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<p>Bases e técnicas diagnósticas</p><p>Manoela Carvalho dos Santos</p><p>Anatomia em radiografias oclusais</p><p>22 de abril de 2023</p><p>Esta técnica radiográfica é assim denominada devido ao posicionamento do filme</p><p>radiográfico/sensor paralelo às superfícies oclusais dos dentes ou rebordo alveolar.</p><p>Indicações</p><p>➔ Identificar o posicionamento dental</p><p>➔ Identificar patologias não observadas inteiramente na periapical</p><p>➔ Observação de fraturas maxilomandibulares</p><p>➔ Observação de dentes supranumerários, dentes inclusos, raízes residuais e corpos</p><p>estranhos em pacientes edêntulos, para posterior confecção de próteses totais</p><p>➔ Estudo de anomalias (fissura palatina, tórus palatino e mandibular,...)</p><p>➔ Avaliar e monitorar mudanças na sutura palatina mediana durante a expansão</p><p>ortodôntica palatina.</p><p>Radiografia na região de mandíbula</p><p>*Paciente: inclinado para trás para que o plano oclusal esteja a 45º acima da horizontal</p><p>*Cone: linha mediana, região de soalho da boca (aproximadamente 3cm abaixo do queixo)</p><p>Radiografia na região de maxila</p><p>*Total maxila -> Cone: centralizado na sutura frontonasal</p><p>*Cone mais para região nasal (menos inclinado): observa mais a região anterior de maxila</p><p>*Cone indo para a região frontal (mais inclinado): região posterior de maxila</p><p>*Parcial maxila -> Cone: centralizado no forame infraorbitário</p><p>OBS:</p><p>1. Distância do cone: O cone deve ser afastado o máximo possível, pois se estiver</p><p>muito próximo do filme pode formar “meia lua”.</p><p>2. Direcionamento do feixe: Os feixes de radiação devem entrar sempre numa</p><p>angulação de 90º, para que tenhamos uma formação de imagem sem sobreposição</p><p>e sem qualquer tipo de distorção.</p><p>3. Tempo de exposição: maior na técnica oclusal (comparada à periapical), devido à</p><p>maior espessura das estruturas atravessadas pelos raios X.</p><p>Posicionamento do filme oclusal</p><p>*Os exames oclusais são divididos em: totais e parciais;</p><p>➔ Nos exames totais: o maior eixo do filme é mantido perpendicular ao PSM do</p><p>paciente;</p><p>➔ Nos exames parciais: o maior eixo do filme posiciona-se paralelo ao PSM;</p><p>➔ O “picote” do filme deve estar voltado para vestibular</p><p>Apreensão do filme</p><p>➔ Paciente dentado: fechamento suave da boca, para não danificar a película.</p><p>➔ Paciente edêntulo:</p><p>1. Na maxila: irá pressioná-lo contra o rebordo superior com os polegares</p><p>2. Na mandíbula: pressionará o filme contra o rebordo inferior com o auxílio dos</p><p>dedos indicadores</p><p>Anatomia da Maxila</p><p>1. Soalho da fossa nasal (RO)</p><p>2. Septo nasal</p><p>3. Conduto (canal) nasolacrimal: Possui forma ovalada e encontra-se mais na região</p><p>posterior da maxila (Região de primeiros molares). Sendo possível observar,</p><p>apenas, se fizer a inclinação mais acentuada do cone.</p><p>4. Processo frontal da Maxila</p><p>5. Espinha nasal anterior</p><p>6. Conchas nasais: Em alguns casos tem o aumento de volume (hipertrofia das</p><p>conchas nasais)</p><p>7. Fossa nasal</p><p>8. Abertura nasal do canal incisivo: Em algumas radiografias observa-se as paredes</p><p>laterais do canal incisivo</p><p>9. Forame incisivo</p><p>10. Sutura intermaxilar: linha RL - encontro das maxilas (direita e esquerda)</p><p>11. Canais nutritivos: linhas RL</p><p>12. Rebordo alveolar: Só tem rebordo alveolar nas estruturas em que o paciente perde</p><p>o elemento dentário (quando se tem o elemento temos crista alveolar)</p><p>13. Túber da maxila: Parte final da região de maxila</p><p>14. Septos do seio</p><p>15. Seio maxilar (extensões: anterior, palatina e zigomática)</p><p>Conduto (canal) nasolacrimal (RO)</p><p>SEIO MAXILAR (Extensões)</p><p>1. Extensão