p><p>o que se chama “fusão de horizontes”: o do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto.</p><p>Significa abertura, o crescimento e a ampliação para novos sentidos.</p><p>5 Dicas Poderosas de Melhorar Suas Chances de Atingir 100% em Interpretação de Texto</p><p>Opa, tudo bem? Como vai a vida? Hoje é um dia lindo para aprendermos a estudar interpretação de</p><p>textos, não acha? :)</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Você pensa que domina essa matéria e que está tudo bem se ela for deixada de lado, até que PÁ:</p><p>tira uma nota RIDÍCULA em português e, justamente, percebe que errou a maioria das questões de</p><p>interpretação ou de gramática aplicada ao texto. Ou você realmente é muito ruim interpretando as</p><p>coisas mesmo.</p><p>Veja o exemplo de um Esquemeiro que me mandou uma dúvida sobre interpretação:</p><p>Tenho um grave problema com português, especialmente interpretação de texto. Meu desempenho</p><p>nunca é regular, sempre sendo 8 ou 80 ( quando vou bem tenho a sensação que pode ser mais no</p><p>chute do que racional).</p><p>Minha bronca é especificamente com o CESPE. Então, você teria alguma dica, material ou técnica de</p><p>estudo para eu quebrar essa barreira com a Língua Portuguesa?</p><p>Agradeço desde já sua atenção, tudo de bom ótima semana.</p><p>Alright, then!</p><p>Tá beleza, então! Vamos aprender interpretação e mandar a banca para o beleléu.</p><p>1. Leia mais (eu sei que é clichê, então vou te dar alternativas bacanas)</p><p>Algumas pessoas mais espertas do que eu diziam o seguinte sobre leitura:</p><p>Quem não lê mal ouve, mal fala, mal vê. (Monteiro Lobato)</p><p>O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler.</p><p>(Mark Twain)</p><p>Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como o corpo que não come. (Victor Hugo)</p><p>Se você quiser interpretar melhor, você deve ter O QUE INTERPRETAR. Sabe, não adianta ficar</p><p>querendo tapar o sol com a peneira e pedir para divindades que tudo dê certo. Querer todo mundo</p><p>quer. Você tem que ter seu algo a mais, aqui. Leia.</p><p>“Pô, LER MAIS? Odeio ler!”</p><p>Não, você não odeia LER. Você odeia ler, sei lá, os livros que as pessoas em geral leem, ou aqueles</p><p>livros chatos que os professores da escola indicam/indicavam. Machado de Assis? Blergh! Olavo</p><p>Bilac? Parnasiano aguado! Manuel Bandeira? No, no, please!</p><p>É claro, então, que você odeia ler o que você odeia ler. Para fugir disso e melhorar sua interpretação</p><p>de textos, leia o que você achar delicioso. Vou te mostrar algumas boas opções para fugir do lugar-</p><p>comum.</p><p>Histórias Em Quadrinhos</p><p>Eu aprendi a ler com Turma da Mônica. Consegui interpretar desde cedo que o Cebolinha falava</p><p>“elado” porque ele era uma criança ainda aprendendo a falar com mais dificuldades do que as outras</p><p>crianças.</p><p>Sites de fofocas</p><p>Exemplo: Papel Pop: os sites de fofocas colocam duplo sentido em um milhão de textos, e isso é</p><p>fantástico para você. Toda vez que você não entender alguma coisa, pergunte-se: o que será que o</p><p>autor do texto quis dizer com isso? Você começa entendendo frases simples nesse tipo de site e</p><p>acaba conseguindo interpretar textos em provas de concursos. How great is that? Isso é muito legal,</p><p>né não? :)</p><p>Livros infantojuvenis com personagens maaaais ou menos infantis</p><p>Não é por acaso que Stranger Things é uma das séries originais da Netflix mais adoradas da atuali-</p><p>dade. Ela tem um ingrediente fascinante para qualquer pessoa de qualquer idade no mundo inteiro:</p><p>crianças pré-adolescentes ou adolescentes enfrentando coisas mais fortes do que elas. Come on.</p><p>Fala sério. Esse roteiro não é novo: existe em Harry Potter, Percy Jackson, Jogos Vorazes, E.</p><p>T., Sexto Sentido, Guerra dos Tronos (sim! Geral se interessou por Guerra dos Tronos por causa do</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Jon, da Dany, da Arya, da Sansa, do Jofrey, do Bran…) todo mundo adora uma creepy child (criança</p><p>esquisita), e os livros relacionados a elas são do tipo que você começa pela manhã e só termina</p><p>quando chega à última página.</p><p>Letras de Músicas</p><p>Você está a fim de decorar uma nova música? Pegue a letra dela, não tente decorar somente pela</p><p>cantoria da pessoa. Além de treinar sua interpretação, você treinará sua memória (é mais fácil deco-</p><p>rar uma letra entendendo o sentido dela).</p><p>Esse assunto de música nos leva ao próximo tópico.</p><p>2. Veja Se O Sentido Faz Sentido</p><p>Eu já ouvi um incontável número de pessoas cantando músicas que não condiziam com a letra origi-</p><p>nal, trocando totalmente o sentido da coisa. Isso acontece por dois motivos simples:</p><p>1. O som da música não permite que as pessoas entendam direito o que se fala; e</p><p>2. Ninguém interpreta o que está cantando.</p><p>Quer alguns exemplos?</p><p>O texto original fala:</p><p>Na madrugada a vitrola rolando um blues Tocando B. B. King sem parar</p><p>Não faz sentido, em um contexto comum, rolar um blues na madrugada e trocar de biquíni sem parar</p><p>ao mesmo tempo!</p><p>Outra:</p><p>O texto original fala:</p><p>Eu perguntava “Do you wanna dance?” (Você quer dançar?)</p><p>Faz sentido você estar em uma festinha belezera, conhecer alguém e perguntar as coisas em Holan-</p><p>dês? Só na Holanda, né?</p><p>Vou mandar mais um exemplo:</p><p>Ahahaha! Só na psicanálise para entender essa!</p><p>O texto original fala:</p><p>Analisando essa cadeia hereditária</p><p>Quero me livrar dessa situação precária</p><p>E há vááários outros exemplos! Amar a pé, amar a pé… (amar até, amar até); Ôh Macaco cidadão,</p><p>macaco da civilização… (Ôh pacato cidadão); Leste, oeste solidão… (S.O.S. solidão); São tantas</p><p>avenidas… (São tantas já vividas); e assim vai hehehe!</p><p>A dica que fica é: o que você interpretou não fez sentido? Então procure ENTENDER o que vo-</p><p>cê ouviu! Fazendo isso, você conseguirá conectar os fatos muito melhor e até memorizar mais rápido.</p><p>Em Interpretação, as palavras não são soltas, então não as trate como se estivessem ali sozinhas.</p><p>Eu vou repetir.</p><p>Em Interpretação, as palavras não são soltas, então não as trate como se estivessem ali sozinhas.</p><p>Você ouve “trocando” “de” “biquíni” “sem” “parar”. Só que, se você junta tudo isso, o troço não vai</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>fazer sentido algum! Não trate as palavras como se elas fossem alone in the dark (sozinhas no escu-</p><p>ro).</p><p>3. Pratique Com Frases de Motivação</p><p>Frases de motivação são umas lindas. Além de ensinar tudo sobre mindset(mentalidade de aprova-</p><p>dos) elas são ótimas professoras de interpretação. Veja os exemplos que eu trouxe (logo abaixo, há</p><p>os significados das frases, caso você ainda esteja com a interpretação em baixa):</p><p>Perfeição é uma palavra capciosa. Ela denota algo positivo, mas leva a resultados negativos.</p><p>Na busca pela perfeição ao estudarmos para concursos públicos, acabamos por perder tempo de-</p><p>mais com assuntos que não nos levarão a nada (aliás, essa é a minha grande lição no Ritmo de Es-</p><p>tudos, o meu curso oficial – eu ensino a excluir conteúdo que não interessa).</p><p>Perfeição é uma grande inimiga do resultado. Enquanto a maioria entra em concursos públicos pen-</p><p>sando que deve estudar todo o edital de uma mesma maneira, sem colocar os devidos pesos, poucos</p><p>são os que realmente conseguem grandes notas por terem sido mais espertos.</p><p>Não busque a perfeição. Busque os resultados. Seja real.</p><p>Essa frase é de George Eliot. O sr. Eliot mal saberia que muitos anos após sua morte, em um pa-</p><p>ís far, far away, grupos de concurseiros falariam coisas como:</p><p>“Eu tenho filhos.”</p><p>“Eu tenho pais.”</p><p>“Sou muito magro.”</p><p>“Sou muito gordo.”</p><p>“Não gosto de português.”</p><p>“Nunca me dei bem em matemática.”</p><p>Todos os dias eu recebo mensagens de pessoas que têm algum motivo sem noção para desistir (ou</p><p>para não entrar em ação). A idade é um dos campeões do desculpismo.</p><p>A verdade, entretanto, é só uma: ficar na inércia é que não vai trazer resultados a ninguém.</p><p>Colonel Sanders chegou a pensar no suicídio aos 65 anos de idade. Quando começou a escrever sua</p><p>carta de adeus, decidiu falar tudo o que faria diferente para que sua vida tivesse seguido o rumo que</p><p>ele sempre quis. Ao invés de se matar, Sanders começou a vender sua própria receita de frango frito</p><p>de porta em porta. Aos 88 anos, o fundador do Kentucky Fried Chicken (KFC), nos Estados Unidos,</p><p>tornou-se um bilionário.</p><p>Como fangirl da Apple, eu não poderia deixar de citar uma do Steve Jobs.</p><p>Nos concursos públicos, chegará um momento em que você achará que já sabe demais. Até você</p><p>passar, você perceberá, entretanto, que precisa sempre de honestidade para entender que não sabe</p><p>de tudo, e sempre deve correr atrás de mais e mais conhecimento.</p><p>E isso vale para depois que passar, também. Do contrário, você será daquele tipo de concursado</p><p>aposentado: morre aos 25 e só é enterrado aos 85.</p><p>Napoleon Hill estava no ápice da genialidade quando disso isso. Se você consegue ENTENDER al-</p><p>guma coisa, você consegue fazer essa coisa. Se você consegue entender o processo de passar em</p><p>concursos públicos, você conseguirá passar muito mais rápido.</p><p>Por fim, mas não menos importante: você só aprenderá a interpretar se você aplicar todas as dicas</p><p>que eu dei (e darei) neste artigo. Conhecimento só é válido quando se consegue agir sobre ele.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Basicamente: coloque a mão na massa</p><p>Existem milhares de outras frases de motivação por aí.</p><p>Faça uma por dia. E, claro, interprete cada</p><p>uma delas.</p><p>4. Interprete as Coisas em sua Vida – E Reflita sobre O Que os Outros Falam</p><p>Existe um livro em inglês chamado Happy for No Reason (Feliz sem Ter Motivo), da autora Marci</p><p>Shimoff. De acordo com Shimoff, existem as pessoas que não são felizes, existem as pessoas que</p><p>são felizes por algum motivo (geralmente por estarem com outras pessoas) e existem as pessoas que</p><p>são felizes sem ter motivo.</p><p>No primeiro caso, de acordo com a autora, as pessoas estão em um estágio de depressão profunda;</p><p>no segundo caso, as pessoas estão felizes, mas, como estão felizes por um MOTIVO, esse motivo</p><p>pode ser retirado delas; e no terceiro caso as pessoas são felizes apenas por ser (entretanto, poucas</p><p>conseguem chegar lá).</p><p>Um dos casos em que as pessoas buscam a felicidade por um motivo (aquela que pode ser tirada</p><p>delas) é o da má interpretação. A pessoa se martiriza internamente por uma frase que pegou fora de</p><p>contexto, ou cria algum tipo de raiva por algo que ouviu falar por terceiros, e a infelicidade a encontra.</p><p>Por isso, interpretar o que ocorre em sua vida dentro de um contexto lógico também te ajudará em</p><p>provas de concursos públicos.</p><p>Em 90% dos casos, você perceberá que não é pessoal, e isso não será problema seu. Nos outros</p><p>10% (se for pessoal), o problema também não é seu.</p><p>5. Aprenda Gramática Aplicada ao Texto, e Não Gramática Pura</p><p>Querendo ou não, interpretar textos também significa aprender a Língua Portuguesa. Saber qual é o</p><p>sujeito, qual é o advérbio, qual é o objeto indireto poderá te salvar de várias situações ruins.</p><p>O lance é que a gramática pura (por si só) não te ajudará em basicamente nada se você não conse-</p><p>guir aplicá-la. E aprender gramática consiste no seguinte:</p><p>6. Dica Extra: Don’t Overthink! Não Pense Demais!</p><p>Um erro comum é pensar demais. Depois de muito treino (com todas as outras dicas), você estará</p><p>com a preparação em nível avançado na interpretação de textos.</p><p>Daí, chega o momento da prova e você começa a querer pensar demais: “e se não for realmente</p><p>isso? E se for um peguinha? E se? E se?”.</p><p>Para evitar que isso aconteça, só existe um remédio: fazer muitas provas de interpretação de textos,</p><p>e de preferência da banca que fará seu certame. Eu não estou falando de fazer duas, três provas. Eu</p><p>estou falando de 20, 30 provas, cada uma com 15, 20 questões, cada uma com 3, 4 textos. Lembre-</p><p>se: permaneça ignorante. Permaneça com fome.</p><p>Dicas Para Uma Boa Interpretação de Texto</p><p>Uma boa interpretação de texto é importante para o desenvolvimento pessoal e profissional, por isso</p><p>elaboramos algumas dicas preciosas para auxiliar você nos seus estudos.</p><p>Você tem dificuldades para interpretar um texto? Se a sua resposta for sim, não se desespere, você</p><p>não é o único a sofrer com esse problema que afeta muitos leitores.</p><p>Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar inúmeros problemas, afetando não só o de-</p><p>senvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo moderno cobra de</p><p>nós inúmeras competências, uma delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma</p><p>boa comunicação verbal, mas também à capacidade de entender aquilo que está sendo lido.</p><p>O analfabetismo funcional está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do código,</p><p>pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>analogias e criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de textos, elaboramos al-</p><p>gumas dicas para você seguir e tirar suas dúvidas.</p><p>Uma interpretação de texto competente depende de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos</p><p>de contemplar alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, apressados, des-</p><p>cuidamo-nos das minúcias presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufici-</p><p>ente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre releia, pois, uma se-</p><p>gunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes que não foram observados anteriormente.</p><p>Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais presen-</p><p>tes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de</p><p>que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleatória, se</p><p>estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hierárquica</p><p>do pensamento defendido, retomando ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.</p><p>Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumenta-</p><p>tivos não costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas</p><p>entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na</p><p>superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e ines-</p><p>pecíficas.</p><p>Quem lê com cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto funcional e ler</p><p>com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de</p><p>nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas dicas, desejamos a você uma</p><p>boa leitura e bons estudos!</p><p>Interpretação de Texto: veja como fazer.</p><p>É o que mais cai no Enem.</p><p>Interpretação de Texto: veja os principais pontos nos quais você deve focar durante a leitura dos tex-</p><p>tos nas provas do Enem, dos vestibulares e do Encceja. Revise como interpretar um texto, e mande</p><p>bem nos Exames!</p><p>Saber ler e interpretar um texto é o primeiro passo na resolução de qualquer questão do Enem. A</p><p>compreensão do enunciado é uma chave essencial para iniciar a resolução dos problemas.</p><p>Por isso mesmo o tema da Interpretação de Texto é o que mais cai no Enem e nos Vestibulares. Aqui</p><p>vão algumas dicas que podem facilitar a compreensão e tornar o ato de interpretar um texto mais</p><p>rápido e eficaz.</p><p>A primeira coisa que deve ser feita na Interpretação de texto é decompor o texto em suas “ideias bá-</p><p>sicas”. Qual é o foco do texto e quais são os principais conceitos definidos pelo autor. Esta operação</p><p>fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. É assim que se estuda interpretação de</p><p>texto para o Enem.</p><p>Veja neste exemplo:</p><p>• “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a for-</p><p>mação da personalidade humana”.</p><p>• Sigmund Freud (1859 – 1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique</p><p>humana: o inconsciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos</p><p>anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e</p><p>Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895).</p><p>• Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo inventou o método que até hoje é usado pela</p><p>psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pelo terapeuta por</p><p>palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>• Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da lin-</p><p>guagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos</p><p>na fase de vigília.</p><p>• “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação</p><p>da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio). IDEIAS – NÚCLEO. Veja a</p><p>seguir o Passo inicial da Interpretação de Texto</p><p>O Primeiro Conceito Do Texto:</p><p>• * “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a</p><p>formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859 – 1939) conseguiu acender luzes nas</p><p>camadas mais profundas da psique humana: o inconsciente e subconsciente”.</p><p>• O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund</p><p>Freud ajudou a ciência a compreender os níveis</p><p>mais profundos da personalidade humana, o inconsciente e subconsciente.</p><p>O Segundo Conceito Do Texto:</p><p>* “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da</p><p>hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria,</p><p>1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo inventou o método que até hoje é usado</p><p>pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pelo terapeuta</p><p>por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais”.</p><p>A segunda ideia – núcleo mostra que Freud deu início à sua pesquisa estudando os comportamentos</p><p>humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método criou o das “livres</p><p>associações de ideias e de sentimentos”.</p><p>O Terceiro Contexto Do Texto:</p><p>* “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da língua</p><p>gemonírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na</p><p>fase de vigília”.</p><p>Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão</p><p>dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do</p><p>dia a dia. É assim, passo a passo, que você faz a interpretação de texto.</p><p>Quarto Conceito Do Texto:</p><p>* “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi à apresentação</p><p>da tese de que toda neurose é de origem sexual.”.</p><p>Conclusão: Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a</p><p>novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual.</p><p>A finalidade deste exemplo foi de mostrar como captar o foco central na interpretação do texto e cap-</p><p>tar a ideia transmitida pelo autor de forma sagaz. O ideal, na hora de interpretar um texto, é fazer uma</p><p>leitura dinâmica, a fim de captar sua ideia principal, para depois ler novamente para que possa ser</p><p>feita uma análise mais a fundo do mesmo.</p><p>Ler e interpretar um texto parece muito simples, e de fatoé. Mas, existem os segredos da Interpreta-</p><p>ção de Texto nas provas do Enem e similares. Foram estes segredos que você aprendeu nesta aula.</p><p>11 Dicas Para Fazer Interpretação De Texto</p><p>Provavelmente, você já errou algum exercício quando sabia o conteúdo da questão. A decepção</p><p>quando a gente erra uma questão por besteira é enorme, né?</p><p>A interpretação afeta o nosso relacionamento com amigos, familiares, colegas e professores. E tam-</p><p>bém a diversão ao assistir a um filme, ouvir uma música, ver uma série…</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>As próximas dicas tem a intenção de melhorar a sua capacidade interpretativa para as provas e tam-</p><p>bém para o dia a dia.</p><p>1. Aprenda A Interpretar Gráficos E Tabelas</p><p>Gráficos e tabelas caem com muita frequência no Enem, nos vestibulares e concursos públicos. Além</p><p>dos processos seletivos, eles também são bastante utilizados por jornais e pelo mercado de trabalho.</p><p>Entendê-los pode não ser fácil, mas não desista. Muitas vezes, ao se deparar com esse tipo de dado</p><p>em um exercício, a gente coloca barreiras como “não sei, sou de Humanas“. Mas não deve ser assim</p><p>Quando você aprender como eles funcionam, vai ser cada vez mais fácil fazer a interpretação desse</p><p>tipo de texto.</p><p>Com o passar do tempo (e depois de praticar bastante), é possível que você comece a gostar de criar</p><p>gráficos e tabelas. Eles são uma maneira prática de resumir um conjunto de informações importantes.</p><p>Obs: Você percebeu que recomendei uma aula de Português e outra de Matemática para aprender</p><p>gráficos? Esse conteúdo é frequente em questões interdisciplinares, incluindo a redação.</p><p>2. Coloque As Orações Na Ordem Direta</p><p>A ordem direta é a que organiza as palavras da seguinte forma: sujeito + predicado + complemento</p><p>Esse é o jeito objetivo de entender uma oração. Faça o exercício de reorganizar as orações que es-</p><p>tão na ordem indireta, principalmente os enunciados das questões.</p><p>3. Fique Atento A Todos Os Detalhes</p><p>Preste atenção a todos os tipos de texto (como infográficos, gráficos, tabelas, imagens, citações e</p><p>poemas).</p><p>Circule os nomes dos autores, livro e ano de publicação nas referências do texto. Tais detalhes talvez</p><p>revelem o tema da questão e até mesmo a resposta.</p><p>Basta olhar as referências para saber que o texto acima é relacionado aos Direitos Humanos, apro-</p><p>ximadamente sobre 2016.</p><p>Olhando o título, vejo que ele é sobre intolerância religiosa. Depois de analisar o infográfico e o gráfi-</p><p>co, tenho uma ideia das principais religiões discriminadas e da evolução da violência de 2013 a 2014.</p><p>Talvez eu não saiba que a liberdade para expressar a religião é um dos Direitos Humanos. Mas a</p><p>referência me ajuda a saber que existe uma relação entre os direitos humanos e a intolerância religi-</p><p>osa no Brasil (título do texto).</p><p>4. Pratique a Interpretação Com Posts das Redes Sociais</p><p>Provavelmente você já viu memes ou menes nas redes sociais. Para entender o que significam, é</p><p>preciso interpretar, no mínimo, a relação entre dois elementos, que podem ou não estar na imagem.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>No primeiro post, você precisa saber colocação pronominal segundo a norma culta e saber como são</p><p>entrevistas de emprego para entender a referência. No segundo post, deve conhecer o que é um</p><p>elétron e a marca Ricardo Eletro.</p><p>Para praticar, experimente anotar em um papel o que é engraçado no post e quais são os elementos</p><p>que causam esse efeito de sentido.</p><p>5. Leia Textos Longos Impressos (Como As Provas Do Enem)</p><p>Depois de um hora fazendo uma leitura densa, ficamos cansados. Precisamos ter resistência para</p><p>não fazer análises equivocadas dos textos. Uma das formas de desenvolver a resistência é se acos-</p><p>tumar a compreender textos longos.</p><p>Procure fontes relevantes para os assuntos que você estuda no dia a dia. As provas do Enem, além</p><p>de serem úteis para praticar e simular a avaliação deste ano, podem ajudar a acostumar com a leitura</p><p>desse tipo de texto.</p><p>Experimente baixá-las e interpretar os dados na coletânea da redação. Analise também os enuncia-</p><p>dos das questões de diferentes áreas do conhecimento.