anterior</p><p>2. Extensão palatina: só é possível ver na radiografia oclusal</p><p>3. Extensão zigomática: Extensão mais posterior do seio</p><p>*Não é possível visualizar na radiografia oclusal: Extensão alveolar e para o túber</p><p>Osso frontal (RO)</p><p>MANDÍBULA</p><p>1. Tubérculo Geni</p><p>2. Canal mandibular (desdentados)</p><p>3. Forame mentual: imagem RL ovalada próximo à pré-molares</p><p>4. Protuberância mentual: linha RO na região de incisivos inferiores</p><p>- Cortical interna do rebordo</p><p>- Cortical interna da mandíbula</p><p>- Cortical externa da mandíbula</p><p>Tubérculo Geni</p><p>Forame Mentual</p><p>Protuberância mentual</p><p>Cortical Interna do Rebordo Cortical interna da mandíbula</p><p>Radiografias Interproximais (técnica bite-wing)</p><p>22 de abril de 2023</p><p>*Inclui as coroas dos dentes superiores e inferiores e as cristas alveolares</p><p>Indicações</p><p>1. Exame das faces proximais de dentes posteriores para pesquisa de cáries e</p><p>excesso ou falta de material restaurador</p><p>2. Exame da crista alveolar para a pesquisa de reabsorção (indicativa de doença</p><p>periodontal)</p><p>3. Visualizar altura óssea e contorno ósseo</p><p>4. Pesquisa de cálculo salivar</p><p>Estruturas</p><p>● Cortical Alveolar: cristas alveolares</p><p>● Trabeculado ósseo: o próprio osso que envolve as estruturas</p><p>● Hâmulo pterigóideo</p><p>● Linha oblíqua externa</p><p>PANORÂMICA - 29 de abril de 2023</p><p>*Anatomia extraoral</p><p>*Traz, em uma única tomada radiográfica, todas as estruturas anatômicas que envolvem o</p><p>complexo maxilo-mandibular</p><p>*Apesar do certo nível de distorção, traz uma boa imagem de qualidade, permitindo que</p><p>possamos planejar e diagnosticar os pacientes.</p><p>Indicações</p><p>- Avaliação inicial</p><p>- Avaliação de fraturas e lesões ósseas</p><p>- Localização de terceiros molares</p><p>- Desenvolvimento e erupção dentária (especialmente na dentição mista)</p><p>- Dentes impactados ou não erupcionados e restos radiculares (em desdentados)</p><p>- Dor na ATM</p><p>- Anomalias de desenvolvimento</p><p>- Presença de lesões cariosas extensas</p><p>- Processos patológicos</p><p>- Presença de reabsorção do rebordo alveolar</p><p>Vantagens</p><p>1. Ampla cobertura dos ossos faciais e dentes</p><p>2. Baixa dose de radiação</p><p>3. Facilidade da técnica</p><p>4. Pode ser usado em pacientes com trismo ou em pacientes que não toleram</p><p>radiografia intraoral</p><p>5. Técnica de radiografia conveniente e rápida</p><p>Desvantagens</p><p>1. Falta de detalhes anatômicos (disponíveis nas radiografias periapicais) -> não é tão</p><p>útil quanto a radiografia periapical para detectar lesões</p><p>2. Ampliação desigual e distorção geométrica em toda a imagem.</p><p>3. Presença de estruturas sobrepostas (ex: coluna cervical) pode esconder lesões</p><p>odontogênicas, particularmente nas regiões dos incisivos.</p><p>Uso das radiografias panorâmicas nas especialidades</p><p>1. Odontopediatria</p><p>➔ Maior cooperação da criança</p><p>➔ Diminuição da dose</p><p>➔ Avaliar formação e desenvolvimento dos dentes (relação de dentes permanentes</p><p>com decíduos)</p><p>2. Ortodontia</p><p>3. Periodontia</p><p>➔ Reabsorções alveolares</p><p>4. Clínica geral</p><p>➔ Visão geral maxila/mandíbula</p><p>➔ Planejamento</p><p>➔ Pré e Pós tratamento</p><p>5. Cirurgia</p><p>*ATM</p><p>Estruturas</p><p>1. Cabeça da mandíbula</p><p>2. Incisura mandibular</p><p>3. Processo coronóide</p><p>4. Ângulo da mandíbula</p><p>5. Ramo da mandíbula</p><p>6. Corpo da mandíbula</p><p>7. Base da mandíbula</p><p>8. Canal mandibular</p><p>9. Forame mandibular</p><p>10. Forame mentual</p><p>11. Linha oblíqua externa</p><p>12. Linha milo-hióidea</p><p>13. Sínfise mandibular</p><p>14. Proeminência mentual</p><p>15. Cartilagem nasal:</p><p>16. Osso hióide: na parte mais inferior da