</p><p>Vale lembrar que a maneira que a gente lê um texto impresso e na tela do celular ou computador é</p><p>diferente. Se você irá fazer provas impressas, prefira ler textos assim.</p><p>Dica: lembre de reescrever as orações na ordem direta.</p><p>6. Compreenda Músicas</p><p>As músicas estão presentes no nosso dia a dia e utilizam muitas figuras de linguagem (a gente expli-</p><p>ca as principais neste outro artigo).</p><p>Depois de escutar uma música de que você gosta, reflita sobre a letra. O que o autor quis dizer com</p><p>ela? Pesquise a letra e tente interpretar o significado de cada estrofe.</p><p>7. Leia Tirinhas</p><p>O Enem costuma avaliar habilidades importantes na vida prática. Tirinhas são facilmente encontra-</p><p>das, são uma leitura leve, divertida e sempre precisam de interpretação.</p><p>Muitas vezes elas expõem algum problema social, histórico, ou tem uma crítica implícita.</p><p>8. Olhe Para Os Períodos, Versos E Parágrafos Em Conjunto</p><p>Escolha uma ou duas palavras que resumam o que você leu nos trechos menores, para se lembrar</p><p>depois.</p><p>Em seguida, procure relações entre o que você acabou de ler. Por exemplo: de oposição, causa e</p><p>consequência, adição.</p><p>Fazemos o procedimento acima para classificar orações subordinadas, mas ele também pode ser útil</p><p>para a interpretação como um todo.</p><p>9. Use Um Dicionário</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Quando estiver lendo em casa, tenha um dicionário por perto e pesquise o que não entender. Só</p><p>assim vai ser possível interpretar depois.</p><p>Para memorizar, anote as palavras que você descobriu o que significam em um caderninho. Elas</p><p>poderão ser úteis para resolver exercícios e também para a redação.</p><p>Algumas obras literárias utilizam palavras antigas</p><p>e de difícil entendimento. Vale lembrar que existem</p><p>vestibulares que apresentam pequenos glossários nas questões. Então não dê muita atenção aos</p><p>termos arcaicos na hora da leitura.</p><p>10. Peça A Ajuda De Vídeo Aulas E Do Google</p><p>Todos nós já passamos por alguma situação confusa, que não fez muito sentido. Pode ser na hora de</p><p>resolver uma lista de exercícios ou em uma conversa com seus parentes, por exemplo.</p><p>Quando isso acontece, pode ser porque você não conseguiu interpretar corretamente. Então é útil</p><p>procurar ajuda em um dicionário, videoaula ou no Google.</p><p>11. Reescreva Ou Explique Para Você Mesmo</p><p>Reescreva o que você acabou de ler de maneira resumida e utilizando sinônimos. Se preferir, escre-</p><p>va em tópicos.</p><p>O objetivo desta dica é ter certeza de que você interpretou o texto e também consegue explicar de</p><p>maneira simples.</p><p>Interpretação De Textos</p><p>A interpretação de textos é um exercício que requer técnica e dedicação. Existem algumas dicas que</p><p>ajudam o leitor a aprimorar a compreensão dos mais variados gêneros textuais.</p><p>Letrado não é aquele que decodifica uma mensagem: letrado é o indivíduo que lê e compreende o</p><p>que lê.</p><p>No Brasil, infelizmente, grande parcela da população sofre com o analfabetismo funcional, que nada</p><p>mais é do que a incapacidade que um leitor tem de compreender textos — inclusive os textos mais</p><p>simples — de gêneros muito acessados no cotidiano.</p><p>O analfabeto funcional não transforma em conhecimento aquilo que lê, pois sua capacidade de inter-</p><p>pretação textual é reduzida.</p><p>Ao contrário do que muitos pensam, o problema atinge pessoas com os mais variados níveis de esco-</p><p>laridade, e não apenas aqueles cuja exposição ao estudo sistematizado foi reduzida.</p><p>Para que você possa aprimorar sua capacidade de interpretação, o sítio de Português elaborou al-</p><p>gumas dicas que vão te ajudar a alcançar uma leitura proficiente, livre de quaisquer mal-entendidos.</p><p>Boa leitura e bons estudos!</p><p>Cinco Dicas de Interpretação de Textos</p><p>Dica 1: Livre-Se Das Interferências Externas</p><p>Sabemos que nem sempre é possível ter a tranquilidade desejada para estudar, ainda mais quando</p><p>somos obrigados a conciliar várias atribuições em nossa rotina, mas sempre que possível, fique livre</p><p>de interferências externas e escolha ambientes adequados para a leitura.</p><p>Um ambiente adequado é aquele que oferece silêncio e algum conforto, afinal de contas, esses fato-</p><p>res influenciam de maneira positiva os estudos.</p><p>Ruídos e interferências durante a leitura reduzem drasticamente nossa capacidade de concentração</p><p>e, consequentemente, de interpretação.</p><p>Dica 2: Sempre Recorra A Um Bom Dicionário</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Quem nunca precisou interromper a leitura diante de um vocábulo desconhecido? Essa é uma situa-</p><p>ção corriqueira, mesmo porque o léxico da língua portuguesa é extenso. É claro que desconhecer o</p><p>significado de algumas palavras pode atrapalhar a interpretação textual, por isso, o ideal é que você,</p><p>diante de um entrave linguístico, consulte um bom dicionário.</p><p>Na impossibilidade de consultar um dicionário, anote a palavra para uma consulta posterior. É assim</p><p>que um bom vocabulário é construído, e acredite: ele sempre estará em construção, pois estamos</p><p>constantemente em aprendizado.</p><p>Dica 3: Prefira A Leitura No Papel</p><p>Sabemos que a tecnologia nos oferece diversos suportes que facilitam e democratizam a leitura e</p><p>que os livros digitais são uma realidade. Contudo, sempre que possível, opte por livros ou documen-</p><p>tos físicos, isto é, impressos.</p><p>O papel oferece a oportunidade de ser rabiscado, nele podemos fazer anotações de maneira rápida e</p><p>prática, além de ser a melhor opção para quem tem dificuldades de interpretação textual.</p><p>Dica 4: Faça Paráfrases</p><p>A paráfrase consiste em uma explicação livre e desenvolvida de um fragmento do texto e também</p><p>dele completo. Ao ler um parágrafo mais complexo, você pode fazer uma pausa para tentar explicá-lo</p><p>com suas próprias palavras: isso facilitará a compreensão e a assimilação daquilo que está sendo</p><p>lido.</p><p>Dica 5: Leia Devagar</p><p>Ler apressadamente é um exercício que dificilmente transformará informação em conhecimento. O</p><p>cérebro precisa de tempo para processar a leitura, por isso, evite ler em situações adversas. Uma</p><p>leitura feita com calma permitirá que você retome parágrafos e poucas coisas são mais eficientes</p><p>para a interpretação textual do que a releitura, consulte o dicionário e faça paráfrases e anotações, ou</p><p>seja, todas as dicas anteriormente citadas dependem, sobretudo, dessa leitura cuidadosa.</p><p>Explicações Preliminares</p><p>I) Para Interpretar Bem</p><p>Todos têm dificuldades com interpretação de textos. Encare isso como algo normal, inevitável. Impor-</p><p>tante é enfrentar o problema e, com segurança, progredir. Aliás, progredir muito. Leia com atenção os</p><p>itens abaixo.</p><p>1) Desenvolva o gosto pela leitura. Leia de tudo: jornais, revistas, livros, textos publicitários, listas</p><p>telefônicas, bulas de remédios etc. Enfim, tudo o que estiver ao seu alcance. Mas leia com atenção,</p><p>tentando, pacientemente, apreender o sentido. O mal é “ler por ler”, para se livrar.</p><p>2) Aumente o seu vocabulário. Os dicionários são amigos que precisamos consultar. Faça exercícios</p><p>de sinônimos e antônimos. (Consulte o nosso Redação para Concursos, que tem uma seção dedica-</p><p>da a isso.)</p><p>3) Não se deixe levar pela primeira impressão. Há textos que metem medo. Na realidade, eles nos</p><p>oferecem um mundo de informações que nos fornecerão grande prazer interior. Abra sua mente e</p><p>seu coração para o que o texto lhe transmite, na qualidade de um amigo silencioso.</p><p>4) Ao fazer uma prova qualquer, leia o texto duas ou três vezes, atentamente, antes de tentar res-</p><p>ponder a qualquer pergunta. Primeiro, é preciso captar sua mensagem, entendê- lo como um todo, e</p><p>isso não pode ser alcançado com uma simples leitura. Dessa forma, leia-o algumas vezes. A cada</p><p>leitura, novas idéias serão assimiladas. Tenha a paciência necessária para agir assim. Só depois</p><p>tente resolver as questões propostas.</p><p>5) As questões de interpretação podem ser localizadas (por exemplo, voltadas só para um determi-</p><p>nado trecho) ou referir-se ao conjunto, às idéias gerais do texto. No primeiro caso, leia não apenas o</p><p>trecho (às vezes uma linha) referido, mas todo o parágrafo em que ele se situa. Lembre-se: quanto</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>mais você ler, mais entenderá o texto. Tudo é uma questão de costume, e você vai acostumar-se a</p><p>agir dessa forma. Então - acredite nisso - alcançará seu objetivo.</p><p>6) Há questões que pedem conhecimento fora do texto. Por exemplo, ele pode aludir a uma determi-</p><p>nada personalidade da história ou da atualidade, e ser cobrado do aluno ou candidato o nome dessa</p><p>pessoa ou algo que ela tenha feito. Por isso, é importante desenvolver o hábito da leitura, como já foi</p><p>dito. Procure estar atualizado, lendo jornais e revistas especializadas.</p><p>II) Paráfrase</p><p>Chama-se paráfrase a reescritura de um texto sem alteração de sentido. Questões de interpretação</p><p>com frequência se baseiam nesse conhecimento, nessa técnica. Vários recursos podem ser utilizados</p><p>para parafrasear um texto.</p><p>1) Emprego de sinônimos.</p><p>Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os pais preocupados. Conquanto retornasse cedo, deixava os</p><p>genitores preocupados.</p><p>2) Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa.</p><p>Ex.: Ele era fraco. Ele não era forte.</p><p>3) Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetem a outros já citados no texto.</p><p>Ex.: Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema. Paulo e Antônio já saíram.</p><p>Aquele foi ao colégio; este, ao cinema. Aquele = Paulo este = Antônio</p><p>4) Troca de termo verbal por nominal, e vice-versa.</p><p>Ex.: É necessário que todos colaborem. É necessária a colaboração de todos. Quero o respeito do</p><p>grupo. Quero que o grupo me respeite.</p><p>5) Omissão de termos facilmente subentendidos.</p><p>Ex.: Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante.</p><p>Desejávamos missão mais deli-</p><p>cada e importante.</p><p>6) Mudança de ordem dos termos no período.</p><p>Ex.: Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou quatro me-</p><p>ses de investigação. Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro</p><p>meses de pesquisa, seria esquecido.</p><p>7) Mudança de voz verbal</p><p>Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz ativa) Uma roseira foi plantada pela mulher em</p><p>seu jardim. (voz passiva analítica)</p><p>Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso na frase),</p><p>haverá duas mudanças possíveis.</p><p>Ex.: Plantaram uma roseira. (voz ativa) Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica)</p><p>Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)</p><p>8) Troca de discurso</p><p>Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo: - Cortarei a grama sozinho. (discurso direto) Na-</p><p>quela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que cortaria a grama sozinho. (discurso indireto)</p><p>9) Troca de palavras por expressões perifrásticas (vide perífrase, no capítulo seguinte) e vice-versa</p><p>Ex.: Castro Alves visitou Paris naquele ano. O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.</p><p>INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>10) Troca de locuções por palavras e vice-versa:</p><p>Ex.: O homem da cidade não conhece a linguagem do céu. O homem urbano não conhece a lingua-</p><p>gem celeste.</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________</p><p>www.dominaconcursos.com.br</p><p>RACIOCÍNIO</p><p>LÓGICO E</p><p>MATEMÁTICO</p><p>OPERAÇÕES</p><p>1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Operações</p><p>Grandeza Escalar</p><p>Para estudar assuntos da “Física” serão necessários algunbs conceitos básicos como pré-requisito:</p><p>medição, algarismos significativos e grandeza escalar são exemplos desses conhecimentos prévios.</p><p>A física é fortemente alicerçada bbem conceitos matemáticos: fórmulas, definições, atalhos etc. Neste</p><p>trabalho, abordaremos o conceito e algumas aplicações sobre grandezas escalares.</p><p>Definição</p><p>Grandeza escalar é aquela que fica totalmente definida apenas utilizando um número e uma unidade</p><p>de medida. Grandeza é um conceito fundamental na ciência. Mas o que é uma grandeza? O conceito</p><p>científico para grandeza é tudo o que pode ser medido.</p><p>Assim, o comprimento é uma grandeza? Sim, você pode medir o comprimento de uma mesa.</p><p>A massa é uma grandeza? Sim, você pode medir a massa do seu corpo.</p><p>Amor é uma grandeza? Não, você não pode medir sentimentos. Não existe um “amorômetro”.</p><p>Vamos agora aprender a diferença entre uma grandeza escalar e uma grandeza vetorial.</p><p>Grandeza Escalar</p><p>Grandeza escalar é aquela que fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos um número ou</p><p>um número e uma unidade.</p><p>A massa é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos um</p><p>número e uma unidade. A massa de uma pessoa é 57 kg.</p><p>A temperatura é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizada quando conhecemos</p><p>um número e uma unidade. A temperatura da sala de aula é 27 ºC.</p><p>O volume é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente caracterizado quando conhecemos um</p><p>número e uma unidade. O volume de uma caixa de leite é um litro. O intervalo de tempo é uma gran-</p><p>deza escalar porque fica perfeitamente caracterizado quando conhecemos um número e uma uni-</p><p>dade. A sessão de cinema durou 2 horas.</p><p>O índice de refração absoluto de um material é uma grandeza escalar porque fica perfeitamente ca-</p><p>racterizado apenas por um número. Quando afirmamos que o índice de refração absoluto do acrílico</p><p>vale 2,0 esta grandeza fica perfeitamente caracterizada.</p><p>Área é uma grandeza escalar, pois está devidamente definida com o número 800 e a unidade de me-</p><p>dida metro quadrado (m2), como nesse exemplo.</p><p>Ontem, em Sergipe, a temperatura atingiu os 29 ºC.</p><p>Temperatura é uma grandeza escalar, pois está devidamente definida pelo número 29 e a unidade</p><p>de medida grau célsius (ºC), como nesse exemplo.</p><p>Tenho que perder 30 kg.</p><p>A massa também é uma grandeza escalar. Por esse exemplo percebemos que ela fica totalmente de-</p><p>finida pelo número 30 e pela unidade de medida de massa quilograma (kg).</p><p>Também são exemplos de grandezas escalares: tempo, energia, volume e outros.</p><p>OPERAÇÕES</p><p>2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Uma grandeza é tida como não escalar quando não pode ser totalmente definida apenas com um nú-</p><p>mero e uma unidade de medida.</p><p>Os vetores, por exemplo, precisam de coordenadas, direção e sentido. Eles recebem uma classifica-</p><p>ção própria denominada de grandezas vetoriais, mas esse não é o tema deste trabalho.</p><p>O Sinal de uma Grandeza Escalar</p><p>O sinal algébrico associado à grandeza escalar pode torná-la positiva ou negativa: – 2 ºC ou + 2 ºC.</p><p>Caso o número não venha acompanhado de sinal ele recebe o nome de módulo ou valor absoluto da</p><p>grandeza.</p><p>Diariamente nos deparamos com muitas grandezas físicas. Algumas dessas grandezas ficam perfei-</p><p>tamente definidas com um valor numérico e sua unidade de medida. É o caso, por exemplo, da tem-</p><p>peratura. Quando dizemos que a temperatura ambiente é de 23º C, não precisamos de mais ne-</p><p>nhuma informação para explicar esse fenômeno.</p><p>No entanto, existem grandezas que, além do valor numérico e da unidade de medida, necessitam de</p><p>uma direção e um sentido para que fiquem perfeitamente definidas. Por exemplo, a distância entre</p><p>Goiânia (GO) e Brasília (DF) é de aproximadamente 170 km. Para chegarmos a Brasília, partindo de</p><p>Goiânia, devemos percorrer cerca de 170 km, na direção nordeste e sentido Goiânia-Brasília.</p><p>As grandezas</p><p>que são definidas apenas pelo seu valor numérico e sua unidade de medida são cha-</p><p>madas de grandezas escalares.</p><p>São grandezas escalares: Tempo, Temperatura, Volume, Massa, Trabalho de uma Força, etc.</p><p>Aquelas que necessitam de uma direção e um sentido, além do valor numérico e da unidade de me-</p><p>dida, são chamadas de grandezas vetoriais. As grandezas vetoriais são representadas por vetores.</p><p>Vetor é um ente matemático caracterizado por possuir um sentido, uma direção e um módulo (intensi-</p><p>dade). Graficamente, vetor é representado por uma reta orientada, indicado por uma letra sobre a</p><p>qual colocamos uma seta.</p><p>vetor força vetor aceleração vetor velocidade</p><p>São grandezas vetoriais: Velocidade, Aceleração, Força, Deslocamento, Empuxo, Campo elétrico,</p><p>Campo magnético, Força peso, etc.</p><p>Uma grandeza é tudo aquilo que pode ser medido, e um dos tipos de grandeza é a chamada gran-</p><p>deza escalar. As grandezas escalares são aquelas que possuem a sua determinação feita apenas</p><p>por um número seguido de uma unidade de medida.</p><p>Esse tipo de grandeza é completamente caracterizado apenas com essas duas informações. Imagine</p><p>que, após aferir a temperatura de um paciente, uma enfermeira veja no termômetro o valor corres-</p><p>pondente a 39°C. Apenas com essas informações, a grandeza temperatura é totalmente caracteri-</p><p>zada e a informação é completamente entendida pela enfermeira. Como não há necessidade de infor-</p><p>mações adicionais, dizemos que temperatura é uma grandeza do tipo escalar.</p><p>Massa, energia, tempo, pressão e comprimento são outros exemplos de grandezas do tipo escalar.</p><p>Abaixo temos as principais grandezas escalares acompanhadas de suas respectivas unidades de</p><p>medida estabelecidas pelo Sistema Internacional de Unidades (SI).</p><p>OPERAÇÕES</p><p>3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Ao medirmos nossa temperaturaestamos nos atendo ao uso de uma grandeza física, no nosso dia a</p><p>dia sempre lidamos com diversas delas, assim, são de muita importância. Elas servem para descre-</p><p>ver as relações e propriedades que existem nos fenômenos químicos e fazem isso de maneira quali-</p><p>tativa e quantitativa.</p><p>Podem ser de dois tipos, grandezas vetoriais e grandezas escalares. As que podem ser definidas</p><p>sendo medidas unicamente com um valor numérico e sua devida unidade de medida, é a que se clas-</p><p>sifica como grandeza escalar. Essas são mais comuns no cotidiano e mais fáceis de serem calcula-</p><p>das.</p><p>Massa: definida como propriedade fundamental da matéria e como medida de inércia. Mantém-se</p><p>constante independente da posição em que está. Sua unidade é dada em quilogramas, gramas, tone-</p><p>ladas, etc.</p><p>Temperatura: é a grandeza que se associa ao movimento de agitação das partículas componentes de</p><p>um corpo. No caso da medição da temperatura do nosso corpo, utilizamos um termômetro graduado</p><p>para isso. A unidade pode ser dada em graus Celsius, Kelvin e Fahrenheit.</p><p>Comprimento: grandeza física que serve para expressar distância entre pontos. Dentre suas unidades</p><p>de medida têm-se metro, légua, jarda, entre outros.</p><p>Potência: determina a quantidade de energia fornecida por uma fonte por unidade de tempo, é basi-</p><p>camente a rapidez com que o trabalho é realizado. A unidade de medida é dada em Watt (J/s).</p><p>A grandeza escalar é definida quando o seu módulo e sua unidade de medida estão especificados. Já</p><p>a grandeza vetorial é representada por um “ente” matemático denominado de vetor. Imagine que qua-</p><p>tro carros partam (como na imagem do topo do texto), cada um a 40 km/h, no sentido norte, sul, leste</p><p>e oeste. Embora suas velocidades tenham valores iguais, podemos considerá-las diferentes, pois es-</p><p>ses automóveis, em um mesmo intervalo de tempo, chegarão a posições completamente distintas.</p><p>Para grandezas como velocidade e deslocamento, apenas o valor não é suficiente para provocar uma</p><p>perfeita compreensão daquilo que se deseja transmitir. Nesses casos, além do valor, é indispensável</p><p>uma orientação. Dessa forma, dizer que a velocidade de um móvel é de 40 km/h de norte para sul é</p><p>uma afirmação mais precisa.</p><p>As grandezas físicas como o deslocamento e a velocidade, que, além do seu valor, necessitam de</p><p>uma orientação para que se tenha uma completa compreensão de seu significado, são chamadas</p><p>de grandezas vetoriais.</p><p>Exemplos de grandezas vetoriais: velocidade, aceleração, deslocamento, força, quantidade de movi-</p><p>mento, impulso, campo elétrico, campo magnético, empuxo etc.</p><p>Outras grandezas, como o tempo, não necessitam de uma orientação. Se alguém disser que agora</p><p>são 16h e 35min, você não perguntaria se essa hora é horizontal para a direita ou vertical para</p><p>cima. Quando apenas o valor da grandeza é suficiente para mostrar a ideia que se quer passar, a</p><p>grandeza é dita escalar.</p><p>Em grande parte das disciplinas da área de exatas como a Matemática e a Física, algumas aplica-</p><p>ções são necessárias para ter maior compreensão sobre os conceitos e as definições de teoremas,</p><p>cálculos e medições matemáticas. Todos esses conceitos são expostos por valores numéricos ou uni-</p><p>dades de medida. Esses conceitos são definidos como grandezas escalares. Uma grandeza esca-</p><p>lar sempre será expressa por meio de uma unidade de medida ou um valor numérico e que não ne-</p><p>cessita de uma direção ou de um sentido.</p><p>Esses dados servem como base para cálculos matemáticos e servem como requisito para se aprofun-</p><p>dar em estudos da Física e da Matemática. Como é algo definitivamente exato, uma grandeza escalar</p><p>entra em contrapartida com outros conceitos que apresentam uma variedade maior de valores, sendo</p><p>exatos ou não, como uma sequência ou um tensor.</p><p>Muito se vê as grandezas escalares no dia a dia. O valor de uma temperatura, por exemplo, é uma</p><p>grandeza escalar. Quando se observa que o dia está com 31° de temperatura, não há a necessidade</p><p>OPERAÇÕES</p><p>4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>de usar alguma direção ou um sentido para se ter um valor exato da temperatura. O fenômeno já pos-</p><p>sui um valor numérico e uma unidade de medida expressa que determina a direção exata, no caso o</p><p>valor da temperatura. Isso é uma grandeza escalar.</p><p>Tipos de Grandezas Escalares</p><p>Sendo muito usadas na Matemática e na Física, as grandezas escalares são expressas em vários ti-</p><p>pos, em determinados estudos. Algumas das principais são:</p><p> Massa: é expressa pela unidade de medida quilograma (kg). Se dissermos que Júlio precisa per-</p><p>der 15 kg, fica claro de que a massa fica evidentemente expressa em 15 e pela unidade quilograma;</p><p> Temperatura: é expressa pela medida Celsius (°C). Quando se fala que o dia terá um clima de</p><p>25°, há um valor exato da temperatura expresso pelo número 25 e pela unidade de medida °C;</p><p> Área: definido pela unidade metro quadrado (m²). Seguindo o exemplo, quando se diz que a área</p><p>do terreno corresponde a 700 m², o valor é exato exposto pelo número 700 e pela unidade de medida</p><p>metro quadrado.</p><p>Mesmo sendo as principais, ainda há outros exemplos de grandezas escalares que também são usa-</p><p>das em outros estudos: volume, tempo, trabalho, energia, etc.