radiografia (Em algumas radiografias ele</p><p>pode estar por cima da mandíbula ou na parte mais inferior - depende do</p><p>posicionamento do paciente no momento da realização da radiografia)</p><p>17. Seio maxilar: na panorâmica é possível ver o seio em toda sua totalidade</p><p>18. Assoalho do seio maxilar</p><p>19. Processo zigomático da maxila: em forma de gancho (anzol)</p><p>20. Túber ou tuberosidade da maxila</p><p>21. Fossa pterigomaxilar: forma de gota invertida</p><p>22. Arco zigomático</p><p>23. Eminência articular (tubérculo articular)</p><p>24. Fossa mandibular</p><p>25. Meato acústico externo</p><p>26. Processo estilóide</p><p>27. Língua</p><p>28. Hâmulo pterigóideo</p><p>29. Forame incisivo</p><p>30. Espinha nasal anterior</p><p>31. Septo nasal</p><p>32. Fossa nasal</p><p>33. Concha nasal inferior</p><p>34. Canal infraorbital</p><p>35. Forame infraorbitário</p><p>36. Órbita</p><p>37. Soalho da órbita</p><p>38. Palato duro</p><p>39. Palato mole</p><p>40. Espaço orofaríngeo</p><p>41. Espaço nasofaríngeo</p><p>42. Fossa submandibular</p><p>43. Vértebras</p><p>44. Lóbulo da orelha</p><p>45. Epiglote</p><p>Vermelho: cartilagem nasal</p><p>Lilás: Protuberância mentual</p><p>Marrom: cabeça da mandíbula</p><p>Amarelo: processo coronóide</p><p>Laranja: canal mandibular</p><p>Azul claro: forame mentual</p><p>Azul claro: processo zigomático da maxila</p><p>Amarelo: Túber da maxila</p><p>Azul escuro (gota invertida):</p><p>Fossa pterigomaxilar</p><p>Rosa (círculo) meato acústico externo</p><p>Marrom (proeminência óssea): Processo estilóide</p><p>Verde: Seio maxilar</p><p>Amarelo: seio Maxilar</p><p>Vermelho: Cartilagem nasal</p><p>Azul claro: Soalho da órbita</p><p>Azul (centro): septo nasal</p><p>Laranja: fossa nasal</p><p>Lilás: canal infraorbitário</p><p>Cavidade nasal</p><p>Septo nasal</p><p>Conchas nasais</p><p>Espinha nasal anterior</p><p>Processo estilóide</p><p>Roxo: Seio Maxilar (extensão: anterior, alveolar e para o túber) - parede anterior, soalho</p><p>do seio e parede posterior.</p><p>Azul: fissura/fossa pterigomaxilar (ou fossa pterigopalatina)</p><p>Base da mandíbula</p><p>Ramo da mandíbula</p><p>Ângulo da mandíbula</p><p>Forame mentual</p><p>Forame da mandíbula</p><p>Canal da mandíbula</p><p>Linha oblíqua externa</p><p>Sínfise da mandíbula</p><p>Azul: Tubérculo articular</p><p>Verde: Processo coronóide</p><p>Preto: Processo zigomático da maxila</p><p>Seta: Arco zigomático</p><p>Seta azul escuro: Espaço orofaringe</p><p>Seta azul claro: Osso hióide</p><p>seta de cima: Palato duro e Soalho da cavidade nasal</p><p>setas: Coluna vertebral</p><p>Cefalometria - 06 de maio 2023</p><p>Técnica utilizada para a marcação de pontos (marcados na telerradiografia lateral para</p><p>obtenção do cefalograma). A partir desses pontos, vão ser gerados dados que serão</p><p>interpretados -> Esses dados vão dar as dimensões craniofaciais do paciente (comprimento</p><p>da mandíbula e da maxila, relação maxila-mandíbula, relação crânio-maxila, análise óssea,</p><p>análise facial do tecido mole, relacionamento dos molares, relacionamento dos incisivos,...).</p><p>*Cefalometria e cefalograma: Podem ser feitos de forma manual ou computadorizada</p><p>*Análises cefalométricas: um dos instrumentos científicos de maior importância no</p><p>planejamento e elaboração de um tratamento ortodôntico -> permite, através de medidas</p><p>angulares e lineares, o acompanhamento do tratamento, anunciando as alterações obtidas</p><p>por intermédio do tratamento ortodôntico para comparações futuras.</p><p>Cefalostato</p><p>*Dispositivo que mantém a cabeça do paciente fixa numa posição constante, portanto</p><p>reproduzível, nas diversas tomadas radiográficas, uniformizando as telerradiografias.