</p><p>Para cada uma delas, é obtido um sinal. Esse sinal auxilia o ato de determinar um valor algébrico</p><p>para cada unidade de medida trabalhada. Os sinais usados são sempre o e o -, que determinam se</p><p>alguma grandeza será positiva ou negativa. Um exemplo disso é expresso na temperatura, quando</p><p>são mostradas temperaturas negativas (-5°C) ou temperaturas positivas (31°C). Se alguma grandeza</p><p>não tiver um sinal expresso em seu valor, ela é considerada como um valor absoluto ou simples-</p><p>mente um módulo.</p><p>Grandezas que não são Escalares</p><p>Ainda dentro dessa análise constam as grandezas não escalares. Esses tipos de grandezas, embora</p><p>necessitem de um valor numérico e também de uma unidade de medida, precisam de um sentido,</p><p>uma vez que não consegue ser expressa de maneira exata somente por um valor numérico ou so-</p><p>mente pela unidade.</p><p>Um exemplo claro de uma grandeza não escalar é expresso na distância. Mesmo que a unidade de</p><p>medida seja o quilômetro (km), não se tem um valor determinante para</p><p>Seiça (grafia que pretere as erróneas/errôneas Ceiça e Ceissa), Seiçal, Suíça,</p><p>terço; auxílio, Maximiliano, Maximino, máximo, próximo, sintaxe.</p><p>4º)Distinção gráfica entre s de fim de sílaba (inicial ou interior) e x e z com idêntico valor</p><p>fónico/fônico: adestrar, Calisto, escusar, esdrúxulo, esgotar, esplanada, esplêndido, espontâneo,</p><p>espremer, esquisito, estender, Estremadura, Estremoz, inesgotável; extensão, explicar,</p><p>extraordinário, inextricável, inexperto, sextante, têxtil; capazmente, infelizmente, velozmente. De</p><p>acordo com esta distinção convém notar dois casos:</p><p>a)Em final de sílaba que não seja final de palavra, o x = s muda para s sempre que está precedido</p><p>de i ou u: justapor, justalinear, misto, sistino (cf. Capela Sistina), Sisto, em vez de juxtapor, juxtalinear,</p><p>mixto, sixtina, Sixto.</p><p>b)Só nos advérbios em –mente se admite z, com valor idêntico ao de s, em final de sílaba seguida de</p><p>outra consoante (cf. capazmente, etc.); de contrário, o s toma sempre o lugar de z: Biscaia, e</p><p>não Bizcaia.</p><p>5º)Distinção gráfica entre s final de palavra e x e z com idêntico valor fónico/fônico: aguarrás, aliás,</p><p>anis, após atrás, através, Avis, Brás, Dinis, Garcês, gás, Gerês, Inês, íris, Jesus, jus, lápis, Luís, país,</p><p>português, Queirós, quis, retrós, revés, Tomás, Valdés; cálix, Félix, Fénix, flux; assaz, arroz, avestruz,</p><p>dez, diz, fez (substantivo e forma do verbo fazer), fiz, Forjaz, Galaaz, giz, jaez, matiz, petiz, Queluz,</p><p>Romariz, [Arcos de] Valdevez, Vaz. A propósito, deve observar-se que é inadmissível z final</p><p>equivalente a s em palavra não oxítona: Cádis, e não Cádiz.</p><p>6º)Distinção gráfica entre as letras interiores s, x e z, que representam sibilantes sonoras: aceso,</p><p>analisar, anestesia, artesão, asa, asilo, Baltasar, besouro, besuntar, blusa, brasa, brasão, Brasil,</p><p>brisa, [Marco de] Canaveses, coliseu, defesa, duquesa, Elisa, empresa, Ermesinde, Esposende,</p><p>frenesi ou frenesim, frisar, guisa, improviso, jusante, liso, lousa, Lousã, Luso (nome de lugar,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>homónimo/homônimo de Luso, nome mitológico), Matosinhos, Meneses, narciso, Nisa, obséquio,</p><p>ousar, pesquisa, portuguesa, presa, raso, represa, Resende, sacerdotisa, Sesimbra, Sousa, surpresa,</p><p>tisana, transe, trânsito, vaso; exalar, exemplo, exibir, exorbitar, exuberante, inexato,</p><p>inexorável; abalizado, alfazema, Arcozelo, autorizar, azar, azedo, azo, azorrague, baliza, bazar,</p><p>beleza, buzina, búzio, comezinho, deslizar, deslize, Ezequiel, fuzileiro, Galiza, guizo, helenizar,</p><p>lambuzar, lezíria, Mouzinho, proeza, sazão, urze, vazar, Veneza, Vizela, Vouzela.</p><p>Base IV</p><p>Das seqüências consonânticas</p><p>1º)O c, com valor de oclusiva velar, das seqüências interiores cc (segundo c com valor de</p><p>sibilante), cç e ct, e o p das seqüências interiores pc (c com valor de sibilante), pç e pt, ora se</p><p>conservam, ora se eliminam.</p><p>Assim:</p><p>a)Conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da</p><p>língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico,</p><p>erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto.</p><p>b)Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação,</p><p>acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar,</p><p>batizar, Egito, ótimo.</p><p>c)Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer</p><p>geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o</p><p>emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, se</p><p>ctor e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção.</p><p>d)Quando, nas seqüências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado</p><p>nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se,</p><p>respectivamente nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e</p><p>assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade.</p><p>2º)Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer</p><p>geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: o b da</p><p>seqüência bd, em súbdito; o b da seqüência bt, em subtil e seus derivados; o g da seqüência gd,</p><p>em amígdala, amigdalácea, amigdalar, amigdalato, amigdalite, amigdalóide, amigdalopatia, amigdalot</p><p>omia; o m da seqüência mn,</p><p>em amnistia, amnistiar, indemne, indemnidade, indemnizar, omnímodo, omnipotente, omnisciente,</p><p>etc.; o t, da seqüência tm, em aritmética e aritmético.</p><p>Base V</p><p>Das vogais átonas</p><p>1º)O emprego do e e do i, assim como o do o e do u, em sílaba átona, regula-se fundamentalmente</p><p>pela etimologia e por particularidades da história das palavras. Assim se estabelecem variadíssimas</p><p>grafias:</p><p>a)Com e e i: ameaça, amealhar, antecipar, arrepiar, balnear, boreal, campeão, cardeal (prelado, ave</p><p>planta; diferente de cardial = “relativo à cárdia”), Ceará, côdea, enseada, enteado, Floreal, janeanes,</p><p>lêndea, Leonardo, Leonel, Leonor, Leopoldo, Leote, linear, meão, melhor, nomear, peanha,</p><p>quase (em vez de quási), real, semear, semelhante, várzea; ameixial, Ameixieira, amial, amieiro,</p><p>arrieiro, artilharia, capitânia, cordial (adjetivo e substantivo), corriola, crânio, criar, diante, diminuir,</p><p>Dinis, ferregial, Filinto, Filipe (e identicamente Filipa, Filipinas, etc.), freixial, giesta, Idanha, igual,</p><p>imiscuir-se, inigualável, lampião, limiar, Lumiar, lumieiro, pátio, pior, tigela, tijolo, Vimieiro, Vimioso;</p><p>b)Com o e u: abolir, Alpendorada, assolar, borboleta, cobiça, consoada, consoar, costume, díscolo,</p><p>êmbolo, engolir, epístola, esbaforir-se, esboroar, farândola, femoral, Freixoeira, girândola, goela,</p><p>jocoso, mágoa, névoa, nódoa, óbolo, Páscoa, Pascoal, Pascoela, polir, Rodolfo, távoa, tavoada,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>27 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>távola, tômbola, veio (substantivo e forma do verbo vir); açular, água, aluvião, arcuense, assumir,</p><p>bulir, camândulas, curtir, curtume, embutir, entupir, fémur/fêmur, fístula, glândula, ínsua, jucundo,</p><p>légua, Luanda, lucubração, lugar, mangual, Manuel, míngua, Nicarágua, pontual, régua, tábua,</p><p>tabuada, tabuleta, trégua, virtualha.</p><p>2º)Sendo muito variadas as condições etimológicas e histórico-fonéticas em que se fixam</p><p>graficamente e e i ou o e u em sílaba átona, é evidente que só a consulta dos vocabulários ou</p><p>dicionários pode indicar, muitas vezes, se deve empregar-se e ou i, se o ou u. Há, todavia, alguns</p><p>casos em que o uso dessas vogais pode ser facilmente sistematizado. Convém fixar os seguintes:</p><p>a)Escrevem-se com e, e não com i, antes da sílaba tónica/tônica, os substantivos e adjetivos que</p><p>procedem de substantivos terminados em – eio e – eia, ou com eles estão em relação direta. Assim</p><p>se regulam: aldeão, aldeola, aldeota por aldeia; areal, areeiro, areento,</p><p>Areosa por areia; aveal por aveia; baleal por baleia; cadeado por cadeia; candeeiro por candeia; cent</p><p>eeira e centeeiro por centeio; colmeal e colmeeiro por colmeia; correada e correame por correia.</p><p>b)Escrevem-se igualmente com e, antes de vogal ou ditongo da sílaba tónica/tônica, os derivados de</p><p>palavras que terminam em e acentuado (o qual pode representar um antigo hiato: ea, ee): galeão,</p><p>galeota, galeote, de galé; coreano, de Coreia; daomeano, de Daomé; guineense,</p><p>de Guiné; poleame e poleeiro, de polé.</p><p>c)Escrevem-se com i, e não com e, antes da sílaba tónica/tônica, os adjetivos e substantivos</p><p>derivados em que entram os sufixos mistos de formação vernácula – iano e –iense, os quais são o</p><p>resultado da combinação dos sufixos –ano e –ense com um i de origem analógica (baseado em</p><p>palavras onde –ano e –ense estão precedidos de i pertencente ao tema: horaciano, italiano, duriense,</p><p>flaviense, etc.): açoriano, acriano (de Acre), camoniano, goisiano (relativo a Damião de Góis),</p><p>siniense (de Sines), sofocliano, torriano, torriense (de Torre(s)).</p><p>se medir a distância de Ma-</p><p>naus até Belém, por exemplo. Para se ter uma noção completa da distância, será necessário percor-</p><p>rer o caminho de Manaus até Belém para comprovar quantos quilômetros compreendem as duas ci-</p><p>dades. Esse é um exemplo de uma grandeza não escalar.</p><p>Essas grandezas também são conhecidas como grandezas vetoriais por serem representadas por</p><p>um vetor. Um vetor é um sinal matemático que determina uma direção e uma intensidade. É por meio</p><p>desse sinal que os valores numéricos e as unidades de medida são reforçados para se ter um valor</p><p>absoluto ou aproximado em determinado estudo de algum conceito matemático ou físico.</p><p>Todo vetor é representado por uma reta que sempre é orientada para uma direção e possui um mó-</p><p>dulo. Ela também é acompanhada por uma letra que possui uma seta acima. Essas coordenadas</p><p>também possuem conceitos parecidos abordados em outros tipos de grandezas não escalares como</p><p>as matrizes, os tensores e as sequências. Porém, cada um possui um método específico de ser abor-</p><p>dado em determinado conceito ou definição num cálculo ou outro tipo de análise.</p><p>Da mesma forma que os tipos de grandeza comuns, uma grandeza não escalar também possui al-</p><p>guns tipos, geralmente mais estudados na área da Física. Algumas delas são:</p><p> Velocidade;</p><p> Aceleração;</p><p> Empuxo;</p><p>OPERAÇÕES</p><p>5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p> Campo magnético;</p><p> Deslocamento e fixação;</p><p> Campo elétrico.</p><p>Outros tipos de grandezas não escalares existem e que são utilizadas e também trabalhadas como</p><p>a força peso, a força centrípeta e entre outras unidades. Todos essas grandezas podem ser repre-</p><p>sentados por vetores ou não, dependendo de como serão vistos e empregados durante o estudo.</p><p>Grandezas Vetoriais</p><p>Já as grandezas que precisam de direção e sentido, além do valor numérico, são chamadas Vetori-</p><p>ais, essas são bem mais complexas em seu cálculo. São representadas sempre por vetores. Um ve-</p><p>tor por sua vez é um elemento matemático simbolizado por uma reta que possui intensidade, direção</p><p>e sentido.</p><p>Campo Elétrico: é o campo de força gerado pela ação que todas as cargas ali presentes fazem,</p><p>sendo assim, sofre influência das forças de atração e repulsão. No sistema internacional de unidades</p><p>é dado por Newton/Coulomb.</p><p>Torque: mede a intensidade de uma força capaz de fazer um movimento de giro. Não é um vetor</p><p>muito comum em nossa linguagem, mas na prática está sempre presente; existe torque, por exemplo,</p><p>no movimento de rotação que fazemos no volante. A grandeza é dada em Newton x metro.</p><p>Velocidade: é a grandeza vetorial que consiste em calcular a distância percorrida num determinado</p><p>intervalo de tempo, ou seja, vulgarmente falando, é a rapidez com que um móvel se desloca. Sua uni-</p><p>dade de medida dada no sistema internacional é m/s.</p><p>Uma das coisas que faz muita gente errar em conta é confundir grandezas escalares e vetoriais. Para</p><p>ajudá-lo nas questões de Física do Enem, preparamos uma explicação para você!</p><p>Grandezas escalares são aquelas que podem ser definidas apenas com um valor e sua unidade de</p><p>medida. Se te perguntam a temperatura, é comum responder 23ºC, por exemplo. Não vemos necessi-</p><p>dade de ter mais nbnhuma informação.</p><p>Outros exemplos de grandezas físicas são: massa (90 kg), volume (3 litros), distância (60 km), tempo</p><p>(90 minutos), etc.</p><p>Já as grandezas vetoriais necessitam, além do valor e da unidade de medida, informar o sentido e a</p><p>direção. Elas podem ser representadas por um vetor.</p><p>Um exemplo de grandeza vetorial é a força. Imagine uma brincadeira de cabo-de-guerra, como a da</p><p>imagem abaixo:</p><p>Faz sentido dizer que o jogo acabou porque uma das pessoas puxou a corda com uma força de 40</p><p>N? Para sabermos qual lado ganhou, precisamos também informar em qual direção e sentido a força</p><p>de 40 N foi aplicada. Por exemplo: foi aplicada uma força de 40 N na direção horizontal e no sentido</p><p>da direita. Agora sim!</p><p>Aliás, veja a representação de um gráfico para ficar bem clara a diferença entre direção e sentido:</p><p>OPERAÇÕES</p><p>6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Mais exemplos de grandezas vetoriais são: velocidade, aceleração, campo elétrico e campo magné-</p><p>tico, entre outros.</p><p>Há algumas grandezas que para ficarem caracterizadas necessitam apenas de um número (e, natu-</p><p>ralmente, a unidade usada). É o caso, por exemplo, da temperatura, da massa, etc. Essas grandezas</p><p>são chamadas escalares. Porém há outras grandezas que necessitam de uma informação adicional</p><p>que nos dá a direção e o sentido da grandeza. É o caso, por exemplo, da força.</p><p>Quando aplicamos uma força a um corpo (Fig.1), além do valor da força, desenhamos um segmento</p><p>orientado para dizer "para que lado" atua a força. As grandezas que necessitam dessa informação</p><p>geométrica são denominadas grandezas vetoriais e os segmentos orientados usados para repre-</p><p>sentá-las são denominadas vetores. Para representar um vetor usamos uma letra com uma pequena</p><p>flecha em cima, como indicado na Fig.1.</p><p>Nos casos mais elementares analisados até agora, a velocidade e a aceleração foram tratadas como</p><p>grandezas escalares. No entanto elas são grandezas vetoriais e assim devem ser consideradas, em</p><p>casos mais complexos, como veremos mais tarde.</p><p>Quando dois vetores são paralelos dizemos que eles têm a mesma direção. Se, além disso, eles</p><p>apontarem para o "mesmo lado", dizemos que têm o mesmo sentido; se apontarem para "lados opos-</p><p>tos" dizemos que têm sentidos opostos.</p><p>Suponhamos, por exemplo, o caso da Fig.2 onde as retas r, s e t são paralelas.</p><p>Podemos dizer que:</p><p> os vetores e têm direções diferentes;</p><p> os vetores e têm a mesma direção e o mesmo sentido;</p><p> os vetores e têm a mesma direção mas sentidos opostos.</p><p> os vetores e têm a mesma direção e o mesmo sentido; e</p><p> os vetores e têm a mesma direção mas sentidos opostos.</p><p>OPERAÇÕES</p><p>7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>O "tamanho" do vetor é proporcional ao valor da grandeza que está representando e esse valor, con-</p><p>siderado positivo (ou nulo), é chamado módulodo vetor. Para representar o módulo de um vetor usa-</p><p>mos a notação | | .</p><p>Quandouma grandeza tem o valor nulo, o vetor que a representa é o vetor nulo; representado por e</p><p>cujomódulo é nulo.</p><p>Dizemos que dois vetores são iguais quando, e somente quando, têm a mesma direção, o mesmo</p><p>sentido e o mesmo módulo.</p><p>Adição de Vetores</p><p>Na Fig. 3 representamos dois vetores não nulos e .Para obtermos a soma ( ) dos vetores pode-</p><p>mos efetuar uma translação em um dos vetores ( Fig. 4 ) de modo que a extremidade do primeiro</p><p>coincida com a origem do segundo. O vetor soma é obtido ligando-se a origem do primeiro à extremi-</p><p>dade do segundo.</p><p>Para obtermos o módulo de usamos a lei dos cossenos:</p><p>| s |2 = | |2 + | |2 - 2 | | . | | . cos</p><p>Quando os vetores têm a mesma direção, temos uma situação mais simples, como ilustra a Fig. 5.</p><p>Se tivermos mais de dois vetores podemos usar o mesmo procedimento, como ilustra a Fig. 6.</p><p>O modo de obter a soma de vetores que acabamos de descrever é conhecido como regra do polí-</p><p>gono. Há porém um outro modo, que veremos adiante, conhecido como regra do paralelogramo.</p><p>OPERAÇÕES</p><p>8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Regra do Paralelogramo</p><p>Na Fig.7 representamos dois vetores e .Para obtermos sua soma pela regra do paralelogramo</p><p>transladamos um dos vetores de modo que tenham a mesma origem (Fig. 8). A seguir desenhamos o</p><p>segmento paralelo ao vetor e o segmento paralelo ao vetor , obtendo o paralelogramo</p><p>XYZK. O segmento orientado ( diagonal do paralelogramo) representa a soma dos vetores.</p><p>Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo XYZ temos:</p><p>| | 2 = | |2 + | |2 - 2 | | . | | . cos</p><p>Como e são suplementares, temos cos = -cos . Assim , a equação acima pode ser escrita:</p><p>| |2 = | |2 + | |2 + 2 | | . | | . cos</p><p>bExemplo 1</p><p>Para os vetores representados na figura abaixo temos:</p><p>| | = 6</p><p>Determine o módulo da soma desses vetores.</p><p>Resolução</p><p>| |2 = | |2+ | |2 + 2 | | . b| | . cos 60º</p><p>d)Uniformizam-se com as terminações –io e –ia (átonas), em vez de –eo e –ea, os substantivos que</p><p>constituem variações, obtidas por ampliação, de outros substantivos terminados em</p><p>vogal: cúmio (popular), de cume; hástia, de haste; réstia, do antigo reste; véstia, de veste.</p><p>e)Os verbos em –ear podem distinguir-se praticamente, grande número de vezes, dos verbos em –</p><p>iar, quer pela formação, quer pela conjugação e formação ao mesmo tempo. Estão no primeiro caso</p><p>todos os verbos que se prendem a substantivos em –eio ou –eia (sejam formados em português ou</p><p>venham já do latim); assim se regulam: aldear, por aldeia; alhear, alheio; cear, por ceia; encadear,</p><p>por cadeia; pear, por peia; etc. Estão no segundo caso todos os verbos que têm normalmente flexões</p><p>rizotónicas/rizotônicas em –eio, -eias, etc.: clarear, delinear, devanear, falsear, granjear, guerrear,</p><p>hastear, nomear, semear, etc. Existem, no entanto, verbos em –iar, ligados a substantivos com as</p><p>terminações átonas –ia ou –io, que admitem variantes na</p><p>conjugação: negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio (cf. prémio/prêmio); etc.</p><p>f)Não é lícito o emprego do u final átono em palavras de origem latina. Escreve-se, por isso: moto, em</p><p>vez de mótu (por exemplo, na expressão de moto próprio); tribo, em vez de tríbu.</p><p>g)Os verbos em –oar distinguem-se praticamente dos verbos em –uar pela sua conjugação nas</p><p>formas rizotónicas/rizotônicas, que têm sempre o na sílaba acentuada: abençoar com o,</p><p>como abençoo, abençoas, etc.; destoar, com o, como destoo, destoas, etc.: mas acentuar, com u,</p><p>como acentuo, acentuas, etc.</p><p>Base VI</p><p>Das vogais nasais</p><p>Na representação das vogais nasais devem observar-se os seguintes preceitos:</p><p>1º)Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de hífen,</p><p>representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal é de timbre a; por m, se possui qualquer outro</p><p>timbre e termina a palavra; e por n, se é de timbre diverso de a e está seguida de s: afã, grã, Grã-</p><p>Bretanha, lã, órfã, sã-braseiro (forma dialetal; o mesmo que são-brasense = de S. Brás de</p><p>Alportel); clarim, tom, vacum; flautins, semitons, zunzuns.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>28 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2º)Os vocábulos terminados em –ã transmitem esta representação do a nasal aos advérbios em –</p><p>mente que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados</p><p>por z: cristãmente, irmãmente, sãmente; lãzudo, maçãzita, manhãzinha, romãzeira.</p><p>Base VII</p><p>Dos ditongos</p><p>1º)Os ditongos orais, que tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, distribuem-se por dois</p><p>grupos gráficos principais, conforme o segundo elemento do ditongo é representado por i ou u: ai, ei,</p><p>éi, ui; au, eu, éu, iu, ou: braçais, caixote, deveis, eirado, farnéis (mas farneizinhos), goivo, goivar,</p><p>lençóis (mas lençoizinhos), tafuis, uivar, cacau, cacaueiro, deu, endeusar,</p><p>ilhéu (mas ilheuzito), mediu, passou, regougar.</p><p>Obs: Admitem-se, todavia, excepcionalmente, à parte destes dois grupos, os ditongos</p><p>grafados ae(= âi ou ai) e ao (= âu ou au): o primeiro, representado nos</p><p>antropónimos/antropônimos Caetano e Caetana, assim como nos respectivos derivados e compostos</p><p>(caetaninha, são-caetano, etc.); o segundo, representado nas combinações da preposição a com as</p><p>formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo o, ou seja, ao e aos.</p><p>2º)Cumpre fixar, a propósito dos ditongos orais, os seguintes preceitos particulares:</p><p>a)É o ditongo grafado ui, e não a seqüência vocálica grafada ue, que se emprega nas formas de 2a e</p><p>3a pessoas do singular do presente do indicativo e igualmente na da 2a pessoa do singular do</p><p>imperativo dos verbos em – uir: constituis, influi, retribui. Harmonizam-se, portanto, essas formas com</p><p>todos os casos de ditongo grafado ui de sílaba final ou fim de palavra (azuis, fui, Guardafui, Rui, etc.);</p><p>e ficam assim em paralelo gráfico-fonético com as formas de 2a e 3a pessoas do singular do presente</p><p>do indicativo e de 2a pessoa do singular do imperativo dos verbos em – air e em – oer: atrais, cai,</p><p>sai; móis, remói, sói.</p><p>b)É o ditongo grafado ui que representa sempre, em palavras de origem latina, a união de um u a</p><p>um i átono seguinte. Não divergem, portanto, formas como fluido de formas como gratuito. E isso não</p><p>impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas u e i se</p><p>separem: fluídico, fluidez (u-i).</p><p>c)Além, dos ditongos orais propriamente ditos, os quais são todos decrescentes, admite-se, como é</p><p>sabido, a existência de ditongos crescentes. Podem considerar-se no número deles as seqüências</p><p>vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas, tais as que se representam graficamente por ea, eo, ia, ie, io, oa,</p><p>ua, ue, uo: áurea, áureo, calúnia, espécie, exímio, mágoa, míngua, ténue/tênue, tríduo.</p><p>3º)Os ditongos nasais, que na sua maioria tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, pertencem</p><p>graficamente a dois tipos fundamentais: ditongos representados por vogal com til e semivogal;</p><p>ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m. Eis a indicação de uns e</p><p>outros:</p><p>a)Os ditongos representados por vogal com til e semivogal são quatro, considerando-se apenas a</p><p>língua padrão contemporânea: ãe (usado em vocábulos oxítonos e derivados), ãi (usado em</p><p>vocábulos anoxítonos e derivados), ão e õe. Exemplos: cães, Guimarães, mãe, mãezinha; cãibas,</p><p>cãibeiro, cãibra, zãibo; mão, mãozinha, não, quão, sótão, sotãozinho, tão; Camões, orações,</p><p>oraçõezinhas, põe, repões. Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo ũi; mas</p><p>este, embora se exemplifique numa forma popular como rũi = ruim, representa-se sem o til nas</p><p>formas muito e mui, por obediência à tradição.</p><p>b)Os ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m são dois: am e em.</p><p>Divergem, porém, nos seus empregos:</p><p>i)am (sempre átono) só se emprega em flexões verbais: amam, deviam, escreveram, puseram;</p><p>ii)em (tónico/tônico ou átono) emprega-se em palavras de categorias morfológicas diversas, incluindo</p><p>flexões verbais, e pode apresentar variantes gráficas determinadas pela posição, pela acentuação ou,</p><p>simultaneamente, pela posição e pela acentuação: bem, Bembom, Bemposta, cem, devem, nem,</p><p>quem, sem, tem, virgem; Bencanta, Benfeito, Benfica, benquisto, bens, enfim, enquanto,</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>29 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>homenzarrão, homenzinho, nuvenzinha, tens, virgens, amém(variação de ámen), armazém, convém,</p><p>mantém, ninguém, porém, Santarém, também; convêm, mantêm, têm (3as pessoas do</p><p>plural); armazéns, desdéns, convéns, reténs; Belenzada, vintenzinho.</p><p>Base VIII</p><p>Da acentuação gráfica das palavras oxítonas</p><p>1º)Acentuam-se com acento agudo:</p><p>a)As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas –a, –e ou –o,</p><p>seguidas ou não de –s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s), dominó(s), paletó(s),</p><p>só(s).</p><p>Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em –e tónico/tônico, geralmente</p><p>provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora</p><p>como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento</p><p>circunflexo: bebé ou bebê; bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guich</p><p>é ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.</p><p>O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente</p><p>admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.</p><p>b)As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a</p><p>terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada –a, após a assimilação e perda das consoantes finais</p><p>grafadas –r, –s ou –z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), dá-la(s) (de dar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-</p><p>lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s)-iam (de habitar-la(s)-iam), trá-la(s)-</p><p>á (de trar-la(s)-á);</p><p>c)As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado –em</p><p>(exceto as</p><p>formas da 3a pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm,</p><p>sustêm; advêm, provêm; etc) ou –ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns,</p><p>porém, provém, provéns, também;</p><p>d)As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados –éi, –éu ou –ói, podendo estes dois últimos</p><p>ser seguidos ou não de –s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s),</p><p>véu(s); corrói (de corroer), herói(s),remói (de remoer), sóis.</p><p>2º)Acentuam-se com acento circunflexo:</p><p>a)As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o,</p><p>seguidas ou não de –s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s),</p><p>pôs (de pôr), robô(s).</p><p>b)As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos –lo(s) ou –la(s), ficam a</p><p>terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o, após a assimilação e perda</p><p>das consoantes finais grafadas –r, –s ou –z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-</p><p>lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô-la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-</p><p>la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).</p><p>3º)Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas</p><p>heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de</p><p>cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da</p><p>preposição por.</p><p>Base IX</p><p>Da acentuação gráfica das palavras paroxítonas</p><p>1º)As palavras paroxítona não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa,</p><p>Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente,</p><p>moçambicano.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>30 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>2º)Recebem, no entanto, acento agudo:</p><p>a)As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas</p><p>grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em –l, –n, –r, –x e –ps, assim como, salvo raras</p><p>exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a</p><p>proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis), dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis), r</p><p>éptil (pl. réptéis; var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme,</p><p>pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúm</p><p>en (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres),</p><p>caráter ou carácter (mas pl. carateresou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ájax, córtex (pl. córtex;</p><p>var. córtice, pl. córtices), índex (pl. index; var. índice, pl. índices), tórax, (pl. tórax ou tóraxes;</p><p>var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps(pl. fórceps; var. fórcipe,</p><p>pl. fórcipes).</p><p>Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de</p><p>sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas</p><p>pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou</p><p>circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ôni</p><p>x.</p><p>b)As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e,</p><p>o e ainda i ou u e que terminam em –ã(s), –ão(s), –ei(s), –i(s), –um, –uns ou –</p><p>us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóq</p><p>uei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl.</p><p>de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); be</p><p>ribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), íris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e</p><p>pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).</p><p>Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de</p><p>sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas</p><p>pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se</p><p>fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus</p><p>e tônus, Vénus e Vênus.</p><p>3º)Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das</p><p>palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na</p><p>sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico,</p><p>epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia,</p><p>boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias, etc. (do verbo</p><p>comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.</p><p>4º)É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do</p><p>tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo</p><p>(amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas</p><p>variantes do português.</p><p>5º)Recebem acento circunflexo:</p><p>a)As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e,</p><p>o e que terminam em –l, –n, –r ou –x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais</p><p>se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon,</p><p>var. cânone,</p><p>(pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer,</p><p>Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).</p><p>b)As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e,</p><p>o e que terminam em –ão(s), –eis, –i(s) ou –us: bênção(s), côvão(s), Estêvão,</p><p>zângão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (p</p><p>l. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.</p><p>c)As formas verbais têm e vêm, 3as pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são</p><p>foneticamente paroxítonas (respectivamente /tãjãj/, /vãjãj/ ou /tẽẽj/, /vẽẽj/ ou ainda /tẽjẽj/, /vẽjẽj/; cf. as</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>31 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>antigas grafias preteridas, tẽem, vẽem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3as pessoas do</p><p>singular do presente do indicativo ou 2as pessoas do singular do imperativo; e também as</p><p>correspondentes formas compostas, tais</p><p>como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvê</p><p>m (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. intervém), mantêm (cf. ma</p><p>ntém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).</p><p>Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detẽem, intervẽem, mantẽem, provẽem,</p><p>etc.</p><p>6º)Assinalam-se com acento circunflexo:</p><p>a)Obrigatoriamente, pôde (3a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue</p><p>da correspondente forma do presente do indicativo (pode).</p><p>b)Facultativamente, dêmos (1a pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da</p><p>correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta</p><p>de forma (substantivo; 3a pessoa do singular do presente do indicativo ou 2a pessoa do singular do</p><p>imperativo do verbo formar).</p><p>7º)Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico</p><p>oral fechado em hiato com a terminação –em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do</p><p>conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem,</p><p>redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.</p><p>8º)Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a</p><p>grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo,</p><p>flexão</p><p>de povoar, voo, substantivo e flexão de voar, etc.</p><p>9º)Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que,</p><p>tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas.</p><p>Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para,</p><p>preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é),</p><p>flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo,</p><p>e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.</p><p>10º)Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas</p><p>heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão</p><p>de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e</p><p>elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo,</p><p>e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este,</p><p>e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e</p><p>substantivo; piloto (ô), substantivo, e piloto (ó), flexão de pilotar, etc.</p><p>Base X</p><p>Da acentuação das vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas</p><p>1º)As vogais tóncias/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas levam acento agudo</p><p>quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde de que não constituam</p><p>sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s: adaís (pl. de adail), aí,</p><p>atraí (de atrair), baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, etc.; alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde,</p><p>atraíam (de atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo,</p><p>influíste (de influir), juízes, Luísa, miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, sanduíche, etc.</p><p>2º)As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas não levam acento</p><p>agudo quando, antecedidas de vogal com que não formam ditongo, constituem sílaba com a</p><p>consoante seguinte, como é o caso de nh, l, m, n, r e z: bainha, moinho, rainha; adail, paul,</p><p>Raul; Aboim, Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; at-</p><p>rairn. demiuñrgo, influir, influirmos; juiz, raiz; etc.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>32 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>3º)Em conformidade com as regras anteriores leva acento agudo a vogal tónica/tônica grafada i das</p><p>formas oxítonas terminadas em r dos verbos em –air e –uir, quando estas se combinam com as</p><p>formas pronominais clíticas –lo(s), –la(s), que levam à assimilação e perda daquele –r: atraí-</p><p>lo(s) (de atrair-lo(s)); atraí-lo(s)-ia (de atrair-lo(s)-ia); possuí-la(s) (de possuir-la(s)); possuí-la(s)-</p><p>ia (de possuir-la(s)-ia).