</p><p>*Broadbent (1931) -> desenvolveu o cefalostato permitindo, através de telerradiografias, o</p><p>acompanhamento das mudanças longitudinais de desenvolvimento num mesmo indivíduo,</p><p>permitindo a realização dos primeiros trabalhos sobre crescimento craniofacial.</p><p>➔ Medida entre o ponto focal e o plano sagital mediano do paciente: 152cm</p><p>➔ Medida entre o plano sagital mediano do paciente e o filme: 20,5cm</p><p>Indicações</p><p>*Pesquisa do crescimento e desenvolvimento craniofacial</p><p>*Monitorar o progresso e resultados do tratamento</p><p>*Avaliar:</p><p>● Traumatismo, Patologias e/ou doenças sistêmicas;</p><p>● Desenvolvimento de anormalidades de crescimento;</p><p>● Paredes anterior/posterior dos seios frontal e maxilar;</p><p>● Tecidos moles da nasofaringe, seios paranasais e palato duro.</p><p>Aplicação da cefalometria na ortodontia</p><p>1. Estudo do crescimento craniofacial: graças à precisão e confiabilidade dos métodos de</p><p>sobreposição dos traçados cefalométricos (possibilitam estudar as mudanças ocorridas e</p><p>provocadas).</p><p>2. Avaliação do espaço nasofaringeano: Duas estruturas de tecido mole devem ser</p><p>consideradas quanto à avaliação do espaço nasofaríngeo: a adenóide e as amígdalas</p><p>(estruturas importantes na etiologia das maloclusões) -> Alguns pacientes têm o aumento da</p><p>adenóide e amígdalas (quando estão hipertrofiadas vai mudar toda a oclusão do paciente,</p><p>promovendo, portanto, quadros de maloclusões).</p><p>3. Diagnóstico das enfermidades craniofaciais</p><p>4. Avaliação dos resultados pós-tratamento</p><p>Cefalograma</p><p>Uma vez obtida a telerradiografia, definimos sobre ela o cefalograma, para fazer medições</p><p>lineares e angulares, classificando a morfologia craniofacial dos pacientes.</p><p>O cefalograma se compõe de duas partes principais:</p><p>1. Desenho anatômico:</p><p>- Perfil mole</p><p>- Estruturas ósseas</p><p>2. Traçados de orientação:</p><p>- Linhas e Planos</p><p>- Grandezas lineares e angulares</p><p>Cefalometria USP - Desenho anatômico</p><p>Desenhar o:</p><p>1. Perfil mole do paciente</p><p>2. Osso frontal</p><p>3. Osso nasal</p><p>4. Olho do paciente</p><p>5. Contorno da órbita</p><p>6. Corpo do esfenóide e parte basilar do occipital (o osso esfenóide tem diversas alterações</p><p>de forma)</p><p>7. Meato acústico externo</p><p>8. Fossa pterigomaxilar</p><p>9. Mandíbula</p><p>10. Cortical Mento</p><p>11. Maxila</p><p>12. Faringe</p><p>13. Incisivo superior</p><p>14. 1º Molar superior</p><p>15. Incisivo inferior</p><p>16. 1º Molar inferior</p><p>Marcar os pontos</p><p>1. Ponto Násio -N-: Ponto na região da sutura frontonasal</p><p>2. Ponto orbitário -Or-: Ponto mais inferior do contorno da órbita</p><p>3. Espinha nasal anterior -ENA-: Ponto na extremidade ântero-superior da maxila</p><p>4. Espinha nasal posterior -ENP-: Ponto na extremidade póstero-superior da maxila</p><p>5. Ponto -A-: Ponto na parte mais profunda da concavidade alveolar da maxila</p><p>6. Ponto -B-: Ponto mais profundo da concavidade da sínfise mentoniana</p><p>7. Pg (Pogônio): Ponto mais anterior da sínfise mentoniana</p><p>8. Me (mentual): Ponto mais inferior da sínfise mentoniana</p><p>9. Gn (gnátio): Ponto mais inferior e anterior do mento ósseo</p><p>10.Go (gônio): Ponto mais postero-inferior da mandíbula (região do ângulo da mandíbula)</p><p>11. Po (pório): Ponto mais postero-superior do meato acústico externo</p><p>12. Ar (articular): Ponto localizado na interseção do côndilo com a base do crânio</p><p>13. S (sela turca): Ponto central da sela turca</p><p>14. D: Ponto no centro da sínfise</p><p>Marcar os planos</p><p>Linha S-Na: Linha que vai do ponto S até o Násio</p><p>Plano de Frankfurt (Po-Or): Linha que passa pelo ponto pório (Pr) e o Orbitário (Or)</p><p>Plano Palatino (PP): Linha que passa pela ENP e ENA</p><p>Linha facial superior: Linha que liga o ponto Násio ao ponto A.</p>

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