</p><p>4º)Prescinde-se do acento agudo nas vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas,</p><p>quando elas estão precedidas de ditongo: baiuca, boiuno,</p><p>cauila (var. cauira), cheiinho (de cheio), saiinha (de saia).</p><p>5º)Levam, porém, acento agudo as vogais tónicas/tônicas grafadas i e u quando, precedidas de</p><p>ditongo, pertencem as palavras oxítonas e estão em posição final ou seguidas de s: Piauí, teiú, teiús,</p><p>tuiuiú, tuiuiús.</p><p>Obs.: Se, neste caso, a consoante final for diferente de s, tais vogais dispensam o acento</p><p>agudo: cauim.</p><p>6º)Prescinde-se do acento agudo nos ditongos tónicos/tônicos grafados iu e ui, quando precedidos de</p><p>vogal: distraiu, instruiu, pauis (pl. de paul).</p><p>7º)Os verbos arguir e redarguir prescindem do acento agudo na vogal tónica/tônica grafada u nas</p><p>formas rizotónicas/rizotônicas: arguo, arguis, argui, arguem, argua, arguas, argua, arguam. Os verbos</p><p>do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar,</p><p>delinquir e afins, por oferecerem dois paradigmas, ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas</p><p>igualmente acentuadas no u mas sem marca gráfica (a exemplo de averiguo, averiguas, averigua,</p><p>averiguam; averigue, averigues, averigue, averiguem; enxaguo, enxaguas, enxagua,</p><p>enxaguam; enxague, enxagues, enxague, enxaguem, etc.; delinquo, delinquis, delinqui, delinquem;</p><p>mas delinquimos, delinquís) ou têm as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e</p><p>graficamente nas vogais a ou i radicais (a exemplo de averíguo, averíguas, averígua,</p><p>averíguam; averígue, averígues, averígue, averíguem; enxáguo, enxáguas, enxágua,</p><p>enxáguaim; enxágue, enxágues, enxágue, enxáguem; delínquo, delínques; delínque,</p><p>delínquem; delínqua, delínquas, delínqua, delinquám).</p><p>Obs.: Em conexão com os casos acima referidos, registre-se que os verbos em –</p><p>ingir (atingir, cingir, constringir, infringir, tingir, etc.) e os verbos em –inguir sem prolação</p><p>do u (distinguir, extinguir, etc.) têm grafias absolutamente regulares (atinjo, atinja, atinge, atingimos,</p><p>etc; distingo, distinga, distingue, distinguimos, etc.)</p><p>Base XI</p><p>Da acentuação gráfica das palavras proparoxítonas</p><p>1º)Levam acento agudo:</p><p>a)As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e,</p><p>o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido,</p><p>exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;</p><p>b)As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais</p><p>abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por</p><p>seqüências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes</p><p>(-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie,</p><p>série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.</p><p>2º)Levam acento circunflexo:</p><p>a)As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a</p><p>vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico,</p><p>êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego,</p><p>nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;</p><p>b)As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>33 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>tónica/tônica, e terminam por seqüências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente</p><p>consideradas como ditongos crescentes:amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.</p><p>3º)Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas</p><p>vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais</p><p>grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas</p><p>da língua: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo,</p><p>fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio,</p><p>blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue.</p><p>Base XII</p><p>Do emprego do acento grave</p><p>1º)Emprega-se o acento grave:</p><p>a)Na contração da preposição a com as formas femininas do artigo ou pronome</p><p>demonstrativo o: à (de a + a), às (de a + as);</p><p>b)Na contração da preposição a com os demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo ou</p><p>ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àquele(s), àquela(s),</p><p>àquilo; àqueloutro(s), àqueloutra(s);</p><p>Base XIII</p><p>Da supressão dos acentos em palavras derivadas</p><p>1º)Nos advérbios em –mente, derivados de adjetivos com acento agudo ou circunflexo, estes são</p><p>suprimidos: avidamente (de ávido), debilmente (de débil), facilmente (de fácil), habilmente (de hábil), i</p><p>ngenuamente (de ingênuo), lucidamente (de lúcido), mamente (de má), somente (de só), unicamente</p><p>(de único),</p><p>etc.; candidamente (de cândido), cortesmente (de cortês), dinamicamente (de dinâmico), espontanea</p><p>mente (de espontâneo),portuguesmente (de</p><p>português), romanticamente (de romântico).</p><p>2º)Nas palavras derivadas que contêm sufixos iniciados por z e cujas formas de base apresentam</p><p>vogas tónica/tônica com acento agudo ou circunflexo, estes são</p><p>suprimidos: aneizinhos (de anéis), avozinha (de avó), bebezito (de bebê), cafezada (de café), chapeu</p><p>zinho (de chapéu), chazeiro (de chá), heroizito (de herói), ilheuzito (de ilhéu), mazinha (de má), orfãoz</p><p>inho (de órfão), vintenzito (de vintém),</p><p>etc.; avozinho (de avô), bençãozinha (de bênção), lampadazita (de lâmpada), pessegozito (de pêsseg</p><p>o).</p><p>Base XIV</p><p>Do trema</p><p>O trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas.</p><p>Nem sequer se emprega na poesia, mesmo que haja separação de duas vogais que normalmente</p><p>formam ditongo: saudade, e não saüdade, ainda que tetrassílabo; saudar, e não saüdar, ainda que</p><p>trissílabo; etc.</p><p>Em virtude desta supressão, abstrai-se de sinal especial, quer para distinguir, em sílaba átona,</p><p>um i ou um u de uma vogal da sílaba anterior, quer para distinguir, também em sílaba átona, um i ou</p><p>um u de um ditongo precedente, quer para distinguir, em sílaba tónica/tônica ou átona, o u de gu ou</p><p>de qu de um e ou i seguintes: arruinar, constituiria, depoimento, esmiuçar, faiscar, faulhar, oleicultura,</p><p>paraibano, reunião; abaiucado, auiqui, caiuá, cauixi, piauiense; aguentar, anguiforme, arguir,</p><p>bilíngue (ou bilingue), lingueta, linguista, linguístico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo,</p><p>ubiquidade.</p><p>Obs.: Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com a Base I, 3º, em palavras derivadas de</p><p>nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc.</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>34 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>Base XV</p><p>Do hífen em compostos, locuções e</p><p>encadeamentos vocabulares</p><p>1º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e</p><p>cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade</p><p>sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento</p><p>estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-</p><p>cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-</p><p>grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-</p><p>escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-</p><p>gotas, finca-pé, guarda-chuva.</p><p>Obs.: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição,</p><p>grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas,</p><p>paraquedista, etc.</p><p>2º)Emprega-se o hífen nos topónimos/topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou</p><p>por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-</p><p>Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-</p><p>Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.</p><p>Obs.: Os outros topónimos/topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem</p><p>hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, etc. O</p><p>topónimo/topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.</p><p>3º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas,</p><p>estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-</p><p>doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-</p><p>quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-</p><p>capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de</p><p>um pássaro).</p><p>4º)Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o</p><p>elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal</p><p>ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário do mal, pode não se aglutinar com palavras</p><p>começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar,</p><p>bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-</p><p>ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-</p><p>nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto).</p><p>Obs.: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este</p><p>tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc.</p><p>5º)Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico,</p><p>além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém-Pirenéus; recém-casado, recém-nascido; sem-</p><p>cerimônia, sem-número, sem-vergonha.</p><p>6º)Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais,</p><p>prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já</p><p>consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-</p><p>perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem</p><p>hífen as seguintes locuções:</p><p>a)Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar;</p><p>b)Adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho;</p><p>c)Pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja;</p><p>ORTOGRAFIA OFICIAL</p><p>35 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR</p><p>d)Adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe</p><p>a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção, etc.), depois de amanhã, em cima, por isso;</p><p>e)Prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de,</p><p>debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a;</p><p>f)Conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.</p><p>7º)Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando,</p><p>não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-</p><p>Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique),</p><p>e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Áustria-</p><p>Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.).</p><p>Base XVI</p><p>Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação</p><p>1º)Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-,</p><p>hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e em formações por</p><p>recomposição, isto é, com elementos não autônomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais</p><p>como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-,</p><p>neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.), só se emprega o hífen nos seguintes</p><p>casos:</p><p>a)Nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-</p><p>hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático,</p><p>super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helénico/neo-</p><p>helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar.</p><p>Obs.: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas</p><p>quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.</p><p>b)Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o</p><p>segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-</p><p>observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.</p><p>Obs.: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo</p><p>quando iniciado por o: coobrigação, coocupante,</p>